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A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda

O setor privado e suas empresas são frequentemente retratados como sendo rudes e cruéis.  De acordo com a narrativa popular — a visão de mundo típica de Charles Dickens —, o setor privado é repleto de avarentos insensíveis que dão mais valor ao lucro do que ao povo.

Esse retrato está em profundo contraste com a bondade e o altruísmo das instituições de caridade, das entidades sem fins lucrativos e dos governos, os quais supostamente existem e foram criados para ajudar o povo.  A caridade, em particular, é vista como sendo eticamente superior aos negócios do setor privado e da livre iniciativa.  Afinal, o que poderia causar um maior impacto no mundo do que dar aos necessitados?

Essa visão do mundo, obviamente, é míope.  Embora seja verdade que a caridade ajuda as pessoas, o setor privado e a livre iniciativa fazem uma contribuição muito maior à humanidade.  Virtualmente todos os aumentos no padrão de vida da sociedade ocorreram por causa do simples comércio; e são os pobres, em especial, que mais se beneficiam.  Para entender por quê, é necessário examinar as diferentes fórmulas sob as quais a caridade e o setor privado operam.

Caridades lidam com a redistribuição de riqueza: elas coordenam a transferência do "excedente" de algumas pessoas para suprir a "escassez" de outras.  Os negócios do setor privado, por outro lado, lidam com a criação de riqueza por meio da produção e venda de bens e serviços que as pessoas querem e desejam.

A criação de riqueza vem antes

Sem essa anterior criação de riqueza, as instituições de caridade não teriam nada para distribuir.  Na nossa atual situação de pujança, é fácil nos esquecermos de que a pobreza é o estado natural da existência humana.  A riqueza não é encontrada pronta na natureza; ela tem de ser criada e transformada, e esta é precisamente a função dos capitalistas e empreendedores. 

Capitalistas e empreendedores são a força que nos retiram do estado brutal da natureza — a pobreza — e nos elevam à pujança.  Todos os casos de pobreza têm a mesma solução: a cura não está na distribuição de riqueza, mas sim na criação de riqueza.  E isso não é um argumento meramente teórico.  Ele pode ser testemunhado em todos os pontos do globo.

Quanto mais pesquisamos, mais claro tudo se torna.  Pense, por exemplo, na máquina de lavar.  Trata-se de um recurso que consideramos trivial e ao qual não damos a devida importância.  Mas a máquina de lavar mudou as vidas de centenas de milhões de pessoas.  Não é nenhum exagero dizer que seu inventor mudou o curso da história. 

Como? 

Reduzindo dramaticamente a quantidade de trabalho manual necessário para fazer a lavagem das roupas sujas.  Milhões de pessoas ao redor do globo — mulheres, em especial — foram liberadas da faina de ter de despender várias horas semanais perante um tanque tendo de lavar manualmente as roupas da família.  Com a invenção da máquina de lavar, essas mulheres passaram a poder dedicar mais tempo a outros afazeres, como dar mais atenção aos filhos.

Façamos uma estimativa bastante conservadora e digamos que a máquina de lavar poupa cinco horas de trabalho por semana.  Se 100 milhões de pessoas possuem uma máquina de lavar, então 500 milhões de horas de trabalho são poupadas por semana — um número tão grande que é difícil sequer imaginá-lo.  São 500 milhões de horas que agora podem ser aplicadas em outras funções mais prementes, como: adquirir educação e cultura, passar mais tempo com a família, trabalhar e adquirir renda, fazer serviços voluntários etc.

O impacto da criação de riqueza e do empreendedorismo sobre as pessoas é enorme, ainda que o engenheiro que criou a máquina de lavar tenha sido uma pessoa egoísta.  E essa é a beleza do capitalismo.  Talvez a única motivação do criador da máquina de lavar tenha sido ganhar dinheiro.  Pode até ser que ele tenha bondosamente pensado "Puxa, gostaria muito que as mulheres não tivessem de gastar tantas horas da semana lavando roupa.  Vou inventar algo!", mas isso é improvável.  De qualquer maneira, o resultado foi o mesmo.  O mundo mudou por causa da sua invenção.

O comerciante que encomenda e revende máquinas de lavar, os engenheiros que inventam novos e melhores modelos, os empreendedores e capitalistas do ramo siderúrgico que descobrem maneiras mais baratas de criar as matérias-primas essenciais para a fabricação da máquina de lavar — todos eles contribuem para um aumento exponencial no padrão de vida das pessoas.

O empreendedorismo e seus efeitos propagadores

Os benefícios do empreendedorismo não apenas são imediatos, como também criam um efeito borboleta. 

Considere o que ocorre com crianças que nascem em famílias que possuem máquinas de lavar.  Elas, também, se beneficiam do fato de suas respectivas mães terem mais tempo livre.  Elas podem ser mais bem cuidadas e mais bem educadas.  Com mais tempo livre, suas mães podem até trabalhar fora e ajudar no orçamento da família, o que permite que a criança vá a uma boa escola e até mesmo se torne um engenheiro ou empreendedor.  Quem sabe?  Talvez a invenção da máquina de lavar tenha dado uma contribuição essencial para a cura de várias doenças.  Afinal, as crianças que crescerem e se tornaram médicas tiveram de ter um padrão de vida alto o bastante que as permitisse cursar uma boa universidade de medicina.

Mas os efeitos propagadores não param por aí.  Pense nos indivíduos que são salvos pelo médico que faz cirurgias complexas.  Eles, e suas famílias, também se beneficiaram da existência da máquina de lavar, e, consequentemente, poderão continuar trabalhando e produzindo ainda mais para o resto da sociedade.

Em outras palavras, a criação de riqueza é exponencial, e literalmente muda o curso da história.  Um capitalista ganancioso pode se preocupar apenas consigo próprio, mas as invenções que ele financia, bem como sua eficiência, acabam beneficiando a sociedade de uma maneira extraordinária.

Agora, compare isso à caridade.  Dar uma máquina de lavar para uma pessoa irá mudar a vida dela, sem dúvida nenhuma.  E certamente criará benéficos efeitos propagadores.   Mas criar uma máquina de lavar — ou inventar uma melhor — é o que muda o mundo.  Até mesmo suprir as indústrias com as matérias-primas necessárias para a construção da máquina de lavar muda o mundo.  Os trabalhadores das mineradoras, ou mesmo a garçonete que serve o almoço para esses trabalhadores, estão diretamente envolvidos nesse processo de retirar as pessoas da pobreza.

Isso não diminui o papel da caridade; ela também desempenha uma função valiosa.  Se você é como eu — se você não é um engenheiro ou um empreendedor —, então a caridade é uma maneira essencial de ajudar o seu semelhante.  Nem todo mundo tem as habilidades necessárias para criar uma nova invenção ou para se tornar um empreendedor de sucesso.  Mas isso não as impede de fazer uma diferença positiva para mundo. 

Entretanto, temos de ser realistas: uma doação para uma instituição de caridade não cria os mesmos efeitos propagadores que vender comida boa e barata, ou vender máquinas e utensílios domésticos, para todos.

Várias verdades econômicas funcionam desta maneira.  Somos rápidos em elogiar aquilo que vemos — uma instituição de caridade que distribui comida para os miseráveis —, mas negligenciamos ou até mesmo condenamos aquilo que não vemos: todo o trabalho e cooperação que foram necessários para produzir e distribuir comida.  O agricultor, o açougueiro, o caminhoneiro, o cozinheiro, o engenheiro, o empreendedor e o capitalista também deveriam ser louvados pelo seu trabalho que possibilitou a existência daqueles pratos de comida que agora saciam os esfomeados. 

Sem tais pessoas, não haveria nenhum excedente de comida para que a instituição de caridade aplacasse a fome dos necessitados.


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Diversos Autores

  • cristian william  23/06/2015 14:03
    Simplesmente aplausos.
    Uma verdadeira aula
  • Ivan Santos Almeida  03/12/2015 11:38
    Sobre essa máquina de lavar.

    A Preguiça-gigante que é a alma do ser humano, se nos, quando fomos tomar banho, no próprio banheiro podemos lavar nossa roupa que sujamos(sujou, limpe). Não passaríamos esse trabalho que é nosso para outros e não iriamos enriquecer os outros para serem soberbos com a riqueza que criamos nos outros que a tem. Nunca essa riqueza vai ser maior ou primeira que a caridade pois ela é perfeita. A caridade não é ajudar o outro e pedir para ser visto e sim amar o outro e em oculto cooperar.
  • Enio José de Faria   23/06/2015 17:21
    Está na hora de libertarmos os pobres do Brasil da condenação do socialismo. Capitalismo não pode ser apenas um privilégio dos ricos. Está na hora de levar o capitalismo para os pobres.
  • Helio  26/06/2015 19:59
    Concordo plenamente, porém os pobres no Brasil foram muito bem manipulados pelo socialismo e pelas religiões. Segundos estas duas instituições, a razão pela qual os pobres são pobres e devido a existência dos ricos. E os pobres aceitam isso como verdade absoluta,
  • Matheus Bresser  23/06/2015 17:22
    Quantos professorecos mais dirão que o oposto disso funciona?
  • Vinicius Grecco Calente  23/06/2015 17:24
    É um dever de cada cidadão crescer e se tornar bem sucedido e gerar riqueza ao mundo, só assim vc pode ajudar ao próximo. Quem condena a riqueza não entende que sendo pobre vc não ajuda a ninguém; você é apenas mais uma boca para comer. Não parte de um ponto de força, mas sim de fraqueza. É dever de cada um se tornar o melhor q puder.
  • Francisco Maia  23/06/2015 17:24
    A bronca é fazer um esquerdista entender isso.
  • Jorge Aloice   23/06/2015 17:25
    A revolução industrial permitiu o barateamento dos custos de produção, assim mais pessoas tiveram acesso aos bens. Vá a uma favela praticamente todos tem eletrodomésticos, celulares, internet.
  • Helio  28/06/2015 09:32
    Correntíssima sua analise. Pois este é o papel do capitalismo, dar acesso as pessoas aos bens de consumo que este produz. Mas poucos entenderam o papel do capitalismo e da economia de mercado, continuam a pensar, que é também papel do capitalismo tirar as pessoas da favela. Tirar as pessoas da favela é papel dos governantes. Mas estes usam o capital como culpado pela condições em que vivem, O capital ajuda a tirar as pessoas da favela agindo depois da produção de riqueza com a caridade se assim for a intenção o produtor de bens que enriqueceu, Mas o papel primeiro é do estado. Você avalia muito bem quando diz que nas favelas a maioria ali tem, geladeira,celular,tv e ar condicionado ou até mesmo videogames.O capital como produtor de riqueza, fez o seu papel investindo em pesquisas e meios de produção com menos custos para que a maior quantidade possível de consumidores pudessem ter acesso à estes bens. Eu penso que o capitalismo deveria ser ensinado nas escolas para que desde cedo pudessem entender o papel do capitalismo em uma sociedade.Mas no Brasil seria considerado doutrinação ideológica e causaria um grande problema. O STF estar por decidir o ensino da religião católica ou não nas escolas publicas brasileira. Acho que é uma grande perda de tempo ensinar religiões em escolas. ganharíamos muito mais ensinando o papel do capitalismo e dos governantes em uma sociedade preparando assim os jovens desde cedo para serem grande governantes se um dia pretendessem
  • Milston Silva  23/06/2015 17:28
  • Charles Kuramoto  09/11/2015 18:09
    Interessante esta análise apenas numa visão do plano materialista.
    A caridade material - um dos 1ºs passos em busca da auto-iluminação - é dependente de algumas instâncias materiais, mas está muito longe de refletir seu integral significado.
    Seria muita presunção de minha parte falar de um assunto que eu e a grande massa humana desta orbe sequer entende.
    Certamente algumas raras figuras como Chico Xavier, Madre Teresa, Divaldo Franco, teriam um pouco mais de conhecimento para mencionar o que é a caridade que tanto Jesus Cristo mencionou e pouco temos condições de praticá-la.

  • Emerson Luís  23/06/2015 17:28

    Quem beneficiou mais a Humanidade: Madre Tereza ou Bill Gates?

    O sistema capitalista é aquele (1) em que o caridoso tem mais recursos para auxiliar os necessitados e (2) no qual há proporcionalmente menos pobres e a pobreza é mais branda.

    * * *
  • Edujatahy  23/06/2015 20:10
    Os computadores, alguns deles com softwares da Microsoft, foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico nos setor alimentício permitindo aumento da produção e diminuição do preço dos alimentos. Desta forma sim, Bill Gates contribuiu para alimentar mais pessoas do que Madre Teresa de Calcutá vivendo 500 anos...
  • anônimo  23/06/2015 21:44
    Viajou na maionese.O engenheiro que projeta um trator não precisa de windows pra nada, autocad, matlab etc, tem pra todas as plataformas inclusive open source.
  • Patrick Wiens  23/06/2015 22:36
    Eu sou engenheiro e estou procurando uma alternativa open source ao Autocad. Sou extremamente pró OS, na minha empresa todos os computadores rodam linux; não por eu ser ideologista, mas porque respeito o direito à propriedade intelectual dos programadores que fizeram os softwares pagos: se eu não tenho dinheiro para compra-los, então não os uso. Enfim, pra rodar Autocad só no windows mesmo, matlab eu estou desatualizado, mas o que importa é, a busca pelo lucro motivou programadores a desenvolverem estas ferramentas, coisa que a comunidade OS - mais uma vez, palmas para ela, em muitas coisas superaram as empresas - não conseguiu ou não tem motivos para fazer.
  • anônimo  23/06/2015 23:01
    blog.cometdocs.com/10-great-free-alternatives-to-autocad
  • Edujatahy  24/06/2015 11:14
    O fato de que não PRECISA usar softwares do tio Bill não significa que eles não tenham SIDO USADOS? Acho que você está se confundindo meu caro.

    A não ser é claro que que você prove que não foi usado NADA de softwares da Microsoft por nenhuma empresa em TODA A CADEIA PRODUTIVA do setor agrícola (desde o trator até o transporte do alimento para o supermercado) nos últimos 30 anos.

    Se a contribuição dos produtos do Bill Gates tiverem ajudado em um pequeno percentual de produtividade no setor ele já contribuiu mais para os mais pobres do que Maria Tereza. Este é o ponto. Porque estou viajando na maionese?
  • atorres1985  27/06/2015 23:31
    Cada um fez aquilo que lhe competia fazer. Não cabe tais comparações esdrúxulas.

    Ademais, não há propriamente uma separação ontológica entre caridade e comércio. Bill Gates contribui para a caridade ajudando no desenvolvimento de remédios para crianças na África, por exemplo.
  • Edujatahy  30/06/2015 14:25
    Mas não foi este o ponto inteiro do artigo? Vamos voltar ao título: "A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda".
    Logo, esta é a comparação inicial que está sendo feita, e o argumento Bill Gates x Madre Tereza apenas fortalece a veracidade do artigo. Será que é realmente tão difícil entendermos isso?
    Em termos práticos e reais, quem contribuiu mais para os pobres? (eliminando-se, inclusive, a caridade feita por Bill Gates com sua fortuna, não é o foco deste argumento...)
  • Helio  02/07/2015 12:59
    Bill Gattes sem nenhuma sombra de duvida
  • Italiano  23/06/2015 18:24
    Isso é verdade desde que o mundo é mundo e não existe nada de esplendoroso nisso.
  • Pedro Mundim  23/06/2015 18:28
    A causa da abordagem equivocada que muitos têm acerca da questão da criação de riqueza, é uma concepção simplória do próprio conceito de "riqueza", que é vista como pré-existente - ou seja, não necessita ser criada, apenas dividida, tal como uma pizza sobre uma bandeja, onde quem pega um pedaço grande para si deixa um pedaço pequeno para os demais. Com esta lógica, a pobreza de uns é consequência da riqueza de outros, e portanto, enriquecer é moralmente errado e prejudicial à comunidade. Enquanto essa concepção equivocada não for desconstruída, sempre haverá quem veja na criação de riqueza um exercício de pura ganância pessoal.
  • Pobre Paulista  23/06/2015 18:39
    Este artigo do Juan Ramón Rallo aborda bem seu comentário: Por que a economia não é um jogo de soma zero
  • Pobre Paulista  23/06/2015 18:46
    Este aqui, do prof. Ubiratan Jorge Iorio, também fala: A economia das falácias
  • Marcelo  24/06/2015 11:01
    Passei por isso hoje!
    compartilhei o texto no facebook, e minha namorada viu. logo veio me questionando "como assim, tá louco, criar riqueza antes de ajudar?", assombrada por vocês terem usado a foto da santa madre de Calcutá.
    enfim, depois consegui explicar para ela o que o texto dizia, ela compreendeu e concordou.
  • Raposa  23/06/2015 18:48

    Como alguém pode continuar defendendo o socialismo depois dessa overdose de lógica?
  • Frango  23/06/2015 19:36
    Não entendendo de lógica.
  • Iniciante  23/06/2015 20:21
    Primeiramente, gostaria de dizer que não tenho uma posição definida. Sou novo e não me julgo em condições de tomar partido. Por enquanto, me limito a fazer questionamentos aos mais esclarecidos, sejam socialistas, keynesianos, neoliberais, enfim... Por isso, peço já, de antemão, perdão pela minhas perguntas e pela minha ignorância.
    Entendo que sem a criação de riqueza não seria possível aplacar a situação de fome dos necessitados. Mas o que fazer com pessoas que vivem nessas condições:
    pontodasigrejas.com.br/images/stories/SERTO_1.jpg
    www.culturamix.com/wp-content/gallery/2_30/o-problema-da-agua-no-nordeste-4.jpg
    Abandoná-las? Esperar que produzam riquezas para que tenham acesso ao consumo, sendo que na região em que vivem, por condições morfoclimáticas (escassez de chuva, etc), não há, muitas vezes, como produzir tal riqueza? Podemos sugerir que saiam dessa região. Com que transporte? Com as pernas? E ao longo do percurso, se alimentarão com o que? Será que saindo da região em que vivem, saindo de perto do pouco que conseguiram produzir de riqueza pra sobreviver, conseguiriam manter-se vivos?
    Grato!!
  • Profissional  23/06/2015 21:27
    "Mas o que fazer com pessoas que vivem nessas condições?"

    Ora, você irá ajudá-las. Por exemplo, trabalhando na criação de um grupo filantrópico voltado para fazer doações a essas pessoas, fazendo campanha para arrecadar fundos que serão doados a elas. Com as redes sociais, isso é bem fácil de ser feito.

    Com a sua ajuda, com a doação de vários outros ativistas caridosos como você, essas pessoas poderão mudar de vida.

    Normalmente, esse tipo de pergunta -- e não estou em absoluto dizendo que esse é o seu caso -- é feita por pessoas que, embora não tenham a coragem de admitir, querem obrigar terceiros a custear o modo de vida destas pessoas pobres, enquanto elas próprias ficam de braços cruzados, sem fazer nada, apenas arvorando o papel de defensoras dos pobres e oprimidos. Conheço muito bem esse tipo. Já frequentei curso de humanas.
  • Iniciante  23/06/2015 22:11
    Grato pela resposta, Profissional. Fico feliz que você não parta da normalidade pra julgar o todo.
    Quanto a doação voluntária, me parece um ponto suprimido. Você colocou em questão a doação obrigatória, traduzida em outras pelas pelas políticas assistencialistas. Vamos aos pontos pra ver se eu consigo definir, mesmo que momentaneamente, uma posição. Temos, portanto, em nosso país, devido as condições morfoclimáticas, regiões nas quais há mais possibilidade de produção de riqueza do que em outras. As menos produtivas, como o sertão nordestino, permitem uma produção bem baixa. Tenho algumas perguntas: 1ª: e se as pessoas não tiverem condições de sair dessa região improdutiva de modo que fiquem atadas a essa vida improdutiva (nas suas palavras, "de braços cruzados"), dependente da chuva (que é escassa)? 2ª: Seria errado suprimir essa desigualdade própria da região fornecendo uma assistência social que, de um lado, permita com que tais pessoas vão pra uma região com maios possibilidade produtiva e, por outro lado, que exija isso (a locomoção pra regiões produtivas e o trabalho para não precisarem mais do assistencialismo)? Ou seja, uma política de duas mãos: dou-lhe o peixe para que tenha condições de pescar mas em contrapartida exijo a pesca que lhe permitirá não mais necessitar da doação. Se é errado, por quê?
  • Profissional  23/06/2015 22:37
    "De braços cruzados" foi uma referência àquelas pessoas que querem que o dinheiro de terceiros seja confiscado e redistribuído aos pobres (enquanto elas mesmas, essas pessoas, não fazem nada para ajudar).

    "De braços cruzados" não foi uma referência aos pobres. Favor não deturpar.

    Dito isso, minha resposta se mantêm impávida: você tem a obrigação moral de ajudarela pobres (seguindo, por exemplo, as recomendações que eu indiquei). Agora, você não tem o direito de obrigar terceiros a ajudá-los. Você não tem o direito de pedir que o governo tome dinheiro de terceiros para redistribuir aos pobres. Isso é imoral. Isso é roubo. E nenhuma sociedade justa pode ser construída tendo por base o roubo e a imoralidade.

    Não consigo ser mais claro do que isso.
  • Iniciante  23/06/2015 22:55
    Desculpe pelo equívoco, interpretei errado.
    Não quero abusar da sua paciência, mas para mim ainda não está claro. Vou tentar inverter sua lógica. Se aproveitar da desigualdade de condições próprias a região em que cada um nasce pra competir com essa pessoa menos favorecida regionalmente não pode ser considerado imoral também? Ex: um latifundiário que nasceu em terra fértil e, por isso, tem condições de colocar seus produtos abaixo do preço de alguém que nasceu em terra infértil, de modo a eliminá-lo da competição?
  • Profissional  24/06/2015 00:12
    Não. Ele não coagiu ninguém, não violentou ninguém, não agrediu ninguém. 

    Por essa sua lógica, a beleza da Fernanda Lima é imoral quando comparada à da Regina Casé, de modo que a Casé deve pedir alguma reparação para a Lima.
  • anônimo  24/06/2015 00:26
    Inverto novamente sua pergunta

    Ex: um latifundiário que nasceu em terra fértil e, por isso, tem condições de colocar seus produtos abaixo do preço de alguém que nasceu em terra infértil, não deve fazê-lo a força, tornando o alimento mais caro para todos os consumidores, dessa forma prejudicando a todos?

    No mais se uma terra não é fértil, não seria melhor usá-la pra outra coisa?
  • Tao Han Hsui  24/06/2015 11:14
    "No mais se uma terra não é fértil, não seria melhor usá-la pra outra coisa?"
    Anônimo, você marcou um gol de voleio!!! Não é inteligente (pra não dizer outra coisa) querer praticar agricultura e pecuária no semi-árido nordestino. Essa região do Brasil poderia ser melhor explorada para a geração de energia elétrica pelo sistema solar-fotovoltáico e térmico. Com o país correndo risco de apagão pela ingerência no sistema elétrico feita por esse governo, vemos o nordestino de chapéu na mão, pedindo a Deus mandar chuva pra irrigar sua rocinha e pasto, sendo que ele poderia estar muito melhor de vida se abandonasse essa atividade incompatível com o clima da região e fosse atuar em outra área, gerando energia, base para a produção de qualquer riqueza.
  • Pobre Paulista  24/06/2015 01:12
    Além do mais não há nada de errado em eliminar alguém da competição. Se a outra terra é infértil, porquê utilizá-la para o plantio? Melhor dar um outro uso para ela. Essa é a mágica do sistema de preços. Ou seja, ao eliminar o concorrente, o outro fazendeiro estará liberando recursos escassos para novos usos, e é daí que nasce o progresso. (Afinal não há progresso se todos fizerem sempre a mesma coisa, certo?)

    E não venha falar em monopólio, ainda que ele seja dono de todas as terras férteis, ele não poderá controlar o preço, pois se subir demais, seus consumidores simplesmente se recusarão a pagar, e assim ele terá prejuízo também.
  • anônimo  24/06/2015 10:18
    Eu não posso competir com um jogador de basquete profissional, e daí? Ele tem que me pagar idenização por isso?

    Fora que os guerreiros da igualdade forçada sempre acabam criando mais miséria e sofrimento do que o gerado pelo 'problema' inicial que eles queriam resolver.
    Mas aí nego vai falar que o estado não soube fazer direito, que era só fazer assim assim e assado e pronto...bullshit.Se o cara tiver que me pagar só porque eu não posso jogar basquete, o mais provável é que ele desista de jogar basquete.
  • Català  23/06/2015 21:38
    Você chegou a ler este trecho do texto "Isso não diminui o papel da caridade; ela também desempenha uma função valiosa. Se você é como eu — se você não é um engenheiro ou um empreendedor —, então a caridade é uma maneira essencial de ajudar o seu semelhante."?
  • Iniciante  23/06/2015 22:23
    Sim, li, Català, e reconheço a má formulação do meu texto. Propus alguns questionamentos ao Profissional no que tange ao assistencialismo e não a caridade. Devia tê-lo feito já no primeiro texto. Grato pelo apontamento.
  • Thiago Valente  24/06/2015 02:39
    Iniciante, há alguns problemas. Não é possível partir do princípio de que nenhuma riqueza pode ser produzida naquelas terras, caso contrário, ninguém estaria lá. Se essas pessoas podem ser mais produtivas em outro lugar não só irão para lá como alguém possivelmente as ajudará, com caridade ou interesse em também ganhar com a produtividade dessas pessoas em seu novo assentamento.

    Além disso, se essas pessoas são incapazes de produzir riqueza nesse lugar isso não significa que outras não o sejam. Vejamos exemplos como Las Vegas, para partir de uma ideia inovadora para uma área como essas. Além disso, vejamos exemplos de sistemas de irrigação na Califórnia e Israel. Lembremos da hidroponia (e os interessantes usos de peças de máquinas de lavar roupas para baratear a automação de processos desse tipo de cultura), de técnicas de retenção de água, de tantas inovações utilizadas para superar essas adversidades. Só posso imaginar que inovações para geração de riqueza dessas áreas não aparecem no Brasil por conta do pai-estado todo protetor.
  • Alguém  25/06/2015 03:17
    Olá, Iniciante, também sou novato por aqui! Eu acredito que uma necessidade pode trazer grandes criações, afinal, quem melhor para resolver o problema de falta d'água do que aquele que sofre dela? Outro dia vi vídeos de pessoas criando chuveiros reutilizando materiais e poupando muita água. As pessoas que observam as necessidades e atendem estas necessidades melhoram em muito o mundo, agora, coloque lucro no meio e verá muito mais pessoas tentando solucionar problemas e essa é a beleza da coisa. Você pode estar pensando apenas no seu lucro (ou não) mas se sua criação revolucionou ela não deixa de ser nobre. Abraços!
  • Torresmo  23/06/2015 21:05
    Que otimo que muitas verdades estão sendo ditas e esclarecidas. Vivemos muitos anos de escuridão intelectual no Brasil. Está na hora do basta. Tenho impressão que as pessoas de bem deste país estão perdendo a miopia. Esse site tem grande importância nesse processo. Chega do pensamento esquerdista utopico. Obriga Lula e Dilma, a péssima obra de vocês nos deu a oportunidade de experimentar, mudar e agora acabar com tal modelo ultrapassado.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  23/06/2015 21:53
    Magistral.
  • Thiago Iatarola  23/06/2015 23:37
    Perfeito!!!! Vale ressaltar, ainda, que grande parte, se não todas, dessas grandes empresas retratadas como rudes e cruéis apresentam diversos programas sociais, já que esses programas são essenciais para a imagem dessas empresas.
  • Ricardo  24/06/2015 01:25
    Segundo o estudo organização não-governamental britânica Oxfam, repercutido em vários sites brasileiros, em 2016 os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população.

    A riqueza já foi criada e acumulada. Estou esperando, há décadas, a caridades destas pessoas com os mais pobres.
  • Gomes  24/06/2015 02:22
    Ainda bem que os ricos, em vez de desperdiçarem seu capital doando-os para alguns pobres (os quais consumiriam tudo), preferem manter boa parte dele na forma de ativos (instalações industriais, maquinários, bens de capital, infra-estrutura, terras férteis etc.). 

    Dessa forma eles produzem ainda mais riqueza, aumentam ainda mais a oferta de bens e serviços, e com isso aumentam o bem-estar de todos nós.

    Aliás, pela sua lógica torta, a pobreza hoje deve ser idêntica à pobreza de 200 anos atrás. Os pobres de hoje, segundo você, têm absolutamente o mesmo padrão de vida de 200 anos atrás. (Se você negar esta afirmação, então a sua ironia não se sustenta).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2030
  • Ricardo  24/06/2015 02:42
    Sim, sim, e os ricos vão ficando cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.
    E que lógica torta meu filho? Da mesma forma que os pobres de hoje não tem o padrão dos pobres de 200 anos atrás, o mesmo pode-se dizer dos mais ricos. O problema é que a diferença entre os mais ricos e mais pobres tem aumentado nos últimos anos.
  • Helvécio  24/06/2015 11:59
    Prezado Ricardo, por favor, mostre os dados e as estatísticas que comprovam que "os pobres [estão] cada vez mais pobres".

    Faça isso, por favor.

    É impressionante o nível do debate intelectual no Brasil. O cidadão simplesmente se limita a repetir clichês e chavões surrados, sem nenhum embasamento teórico ou factual, e jura que está abafando. E nêgo ainda acha estranho que o país não produza nada de intelectualmente aproveitável.
  • Ricardo  24/06/2015 16:50
    exame.abril.com.br/economia/noticias/4-graficos-que-mostram-a-explosao-da-desigualdade-no-mundo

  • Helvécio  24/06/2015 17:13
    Não fuja, Ricardo. Quero que você comprove, com dados e estatísticas, a sua afirmação de que "os pobres [estão] cada vez mais pobres."

    Cadê esses dados? Mostre-os. Não existem? Então tenha a hombridade de confessar que mentiu.


    Dica para você:

    Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza

  • Ricardo  24/06/2015 19:39
    Ei, a reportagem indica qual estudo realizado e por qual instituição, se você não acredita na reportagem que você trate de refutá-la. Engraçado você.
  • Ramos  24/06/2015 19:59
    Gente, coitado! O rapaz é analfabeto....

    Querido Ricardo, deixa eu desenhar para você: essa reportagem que você linkou fala sobre aumento da desigualdade, mas em nenhum momento fala sobre aumento da pobreza.

    Ela fala sobre os ricos estarem mais ricos, mas em nenhummomento fala sobre os pobres estarem mais pobre. Nenhum gráfico da reportagem mostra pobres estarem mais pobres.

    Portanto, faço coro ao Helvécio: onde estão os dados e as estatísticas que mostram que os pobres estão cada vez mais pobres?

    Sem fugir.
  • Andre Cavalcante  24/06/2015 21:05
    Ricardo,

    É melhor para os comentário, tá ficando cada vez mais feia a coisa pra você.

    Novamente: o problema NUNCA foi a desigualdade, mas a pobreza.

    Hoje, mesmo alguém da classe D, em uma cidade no Brasil, tem acesso a comida (de baixa qualidade, é verdade, mas dificilmente "morre de fome", tanto é que o problema é a fome gorda), à eletricidade, à escola (propositadamente de péssima qualidade) e à saúde (pública e péssima). Nada disso seria possível na época do Imperador.

    Por outro lado, a pesquisa da Oxfam, prá lá de tendenciosa, divulgada às vésperas do Fórum Econômico Mundial, mostra somente que a regra de Pareto está correta: 1% detém próximo de 50% da renda. Só isso.

    Para jogar por terra toda essa bagunça dos números, aqui vai outro número bem interessante:

    Vamos supor uma sociedade simples, formada de um rico e 100 pobres e que a "renda nacional" seja de 1.000.000 de unidades monetárias.

    Rico: detém 50% da renda: 500.000 U.M.
    Todos os demais: 50% da renda: 500.000 U.M. que dá 5.000 U.M. para cada um.
    Diferença absoluta entre rico e pobre: 495.000 U.M.

    Vamos supor que a renda do pobre aumentou em 10%, mas a do rico "só tenha aumentado" 5%:

    Rico: 5% a mais de 500.000 U.M. = 525.000 U.M.
    Os demais: 10% a mais de 5.000 = 5.500 U.M
    Diferença: 519.500 U.M. (maior que antes)

    Em termos percentuais, como esperado, a diferença até caiu, de 99x para 95x,o que dá uma diferença na participação de 49% para o rico e 51% para todos os demais, mas o que se olha é o número absoluto, então o rico ficou mais rico, mas o pobre não ficou mais pobre. Se a concentração muda ligeiramente, com o rico concentrando, digamos 51% da renda, mesmo assim o pobre fica com um aumento relevante em sua renda.

    A questão é que o pobre melhorou!

    A outra questão, puramente sobre a diferença é: qual o maior causador de concentração de renda? e a resposta sempre recai justamente no governo que, com a política de um "pouco de inflação é bom" faz uma transferência de renda do pobre para o rico, e que é bastante relevante.

    Abraços
  • Jarzembowski  24/06/2015 17:36
    O mais cômico são as sugestão dos palhaços desse artigo aí, que juntam esses dados sobre desigualdade social, sempre jurando com suas projeções, que a proporção de 1% da população com 50% da riqueza MUITO EM BREVE vai ser de 1% da população com 60, 70, 80% por cento da riqueza e assim por diante. Segue:

    A Oxfam sugere 7 linhas de atuação para começar a enfrentar o problema:

    1. Combater a elisão e evasão de impostos por indivíduos ricos e corporações

    2. Investir em serviços públicos livres e universais como saúde e educação

    3. Dividir o peso dos impostos de forma justa, transferindo a taxação do trabalho e do consumo em direção a capital e riqueza

    4. Introduzir salários mínimos e caminhar em direção a um salário suficiente para todos os trabalhadores

    5. Introduzir legislação de pagamento igualitário e promover políticas econômicas que deem às mulheres uma recompensa justa

    6. Garantir redes de segurança para os mais pobres, incluindo uma garantia de renda mínima

    7. Concordar com uma meta global de enfrentamento da desigualdade


    Ué, não é exatamente isso que vocês da esquerda progressista fazem no ocidente inteiro nas últimas décadas? Por que diabos não está funcionando? Por que "combater a desigualdade" é sempre "dar mais dinheiro pra burocrata"?
    E esses outros pontos aqui, que têm um potencial gerador de desigualdade muito maior e são todos oriundos das políticas inflacionárias do Estado, QUANDO vocês vão começar a atacar?

    - O Efeito Cantillon
    A distribuição desigual desta inflação de preços é conhecida como 'Efeito Cantillon'. Aqueles que recebem o dinheiro recém-criado antes de todo o resto da sociedade (primordialmente o governo federal, mas também algumas grandes empresas e grandes magnatas que querem especular no mercado de ações) são os beneficiários de uma política de crédito fácil.

    - Inflação de preços de ativos
    Grandes investidores e especuladores podem diversificar seus investimentos e seus ativos; consequentemente, eles estão em posição de investir em ativos tangíveis como ações, imóveis e metais preciosos.
    Logo, os detentores destes ativos se tornam mais ricos ao passo que as pessoas que detêm poucos ativos ou nenhum ativo irão, respectivamente, ganhar menos ou absolutamente nada com estes aumentos de preços.

    - Ciclos econômicos e desemprego
    A causa direta do desemprego é a inflexibilidade do mercado de trabalho gerada pela interferência estatal, como leis trabalhistas rígidas, altos encargos sociais e trabalhistas, e sindicatos poderosos. Já uma causa indireta do desemprego é a expansão do crédito, que gera crescimentos econômicos ilusórios e investimentos insensatos.

    O estado gera as desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver
  • Felipe  24/06/2015 20:23
    Ricardo, um teste para você.

    Digamos que o governo proponha uma medida que irá garantidamente duplicar o poder de compra dos mais pobres. Porém, essa mesma medida irá quintuplicar o poder de compra dos mais ricos.
    Você seria a favor ou contra essa medida?

    a) Se você é a favor
    Essa medida aumenta a desigualdade, e ainda assim você é a favor. Então você concorda que é mais importante melhorar a qualidade de vida dos mais pobres do que reduzir a desigualdade. E o livre mercado comprovadamente é o sistema que mais teve êxito na melhoria de vida dos mais pobres, apesar de ser um sistema com desigualdade.

    b) Se você é contra
    Então para você é melhor deixar os pobres na situação atual, ao invés de melhorá-la. Isso indica que o seu problema é apenas inveja dos ricos.
  • Jarzembowski  24/06/2015 12:34
    "Sim, sim, e os ricos vão ficando cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.
    E que lógica torta meu filho? Da mesma forma que os pobres de hoje não tem o padrão dos pobres de 200 anos atrás, o mesmo pode-se dizer dos mais ricos."

    O sujeito que não consegue encontrar uma flagrante contradição entre
    "Sim, sim, e os ricos vão ficando cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres." e
    "Da mesma forma que os pobres de hoje não tem o padrão dos pobres de 200 anos atrás, o mesmo pode-se dizer dos mais ricos." não é apenas desinformado - é totalmente incapacitado intelectualmente, sofre de várias das deficiências intelectuais descritas pelo Dr. Reuven Feuerstein, e deveria, primeiramente, corrigir essas funções cognitivas subdesenvolvidas antes de dar palpite sobre qualquer coisa.

    Sobre essa bobagem de que "a diferença entre os mais ricos e os mais pobres tem aumentado", isso pode funcionar no site do G1 onde você e seus amiguinhos socialistas fãs de Michael Moore e do Occupy Wall Street costumam dar seus palpites - aqui não:

    A lei de Pareto foi descoberta pelo economista-sociólogo Vilfredo Pareto no final do século XIX. Ele estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias. Já àquela época, ele descobriu que aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação. Após essa descoberta, ele decidiu aplicar o raciocínio até o topo da pirâmide.

    Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital. Isso de fato se mostrou verdadeiro.

    E prosseguiu. Se 4% detém 64%, então aproximadamente 1% (20% de 4%) deverá deter aproximadamente 50% (80% de 64%). E isso também se comprovou verdadeiro.

    Portanto, 1% deter aproximadamente 50% da riqueza mundial é um fenômeno que já havia sido previsto por Pareto ainda no século XIX.

    Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

    Não vou nem mencionar o fato de que, cabe a você provar que desigualdade é inerentemente ruim ou imoral quando surge da própria natureza das relações voluntárias.
    Tem vários artigos aí pra você refutar nessa tarefa de provar que a desigualdade é condenável per se:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2007
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1892
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1301


    E já que você tem esse fetiche por igualdade, certamente vai regojizar-se com essas informações:

    - A Etiópia é o 20º país mais igualitário do mundo. Ficando inclusive bem acima da média da União Européia.
    - O 23º país mais igualitário é o Paquistão. Ficando também acima da média da União Européia.
    - O Timor Leste também está bem posicionado. Estando acima de Itália, Espanha, Canadá e França.
    - Bangladesh está acima de Suíça e Irlanda.
    - Niger, país que por vários anos teve o pior IDH do mundo, no coeficiente GINI se sai bem, estando acima de Reino Unido e Nova Zelândia.
    - Benin, Laos, Indonésia e Índia estão acima de Japão.
    - Yemen se sai melhor que Portugal e Israel.
    - Burundi, antepenúltimo lugar no ranking de IDH fica acima dos Estados Unidos.
    - Por fim, Zâmbia está melhor que Chile e Hong Kong.

    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2172rank.html
    www.porcocapitalista.com.br/2013/02/a-falacia-da-igualdade-social.html


  • Vegas  24/06/2015 12:19
    Se vc doa, a qq um, cada centavo que sobra do seu salário com este critério, lamento, pois temo que em algum momento vc não terá mais o que doar.

    E ainda bem que esses ricaços não o fazem, senão em um relativo médio espaço de tempo seríamos dependentes de suas caridades e ficaríamos à mercê de sua santa bondade.
    Espero que continuem assim, gastando seus dinheiros livremente e investindo em negócios, azeitando o sistema de geração de valor.

    Vc ainda incorreu em dois outros erros que sugiro fazer melhor leitura no site e pensar um pouco mais sobre o assunto, já que está esperando há décadas, terá ainda algum tempo de sobra.

    1- a riqueza mundial não está criada, definida e imutável, ela está em constante variação, como o Gomes disse, os ricos estão mais ricos e os pobres, menos pobres (ou com mais acesso à alguma qualidade de vida). Ou seja, se vc tiver alguma coisa a oferecer que tenha uma demanda considerável e continuar trabalhando para atender a cada vez mais pessoas, e fazer aí seu lucro, o caminho está aberto, vá em frente que nenhum magnata está ligando a mínima pra isso.

    2- se pelo viés generalizado já percebe-se o erro de falsa limitação, vamos à segregação, os ricos de 20 anos atrás continuam sendo os mesmos de hoje? não. Pesquise melhor. Este processo individual de enriquecimento e empobrecimento está também em constante alteração. Logicamente não ocorrem alterações repentinas com frequência, da mesma forma que vc tem seus rendimentos hoje de x reais não é fácil alterar para 2x em um ano, sem que haja algum esforço. Porém como vc está há décadas esperando um cheque gordo bater na sua porta, eu diria para arrumar uma poltrona bem confortável, pois não há muitas pessoas iguais à vc para sair por aí distribuindo dinheiro.

    Se lhe resta dúvida quanto ao fato de que riqueza é sinal de competência e não de imoralidade, observe os ganhadores da mega sena, campeões do Big Brother Brasil, etc... com um mínimo de competência conseguem manter um bom padrão de vida por um longo período após ganharem seus prêmios, e talvez até aumente o patrimônio ao longo do tempo. Porém não é raro encontrar aqueles que torram tudo e acabam na estaca 0...
    tá aí, talvez vc devesse jogar na mega sena, pelo menos a esperança do cheque gordo passa a ter algum fundamento e até algum merecimento (sorte não é para qq um)... fora isso o imoral é vc, lembre-se do 10º mandamento (se fores cristão) "NÃO COBIÇARÁS A CASA DO TEU PRÓXIMO, NEM DESEJARÁS SUA MULHER, NEM SEU SERVO, NEM SUA SERVA, NEM SEU BOI, NEM SEU JUMENTO, NEM COISA ALGUMA QUE PERTENÇA A TEU PRÓXIMO".
  • Valdemar Katayama Kjaer  24/06/2015 01:36
    "...em caso de despressurizaçao, coloque a máscara de oxigênio primeiro em VOCÊ, depois na criança ou pessoa incapaz ao seu lado...". Essa frase, falada nas instruções aos passageiros de um avião, parece ser cruel, no primeiro momento. Mas é, na verdade, de uma lógica irrefutável. Sem o próprio bem estar, não há como fazer bem ao próximo. Devemos nos lembrar de que altruísmo excessivo é destrutivo.
  • Lucas Silva  24/06/2015 06:32
    Esse negócio altruísmo excessivo que você acabou de dizer me lembrou o meu pai, que é generoso (até demais) com os outros, porém acaba se prejudicando com isso deixando de ver o próprio lado, e lembrou uma frase que minha mãe vive dizendo pra ele, "quem é generoso demais com os outros, acaba sendo cruel consigo mesmo".
  • Dam Herzog  24/06/2015 03:48


    Respeito a propriedade privada,num ambiente de liberdade ou seja num livre mercado é condição para a criação de riqueza e para as inovações que iram aumentar a produtividade, diminuindo o nosso tempo de trabalho, proporcionando uns pensarem enquanto outros executam trabalhos braçais que aos poucos vão dando lugar ao trabalho das maquinas e dos robôs. O livre mercado foi o maior processo com que o homem tomou conhecimento e levou ao sucesso e a decentralização.O mercado é o maior produtor de bens e serviços. A invenção do socialismo levou ao sofrimento, a pobreza e a matança indiscriminada. Devemos continuar esclarecendo que o capitalismo é ótimo e o socialismo uma tragedia para todos povos que o experimentaram e que hoje ainda experimentam. Apesar disto todos os partidos brasileiros tem ou social ou socialista em suas siglas. Quem não se interessa por politica, um dia votando erroneamente para os mais bonzinhos vai sofrer as consequências de politicas econômicas erradas no próprio bolso. D. Dilma em quatro anos detonou a economia brasileira e ela não é capaz de gerenciar nem um butéco, olhe só o que aconteceu com o brasil. O governo só atrapalha. Ele acha que é só chicotear e asfixiar a iniciativa privada com regulações desistímuladoras e leis descabidas, não entendendo que quem cria as riquezas é a iniciativa privada. O governo é um desviador e desperdiçador de riquezas. Mas o que vemos na televisão é: quando o governo vai fazer isto ou aquilo, enfim pede por mais governo. Temos que ter paciência de explicar e espalhar as ideias libertárias todos os dias, anos após anos.
  • Bruno Pinna  24/06/2015 04:38
    altruísmo excessivo é destrutivo.
    Grande frase do amigo Valdemar que comentou acima
    e também grande posicionamento do amigo Gomes porém
    acho que é mais um visão não holística.
    Tem morador de rua e cidadães na extrema miséria (vamos contabilizar Brasil, Peru, Angola,Moçambique) que tem noção do mundo e da possibilidades são pobre e não atrasados. se der dinheiro a eles vão tentar se virar, essa é a diferença por que não é igual a 200 anos.
    Claro que dar dinheiro ao pobres é pleno desperdício porém ajudar a extrema
    pobreza como Bill Gates, Jennifer lopez, entre poucos que dividem suas fortunas
    para ajudar crianças a beira da morte entre outras ações sociais, essas ações
    justificam esse Post, com certeza se todos os grupos se unissem para melhorar seria
    o primeiro passo, o segundo é a educação e um ensino que não seja Estacionamento de Crianças, um ensino que tenha noção de globalização, empreendedorismo e tecnologia.
    Ao meu ver iria melhorar
    quem sabem
  • Rodrigo Polo Pires  24/06/2015 10:40
    Certamente não sou um sujeito muito inteligente, pois não consegui entender a "lógica implácavel" na comparação entre os beneficios da capitalismo e do livre mercado e a Caridade de Madre Teresa de Calcutá! Para mim são coisas tão distintas que nem sequer é possivel comparar. Que dirá entender uma lógica por trás disso. Caridade significa o Amor de Deus, o Amor Dele por aqueles que não merecem... nós. Não é preciso atacar a base do Cristianismo para promover o livre mercado, aliás é contraproducente.
  • Malthus  24/06/2015 11:58
    Vou tentar: todas as caridades feitas por Madre Teresa não teriam sido possíveis sem uma prévia criação de riqueza. Desde a comida que ela dava aos pobres, até os hospitais em que ela os abrigava -- tudo só existia porque foi produzido antes.

    A comida só existia porque toda uma rede de empreendedores e capitalistas visando ao lucro (o agricultor, o açougueiro, o caminhoneiro, o cozinheiro, o engenheiro, o empreendedor) possibilitou seu plantio e colheita.

    Igualmente, os hospitais só puderam surgir porque uma rede de empreendedores e capitalistas visando ao lucro criaram os vergalhões, os tijolos, o cimento, a argamassa, o reboco, as tintas, os aparelhos médicos, o plástico utilizado para fazer as bolsas de soro e êmbolo das seringas, o metal para a agulha das seringas etc.

    Não é difícil de entender, é?
  • Vegas  24/06/2015 13:12
    Rodrigo,
    Na minha interpretação, o objetivo não era uma comparação por si só para definir quem é melhor. Era exatamente dizer que são diferentes, mas não excludentes, relacionam entre si.

    A sociedade tem uma crença muito grande de que o capitalismo selvagem promove a pobreza e impede que as pessoas tenham melhor condição de vida e se não seria melhor que todos os ricos passassem a doar tudo o que possuem para os pobres.

    Portanto o artigo dá uma visão de que, além do capitalismo não fazer este estrago todo alardeado, ele ainda possibilita que aqueles mais altruístas possam doar de si para o próximo e contar com uma rede de estrutura construída pela geração de valor do capital.
    Afinal de contas Madre Teresa não fabricou tudo que distribuiu aos pobres, isso não reduz o trabalho esplêndido que ela prestou, mas coloca em evidência que ela não o fez sozinha, e que sim, o capitalismo foi uma parte importante neste processo, e não o contrário como é apregoado.

    Não se trata muito menos de um ataque à religião ou aos valores religiosos ou dizer que devemos nos prestar a ajudar menos ao próximo.
    Como diria um professor: Não confunda "a grande obra do mestre Picasso" com "a grande pica de aço do mestre de obras".

    Foi assim que entendi o texto, uma quebra de paradigma.
  • Enio  24/06/2015 12:37
    Mais importante que a distribuição de renda, sim!
    Mais importante que a caridade, NUNCA!
    A caridade é um ato VOLUNTÁRIO de solidariedade, e esse amor ao próximo é a base de toda a sociedade próspera e justa.
    A caridade não depende de riquezas materiais para ser feita. Quem quer doa tempo, carinho, conhecimento, apoio moral, ou até mesmo riquezas materiais geradas já com a caridade como objetivo.
  • Andrade  24/06/2015 12:55
    "A caridade não depende de riquezas materiais para ser feita."

    Vejamos seu argumento.

    "Quem quer doa tempo,"

    Tempo não enche barriga.

    "carinho,"

    Carinho não enche barriga.

    "conhecimento,"

    Conhecimento é ótimo, mas só pode ser colocado em prática se houver alguma riqueza já acumulada. O conhecimento de nada adianta se não houver meio de colocá-lo em prática. Até mesmo um voluntário ensinando matemática para os pobres terá de fazer uso de giz, quadro-negro e folhas de papel. Isso são riquezas que foram anteriormente criadas.

    No que mais, como um conhecimento se transforma em algo tangível? Utilizando algo (riqueza) que já foi criado

    "apoio moral,"

    Apoio moral não enche barriga.

    "ou até mesmo riquezas materiais geradas já com a caridade como objetivo."

    Aí você se contradisse totalmente. Começou dizendo que "a caridade não depende de riquezas materiais" e concluiu dizendo que a caridade deve ser feita com "riquezas materiais geradas já com a caridade como objetivo".
  • Enio  26/06/2015 17:45
    Prezado,

    Seus argumentos não procedem. Vejamos...

    "Tempo não enche barriga."

    Diga isso a você mesmo, quando a sua esposa disser a você que está sem tempo para fazer o jantar.

    "Carinho não enche barriga."

    Diga isso ao seu amigo, quando a mãe dele morrer e ele ficar dias sem se alimentar direito por pura tristeza.

    "O conhecimento de nada adianta se não houver meio de colocá-lo em prática."

    Quando você estiver infartando, peça a um estranho para se graduar em medicina para poder ajudá-lo.

    "Apoio moral não enche barriga."

    Diga isso ao seu irmão, quando ele perder o emprego e tentar se matar porque não tem condições de sustentar a própria família.

    "Aí você se contradisse totalmente."

    Eu disse que a caridade NÃO DEPENDE de riquezas materiais.
    Eu não disse que NÃO PODE ENVOLVER.
  • Andrade  26/06/2015 19:42
    Piorou ainda mais as contradições.

    "Diga isso a você mesmo, quando a sua esposa disser a você que está sem tempo para fazer o jantar."

    Ué, jantar é comida, e comida é riqueza matéria. A comida teve de ser produzida por alguém (em busca do lucro). Ou seja, estamos falando de riqueza previamente produzida.

    "Diga isso ao seu amigo, quando a mãe dele morrer e ele ficar dias sem se alimentar direito por pura tristeza."

    Se ficar sem se alimentar, vai morrer. Alimento, de novo, é riqueza material.

    "Quando você estiver infartando, peça a um estranho para se graduar em medicina para poder ajudá-lo."

    Se eu estiver enfartando, precisarei de serviços e equipamentos médicos. Riqueza material.

    "Diga isso ao seu irmão, quando ele perder o emprego e tentar se matar porque não tem condições de sustentar a própria família."

    O que é o emprego senão justamente o próprio ato de criar riqueza, com a qual sustentar uma família, inclusive com bens materiais?

    "Eu disse que a caridade NÃO DEPENDE de riquezas materiais."

    Contradição plena. Em todos os exemplos que você próprio deu, a riqueza material estava presente em absolutamente todos eles.
  • Enio  26/06/2015 20:45
    Gente que só vê valor no dinheiro e acha que tudo tem um preço.
    Gente que só acredita na matéria, mas não vive sem Windows.
    Gente que não gosta de sair de casa, mas não para de navegar na Internet.
    Gente que acha que não precisa de ninguém, mas nunca plantou o próprio alimento.

    As pessoas podem produzir riquezas, mas não podem esquecer que a maior riqueza que possuem são elas mesmas.

    A vida sempre nos atropela com aquilo que não queremos entender.
    Mais cedo ou mais tarde, todos têm que aprender.
    Pena que, para a grande maioria, "Só a dor traz a compreensão".
  • Um observador  26/06/2015 20:07
    "A caridade não depende de riquezas materiais para ser feita. Quem quer doa tempo, carinho, conhecimento, apoio moral, ou até mesmo riquezas materiais geradas já com a caridade como objetivo."

    Andrade, o Enio não está necessariamente errado.

    É perfeitamente possível ajudar outras pessoas sem utilizar qualquer tipo de riqueza material, apenas dedicando tempo, carinho, conhecimento, etc (alguém levantando o ânimo de velhinhos em um asilo me vez à cabeça).

    Este tipo de ajuda pode realmente fazer a diferença para algumas pessoas, dependendo do que elas precisam. Mas, na maioria dos casos, algum tipo de riqueza material será necessária, e por isso a produção delas é tão importante (mais do que a própria caridade em si).

    Enio,

    Se isto não está claro, basta tentar pensar em exemplos de caridade que precisam de riqueza material e nos que não precisam... É muito mais fácil achar exemplos do primeiro do que do segundo.


  • Enio  26/06/2015 22:07
    Prezados,
    Vivemos em um mundo material, por isso seria absurdo dizer que não precisamos do material para viver.
    Mas trago, para o debate, a visão de que o mundo NÃO É SÓ MATERIAL.
    Todo o conhecimento acumulado da humanidade, cada invento, cada lei, cada poema, cada música, cada conto, cada oração, são parte do grande tesouro imaterial de que dispomos. Até a sociedade em que vivemos é um bem imaterial que construimos colaborativamente e compartilhamos, sendo fonte inesgotável de males e benefícios. Negar o valor do imaterial é negar o valor da própria consciência. De onde vêm em onde ficam guardadas todas essas riquezas? No único lugar onde elas fazem sentido, no único lugar onde elas possuem valor: Nas pessoas.
    Então, dá mesma forma que não podemos negar o material, também não podemos negar o imaterial, nem o seu valor.
  • Pobre Paulista  26/06/2015 22:35
    O cara tá lá morrendo de fome? Beleza, vamos lá dar um abraço nele e recitar um poema depois.

    Grande caridade essa.
  • Rafael  26/06/2015 23:25
    O Pobre Paulista disse tudo.

    O sujeito tá lá esfomeado, doido para colocar algo no estômago. O que faz o Enio? Com a melhor das intenções, ele chega lá dá um abraço apertado no esfomeado, um beijo na testa, diz que o ama muito e recita um poema de Castro Alves.

    Magicamente, o estômago do esfomeado se enche e todos ficam felizes para sempre.
  • Enio  27/06/2015 01:04
    Vamos dar só comida então?
    Beleza! Vamos dar comida hoje, comida amanhã, e depois , e depois, e depois....
    Ops! Quem vai pagar essa conta?
    Não existe almoço grátis!
    Demagogia, a gente vê por aqui!
  • Rafael  27/06/2015 02:51
    Opa! Finalmente! Agora sim você começou a entender o básico de economia.

    Caridade, não importa se na forma de palavras de carinho ou comida, não tem como durar para sempre. Caridade é e sempre será um paliativo. Caridade não transformará um ninguém em alguém. Apenas o mercado pode fazer isso.

    Para a pessoa sair da miséria e ser alguém, ela tem de saber fazer algo. Ela tem de se especializar em alguma atividade que gere valor para terceiros. Apenas gerando valor para terceiros é que alguém é capaz de obter um salário decente. Libertários são xingados justamente por dizer esse básico

    Agora, eis a definição de ironia: você diz que devemos dar carinho para os pobres e, ao mesmo tempo, vem aqui chamar de "demagogos" justamente aqueles que dizem que a caridade por si só não basta. Que mundo!
  • Enio  27/06/2015 11:54
    O mercado não objetiva transformar ninguém em alguém. O mercado só age para os próprios propósitos, sempre com o foco no seu lucro individual e raramente com alguma atenção ao lucro social coletivo (só quando o marketing quer). Só as pessoas se importam com outras pessoas.

    Eu não disse que devemos dar carinho aos pobres, isso é uma distorção absurda do que eu disse. Os pobres precisam de respeito e oportunidades (eu não disse privilégios).

    Soluções extremistas não são soluções reais, pois ignoram o outro lado do problema.
    São só uma desculpa para se fazer o que pretende ignorando as consequências.
    O senhor da razão nunca enxerga os próprios erros.
  • anônimo  28/06/2015 05:05
    O mercado não age, pessoas agem, mercado é uma ideia, um conceito que defino como trocas voluntárias.
    Então não existe essa essa separação mercado - pessoas.
    Já caridade defino como oferecer voluntariamente algo sem demandar uma contra-partida do auxiliado.

    Então, o que existe são diferentes pessoas, essas agem de acordo com seus propósitos que são os mais variados, e se usarem o mercado a fim de conseguir os recursos necessários para alcançar esses propósitos, inevitavelmente terão de gerar algo que um terceiro valorize para que a troca voluntária ocorra (e se consiga o lucro).

    Para esse efeito considero a caridade como parte do mercado, é uma troca voluntária. Você oferece algum recurso e recebe de volta algo (de você mesmo), a satisfação de ter ajudado, paz de espírito. Algo que não estava lá antes da 'troca' ocorrer.

    Mas devo concordar com seu ponto original.
    Não creio ser tudo material, mas é fato que ao vivermos nesse mundo precisamos de recursos materiais.
    Pessoas pobres e famintas precisam da caridade material, abraçar não irá matar a fome como já foi falado acima.

    Porém acredito que é sim possível caridade através de carinho, amor ou algo não material, só não adianta fazer esse tipo de caridade voltada a pessoas com necessidades materiais pois não é isso que necessitam!

    Abraços
  • caridade  24/06/2015 13:13
    A vida deve ser visualizada pelos dois vieses, riqueza e caridade, para quem produz riqueza a caridade deve ser uma parte de sua produção para vida fluir, voce teve educação e apoio se você pensar que temos uma vida longa 60 a 80 anos, fica claro que um dia toda riqueza acumulada seja quanto for, será deixada para traz ou doada a alguém, então se ficarmos somente com visão materialista, ela não tem sentido,não entrando no lado filo-religioso, se você imaginar que algo mais fica após a morte, esta explicação tem sentido. Caso você acredite que tudo acaba após o fim de seu corpo, fica duvida. Eu compreendi esta formula após me tornar espirita kardecista. fica dica a quem interessar. bons negócios
  • Andre Cavalcante  24/06/2015 20:25
    Cada vez mais acho que as pessoas tem algum problema sério com as palavras, em especial com essas duas: caridade e capitalismo. Repetindo a introdução do artigo:

    "Caridades lidam com a redistribuição de riqueza: elas coordenam a transferência do "excedente" de algumas pessoas para suprir a "escassez" de outras. Os negócios do setor privado, por outro lado, lidam com a criação de riqueza por meio da produção e venda de bens e serviços que as pessoas querem e desejam."

    Não vejo um sistema melhor para se alcança a tal de "justiça social".

    Caridade é algo pessoal. Você faz quando quer, como quer, para quem quer e com os seus próprios recursos (ou de terceiros se legitimamente cedidos por estes a você diretamente). Portanto, pessoal e intransferível. Se um terceiro entra no jogo e o obriga à caridade, esta deixa de sê-lo. É o caso do governo e seus "programas sociais", que toma dinheiro do contribuinte e o distribui no combate à pobreza (e olha que só tô citando o "lado bom" do governo aqui). Se estes mesmos programas fossem bancados diretamente pelas pessoas/empresas ou por entidades que se dedicassem a recolher recursos voluntariamente dados por pessoas/empresas para estes fins, teríamos o arranjo correto para caridade. E é assim que já funciona com a maioria das igrejas e várias entidades caritativas sérias. E o "incrível" é que elas conseguem fazer geralmente muito mais pelos pobres com uma quantidade de recursos várias ordens de grandeza menores que o governo dispõe.

    Capitalismo, por outro lado, é divisão do trabalho e cooperação, visando a criação de riqueza e sua apropriação por quem participou do processo. Só isso. Não é capitalismo a corrupção do governo que hora aparece nos telejornais noturnos, nem as reservas de mercado definidas por lei para grandes empresários, nem tampouco forçar as pessoas a comprarem certos bens ou serviços que não desejam. Isso tudo não é nem capitalismo e nem falha no capitalismo, mas falhas do governo.

    Como caridade é entrega pessoal, ela pode não se expressar apenas na questão do dinheiro. A caridade pode ser a doação de seu tempo, de seu sorriso, de suas habilidades, "dar uma força" a quem está precisando (e dizem alguns que esse tipo é a caridade mais difícil).

    Como o capitalismo está baseado na apropriação da riqueza por quem participou do processo de divisão do trabalho, em geral na proporção do investimento feito, este também não significa retorno monetário imediato. Para o empreendedor, em geral, o retorno só vem muitas vezes muito tempo depois do investimento (a preferência temporal tem tudo a ver com os ganhos neste caso).

    Por fim, não vejo um arranjo mais justo: ficar com aquilo que produz, na proporção do seu investimento feito (que pode ser o tempo, o trabalho, o capital, o conhecimento etc.), e dispor deste produto como queira, em especial usando-o para minimizar eventuais dificuldades alheias.

    Abraços

    (PS: já pararam para pensar que para muitos socialistas, em especial os que aqui caem de paraquedas [eu incluso] no site do IMB, é essa a "utopia" em que acreditam, mas quase nunca conseguem expressar: uma sociedade montada no capitalismo para a geração de riqueza e na caridade para a sua distribuição?)

  • Edujatahy  25/06/2015 13:51
    Muito bom comentário Andre.
  • Bernardo F  25/06/2015 03:17
    Excelente texto! Obrigado, IMB.
  • Luiz Afonso  26/06/2015 13:14
    Os artigos do site Mises Brasil é uma luz no mundo das trevas do Socialismo que o Brasil infelizmente está inserido, por culpa é claro, de pensadores e professores de índole marxista, pessoas com um pensamento tão atrasado e tacanho.

    O que separa o capitalismo do Socialismo é o que separa a luz das trevas, o avanço da humanidade do atraso humano. Só os esquerdistas não sabem disto. E artigos como este, que são impecáveis e trazem a sabedoria e o progresso do pensamento liberal são o caminho para uma novo amanhecer de consciência do povo brasileiro.

    Mais Mises e menos Marx.
  • PAULO EDUARDO  30/06/2015 21:55
    Caridade não é socialismo, caridade não é assistencialismo!Governo não faz caridade pois não é uma pessoa com corpo e alma. Caridade é um termo religioso Cristão como explica do Dr. Thomas Wood em seu livro sobre a Igreja, de tal modo que quando esta palavra é utilizada não pode se deixar de lado seu significado espiritual. Nosso Senhor Jesus Cristo a prescreve como prática obrigatória para os cristãos de modo a combater a Avareza, desta forma quem a pratica não está simplesmente ajudado alguém, mas está se ajudando, caminhando em direção a Deus, pois Deus é Amor (Caridade). A produção da riqueza pode vir primeiro mas será que ela á a mais importante? De que vale ganhar o mundo e perder a alma? Não questiono aqui o bem que o Capitalismo realizou para a humanidade , pois São João Paulo II já fez um excelente elogio a este Sistema Econômico; o que eu questiono é o mau uso do termo caridade longe da teologia Cristã, pois como já disse quem quiser utilizá-lo tem que aceitar que mesmo que você produza muitas coisas e doe todas elas se não houver caridade de nada vale para a nossa alma, o que temos que entender que a caridade é uma realidade mais espiritual do que material, o que madre Tereza fazia era mais espiritual que material, além disto caridade é opcional o que se busca nela é o Céu já a produção é necessária o que se busca nela é nossa sobrevivência e bem estar na Terra.
  • junior  24/09/2015 23:10
    Conteúdo Tooop Gosteiiii muuuiito!!!
  • Paulo Mannes  03/12/2015 02:19
    Programas sociais ou transferência de riquezas é bom e deve ter... mas, tem porta de entrada e porta de saída. Um pensamento Democrata.
  • Edujatahy  03/12/2015 10:16
    Não é bom. É roubo e gera distorções.
    Nunca ouvi falar de programa social que tive começo, meio e fim. Em nenhum lugar do mundo.
    Nada é mais permanente do que um programa temporário do governo.
  • Anonimo  03/12/2015 10:23
    Deve ter uma ova, no longo prazo isso sempre gera pobreza generalizada.
    E o que melhora a vida do pobre não é 'transferência de riqueza' mas sim o capitalismo.Um pobre hoje de um país liberal tem mais conforto que muito rico daqui.
  • Fagner  03/12/2015 11:59
    "Programas sociais ou transferência de riquezas é bom e deve ter"


    Afirmação destituída de argumento/fundamento. "Programa social de transferência de riqueza" não é um picolé ou um doce para dizer que "é bom" e nada mais, meu amigo.
  • Silvio  03/12/2015 13:15
    É exatamente por esse tipo de pensamento que um democrata não tem como ser minimamente levado a sério.
  • Aprendiz  03/12/2015 13:43
    Senhor Paulo Mendes, creio que esteja dizendo isso por não considerar muito em sua vida o conceito de liberdade. Liberdade para agir, se expressar, pensar, e também, ser caridoso. Porém você esquece que eu não tenho como ser caridoso sem antes ter alguma riqueza.
    Mas sim, tudo bem, tem gente que não gosta de ser solidário, e daí? Você acha justo uma pessoa ser coagida a participar desse esquema de "redistribuição de riqueza" (falácia) imposto pelos governos? Ah sim, mas estamos em uma democracia, como o senhor mesmo destacou; então, como a maioria decidiu por isso, todos deverão acatar. Quando foi proposto ou votado isso? E vem cá, tu realmente acha que todos concordam com isso? Pondo palavras em sua boca, digo que não. Então levando em consideração esse fato, esse indivíduo faz o quê? Ah sim, ele vai ser coagido, e se não colaborar vai ser punido, e para "driblar" isso ele vai lá e sonega impostos, que legal.

    Agora me diga, o que a maioria quer deve se impor sempre sobre o querer dos indivíduos que se opõem (aqui estou falando da colaboração na redistribuição de renda)? Realmente, enquanto tivermos esse pensamento, mais e mais pessoas sofrerão as consequências deste tipo de pensamento. Quanto mais redistribuição de renda, mais dependente os menos afortunados ficarão do estado "paizão", que luta a favor dos pobres e resolve as injustiças provocadas pelos "capitalistas malvadões".

    Ajude, ensine, incentive, um pobre a sair de sua condição, e não ficar dependendo do estado que conta com a "contribuição" para a manutenção desse ciclo.
  • Charles Kuramoto  03/12/2015 17:36
    Paulo, concordaria como você se essa descrição ocorresse num momento posterior.
    A humanidade vislumbrará governadores, políticos, médicos, juízes, as diversas igrejas, hospitais, escolas, os diversos componentes e indivíduos da sociedade ao longo do planeta se darem a mão à causa da caridade, por motivo do bem maior e necessário.
    Mas isso não acontecerá tão cedo.
    Ainda se fará necessário entender e compreender um pouco mais o que é a caridade, uma nuance do amor.

    Não espere isso acontecer pela boa vontade do ser humano. Ainda somos muitos negligentes e acomodados, especialistas nas artes orgulhosas e egoísticas.
    Essa elevação do nível consciencial do ser humano se dará sob muito sofrimento, infelizmente.
    Essa violência, os escândalos, que assistimos diariamente é apenas o começo do "sacolejo".
    Evoluímos muito nas ciências materialistas, mas muito pouco nas morais e espirituais, e estes últimos não estão em livros, em universidades.

    Por exemplo, apenas uma rápida leitura nos comentários desse equivocado artigo é possível verificar o quanto ainda lidamos com pessoas leigas no assunto.
    Associar a caridade SOMENTE com uma transferência ou doação material é um equívoco gigantesco.
    A caridade material é necessária, como certeza, pois consiste um 1º passo à compreensão do atual estágio evolutivo do planeta, mas está longe refletir minimamente seu significado.

    Enfim, façamos nossa parte que nos cabe.
    Sigamos nossa consciência a quem respondemos e nos conectamos ao mundo a ao universo.
    E não se preocupe ou despenda de seu precioso tempo em tentar esclarecer que não quer ou não está em condições de ser esclarecido, afinal, não se presenteia um ogro com brilhantes.
    Dedique-se aos entes queridos e aja com o coração, sempre.
    Nosso tempo é breve e seremos cobrados por nós mesmo naquilo que nosso arbítrio assumiu e deixamos de cumprir ...
  • Carlos Kumaroto  03/12/2015 19:11
    Por exemplo, apenas uma rápida leitura nos comentários desse equivocado artigo é possível verificar o quanto ainda lidamos com pessoas leigas no assunto.

    Poderia nos fazer a gentileza de apontar, senão todos, pelo menos alguns dos equívocos do artigo?
  • Charles Kuramoto  03/12/2015 20:42
    Carlos, o próprio título começa equivocado ao atribuir dependência da caridade com as riquezas materiais para se concretizar.
    A caridade é algo que raros humanos tem o privilégio de compreender, a exemplo dos citados Chico Xavier, Madre Tereza.
    Isso não quer dizer que a riqueza seja censurável ou desnecessária. Muito pelo contrário, tem o dever e seu mérito, conforme muito bem exemplificado na parábola dos talentos.
    Acumular riquezas não é e nunca foi um pecado (ou equívoco).
    O que fazemos dela é onde se encontra o nosso dever, o livre arbítrio que iremos prestar contas num futuro breve.
    "A quem é muito dado, a muito será pedido", pois não somente responderemos pelo mal que fizemos, mas pelo bem que deixamos de fazer ...
  • Auxiliar 2  03/12/2015 19:56
    "Paulo, concordaria como você se essa descrição ocorresse num momento posterior"

    Então quer dizer que, num momento posterior (quando "os diversos componentes e indivíduos da sociedade ao longo do planeta se darem a mão à causa da caridade") você vai concordar com a colocação de que "programas sociais ou transferência de riquezas é bom e deve ter"?
    Essa sua frase não faz o mínimo sentido.


    "Não espere isso acontecer pela boa vontade do ser humano."

    Ah, é? E essa boa vontade do ser humano vai ser modificada por um Estado assistencialista cada vez maior, não é mesmo? Vai ser modificada, por acaso, pela ação coercitiva do Estado?
    Ora, você pretende "criticar" o artigo sem contra-argumentá-lo.


    "apenas uma rápida leitura nos comentários desse equivocado artigo é possível verificar o quanto ainda lidamos com pessoas leigas no assunto"

    Pelo seu comentário dá para ver o quanto você é "expert" no assunto: tão profundo quanto um pires.


    "Associar a caridade SOMENTE com uma transferência ou doação material é um equívoco gigantesco"

    Pura falácia do espantalho. O artigo não faz essa associação. O texto aborda a caridade do ponto de vista material justamente pq aborda a criação de riqueza do ponto de vista material. É sobre isso o que o artigo fala. Logo, o artigo não associa caridade "somente" a doação material. Repito: o artigo aborda a criação de riqueza material, por isso só poderia falar sobre caridade do ponto de vista material.
    Você quer "criticar" o artigo por aquilo que ele não aborda e não se propôs a abordar.


  • Charles Kuramoto  03/12/2015 21:40
    Auxiliar,

    "... você vai concordar com a colocação de que "programas sociais ou transferência de riquezas é bom e deve ter"?"

    Difícil vislumbrar riqueza no futuro quando estamos destruindo ela no presente.
    E essas feridas, débitos, que assumimos hoje no planeta em algum momento iremos resgatá-los.
    As riquezas materiais geradas ganharão novos sentidos à medida que o ser humano evoluir moralmente.
    Elas sempre existirão, mas num grau relativo, pois o que será da riqueza material se não houver uma utilidade para ela?
    Futuramente tudo será gerado para um propósito que vai muito além da atribuição de valores, e se encontra na esfera da necessidade e do dever de cada um.

    "Ah, é? E essa boa vontade do ser humano vai ser modificada por um Estado assistencialista cada vez maior, não é mesmo? Vai ser modificada, por acaso, pela ação coercitiva do Estado?
    Ora, você pretende "criticar" o artigo sem contra-argumentá-lo."

    Essa mudança consciencial já está acontecendo desde o final do milênio passado.
    Infelizmente, entre o amor e a dor, escolhemos esta última.


    O título elucida: "A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda"
    A caridade sempre existirá independente das existência ou não de riquezas materiais.
    A geração de riqueza material somente é concretizada perante determinadas condições. Resumidamente, por permissão.
    Se você atribuir que esta permissão é um ato caridoso, quem veio primeiro?
    Mais especificamente: ao comentário acima em que cita Bill Gates.
    Aquela fortuna acumulada enquanto à frente da Microsoft é mérito dele, sem sombra de dúvidas. Gerou milhões de empregos diretos e indiretos; permitiu a concretização dos sonhos de muitos; e outras inúmeros benevolências.
    Mas somente foi possível porque lhe foi permitido que tivesse saúde físicas e mentais para concretizar este grandioso feito.
    Não nos equivoquemos em pensar que se não fosse ele não seria outra individualidade, porque ninguém é insubstituível.

    Longe de pensar que a riqueza material seja dispensável, censurável, pois ela é muito importante para o atual estágio do ser humano.
    É por meio dela que exercitamos nosso livre arbítrio, nossa inteligência, ensaiamos os primeiros passos no aprendizado do trabalho útil e edificante.
    E se ela é possível por deliberação caridosa de uma inteligência superior, a qual alguns chamam de Deus, Alá, Javé ...
  • Ricardo Mitrano  03/12/2015 14:37
    Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto;
    Porque os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
    João 12:7,8

    Este artigo me fez lembrar da passagem bíblica de João, capítulo 12, versículos de 1 a 12. Nela Jesus demonstra que existem coisas mais importantes do que a caridade e cuidar dos pobres. Neste caso ele estava falando da importância de se criar e obter a maior riqueza dentro de tudo que existe no universo: a riqueza de percebê-lo e tê-lo como fonte de vida, salvador e ser grato de tal maneira por ter entrado em contato com a própria Vida (que é Jesus) que a disposição é de entrega total do ser, de entregar tudo o que se possui e que consideramos como nossos maiores bens.

    Jesus percebeu que a mulher que derramava sobre ele um perfume caríssimo, que valia quase um ano de salário de um trabalhador, era a expressão de quem adquiriu da riqueza inaudita de ter a ele mesmo dentro dela. Ela havia contemplado o salvador. Naquele dia ela demonstrava que sua vida era outra e nunca mais seria a mesma.

    Quem adquire tal riqueza pra dentro de si, terá uma fonte que transbordará para abençoar todas as pessoas, pobres ou ricas; abençoará a natureza, animais, tudo e todos. Será fonte ambulante de bênçãos pois tem a Benção maior dentro si.

    Por isso sim, existem coisas mais importantes do que cuidar dos pobres, desde que tais coisas nos levem a nunca deixar um necessitado desamparado quando temos como ajudá-lo.

    Infelizmente estamos rodeados de muitos que se mostram preocupados com os pobres, como Judas que se indignou pelo desperdício do perfume e argumentou que o mesmo poderia ser vendido para dar o dinheiro aos pobres. Mas o texto denuncia que a sua fala era fruto do desejo de roubar o dinheiro que era entregue para o ministério de Jesus, sendo ele o responsável pelas finanças do ministério. Vemos isso hoje em muitos que se colocam como socialistas e querendo ajudar os pobres.
  • Charles Kuramoto  03/12/2015 16:19
    Ricardo,
    Belas palavras, mas um tanto longe do sentido principal que a moral cristã ou evangélica nos aguarda há mais de 2 mil anos.
    Sugiro buscar o verdadeiro sentido e consciência da palavra "caridade" pelo evangelho de Jesus, uma parte importante da bíblia que pouco é divulgada ou pregada, justamente porque contém a essência real que Deus reserva a cada um de nós.

    Não precisa enfeitar um post com um texto alegórico quando uma simples palavra traduz o todo: AMOR.



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