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Isenções tributárias não são subsídios; por isso, devem ser mantidas e até mesmo expandidas

A ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) criou uma petição online e alcançou uma quantidade mínima de assinaturas para obrigar o Senado a estudar a proposta de extinguir a imunidade tributária das igrejas

Caso tal proposta seja aprovada, as igrejas passarão a pagar impostos para o governo.

Na tortuosa explicação do presidente da ATEA, Daniel Sottomaior, obrigar igrejas a dar dinheiro para políticos e burocratas "é um pequeno passo à espera de tempos mais amadurecidos, onde [sic] haja mais espaço para o que é justo".

Eis aí uma noção muito particular de "amadurecimento" e "justiça": dar ainda mais dinheiro para um governo cuja tributação já é a terceira maior do mundo.

Esse afã de querer tributar igrejas não é, obviamente, uma exclusividade brasileira.  A onda é mundial.  No cerne deste debate, além do ódio às "religiões organizadas", está o argumento de que a isenção tributária concedida às igrejas configura, na realidade, um subsídio.  Segundo os defensores dessa ideia, o fato de as igrejas não pagarem impostos faz com que os impostos pagos pelas outras pessoas tenham de ser maiores apenas para compensar essa isenção concedida às igrejas.

Em uma recente matéria da revista TIME, o jornalista Mark Oppenheimer escreve:

Muitas igrejas e sinagogas estão localizadas em terrenos extremamente valorosos (apenas dê um passeio pela Quinta Avenida e você entenderá o que estou dizendo).  Os impostos sobre propriedade que elas não estão pagando têm de ser compensados por uma maior tributação sobre os cidadãos e os pequenos empreendedores — falando mais claramente, você e eu estamos subsidiando templos mórmons, mesquitas muçulmanas e igrejas cristãs.

Pois é.  Apenas pense em todo o butim que iria para as mãos do governo caso essas importunas isenções tributárias fossem eliminadas...

O fim da isenção tributária das igrejas, além de levar a um aumento maciço do tamanho e do escopo do governo (ou alguém realmente acredita que esse aumento de impostos sobre as igrejas será contrabalanceado por uma redução de impostos sobre todos os outros setores da economia?), irá eliminar várias escolas e outras instituições de caridade (as que são religiosas) que dependem estritamente do dinheiro que recebem tanto de fieis quanto de benfeitores.  

Em vez de esse dinheiro ser direcionado para atividades benéficas, ele irá para as mãos de políticos e burocratas.  E há quem diga que isso representa "amadurecimento" e "justiça".

Já aqueles que ao menos ainda têm alguma consideração pela propriedade privada, a resposta correta a uma isenção tributária é pedir ainda mais isenções tributárias — e não exigir que o governo passe a tributar terceiros em nome da "justiça".

Isenções não são subsídios

A ideia de que uma isenção tributária é um subsidio sempre foi errônea.  De modo algum uma pessoa ou instituição está sendo subsidiada quando o estado simplesmente se abstém de confiscar uma fatia de sua propriedade privada (renda).

A ideia de que uma isenção tributária configura um subsídio se baseia na suposição de que toda a riqueza de uma pessoa ou de uma instituição pertence exclusivamente ao governo, de modo que qualquer fatia dessa riqueza que permaneça em mãos privadas está sendo, de alguma maneira, retirada do seu "dono legítimo", o governo.  Trata-se de uma ideia radicalmente socialista.

Colocando de maneira direta, permitir que você mantenha sua renda (isenção tributária) não é o mesmo que tomar a renda de terceiros e repassá-la a você (subsídio).  Isenções tributárias não representam um esquema coercivo de redistribuição de renda.  Impostos e subsídios representam, e desta forma beneficiam alguns produtores à custa de outros.

Em um subsídio, o recebedor adquire um privilégio à custa de terceiros; já no caso de uma isenção fiscal, o beneficiário está evitando um ônus. Enquanto o subsídio é feito à custa de terceiros, a isenção não impõe tal custo aos outros. Culpar o beneficiário da isenção por evitar o imposto é o mesmo que culpar um escravo de fugir de seu senhor.

Sim, empreendedores beneficiados por isenções tributárias incorrerão em custos menores que empreendedores que não usufruem esse benefício.  Mas isso não significa que isenções forneçam uma vantagem injusta.  Com efeito, significa exatamente o oposto: mostra que impostos penalizam aqueles empreendedores que tiveram o azar de ficar com o ônus de sustentar o governo.

Impostos são obstáculos que nem sequer deveriam existir. Portanto, se um governo reduz ou — melhor ainda — extingue impostos, mesmo que seja para apenas um setor da economia, então ele simplesmente está retirando um obstáculo que ele próprio criou e que nem sequer deveria estar ali. Isso está longe de ser um "favorecimento". Se eu quebrar a sua perna e em seguida lhe dar uma muleta, estaria eu lhe "favorecendo"?

Quando economistas argumentam que isenções não são subsídios, isso significa que isenções, por si sós, não causam distorções na economia.  Ao contrário, distorções são causadas pelo fato de que, tão logo isenções são concedidas, quaisquer impostos remanescentes gerarão efeitos distorcivos.  Em outras palavras, isenções não criam vantagens injustas: são os impostos que criam desvantagens injustas.  Quando uma determinada empresa vai à falência por causa de impostos, o real problema está nos impostos, e não no fato de que outras empresas usufruem isenções.

Isenções tributárias são benéficas para aqueles contemplados por elas, mas não são subsídios.  Ao contrário: isenções são como coletes salva-vidas em um mar de redistribuição forçada de riqueza. 

Mises já dizia que é graças a essas brechas nas regulamentações que as economias ainda conseguem respirar.

Lamentavelmente, essa simples constatação ainda não foi percebida por várias pessoas sensatas.

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Veja também:

Isenções fiscais podem ser ruins para a economia?

A sociedade voluntária, os impostos e os subsídios

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Autores:

Matt McCaffrey, professor de economia na Auburn University e editor do Libertarian Papers.

Ryan McMaken, editor do Mises Institute americano.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


3 votos

autor

Diversos Autores

  • Pedro Nascimento  29/07/2015 14:38
    Sabe o que é engraçado, a hipótese de que isenção é subsídio nunca sequer passou pela minha cabeça, muito menos a de que o Estado é dono legítimo de tudo, o que é uma pena porque da pra ter uma noção de quão estatistas/socialistas as pessoas estão hoje em dia.
  • anônimo  29/07/2015 14:43
    É engraçado a lógica esquerdista:

    "Não vamos diminuir impostos sobre o lucro porque as empresas não diminuirão os preços."
    "Não vamos diminuir impostos trabalhistas porque as empresas não aumentarão os salários"
    "Mas vamos taxar as igrejas porque assim o governo irá reduzir outros impostos"
  • Anthony  29/07/2015 15:52
    Então pague sozinho os impostos
  • Eduardo  29/07/2015 19:43
    Anthony,
    Não sei se seu comentário é desonesto ou inocente.

    Você realmente acha que o orçamento do governo é algo FIXO para se dividir entre os taxados?
    Você realmente acha que se de repente o orçamento passar a arrecadas mais 4 bilhões provenientes das igrejas nossos sábios e honestos políticos vão olhar para isso e pensar: "Poxa, como a gente aumentou arrecadação podemos diminuir os impostos de todo mundo! Vamos fazer uma reforma tributária já!"
    Você realmente acha que se este dinheiro for para o governo os gastos não irão simplesmente aumentar?

    É muito melhor este dinheiro estar nas mãos das igrejas ou de quem quer que SEJA do que com o governo (até porque, ao contrário do governo, este dinheiro foi VOLUNTARIAMENTE doado). Tenha dó.

    É muito pensamento desenvolvimentista fantasioso para acreditar em um mundo assim...
  • Reflexivo  28/03/2016 06:22
    Quer ter imóveis pague por eles como todos os mortais. Se as igrejas são promotoras de caridade então não tem por que não prestarem contas de seus ganhos ao Estado e principalmente a sociedade, assim como qualquer instituição filantrópica, ONG, Fundação ou Entidade. Chamamos isso de transparência. E se o dinheiro for aplicado na caridade as instituições religiosas não terão lucro.
    Se Jesus optou por ser pobre, então nada mais condizente que sua(s) igreja(s) deveria(m) seguir o exemplo e não pensarem em enriquecer, "talvez o fogo do inferno aumente suas labaredas quando a alma de um destes falsos que falam em nome de cristo caiam na fornalha do inferno".Vai acabar o leite da teta pros pastores de "pequenas igrejas grandes negócios". Realmente quanto mais estudo as religiões mais conheço o diabo que morra dentro do próprio homem, não no inferno!
  • Espelho  28/03/2016 10:54
    "Quer ter imóveis pague por eles como todos os mortais."

    Ou seja, em vez de defender que todos os outros mortais também sejam desobrigados de ter seu dinheiro confiscado pela máfia estatal, você quer simplesmente continuar garantindo a boa vida de políticos ao obrigar que as igrejas também dêem seu dinheiro para esses gângsteres.

    Em vez de defender que todos os outros mortais também se livrem do roubo de políticos, você quer que as igrejas também contribuam para o sustento desses desclassificados.

    Você é de uma lindeza moral sem fim.

    "Se as igrejas são promotoras de caridade então não tem por que não prestarem contas de seus ganhos ao Estado e principalmente a sociedade, assim como qualquer instituição filantrópica, ONG, Fundação ou Entidade. Chamamos isso de transparência."

    Transparência?!

    Ter o dinheiro confiscado para sustentar políticos, burocratas e funças é transparência?!

    Por essa mesma lógica, se você for assaltado na rua e se recusar a dar seu dinheiro para o meliante, você não está sendo "transparente", e, logo, merece punição. Você é um monstro da moralidade.

    "Vai acabar o leite da teta pros pastores"

    Gozado. Acabar com o leite da teta pra políticos, burocratas e funças você não quer, né? Muito pelo contrário, aliás: você quer é que estes desclassificados tenham ainda mais tetas com muito mais leites.

    Você é nojento.
  • Samuel  02/11/2016 14:22
    ONG's também têm imunidade tributária - é imunidade e não isenção, ok? -, ou seja: não pagam impostos. Igrejas e outras entidades filantrópicas tem a obrigação de prestar contas à Receita Federal. Elas têm que fazer declaração de IRPJ - não pagam mas fazem a declaração - e RAIZ, dentre outras obrigações.

    Assim, se você quer o fim da imunidade para as igrejas, para ser coerente, você também tem que exigir que os hospitais filantrópicos passem a pagar impostos. E também devemos exigir a cobrança de imposto das escolas e das universidades mantidas por fundações - muitas delas religiosas -. Enfim: vamos dar fim à esmagadora maioria das entidades filantrópicas e lançar os milhares de pessoas atendidos diariamente por elas apenas para que os ateus possam ter um prazer sádico do tipo: "as igrejas se lascaram, rá, rá, rá"!

    Um adendo: os primeiros hospitais, universidades e redes de atendimento aos necessitados foram criados por religiosos.

  • Joao Girardi  30/07/2015 18:24
    Melhor ainda, que ninguém pague. Lugar de político brasileiro é na sarjeta.
  • Vinicius Zucareli  29/07/2015 21:10
    Pior que isso servirá para alimentar ainda mais situações de "nós contra eles" que a esquerda AMA.

    Negros X Brancos
    Pobres X Ricos
    Ateus X Religiosos

    Tudo método para se alcançar (e manter) o poder.
  • Rafael  29/07/2015 14:48
  • Guilherme Campos Macêdo  29/07/2015 14:51
    Nunca entendi por que um ser humano minimamente decente faz questão de obrigar os outros a dar mais dinheiro para o governo. Isso nem sequer ajuda a população. É apenas mais dinheiro para o bolso de políticos.
  • Avancini  29/07/2015 14:57
    A lógica é clara: todo mundo quer pagar menos impostos e, ao mesmo tempo, obrigar as instituições/grupos/pessoas de que não gostam (como igrejas) a pagar mais imposto.

    Entendeu? Nem eu.
  • atorres1985  29/07/2015 15:50
    A lógica é óbvia:

    "Estou sendo estuprado, então você que está livre do estupro deveria desconstruir seu privilégio, pois assim o estupro seria menor para cada um de nós".

    Entendeu? Nem eu :)
  • anônimo  28/08/2015 05:02
    "menor para cada um de nós"

    Não. O roubo vai ser igual para os dois tipos de instituições, não vai ser diminuído os impostos para as instituições lucrativas e o dinheiro pego das instituições não-lucrativas vai ir parar no bolso dos burocratas do Estado.

    Só um socialista anti-religioso pode acreditar ainda hoje (ainda mais no Brasil) que o Estado vai diminuir os impostos sobre outras instituições assim que ele conseguir mais impostos.

    O Estado vai simplesmente criar mais ministérios, mais cargos políticos, contratar mais funcionários públicos e aumentar seus gastos públicos para "gastar" (desviar uma grande parte para o bolso dos políticos) essa nova tributação.

    Pare de acreditar no Estado e apoiar o Estado roubando dinheiro dos outros.
  • Azevedo  28/08/2015 01:57
    Esquerdistas detestam instituições religiosas pois elas (instituições religiosas) por meio de suas ações fazem com que os indivíduos dependam menos do Estado.
  • anônimo  28/08/2015 09:36
    Não é só isso, as religiões atrapalham a vida do socialista quando ele quer o papel de salvador da pátria.As religiões prometem uma vida melhor no outro mundo, já o socialista precisa que as massas estúpidas queiram a salvação aqui e agora.
  • Cristian William  29/07/2015 14:53
    Quando eu penso que já aprendi tudo que o Mises pode me ensinar, ele vem com mais essa: A diferença entre Isenção e subsídio.
    Não havia pensado por este prisma.

    Se eu tivesse conhecido o Mises 10 anos atrás, hoje eu seria rico.

    Ainda serei rico, claro, tenho certeza, mais isso já teria acontecido uma década antes.

    Quase tudo que leio do Mises eu imprimo. Vai que um dia boicotem.
  • Diogo Oliveira  29/07/2015 16:32
    Cristian William, quando você ficar rico, me contrate para ler os artigos do Mises em voz alta para voce!
  • CCSA  29/07/2015 18:38
    Também tenho esse receio! Acredito que, do modo que as coisas estão indo, dentro de pouco tempo corremos o risco de não ter mais acesso ao Mises sob o pretexto de "risco à segurança nacional".
  • Gunnar  11/08/2015 21:27
    Não dá ideia...
  • Rodrigo Pereira Herrmann  29/07/2015 14:54
    É bom ver um artigo que defenda a isenção tributária às igrejas e templos religiosos num site libertário. É BOM.

    100% do meu apoio conservador.
  • Auxiliar  29/07/2015 15:03
    Para libertários genuínos, a defesa da isenção tributária se aplica a todo e qualquer setor, sem discriminação. Quem já usufrui, deve continuar usufruindo. Quem ainda não usufrui, deve passar a usufruir.

    Não é complicado.
  • Eduardo  29/07/2015 15:29
    Pois é Rodrigo. Eu sou libertário e não religioso. E não concordo com esta associação. É um desserviço aos ateus que lutam por liberdade. Uma pena... e uma vergonha.
  • Marco Túlio  30/07/2015 20:54
    Exatamente!
  • Alex  30/07/2015 02:03
    Exatamente como ja disseram. O problema é que com esta isenção tributária as igrejas tem faturamentos altissimos para atuar com lobby político e modificar a regra a seu favor. No Acre há um imposto estadual de cunho evangélico. Sim para manter um centro evangélico. É um engano como no artigo pensar que instituições religiosas como via de regra fazem caridade. Nao sao todas nem a maioria. E sobre colégios, TODOS os colégios religiosos e faculdades que conheci sao privados e nao financiados com o dinheiro de benfeitores e subsídios. Eu sou a favor da insenção a todos, mas estamos muito longe deste cenário e quando a isenção ocorre apenas a algumas instituições, estas se privilegiam deste poderio economico para influenciar o estado (que para elas é melhor que seja o mais gordo e influente o possivel). Quantas igrejas libertárias os colegas conservadores conhecem? Quantas nao investem em políticas que vao de encontro a liberdades individuais como proibição de drogas (que causa criminalidade e violencia urbana) e uniao de casais do mesmo sexo e adoção de crianças pelos mesmos. Esta batalha política pelas liberdades individuais esta sendo perdida graças a influencia economica nas igrejas que so querem um estado maior e maior para impor ao restante do país suas regras e principios e nao veja nada de liberal ou libertário nisso. Portanto, se no Brasil, propriedade predial privada e lucrativa paga imposto, igreja tem de pagar. E que sejam isentas de impostos quando TODAS as propriedades privadas e instituiçoes que lucram puderem ser isentas. Afinal, liberalismo nao tem a ver com igualdade? Entao, que fiquemos todos no mesmo barco. Alias, o fim da isenção seria bom para trazer estas instituições para a luta por menos impostos e menos estado. Que tal? Ahhh e so uma ultima coisa. Sobre a caridade. Instituições filantropicas (religiosas ou nao) ja nao sao isentas ou tem grande alivio nos impostos. Logo, as igrejas que fazem filantropia (ou suas filias que praticam isso) nao serao afetadas pelo fim da isençao ou serao pouco afetadas!!!
  • anônimo  30/07/2015 21:50
    Eu sou a favor da insenção a todos, mas estamos muito longe deste cenário

    A solução óbvia então é tentar a isenção aos poucos. Que tal a gente fazer um abaixo assinado pra abolir impostos sobre escolas privadas?
  • Jorge  01/08/2015 09:24
    Concordo contigo. Vejo uma quantidade sem fim de igrejas de todas as religiões em áreas nobres e q deveriam ser negócios gerando PIB, lucro, empregos e arrecadação. Deveria se limitar a quantidade de igrejas por religião nas cidades.
  • Stalin  01/08/2015 13:43
    O Mises Brasil virou agora o Vermelho.org ?

    Quanto comunista enrustido.
  • Hudson  29/07/2015 15:09
    Hoje no ônibus - quem é da zona norte da cidade do Rio sabe - um integrante da Instituição Manassés entrou uniformizado vendendo aquelas canetinhas numa embalagem com telefones e endereços desta casa espalhados por todo o Brasil, que acredito serem mantidas por igrejas evangélicas, e indicando o tratamento para os passageiros que porventura conheçam jovens em situação de dependência química. Já tive oportunidade de contribuir para o trabalho deles adquirindo um desses kits.

    Segundo o relato do ambulante, ele mesmo um dependente em fase final de tratamento, o tratamento se dá apenas pelo poder da fé, disciplina e dinâmicas de grupo. Já presenciei estes jovens vendendo suas coisas dezenas de vezes nos ônibus cariocas.

    A contribuição de igrejas e outras entidades espirituais para a recuperação de dependentes químicos, restauração de pessoas em situação de rua e presidiários é enorme no nosso país, acredito até mesmo que com resultados muito melhores que os resultados estatais.

    Não há o menor sentido no estado roubar dinheiro dessas instituições (que são mantidas por pessoas físicas que já tem parte de seus rendimentos roubados). A consequência será menos dinheiro nas mãos das igrejas e menos serviços prestados ao público. Sem compensação por parte do governo através de melhoria na prestação de serviços estatais, é claro.

    Lamentavelmente esta pressão vem de um grupo que está mais interessado em fazer sua perseguição religiosa de sempre do que em propor algo bom pra vida das pessoas.
  • Thiago Costa Martins  29/07/2015 15:15
    Sou ateu e concordo integralmente com este artigo. E digo mais: quem quer obrigar qualquer entidade (caguei se é igreja ou multinacional) a dar mais dinheiro para o governo (e principalmente para este atual) é um imbecil que está prestando um enorme desfavor à causa que representa. #prontofalei
  • Alguém  29/07/2015 20:44
    Eu até entendo aquele discurso de que é injusto que as igrejas não paguem enquanto os outros tem de pagar (a velha história de que o Estado é laico e igual pra todos etc etc) mas eu pediria o contrário: que ninguém tenha que pagar imposto! Olha que beleza! Na cabeça destas pessoas se todos estão sofrendo e uns conseguem se salvar a solução é que estes que se salvam tem de sofrer também pra que se tenha uma "justiça"! Isso é cruel...
  • Luiz  30/07/2015 17:20
    Isso nada tem a ver co laicidade porque TODAS as religiões são isentas de tributos (inclusive ONGs como a ATEA o são).
    A isenção ocorre devido ao caráter filantrópico das religiões. Curioso a ATEA se beneficiar também de isenções, por que eles não pedem o fim do privilégio para eles mesmos? Ah sim eles querem usar o estado para tomar o que é do adversário via impostos. Percebe-se aí uma lógica desonesta por parte da ATEA. É o que já foi explicado acima como uns são explorados pelo estado, querem explorar quem ainda se livra parcialmente do roubo estatal...
  • Alguem  01/08/2015 17:27
    ELES TÊM ISENÇÃO?! Eu não sabia disso, pensava que apenas algumas religiões o tinham! Que cara de pau!! Isso é mais cruel ainda! Quantas pessoas são ajudadas pelas igrejas!
  • Marco Mesquita  29/07/2015 15:18
    E as ONGs, Coletivos, MSTs, Artistas, Sindicatos, que além de não pagarem, recebem dinheiro do imposto que pagamos?
  • Jacob  02/08/2015 18:54
    Aí já é subsídio.
  • Veron  29/07/2015 15:26
    Lógica esquerdista:

    Entidades religiosas não-lucrativas que recebem doações voluntárias devem ser taxadas, pois conseguem lucros.
    Já ONGs socialistas e esquerdistas não-lucrativas que recebem doações voluntárias E VERBAS PÚBLICAS, e que enchem mais ainda os bolsos dos líderes espertalhões, não devem ser taxadas.

    "Lógica" absolutamente brilhante. Não conseguiria ser mais desonesta.
    Isso possui uma definição simples: Perseguição Religiosa.

    O arranjo atual brasileiro já está errado porque ONGs como a do Desarmamento (Viva Rio e Sou da Paz), o MST, o Conectas, Survival International, etc, recebem dinheiro público (nosso dinheiro), não deveriam. Ninguém é obrigado a dar dinheiro para uma entidade com uma ideologia que não concorda. Enquanto quase 100% Igrejas (se não for 100%) não recebem um tostão de dinheiro público (nosso dinheiro).
    Então, mesmo se for tentar ajustar a lógica e querer cobrar impostos de ambos tipos organizações, não é justo. Seria justo se as ONGs que citei anteriormente não recebessem absolutamente nada de dinheiro público (nosso dinheiro).
  • anônimo  29/07/2015 15:47
    Nao entendi é porque se chamam ongs se recebem verba governamental como pode nao ser governamental?
  • Marco Antônio  29/07/2015 15:28
    Discordo. As igrejas tem sim que pagar impostos. Se todos pagam, por que não igrejas? Além do mais, isso é bíblico.
  • Roberto Pádua  29/07/2015 15:36
    MST, sindicatos e coletivos, além de não pagaram impostos, recebem dinheiro de impostos (algo que não ocorre com as igrejas).

    Por que você primeiro não defende o fim desse assistencialismo para quem já não paga impostos?

    Gozada essa sua indignação seletiva...
  • Marco Antônio  29/07/2015 18:14
    O assunto é isenção tributária para igrejas. Ninguém falou em sindicatos. Mas eu sou favorável que também paguem impostos. Como diz o ditado: "Calça de veludo ou bunda de fora pra todo mundo".
  • Aurélio  29/07/2015 19:13
    "Calça de veludo ou bunda de fora pra todo mundo"

    Se minha casa é invadida e sou estuprado, então o certo é que todos os moradores da vizinhança também sejam igualmente estuprados pelo mesmo meliante. Caso isso não ocorra, temos um intolerável exemplo de injustiça (para mim) e de privilégios indevidos (para quem não foi estuprada).

    Você é absurdamente patético, Marco Antônio.
  • anônimo  29/07/2015 17:05
    " Se todos pagam, por que não igrejas? "

    Porque igreja não tem fins lucrativo, simples assim.

    Além do mais um país com a terceira maior carga tributária chega a ser ridículo alguém pedir por mais impostos.
  • Marco Antonio  29/07/2015 18:16
    Mais um ingênuo! Nunca ouviu falar em Igreja Universal, Quadrangular, "Apóstolo Waldomiro", Missionário Rodrigues e tantos outros "bispos" por aí? TODAS as igrejas pentecostais visam lucro.
  • Guilherme Cintra  29/07/2015 19:14
    "TODAS as igrejas pentecostais visam lucro."

    Isso, então, significa que defende a tributação apenas das pentecostais? E mantém a isenção para sinagogas, mesquitas e igrejas cristãs não-pentecostais?

    De resto, já que tais igrejas visam ao lucro e são isentas, então monte uma igreja, ganhe dinheiro e redistribua esse dinheiro para caridade. Afinal, tenho certeza de que você quer que o governo tribute igrejas para repassar esse dinheiro para os desvalidos e para melhores os "serviços sociais", né?
  • Dissidente Brasileiro  29/07/2015 20:02
    Guilherme, tenha calma - provavelmente ele é mais uma pobre vítima da injusta sociedade capitalista que sai em passeatas segurando faixas e cartazes "contra a corrupção e reivindicando direitos" e apenas quer "saúde, segurança e educação gratuitas e de qualidade "Padrão FIFA"" - contanto que o custo saia do bolso dos outros, é claro.
  • anônimo  29/07/2015 19:44
    "TODAS as igrejas pentecostais visam lucro"

    Não, nenhuma igreja visa o lucro. Se existe pastores desonestos é um outro problema. Mas aprenda a separar a ideia do homem (Religião é uma ideia).

    E a lei não é contra as pentecostais, mas contra todas as igrejas.

    É por que só as igrejas? porque não lutam para tributar todas as ONG, inclusive este ATEA? Parece que o problema é "pessoal".
  • Marco Antonio  29/07/2015 21:02
    Não "jênio", apenas assinalei a ingenuidade de sua afirmação. Até mesmo na bíblia Cristo diz para pagar impostos. Além do mais, seria muito útil para frear a expansão dessas seitas travestidas de religião que são uma ameaça à democracia. E claro, arrecadar mais. Por que só o cidadão comum deve arcar com o ônus?
  • Apaziguador  29/07/2015 22:44
    "Até mesmo na bíblia Cristo diz para pagar impostos."

    É mesmo? Em qual trecho? Diz aí.

    Ou melhor, antes de dizer, sugiro este artigo. Após lê-lo -- e só após lê-lo --, coloca aí o trecho em que Jesus manda pagar impostos:

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

    "Além do mais, seria muito útil para frear a expansão dessas seitas travestidas de religião que são uma ameaça à democracia."

    Ameaça à democracia?! Que bom! Meu sonho é acabar com esse regime espoliador e anti-propriedade privada que é a democracia.

    Se as religiões farão isso -- pena que não irão --, então aí sim é que devo apoiá-las.

    De resto, você acabou de entregar sua propensão totalitária. O seu problema não é nem com a isenção, mas sim com a própria existência da religião. Vá lamber as bolas de Stalin.

    "E claro, arrecadar mais. Por que só o cidadão comum deve arcar com o ônus?"

    Aí, em vez de defender a redução da espoliação do cidadão comum (religiosos, pelo visto, não são cidadãos comuns para você), você quer aumentar a espoliação, expandindo-as para aqueles poucos que ainda não estão sendo completamente espoliados (igrejas pagam todos os impostos indiretos que estão embutidos nos produtos que consomem).

    Vá lamber as bolas de Pol-Pot.
  • Marco Antônio  30/07/2015 16:45
    Defendo tanto que as igrejas, sindicatos e qualquer um pague imposto quanto que os sonegadores sejam presos e processados por sonegação. A César o que é de César.
  • Villa  30/07/2015 17:03
    Espere aí: quem é César? O que é de César?

    Que você seja um puxa-saco de político ávido para dar dinheiro para eles é um problema exclusivamente seu, que depõe exclusivamente contra o seu caráter.

    Que você seja um totalitário ávido para tomar o dinheiro de terceiros para sustentar a mamata de políticos, aí já é um problema de todos.

    E que você seja um completo ignorante bíblico a ponto de nem sequer saber o real significado da frase "dai a César o que é de César" mostra que você é um imbecil que gosta de falar sobre coisas das quais não tem o mais mínimo conhecimento.

    Em suma: você é uma triste, ignara e perigosa figura.
  • anônimo  30/07/2015 19:36
    'Defendo tanto que as igrejas, sindicatos e qualquer um pague imposto quanto que os sonegadores sejam presos e processados por sonegação.'

    Parasita público detectado
    Defenda o que quiser, vc não muda a realidade: é o estado inchado sustentando vagabundos como você que está ferrando a economia e matando o poder de compra de todo mundo inclusive DO POBRE.
  • Gunnar  11/08/2015 21:53
    "Defendo tanto que as igrejas, sindicatos e qualquer um pague imposto quanto que os sonegadores sejam presos e processados por sonegação." Que grande amigo da liberdade você é. Eu defendo que você deve ir preso, porque... sei lá, porque não fui com a sua cara. E agora? É uma questão de quem consegue passar sua legislação primeiro?
  • Matheus  30/07/2015 18:50
    De fato, a Bíblia ensina que devemos pagar impostos e viver de forma digna como cidadãos respeitando as leis do nosso país. Por coincidência a lei de nosso país isenta as instituições religiosas de pagar alguns impostos, logo não pagar os impostos que não são cobrados cumpre o que a Bíblia ensina. Nem um pouco Bíblico é querer que furem o olho de um terceiro porque furaram o seu. A Regra de Ouro é "Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas" Mateus 7:12.
    A Bíblia não ensina em lugar nenhum a você querer que existam impostos para que você possa finalmente pagá-los, pelo contrário "Foste chamado sendo servo? não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião." 1 Coríntios 7:21
  • Aguiar  30/07/2015 19:22
    "a Bíblia ensina que devemos pagar impostos"

    Não, ela não ensina isso. Cole aqui o trecho que diz isso. Porém, antes da fazê-lo, certifique-se de que não seja o clichê "Dai a César" e nem Romanos 13, ambos já refutados aqui:

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

    A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos
  • anônimo  29/07/2015 19:59
    'TODAS as igrejas pentecostais visam lucro.'
    E daí? Não tem nada de errado com querer lucro.Tudo que é bom na sua vida veio de um empresário querendo lucro.
  • Renato Estecio  29/07/2015 15:43
    1º Ateísmo não tem NADA haver com socialismo. 2º Querer que as instituições religiosas paguem impostos é mais um ato de tirar essas instituições Medievais do seu lugar privilegiado, Hoje em dia a fé virou um ramo de negocio, onde pastores tem até curriculum, experiência em carteira etc... 3º É claro e óbvio que seria muito melhor a isenção de impostos a todos ramos de negócios(inclusive o ramo da fé). 4º Sobre:" irá eliminar várias escolas e outras instituições de caridade (as que são religiosas) que dependem estritamente do dinheiro que recebem tanto de fieis quanto de benfeitores." independentemente de uma instituição como estas citadas serem ou não religiosas já deveriam ser isentas de taxação há muito tempo. mas gostei do texto do IMB apesar de ser um pouco tendencioso.
  • Matheus Guimarães  29/07/2015 15:54
    Renato, seu português é um perfeito retrato da sua inteligência e da sua capacidade de discernimento.

    Ah, sim: e qual foi a "tendenciosidade" do artigo senão pró-liberdade e anti-estado?
  • Anderson  29/07/2015 16:19
    "1º Ateísmo não tem NADA haver com socialismo."



    Como? Onde está escrito que ateísmo é socialismo? Você está indicando coisa que não existiu no artigo. Por favor, tenha a honestidade de pedir desculpas, pois estás se comportando de maneira estúpida (para não falar coisa mais pesada...).
    ---------------------------------------------------------------------------------------------


    "2º Querer que as instituições religiosas paguem impostos é mais um ato de tirar essas instituições Medievais do seu lugar privilegiado,"



    Ah, é? Quer dizer então que obrigar os outros a dar dinheiro para o Leviatã é um "ato civilizatório", engraçado esse seu pensamento, é o típico brasileiro sem vergonha na cara que fica chorando aos pés do Estado para que ele aja coercivamente sobre os outros (é esse tipo de mentalidade que causou alguns dos maiores horrores na história da humanidade, como guerras).
    ---------------------------------------------------------------------------------------------


    "Hoje em dia a fé virou um ramo de negocio, onde pastores tem até curriculum, experiência em carteira etc..."



    E o que é que tem demais se alguns pastores estão enriquecendo com essa função? Se os indivíduos quiserem, VOLUNTARIAMENTE, entregar parte de seus rendimentos a um líder religioso, problema é deles, não meu, nem seu, muito menos do estado. Essa inveja é inacreditável, está aí o típico brasileiro do período petista...
  • Jarzembowski  29/07/2015 16:21
    MY ASS que o ateísmo não tem nada a ver com comunismo.
    Já leu Eric Voegelin, moleque?
    Já analisou o paralelo que ele traça entre o materialismo e as doutrinas totalitárias? Já leu uma linha sequer sobre as raízes gnósticas tanto do materialismo quanto do estatismo e do totalitarismo?
    Essas "instituições medievais" são a pedra angular da civilização ocidental. Foi a igreja que criou as universidades, que preservou a cultura helenística, que difundiu o conceito de caridade entre os povos bárbaros, que unificou o ocidente após a queda do Império Romano, que estabeleceu os fundamentos ontológicos da ciência, que influenciou o direito moderno com o direito canônico, que criou os fundamentos da economia moderna com os escolásticos, que estabeleceu a noção de direitos humanos universais, que elevou a qualidade estética das artes a patamares nunca antes vistos, que difundiu a cultura pelo ocidente com os jesuítas, entre centenas de outras contribuições.
    E você e os teus amiguinhos da Atea fizeram o que? Nada, o materialismo é um peido histórico, não significa nada, é uma nulidade completa.
    Já leu Rodney Stark, Alfred Whitehead, Stanley Jaki, Thomas Woods, Jerome Langford, Edward Grant?
    Vai estudar e para de vigarices.

    www.amazon.com/Beginnings-Western-Science-Philosophical-Institutional/dp/0226482057

    www.amazon.com/Reason-Middle-Ages-Edward-Grant/dp/0521003377

    www.amazon.com/How-West-Won-Neglected-Modernity/dp/1610170857/ref=sr_1_4?s=books&ie=UTF8&qid=1438186536&sr=1-4&keywords=rodney+stark

    www.amazon.com/Victory-Reason-Christianity-Freedom-Capitalism/dp/0812972333/ref=sr_1_5?s=books&ie=UTF8&qid=1438186536&sr=1-5&keywords=rodney+stark

    www.amazon.com/Glory-God-Monotheism-Reformations-Witch-Hunts/dp/0691119503/ref=sr_1_8?s=books&ie=UTF8&qid=1438186536&sr=1-8&keywords=rodney+stark

    www.amazon.com/Religion-Western-Culture-Christopher-Dawson/dp/0385421109

    www.amazon.com/Science-Modern-World-Alfred-Whitehead/dp/0684836394
  • anônimo  29/07/2015 17:09
    " Querer que as instituições religiosas paguem impostos é mais um ato de tirar essas instituições Medievais do seu lugar privilegiado"

    A Igreja Católica surgiu antes da Idade Média. Na verdade a maioria das religiões são pré-medievais. Ademais, se quiseres manter a coerência, passe também a defender teu ponto de vista usando outra língua que não seja o Português, que surgiu na Idade Média.
  • O Chato  29/07/2015 23:47
    *haver não, você quis dizer 'a ver'. Alfabetize-se antes de tentar escrever para o público.
  • Mohamed Attcka Todomundo  31/07/2015 16:48
    1º Ateísmo não tem NADA haver com socialismo.

    tenho minhas dúvidas
  • Felipe  29/07/2015 15:56
    Ótimo texto, muito interessante este ponto de vista.
  • Luiz Silva  29/07/2015 16:19
    É de todos conhecido que essa ATEA é mais uma das centenas, milhares de ongs esquerdistas de fachadas, é preciso desmascarar esses marxistas.
  • Eduardo  29/07/2015 16:35
    Ateísmo não tem NADA haver com socialismo/comunismo e o pedido da ATEA nada tem a ver com tudo isso. Não é por esse prisma que foi solicitada o término da isenção.
    É claro que se analisarmos do ponto de vista liberal, não deveríamos ter impostos em nada e em nenhuma atividade de negócio.

    O que está ocorrendo atualmente é que as igrejas hoje em dia são um NEGÓCIO, onde pastores exercem uma atividade remunerada e se uma igreja é bem sucedida o "dono" enriquece.

    Em virtude disso, queira alguns concordem ou não, as igrejas estão se tornando tão forte que estão elegendo mais e mais deputados. Hoje o dinheiro ajuda a eleger pessoas. Vide a bancada evangélica na câmara, maior da história.

    Isso não seria problema se não fosse o fato de que a bancada evangélica é extremamente conservadora e autoritária, querendo interferir no direito das pessoas. Direito esse que fere a liberdade individual. Querem que todos sigam a cartilha evangélica. Vejam as causas polêmicas como Aborto, Drogas e casamento gay. Eles não aceitam que cada um de nós possa decidir o que fazer sobre o assunto. Eles querem impor para toda a sociedade seus conceitos baseados na bíblia ao invés da ciência.

    Um atraso no que se refere as liberdades individuais.
    Ex.: Não é a favor do aborto? não faça. Agora não proíba as pessoas de fazer.
  • Felipe  29/07/2015 16:47
    Então você a favor do fim das isenção de impostos para as igrejas?
  • Eduardo  29/07/2015 17:30
    Felipe,

    Analisando o cenário, sou a favor da queda da imunidade em virtude do que eu expliquei no texto. Do meu ponto de vista dentro de pouco tempo poderemos ter um estado teocrático aqui no brasil o que para quem é liberal como nós é algo terrível.

    Outro ponto é que acho uma vantagem competitiva essa prerrogativa que a igreja tem e penso que na constituição brasileira não deveria constar privilégios ou reservas de mercado para qualquer atividade no Brasil. Distinguir na constituição brasileira a igreja de qualquer outra atividade comercial não me parece algo justo. Então nesse sentido sou a favor da queda da imunidade.

    Agora, vamos ser razoáveis. Não existe a mínima chance de passar essa alteração da constituição assim como não tem a mínima chance de que outras atividades também sejam imunes. Pelo menos por hora.

    Mas a discussão é saudável, apesar de alguns comentários serem de baixo nível.
  • Campos  29/07/2015 17:42
    "acho uma vantagem competitiva essa prerrogativa que a igreja tem e penso que na constituição brasileira não deveria constar privilégios ou reservas de mercado para qualquer atividade no Brasil."

    Em primeiro lugar, isenção tributária não configura nenhuma "reserva de mercado". Reserva de mercado é quando o governo fecha um mercado -- via proibição de importações ou de surgimento de concorrentes -- para empresas já estabelecidas.

    Você nem sequer domina conceitos básicos de economia.

    Em segundo lugar, ao defender o aumento da tributação sobre entidades até então isentas (curioso você não defender a redução da tributação para quem não é isento), você está defendo o primado do senhor de engenho e indo contra a libertação dos escravos.

    Suponha, por exemplo, que João e sua comitiva proponham escravizar um grupo de pessoas. Deveríamos argumentar que a "justiça" pressupõe que todos sejam escravizados igualmente? E suponha que um indivíduo tenha a felicidade de escapar. Deveríamos condená-lo por livrar-se da igualdade da justiça a que estão condenados seus companheiros?

    Resta óbvio que a igualdade de tratamento não é critério algum de justiça. Se uma medida é injusta, então o justo é que tenha o menor efeito possível. Igualdade de tratamento injusto não pode nunca ser considerado um ideal de justiça. Portanto, aquele que defende que um imposto seja igual para todos deve primeiro estabelecer que o imposto em si é justo

    A neutralidade e a isonomia em relação a impostos é uma utopia. Não é que sejam apenas difíceis de alcançar; são impossíveis e autocontraditórias.
  • Eduardo  29/07/2015 18:13
    Campos, releia o que escrevi:
    "penso que na constituição brasileira não deveria constar privilégios ou reservas de mercado para qualquer atividade no Brasil."

    Não escrevi que imunidade é reserva de mercado nem me referi ao caso somente da igreja nessa frase. Me referi de forma geral a constituição. Escrevi exatamente o que penso que não deveria existir na constituição: privilégios (como a imunidade por exemplo) ou reservas de mercado (como o monopólio dos correios para cartas, por exemplo).

    "curioso você não defender a redução da tributação para quem não é isento".
    Meu amigo, não me pré-julgue. você nem me conhece. O artigo do mises versa sobre o pedido da ATEA para acabar com a imunidade das igrejas. Foi sobre isso que comentei. Porque raios vou defender uma coisa aqui nos comentários que tem pouco a ver com a ideia principal do texto?

    E é óbvio que concordo contigo. Nenhuma atividade deveria ser tributada. Por isso seguimos o MISES, ou não?

    Quanto ao teu exemplo nem vou comentar.. é bobinho demais.
  • Opinador  29/07/2015 17:00
    Realmente !

    É tipo a questão do BNDES !

    É mais uma questão de previlégios.

    Uns tem acesso e outros não !

    O correto é que nem existisse BNDES, mas já que existe por que uns podem pegar e ter previlégios e outros não?

    Agora qual é a chance de acabar com o BNDES ?

    Da mesma forma qual é a chance de ninguém mais ser tributado pelo menos a curto prazo?





  • Jarzembowski  29/07/2015 17:09
    Baixa a bola, ateuzinho.
    A sociedade brasileira é maciçamente cristã e conservadora, e esses valores construíram não só essa sociedade mas toda a civilização ocidental.
    Quando você e os seus amiguinhos ateus construírem uma civilização laica do zero, aí sim você vai poder exigir que os valores cristãos sejam excluídos da vida pública e que toda a organização social seja feita por tecnocratas.
    A igreja que é o fundamento moral e civilizacional da nossa sociedade não pode ter influência na vida pública, mas vocês progressistas com a sua agendinha pronta da Onu, da fundação Rockefeller, da fundação Ford, et caterva, podem?
    O sujeito vem falar de "seguir agenda evangélica" como se ele fosse um pilar de independência intelectual, quando tá repetindo igual a um papagaio a cartilha da pior escória que existe nesse mundo que são esses meta-capitalistas aliados à Onu nos seus objetivos de substituir todas as instituições fundamentais pelo poder do Estado.
    O David Horowitz deixou bem explicado de onde vem as suas ideias tão modernas e originais:




    Quem que acha que a ciência e os burocratas substituem a ordem moral transcendente ou os valores fundamentais do direito natural merece viver num totalitarismo tecnocrático no melhor estilo Kafkiano, Orwelliano, Huxleyliano.



  • Eduardo  29/07/2015 17:51
    Por favor Jarzembowski, não me queime na fogueira da inquisição por pensar diferente de você. Estado laico não é estado ateu. É um Estado que permite qualquer religião. Até mesmo não te-la. Nesse sentido, o estado não pode aplicar doutrina de religião a ou b para basear uma lei ou dar vantagens para religião a ou b. Hoje ter igreja é um negócio e como tal deve ter as mesmas obrigações de qualquer outra empresa. Simples. Por curiosidade, procure no google "como abrir uma igreja" e verás como é um negócio, se ainda tem dúvidas.
  • Cunha  30/07/2015 00:27
    Por favor Jarzembowski, não me queime na fogueira da inquisição por pensar diferente de você.

    Ha ha, que engraçado. Só que não.

    Estado laico não é estado ateu.

    Sou ateu e afirmo: estado laico, nos moldes propostos pela gentalha esquerdista, é estado ateu sim. E ateu pra caralho.

    É um Estado que permite qualquer religião. Até mesmo não te-la. Nesse sentido, o estado não pode aplicar doutrina de religião a ou b para basear uma lei ou dar vantagens para religião a ou b.

    Não, não é simplesmente um estado que permite qualquer religião. Afinal, qual o propósito de eu ter uma religião se eu não posso guiar minha vida, tanto pública quanto privada, segundo os seus preceitos? No estado laico, segundo a visão da corja da qual você faz parte, se eu sou uma pessoa que segue uma religião, tudo o que me é permitido é rezar dentro de casa e nos lugares de culto (aprovados pelo estado, é claro). Não posso usar um crucifixo em público, não posso rezar um Pai Nosso no restaurante em agradecimento pela minha refeição, não posso tentar impedir que as escolas de minha comunidade transmitam ensinamentos que considero nocivos, não posso fazer o sinal da cruz em virtude de uma graça recebida, não posso pregar o Evangelho num canal de TV (que é uma concessão pública), não posso colocar uma imagem de Nossa Senhora na minha mesa de trabalho, etc., etc., etc. Isso não é liberdade religiosa, isso é uma intolerável camisa-de-força.

    No maravilhoso estado laico que você defende, apenas um ateu, tanto publica quanto privadamente, teria a liberdade de agir de acordo com suas convicções, pois, uma vez que não pauta suas decisões conforme os preceitos de qualquer religião (a não ser a religião marxista), é o único que automaticamente está isento de valores medievais contrários à 'vida em uma moderna sociedade democrática'. Na prática, se fulano é religioso deve se calar e concordar com os ateus, sob pena de ser calado à força em razão de ser um perigo aos 'valores democráticos' (que são uma grande merda, diga-se de passagem).

    Hoje ter igreja é um negócio e como tal deve ter as mesmas obrigações de qualquer outra empresa. Simples. Por curiosidade, procure no google "como abrir uma igreja" e verás como é um negócio, se ainda tem dúvidas.

    Você diz 'negócio' como se isso fosse algo ruim. E por que um negócio, mesmo que seja uma igreja, tem de ser taxado? Por que um negócio produz riqueza? Mas se negócio produz riqueza (e produz), não seria algo bom? E, sendo algo bom, não deveria ser incentivado ao invés de punido, afinal, quanto mais riqueza, melhor?
  • Jarzembowski  30/07/2015 12:33
    Excelente, Cunha.
  • Fernando  30/07/2015 06:25
    "Ateísmo não tem NADA haver com socialismo/comunismo"

    noticias.gospelprime.com.br/genocidio-cristaos-ex-uniao-sovietica/

    Parece que você não estudou suficientemente o que as escolas não ensinam.

    Comunismo/socialismo é essencialmente ateísta e anti-religioso.
  • Gustavo  30/07/2015 06:34
    Olha só, o Sr. Eduardo "a favor das liberdades individuais" quer taxar Igrejas com objetivos não-lucrativos porque acabam dando lucros para seus líderes e funcionários.

    Mas que maravilha esse artigo, é excelente pra denunciar comunistas enrustidos.

    Se um cidadão está sendo roubado pelo Estado, não é para todos os cidadãos serem roubados, mas sim para que a pessoa que está sendo roubada pare de ser roubada.

    Vá lamber as botas de Stálin no vermelho.org, Eduardo. Seu lugar não é aqui. Comunista anti-religioso enrustido.
  • Eduardo  30/07/2015 13:44
    Nossa. Qualquer coisa que a pessoa argumente e que não conste na cartilha dos "iluminados" aqui é classificado como "comunista enrustido".

    Aceitem opinião diferente de vocês.

    Estão me lembrando muito o comportamento dos radicais de esquerda que saem chamando todo mundo de "capitalista", "pig" ou "fascista".

    Incrível a que ponto chega o radicalismo, de qualquer parte.

    Magno Alves,
    OK se você acha melhor deixar como está. Eu não acho.

  • Kalil  01/08/2015 20:18
    "Aceitem opinião diferente de vocês."

    Opinar é uma coisa. Defender a coerção e agressão de terceiros inocentes é outra coisa completamente distinta. Certamente não tem nada a ver com opinar.

    Quem opina sobre coisas opináveis é ouvido. Quem defende violência e agressão contra terceiros inocentes é devidamente esculachado.

    Defender agressão contra inocentes está longe de ser uma simples "opinião aceitável".
  • Gunnar  11/08/2015 22:02
    Excelente Cunha, também sou ateu e endosso 100% seu comentário. Eduardo, pede pra usar o vaso e sai. Está ficando feio. Todas as opiniões são permitidas, mas não espere respeito para com uma opinião que defende abertamente a legitimidade de se apontar a arma para o rosto de pessoas inocentes exigindo que entreguem suas riquezas sob ameaça de violência.
  • Jarzembowski  29/07/2015 16:44
    Esse tipo de artigo é excelente pra denunciar o comunista enrustido.
    Ou você defende a liberdade do indivíduo contra a arbitrariedade da intervenção do Estado ou não. Tertium non datur.
  • Fernando  29/07/2015 16:48
    Aqui temos uma dose diária de "pílula vermelha" (calma, a referência é com o Matrix, nada de esquerdismo), mas a de hoje foi excelente.

    Normalmente quem defende impostos para igrejas provavelmente está pensando:
    1) A igreja é imoral, "vende" fé para ignorantes
    2) As igrejas só querem ter lucro
    3) Os donos de diversas igrejas são sujos, e estão enriquecendo com este arranjo
    4) Tudo mais é taxado, pq não taxar as igrejas?

    As respostas, por mais óbvias, passam despercebidas para a maioria das pessoas:
    1) Ninguém está sendo obrigado a pagar nada para nenhuma igreja, doações são feitas espontaneamente por pessoas de todos os níveis de instrução
    2) Sim, e qual o problema? Qual a diferença entre um cara que oferece uma palestra motivacional e cobra entrada?
    3) Se são confirmadamente sujos, é simples: as pessoas param de frequentar e ele quebra e, logo, não enriquece. Se não são, parabéns, encontraram um nicho de mercado para atuar
    4) Pq não deixar de taxar todo o resto? Pq dar mais dinheiro para o governo?

    A dose de hoje foi forte
  • Ulisses   30/07/2015 17:03
    Excelente!
  • Opinador  29/07/2015 16:56
    Não concordo com tributação de ninguém.

    Mas realmente, ateismo não tem nada haver com socialismo.

    Essa proposta vem mais pela ignorancia mesmo e pelo senso comum.

    Ser ateu não significa ser libertário e ser libertário não significa ser ateu.

    Mas realmente o foco do artigo não é atacar o ateismo, mas sim mostrar quão equivocada é a ideia de tributar igrejas ou qualquer coisa.

    Mas a gente tem que ter pé no chão. E sabemos que igrejas tem enormes lucros.

    Em um ambiente 100% libertário essa preocupação não existe.

    Agora em um ambiente em que o estado atua, que seja mantida a justiça.

    E que todos paguem pouco.

    Agora pra mim isso de manter pra um aí depois a gente vê o que faz com os outros é conversinha.

    Não gosto quando religiosos misturam libertarianismo com religião.

    Aí já pipoca a galerinha defendendo o seu.

    Falo isso pelos comentários, pois o artigo não cita nada disso.





  • Eduardo  29/07/2015 19:55
    De novo, você realmente acredita que nossos bonzinhos políticos quando receberem mais um montante de dinheiro de pessoas que antes não pagavam irão simplesmente fazer uma reforma tributária e diminuir os impostos do restante.

    Claro. eles nem irão cogitar usar o dinheiro extra nas suas trambicagens!

    Você é daqueles que acha que os sonegadores são o problema do Brasil também correto?
  • Opinador  29/07/2015 21:07
    Não com certeza não !

    Eu pago meus impostos, contra a vontade mas pago.

    Agora se alguém tem mecanismo para não pagar ou não quer pra mim é mais que um direito.

    A questão principal é associar ateísmo com esquerdismo.

    A outra questão é o conceito de justiça, mas concordo que o mais sensato não seria obrigar as igrejas a pagarem impostos, mas que todos não pagassem mais ou pagassem bem menos.

    É aquela coisa. Já que tem que pagar que todos paguem menos.

    Mas também sou contra a petição.




  • Tiago Voltaire  29/07/2015 17:10
    Meu Deus! Neoateus passando vergonha nos ateus decentes...
  • Rodrigo Pereira Herrmann  29/07/2015 17:16
    Comunismo/Socialismo tem absolutamente tudo a ver com ateísmo e posições anti-religiosas, por que a negação da possibilidade metafísica é a negação da liberdade ontológica e a condenação do ser humano às contingências materiais e à relatividade da existência.

    Quanto à importância da instituição religiosa chamada Igreja, o Jarzembowski resumiu perfeitmante.
  • Jarzembowski  29/07/2015 17:39
    Complementando:
    vamos esclarecer o seguinte: o fato de alguém pessoalmente como ateu não ser comunista não significa que o ateísmo não tenha na sua essência uma ligação com os fundamentos intelectuais do estatismo/totalitarismo.
    Que esse ligação existe é absolutamente inegável - como eu já disse, Eric Voegelin explorou isso em sua obra, e o melhor romance político da história da literatura, Os Demônios, do Dostoiévski demonstrou também as consequências civilizacionais do materialismo, e como ele impulsiona o totalitarismo.
  • Marcelio  29/07/2015 19:12
    Não estou entendendo muito seu ponto. O ateísmo surgiu do comunismo? Será se pessoas antes de Marx não contestavam Deus? Você disse que estudou, então esclareça isso para mim, por favor.
  • Jarzembowski  29/07/2015 19:41
    É claro que a relação entre ateísmo e comunismo não se dá nessa ordem de dependência tão clara.
    Um não veio do outro. O que Eric Voegelin argumenta, e também Constantin Noica nas "Seis doenças do espírito contemporâneo" ou Dostoiévski em "Os demônios" é que o desprezo pela transcendência e a fundamentação da ordem moral no materialismo são pilares tanto do ateísmo quanto dos regimes totalitários - isso significa dizer que uma sociedade profundamente materialista, que ignorasse a existência de uma ordem moral duradoura, muito provavelmente cristalizaria seus valores na imagem do Estado, no humanismo, no utilitarismo, e em outras correntes com influência gnóstica.
    A destruição da noção de transcendência e da imutabilidade dos valores morais é essencial pra ascensão do totalitarismo revolucionário.
    Estou falando aqui do ateísmo-materialismo como substituto pra toda a ordem moral duradoura existente, e por isso deixei claro que ser ateu não torna ninguém comunista ou genocida.

  • Marcelio  30/07/2015 00:32
    Ah sim, agora entendi. Obrigado por esclarecer. Abraços!
  • anônimo  29/07/2015 20:01
    Não nasceram juntos mas é óbvio que existe uma correlação.Pros comunistas a religião é um problema porque promete o paraíso na outra vida, porque deixa as pessoas acomodadas etc, e os comunas querem que as massas queiram o paraíso agora.
  • Opinador  29/07/2015 20:50
    Nada haver.

    Todo libertário sabe que a liberdade religiosa é intocável !

    Como a liberdade de expressão também.

    Agora associar ateísmo com comunismo é algo totalmente insensato.

    E lembre-se que nenhum libertário é a favor ou contra religião.

    Isso é pessoal. A comparação é apenas didática no vídeo e serve para tirar a associação de comunismo com ateísmo.

    Nosso "inimigo" é o estado e não religião.

    Ser ateu ou não é algo pessoal.

    Como pode ter libertários pró gays e libertários contra gays. Mas o direito de escolha ou casamento é de cada um. É isso que o libertário deve lutar.

    Você pode apoiar o casamento gay, como a liberação das drogas.

    Mas pode ser contra alguém ser gay ou usar drogas.

    Parece contraditório , mas não é...

    Segue o vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=-LYPDCcb4Ro


  • Tuco  30/07/2015 02:45
    "Nada haver".

    O correto é "nada a ver". Alfabetize-se antes de escrever para o público [2].

    ---

    "Agora associar ateísmo com comunismo é algo totalmente insensato".

    Errado. Como o Jarzembowski bem pontuou: "o desprezo pela transcendência e a fundamentação da ordem moral no materialismo são pilares tanto do ateísmo quanto dos regimes totalitários".

    Evidentemente você não se torna um totalitário genocida pelo fato de ser ateu, mas o ateísmo e o totalitarismo possuem os mesmos pilares. E uma sociedade que perde o senso de transcendência e de ordem moral está muito mais propensa a ser escravizada pelo totalitarismo do que uma sociedade em que a religião cristã e seus imperativos morais são preservados e praticados voluntariamente pelos indivíduos.

    ---

    "Parece contraditório , mas não é..."

    Hahahahaha

    Essa frase ficou ótima para fechar com chave de ouro o seu comentário inepto.

  • Opinador  30/07/2015 13:14
    Olhe o video não sou eu que to falando.

    https://www.youtube.com/watch?v=-LYPDCcb4Ro

    Se vc não prestou atenção o video é do portal Libertarianismo.org

    O engraçado é alguém entrar em um site libertário e não usar a razão.

    Isso não significa que tem que virar ateu. Agora não significa que alguém por ser ateu é comunista ou comunista é necessariamente ateu.

    Acho comico quando os reaças se disfarçam de libertários...rs

  • Tuco  30/07/2015 22:56
    1) "O engraçado é alguém entrar em um site libertário e não usar a razão".

    Está descrevendo o seu comportamento.
    Parabéns, reconhecer a própria falta de racionalidade já é um bom começo.

    2) "Isso não significa que tem que virar ateu. Agora não significa que alguém por ser ateu é comunista ou comunista é necessariamente ateu".

    Ninguém aqui afirmou que ser ateu é ser comunista. Não crie espantalhos. Volte às postagens anteriores e releia.
    Outra: não existe comunista verdadeiro que não seja ateu, haja vista que o comunismo é materialismo puro e simples. Você ignora que Marx chamou a religião de "ópio do povo"?.
    O Comunismo é ateu sim, tanto na teoria quanto da prática, e isto os fatos históricos demonstram inequivocamente.

    3) "Acho comico quando os reaças se disfarçam de libertários...rs".

    Não entendi. Quer dizer que sou reaça pelo simples fato de dizer que o comunismo é ateu? Não existem religiosos que defendem a liberdade econômica?

  • Rodrigo  30/07/2015 06:40
    Comunismo não é uma religião, pois uma religião necessita acreditar em algo transcendente do mundo material.

    Concordo que dizer que o Comunismo é uma Religião é um bom objetivo estratégico de Frame contra esquerdistas, mas não está correto do ponto de visto argumentativo.

    Se for assim, qualquer ideologia ou grupo de seguidores é uma "religião". O anarcocapitalismo é uma religião, os adoradores de Dawkins na Internet é uma religião, o grupo da ATEA que se reúne para discutir sobre religiões e atacar religiões é uma religião, etc.
  • Opinador  30/07/2015 13:16
    Esquerdista. rs

    O portal Libertarisnismo é esquerdista...rs

    https://www.youtube.com/watch?v=-LYPDCcb4Ro

    hahahaha

    Esses reaças estão confundindo as coisas...

  • Rodrigo  30/07/2015 22:54
    Você consegue ler o parágrafo inteiro e interpretar o que eu escrevi ou possui problemas de interpretação de nível básico?

    Como que um site que prega a liberdade de mercado pode ser "esquerdista"? Onde eu disse isso na minha resposta?

    Se o Comunismo ateu é uma "religião", então o Dawkinismo, o Sottomaiorismo, o Misseísmo desse site, o Olavismo, o Rothbardismo, o Ronpaulísmo ou qualquer outra ideologia que idolatre ou admire alguma pessoa e seus pensamentos passa a ser uma "religião".

    Volte para o ensino médio para saber interpretar um texto.
  • Tuco  30/07/2015 23:14
    Você não espera sinceramente que o Opinador entenda alguma coisa, não é? Porque se for isso, lamento, mas está pedindo de mais. Mas afinal, o que esperar de alguém que escreve "nada haver"?
  • Opinador  30/07/2015 13:43
    Tem certeza disso que precisa ser alguém do "além" para ser cultuado ? rs

    www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/07/1485045-igreja-maradoniana-vai-elevar-messi-a-jesus-cristo-em-caso-de-titulo.shtml

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Maradoniana

    ig-wp-colunistas.s3.amazonaws.com/futebolargentino/wp-content/uploads/2009/09/1052072.jpeg
  • Victor Antunes  29/07/2015 17:20
    "Sim, empreendedores beneficiados por isenções tributárias incorrerão em custos menores que empreendedores que não usufruem esse benefício. Mas isso não significa que isenções forneçam uma vantagem injusta. Com efeito, significa exatamente o oposto: mostra que impostos penalizam aqueles empreendedores que tiveram o azar de ficar com o ônus de sustentar o governo."

    Sempre ouvi dizer (e nunca me dei ao trabalho de pesquisar) que as escolas religiosas, que por sinal são as TOPs, sejam no nível médio ou no nível superior, não pagam impostos. Tanto é que elas não terceirizam praticamente nenhum serviço, pois é mais barato pra elas manterem empregados para tudo. Por outro lado, até onde sei, todas as outras universidades e escolas não-religiosas pagam imposto.

    Questão 1- Sendo ambas verdades, como não achar isso injusto? CLARO que a solução NÃO seria taxar as igrejas e derivadas, mas daí a considerar que isentar alguns e não outros é questão de azar, vai longa diferença. A princípio, faz lembrar um pouco os incentivos fiscais dados pelo governo, sim. Então, TALVEZ o melhor fosse isentar todas as escolas.

    Por que "talvez"? Tenho minhas dúvidas sobre isso. Um exemplo muito ruim, mas na falta de outro, vai ele: ao isentar APENAS as escolas, estas poderão oferecer mais aulas e podemos imaginar que mais gizes serão demandados. O calcário (matéria-prima) tenderá a ficar mais caro, afetando outros setores, como o de cal e assim por diante, nascendo mais um ciclo.

    Questão 2- E como se resolve isso? Isenção geral seria o ideal, mas sabemos que é longe do imaginável hoje em dia.
  • Laurence Vance  29/07/2015 17:30
    "A princípio, faz lembrar um pouco os incentivos fiscais dados pelo governo, sim. Então, TALVEZ o melhor fosse isentar todas as escolas."

    Bingo!

    "Por que "talvez"? Tenho minhas dúvidas sobre isso. Um exemplo muito ruim, mas na falta de outro, vai ele: ao isentar APENAS as escolas, estas poderão oferecer mais aulas e podemos imaginar que mais gizes serão demandados. O calcário (matéria-prima) tenderá a ficar mais caro, afetando outros setores, como o de cal e assim por diante, nascendo mais um ciclo."

    Abordado nos dois links listados ao final do artigo.

    "E como se resolve isso? Isenção geral seria o ideal, mas sabemos que é longe do imaginável hoje em dia."

    Quanto mais isenções, melhor. Sem exceção.

    Quanto maior for o número e quanto maior for a variedade de isenções, deduções e créditos fiscais, menor será o valor total de impostos pagos.

    Reduzir ou eliminar isenções, deduções e créditos fiscais gera o mesmo resultado de uma elevação de impostos. Haverá menos dinheiro no bolso dos pagadores de impostos e mais dinheiro confiscado pelo governo.

    Por outro lado, elevar ou instituir isenções, deduções ou créditos fiscais gera o mesmo resultado de uma redução nas alíquotas de impostos ou de um alargamento das fatias de renda sujeitas a uma mesma alíquota. Haverá mais dinheiro no bolso dos pagadores de impostos e menos dinheiro confiscado pelo governo.

    Qualquer alteração nas alíquotas, nas faixas de renda, nas isenções, nas deduções ou nos créditos fiscais que, por si só, resulte em mais dinheiro nas mãos dos pagadores de impostos e menos dinheiro confiscado pelo governo é uma medida sempre desejável — mesmo que tal alteração não seja generalizada e não se aplique a todos —, independentemente das razões pelas quais o governo fez essa mudança.

    Se o governo — por qualquer motivo — decidir conceder deduções ou isenções especiais para indivíduos de nome 'Roberto', ou para indivíduos que possuam cavalo, ou para indivíduos que tenha bicicletas, ou para indivíduos ruivos, ou para indivíduos de olhos verdes, isso seria uma ótima medida desde que indivíduos que não se chamam Roberto, que não tenham cavalo, que não tenham bicicleta, que não sejam ruivos, ou que não tenham olhos verdes não sofram um aumento de impostos para compensar essa perda de receita.

    Governo, por si só, é algo maléfico. Mas dado que vivemos sob um governo, e dado que as chances de ele ser eliminado são nulas, libertários deveriam estimular e defender toda e qualquer ação que tenha como objetivo reduzir ou limitar ao máximo possível o tamanho e a abrangência do governo.

    Impostos são maléficos. Isenções, deduções e créditos fiscais são ótimos. Sempre e para sempre.
  • Anthony  29/07/2015 17:53
    E se com a tributação de todas as seitas, todos os demais cidadãos, peguem menos I.R. por exemplo? Não seria benéfico?
  • de Jasay  29/07/2015 19:04
    "Não seria benéfico?"

    Não. Seria "ilusório". Mostre-me como isso iria acontecer (com estatísticas, fatos e argumentos), e aí então, só então, a gente começa um diálogo.

    Até lá, qualquer conversa sobre aumento de impostos terá como base o histórico do governo: nenhum imposto é abolido ou reduzido em definitivo; todos são aumentados e se tornam permanentes.
  • Marcos  29/07/2015 19:06
    Sério mesmo: o simples fato de que há gente que cogita a hipótese de que um aumento de impostos será contrabalançado pela redução de outros impostos apenas mostra o elevado grau de ignorância do brasileiro. E de sua inabalável fé no estado.

    Os ateus inteligentes (e raivosos) que querem tributar as igrejas ao menos não recorrem a esse argumento imbecil. Estes querem a destruição pura e simples das igrejas.
  • Fernanda  29/07/2015 17:48
    Universidades e escolas religiosas pagam sim impostos, pois possuem um objetivo lucrativo.
    Já ONGs, Sindicatos, grupos de caridade e Igrejas não pagam impostos por terem um objetivo não-lucrativo.

    Tanto em Sindicatos, em ONGs, em Igrejas e em grupos de caridade acabam dando lucros para os líderes. Mas por que esquerdistas querem tanto taxar igrejas e não as outras instituições, mesmo as igrejas fazendo várias obras de caridade?

    Isso ocorre porque o esquerdismo é puramente anti-religioso.
  • anônimo  29/07/2015 19:07
    Não sei se procede Fernanda. A Puc Minas, por exemplo é mantida pela Sociedade Mineira de Cultura, sociedade filantrópica e por isso goza de imunidade tributária.
  • Testudo  30/07/2015 06:44
    www.pucminas.br/destaques/index_interna.php?pagina=3330

    "Instituição particular de Ensino Superior".

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Mineira_de_Cultura

    "Como mantenedora da PUC Minas, FCU, CES/JF e do Colégio Santa Maria, a Sociedade Mineira de Cultura (SMC) é uma entidade filantrópica, confessional e católica, que atua no segmento de educação, abrangendo desde o ensino infantil à pós-graduação strictu senso."
  • Louis  29/07/2015 17:51
    Esse artigo não conseguiu me convencer.

    A não taxação de determinadas instituições ou empresas causará distorções ao mercado.
    Isenção acaba aumentando o "capitalismo de compadrio". Através da troca de benefícios com políticos, essas empresas conseguiram isenção fiscal e favorecimento no mercado.

    O mesmo vale para igrejas. Políticos não elaboram projetos para taxar igrejas pois seriam massacrados pela população religiosa e perderiam o vosso apoio.

    Isenção fiscal seria ótimo, se pudesse ser dado a todos. Mas na nossa sociedade, não passa de distribuição de poder a burocratas e amigos do rei.
  • XIV  29/07/2015 19:00
    "A não taxação de determinadas instituições ou empresas causará distorções ao mercado."

    Ao final do artigo há dois links que abordam exatamente essa falácia. Quais são seus argumentos?

    "Isenção acaba aumentando o "capitalismo de compadrio"."

    "Capitalismo de compadrio" ocorre quando uma empresa recebe subsídios do estado e/ou é protegida contra a concorrência por meio de tarifas de importação ou agências reguladoras. Uma empresa não ser tributada espoliativamente de modo algum caracteriza "capitalismo de compadrio". Fosse assim, Hong Kong seria o maior capitalismo de compadrio do planeta.

    Se quer falar sobre economia, ao menos domine seus conceitos mais básicos.

    "Através da troca de benefícios com políticos, essas empresas conseguiram isenção fiscal e favorecimento no mercado."

    Favorecimento no mercado não tem nada a ver com isenção fiscal. De novo, favorecimento ocorre quando uma empresa é ou premiada com uma reserva de mercado, ou com tarifas de importação sobre produtos concorrente, ou com agências reguladoras que impedem o surgimento de concorrentes.

    Isenção fiscal não é favorecimento. Isenção é simplesmente tirar um obstáculo que sequer deveria existir.

    Vá esclarecer seus conceitos.

    "Isenção fiscal seria ótimo, se pudesse ser dado a todos. Mas na nossa sociedade, não passa de distribuição de poder a burocratas e amigos do rei".

    Hein?! Isenção fiscal significa "distribuir poderes a burocratas"?! Se eu não tributo o pipoqueiro da esquina isso significa que estou concedendo mais poderes a Michel Temer?! Ah, meu, vá passear. Você nem sabe do que fala.
  • Jarzembowski  29/07/2015 18:39
    Gostaria muito que os gênios a favor do fim da isenção fiscal para igrejas explicassem, segundo sua brilhante visão de que isenções são injustas porque desequilibram a isonomia do peso dos impostos(vamos ignorar o fato já observado pelo Campos de que neutralidade e isonomia nas intervenções estatais não passam de um delírio totalmente descolado da realidade): como DIABOS
    poderemos reduzir o peso das intervenções e tributações num cenário como este? Se qualquer redução da sanha usurpadora do Estado é injusta porque prejudica o equilíbrio no impacto dos impostos e tributações?
    Eu tô dizendo, esse artigo desmascara comunista enrustido - o sujeito acha que distribuição igualitária de injustiça é igual à justiça.


  • Eduardo  29/07/2015 19:19
    Jarzembowski,

    Qual a tua sugestão então? exigir imunidade para todos? Isso me parece algo ainda mais descolado da realidade. Deixar como está?

    A mim me parece que deixar a nossa constituição mais igualitária, acabando com privilégios é algo mais factível, apesar de muito improvável.

    OBS: Vamos combinar que termos como "MY ASS, baixa a bola ateuzinho, comunista enrustido, muleque" não são bons para uma argumentação, ok? Parece muito com aqueles radicais que "sabem de tudo" e que vemos no facebook. Aqui no mises não deveria ser assim. O debate teoricamente é saudável. Use argumentos e convença as pessoas.

    Antes de postar leia: Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
  • Magno Alves  29/07/2015 22:46
    "Qual a tua sugestão então? exigir imunidade para todos?"

    Essa seria a melhor solução. Sendo ela utópica demais, vamos para a segunda melhor solução, que você próprio oferece abaixo.

    "Deixar como está?"

    Bingo! É melhor do que a alternativa factível, que é aumentar o nível geral de impostos sobre a sociedade.

    "A mim me parece que deixar a nossa constituição mais igualitária, acabando com privilégios é algo mais factível, apesar de muito improvável."

    Tradução: em vez de deixar como está, em que ao menos alguns sofrem menos que outros, você sugere -- em nome do igualitarismo -- elevar todos ao mesmo nível de sofrimento.

    Impagável.
  • Eduardo  29/07/2015 23:44
    Amigo, na prática a coisa fica mais complexa.
    Vc escrevendo parece simples.
    Agora mesmo rola no congresso uma proposta de lei que isenta de IR ou melhor, deixa abater do IR gastos com segurança privada.

    Se fossemos pensar igual o artigo então diríamos que eh ótima a proposta pois reduz impostos.

    A pergunta que faço eh: quem eh q pode pagar por segurança privada? Essa lei eh justa para todos? Não te parece que querem beneficiar apenas uma parcela da população?

    Qual a sua opinião? E de vocês?
  • Gunnar  11/08/2015 22:11
    >> E é mesmo, ué! Vamos repassar o conceito: quanto. menos. roubo. melhor. FIM! Ah, no lugar de "roubo" você pode escrever "extorsão", "imposto", etc.
  • Jarzembowski  30/07/2015 11:02
    "A mim me parece que deixar a nossa constituição mais igualitária, acabando com privilégios é algo mais factível, apesar de muito improvável."

    Já respondi claramente:
    Eu tô dizendo, esse artigo desmascara comunista enrustido - o sujeito acha que distribuição igualitária de injustiça é igual à justiça.

    E o colega acima também:
    Tradução: em vez de deixar como está, em que ao menos alguns sofrem menos que outros, você sugere -- em nome do igualitarismo -- elevar todos ao mesmo nível de sofrimento.

    Você quer que eu seja educado com gente que sugere dar mais dinheiro pra Dilma, André Vargas, Alberto Youssef, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e tutti-quanti só porque tem raivinha da Igreja, mesmo sem conhecer nada da sua história?
    Você foi massacrado em todos os comentários, não forneceu um argumento sequer pra sustentar sua posição - é evidente que você está apenas tendo uma reação puramente emocional. Você odeia a Igreja e o cristianismo e por isso esperneia como um adolescente tentando justificar o injustificável, que é dar mais dinheiro pra burocrata.
  • Renato Dal Zot  29/07/2015 18:56
    Sou ateu e liberal. Minha conclusão a partir deste artigo é, em primeiro lugar, sua crítica não controverteu o fundamento da isenção das instituições religiosas. Sequer o tocou, sabiamente. Por isso, me parece parcialmente correta a crítica: em síntese, o que se pretendeu afirmar é a isenção religiosa não tem justificativa moral ou legal (nada justifica tal privilégio); entretanto, ela propicia benefícios, enquanto reduz a carga tributária sobre instituições que prestam certos serviços à sociedade. Mas essa perspectiva ainda não logrou justificar o privilégio sucintamente. Isso quer dizer que não se trata de uma regra benéfica senão por restringir a incidência de outra norma maléfica, qual seja a imensa carga tributária de um Estado super-inflamado e corrupto. De mais a mais, empenhemo-nos, já que tocamos no assunto, de fortalecer a discussão científica, antes da religiosa, bem como a discussão jurídica, antes da ideológica, e "marchemos rumo ao mundo limpo que nossas mãos podem fazer".
  • Francisco  29/07/2015 19:00
    Só existe uma solução para essa selvageria tributária que corrói este país como um câncer: "desobediência civil"..Se a população inteira resolver não pagar ou, pelo menos, pagar o mínimo de impostos para a manutenção de serviços hiperbásicos, então você obrigaria o governo(esse Grande Irmão!) a negociar com a população.
  • Opinador  29/07/2015 21:00
    O artigo diz bem claramente qual é o problema da proposta.

    Eu concordo plenamente que quem sugeriu isso não tinha ideia do que estava fazendo.

    Mas entendo o sentimento de muitos ateus que pensam: "Eu me lasco pra pagar imposto e as igrejas não pagam".

    A minha preocupação é associar ateísmo ou qualquer religião com esquerdismo.

    É isso que muitos comentários deixam a entender.

    Mas como o amigo acima disse, o correto seria ninguém pagar.

    Mas eu também sou contra (isso é minha opinião) ao não pagamento.

    Pois eu iria me ferrar...rs

    Mas dou apoio a busca de alternativas para o não pagamento como adoção de moeda própria (tipo bitcoin por exemplo).

    Ou que alguma alma politica bondosa busque a diminuição do estado, coisa que eu acho difícil.

    Mas o justo seria a redução ou insenção para todos.


  • Nicolas  30/07/2015 23:04
    "Eu me lasco pra pagar imposto e as igrejas não pagam"

    Não, simplesmente não.
    A ATEA é livre de impostos por ser uma entidade com objetivos não-lucrativos, igual as Igrejas.
    Mesmo o Sottomaior também enchendo os bolsos de forma parecida com que os líderes religiosos fazem.

    A ATEA deveria propor, juntamente com o que está propondo, defender para que a ATEA, as ONGS, os Sindicatos e as Instituições de Caridade também paguem impostos.
    A ATEA deveria ser coerente e não ser demagoga para ser levada a sério.
  • Diego  29/07/2015 19:36
    Vejo que muitos utilizaram o argumento "igrejas viraram negócios" para justificar o fim da isenção. Realmente, observando as práticas de algumas igrejas (sobretudo as que vemos na tv) essa parece ser uma hipótese bastante plausível. No entanto, devemos ter consciência de que essas instituições de modo algum representam a totalidade das instituições religiosas existentes no país. Ademais, quem conhece algumas igrejas menores mais de perto deve ter consciência de que não estão exatamente acendendo lareira com dinheiro. Em resumo, para matar algumas ratazanas, pretendem dinamitar o quarteirão.
  • Denis  29/07/2015 19:37
    Serio que eu to presenciando gente aqui com um pensamento socialista invejoso, defendendo a tributação para as igrejas, com argumentos tipo " se eu pago imposto as igrejas tem que pagar também" quanta ignorância, é tipo aquele argumento de comunista " se todos não podem ser ricos, vamos ser igualmente miseráveis. Menos o governo é logico".
  • Diroca  29/07/2015 23:31
    É nessas horas que cai a máscara e o socialista mostra o que realmente é: um invejoso filho da puta que prefere ver todo mundo na miséria a ter que viver num mundo com pessoas que têm mais do que ele.
  • Pancho Planas  29/07/2015 21:19
    Sou a favor do estado minimo, com menor ou nenhuma tributação mas, se houver necessidade de tributação que todos o sejam, se comprovadamente e aceito em larga escala que o ente privado fornece reais e relevantes serviços a sociedade como um todo ou a grupo de necessitados ou excluídos, que estes sejam abatidos dos tributos devidos enquanto esses serviços existirem, o que não concordo, é só por ser parte do mercado da fé que automaticamente já merece a isenção tributária; não seria mais coerente uma real prestação destes relevantes serviços a sociedade antes desta isenção?
  • Sancho Pança  29/07/2015 22:56
    "Sou a favor do estado minimo, com menor ou nenhuma tributação"

    Você irá se contradizer logo a seguir.

    "mas, se houver necessidade de tributação que todos o sejam, se comprovadamente e aceito em larga escala que o ente privado fornece reais e relevantes serviços a sociedade como um todo ou a grupo de necessitados ou excluídos, que estes sejam abatidos dos tributos devidos enquanto esses serviços existirem,"

    Você acaba de colocar um "porém" extremamente arbitrário e autoritário, o qual abre inúmeros precedentes para o poderio estatal.

    Afinal, como o estado irá determinar "que o ente privado fornece reais e relevantes serviços a sociedade como um todo ou a grupo de necessitados ou excluídos"?

    Qual o critério objetivo para se determinar isso? Políticos e burocratas irão especificar quais grupos serão contemplados com isenções tendo como base a determinação subjetiva de "serviços reais e relevantes"? Quem irá determinar o que é "real" e "relevante"? Pra mim, um corte de cabelo é um serviço real e relevante. Dentista também. Ricos dentistas e pobres barbeiros serão igualmente contemplados?

    "o que não concordo, é só por ser parte do mercado da fé que automaticamente já merece a isenção tributária"

    Cago para o que você concorda. Deixe de ter essa arrogância de acreditar que pessoas devem ser coagidas de acordo com suas crenças tributárias.

    "não seria mais coerente uma real prestação destes relevantes serviços a sociedade antes desta isenção?"

    Sigo no aguardo dos critérios para essa determinação.
  • anônimo  29/07/2015 21:28
    Ateuzinhos são criaturas engraçadas, morrem repetindo que ateísmo e comunismo não tem nada a ver, mas quando querem que as Igrejas paguem impostos os argumentos são cada um mais socialista do que o outro.
  • Rhyan  29/07/2015 22:47
    A Atea tem o dom de me deixar com vergonha de ser ateu.

    A isenção tributária vale para igrejas, sinagogas, terreiros e centros espíritas, certo? Então é extremamente válida. O mercado da fé é um mercado muito bem sucedido por causa disso, não há impostos e regulações. Infelizmente existe um certo corporativismo entre o estado e igrejas neopentecostais e a igreja católica, principalmente em períodos eleitorais e com a tal bancada religiosa no congresso, o que sempre causou um enorme dano as liberdades, mas isso não justifica impostos.
  • Pancho  29/07/2015 23:42
    Como eu disse, "mas, se houver necessidade de tributação que todos o sejam", não sou eu que está pedindo essa tributação e sim levantando a possibilidade dessa tributação ser necessária, lembre que o tópico é sobre tributação as igrejas e afins.

    "se comprovadamente e aceito em larga escala que o ente privado fornece reais e relevantes serviços a sociedade como um todo ou a grupo de necessitados ou excluídos", como pode ver mencionei "se comprovadamente e aceito em larga escala", com isso quis dizer a sociedade e não o Estado participará dessa decisão;

    Me parece que realmente não fui claro neste ponto. Imaginei que estava falando sobre assistência a necessitados e afins e como pode ver coloquei uma condicional "que estes sejam abatidos dos tributos devidos enquanto esses serviços existirem", em outras palavras passado a necessidade não há mais motivo para essa diferenciação tributária, sempre lembrando que Estado Mínimo não é, pelo menos em minha opinião, um Estado livre totalmente de tributos.

    Quanto a sua opinião, não pedi para concordar, tão somente emiti uma opinião, assim como você está questionando pontos que realmente posso ter me expressado mal, se quando disse "o que não concordo, é só por ser parte do mercado da fé que automaticamente já merece a isenção tributária" talvez tenha faltado um ponto de interrogação, pois essa frase é uma pergunta critica, pois não concordo com a isenção nos moldes em que ela existe hoje em dia.Transcrevendo a frase toda "o que não concordo, é só por ser parte do mercado da fé que automaticamente já merece a isenção tributária; não seria mais coerente uma real prestação destes relevantes serviços a sociedade antes desta isenção?", como mencionei talvez devesse ter separado as perguntas, falha minha.

    Quanto a critérios como disse quem sou eu como ser isolado para realmente dizer em quais condições essa diferenciação tributária seriam aplicadas, posso apenas sugerir, em casos de abrigos e gêneros de primeira necessidade, oferecido em casos de calamidade pública, assistência a indivíduos que não podem se cercar de atendimentos públicos e por motivos "técnicos" estarem excluídos de programas assistenciais e etc, são como disse meramente sugestões, que poderiam ser ampliadas ou reduzidas com mais estudos.

    E em tempo peço devidas desculpas se fui arrogante, minha intenção era/é tão somente colaborar na discussão, minhas opiniões não tem necessariamente que serem assentidas mas, como você nutro uma vontade de falar e ser escutado, mesmo que com que com proposições ingenuas e infantis, gosto apenas de expressar minha opinião.

  • Edujatahy  30/07/2015 01:27
    Em "teoria" todo marxista é ateu.
    Mas nem todo ateu é marxista.

    Ateísmo não implica em comunismo, ainda que comunismo implique em ateísmo.
  • Putin  30/07/2015 06:51
    Obrigado Capitão Óbvio.
  • Victor E D Pacheco  30/07/2015 02:27
    Creio que (1) se imposto serve para alguma (como ensinava Pigou), no caso, para internalizar os custos causados por determinados agentes, as chamadas externalidades negativas e (2) se [os impostos] são certos tanto quanto a morte, como dizia B Franklin, igrejas deveriam ser tributadas sim.
    Elas provocam alienação, preconceitos, desinformação, vaidades, exacerba vieses e fobias além de explorar o desespero de pobres coitados para fazer verdadeiras fortunas de vigaristas (em nível do top 100 da Forbes). Basta ver Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Malafaia, RR Soares, etc,..
    Tem gente que deixa de fazer tratamento médico para ser "curado" por um destes milagreiros, tem gente que deixa de pagar escola para contribuir com o dízimo, tem gente que deixa de tomar vacina e por aí vai,...
    Tem que tributar como se faz com uma empresa normal, isso terá até mesmo um caráter educacional, de forma que os fiéis passem a se enxergar da forma como realmente devem ser vistos, como clientes, disputados por empresários imorais que vendem "fé"
  • Gunnar  11/08/2015 22:16
    "Tem gente que deixa de fazer tratamento médico para ser "curado" por um destes milagreiros, tem gente que deixa de pagar escola para contribuir com o dízimo, tem gente que deixa de tomar vacina e por aí vai,..." E daí? Quem é você para dizer às pessoas como elas deviam tocar suas vidas? Ditador-totalitário-wannabe detectado.
  • Gunnar  11/08/2015 22:22
    Isso aqui também é ótimo:

    " disputados por empresários imorais que vendem "fé" "

    Vamos rever o conceito de VENDER: uma pessoa voluntariamente oferece uma coisa. Outra pessoa voluntariamente dá o seu dinheiro em troca dessa coisa. Fim.

    Pois bem. Para o sujeito acima, isso é... imoral!

    Mas sabem o que ele considera moral? Uma pessoa que você não conhece e que você nunca convidou vem até a sua casa, arromba sua porta e mediante uma arma apontada para sua cabeça, exige que você lhe entregue o fruto do seu trabalho.

    Tá de parabéns, viu?
  • maurao  30/07/2015 02:39
    O Grande problema é que no Brasil ainda mais esse governo costuma dar subsidio aos setores "cumpanheiros" como ocorreu com montadoras, depois linha branca, depois pro agricultuor. Ao inves de insenção deveria diminuir imposto pra todos
  • Alexandre Leite  30/07/2015 04:44
    Quando ouvia falar de isenção de impostos sobre as igrejas, ficava imaginando que se referia ao dízimo, não a que não pagassem sequer IPTU. Eu adoraria que ninguém tivesse que pagar IPTU. Mas também adoraria não ter que pagar a taxa condominial. Até é possível que o ideal fosse que as cidades fossem privadas, o que atenderia aos que acham impossível que o estado funcione. Mas, mesmo nesse caso, temos a opção de mudar de cidade. Então, dado que as cidades precisam de dinheiro para manter serviços comuns básicos (lixo, esgoto, asfalto etc.), acredito que seja injusto sim todos pagarem, menos as igrejas.
  • anônimo  30/07/2015 13:19
    Então comece defendendo e militando para que a ATEA, as ONGS, os Sindicatos e as Instituições de Caridade também paguem impostos.

    Seja coerente e não demagogo.
  • Mayke  30/07/2015 05:11
    No Anarcocapitalismo e seus tribunais privados, o que aconteceria numa hipotética situação em que um pobre, sem dinheiro para contratar um tribunal ou advogado de defesa, fosse acusado de um crime por alguém com um bom tribunal? Como evitar uma injustiça neste caso?
    Forte abraço.
  • Carlos  30/07/2015 13:28
    No Anarcocapitalismo e seus tribunais privados, o que aconteceria numa hipotética situação em que um pobre, sem dinheiro para contratar um tribunal ou advogado de defesa, fosse acusado de um crime por alguém com um bom tribunal? Como evitar uma injustiça neste caso?
    Forte abraço.


    Vamos por partes:

    1) Uma vez que não há tributação de nenhuma atividade na sociedade anarcocapitalista, não há nada que impeça ninguém de lucrar, e muito bem, com seu esforço. Nesse cenário o difícil é conceber que alguém não queira ficar rico.

    2) Ser pobre, nesse cenário, é uma opção do indivíduo. Se ele não quer empreender, é problema dele.

    3) Sendo problema dele, ele deve, ao menos, compreender os possíveis riscos dessa conduta: falta de recursos para se defender da melhor maneira possível.

    4) Ainda que seja pobre, e uma vez que não há tributação de nenhuma atividade, a competição entre empreendedores seria algo avassalador. Apenas os excelentes ficariam vivos e só conseguiriam se manter vivos caso seus preços fossem igualmente competitivos. Não tenho dúvidas que seria possível ter acesso a bons produtos e serviços a preços muito baixos.

    5) Ainda que o pobre em questão fosse absolutamente miserável, a ponto de não ter nenhum recurso disponível haverá defesa disponível para ele. De novo, uma vez que não há tributação, sobra mais espaço para a caridade, que é algo ínsito a nós - ou, ao menos, para a maioria. Vários escritórios podem ter programas Pro-Bono (como já existe em alguns países) em que um dia da semana é dedicado a atender casos de pessoas que não podem pagar pelos serviços de advocacia. E isso é só um exemplo, muitas outras soluções caritativas podem se apresentar.

    O pobre vai ter "o melhor do melhor"? Não. Mas ele não vai ter acesso ao melhor por pura opção, devendo recair sobre ele as consequências de ter sido um preguiçoso.
  • Ali Baba  30/07/2015 13:54
    @Mayke 30/07/2015 05:11:05

    No Anarcocapitalismo e seus tribunais privados, o que aconteceria numa hipotética situação em que um pobre, sem dinheiro para contratar um tribunal ou advogado de defesa, fosse acusado de um crime por alguém com um bom tribunal? Como evitar uma injustiça neste caso?

    (imagino que queira dizer "um bom advogado" ao invés de "um bom tribunal")

    Como essa injustiça é evitada hoje?

    Primeiro: se um tribunal privado tivesse algum viés, ele rapidamente sairia do mercado uma vez que passariam a não confiar nele. Um tribunal privado vive de sua reputação. Sem reputação, entra em falência.

    Qualquer indivíduo pode defender-se a si mesmo. Sem o emaranhado de legislações impostas pelo estado, não é necessário um advogado stricto sensu para defender ninguém. Em um ambiente com menos legislação (idealmente com nenhuma legislação), ter um bom advogado não é tão relevante.

    Em última análise, se o indivíduo quiser um advogado, sempre existirão associações que forneçam profissionais a baixo custo ou de forma caritativa, como sempre existiram. A diferença é que essa "defensoria pública" seria mantida com doações voluntárias, e não com o dinheiro arrancado do nosso bolso, sob a mira de uma arma e com ameaça de encarceramento.

    O site está repleto de artigos que abordam esses e outros temas. Um dos mais interessantes é mises.org.br/Article.aspx?id=1795

    Boa leitura.
  • Hugo Leonardo Ribeiro  30/07/2015 09:44
    O mais ridículo do atea é essa aparente perseguição, por que querem que tribute apenas as igrejas?

    Se fosse pra seguir a lógica deles deveríamos tributar igrejas, terreiros, centro espíritas e por que não ong?
    E já que querem tributar um valor que obviamente é feito por DOAÇÃO temos que tributar partidos políticos, criança esperança, teleton e por ai vai.

    Que eles aprendam a pensar por que ta feia a coisa
  • Ali Baba  30/07/2015 11:24
    Eu sou ateu.

    Eu sou a favor das isenções para igrejas. Não é uma questão de justiça (justo seria que todos tivessem "isenção" de impostos). É uma questão de moral: não desejo a outros o que não quero para mim.

    Uma pauta buscando o fim da isenção de impostos para igrejas é muito mais revanchismo do que lógica. Uma vergonha para ateus em todo o mundo... Justo os que, em tese, deveriam primar pela lógica. Mais positivo seria pleitear isenção para organizações ateias, equiparando-as às religiosas. Live and let live.

    Infelizmente, ser ateu não é atestado de ser contra o estado. Na realidade, ateus são tão estatólatras quanto não-ateus... muitas vezes até mais. Algumas pessoas que conheço se dizem ateus, mas na verdade apenas substituíram a divindade idolatrada na infância pelo estado na vida adulta. Uma pena...
  • Jarzembowski  30/07/2015 12:43
    Concordo totalmente com você.
    É claro que isso é revanchismo. Se fosse qualquer outra coisa, estariam todos concordando que mais liberdade e menos impostos é sempre melhor. Sempre.
    Fosse o Uber, a Associação Capixaba de fabricantes de Paçoca, O grupo de apoio ao jogador compulsivo de truco, qualquer coisa, ninguém acharia justo ou moralmente defensável impor novas barreiras, impostos ou regulamentações.
    Isso é pura insanidade, é deixar o seu sentimento em relação a algo que você não gosta afetar seu julgamento racional. Eu sou cristão e jamais apoiaria cobrança de impostos ou regulamentações pra ATEA ou qualquer outro grupo do tipo, mesmo que a atividade deles rendesse milhões de reais.
  • anônimo  30/07/2015 13:29
    Por isso precisa ser mostrada a incoerência e também ser mostrada a clara perseguição da ATEA exclusivamente contra Igrejas, mas não contra ONGs, Sindicatos e Instituições de Caridade que também acabam dando lucros para seus líderes e funcionários.
  • Marcos  30/07/2015 12:21
    Apenas para usar o termo jurídico correto, o benefício aqui não é de isenção, mas imunidade, que na prática é um instituto que dá mais garantias do que a isenção, até porque está previsto na Constituição, que é mais difícil de mudar do que uma lei ordinária.

    Dito isso, não deixa de ser tremendamente irônico que uma associação, que também recebe "privilégios" fiscais, busque atacar esses institutos. Que justificativa a ATEA daria para a manutenção da isenção sobre o imposto de renda que recebem associações civis como ela? Se o negócio é todo mundo pagar igual, porque não começa dando o exemplo, pedindo para o governo revogar as leis que a beneficiam? Precisa de bem menos votos do que mudar um artigo da Constituição.

    Lanço aqui o desafio para os defensores do fim da imunidade dos templos: façam um abaixo-assinado para acabar com os benefícios concedidos as associações e só então vou acreditar na boa-fé de vocês.

    A coisa aqui é uma só: a velha perseguição religiosa, adaptada para os novos tempos. Não pega mais bem mandar gente para a fogueira ou guilhotina, nem criar campos de concentração. É bem mais "clean" sufocar as instituições indesejáveis com impostos abusivos, até o ponto em que serão fechadas. Se resolverem fazer um culto doméstico escondido das autoridades, cadeia neles por sonegação!

    Isso, é claro, enquanto a ATEA segue límpida e faceira sem pagar impostos.

    Tudo o que conseguiram aqui é comprovar a absoluta necessidade da imunidade dos templos e religiões. É exatamente para evitar a perseguição religiosa, como a que essa instituição deseja realizar.
  • Carlos  30/07/2015 13:06
    OFF-Topic, mas nem tanto.

    Ao que parece muito poucos sabem o porquê da gênese da imunidade de templos religiosos, ou quando ela começou.

    A prática de não tributar as igrejas vem desde o Egito. Mas vamos retroceder mais um pouco no tempo.

    No início - ou melhor, desde o "início" do qual temos registros históricos - absolutamente todas as atividades eram tributadas. O coletor de impostos, os escribas, iam diretamente na propriedade do indivíduo e, mediante cálculo da área plantada às margens do Nilo, diziam quantas sacas ele deveria entregar aos cofres do faraó. Pensem nisso: eles não queriam saber se haveria produção de fato. A mera área plantada já era base de cálculo para algo que poderia não dar nada. Não só isso: os ninhos de quaisquer pássaros que, por acaso, estivessem em sua propriedade, também eram tributados. O azeite que usava era rigorosamente medido. Em suma, eram tempos tão horrorosos em termos de subjugação dos indivíduos ao Estado, que ele não era mais do que um veículo para a manutenção do faraó.

    Os escribas, de todas as ocupações na burocracia egípcia, era a única que gozava de imunidade tributária.

    Em contrapartida, caso um escriba fosse pego abusando do seu poder, era imediatamente executado.

    Mas o que isso tem a ver com a imunidade dos templos?

    Um dos faraós - fico devendo o nome, já que não lembro no momento - estava, como não poderia deixar de ser, envolvido em vários imbróglios políticos. Para sua infelicidade, uma de suas invectivas políticas foi contra a religião de então. Como a situação ficou alarmante, ao ponto que sua dinastia corria o sério risco de ser usurpada por outros, ele buscou aliados ao invés de granjear mais inimigos. Foi direto para aquele que poderia lhe causar resultados mais rápidos: os templos religiosos.

    O preço dessa aliança? Imunidade tributária. E desde então estabeleceu-se o costume de não tributar templos religiosos de qualquer sorte. Essa foi uma vitória política tão grande que o texto de tal concessão do faraó aos templos foi cunhado em granito, em três línguas diferentes (hieroglifos, sumério,e grego antigo), para que todos os que ali adentrarem soubessem que aquele local estava ao abrigo do "big brother", o faraó. Diversos templos ostentavam tais pedras em suas entradas.

    Uma dessas pedras foi encontrada, segundo dizem, pelos exércitos napoleônicos, em Rosetta. Sim meus caros, o texto na famosa Pedra de Rosetta é o primeiro registro de imunidade tributária, para uma entidade que não o Estado, que se tem notícia. Incidentalmente, e não por acaso, o instituto liberal usa um dos signos cuneiformes ali presentes como sua marca. Procurem no google por Amagi - a primeira representação escrita da ideia de liberdade.

    Tudo o que disse aqui pode ser consultado no livro de Charles Adams: For Good and Evil - The impact of taxes on the course of civilization.

    Reconheço que o comentário não é sobre o artigo - mas um pouco de contexto histórico pode ajudar a ordenar as ideias.

    Grande abraço a todos.




  • Tomaz  30/07/2015 13:17
    Igrejas geram emprego e renda?
    Pastores multimilionários usam cnpjs de igreja pra não pagar impostos.
    A meu ver essa isenção beneficia pessoas que usam a igreja para viver melhor.

    Eu pago o IPVA do meu carro popular e o pastor não paga o IPVA da Mercedes dele.
    Isso é justo?

    Eu pago o IPTU do barraco na periferia e a igreja nao paga o IPTU da Paulista.
    Isso é justo?

    Não é.
    Sou contrário a isenção por uma questão de justiça.

    Se for por que igrejas SUPOSTAMENTE fazem o bem, deveriam ser isentos de impostos as escolas e hospitais privados, TAMBÉM.
  • Turbano  30/07/2015 15:10
    "Igrejas geram emprego e renda?"

    Sim, geram. Há vários assalariados dentro das igrejas, bem como prestadores de serviços terceirizados (um simples eletricista que vá trocar a lâmpada de uma igreja ou um encanador que vá trocar as instalações são empregos que estão sendo mantidos).

    "Pastores multimilionários usam cnpjs de igreja pra não pagar impostos. A meu ver essa isenção beneficia pessoas que usam a igreja para viver melhor."

    Ou seja, o seu ódio está justamente no fato de que há pessoas que vivem melhor que você. E isso é intolerável para um ser raivoso como você. Obrigado pela sinceridade.

    "Eu pago o IPVA do meu carro popular e o pastor não paga o IPVA da Mercedes dele. Isso é justo? Eu pago o IPTU do barraco na periferia e a igreja nao paga o IPTU da Paulista. Isso é justo?"

    Não, não é justo você ter de pagar IPTU e IPVA. E, por isso mesmo, você deveria se juntar a organizações ativistas que pedem a abolição ou a redução desses impostos. Por que você não tira a bunda da cadeira e vai lutar pelo seu direito de não ser assaltado?

    Mas não. Em vez de lutar para não ser assalto, você luta para que outros sejam igualmente assaltados como você. E luta para que o dinheiro do assalto vá para políticos "vivam melhor" (coisa que você, como deixou bem claro acima, abomina)

    "Sou contrário a isenção por uma questão de justiça."

    Não. Você é contrário à isenção porque é um ser invejoso e preguiçoso. Em vez de batalhar para que o esbulho sobre você seja diminuído, você quer que o esbulho sobre terceiros seja aumentado.

    "Se for por que igrejas SUPOSTAMENTE fazem o bem, deveriam ser isentos de impostos as escolas e hospitais privados, TAMBÉM."

    Opa, tô dentro! Fechou! Tâmo junto ou vai afinar?
  • anônimo  12/08/2015 09:00
    Igrejas geram emprego e renda?

    Se geram ou não, isso é irrelevante.As pessoas vão lá voluntariamente, dão dinheiro voluntariamente e vc não tem nada que se meter na vida delas.

  • Tio Patinhas  30/07/2015 13:44
    No caso da lei rouanet, ela seria boa então? Uma forma de se pagar menos imposto?

    Obrigado.
  • anônimo  30/07/2015 15:17
    Péssimo. Um burocrata do partido decide quem pode receber e quem não pode. Um filme sobre o molusco pode arrecadar milhões. Agora, vá tentar arrecadar para um filme sobre os males do comunismo, por exemplo.
  • anônimo  30/07/2015 15:56
    Acho ruim a lei rouanet, apesar de o governo abrir mão dos impostos, a lei simplesmente dá ao governo o poder de escolhe quem vai receber ou não, acaba sendo uma forma de partidarizar intelectuais.

    O correto seria o governo abrir mão de todos os impostos relacionado a cultura, sem DISTINÇÃO.
  • Um observador  30/07/2015 16:31
    Tio Patinhas,

    A lei permite que uma paste do IR a ser pago seja utilizada para patrocinar eventos culturais. Então, na prática, não é uma isenção porque a empresa vai gastar o dinheiro de qualquer forma. Então não é o mesmo caso que a questão do artigo.

    Mas para saber se a lei é boa ou não em termos libertários (minha opinião), é necessário responder a duas perguntas:
    1 - A lei inicia agressão contra inocentes (ou agrava alguma agressão já existente)?
    2 - A lei traz maior liberdade para alguém?


    Considerando que esta lei não aumenta impostos sobre ninguém ou coisa parecida, então ela passa pelo critério 1. E considerando que ela permite à empresa escolher entre entregar dinheiro para o governo ou para algum evento cultural (ainda que seja um evento que precise passar pela aprovação de burocratas), então ela amplia a liberdade da empresa.

    Portanto é uma lei aceitável do ponto de vista libertário (dos moderados, claro).



  • anônimo  30/07/2015 19:14
    Como assim 'a lei não inicia agressão contra inocentes?' Isso não faz o menor sentido, quem inicia a agressão é o governo se vc não cumprir a tal lei.
  • Um observador  30/07/2015 20:08
    anônimo,

    Lei 1 - "Você deve pagar impostos, ou será preso".

    Lei 2 - "Dos impostos a serem pagos pela Lei 1, você pode abater uma parte - se quiser - para financiar atividades culturais aprovadas por burocratas marxistas do governo".


    A Lei 1 claramente viola o Princípio da Não Agressão.
    A Lei 2, por si só, não viola o PNA... Afinal de contas, você pode perfeitamente ignorá-la e seguir vivendo como se ela não existisse.
  • anônimo  31/07/2015 21:46
    A base da lei 2 é a lei 1, logo as duas são imorais.
    Falar que vc pode abater UMA PARTE é a mesma coisa que falar que o resto, fruto da agressão, vc tem que aceitar sim.
  • Um observador  01/08/2015 00:42
    Não, você está errado.
    Se uma lei pode ser ignorada sem qualquer tipo de penalidade (como é o caso da hipotética Lei 2), então ela não é imoral e nem afeta o PNA.

    Se discorda, então me diga de que forma ela te afetaria negativamente.
  • anônimo  01/08/2015 09:57
    Ok, qual parte de 'a base da lei2 é a lei1' que vc não entendeu?
    Se fossem duas coisas separadas seu argumento podia ter algum sentido, mas não são.A lei2 é tipo uma regulação da primeira, um 'aperfeiçoamento' da primeira.
  • Matias  30/07/2015 17:23
    Já sabem do último filme? Eles, os escravos cubanos, vão pro cinema agora.
  • Juliana  30/07/2015 15:00
    Não chega a ser uma isenção, mas vale lembrar aqui também que já foi aprovado na Câmara um projeto de lei que reduz a desoneração da folha de pagamento. É que todo mundo ficou muito focado nesse caso das igrejas, e esqueceu de "misturar" com os demais casos de tributação e com a realidade atual.

    Artigo excelente e certíssimo, embora eu duvide que essa proposta de tributação das igrejas consiga ir adiante.

    Abraços!
  • Nelio  30/07/2015 18:12
    Ateu militante + Esquerdista + Socialista

    Estamos lidando com uma espécie complicada, nesse caso tem que ter paciência e explicar do zero, vamos lá:

    Igrejas, bem como ONGS, e Associações sem fins lucrativos que prestam serviços a sociedade se encaixam como empresas de terceiro setor, elas alcançar lugares da sociedade onde o "papai Estado" não consegue alcançar, e por conta disso, recebem isenção fiscal, pois PRESTAM SERVIÇOS ao governo, fazendo algo que era a princípio de responsabilidade do mesmo.

    Por isso, antes de pedir o fim da isenção fiscal de Igrejas, é importante saber que automaticamente você vai pedir o mesmo para TODAS AS ORGANIZAÇÕES DE TERCEIRO SETOR, pois se encaixam na mesma natureza jurídica.

    Mas vai explicar isso pra um ateu militante esquerdista né? Não da, eles já tem uma ideia formada e não querem ouvir o outro lado, até porque está na moda tacar o pau em Igreja, virou algo pseudocult..

    Resumindo: NÃO EXISTE EMBASAMENTO LEGAL para essa petição, e uma pessoa minimamente inteligente e sensata não se prestaria a tal coisa..
  • Opinador  30/07/2015 19:30
    Realmente isso é um grande problema.

    Muitas das ONGs atualmente veneram o poder do estado e vem como solução para os problemas.

    Qualquer coisinha, petição disso, petição daquilo.

    Oras bolas se são ONGs pela definição são Organizações não governamentais.

    Poderiam fazer trabalhos incríveis coletando doações e fazendo acontecer.

    Agora só fico preocupado quando associam ateísmo com esquerdismo.

    Existem muitos esquerdistas religiosos como existem esquerdistas ateus.

    Como existem de direita ou libertários ateus e religiosos.

    O problema são apenas os Esquerdista + Socialista.

    Sem sentimentalismo e sem misturar as coisas. Pois isso é coisa de esquerdista...
  • Brian  30/07/2015 22:59
    O socialismo é essencialmente ateísta e anti-religioso.

    noticias.gospelprime.com.br/genocidio-cristaos-ex-uniao-sovietica/
  • Opinador  31/07/2015 19:23
    Mas deixamos bem claro:

    Um teste de lógica.

    Dizer que todo socialista é ateísta não significa que todo ateísta é socialista !

    Rs




  • anônimo  31/07/2015 20:33
    Obrigado Capitão Óbvio.
  • Didi  30/07/2015 19:09
    A ATEA ESTÁ ISENTA OU NÃO? COMO É MANTIDA? SUPÕE-SE POR CONTRIBUIÇÕES OU DONATIVOS, CUJOS ASSOCIADOS TEORICAMENTE SÃO CONTRIBUINTES DA RECEITA FEDERAL E JÁ PAGAM PESADOS IMPOSTOS. SE TRIBUTAREM AS IGREJAS, OBVIAMENTE ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS, ASSOCIAÇÕES DE CLASSES, SINDICATOS, FEDERAÇÕES, CONFEDERAÇÕES, ETC., QUE SE ENTENDE NÃO LUCRATIVAS, TAMBÉM DEVEM SER TRIBUTADAS.

    DE CERTO MODO A ATEA ATINGIU SEU OBJETIVO - APARECER NA MÍDIA - MAS SEM DÚVIDA É MAIS UM BALÃO DE ENSAIO DOS MAIS ABSURDOS.



  • Ali Baba  31/07/2015 10:04
    Vejo um pessoal confundindo muito as coisas. Só para esclarecer:

    (*) a isenção de impostos das igrejas, templos e religiões se dá através da imunidade constitucional. (art. 150, VI, "b" e §4º da CF88) e abrange patrimônio, renda e serviços. Ou seja, não pagam quaisquer impostos.

    (*) a isenção de impostos de ONGs e associações que não sejam ligados ao poder público ou a partidos políticos, só se dá da mesma maneira que os templos e pelo mesmo mecanismo se forem entidades de educação, de assistência social, ou sindicatos e não remunerarem seus diretores. (art. 150, VI, "c")

    (*) todas as outras isenções de ONGs e associações têm de recorrer a isenções em leis ordinárias, caso a caso. Essas isenções nunca chegam a abranger patrimônio, renda e serviços... É sempre específica de cada imposto: tipo isenção de IR e cobrança de todo o resto.

    Então, duas das "conclusões" a que os comentaristas têm chegado não se sustentam:

    (1) É perfeitamente possível continuar a isenção de ONGs e associações e terminar com a isenção a templos: são regidos por alíneas diferentes e por artigos diferentes na CF88. Se o congresso nacional vai fazer isso é outra história.

    (2) Organizações como a ATEA muito provavelmente não gozam de toda a extensão da isenção tributária que templos e religiões têm. Não posso fechar questão nisso pq não sou associado e não conheço a forma de registro da ATEA, mas baseado na experiência em outras associações, é muito difícil conseguir essas isenções não sendo uma escola ou uma entidade de assistência social (a ATEA não parece ser nenhum).

    Então, um pouco menos de emoção e um pouco mais de razão nos comentários faria bem a todos (ateus e não-ateus).
  • Blah  31/07/2015 11:00
    Bem, como já falaram aqui, a ATEA também não paga impostos.

    Se eu fosse ateu, acho que eu passaria a fazer parte de umas 100 igrejas diferentes assim que tivesse conhecimento da ATEA. Vai que alguém acha que eu faço parte desse antro de adolescentes mentais que se acham os gostosões intelectuais. Eu, hein?
  • Vitor  31/07/2015 11:27
    Pros conservas aqui que querem demonizar ateus, Mises e Rothbard eram ateus.
  • Joe  31/07/2015 15:08
    "Pros conservas aqui que querem demonizar ateus".

    Todos devem ser livres para acreditar ou desacreditar no que bem entenderem, Mas de forma alguma é conservadorismo lembrar o fato de que o comunismo é ateu e que levou isso às últimas consequências na prática, tentando em toda a parte destruir a Igreja por meio do confisco, da escravização, do assassinato, etc.

    Artigo inteligente escrito por um ateu:
    www.mises.org.br/ArticlePrint.aspx?id=834


    "Mises e Rothbard eram ateus".

    E daí? A Escola Austríaca não é uma ou duas pessoas, por mais brilhantes que sejam.
    No artigo citado há menção a célebres nomes de religiosos que defendem ou defenderam a causa da liberdade.

  • anônimo  31/07/2015 17:06
    Ninguém quer demonizar ateus, mas é inevitável achar que eles são uns indigentes intelectuais depois de um comentário como esse.
    Mises era agnóstico e Rothbard ateu, mas um ateu que repudiava a hostilidade contra a religião feita por neoateuzinhos e lef libertarian.
    Independente disso, o valor dos dois está nas contribuições deles pra economia e pra filosofia. Neoateuzinho achando que aqui existe algum tipo de idolatria pra tudo que eles falam e que o fato de eles serem ateus mudaria alguma coisa é mais uma evidência de que neoateus tem o nível intelectual de uma ameba.
  • anônimo  31/07/2015 18:22
    O engraçado é que nenhum dos dois eram ateus, eram agnósticos.

    E Rothbard tinha muito respeito e admiração pelo Catolicismo.
  • Opinador  31/07/2015 19:26
    Pra vc leia esse link:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885

    E neste caso nem é discriminação é argumentação.

    Falar mal de religião é tão legítimo quanto falar mal de qualquer outra coisa.

    O que não é libertário e é esquerdismo é proibir alguém ou agredir alguém por seguir qualquer religião.
  • Leonardo  31/07/2015 20:32
    E quem está dizendo que não pode falar mal de religião?

    Você possui algum problema de interpretação com o que está escrito nos comentários acima do seu?

  • anônimo  01/08/2015 19:39
    'E quem está dizendo que não pode falar mal de religião?'
    Neoateus são analfabetos funcionais, eles não conseguem compreender o que lêem.
  • Tales  31/07/2015 20:07
    É engraçado ver pessoas perdendo a compostura e o senso de ridículo quando religião esbarra no tema de discussão. Sim, porque o que o autor nem entra neste mérito.

    Adoradores de Jesus ou do capeta, ONGs pró aborto ou Santas Casas, ou mesmo esta ONG oportunista citada, todos devem ser tratados da mesma maneira perante o tema. Deixar de ser espoliado pelo governo deveria ser um objetivo comum entre liberais.
    Os critérios que fizeram com que determinadas instituições tenham ou não isenção fiscal são altamente questionáveis, e, por que não, revoltantes, para aqueles não "beneficiados".

    Agora, defender que todos sofram da mesma pena que você sofre só porque você considera isso injusto é lastimável.

    Se considera imoral que alguém enriqueça enganando os outros, desmascare os charlatões, mas não defenda que este estelionatário, que recebe doações voluntárias, seja roubado pelo estado. Ao defender isso, você legitima o roubo do Estado contra todas as pessoas, crentes ou ateus.
  • Rafa  31/07/2015 20:28
    Ótimo texto.

    Uma isenção de fato não é um subsídio, e as que existem devem ser mantidas perpetuamente.

    Existe um problema, no entanto. Quando o estado concede uma isenção sem corte de gastos o que acaba acontecendo é um aumento posterior da carga tributária para ter que compensar esta isenção, que é normalmente concedida para setores com boas conexões políticas.

    Não estaria, pelo menos neste caso, os prejudicados pelo aumento posterior da carga, subsidiando a isenção dos beneficiados? Principalmente quando este movimento é sempre fácil de antecipar dado a consistência lógica do intervencionismo.
  • Felipe  31/07/2015 21:32
    "Não estaria, pelo menos neste caso, os prejudicados pelo aumento posterior da carga, subsidiando a isenção dos beneficiados?"

    Provavelmente sim. E esse tratamento diferenciado seria injusto. Mas esse não é o ponto do artigo.
    Quem se sentir prejudicado deveria dizer "quero pagar pouco/nenhum imposto igual à Fulano" ao invés de dizer "cobre de Fulano o mesmo que cobra de mim".

    Essa mudança no discurso faz toda a diferença.
  • RODRIGO  31/07/2015 22:21
    Concordo com você, Rafa. Entendi o raciocínio do autor e onde ele queria chegar, mas o silogismo tem uma falha insanável: em sua tese, para "isenção" e "subsídio" não serem sinônimos, não deveria haver tributos de qualquer espécie, já que é justamente o tributo que causa as "desvantagens" decorrentes de uma isenção. Contudo, se não existisse tributação, tampouco existiria subsídio ou isenção.
  • Marco Mesquita  31/07/2015 22:44
    "para "isenção" e "subsídio" não serem sinônimos, não deveria haver tributos de qualquer espécie, já que é justamente o tributo que causa as "desvantagens" decorrentes de uma isenção."

    Subsidiar é tomar de A e repassar a B. Isenção é não tomar de A.

    Como é que essas duas coisas podem ser sinônimas?!

    "Contudo, se não existisse tributação, tampouco existiria subsídio ou isenção."

    Se não existisse tributação, de fato não haveria subsídio. Por outro lado, se não existisse tributação, todos os indivíduos estariam isentos de impostos.

    Desculpe a sinceridade, mas a sua "lógica" ataca a razão.
  • Alex  02/08/2015 01:53
    Bom para aqueles que não conhecem história de perseguição, deveria procura o porque da isenção colocada pelo constituinte a TODAS as instituições religiosas, lógico que a petição teria que vir de pessoas como a desta instituição que beira a loucura de combater o que NÂO acreditam, e esquecem que o Estado em suas falhas que são inúmeras dá "Graças a Deus" pelo serviço prestado por instituições religiosas, "SoRto Menor" e seus débeis neo-ateistas fazendo o de sempre; militâcia catarrenta, :). E os Ateus de fato meu respeito, aos enrustidos Mao Tsé, engulam essa. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
  • Estevan  04/08/2015 18:50
    Pelo que percebo, o problema não é a isenção em si. Mas conceder uns aos amigos do rei e nada aos demais, por exemplo. Lembro-me de um autor que falava da tal "Vantagem Competitiva Espúria" entre empresas.

    Se o objetivo for de apenas manutenir o Estado, então um "mínimo" de impostos será necessário confiscar dos produtores. Se o objetivo for o de extinguir o Estado, então acho coerente a isenção a todos os produtores. E, se o objetivo é jogar a responsabilidade ao Estado por "direitos", por exemplo, então é coerente o "ato" dele em confiscar renda alheia.

    Certo?
  • Emerson Luis  23/11/2015 15:24

    Ao ler o artigo pensei que era primariamente ignorância econômica do ATEA, mas lendo os comentários percebi a malícia. O ateísmo simples pode não ter relação obrigatória com o socialismo, mas o ateísmo militante tem grande afinidade com ele.

    Já ouviram falar de "religião secular"? Trata-se de um sistema que não é religioso em sua origem no sentido tradicional, mas que assumiu características da religião. O termo se aplica bem ao marxismo.

    * * *
  • opinador  23/11/2015 17:37
    Eu acompanho o grupo e eu acho que á falta de conhecimento mesmo.

    Muitos desses grupo são até cientistas, mas até o Steven Hawkin fala besteiras sobre economia.

  • Ex-microempresario  01/06/2017 21:48
    Impressionante como o nível dos comentários baixa quando se fala em religião:

    "Baixa a bola, ateuzinho."
    "Vá lamber as botas de Stálin no vermelho.org. Seu lugar não é aqui."
    "Ninguém quer demonizar ateus, mas é inevitável achar que eles são uns indigentes intelectuais"
    "neoateus tem o nível intelectual de uma ameba."
    "Neoateus são analfabetos funcionais"
    "...seus débeis neo-ateistas fazendo o de sempre; militância catarrenta"

    Fora os que se refugiam na soberba:
    "Já leu Eric Voegelin, moleque?"
    "o materialismo é um peido histórico, não significa nada, é uma nulidade completa."


    Coincidência interessante: esquerdistas xingam os oponentes de neoliberais. Religiosos xingam os oponentes de neoateus. Em ambos os casos, a definição do que seriam neoliberais ou neoateus é, no mínimo, nebulosa.
  • Humberto  02/06/2017 13:17
    Parece que o ateuzinho militante (neoateu) se doeu.

    Em todos os comentários do tipo nesse artigo quem começou a atacar os religiosos foram os ateus. Não tente inverter as coisas.

    Sem contar que alguns comentários (que devem ter vindo do ATEA) defenderam abertamente cobrar impostos justamente para cultos e igrejas fecharem, da mesma forma que o governo brasileiro faz indiretamente com estabelecimentos pequenos.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Persecution_of_Christians_in_the_Soviet_Union

    Ateísmo militante já foi tão doentio quanto foram as Inquisições católicas. E isso muito mais recentemente.
  • Ex-microempresario  02/06/2017 14:22
    Humberto passando recibo (autenticado e com firma reconhecida):

    "Parece que o ateuzinho militante (neoateu) se doeu."


    Não estou questionando quem atacou quem e nem discutindo o mérito da questão. Estou questionando a forma, o conteúdo e até o linguajar utilizado. As expressões que citei acima são para vc exemplos de um diálogo inteligente e educado? Mostram disposição para o debate de idéias? Para mim, mostram apenas falta de argumentos, arrogância e falta de educação. Se vc encontrar nos 186 comentários acima expressões do mesmo calão contra os religiosos, mostre-as. Para mim, serão tão deploráveis quantos as que citei.
  • Humberto  02/06/2017 16:01
    "As expressões que citei acima são para vc exemplos de um diálogo inteligente e educado?"

    Sim. Desestabilizar a paciência dos outros antes ou depois de argumentos faz parte de um debate.

    E não sei porque você está reclamando, o Contrário é muito mais comum nas discussões pelas redes sociais.
  • Ex-microempresario  02/06/2017 16:55
    Agora entendi. O objetivo de um debate não é buscar o conhecimento, é vencer mesmo sem ter razão, usando técnicas como "desestabilizar a paciência dos outros". Talvez seja por isso que não frequento redes sociais.
  • Gabriel  13/12/2017 03:11
    Boa noite. Dado que o governo não corta gastos, dar uma isenção fiscal a algum setor - como exemplo atual a MP 795 - não seria um subsídio na prática?


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