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As aplicações P2P quebrarão os monopólios e as reservas de mercado, e tornarão todos capitalistas

Nestas últimas semanas, especialmente nos últimos dias, um dos assuntos de maior repercussão na internet e nas praças das cidades Brasil afora guardou relação com as proibições do aplicativo Uber em algumas cidades. Especialmente em São Paulo e Brasília.

Não é o objetivo aqui prolongar tal discussão e buscar os contra-argumentos à proibição do aplicativo.  Tampouco rebater as falácias apresentadas a favor dos taxis legalizados (assim chamados), ou rebater argumentos daqueles que defendem a regulamentação de serviços similares.  Para ter uma melhor compreensão das opiniões, recomendo alguns artigos: este artigo do site Spotniks; este artigo do Instituto Mises Brasil; este artigo do site da Revista Trip (Nada será como antes) e, por último, este artigo do site Medium. 

O artigo do Spotinks faz um pequeno resgate histórico de algumas tecnologias de transporte urbano, e conclui que querer disputar contra a inovação e a competição no transporte urbano moderno é ignorar todos os processos inventivos que possibilitaram o nascimento do próprio transporte urbano moderno.

O artigo do IMB descreve o funcionamento do Uber, argumenta que o setor de táxi é um cartel protegido pelo estado, e mostra a reação — muitas vezes violenta — desse cartel ao ver sua reserva de mercado ameaçada pelo livre mercado.

O artigo do site Medium, por sua vez, apresenta uma série de argumentos falaciosos, mas, para fins deste texto, tal artigo é útil, pois faz algumas descrições precisas e interessantes de alguns aspectos do funcionamento do aplicativo.

Por último, a revista Trip apresenta um panorama mais amplo. Argumenta que estamos em uma Era da Disrupção, em que as tais "inovações disruptivas" são cada vez mais rápidas e frequentes. Nesse contexto, o Uber seria apenas mais um exemplo, em conjunto com Wikipedia, Netflix, Airbnb e outras tecnologias.

Nesse sentido, a disrupção traz sempre o medo da mudança; porém, em vez de se acovardar e querer abolir as novas tecnologias (em uma clara demonstração de misoneísmo), o melhor é abraçá-las entusiasmadamente e buscar utilizá-las de maneira mais adaptativa ao usuário.

Com exceção do artigo da revista Trip — que se contrapõe ao artigo do site Medium — , todos os outros abordam quase exclusivamente o aplicativo Uber.  E a abordagem é especialmente centrada em livre concorrência, liberdade do usuário, reação dos cartéis, reação dos governos etc. Portanto, não é necessário mais um artigo abordando esses tópicos; seria redundante e desnecessário.

O que se pretende fazer aqui é ampliar o escopo de aplicações analisadas (especialmente aplicações peer-to-peer — "P2P") e fazer uma abordagem do uso destas novas técnicas e sua implicação na dinâmica dos mercados.

Como a tecnologia P2P irá quebrar cartéis, monopólios e trazer mais liberdade aos mercados

Pode-se dizer que o Uber faz parte de um conjunto de aplicações (aplicativos ou sites) em que a arquitetura de rede P2P é utilizada.

P2P é uma arquitetura de redes de computadores na qual cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. Só que, no caso de aplicações P2P, os usuários são clientes e servidores (não os computadores).

Conforme destacou Cesar na revista Médium, a tecnologia do Uber é o aplicativo que ele usa conectando os pares: motoristas, usuários e o sistema de pagamento por meio de cartão de crédito. Simplesmente isso. Elimina-se a necessidade de uma companhia de táxi, de uma central de radiotaxi, do uso de dinheiro em espécie (inclusive para troco) etc.

Semelhante ao Uber há uma verdadeira miríade de aplicações P2P existente hoje em dia.  Para ilustrar, vamos citar alguns exemplos.

O site Cabe na Mala conecta pessoas que fazem compras à distância com viajantes que têm algum espaço sobrando na sua bagagem. Quem estiver disposto a receber uma grana para trazer uma encomenda pode participar. Elimina-se a necessidade de empresas de encomendas ou dos Correios.

O Airbnb simplesmente conecta anfitriões e potenciais hóspedes.  Nada mais é do que uma nova forma de hotelaria caseira.  Obviamente, o Airbnb representa uma forte concorrência às redes de hotelaria no mundo inteiro.

O site Descola Aí se apresenta como o primeiro portal de empréstimo P2P do Brasil. Basicamente, é uma aplicação em que se pode alugar de tudo. Eles possuem até um vídeo explicativo.

Já o site Banca Club é o primeiro mercado de empréstimo P2P do mundo, com mais de 1.880 membros e mais de R$ 22.700.000,00 em pedidos de financiamento.  Em suma, trata-se de uma comunidade de empréstimos financeiros diretos em que qualquer um pode ser o cliente ou o banqueiro, por assim dizer. Já há sites concorrentes semelhantes, como o Fairplace.

Sites como Mercado Livre, OLX e Ebay são imensos mercados que funcionam basicamente como classificados online.  E, de certa maneira, podemos também considerar a enciclopédia virtual Wikipédia como também tendo uma arquitetura familiar ao P2P — no caso, a Wikipédia está bastante focada na construção de verbetes de maneira colaborativa.

A característica comum de todas essas aplicações é a arquitetura P2P. Tal arquitetura facilita o encontro entre as pontas demandantes e ofertantes de determinados produtos ou serviço, sejam estes uma corrida de táxi ou um empréstimo financeiro.  A arquitetura P2P reduz os custos de negociação, facilita o acesso a todos os usuários e permite o encontro entre as duas pontas de tal maneira que torna quase obsoleta a necessidades de algumas tecnologias de comércio do passado.

Por exemplo, o Netflix e o YouTube são fortes concorrentes para as locadoras de vídeo e para empresas de TV; o Uber, para as empresas de táxi; o Fairplace e o Banca Club, para empresas de factoring, agiotas e bancos; o Airbnb, para hotéis, pousadas, motéis e  pensões; o Mercado Livre e OLX, para os jornais e revistas que vendem espaço para anúncios.

Mas há outro argumento a ser feito.  É fato que o sucesso dessas aplicações reside em uma série de vantagens, mas o principal fator está, fundamentalmente, no fato de que uma rede P2P maximiza as oportunidades para a ponta de ofertantes atender melhor às necessidades dos demandantes. Isso está em total acordo com a abordagem feita por Ludwig von Mises sobre o processo de mercado e as características de uma economia capitalista.

Mises dedica várias partes de sua obra para descrever tal processo. Segundo ele:

"A economia de mercado é o sistema social baseado na divisão do trabalho e na propriedade privada dos meios de produção. Todos agem por conta própria; mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades como também as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus concidadãos. Por outro lado, todos são por eles servidos.

Cada um é ao mesmo tempo um meio e um fim; um fim último em si mesmo e um meio para que outras pessoas possam atingir seus próprios fins.

Este sistema é guiado pelo mercado. O mercado orienta as atividades dos indivíduos por caminhos que possibilitam melhor servir as necessidades de seus semelhantes. Não há, no funcionamento do mercado, nem compulsão nem coerção...

...O slogan marxista "produção anárquica" retrata corretamente essa estrutura social como um sistema econômico que não é dirigido por um ditador, um czar da produção que pode atribuir a cada um uma tarefa e obrigá-lo a obedecer a esse comando. Todos os homens são livres; ninguém tem de se submeter a um déspota.

O indivíduo, por vontade própria, se integra num sistema de cooperação. O mercado o orienta e lhe indica a melhor maneira de promover o seu próprio bem estar, bem como o das demais pessoas. O mercado comanda tudo; por si só coloca em ordem todo o sistema social, dando-lhe sentido e significado". [Ação Humana, capítulo XV "O mercado"].

Esse é o núcleo central do argumento. Na abordagem de Mises, serão bem-sucedidos na economia de mercado aqueles que, primordialmente, souberem criar mecanismos que os permitam atender com mais eficiência às necessidades do público consumidor. Tão simples quanto isso, mas ao mesmo tempo consideravelmente difícil.

Esse é um dos elementos cruciais para entender a abordagem austríaca do processo de mercado.  Também ajuda a entender o porquê do sucesso de algumas novas aplicações. Ao facilitar o encontro entre as pontas compradoras e vendedoras, ao reduzir as assimetrias de informação tanto para quem vende quanto para quem compra, tais aplicações P2P trouxeram para o tabuleiro do jogo econômico pessoas que tinham habilidades, capacidades e capital para melhor servir seus concidadãos.

Isso porque basta uma consulta nas aplicações, e os usuários podem saber quem está vendendo o quê, onde, como, a que preço etc.  O mesmo vale para os vendedores, pois o custo informacional reduziu-se substancialmente. Agora eles possuem melhores mecanismos para colocar seus conhecimentos em prática, desta forma melhor servindo seus clientes.

Ou seja, colocando nos termos de Hayek, o conhecimento — que é difuso (está disperso pela sociedade, e não concentrado em poucos indivíduos), subjetivo, prático e pessoal — agora tem mecanismos mais fáceis, rápidos e baratos para se manifestar: basta ser dono de um veículo e conhecer a geografia de uma cidade para se transformar num motorista do Uber; basta ter um quarto vazio e desejar alugar para se tornar um anfitrião no Airbnb; basta ter alguns recursos sobrando e saber gerenciar seus riscos para se tornar um "banqueiro" do Fairplace, e assim por diante.

A arquitetura P2P democratizou o acesso ao empreendedorismo: todos podem se tornar empreendedores capitalistas.  Isso é fantástico.

E o mais interessante é que tais aplicações P2P não trouxeram inovações tecnológicas revolucionárias.  Elas não inventaram uma nova forma de se locomover, de emprestar dinheiro, ou de se hospedar.  No entanto, há gente por aí que tem conhecimento aplicado e que pode dirigir e guiar tão bem (ou melhor) que um taxista; gente que pode se arriscar um pouco a emprestar dinheiro e obter taxas de retorno melhores do que as que os bancos oferecem; e gente que sabe hospedar muito bem e pode até ganhar algum um bom retorno com isto.

Sendo assim, poderíamos dizer que, de acordo com a abordagem de Mises e Hayek, tais aplicações permitem que o conhecimento humano espalhado se manifeste de uma forma bem mais eficaz, reordenando espontaneamente os mercados e fazendo com que os seres humanos possam melhor atender às necessidades de seus semelhantes.

Essa talvez seja a "disrupção" que tais aplicações trazem.  Trata-se, obviamente, de uma disrupção salutar. Ironicamente, elas trazem um pouco mais de "anarquia" ao processo produtivo, como talvez Marx gostaria de dizer.

E, também ironicamente, isso é algo positivo, pois tais aplicações permitem que, além de consumidoras, as pessoas também sejam mais empreendedoras. Ou mais "capitalistas", poderíamos dizer.

Seja dirigindo seu próprio carro, alugando uma parte de sua própria casa ou emprestando seu próprio dinheiro, haverá mais oportunidades para o cidadão comum empreender e, com isso, melhorar seu padrão de vida.  E sem ter de pagar nenhuma taxa para nenhum cartório.

Quanto mais pessoas com espírito capitalista e empreendedor no mundo, melhor para todos.  Haverá mais bens e serviços ofertados, e, consequentemente, um padrão de vida em contínua elevação.

________________

Nota do autor

O autor gostaria de registrar que não recebeu recurso de nenhum dos sites ou aplicativos apresentados aqui. As aplicações citadas foram fruto de uma simples pesquisa na Internet, com caráter meramente ilustrativo e para exemplificar. Há diversos sites e aplicações semelhantes com arquitetura P2P que fornecem diversos tipos de serviços. O autor registra também suas restrições em relação à veracidade de algumas definições da Wikipédia, bem como já ter encontrado verbetes com informações claramente erradas. Mesmo assim não se furta de usar a enciclopédia on-line, tanto que buscou alguns verbetes na mesma para fins deste artigo.


2 votos

autor

Pedro Borges Griese
possui mestrado em economia e colabora regularmente com o Instituto Carl Menger, de Brasília.


  • Gerson  07/07/2015 14:21
    Criei um site peer-to-peer dedicado às pessoas que vão viajar e podem trazer produtos para outras pessoas e ganhar dinheiro com isso. Totalmente grátis.
    www.invershop.com

    Desculpem-me por usar esse espaço para publicidade, mas o assunto é pertinente. Abraços!
  • Vitor Sousa  07/07/2015 14:44
    Parabéns :)
  • Paulo  08/07/2015 23:59
    Parabéns pela iniciativa. Precisa apenas melhorar o layout pra parecer mais profissional.
  • Gerson  11/07/2015 13:56
    Obrigado pela observação. O design vai melhorar em breve!
  • Anarco-Individualista  18/07/2015 02:07
    Visual é coisa de fresco, o que importa é o counteúdo!
  • Hudson  07/07/2015 14:27
    Sensacional!
    A maior parte destes serviços eu sequer conhecia.
  • Erick  07/07/2015 14:40
    Desculpa a pergunta não ter a ver com o artigo mas gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre a tal "recuperação" da economia brasileira. O governo, sempre mentiroso, diz que o ano que vem é possível que melhore, com indícios disso no final do ano. Eu acho isso impossível com essa inflação, interferências estatais constantes. O que vocês dizem?
  • anônimo  07/07/2015 15:14
    Até o ano que vem é possível, mas é aquela recuperação: PIB 1% e inflação 6%.
  • Sandro lima  13/07/2015 22:29
    Pra mim, der isso que você disse está ótimo, aliás se a inflação bater nos 6% já está bom pra c4r4lh0!
    hahaha
  • Fred  07/07/2015 15:29
    Uma questão não abordada no artigo é o fato dessas estruturas P2P serem centralizadas, isto é, serem vulneráveis aos mandos e desmandos de políticos, que tem rabo preso ao status quo e não desejam nenhum tipo de mudança inconveniente.

    Se alguma desses aplicativos crescerem a ponto de incomodar, sempre haverá a intervenção governamental tentando "matar" tal disrupção.

    Podemos comparar todos esses aplicativos ao Napster, ou eles entram no "esquema" ou o "esquema" vai atrás deles. A única forma de ter uma disrupção permanente, mesmo que ela interfira com grupos poderosos politicamente, é ter a arquitetura de aplicativo totalmente descentralizada, semelhante ao BitTorrent.

    A medida que alguns desses aplicativos decentralizados caírem devido a intervenção surgirão seus "irmãos" decentralizados que se tornarão intocáveis a arrogância fatal dos políticos.
  • Barney  07/07/2015 15:41
    Mesmo utilizando sites espelhos?
  • Fred  07/07/2015 15:51
    Quando existe ao menos um ponto central vulnerável, seja uma empresa por trás do empreendimento ou parte da infra estrutura "localizável" pelos agentes políticos, a arquitetura inteira está sob risco de ser interrompida.

    Ou essa estrutura centralizada chega a um acordo para não sofrer intervenção ou eles focam em um nicho que não incomoda ninguém.

    Exemplos de arquiteturas descentralizadas são Internet, BitTorrent, Bitcoin dentre outras.
  • Rodnei Cardozo Moreira  07/07/2015 18:05
    Você utilizou o Napster como mau exemplo, mas ele simplesmente abriu as portas, mostrou que era possível. Sim, ele foi massacrado e enterrado, mas o estrago já estava feito,as pessoas aprenderam a baixar músicas de graça.

    Depois dele veio eMule, Kazaa, torrent, etc.

    Sim, provavelmente o Uber não vá resistir e vá quebrar, fechar ou algo assim.
    Mas o que surgirá depois do Uber é o que ficará.
  • Fred  07/07/2015 19:11
    Esse é um dos candidatos: lazooz.org/
  • Leonardo Ramos  09/07/2015 18:03
    Até que um dia o mercado se adaptou e fez melhor, criou os music streamings de baixo custo como o Spotfy, o Deezer e o Apple Music. Hoje, depois de anos e anos de músicas baixadas, sou assinante do Spotify pelo enorme benefício em relação ao seu baixo custo relativo.
  • Sandro lima  13/07/2015 22:47
    Bittorrent, e-mule e derivados, surgiram exatamente por conta do caso Napster.
    O cara perdeu judicialmente, ficou mto louco e jogou o código fonte na internet!
    Daí a coisa desenrolou de vez.
    Até hoje não possuem uma forma de parar o modelo, hora fecham o thepiratebay que muda de domínio, como se troca de cueca, mas está sempre de pé!
    e olhando bem, é impossível deles conseguirem travar alguma coisa judicialmente. porque cada domínio tem leis distintas de acordo com o país, e levam anos para se chegar a algum lugar.
    Nos piores dos cenários, quando já estiver rodado tudo quanto é domínio do mundo, veríamos o thepiratebay "restartar", trocando o dominio para "Othepirathebay".
    Além, de que, 1 dia que um site grande fica fora, uns 5 ou 6 ganham evidencia!
    Já tem milhares desses sites, prontos! só esperando algum do grande cair para assumir o posto.

    O mesmo pode ocorrer com o Uber, mesmo tendo centralizado app, CNPJ etc.
    morre a marca, mas o conceito continua vivo pois os órfãos iriam migrar para similares.

    Vide o MegaUpload, RapidShare, empresas pioneiras em hospedagem de arquivos, que foram fechadas por conta de pirataria etc. outros menores abocanharam seus usuários.




  • Anderson  07/07/2015 15:29
    Rapaz... Sensacional!

    Esta arquitetura é de uma eficiência... os burocratas e socialistas piram!




    P.S. Basta uma só tragédia, como em caso de um ofertante fazer besteira (seja lá qual for, que o estado aparecerá com discurso de que isso só ocorreu por causa da falta de segurança jurídica do serviço e blablabla. E o resultado vai ser a abolição de um aplicativo daqui... dali... e etc.
  • Dhiego Da Silva Andrade  07/07/2015 15:30
    A mão regulamentadora do estado chega a tremer quando vê essas inovações derrubando os monopólios e oligopólios que ele defende com punho de ferro.
  • Luciano  07/07/2015 15:45
    Genial, um dos melhores e mais acessíveis artigos que o IMB já publicou. Um prato cheio para atingir empreendedores ou amantes de startups.
  • João Luiz Pisa   07/07/2015 15:46
    Isso aí o titio Marx não conseguiu prever na sua época. A inovação e a aproximação dos indivíduos ferra com qualquer sonho socialista burro.

    Que venha a nova era!
  • Fernando  07/07/2015 16:07
    Seria interessante ter um aplicativo para vendedores ambulantes.

    A gente fica sabendo se tem um caminhão de pamonha passando perto de casa, ou um amolador de facas, ou um carrinho de Yakult, um sorveteiro, etc.
  • Rodrigo Nunes  07/07/2015 20:13
    boa idéia essa. talvez eu pense em desenvolver alguma coisa desse tipo se der alguma coisa tenha certeza que sua parte está garantida pela idéia.
  • Marcos Roberto Vicente dos Santos  07/07/2015 16:13
    Caramba! Vibrei ao ler cada linha. Tá na cara que este é o rumo certo das coisas. Mas aguentar o vitimismo das classes, dói né?

    Vida longa aos libertários!
  • Fernando  07/07/2015 16:20
    Eu queria saber se a delegacia do meu bairro tem Whatsup.

    Assim eu fico sabendo de todos os crimes que aconteceram perto de casa.
  • Joe  07/07/2015 16:25
    Infelizmente, nenhuma dessas tecnologias vai poder funcionar no Brasil se forem fisicamente sediadas aqui, como Uber e Fairplace.
  • ohmega  07/07/2015 16:32
    Creio que a lei mais nociva criada em nosso país visando proteger um cartel foi a Lei de Informática nos anos 80. Esta medida nos tirou do boom da informática e nos atrasou em pelo menos 20 anos (uma vida inteira em termos tecnológicos)!
  • ANDRE LUIS  07/07/2015 16:43
    Parabéns ao IMB. Mais uma vez larga na frente apresentando aos seus leitores algumas das aplicações da tecnologia P2P. Fica a sugestão para divulgação de outras soluções P2P, estas sim com muito maior potencial disruptivo, tais como Bitcoin (com foco na rede que o mantém), as alternativas P2P para eleições da ethereum (https://www.ethereum.org/), isso com real potencial para resolver nossos problemas oriundos de representação política e de moeda de forma muito mais eficiente e limpa, sem golpes e revoluções sangrentas.
  • Marília  07/07/2015 16:48
    Vou mais além. Seria bom vocês fazerem um artigo sobre peerconomy, embora isso seja um assunto mais left-lib.

    Em síntese, é a lógica de aplicar P2P na produção material. Já existe para produção de software livre, e creio que no futuro vai passar a produzir coisas tangíveis.

    Como aconteceria: aos poucos seriam criados vários wiki sobre conhecimento aberto, universidades virtuais, detalhamento de processos, product hacking, design aberto, etc. E cresceria com as impressoras 3D.

    Qualquer um no fundo de garagem poderá criar o que quiser sem a necessidade da indústria convencional manufatureira, o que tornaria esta obsoleta. Claro que setores como o de microeletrônica e robótica ainda demorarão décadas pra passar pela mesma revolução, e estes continuarão normalmente, crescendo e dominando aos poucos a economia.

    A consequência disso é que todos poderão ser produtores e trocarem o que produzem. A produção tenderá a ser mais local ao invés da atual tendência globalizada. Se isso se concretizar, o sistema não mais poderá ser chamado de "capitalismo", seria um livre mercado radical. E, por mais incrível que pareça, seria superior ao comunismo, pois teria a autonomia dos indivíduos ao invés da autonomia do coletivo abstrato.
  • Gabriela  07/07/2015 17:11
    "Se isso se concretizar, o sistema não mais poderá ser chamado de "capitalismo", seria um livre mercado radical. E, por mais incrível que pareça, seria superior ao comunismo, pois teria a autonomia dos indivíduos ao invés da autonomia do coletivo abstrato."

    Oi?! Desde quando algo ser superior ao comunismo é "por mais incrível que pareça"?!

    Qualquer arranjo feudal precário, por mais incrível que pareça, é superior ao comunismo. Aliás, morar numa favela no interior do Maranhão é superior ao comunismo.
  • Marilia  07/07/2015 17:24
    Depende do que você chama de Comunismo, Gabriela. Eu aqui quis falar sobre a proposição de Marx em "Critique of Gotha Programme", e mais para frente adaptada por comunistas libertários como Kropotkin: "de cada um de acordo com a habilidade, para cada um de acordo com a necessidade". No entanto, sem acabar com propriedade, moeda e mercado. Pelo contrário, pela democratização radical da produção e consumo, de modo a não haver diferença entre produtores e consumidores (é essa a crítica de toda a esquerda, embora eles não consigam expressar isso em palavras, nem propor uma solução prática e que funcione).
  • anônimo  07/07/2015 18:07
    "de cada um de acordo com a habilidade, para cada um de acordo com a necessidade".
    "No entanto, sem acabar com propriedade, moeda e mercado."
    " não haver diferença entre produtores e consumidores "

    Três frases contraditórias.

    A primeira implica em um agente para confisca a propriedade e redistribuir arbitrariamente, de acordo com a opinião dele.

    A segunda contradiz com a primeira. Não existe propriedade, e por consequência um mercado, se alguém irá confiscar ela arbitrariamente.

    A terceira não tem sentido. Todo consumidor é um produtor. Não existe separação entre um e outro.

    O mais incrível de tudo isso é ter ouvido que Marx foi o maior filósofo de todos os tempos.
  • Rodolfo  07/07/2015 17:35
    "de cada um de acordo com a habilidade, para cada um de acordo com a necessidade"

    Isso é exatamente o que já acontece hoje. Quem trabalha e produz é tributado para sustentar quem não trabalha e/ou não produz nada que seja demandado (dentre estes, funcionários públicos).

    Ou seja, o mundo sonhado por Marx já está funcionando a pleno no Brasil. Não sei por que você ainda continua sonhando com ele.
  • Marilia  07/07/2015 17:59
    "Isso é exatamente o que já acontece hoje. Quem trabalha e produz é tributado para sustentar quem não trabalha e/ou não produz nada que seja demandado (dentre estes, funcionários públicos)."

    Conte-me mais, Rodolfo. As críticas a Marx são totalmente válidas, mas não lembro dele falar que desejaria que o fim do seu socialismo (comunismo) haveria parasitas como funcionários públicos taxando a população e vivendo sem trabalhar. Se ele visionou esse mundo, por favor, quote-o.
  • Marilia  07/07/2015 17:50
    Existem dois autores que tratam disso que falei acima: Kevin Carson e Roderick Long. Ambos escrevem para o Center for a Stateless Society.
  • anônimo  07/07/2015 18:13
    'Se isso se concretizar, o sistema não mais poderá ser chamado de "capitalismo", seria um livre mercado radical.'

    Claro que poderia, tudo que o capitalismo faz desde que foi criado é aumentar a produtividade de todo mundo, as impressoras 3d são apenas mais uma ferramenta pra isso.
  • Luã  07/07/2015 18:53
    Exatamente Marília. Socialistas utópicos, científicos, marxistas etc remexem-se de alegria em suas casas e covas. Pra se ter uma ideia do quanto o Estado tentará frear este processo, basta imaginar como lidaríamos com algo que representasse o início de nossa extinção.
  • Pobre Paulista  07/07/2015 17:39
    P2P necessariamente passa por servidores centrais para roteamento. Tais servidores estão em algum pedaço de terra, o qual pertence a algum país e portanto está sujeito às suas leis.

    Em uma única canetada o governo consegue derrubar todo o tráfego p2p se quiser.

    A solução, na minha humilde opinião: www.wired.co.uk/news/archive/2012-03/19/pirate-bay-drones
  • Andre Cavalcante  07/07/2015 18:18
    Ao derrubar os roteadores e as aplicações P2P que porvetura os utilizem, os governos também derrubariam todos os outro serviços ou simplesmente derrubaria a internet (sem roteadores não há internet).

    E há uma saída pro P2P (sempre há). Se um roteador cair, pode-se usar outro, e pode-se usar técnicas de tunelamento, para colocar os pacotes dentro de outras portas, de forma que é muito difícil bloquear esse tipo de coisa (é possível, mas difícil).

    Abraços

  • Pobre Paulista  07/07/2015 19:28
    Eu sei que há soluções técnicas para isso, não foi este meu ponto. Não há solução para um bando de homens armados apontando uma arma para a cabeça dos sys admins dizendo o que pode e o que não pode ser roteado naquele servidor. O Estado pode inventar que não é legitimo criar VPNs ou conexões criptografadas por exemplo. Aí é só mandar confiscar o roteador e configurá-lo ao seu bel prazer.
  • Dissidente Brasileiro  08/07/2015 04:21
    Geralmente não é necessário reconfigurar o roteador, pois a maioria deles (Juniper, Cisco, etc.) já possui backdoor de fábrica. Cortesia do nosso "grande amigão", o U.S. Government.
  • cmr  08/07/2015 13:40
    Então tem que instalar servidores na Antártida, pois lá é terra de ninguém literalmente.
  • Tio Patinhas  07/07/2015 17:49
    O fairplace já sofre represálias da máfia, que usa o banco central para impedir qq coisa nesse sentido (exigiram "explicações").
  • Dam Herzog  07/07/2015 18:09
    Fiquei muito triste no caso Uber pois o estado ao invés de dar apoio a concorrência táxi versus Uber, com todos os benefícios que a concorrência e a divisão do trabalho oferece , encampou o monopólio dos taxistas, entrando na contra mão da história, igual acontece no caso da terceirização que é a pura divisão do trabalho.
  • Lucas C  07/07/2015 18:17
    Massa demais! Costumo argumentar com amigos que dependemos muito menos da vontade política e da educação econômica do que da tecnologia para vermos a riqueza do capitalismo florescer. E com a internet, a velocidade das inovações torna cada vez mais difícil haver controle governamental sobre as nossas capacidades e vontades.

    Os serviços comentados no texto são, sem dúvida, excelentes. Mas a meu ver, a inovação maior e mais difícil de ser capturada é aquela sempre analisada pelo Fernando Ulrich, o Bitcoin e seu protocolo Blockchain. Tem um artigo do Liberzone muito legal sobre o assunto:

    liberzone.com.br/anarquia-digital-o-nosso-futuro/

    Abraços a todos e parabéns ao autor.
  • Mauá  07/07/2015 18:25
    Parece que o Fairplace foi expulso do Brasil há muito tempo. Esse arranjo é muito instável aos humores estatais.
  • PauloRF  07/07/2015 23:19
    O FairPlace saiu de operação mesmo, está na home do site. MAS tem um serviço novo e mais adequado a realidade do Brasil que funciona e oferece empréstimos abaixo do mercado por ter um modelo P2P:

    www.geru.com.br/

    Recomendo checarem!
  • Mr Citan  07/07/2015 18:33
    Aproveito o artigo para falar que não é somente o transporte terrestre que é beneficiado com o compartilhamento, mas sim até os transportes aéreos, que com certeza vão dar dor de cabeça a muita compania aérea.

    Sorte dos cidadãos que podem aproveitar este tipo de serviço.

    www.flightshare.com/
    www.skypool.com/
  • Andre  07/07/2015 18:58
    Excelente artigo, tem um monte de aplicações P2P que eu nem conhecia.
    Vou virar um capitalista também!
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  07/07/2015 20:14
    O cartel é indestrutível.
  • Luiz Silva  07/07/2015 20:16
    A guerra contra os socialistas deve ser no campo onde eles dão prioridade atualmente: o cultural. Sem controlar boa parte das universidades, escolas, mídia, a cultura, os liberais, libertários, continuarão como os personagens do esquete de Robot Chicken.
  • Alpha  07/07/2015 22:25
    Nenhum dos aplicativos supracitados são de fato P2P. Todos eles precisam de um servidor central que processa as informações e as requisições dos clientes, que, no caso do Uber, por exemplo, são tanto os passageiros quanto os motoristas. Esta arquitetura servidor-cliente torna fácil a derrubada dos serviços oferecidos. Uma das tecnologias implementadas usando protocolos verdadeiramente P2P é o bitcoin. A block chain, que grava os dados das transações realizadas, é armazenada de forma distribuída pela rede. Uma transação entre dois peers, por sua vez, é assinada digitalmente por outros peers. Por fim, as carteiras são salvas localmente.
  • Marlon  08/07/2015 13:54
    Perfeito. Comentou exatamente o que eu ia comentar. Também concordo que nenhum dos serviços citados são P2P. Por exemplo, se o próprio Uber decidir acabar com o serviço os usuários ficam a ver navios. Ou seja, os usuários e "taxistas" ainda dependem de um ponto central, no caso o Uber. Ao contrário do torrent, onde os "servidores centrais" são apenas indexadores, caso esses servidores fiquem fora do ar, os usuários continuam fazendo a troca de arquivos.
  • INFIEL  07/07/2015 23:54
    Boa Noite a todos.

    Meu primeiro post no site.

    Gostaria de questionar uma duvida ou uma sugestão, pois alguns comentaram aqui que as impressoras 3D são um caminho diferenciado que ira baratear o acesso as demais pessoas que queriam alguma coisa para si própria ou produzi-las e vende-las, mas estive pensando no caso da primeira arma feita pela a impressora 3D nos EUA.

    Não sou contra sua produção ate porque daria ao cidadão de ter uma com baixo custo e alta capacidade de customização, mas em relação aos atos ilícitos, o uso perturbado da facilidade de produção para sua comercialização ilegal? Veja um amigo meu, e eu estávamos pensando em criar uma empresa nesse segmento e fico no receio de investir e vir o Estado e me dar uma martelada e parar toda a minha operação, dizendo que não e regulamentada, que vai contra a lei do desarmamento e assim vai, e sofrer o mesmo destino da Uber.
  • Wellington Kaiser  08/07/2015 15:20
    O grande lance das armas em impressora 3D, é que todo mundo tem o potencial de ter uma arma, sem necessariamente ter uma arma. Saca? Você tem o projeto, tem os recursos necessários para fabricar, mas só vai ter o porte de arma quando achar necessário.
  • anônimo  08/07/2015 16:05
    O estado como mestre supremo do pais pode fazer o que quiser atraves de leis. Sim você corre um risco maior de ser taxado como ilegal ou criminoso, mas a verdade é que todos os cidadãos podem vir a se tornarem ilegais ou criminosos a qualquer momento via alteração de alguma lei/regra atual.

    Você tem menos chance que isso ocorra caso atue numa área já estabelecida, regulada e taxada que se for empreender em algo novo, mas os retornos também tendem a ser reduzidos em áreas 'antigas' e maiores em inovações.
    Em minha visão, se chamar atenção, fizer sucesso e não pagar o arrego suficiente pro seu mestre estado você será um ilegal.
    Importante notar que não chamando atenção ou fazendo sucesso normalmente você é deixado em paz (vide que grande parte da economia está na informalidade e poucos são de fato incomodados, até são considerados empregados para o fim de medir o desemprego). Agora se fizer sucesso como o Uber e não ter um lobby forte frente ao governo para legalizar sua atividade, fatalmente será atingido pela ira do seu mestre
  • Trader Carioca  08/07/2015 16:42
    Amigo Infiel (oh ironia),

    Sempre existirá o risco do Estado intervir em um setor e desmantelar o seu negócio. É exatamente isso que chamamos de "insegurança jurídica" e que impede que investidores do mundo queiram realizar investimentos no Brasil. Por que correr o risco de perder todo o seu negócio por uma canetada? Você está exatamente no mesmo dilema.

    Sobre uso de impressoras 3D serem usadas na fabricação de armas para assaltantes: a grande questão é que, pela POSSIBILIDADE de produção de armas de fogo e pela propaganda ideológica, o atual governo teria a desculpa perfeita para proibir as impressoras 3D. Elas podem ser fonte de produção de armas de fogo. Logo, seu receio em entrar nesse mercado de impressoras 3D e perder seu dinheiro por culpa de burocratas é real, mas não há muito o que fazer exceto ponderar se quer ou não correr esse risco.

    Gostaria de lembrar que em São Paulo existe um Museu Penitenciário, onde ficam expostas armas de fogo feitas de modo artesanal por presidiários, usando canos, arames e outros pequenos pedaços de metal e plástico. Portanto, fica a conclusão de que para cometer um crime basta a vontade, e não uma impressora 3D.
  • pedro  08/07/2015 19:14
    A munição q uma arma destas utiliza pode ser produzida pela própria impressora? Trata-se de uma arma de fogo convencional?

    Outra questão: Uma arma produzida numa impressora 3D resistiria a mais de um tiro? Em outras palavras, ela é descartável, não?

  • Lucas C  09/07/2015 12:16
    A arma se chama Liberator e você pode encontrar vários vídeos no youtube sobre ela, como este: https://www.youtube.com/watch?v=IylGx-48TUI

    Aparentemente, imprime-se em 3D algumas partes separadas que serão encaixadas para montar a arma. Acho que só é necessário inserir um pino metálico para ativação da espoleta que, segundo o inventor, não é nada difícil de se conseguir e de se fazer.
  • Marcelo  08/07/2015 00:57
    Os aplicativos P2P apenas potencializam a concorrência, em nada modificando as bases capitalistas de troca de mercadorias e serviços, muito menos revolucionando-o. No máximo, comprometê-lo num primeiro momento, gerando crise de continuidade para depois se estabilizar com a eliminação dos concorrentes incapazes. Vamos ver o caso do Uber, por exemplo. Se hoje eu conto num determinado momento do dia com 2 táxis para me deslocar na cidade, com o Uber vou poder contar com 948.664.168.461. Ótimo. Muito legal. E no que essa explosão de oferta vai resultar? Na pulverização da demanda na mesma proporção, óbvio, e na impossibilidade de alguém poder sobreviver com a renda obtida com esse negócio. A não ser que, de uma hora para outra, a demanda urbana por táxis passe a viabilizar economicamente não cem, duzentos, mil ou 2 mil serviços de táxis, mas 948.664.168.461 carros que de uma hora para outra viraram um táxi. Isso em meio à queda tendencial da taxa de lucro prognosticada não por Marx mas pelo próprio Adam Smith.

    O que pode advir desse processo? Nada, a não ser o aumento da crise capitalista que não consegue mais produzir renda e lucro para quem produz com pequeno capital. Taí a classe média desesperada e faminta que não me deixa mentir, e que há muito tempo se refugiou nos empregos públicos do Estado que vive combatendo.

    Fim.
  • da Nóbrega  08/07/2015 01:32
    "O que pode advir desse processo? Nada, a não ser o aumento da crise capitalista que não consegue mais produzir renda e lucro para quem produz com pequeno capital."

    Ué, que estranho...

    Segundo a esquerda, o problema do Brasil é justamente o oposto desse que você falou. Segundo a esquerda, o problema do Brasil é que os empreendedores (inclusive os pequenos) são malvados, gananciosos, cobram caro, pagam pouco, retêm mercadorias e, consequentemente, o lucro no Brasil é um dos mais altos do mundo.

    E que o governo tem que tributar ainda mais os empresários.

    Aí agora você vem e diz que o problema é que haverá uma explosão tão grande na oferta (que não será acompanhada pela demanda), que ninguém mais terá lucro nenhum?

    Olha só, vamos combinar o seguinte: primeiro vocês entram num acordo e tratem de afinar o discurso. Sejam minimamente coerentes. Não dá pra dizer que o problema é o lucro-Brasil e, em seguida, dizer que o problema será a abolição do lucro. Depois, só depois, se apresentem para o debate.

    Quanto a esse seu delírio sobre haver uma "explosão da oferta" (sonho meu...), pode ficar tranquilo que isso o mercado resolve. Se houver tamanha oferta, os preços despencam, tal mercado deixa de ser lucrativo e as pessoas se retiram dele (nem acredito que estou tendo de explicar essa trivialidade).
  • Alpha  08/07/2015 03:03
    "No máximo, comprometê-lo num primeiro momento, gerando crise de continuidade"

    Existência de concorrência compromete o sistema capitalista? Ou seria esse um dos grandes trunfos do livre mercado? O que diabos significa "crise de continuidade"?

    "E no que essa explosão de oferta vai resultar? Na pulverização da demanda na mesma proporção, [...]"

    Oferta e demanda são independentes. Depois de estudar o básico, quem sabe o senhor consiga oferecer um comentário que ao menos passe a fazer algum sentido.

    "O que pode advir desse processo? Nada"

    Nada? O aumento da oferta diminui o preço (ou aumenta a qualidade do serviço). Os usuários são claramente favorecidos.

    "o aumento da crise capitalista que não consegue mais produzir renda e lucro para quem produz com pequeno capital"

    Falácia da invenção de fatos.

    "Taí a classe média desesperada e faminta que não me deixa mentir, e que há muito tempo se refugiou nos empregos públicos do Estado que vive combatendo."

    Ignoratio elenchi. Você diz que a classe média sofre por causa do mercado, quando, na verdade, o mercado é engessado pelo próprio estado? Tire o estado da jogada e veja o que acontecerá. Se tirarmos o mercado, já sabemos o que acontece. Basta visitarmos a Venezuela.

    A única verdade dita por ti é que o lucro possivelmente cai. Mas isso está longe de ser um problema como relembrou da Nóbrega no comentário acima.
  • Alpha  17/07/2015 04:29
    Por "Oferta e demanda são independentes." eu quis dizer "Oferta e demanda não são excludentes.".
  • Andre  08/07/2015 11:49
    "Isso em meio à queda tendencial da taxa de lucro prognosticada não por Marx mas pelo próprio Adam Smith.".

    Pensei que esquerdistas ficassem felizes quando os capitalistas lucrassem menos.

    Já pensou em aplicar esse seu raciocínio para os bancos?
    Pense bem, uma das coisas que esquerdistas mais tem ódio são os bancos.
    Já pensou em fazer um movimento pela simplificação da abertura de bancos possibilitando
    que cada pessoa tivesse um zilhão de bancos à disposição dela?

    Então "ocorreria uma queda tendencial da taxa de lucro" e você realizariam o grande
    sonho esquerdista de verem os bancos lucrando menos!!!
    Os bancos seriam até mesmo obrigados à BAIXAR OS JUROS!!! Para atrais clientes!!!
    Outro grande sonho dos esquerdistas.

    Por favor, dê essa dica aos seus amigos esquerdistas, eu ficaria muito feliz também
    de ter um zilhão de bancos à minha disposição ao invés do oligopólio atual.

    Aproveita e faz isso para todas as outras áreas da economia, só não use a expressão
    "livre mercado" pois essa expressão dispara um reflexo pavloviano de raiva nos esquerdistas.
    Use a expressão "queda tendencial da taxa de lucro" que eles vão ADORAR as suas ideias!
  • Alguem  08/07/2015 02:45
    poxa eu estava querendo emprestar dinheiro e ganhar um pouco com os juros, alguém conhece outro serviço igual o Fairplace? pelo que eu vi no site, eles não vão continuar.
  • anônimo  08/07/2015 03:13
    Para que os governos não interfiram, a própria Internet deve se descentralizar, utilizando geração de energia descentralizada (placas solares/eólicas/etc) com conectividade p2p, mais ou menos num arranjo onde cada router seria um "nó", onde "vizinhos" se conectariam globalmente. Descentralizar de ponta a ponta, incluindo a parte física, será essencial.
  • IRCR  08/07/2015 11:27
    Saquei qual é a do pessoal.

    idgnow.com.br/internet/2015/07/06/artigo-uber-e-netflix-sao-a-ponta-do-iceberg-da-economia-compartilhada/

    Para muitos ai, capitalismo seria essas empresas malvadonas que gozam de privilégios estatais.

    Já os apps p2p seria algo como um "socialismo 2.0"?


    To vendo que a esquerda daqui um tempo vai dizer que graças aos seus princípios esses apps passaram a existir ahuahua
  • Fred  08/07/2015 12:16
    Netflix não é economia compartilhada
  • Jaime  02/09/2015 14:29
    O importante marco civil da internet que garante a neutralidade da rede e o correto funcionamento de aplicativos como o whatsapp sem interferência das operadoras de telecom e do próprio Estado foi proposto e articulado pelo partido dos trabalhadores, o PT. Isso temos que admitir.
  • Lannister  02/09/2015 14:39
    Você está de zoeira ao utilizar estes adjetivos, certo?

    Marco Civil da Internet - as soturnas previsões vão se confirmando
  • amauri  08/07/2015 11:46
    Bom dia. Escutei que, entre outubro e dezembro deste ano, o dinheiro chinês será oficializado como moeda internacional de reserva.
    Se for verdade, quais as consequencias para o Brasil
    Grato
    Amauri
  • Martha  08/07/2015 14:07
    Um exemplo disso e o programa popCorn, os desenvolvedores utilizam do protocolo para se isentar das irresponsabilidades.
  • Bruno Ramos  08/07/2015 16:55
    Olá, gostaria de recomendar também uma plataforma inovadora no Brasil de P2P chamada Encontre um Nerd (www.encontreumnerd.com.br).
  • Gustavo S.  08/07/2015 19:25
    Acho fantástica a atitude destes empreendedores. Porém, a verdadeira revolução destes serviços será quando os mesmos forem possíveis de existir de uma forma totalmente descentralizada - como bitcoin, torrent etc. Enquanto estes serviços forem hospedados por uma única pessoa ou empresa, esse indivíduo será perseguido pelo estado e forçado a fechar as portas. Infelizmente os empreendedores do futuro terão que, além de fornecer bens e serviços, se preocupar com uma forma de fornecê-los sem sofrer a perseguição estatal.
  • Investidor  09/07/2015 21:51
    Ei, esses sites pra vc virar banqueiro não funcionam mais. Li o artigo e fui feliz juntar um dinheiro, mas não é mais possível.rs Onde aplico meu dinheiro agora? Alguma dica?
  • Correntista  09/07/2015 22:17
    O Banca Club segue funcionando normalmente. Já o Fairplace foi proibido pelo Banco Central.
  • Investidor   10/07/2015 00:46
    Não consegui fazer conta no bclub.
  • Carlos Schueler  10/07/2015 01:55
    Tanto do artigo como de todos os comentários, não há como enquadrar o p2p como capitalista, a não ser que alguém, por exemplo no UBER, tenha 10 carros e contrate 10 motoristas(assalariados) para trabalharem para ele, o que de nada seria diferente de uma empresa de taxis atual. Sem a mais valia não há capitalismo. Portanto, o p2p seria um sistema de milhares de agentes econômicos autónomos, cada um trabalhando para si próprio e certamente sem condições de acumulação de capital, finalidade primeira do capitalismo. A verdadeira esquerda socialista aprova, pois não há a privatização(acumulada) dos meios de produção. Cada indivíduo estaria criando seu próprio emprego, sendo, a rigor, simultaneamente patrão e empregado. Schueler.
  • Schweinsteiger  10/07/2015 02:52
    Quanta besteira que você acabou de dizer. Impressionante.

    "Sem a mais valia não há capitalismo"

    O que é mais-valia? Você realmente acredita que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 5 anos (e assumindo zero de inflação de preços), mesmo que ambos os valores contenham o mesmo tempo de trabalho?

    Pois é exatamente esse o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração.

    Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber, somente quando o processo de produção estiver finalizado, bens futuros. Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

    Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco assumido. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

    O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura nada tem a ver com exploração; simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

    A relação trabalhista é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

    Uma empresa investiu (adiantou) $685 bilhões para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $35 bilhões. Ou seja, os capitalistas dessa empresa abriram mão de $685 bilhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $35 bilhões.

    Nesse ritmo, serão necessários 20 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado.

    Enquanto isso, todos os trabalhadores seguem recebendo seus salários religiosamente.

    A pergunta é: os capitalistas que adiantam $685 bilhões -- que se abstêm de consumi-los e que incorrem em risco para recuperá-los -- não deveriam receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 20 ou 30 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar -- isso se tudo der certo -- tão-somente os $685 bilhões de que abriram mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

    Em suma, você realmente acredita que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 500 anos (e assumindo zero de inflação de preços), mesmo que ambos os valores contenham o mesmo tempo de trabalho?

    Onde está a exploração?

    "não há como enquadrar o p2p como capitalista"

    Capitalista é quem detém o capital (os meios de produção). Se eu sou um motorista autônomo, dono do meu próprio carro, e utilizo meu carro como meu instrumento de trabalho, então eu sou um capitalista autônomo. E sou também um empreendedor.

    Ou seja, difícil achar algo mais capitalista do que o Uber.

    "Portanto, o p2p seria um sistema de milhares de agentes econômicos autónomos, cada um trabalhando para si próprio e certamente sem condições de acumulação de capital"

    Quer dizer então que um trabalhador autônomo não consegue acumular capital? Então os milhões de autônomos que existem no Brasil, muitos deles ricos, estão vivendo uma ilusão?

    E por que um motorista do Uber não conseguiria acumular capital? Não é isso o que a prática vem mostrando.

    "A verdadeira esquerda socialista aprova [o Uber], pois não há a privatização(acumulada) dos meios de produção."

    Como não?! O carro é meu! É o meu capital; é o meu meio de produção; é minha propriedade. Entre mim, meu capital e meu cliente, há apenas uma maquininha o coletando o dinheiro.

    Se a esquerda defende esse arranjo -- e eu até hoje não vi nenhum esquerdista defendendo o Uber --, então ela está iludida. Mas, obviamente, isso não ocorre, pois você inventou isso.

    "Cada indivíduo estaria criando seu próprio emprego, sendo, a rigor, simultaneamente patrão e empregado."

    Ou seja, se o indivíduo é ao mesmo tempo patrão e empregado, então ele é o detentor dos meios de produção (capital). Logo, ele é um capitalista. Com essa conclusão, você se auto-refutou.

    Aliás, um pipoqueiro que é dono da sua carrocinha de pipoca é também um capitalista. Já um gerente de um grande banco multinacional, que recebe salário de milhões de dólares por mês, é apenas um empregado.

    Segundo sua lógica torta, o gerente do banco é vítima da exploração ao passo que o pipoqueiro é um explorador.

    É isso mesmo?
  • anônimo  10/07/2015 12:24
    "Sem a mais valia não há capitalismo"

    Cuba deveria ser capitalista então. O governo Brasileiro paga 10 mil por médico cubano, e cada médico só recebe 3 mil, ficando 7 mil com o governo cubano que não faz absolutamente nada.

    Isso é um exemplo claro de exploração.

    Quanto as empresas privadas não existe mais valia. Um funcionário não cria receita a empresa, mas sim custos. Em troca ele presta um serviço.

    O que cria a receita, e portanto lucro, é a venda do produto que pertence a empresa.
  • Juliana  10/07/2015 14:51
    Gostei muito do artigo que, assim como o título, é conclusivo, determinante e implacável. Porém, o que é difícil de aceitar é que políticos, burocratas, detentores de monopólios, participantes de cartéis, etc., vão "vender" essa vitória da livre comercialização entre indivíduos assim, praticamente de graça.

    Não é a mesma coisa mas, certa vez li que na época das privatizações, implementadas por Margaret Thatcher, também se faziam promessas de que todos poderiam se tornar pequenos acionistas e de que o livre mercado traria uma variedade de produtos e serviços, entre outras coisas. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu, e o mercado acabou voltando a se tornar concentrado e até tributado.

    Como o fato de que uma aplicação ser P2P não significar necessariamente que ela é descentralizada, não é muito difícil imaginar o que pode acontecer. No caso do Uber por exemplo, que é o que atualmente levanta as discussões em um nível mais amplo, os motoristas de hoje apreciam a liberdade, a autonomia, a flexibilidade, etc., que eles desfrutam e que faz com que cada um aja como se fosse dono do próprio negócio. Mas se amanhã o mercado começa a ficar muito concorrido e os políticos começam a oferecer benefícios aos prestadores do serviço, em troca de algumas regulamentações e tributações, pode ser mais vantajoso passar para esse lado "protegido" do que deixar continuar tudo livre como está. Não estou dizendo que é isso que vai acontecer, só estou supondo pois este caminho apresentado pelo artigo está muito fácil e instantâneo. A 'inovação disruptiva' tem que encontrar um jeito de mudar a mentalidade estatista também.

    Mas o artigo é deveras entusiasmante e é inegável (e não podemos dispensar esse luxo de) que está tudo ficando mais fácil. Ótima percepção e análise. Parabéns ao autor.

    Abraços!
  • Carlos Schueler  10/07/2015 19:52
    O que o governo cubano fez foi propiciar a educação e formação desses médicos sem qualquer custo para eles. Não conheço os detalhes do acordo do Brasil com Cuba, apenas sei que parte do dinheiro remetido para Cuba vai para as famílias dos médicos.
    Sobra a exploração: concluindo sua exposição, o lucro vem da receita da venda do produto, PROPICIADA PELO SERVIÇO DO FUNCIONÁRIO. Sem ele não haveria venda, receita e, por fim, LUCRO.
  • Reisman  10/07/2015 20:36
    "o lucro vem da receita da venda do produto, PROPICIADA PELO SERVIÇO DO FUNCIONÁRIO. Sem ele não haveria venda, receita e, por fim, LUCRO."

    Errado. Você inverteu causa e efeito. Não é o funcionário que gera o lucro; é o lucro que gera o funcionário. Não houvesse lucro, não haveria funcionário.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o capitalista se apropria do "trabalho adicional do operário" (o qual não existiria sem o investimento do capitalista) e dizer que o trabalhador "recebe apenas uma parcela do que produziu" (não produziria nada não fosse o capitalista) é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do capitalista; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o capitalista.

    E isso é fácil de ser percebido quando você pensa, por exemplo, na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" -- no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam -- para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.
  • anônimo  10/07/2015 21:06
    "O que o governo cubano fez foi propiciar a educação e formação desses médicos sem qualquer custo para eles."

    Belo investimento então.... para o governo.

    O governo sustenta seus estudos com o trabalho dos outros cubanos e depois ele te exporta para outros países tomando 70% do seu salário.

    E eu achava que os juros brasileiro eram abusivos.

    A outra parte do comentário foi bem respondido pelo companheiro Reisman.
  • Um empreendedor  10/07/2015 22:41
    Olha só, estou passando por uma situação interessante atualmente, que pode esclarecer esta confusão. Eu tenho uma pequena empresa de sistemas, formada apenas por mim e meu sócio. Estamos há 5 anos tocando o negócio em paralelo aos nossos empregos atuais, basicamente trabalhando de noite e aos finais de semana. Ou seja, estamos há um bom tempo fazendo um sacrifício (investimento) para tocar nosso projeto, que poderia ou não dar certo.

    Decorre que, por conta do nosso esforço e dedicação, aliados à nossa competência e experiência, o número de clientes tem aumentado, e com isso a nossa receita vem subindo ano a ano. Por conta disso, a carga de trabalho tem aumentado, e por conta disso tudo, achamos por bem que era hora de contratar alguém para ajudar, antes mesmo de decidirmos largar nossos empregos atuais.

    Este é a refutação mais cabal da teoria do "valor trabalho" que o companheiro aí evocou, mesmo inadvertidamente. Sem o nosso lucro, decorrente de nossos investimentos passados, jamais poderíamos contratar uma pessoa para ajudar.

    É do lucro que surge o salário. Sem lucro, sem salário.

    Agora por favor avise nosso futuro funcionário (ainda estamos procurando hehe) que nós estamos o explorando.
  • Carlos Schueler  12/07/2015 21:55
    Você e seu sócio na empresa de sistemas investiram dinheiro e, principalmente, trabalho, como relata. Com o crescimento do negócio, ganharam dinheiro que possibilita a contratação de funcionários para suportar a continuidade do crescimento. Perfeito. Entretanto, esse dinheiro ganho não configura um lucro no sentido econômico. É um capital resultante de seu investimento e trabalho, como seria uma herança ou mesmo ganho na loteria. Portanto, até esse ponto, esse dinheiro não é lucro e sim um capital. Pois bem, esse capital lhe dá segurança de aumentar seus custos e contratar um(ou mais) funcionários para o crescimento da sua empresa e, consequentemente, aumentar seu faturamento e seus GANHOS, aí sim SURGINDO O LUCRO. O que quero evidenciar é que os salários são essenciais para os lucros, mas, obviamente, se não houver lucros, os salários acabam.
  • Tiago RC  14/07/2015 16:41
    Antes de mais nada, parabéns pelo ótimo artigo!

    Mas sou obrigado a fazer uma ressalva quanto ao uso do termo "arquitetura P2P" nesse texto.

    Nesse artigo o autor se refere a sistemas que pulam o intermediário entre fornecedor e consumidor (tipo e-bay), assim como sistemas que facilitam para que qualquer pessoa se torne um fornecedor de algum serviço (tipo Uber ou airbnb). Ótimo, só que isso não é bem o que "arquitetura P2P" significa.

    Todos os sistemas citados pelo autor são centralizados. O que significa que há servidores e pessoas responsáveis por esses sistemas/empresas. Há uma "autoridade". Em outras palavras, há um "ponto único de falha". Se algum governo usar de seu poder coercivo para matar a empresa e capturar os servidores por trás do Airbnb, o sistema desaparece.

    Em sistemas verdadeiramente p2p, não há servidores, não há autoridades. Não há ninguém a quem o governo possa apontar armas para pará-lo. O mais clássico exemplo de um tal sistema é o BitTorrent. Um exemplo já bastante discutido nesse site é o Bitcoin, assim como outras cryptocurrencies. Um outro exemplo seria o OpenBazaar, ainda em desenvolvimento: uma versão verdadeiramente p2p do e-bay.
  • Guilherme Borges Cunha   08/08/2015 16:58
    Gostei muito do texto, porém gostaria de atentar o autor a um detalhe que acredito que seja causado por algum desconhecimento: os exemplos de serviços e aplicações citados no artigo não são baseados em redes com protocolo P2P. Eles podem até ser baseados no conceito colaborativo do P2P, mas ainda não são redes P2P, pois dependem de um servidor centralizado, que está sujeito aos interesses da empresa que o controle e sujeitos às amarras estatais. Verdadeiros exemplos de serviços e aplicações baseadas em P2P são o La'Zooz (semelhante ao Uber), Storj.io (armazenamento em nuvem descentralizada e criptografada) e o Maelstrom (navegador de Internet baseado em P2P). Esses e serviços que citei estão mais de acordo com as teorias dos economistas austríacos, especialmente com o anarcocapitalismo, já que não estou sujeitos aos interesses de terceiros além de os próprios usuários, muito menos sujeitos à influência estatal.
  • Emerson Luís  11/08/2015 19:17

    Se o Estado não controlasse tanto a vida das pessoas, já seríamos todos capitalistas há muito tempo.

    * * *
  • pedro  27/08/2015 02:04
    Melhor artigo brasileiro da interne!!!
  • Celebra  13/09/2015 13:49
    Vamos ver se entendi, não há ironia, é uma real dúvida.
    As plataformas de compartilhamento só são imunes ao ataque estatal na medida que o único "argumento" da esquerda for derrubado:
    Eles acham que é errado os "porcos capitalistas" do Uber juntarem milhões de dólares.
    Assim quando houver apenas os motoristas no negócio ou seja quando não for retido os 20% do aplicativo a coisa se resolve.
    Isso já existe, como citado, no caso do torrent.
    Enfim, na medida que a relação entre o consumidor e o motorista for direta, os taxistas serão varridos do mapa porque não haverá justificativa para proibir?
  • Rodrigo Amado  27/01/2016 13:11
    Hoje descobri um novo serviço parecido com os citados no artigo:

    https://www.biva.com.br/

    Esse não deve ser expulso como foi o FairPlace do Brasil, pois está autorizado segundo
    uma resolução do Banco Central.

    E os empréstimos feitos pelo sistema são garantidos pelo FGC, gerando assim um risco moral.

    Enfim, só queria citar esse exemplo, sendo que ele é menos livre que o FairPlace pois está associado a máfia chefiada pelo Banco Central.


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