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Os primórdios do setor elétrico no Brasil - o mercado fornecia, o governo atrapalhava
E como surgiram os cartéis neste setor
Nota do Editor: o artigo a seguir faz um resumo desta monografia de Alexandre Macchione Saes, professor doutor da Universidade Federal de Alfenas.  Toda a bibliografia está disponível na monografia original.

 

A eletricidade surgiu no Brasil em 1879, exatamente na mesma época em que também era adotada nos EUA e na Europa para fins comerciais.

O período de 1880—1930 foi dominado pelo setor privado, sendo que as principais empresas no início eram a São Paulo Tramway, Light and Power Company — mais conhecida como Light São Paulo — e a The São Paulo Gás Company.

A Light era uma empresa canadense e se estabeleceu no Brasil em 1899.  Já a The São Paulo Gás Company foi fundada em Londres em 1869, e teve sua autorização para operar no Brasil concedida a 28 de agosto de 1872.  O contrato de concessão assegurava os serviços de iluminação urbana a gás, realizados por meio de lampiões.

A Light, tão logo se estabeleceu no Brasil em 1899, procurou servir inicialmente os bairros centrais e, portanto, mais populosos da cidade. Era um serviço caro, que envolvia desde a compra de cabos até a manutenção das próprias geradoras.  Todo o custoso aparato envolvia desde a usina geradora, os fios de distribuição, até os postes de iluminação

Enquanto a Light avançava pelos bairros centrais, a municipalidade mantinha o privilégio da concessão do serviço de iluminação pública para a São Paulo Gás Company nos lugares já ocupados pela empresa inglesa.

A disputa entre as duas empresas viria a ocorrer no âmbito da iluminação particular.  Nesse quesito, a Light — segundo a renovação do contrato da São Paulo Gás Company, feito em 1897 — poderia passar a oferecer serviços de iluminação elétrica para as residências enquanto a São Paulo Gás Company forneceria iluminação por meio dos lampiões de gás.[1]

Ou seja, não foi o governo, mas sim o setor privado quem trouxe a energia elétrica para a casa das pessoas no Brasil.  Com efeito, já havia iluminação elétrica em algumas partes do Brasil, majoritariamente comercial; porém, quem ofereceu esse serviço para as casas particulares foi a Light, empresa privada.

A disputa entre as empresas e suas tecnologias seria acirrada até o início da década de 1910, quando inovações nos equipamentos de iluminação elétrica, com a substituição das lâmpadas de filamento de carvão por aquelas de filamento de tungstênio, tornariam a concorrência no setor elétrico mais logisticamente difícil.

Esse foi mais um fato a que devemos agradecer, primeiramente, aos cientistas e depois ao mercado. A concorrência para oferecer melhores serviços trouxe um enorme avanço, que foram as lâmpadas com filamento de tungstênio, muito mais duráveis e estáveis que as lâmpadas de filamento de carvão.

Light versus CBEE

A Light inicialmente conseguiu estabelecer um "monopólio" na distribuição de energia elétrica na cidade de São Paulo após fazer com que os produtos da São Paulo Gás Company — cuja especialidade era o gás — ficassem restritos apenas à distribuição de gás para uso doméstico.

Porém, a energia elétrica ainda não chegava às áreas mais afastadas, e as empresas municipais de iluminação e geração de energia passaram também a promover obras para substituir a iluminação a querosene pela elétrica, via usinas a vapor ou pequenas hidrelétricas.

A Light notou a expansão dessa produção de energia elétrica e começou uma campanha para evitar que essa distribuição de energia fosse feita por outras empresas, ou mesmo por indústrias independentes.  Ela tentou criar um autêntico monopólio fazendo lobby perante o governo para ganhar novos serviços de concessão exclusiva.  No entanto, algumas pequenas empresas lutaram contra esse pedido da Light.  Uma das principais empresas a se opor a esse lobby da Light foi a Klabin — Companhia de Fabricação de Papel.

Foi nesse cenário que a Companhia Brasileira de Energia Elétrica (CBEE), dos empresários Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle, entrou em cena, em 1905.[2]

A companhia foi criada com a intenção de fornecer energia para as principais capitais do país. Os empresários já haviam construído uma hidrelétrica próxima à cachoeira de Itatinga, que fornecia energia elétrica ao Porto de Santos.  O excedente era vendido a alguns locais ainda não abastecidos de São Paulo. A empresa queria mostrar que, caso conseguisse a autorização do governo, poderia fornecer energia para a cidade de São Paulo a preços baixos, ajudando especialmente as áreas não atendidas da cidade.

A Light, embora ciente dos planos dessa nova empresa, não acreditava que a CBEE teria condições de oferecer energia para São Paulo tão rapidamente, pois a empresa canadense detinha o privilégio concedido pelo governo — monopólio — de oito anos de distribuição elétrica.

Porém, devido às propostas da CBEE, boas demais para ser ignoradas, o prefeito de São Paulo aprovou a entrada da empresa de Guinle no mercado, causando espanto à Light.  Em medida tomada em 25 de fevereiro de 1909, e publicada dois dias depois no jornal O Estado de São Paulo, o então prefeito Antônio Prado autorizava a companhia Docas de Santos a distribuir energia elétrica para a capital:

Um telegrama de São Paulo nos trouxe a auspiciosa notícia, que o eminente prefeito da capital, o Sr. Conselheiro Antônio Prado, deu a Guinle & Comp. a concessão para o fornecimento de energia e luz elétrica. O sistema adaptado da legislação para estes serviços da capital paulista é o da livre-concorrência.

Nas palavras de Alexandre Macchione, "Deste momento em diante, uma grande luta comercial e política foi travada pelas duas empresas para a tentativa de consolidação de um novo mercado, por parte da Docas, enquanto a Light buscava manter o monopólio sobre a distribuição e geração de energia para a capital paulista. O conflito entre as empresas, entre o capital nacional e o capital estrangeiro, invadiu a Câmara e extravasou pelos meios de comunicação, levando a população às ruas!"

Enquanto a Light promovia sua propaganda, exaltando o desenvolvimento e as novas tecnologias trazidas do estrangeiro, a Docas de Santos (CBEE) tentava criar um sentimento nacionalista de defesa das empresas brasileiras, estratégia também utilizada no Rio de Janeiro com a aliança com políticos nacionalistas.  

Aqui já é possível testemunhar uma das artimanhas favoritas a que muitos empresários recorrem: pedem para o governo taxar ou mesmo bloquear produtos estrangeiros de melhor qualidade sob a justificativa de "proteger o mercado interno".

A competição entre as empresas sempre foi acirrada, tanto no campo político quanto no campo econômico. A empresa canadense contava com um capital de 10 milhões de dólares em São Paulo, 6 milhões do Rio de Janeiro e 3,5 milhões na Bahia, enquanto a CBEE tinha por volta de 9 milhões de dólares.  Havia também a Companhia Paulista de Força e Luz com 645 mil dólares em 1912.

É possível imaginar a ferocidade da concorrência e, consequentemente, os vultosos investimentos que as empresas faziam para tentar se manter à frente.

O principal campo de atuação das empresas foi em São Paulo, onde a Light tinha sua maior concentração de capital e a CBEE seu maior ponto de distribuição, favorecida por ter o controle do Porto de Santos.

Vale ressaltar que, ainda em 1904, antes de as duas empresas irem para o embate, os empresários da Light entraram em contato com os presidentes da então recém-formada Guinle & Co para discutir um acordo de implantação de uma empresa de eletricidade na capital.  No entanto — e em uma clara refutação ao argumento favorito dos intervencionistas — Eduardo Guinle FiIlho recusou as propostas, acreditando que a família poderia oferecer melhores serviços que os estrangeiros.

Embora o mercado da época não fosse o mais livre possível, isso mostra que, quando se permite a concorrência, o surgimento de cartéis é muito menos provável do que quando há regulamentações do governo.

A partir daí, começou uma inimizade entre os dois grupos, a qual dividiria a opinião pública.

O Jornal do Commercio de São Paulo era o principal porta-voz da Guinle & Co, juntando-se ao A Notícia contra a Light e os seus métodos de ação; e na defesa da Light, os jornais A Gazeta e a A Platéia

A Guinle & Co, maior acionista da CBEE, instalou, em 1911, na então recente Belo Horizonte, uma usina de transmissão com capacidade de 3.600 cavalos e uma linha de transmissão de 40 km de extensão para fornecer energia de uso público e privado.  Em São Paulo, a CBEE construiu a usina de Itatinga e, posteriormente, a usina de Itapanhaú.  A energia, em 1912, era suficiente para abastecer o Porto de Santos e ainda sobrava um excedente que poderia ser vendido para outras localidades.  Tentando se beneficiar disso, os Guinle tentaram vender esse excedente de energia para a cidade de São Paulo, porém suas ações foram bloqueadas pela Light, que, desde 1901, dominava o mercado de fornecimento de energia na capital do estado, impedindo a entrada de concorrentes no setor.

Vale ressaltar essa inversão de papel da Light. Quando a empresa tentava ingressar no mercado, defendia veemente a livre concorrência como forma de beneficiar as pessoas.  Agora, tão logo surgia uma forte concorrente, a Light se apoiava em ações jurídicas para conseguir o monopólio do setor e barrar a entrada dessa concorrente

Nesse sentido, os jornais A Gazeta A Platéia, ambos pró-Light, publicavam artigos que utilizavam sátira e ironia para reverter os argumentos do grupo nacional Docas de Santos.  No artigo "Privilégios ou livre-concorrência? Autoridade insuspeita - nunca se é traído...", o jornal A Platéia se posicionava:.

Bem diz o ditado: "da discussão surge a luz", o que ao caso da Light x Guinle se ajusta como uma luva em mão de moça bonita. Nunca chegamos a compreender como um serviço público indispensável, que depende da ocupação do leito das ruas e do emprego de grandes capitais, pudesse ser entregue aos azares da livre-concorrência, como qualquer pequeno negócio de bugigangas. Pareceu-nos sempre mais conforme a boa razão e conveniente ao interesse público, que fosse esse serviço confiado a uma empresa que o executasse em condições estabelecidas por contratos, com obrigações de todos servir nos termos estipulado.[3]  

A Light concentrou suas ações nas metrópoles de Rio de Janeiro e São Paulo.  Sabendo que não poderia concorrer diretamente com a empresa canadense, a CBEE procurou expandir sua atividade territorial, chegando a Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.[4]

De novo: não foi o governo quem começou a oferecer serviços essenciais à população, mas sim o mercado em sua busca pelo lucro.  Essa expansão deu à CBEE um enorme crescimento em seus lucros: as receitas totais da empresa brasileira pularam de 54.644 contos de reis para 450.123 contos de réis, entre 1909 e 1913.  Entretanto, a Light, que comandava o mercado elétrico de São Paulo, aumentou seus lucros de  1.173.906 contos de reis em 1909 para 2.679.372 contos de réis em 1913.[5]

Não demorou muito para a CBEE perceber que, continuar se expandindo apenas para cidades secundárias, como havia feito em Niterói, não faria efeito contra a poderosa Light, que atuava com força nas capitais. Tentando ganhar uma batalha judicial, a CBEE pressionou a empresa canadense.

Vendo que poderia perder essa batalha, a Light baixou as tarifas de força e luz: de 800 para 500 réis o preço máximo para a luz elétrica do kwh, e de 700 para 300 réis os máximos de força elétrica.[6]

Agora os papeis se invertem e a CBEE (Docas de Santos) passa a acusar a Light de "deslealdade".  O argumento era o de que a Light só reduziu seus preços porque a CBEE se disponibilizou a fornecer o mesmo serviço por menores preços. Até então, os preços apresentados pela Light eram tidos como mínimos:

Ao anunciar-se agora que outra firma pedira licença para concorrer com a Light, imediatamente os diretores dela precipitaram-se daqui para São Paulo e ofereceram fazer grandes reduções, contanto que não se desse a concessão. (...) Pelo simples fato de prometer grandes reduções de preço, quando até aí estando sozinho em campo, sempre tinha afirmado que os seus preços já eram mínimos, a Light provava mais uma vez, redundante e pleonasticamente, a sua desonestidade.[7]

Nessa época, a empresa de Guinle ficou muito próxima da vitória, chegando até mesmo a anunciá-la: "é que a concessão agora foi feita pelo Dr. Antônio Prado".[8]

Como informavam os jornais da época, os preços oferecidos pela Docas eram realmente muito mais rentáveis: para a força, oferecia o serviço a 70 réis, enquanto a Light estava oferecendo a 300 réis; e para a luz particular, oferecia a 200 réis, enquanto a Light distribuía por 500 réis.[9]

Após todas as propostas apresentadas, a CBEE ganhou uma concessão de 4 meses para provar que poderia fazer um serviço melhor que o da Light.  Assim foi publicada a notícia no jornal O Estado de São Paulo, de 13 de março de 1909:

"[Eu, o prefeito Antônio Prado] aprovo a autorização demandada, conforme a Lei nº 407, de 21 de Julho de 1899, estabelecendo o regime de livre-concorrência com relação aos serviços de transmissão e distribuição de energia elétrica e de iluminação elétrica desta cidade e de seus subúrbios, a condição que a presente concessão será subordinada a aprovação das plantas, áreas e projetos de todos os trabalhos que serão executados (...) no prazo máximo de quatro meses".

Novamente, as empresas se centraram na batalha jurídica, na qual a Light procurava anular a utilização de cachoeiras da CBEE.  No final, os Guinle saíram vitoriosos, mas a Light, agora baseando-se na Lei nº 407, de 21 de julho de 1899 (citada acima), a qual reafirmava o espírito da livre-concorrência, tentou reverter a perda.

O problema era que essa lei era passível de diferentes interpretações. Segundo a Light, conforme o artigo 12 da citada lei, a prefeitura tinha o direito absoluto de conceder autorizações da mesma natureza nas mesmas áreas de concessão, excluindo aquelas cujos lugares já haviam sido ocupados.[10] Se essa interpretação fosse levada ao pé da letra, a Light ficaria com todo o controle de fornecimento da energia à cidade.

A batalha judicial continuou intensa, fazendo com que a CBEE procurasse novos argumentos para entrar no mercado, relatando que os preços máximos cobrados pela empresa nacional eram de 200 réis o kwh para os serviços de luz e 100 réis para kwh para as pequenas indústrias e para o uso doméstico. Enquanto isso, os preços da Light eram de cerca de 375 réis o kwh para os consumidores de energia e de 250 réis o kwh para o consumo de pequenas indústrias e uso doméstico.[11]

O jornal O Estado de São Paulo questionava a concessão de 50 anos à empresa canadense, argumentando que seus pretextos eram falsos. Apesar de todas as acusações da CBEE, apesar das vantagens oferecidas e apresentadas aos meios de comunicação, apesar dos preceitos da livre-concorrência na legislação brasileira, e apesar da constante luta dentro da Câmara Municipal para evidenciar os benefícios que um sistema de concorrência poderia trazer para a cidade, a Light, novamente, apareceria com boa vantagem nos pleitos decisivos.

Em primeiro lugar, o então prefeito Raymundo Duprat era velho aliado da empresa canadense [12] e, em segundo lugar, mais uma vez a Câmara Municipal de São Paulo mantinha uma forte base aliada pró-Light.

Foi um golpe muito duro para a CBEE ficar de fora dos grandes centros demográficos; e, com a unificação da Rio Light e da São Paulo Light numa mesma companhia, juntamente do monopólio garantido pelo estado, tornou-se impossível para a CBEE se manter no mercado.  Isso acabou forçando a Companhia Brasileira de Energia Elétrica a fazer reuniões com os dirigentes da companhia canadense para vender parte de seus ativos para a Light. 

Em 1915, com a ampliação da concessão da Light no Distrito Federal, estava claro para os empresários nacionais que não seria mais crível a justificativa da livre concorrência para adquirir parcelas dos mercados das principais capitais brasileiras. Ademais, com o advento da Primeira Guerra Mundial e o subsequente encarecimento da importação de materiais em conjunto com uma ligeira redução no consumo de energia elétrica tornavam menos interessantes os investimentos nesse setor.

A CBEE ainda conseguiu se manter, a duras penas, como razão social, até 15 de maio de 1927, quando foi adquirida pela American & Foreign Power Company (AMFORP).

Conclusão

Mesmo com uma concorrência pequena e continuamente tolhida pelo estado, que sempre privilegiava suas empresas favoritas (ou seja, aquelas com mais capacidade de lobby), o setor elétrico brasileiro se desenvolveu e se expandiu pela ação concorrencial de empresas privadas.  Os preços caíam (ao contrário do que ocorre hoje) e a qualidade dos serviços só aumentava.

Não fossem os privilégios concedidos pelo estado, a concorrência seria ainda mais acirrada.

Paradoxalmente, em um país de forte ranço nacionalista, o fim da CBEE ocorreu justamente por causa de privilégios governamentais concedidos a uma concorrente estrangeira.  Mais um exemplo de como a intromissão estatal causa prejuízo à sociedade.

Segundo Alexandre Macchione:

De maneira geral, as duas primeiras décadas do século XX foram decisivas para a consolidação do setor de energia elétrica na cidade de São Paulo. A chegada da Light ao mercado paulista, num contexto de pouco regulamentação, permitiu que a empresa estrangeira avançasse de forma surpreendente pela capital, conquistando o monopólio de todos os serviços urbanos num período de uma década.

O papel da Câmara Municipal, que inicialmente era de intermediário nos conflitos para aquisição das concessões dos serviços, foi tornando-se mais ativo na fiscalização da qualidade dos serviços. A década de 1920 foi, portanto, o momento em que o discurso hegemônico de um estado ausente da prestação de serviços vai se transformando, possibilitando que, anos mais tarde, um estado centralizador pudesse regular firmemente os serviços públicos.



[1]Luz, leis e livre-concorrência: conflitos em torno das concessões de energia elétrica na cidade de São Paulo no início do século XX, de Alexandre Macchione.

[2] Com efeito, a CBEE foi efetivamente formada apenas em 1909.  Mas seu interesse em concessionárias de energia havia começado com uma autorização federal para construir uma usina hidrelétrica no Rio de Janeiro, em 1889, que estabeleceu a primeira empresa, a Guinle & Co.

[3] A Platéia, 18 de junho de 1912.

[4] A indústria elétrica no Brasil no início do século XX: a Companhia Brasileira de Energia Elétrica e a atuação do grupo Guinle & Cia na produção do urbano e suas redes técnicas, de Márcio Piñon de Oliveira

[5] São Paulo Light Annual Report, 1902-20 and CBEE balance sheets, 1909-27

[6] A Platéia, 11 de março de 1909.

[7] O Estado de São Paulo, 6 de março de 1909.

[8] O Estado de São Paulo, 6 de março de 1909.

[9] O Estado de São Paulo, 8 de março de 1909.

[10] São Paulo Light, Annual Report, 1909, p.52

[11] Anais da Câmara Municipal de São Paulo, 13 de março de 1912.

[12] Diferentemente do que alega Duncan McDowall no livro The Light (1988, p.173), Raymundo Duprat esteve intimamente alinhado com os interesses da Light. Já como prefeito da capital, Duprat emitiria parecer em 21 de agosto de 1911 autorizando a renovação da concessão da empresa canadense, parecer este que seria reafirmado em 1912 durante os debates na Câmara. Anais da Câmara Municipal, 21 de agosto de 1911.



autor

Victor Hugo Lima do Nascimento

  • Mauro Rodrigues Junior   14/07/2015 15:19
    Ótimo artigo! Parabéns pela pesquisa.
  • Fabrício Eduardo  14/07/2015 15:20
    Existem projetos de casas auto sustentáveis que produzem sua própria energia através de painéis solares. Seria uma ótima alternativa para fugir no monopólio estatal.
  • Rafael R  14/07/2015 18:58
    Já é possível instalar painéis solares, mas os custos ainda são proibitivos para uso residencial. Se fosse possível vender a energia excedente à concessionária, poderia ser lucrativo a longo prazo. A lei não permite clientes cativos venderem energia.
  • Demolidor  24/09/2017 22:29
    É possível sim, Rafael. Há uma resolução da Aneel para isso e já funciona no Brasil.

    Infelizmente, para uso residencial, ainda não é possível ter abatimentos de impostos que ocorrem na indústria, mas assim mesmo pode valer a pena. Hoje em dia, o retorno é equivalente ao de um investimento rendendo cerca de 1% ao mês. Já está sendo lucrativo.
  • Infiliz  27/09/2017 21:01
    A lei permite o cacete... aqui a lei sempre "permite" obstruindo até os gargomilhos! O braZil é mesmo o país da piada pronta.
    Tu leu a lei? Eu li. Ri, chorei e fui embora.

    Minha família tentou fazer tudo certinho num sítio, desistimos por completo. Hoje lá no sítio cuja eletricidade estatal vive falhando e precisamos dum equipamento elétrico ligado 24h, tem um geradorzinho a gasolina, fedorento e barulhento, uma exceção num matagal de gente tipo "bicho do mato" que odeia o tal "impacto ambiental". E diga-se de passagem a empresa estatal de água não fornece água - mas cobra a taxa mínima! - há mais de 12 anos (água lá só da chuva e as bombonas de mineral do supermercado).
  • Fernando Almeida   14/07/2015 15:20
    Só no período do Brasil Império que houve liberdade econômica.
  • Felipe Lange S. B. S.  15/07/2015 02:22
    Existem fontes a respeito de que durante a monarquia, o Brasil tinha liberdade econômica de fato?
  • Mr Citan  15/07/2015 14:26
    Eu acredito que com a implantação da tarifa Silva Ferraz (1860), que reduziu as taxas de importação sobre as importações de máquinas, ferramentas e ferragens, a economia pôde ter um aumento de produtividade, e acabou com o protecionismo, o que também prejudicou o Barão de Mauá.
    Sem contar que tínhamos partidos políticos de cunho liberal.
    Quanto a literatura eu recomendo o livro "Pare de Acreditar no Governo", do Bruno Garschagen, em específico o capítulo "Como era gostosa a minha Monarquia". :-D
    Este capítulo mostra que, apesar dos controles da Monarquia, a partir do Segundo Reinaldo o Brasil tinha mais liberdades individuais e econômicas que a república de 1889, e até mesmo a nova republica de agora.

    Segue também um pedaço do hang-out que ele teve com o Lobão sobre o livro, e que fala um pouco do Império do Brasil.
    www.youtube.com/watch?v=8dwbyyCGCPU
  • Victoria  15/07/2015 19:37
    Não acho que a monarquia tenha sido tão "liberal" quanto as pessoas dizem, não. Como ser liberal se mais de 50% da população do seu país é formada por escravos? Como ser liberal se não há liberdade política nem religiosa? Se dezenas de nobres vivem de mamar nas tetas do Estado? E isso em um contexto em que a maioria dos países já não tinha mais escravidão e já eram Estados laicos, um contexto em que coisas como o Estado mínimo (com o governo representando apenas 10% do PIB nas principais nações do mundo) e o padrão ouro estavam na moda. Enquanto isso, nós tínhamos moeda fiduciária e 20% de impostos (o quinto), o dobro do normal em outros países. Acordem, pessoal. O Brasil monárquico foi tão atrasado quanto Brasil republicano em liberdades econômicas e civis. O liberalismo, infelizmente, nunca deu seu ar de graça por aqui (possíveis exceções - um pequeno período na primeira década do século XX, única época na qual o Brasil teve uma moeda confiável, e o primeiro mandato de FHC). Se alguém souber de mais alguma época, digam, por favor.
  • V de Vitória  16/07/2015 01:44
    Você está vomitando achismos e chutando números sem saber, ou seja, está falando bobagens e dando uma de idiota. No Brasil Império, segundo os dados do censo de 1872, a população escrava era de 15%. Isso só para ficar no seu primeiro argumento, o que não quer dizer dizer que os demais não estejam errados, até porque estão bem errados também.

    Por favor, isso aqui não é a seção de comentário do G1 ou do UOL, pare de dizer bobagens a torto e a direito.

    PS: Sou anarquista, portanto, estou me lixando para a monarquia.
  • Igor  24/09/2017 16:38
    Os demais dados estão errados? Basta ler a Constituição de 1824 que confirma exatamente o que ele disse. Estudos históricos constitucionais confirmam isto (e estou falando de literatura especializada, e não sites e blogs da internet).
  • Arceus  09/10/2018 04:47
    50% tá errado, 15% é o numero historicamente correto... UMA pessoa constitucionalmente escravizada já é o suficiente para servir o argumento dele, UM individuo presa por não se adequar aquela maldição chamada de "cristianismo" é o suficiente para fazer o argumento dele certo! (e até hoje, oque mais tem nas cadeias brasileiras é gente inocente que não agradou cristão imundo que merece ser perseguido e queimado por isso!).
  • Killarney  14/07/2015 15:51
    Puxa vida... quanta informação nova pra mim. Sabia que os primórdios do setor elétrico no Brasil foram 'escritos' por empresas privadas, mas não imaginava esse tipo de embate/favorecimento. Uma pena, ainda mais após a sanha estatizante iniciada pelo 'paizão' Getúlio Vargas.
  • IRCR  14/07/2015 16:50
    Melhor que na era Getulista foi só no periodo militar. Fazendo parecer a gestão Dilma uma maravilha o setor.
  • Pobretano  15/07/2015 17:19
    Era getulista? Não estupra sem vaselina, fera. Getúlio é praticamente o patriarca da mentalidade estatólatra brasileira. Tudo que o Brasil tem de ruim hoje pode ser traçado desse homem, desde a CLT até o direito de propriedade constitucional.
  • Mr Citan  15/07/2015 18:54
    O getulismo está tão impregnado no dna do brasileiro, que acho que ainda vai demorar gerações para se livrarem disto.
    Sério mesmo, já cheguei a debater com simpatizantes, que mesmo explicando que Getúlio Vargas era o Facismo no Brasil, pondo em prática no Brasil o que Mussolini fazia, o simpatizante vinha me falar que não tinha nada demais em copiar as "coisas boas" de Mussolini.

    Espero muito que o Lulismo não vá para o mesmo caminho de doutrinação.
  • vivia  22/03/2019 19:42
    venho do futuro pra dizer que o Lulismo ficou pior do que imaginava...
  • Goku  19/03/2018 16:05
    Vargas foi pior. Os milicos parecem piores porque na época de Vargas a tecnologia implantada pelas empresas privadas estrangeiras ainda era de ponta. No período militar, a tecnologia ficou obsoleta e como o sistema se manteve estatizado, não foi modernizado (já que o Estado não precisa se preocupar com inovação para consumidores).
  • Gustavo Nunes  14/07/2015 18:10
    A light tinha capital do Irineu evangelista de Souza ou mais conhecido como barão de Mauá ?
  • Carlos  14/07/2015 18:11
    Me corrijam se eu estiver errado, mas este artigo deixou claro que a culpa pela falta de concorrência não é apenas do governo, afinal, se as empresas apoiam os governantes que lhes concederão monopólio legal, que lhes concederão reserva de mercado contra as empresas estrangeiras, então elas também tem parte da culpa.
  • Canesh  14/07/2015 18:25
    Empresários e trabalhadores pedirem proteção e privilégios aos governos sempre foi a norma. E isso foi explicitado em vários artigos deste site. Vou recomendar dois:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946

    Nenhum produtor gosta de concorrência.

    Agora, a questão é: não fosse o governo e seu poder coercitivo, simplesmente não haveria como uma empresa fechar o mercado para si. [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083Qualquer empresa estrangeira, de qualquer setor, poderia vir para o Brasil empreender livremente[/link].

    Portanto, fica a pergunta: por que os governos, em vez de permitirem a livre concorrência, implantam medidas e regulamentações que visam a proteger a reserva de mercado de uns em detrimento da liberdade empreendedorial de todos os outros?

    Essa é a pergunta a ser respondida.
  • Carlos  14/07/2015 18:48
    A coerção estatal sozinha já é imoral, a coerção estatal apoiada pelas grandes empresas então é abusiva.

    Minha pergunta é: a anarquia é o único caminho para acabar com essa relação perversa entre estado e empresas?
  • Vegas  14/07/2015 19:12
    Carlos, interpreto de forma um pouco diferente.

    As empresas detentoras de monopólio não são a causa de haver falta de concorrência, portanto não são culpadas, no sentido de serem a causa do problema.

    É um arranjo em que se a empresa não aceita entrar no jogo para ter seu "monopólio" não terá opção de atuar neste mercado.

    É bom para ela? Sim, porém é também a única opção na mão e sabe que se não der um retorno generoso para a politicagem perde sua bocada sem maiores explicações.

    Se poderiam largar o osso quando a possibilidade de ter o monopólio lhe bate à porta, o recado logo é assimilado, ou topa ou procura outro mercado para atuar, fecha a empresa, assume o prejuízo do investimento, paga as contas que sobrarem e vai começar do zero em algum outro lugar.

    Se é culpada? Acho que pode ser cúmplice, no máximo, pois têm a opção que citei acima, de fechar tudo, mas poucos estão dispostos a fazer isso, e mesmo assim terá outro logo à espreita para tomar o lugar. E adivinha de quem é a empresa dona do monopólio algumas boas vezes? Do próprio político (via laranja) ou seus parentes.
  • Carlos  14/07/2015 21:45
    O que o pessoal do Mises acha de medidas como o fim do financiamento privado de campanhas?

    Apesar de ser uma bandeira do PT, acredito que seja uma medida boa, pois é menos dinheiro na mão de burocratas, além de acabar com parte dessa relação promiscua entre estado e empresas.

    ---

    Gosto muito desse site. Parabens ao Mises, por ser uma ilha de sanidade em meio ao mar de loucura que, infelizmente, está implantada na cabeça de muitos brasileiros.
  • Gardel  15/07/2015 00:01
    Menos dinheiro?! Como assim?

    Dinheiro de impostos, que deveria estar indo para a segurança e para a infra-estrutura, irá financiar a propaganda desses vagabundos. E você acha isso positivo?!

    Aliás, ainda quero saber como é que vão coibir o caixa dois nesse arranjo. Ninguém nunca explicou.

    E, se a sua preocupação é com a doação de empresas, então piorou: a tendência é que, nesse novo arranjo, tais doações sejam ainda mais volumosas (afinal, não mais terão de declarar nada).

    Por outro lado, se isso for aprovado, confesso que acharei bom: tão logo a população se dê conta de que está pagando impostos para financiar jingles, cartazes e maquiagem de políticos, talvez -- talvez! -- ela se revolte e passa a amar menos o estado.
  • Rica  15/07/2015 14:37
    O Estado é um meio para se conquistar um monopólio legal, ou para simplesmente burocratizar a entrada de novos concorrentes... Por isso que os libertários defendem a eliminação desse meio!
  • Marco  16/07/2015 02:08
    Bem, nem todos os libertários (não consigo entender como isso é possível) defendem o fim do estado.
  • Mr Citan  14/07/2015 19:16
    "Não fossem os privilégios concedidos pelo estado, a concorrência seria ainda mais acirrada."
    Vale lembrar do caso da Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP), que iria fabricar o Democrata, veículo com tecnologia 100% nacional, mas que por conta do lobby das montadoras instaladas no país junto ao governo militar, teve até patrimônio da empresa seqüestrado pela justiça, e que foi só inocentado décadas mais tarde.
    Sem contar as ações suspeitas por parte do Ministério da Indústria e Comércio e outras autoridades governamentais à época, que condenaram as instalações da fábrica a ficarem abandonadas por anos, impossibilitando a fabricação do Democrata.
  • Dom Comerciante  15/07/2015 11:40
    É por isso que eu abandonei o sonho minarquista. Simplesmente é ingenuidade acreditar que um governo não irá intervir no mercado ou que as empresas não irão fazer lobby ou comprar a lealmente de indivíduos, grupos e partidos. Por isso também não devemos defender empresa, devemos defender é a livre concorrência e só.
  • Marcelo  15/07/2015 14:45
    A luaz cada mês aumenta mais, aqui em cada passou de R$ 80,00 reias mensais que costumávamos a pagar para R$ 140,00, quase o dobro. Isso e uma falta de vergonha com o povo brasileiro.
  • Morete  15/07/2015 17:08
    Vocês reclamam demais do governo...

    A mulher sapiens com uma única caneta conseguiu baixar os preços em 18%... Quando é que a concorrência faria isto???

    Basta ignorar o fato de ter quebrado o setor e tudo estará perfeito...

    :)

  • Victor Hugo Lima  15/07/2015 18:49
    Obrigado por comentar, Morete :)
    É um ótima fato ela abaixar o preço da luz em 18% com "uma única caneta". Primeiro, eu nunca vou querer depender de uma pessoa que vai decidir quando é bom abaixar o preço da luz ou não. Segundo e mais importante, você não leu o artigo, infelizmente.

    "Vendo que poderia perder essa batalha, a Light baixou as tarifas de força e luz: de 800 para 500 réis o preço máximo para a luz elétrica do kwh, e de 700 para 300 réis os máximos de força elétrica."

    Desconte de 800 para 500 réis = redução de 37.5%
    Desconto de 700 para 300 réis = redução de 43%

    O que é 18% em vários anos perto dos porcentuais acima feito no início da concorrência no setor?
  • Morete  17/07/2015 12:54
    Cara, acho que vc não entende o que é ironia... Infelizmente...
  • Célio  25/09/2017 17:29
    Entendi a ironia, mas também gostei da resposta por contrastar as falaciosas políticas de intervencionismo tarifário com o livre mercado incipiente do início do século XX.
    Fico imaginando o quão diferente seria nosso país se tivéssemos acertado neste início ou, de outra forma, se o real interesse do povo tivesse prevalecido nos primeiros conflitos do mercado.
  • patricio  26/07/2015 02:15
    É baixou, ignorando uma simples lei econômica que minha filha de 2 anos consegue entender. Agora tá aumentando muito mais que antes. Pessoa turrona dá nisto.
  • Felipe  15/07/2015 19:40
    Como a Martha comentou, não adianta o governo dar com uma mão e tirar com a outra, a anos e feito isso e hora de mudar e inovar, temos que reestabelecer esse pais, a luz aqui em casa mais que dobrou, e olha que moro na região sul, onde não era para ser um dos maiores aumentos, mas estamos acostumados e acomodados, vamos para as ruas por 20 centavos, mas vou 100 - 200 reias não vamos, virou tudo uma grande baderna. =(

    Atte, Felipe Cardoso
  • Luiz Afonso  16/07/2015 10:40
    Este artigo prova que é o Estado que ajuda a formar cartéis e monopólios entre empresas e não o livre comércio.

  • Carlos  17/07/2015 15:13
    Um retrato de como o capitalismo foi completamente desfigurado no Brasil, empresários comemorando a vitória de Dilma Rousseff:

    www1.folha.uol.com.br/poder/2015/07/1656873-em-mensagens-executivos-da-oas-comemoram-vitoria-eleitoral-de-dilma.shtml

    É lamentável a falta de caráter dessa gente. O pior é que no final o liberalismo acaba levando a culpa... Essa relação estado-empresa precisa ser extirpada de vez!
  • Gardel  17/07/2015 15:42
    Quem é leitor deste site não pode demonstrar nenhuma surpresa com esta revelação. Há literalmente centenas de artigos neste site explicando essa relação umbilical entre governos e grandes empresas (arranjo este chamado tecnicamente de corporativismo, mas popularmente conhecido como fascismo).

    Que empreiteiras defendam fanaticamente o governo -- como mostra essa reportagem da Folha -- é apenas uma comprovação prática de tudo o que este site vem dizendo.

    Apenas alguns exemplos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=265

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2092

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946



    P.S.: devo confessar que ACM Neto subiu -- e muito -- no meu conceito. Eu diria que ele tem todos os inimigos que qualquer pessoa minimamente decente tem de ter. E Aécio também.
  • Emerson Luis  25/08/2015 14:44

    As leis econômicas, sempre em ação!

    O relato mostra que as empresas não são necessariamente amigas sinceras da liberdade econômica.

    * * *
  • Ultra-Conservador  24/09/2017 18:34
    Podemos falar sobre socialismo após o almoço ?

    Falar em socialismo dá uma fome danada.
  • Bode  24/09/2017 20:26
    A distribuição de energia elétrica padece de um problema crônico, que dificulta a concorrência. O fato das redes de distribuição representarem investimento de valor muito elevado, não justificando multiplas redes em uma mesma área de distribuição. Existe uma limitação natural à concorrência. O modelo mais viável é a concessão governamental através de liciação pela menor remuneração do operador. Tem coisas que o mercado não consegue resolver sem um salto tecnológico. Essa é apenas uma delas.
  • Juliano  24/09/2017 21:10
    Errado. É perfeitamente possível ter livre concorrência no setor elétrico. Teoria e prática confirmam isso.

    Como? Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646 (teoria)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309 (prática)
  • Bode  25/09/2017 14:56
    Gostaria de ver um exemplo prático da duplicação de instalações, sejam elétricas, hidráulicas, de gás, com a tecnologia disponível hoje, que forneça um serviço ótimo com preços justos. Certamente a concorrência seria acirrada, mas o custo de implantação e manutenção de redes duplicadas, dividindo o mesmo mercado limitado, tornaria as tarifas elevadas, reduzindo os ganhos com a concorrência. Há a necessidade de saltos tecnológicos, como afirmei, para permitir, por exemplo, que várias operadoras compartilhem a mesma rede de distribuição de energia elétrica. Os custos de manutenção da rede de distribuição seriam partilhados entre as operadoras e o consumidor escolheria a operadora pela tarifa ou outro critério. A tecnologia deve estar nos medidores residenciais que devem discriminar o consumo por operadora, que poderia despachar a quantidade de energia consumida pelos seus cliente para suprir a demanda.
  • Eliseu  25/09/2017 15:15
    Mas ninguém defendeu a duplicação de instalações. Leia de novo o primeiro link acima.
  • Nordestino Arretado  24/09/2017 23:17
    Olá amigos, há algum artigo aqui que aborde a atual pretensão do governo de privatização da Eletrobrás, e os efeitos que podem ser esperados? Grato desde já pela atenção.
  • Hugo  25/09/2017 00:00
    Não, e nem deveria, pois isso não vai ocorrer. Foi só espuma pra desviar atenção do noticiário político.

    No entanto, para saber como deveria ser o setor elétrico, inclusive como deveria ser sua privatização, sugiro este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    E também este, que aborda privatizações gerais:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2457
  • Nordestino Arretado  25/09/2017 04:20
    Obrigado pela resposta amigo, muito bom os artigos, mas ela não sana minha dúvida, pois até onde eu estou sabendo o governo somente irá vender algumas ações da Eletrobrás, o pouco conhecimento que tenho me permite visualizar que isso apenas servirá para gerar caixa para o governo, não sei até que ponto essa venda de ações para a iniciativa privada irá impactar no preço final da energia, que é o que importa para nós.
  • Eduardo  25/09/2017 12:17
    Eis os fatos:

    1) A Eletrobras está completamente endividada e repleta de passivos.

    2) Os reservatórios estão em queda e o acionamento de termelétricas está mais constante. Ou seja, os custos operacionais serão maiores.

    3) Para piorar, o governo, em tese, quer vender estes ativos, em vez de simplesmente entregá-los para quem for mais capaz de geri-los.

    Ou seja, em resumo: quem comprar a Eletrobras não só irá pagar bem caro, como ainda terá de arcar com vários esqueletos e passivos.

    Fosse eu o comprador, aumentaria -- e muito -- as tarifas.

    Por isso o IMB está correto ao criticar esse modelo de privatização baseado na venda de ativos. Coisas do governo não devem ser vendidas, mas sim entregues gratuitamente a quem quiser -- ou, mais especificamente, aos próprios funcionários da empresa, como detalhados nos artigos linkados acima.

    Privatizar vendendo é a maneira errada de se privatizar. É garantia de aumento de tarifas. Óbvio: quem comprou caro os ativos, e ainda herdou vários passivos, terá de refazer seu caixa rapidamente. E não há maneira mais prática de se fazer isso do que elevando tarifas.

    Por isso estão errados estes sites liberais que dizem que a privatização da Eletrobras irá baratear as tarifas. Simplesmente não há nenhuma garantia disso. Nem mesmo há embasamento teórico para se fazer esta afirmação.

    E o problema todo está na maneira errada de se privatizar. Se o governo simplesmente saísse de cena e entregasse as estatais para seus funcionários, mandando-os se virar dali em diante, e abrindo o mercado para a livre concorrência, inclusive estrangeira, aí sim você poderia dizer com 100% de certeza que haveria queda nas tarifas.

    Qualquer outra arranjo que não esse não dá garantia de nada.
  • anônimo  27/09/2017 01:16
    Eu defendo que a privatização deve ser feita primeiro com a completa desburocratização do setor, a extinção das agências reguladoras e a abertura do setor para outras empresas concorrentes (nacionais ou estrangeiras).

    Depois que um número considerável de empresas entrarem no mercado, a estatal não receberá mais nenhuma verba do governo. A partir desse ponto ela deixa de ser estatal e terá que competir com os recursos próprios. O que os funcionários farão com ela a partir de agora é problema deles.
  • Ultra-Conservador  25/09/2017 12:18
    É difícil falar sobre privatizações com uma imprensa que sofre de direitofobia ou libertofobia.

    Qualquer coisa pode ser fornecida pela iniciativa privada.

    Nós só não estamos tendo apagões, porque as indústrias foram forçadas a comprar energia no livre mercado. Isso gerou mais produção de energia e aumentou investimentos. A única coisa que o governo fez foi criar os sistema integrado nacional, para melhorar a integração da geração de energia.
  • JOSE F F OLIVEIRA  25/09/2017 12:19
    O Estado babá se intrometendo em tudo. PARABÉNS.
  • Comando da Intervenção  26/09/2017 17:10
    Na representação constitucional do povo no comando supremo e autoridade suprema das Forças Armadas! Gen. de Ex. Antônio Hamilton Martins Mourão - Célio Evangelista Ferreira do Nascimento –Mércia Maria Radicchi - Forças Armadas - Polícia Federal - Polícias Militares - Polícias Civis - Agentes Penitenciários - Ministério Público Federal – Ordem dos Advogados do Brasil – Justiça Federal– Associação Comercial e Industrial de Cascavel - ACIC - TV Tarobá.

    O POVO BRASILEIRO EM INTERVENÇÃO CONSTITUINTE NO PROCESSO HISTÓRICO EM FORO DE SOBERANIA
    NO COMANDO SUPREMO E AUTORIDADE SUPREMA DAS FORÇAS ARMADAS
    DO DISTRITO FEDERAL COM O ESTADO DO PARANÁ, POR SUA
    SEDE EM BRASILIA E ARRAIAL EM CURITIBA, SAIU A INTERVENÇÃO.


    LAVANDO À JATO A REPÚBLICA.



    Em sua fase de implantação do PROJETO AMAZÔNIA - Soberania, Poder e Riqueza pelo caminho da roça está composto pelo Gen. de Ex. Antônio Hamilton Martins Mourão. Célio Evangelista Ferreira do Nascimento. Mércia Maria Radicchi. Lideranças da Nação. Entidades da Iniciativa Privada. A sua composição institucional agrega: Forças Armadas. Polícia Federal. Polícias Militares. Polícias Civis. Agentes Penitenciários. Ordem dos Advogados do Brasil. Ministério Público Federal. Justiça Federal. Justiça Militar. Está sediado na cidade de Brasília-DF., com sua sede operacional no Quartel General do Exército – SMU e endereços de expedientes: No Estado do Paraná, Rua Voluntários Da Pátria, nº 475, Cj. 307, CEP 80.020-826 – Curitiba-PR. (Dr. Marco Aurélio Herman). Distrito Federal está em local provisório; e nos demais Estados está em fase de instalação. A coisa foi feita desse jeito pela estratégica de auto extermínio da bandidagem terrorista no poder pelo fantasma da reação sem corpo e sem forma.

    A INTERVENÇÃO DO POVO NO PROCESSO HISTÓRICO é o instrumento que substitui a revolução, o golpe de estado e a deposição de governo, pelo processo constitucional no Foro de Soberania, o qual foi instaurado com as CPIs dos Correios e do Mensalão que geraram a AP 470, sobre a qual, o POVO instaurou a reação de cidadania perante a Corte Constituinte, e sobre ela promoveu o PERSECUTÓRIO INSTITUCIONAL DE ESTADO dividido em blocos a partir da "Operação Lava Jato." Por onde transformou em caso de polícia o armagedom terrorista que a bandidagem comunista fundamentalista havia construído no Brasil. Dando o desfecho racional e patriótico que o "Ideário da Revolução de 64" exigia quando chegasse esse momento da varredura do estrume político que apareceu no Brasil em 1.919, para as latrinas da história. Para cujo momento, a respectiva bandidagem terrorista foi reabsorvida na baderna política oligárquica, pela qual a "república do café" havia dominado o Brasil desde 15 de novembro de 1.889 até 1964, quando as Forças Armadas instalaram o Brasil no canteiro de obras de construção da Pátria, que está sendo rempreendido agora.

    Por conseguinte, não se trata de evento da dinâmica política que a desmontagem da União Soviética acabou, mas sim, da implantação do Brasil na última etapa do "Ideário da Revolução de 64," que vem com o PROJETO AMAZÔNIA – Soberania, Poder e Riqueza pelo caminho da roça, trazendo a ECONOMIA TRABALHISTA EDUCATIVA, pelo COOPERATIVISMO DE ESTADO composto de iniciativa privada e governo, campo e cidade, transformando o trinômio patrimonial genético: HOMEM-TERRA-NATUREZA em PROGRESSO para QUALIDADE DE VIDA, e mudando o conceito de riqueza para CONSCIÊNCIA DE ESPÉCIE HUMANA, e a destinação do lucro para a eliminação da miséria e da ignorância em todas as suas formas. Para isso, o POVO tem um patrimônio levantado e conhecido de US$ 246 trilhões, e dispõe de US$ 4,7 trilhões em caixa para iniciar o empreendimento dele. No qual os campos econômicos que serão imediatamente instalados são: 1) a reconstrução e ampliação viária do País; 2) a reconstrução e ampliação da plataforma energética; 3) a recriação do sistema de produção, armazenamento, transporte e comércio; 4) a reorganização urbana, agrária e habitacional do País; 5) a desvirada e construção do Edifício Social orientado pela vertical do desenvolvimento evolutivo que tem no Homem a sua base e em Deus o seu objetivo; 6) o reordenamento do sistema financeiro nacional e a desconcentração dos bolsões de riquezas avarentas; 7) a unificação da nação pelo trabalho, educação e ciência.

    Para isto, o POVO tem de: 1) reintegrar a Instituição da Presidência da República à União; 2) Prender o meliante que a esbulha; 3) empossar no cargo de Presidente do Brasil o cidadão(ã) que for indicado pelo COMANDO DA INTERVENÇÃO para a missão. O COMANDO DA INTERVENÇÃO só se dissolverá quando ela tiver consolidado seus objetivos.

    As três primeiras providências emergentes serão: 1) eliminação da monstruosa dívida pública e adequação contábil da dívida privada; 2) instalação do fundo de socorro da força de trabalho desempregada; 3) apuração da responsabilidade penal e civil pelo roubo do País, massacre da Nação e destruição da Pátria, por Corte Marcial que será instalada pelo POVO em sede de PROCESSO HISTÓRICO no FORO DE SOBERANIA, na conformidade do sistema legal internacional que vincula o Brasil.

    Quartel General do Exército, SMU, Brasília/DF. – Célio Evangelista.
  • Bode  26/09/2017 22:39
    O maior impulso que pode se dar aos partidos de esquerda é ventilar a possibilidade de retorno dos milicos ao poder. Isso vai incendiar a militância vemelha. Só faltava essa...
  • 7army  23/07/2018 12:43
    Foram os milicos quem, além de serem tão estatistas como Getúlio Vargas, deixaram o setor elétrico completamente defasado. Somente graças ao social-democrata FHC que o setor elétrico brasileiro começou a se atualizar em relação ao mundo (ou seja, meio século depois de ter sido estatizado por Getúlio).

    Qual a lógica de se colar uma baboseira dessas nesse artigo?
  • +55  18/03/2018 20:08
    Há ainda algum país com o setor elétrico privado? Funciona bem?
  • Emerson  19/03/2018 00:45
    Nenhum governo vai abrir mão dessa boquinha e dessa mamata. No máximo, eles vendem a distribuição para seus empresários favoritos e mantêm o conluio via agências reguladoras. Assim, o mercado é fechado à concorrência (o que garante os bons lucros das empresas) e em troca essas empresas protegidas fazem fartas doações eleitorais para todos os que prometerem a manutenção deste arranjo.

    Isso é regra em todos os países do mundo.

    E o pior é que a alternativa a isso é uma Eletrobras e seu eletrolão (é uma Petrobras e seu petrolão).
  • CFW  19/03/2018 01:41
    Excelente artigo histórico. O meu professor da faculdade me contou algo parecido há alguns anos.

    Pra você ver como esse país andou completamente na contramão, no começo do setor elétrico brasileiro empreendedores e empresários construíam hidrelétricas tranquilamente e entravam no mercado "monopolizado" pela Light (estrangeira) e CBEE.

    Hoje, é quase impossível uma empresa explorar o setor elétrico graças ao tabelamento de preços e as regulamentações soviéticas da ANEEL.
  • Curioso  08/08/2018 13:24
    Alguém sabe me explicar por que, mesmo com o monopólio e completa regulamentação da área, o governo conseguiu a proeza de ter déficit no setor elétrico?

    g1.globo.com/economia/noticia/2018/08/07/consumidores-podem-pagar-r-14-bilhoes-a-mais-para-cobrir-deficit-do-setor-eletrico.ghtml
  • L Fernando  08/08/2018 15:34
    Você morava onde em 2014 na reeleição da Dilma?
  • Felipe Lange  07/04/2019 00:00
    Pessoal, alguém conhece algum exemplo empírico de quando o setor de infraestrutura foi desestatizado, em alguma parte do mundo? Em aeroporto eu sei do caso britânico, já mencionado aqui. Agora em estradas e ferrovias desconheço.

    O Leandro já disse, em alguma seção de comentários, de que a infraestrutura em grandes centros da China é de excelência comparada com o caso brasileiro, mas se eu não me engano lá ocorrem as PPPs, que em essência são um desastre (só ver o dejeto que foi o Rodoanel). Agora em Hong Kong não sei como está.

    Estou elaborando um artigo comentando sobre uma possível greve de caminhoneiros (que depois colocarei no blog), então estou buscando as melhores fontes possíveis.
  • Vitor  07/04/2019 03:46
    Não, sempre é PPP. Por isso, (quase) sempre é uma porcaria.
  • Askeladden  07/04/2019 00:16
    Nada de novo, assim funciona este país.


    Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros:
    um japonês, um americano e um brasileiro...

    - Faço por US$ 3 milhões - disse o japonês:
    - Um pela mão-de-obra.
    - Um pelo material.
    - E um para meu lucro.

    - Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
    - Dois pela mão-de-obra.
    - Dois pelo material.
    - E dois para mim... mas o serviço é de primeira!

    - Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.
    - Nove paus? Espantou-se o prefeito. É Demais! Por quê?
    - Três para mim.
    - Três para você.
    - E três para o japonês fazer a obra.
    - Negócio fechado! Respondeu o prefeito.
  • Estado o Defensor do Povo  07/04/2019 11:58
    Um argumento que vivem utilizando contra mim sobre uma sociedade sem Estado é de que teríamos o caos total, com várias facções criminosas guerreando entre si pra ver quem vai assumir o trono vazio, assim como acontece em alguns lugares da África com os senhores de guerra donos das armas, tem um artigo aqui no site tratando especificamente disso? Como a guerra consegue se estender nesses lugares se ela é tão cara? Preciso disso pra convencer mais pessoas ao anarcocapitalismo.
  • Carlos  07/04/2019 19:21
  • Flamengo  08/04/2019 15:09
    Atualmente, no setor elétrico brasileiro (ver notícia no endereço abaixo transcrito, a exemplo da Vale S/A., quem atrapalha a qualidade e segurança dos serviços prestados são os dividendos a serem distribuídos ou a falta de investimento do setor privado?

    www.canalenergia.com.br/noticias/53063638/eletropaulo-prestou-servico-abaixo-da-qualidade-nos-ultimos-anos-diz-idec

  • Botafogo  08/04/2019 15:22
    Nem um nem outro. As empresas trabalham dentro de uma reserva de mercado, com seus monopólios protegidos pelo estado. Neste cenário, não há nenhum incentivo para melhorias. Por que esquentar a cabeça tentando agradar consumidores se você sabe que não há nenhum risco de surgir concorrência?

    Há inúmeros artigos sobre isso neste site.
  • Flamengo  08/04/2019 16:01
    Então para vocês basta abrir o mercado para de surja a concorrência e resolva o problema.

    Vamos pensar usando como exemplo a empresa Eletropaulo.

    O concorrente teria então que fazer toda a infraestrutura concorrente, quanto gastaria? Teria que investir por muito tempo sem ter uma receita para amortizar tal investimento, de quanto precisaria? Levaria quanto tempo? Quem estaria disposto a investir dinheiro próprio para ter retorno a longuíssimo prazo? Se a concorrente não cuidar de segurança do seu negócio, a exemplo da Cia elétrica citada na reportagem cujo endereço segue logo abaixo, e a empresa falir, que vai pagar os prejuízos por ela provocados? E etc.

    Eu acho que o que pregam em relação ao sistema elétrico atualmente pode ser considerado uma utopia? E vocês o que acham? Por quê?

    brasil.elpais.com/brasil/2019/01/30/economia/1548804494_947066.html

  • Botafogo  08/04/2019 16:24
    O fato de você não conseguir enxergar uma alternativa não significa que essa alternativa não exista. Aliás, este é o ápice de ignorância arrogante (ou seria da arrogância ignorante?): "Se eu não conheço é porque não é existe e é impossível de existir!".

    Apenas saiba que este cenário que eu descrevi não apenas já existiu, como era a regra nos EUA até o início do século XX. E por que deixou de ser? Exato, porque as empresas foram correndo ao estado pedir regulação e, com isso, abolir a livre concorrência e garantir monopólios.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309


    Quanto a como poderia ser feito hoje um livre mercado no sistema elétrico, ver aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1614

    De novo: seja mais humilde. O fato de você desconhecer alternativas não significa que elas não existam. Deixe de arrogância.
  • Pensador Puritano  08/04/2019 16:57
    Você se esquece que não precisa construir a infra-estrutura de distribuição,basta produzir a energia,joga-la no sistema e oferecer preço competitivo,ou seja a concorrente da Eletropaulo pode ser a Cemig(Minas Gerais),a Celg(Goiás),tal coisa já acontece no setor industrial,deveria ser extensivo aos consumidores residenciais.
  • Askeladden  09/04/2019 03:40
    Energia é barata uns 33% da conta o que encarasse são os impostos e taxas.


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