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A Grécia ilustra 150 anos de fracasso do socialismo na Europa

A Grécia deu o calote em sua dívida com o Fundo Monetário Internacional, tornando-se assim o primeiro país "desenvolvido" a fazê-lo. 

Após passar os últimos cinco anos sobrevivendo pendurada a empréstimos "de emergência", uma dívida de 1,6 bilhão de euros, cujo prazo expirou à meia-noite de terça-feira, 30 de junho, não foi quitada.  Esse foi o maior calote já vivenciado pelo FMI em todos os seus 71 anos de vida.   

De forma reveladora, o FMI se recusa a rotular o que houve pelo nome correto ("calote"), preferindo recorrer ao eufemismo "em atraso" (o qual, para os não-iniciados, é um termo financeiro complexo e altamente técnico que significa 'calote'). 

Após o calote, a Grécia agora está em companhia de países como Sudão, Zimbábue, Afeganistão, Haiti, Iugoslávia e Somália.

A dor grega já vinha se avolumando há um bom tempo, já que o país começou a depender de empréstimos de emergência há cinco anos.  Consequentemente, o calote de agora — embora tenha gerado ondas de choque em todo o mercado financeiro — foi quase que anti-climático.  No entanto, as linhas irregulares dos gráficos do mercado financeiro não mostram nada da carnificina que está acontecendo — ou que está por acontecer — na economia real.

Os problemas que a Grécia e o mundo enfrentam hoje são vários e diversos.  Para os gregos, a imposição de controle de capitais e de feriados bancários deixou a população sem acesso ao dinheiro de suas contas bancárias.  [N. do E.: em uma trágica reedição do Plano Collor e do Corralito argentino]. 

Enormes filas se formam nos caixas eletrônicos dos bancos durante todas as horas do dia, mesmo que os saques permitidos tenham sido limitados a 60 euros por dia.  A próxima arma a ser utilizada na guerrilha financeira: confisco de depósitos (mais especificamente, o governo irá utilizar o dinheiro que os cidadãos têm nos bancos para recapitalizar estes bancos, o que significa que o dinheiro será tomado dos cidadãos e entregue aos bancos, sem retorno).

Quando a Grécia recorreu aos financiamentos emergenciais, a Troika (o coletivo pejorativa utilizado para se referir à trinca formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) autorizou um pacote de ajuda de €110 bilhões de euros, em troca de promessas vagas e não-quantificadas de "austeridade".  Os empréstimos mais recentes foram, na realidade, uma mera reutilização dos juros que a Grécia pagou aos outros países da zona do euro: os juros que a Grécia pagou foram emprestados novamente para o país. 

Mesmo agora, após o calote, há poucas dúvidas no mercado financeiro de que a solução para essa crise da dívida será mais endividamento.

Como os gregos estão aprendendo, o FMI não irá aceitar calotes.  Nunca aceitou e nunca aceitará.  Dizer que a Grécia está "em atraso" não melhorará as coisas.  A mensagem é clara: os gregos pagarão.  Embora a Grécia tenha vivido confortavelmente por algum tempo, com um padrão de vida muito acima de suas reais posses, chegou a hora de pagar a fatura.

O fracasso socialista

No entanto, a Grécia não conseguirá pagar suas dívidas.  Jamais.  Na mesma situação estão vários outros países da União Europeia.  É por isso que as elites financeiras europeias estão fazendo de tudo, inclusive jogo semântico, para não classificar oficialmente a Grécia como 'caloteira'.  Afinal, se a Grécia revogar sua dívida, por que os outros países da União Europeia (Portugal, Espanha, Itália e até mesmo França) deveriam pagar as suas? 

As consequências financeiras de calotes maciços da maioria dos membros da União Europeia é difícil de prever, mas não serão belas.  A Europa, financeiramente, construiu um castelo de cartas, e a mais mínima perda de confiança bastará para desmoroná-lo.

No cerne dessa tragédia europeia está o ideal socialista.  A Europa vem flertando com o socialismo desde o final do século XIX.  O socialismo bismarckiano, que começou no final daquele século, produziu duas guerras mundiais.  O socialismo leninista, até o seu eventual colapso, dizimou e escravizou centenas de milhões de indivíduos.  Sem se sentirem afetados, tão logo a Segunda Guerra Mundial terminou, os socialistas europeus embarcaram em um novo sonho socialista.  Afinal, se o socialismo havia fracassado em um país, certamente ele funcionaria em outros.  E, se ele fracassasse em outros, então certamente ele funcionaria se toda a Europa fosse arregimentada sob uma organização socialista supra-nacional. 

É claro que eles não chamam de "socialismo" o arranjo que surgiu desse sonho, mas é um socialismo ainda assim.

O socialismo jamais irá funcionar, seja em um único país, seja em uma região formada por vários países, como a Europa, ou até mesmo no mundo como um todo.  Ludwig von Mises, ainda em 1920, já explicou por que o socialismo não é um sistema econômico alternativo.  O socialismo nada mais é do que um programa de consumo.  O socialismo nada diz sobre a produção.  O socialismo não tem uma teoria sobre a produção econômica. 

Dado que, no socialismo, a produção de cada indivíduo será redistribuída para toda a humanidade, não há incentivo econômico para se produzir nada.  Por outro lado, haverá vários incentivos para a coerção, para ameaças de violência e, em última instância, para a escravização completa.

Inversamente, o capitalismo de livre mercado é um sistema econômico voltado para a produção, no qual cada indivíduo é o proprietário dos frutos do seu trabalho e, consequentemente, possui grandes incentivos econômicos para produzir tanto para si próprio e sua família quanto para trocar seus bens excedentes pelos bens excedentes produzidos por terceiros.

Já sob um arranjo socialista, tanto o trabalhador quanto seu supervisor, mesmo sob constantes ameaças de morte, jamais saberiam o que produzir, como produzir, em que quantidade produzir e com que qualidade.  Essas direções econômicas são produtos do capitalismo de livre mercado e do sistema de preços, ambos abolidos sob o socialismo.

Sob o capitalismo, o indivíduo se especializa em produzir bens que podem ser livremente trocados pelos bens produzidos por terceiros.  Essa é apenas uma maneira de ilustrar a Lei de Say: a produção tem necessariamente de anteceder o consumo, e a própria produção cria uma demanda por outros produtos. 

Por exemplo, um agricultor pode cultivar milho para a sua própria família ou para alimentar seu rebanho, mas ele irá vender a maior parte do seu milho no mercado em troca de dinheiro.  E ele utilizará esse dinheiro para satisfazer todas as suas necessidades e desejos.  Sua plantação de milho, portanto, representou sua demanda por outros bens e serviços, e o dinheiro foi simplesmente o meio de troca que ele utilizou para satisfazer sua demanda.

Keynes tentou refutar a Lei de Say alegando que a demanda, por si só — criada artificialmente por meio da impressão de dinheiro pelo Banco Central —, iria estimular a produção.  Ele tentou, de maneira ilógica e sem êxito, colocar o consumo antes da produção [N. do E.: exatamente como fez o governo brasileiro ao adotar a Nova Matriz Econômica].  Isso gera apenas inflação de preços e endividamento.

Até hoje, Keynes é extremamente popular entre políticos adeptos da gastança, aos quais ele concedeu a teoria intelectual e o imperativo moral de gastar o dinheiro que não têm.

Estamos testemunhando hoje, em tempo real, o resultado de 150 anos de socialismo europeu chegando ao seu estágio final na Grécia.  Os cidadãos europeus dos países produtores de riqueza — e que sustentam todo o arranjo da União Europeia por meio de seus impostos — estão começando a perceber que foram, todo esse tempo, espoliados pela UE, que, ao garantir explicitamente não deixaria nenhum governo quebrar, criou um risco moral irreversível: qual governo adotaria uma política fiscal cautelosa sabendo de antemão que, se quebrasse, seria socorrido pelos pagadores de impostos de outros países?

A Grécia simplesmente acreditou piamente nessa garantia, e adotou políticas fiscais expansionistas que levaram o país à falência.  Outros países da UE não estão muito atrás. 

Passou de hora de dar uma chance ao capitalismo de livre mercado na Europa: ele funcionou todas as vezes em que foi adotado.

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Autores:

Patrick Barron, consultor privado da indústria bancária.  Leciona na pós-graduação da Universidade de Winsconsin, Madison, na área de sistema bancário, além de ensinar economia austríaca na Universidade de Iowa, onde vive com sua mulher.  Já fez diversas apresentações para o Parlamento Europeu.

Ian Daily, graduando em direita pela UCLA, estudou economia e ciência política na Universidade do Sul da Califórnia (USC).  É também veterano da Marinha.

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Leia também:

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1 voto

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Diversos Autores

  • Sol Moras Segabinaze  06/07/2015 15:37
    "O socialismo nada mais é do que um programa de consumo. O socialismo nada diz sobre a produção. O socialismo não tem uma teoria sobre a produção econômica."

    Tem sim, é "trabalhe pro coletivo ou cadeia (ou Gulag etc)."
  • joao manuel valente nunes silva  01/03/2018 16:25
    Cumprimentos.
    Prezo a educação e o confronto livre sobre os assuntos relevantes do nosso tempo .
    Já tinha lido o artigo e hoje quando o retransmiti e reli cheguei aos comentários e o primeiro mereceu maior atenção .
    Assim dou um modestissimo contributo da visão portuguesa .
    Aqui também tentaram e tentam impôr essa doença socialista . Sem realismo ou verdade através do estatismo temos agora um país totalmente colonizado pelo império alemão e com uma dívida externa igualmente eterna .
    Mas o que pretendia desmontar é o esquema sinistro que usam impunemente .
    Através do ensino público transformam a doença na normalidade para os dummies e a propaganda na tv é diária . A injeção desta droga é diária e vão ganhando eleições com uma minoria , os que votam .
    A maioria não vota e só aparece quando há uma revolta e ninguém está para se aborrecer . encolhem os ombros , fogem ao fisco e exigem tratamento médico gratuito .
    Se a situação se agravar então mudam o governo numa alternância que nada muda porque os 2 maiores partidos estão no regime decadente com reformas pontuais .
    Os políticos enriquecem e vão para lugares bem pagos nas empresas .
    O mundo ocidental está numa completa paralisia e seremos invadidos por muitos jovens em expansão para ganhar dinheiro . Nós afundamo nos em dívidas . Enfim um desastre !
  • Augusto Peretti Barrozo   06/07/2015 15:38
    Como diria Abraham Lincoln, "pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo."
  • Jun Takahashi   06/07/2015 15:39
    A França ainda caminha para esse lado... eu não vejo a Grécia como estágio final, talvez inicial.
  • Dhiego Da Silva Andrade  06/07/2015 15:41
    Qualquer pessoa que paga suas próprias contas sabia que a Grécia ia quebrar. É matemática simples. Se você gasta mais do que ganha e não tem ninguém para ajudar na hora do aperto, você vai falir.
  • Paulo Bezerra  06/07/2015 16:11
    Mais uma vitória do populismo ao redor do mundo. Ontem, a Grécia disse não à exigência dos credores europeus e do FMI. Como sempre, líderes de esquerda acham que outros devem pagar suas contas.
    A Grécia, ao contrário da Espanha, da Itália e de Portugal, que agora estão em franca recuperação após ajustes (regulação de aposentadorias, enxugamento do funcionalismo público e de seus gastos governamentais), não cumpriu o que tinha de fazer. Agora, se diz vítima do processo.
    Quem deve tem que pagar!
    Se sair do euro, já vai tarde. Como disse um ministro italiano quinze dias atrás: "Nós não cortamos nossas pensões para que a Grécia fique com as dela".
    Se sair do euro, verá como sua distância do resto da Europa vai aumentar, passando a ser o primo pobre do mundo desenvolvido, numa economia fraca e que em nada se destaca. Enquanto isso a Alemanha, por exemplo, vai de vento em polpa.
    Viva a esquerdopatia!
    Lembrar que uma das promessas de campanha desse governo grego foi conta de energia de graça para mais de 100.000 famílias sem emprego. Daí ainda não sabem por que estão no fundo do poço.
  • Chatão  10/07/2015 19:37
    O certo é "popa". Popa é a parte traseira do navio (a dianteira é a proa). Quando se diz "de vento em popa", quer-se dizer que o vento está no melhor sentido/direção para empurrar o navio (a vela) para frente. Por extensão de sentido, quando se diz "de vento em popa", quer-se dizer que as condições estão muito favoráveis, que tudo está indo muito bem.

    O vento em "polpa", por sua vez, não faz sentido algum.

  • Lopes  06/07/2015 16:18
    Em um país com mais aposentados que em trabalho e com mais de 40% da força de trabalho no funcionalismo público, não é surpresa o ímpeto devedor grego de sugar até o último título de dívida internacional para sustentar o castelo de cartas que é o que restou da sua economia.
  • Vinicius  08/07/2015 14:23
    Nosso caso é bem parecido, apesar de não ser de aposentados, nossa PEA em relação a população total é muito baixa para um país em desenvolvimento.
  • Diego D.G.  06/07/2015 16:22
    Olá, o que acham dessas propostas de saída da crise? Poderiam me recomendar algum artigo do site?
    www.psol50.org.br/site/#prettyPhoto[iframes]/0/

    Obrigado
  • Andre  06/07/2015 17:49
    "Olá, o que acham dessas propostas de saída da crise? Poderiam me recomendar algum artigo do site?
    www.psol50.org.br/site/#prettyPhoto[iframes]/0/".

    É como se uma criança de 4 anos tentasse ensinar à um engenheiro da NASA como se faz um foguete.
  • Anônimo  06/07/2015 20:07
    @Diego

    Não sei se eu quero clicar e beneficiar o partido. Dá para copiar e colar aqui? Assim não vamos dar muita audiência gratuita a eles.
  • Tio Patinhas  06/07/2015 22:52
    Copiei e colei, mas acho que ficou meio confuso (mais do que as propostas em si):
    Revogação de todas as medidas que retiram direitos dos trabalhadores, como aquelas previstas pelas Medidas Provisórias 664/2014 e 665/2014. Quaisquer abusos ou ilegalidades no usufruto desses direitos devem ser tratados como exceção e não como regra;
    Revogação da Lei Geral de Desestatização, herança dos governos Collor e FHC;
    Contra o aumento das tarifas do transporte! Apoio à juventude em luta. Revogação dos aumentos, rumo ao passe-livre nacional;
    Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, de forma a manter a renda dos trabalhadores e combater o avanço do desemprego; fim das terceirizações e derrubada do PL 4330;
    Aprovação de uma reforma política que amplie radicalmente a participação e o controle social e popular sobre as instituições públicas e que busque eliminar ao máximo a interferência do poder econômico sobre as eleições e sobre as gestões públicas; fim do financiamento empresarial de eleições;
    Punição de todos os envolvidos na operação Lava-Jato, com proibição das empresas investigadas por denúncias de corrupção de participarem em quaisquer certames públicos; por uma Petrobras 100% pública, com controle social e rechaço a qualquer tentativa de influência estrangeira na estatal;
    Estatização completa do sistema de abastecimento de água e energia elétrica, priorizando o abastecimento para consumo humano, com revogação do aumento dos preços da água e construção emergencial de caixas d'água e cisternas subsidiadas; investimentos imediatos para evitar o desperdício estrutural dos sistemas;
    Aprovação imediata do imposto sobre grandes fortunas previsto na Constituição Federal que tramita na Câmara dos Deputados. Por uma revolução na estrutura tributária, começando pela revogação dos privilégios tributários aos bancos, especuladores e grandes empresas e pela atualização da tabela do Imposto de renda para desonerar os trabalhadores e a classe média;
    Combate ao rentismo e incentivo às iniciativas produtivas, fortalecendo as pequenas iniciativas e microempreendedores, a reforma agrária, a agricultura familiar, alocando recursos advindos da imediata redução da taxa básica de juros;realização de uma profunda reforma urbana que priorize o direito à cidade, à mobilidade e à moradia;
    Fim da política de superávit primário e convocação de auditoria da dívida pública;
    Revogação da reforma da previdência, conquistada por meio da compra de votos dos parlamentares pelos esquemas de corrupção;
    Operação desmonte da estrutura de corrupção existente no país, iniciando por investigação exaustiva dos vínculos das empreiteiras com outras obras públicas, nas mais diferentes esferas, com quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico e dos principais envolvidos;
    Anulação do Leilão de Libra e retomada do controle totalmente estatal da Petrobrás;
    Ampliação radical do investimento estatal em áreas estratégicas, como infraestrutura, e aumento dos recursos para as áreas sociais.
  • Tio Patinhas  06/07/2015 23:07
    A revogação da desestatização (o que significaria estatizar todas as empresas que foram privatizadas), já levaria o país ao caos.

    Daí segue com revogação de aumentos nas tarifas de transporte e futuramente passe livre nacional, e quem vai bancar o custo?

    Redução da jornada de trabalho sem redução de salários e fim de terceirização, isso vai diminuir a produtividade e aumentar o desemprego (talvez eles proíbam demissões, mas e se as empresas simplesmente forem fechadas?).

    Reforma política para ampliar participação e controle social e popular, seria uma tentativa de golpe?

    Estatização completa da água (pode-se dizer que já é) e da luz, aumentará o desabastecimento.

    Ele fala em combater rentismo e incentivar atividades produtivas mas não fala como, depois reforma agrária, agricultura familiar, redução de juros, reforma urbana para priorizar moradia, etc. Provavelmente a propriedade será ignorada, o que fará com que menos pessoas queiram investir.
    Tem mais, mas espero que outro complete.
    Obrigado.
  • martins  07/07/2015 13:51
    O desejo do PSOL é de implantar uma nova União Soviética no Brasil. Esse papo deles de oposição ao PT é lorota para boi dormir, na verdade eles faz o jogo do faz de conta para fazer o PT parecer um partido moderado ou até mesmo de centro direita. Puro jogo político.
    Agora, essas medidas que eles apontam se fosse colocadas na pratica para funcionar e da forma estatizada que eles propõem o governo teria que colocar a máquina de fazer dinheiro para funcionar a todo o vapor, e dentro de pouco tempo seriamos um Zimbábue com a maior hiperinflação da história da humanidade.
    Como pode ter gente que acredita numa filosofia política como essa desse partido e de outros similares. É muita desinformação sobre os mais elementares princípios de economia real, e de como as coisas são feitas atualmente pelos governos. Neste sentido este site tem muita contribuição a dar para a juventude brasileira. Eu próprio sou um dos que muito aprendi sobre economia lendo aqui, não só artigos, mas também alguns livros.



  • Rhyan  06/07/2015 16:22
    Esperava um artigo com previsões.

    Faz tempo que não vejo artigos sobre a economia americana e a bolha chinesa por aqui, era interessante acompanhar. Gostaria de saber por aqui (que é um fonte muito melhor que a grande mídia) como anda a "recuperação americana" e a bolha chinesa.
  • Auxiliar   06/07/2015 17:14
    Previsões há aos montes, em qualquer jornal. E, invariavelmente, todas elas se revelam erradas.

    Para fazer qualquer previsão sobre a Grécia, é necessário antes esperar para ver qual caminho o governo vai seguir: vai continuar no euro ou vai voltar ao dracma? Se continuar no euro, haverá sanções da União Européia?

    Perceba que tudo se resume a quais escolhas os burocratas farão. Ou seja, não se trata de uma previsão econômica, mas sim de um jogo de adivinhação sobre o que políticos e burocratas farão na próxima semana. Escrever previsões com base nisso não é análise econômica, mas sim jogo de adivinhação político.
  • Lopes  06/07/2015 17:20
    Traduzi um artigo do Frank Hollenbeck há uns tempos sobre a nova onda de subprimes dos bancos americanos gerida pelo FED, em especial no mercado de veículos. É um artigo ótimo. Gostaria que eu enviasse novamente caso ele tenha sido perdido?
  • Rhyan  06/07/2015 17:28
    Concordo, ainda é cedo para previsões muito precisas, mas as previsões do IMB têm muito mais valor que as da mídia.
  • Leandro  06/07/2015 17:39
    A primeira coisa a acompanhar é a postura do Banco Central Europeu em relação ao sistema bancário grego.

    Desde a eleição do Syriza, os gregos mais espertos tiraram todo o seu dinheiro (dígitos eletrônicos) dos bancos e o enviaram para outros países da zona do euro. Consequentemente, o volume de depósitos no sistema bancário grego despencou (veja o gráfico aqui, com números ainda de abril. Hoje, certamente estão muito piores).

    Por isso "corralito" (mais uma evidencia da insustentabilidade do sistema bancário de reservas fracionárias).

    Se o BCE não injetar liquidez no sistema bancário grego, a economia volta ao escambo em um mês.

    Quando o BCE se decidir quanto a isso, novas previsões serão possíveis.
  • Rhyan  06/07/2015 19:28
    A Angela Merkel quer a expulsão da Grécia e François Hollande quer manter as negociações. Caso a Grécia saia, ela poderia ficar com o euro de alguma forma?
  • Fernando  06/07/2015 16:23
    Uma coisa que não ficou clara para mim, se alguém puder ajudar:

    O tal do referendo foi o governo lavando as mãos e deixando o povo decidir se a dívida seria paga ou não, é isso? E a maioria do povo escolheu não pagar? Ou seja, apesar da situação crítica, estão dizendo "não precisamos de (mais) ajuda de UE ou FMI, vamos nos virar sozinhos"?

    É isso ou entendi a coisa toda errada? A partir disso, pode existir uma espécie de embargo dos países da UE com a Grécia?
  • Rodrigues  06/07/2015 17:35
    "O tal do referendo foi o governo lavando as mãos e deixando o povo decidir se a dívida seria paga ou não, é isso?"

    Isso.

    "E a maioria do povo escolheu não pagar?"

    Isso.

    "Ou seja, apesar da situação crítica, estão dizendo "não precisamos de (mais) ajuda de UE ou FMI, vamos nos virar sozinhos"?"

    Quase isso. Na verdade, estão dizendo "Não vamos pagar nada, mas queremos que vocês continuem nos emprestando e nos ajudando. Caso contrário, explodimos tudo -- começando por nós mesmos".

    "É isso ou entendi a coisa toda errada?"

    Entendeu quase tudo certo.

    "A partir disso, pode existir uma espécie de embargo dos países da UE com a Grécia?"

    Pode sim.
  • Fernando  06/07/2015 17:59
    Obrigado pela resposta Rodrigues.

    Realmente, não satisfeitos em não pagar, ainda estão exigindo mais dinheiro.
    Agora, encarando essa "ameaça", o que a Troika pode fazer?

    1) Mandar a Grécia à m... e deixar eles se virarem - qual impacto isso teria para a UE?
    2) Ajudar a Grécia com mais dinheiro - o impacto provavelmente seria essa atitude de calote dos outros países em situação semelhante?
    3) Não fazer nada, manter a proposta de "ajudamos se a Grécia se adaptar" e esperar eles aceitarem (o que aparentemente está fora de questão pelo governo/povo grego)

    Tudo isso dito, imaginando que a Grécia realmente saia do Euro, ela ainda vai precisar de algum socorro internacional, certo? De onde pode vir?
  • anônimo  06/07/2015 16:26
    Nos meus tempos de Matrix jamais poderia imaginar que os bancos são a instituição que mais lucra com o socialismo. Todo mundo é escravo dos bancos...
  • Andre  06/07/2015 16:27
    Uma hora a conta ia chegar.

    Agora os gregos vão sofrer as consequências de sias ações, e talvez após algumas décadas de sofrimento eles aprendam uma ou duas lições.
  • Augusto Pinochet  06/07/2015 17:00
    Por que socialismo? o capitalismo continua existindo tanto na Grécia quanto na Europa, apenas com um alto grau de intervenção estatal (que obviamente é o causador da crise).

    Achei muito exagerado por parte do texto de chamar isso de socialismo.


  • Rene Barrientos  06/07/2015 17:34
    É porque você não deve entender como realmente funciona a União Europeia.

    A União Europeia foi invenção de políticos como Jacques Delors e François Mitterrand. Uma coalizão de interesses estatistas entre grupos nacionalistas, socialistas e conservadores se uniu para promover e avançar sua agenda.

    Tal coalizão queria ver a União Europeia como um império ou uma fortaleza: protecionista para quem está de fora e intervencionista para quem está dentro. Esses estatistas sonhavam com um estado centralizado e controlado por tecnocratas eficientes — atributo este que todos os tecnocratas estatistas imaginam ter.

    Dentro desse ideal, o centro do Império deveria governar toda a periferia por meio de uma legislação comum e centralizada. Haveria um megaestado europeu, reproduzindo as nações-estado em um nível continental. Haveria um estado assistencialista europeu que garantiria a redistribuição de riqueza, a regulamentação econômica e a harmonização das legislações dentro da Europa.

    Haveria uma harmonização dos impostos e das regulamentações sociais, executada pelo mais alto escalão da burocracia. A intenção desse ideal socialista seria conceder cada vez mais poderes para o estado central — isto é, para Bruxelas.

    Tal arranjo seria o ideal para a classe política, para os burocratas, para os grupos de interesse, para os privilegiados e para os setores subsidiados que querem criar um poderoso estado central visando ao seu próprio enriquecimento.

    De acordo com os criadores dessa ideia, o estado central europeu iria se tornar um dia tão poderoso, que os estados soberanos passariam a lhe prestar total subserviência. (exatamente como ocorreu com a Grécia).

    Não haveria nenhuma limitação geográfica explícita para o estado europeu. O estado central se tornaria cada vez menos democrático à medida que o poder iria sendo deslocado para burocratas e tecnocratas. (Um bom exemplo disso é a Comissão Europeia, o corpo executivo da União Europeia. Os membros da Comissão não são eleitos, mas sim designados pelos governos dos estados-membros.)

    Tudo isso foi implantado com sucesso.

    Historicamente, os precedentes para esse velho plano socialista de criar um estado central controlador na Europa foram estabelecidos por Carlos Magno, Napoleão, Stalin e Hitler. A diferença, entretanto, é que dessa vez nenhum meio militar foi necessário. Seria a mera coerção do poder estatal a mola propulsora para a criação de um poderoso estado central europeu.

    De um ponto de vista tático, situações específicas de crise seriam utilizadas pelos burocratas para criar novas instituições (como um futuro Ministério Europeu das Finanças), bem como para ampliar os poderes das atuais instituições, como a Comissão Europeia ou o próprio Banco Central Europeu.

    O aumento no poder de um estado central implica uma redução das liberdades econômicas e civis.

    Recomendo este artigo, que explica tudo em detalhes:

    As duas ideologias dominantes na Europa

    E também este:

    O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema
  • Roberto Marcelo Levingston  06/07/2015 21:39
    Um eventual colapso do euro favoreceria a visão liberal-clássica? Talvez apenas o Tratado de Roma e o Acordo de Schengen devessem ser mantidos.
  • Mauá  06/07/2015 18:10
    Parece que existe algo na natureza humana que é atraída de forma intensa pelo populismo. Não é possível...
  • anônimo  06/07/2015 19:42
    As religiões estão aí para provar isso.

    Fanatismo, populismo, enfim, é difícil dizer onde começa um e acaba o outro na mente do crente. E a ciência e lógica são as únicas coisas que realmente são sacrificadas nesse verdadeiro ode ao primitivismo.
  • Alguem  06/07/2015 18:22
    Eu estive pensando em relação a quem é pobre na Grécia e não tem conhecimento econômico (para por exemplo enviar dinheiro para outro pais), ou até mesmo usar coisas como bitcoin. Como vai ficar essas pessoas e a economia delas? como elas vão sobreviver?
  • Andre  06/07/2015 18:36
    Quem mandou votar em esquerdistas?
    Hora de pagarem o preço!

    Pelo menos se a coisa ficar muito ruim eles podem emigrar para outros países da Europa.
    Já nós aqui no Brasil...

    Inclusive isso já deve estar em andamento, todos os bons profissionais e trabalhadores da Grécia devem estar se mandando e estão ficando só os menos eficientes e os parasitas do estado.
    Com tantos parasitas uma hora o hospedeiro ia sucumbir.
  • hudson  06/07/2015 18:24
    Da perspectiva da EA, qual seria a solução para a crise Grega?
  • Telly Savallas  06/07/2015 19:44
    Como fartamente demonstrado nos artigos linkados ao final deste, os gastos do governo grego equivalem a 59% do PIB. Ou seja, reduz isso aí pra 25% do PIB, e sobrará dinheiro.

    Agora, na Grécia, querem aposentar aos 53 anos, manter o seguro-desemprego em mil euros por mês durante quatro, e querem dar salários de marajás para o funcionalismo público (e querem fazer tudo isso com o dinheiro dos outros países). Em algum momento o conto de fadas acaba.
  • CCSA  06/07/2015 19:07
    Leandro, olha só as sugestões Piketty para "resolver' a crise grega:
    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4142822/alemanha-nao-tem-moral-para-criticar-grecia-diz-thomas-piketty
  • Não sou o Leandro  06/07/2015 19:48
    O cara diz que a Alemanha não tem moral porque não pagou as dívidas da primeira e da segunda guerra mundial, como alguém com este argumento é levado a sério?

    E depois ele ainda defende, na cara de pau, o calote, o aumento de impostos e mais inflação (sim é isso mesmo).

    Ou seja, o segredo para um país em crise é calote, impostos e inflação. Genial ele em, o Brasil deveria ser a maior potência econômica hoje.
  • Mauá  06/07/2015 20:12
    Grande Pikaretty, fazendo jus ao nome.
  • anônimo  06/07/2015 19:10
    ''são produtos do capitalismo de livre mercado e do sistema de preços, ambos abolidos sob o socialismo.''

    Uma dúvida: tem um documentário famoso que mostra os últimos dias da URSS, e uma imagem é feita dentro de um mercado. Em uma cena, as pessoas levam os alimentos para o caixa, e a funcionária registra, como em qualquer outro mercado. Ai eu pergunto: se não havia sistema de preços, por que havia um caixa ?? Na URSS havia cédulas de dinheiro? Se eu quisesse adquirir um geladeira, oo que eu devia fazer? Entrava numa loja (vamos supor que havia geladeiras de pronto estoque), falava com algum funcionário e pegava a geladeira, sem pagar nada, já que tudo era estatizado?
  • Papandreau  06/07/2015 19:47
    As quitandas e os mercados eram todos estatais (era proibido haver empreendimento privado, o qual ficava restrito ao mercado negro), e os preços eram aqueles estipulados pelo governo. Obviamente, pelo fato de ser absolutamente impossível acertar os preços corretos nesse arranjo, a escassez era generalizada e os desperdícios, absurdos.

    Na melhor das hipóteses, você podia encomendar uma geladeira hoje e esperar a sua entrega daqui a 10 anos.

    Quanto ao dinheiro, o único regime que realmente o aboliu foi o Camboja de Pol-Por. Como consequência, nada menos que um terço da população foi dizimada.
  • Bruno Celestino  06/07/2015 23:23
    Na verdade foram 2/3,4 milhões de mortos em uma nação anteriormente de 7 milhões.
  • Bruno Celestino  06/07/2015 23:37
    Gostaria de pedir desculpas pelo erro estatístico que expus,na verdade as contas chegam a 3 milhões,cerca de 40% da população teriam perecido no período de 1975 a 1979.
  • Renato  06/07/2015 19:46
    Sem falar que, se a Grécia sair da zona do euro, vai adotar uma nova moeda desvalorizada.

    Além de que, com esse governo de estrema esquerda, vai sobre taxar os empresários e empreendedores do país cada vez mais para manter o "luxo" dos funcionários públicos.

    Isso vai levar os empresários a abandonarem o país agravando ainda mais a economia grega.

    Vejo até mesmo a Grécia virando uma futura ditadura comunista.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  06/07/2015 20:18
    A Grécia pagará até o último centavo de sua dívida + os juros.
  • Sergio Souza  07/07/2015 00:44
    Boa noite Leandro,

    Por favor,me diga uma coisa,o que vai acontecer com as empresas,depois que essa MP for aprovada?

    "Com o objetivo de evitar demissões dos trabalhadores por empresas em dificuldades financeiras, em especial a indústria, o governo federal criou, por meio de medida provisória (MP), o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que vai permitir a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%.
    De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, as empresas não poderão demitir nenhum funcionário durante o prazo de vigência do programa, proibição que será mantida por pelo menos mais dois meses após o fim da vigência."Fonte Veja.

    Eu li algumas coisas e não encontrei qualquer artigo sobre isso,mas você tem algum exemplo conhecido como essa Medida,no nosso século?
  • Felippe  07/07/2015 01:20
    Boa!

    Inventa mais fascismo que ainda tá pouco. Tá pequena a crise, vamos aumentá-la.

    O intervencionismo gerou carestia, recessão, desemprego e destruição das contas públicas. A solução do governo? Mais intervencionismo e mais destruição das contas públicas (esse programa utilizará recursos do FAT, que já está deficitário). Aí sim vai funcionar.

    Por favor, né? Desde quando a coerção e a ameaça de punição geram prosperidade e desenvolvimento econômico?
  • Blah  07/07/2015 11:33
    É importante deixar claro o funcionamento desse genial programa: a empresa pode cortar no mínimo 15% do salário e no máximo 30%. Caso opte pelos 30%, o governo pagará, através do FAT, os outros 15% para o funcionário. Isso mesmo, o governo estará pagando para as pessoas ficarem em casa. O Brasil precisa urgentemente se livrar do PT. O começo do governo Lula foi uma raríssima exceção, a regra é essa aí que estamos vendo: pessoas sem competência nenhuma em economia ou gestão mas com aquela arrogância típica dos petistas.
  • Felipe  07/07/2015 13:34
    Blah,

    O governo argumenta que é mais barato bancar esses 15% do que pagar seguro desemprego.

    Não estou dizendo que essa medida é correta, mas é importante levar em conta esta afirmação.
  • Leandro  07/07/2015 01:22
    Boa sorte em convencer os trabalhadores a aceitar uma redução salarial de 30% nesse cenário de inflação beirando os 10% (só a conta de luz subiu 50%).

    Isso dá uma queda real de 36% no salário.

    O sujeito que ganha R$ 2.200 passará a ganhar R$ 1.540. Se isso for aceito, então o argumento keynesiano de que os salários são rígidos para baixo irá se esvair por completo. Confesso que estou curioso.
  • Douglas  07/07/2015 12:52
    "então o argumento keynesiano de que os salários são rígidos para baixo irá se esvair por completo"

    Não entendi essa parte.
    Como assim salários rígidos para baixo?

    Outra coisa, a liberdade para diminuir salários não é boa?
  • Leandro  07/07/2015 14:59
    "Como assim salários rígidos para baixo?"

    Keynesianos dizem que, em épocas de recessão, sindicatos e trabalhadores jamais aceitarão reduções salariais. E essa posição inflexível geraria aumento nas demissões e redução nas contratações.

    Sendo assim, para contornar esse problema, a solução seria imprimir dinheiro, gerar inflação e, com isso, causar uma redução real no poder de compra dos salários.

    Ou seja, o valor nominal dos salários se mantém, mas, como houve inflação, o valor real dos salários foi reduzido. Com um custo real menor, haveria menos demissões e mais contratações.

    "Outra coisa, a liberdade para diminuir salários não é boa?"

    Ótima, desde que seja voluntariamente acordada entre empregados e empregadores.

    Pelo que li agora, a adesão a essa MP é voluntária (o que é bom), só que, para quem adere, há várias restrições pesadas. Por exemplo, além de não poder demitir absolutamente ninguém durante o período em que a empresa estiver operando sob essa MP, quando ela sair dessa MP, ela também não poderá demitir ninguém por um prazo equivalente a um terço do período de adesão.

    Por exemplo, se a empresa ficou 12 meses, ao sair, ela não poderá demitir ninguém nos próximos 4 meses. Isso significa que, se houver alguma turbulência e a empresa tiver de cortar custos, ela não poderá fazer isso via demissões.

    Vale lembrar que uma das causas da penúria por que passam atualmente as montadoras decorre justamente do fato de que o governo a proibiu de fazer demissões em 2012 e 2013, quando elas foram beneficiadas pela isenção do IPI. Ao não poderem reajustar a folha de pagamento, elas queimaram parte do seu capital mantendo empregos redundantes. E agora, para sanear suas finanças, estão tendo de demitir muito mais do que teriam em outras circunstâncias.

  • Douglas  07/07/2015 15:16
    Humm
    Imaginei algo assim.

    To vendo muito nas ruas e entre amigos pessoas criticando. Ate tentei falar para algumas que em momentos assim, a flexibilização trabalhista e boa e ajuda a superar momentos de crise. Mas ninguém quer saber.
    No fim da crise os méritos não serão da flexibilização. As pessoas vão continuar se voltando para partidos que prometem "direitos".

    Ou seja,
    Elas não querem o que tem hoje, por que não deu certo. Mas o próximo vai dar...
  • Fernando  07/07/2015 00:51
    Depois da bebedeira vem a ressaca e a conta do bar.

    O socialismo moderno é estado sendo sócio das empresas sem produzir nada. O socialismo transformou o estado em um grande emissor de títulos de dívida pública, e em um grande desregulador do mercado.

    Enfim, é preciso hostilizar essa turma especialista em gastar o dinheiro dos outros.



  • Vander  07/07/2015 01:01
    O mais perverso desse jogo todo envolvendo a Grécia e a UE é o fato de que, até agora, o governo socialista do risonho e debochado Alexis Tsipras só tem ferrado com a UE, literalmente, e não somente com a Grécia. Esse referendo/plebiscito nada mais foi do que uma jogada para, mais uma vez, chantagear a UE.

    Explico: Se a Grécia sair do Euro, a confiança na moeda será minada, prejudicando a consolidação da mesma frente ao dólar. Isso poderá criar uma crise de confiança que poderá desvalorizar os títulos de outros Estados endividados, como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda.

    Nesse contexto, Portugal e Irlanda até que podem ser facilmente 'resgatados', devido à sua conjuntura atual e economia reduzida. Mas o que dizer da Itália e Espanha? Um pesadelo. Se estes países encontrarem dificuldades de se financiar autonomamente, as despesas para socorrê-los pelo BCE serão monumentais, colocando em xeque a existência da moeda única.

    É nisso que os Gregos estão se fiando ao dizerem "NÃO", é uma chantagem com o resto da UE. Além de que, se a Grécia sair da zona do Euro, acontecerá um verdadeiro êxodo grego para outros países da Europa. Além é claro, de desemprego em massa na Grécia associado à hiperinflação.

    Então eis o empasse: a Grécia, nas figuras de seus dirigentes comunistas safados, astutamente colocou a UE de joelhos, pois se a UE resolver aceitar a saída grega do Euro, terá que lidar com um verdadeiro exército de gregos invadido a Europa, além de fragilizar a península balcânica para a presença Russa e Chinesa. Se resolver manter a Grécia na zona do Euro, terá de continuar a emprestar bilhões de Euros no sentido de que emprestar agora sairá mais barato do que deixar a coisa explodir e virar efeito cascata.

    Minha conclusão: a UE vai acabar ajudando a Grécia de qualquer jeito, mesmo sabendo que os vagabundos continuarão a torrar dinheiro na pajelança comunista. Lamentável, mas a que ponto chegamos.
  • Tudo  07/07/2015 04:58
    " A Europa, financeiramente, construiu um castelo de cartas, e a mais mínima perda de confiança bastará para desmoroná-lo."

    O Castelo de Cartas virou um deck e a Grécia começou a jogá-lo, está utilizando de blefe, pois é como se pode definir este referendo que aconteceu.
  • Victor Antunes  07/07/2015 03:20
    "Os cidadãos europeus dos países produtores de riqueza — e que sustentam todo o arranjo da União Europeia por meio de seus impostos — estão começando a perceber que foram, todo esse tempo, espoliados pela UE..."

    Será? Fico curioso pra saber o que realmente o povo europeu acha disso, afinal, quase toda a Europa adora flertar com o socialismo. Li recentemente que Berlim está controlando os aumentos de aluguel. Os nórdicos tem o governo de babá. A França... bem, a França é a França. E assim vai... Sinceramente, acho que vão precisar de muitas crises ainda para entenderem que o socialismo disfarçado que eles tem vai implodir. E a gente no Brasil, então? Pfffff... Só um milagre. Enquanto isso vamos fazendo a nossa parte de ir plantando aos poucos a semente do bom senso da liberdade econômica.
  • Mandy Moore  07/07/2015 05:11
    Passou de hora de dar uma chance ao capitalismo de livre mercado na Europa: ele funcionou todas as vezes em que foi adotado.

    O "capitalismo de livre mercado" alguma vez já existiu na prática? Quando e onde? Até que ponto é permitido o estado intervir na economia para que um arranjo econômico seja considerado "capitalismo de livre mercado"? É sabido que em nenhum lugar do Planeta Terra existe ou existiu (a partir do século XVIII) uma economia completamente livre da intervenção estatal, logo, para a afirmação por mim questionada estar correta, deve existir um limite máximo de intervenção estatal tolerado para que um determinado arranjo seja considerado "capitalismo de livre mercado".

    É complicado dizer que um ideal já foi implantando, sem que este ideal se torne o reflexo de sua implantação e de onde está supostamente implantado. Seria como dizer que o que existe em Cuba é o "socialismo" e o que existe nos Estados Unidos é o "capitalismo". Nenhum destes países implantou o sistema econômico "associado" a ele perfeitamente.
  • Michael Moore  07/07/2015 12:45
    Um governo que se limitasse apenas às áreas de segurança e justiça já seria um bom começo.

    Se esse governo também se intrometesse em saúde e educação, mas não regulasse absolutamente nada de nenhum setor da economia (permitindo inclusive a livre concorrência nos setores de saúde e educação, sem nem sequer regulamentar planos de saúde), também seria aceitável.

    Acho que esse artigo responde às suas perguntas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1432
  • Victor Antunes  07/07/2015 12:59
    Também penso assim. Pensar em livre mercado pleno é quase utópico nos dias de hoje. Pena não haver nem indícios disso por aqui no Brasil, por exemplo.
  • Andre  07/07/2015 12:57
    "O "capitalismo de livre mercado" alguma vez já existiu na prática? Quando e onde? Até que ponto é permitido o estado intervir na economia para que um arranjo econômico seja considerado "capitalismo de livre mercado"?"

    Nenhum lugar implantou socialismo ou capitalismo perfeitos, pois as pessoas sempre abrem exceções às regras.
    Ou seja: A maioria dos socialistas defendem que exista algum capitalismo, bem controlado.
    E a maioria dos capitalistas defendem que exista algum socialismo, bem controlado.

    Mas de qualquer forma onde há mais capitalismo há mais prosperidade, é só ver os países no topo do ranking:

    www.heritage.org/index/ranking

    Por isso que por indução os defensores do anarcocapitalismo dizem que esse seria o ideal, pois haveria zero socialismo.
    Só não sei se seria possível, já que a maioria das pessoas gosta de viver sobre a supervisão de um estado que cobre impostos e controle a vida das outras pessoas, e às vezes até delas próprias. Variando apenas os detalhes de como isso deve ser feito exatamente.

    Quem sabe um dia...

    No passado também a maioria das pessoas de muitos lugares concordavam que era necessário ter escravos, variando apenas o tratamento que elas achavam que os escravos deveriam receber. Mas isso mudou, então parece ser possível.
    Mas acho que ainda vai demorar bastante, algumas décadas no minimo, ou quem sabe alguns séculos.

    Mas o que ajudou mesmo a acabar com a escravidão foi a revolução industrial, talvez uma nova revolução tecnológica ajude a acabar com o estado.
    E como os últimos progressos tem acontecido em velocidade exponencial pode ser que isso aconteça mais cedo do que parece.
  • anônimo  07/07/2015 12:28
    Vendo essas notícias sobre a Grécia e como o socialismo vem destruindo o mundo, passei a acreditar em profecias bíblicas.

    Acho que pelo menos uma das 'bestas' do apocalipse já sei do que se trata.
  • Douglas  07/07/2015 12:50
    Olha, não querendo entrar nesses méritos
    Mas partindo do principio que a Biblia diz que a besta seria adorada por todo o mundo...
  • Primo  07/07/2015 14:52
    "Passou de hora de dar uma chance ao capitalismo de livre mercado na Europa: ele funcionou todas as vezes em que foi adotado."

    Ué, mas a União Européia ou a Zona do Euro não é uma zona de livre comércio?

    A Grécia ilustra que a capitalismo de estado é um fracasso. Quando acontece um calote de alto impacto, o fracasso é tanto do estado que empresta quanto do estado que recebe o empréstimo. O primeiro por ter emprestado para alguém imprestável, e o segundo por aceitar o empréstimo e ficar estagnado, os dois quebram a expectativa e ficam em condições piores no futuro. Dessa forma fica evidente que o governo capitalista não teve capacidade de tomar decisões de forma a maximizar os dividendos da sociedade em prol de um futuro melhor. Sugiro sociabilizar a capital do estado, isto é, coletar a renda e dividir de forma igualitária por todos os cidadãos. Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho.
  • Tio  07/07/2015 15:41
    União Europeia e Zona do Euro são coisas distintas. O Reino Unido está na UE mas não faz parte da zona do euro. O mesmo vale para Dinamarca e Suécia.

    Sobre livre comércio, também há livre comércio entre Paraná e Bahia. Ou entre Santa Catarina e Maranhão. Dado que os países europeus passaram a ser vistos como estados pertencentes à grande nação europeia, é natural que seja permitido algum livre comércio entre eles (mas não com o resto do mundo).

    Aliás, na medida do possível, há livre comércio entre Havana e Guantánamo. E havia entre Varsóvia e Cracóvia na década de 1980. Ou entre Moscou e São Petersburgo.

    O resto de suas considerações está ininteligível, mas o leitor Rene Barrientos lá em cima já deu a resposta completa. Não irei copiá-la de novo. Quem desconsidera a mastodôntica burocracia supranacional que é a UE, a qual regula até como deve ser feita a oferta de repolho, não entende nada de UE.
  • Primo  08/07/2015 09:49
    Tio, concordo com você: "Aliás, na medida do possível, há livre comércio entre Havana e Guantánamo".

    O que acontece é que, como em qualquer negócio existem contratos e regulamentações. Se você quiser, você não precisa fazer, mas as partes concordaram espontaneamente em fazer isso. Você está disposto a alugar uma casa sem contrato, sem regulamentar as responsabilidades de ambos? Quanto menos confiança, mais "travado" fica o negócio, é praxeologia.

    Tio, de qualquer forma, obrigado pelo feedback, tentarei ser mais inteligível da próxima vez.
  • Felipe  07/07/2015 15:42
    "Sugiro sociabilizar a capital do estado, isto é, coletar a renda e dividir de forma igualitária por todos os cidadãos. Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho."

    Esse comentário foi sério?
  • Primo  08/07/2015 09:56
    "Sugiro sociabilizar a capital do estado, isto é, coletar a renda e dividir de forma igualitária por todos os cidadãos. Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho."

    Esse comentário foi sério?

    Felipe, realmente esse comentário tem um equivoco ortográfico, segue abaixo correção:

    Sugiro sociabilizar "O Capital" do estado (impostos, prédios, escolas, hospitais ), isto é, coletar a renda (imposto) e dividir de forma igualitária por todos os cidadãos. (pode-se deixar uns 3% para administração). Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho.
  • Felipe  08/07/2015 17:07
    Primo,

    Fico satisfeito que você tenha respondido. Normalmente quem faz comentários desse tipo nunca aparece novamente para continuar o debate.

    Fiquei interessado nessa sua ideia e gostaria de entendê-la melhor.

    Minha dúvida é: se os impostos fossem divididos entre a população então não sobraria dinheiro para o governo manter a estrutura gigantesca que possui hoje.

    Se você quiser manter uma estrutura administrativa com apenas 3% da arrecadação, então o governo precisa diminuir de tamanho. Concorda?
    Então eu gostaria de saber como seria o governo nesse cenário que você descreveu (por exemplo: o que aconteceria com os milhões de funcionários públicos, ministérios, agências reguladoras, hospitais públicos, escolas públicas, órgãos da justiça, congresso nacional, câmaras de vereadores, segurança pública, estatais deficitárias, programas sociais, INSS, etc).

    Obrigado
  • Primo  09/07/2015 00:18
    você já deu a resposta, caro felipe. o q n der para vender/privatizar e distribuir a renda para o cidadão, transforma em ação e divide entre todos. nao precisa ser de uma hora para outra. pode-se ir aumentando a abrangencia do 'bolsa familia' , e ir reduzindo investimentos, e paralelamente ir arrochando salarios do setor publico.
  • Curioso  09/07/2015 03:46
    Acho que entendi sua proposta Primo, mas mesmo considerando que a parte administrativa não seja corrupta e se consiga dividir os impostos para todos, como os impostos seriam elaborados, alterados, fiscalizados? Como se verificaria o tamanho necessário dessa parte administrativa, já que ela se administra e extrai tudo via imposto?

    Mas concordo que dependendo das respostas as perguntas acima, seria uma alternativa muito superior a como esta hoje, qualquer caminho para a redução do tamanho gigantesco do estado seria um grande avanço!
  • Primo  09/07/2015 20:35
    Curioso [09/07/2015 03:46:22], acredito que o meio de troca do futuro é algo semelhante ao bitcoin. Hoje já se tem um controle enorme de tudo que é movimentado, o quanto se ganha, o quanto se gasta. A cobrança dos impostos será automática. Todos terão acesso aos dados, para o sistema ter confiança, para ele ser transparente e para ele ser aceito como meio de troca. A corrupção sempre irá existir, mas ações serão cada vez mais rastreáveis e as provas serão cada vez mais evidentes, torando cada vez mais difícil o convívio do individuo corruptor na sociedade. Não será necessário cadeia para o corruptor, ele será apenas excluído de utilizar o meio de troca.
    Nem todos terão acesso a restituição do imposto, terão acesso somente os que utilizam a rede de troca.
    Os impostos e taxas administrativas seriam elaborados de tempos em tempos em uma reunião composta por 6 pessoas que mais pagaram impostos, mais as 6 pessoas que menos pagaram impostos, e mais 6 pessoas eleitas democraticamente. No caso de não haver entendimento, cada pessoa diz uma taxa, e utiliza-se a média.

    Bom, deixa eu parar por aqui antes que você comece a me levar a sério. Curioso, obrigado pelo seu tempo. Em tempo, queria agradecer também ao moderador, estero que não tenha atrapalhado muito a secção de comentários.
  • Curioso  09/07/2015 21:14
    Mas é uma ótima proposta, e talvez não tenha percebido mas ao não punir e fazendo com que nem todos recebam a restituição, apenas quem participar dessa rede de troca, você destruiu o estado e tornou essa participação voluntária. (Afinal a punição ser exclusão desse sistema de trocas apenas, não impossibilita a criação de outros meios de troca).
    Nada mais que um sistema de administração voluntário que fatalmente encontraria concorrencia(ja que as agencias reguladoras foram fechadas).
    No fim é exatamente o que o anarcocapitalismo defende em essencia, diversos sistemas de administração concorrentes existirem, a diferença é que voce 'inventou' um desses sistemas, mas deixou aberto brechas para outros poderem existir. Discordo que isso seria socialismo, mas se o funcionamento é esse descrito, pode até chamar de 'merda' que to apoiando.

  • anônimo  07/07/2015 17:12
    "Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho"

    Tipo... virar uma Coréia do norte?
  • Vegas  07/07/2015 18:36
    Primo do Kim Jong-un... só pode!

    "Sugiro sociabilizar a capital do estado, isto é, coletar a renda e dividir de forma igualitária por todos os cidadãos. Mais socialismo e menos capitalismo, esse é o melhor caminho."

    Proponho então fazer o seguinte, vamos pegar 5 notas de R$10,00 da sua carteira, e distribuir igualmente entre você, eu, o Tio, Felipe e anônimo.

    Mas para dar certo finja que estes R$50 nunca te pertenceram, seja grato pelos R$10 que acabou de receber.

    Infelizmente não poderei dar a parcela de minha contribuição, pois tenho ficado muito ocupado em gastar meus R$10 cmg mesmo, porém conto com sua colaboração e esforço para no próximo mês socializar outros R$10, quiçá vc até se esforce um pouco mais e me renda aí uns R$15... imagina, uma alegria só!

    Forte abraço!
    de seu cumpanheiro, Mula.
  • Cassim  07/07/2015 20:00
    Gostaria de ser explicativo e educado, mas as circunstâncias me forçam à concisão. Compreendo que o Primo não compreende muito de economia AINDA, então, praticarei alguma alteridade para com seu cenário.

    a) Suponhamos que todo o capital (as máquinas, os prédios, veículos [que também podem fazer função comercial, no caso do transporte de matéria, algo imprescindível em qualquer linha de produção], as carrocinhas de pipoca, etc.) foi dividido igualmente entre os cidadãos e chegamos ao comunismo tal qual descrito no livro 'Ideologia Alemã'.

    Tudo foi dividido igualmente (não cabe a mim discutir o que é igualdade - afinal, há quem acredite que igualdade é existir uns poucos seres humanos com o poder de expropriar tudo de todos os outros), mas e agora? Resta somente produzir.

    Uns dos capitalistas aplicarão seu capital com segurança e tenderão a obter retornos menores, mas seguros; uns poucos aplicarão com segurança, mas deterão prejuízo pois não utilizaram o capital apropriadamente - ofereceram serviços ruins e com uso excessivo de recursos. Outros investirão com risco (farão, por exemplo, investimentos em tecnologias pioneiras e grandes projetos de longo prazo na expectativa de um aumento na demanda) e a maioria deles auferirá prejuízos, mas uma minoria adquirirá um sucesso absurdo por haver respondido corretamente às demandas futuras da sociedade - por exemplo, uma olaria que fabrica previamente uma quantia adicional de tijolos antecipando-se para um furacão.

    Ou seja, deter o capital não significa que você prosperará com ele. Uns indivíduos utilizarão mal seus recursos e os perderão, liquidando-os para os que os utilizam com prudência e sabedoria. Haverá desigualdade novamente na sociedade.

    b) O capital, pela milésima vez, não advém da geração espontânea e não existe per si.

    Suponha que Robinson Crusoé pescava três peixes por dia mergulhando para pegá-los com as próprias mãos e que sua alimentação consistia exclusivamente do pescado que "produzia". Ao final do dia, assava-os e os comia. Suponha agora que ele tivesse tomado a decisão de, ao invés de comer os três peixes que pescava diariamente, consumir apenas dois, economizando, portanto, um peixe por dia. Ao cabo de dois dias, teria acumulado dois peixes, o que lhe garantiria consumo para um dia. Admita que ele gastasse esse dia não para pescar, mas para construir uma rede tosca, que lhe permitiria pegar, ao invés dos três a que estava acostumado, uma dúzia de peixes por dia - sem dúvida, um resultado superior ao inicial. Neste exemplo de uma economia autística, a abstinência - ou poupança - seria dada por aqueles dois peixes que deixou de comer durante os dois dias para que pudesse ter uma reserva de peixes que lhe permitisse passar um dia inteiro investindo, ou seja, construindo o bem de capital - a rede. - Ubiratan Iorio.

    Os corsários ingleses no Caribe não roubaram as fábricas inglesas das entranhas das veias abertas da América Latina.
  • O Filósofo  07/07/2015 19:34
    Companheiro Primo, você está correto. Sua argumentação foi bem precisa. Hasta la victoria.
  • Rafa  07/07/2015 21:56
    Para que serve o socialismo? Pra nada! Só para atrapalhar o progresso e encher os bolsos dos ditadores corruptos!
  • Vegas  08/07/2015 11:56
    Socialismo, pra mim, é igual aqueles produtos do Polishop (nada contra a marca) que prometem um corpo definido sem fazer esforços físicos nem regulando alimentação.

    Não fim das contas não entregam o que prometeram, levaram seu dinheiro, e quem comprou esse produto vai comprar o próximo que for anunciado e pensar "Agora sim vai!"
  • Vander  08/07/2015 00:08
    E como nada pode piorar, eis que a Grécia pode juntar-se ao BRICS.

    Ou seja, não duvido que NÓS, plantadores de banana nesse bananal, não pagaremos as vagabundagens na Grécia.
  • Juan  08/07/2015 04:26
    Boa noite meus caros.

    Sou iniciante ainda em estudo econômicos. Tenho acompanhado este blog acerca da situação da Grécia.

    Um professor meu citou essa senhora, Maria Lucia Fattorelli, e resolvi saber mais sobre ela. Acabei chegando nesse vídeo:

    jornalggn.com.br/noticia/a-tv-brasil-maria-lucia-fattorelli-esclarece-crise-na-grecia

    Se alguém puder analisar e dizer algo sobre, fico grato ;)
  • Don  10/07/2015 20:59
    Segundo ela, a culpa toda é dos banqueiros malvadões. A Grécia, coitada, é só uma pobre vítima desses monstros gananciosos. Enfim...

    Para quem estiver com paciência e com bom humor, segue a entrevista, com direito à participação especial do Emir Sader: //www.youtube.com/watch?v=YxR5qqzZS-g

    Interessante é que ela recebeu um dinheiro do governo grego para fazer essa auditoria e chegar a essa conclusão jenial.
  • Henrique  08/07/2015 14:06
    Nesta questão, estou com Pikety.

    O perdão da dívida mais a continuidade da Grécia no Euro praticamente resolveriam todos os problemas.
    Convém lembrar que sem o perdão da dívida da Alemanha após a Segunda Guerra, esta não estaria onde está hoje.


    Abraços.
  • Um observador  08/07/2015 16:56
    "O perdão da dívida mais a continuidade da Grécia no Euro praticamente resolveriam todos os problemas."

    Por favor, indique como o perdão da dívida vai resolver o problema de um governo que gasta muito mais do que arrecada.
  • Vegas  09/07/2015 12:21
    Henrique, preciso fazer uma observação ao seu comentário.

    A Alemanha está no estágio atual de economia sólida pois no período pós guerra adotou uma postura em favor de mercado com pouca intervenção estatal, e gastos públicos sob controle, iniciado com Ludwig Erhard www.mises.org.br/Article.aspx?id=1419
    Hoje é um país altamente produtivo e praticamente carrega boa parte do europeus nas suas costas. Por este viés, acredito que a Alemanha já tenha "pago" sua dívida com juros.

    A Grécia chegou no estado financeiro atual depois de muita gastança, preguiça, e o governo atual quer o perdão da dívida para que possa continuar a boa vida sem limites, adotando política que temos exemplo no mundo inteiro, e aqui no Brasil mesmo, de que não funciona.

    Portanto a Grécia não dá condições de, hoje, imaginar que um perdão da dívida é um mal necessário para que coisas boas venham num futuro próximo, pelo contrário a previsão é pessimista.
    O governo Grego quer exatamente isto, ter o perdão ou ajuda financeira para continuar a gastança pública e jogar as contas para UE pagar ou ser excluído do bloco para que possa manipular sua moeda e iludir os gregos por algum tempo, piorando a situação.

    Um "cheque-mate" agora, na minha opinião, é a forma mais direta de cortar o mal pela raiz. E o mal que me refiro é exatamente à prática defendida por Pikety.
  • anônimo  09/07/2015 12:52
    "Convém lembrar que sem o perdão da dívida da Alemanha após a Segunda Guerra, esta não estaria onde está hoje."

    Coisas totalmente diferentes.

    A dívida alemã era fruto de indenizações da primeira e da segunda guerra. Era uma dívida que na prática nunca foi contraída pelo governo Alemão. Diferentes dos gregos.

    Além de tudo o governo alemão tinhas as contas em ordem e não vivia de empréstimos.

    Os gregos não querem apenas o perdão, até porque já tiveram um monte de regalias, os gregos querem continuar vivendo dos empréstimos.

  • Silvio  10/07/2015 19:40
    Que perdão? A Alemanha só acabou de pagar pela Primeira Guerra em 2010: internacional.estadao.com.br/noticias/geral,1-guerra-termina-em-outubro-com-pagamento-alemao,616633
  • Marcos  10/07/2015 00:50
    Seria a Grécia do século XXI a Argentina do século XX? Caso não haja uma radical mudança de mentalidade, acredito que seja exatamente esse o caminho.
  • Emerson Luis  10/08/2015 17:44

    Os gregos ainda podem fugir para o restante da Europa. E nós?

    * * *
  • anônimo  05/03/2016 10:58
    Pro Chile.
  • Macri  22/03/2016 16:58
    Pra Argentina.
  • Michele Hoster  04/03/2016 21:43
    Parabéns pelos artigos e comentários. Mantenho-me informada lendo este site. Parabéns.
    Michele Hoster
  • Isis Monteiro  22/03/2016 11:26
    Penso que o governo deve se limitar às áreas de saúde, segurança e educação. Estas áreas são gigantescas e já consomem grande energia dos governantes. Se administrarem bem estas áreas, o Brasil, por exemplo, já teria uma outra cara.
    Um governo que quer entrar em várias áreas acaba fazendo muita besteira.
    Obrigada
    Isis Monteiro
  • Alexandra Moraes  24/03/2016 20:44
    O Brasil passa pelos mesmos problemas da Grécia. Um estado inchado que não cabe no seu PIB. A questão é como realizar as reformas necessárias tornando o estado menos pesado e mais eficiente. Por exemplo, que governo terá a coragem de alterar as regras da previdência social? Que governo terá tamanho apoio para realizar a reforma tributária?
    Lamento, mas vislumbro para o Brasil tempos muito complicados.
  • Beth Prado  24/03/2016 22:40
    Acredito que a Grécia criou um estado de bem estar social além das possibilidades do país. Um estado que gasta mais do que arrecada acaba ao longo do tempo tendo um grande problema de refinanciamento de sua dívida. A despesa relativa ao pagamento de juros come uma boa parcela do que a Grécia produzia e, consequentemente arrecadava. Isto inibe investimento que impacta a produtividade levando a Grécia a beira da bancarrota.
  • Isis Monteiro  28/03/2016 17:22
    Sem dúvida o mais adequado para o Brasil seria o estado mínimo, ou seja o governo se limitaria às áreas de saúde, segurança e educação. Isto eliminaria muito da corrupção que assistimos atualmente.
    O estado seria indutor da economia apoiando os setores estratégicos, controlando o mercado através de agencias reguladoras bem estruturadas sem viés político.
    Saúde, segurança e educação são setores imensos que devem ser tratados com muito cuidado e atenção.
  • Um observador  30/03/2016 11:24
    "ou seja o governo se limitaria às áreas de saúde, segurança e educação."

    OK. Comparado ao que temos hoje já seria uma redução imensa. Não iria me opor a isso.

    "O estado seria indutor da economia apoiando os setores estratégicos, controlando o mercado através de agencias reguladoras bem estruturadas sem viés político."

    Ué, mas o estado não ficaria limitado à saúde, segurança e educação? Por que o estado precisa interferir na economia nas empresas?
  • Alexandra Moraes  23/04/2016 14:27
    150 anos de fracasso do socialismo não somente na Europa como em grande parte do mundo.
    O caso do Brasil é exemplar de 13 anos de um governo dito de esquerda. O resultado de todo este tempo de governo foi um estado quebrado.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 21:10
    O Brasil é um grande exemplo do fracasso de governo de esquerda. Cada dia mais fica evidente a falta de lúcidez das políticas ditas de esquerda.
    O Brasil é a prova irrefutável do que um pensamento de esquerda pode fazer com a nação.
  • Isis Monteiro  29/04/2016 21:50
    A Grécia não conseguirá pagar suas dívidas. Jamais. Na mesma situação estão vários outros países da União Europeia. O quadro é negro: se a Grécia revogar sua dívida, por que os outros países da União Europeia (Portugal, Espanha, Itália e até mesmo França) deveriam pagar as suas?
  • Curioso  03/02/2019 16:00
    Por que ninguém mais fala na Grécia?


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