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Por que precisamos entender o Bitcoin
Em seu décimo aniversário

Hoje, dia 3 de janeiro de 2019, é o décimo ano do surgimento do Bitcoin. Abaixo, um artigo do grande especialista brasileiro no assunto, Fernando Ulrich, originalmente publicado em agosto de 2015.

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Quando Satoshi Nakamoto publicou um paper, em outubro de 2008, descrevendo a sua criação — um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer —, poucos lhe deram atenção. Nem mesmo os especialistas em criptografia acreditavam que o projeto tinha alguma chance de sucesso.

A ideia de um dinheiro digital não era novidade; alguns já haviam tentado desenvolver uma moeda para a era da internet, mas nenhuma iniciativa tinha conseguido decolar.

Há pouco mais de seis anos, quando a rede começou a ser construída por um punhado de programadores voluntários, ninguém poderia imaginar que hoje o Bitcoin alcançaria o status de maior projeto de computação distribuída do planeta, com força computacional que supera em mais de 200 vezes a capacidade dos 500 supercomputadores mundiais somados.

Tampouco poderíamos prever que o Massachusetts Institute of Technology (MIT) formaria um departamento de pesquisa dedicado exclusivamente às criptomoedas, reconhecendo tacitamente a tecnologia inovadora do Bitcoin como um novo e legítimo campo de conhecimento científico.

Em 2009, uma unidade da moeda digital não tinha nem sequer um preço. À época, seria um devaneio completo esperar que o Banco da Inglaterra julgasse relevantes — se não transformadoras — as implicações do protocolo do Bitcoin sobre a moeda estatal e o sistema bancário tradicional. Considerar, ademais, a hipótese de um banco central emitir sua própria moeda digital seria pura fantasia.

O que antes poderia parecer ilusão de um ambicioso projeto de computação hoje é realidade. Atualmente, a moeda digital inspira soluções criativas para a débâcle econômica da Grécia. Embora o Bitcoin não seja uma solução aos apuros fiscais do governo do país, ele está servindo como refúgio genuíno para o povo grego, impossibilitado de transferir dinheiro ao exterior e refém de um possível confisco ou retorno ao antigo dracma.

Hoje, empresas do calibre de Dell e Microsoft aceitam bitcoins como forma de pagamento. Consultorias como a Deloitte testam a utilização do blockchain — o grande "livro-contábil" do Bitcoin — para processos de auditoria. O governo de Honduras estuda um projeto-piloto para registrar a titularidade de terras no blockchain.

Atualmente, a Nasdaq está experimentando a infraestrutura da tecnologia para registro de transações e de propriedade de valores mobiliários. A New York Stock Exchange, por sua vez, investe em uma das maiores processadoras de pagamento de Bitcoin. Já a SWIFT ofereceu, recentemente, uma bolsa de 15 mil euros ao melhor trabalho de pesquisa sobre o impacto e o potencial da tecnologia do blockchain para as transações de ativos.

A cada semana, novas empresas buscam explorar as possibilidades do Bitcoin, endossando e legitimando cada vez mais essa grande inovação tecnológica.

Mas o que é essa tecnologia, afinal de contas? O Bitcoin é uma invenção revolucionária da ciência da computação. Na sua essência, contudo, ele nada mais é do que um protocolo, um conjunto de regras pelas quais se comunicam computadores conectados à rede peer-to-peer do sistema. Não há um servidor central monitorando o cumprimento das normas. Primeiro, porque elas incentivam o comportamento honesto; segundo, porque todos são monitorados por todos. A confiança e a segurança são alcançadas de forma descentralizada, graças ao uso engenhoso da criptografia moderna, e sem que seja necessário conhecer a identidade dos participantes.

O feito extraordinário — e sem precedentes na era da computação — é que esse protocolo possibilitou recriar a escassez do mundo físico no mundo digital. Um bitcoin é um bem digital que não pode ser reproduzido ou falsificado; sua titularidade de propriedade está devidamente registrada no blockchain.

A tecnologia inovadora permitiu recriar as características do dinheiro físico no mundo digital. Mas com uma particularidade notável, porque o Bitcoin é simultaneamente uma moeda digital e um sistema de pagamentos. Isso nunca ocorreu na história financeira da humanidade. É certo que não é reconhecido nem emitido por nenhum estado. Moeda estrangeira, por definição, jamais será. Mas tem funcionado como dinheiro para muitas pessoas, algo inexplicável para a maioria dos economistas, cujas teorias não admitem uma moeda produzida livremente pelo mercado.

Tem oferta finita e não é passivo de ninguém, análogo aos metais preciosos. Podemos classificá-lo como uma commodity, mas uma de natureza digital. A primeira commodity digital da história. Um ativo ao portador que pode ser custodiado e transferido sem depender de nenhum intermediário. Um ativo realmente inédito.

Mas o dinheiro eletrônico é apenas a parte mais visível, é a aplicação óbvia, assim como foi o e-mail para a internet. Porque, no final de tudo, o Bitcoin é meramente uma tecnologia de registros de títulos de propriedade que conta com um livro-contábil praticamente imutável — uma vez efetuado o registro, é computacionalmente impraticável revertê-lo.

Essa invenção tem valor, tem utilidade, e nada impede que o blockchain seja usado para o registro de outros ativos que não bitcoins. A verdade é que a tecnologia é muito mais do que apenas um dinheiro para a internet. Potencialmente, é a internet do dinheiro. É a internet aplicada às finanças.

De fato, não estamos diante de um simples aplicativo para smartphone. Também não se trata de uma bolha das tulipas digitais. Na verdade, o Bitcoin é possivelmente a invenção mais importante desde a internet, e as implicações dessa tecnologia não são de todo previsíveis ou imagináveis. Mas não podemos desmerecê-lo, pois ele tem o potencial de causar disrupção em diversas indústrias.

O Bitcoin é uma evolução da própria internet. É também uma evolução do dinheiro como o conhecemos. E, assim como a internet transformou a troca de informações no mundo todo, o invento de Satoshi Nakamoto tem o potencial de transformar a troca de valor.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • anônimo  09/08/2015 15:36
    Nunca havia comentado nenhum artigo do Mises Brasil, mas gostaria de dizer que esse artigo em especial, mostra uma sutileza do autor e claridade excelentes. Poderia mesmo dizer que Fernando Ulrich poderia ser o Garrincha do Mises Brasil.
  • anômalo  09/08/2015 16:05
    Se for assim, o Leandro Roque seria o Pelé e o Fernando Chiocca o Serginho Chulapa.
  • JOSIRENE RIBEIRO FLORENCIO  02/07/2019 13:14
    Háhaha
  • Dolan  09/08/2015 15:45
    O sucesso do Bitcoin implica no fim do estado?
  • Pedro Tavares  09/08/2015 17:06
    O fim do Estado em si eu acho que não, mas o fim do seu domínio sobre a moeda com certeza!
  • Gabriel  09/08/2015 17:07
    A resposta é bem simples: não!
    Pois enquanto o ser humano existir, da forma que conhecemos, ele será um ser social. E é da nossa natureza fazer hierarquias, assim sendo, sempre formaremos Estados.
    Existe uma explicação mais detalhada envolvendo psicologia, sociologia, evolução, etc, do porque do ser humano formar estados, mas será muito longa para explicar aqui. O básico que tem que saber é: sempre que existir um grupo de pessoas existirá um líder, e é a partir desse líder que se formará um estado. Quando maior o grupo maior será a quantidade de pessoas influentes (líderes), e estes se reunirão para discutir o futuro do grupo, e assim temos um Estado.

    Mesmo que ocorra a popularização das criptomoedas, ainda teremos a figura do Estado, mas ele mudará de forma para se adequar as criptomoedas. Não posso afirmar com 100% de certeza se essa mudança será perceptível ou não, mas acredito que será, pois envolve novas formas de comercio e dinheiro, que são as bases do Estado como conhecemos.

    Então Dolan, o Estado sempre existirá, só mudará de forma!
  • Joao Girardi  09/08/2015 19:44
    Estruturas hierárquicas existem em qualquer lugar mas isso não as caracteriza como estados, estado é o monopólio jurídico e territorial que uma organização governamental possui sobre um determinado espaço geográfico e que lhe dá a possibilidade de taxar compulsoriamente a população do mesmo. A existência de hierarquia não implica necessariamente a existência de um estado.
  • Diego  09/08/2015 17:29
    A era Bitcoin pode não implicar o fim da máquina pública, mas pelo pouco que pude entender e vislumbrar, a moeda digital, que independe da existência de instituições financeiras intermediárias, pode deixar o Estado a poucos passos de sua extinção por inanição, posto que sua receitas adviriam exclusivamente da receita tributária das transções comerciais em Bitcoin. No mais, a saber, no decorrer do tempo, à medida que a sociedade perceba as vatangens do poder de compra do Bitcoin em relação ao Real, cada vez mais a demanda por Bitcoin aumentará e a demanda pelo Real decairá. No longo prazo, o Estado não vai comseguir endividar-se com uma moeda cuja comunidade, nacional e internacional, pouco utiliza. Assim, a máquina pública será obrigada a reaver a sua estrutura, tendo de reduzi-la a tamanho de semente de mostarda, posto que, se não ficar dos agrado dos empresários e imvestidores, estes, com muito mais facilidade, porque não haveria a interferência de bancos estatais para simular dados econômicos, deixariam de investir no País, o que implicaria a morte por inaniçào de qualquer máquina pública. E o mais legal de tudo, penso eu, é que o Estado não tem como interferir no fluxo de Bitcoins, doferente do que ocorre quando, como agora, se começa uma fuga de dólares da reserva do País. O Bitcoin é uma ferramenta, que, se a sociedade se unir para entendê-la, deixa qualquer governo de joelhos em poucas semanas.
  • Andre Cavalcante  10/08/2015 01:37
    Não é bem assim.
    O estado é o monopólio da violência em determinado território e, como tal, tem o poder de tributar.
    Boa parte do dinheiro dos impostos, no Brasil, vem da fonte, isto é, acontece na fabricação, na compra e nos salários.
    E há várias maneiras coercitivas de se tributar, idependente da moeda que se usa.
    O que aconteceria se o Bitcoin se tornasse a moeda de escolha do mundo? Os estados continuariam a ser financiados pelos impostos e mesmo com empréstimos do sistema financeiro. Só perderia a boquinha da inflação.
  • André  11/08/2015 12:59
    Então no final das contas os estados ficariam mais ricos.
    Os países/estados mais ricos do mundo são os dos país com inflação baixa.
    Com baixa inflação a nação enriquece, logo o estado também enriquece.

    É como se um desleixado perdesse a boquinha do cheque-especial, a principio
    ele vai passar um pouco de dificuldade, mas no longo prazo, por não ter mais
    que pagar juros do cheque-especial ele vai ficar em um situação melhor.
  • Giuseppe  04/01/2019 17:32
    Não implica. A noção de cryptos como meio de emancipação do indivíduo só funcionaria se a informação fosse completa e não houvesse concentração de mercado. Sob a configuração atual, é impossível. Os conluios financeiros distorcem os agregados de oferta e demanda e o mercado colpasa.

    A tecnologia por trás, por outro lado, o Block Chain, é fantástica. Adeus clearings, adeus câncer!
  • Marcelo Werlang de Assis  09/08/2015 17:39
    Desejo divulgar um blog que criei ontem. Eis o endereço: eaefl.blogspot.com.br. Aposto que vocês irão gostar!
  • .  09/08/2015 18:02
    Sem possibilidade.
  • 4lex5andro  24/12/2016 23:28
    No momento o bitcoin não finda o estado, porém diminui o seu poder.
  • Pobre Paulista  09/08/2015 18:03
    Ninguém dá a devida ênfase - minúscula, porem não nula - da chance da rede se dividir em duas. Quando isso acontecer será o fim do blockchain, pois este processo também será irreversível.

  • Andre Cavalcante  10/08/2015 02:21
    Não entendi. A rede Bitcoin se dividir em duas? A blckchain se dividir em duas? Um fork do Bitcoin?
  • Pobre Paulista  10/08/2015 11:54
    Difícil explicar nos comentários, mas basicamente é possível que a rede se divida em duas (ou mais), propositalmente (um ataque coordenado ou o isolamento de parte da rede) ou espontaneamente (evento aleatório, os peers se dividem em 2 grupos isolados um do outro).

    A partir deste link no stackexchange tem muita informação a respeito.

    Em resumo, você pode SIM perder sua titularidade registrada numa blockchain se fizer inadvertidamente uma transação em uma parte isolada da rede.
  • Leon Palma  10/08/2015 15:22
    Se não me engano, isso já acontecera. Parece que por conta da proibição do governo chinês, de seus cidadãos transacionarem bitcoins com pessoas de outros países, ocorrera uma ramificação na cadeia de blocos. Todavia, o problema foi resolvido pelos programadores responsáveis.
    Eu não recordo bem da notícia, mas se você puder esclarecer...
  • Tiago RC  11/08/2015 11:27
    Não teve nada a ver com a China. Foi um bug basicamente. Um problema com uma biblioteca de banco de dados que era utilizada antes que gerou incoerências entre diferentes versões do Bitcon Core. Foi corrigido em poucas horas. Essa biblioteca não é mais utilizada.
  • Andre Cavalcante  11/08/2015 13:05
    Pelo que entendi o problema não é o fork, o que, de fato já existe, mas o merge. O problema é que um pedaço da rede se descolar e depois tentar voltar, como é pequena, o merge não pode acontecer, sob pena de as transações da parte deslocada serem sobrepujadas (portanto perdidas).

    Agora sim, um problema típico do protocolo em si e, portanto, deve ser resolvido, se for possível, dentro da comunidade e por consenso.

    De repente, o consenso é: nunca fazer o merge, o que significa, na prática, que um eventual fork, força o nascimento de uma nova moeda. Se a população quiser fazer o merge terá que vender a moeda de origem e comprar bitcoins. Ou pode haver alguma solução para se fazer o merge. Então é uma questão para os desenvolvedores, mineradores e operadores do sistema como um todo.

    Abraços
  • Tiago RC  11/08/2015 11:31
    Mesmo que um fork perene aconteça (por ex., por uma divergência significativa entre grupos de pessoas com relação a alguma regra do protocolo), isso não significaria o fim do Bitcoin. Claro, traria confusão, seria caótico, mas eventualmente a coisa se acertaria.

    E, finalmente, mesmo que problemas técnicos ou políticos culminem com a morte prática do Bitcoin particularmente, isso não significa que outra criptocurrency não possa ocupar o espaço deixado pelo pioneiro. Como dizem os gringos, the genie is out of the bottle.
  • Diego B. Sousa  09/08/2015 18:58
    O melhor de tudo é que ainda está no começo.
    É uma oportunidade para quem ainda pode comprar aos preços de hoje.
    Com uma adoção maior a valorização e posterior estabilidade também virão.
  • .  09/08/2015 21:22
    Nunca.
  • Rodrigo   14/06/2016 01:59
    Genial, escrevendo aqui em 06/2016 com btc 2600 reais
    acho que a identificação de uma ideia revoluionária é o fundamento da riqueza e evolução humana
  • Renegado  04/05/2017 12:35
    E eu comento em 04/05/2017 e o bitcoin alcançou R$ 5300,00!
  • Rodrigo José Nunes  25/05/2017 17:25
    BTC mais de 10 mil!
  • Rodrigo  26/03/2018 20:13
    O Bitcoin hoje custa: 27.379,73
  • Gabriel  09/08/2015 22:27
    https://www.youtube.com/watch?v=ZqrBtAGgAQo

    O fato de o bitcoin ser instável como o cara diz nesse vídeo, não faz dele algo perigoso?
  • Luiz Goerck  10/08/2015 01:40
    Gabriel, veja os comentários refutando o que foi falado pelo autor do video (acho que o cara do vídeo fala tão rápido que nem ele refletiu sobre o que falou.
  • Felipe Lange S. B. S.  10/08/2015 00:23
    A Empiricus lançou esses dois vídeos falando sobre as previsões da economia brasileira:

    https://www.youtube.com/watch?v=pxtz6r_9BJs
    https://www.youtube.com/watch?v=foY9wOatQQ4

    Essa organização é confiável? O que os especialistas no assunto aqui do Instituto Mises acham disso?
  • Didi  10/08/2015 00:33
    Felicitações pelo artigo, o autor discorreu com maestria sobre o tema, acidentes de percurso embora remoto não está descartado, mas tendo em vista o cerco a informalidade, não há dúvida que esse lance "ao portador"deverá ganhar ímpeto no Brasil. Se a crise pegar no breu, a despeito da corrupta desgovernança, as pessoas hão de "se virar nos trinta". A voracidade é tremenda, a saber:

    Com a publicação da Instrução Normativa nº 1.571/2015, no Diário Oficial da União do dia, 03/7, a Receita Federal instituiu uma nova obrigação acessória, denominada e-Financeira, cuja tecnologia de desenvolvimento é a mesma utilizada no SPED, condição que proporcionará às instituições financeiras maior aderência ao padrão consolidado e reconhecido internacionalmente para captação de dados pelo fisco brasileiro.

    A e-Financeira tem sua primeira entrega para maio de 2016, referente aos dados a partir de 1º de dezembro de 2015.

    jornalcontabil.com.br/portal/?p=3655

    As entidades prestarão informações, dentre outras, relativas saldos de qualquer conta de depósito, inclusive de poupança, saldo de cada aplicação financeira e aquisições de moeda estrangeira, quando o montante global movimentado ou o saldo,em cada mês, por tipo de operação financeira, for superior a R$ 2.000,00, no caso de pessoas físicas e R$ 6.000,00, no caso de pessoas jurídicas.

    https://www.legisweb.com.br/noticia/?id=14417
  • Wolmar  10/08/2015 00:34
    Se o bitcoin virar dinheiro, o que impedirá os governos de receberem impostos e taxas pagos com bitcoins?
  • Anomalous  10/08/2015 03:27
    Nada, porque todas as transações feitas com Bitcoin são públicas. Assim como nada impedirá que o Estado crie uma lei que o torne ilegal.
  • Pedro Bolson  10/08/2015 14:09
    Esta é uma das minhas principais dúvidas.

    Tenho bitcoins (pouca coisa, é verdade. Os comprei como um "estímulo" ao aprendizado), e essa possibilidade de ilegitimidade é algo que considerei bem plausível no momento que os adquiri.

    Achar que os estados simplesmente irão aceitar perder o controle da moeda, sem antes utilizar de sua força coercitiva, é uma ingenuidade da nossa parte.

    Não acho que o fato de o estado tornar o bitcoin ilegal acabe com a moeda, mas pode afetar sobremaneira sua aceitabilidade, logo seu valor como meio de troca.

    O Fernando Ulrich, como estudioso do tema, poderia nos brindar com algumas palavras em relação a possibilidade dessa ilegitimidade ou não.
  • Felix  10/08/2015 13:44
    Ele não sabe quem tá fazendo as transações
    não é igual banco que ele quebra o sigilo da pessoa,
  • Wolmar  10/08/2015 17:11
    Nada disso. Se vc faz uma transacao comercial, seja la em que moeda for, e o vendedor emitir a tal da nota fiscal, o fisco vai ficar sabendo sim, e impostos terao de ser pagos, mesmo que seja em reais. E a pergunta que eu fiz no inicio foi a seguinte: Se o bitcoin vier a ser aceito como moeda, o governo tambem podera vir a aceitar bitcoins nas suas cobrancas.
  • Anomalous  10/08/2015 17:41
    Felix, toda transação feita com bitcoin fica registrada no block chain e esta é uma base de dados pública. Basta saber o ID do sujeito que saberá quais foram todas as transações dele.
    Eu sinceramente não acredito no bitcoin. SHA-256 pode ser quebrado facilmente pelos crackers que usam GPU e no caso do bitcoin, trocar a criptografia significa trocar a moeda. Quem ficar com ela por último é o zé mané que se ferra.
  • Anomalous  10/08/2015 18:22
    Antes que digam que eu defendo as moedas infladas dos governos, eu digo, ainda não existe nada melhor do que o ouro.
  • Ricardo Z.  10/08/2015 10:58
    Bitcoin é o presente e o futuro da moeda mundial, sem dúvida. Temos que ir pouco a pouco, através de reuniões, eventos, divulgação na mídia, enfim, é necessário que as pessoas percebam a necessidade (e a validade) de mergulhar nesse universo, até chegar no ponto onde se estimará mais o BTC do que essa farsa de moeda brasileira e mais adiante a de outros paises. Aqui no Paraná estamos caminhando, em Maringá terá evento, virei aqui no site divulgar quando for ocorrer e divulgar os links. Grande abraço aos nossos companheiros lutadores do universo Bitcoin.
  • Thiago Teixeira  10/08/2015 14:21
    Acho que o fator principal para o sucesso é a oferta limitada e expansão lenta, e não-manipulável.
    É o que gera confiança na criptomoeda.
    Com o aumento dos efeitos de rede, BCs, abram os olhos!
  • Pedro  10/08/2015 21:14
    Imaginar que a pessoa nao pagara impostos pela possibilidade de o bitcoin se impor como moeda; pensar tambem que a inexistencia de banco central importa em nao pagamento de impostos; enfim, pensar.... e' viajar na maionese. Na idade media nao havia banco central e os senhores feudais taxavam a suserania da forma que lhes parecia melhor. Banco central 'e uma instituicao recente e, a meu ver, descartavel. O fato e': enquanto houver Estado, havera' imposto. A inexistencia do Estado nao esta num horizonte visivel, felizmente ou infelizmente. Divido os seguidores da Escola Austriaca (Instituto von Mises) em duas categorias: os que centram sua atencao na defesa do Mercado, sem grandes regulamentacoes, deixando o papel do Estado para o m'inimo indispenss'avel, e um outro grupo autointitulado anarcocapitalistas, que, como os comunistas e sendo seus anti'podas, deixam-se cegar por uma aspiracao irrealizavel, pelo menos, nesta fase da histo'ria, at'e onde a vista alcanca. Nada tenho contra os anarcocapitalistas. A presenca desse grupo no Instituo tras algum descredito para a instituticao. Todavia, nao provocam grandes danos, sao loucos mansos.
  • anônimo  11/08/2015 09:51
    Então vc quer estado mínimo? Uma justiça privada é o estado mínimo mais mínimo possível.Satisfeito?
    Muito mais importante é discutir como chegar lá, porque pela democracia é que não vai ser.
    Ah, e uma das definições de loucura é fazer sempre a mesma coisa querendo que ela dê um resultado diferente, por ex, ter um estado razoavelmente pequeno, democrático, e não querer que ele vire um estado inchado, que é o que a história mostra que sempre acontece.Logo o louco aqui é vc.
  • Malasartes  11/08/2015 16:25
    Esse seu comentário não passa de uma baita trollagem, mas, mesmo assim, é interessante respondê-lo.

    Imaginar que a pessoa nao pagara impostos pela possibilidade de o bitcoin se impor como moeda; pensar tambem que a inexistencia de banco central importa em nao pagamento de impostos; enfim, pensar.... e' viajar na maionese.

    É, você está demonstrando sua própria idéia de que pensar poder equivaler a viajar na maionese. Mas então, o Bitcoin pode ser uma excelente ferramenta para se evitar o pagamento de impostos. Um imposto como o IOF, por exemplo, fica muito difícil de ser arrecadado quando as transações são efetuadas via Bitcoin. Aliás, na atual conjuntura, se uma pessoa tem o seu patrimônio todo em bitcoins, tributá-la de forma direta é uma tarefa ingrata.
    É claro que mesmo sem banco central haveria impostos, creio que ninguém afirmou isso. No entanto, fato é que sua existência aumenta a capacidade arrecadatória do estado, logo, sua extinção implica sim no pagamento de menos impostos. Se o fim do BC e a adoção do Bitcoin não nos livram de todos os impostos, pelo menos serão alívios bem-vindos.

    Na idade media nao havia banco central e os senhores feudais taxavam a suserania da forma que lhes parecia melhor.

    Então tá. Só lembrando que para o estado moderno a arrecadação não tem como ser de qualquer maneira. Imagine, p. ex., o problema em se tributar o agricultor em galinhas ou batatas.

    Banco central 'e uma instituicao recente e, a meu ver, descartavel. O fato e': enquanto houver Estado, havera' imposto.

    Nisso concordamos. Banco central não só é descartável como seu descarte é um ganho para as pessoas em geral. E também concordo com sua segunda assertiva, que não passa de uma grande obviedade, afinal, ela é o mesmo que afirmar que enquanto houver ladrões, haverá roubo.

    A inexistencia do Estado nao esta num horizonte visivel, felizmente ou infelizmente.

    Nisso sou forçado a concordar também. Só não concordo com o seu juízo de valor. É claro que isso é ruim.

    Divido os seguidores da Escola Austriaca (Instituto von Mises) em duas categorias: os que centram sua atencao na defesa do Mercado, sem grandes regulamentacoes, deixando o papel do Estado para o m'inimo indispenss'avel, e um outro grupo autointitulado anarcocapitalistas, que, como os comunistas e sendo seus anti'podas, deixam-se cegar por uma aspiracao irrealizavel, pelo menos, nesta fase da histo'ria, at'e onde a vista alcanca.

    Bem, a EA é isenta de valores. O que vai além da descrição de fenômenos e explicação de suas causas e conseqüências já entra no libertarianismo. Mas entendi o que você quis dizer, você divide os libertários em duas categorias: a) pessoas que defendem o livre mercado porque isso dá mais dinheiro e que toleram o estado desde que este não se constitua num incômodo muito grande (que é o seu caso) e b) pessoas que defendem o livre mercado porque é moral fazê-lo e que são contra o estado pela razão deste ser intrinsecamente imoral (que é, como você já deve ter suspeitado, o meu caso).
    Sobre a comunismo, você está meio certo. Os anarcocapitalistas são os antípodas dos comunistas, todavia, embora uma sociedade livre até seja impraticável no presente momento, o comunismo é impraticável per se e, justamente por causa dessa impossibilidade, todas as tentativas de sua implementação fracassaram, fracassam e fracassarão.
    Ainda sobre o anarcocapitalismo, só porque ele não é realizável no presente momento não quer dizer que ele seja uma porcaria. Eu não tenho condições de comprar e manter uma Ferrari Enzo, quando muito, posso ter um Lada Laika. Contudo, só porque no presente momento não tenho condições de ter uma Ferrari Enzo, louco seria se dissesse que a Ferrari Enzo é um monte de lixo e que o Lada Laika é o melhor carro que há. Se eu estiver andando num Lada Laika, não é porque ele é o melhor carro, é porque é o que deu para comprar. Entretanto, não posso fechar meus olhos e não ver que esse carro é uma droga e que deveria urgentemente procurar coisa melhor.

    Nada tenho contra os anarcocapitalistas.

    Poxa, imagina se tivesse.

    [i]A presenca desse grupo no Instituo tras algum descredito para a instituticao. Todavia, nao provocam grandes danos, sao loucos mansos.[/]

    Se a presença desse grupo traZ ou não descrédito para o IMB, isso é um fator absolutamente irrelevante. Não sou membro do Instituto, mas creio que falo em seu nome quando afirmo que o que importa é estar certo, não querer parecer bonito pros outros. Querer parecer legal pros outros é de uma covardia intelectual sem tamanho (além de uma baita duma viadagem). Se o IMB começar a enxotar os anarcocapitalistas só para parecer um grupo de pessoas moderadas e responsáveis aos olhos do público, poderá até conseguir granjear uma aparência de respeitabilidade, todavia, perderá toda sua real respeitabilidade. Ou seja, tornar-se-á uma casca vazia.
  • Wolmar  11/08/2015 20:23
    Desculpa eu me meter, mas vc andou viajando na maionese e andou confundindo alhos com bugalhos. Mas vou me ater somente ao seu segundo parágrafo:

    Um imposto como o IOF, por exemplo, fica muito difícil de ser arrecadado quando as transações são efetuadas via Bitcoin.

    Até aqui tudo bem, estamos em concordância.

    Aliás, na atual conjuntura, se uma pessoa tem o seu patrimônio todo em bitcoins, tributá-la de forma direta é uma tarefa ingrata.

    Cara nem em bitcoins nem em cenouras! Patrimônio não é tributado. Pelo menos por enquanto. As únicas exceções são o IPTU e o IPVA. O que pode ser tributado é o ganho de capital, em transações imobiliárias ou com ações por ex. Agora, se vc ganhar dinheiro comprando ou vendendo qualquer moeda, é óbvio que o fisco dificilmente vai te alcançar.

    No entanto, fato é que sua existência aumenta a capacidade arrecadatória do estado logo, sua extinção implica sim no pagamento de menos impostos. Se o fim do BC e a adoção do Bitcoin não nos livram de todos os impostos, pelo menos serão alívios bem-vindos.

    Meu Deus! Banco Central não é, nunca foi nem nunca será o órgão arrecadador do Estado. A não ser que vc esteja falando do imposto inflacionário.

    Agora, vc está falando de dinheiro não é? Dinheiro para comprar mercadorias, certo? Inclusive para pagamento de salários, não é mesmo? Vc acha que uma coisa desta natureza pode ficar livre de impostos?
  • Malasartes  12/08/2015 05:45
    Desculpa eu me meter, mas vc andou viajando na maionese e andou confundindo alhos com bugalhos. Mas vou me ater somente ao seu segundo parágrafo

    Tá desculpado. Mas então, se eu falei besteira em todo o comentário, não se adstrinja ao segundo parágrafo apenas. Ponha a boca no trombone (ou o dedo no teclado). Não me deixe persistir no erro.

    Cara nem em bitcoins nem em cenouras! Patrimônio não é tributado. Pelo menos por enquanto. As únicas exceções são o IPTU e o IPVA. O que pode ser tributado é o ganho de capital, em transações imobiliárias ou com ações por ex. Agora, se vc ganhar dinheiro comprando ou vendendo qualquermoeda, é óbvio que o fisco dificilmente vai te alcançar.

    Quando me referi à atual conjuntura, não estava pensando no sistema tributário brasileiro especificamente. Estava me referindo ao poder de tributação dos estados de modo geral. Para um estado tributar cenouras é muito fácil, basta ir onde elas estão estocadas e pegar uma parte delas. Já para o estado fazer essa mesma brincadeira com bitcoins fica difícil.

    Meu Deus! Banco Central não é, nunca foi nem nunca será o órgão arrecadador do Estado. A não ser que vc esteja falando do imposto inflacionário.

    Meu Deus, era exatamente sobre o imposto inflacionário a que me referia! Deveria ter deixado isso explícito no comentário anterior. My bad.

    Agora, vc está falando de dinheiro não é? Dinheiro para comprar mercadorias, certo? Inclusive para pagamento de salários, não é mesmo? Vc acha que uma coisa desta natureza pode ficar livre de impostos?

    Respondendo à quarta pergunta, bem, até pode ser possível, mas acho bem difícil para o contribuinte se livrar totalmente do poder de mordedura do estado, a menos que ele se livre do estado antes. Foi por isso mesmo que havia dito que o fim do BC e a adoção do Bitcoin não nos livram de todos os impostos, mas pelo menos serão alívios bem-vindos.
  • ANDRE LUIS  11/08/2015 11:45
    Ainda não consegui, mas prometo que vou continuar tentando entender porque pessoas vêem com normalidade o avanço da tecnologia que retira certos produtos do mercado, mas pisa em ovos quando a tecnologia tira certos produtos do governo.
    Tirar certos produtos do governo não significa extingui-lo, mas torná-lo mais leve e, de certa forma, mais eficiente. Se ao final de tudo contribuir para sua extinção, que seja. Se isso ocorrer ao final de um processo de destruição criativa, perfeitamente absorvido pelas pessoas e sem traumas, iríamos certamente por um caminho muito melhor.
    Não temais o futuro, ó libertarians de plantão!
  • Pedro  11/08/2015 17:49
    Gostaria muito de ler um livro, um plano, explicando como uma sociedade, principalmente uma sociedade sofisticadissima como hodiernamente temos, funcionaria sem a existencia do Estado, minimo que fosse. A Escola Autriaca, a que se filia o Instituto von Mises, nao prega a extincao do Estado, portanto nada tem a ver com aqueles que acham viavel a completa extincao do Estado. Por coerencia, os que tem esta visao deveriam constituir uma organizacao propria para que as coisas nao se confundam. Deveriam, como faz a Escola Autriaca, publicar estudos serios provando, por A mais B, a viabilidade de uma sociedade sem Estado. Essas teses poderiam ser submetido ao exame de quem quer que por elas se interessasse. Mas o que aqui vemos, e' a existencia de uma ideia e um grupo procurando abrigo sob a asa de uma Escola que tem elementos objetivos a oferecer. Desfraudem, oh senhores libertarios!, a sua bandeira e procurem vender a sua ideia e angariar sequidores de forma nitida, para nao causar confusao com os principios da respeitavel Escola Austriaca. Em momento nenhum advogo a ideia de que o Instituto deveria descarta-los, apenas os concito a terem a coragem de seguir caminho proprio. Nada mais do que isso. Quanto a expressao "louco manso", nao passa de um ditado regionalista que significa que a pessoa se deixada `a vontade, que nao causara dano. So isso.
  • Andre Cavalcante  14/08/2015 18:52
    Uma questão sobre moeda:

    Já assistiram ao filmeO preço do Amanhã?

    O tempo poderia ser usado como moeda? Neste caso, como mostrado no filme, para que alguns sobrevivam outros teriam que morrer?

    Abraços
  • Wolmar  14/08/2015 19:40
    Distopia marxista onde o tempo que o sujeito gasta no trabalho se converte em tempo para ele continuar vivo. E, claro, se ele para de trabalhar ele morre. Não me lembro de detalhes, mas havia uma casta privilegiada (lógico) que não passava por esse drama.
    E como vc mesmo disse, trata-se do velho jogo de soma zero levado às últimas consequências.
  • Rene  14/08/2015 20:59
    Este filme claramente bebe de fontes socialistas. A mensagem é clara: Para alguns ganhar, outros tem que perder. A insensibilidade dos donos do poder perante aqueles que morrem por falta de tempo é a maneira como os esquerdistas veem os capitalistas. Além disso, quando ele distribuiu o milhão de anos, a vida de todos melhorou e ele quebrou o sistema. Da mesma forma como os esquerdistas acreditam que, se nós distribuirmos a renda dos mais ricos, todos ficarão ricos ao mesmo tempo.

    Falando especificamente do tempo como moeda. O filme não dá detalhes de qual a fonte do tempo. Sabemos que cada um ganha um ano quando completa 24 anos, e a pessoa pode gastar este ano, se assim desejar. Entretanto, se esta fosse a única fonte do tempo, este seria muito mais escasso do que foi mostrado no filme, pois 26 pessoas precisariam morrer aos 24 anos para uma pessoa chegar aos 50, por exemplo. Uma pessoa poderia valorizar mais viver um ano com a família do que gastar em uma noitada. Quanto custa um café? 3 minutos? Não se o tempo para produzir o café for maior do que 3 minutos.

    Portanto, acredito que nesta sociedade distópica, deveria existir uma outra moeda corrente, e as coisas seriam precificadas a partir dela, e não a partir do tempo. As pessoas comuns seriam economicamente ativas até os 24 anos, tendo vários filhos neste processo. 24 anos seria o fim da vida, algo como a velhice em nosso mundo. Quem não tem dinheiro, venderia uma parte do tempo que possui, daria uma festa para a família e morreria. Quem conseguiu acumular muito capital, trabalharia muito só para comprar tempo dos outros. Com uma expectativa de vida tão baixa, a sociedade não iria evoluir muito.
  • Thiago Valente  16/08/2015 14:56
    Dá até para pensar em uma nova leitura desse mundo, com trechos e aforismas retratando as diversas possibilidades que quebram essa distopia e com um verdadeiro herói, libertário. Poderia, inclusive, haver uma curta história do fim do mundo após o cidadão distribuir todos os seus milhões de anos pela humanidade, hahaha (ou como fulano destruiu o mundo).
  • Andre Cavalcante  17/08/2015 14:25
    Rene,

    Que o filme bebe em fontes maxistas é um óbivio ululante. O que eu queria era justamente essa discussão:

    "Falando especificamente do tempo como moeda. O filme não dá detalhes de qual a fonte do tempo. Sabemos que cada um ganha um ano quando completa 24 anos, e a pessoa pode gastar este ano, se assim desejar. Entretanto, se esta fosse a única fonte do tempo, este seria muito mais escasso do que foi mostrado no filme, pois 26 pessoas precisariam morrer aos 24 anos para uma pessoa chegar aos 50, por exemplo. Uma pessoa poderia valorizar mais viver um ano com a família do que gastar em uma noitada. Quanto custa um café? 3 minutos? Não se o tempo para produzir o café for maior do que 3 minutos."

    Então, o problema que vejo em relação a premissa do filme é que, se ninguém morre, há uma tendência a uma superpopulação. Então, para haver controle populacional, deve haver um mecanismo em que as pessoas morram. Se a ciência conseguir parar o envelhecimento em algum ponto, um mecanismo qualquer deve ser criado. Neste mecanismo, qualquer que seja ele, vai haver uma elite que vai gerenciar o mecanismo (note que ele não é natural), e o restante da população.

    Realmente, das coisas ignaras que tem no filme, não havia me atentando para a fonte do tempo: de onde vem o tempo? Ouro vem de um mina - é preciso trabalho para obtê-lo. Bitcoin vem da quebra de uma fórmula matemática - é preciso trabalho para obtê-lo. E o tempo? A priore, as pessoas ganham tempo após um dia de trabalho.

    O controle populacional, neste caso, vem da inflação de preços - as coisas custam mais caro, o que força as pessoas a trabalharem mais.

  • anônimo  21/09/2015 21:48
    Corrida pra vender bitcoin em 3, 2, 1...
    www.infomoney.com.br/blogs/moeda-na-era-digital/post/4296535/abra-uber-das-remessas-dinheiro
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/09/2015 00:10
    tem de estar muito alienado pra acreditar na viabilidade desse negócio (alguns espertalhões vão meter uns bons trocados no bolso especulando na crendice romântica de outros tantos). é muita falta de noção de como as coisas funcionam na realidade da política e do sistema financeiro.
  • anônimo  22/09/2015 09:51
    Care to elaborate?
  • Andre Cavalcante  22/09/2015 13:54
    Rodrigo, o que exatamente você enxerga que seja inviável no modelo de negócios sugerido pela Abra?

    A propósito dos bitcoins per si: bitcoinobituaries.com/

  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/09/2015 16:07
    André, não li a sugestão do Abra, não posso opinar.

    A questão é que a moeda é a variável-chave da economia, e quem a controla, controla praticamente tudo o mais. Os banqueiros sabem disso perfeitamente bem. Os governos também sabem. E ninguém está disposto a alienar esse poder, entregando-o de bom grado ao mercado livre e às pessoas. Quem tem o baralho na mão quer continuar dando as cartas e determinando o jogo, e não vejo a mais mínima chance de que isso mude tão cedo, sem a ocorrência de graves revoluções culturais (aliás, as coisas parecem andar no sentido contrário, rumo à globalização coletivista e massificadora). Neste sentido é que vejo o tal bitcoin e esses outros experimentos monetários virtuais-descentralizados como algo sem futuro (a curto e médio prazos, ao menos), pois sua regulamentação, controle e asfixia é apenas uma questão de tempo e oportunidade. Infelizmente, que se registre.

    Tecnicamente, não entendo nada desse negócio. Já li aqui muitas coisas interessantes a respeito (de você, inclusive), mas a vulnerabilidade política continua inescapável, e esse é o meu ponto.
  • Andre Cavalcante  22/09/2015 17:15
    Rodrigo,

    "André, não li a sugestão do Abra, não posso opinar."

    Que coisa feia... Sair por aí dando opinião sem nem mesmo ler o artigo... Tsc! Tsc!

    E, mais adiante:

    "Tecnicamente, não entendo nada desse negócio."

    Novamente, não entende nada e já sai taxando de impossível ou improvável coisa que não entende. Como diria o Anarca: "... triste pelo nível dos debatedores do site..."

    "...mas a vulnerabilidade política continua inescapável, e esse é o meu ponto."

    Agora sim algo que vale a pena uma discussão...

    O experimento é realmente novo, então os políticos já viram mas não o olharam ainda diretamente, ou seja, sabem até que existe algo na internet que pode servir para transferência de valores, mas ainda não acordaram para o "problema" que isso pode gerar para o sistema bancário, que até já sabe, mas tá meio "pago pra ver".

    De fato o governo e suas políticas podem colocar inúmeros obstáculos ao uso das cripto-moedas (Bitcoin em particular), por exemplo, taxando (como se diz no norte: de com força...) as conversões, nos bancos, entre bitcoins e a moeda local, o que poderia inviabilizar o negócio da Abra, assim como multar os taxistas do Uber põe um obstáculo grande ao uso daquela plataforma.

    Mas, como tudo ainda é um experimento, os governos estão relativamente calmos.

    Mas já escuto essa que, se os governos quiserem, em 5 minutos acabam com o bitcoin, já há anos. O EUA já começaram o processo e a China proibiu bancos de operarem com "exchanges" de bitcoins; nem por isso o volume de bitcoins arrefeceu nos EUA e a queda na China foi bem menor que os "analistas" falavam.

    A grande vantagem desta tecnologia é que, o fato de ser descentralizada (p2p), a regulação tem um alcance, literalmente, marginal (na margem da rede, na troca do bitcoin para moeda local e vice-versa). Da mesma forma que acabar com alguns sites de download de música não acabaram com o download gratuito p2p via internet, é bem provável que isso aconteça também com as bitcoins.

    Vamos ver o que vai acontecer neste cenário de "regulação"...

    Abraços

  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/09/2015 18:33
    Pois então. O negócio de que falo não é o business do Abra. Por isso nem entrei no mérito do artigo (isso nem me interessa, na verdade). A minha incredulidade é quanto ao próprio bitcoin mesmo, e a crítica é dirigida aos que reputam isso como uma revolução em andamento. Só que falta combinar com os russos, como você mesmo admite.

    valeu
  • Dissidente Brasileiro  22/09/2015 19:47
    Concordo com o Rodrigo. O problema é que, quando se critica o Bitcoin as pessoas colocam o idealismo na frente da realidade, vejam só:

    "A grande vantagem desta tecnologia é que, o fato de ser descentralizada (p2p), a regulação tem um alcance, literalmente, marginal (na margem da rede, na troca do bitcoin para moeda local e vice-versa). Da mesma forma que acabar com alguns sites de download de música não acabaram com o download gratuito p2p via internet, é bem provável que isso aconteça também com as bitcoins."

    Esse é o maior ( e também o único) argumento deles, a descentralização; ninguém acaba com o Bitcoin porque é descentralizado. Essa é a visão nerd de como as coisas funcionam, mas a realidade é muito diferente e bem mais perversa.

    Já os banqueiros dizem: "fiquem com o [protocolo] Bitcoin para vocês, ele não nos interessa! Na verdade, é até bom que vocês continuem a mantê-lo, pois é menos um encargo para nós, afinal não somos desenvolvedores e entendemos nada de TI. O que nos interessa é a compra e venda de Bitcoins, é onde temos expertise e know-how e é onde está nosso objetivo que é fazer dinheiro. Mas para isso é preciso eliminar a concorrência, e já estamos fazendo isso através de pesadas regulações impostas pelos nossos amigos do governo, observe o caso da Bitlicense nos EUA ou o novo aparato de regulações do governo japonês, eles obedecem fielmente aos nossos desejos."

    Essa é a visão realista de como as coisas funcionam de fato. Quando somente os grandes players puderem negociar com Bitcoins, pagando todos os impostos e repassando todas as informações para o governo, e as pessoas comuns e as exchanges menores estiverem fora do páreo, talvez vocês entendam o que estou a dizer aqui, mas já será tarde demais.
  • Andre Cavalcante  22/09/2015 20:37
    Olá Dissidente Brasileiro,

    "O que nos interessa é a compra e venda de Bitcoins, é onde temos expertise e know-how e é onde está nosso objetivo que é fazer dinheiro."

    Pois é, uma hora o bitcoin não é dinheiro, não é ativo, não é nada, outra hora é um meio que os bancos vão usar no futuro pra fazer dinheiro... Decidam-se é ou não é?

    "Mas para isso é preciso eliminar a concorrência, e já estamos fazendo isso através de pesadas regulações impostas pelos nossos amigos do governo, observe o caso da Bitlicense nos EUA ou o novo aparato de regulações do governo japonês, eles obedecem fielmente aos nossos desejos."

    As regulações, sejam elas do governo dos EUA ou do Japão, estão fazendo exatamente o que disse no meu comentário anterior: atuando na margem da rede, na hora da troca para moeda local. Desnecessário dizer que uma transação internacional (entre cidadãos de países diferentes) feita absolutamente com bitcoins seria mais difícil de ser regulada e, ser for, mais difícil de a regulação ser fiscalizada/garantida.

    Ao menos você admite que há algo na rede bitcoin e que banqueiros e governos estão de olho nisso. No que mais, é ainda um experimento (o software não tá nem na versão 1.0) de forma que ainda tem que amadurecer.

  • Andre Cavalcante  22/09/2015 20:28
    Olá Rodrigo,

    Não entendi: o que os russos em a ver com isso?

    Abraços
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/09/2015 20:47
    ?! estou fazendo alusão à história surgida no contexto futebolístico. é uma alegoria pra dizer que será preciso contornar os obstáculos (pra mim, intransponíveis) que governo e lobby-cartel do sistema financeiro (de quem controla o cash) colocarão, na medida em que algum sistema desses se insinuar relevante.
  • Andre Cavalcante  22/09/2015 13:51
    Olá,

    Não entendi. Porque um app de transferência de dinheiro usando bitcoins seria uma corrida para venda? Para uma transferência nomeada em dólares ocorrer, você vai comprar e vender praticamente a mesma quantidade de bitcoins (se não exatamente a mesma). Assim teríamos tanto venda quanto compra. Há algo que não tô enxergando aqui?

    Abraços


  • Ali Baba  08/10/2015 20:45
    Fernando:

    Que acha dessa novidade bem interessante: https://tether.to/

    Ele usa a blockchain do bitcoin, mas para armazenar e transferir moeda fiduciária. Do site: "Tethers can be securely stored, sent and received across the blockchain and are redeemable for cash (the underlying asset)."

    Alternativa para guardar valor sem ter conta no exterior e sem ficar refém da variação do bitcoin?
  • Felipe  22/10/2015 21:47
    Quero comprar alguns bitcoins para conhecer melhor o sistema.

    Alguém aqui tem uma sugestão da melhor forma de começar?

    Pesquisando na internet vi muitas referências ao tal Mercado Bitcoin. Porém me pareceu uma coisa meio centralizada demais, quase um banco (tem que criar uma conta com eles e tal). Acho que foge um pouco da ideia inicial de uma moeda descentralizada.

    A ideia é comprar um pouco só para conhecer o funcionamento (não vou comprar mais de R$200). Gostaria de opiniões de quem já teve experiência no assunto.
  • Andre  23/10/2015 09:36
  • Felipe  24/10/2015 22:03
    André, obrigado pelo apoio!

    Na verdade eu já tinha assistido este video. Mas o que eu queria mesmo são opiniões de alguém aqui tenha experiência no bitcoin.

    Você tem bitocoins? Se tem, vc usa algum dos sistemas apresentados no video?

    Obrigado
  • Andre  26/10/2015 10:42
    "Se tem, vc usa algum dos sistemas apresentados no video?".

    O único que eu usei foi o MercadoBitcoin, mas como você queria algo menos centralizado te mandei o vídeo que fala de várias opções.

    Nunca usei, mas o localbitcoins me parece ser bem o que você quer.
  • Emerson Luis  04/12/2015 17:56

    Curiosa coincidência o bitcon ter nascido justamente em 2008.

    Só o tempo dirá o que acontecerá.

    * * *
  • Rodrigo Pereira Herrmann  31/12/2015 13:41
    PL 48/2015

    Situação: Pronta para Pauta na Comissão de Finanças e Tributação (CFT)


    Identificação da Proposição

    Autor
    Reginaldo Lopes - PT/MG

    Apresentação
    02/02/2015

    Ementa
    Extingui a produção, circulação e uso do dinheiro em espécie, e determina que as transações financeiras se realizem apenas através do sistema digital.

  • Batista  13/01/2016 13:15
    Então, o Bitcoin seria uma espécie de... embrião?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 14:59
    Quem acha que bitcoin é solução pra o que quer que seja é muito, mas muito ingênuo. E não, não adianta replicar afirmando que ingênuo é quem acredita no estado e blá blá blá.
  • RXZ  13/01/2016 17:38
    Explique, por gentileza. Pq acreditar no bitcoin seria sinônimo de ingenuidade?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 19:04
    - bitcoin é mais uma maneira de tirar dinheiro dos trouxas;

    - o problema da moeda é antes político que econômico;

    - de uma lado você tem o Estado, que detém o monopólio da força (a ultima ratio, after all); do outro, a elite financeira supranacional que, associada aos bancos centrais e atuando através do Estado, controla o dinheiro;

    - agora, você acha que alguma dessas instâncias abriria mão do seu poder permitindo a existência livre de uma moeda descentralizada?

    - você acha que só nós sabemos que a moeda é a variável chave da economia? e que a economia tem uma relevância social irretorquível?

    ____________

    Eu não associei bitcoin ao PL coisa nenhuma. me apontem!

    O bitcoin até poderia ser um balão de ensaio a uma moeda digital de caráter global. até poderia. mas não acredito, não existem provas, e o senhor olavo de carvalho (e sua turminha) é o campeão em falar besteiras sobre coisas que não conhece de fato e de se contradizer semanas depois (veja-se a última polêmica envolvendo o tal kim-não-se-das-quantas, o moleque fantoche aquele. olavo glorificou-o, apoiou-o, lhe deu espaço e voz, e depois cuspiu no moleque, difamou-o, negou-o. uma vergonha total. bem sintomático, pra quem tem olhos pra ver).

    ____________

    [off] a quase totalidade dos comentaristas aqui foi educada no método sócio-construtivista. por isso a esquizofrenia coletiva. tem cura, mas é um processo longo que exige imensa humildade.

  • Tex  13/01/2016 21:43
    "a quase totalidade dos comentaristas aqui foi educada no método sócio-construtivista. por isso a esquizofrenia coletiva. tem cura, mas é um processo longo que exige imensa humildade"

    Que acusação é essa, o arrogante? Não seja você leviano.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 22:25
    isso não é uma acusação, é uma constatação. por dois motivos INCONTORNÁVEIS:

    1) o construtivismo é hegemônico na educação brasileira há pelo menos 40-50 anos, e a maioria aqui tem pouco mais da metade dessa idade (ou menos);

    2) a incapacidade de perceber os argumentos na sua forma objetiva, sem projeções ou subjetivizações é uma constante (aqui e na vida brasileira em geral), e isso é resultado muito da educação básica. sem falar na incapacidade de perceber as formas literárias, as intenções do autor, as sutilezas estilísticas. e sem falar, coisa que acontece muito, quando o sujeito simplesmente não entende um comentário de 5 linhas (e daí retruca algo totalmente inadequado).

    então, onde fui leviano?! ou arrogante?

    por isso que participar de seções de comentários é um tour de force infinito. coisa de quem tem uma inclinação mórbida pra o debate.
  • anônimo  13/01/2016 22:08
    "a quase totalidade dos comentaristas aqui foi educada no método sócio-construtivista"

    Incluindo especialmente você, né, burocrata parasita
  • Andre Cavalcante  13/01/2016 17:12
    Não Batista,

    O que o de-puta-do tá propondo é que todas as transações financeiras no Brasil passem a ser feitas via sistema de pagamento do BACEN, assim, todas as transações, desde o pãozinho da padaria da esquina até a compra de dólares que vão na cueca do respectivo de-puta-do poderão ser rastreadas e, com os algoritmos certos a "lavagem de dinheiro" no Brasil seria quase impossível (não haveria cédulas para lavar... hehehe).

    Imagina o tipo de controle sobre a vida das pessoas se tal coisa de fato passasse...

  • Batista  13/01/2016 17:55
    Sim, André, eu entendi a parte técnica do PL do deputado mineiro.

    O que o Rodrigo fez foi uma associação do Bitcoin com esse PL, que levaria a um cenário 100% digital, praticamente como funciona no Bitcoin. O que leva a entender é que o Bitcoin poderia ser um preparativo para o dinheiro 100% digital, quando a moeda em espécie sair de circulação, ou melhor, quando ela for PROIBIDA DE CIRCULAR.

    Em relação à sociedade, desanimador. Seria a junção do poder econômico e político, em uma só mão. Isso não traria liberdade a ninguém, trancaria todo mundo numa jaula e jogaria a chave fora.
  • Batista  13/01/2016 17:40
    Então, um embrião. Li algo sobre isso no Mídia Sem Máscara.
  • Aviso aos ingênuos  13/01/2016 18:22
    Pois então, bitcoin seria um "embrião" para o controle total da população mundial pelas forças do eurasianismo...
  • Batista  13/01/2016 18:50
    Pessoal, não estou afirmando em relação ao "embrião"; estou perguntando, para ver se entendi direito.

    O Rodrigo levantou a questão. Tem a ver ou não? Que vocês acham?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 19:24
    você afirmou que associei uma coisa à outra sim. não seja leviano.
  • Batista  14/01/2016 10:08
    Então você vem postar uma notícia do fim do dinheiro em espécie em um post sobre o Bitcoin e quer dizer o que? Qual é sua mensagem então? Vários colegas estão perguntando o que tem a ver o seu comentário nesse contexto, ou você ainda não notou?

    Leviano é o cara@#*! Não estou acusando, apenas querendo entender se há alguma ligação entre o PL e o sistema digital Bitcoin.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  14/01/2016 11:49
    que mensagem, velho?! tá maluco?

    a notícia é interessante, relevante, inusitada, e o melhor sítio pra ela (por serem assuntos conexos, apesar de não diretamente associados) é o artigo supra.

    você fica lendo maluquices não sei onde e vem querer fazer intriga (depois eu é que sou daquela turminha).
  • Batista  14/01/2016 13:16
    Responda, poxa, por que cargas d'água você meteu esse PL do "Mancha" neste artigo sobre Bitcoin?
  • anônimo  13/01/2016 16:12
    Qual a razão de você postar essa notícia sobre esse Projeto de Lei?
  • anônimo  13/01/2016 18:16
    ah, uma associação entre Bitcoin com esse PL do deputado petista...

    100% bullshit isso.
  • Jonathas  13/01/2016 03:10
    Pra quem deseja comprar, mas não tem ideia como. Existe um número limitado de bitcoins em existência, e uma emissão de uma quantidade proporcionalmente pequena de novos bitcoins a uma velocidade constante. Você precisa comprar de alguém que já possua, e que esteja disposto a vender.

    Existem pontos de encontro de compradores e vendedores chamados exchanges, e os preços pedidos variam. Você pode usar uma ferramenta de comparação de preços para comprar bitcoins pelo menor preço, como a www.sturs.com.br

    Bons investimentos.
  • Andre Cavalcante  14/01/2016 13:51

    Caraca,

    A sequência dos comentários já ficou zoada.
    Mas vamos tentar arrumar.

    "Batista 13/01/2016 18:50:45
    Pessoal, não estou afirmando em relação ao "embrião"; estou perguntando, para ver se entendi direito.
    O Rodrigo levantou a questão. Tem a ver ou não? Que vocês acham?"

    Assumindo que você está levantando a questão se o bitcoin seria o embrião para uma economia totalmente digitalizada, seguem os meus comentários...

    Não, o bitcoin não seria esse embrião, pelo simples fato de que o governo tem pouco controle sobre a moeda em si e o que esse pessoal quer é controle. O embrião para isso já existe: Sistema de Pagamentos Brasileiro (os famosos DOC/TED/TEF).

    Bitcoin também não seria a solução para evitar esse controle do governo. Como tudo na economia, há várias transações que você vai querer que todo mundo veja que você fez. Ex.: comprou uma casa e agora ela tá no teu nome (a não ser que vc queira lavar dinheiro e coloque em nome de um laranja... hehehe). Agora, ao comprar o pãozinho na padaria da esquina, o mais simples é comprar, pagar, "obrigado" de ambos os lados, e você leva o pão pra casa e ninguém precisa saber disso. Além, é claro, das transações que você não quiser que o governo tribute, como comprar dólares ou euros.

    No cenário corriqueiro, o bitcoin não se presta muito para transações mais abertas, pois as suas transações são pseudo-secretas. Todas as transações são realizadas através de hashs e não no nome da pessoa. Entretanto, uma vez estabelecido que tal hash é de uma determinada pessoa, todas as transações podem ser facilmente mapeadas. Assim, o governo tem sim, como tributar e fiscalizar bitcoins em movimentação pelo Brasil. O fato de o governo não poder controlar a moeda é de somenos importância quanto ao fato de poder controlar os seus cidadãos e lhe cobrar impostos.

    Mas, com a tecnologia correta, o bitcoin pode sim ser usado de forma completamente anônima e não rastreável, o que nos dá um alento para servir de alternativa de uso.

    Novamente, a moeda de escolha de qualquer libertário é uma commoditie real de fácil aceitação, como o ouro. Mas já estão aparecendo, entre os libertários, muitos que consideram abordagens como a Bitcoin superiores ao ouro.

    Vamos dar tempo ao tempo e ver como a moeda vai evoluir.

    Abraços

  • anonimo  17/01/2016 20:03
    Estou começando a entender, entender que a rede do bitcoin está ficando inútil e impraticável por causa da limitação no tamanho dos blocos
    https://medium.com/@octskyward/the-resolution-of-the-bitcoin-experiment-dabb30201f7#.ypdjmy1y4
  • anonimo  18/01/2016 23:48
    Se o cara sabia desde o começo que ia chegar o dia em que a rede teria essas limitações por causa do tamanho dos blocos, que conclusão podemos chegar quanto ao bc?

    Bitcoin foi pump and dump desde o primeiro dia.
  • Andre Cavalcante  19/01/2016 14:04
    None,

    Não há um "limite" para a rede bitcoin. Cada máquina que entrar e rodar um full node do bitcoin já estará, por si só, aumentando a capacidade da rede.

    O que há é uma briga interna da equipe de desenvolvimento: uns querem deixar o bitcoin pronto para grandes transações (que é a minha opinião também), outros querem deixar o bitcoin apto às pequenas transações (como o é hoje).

    Pareado a isso, os mineradores (os que mantém a rede bitcoin), hoje recebem um incentivo maior em deixar como tá (muitas transações de pequeno tamanho), daí a dificuldade em se fazer a mudança, mudança esta que já está programada, basta quererem.

    Todos os outros argumentos apresentados no artigo foram fartamente refutados nos comentários, é só ler, lembrando que o articulista em questão é da turma que quer a expansão dos blocos.

    Olha só, a diferença marcante entre algo feito no livre-mercado com o que é feito pelo governo é que o tempo em que as coisas acontecem são bem diferente. Será necessário que a maioria dos mineradores veja com bons olhos a mudança. Se houver incentivos suficientes ela será feita. Se não, aí sim, haverá uma limitação no crescimento do bitcoin.

    E, mais uma vez, repetindo (já tô até cansado disso! :)) bitcoin é um experimento, com grande potencial, mas ainda é uma experimento, que deve amadurecer como qualquer tecnologia e como qualquer outra coisa na vida. Vamos dar tempo à moeda. O simples fato de hoje ele ter um valor diferente de zero já merece atenção.

    O fato de que já está sendo usado como ativo (e sujeito aos especuladores, daí a necessidade, mais cedo do que se esperava) mostra ainda mais as possibilidades.


  • anonimo  20/01/2016 09:59
    Meu caro, vc não respondeu nada nem acrescentou nada de novo que já não tenha sido dito no artigo do Mark Hern.
    'Não há um limite na rede'? Se o bitcoin está sendo monopolizado por uns mineradores chineses e se eles não querem aumentar o tamanho dos blocos, então na prática há um limite sim.

    'Será necessário que a maioria dos mineradores veja com bons olhos a mudança. Se houver incentivos suficientes ela será feita. Se não, aí sim, haverá uma limitação no crescimento do bitcoin.'

    Cara, parece até que vc não leu nada.O ponto dele é justamente esse, que os mineradores chineses NÃO querem mudanças.

    Ou não é verdade que o bc foi planejado pra ser uma rede descentralizada mas hoje depende da vontade de uns mineradores chineses? Nesse sentido o bc realmente foi um experimento malsucedido.

    'Todos os outros argumentos apresentados no artigo foram fartamente refutados nos comentários, é só ler, lembrando que o articulista em questão é da turma que quer a expansão dos blocos.'

    Nos comentários não tem refutação nenhuma, só name calling.O que é até previsível pq essa é a comunidade que não é conhecida por ser muito ética, até ameaça de morte o cara já sofreu por causa disso.

    E de novo, parece que vc não leu o artigo.Sim ele quer o aumento dos blocos e é pessimista justamente por ver que os mineradores chineses não querem.
  • Andre Cavalcante  20/01/2016 13:30
    Olá anonimo

    Bem acho que vc não entendeu os pontos...

    "Se o bitcoin está sendo monopolizado por uns mineradores chineses e se eles não querem aumentar o tamanho dos blocos, então na prática há um limite sim"

    O que te impede de criar um data centr para competir com os chineses? Absolutamente nada, exceto... (aí vc põe as barreiras em termos de energia e impostos e/ou proibições dos respectivos governos do mundo, ou se essa atividade é ou não lucrativa, etc.) - resumo da prosa, vc ou qualquer outra pessoa no mundo é livre para retirar o "monopólio" (se é que existe) dos mineradores chineses.

    "O ponto dele é justamente esse, que os mineradores chineses NÃO querem mudanças."

    Se eles não querem mudanças é porque eles acham que não há incentivos suficientes para mudanças. Se houver incentivos, eles irão mudar. Se não houve a mudança ainda é porque ou ela não é necessária (e isso pode ou não significar o fim do bitcoin - se bem que ouço essa de o bitcoin acabar na semana seguinte deste 2010...) ou ela será "imposta" pelo mercado.

    Não entendo muito esse pessoal que fala que é libertário (às vezes nem isso) mas adora impor condições aos outros...


    "E de novo, parece que vc não leu o artigo.Sim ele quer o aumento dos blocos e é pessimista justamente por ver que os mineradores chineses não querem."

    Ei!, como disse eu também quero o aumento. Só que eu não sou um dos programadores centrais "do Core" e, por isso mesmo, não sofro as pressões que o cara sofre e, daí, o cara precisa desabafar às vezes. É absolutamente compreensível. Quem tá de fora como eu, posso me dar ao luxo de esperar pra ver o que vai acontecer. Talvez ele não tenha esse luxo (compreensível também). E, se é verdade que ele já não tem nem um bitcoin em sua posse, ele simplesmente (e por vontade própria) tá fora. Se todos fizerem isso, bye bye bitcoin.

    No entanto, e é esse o ponto que sempre defendi desde os primeiros artigos sobre bitcoin aqui no site do IMB, é que, se a "moeda" é tão ruim assim como os críticos costumam dizer o experimento bitcoin já era pra estar no vinagre. No entanto e após diversas bolhas especulativas (algumas, dizem as más línguas, engendradas até por bancos centrais - eu duvido, simplesmente porque a rede bitcoin e os bitcoins como ativos ainda não são suficientemente grandes para que BCs possam ao menos notar o movimento), os bitcoins ainda tem algum valor de mercado e, a cada ano que passa, a sua aceitação é maior e as oscilações na moeda são menores (eu mesmo tenho muito poucos bitcoins em carteira e a maioria deles vira doação). De novo, só isso já seria interessante de se analisar, não importando muito se ao final, bitcoin continuar somente como uma brincadeira de especuladores. A big picture aqui, ao meu ver, é que a tecnologia chegou a um ponto de ruptura em relação a moeda. Acho que isso, somente, já é uma vitória e tanto para os bitcoins.

    Abraços


  • anonimo  21/01/2016 11:36
    'resumo da prosa, vc ou qualquer outra pessoa no mundo é livre para retirar o "monopólio" (se é que existe) dos mineradores chineses.'

    Então é pior ainda, meu chapa.Se qualquer pessoa do mundo pode tirar e ninguém tira, isso mostra como a força deles é grande e como o Mark Hern está certo no mínimo em um ponto: o bitcoin que era pra ser descentralizado agora é monopolizado por um grupo.
  • Pobre Paulista  21/01/2016 13:25
    Não gosta do Bitcoin? Veja outras criptomoedas e escolha a que mais lhe agrada.
  • Joaquim Saad  26/01/2016 00:19
    Interessante ! Essa possibilidade de se inventar várias cripto-currencies (presumivelmente sem lastro) na prática não traria de volta o problema da oferta potencialmente ilimitada de moeda(s) que se buscou eliminar c/ o bitcoin ? Afinal, o mercado teria de dar sempre preferência a apenas algumas poucas delas a fim de evitar dispersão excessiva entre várias opções concorrentes cuja criação "do nada" (e.g. "copiando-se" o algoritmo de outras já existentes) pelo visto não é tão difícil, parecendo equivaler no limite à velha conhecida emissão desenfreada de fiat money(s) da qual os metais-preciosos (especialmente o ouro) são imunes...
  • Andre Cavalcante  21/01/2016 19:54

    Eu pensei que o anonimo 21/01/2016 11:36:15 fosse somente um cara que não soubesse bem o que é uma criptomoeda ou que efetivamente estivesse querendo discutir alguns pontos do artigo.

    Agora vejo que é somente um troll.

    Pior é alguém que não consegue interpretar o que lê.

    Assim não há discussão.

    Por favor, parem de criar espantalhos que em nada ajudam na discussão.

  • Felipe  21/01/2016 23:28
    Por que troll, Andre Cavalcante?

    Trolls não respondem ponto a ponto e tentam debater.

    A frase do anônimo "o bitcoin que era pra ser descentralizado agora é monopolizado por um grupo" faz bastante sentido, ainda que eu colocaria "concentrado em" ao invés de ""monopolizado por".
  • Andre Cavalcante  22/01/2016 13:12
    Olá Felipe

    "A frase do anônimo "o bitcoin que era pra ser descentralizado agora é monopolizado por um grupo" faz bastante sentido, ainda que eu colocaria "concentrado em" ao invés de ""monopolizado por"."

    Há uma diferença muito grande em concentração e monopólio. Monopólio subtende-se que não há possibilidade de entrada de concorrentes em um determinado mercado. Concentração é simplesmente o fato de que determinados mercados são melhor quando possuem poucas empresas atuando (devido a custos de entrada, por exemplo). Monopólios só são possível com interferência governamental. Concentração pode aparecer no livre mercado, mas monopólios não. Concentrações são comuns, mas não impedem novos entrantes em mercados já estabelecidos.

    Isto é básico para quem lê os artigos deste site. Praticamente não há semana que o Leandro não responda uma ou outra pergunta sobre o tema.

    E o bitcoin não é monopólio de ninguém! A possibilidade de qualquer um, inclusive o interlocutor, de criar um data center para "competir" com os chineses é uma realidade. Se não o fazem é porque há bons motivos (econômicos e financeiros) para isso. Por enquanto bitoin é nasceu pela livre iniciativa e é um livre mercado. Ele negar isso mostra que ou não entendeu o que é um monopólio ou deliberadamente está querendo criar confusão.

    "Por que troll, Andre Cavalcante?
    Trolls não respondem ponto a ponto e tentam debater."

    Porque ele simplesmente não tentou rebater nada, apenas pegou uma frase minha, tirou-a do contexto, ignorou completamente a teoria econômica da EA e criou um espantalho para bater.

    Uma coisa é argumentar, propor alternativas etc. Outra muito grande é tentar sacar pra cima dos outros...

    Se quiserem terei imenso prazer em discutir criptomoedas aqui. Vejo que é muito salutar mesmo tais questionamentos (quando são questionamentos verdadeiros, percebe?!).


    Abraços



  • anonimo  23/01/2016 10:40
    O problema é com o 'monopólio'? Entenda como concentração então.

    O ponto principal continua, e vc enrola enrola e não responde: é ou não é verdade, como diz o artigo do Mark Hern, que o bc foi planejado pra ser uma rede descentralizada mas hoje depende da vontade de uns mineradores chineses? E que são esses mineradores chineses que estão atrapalhando na hora de aumentar o tamanho dos blocos?

    Responder que qualquer um em tese PODE tirar esse controle deles, é fugir da pergunta.
    É como se eu perguntasse 'é ou não é verdade que a coca cola é a líder do mercado e faz o que quiser com o produto dela?' e vc responde 'ah, mas qualquer um pode entrar e competir com a coca cola'.

  • Andre Cavalcante  26/01/2016 00:43

    "O problema é com o 'monopólio'? Entenda como concentração então."

    Vamos assumir que se trata de concentração e não de monopólio...

    "O ponto principal continua, e vc enrola enrola e não responde: é ou não é verdade, como diz o artigo do Mark Hern, que o bc foi planejado pra ser uma rede descentralizada mas hoje depende da vontade de uns mineradores chineses?"

    Se é simplesmente uma concentração, qual é mesmo o problema dos chineses quererem A ou B?

    "E que são esses mineradores chineses que estão atrapalhando na hora de aumentar o tamanho dos blocos?"

    Ah! agora o Sr. anonimo 23/01/2016 10:40:58 se revela. É mais um totalitário que não aguenta ver alguém que pode mandar mais que ele, ou, por outra, que fica com urticárias quando descobre que não é ele ou o Sr. Mark que vai dar as cartas, mas simplesmente todos os outros quando realizam interações voluntárias.

    "Responder que qualquer um em tese PODE tirar esse controle deles, é fugir da pergunta.
    É como se eu perguntasse 'é ou não é verdade que a coca cola é a líder do mercado e faz o que quiser com o produto dela?' e vc responde 'ah, mas qualquer um pode entrar e competir com a coca cola'."

    Essa é a diferença entre monopólio e concentração. Num monopólio a empresa dominante manda e ponto final, não há o que se possa fazer. Numa concentração, a questão 'é verdade que a coca-cola é líder do mercado e faz o que quiser com o produto dela' é SIM respondida com: 'se você não gosta disso, PODE entrar e competir com a coca-cola'. Negar isso é negar a EA de economia.

    E sim, você é apenas mais um autoritário que quer gritar sua vontade sobre todo o resto. Me desculpe, mas este site ensina que não é assim num livre-mercado.

    Abraços

  • anonimo  26/01/2016 10:47
    'Se é simplesmente uma concentração, qual é mesmo o problema dos chineses quererem A ou B?'
    Devidamente explicado no artigo do Mark Hern que vc não leu.

    'Ah! agora o Sr. anonimo 23/01/2016 10:40:58 se revela. É mais um totalitário que não aguenta ver alguém que pode mandar mais que ele, ou, por outra, que fica com urticárias quando descobre que não é ele ou o Sr. Mark que vai dar as cartas, mas simplesmente todos os outros quando realizam interações voluntárias.'

    Acho que vc bateu algum récorde agora, quatro espantalhos em um parágrafo

    1 Não estou querendo obrigar a comunidade do bc a nada.Estou querendo decidir se vale ou não a pena 'investir' nisso.

    2 Não sou totalitário, sou liberal (ad hominem btw) e o argumento não tem nada a ver com autoritarismo.Alias isso é até uma questão básica de interpretação de textos, pq tudo que disse sempre colocou a concentração como negativa

    3 I dont give a fuck sobre quem vai dar as cartas.Se for o governo do nepal, meia duzia de chineses ou o zé das couves da esquina, não faz diferença pro argumento de que sim eles estão controlando e sim, estão atrapalhando uma melhoria técnica que vai ser importante pro futuro do bc.

    4 'Todos os outros quando realizam intereções voluntárias' não sei se vc entendeu mas o problema é justamente que isso não está acontecendo. Se a decisão está nas mãos de dois ou três mineradores chineses isso não tem NADA a ver com o que se define como mercado, a decisão coletiva de milhares de compradores e vendedores ao mesmo tempo.

    'Numa concentração, a questão 'é verdade que a coca-cola é líder do mercado e faz o que quiser com o produto dela' é SIM respondida com: 'se você não gosta disso, PODE entrar e competir com a coca-cola'. Negar isso é negar a EA de economia.'

    (facepalm...) ok...vamos recaptular...

    a) Poucos mineradores chineses 'concentram' o bc.
    b) Esses mesmos mineradores estão impedindo uma melhoria técnica que segundo o Mark Hern é importante pro futuro do bc

    Em vez de contra argumentar a ou b a sua solução é que alguém monte um data center e passe a competir com os mineradores chineses.

    E vc não contra argumenta pq não tem como, já que vc mesmo sabe só não quer admitir, que a e b são verdade.

    Então o que vc está dizendo é que devemos investir no bc mesmo assim esperando algum herói que irá nos salvar magicamente da competição com os chineses, certo?

    Ok, eu acho melhor esperar sentado pq de pé cansa, mas se esse é o seu argumento, beleza. Da minha parte acho que já está tudo bem claro e não pretendo mais continuar com essa conversa.


  • anonimo  23/01/2016 19:18
    'Considerando que
    "the block chain is controlled by Chinese miners, just two of whom control more than 50% of the hash power. At a recent conference over 95% of hashing power was controlled by a handful of guys sitting on a single stage."

    isso não significa que no caso do bitcoin nós já estamos (e por muito) no problema dos 51%?

    (Problema dos 51%: se um agente (ou um conjunto unido deles) controlar mais da metade do poder computacional da rede, ele pode promover gasto duplo de seu dinheiro - "The system is secure as long as honest nodes collectively control more CPU power than any cooperating group of attacker nodes.")'
  • anonimo  26/01/2016 11:06
    Bitcon deve ser declarada no IR
    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/ate-bitcoin-deve-ser-declarada-no-imposto-de-renda
  • anônimo  26/01/2016 13:00
    Ahahahahaha! <- esta é a resposta.
  • Andre  26/01/2016 15:48
    "Bitcon deve ser declarada no IR
    exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/ate-bitcoin-deve-ser-declarada-no-imposto-de-renda"

    Essa notícia é velha, é de 2014.

    E é impossível saber se fulano tem ou não Bitcoins.

    IMPOSSÍVEL.
  • TCC  15/05/2016 02:03
    Um feito da criatividade e inovação, um protocolo que permitiu recriar a escassez do mundo físico no mundo digital, um bem digital que não pode ser reproduzido ou falsificado.
  • Joaquim Saad  16/05/2016 11:41
    Gostaria de entender por que o Euro Pacific Bank do libertário Peter Schiff não faz transferências a bolsas de criptomoedas, sendo que são aceitas em seu site de venda de metais preciosos !
  • Paulo Henrique Martinello  11/11/2016 19:22
    Nesse barulho das eleições americanas me deparei com artigos de votação descentralizada usando o mesmo protocolo do bitcoin, com algumas modificações

    bitcoin-class.org/presentations/Blockchain_Voting.pdf

    www.econotimes.com/BitCongress-The-Decentralized-Blockchain-Voting-Platform-183628

    Ao que parece o bitcoin não vai alterar só a moeda ,mas pode trazer descentralização para muitas outras coisas
  • Bruno  23/12/2016 23:15
    Bitcoin é o poder dos bancos corruptos sendo massacrado pela nova moeda que eclodi assustadoramente e vem enriquecendo quem já entendeu o valor dela !
    No post abaixo se vê sua história e futuro
    www.escritorionamochila.net/o-que-e-bitcoin-e-seu-impacto-atual-historia-e-futuro/
  • Paulo Henrique  17/05/2017 00:00
    Quero compartilhar um texto interessante com os leitores do site, talvez estejamos subestimando a importância dessa tecnologia





    Descentralizando a confiança

    0
    A centralização tem sido um princípio organizacional básico para a economia e a sociedade desde a revolução agrícola. À medida que a população humana cresceu, as pessoas tiveram de tomar decisões que beneficiaram a população em geral, não apenas um indivíduo, família ou clã. Essa dinâmica da centralização também acontece no âmbito econômico. Organizações maiores com mais clientes tendem a usar integração vertical e funções centralizadas para aumentar a eficiência e reduzir os custos. A centralização econômica é o princípio organizacional mais eficaz quando os custos de comunicação e transação são altos. Entretanto, essa centralização está mudando e terá implicações profundas para a organização humana. A Internet diminuiu os custos da comunicação. O blockchain fará o mesmo para os custos da transação.
    O blockchain tem o potencial de ser a força democratizadora mais importante na história porque nenhuma autoridade central é necessária. As aplicações de blockchains e da confiança descentralizada são mais eficientes do que dão a entender. Segmentos de mercado variados, tais como contabilidade, serviços legais, imobiliário e e-commerce, desenvolveram modelos empresariais baseados em proporcionar confiança entre o cliente final e o vendedor. Em segmentos de mercado mais antigos, essa confiança está atrelada à lei—criando uma barreira para a entrada e a proteção de novos participantes. Contudo, os blockchains são uma interrupção de baixo custo no mercado para qualquer negócio que age como um intermediário em um mercado.
    A Internet permite que o conteúdo seja embalado e enviado a qualquer pessoa como dados sem a necessidade de um distribuidor. Isso reduz os custos marginais da comunicação para quase zero. Os blockchains são uma infraestrutura econômica que permite que ativos físicos e digitais sejam embalados e enviados a qualquer pessoa sem a necessidade de uma autoridade central. Isso reduz os custos marginais da transação para quase zero, o que torna a venda de uma casa tão fácil quanto efetuar um micropagamento para ler um blog. O blockchain oferece um modelo empresarial escalável para toda e qualquer pessoa na Internet.
    A economia do compartilhamento 2.0

    0
    À medida que mais pessoas entendem o blockchain, muitas vão se concentrar em como ele interrompe os segmentos de mercado existentes. Os segmentos de e-commerce, serviços legais e imobiliários vão se tornar alvo de serviços baseados em blockchain de menor custo. Alguns intermediários oferecem um valor muito maior do que apenas a confiança. Por exemplo, a Amazon.com fornece logística, recomendações e entrega no dia seguinte. Outros intermediários oferecem apenas uma assinatura e uma legislação que os isolam da concorrência. A eliminação da necessidade de um intermediário poderia afetar algumas das maiores empresas de tecnologia. Em vez de usar Uber, Airbnb ou eBay para se conectar com outras pessoas, os serviços de blockchain permitem que indivíduos se conectem, compartilhem e façam transações diretamente, introduzindo a verdadeira economia do compartilhamento. O blockchain é a plataforma que permite transações peer to peer reais e uma verdadeira "economia do compartilhamento".
    A interrupção é interessante e vale muitas manchetes e honorários de consultoria. Porém, o mais importante é que o blockchain vai criar novos mercados. Esses mercados serão aqueles em que as pessoas podem comercializar ativos não tradicionais como reputação, dados e atenção. Com o blockchain, é fácil de converter em moeda qualquer atividade (mesmo as pequenas). E se o blockchain for utilizado para compartilhar energia e adquirir tokens de energia em um ambiente de microrrede? E para pagar um token de aconselhamento a alguém por uma chamada consultiva de 30 minutos? Ou adquirir tokens para compartilhar dados genômicos? Sempre que os dados são usados, o usuário recebe um token em um modelo do tipo licenciamento.
    Conclusão

    0
    As oportunidades são enormes—chegando a todas as atividades econômicas existentes e até mesmo a atividades sociais que ainda não podem ser convertidas em moeda. A visão que o blockchain vai transformar em realidade não é nada menos do que a reformulação da sociedade e da economia. Cabe aos desenvolvedores começar a desenvolver aplicativos e experimentar. Existem oportunidades para prestar serviços de auditoria e contabilidade mais baratos. Muitos contratos são padronizados; portanto, o blockchain e contratos inteligentes podem ser usados para oferecer serviços legais mais baratos. Vamos pensar maior: e as eleições? Devido à necessidade de segurança, anonimato e resistência a fraudes, as eleições são um caso de uso ideal para um serviço de blockchain. O blockchain permitirá o redesenvolvimento de segmentos de mercado inteiros. Chegou a hora de entrar no jogo.

    https://www.ibm.com/developerworks/br/library/iot-blockchain-sharing-economy/index.html
  • Celso Alves  20/12/2017 11:52
    É, de fato. Não dá para questionar o mérito desta moeda. Sempre pensei assim desde 2014. Entretanto, agora, já percebo fragilidades do sistema, ou melhor, dos garimpeiros deste sistema. O bitcoin, no meu ponto de vista está se tornando ativo para quem tem muito e para quem vai comprar coisas caras. Recentemente, tentei enviar uma doação simbólica para os desenvolvedores do projeto LibreOffice. A tarifa que eu iria pagar para os MINEIROS era 10 vezes maior que o montante que eu iria doar. Claro! Tive que desistir de utilizar esta via.
    E agora? Como comprar pequenas coisas com essa criptomoeda que no meu ponto de vista, era o sonho perfeito.
  • Entusiasta  19/08/2018 00:30
    Amigos libertários, tenho algumas dúvidas em relação ao trade de BTC:

    Quando eu transformar bitcoins em reais, a Receita Federal vai cobrar algo? Se cobrar, quanto? É por cada transação?

    Obrigado.
  • Pedro Lopes  03/01/2019 17:52
    youtu.be/p4movv5CvR0

    Me perdoem a falta de conexão com o artigo em questão, mas já viram esta pérola?
  • keila lopez  03/01/2019 18:58
    para quem quer iniciar investimentos em renda variável e formar patrimonio, recomendo ver esses videos tutorias neste site:
    renda-variavel.webnode.com/
  • Dane-se o estado  04/01/2019 15:27
    Inclusive... quando o portal do instituto Mises vai para uma rede blockchain?


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