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Maduro, Mugabe, Milosevic - e o bolívar como papel higiênico

Sem uma moeda minimamente estável, não há economia que resista.  Na esfera econômica, a moeda constitui o mais importante elemento.  

Se a moeda perde valor, toda a economia se desorganiza.  O aspecto econômico mais básico da economia de mercado, que é o sistema de preços, se torna desarranjado.  Consequentemente, sem uma formação de preços minimamente racional, todo o cálculo econômico permitido pelo sistema de preços — o cálculo de lucros e prejuízos, que é o que irá estimular investimentos — se torna praticamente impossível.

Foi por isso que o grande economista austríaco Ludwig von Mises abordou extensivamente a questão da moeda em todo o corpo de sua obra.  Em seu livro A Teoria da Moeda e do Crédito, publicado originalmente em 1912, ele já alertava:

É impossível compreender totalmente a ideia de uma moeda forte sem antes entender que a própria ideia de moeda forte foi criada para ser um instrumento para a proteção das liberdades civis contra investidas despóticas de governos.  Ideologicamente, a moeda forte pertence à mesma classe das Constituições e da Declaração dos Direitos dos indivíduos.

A demanda por garantias constitucionais e por declarações de direitos humanos foi uma reação contra o poder arbitrário e o não cumprimento de costumes tradicionais dos reis.  O postulado de uma moeda forte foi criado, acima de tudo, como uma resposta à prática dos reis e príncipes de adulterar a cunhagem das moedas.  Mais tarde, tal postulado foi mais cuidadosamente elaborado e aperfeiçoado ao longo dos séculos vindouros, os quais ensinaram — por meio das fracassadas experiências da moeda Continental americana, do papel-moeda da Revolução Francesa, e do período de restrição que vigorou na Grã-Bretanha — que os governos podem facilmente destruir o sistema monetário de um país.

Hoje, a Venezuela é a mais perfeita demonstração dessa teoria de Mises.  Nenhum outro país atual tem sido mais desrespeitoso com sua moeda do que a Venezuela.

O roteiro é tristemente semelhante àquele já tradicional em países latino-americanos:

Um líder carismático (Hugo Chávez) é eleito e decide impor ao país uma variação tropical do socialismo (o qual foi chamado de "socialismo moreno").  Essa "nova" abordagem é, de início, relativamente bem recebida pela população, por setores progressistas, e até mesmo por vários setores da grande mídia.  Durante os anos seguintes, o país mantém um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido.

Todo este castelo de cartas consegue se manter solvente por um algum tempo caso o país seja exportador de uma commodity mundialmente demandada, como o petróleo.  Enquanto os preços do petróleo estiverem altos, de modo que as receitas de petróleo do governo sejam crescentes, o arranjo consegue ser prolongado, pois o governo tem dinheiro para manter seus programas sociais.

No caso da Venezuela, à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela.  Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após a morte de Hugo Chávez e a chegada ao poder de seu pupilo, Nicolás Maduro, ainda mais radical do que Chávez.

Maduro ensinou ao mundo tudo o que não deve ser feito com uma economia.  O gráfico abaixo mostra a evolução da quantidade total de dinheiro (agregado M3) na economia Venezuelana, de acordo com as estatísticas do próprio Banco Central venezuelano.  Apenas nos últimos 3 anos, a quantidade de dinheiro na economia já aumentou mais de 4 vezes, ou 350%.

venezuela-money-supply-m3.png

Evolução da quantidade de dinheiro na economia venezuelana

Consequentemente, o valor do bolívar desabou feito uma pedra.  O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar americano.  A linha vermelha é a taxa de câmbio oficial declarada pelo governo; a linha azul é a taxa de câmbio no mercado paralelo.

venezuelan-bolivar.jpg

Taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

E, assim como a noite se segue ao dia, essa desvalorização do bolívar fez com que a inflação de preços disparasse na Venezuela. 

Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo — que é o único verdadeiro livre mercado operando nessas economias — é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  O princípio da paridade do poder de compra (PPP), o qual vincula alterações na taxa de câmbio a alterações nos preços, permite estimativas confiáveis para a inflação de preços.

O gráfico a seguir mostra a evolução da verdadeira inflação de preços que está ocorrendo na Venezuela:

venezuelan-inflation.jpg

Inflação de preços oficial divulgada pelo governo (linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em 12 meses.

Ou seja, a atual inflação de preços na Venezuela — a real, e não aquela divulgada pelo governo — ultrapassou o estonteante valor de 600% ao ano.

O governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada vez mais rígidos.

Mas a combinação entre hiperinflação e controle de preços resultou em desabastecimento generalizado, esvaziando as prateleiras dos supermercados do país.  Itens básicos e rotineiros como xampu, farinha, açúcar, detergente, óleo de cozinhar e o já famoso papel higiênico se tornaram tão escassos no país, que os venezuelanos hoje têm de pedir permissão para faltar ao trabalho e assim poder ficar o dia inteiro em longas filas nas portas dos poucos supermercados que ainda têm tais produtos à venda.

Com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar — nenhum estrangeiro está disposto a trocar sua moeda pelo bolívar, pois não há investimentos atrativos na Venezuela —, nenhum empreendedor na Venezuela está tendo acesso a dólares.  Consequentemente, o governo está tendo de utilizar suas reservas internacionais para garantir a importação de bens essenciais, como alimentos e remédios. 

Por conta disso, as reservas internacionais do país estão desabando como uma pedra, e chegaram ao menor nível em 12 anos:

CHVr4QhUcAAdJfN.png

Evolução das reservas internacionais da Venezuela

Desde fevereiro de 2015, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar.  Já em maio, o governo — que já controla 50% da distribuição de comida — prometeu que iria estatizar todo o sistema de distribuição.

O suprimento de remédios também está acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias.  Algumas clínicas privadas são capazes de manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguem contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano possa interceptar, remédios essenciais.

O regime venezuelano se manteve por algum tempo graças aos seguidos empréstimos concedidos pelo governo chinês em troca da importação de petróleo.  A tabela abaixo mostra o total — em dólares — de empréstimos concedidos pelos chineses ao governo em Caracas.

china.png

Na coluna da esquerda, o total de empréstimos feitos pelos chineses a cada ano; e no gráfico do meio, as importações mensais de petróleo da Venezuela feitas pela China.

No entanto, por causa do aparelhamento e da subsequente destruição da estatal petrolífera PDVSA, bem como do racionamento de preços da gasolina, a Venezuela, que é o quinto maior produtor de petróleo do mundo, teve de se tornar importadora de petróleo.

Os três Ms

O que Slobodan Milosevic, Robert Mugabe e Nicolás Maduro têm em comum?  Além da adoção do Manifesto Comunista, a hiperinflação.

A 600% ao ano, a inflação de preços da Venezuela é hoje a maior do mundo.  A Revolução Bolivariana está pressionando os preços a uma taxa de 40% ao mês.  Mas será que esses números impiedosos bastarão para derrubar o reino de Maduro?  É provável que não.  A Iugoslávia de Milosevic e o Zimbábue de Mugabe vivenciaram taxas de inflação muito maiores que as da Venezuela, e ambos ficaram no poder por vários anos. 

Slobodan Milosevic já estava no poder quando a inflação aniquilou a economia da Iugoslávia.  A insanidade inflacionista de Milosevic chegou ao ápice em janeiro de 1994, quando a taxa de inflação mensal alcançou 313.000.000% (trezentos e treze milhões por cento) — quase nove milhões de vezes maior que a atual taxa mensal da Venezuela.  Não obstante, Milosevic se manteve firme no poder da Iugoslávia — ou no que restava dela — por mais seis anos.  Após a guerra do Kosovo e com a saída de Milosevic, e com a eleição de um novo presidente em 2000, as coisas se estabilizaram.

Em 2008, o Zimbábue superou a Iugoslávia ao registrar a segunda maior hiperinflação da história.  Com Robert Mugabe no comando, a hiperinflação alcançou o incompreensível valor de 79.600.000.000% (setenta e nove bilhões e seiscentos milhões por cento) ao mês, o que dava uma taxa de 98% ao dia.  Não obstante esse número astronômico, Mugabe permanece no poder até hoje — sete anos após o fim da hiperinflação, quando os cidadãos do país voluntariamente passaram a utilizar o dólar e o rand sul-africano.

Embora a hiperinflação não seja uma receita para aumentar a popularidade de um político, ela também não representa sua marcha fúnebre.  Não pensem que Maduro sairá facilmente do comando da Venezuela.  Enquanto ele mantiver o comando de suas brigadas populares, bem como o "controle" das máquinas eletrônicas de votação, ele permanecerá na sela do cavalo.

___________________________

Nota final do editor

Sobre a questão da hiperinflação venezuelana e a escassez de papel higiênico, o site Spotniks fez uma matéria interessante: se o dólar estiver custando acima de 400 bolívares no mercado paralelo, como é o caso atual, então em vez de utilizar os desvalorizados bolívares para tentar comprar papel higiênico no mercado paralelo, vale mais a pena utilizá-los propriamente como papel higiênico.

Eis o raciocínio:

"Fazendo uma busca rápida na Amazon dos Estados Unidos, é possível perceber que uma caixa de 48 rolos do papel higiênico mais vendido, Angel Soft, custa US$ 21,99. Isso dá US$ 0,46 por rolo, que na cotação [do mercado paralelo em que o dólar vale 400 bolívares] equivale a cerca de 184 bolívares. Ou seja, 92 cédulas de 2 bolívares — na Venezuela não existe nota de 1 bolívar, apenas moeda.

Mesmo um rolo de papel higiênico comprado no Brasil vale mais que o Bolívar: no site brasileiro da Staples, maior rede mundial de lojas de produtos para escritório, encontramos um fardo com 64 rolos do papel higiênico Neve Folha Dupla por R$ 87,15, o equivalente a R$ 1,36 por rolo.

Fazendo-se a conversão do Real para o Dólar, temos US$ 0,43 por rolo, o equivalente a 172 bolívares — ou 86 cédulas de 2 bolívares.

As 86 notas, se coladas umas nas outras, resultariam num rolo de 13 metros, quase metade do rolo de papel Neve. Mas as cédulas possuem algumas vantagens que fazem seu uso economicamente viável: são mais grossas e podem ser lavadas para a reutilização, e estão disponíveis em abundância no país, diferente dos rolos de papel higiênico.

Além de todas essas vantagens econômicas sobre o papel higiênico, as notas ainda possuem a assinatura do Presidente do Banco Central da Venezuela, o que torna seu uso como papel higiênico ainda mais simbólico."



autor

Steve Hanke
é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.  O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.


  • Rosa Carletto  30/06/2015 14:41
    O povo tem um delírio por esses psicopatas.
  • Marcos  30/06/2015 14:42
    Hilária a "Nota final do editor". Triste, mas hilária!!!
  • Alguem  01/07/2015 01:41
    Seria hilário se não fosse trágico...

    "Além de todas essas vantagens econômicas sobre o papel higiênico, as notas ainda possuem a assinatura do Presidente do Banco Central da Venezuela, o que torna seu uso como papel higiênico ainda mais simbólico."

    Esquece, é hilário sim!!! hahaha
  • Romero Juca  04/07/2015 15:03
    Esta comparação feita pelo Editor é fenomenal, ahahah!!!!
  • Carlos U. Pozzobon   30/06/2015 14:46
    Todo populismo acaba no economicídio. O declínio das economias do Mercosul não escapa à regra.
  • David Athayde   30/06/2015 14:47
    É triste ver isso acontecer em um país que já visitei e em que na época nem se sonhava com essas possibilidades. Assim como aqui e lá, as pessoas subestimam (subestimavam, no caso deles) o mal que o estado tem poder de fazer.
  • Olívio Cavalcanti  30/06/2015 14:51
    O socialismo inibe a parte do cérebro que corresponde a tomar iniciativas e discordar das ideias do governante
  • Nicolás  30/06/2015 14:54
    Sou do Levante, tô com Maduro

  • Valatraquio  30/06/2015 15:47
    Confesso que me sinto mal, realmente mal, vendo esse vídeo.
  • anônimo  30/06/2015 16:27
    O mais dramático é que todos aí provavelmente são universitários, com anos de estudo superior à média nacional. O que prova que educação por si só não necessariamente faz um país melhor como até mesmo pode piora-lo.

    É preferível um país de ignorantes do que de socialistas.
  • reflexão  30/06/2015 20:15
    Só uma granada pela janela é o que peço.
  • Fronha  01/07/2015 16:22
    Eu já tinha visto esse vídeo a muito tempo atrás. Depois desse dia, passe a acreditar em todas as profecias de fim de mundo.
  • Gustavo Jungklaus   30/06/2015 14:59
    Todo mundo que defende o socialismo acha que todos terão uma Ferrari, uma cobertura e um iPhone, quando na verdade todos terão um VT do ônibus, uma cabana de acampamento e um cartão de orelhão telefônico...
  • Tomaz de Aquino   30/06/2015 15:00
    Conheci vários médicos venezuelanos em Chicago. Todos fugiram da ditadura. Os médicos estão nos EUA trabalhando de babá e manobrista.
  • Henrique Zucatelli  01/07/2015 00:09
    Porque querem e são improdutivos.

    Os EUA são um dos países mais liberais que eu conheço (não cito os nórdicos pois ainda preciso dar uma passada lá). É tranquilo montar desde um pequeno comércio até uma fábrica com 10.000 funcionários, desde que esteja disposto a trabalhar.

    Desculpe se fui intolerante na resposta, e entendi o sentido do comentário, mas só para deixar claro que existe muito mais nos EUA do que atuar com profissões pouco produtivas.
  • Fronha  01/07/2015 16:26
    Talvez o comentário dele tenha tido outra intenção: a de que você, sob escravidão, troca com a maior felicidade do mundo um emprego de 'médico' para gari de rua, desde que esse último lhe dê opções de liberdade.
  • Tiago silva  30/06/2015 15:01
    Impressionante o poder de destruição da máfia estatal e seus apaniguados,o maior detentor de reservas de petróleo está inevitavelmente quebrado e com a estrutura produtiva totalmente sucateada,é o chamado toque de Midas invertido,só mesmo o socialismo para destruir tanto em tão pouco tempo.

    Gostei da muito da ironia das ultimas linhas no texto do editor,eheheheheh!!!

    E já agora parabéns ao autor,pelo artigo bem escrito e leve.
  • Andreia Consulin Amorim  30/06/2015 15:41
    Não dá para acreditar que existam pessoas que entendem que isso ainda pode ser benéfico! Ou existe um delírio coletivo, ou os valores estão completamente deturpados.

    Fato é que enquanto esses dementes no poder destroem descaradamente o país, massacram a população e fazem regredir o desenvolvimento (não sei o que ganham com isso, acho que é maldade pura), eles próprios vivem no luxo, na riqueza, no conforto com tudo o que o CAPITALISMO pode oferecer de melhor e de confortável.

    Será que os trouxas massacrados não enxergam isso? Estão cegos, loucos ou são burros mesmo?
  • anônimo  30/06/2015 16:30
    Eis um link para ilustrar seu comentário:

    https://br.noticias.yahoo.com/jornalistas-s%C3%A3o-atacados-flagrarem-filho-ca%C3%A7ula-fidel-resort-203524579.html
  • MARCOS  30/06/2015 16:33
    "O histérico vive em um mundo fictício composto inteiramente de autopersuasão. Daí ao mais extremo analfabetismo funcional o passo é bem curto. Quando o histérico lê alguma coisa, não entende aquilo que está escrito, mas o que desejaria que estivesse escrito. E acredita piamente que foi isso o que leu." (Mais um caso de histeria, Olavo de Carvalho Folha de São Paulo, 17 de agosto de 2014)

    "Como observou o psiquiatra Andrew Lobaczewski no seu estudo da elite comunista polonesa, um pequeno grupo de psicopatas basta para atrair um vasto círculo de colaboradores e militantes e instilar neles todos os sintomas de uma falsificação histérica da percepção. O histérico não crê naquilo que vê, mas naquilo que diz e repete. Sua experiência direta da realidade é substituída por uma padronização compulsiva que enxerga sempre as coisas pelos mesmos ângulos e não consegue nem imaginar que possam ser vistas de outro modo: a mera tentação de fazê-lo, mesmo por instantes, é reprimida automaticamente ou repelida com horror." (Lógica da histeria Olavo de Carvalho, Diário do Comércio, 18 de novembro de 2013)

    E ainda tem o Dr. Reuven Feuerstein com suas 28 deficiências da inteligência humana....
  • Douglas Almeida  30/06/2015 15:41
    A Venezuela é mais uma prova real do cálculo que von Mises fez.
  • Victor Pimentel Nunes  30/06/2015 15:50
    Comprei minha TV de 40" há uns 3 anos atrás e as opções na época giravam em torno de R$2.000,00, um pouco mais.

    Pesquisei agora para meu pai e achei no mercado opções entre R$1.300 e R$1.900, CONTUDO, eram opções de TV com características bem fracas que um olhar atento pega como apenas 2 saídas HDMI, frequência de 60Hz. Poucas (e mais caras) com 3 HDMI (nenhuma com 4 como a minha) e 120Hz.

    As TV's disponíveis no mercado brasileiro são inferiores às TV's de 3 anos atrás. Foi o jeito que arrumaram de serem competitivos com a moeda fraca e processo inflacionário.

    Apesar de parecerem ter caído de preço com o tempo, não caíram.
  • Guilherme  30/06/2015 15:59
    Perfeita observação, Victor.

    Esse fenômeno foi abordado neste artigo:

    "E há o fato de que a inflação perene tende a deteriorar a qualidade dos produtos. Todo vendedor sabe que é difícil vender o mesmo produto físico a um preço maior do que aquele vigente nos anos anteriores. Porém, aumentos nos preços são inevitáveis quando a oferta monetária está em crescimento contínuo.

    Sendo assim, o que os vendedores fazem? [...] eles fabricam um produto de qualidade inferior e o vendem com o mesmo nome, junto com os eufemismos que se tornaram costumeiros no marketing comercial.

    Por exemplo, eles podem ofertar aos seus consumidores café "light" e vegetais "não condimentados" — o que pode ser traduzido como café ralo e vegetais que já perderam todos os resquícios de sabor. Podem também oferecer os mesmos produtos em menores quantidade e tamanho.

    Em ambientes assim, as pessoas desenvolvem uma atitude mais desleixada em relação às palavras que utilizam. [Torna-se] difícil explicar a diferença entre verdade e mentira. A inflação incita as pessoas a mentirem sobre seus produtos, e a inflação perene estimula o hábito de mentir rotineiramente."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1774
  • Marcelo Boz  30/06/2015 19:25
    A respeito disso o exemplo mais claro são os nossos carros.
    Modelos obsoletos em vários países são vendidos aqui como top de linha.
    isto é basicamente devido aos altos impostos, mercado protegido e inflação monetária.
    Assim correm por nossas estradas os mais modernos modelos da indústria automobilística como: Palio Fire, Fiat Uno, Celtas, J2, Sanderos etc, etc, etc...
  • Felipe  30/06/2015 16:16
    Pode até ser... Mas, nesse caso específico, talvez seja apenas uma revisão do produto com base no perfil de compra.

    Tenho uma TV com 4 entradas HDMI e nunca usei mais que uma. Se muitos outros consumidores tem esse perfil, então não vale a pena vender TVs com tantas entradas assim. Desse jeito eles podem economizar e aumentar a margem de lucro.
  • Vinicius  01/07/2015 07:28
    O problema é que características técnicas foram deterioradas. Taxa de atualização de quadros, níveis de contraste e indices de reprodução de cor. Tudo isso caiu absurdamente de qualidade.

    Se fosse só o número de entradas, estava bom...
  • Robson  30/06/2015 17:30
    Eu tenho uma Sony Bravia fazem dois anos, paguei R$ 1750,00 na época, hj eu vejo TVs na mesma faixa de preço mas com configurações inferiores, tanto na qualidade de imagem, quanto em acessórios (HDMI, USB, etc)
  • Luis  30/06/2015 16:41
    Na Alemanha do pós-guerra usaram maços de cigarro e garrafas de conhaque como moeda.

    https://www.youtube.com/watch?v=zC1ivoTUZBk&list=PLqtfG1khqjrqFocOvHQbjRVCe1kcHBL2G
  • Andre  30/06/2015 16:45
    "...prometeu que iria estatizar todo o sistema de distribuição.".

    Opa, vai ter canibalismo.
  • Andre  30/06/2015 16:52
    "Além de todas essas vantagens econômicas sobre o papel higiênico, as notas ainda possuem a assinatura do Presidente do Banco Central da Venezuela, o que torna seu uso como papel higiênico ainda mais simbólico."

    Falta pouco para que todos os Venezuelanos se tornem independentes de papel higiênico vendido pelos porcos capitalistas gananciosos!
    Será uma grande festa esse dia, sairá nas primeiras páginas de todos os jornais:

    "Venezuela se torna autossuficiente na produção de papel higiênico".
  • Rodrigo Amado  20/08/2015 02:08
    """
    Falta pouco para que todos os Venezuelanos se tornem independentes de papel higiênico vendido pelos porcos capitalistas gananciosos!
    Será uma grande festa esse dia, sairá nas primeiras páginas de todos os jornais:

    "Venezuela se torna autossuficiente na produção de papel higiênico".
    """

    Complementando o meu post, a Venezuela está QUAAAASE chegando lá:

    Moeda da Venezuela já perdeu tanto valor que é usada como guardanapo

    Vai, Maduro, mais um pouco e a Venezuela será autossuficiente na produção de papel higiênico!!!
  • Felipe   30/06/2015 19:27
    Excelente artigo,não dá pra descrever a sensação ao ver o vídeo, temos um trabalho longo e duro, de formiguinha tentando informar o povo.
    Hj estava lendo o site da "carta capital" sobre a Grécia e é impressionante o nível de lavagem cerebral do pessoal lá.
  • Trader Carioca  01/07/2015 14:23
    Felipe,

    Eu não sei se você notou, mas a lavagem cerebral que existe por aqui no Brasil também é grande.

    Por conta de todo esse escândalo da lava-jato e da recente posição do Lula tentando se desvincular do PT e das investigações, eu vejo que a militância virtual petista cresceu muito, mas agora com a sutileza de falar em "Lula" e não em "PT".

    Pra mim, não será nenhuma surpresa se Lula tentar lançar um partido novo para se afastar do PT.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  30/06/2015 21:55
    A venezuela já era.
  • Henrique Zucatelli  01/07/2015 00:35
    Agora falando um pouco de como as coisas estão por aqui, eu particularmente estou prestes a dolarizar meus produtos, pois muitos vem fazendo isso para se proteger da inflação, pelo menos na cadeia de fornecimento para a indústria intermediária. Coisa que não acontecia há muitos anos...

    Até alguns meses atrás via o Brasil, apesar a ideologia populista, longe de ter o mesmo resultado que seus pares bolivarianos, mas depois de olhar os gráficos da Venezuela e compara-los com os do Brasil no, estou mais cético e bem mais pessimista.

    postimg.org/image/si7rsnh49/








  • Vinicius  01/07/2015 07:42
    Apesar de que o processo deve ser lento no Brasil, não vejo como sairemos de uma crise MUITO forte e duradoura.

    O Real está se desvalorizando por causa do excesso de impressão de moeda, temos tomado cada vez mais empréstimos e, apesar de conseguirmos superávits primários nominais, nunca nem conseguimos um primário de verdade, quanto mais superávit depois de juros.

    A dívida cresce absurdamente ao ano. Os gastos públicos também. Hoje cerca de 20% de toda a força de trabalho brasileira é funcionária pública. Ou seja, para cada 4 trabalhadores brasileiros temos 1 parasita.

    Isso é insustentável e, mesmo que mudemos para um governo responsável em 2019, esse governo terá apenas 4 anos para desfazer tudo o que os 16 anos anteriores fizeram.

    Durante os 4 anos desse governo hipotético iniciado em 2019 a crise seria ainda mais profunda pois não só já estaremos numa recessão e desemprego monstruosos, o governo terá que cortar na carne, demitindo muitos destes 20% da força atual de trabalho. Além disso terá que cortar investimentos pesadamente na esperança de conseguir superávits, de conseguir refinanciar as dívidas e de atrair novos investimentos. Só que 4 anos não é tempo suficiente para reformar uma economia em frangalhos, a não ser que tenhamos uma nova moeda e política econômica aliada possivelmente a um calote pelo menos parcial e, mesmo assim, não sei dizer se isso iria funcionar num prazo tão curto.

    Esses 4 anos, então, serão muito difíceis para a população que, no seu pensamento imediatista, irá pensar que o PT não era tão ruim assim, reelegendo o socialismo em 2023.

    Mesmo que em 2023 entre novamente alguém disposto a continuar as reformas e até a abrir a economia, não acredito que tenhamos um Brasil de volta aos eixos antes de 2030.


    Eu sei que eu, na primeira oportunidade, sairei deste país e nunca mais olharei para trás. Se bem que, com a tendência do mundo hoje, nem sei direito pra onde ir, tá tudo virando socialista e progressista......
  • Dissidente Brasileiro  01/07/2015 00:43
    Sabem porque isso acontece por lá? Por que são latino-americanos! Latinos gostam da sujeira, do atraso e da esculhambação, o vídeo do "Sou do Levante, tô com Maduro" postado acima é uma prova disso. Só um povo estúpido, resignado e conformado com seu complexo crônico de vira-lata subdesenvolvido aceita uma coisa dessas, vide a própria eleição do Chávez ainda nos anos 90 que deu início a tudo.
  • Luiz Afonso  01/07/2015 00:47
    O Socialismo é a maneira mais rápida e eficaz de destruir uma economia de um país.

    As provas estão ai aos montes, só os idiotas úteis Socialistas ainda acreditam no Socialismo. Pobre povo Venezuelano. só de pensar que isto pode acontecer por aqui me dá calafrios, eu juro que se um burocrata estatal invadir a minha propriedade e a minha empresa eu não respondo por meus atos e garanto que muitos aqui irão me apoiar. Imagina você empreender, se dedicar, estudar, tocar o seu negócio, que no Brasil é uma tarefa árdua e corajosa e ainda por cima um burocrata estatal comunista que nunca colocou os pés em uma empresa e não sabe nada de administração e finanças dizer para você quanto você deve cobrar por seus produtos e qual o seu lucro?

  • anônimo  01/07/2015 22:01
    Eu encaro diferente o socialismo. Encaro como uma fraude. Um gigantesco esquema de pirâmide que tomou conta de governos. Pena que a maioria esmagadora da população insiste em encarar o socialismo como ideologia.

    Isso é o que, justamente, livra o socialismo da maioria dos crimes e pecados que o mesmo comete, ao mesmo tempo que leva à um número absurdo de idiotas úteis e inúteis a apoiar à causa.
  • Bruno  01/07/2015 06:40
    Boa Noite Liberais,

    Acompanho o IMB a um tempinho já,apesar de acompanhar e ler quase todos os artigos aqui,nunca comentei em nenhum.Ainda não sou um anarco-capitalista,no máximo um minarquista hehehe...
    Trago aqui,uma sugestão que pode deixar mais claro as consequências da ''economic freedom''

    1-Eu sou um verdadeiro apaixonado por corrida de automóvel, acompanho a formula 1 e outras categorias,por eu apenas ter 19 anos,não vivenciei muitos momentos históricos no automobilismo,porém por sempre gostar muito desse esporte,leio artigos e blogs que contam fatos e historias do automobilismo mundial.Resumindo: A formula 1 hoje esta vivendo por um momento delicado,esta passando por crises financeiras e até mesmo de audiência,assim perdendo investidores no esporte,devido a isso,estava fazendo hoje uma relação entre essa crise e o mundo automobilisco com economia.Posso estar errado,mas pelo oque refleti e conversei com o meu pai(tem 60 anos e sempre foi fan também),a formula 1 hoje só vive isso devido o excesso de regulamentos impostos pela Federação Internacional do Automobilismo(FIA),a qual é responsável pela administração da Formula 1 e demais categorias famosas hoje em dia.
    Portanto,acho interessante demonstrar e realizar essa co-relação,veja bem:
    A FIA é como o estado,regula e determina as regras do campeonato mundial,enquanto as equipes são as empresas que contratam pilotos,mecânicos,engenheiros e estrategistas que se tornam os funcionários dessa empresa(da equipe).
    As equipes assim como as empresas,visam o lucro tanto de patrocinadores quanto os premios da própria FIA(Descarte premios da FIA pois ao meu ver isso não se encaixaria nessa relação)
    Portanto,as equipes competem entre si para obter melhores colocações possíveis no campeonato,aquela equipe que é mais vencedora,alem de fazer uma baita propaganda para si mesma,ainda atrai patrocinadores e investidores sendo assim mais lucro para si,assim como as empresas..Portanto,hoje em dia principalmente depois da morte do nosso grande Ayrton Senna da Silva,a FIA ando deixando o regulamento muito restrito,ao ponto de fazer a categoria entrar em crise,tanto que os melhores anos da Formula 1 foram aqueles em que o regulamento era mais permissível por exemplo:
    Década de 80= Tinha uma variedade de motores,o regulamento aceitava motor 1.5 V6 turbo e os 3.5 V8 aspirados,existia muitas fornecedoras de motores no campeonato(Renault,TAG Porsche,Honda,Ferrari,Cosworth,BMW e etc) e assim a década de 80 foi mais uma era de ouro da formula 1
    1989-1994= Os motores turbos passaram a ser proibidos,passou a ser permitido motor V8,V10 e V12 e tinha uma variedade como nunca de fornecedores como(Ford,Renault,Honda,Peugeot,Ferrari,Lamborguini,Yamaha e etc)
    Depois de 1994,o ano trágico da formula 1 onde 2 pilotos morreram e ocorreu uma serie de acidentes fortes durante a temporada,a Formula 1 por segurança e outros motivos,adotou um regulamento rígido demais,assim ao passar do tempo,na chegada dos anos 2000 a categoria começou a perder a graça e a falta de interesse das Fabricas e equipes na categoria.
    Hoje para se ter uma ideia,so existem motores Honda,Ferrari,Renault e Mercedes-Benz.
    Enfim,talvez tenha conseguido faze-los enxergar que essa relação possa ser feita com economia ,assim servindo como mais um exemplo de que o livre mercado é a solução para a prosperidade,caso realmente queiram fazer essa ideia de relação ir a diante,posso dar mais exemplos pra demonstrar a vocês que oque a formula 1 sofre hoje é um excesso de regulamento,assim como a pratica de ideias keynesianas na economia.
    A categoria WEC(World Endurance Championship),famosa por realizar as 24 horas de Le mans e 24 horas de Nurburgring,tem vivido avanços,pelo simples fato de que a categoria tem um regulamento muitoooo liberal,muito mesmo,Toyota,Porsche e Audi são as que competem na categoria mais top do campeonato(LMP1) e é notório que os carros da Toyota,Porsche e Audi são completamente diferentes,tanto em desenho e aerodinamica quanto em motores.Os motores tem engenharias completamente diferentes,até o Diesel é permitido la,sendo assim é a categoria que esta atraindo mais e mais interesses das montadoras,patrocinadores e investidores,não é a toa que ate a Ford ira voltar para o campeonato no ano que veem.
    Esse momento que o automobilismo esta passando,perante a administração da FIA,reflete claramente a mesma coisa que acontece numa economica de mercado,nem citei o caso da WRC(World Rally Championship) que mais uma categoria que perdeu todo o seu encanto devido ao excesso de regulamento,se tiverem interesse de passar essa relação a diante,explico o caso da WRC também!
    Fico por aqui com essa sugestão,tentei passar a ideia da forma mais clara e com menos linhas possíveis.

    Abraço!!!
  • Andre Cavalcante  01/07/2015 13:42
    Huuummm!

    Interessante analogia e parece que tem tudo a ver.

    Só que tem um outro lado: a indústria de automóveis está vivendo uma revolução (não gosto muito do termo até porque esta "revolução" está durando décadas, mas...). Os carros estão deixando de ser produtos e passando a ser serviços. Quando empresas de TI investem pesado em um mercado de carros autônomos, o glamour dos carros de outrora e que é o que alimenta as "corridas de automóveis" acaba arrefecendo pouco a pouco. Imagina uma corrida de carros sem ninguém dirigindo, muito emocionante, não?! ( ¬¬ ). Por outro lado, as intervenções governamentais, mundo afora (e a FIIA em particular) estão realmente matando esse glamour.

    Prevejo que em algumas décadas migraremos de "meu carro" (produto) para "meu transporte" (serviço), o que pode incluir vários modais, não necessariamente veículos motorizados pelo meio (afora a "socialização" dos aspectos de mobilidade urbana).

    Aliás a crise mundial fazendo o petróleo sobrar em estoque e baixar muito de preço, tá dando uma sobrevida ao modelo atual. Então aproveite bem enquanto durar!

    Abraços

  • Bruno  01/07/2015 17:04
    Olá Andre,
    Sim,com o passar do tempo os carros estão mudando de objetivo.
    Esta completamente correto sobre isso,prova disso é o fato de que a garotada da década de 60,70 e ate mesmo 80,a maioria era interessada por carros,hoje em dia uma minoria é interessada,pelo simples fato dessa tendencia que você falou.
    Isso por um lado prejudicaria o automobilismo,mas por outro lado necessariamente isso não definiria o fim do esporte.
    Veja bem,como eu disse,as pistas são laboratórios para as empresas,a FIA abriu um campeonato chamado Formula E,como já diz o nome é a Formula Elétrica,são monopostos pequenos e movidos 100% a eletricidade por baterias,diga-se de passagem que neste ultimo final de semana,encerrou-se o primeiro campeonato da categoria,que inclusive foi um Brasileiro que se tornou campeão,como também a primeira corrida da categoria foi um Brasileiro que venceu.
    Mas vamos ao que interessa:
    Carros autônomos sabemos que ira existir no futuro,porém esse processo ira ser gradativo e demorado,dando um bom tempo para que os carros não autônomos sobrevivam e assim passarem por evoluções que foram desenvolvidas nas pistas.O automobilismo ira demorar para sentir o impacto dos carros autônomos no mercado e ainda acho que não deixaria de existir por causa disso,porque se for parar pra pensar,os cavalos passaram por uma situação igual,era utilizados como meio de transporte e de serviços,foram substituídos por trens,aviões,carros e etc e mesmo assim não se extinguiu as corridas de cavalo,o esporte ainda esta vivo.Portanto o exemplo de corrida de cavalos,ao meu ver,é um exemplo de que carros autônomos não acabariam com o automobilismo.
    Se possível,vamos tentar levar essa analogia adiante para criar um artigo aqui no IMB,deixando claro que o excesso de estado na economia prejudica a mesma.

    Oque acham pessoal do IMB?Caso tenham alguma duvida e queiram mais indícios de que essa analogia pode ser feita pois reflete oque exatamente acontece numa economia de mercado,poderei dar mais exemplos de categorias e tentar deixar mais claro que essa analogia é possível.

    Abraços!
  • Henrique  01/07/2015 13:46
    Até o FMI admite que a desigualdade emperra o crescimento ecônimo: www.cartacapital.com.br/economia/fmi-aumento-da-desigualdade-reduz-crescimento-economico-277.html


    Abraços
  • Meirelles  01/07/2015 14:28
    Nossa!

    "Até o FMI!", uma das instituições mais intervencionistas do mundo, criada por Keynes, e cujo chefão, até outro dia, era Dominique Strauss-Kahn, do Partido Socialista Francês, destituído por ser um estuprador confesso.

    Se tal organismo supranacional defende a implantação de políticas que irão fortalecer seus poderes (afinal, será o FMI, em conjunto com o Banco Mundial, que irá "supervisionar" as políticas de transferência de renda), então não há motivo algum para divergência.

    Socialistas agora estão subscrevendo teses do FMI... Que fase da esquerda mundial! Que fase!
  • Andre  01/07/2015 15:27
    "Até o FMI admite que a desigualdade emperra o crescimento ecônimo: www.cartacapital.com.br/economia/fmi-aumento-da-desigualdade-reduz-crescimento-economico-277.html"

    Deve ser por isso que Cuba é tão rica e Cingapura é tão pobre.

    E aí, quando você vai se mudar pra Cuba?
  • Henrique Zucatelli  01/07/2015 21:52
    Reitero que sinto vergonha de ter sido batizado com o mesmo nome desse cidadão.
  • Thiago Augusto  01/07/2015 22:30
    Interessante artigo. Nota final interessantíssima... Kkkkkkk
    Isso nos mostra como a inflação é um mecanismo de mascaramento de acrobacias governamentais, até chegar ao extremo de se tornar um espetáculo à parte.
    Padrão ouro e quantidade congelada de cédulas na economia é para os fortes!!
  • IRCR  02/07/2015 04:47
    Leandro,

    Seria interessante que um pais adotasse um padrão ouro-dólar para lastrear a sua moeda ? quero dizer lastrear 50% em dólar e 50% em ouro.

    Se levarmos em consideração que mesmo o dólar sendo mais um moeda fiduciária, mas ao menos é da maior e mais importante economia do mundo e o ouro com suas várias qualidades muito bem descristas principalmente pelos austríacos, mas que poderia ter alguns problemas como já foi falado por vc.

    Outra vantagem que é bem sabido que o valor do dólar é inversamente proporcional ao ouro, quando uma está forte outra está fraca. Logo, se a moeda nacional está lastreada nas duas, o seu valor de mercado ficaria mais estável e não sofreria com problemas de ataques especulativos, pois a desvalorização de uma implicaria na valorização da outra.
  • Wallace  05/07/2015 07:43
    O Grande problema do ouro no Brasil é a falta de liquidez. Há alguns anos, realizei algumas compras de ouro por uma famosa DTVM que existe no mercado. Pelos cálculos que eles faziam para recomprar o ouro, eu teria um prejuízo enorme, pois além do ágio cobrado, os custos de Correios são elevados e precisam ser acrescidos do seguro do material junto aos Correios (por razões óbvias). Terminei tendo que revender o ouro no Mercado L. Não vou postar a conta toda aqui, mas só consegui alguma paridade entre o preço de compra e venda após vender, aos poucos, no Mercado L. e ainda demorou meses. Não tive lucro (o que eu até poderia aceitar), mas tive prejuízo. É uma experiência pessoal. Notei também que a cultura de investimentos em ouro no Brasil é restrita a uma minoria (aspecto cultural).

    O fato é que precisamos encontrar alternativas para nos protegermos desse autoritarismo totalitário petista (Bolivariano, Marxista) cercando as nossas vidas, liberdades e economias cada vez mais a cada dia que passa.
  • Juliana  03/07/2015 02:20
    Sendo bastante franca — e na minha humilde opinião —, a nota final acrescentada pelo editor, de certa forma, tirou um pouco o brilho do artigo.

    A ideia da matéria citada é interessante, e até a parte em que ela faz as contas, as conversões e as comparações entre o Dólar, o Bolívar Fuerte e o papel-higiênico, ela está ótima.

    Mas nos dois últimos parágrafos, ela compromete a impressão trazida pelo artigo. Principalmente na parte: "as cédulas possuem algumas vantagens que fazem seu uso economicamente viável: são mais grossas e podem ser lavadas para a reutilização, e estão disponíveis em abundância no país, diferente dos rolos de papel higiênico.". Não precisava disso.

    Se era para fazer um exercício ilustrativo e dar uma sugestão sem muito propósito, uma boa poderia ter sido a de que agora é muito mais vantajoso o Banco Central estatizar totalmente e monopolizar a emissão de papel higiênico (o que diga-se de passagem não é muito difícil de acontecer por lá), além de impor o curso forçado e liberalizar a comercialização das moedas. Aí, o governo poderia sentir-se à vontade para aumentar demasiadamente a produção e a emissão de papel-higiênico que não causaria tantos problemas ao sistema de preços, além disso levaria a um alívio da população, pelo menos na questão da escassez deste emblemático produto.

    Ou, melhor ainda: considerando que o papel higiênico se tornou um bem valorizado na Venezuela, os cidadãos poderiam calcular a oferta do produto no país, estabelecer uma taxa palatável entre o metro (ou rolo ou o grama) do papel-higiênico e o Bolívar Fuerte, e então. tudo o que tivesse de excesso da moeda venezuelana seria ou jogado fora, ou queimado, ou dado para uma usina de reciclagem, etc. Assim, a quantidade de dinheiro na economia iria variar de acordo com a oferta de papel-higiênico venezuelano — que, diga-se de passagem, é bastante limitada. Daí, certamente os preços iriam se estabilizar, nominalmente poderiam cair e assim a economia poderia se arrumar. E não importaria o quanto o Banco Central e o governo injetassem na economia, a quantidade em excesso seria sempre destruída, como uma impureza, de modo a equiparar-se e a manter à taxa fixa estabelecida.

    Obviamente, minhas sugestões estão muito longe de serem melhores que a do artigo. Mas pelo menos elas despertam uma imagem mental um pouco mais sofisticada do que a de uma pessoa colando cédulas de dinheiro umas nas outras para usar como papel higiênico. E pior: mais ainda do que imagem de que a pessoa vai lavá-las para reutiliza-las. Vamos tentar manter o nível, por favor.

    Eu sei que meus comentários são "personae non gratae" aqui, portanto vou entender se este não for levado a público (e até prefiro assim). Vai ser uma grande honra para mim se ele for parar lá na categoria de comentários que o IMB guarda exclusivamente e "carinhosamente" para si. Eu devo reconhecer é exatamente lá que ele merece estar.

    Mas, que nada disto ofusque minha intenção de dizer que o artigo, como a imensa maioria dos aqui publicados, é excelente e chegou perto do primor. Muito obrigada e parabéns, editor, pela sempre excelente seleção.

    Abraços!
  • O Filósofo  04/07/2015 21:10
    Atenção! Juventude revolucionária, precisamos organizar um boicote contra o imperialismo burguês e pelo bolivarianismo indígena de forma que possamos derrotar o projeto da Alca, abaixo o fascismo burguês!
    Camaradas, é hora de um grande ato público combativo pela luta popular classista contra a política fascista peleguista do PSDB/DEM para alcançar a justiça social, morte aos EUA e Israel!
    Como temos lutado, chegou a hora de participar da manifestação contra o Estado policial opressor e pela descriminalização das drogas porque o povo almeja maior participação, abaixo o fascismo burguês!

    Como temos lutado, queremos uma revolução contra as grandes corporações para atender a necessidade social dos excluídos, morte ao sistema!
    Companheiros de luta, é necessário mobilizar a greve geral contra a política fascista peleguista do PSDB/DEM porque o povo almeja maior participação, morte aos EUA e Israel!
    Revolucionários do Brasil, é necessário mobilizar a greve geral pela destruição dos Estados Unidos e integração da América Latina para derrotar as reformas neoliberais, morte ao imperialismo!

    Companheiros e companheiras, chegou a hora de participar da manifestação contra o capitalismo consumista gerador de poluição e miséria de forma que possamos derrotar o projeto da Alca, abaixo o fascismo burguês!
    Caros colegas, é preciso se mobilizar contra a globalização e pela ruptura com o modelo econômico e social vigente da civilização judaico-cristã ocidental para derrotar as reformas neoliberais, Hasta la Victoria!
    Caros militantes do povo, queremos uma revolução contra o imperialismo burguês e pelo bolivarianismo indígena porque o povo almeja maior participação, morte ao imperialismo!
  • Arthur  05/07/2015 14:16
    Sério mesmo? Ou você está só de gozação? Está é sua melhor argumentação? Então tá... Vai ter que pagar bastante mortadela para o povo fingir que está engolindo este dos cursinho de chavões. Sadia, Seara e Marba agradecem.
  • O Filósofo  06/07/2015 08:40
    Companheiro, acompanhe o raciocínio.

    "É impossível compreender totalmente a ideia de uma moeda forte sem antes entender que a própria ideia de moeda forte foi criada para ser um instrumento para a proteção das liberdades civis contra investidas despóticas de governos. Ideologicamente, a moeda forte pertence à mesma classe das Constituições e da Declaração dos Direitos dos indivíduos."

    Isso não faz o menor sentido companheiro. Todos sabem que o Estado deve adotar medidas anti-cíclicas em períodos de crise. São procedimentos necessários para estimular a economia. Agora, os únicos que defendem as medidas acima são os ultra-liberais entreguistas fascistas da extrema-direita.

    Mas claro que quem assiste Globo e lê a Veja não sabe de nada disso. Sobre a Venezuela, a causa real da atual crise é o imperialismo americano que persegue o tempo todo o governo Maduro! Qualquer um sabe que os países desenvolvidos só são desenvolvidos porque exploram e roubam os recursos dos países do terceiro mundo. É óbvio, só existem países ricos, porque existem países pobres! São as grandes contradições do capitalismo!
  • Luiz Afonso  08/07/2015 11:31
    "Isso não faz o menor sentido companheiro. Todos sabem que o Estado deve adotar medidas anti-cíclicas em períodos de crise. São procedimentos necessários para estimular a economia. Agora, os únicos que defendem as medidas acima são os ultra-liberais entreguistas fascistas da extrema-direita."

    As crises econômicas são em sua maioria criadas pelo excesso de intervencionismo do Estado na economia através de monopólios e regulações. A moeda é desvalorizada porque O Estado em conluio com os Bancos emitem reservas fracionárias, dinheiro sem lastro. Veja o vídeo e comprove que o Estado é o maior causador da desvalorização cambial e da própria inflação que corrói o salário dos mais pobres. E você vem aqui defender o estatismo que é o maior causador de pobreza e desiquilíbrios na economia.


    https://www.youtube.com/watch?v=5oioHx_-OyA

    "Mas claro que quem assiste Globo e lê a Veja não sabe de nada disso. Sobre a Venezuela, a causa real da atual crise é o imperialismo americano que persegue o tempo todo o governo Maduro! Qualquer um sabe que os países desenvolvidos só são desenvolvidos porque exploram e roubam os recursos dos países do terceiro mundo. É óbvio, só existem países ricos, porque existem países pobres! São as grandes contradições do capitalismo"


    A causa real dos problemas da Venezuela é o Socialismo. O modelo Socialista conforme Mises já provou através do sistema de cálculo econômico é impraticável e leva a escassez de produtos e a pobreza, e só pode ser mantido através da força.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

    Países desenvolvidos são assim porque adotaram políticas econômicas auto suficientes e não seguem o modelo Socialista e intervencionista Brasileiro. Ou seja, eles produzem riqueza e o Estado não atrapalha esta produção de riqueza ao contrário estimula a produção de riqueza.

    Veja o vídeo porque a Suécia se tornou rica.

    https://www.youtube.com/watch?v=TAB9lBzMi60

    Não é óbvio que só existem ricos porque só existem pobres. O rico chegou a esta condição porque fez um bem ao maior número de pessoas. No capitalismo de livre mercado o sujeito ou país só é rico porque os consumidores decidiram que ele seria rico, pois ele fez um produto ou um bem que trouxe uma satisfação ao maior número possível de pessoas. Então ele não roubou ou explorou ninguém ele fez um bem ao um número maior possível de pessoas, incluindo os mais pobres, pois quanto mais pessoas ele conseguir vender seus produtos, melhor para ele e para todos, pois o coletivo acaba ganhando com esta busca do capitalista pelo lucro. O lucro é portanto um bem e não um mal. É o lucro que traz o desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

    Então o rico não é rico porque explorou os pobres e sim porque ele ajudou os pobres com bens de consumo e tecnologias que antes só eram acessíveis aos mais ricos e hoje graças ao capitalismo que ele soube aproveitar isto, estes bens e tecnologias são acessíveis ao maior número de pessoas inclusive os mais pobres.

    Exemplo: Um celular, antigamente só os ricos tinham, hoje até empregada doméstica possui um celular.

    Então o rico é rico porque ele trouxe um bem a um maior número de pessoas, incluindo os mais pobres ele tornou acessível aos mais pobres bens e tecnologias que antes eram acessíveis somente aos mais ricos.

    Pare de repetir chavões Socialistas, aqui o pessoal vai rir da sua cara e você vai pagar mico.
  • Emerson Luis  22/07/2015 22:05

    Incrível ainda não haver notícias de grandes números de venezuelanos fugindo para os países vizinhos, como os cubanos querendo fugir para os EUA, com a vantagem de não enfrentar o mar.

    * * *
  • Ricardo Z.  21/08/2015 11:14
    Artigo perfeito. Incrivelmente bem redigido e com excelente conteúdo. Esse site vale ouro.


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