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Os maiores descalabros gregos que servem de lição ao mundo - e por que não lamentar a situação

A Grécia não apenas é um país quebrado, como também é uma das economias mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas.

Ironicamente, foi o país europeu que seguiu mais à risca todas as teorias defendidas pela esquerda radical, uma vez que o estado grego caracterizou-se por ser um dos mais intervencionistas da Europa (ocupava o 100º lugar mundial no ranking da "facilidade de se empreender" quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis de gastos públicos (os gastos do governo, em porcentagem do PIB, chegaram a 60%).

A origem da tragédia grega, ao contrário do que argumenta a esquerda mundial, não reside em uma suposta austeridade (que nunca houve), mas sim em seu enorme e insustentável setor público.

A Grécia foi o país da União Europeia que mais aumentou o seu gasto público real (cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (foi 400% maior que a receita pública em 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito.

Mas estes grandes números, mesmo sendo relevantes, traduzem-se também em fatos muito concretos, cuja realidade não está sendo divulgada nem pela mídia nem pela esquerda.

A seguir, as principais vergonhas gregas que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruína grega é uma história repletea de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.

1.  Mentiram sobre o déficit público

O primeiro fato a ser mencionado é que os políticos gregos ocultaram o verdadeiro valor do déficit público do governo durante anos.

Quando um novo governo chegou a Atenas em 2009, deparou-se com um buraco fiscal correspondente a 14% do PIB, sendo que os dados que haviam sido oficialmente comunicados a Bruxelas eram de 3,7% do PIB.

De um dia para o outro, o déficit do governo saltou de 7 bilhões para aproximadamente 30 bilhões de euros, quase quatro vezes mais.

Este embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos gregos, e mostra que seus políticos não levavam a questão orçamentária a sério.

2. Atenas recorreu aos bancos de investimento

A esquerda gosta de vituperar constantemente contra os mercados em geral e contra os malvados bancos de investimento em particular, mas se esquecem de que, na hora do aperto, sua admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar as suas desastrosas contas públicas.

O governo anterior, presidido por Yorgos Papandreu, reconheceu que a Grécia havia mentido sobre a real situação de suas contas públicas e sobre o real valor do déficit orçamentário do governo para conseguir entrar no euro, oferecendo dados falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs.

Com isto, vale enfatizar que o atual presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, era o responsável pelas operações do Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.

3. O estado grego causou a falência dos bancos do país

Outra verdade incômoda é que, no caso da Grécia, a falência dos bancos do país foi responsabilidade direta do estado grego, e não o contrário.

O sistema bancário do país financiou a dívida pública grega, comprando títulos do governo, durante os anos da bolha para financiar os enormes e suntuosos gastos dos diversos governos que o país teve.  Em decorrência disso, os bancos gregos entraram em falência quando, em 2011, o próprio estado grego impôs uma redução de 50% (o chamado haircut) no valor nominal desses títulos que estavam em posse tanto dos bancos gregos quanto de investidores privados em toda a Europa, após acordar um segundo plano de resgate com a Troika.

Posteriormente, a Europa teve de injetar dinheiro extra para salvar os depósitos dos correntistas gregos.  Ou seja, os correntistas gregos foram socorridos com o dinheiro dos pagadores de impostos europeus, por meio da Troika, após a insolvência do governo grego ter arrastado o sistema bancário nacional para a falência.

4. A vida é boa quando se usa o dinheiro dos outros

Durante a bolha, a Grécia viveu muito acima de suas posses reais, recorrendo a um prodigioso aumento da dívida pública para poder financiar um nível insustentável de gastos.  Mais de metade da economia grega dependia, de uma ou outra forma, do maná estatal.  Isso criou uma grande estrutura clientelista à base de privilégios, corrupção e subsídios.

Seguem alguns exemplos:

a) Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao da Espanha, o salário mínimo grego era 50% maior que o espanhol.

b) Durante décadas, o aparelhamento estatal era a norma.  Quando um partido chegava ao poder, ele loteava cargos para correligionários e simpatizantes em troca de votos, doações e apoio político, aumentando de forma insustentável a máquina estatal.

c) O hospital estatal Evagelismos, um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45 jardineiros para cuidar de quatro jarras de planta na sua entrada; alguns organismos públicos contavam com 50 motoristas para cada carro; um antigo Ministro da Agricultura criou uma repartição não-contabilizada que empregava 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas gregas, sem que nenhum dos contratados possuísse experiência na área de fotografia digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e, em geral, filiados ao partido.

d) O gasto em educação, saúde e políticas sociais foi de longe o que mais aumentou até o estouro da crise da dívida, superando os 31% do PIB em 2012.

e) No que mais, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país da União Europeia que mais dinheiro destinava a gastos militares antes da crise, com uma média superior a 4% do PIB.

5. Excesso de funcionários públicos e ineficiência

O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.

a) Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha em sua folha de pagamento.  Os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil.  Porém, se somarmos os contratos temporais, a cifra superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e a quase 20% da força de trabalho do país.

b) Esses funcionários públicos ganhavam, em média, 1.350 euros mensais, um valor 50% maior que o salário médio do setor privado.  Mas o relevante é que os ganhos reais dos funcionários públicos eram muito maiores: além de receberem dois salários extras anuais, recebiam também bônus e remunerações adicionais por coisas triviais, como chegar ao trabalho no horário certo, apresentar-se corretamente vestido, usar o computador ou falar outros idiomas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um adicional por "trabalharem ao ar livre".

c) Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber, em média, mais de 70 mil euros por ano, enquanto os funcionários públicos alemães recebiam 55 mil euros anuais.

d) Adicionalmente, também havia uma pensão vitalícia de 1.000 euros mensais para as filhas solteiras de funcionários públicos falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.

e) A Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que está entre as melhores notas nos exames de PISA que mensuram a qualidade educativa.  No entanto, essa superabundância de professores serviu apenas para jogar o país entre aqueles que têm os piores níveis de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam seus filhos para escolas públicas tinham de contratar professores particulares para reforço.

f) Outro dado curioso é que a saúde pública grega era a que mais gastava com provisões e estoques, superando em muito a média da União Europeia.  Mas os gregos não eram mais doentes que o restante da Europa.  Motivo desses gastos? Um dos muitos escândalos que foram descobertos durante os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregando todos os tipos de materiais higiênicos e sanitários.

6. Empresas estatais, o cúmulo do desperdício

No entanto, além do número desproporcionado de funcionários públicos, de seus suculentos salários e da grave ineficiência dos seus serviços, havia também a hipertrofiada estrutura estatal, que apresentava centenas de empresas, organismos e entidades inúteis.

Basta assinalar alguns exemplos para perceber o absurdo:

a) O salário médio na rede ferroviária estatal grega chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A receita operacional da estatal rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.

b) "Vinte anos atrás, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, que depois seria nomeado Ministro das Finanças, sugeriu que, tendo em vista os gastos, seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis.  Continua sendo verdade", como detalha Michael Lewis no seu livro: "Boomerang: Travels in the New Third World", no qual há detalhes dos excessos gregos cometidos durante a bolha.

c) O orçamento do metrô de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, sendo que suas receitas com a venda de bilhetes eram de apenas 90 milhões.

d) A Grécia criou um comitê para gerir o Lago Kopais, sendo que o mesmo está seco desde 1930.

e) Após o pacote de socorro da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou a fusão de 75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas que, anualmente, recebiam cerca de 2,7 bilhões de euros (o que dava 386 mil euros por empregado).

7 – Aposentadorias douradas

Até o estourar da crise, os gregos podiam se aposentar ao completarem 61 anos, recebendo 96% do seu salário.  Esse era um dos sistemas previdenciários mais generosos (e insustentáveis) da União Europeia.

Só que, na Grécia, existiam cerca de 600 categorias laborais que, alegando motivos de saúde, podiam optar pela aposentadoria antecipada, a qual foi estabelecida em 55 anos para os homens e 50 anos para as mulheres. E, entre estes últimos beneficiados, havia todos os tipos de profissões, desde cabeleireiros até trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e até mesmo apresentadores de TV, entre outros.

Precisamente por isso, os gregos usufruíam a maior expectativa de vida após a aposentadoria: não por viverem mais anos, mas sim por se aposentarem antes.  De concreto, ao passo que a  média da OCDE era de 18,5 anos de vida após a aposentadoria, os gregos desfrutavam 24 anos de plácida existência após a aposentadoria.  Tudo isso sustentado por um crescente volume de dinheiro tomado emprestado dos mercados mundiais na forma de dívida pública.

No que mais, o controle sobre a gestão das previdências era inexistente.  Durante a crise, foram detectadas milhares de famílias que recebiam pensões muitos anos após seus titulares terem falecido ou seguro-desemprego sem terem direito a isso.

8. Dívida pública obscena

Como consequência desta farra de gastos e inchamento estatal, o país financiou-se emitindo dívida.

A Grécia foi o país que mais recorreu à dívida pública durante a época da bolha financeira.  Consequentemente, sua fatura anual de juros, até o segundo pacote de socorro, equivalia a 12% da receita do governo (em 2011, antes do resgate, chegou aos 17%).

Enquanto isso, na Alemanha, o valor era de 6%.

9. Podem pagar, mas não querem

O Syriza exige agora um novo corte da dívida soberana, mesmo sabendo que o estado grego se endividou voluntariamente para poder continuar financiando todos os excessos acima descritos.  Nenhum político quer assumir responsabilidades.

Mesmo que muitos digam que é impossível arrumar a Grécia, o fato é que, segundo o próprio Banco Central Europeu, Atenas possuiu uma enorme carteira de ativos públicos, estimada em cerca de 300 bilhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, ações, participações, terras e todos os tipos de bens.  No que mais, no extremo, a Grécia também pode vender ilhas, praias, ouro e até monumentos para cumprir seus compromissos e evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.

Mas nem é necessário chegar tão longe: se Atenas reduzir o peso do Estado para metade (uns 60 bilhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e educação, e vendesse 50% dos seus ativos estatais (outros 100 bilhões, no mínimo), sua dívida cairia para aproximadamente 70% do PIB. 

Isso, em conjunto com um compromisso sério de equilíbrio fiscal (déficit nominal zero) e um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os impostos, poderia reduzir ainda mais, no médio prazo, o endividamento público em decorrência do crescimento econômico que ocorreria.

O governo grego tem, sim, meios para pagar seus credores.  Só que não quer.  E tudo indica que não irá.

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5 votos

autor

Manuel Llamas
é formado em Ciências Políticas pela Universidad de Santiago de Compostela e possui mestrado em Escola Austríaca pela Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É analista do Instituto Juan de Mariana.


  • anônimo  08/07/2015 14:52
    Até parece o Brasil rsrs.
  • Carlos Eduardo  08/07/2015 15:45
    Não é? Fiquei assustado com a semelhança de regalias no setor público.
  • Mendez  08/07/2015 18:24
    Sério mesmo, tive calafrios ao ler esse artigo de hoje aqui no site. Se a coisa não for refreada aqui no Brasil, entraremos pelo mesmo abismo, ou pior!
  • Alguem  09/07/2015 01:21
    Um Brasil com população argentina, não? Eu ainda tenho esperança de que o povo brasileiro não se orgulharia de dar calote nestes tempos modernos... Não desta magnitude, provavelmente estou errada...
  • Rony Melo  09/07/2015 12:32
    Calote, eu sou do ramo da educação, e já vi gente instruída pregando o calote, com o velho discurso que são banqueiros os exclusivos compradores da dívida do Brasil...
  • curioso  09/07/2015 14:41
    Tenho uma dúvida quanto a dívida, o devedor é o governo certo?
    O mesmo não cria riqueza apenas espolia terceiros, o pagamento da dívida do governo então é feito na verdade por terceiros não por quem realmente contraiu a dívida.
    Os títulos estão na mão de quem, ou seja quem recebe o pagamento?
    Porque me parece um sistema ótimo pra que se crie divida consigo mesmo, já que quem paga é um terceiro.
    Ex.: é vantagem que eu 'empreste' 10 laranjas a mim mesmo, já que eu vou pagar essas 10 laranjas a mim mais tarde com recursos de terceiros, esse emprestimo a principio inutil gera uma dívida que terceiros tem que pagar.Na pratica eu não fiz nada, já tinha as 10 laranjas apenas lancei como dívida que um terceiro deve bancar. (Claro é preciso um intermediário já que não da pra lançar um emprestimo a si mesmo, mas é uma falcatrua simples, só é preciso conluio com agentes que podem legalmente emprestar ao governo)

    Dito isso, acho que nem toda a dívida deve ser paga, as que são contraídas nessas condições acima ao menos não. Não seria o mais correto auditar toda a dívida pública e ver o que realmente deve ser pago e a quem?
  • Luiz Afonso  08/07/2015 15:39
    Este cenário se assemelha muito ao cenário brasileiro, preocupante. Quanto mais Estado menos riqueza, esta matemática simples os esquerdistas não conseguem entender. Somente um país com livre iniciativa e livre concorrência sem interferências estatais e sem monopólios pode ser rico.

    Aqui no Brasil os idiotas ao votarem no PT estão pedindo mais Estado e menos capitalismo. Incrível, mas é uma realidade, seremos uma Grécia no futuro próximo?
  • cmr  08/07/2015 16:02
    Muito pior, pois não teremos a Alemanha para nos sustentar.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  08/07/2015 15:48
    A Grécia perdeu-se. Que sirva de lição para outros países. Mas, ela pagará ATÉ O ÚLTIMO CENTAVO de sua dívida. Não terá ajuda de ninguém.
  • anônimo  08/07/2015 16:29
    Quais os dados que a esquerda apresenta para afirmar que houve/há austeridade na Grécia?
  • anônimo  08/07/2015 18:52
    Tambem gostava de saber.
    E uma dúvida caso possível, existe algum pais no mundo hoje que gasta menos que arrecada?
  • Wellington  09/07/2015 08:31
    Hong Kong.
  • Rafael  09/07/2015 11:30
    Arábia Saudita e Noruega são dois países que arrecadam mais do que gastam (ou arrecadavam ao menos até 3 anos atrás)
  • anônimo  09/07/2015 12:21
    Esses paises não tem dívida publica? Ou estão sanando a dívida totalmente?
    Sanar a divida publica não estragaria o sistema monetário?
  • Lucas Braga  09/07/2015 15:28

    "Quais os dados que a esquerda apresenta para afirmar que houve/há austeridade na Grécia?"

    "Também gostava de saber."

    Só mentiras, e "pedaladas" fiscais. Ironicamente, os gregos contrataram bancos de desenvolvimento para fabricar os disfarces estatísticos - bancos esses que as esquerdas dizem odiar. Gostam de cuspir no prato em que comeram. Tá no artigo, releiam.


    "E uma dúvida caso possível, existe algum pais no mundo hoje que gasta menos que arrecada?"

    Existe sim. Mas os realmente dignos de serem elogiados pelo seu baixo gasto governamental são pouquíssimos. Alguns exemplos: Chile, Hong Kong, Ilhas Maurício,

    Singapura, Taiwan. Compare o desempenho dos gastos governamentais de qualquer país, com a ajuda da Fundação Heritage. Cuidado com o gráfico, por que ele não indica o gasto em si. Quanto mais altas estiverem as linhas do gráfico, menor será o gasto.
  • alvarez silveira vergara  22/07/2015 21:34
    cingapura, china, japão, emirados arabes, kwait, arábia saudita, finlandia, suécia, islandia, noruega, alemanha etc.
  • Anton Freiheit Bruckner  08/07/2015 16:58
    Contra os fatos não existem argumentos. O problema é que, em política, para uma mente esquerdista, contra o desejo de enganar e ser enganado não existem nunca fatos concebíveis.

    É um pessoal que acredita na onipotência do desejo. E quando a realidade ignorada acaba por refutar suas fantasias reagem então com outras de suas características: a incapacidade de aceitar suas próprias responsabilidades e a necessidade de inventar culpados que possam usar para se limparem de suas próprias sujeiras e irresponsabilidades.

    "A culpa é dos ricos", " A culpa é dos credores," " A culpa é do capitalismo." Assim, quanto mais erram, mais eles tendem a reforçar os próprios erros, fantasias e mecanismos de defesa contra a realidade. É um tipo de neurose coletiva que até Freud teria dificuldade de entender.
  • Marcelo Nogueira   08/07/2015 16:59
    Bem parecido com o Brasil. Inclusive com as Olimpíadas, que devem ser o tiro de misericórdia aqui
  • Bruno Formicola   08/07/2015 17:00
    Como dizia a Dama de Ferro, Margaret Tatcher, o socialismo é maravilhoso até acabar o dinheiro do próximo, e que se alguém recebe sem trabalhar, é porque alguém trabalha sem receber, simples assim.

    E é isto que a PeTralhada quer instituir por aqui.
  • Nubia Oliveira  08/07/2015 17:01
    Fora os valores dos salários, pensei que estavam falando da terra brasilis!
  • Idelfeson Neves Publio   08/07/2015 17:04
    Não há muita diferença por aqui, somente no Palácio do Planalto há 5.000 assessores, nomeados nesses últimos três governos.

    Nos últimos 13 anos foram criados 100.000 cargos comissionados no governo Federal.
  • Will Tapajero   08/07/2015 17:06
    A falência grega é absolutamente por méritos próprios. Criaram um monstro, que agora os devora sem piedade. E quem se apresenta para salvar, o esquerdismo oportunista, o fará dando ração ao monstro!
  • Manoel Mendonça  08/07/2015 17:14
    Pelos argumentos apresentados, a culpa da falência grega não está no povo, e sim nos seus governantes. Como sempre, a corrupção nas esferas do governo foi obscurecida pelas vantagens oferecidas, e o povo acreditou. Só resta saber qual o destino a tomar: Consumir só o essencial ou negociar e continuar se endividando até que o país não tenha mais saída.
  • cmr  08/07/2015 18:08
    Errado; a culpa é do povo sim, e sempre do povo.

    Transferir a responsabilidade para os governantes é usar a falácia da transferência de responsabilidades.
    A classe política nada mais é do que um reflexo cru da sociedade e dos valores desta, por isso todo povo tem o governo que merece.

    Veja no Brasil; os brasileiros criticam duramente os governantes com toda a sujeira em que eles estão envolvidos, mas ouso dizer que quase todos sabem, lá no fundo, que se estivessem no poder, estariam fazendo exatamente a mesma coisa.

    Por isso é que todo povo tem o governo que merece, todo país é um reflexo cru do seu povo.
  • anônimo  08/07/2015 18:28
    " a culpa é do povo sim, e sempre do povo."

    Culpa do povo? que povo exatamente? por acasos os políticos eleitos tiveram 100% do voto? é provável que não.

    Muita gente do "povo" não concordava com isto, mas não podia fazer nada. Outros simplesmente não estavam cientes do que acontecia na economia, tinham outras preocupações.

    Então não cola isso de a culpa é do povo, a culpa é do sistema democrático, da esquerda e dos políticos.
  • Antônio Costa  08/07/2015 18:09
    Gente se aposentando aos 50 anos, funças ganhando mais que seus correligionários alemães, gente tungando a previdência, famílias escondendo cadáveres para continuar coletando a aposentadoria do falecido, empregados de estatais sugando com gosto as tetas do Tesouro, médicos e enfermeiras tungando suprimentos de hospitais ...

    É, realmente, o povo não teve culpa nenhuma...
  • Samaras  08/07/2015 18:32
    Pois é.

    Quando um gasto público chega a 60% do PIB, pode ter a certeza de que "o povo" está quase todo tirando o seu. Sim, há alguns que estavam de fora e não ganhavam nada com o arranjo (esse tipo que se estrepa sempre, em qualquer situação, há todos os países). Mas a esmagadora maioria fazia parte do arranjo. E, por meio do seu voto, elegeu políticos que prometiam dar continuidade ao sistema.

    Não me comovem.
  • cmr  08/07/2015 18:43
    "Gente se aposentando aos 50 anos, funças ganhando mais que seus correligionários alemães, gente tungando a previdência, famílias escondendo cadáveres para continuar coletando a aposentadoria do falecido, empregados de estatais sugando com gosto as tetas do Tesouro, médicos e enfermeiras tungando suprimentos de hospitais ..."

    É, de fato a culpa é do sistema democrático, da esquerda e dos políticos.
    O povo, coitado, não teve nenhuma culpa, tadinhos !!!!.
  • anônimo  08/07/2015 18:57
    Acusar o povo é uma generalização grotesca. Tem que dar nomes. Há muita pessoa honesta na Grécia, que apenas faz o seu sem pegar de ninguém.

    Se há um monte de gente se beneficiando com o estado tem que haver um monte de gente se fu*** para bancar isso.

    Eu nunca votei no PT, e as raras vezes que votei foram em políticos sem associação com a esquerda. Mas ai vem um sujeito e diz que a culpa é dos Brasileiros.

    Uma ova! A culpa é dos petistas, da esquerda, dos políticos e dessa merda de democracia.
  • Telly Savallas  08/07/2015 19:05
    "Se há um monte de gente se beneficiando com o estado tem que haver um monte de gente se fu*** para bancar isso."

    Correto. No caso da Grécia, esse "monte de gente se fu*** para bancar isso" eram os pagadores de impostos dos outros países da União Europeia.
  • Lucas C  09/07/2015 12:30
    "Acusar o povo é uma generalização grotesca."

    De acordo. Engraçado como a turma, mesmo frequentando o Mises, acaba caindo em conceitos coletivistas.

    Não existe o povo. Existem indivíduos que agem individualmente. E se a culpa é de todos, então o autor do comentário culpando o povo, concorda que a democracia é a ditadura da maioria e está a defendê-la.
  • cmr  09/07/2015 13:32
    "E se a culpa é de todos, então o autor do comentário culpando o povo, concorda que a democracia é a ditadura da maioria e está a defendê-la."

    Sim, a democracia é a ditadura da maioria.
    Se eu estiver errado, me mostre onde estou errado, me explique tudo mas não creio que seja tão simples "provar", se é que isso é possível, que a democracia não é a ditadura da maioria.
    Exemplo: eu não votei na Dilma, mas tenho que aturar a Dilma. Isso não é uma ditadura da maioria ?.

    Então a culpa não é de todos, é da maioria. Será mesmo ? A Minoria restante é tão passiva, mais tão passiva, ou covarde, ou tem "rabo preso" perante o desgoverno PT que não tem culpa nenhuma, será ?.

    Na Grécia a situação entre a maioria e minoria não deve ser diferente.

  • anônimo  09/07/2015 14:50
    Voce se sente culpado da situçao do pais cmr?
  • Um observador  09/07/2015 15:21
    cmr,

    O seu erro foi dizer que "a culpa é do povo".

    Isto está errado porque "povo" é só uma palavra para designar um conjunto de pessoas que mora em determinado local.
    Povo não tem opinião. Povo não toma decisões. Quem faz isto são os indivíduos.

    Então, ao usar a palavra "povo", é sempre bom trazer junto palavras auxiliares como "maioria", "na média", "de forma geral", etc.
  • cmr  09/07/2015 15:59
    "Voce se sente culpado da situçao do pais cmr?"

    Claro que tenho alguma culpa, não sei o tamanho da minha culpa mas alguma com certeza tenho.
  • Kojak  09/07/2015 17:14
    Isso é verdade. É duro admitir, mas temos todos nós uma parcela da culpa do Brasil estar a merda que está. Só não têm culpa aqueles que caíram fora do Brasil e pararam de sustentar este circo de horrores. Ou somos o monstro ou alimentamos o monstro.
  • Renato Souza  21/07/2015 11:25
    Lucas C

    Você nunca leu "A Ação Humana"? Von Mises admitia como verdadeiros os coletivos.

    O individualismo metodológico não consistem em negar os coletivos, mas em compreender que eles só podem ser corretamente entendidos a partir da ação dos indivíduos.
  • leonardo  08/07/2015 17:17
    Uma dúvida: qual foi o presidente mais liberal(ou menos estatizante) do Brasil e dos Estados Unidos?
  • leonardo  08/07/2015 18:13
    obrigado pelo esclarecimento
  • anônimo  08/07/2015 19:01
    Café Filho colocou no Ministério da Fazenda um economista defensor da Escola Austríaca (muito embora talvez não em sua totalidade): Eugênio Gudin.

    E como não podia deixar de ser, o artigo sobre ele na Wikipédia dá aquela 'esquerdada' de sempre: "Durante os sete meses em que foi ministro da Fazenda (1954-1955), promoveu uma política de estabilização econômica baseada no corte das despesas públicas e na contenção da expansão monetária e do crédito, o que provocou crise de setores da indústria."
  • leonardo  08/07/2015 19:29
    pois é, meu amigo, assim como em outro artigo sobre a economia da Coreia do Sul:"O sucesso econômico do país se deve a um sistema de laços íntimos desenvolvidos entre o governo e a iniciativa privada, que inclui crédito facilitado, restrição a importações, subsídios a determinados setores e incentivo ao trabalho."
  • Partidário da Causa Operária  16/12/2015 23:24
    Alguém teria uma bibliografia pra recomendar sobre a política econômica durante o governo Café Filho?
  • Mr Citan  08/07/2015 19:21
    Enquanto que no Império do Brasil, o período de liberalismo foi por décadas, período este terminado com o golpe republicano.
  • anônimo  08/07/2015 17:20
    O mais preocupante é que, vendo esse desastre na Grécia, se percebe que as táticas e estratégias do esquerdismo são exatamente AS MESMAS em qualquer lugar do mundo: brutal inchaço estatal e monstruosa falta de ética e moral.

    Logo, concluí-se que a única coisa que serve de anteparo entre uma nação que é vítima do esquerdismo e o desastre final é efetivamente uma combinação de tempo e riqueza.
  • Adelson Paulo  08/07/2015 17:31
    O Brasil não vai se transformar numa Grécia, porque aqui podemos emitir moeda indefinidamente, como estão fazendo a Argentina e a Venezuela, e como fez o governo Sarney ao final da década de 1980. Com esta alternativa, teremos como resultado uma inflação descontrolada, desorganização da economia e perda de poder aquisitivo da população, principalmente os mais pobres que não têm mecanismos de defesa financeira.
    Resta saber se o atual governo da Dilma tem condições políticas de sustentar uma inflação galopante.
  • Henrique Zucatelli  09/07/2015 03:39
  • Morete  08/07/2015 18:29
    Tem certeza de que não erraram e digitaram Grécia ao invés de Brasil?
  • Bruno Celestino  08/07/2015 18:38
    IMB vocês tem algum artigo explicando o que é a bolsa de valores e pra que serve ?Eu só encontro pessoas dizendo que la é um lugar de especuladores que ora fazem o preço subir se apropriando dos direitos de outras pessoas e quando os fazem cair estão destruindo a riqueza nacional.
  • Rhyan  08/07/2015 19:11
    E a China, como tá? O que tá rolando lá, estou a bolha?
    Crise chinesa afetaria mais o Brasil que a crise grega/UE, certo?
  • Leandro  08/07/2015 20:00
    Não sou especialista em China, mas tudo indica que está havendo uma correção.

    Veja o gráfico abaixo, que mostra a evolução do índice da bolsa de valores chinesa desde o ano 2000, e você vai entender exatamente o meu ponto:

    www.tradingeconomics.com/charts/china-stock-market.png?s=ssecomposite&d1=20000101&d2=20151231
  • Rhyan  09/07/2015 01:27
    Interessante, valeu!
  • Marcelo Boz  08/07/2015 19:17
    Veja como o cenário é bem parecido!
    Mas ainda nos resta a persistência de mais uns 10 anos nessa "política econômica" para Chegarmos a mesma situação da Grécia.
    Espero que com o fim do mandato da nossa Presidente, o povo exorcize o PT de nossas vidas de uma vez por todas.
  • Mauá  08/07/2015 21:13
    Duvido. O povão adora um populismo esquerdista.
  • Dissidente Brasileiro  08/07/2015 20:09
    Gente, não se preocupem pois o Bananão poderá sair em socorro da Grécia em breve; graças à estrovenga chamada de "banco dos BRICS" e o fanatismo ideológico de seus membros (que inclusive foi o real motivo de sua criação), infelizmente há boas chances disso acontecer.

    Não acreditam? Então sigam os links abaixo:

    ibtimes.com/greece-can-easily-get-funding-brics-bank-russia-1998515

    rt.com/business/272083-russia-greece-brics-ushakov

    tass.ru/en/world/806684

    tass.ru/en/russia/806378

    O Syriza (partido de extrema-esquerda do pilantra Tsipras) tem profundas ligações com a Rússia de Putin, graças à ideologia que ambos têm comum e a um lunático-psicótico chamado Aleksandr Dugin. Para mais informações sobre esse assunto:

    bloombergview.com/articles/2015-02-03/greece-s-syriza-could-be-more-dangerous-on-russia-than-on-debt

    ft.com/cms/s/0/a87747de-a713-11e4-b6bd-00144feab7de.html

    anton-shekhovtsov.blogspot.com/2015/01/greek-left-wing-syriza-forms-coalition.html

    anton-shekhovtsov.blogspot.com/2015/01/aleksandr-dugin-and-syriza-connection.html

    De qualquer maneira vamos nos ferrar por causa de problemas que nada têm a ver conosco. Mas a lógica estatista funciona assim, não é? Ainda mais quando esta se respalda no fanatismo ideológico, aí sim é que a coisa fica feia.
  • cmr  08/07/2015 21:18
    Ou então os chineses comprarão a Grécia, serão os donos da Grécia.
    Acho até que os chineses querem comprar o Brasil, se já não compraram.
  • Dissidente Brasileiro  08/07/2015 22:29


    Já compraram faz tempos. Em 2004, mais ou menos, lembro-me de uma reportagem no jornal "O Globo" denunciando a compra de milhares de hectares de terra em Estados como Paraná, Amazonas e partes de São Paulo por um suposto "empresário" chinês do ramo de papel e celulose que, segundo o jornal, tinha estreitas ligações com o governo de lá. Como ele fazia isso? Usando "laranjas" no brasil e colocando seus nomes nos respectivos títulos de propriedade das terras, para burlar a legislação que - ironicamente - seria justamente para impedir esse tipo de coisa (hehe). Esse chinês tinha inclusive grande amizade com um brasileiro que foi deputado estadual no Paraná (infelizmente não me recordo do nome) e que intermediava as transações. E de acordo com a conclusão da reportagem, as tais "autoridades" como sempre não sabiam de nada (quanta novidade).

    Já em tempos recentes, temos o interesse da State Grid Co., estatal chinesa que pretende construir no brasil as linhas de transmissão que levarão energia da usina de Belo Monte para todo o país, além de outras obras relacionadas a produção e distribuição de energia elétrica em outras partes do país. Para isso, eles estão dispostos até a emprestar dinheiro para o desgoverno brasileiro caso necessário. Mas e se o brasil pegar e não pagar? Bem, como garantia de pagamento, junto com as obras virão somente para começar, cerca de 10.000 "trabalhadores" chineses, no melhor estilo "Mais Médicos" só que desta vez em versão Kung-Fu Cheng-Ling. Certamente você já entendeu onde quero chegar...
  • Renato  08/07/2015 20:44
    Lendo esse artigo onde se demonstra que a Grécia é pra lá de estatal, eu me pergunto:

    Como é que a Grécia conseguiu entrar para a zona do euro?
  • Euclid Tsakalotos  08/07/2015 21:11
  • Renato  09/07/2015 00:54
    Euclid Tsakalotos, a Grécia entrou para a zona do Euro somente devido a mentiras?!

    Dúvido.
  • Blah  09/07/2015 12:11
    Na época a Grécia entrar para a UE não era algo estranho, não. Somente algumas poucas pessoas achavam que isso não daria certo. E essas poucas pessoas não eram levadas a sério porque o mundo em geral estava encantado demais com a própria ideia de União Europeia. Se você fosse contra a união dos países europeus você só poderia ser uma pessoa desinformada ou sem coração.
  • Dissidente Brasileiro  08/07/2015 21:32


    cmr 08/07/2015 18:08:10
    Veja no Brasil; os brasileiros criticam duramente os governantes com toda a sujeira em que eles estão envolvidos, mas ouso dizer que quase todos sabem, lá no fundo, que se estivessem no poder, estariam fazendo exatamente a mesma coisa.

    É claro que eles fariam. Na verdade, acho que a real revolta da população em relação à corrupção não é o fato da existência da mesma em si, mas o simples fato de não poderem tirar proveito das falcatruas. Em outras palavras, "todo mundo está ganhando algo e eu aqui não ganho nada, só levo fumo, então fico muito puto com tudo isso." Simples assim.
  • Thiago  08/07/2015 23:15
    Eu conheço pessoas que trabalham no centro do poder, cujo o cônjuge recebe do estado salário idêntico ou até maior, embora pise no 'trabalho' apenas no fim do mês para assinar folha de ponto. Grécia de hoje, Brasil de amanhã.
  • Pobre Paulista  09/07/2015 00:15
    Só passei para lembrar que a Grécia inventou a Democracia.
  • Adelson Paulo  09/07/2015 12:19
    E os egípcios desenvolveram as pirâmides, e os incas domesticaram as batatas.
  • Emerson Luis  11/08/2015 19:36

    E a civilização brasileira descobriu a mandioca.

    * * *
  • Rennan Alves  09/07/2015 12:38
    Não só a inventou como a utilizou durante praticamente toda a sua história. E, claro, para votar sobre a decisão do calote.
  • Pobre Paulista  10/07/2015 00:23
    Yep. E ainda assim o mundo não aprende.
  • Torresmo  09/07/2015 00:23
    No Brasil é comum puxa saquismo com gente que trabalha pro estado. Certas classes são elevadas ao Olimpo pela mídia e politicos. Os professores são um exemplo.
  • Orlando Lima Viana  09/07/2015 01:00
    Na real é o seguinte:
    Os banqueiros de um modo geral querem ter o controle de uma nação através do sistema financeiro, para o Estado ser dependente. e quanto mais empréstimo mais eles tem o poder da inflação.

    No caso da Grécia ocorreu o inverso eles ficaram sem lastro, e perderam o poder.

    No Brasil ocorreu isto também lembram quando o governo financiou os bancos.

    é um jogo danado que sugam uma nação, além obviamente seu povo com juros altos e deficiência de serviços à altura.

    Políticos não são patrões, mas como tal ditam as leis.

    Triste. como disse a Pintora Tarcila do amaral cuidado com o voto eles que estabelecem os impostos.
    valeu
  • anônimo  09/07/2015 12:22
    Bancos ajudam o governo a financiar seus gastos populistas e a culpa é apenas dos bancos?
  • Mila  09/07/2015 01:46
    Sobre este trecho:

    "a) O salário médio na rede ferroviária estatal grega chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A receita operacional da estatal rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões."

    Eu conheci Atenas. Precisei usar o bonde e o metrô mais de uma vez. Quando, na primeira vez, pedi informação sobre como comprava o ticket para o bonde, já que na plataforma que ficava na rua não tinha nada, uma mulher me explicou que o ticket era comprado na estação de metro. Logo em seguida, me disse para eu não me preocupar com isso, porque ninguém fiscalizava o ticket. Esta foi apenas a primeira vez que ouvi isso. Quando cheguei na estação e pedi para alguém me dizer sobre as máquinas de ticket, mais de uma pessoa não quis me ajudar, alegando que eu não precisava. No metro não havia catracas e, no tempo todo que estive lá, embora eu sempre comprasse os tickets, ninguém realmente pediu qualquer um. Exceto quando usei o metro para chegar até o aeroporto. Antes da estação do aeroporto, quando o vagão já estava bastante vazio, apareceu uma fiscal pedindo o ticket.

    Só para tentar ilustrar sobre a receita. Eu acredito mesmo em boa parte das coisas que foram escritas aqui. Farmácias, por exemplo, você não consegue achar nenhuma aberta após as duas da tarde. E muitos outros comércios também. Só abriam depois das 10 e as 14 horas já estavam fechados. Mesmo alguns comércios relacionados à turismo fechavam cedo.
  • Lucas C  09/07/2015 13:48
    Eu também conheci a Grécia quando passei 1 mês lá fazendo um estágio. O país tem sim suas belezas históricas e naturais (um local no continente chamado Meteora é fantástico. E sempre tem as ilhas).
    Mas a maioria do povo grego empata ou até ganha do brasileiro como o mais folgado que já conheci. Na verdade ganha devido a prepotência. São barulhentos, desorganizados, buzinham por qualquer coisa, param os carros nas calçadas, tem um inglês ruim (e acham que estão sempre certos)... E ainda elegem os extremistas de esquerda para tentar sair do buraco! Só que no fundo do poço, eles acharam a tampa do alçapão.
  • André  09/07/2015 12:28
    Estou vendo que os gregos se esforçaram bastante para irem à falência.
    Então eu acho que eles merecem colher os frutos dos seus esforços.
  • Luiz Afonso  09/07/2015 13:02
    União Europeia, globalização, governo mundial único é tudo Estado, e todos liberais sabem que o problema é o Estado.

    Então União Europeia nada mais é que um governo europeu único ditando regras e regulações de mercado. É contra o livre comércio, diferente do pensamento da maioria que vê estes governos como um avanço de ideias neo liberais, na verdade é um governo central único ditando regras e enriquecendo meia dúzia de banqueiros e capitalistas em detrimento de um comércio livre. É um tiro no pé do capitalismo de livre mercado. Depois ainda será um prato cheio para que esquerdistas critiquem o capitalismo liberal como se isto fosse exemplo de capitalismo de livre mercado. Em um capitalismo de livre mercado não precisa de Estado, este é o ponto. o próprio mercado se auto regula sem interferências estatais. Ainda estou esperando o liberalismo vingar, enquanto isto teremos a velha discussão Socialismo X Capitalismo, pois a interferência estatal vai acabar prejudicando mais cedo ou mais tarde o capitalismo e os Socialistas não irão pensar duas vezes e criticar o capitalismo. E ai nunca veremos o fim do Socialismo.

    O que pode ter pior que um governo, um Estado? Um governo mundial único, o dia que isto acontecer não teríamos para onde correr.

    Então eu quero que a União Europeia, e demais governos únicos se danem, eu defendo o livre comércio sem regulações estatais e interferências estatais. Então eu torço contra governos únicos.

  • cmr  09/07/2015 13:41
    Eu já estou torcendo contra qualquer tipo de governo.
  • Rud  09/07/2015 13:18
    heheheh...já estive umas 3 vezes em Roma nestes ultimos 6 anos.... eu também comprava os tickets para a validação na maquina dentro do onibus....mas era raro ver um italiano pagar onibus publico lá...entravam e saiam sem validar, sem o motorista cobrar....ou seja, uma casa da mãe joana...eu ficava pensando com meus botôes : quem paga essa conta ?..... um romano me disse que a empresa que controla o transporte publico em Roma se chama ATAC, um gestor publica da prefeitura de Roma ....hehhhe....como se sabe a Italia também passa por alguma dificuldades relativamente a seus gastos publicos.....
  • Marcelo Boz  09/07/2015 17:51
    O metrô na Alemanha também é assim, e funciona.
    Em si não há nada de errado nisso; é um sistema que conta com sua honestidade, você paga o ticket e tem acesso gratuito.
    Em países latinos é que ouvi dizer sobre os espertinhos que não pagam.
  • cmr  09/07/2015 20:24
    Eu morei 6 meses na Alemanha, em Munique.

    De fato lá todos, ou quase todos, pagam e fazem questão de pagar.
    Quando a fiscalização bate, em um vagão cheio do metrô não tem mais que uns 5 "Schwartzfahrer" (pessoas que não estão pagando)

    E é certo; a despeito de preconceitos, os caloteiros são sempre turcos, africanos, latinoamericanos, e outros povos oriundos de republiquetas atrasadas.
  • Didi  09/07/2015 13:22
    Felicitações pelo brilhante artigo!

    Barbaridade - matou a cobra e mostrou a cobra!

    Acabaram de adotar um novo deus no panteão - KALOTHEUS

    Merecidamente terão que ir às calendas gregas e que paguem caro por serem pródigos inveterados.

    De modo similar, milhares de brasileiros néscios e incautos igualmente já experimentam algo do gênero. O preço da canalhice e do cinismo é escorchante e justo.
  • Matias  09/07/2015 16:11
    vc esta brincando sobre o KALOTHEUS?

    pois o novo ministro das finanças da Grécia se chama Euclid TsaKALOTOS
  • Alexandre  09/07/2015 14:05
    Alguém pode me explicar por que a Forbes defende as irresponsabilidade grega?
    www.forbes.com/sites/johntharvey/2015/07/07/five-reasons-greeks-were-right/
  • O grande  09/07/2015 16:31
    Porque seus jornalistas devem ser ótimos economistas.
  • Magno  09/07/2015 17:15
    A imprensa está infestada de socialistas/comunistas;
  • Gunnar  27/07/2015 17:53
    Parei no "Austerity is not a solution for ANY economic problem" (grifo meu). Keynesianismo do mais rastejante.
  • Ismael Bezerra  10/07/2015 01:12
    Alguém pode me dizer o que é um país desenvolvido. Faço esta pergunta porque sempre vejo na imprensa que a Grécia é o primeiro país desenvolvido a dar calote. E na boa, eu não vejo Portugal, Espanha, Itália e a Grécia como países desenvolvidos.
  • Lucas Braga  11/07/2015 23:15
    Eles são desenvolvidos no sentido de terem alcançado a excelência em diversos indicadores estatísticos. Mortalidade infantil baixa, renda per capita acima de US$ 20 mil / ano (Paridade do Poder de Compra), trabalho infantil virtualmente erradicado, baixas taxas de criminalidade (no geral), alta expectativa de vida etc.
  • João  10/07/2015 13:02
    Essa é uma estratégia perfeita para destruir a economia de um país, e pior é que o povo (os beneficiados) ainda fica do lado do ladrão.
  • anonimo  11/07/2015 12:39
    Se o governo Grego reduziu em 50% o valor dos títulos públicos, a sua dívida pública também precisa ser escalonada? O Governador de São Paulo que apoia Dilma e quer se candidatar a Presidente da República, aumentou os tributos, inclusive da energia elétrica para pagar a conta do FMI, isentando os demais estados do devido aumento?

    Por que nenhum político brasileiro quer a auditoria na dívida pública?

    A cidade de São Paulo tem diversos títulos de sua dívida com valores reduzidos para negociação...

    O Estado de São Paulo vive numa intervenção Federal velada, basta ver o fluxo de migrantes da sua região.
  • Willhame Pallha Lacerda de Carvalho  20/07/2015 23:18
    A VERDADE SOBRE A DÍVIDA GREGA É QUE OS PRÓPRIOS CREDORES A CRIARAM SEGUNDO UMA AUDITORA BRASILEIRA


    https://www.youtube.com/watch?v=UNMGVLb1VSE
  • Andre  23/07/2015 18:44
    Mais uma retardada mental.

    Acho que vou lá fazer um empréstimo no banco e depois quando eles me cobrarem vou reclamar que eles estão querendo impor austeridade no meu padrão de vida.

    Daí é só chamar essa retardada pra dizer pro banco que a minha divida foi criada pelo próprio banco.
    Vai que cola...
  • Vasilhame  23/07/2015 21:02
    Amigo, o que você entende por verdade? Porque só possuindo um conceito bem elástico de verdade para achar que isso é verdade. A Grécia está no caos em que está porque há décadas seu governo está fazendo loucuras e agora chegou a hora de pagar a conta. Simples assim.
  • Eduardo R., Rio  22/07/2015 04:15
    Trecho do artigo "Os inacreditáveis talentos gregos", de Luiz Felipe Lampreia: "Há 50 motoristas para cada carro oficial e 1.763 pessoas protegem as águas do Lago Kopais, embora tenha secado em 1930."

    "a culpa não é do tsipras. nem do varoufakis.", por Rui Albuquerque.
  • Orlando Lima Viana  22/07/2015 11:51
    O Estado é insano com as pessoas que devem pagar impostos, não há patrão somente contratantes de serviço e sem fiscalização.
  • Cobrador de Impostos  26/07/2016 01:14
    Estou lendo esse artigo hj, 1 ano depois de postado.

    Descobri esse site através de um blog de um economista. Acessei e gostei muito. Quanto mais eu leio e estudo mais eu percebo que me encontro no lado negro da força....rsrs

    Faço parte de uma categoria que no meu entendimento hj derruba o Brasil: Funcionário Público!
    Minha função é ferrar com os contribuintes e pagadores de impostos. Sou fiscal de tributos. Mas não me enquadro no perfil que só fica mamando nas tetas do governo...ralo bastante...mas será que isso é bom? Pq qto mais eu trabalho mais eu acabo tirando dos contribuintes e passando para o Estado fazer suas falcatruas.

    Acredito que se o Brasil não mudar o cenário pode entrar no caminho parecido com o da Grécia. Acabar com gastos públicos, cortar mordomias, vantagens desproporcionais é o único caminho viável.

    Não serei hipócrita de defender aumento de salário para minha categoria. Fui enganado pelo Petismo, que inflou a máquina pública, oferecendo altos salários que me fizeram desanimar de empreender e estudar para concurso. Hj eu percebo isso.

    Valeu!
  • Sonegador de Impostos  26/07/2016 10:38
    Então tenha a decência de nos ensinar como sonegar eficientemente os impostos aue você cobra.
  • Natalia Colombo  16/03/2018 14:14
    Informações muito pertinentes até hoje, 3 anos depois da estopim da crise. Estou buscando informações pra um trabalho na faculdade e queria saber as fotos desse artigo. Você teria como me passar?
  • Vitor  16/03/2018 14:33
    Fotos? Que fotos?
  • Pobre Paulista  16/03/2018 15:46
    Se você quis dizer: fontes, basta procurar os trechos destacados em azul no texto. São chamados de hyperlinks, e ao clicar você é direcionada à outras páginas, neste caso, as páginas que serviram de referência para sustentar justamente o texto destacado em azul.


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