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Israel e Palestina: uma guerra estatal

À luz dos recentes eventos envolvendo Israel e a Palestina, parece-me apropriado apresentar uma sugestão sobre como esse aparentemente interminável conflito poderia ser resolvido.  Para por um fim na contínua violência na região, muitos defensores da Palestina estão exigindo a completa abolição do estado israelense.  Apesar de esta não ser uma idéia ruim, estar-se-ia atacando apenas parte do problema.  A única solução definitiva seria abolir ambos os estados — o israelense e o palestino —, pois, enquanto esses governos existirem, não tem como haver paz e liberdade na região.

De fato, de um ponto de vista estatista, esse conflito é um impasse constante; ambos os governos palestinos e israelenses, e muitos de "seus" respectivos cidadãos, reivindicam o mesmo pedaço de terra.  E ambos os lados também sustentam essas reivindicações com base em diferentes argumentos históricos e religiosos, em uma batalha verbal impossível de ser arbitrada objetivamente.

A violência, é claro, é a marca característica do conflito.  De um lado, os nacionalistas islâmicos da Palestina lançam mísseis, granadas e cometem atentados suicidas contra vários alvos em Israel, já que consideram que o governo israelense está ocupando ilegalmente a terra "palestina".  Do outro lado, o governo israelense bombardeia as áreas palestinas que ele supõe estarem servindo de abrigo para terroristas, frequentemente atingindo e matando civis.  Todos esses ataques violentos incitam contra-ataques do lado oposto do conflito, criando assim uma incessante espiral de violência.

O problema, entretanto, não é qual o lado que está certo, isto é, qual dos dois governos tem o direito de controlar todas as partes do território israelo-palestino.  O problema, pra começar, é a própria existência desses dois governos — e o fato de eles reivindicarem qualquer que seja o pedaço de terra.

Examinemos as duas principais propostas que são tipicamente apresentadas por estatistas como sendo a maneira correta de resolver esse conflito que já dura seis décadas.

A primeira é a solução popular dos "dois estados", sendo a idéia geral a de que ambos os governos deveriam coexistir lado a lado e buscar um acordo de paz que colocaria um fim na violência.  Uma condição vital para esse acordo seria, obviamente, que os dois governos — um "israelense" e um "palestino" — cheguem a uma conclusão final sobre qual pedaço de terra deveria pertencer a qual país.

Atualmente, o "Estado da Palestina" está dividido em duas áreas diferentes: a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.  Ambas estão separadas por 40 quilômetros — e havemos de concordar que seria muito difícil formar um país palestino sem antes juntar essas duas áreas geográficas.  Entretanto, se isso fosse feito, Israel seria dividido em duas, o que seria igualmente impraticável (para um israelense chegar ao outro lado do seu país, ele teria obrigatoriamente de cruzar a Palestina).  O resultado seria uma indignação nacional entre os israelenses, particularmente entre aqueles que vivem nas áreas que passariam para o controle palestino.

Também é difícil imaginar o governo israelense entregando voluntariamente o controle da Cisjordânia ao governo palestino, principalmente quando se leva em conta que a Cisjordânia circunda a maior parte da cidade de Jerusalém, que não apenas é a verdadeira capital de Israel como também é considerada uma cidade sagrada tanto pelos judeus quanto pelos muçulmanos.  Outro problema é que os governos têm a incontrolável tendência de tentar expandir suas jurisdições.  Esse certamente é o caso do governo de Israel, principalmente no que tange sua presença na Cisjordânia.  Tudo isso significa que os dois governos iriam discutir eternamente (ou pior, brigar) sobre qual pedaço de terra pertence a quem, uma vez que ambos consideram que tudo ou quase tudo lhes pertence por direito.

Mas mesmo se essa questão específica fosse acordada entre os governos, eles ainda continuariam enfrentando os mesmos problemas de violência.  Afinal, a principal rixa que a maioria dos nacionalistas palestinos radicais tem com Israel não está relacionada aos tão debatidos assentamentos israelenses na Cisjordânia, mas sim à existência de todo o estado israelense em si.  Esses palestinos não querem viver sob um governo israelense, não importa o quão pequeno ele seja. E, ao mesmo tempo, eles consideram que todo Israel pertence à Palestina.  Portanto, os radicais islâmicos iriam continuar sua guerra contra Israel porque acham que está havendo uma ocupação ilegítima e continuada da Palestina.  O governo israelense, por sua vez, iria retaliar bombardeando as áreas palestinas como forma de vingança ou sob a alegação de estar caçando terroristas, sustentando assim a espiral de violência.  Ademais, todos esses ataques também apresentam um "efeito hidra": ao se matar um palestino ou um israelense, uma dúzia de amigos e parentes irão jurar vingança pela morte do ente querido.

Um complicador adicional é a batalha interna travada entre o Hamas e o Fatah pelo poder da Palestina. Os objetivos de cada partido são muito diferentes.  O Fatah, cuja atual base é a Cisjordânia, mostrou interesse em trabalhar junto ao governo de Israel em busca de uma solução que envolve o reconhecimento mútuo de ambos os estados.  Em nítido contraste, o objetivo primário do Hamas, partido baseado em Gaza, é acabar com todo o estado israelense.  Considerando-se a popularidade do Hamas e seu ativismo militante, as perspectivas de cooperação entre os dois partidos não são muito animadoras.

Também é ingenuidade pensar que um mágico acordo de paz será repentinamente alcançado e solucionará todas as disputas entre as duas nações e entre todos os partidos envolvidos, principalmente quando se considera todos os acordos de paz anteriores que já foram tentados.  O último ocorreu em Annapolis — capital do estado de Maryland —, em novembro de 2007 (e o Hamas boicotou), onde o objetivo era atingir uma resolução definitiva até o fim de 2008.  A ironia macabra é que, exatamente durante a última semana de 2008, mais de 400 pessoas foram mortas em novos confrontos entre palestinos e o governo israelense.

É por isso que é necessário relembrar o cerne da razão do conflito, a saber: a existência do estado israelense jamais será tolerada por todos os palestinos, e sempre será recebida com violência.  Trata-se também de uma batalha entre dois estados rivais, cada qual competindo pelo controle político e militar sobre os mesmos territórios.

O que nos leva à segunda e menos popular solução para o conflito: fundir as duas nações antagônicas em um único estado.  Isso até poderia eliminar as disputas territoriais, mas não resolveria muitos outros problemas que tornariam essa alternativa uma impossibilidade.

Um dos mais óbvios desses problemas seria o processo de criação de leis dentro deste novo e unificado país.  Imagine o caos que resultaria se, por exemplo, o Kadima, o atual partido governante israelense, e o Hamas estivessem tentando chegar a um acordo legislativo, quando bem se sabe que o Kadima (bem como o Likud) considera o Hamas uma organização terrorista — e vice versa, de certo modo.  Os principais partidos políticos de ambos os países têm opiniões amplamente divergentes sobre tudo, desde questões internas até política externa.  Os políticos israelenses, além de pautarem grande parte de sua ética na fé judaica, tendem a ser mais ocidentalizados, ao passo que a maioria dos políticos palestinos tende a ser mais de esquerda e fortemente influenciada pelo islã.  Nesse cenário, o que prevaleceria?  Deveriam as atuais leis israelenses ser adotadas, ou o novo governo deveria tentar criar um "estado islâmico", do tipo que o Hamas quer construir?  (Não se está dizendo aqui que todos os israelenses e palestinos têm visões diametralmente opostas sobre ética e política, mas o problema é suficientemente grande para causar um conflito interno em larga escala).

Outro problema com a solução do estado único está relacionado ao equilíbrio de poder dentro do governo.  Os israelenses são bem mais numerosos que os palestinos naquela área, o que significa que os políticos palestinos provavelmente iriam constituir uma minoria dentro do parlamento, e talvez até mesmo seriam reduzidos ao papel de eterna oposição.  Isso dificilmente agradaria aos palestinos que estão tentando diminuir o poder político de Israel na região.  Com efeito, é bem possível que esse sistema pudesse acabar reduzindo o poder político que os palestinos possuem hoje.  Se o jogo virasse e os palestinos e outros árabes ganhassem a liderança do Parlamento, em conseqüência de uma diáspora palestina, por exemplo, muitos israelenses certamente se mostrariam em feroz desacordo com o novo governo.  Isso indubitavelmente geraria protestos agressivos e desordem civil entre os israelenses.

Desta forma, uma preocupação muito real em ambos os cenários seria a eclosão de uma guerra civil entre "palestinos" e "israelenses"; ou que grandes grupos de pessoas se amotinassem em algumas regiões, seja em Gaza, na Cisjordânia ou em partes do atual Israel, e tentassem se livrar do estado nacional para formar miniestados autônomos, usando de violência se necessário.

As diferenças de ética e fé entre o judaísmo e o islã geralmente não são nenhum problema para duas famílias, uma judia e a outra muçulmana, que são vizinhas (uma vez que ambas são donas de suas respectivas vidas e propriedades).  Mas se tornam um enorme perigo e um obstáculo para a paz quando manipuladas para fins políticos.  Afinal, judeus e muçulmanos viveram lado a lado durante 13 séculos no mundo árabe, até que a criação do Estado de Israel estimulou o ódio e o conflito entre os dois grupos da região.  Trata-se, portanto, não de um conflito predominantemente religioso, mas sim de um conflito político.

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, escreveu o seguinte em um editorial do jornal britânico The Guardian:

"Nossa mensagem aos israelenses é essa: não lutamos contra vocês porque pertencem a uma determinada fé ou cultura.... Não temos problema algum com judeus que não nos atacaram — nosso problema é com aqueles que vieram à nossa terra, impuseram-se através da força, destruíram nossa sociedade e baniram nossa gente."

De fato, quando a ONU decidiu dividir a Palestina, em 1947, para criar o estado israelense, 70 por cento da população da área era palestina, ao passo que a população judaica consistia de pioneiros sionistas que eram donos de aproximadamente 8 por cento da terra.  Em qualquer parte do mundo, não importa qual grupo étnico ou religioso esteja envolvido, dar a um grupo minoritário o poder político sobre a terra de outras pessoas é estar procurando encrenca das grossas.

É preciso lembrar que, nesse conflito, não são apenas os palestinos que estão pagando um alto preço em vidas humanas.  Pelo simples fato de existir, o governo de Israel põe em risco a segurança e o bem-estar dos israelenses, dos judeus e de outros civis em todo o mundo.  Incontáveis seqüestros e ataques terroristas foram cometidos ao longo de décadas por grupos pró-Palestina como forma de protesto contra Israel.  Num dos exemplos mais recentes, dois vendedores israelenses foram assassinados na Dinamarca, nas vésperas do Ano-Novo, por um palestino.  Acredita-se que foi simplesmente um ato de vingança contra os recentes bombardeios praticados pelo governo de Israel na Faixa de Gaza.  Assim como muitos inocentes americanos foram automaticamente associados aos atos cruéis de George W. Bush, muitos israelenses inocentes são associados aos delitos do governo de Israel.

Israel é frequentemente aclamado por defensores ocidentais como sendo um farol da democracia em uma região repleta de governos antidemocráticos.  Esse "triunfo" democrático, entretanto, é na verdade um dos maiores obstáculos para a paz nesse conflito.  Como Hans-Hermann Hoppe mostrou em seu livro, Democracia - o deus que falhou, governos democráticos não temem ir à guerra contra outros países e desperdiçar enormes quantidades de recursos nesse processo.

Existem várias razões econômicas para isso.  Uma é o fato de que os políticos israelenses não são os donos do governo de Israel, mas apenas administradores.  Sendo assim, eles têm pouco interesse econômico em manter uma rédea curta nos gastos governamentais, já que estão gastando o dinheiro de outras pessoas e somente por um período de tempo limitado.  Isso também significa que o governo não está lá muito preocupado com o valor de mercado das áreas que invade ou ocupa, uma vez que os políticos, na condição de não-proprietários do governo, não têm que se preocupar com o valor futuro das terras ocupadas e devastada pela guerra.  Assim, utilizar bombas e o poderio militar para combater qualquer ameaça estrangeira imaginável é a saída mais "fácil".

Governos democráticos sempre obtêm êxito em fazer com que a maior parte da população apóie essas aventuras militares.  O segredo é retratá-las como respostas naturais e necessárias aos ataques estrangeiros desferidos sobre "nós" e sobre "a nossa nação", apelando assim para o sentimento patriótico mais básico.

Ademais, considerando-se que a principal fonte de receita do governo é a taxação — isto é, a extração forçosa do dinheiro dos "clientes" — não há qualquer mecanismo de cálculo de lucros e prejuízos baseado na venda de produtos.  Não há como se fazer qualquer consideração acerca da "eficiência" do empreendimento.  O fato de a maioria dos governos gastar mais do arrecada é uma regra que dificilmente encontra exceção.  Com efeito, a dívida "nacional" de Israel já se encaminha celeremente para a marca de 100% do PIB, ficando acima de 80% no final de 2007.

Os governos também não têm concorrentes com quem se preocupar, no sentido de que ninguém mais tem como seduzir seus "clientes" oferecendo-lhes uma melhor oferta de proteção policial ou de outros serviços atualmente monopolizados pelo governo.  "Otimização de recursos" é uma frase de efeito que não provoca efeito algum nos governantes.

Agora compare tudo isso com uma "terceira" solução: abolir ambos os estados israelenses e palestinos.  Primeiro, isso iria sem dúvida alguma acabar com uma boa quantidade dos conflitos que hoje assolam a região.  Afinal, o objetivo de todos os grupos militantes palestinos — livrar-se do estado israelense — estaria agora realizado.  Assim, não mais haveria "necessidade" de atacar qualquer parte da antiga Israel, uma vez que não mais existiria um governo israelense contra o qual lutar.  Em troca, não mais haveria qualquer "necessidade" de as antigas tropas israelenses bombardearem as áreas palestinas sob a alegação de estarem lutando uma guerra contra o terrorismo.

Segundo, as agências de proteção privada agora incumbidas da tarefa de oferecer proteção policial e militar iriam operar de uma forma radicalmente diferente dos agora abolidos governos.  Diferentemente dos políticos, os proprietários dessas agências teriam sempre de levar em consideração os gastos. Eles teriam de ponderar se gastar enormes quantias de dinheiro em guerras seria uma boa maneira de se resolver contendas. Essa decisão seria facilitada pelo fato de essas agências terem orçamentos muito limitados, dado que seu fluxo de renda advém apenas de clientes voluntários.  Guerras são muito custosas e gerariam um rombo enorme no orçamento de qualquer agência de proteção, rombo esse que não poderia ser remediado via aumento de impostos, impressão de dinheiro ou endividamento pesado através da venda de papéis equivalentes aos títulos do governo.

Além disso, as agências de proteção teriam de concorrer entre si para conquistar clientes, o que significa que elas teriam de se virar para oferecer a "otimização de custos" que os governos tão arrogantemente desprezam.  Isso significa bons serviços a custos baixos, o que também não deixa muita margem de lucro para se gastar em guerras.  Os clientes também estariam mais interessados em agências de proteção que gastam seus lucros no aperfeiçoamento de seus serviços e na redução de preços do que em agências que gastam dinheiro com guerras irracionais.

Mas não seria a Palestina atualmente uma sociedade em grande parte anarquista?  A resposta curta é não.  Embora algumas partes da Cisjordânia estejam de fato em uma situação que poderia ser descrita como "anárquica", há ao menos dois governos competindo pelo controle dessas áreas.  Grande parte da Somália também ficou "sem estado" durante vários anos, mas durante todo esse tempo havia ao menos três governos intervindo e tentando desestabilizar para assumir o controle do país.  Só porque há um controle limitado do governo não significa que não há controle governamental.

Mas e quanto aos governos do Irã, da Síria ou dos outros países vizinhos?  Eles não aproveitariam essa oportunidade para invadir a área agora desestatizada de Israel/Palestina?  Pra começar, é difícil imaginar qual seria o alvo do ataque.  Com o agressivo governo israelense abolido, e com os israelenses e palestinos vivendo lado a lado sem qualquer capacidade de se oprimirem mutuamente via meios políticos, não haveria nada para esses estados bandidos atacarem.

Se o governo iraniano ou qualquer outro enxergasse a desestatizada região israelo-palestina como uma oportunidade para novas conquistas e resolvesse invadi-la para estabelecer um estado islâmico (o que obviamente iria exigir o uso da força, assim como acontece durante a criação de qualquer governo), ele antes de teria de lutar contra as agências de proteção.  À primeira vista, pode parecer moleza para as forças armadas iranianas derrotar um grupo de agências de proteção privada e independentes entre si, cujos "exércitos" são muito menores.  Mas as aparências podem enganar.  Há basicamente duas maneiras de se derrotar qualquer grande exército governamental: uma, é tendo um exército ainda maior e mais avançado; a outra, é utilizando pequenas milícias e grupos de insurgência.  Há inúmeros exemplos históricos dessa última: os vietcongues contra as forças armadas americanas; o Talibã contra a União Soviética no Afeganistão; os americanos contra o governo britânico durante a Revolução Americana; e, no atual exemplo, os militantes dos grupos palestinos que vêm mantendo o exército israelense ocupado por meio século.

É muito mais difícil combater um inimigo que não "existe" ou que não é claramente reconhecível e definível do que combater um exército governamental.  Isso foi algo que o governo dos EUA acabou aprendendo durante a guerra no Iraque.  Logo de início as forças armadas americanas derrotaram facilmente o exaurido exército governamental iraquiano. Mas desde então o governo americano já gastou mais de $500 bilhões lutando contra insurgentes iraquianos que surgem do nada e se camuflam facilmente entre os nativos.

Ademais, a maioria dos israelenses hoje é bem armada e bem treinada para combate, graças ao passado tormentoso de Israel.  Isso muito provavelmente continuaria sendo a regra caso o governo de Israel fosse abolido, particularmente entre os judeus, dada a alta concentração de estados islâmicos perigosos na vizinhança.

Concluindo, é vital que o movimento sionista entenda que a idéia de uma terra de Israel não é igual a — e nem requer um — estado israelense.  Também é vital entender que jamais poderá haver paz e estabilidade na região enquanto houver um governo israelense; da mesma forma, jamais poderá haver uma "Palestina livre" enquanto houver um governo palestino.  A única maneira de se ter prosperidade é através da paz e do comércio, e isso só virá através de uma sociedade sem estado.


autor

Lucas Danneskjöld
é graduado em um curso técnico, aluno de bacharelado em Ciências Cognitva na Universidade Umeå, na Suécia, e membro-fundador do Instituto Ludwig von Mises da Suécia.


  • J. Razen Cavalcante  30/10/2010 08:05
    O autor do texto carece de informações vitais para o entendimento da questão e arrisco atribuir isso à falta de visão política, religiosa e social que é característico de liberais. A lógica do mundo não é, nunca foi e nunca será o capital. Antes de tudo, entenda que o muçulmano não quer a terra de Israel, o muçulmano quer dominar o mundo e transformá-lo em um grande califado no qual a constituição seria o Corão. Israel é o lar indivisível do povo judeu, e sim, REQUER UM ESTADO JUDEU. Nossa fé é baseada em D'us, na Torá e na terra de Israel - Não há dinheiro e nem riqueza que irá apagar e sobrepujar isso, é uma chama que arde há milênios e não será agora que irá se apagar. Se houver algum povo ou interesse contrário ao nosso Estado, deveremos combate-lo até que seja totalmente extirpado e assim promovermos nossa fé em nossa casa.
  • Ricardo  24/11/2012 07:30
    O judeu Razen Cavalcante acusa os outros de ignorantes, mas o mais ignorante é ele. E pior, é um mentiroso e um supremacista étnico.

    Em primeiro lugar, a questão não é religiosa. Os palestinos não são todos muçulmanos, há palestinos cristãos, drusos e ateus, que juntos somam pelo menos 30% do total.

    Em segundo lugar, onde está escrito que os muçulmanos querem dominar o mundo? É muito engraçado um judeu dizer isso, pois esta acusação é tradicionalmente lançada aos judeus. Completa imbecilidade, típica de fanático religioso.

    Em 3o. lugar, os judeus podem querer o que querem, mas não um Estado só porque sua religião diz que terão. Os palestinos, segundo resolução da ONU, também têm direito a um Estado. Cabe aos judeus acatar essa resolução ou desistirem da idéia de terem o seu Estado. Capisce? Pouco nos interessa o que essa religião idiota baseada num livro escrito na Idade do Bronze tem a nos dizer.

    Em quarto lugar, nada neste mundo pode ser mais bizarro do que um liberal defender Israel (não é o autor do texto, mas sim alguns comentaristas). Israel é um estado ultra-intervencionista, fundado por comunistas (estudem a história do movimento sionista), onde há milhares de proibições para cidadãos não-judeus. Além disso, impede na prática a liberdade e o livre-comércio dos palestinos, o que definitivamente não pode combinar com as teses liberais.

    E por último, novamente, NÃO É uma disputa Islã x Judaísmo. É uma disputa de PALESTINOS X ISRAELENSES, é territorial. E ela não se resolve pela insistência de Israel em não reconhecer o Estado palestino.

    Enfim, acho a ideia libertaria para a solução desse conflito interessante, mas não sei se ela é aplicável no presente momento. Dependeria de muitas variáveis.
  • serena oliveira  14/07/2014 23:46
    Enquanto o leitor J razen tenta argumentar sobre o artigo,o leitor Ricardo sai com ofensas e xingamentos.Bem tipico de quem não tem argumentos.Por que essa ignorancia no debate?
  • Cesar Daemon  15/07/2014 03:05
    O nobre J. Razen Cavalcante se comporta como se fosse militante de um Hamas israelense. Os motivos são os mesmos. Aniquilar o inimigo, custe o que custar. E não é esse o caminho.
  • Max Evangelista  15/07/2014 03:22
    As pessoas estão se lixando pelo que você acha. Religião conta muito mais que ideologias e modismo. Se os liberais não tivessem atacado a religião, certamente teria sobrevivido até os dias de hoje. Tiraram a igreja dos assuntos políticos se achando os sacerdotes de uma nova religião, acabou ter perdido espaços para socialistas e se extinguiu. A religião encontra aí resistindo e com muito mais fôlego que os ditos liberais. Seria bom os liberais se convertessem. Quem sabe assim não seria ajudados por Deus?
  • Herbert Spencer  15/07/2014 14:54
    Putz, mais voce so escreveu besteira Ricardo, sugiro que estude sobre o Islã,
    pois a intenção do Islã sempre foi anti semita, totalitária e terrorista, não
    se engane com eles, nos dias atuais, recebem armas dos russos, assim fazem suas
    revoluções totalitária e comunista.
  • Romulo  14/07/2014 21:27
    Exatamente Razen, o pessoal libertário só pensa pelo lado econômico da coisa.
  • Herbert Spencer  15/07/2014 14:32
    estou contigo em todas as suas palavras, confesso que para compreendê-lo,
    tive que estudar muito o que se passa, o autor está longe da realidade,
    nao levou o ponto de vista do Isla, não sabe nada da real intenção do Islã,

    o pior, que aproveita este assunto para colocar o ponto de vista ingênuo dos
    liberais, eles acham que uma sociedade justa seria sem governo, sim, seria,
    mais nao neste mundo, com tanto demonio a solta, a melhor soluçao seria

    atacar o islã e o comunismo ao mesmo tempo, não há outra solução sem guerra mundial,
    pois tanto o isla como o comunismo tem se infiltrado em quase todos os paises do ocidente.,
  • Lucas  18/07/2014 22:33
    Sobre os supostos "argumentos" de J. Razen Cavalcante, que nada parecem com argumentos:

    1) "O autor do texto carece de informações vitais para o entendimento da questão e arrisco atribuir isso à falta de visão política, religiosa e social que é característico de liberais."

    O liberal não se baseia no capital. O liberal se baseia na liberdade de escolhas (liberal e liberdade, será que te diz alguma coisa?). Além disso, posso lhe dizer que muitos liberais já leram Marx e companhia, mas tenho extremas dificuldades em encontrar marxistas que já leram Mises e companhia. Logo, quem será que carece de "visão"?

    2) "o muçulmano quer dominar o mundo e transformá-lo em um grande califado no qual a constituição seria o Corão"

    Então explique porque o grupo Hamas escreveu a carta dizendo o seguinte: "Nossa mensagem aos israelenses é essa: não lutamos contra vocês porque pertencem a uma determinada fé ou cultura.... Não temos problema algum com judeus que não nos atacaram — nosso problema é com aqueles que vieram à nossa terra, impuseram-se através da força, destruíram nossa sociedade e baniram nossa gente."

    E como foi que as famílias conviveram em paz durante tanto tempo antes da intervenção da ONU?

    3) "Se houver algum povo ou interesse contrário ao nosso Estado, deveremos combate-lo até que seja totalmente extirpado e assim promovermos nossa fé em nossa casa."

    Extirpar significa arrancar pela raiz, destruir. Logo, extirpar um povo se assemelha muito à filsoofia de Hitler. Isso também não parece ser um argumento.

    Que fique claro que eu repudio a violência de ambos os lados. Mas, caro J. Razen Cavalcante, você está simplesmente tentando impor a sua vontade sem se importar até que ponto isso prejudica terceiros. Eu também tenho uma religião e sigo ela, que é diferente da sua, e jamais vou exigir que seu povo seja "extirpado" do meu Brasil. Essa é a diferença entre você e um liberal.
  • Gunnar  21/07/2014 13:15
    Do estatuto do Hamas: "Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram anteriormente a ele".
  • anônimo  21/07/2014 14:52
    "A nossa raça é superior. Nós somos deuses divinos neste planeta. Nós somos diferentes das raças inferiores porque elas vieram dos insetos. De fato, comparados à nossa raça, outras raças são bestas e animais, gado, no máximo. Outras raças são consideradas excremento humano. Nosso destino é controlar as raças inferiores. Nosso reino terrestre [o planeta terra], será controlado por nosso líder com mão de ferro. As massas gentias irão lamber nossos pés e nos servir como escravos". ( Menechem Begin, Primeiro-ministro de Israel – 1977-1983 )
  • Fernando Chiocca  31/10/2010 14:35
    Esqueça do capital. Onde que na fé judaica diz que judeus devem agredir outros judeus?
    Não roubarás, não é um mandamento do Judaísmo também? E ainda vem dizer que judaísmo requer estadoo!? Lhe carece informações religiosas básicas também né..
  • Levi Yiddish  31/10/2010 17:39
    Não é na Torá que diz que é proibido aos judeus constituir um estado enquanto o Messias não chega?

    Tem um grupo judeu ortodoxo, Neturei Karta (posso estar enganado mas acho que é esse o nome) que prega isso. São contra o estado de Israel e ferrenho opositor do Sionismo. Coincidência que constantemente suas manifestações são reprimidas fortemente pela polícia...
  • J.Razen Cavalcante  31/10/2010 20:31
    A questão não é sobre a construção de um Estado antes ou depois do Mashiach, e sim sobre a existência de um Estado judeu fundamentada pela Torá, o que é um fato.
  • J.Razen Cavalcante  31/10/2010 18:26
    Meu caro, eu sou judeu e estudei em colégio judaico. Eis o que está contido na Torá, a nossa lei:\r
    \r
    "E D'us revelou-se a Avraham, dizendo: "Darei esta terra a teus descendentes." (Gênesis 13:15)" "\r
    \r
    "Habita nela [i.e., na terra], e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e a tua descendência darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai(...) lhe darei todas estas terras." (Gênesis 26.3-4)\r
    \r
    "porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandamentos, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis" (Gênesis 26.5)\r
    \r
    "Anda de tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. E farei de ti uma grande nação, e abençoar-te-ei" (Gênesis 12:1-2). \r
    \r
    "Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntá-los no meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel" (Ezequiel 11.17)\r
    \r
    "Então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre; como falei acerca de teu pai Davi, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel" \r
    (1 Reis 9:5)\r
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    "Então subireis após ele, e virá e se assentará no meu trono, e ele reinará em meu lugar; porque tenho ordenado que ele seja guia sobre Israel e sobre Judá." \r
    (1 Reis 1:35)\r
    \r
    "Porém escolhi a Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi a Davi, para que estivesse sobre o meu povo Israel." (2 Crônicas 6:6)\r
    \r
    Pesquise antes de sair escrevendo qualquer coisa.
  • Fernando Chiocca  31/10/2010 23:16
    Continue pesquisando até a hora que achar onde está escrito que judeus tem que roubar e agredir outros judeus (=estado) e cola aí.
  • J.Razen Cavalcante  01/11/2010 01:08
    Se acha que a idéia de Estado estará sempre ligada com "roubo", isso está debaixo da SUA lógica liberal. O que venho mostrando aqui é que o conflito judaico-muçulmano funciona de outra maneira: É um embate de valores e tradições. O seu raciocínio é imcompatível com os fatos pois não há como alterar e muito menos inferiorizar os valores milenares dessas religiões. Por mais que você não concorde com essas idéias, é assim que foi, é e será a História: O embate entre Estados pela garantia de seus valores,idéias e crenças.\r
    \r
  • Fernando Chiocca  02/11/2010 23:46
    Eu não acho nada, isto é um fato inescapável; estado=roubo, por definição. E outro fato é que os valores milenares das religiões condenam esta prática.
    Agora é com você... lide como quiser com estes fatos.
  • J.Razen Cavalcante  03/11/2010 08:18
    Você é um cara obtuso. Estado = Roubo para você ! À luz do Islamismo e Judaismo não ! As duas religiões lutam para construir seus Estados. O Islamismo com o seu califado planetário e o Judaísmo com seu Reino em Jerusalém. Se ainda não se convenceu vá ler a Bíblia e o Corão, ou então pesquise e prove que essas duas religiões não requerem Estado !
  • Daniel Ribeiro  15/07/2014 01:14
    Lembrando que estado não é igual a roubo. IMPOSTO é que é roubo. Um estado financiado voluntariamente é perfeitamente possível... E pelo que vemos, o estado de Israel é o exemplo mais próximo disso que temos no mundo.
  • 9x.9K  03/11/2010 11:40
    Que legal, existem várias lógicas. A é A, mas as vezes A não é A. Interessante.
  • Fernando Chiocca  03/11/2010 13:38
    Já disse o Arquiteto da Matrix; "Negação é a mais previsível das reações humanas."
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  06/06/2012 12:41
    E a mais perigosa, Fernando!
    Procure sobre o "delírio de interpretação" (Paul Sérieux, 1909) no Google.
  • Hueber  06/06/2012 12:22
    Oras, é claro que o conceito muda dependendo dos valores das pessoas. Para certas culturas fazer x é errado e para outras culturas fazer x é certo.
  • anônimo  24/07/2014 11:57
    Se fosse só outros judeus sería ótimo, quero ver onde é que esse livro de contos de fada, ops, livro sagrado diz que os cidadãos de outros países tem que ser forçados a dar dinheiro pra Israel.
    Como o taxpayer americano que manda bilhões de dólares todo ano pra Israel.
  • anônimo  20/11/2012 01:25
    Obrigado por postar isso.
    Você acabou de mostrar pro mundo como esse pessoal acha que tem o direito de tomar a terra dos outros e de matar os outros por causa de uma religião idiota e de um livro escrito na idade da pedra
    Só falta falar que quem é contra é nazista.
  • Lucas  18/07/2014 22:38
    Por favor, explique o seguinte:

    Se dois grupos (no caso, dois estados) estão disputando o mesmo território, então como é que um deles vai ter sucesso sem roubar território do outro?

    A única explicação seria a capacidade mágica de expandir o território sem que fosse às custas de terceiros.

    Desenhando: existe uma maçã, e ambos queremos comer 100% dessa maçã. Se eu comer 100%, como você vai comer ela? Eu não estou roubando a maçã de você?

    Tá dificil, hein...
  • anônimo  19/07/2014 19:49
    Não existe 'dois grupos' disputando o mesmo território. Israel ocupa terras que já eram dos palestinos ANTES da criação do estado de Israel.Tudo que Israel fez depois de criado foi abocanhar terras de países vizinhos.
    Não digo que seja seu caso, mas quem se 'informa' lendo Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Felipe Moura Brasil ou Olavo de Carvalho, aí sim, está explicado essa idéia sem sentido de 'dois grupos' disputando a mesma coisa.
  • Silvio  22/07/2014 20:30
    Para início de conversa, Israel já ocupa terras que já eram dos israelenses antes da criação do estado de Israel. Afinal de contas, como você se acha que se deu a divisão das terras para a criação dos estados de Israel e da Palestina? Você acha que a ONU brincou de uni-duni-tê e depois tirou um cara-ou-coroa para confirmar? A divisão dos territórios se deu conforme a ocupação previamente existente.

    De fato, não existe dois grupos disputando um mesmo território. Israel quer o território deles e a Palestina quer tudo. Não é exatamente um conflito sobre o mesmo objeto. Além disso, Israel só abocanhou territórios dos países que o atacaram em primeiro lugar. E, quando o país se comprometeu a parar com as hostilidades, como foi o caso do Egito, Israel devolveu todo o território que havia sido tomado daquele país.

    E nem adianta querer discutir comigo sobre esses pontos, são fatos históricos absolutamente incontestáveis e fartamente documentados. Não é uma questão de interpretação, é só consultar o material historiográfico existente.

    Pouco importa o que a pessoa lê. Eu mesmo gosto muito de ler histórias em quadrinhos e isso não invalida tudo o que eu possa porventura dizer. O que importa é se o que a pessoa diz está ou não embasado em fatos.
  • anônimo  23/07/2014 11:11
    'Israel quer o território deles e a Palestina quer tudo. '

    Não existe isso de 'a palestina'.Essa é uma generalização simplista que quer colocar todos os árabes na mesma categoria dos terroristas, pra justificar a morte de inocentes, mulheres e crianças por parte de Israel.
    E, ao contrário do que espalha essa mentira neocon, existem sim palestinos que aceitam o estado de Israel.Mas quando eles começam a construir a estrutura mínima do estado palestino, Israel vai lá e explode com tudo.

    'Além disso, Israel só abocanhou territórios dos países que o atacaram em primeiro lugar. '

    Primeiro, vc tirou não sei de onde que se defender de uma agressão PELO GOVERNO te dá direito a tomar a terra de gente que não tem nada a ver com a história, que teve apenas o azar de nascer debaixo da bota daquele governo.
    Depois, essa história de ser atacado primeiro também não cola, aqui mesmo nos comentários:
    'o povo que vivia em Sederot no início de 1948 não eram israelenses, mas árabes palestinos. A vila palestina chamava-se Huj. Nunca foram inimigos de Israel. Dois anos antes de 1948, os árabes de Huj até deram abrigo e esconderam ali terroristas judeus do Haganah, perseguidos pelo exército britânico. Mas quando o exército israelense voltou a Huj, dia 31/5/1948, expulsaram todos os árabes das vilas… para a Faixa de Gaza! Tornaram-se refugiados. David Ben Gurion (primeiro primeiro-ministro de Israel) chamou a expulsão de "ação injusta e injustificada")'

  • Silvio  24/07/2014 22:21
    Sobre os dois pontos que você levantou:

    a) claro que existe isso de 'a palestina'. Você está confuso porque confunde pessoas que vivem num lugar e a gangue que tomou conta daquele lugar, isto é, governo. Veja bem, existe Brasil e o Brasil apóia países como Cuba Coréia do Norte. Isso não quer dizer que eu apóio isso. Essa briga de Israel e Palestina é, acima de tudo, uma briga de governos. Governos tomam decisões que nada têm a ver com o que as pessoas que vivem no seu território pensam. É só pensar neste país em que vivemos para perceber isso. E as autoridades palestinas querem tudo sim, caso contrário, o conflito já teria se encerrado há muito tempo.

    b) "tomar a terra de gente que não tem nada a ver com a história, que teve apenas o azar de nascer debaixo da bota daquele governo" é praticamente a definição de estado. E é claro que, dentro da lógica dos países, uma agressão inicial sempre deu direito a terras sim (e como eu posso defender isso se eu mesmo sou contra a idéia de país?). Veja o caso do Brasil, que possui terras que foram do Paraguai e veja o caso da Alemanha, que perdeu territórios após a 2ª Guerra. Afinal de contas, qual seria o sentido de uma guerra senão o controle de territórios?!? Poxa, até parece que você nunca jogou War...
    Sobre o caso citado, de onde diabos você tirou que as agressões começaram com esse episódio ocorrido em maio de 1948?
  • anônimo  23/07/2014 11:17
    'Para início de conversa, Israel já ocupa terras que já eram dos israelenses antes da criação do estado de Israel.'

    Se for pra se basear em quem ocupava a terra há dois, três mil anos atrás, não existiria Irã e Iraque, seria tudo assírios e caldeus, não existiria nem mesmo brasil, tudo aqui devia ser propriedade dos índios.
    O único jeito de justificar essa 'posse' é apelar pro livro sagrado de uma religião primitiva.
  • Silvio  24/07/2014 22:34
    Nem você e nem eu queremos saber quem ocupou a região há dois ou três mil anos atrás. E nem sei porque você colocou os livros sagrados nesse rolo, afinal, os índios que estavam aqui no Brasil nem tinham desenvolvido a escrita, quanto mais um livro sagrado.
    E, sobre o conflito de Israel e Palestina, ambos lados clamam tirar sua autoridade a partir de um livro sagrado de uma religião primitiva. Se for ver por esse lado, ambos estão empatados.
    Sobre a divisão de Israel, pesquise e veja que a divisão feita pela ONU, ao contrário do que se presume, não foi puramente aleatória (aquela ao estilo "um pra você e um pra mim") e nem se baseou no que ocorria na região há dois mil anos. Era isso o que estava tentando dizer para você.
  • anônimo  31/07/2014 10:41
    'sobre o conflito de Israel e Palestina, ambos lados clamam tirar sua autoridade a partir de um livro sagrado de uma religião primitiva. '

    Não, os palestinos já viviam ali antes da criação do estado de Israel, depois da segunda guerra.Não tem nada a ver com religião nenhuma, já viviam, e nunca tiveram ódio de judeu nenhum. O único jeito de justificar a posse daquilo tudo por Israel é apelar pra religião deles e alegar que os ancestrais deles já viviam ali, há zilhões de anos atrás.
    Mas se for pra ser assim, brasil também não existe, é tudo propriedade dos índios.
  • Silvio  01/08/2014 20:37
    Você está simplesmente ignorando o que estou dizendo. Repito: nem eu nem você queremos saber o que ocorria lá há dois mil anos. Estude a história da região a partir da segunda metade do século XIX até a divisão da região feita pela ONU em 1948. Não quero que você volte ao tempo dos romanos.

    Sobre os livros sagrados, ambos tiram sua autoridade disso sim. Caso não saiba, essa divisão entre estado e religião que parece tão corriqueira para nós simplesmente não existe para os muçulmanos.
  • anônimo  31/07/2014 10:51
    como disse o arthur, em 2013:
    'Reintegração de posse apos 2000 anos. Faz me rir. Pela sua logica o continente americano e o africano deveriam ser devolvidos. Rússia desconstruída. Espanha, Portugal, estados germânicos, Malvinas. Praticamente todo o mundo deveria ser devolvido pra alguem. Os palestinos de hoje não tem culpa nenhuma do que aconteceu no passado. So deram o azar de nascer no lugar errado. Querer que eles paguem o pato não faz o menor sentido.'
  • Angelo Viacava  31/10/2010 21:09
    Esse papo de não iniciação de agressão e de respeito à propriedade privada e ao livre comércio é muito lindo na Suécia, onde a guerra contra Israel só chega via mídia. Reduzir tudo a uma questão meramente estatal versus privado fica tão pobre, tão raso, desmerece completamente a seriedade do assunto. Mostra-se cego, proposital ou inocentemente o autor, com quais intenções não sei bem. Tudo o mercado resolverá. Fala sério, pelo amor de Deus. Se fosse simples a questão Israel versus Mundo Islâmico, teria-se resolvido há anos por conta própria. Está na mente dos inimigos de Israel varrer os judeus do mapa. A Palestina é só o inimigo visível da hora. Retirando-a do conflito, logo virão outros, simplesmente. A paz como meta todos temos, mas quem a manterá? Quem será o juiz? Claro que não é um cidadão muçulmano que quer matar um outro cidadão judeu, e em muitos casos um trabalha para outro, de parte a parte. No caso pessoal e privado muitas vezes não há conflito algum entre judeus e muçulmanos na região. Só que este contágio de pacificidade não ocorre de baixo para cima. E se não for simplesmente o interesse financeiro o de eliminar Israel do mapa? Dinheiro realmente resolve tudo?
  • Celi  18/11/2012 17:12
    Angelo, concordo com vc. Acho a visão do autor do texto muito utópica, parece aquela ideia do "bom selvagem" (que diz que o homem é bom e a sociedade o corrompe, blá blá blá), mas na vida real não é assim.
  • anônimo  19/07/2014 20:20
    O cara invade a terra dos outros, trata o povo palestino como gado, prende, mata crianças, e quando alguém se revolta é 'ai, os inimigos de Israel querem varrer Israel do mapa'
  • anônimo  19/07/2014 20:21
    230 palestinos mortos, 70% mulheres e crianças. GO ISRAEL!
    www.lewrockwell.com/2014/07/eric-margolis/goliath-is-winning-in-gaza/
  • Prozion  31/10/2010 22:57
    Até os conservadores do MSM devem concordar que o problema é político.

    www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/11449-isla-270-milhoes-de-cadaveres-em-1400-anos.html
  • anônimo  24/02/2012 15:15
    Duas perguntinhas:caso o fim do Estado não seja uma opção viável qual vocês acham que seria a segunda melhor opção para o conflito Israel-palestino?

    E sobre o Irã ter bombas nucleares, vocês acham que é injusto os EUA tentarem impedir isso?

    Obrigado.
  • Marco Aurélio  24/02/2012 16:01
    Israel tem 300 armas nucleares e vive fazendo ameaças ao Irã. É injusto o Irã invadir Israel para destruir seu arsenal nuclear? Ou tal regra só vale para um dos lados?
  • Correa Pqdt  24/02/2012 18:35
    Com toda certesa Israel tem armas de destruição em massa, mas, ser invadido pelo Irâ está fora da realidade. Israel tem hoje um dos mais modernos exércitos do mundo dotado de armamentos de ultima geração, sem contar que a maioria desses são criados por eles próprios e são eles que detem mais da metade da alta tecnologia militar do planeta, ou seja, nimguém vai se meter com eles pelo menos por enquanto.
  • anônimo  24/02/2012 18:46
    Calma cara, se pareceu que eu estava defendendo alguém ou afirmando alguma coisa eu peço desculpas porque não me expressei direito.

    Eu estou perguntando por pura curiosidade mesmo porque quero formar opinião sobre o assunto e sei que o pessoal aqui do IMB é bem informado e não tem aquele viés neocon. =)

    Um abraço.
  • anônimo  20/11/2012 01:12
    O Obama hipócrita fala: 'ninguém tem que aguentar ser atacado por mísseis o tempo todo'; é mas ser um prisioneiro dentro de sua própria terra, isso o povo palestino tem que aguentar né seu fdp
    Quando é o rico e poderoso ameaçando o pobre ninguém está nem aí pra PNA nenhum
  • Djocer  20/11/2012 18:59
    esquerdopatia.wordpress.com/2012/11/20/por-que-a-esquerda-e-contra-israel/
  • Neto  21/11/2012 01:27
    Esquerda é contra Israel!?
    Então Lew Rockwell virou esquerda!!
    Porque ele já falou várias vezes dos crimes de Israel no blog dele

    Soldados Israelenses admitem o assassinato de civis em Gaza

    Israelense admite que Israel comete crimes de guerra

    soldados israelenses quebram o silêncio sobre suas atrocidades

    Ron Paul deve ser esquerda também, ele é contra o dinheiro que o Tio Sam manda pra Israel e meteu o pau na AIPAC no discurso de despedida...
  • Andre  16/07/2014 15:45
    "Esquerda é contra Israel!?
    Então Lew Rockwell virou esquerda!!"

    A afirmação:
    "Esquerda é contra Israel!"

    Não implica necessariamente que todos que são contra Israel são de esquerda.

    Assim como a afirmação:
    "Anarcocapitalistas são contra o estado"

    Não significa que todos que são contra o estado sejam anarcocapitalistas, existem também, por exemplo, anarcocomunistas.

    Isso é tão óbvio...
  • david  27/10/2013 20:09
    o irã é q ameaça israel e nao o contrario...
  • Max Evangelista  15/07/2014 04:12
    Para falar a verdade, nem existiria um estado palestino.
  • Angelo Viacava  25/02/2012 02:48
    Mas qual sinal indica que os Estados estão diminuindo, ou que venham a desaparecer? Pelo que vejo, o crescimento-inchaço dos Estados é praticamente regra hoje em dia.
  • Arthur M M  24/08/2012 07:49
    É tão ridículo a criação do estado de Israel. É incrível o que a religião causa nas pessoas. Na canetada resolve-se dar parte de um território alheio a outra pessoa ! É como se minha família morasse num terreno a 200 anos, e o governo decidisse dar uma parte desse terreno a uma outra família. Não querer que isso causa guerra e descontentamento é ignorar o direito dos que já estavam lá a muito tempo ! Palhaçada completa, enfim, religião.
  • Andre Cavalcante  24/08/2012 09:20
    O problema com o teu raciocínio é que ele é justamente a justificativa de haver a canetada a favor da criação do estado de Israel, uma espécie de reintegração de posse.

    Abraços
  • Catarinense  24/08/2012 10:08
    Formidável, Artur. Sua capacidade de generalização só é superada pela sua ignorância. Continue assim, terás um futuro brilhante.
  • anônimo  31/07/2014 11:15
    Ignorância é sua de achar que é a religião que legitima a posse de propriedade privada. O único jeito de falar que Israel é dono de tudo ali é apelar pra religião deles.
  • david  27/10/2013 20:14
    Entao se voçe conhece um pouco da historia saberia que aquelas terras sao dos judeus e nao de palestinos se alguem tem o direito de morar ali sao os judeus e ponto final palestinos foraaa!!
  • anônimo  29/10/2013 04:37
    As terras dos países vizinhos, que Israel resolve ocupar porque sim e pronto, não são de judeus coisa nenhuma.
    Judeus, as pobres vítimas, também não tem nenhum direito de usar armas químicas proibidas na convenção de genebra contra civis e crianças.
  • arthur  29/10/2013 04:42
    Reintegração de posse apos 2000 anos. Faz me rir. Pela sua logica o continente americano e o africano deveriam ser devolvidos. Rússia desconstruída. Espanha, Portugal, estados germânicos, Malvinas. Praticamente todo o mundo deveria ser devolvido pra alguem. Os palestinos de hoje náo tem culpa nenhuma do que aconteceu no passado. So deram o azar de nascer no lugar errado. Querer que eles paguem o pato náo faz o menor sentido.
  • anônimo  20/11/2012 01:21
    Pra quem fala que Israel está só se defendendo:
    bermudaradical.files.wordpress.com/2012/11/israeli-apartheid-growth.png
  • anônimo  20/11/2012 09:03
    Pra quem diz que Israel está se defendendo: estados não tem sequer o direito de existir, quem dirá se defender?
  • Neto  20/11/2012 02:12
    Uma guerra estatal sim, do governo americano
    Lew Rockwell: vamos parar de fingir que os EUA não estão envolvidos no ataque de Israel em Gaza
    lewrockwell.com/spl4/us-helping-assault-gaza.html

  • saladin  22/11/2012 15:33
    Gosto de essa parte que fala do contrato assinado por Deus no que se entregam umas terras aos judeus. Mas esse contrato. Já foi assimado no cartório e aprovado por um tabeliao con licença???? As terras essas eram mesmo de Deus??? Ele é que mostrou seus documentos de propriedade??? Eu nom entendo nada.
  • anônimo  12/08/2013 09:35
    'Gosto de essa parte que fala do contrato assinado por Deus no que se entregam umas terras aos judeus. Mas esse contrato. Já foi assimado no cartório e aprovado por um tabeliao con licença????' [2]

    Exatamente. O povo perde o foco discutindo governos quando a questão principal é quem é o dono original daquelas terras.
  • Paulo  26/11/2012 12:32
    O texto é interessante, mas é utopia pura, e sempre que temos um problema complexo, a solução simples, normalmente está errada;
  • Anarco-individualista  28/11/2012 19:00
    ^ Não é não!!!
  • João  11/08/2013 17:35
    Olha, depois de 2 mil anos sendo perseguidos por romanos, árabes, nazistas, e em alguns casos até mesmo católicos, os judeus, pela primeira vez tendo poder de fogo, não seriam burros de abdicar disso. Do jeito que grupos de esquerda, radicais islâmicos e países como o Irã e Rússia financiam o Hamas, e justamente devido a "alta concentração de estados islâmicos perigosos na vizinhança", no momento que o estado de Israel fosse desfeito, não dava mais que alguns meses pro Hamas aparecer com tanques, helicópteros de ataque e até mesmo mísseis contra os judeus, e pronto, outro holocausto.
  • Leonardo Couto  16/08/2013 16:58

    Seria muito positivo se começar a entender que o chamado antissionismo não tem nenhuma vinculação necessária com a estupidez do antissemitismo e do antijudaísmo.

    Vejam o início deste vídeo:




    Até este assassino diferencia a oposição à existência do estado de Israel da oposição à existência do judaísmo ou dos israelenses.

    Quanto mais as boas pessoas deveriam ter essa percepção. O estado de Israel tem em si o sangue de muitos israelenses.

    Como sempre, o estado trazendo desgraça aos indivíduos.
  • anônimo  31/07/2014 10:44
    Exatamente, falar que isso é uma questão de antisemitismo é uma ignorância imensa, porque os palestinos também são povos semitas!
  • Eliel  04/09/2013 19:46
    " ... é vital que o movimento sionista entenda que a idéia de uma terra de Israel não é igual a - e nem requer um - estado israelense."

    Aretz Israel, shalom.

    Dai a Deus o que é de Deus e o que é de Cezar a Cezar.

    E a Cezar não são os indivíduos que lhe pertencem, antes Cezar pertence aos indivíduos.
    E que seja Cezar a paz e prosperidade de todas as famílias, israelenses e palestinas, judias, muçulmanas, drusas, cristãs, ...

    Ouça, oh Israel, as palavras desse artigo e grave em seu coração para hoje e para todo o sempre, pois ao final vencerás todas as outras nações que contra ti se levantarão, não como uma nação, estado, mas sim como uma não-nação, um não-estado.

    Sim Israel, seu Messias já veio e não o ouviste quando Este pregou,com autoridade,que não veio destruir nem a Lei e os Profetas mas testificar de Seu Reino que não é deste mundo cheio de estados que guerreiam entre si a derramar sangue de inocentes em nome do Altíssimo, louvado seja.

    Só assim habitarás a Nova Jerusalém que desce dos Céus, não do céu que cobre as nações e sim o que cobre os corações dos remidos pelas bem-aventuranças do sermão da montanha; e de dentro para fora.

    Shalom.
  • Juvenal  29/09/2013 21:57
    Eliel,gostei de sua interpretação de versiculos biblicos,só faltou colocar o capitulo e versiculo da biblia que eles estão.
  • Fernando Chiocca  25/10/2013 13:58
    O conflito explicado.

  • anônimo  25/10/2013 21:16
    Só faltou o tio sam do lado dos judeus.
  • Pedro Ivo  26/10/2013 11:59
    Puta que o pariu!!!!!!! Dói admitir, mas é isto mesmo Fernando.
  • anônimo  15/07/2014 17:00
    É isso coisa nenhuma, esse desenho parece mais a versão globo da coisa, mostrando dois lados supostamente iguais se matando, na real Israel tem muito mais dinheiro e armas e desde que foi criado vive de tomar as terras dos países vizinhos.
  • Emerson Luis, um Psicologo  26/12/2013 11:14

    Dizer que os dois lados são iguais é inexato, no mínimo. Os israelenses evitam ao máximo atingir civis palestinos; os terroristas palestinos não apenas buscam atingir o máximo possível de civis israelenses como ainda utilizam os seus próprios civis como escudos humanos para fazer Israel ter uma má imagem internacional.

    Se o Estado de Israel fosse abolido, não seria para estabelecer um sistema anarcocapitalista, mas sim para satisfazer a fome de poder dos líderes palestinos e dos países ao redor. Para funcionar, todos os países da região deveriam abolir os seus respectivos Estados.

    Se os palestinos estão divididos em dois territórios, porque não instituem duas comunidades independentes, sejam dois Estados ou dois anarcocapitalismos?

    * * *
  • anônimo  22/07/2014 09:39
    'Os israelenses evitam ao máximo atingir civis palestinos'

    Deve ser por isso que eles usam fósforo branco em mulheres e crianças não é?
  • anônimo  24/07/2014 11:54
    'Se os palestinos estão divididos em dois territórios, porque não instituem duas comunidades independentes, sejam dois Estados ou dois anarcocapitalismos?'

    Eles não 'estão' divididos, eles sofreram uma divisão forçada, por parte de Israel
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/12/2013 12:04

    Muito interessante demonstrar que esse conflito na realidade é estatal.

    Observação: os israelenses buscam atingir apenas criminosos e evitam ao máximo prejudicar inocentes do outro lado.

    Em contraste, os terroristas islâmicos buscam atingir o máximo de civis do outro lado e utilizam os seus próprios inocentes como escudos humanos.

    * * *
  • anônimo  24/07/2014 19:36
    'Observação: os israelenses buscam atingir apenas criminosos e evitam ao máximo prejudicar inocentes do outro lado.'

    Nope.
    'Israel sabia que a escola da ONU em Beit Hanoun servia como abrigo para civis na Faixa de Gaza'
    veja.abril.com.br/noticia/internacional/bombardeio-israelense-atinge-escola-da-onu-e-deixa-17-mortos-e-200-feridos
  • anônimo  31/07/2014 11:04
    'os terroristas islâmicos buscam atingir o máximo de civis do outro lado e utilizam os seus próprios inocentes como escudos humanos.'

    Emerson, vc compra o discurso da mídia neocon sem pensar muito nisso.
    Essa conversa de escudo humano é muito simplista. Desde quando alguém tem o direito de matar o inocente que estiver sendo usado como escudo humano? O único jeito de justificar isso é falar que a vida do povo judeu vale mais que a vida dos palestinos.

    E btw, Israel está fazendo um massacre, eles não estão caçando terroristas coisa nenhuma, eles estão reduzindo aquela terra toda a pó, mais de mil e duzentos mortos, destruição toda a infra estrutura,energia, comida, hospitais, escolas...

    Defender o capitalismo e livre mercado não tem nada a ver com isso.
  • Renato  15/07/2014 13:02
    Leandro:
    Você parte de premissas falsas para desenvolver seu texto. A disputa não é por terra, é por sobrevivência.
    Alguns textos de Ali Kamel de 2004 sobre a irmandade muçulmana (aquele mesmo da Globo, que tem um noticiário pra lá de tendencioso!) podem te esclarecer melhor.
  • Leandro  15/07/2014 14:12
    Ué, por que eu fui citado? Esse artigo não é meu, e eu nem sequer comentei aqui nesta seção de comentários.

    Eu, hein...
  • Rodrigo Amado  16/07/2014 16:08
    O que eu acho que aconteceria se:

    1) Apenas todos os judeus se tornassem anarcocapitalistas:
    Os palestinos continuariam tentando exterminar os judeus e eles continuariam revidando militarmente.
    Via exércitos privados.

    2) Apenas todos os palestinos se tornassem anarcocapitalistas:
    Os palestinos continuariam tentando exterminar os judeus e eles continuariam revidando militarmente.
    Via exércitos estatais.

    3) Todos os palestinos e judeus se tornassem anarcocapitalistas:
    Os palestinos continuariam tentando exterminar os judeus e eles continuariam revidando militarmente.
    Via exércitos privados.

    Sei que é estranho afirmar que continuaria havendo agressão por parte de pessoas que se tornaram anarcocapitalistas.
    Mas é preciso lembrar que não é o estado que faz muçulmanos quererem exterminar todos os não muçulmanos, é a religião.
    Basta ver na imprensa mundial o quanto muçulmanos matam pessoas apenas por que elas não são muçulmanas.
    Exemplo, não rode o vídeo no site se não tiver estômago para ver uma pessoa tendo a cabeça decepada:
    "Christian Forced To Convert To Islam, Then Beheaded Anyway"
    patdollard.com/2014/03/warning-horrendously-graphic-syrian-christian-forced-to-convert-to-islam-then-beheaded-anyway/

    Não achei nenhuma notícia de judeus matando alguém apenas por não ser judeu.
    E garanto que se isso tivesse ocorrido seria notícia mundial, afinal de contas, os esquerdistas não perderiam essa oportunidade.
  • anônimo  31/07/2014 11:12
    'Mas é preciso lembrar que não é o estado que faz muçulmanos quererem exterminar todos os não muçulmanos, é a religião.'

    Nope, não existia UM muçulmano com raiva de judeu antes deles começarem a prender, matar e a tomar a terra dos árabes, depois da criação do estado de Israel.
    Você anda lendo muito Olavo de Carvalho, está destruíndo seu cérebro...
  • Andre  31/07/2014 18:41
    "Nope, não existia UM muçulmano com raiva de judeu antes deles começarem a prender, matar e a tomar a terra dos árabes, depois da criação do estado de Israel."

    Bom, não sei se essa informação procede, pois não conheço a história e você não citou nenhuma fonte para a sua afirmação.

    Mas então você sabe explicar porque os muçulmanos ficam cortando a cabeça de cristãos pelo mundo afora?
    É só procurar no Google Images por:

    muslim beheading christian

    para ver isso acontecendo de montão.
    E se quiser pode ir ver no www.liveleak.com vídeos deles fazendo isso.

    Além disso os muçulmanos fazem muitos estupros na Europa.
    Esses estupros também não tem nada a ver com religião?

    E os homens bomba que ia para Israel executar ataques terroristas suicidas antes da construção do muro? Também não tinham motivação religiosa?
  • anônimo  01/08/2014 09:41
    Existem padres católicos pedófilos, existem assassinos macumbeiros, existe gente ruim em qualquer religião, falar que é a religião EM SI que manda as pessoas fazerem isso é desonestidade da braba.

    'Não achei nenhuma notícia de judeus matando alguém apenas por não ser judeu.'
    Nem os palestinos extremistas fazem isso, mais desonestidade ainda da sua parte. O que vc quer é dois pesos, duas medidas, pra justificar o genocídio que Israel está fazendo com aquele povo.
  • anônimo  01/08/2014 10:00
    'Não achei nenhuma notícia de judeus matando alguém apenas por não ser judeu.'

    Isso é porque vc já começa a procurar com a predisposição pra encontrar apenas o que é conveniente.
    Não é matar, mas isso aqui mostra bem como a religião cria fanáticos sim, do lado de Israel:

    'In Israeli society, anti-Arab racism and discrimination is rampant, whether the censors want that known or not. In a previous article I mentioned "Jim Crow" laws in Israel, and separate buses and schools for Israelis and Palestinians. A 2006 poll conducted by the Center for the Struggle Against Racism found that 68% of Jews polled in Israel would not live in the same apartment building as an Arab, 40% believed that "the state needs to support the emigration of Arab citizens," almost half would not let an Arab in their homes, and 41% believed that entertainment venues should be segregated. In a similar 2007 poll the Center Against Racism found that more than half of the Jewish respondents believed that a marriage of a Jewish woman to an Arab man is "national treason."

    A 2010 poll of Israeli high school students conducted by researchers at Maagar Mochot and Tel Aviv University found that half of the students oppose equal rights for Arabs in Israel, and more than half would ban Arabs from serving in the Israeli Knesset. Another 2010 poll of Israeli youth conducted by the Friedrich Ebert Foundation and the Macro Center for Political Economics found that 46% of the youths would revoke whatever rights Arabs actually do have in Israel. 60% of the youths believed that "strong leadership" was more important than the rule of law, and, when asked how they feel about Arabs, 25% answered, "hate." (Those who would actually admit it, that is.) And a 2012 poll conducted by Israeli pollsters Israel's Dialogue also showed large percentages of Israeli Jews approving of official discrimination policies against Arabs and denying Palestinians the right to vote.'


    www.lewrockwell.com/2014/08/scott-lazarowitz/why-im-not-a-zionist/

    Esse artigo todo é muito educativo, nem todo judeu é sionista.
  • Andre  01/08/2014 19:09
    Fui no google e procurei fotos de muçulmanos matando não muçulmanos.
    Achei um monte.

    Fui no google e procurei fotos de judeus matando não judeus.
    Não achei nenhuma.

    Se o problema é a minha predisposição então poste aqui o link das fotos e vídeos de judeus matando não judeus.

    OBS: Os mísseis que o estado de Israel atira contra gaza não contam, pois são estatistas matando pessoas. Quero ver provas de que judeus saem por aí matando não judeus.
  • anônimo  02/08/2014 11:00
    Agora vc mostra mais ainda, o que eu disse foi:
    'Não é matar, mas isso aqui mostra bem como a religião cria fanáticos sim, do lado de Israel:'

    Mas se mata ou não por isso, essa é uma discussão irrelevante, feita pra desviar o foco da parte principal, afinal mesmo que eles não matam por ser não_judeu, mas matam porque os palestinos ocupam a terra santa deles.
    Matam, torturam, prendem, etc, há décadas.
  • anônimo  01/08/2014 10:04
    Esse trecho também é priceless:

    'A popular orthodox rabbi who died last October, Rabbi Ovadia Yosef, believed that non-Jews should be servants to Jews. In a sermon, he declared, "Goyim [non-Jews] were born only to serve us. Without that, they have no place in the world – only to serve the People of Israel." '

    'For instance, the very first Israeli Prime Minister, David Ben-Gurion, stated, "If I knew that it was possible to save all the children of Germany by transporting them to England, and only half by transferring them to the Land of Israel, I would choose the latter…"'
  • Andre  03/08/2014 18:12
    """
    Esse trecho também é priceless:

    'A popular orthodox rabbi who died last October, Rabbi Ovadia Yosef, believed that non-Jews should be servants to Jews. In a sermon, he declared, "Goyim [non-Jews] were born only to serve us. Without that, they have no place in the world – only to serve the People of Israel." '

    'For instance, the very first Israeli Prime Minister, David Ben-Gurion, stated, "If I knew that it was possible to save all the children of Germany by transporting them to England, and only half by transferring them to the Land of Israel, I would choose the latter…"'
    """

    Ah, então existem sites que acusam alguns judeus de terem ditos coisas horríveis.
    Mas eles nem sequer possuem um vídeo mostrando esses judeus proferindo tais barbaridades.

    Enquanto isso a internet está cheia de sites mostrando muçulmanos FAZENDO BARBARIDADES. Eu disse "FAZENDO BARBARIDADES".
    Basta procurar no google, por exemplo, por:
    HORRIBLE: ISIS murders 1500 POWs in a brutal display of violence (NSFW)

    Nem vou botar o link aqui, pois é bem feio.
  • anônimo  07/08/2014 09:35
    Cara, vc quer dar a entender que o povo árabe são um bando de malucos que querem explodir tudo pela frente, e que incrivelmente essa loucura toda só foi aparecer depois que eles passaram a ser oprimidos por Israel.
    Sim, tem muçulmano matando, estuprando, do mesmo jeito que tem católicos pedófilos, que tem gente ruim em qualquer religião, inclusive na sua. Mas é desonestidade da braba usar uma noção coletivista como essa, e botar todos os árabes no mesmo saco (inclusive as crianças que Israel mata dentro das escolas) pra justificar o genocídio que Israel está fazendo com essas pessoas.
  • André  07/08/2014 16:05
    "Cara, vc quer dar a entender que o povo árabe são um bando de malucos que querem explodir tudo pela frente,"

    Não, eu apenas mostrei como é FÁCIL entrar no google e achar vídeos de árabes matando pessoas. E desafiei quem quisesse à entrar na internet e achar vídeos de judeus matando pessoas.
    Isso é apenas um FATO. Está na internet.
    Você conclua o que você quiser desse FATO.

    " e que incrivelmente essa loucura toda só foi aparecer depois que eles passaram a ser oprimidos por Israel."

    Eu não estabeleci tal correlação.
    Eu apenas afirmei que É FÁCIL achar vídeos de árabes matando pessoa.
    E que é difícil achar vídeos de judeus matando pessoas.
    Sinta-se à vontade para indicar FATOS (vídeos) que indiquem o contrário.

    "Sim, tem muçulmano matando, estuprando, "

    E como, é só eu abrir o google e dar uma procurada que eu acho UM MONTE.

    "do mesmo jeito que tem católicos pedófilos, "

    Criminosos individuais e raros. E a motivação dos pedófilos na esmagadora maioria dos casos não é motivada pelo fato de que suas vitimas não são católicas.

    "que tem gente ruim em qualquer religião, "

    Mas em geral essa gente ruim das outras religião são pessoas isoladas, e não grupos organizados que cometem enormes chacinas e ainda postam vídeos no youtube se vangloriando da chacina. E na esmagadora maioria esses casos isolados não são motivados por suas vítimas serem de outra religião.

    "inclusive na sua. "

    Desculpe, mas eu não tenho religião alguma.
    E tenho repúdio por qualquer ateu que cometa crimes contra alguém só por essa pessoa ter uma religião. Como os que os comunistas chineses fazem com os cristãos na China, por exemplo.

    "Mas é desonestidade da braba usar uma noção coletivista como essa, "

    Não usei noção coletivista alguma, apenas citei como é fácil achar vídeos de muçulmanos cometendo atos de extrema crueldade na internet.
    Isso é um FATO.

    "e botar todos os árabes no mesmo saco "

    Não fiz isso em momento algum. Estou plenamente ciente de que não são TODOS os muçulmanos que saem por aí matando pessoas.
    Mas afirmei que existe um bom número deles que fazem isso. E para demonstrar isso indiquei a existência de tais vídeos na internet.

    "(inclusive as crianças que Israel mata dentro das escolas) "

    Não fiz nenhuma afirmação sobre as crianças mortas pelo estado de Israel.

    "pra justificar o genocídio que Israel está fazendo com essas pessoas."

    Não justifiquei nenhum "genocidio", até porque não há nenhum "genocidio".
    À menos que você chame de "genocidio" a ação de atacar terroristas do Hamas e, como efeito colateral, matar alguns inocentes, justamente porque o Hamas faz os seus ataques à partir de locais CHEIOS de civis inocentes.

    Pare de dizer que eu disse o que eu não disse.
  • Luiz  18/07/2014 19:50
    Muito interessante o ponto: se não existisse estado de nenhum tipo na região, ou seja anarcocapitalismo não haveria mais massacres devido aos custos com as guerras. Seria muito bom isso mas, o problema é que continuariam existindo grupos terroristas (majoritariamente do lado palestino tais como o Hamas) sabe por que? Haveria financiamento de governos estrangeiros tais como Arábia Saudita, Síria, Irã e toda a turma desejosa de ver os Judeus fora do local. Pela lógica não há problemas de grupos dentro do território anarcocapitalista receber fundos de estados, com dinheiro de sobra para bancar qualquer excentricidade. E iria acontecer com certeza. Infelizmente a paz na região é praticamente impossível, há pessoas excessivamente doutrinadas (majoritariamente pertencentes ao lado palestino) a odiar o outro lado...
  • anônimo  21/07/2014 10:36
    'No: Libertarians must come to realize that parroting ultimate principles is not enough for coping with the real world. Just because all sides share in the ultimate state-guilt does not mean that all sides are equally guilty. On the contrary, in virtually every war, one side is far more guilty than the other, and on one side must be pinned the basic responsibility for aggression, for a drive for conquest, etc. But in order to find out which side to any war is the more guilty, we have to inform ourselves in depth about the history of that conflict, and that takes time and thought – and it also takes the ultimate willingness to become relevant by taking sides through pinning a greater degree of guilt on one side or the other.'

    www.lewrockwell.com/2014/07/murray-n-rothbard/war-guilt-in-the-middle-east/

    Neocons inventam as desculpas mais ridículas pra chamar todo mundo anti israel de nazista...bom, o próprio Rothbard era judeu, e agora? Não duvido nada que eles chamem de judeu nazista.
  • Gunnar  21/07/2014 13:13
    Considero meio ingênuo resumir o conflito a uma suposta disputa territorial. O que não falta naquela região é terra árabe. Trata-se sim de uma guerra de extermínio, do Islã contra os judeus. A Faixa de Gaza é a ponta de lança atualmente, mas Israel sofre ataques de todo lado - no momento, principalmente do Hezbollah, via Líbano. E a Guerra do Yom Kipur? E a Guerra dos Seis Dias? Onde entra a "Palestina" nesses casos? O Islã é sim antissemita e globalista. O estatuto do Hamas afirma: "Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram anteriormente a ele". Nem tudo na vida se explica em aspectos econômicos.
  • anônimo  22/07/2014 09:12
    'O que não falta naquela região é terra árabe. '

    Então se vc tem pra onde se mudar isso me dá o direito de tomar sua casa?
    Que tipo de argumento é esse?

    'A Faixa de Gaza é a ponta de lança atualmente, mas Israel sofre ataques de todo lado'

    E isso não tem nada a ver com tomar e ocupar as terras de países de todo lado não é? Afinal o pobre povo judeu é sempre perseguido...
  • anônimo  22/07/2014 09:29
    "Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três adolescentes israelenses ou de um adolescente palestino.
    OK, só nessa tarde, o escore de dois dias de mortes é 40 mortos palestinos e nenhum morto israelense. Passemos agora à história de Gaza de que ninguém falará nas próximas horas. É terra. A questão é terra. Os israelenses de Sderot estão recebendo tiros de rojões dos palestinos de Gaza, e agora os palestinos estão sendo bombardeados com bombas de fósforo e bombas de fragmentação pelos israelenses. É. Mas e como e por que, para início de conversa, há hoje 1 milhão e meio de palestinos apertados naquela estreita Faixa de Gaza?

    SAIBA MAIS: Entenda o novo genocídio de Israel contra Gaza
    As famílias deles, sim, viveram ali, não eles, no que agora é chamado Israel. E foram expulsas – e tiveram de fugir para salvar suas vidas – quando foi criado o estado de Israel. E – aqui, talvez, melhor respirar fundo antes de ler – o povo que vivia em Sederot no início de 1948 não eram israelenses, mas árabes palestinos. A vila palestina chamava-se Huj. Nunca foram inimigos de Israel. Dois anos antes de 1948, os árabes de Huj até deram abrigo e esconderam ali terroristas judeus do Haganah, perseguidos pelo exército britânico. Mas quando o exército israelense voltou a Huj, dia 31/5/1948, expulsaram todos os árabes das vilas… para a Faixa de Gaza! Tornaram-se refugiados. David Ben Gurion (primeiro primeiro-ministro de Israel) chamou a expulsão de "ação injusta e injustificada"). Pior, impossível. Os palestinos de Huj, hoje Sderot, nunca mais puderam voltar à terra deles.E hoje, bem mais de 6 mil descendentes dos palestinos de Huj – atual Sderot – vivem na miséria de Gaza, entre os "terroristas" que Israel mente que estaria caçando, e os quais continuam a atirar contra o que foi Huj.
    A história do direito de autodefesa de Israel é a história de sempre. Hoje, foi repetida e a ouvimos mais uma vez. E se a população de Londres estivesse sendo atacada como o povo de Israel? Não responderia? Ora bolas, sim. Mas não há mais de um milhão de ex-moradores de Londres expulsos de suas casas e metidos em campos de refugiados, logo ali, numas poucas milhas quadradas cercadas, perto de Hastings! A última vez em que se usou esse falso argumento foi em 2008, quando Israel invadiu Gaza e assassinou pelo menos 1.100 palestinos (escore: 1.100 mortos palestinos, a 13 mortos israelenses). E se Dublin fosse atacada por foguetes – perguntou então o embaixador israelense? Mas nos anos 1970s, a cidade britânica de Crossmaglen no norte da Irlanda estava sendo atacada por foguetes da República da Irlanda – nem por isso a Real Força Aérea britânica pôs-se a bombardear Dublin, em retaliação, matando mulheres e crianças irlandesas. No Canadá em 2008, apoiadores de Israel repetiram esse argumento fraudulento: e se o povo de Vancouver ou Toronto ou Montreal fosse atacado com foguetes lançados dos subúrbios de suas próprias cidades? Como se sentiriam? Não. Os canadenses nunca expulsaram para campos de refugiados os habitantes originais dos bairros onde hoje vivem. Passemos então para a Cisjordânia. Primeiro, Benjamin Netanyahu disse que não negociaria com o 'presidente' palestino Mahmoud Abbas, porque Abbas não representava também o Hamás. Depois, quando Abbas formou um governo de unidade, Netanyahu disse que não negociaria com Abbas, porque 'unificara' seu governo com o "terrorista" Hamas. Agora, está dizendo que só falará com Abbas se romper com o Hamas – quando, então, rompido, Abbas não representará o Hamas…Enquanto isto, o grande filósofo da esquerda israelense, Uri Avnery – 90 anos e, felizmente, cheio de energia – ataca a mais recente obsessão de seu país: a ameaça de que o ISIS mova-se para oeste, lá do seu 'califado' iraquiano-sírio, e aporte à margem leste do rio Jordão.
    "E Netanyahu disse", segundo Avnery, que "se não forem detidos por uma guarnição permanente de Israel no local (no rio Jordão), logo mostrarão a cara nos portões de Telavive". A verdade, claro, é que a força aérea de Israel esmagaria qualquer 'ISIS', no momento em que começasse a cruzar a fronteira da Jordânia, vindo do Iraque ou da Síria. A importância da "guarnição permanente", contudo, é que se Israel mantém seu exército na Jordânia (para proteger Israel contra o ISIS), um futuro estado "palestino" não terá fronteiras e ficará como enclave dentro de Israel, cercado por território israelense por todos os lados. "Em tudo semelhante aos bantustões sul-africanos" – diz Avnery.Em outras palavras: nenhum estado "viável" da Palestina jamais existirá. Afinal, o ISIS não é a mesma coisa que o Hamas? É claro que não é. Mas Mark Regev, porta-voz de Netanyahu, diz que é! Regev disse à Al Jazeera que o Hamas seria "organização terrorista extremista não muito diferente do ISIS no Iraque, do Hezbollah no Líbano, do Boko Haram…" Sandices. O Hezbollah é exército xiita que está lutando dentro da Síria contra os terroristas do ISIS. E Boko Haram – a milhares de quilômetros de Israel – não ameaça Telavive. Vocês entenderam o 'espírito' da fala de Regev. Os palestinos de Gaza – e esqueçam as 6 mil famílias palestinas cujas famílias foram expulsas pelos sionistas das terras onde hoje está Sederot – são aliados das dezenas de milhares de islamistas que ameaçam Maliki de Bagdá, Assad de Damasco ou o presidente Goodluck Jonathan em Abuja. Sim, mas… Se o ISIS está a caminho para tomar a Cisjordânia, por que o governo sionista de Israel continua a construir colônias ali?! Colônias ilegais, em terra árabe, para civis israelenses… na trilha do ISIS?! Como assim?! Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três israelenses na Cisjordânia ocupada, nem com o assassinato de um palestino na Jerusalém Oriental ocupada. Tampouco tem algo a ver com a prisão de militantes e políticos do Hamas na Cisjordânia. E nem o que se vê hoje na Palestina tem algo a ver com foguetes. Tudo, ali, sempre, é disputa por terra dos árabes."

    Robert Fisk é um premiado jornalista inglês, correspondente no Oriente Médio do jornal britânico The Independent. Fisk vive em Beirute há mais de 25 anos
  • anônimo  22/07/2014 09:43
    O artigo erra feio, o problema não tem nada a ver com estado, pra ter paz na região é fácil, basta estuprar as mulheres palestinas!
    www.rtp.pt/noticias/index.php?article=754372&tm=7&layout=121&visual=49
  • P.Araujo  31/07/2014 17:30
    A esquerda tem a chamada mente revolucionária renega o passado, desconstruindo-o ou simplesmente omitindo-o, e tem uma fé religiosa num futuro que é o que essa esquerda entende que ele deve ser e será; para a esquerda, o futuro é uma certeza e o passado é uma incerteza ? exatamente o contrário do que uma mente normal.
    Dito isso,as esquerdas tem em mente a história recente e a partir da formação do Estado moderno de Israel em 1948/49, afinal como dito antes, a esquerda renega o passado.

    Existem documentos históricos ? para além da própria Bíblia ? que provam que os israelitas viveram em Israel a partir de / cerca do ano 1900 antes de Cristo.

    O nome "Palestina" não é de origem árabe, mas sim de origem hebraica.

    O Islam surgiu em 632 d.c., as tropas dos descendentes de Maomé, invadiram e anexaram a Palestina, e os judeus tiveram que passar a pagar um imposto para poderem praticar a sua religião. Iniciou então uma emigração em massa dos judeus da sua terra de origem ? a Palestina ? para todo o mundo então conhecido, desde a Europa até ao Extremo-oriente. O templo judeu de Jerusalém foi destruído pelos islamitas árabes e, no mesmo lugar, foi construída a atual mesquita de Jerusalém. Se estabeleceu o Califado "Grande Síria" de Damasco até à fronteira egípcia. Apesar do controle Islãmico, uma minoria judia se manteve ao longo do tempo pagando o imposto religioso ao califa.

    Qdo as esquerdas espalham que a Palestina foi roubada dos Árabes, é uma desonestidade intelectual, qdo o que aconteceu foi o contrário.

  • anônimo  01/08/2014 09:53
    'A esquerda tem a chamada mente revolucionária renega o passado'

    Quando começa essa besteira de mente revolucionária, pode se preparar pra um festival de mentiras astrológicas.
    Olavete e os coitados que são influenciados por ele vivem numa mistura de ignorância com desonestidade: NÃO é só a esquerda que condena Israel pelo que eles fazem com o povo palestino.

    No mais esse aí apenas confirmou que a religião é a desculpa pra achar que aquela terra toda, inclusive onde já tem gente morando, pertence aos judeus.
    Reintegração de posse dois mil anos depois...ridículo, se for pra ser assim o brasil todo tem que ser desocupado e tudo aqui devolvido pros índios.
  • anônimo  01/08/2014 11:21
    'Com tudo isso exposto, fica patente que a Palestina e os palestinos NÃO são ficções politicamente convenientes criadas pelos muçulmanos endinheirados do Cairo, de Beirute ou de Damasco. Que o público de Olavo questione-o a respeito.'

    libertoprometheo.blogspot.pt/2014/07/cego-guia-de-cegos.html
  • anônimo  01/08/2014 19:37
    Bom, mostra que você leu e não entendeu nada, o texto que coloquei mostra que os Judeus estão lá desde sempre,e não que voltaram qdo criou o Estado de Israel.

    Ignorância e desonestidade tem aqueles que não tem vontade, de estudar um pouco dos fatos históricos, para concluir o que acontece hoje.

    E já li mais de uma vez, se for assim vamos devolver o Brasil para os Índios, 500 mil indios tem 14% do território Nacional, e que eu saiba nós não fazemos atentado terrorista nas reservas, nem jogamos milhares de foguetes nas tribos.

    Terminando, vejam essa: Egito apóia Israel."Egípcios esperam que Israel destrua o Hamas", escreve Halid Abú Toamehed no Gatestone Institute. Alguns extratos: Azza Sami, Al-Ahram: "Obrigado, Netanyahu e que Alá nos envie muitos como tu para destruir o Hamas". Amr Mustafá, intérprete, dirigindo-se aos palestinos na Faixa de Gaza.

  • anônimo  02/08/2014 11:06
    'E já li mais de uma vez, se for assim vamos devolver o Brasil para os Índios, 500 mil indios tem 14% do território Nacional, e que eu saiba nós não fazemos atentado terrorista nas reservas, nem jogamos milhares de foguetes nas tribos.'

    Você é incapaz de entender o argumento, o problema é a questão de legitimidade, se existe conflito entre as partes ou não, isso é irrelevante na questão de determinar quem é o dono legítimo do lugar.
  • anônimo  03/08/2014 02:49
    'You know how sometimes a cop will turn off his dash cam (often "mistakenly," or it "malfunctions") right before he brutalizes or executes a victim? That's what Israel did yesterday, when it knocked out Gaza's only power plant, killing the power for most of the population. This, besides its economic/humanitarian impacts, will make it much harder for Gazans to convey their plight to the rest of the world. As smartphone and computer batteries run out, powerful, sympathy-inducing voices from Gaza, like that of the 16-year old Twitter-user Farah Baker (@Farah_Gazan)( rt.com/news/176704-teen-tweets-gaza-violence/), and the 10-year-old girl in this viral video, ( www.liveleak.com/view?i=e4a_1405331536&comments=1 )will be silenced. '

    www.lewrockwell.com/2014/08/dan-sanchez/back-to-the-stone-age/
  • anônimo  07/08/2014 09:38
    Ron Paul: 'Do you believe Palestinians have a right to defend themselves in the Gaza conflict? Post your response in the comments below.
    Here's my take: "While I agree that Israel has a right to defend herself, never once have I heard that the Palestinians have a right to defend themselves. They must feel oppressed. They can't go anywhere. They can't ship things in and out of the Mediterranean. They can't go to Egypt. Nobody is talking about how the Palestinians have a right to defend themselves for being imprisoned in this area." --> bit.ly/1ARiyoo'

    https://www.youtube.com/watch?v=KAyo1BfO0TE
  • anônimo  11/10/2014 12:52
    'For Zumwalt. "those similarly motivated" is an expansive category, which includes not only "al-Qaeda, Hamas, Hezbollah, the Taliban, the mullahs of Iran, Somalia's Shababb, [and the] Khorasan group," but also their Muslim victims. On the basis of murkily sourced atrocity accounts and propaganda videos of dubious provenance, Zumwalt concludes that the victims of ISIS exhibit a "Muslim death wish" by supposedly allowing themselves to be killed without seeking "to overpower their captors."'

    www.lewrockwell.com/2014/10/william-norman-grigg/the-final-solution-to-the-muslim-problem/

    Me admiro muito que o Felipe Moura Brasil, como caricatura tosca que é do mestre dele, ainda não esteja defendendo essas coisas.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  17/03/2015 23:10
    A causa palestina é uma fraude socialista.
  • Gutemberg  04/02/2016 17:07
    Prezado Lucas Danneskjöld,

    Em uma passada rápida nos comentários, percebi que seu artigo despertou paixões. O debate, entretanto, não abordou minha dúvida:
    O conceito de Estado surgiu das lutas de unificação italiana que empregavam exércitos mercenários (contratados). Segundo Clausewitz, Napoleão revolucionou a guerra quando desenvolveu seu exército nacional, cujo ideal orienta a maioria dos Estados atuais.
    Qual seria a diferença entre essas "agências de proteção" e os exércitos mercenários de outrora?
    Como um novo entrante, nesse mercado de proteção, provaria que seu produto é de melhor qualidade ou que tem a mesma qualidade com preço melhor?
  • joãoN  17/10/2017 05:54
    E eu achando q instituto mises fosse de direita ou pelo menos entendesse algo de geopolitica, mas não. o negócio deles mesmo é só economia...
    falou muita besteira sobre o conflito defendendo pautas globalistas e genericas sem entender nenhum particularidade do conflito. Somente entendimento generico...e descambando pra narrativa de esquerda. Pareceu mto pallywood.
  • anônimo  17/10/2017 11:00
    "Afinal, judeus e muçulmanos viveram lado a lado durante 13 séculos no mundo árabe, até que a criação do Estado de Israel estimulou o ódio e o conflito entre os dois grupos da região"

    Falou pouco mas falou bosta.

    Nunca ouviu falar do massacre de hebron 1929? Ou dos Judeus sendo tratados como Dhimmis no mundo arabe durante esses seculos, tendo que pagar impostos extras por serem... judeus? Ou do conflito de Allepo 1850's?

    O autor estudou algo do assunto antes de colocar a culpa de tudo na reconstrução de Israel?
  • Jake  01/06/2018 02:56
    Alguns pontos:
    1 - O texto diz que a existência de Israel coloca em perigo os israelenses, e que se fosse abolido "com os israelenses e palestinos vivendo lado a lado sem qualquer capacidade de se oprimirem mutuamente via meios políticos, não haveria nada para esses estados bandidos atacarem", mas não menciona que antes da fundação do estado, judeus eram violentamente perseguidos e massacrados, sem ter como se defender. Massacres em Hebron e a revolta árabe são bem conhecidos, assim como leis discriminatórias religiosas impostas desde o califado Omíada, algumas das quais são a base do islã e precisam ser impostas por todos os fiés (caso da Jizya). Como todos os países com maioria islamica no Oriente Médio provam, a situação voltaria a ser de submimissão e violência contra as minorias caso Israel deixasse de existir.

    2 - Fala que 70% da população era "árabe" em 47, mas omite que vieram em massa ilegalmente do do Cáucaso, Egito, Síria e Arábia durante o século XIX, no domínio dos otomanos, e durante o século XX, com a conivência dos britanicos que controlavam o local -- e que impediram a imigração judaica durante o mesmo período.
    Considerando como critério apenas a propriedade particular comprovada, de todos os 26,320 km2 da Palestina sob o Mandato Britânico, apenas 3,840 km2 tinham donos legais, sendo 1,514 km2 de judeus e 2,326 km2 de árabes, os judeus eram donos de apenas 5,7%, e os árabes de apenas 8,8%.

    3 - Aceita acriticamente a afirmação (não sei nem de onde foi tirada, pois não traz fonte) de um membro do Hamas, mas ignora a história e a própria carta de fundação do grupo, que provam o contrário -- que judeus (e cristãos) são inimigos apenas por serem... judeus e cristãos:

    "Não há solução para o problema palestino a não ser pela jihad (guerra santa)."
    "Os judeus nunca ficarão contentes, tampouco os cristãos, ao menos que se siga a religião deles. Dizei: 'A orientação de Alá é a orientação certa.' Mas se seguirdes os desejos deles, depois de saberdes quem foi que veio até vós, então não tereis a proteção e a guarda de Alá."
    "O Movimento de Resistência Islâmica aspira concretizar a promessa de Alá, não importando quanto tempo levará. O Profeta, que as bênçãos e a paz de Alá recaiam sobre ele, disse: "A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por mata-los e mesmo que os judeus se abriguem atrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: "Oh, muçulmanos! Oh, servos de Alá, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o"."

    Poderia contestar quase tudo o que vai no texto, mas o fato inegável é que o artigo é péssimo.


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