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As lições econômicas de Belém

No cerne da história de Natal jazem algumas lições importantes relativas à livre iniciativa, ao governo e ao papel da riqueza na sociedade.

Comecemos com uma das mais famosas frases: "Não há vagas na hospedaria".  Essa frase é frequentemente evocada como sendo uma cruel e desapiedada rejeição aos exaustos viajantes José e Maria.  Várias versões da história suscitam imagens do casal indo de hospedaria em hospedaria, suplicando por uma vaga, apenas para serem seguidamente dispensados pelos donos que, aos berros, mandavam-nos irem embora, fechando estrondosamente a porta.

Mas a verdade é que as hospedarias estavam absolutamente lotadas em toda a Terra Santa por causa de um decreto do imperador romano.  Esse decreto ordenava que toda a população fosse recenseada e cada pessoa, tributada.  Por outro lado, hospedarias são empresas privadas e, sendo assim, os clientes são a sua única força vital.  Portanto, não haveria razão alguma para que o dono de alguma hospedaria rejeitasse aquele homem de linhagem aristocrática e sua bela e grávida esposa.

De qualquer forma, o segundo capítulo de São Lucas não diz que eles foram continuamente rejeitados por todas as hospedarias que procuravam.  Ao contrário, o capítulo relata a caridade peculiar de um proprietário de uma hospedaria, talvez a primeira pessoa que encontraram, e que, afinal, era um (pequeno) empresário.  Sua hospedaria estava lotada, mas ele lhes ofereceu o espaço que restava: o estábulo.  Não há qualquer menção sobre o proprietário da hospedaria ter cobrado qualquer coisa do casal, nem mesmo uma moeda de cobre, embora ele certamente pudesse ter feito isso, considerando-se seus direitos como proprietário do estabelecimento.

Assim, é extraordinário pensar que, quando o Verbo se faz carne com o nascimento de Jesus, isso se deu por meio do trabalho intercessor de um comerciante privado.  Sem sua assistência, a história certamente teria sido muito diferente.  As pessoas frequentemente reclamam da "comercialização" do Natal, porém resta claro que o comércio estava lá desde o início, exercendo um papel louvável e essencial.

E, ainda assim, sequer sabemos o nome deste proprietário da hospedaria.  Nos mais de dois mil anos em que celebramos o Natal, estão ausentes quaisquer homenagens a ele.  Mas esse é o destino reservado aos comerciantes ao longo da nossa história: utilizamo-los sempre, mas ignoramos todos os seus serviços prestados à humanidade.

Claramente, se havia uma escassez de espaços para hospedagem, isso certamente era um evento atípico, criado por algum tipo de distorção no mercado.  Afinal, se esse tipo de escassez fosse algo frequente em Belém, empresários e empreendedores já a teriam notado, pois sabiam que poderiam colher grandes lucros caso satisfizessem essa demanda não atendida.  Assim, eles se atropelariam para corrigir esse problema sistemático, construindo mais hospedarias.

Mas foi por causa de um decreto governamental que Maria e José, e muitos outros como eles, estavam viajando.  Eles abandonaram suas moradias e se puseram a viajar por puro temor dos recenseadores e dos coletores de impostos.  Mais ainda: apenas considere os custos dessa árdua viagem "desde a Galiléia, saindo da cidade de Nazaré, até a Judéia, em direção à cidade de David", pra não falar dos custos de oportunidade que José teve de enfrentar ao ter de largar seus próprios negócios.  Portanto, temos aí outra lição: as leis coercivamente impostas pelo governo distorcem o mercado.

Seguindo adiante com a história, chegamos aos Três Reis, também chamados de Magos.  A maioria dos reis daquela época se comportava como Herodes, o mandante local do Imperador Tibério.  Herodes não apenas ordenou que as pessoas saíssem de suas casas e pagassem a conta de suas viagens — para que elas pudessem ser tributadas —, como também era um mentiroso contumaz:  ele disse aos Três Reis Magos que queria saber o paradeiro do menino Jesus para que ele pudesse "ir adorá-Lo".  Na verdade, Herodes queria era matá-Lo.  Mais uma outra lição: nunca confie em um político ou num sabujo de um político. Eles sempre mentem em benefício próprio.

Após terem encontrado a Sagrada Família, quais presentes os Reis Magos trouxeram?  Não foram sopa e sanduíches, mas "incenso, mirra e ouro". Esses eram os itens mais raros e difíceis de serem obtidos no mundo daquela época, e eles certamente estavam cotados a um preço de mercado extremamente alto.

Mas longe de rejeitá-los como extravagantes, a Sagrada Família aceitou-os como presentes dignos do divino Messias.  Também não há qualquer registro sugerindo que a Sagrada Família pagou algum imposto sobre ganhos de capital, não obstante tais presentes tenham aumentado enormemente seu patrimônio líquido.  Portanto, mais uma lição:  não há nada de imoral em relação à riqueza; riqueza é para ser valorizada, gerida privadamente, presenteada e comercializada.

Quando os Três Reis Magos e a Sagrada Família souberam dos planos de Herodes para matar o recém-nascido Filho de Deus, eles se entregaram?  De forma alguma.  Os Reis Magos, sábios que eram, tapearam Herodes — descumprindo a promessa de contar a ele onde estava o menino Jesus — e "regressaram por outro caminho à sua terra", arriscando suas vidas voluntariamente (Herodes depois viria a conduzir uma busca furiosa por eles).  Quanto a Maria e José, um anjo aconselhou José a "pegar a criança e sua mãe, e levá-los até o Egito".  Ou seja, eles resistiram e não se entregaram.  Lição número quatro: os anjos estão do lado daqueles que resistem à tirania do governo.

Nas narrativas do Evangelho, o papel da iniciativa privada, bem como todos os malefícios do poder governamental, estava por todos os lados.  Jesus utilizava exemplos comerciais em suas parábolas (por exemplo, os trabalhadores dos vinhedos e a parábola dos talentos) e deixava claro que Ele havia vindo salvar até mesmo os pecadores mais ultrajantes, como os coletores de impostos.

E assim como Seu nascimento foi facilitado pelo proprietário de uma "hospedaria", a mesma palavra grega — "kataluma" — é empregada para descrever o local da Última Ceia, logo antes de Jesus ser crucificado pelo governo.  Assim, a livre iniciativa estava lá desde o nascimento até a morte, presente em todos os momentos da vida de Jesus, fornecendo refúgio, segurança e produtividade.

Assim como faz em nossas vidas.



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Fabio Matias  25/12/2009 11:01
    Bem interessante esse texto do Rockwell. Pena que os socialistas querem destruir todo trabalho feito pelos capitalistas.\n\nSó uma dúvida: Rockwell é católico?
  • Leandro  25/12/2009 11:20
    Sim, Fabio. Católico tridentino.
  • Fabio Matias  25/12/2009 12:05
    Obrigado leandro
  • André  25/12/2009 13:09
    Creio que haja um pequeno erro: José não era de família Aristocrática, não. Ele um simples marcineiro. No mais, concordo em genêro, número e grau.
  • Zen  25/12/2010 19:00
    O que o autor disse foi "linhagem aristocrática". Provavelmente em referência à linhagem de Davi.
  • Haralan Elias Melo Mucelini  24/12/2012 01:00
    José era da linhagem de Davi, Rei de Israel. Ainda que marceneiro, era um nobre.
  • Renato Souza  26/12/2014 09:18
    Apesar de linhagem nobre, certamente era bastante pobre (ou estava empobrecido naquele momento pelas explocações governamentais). Havia um sacrifício a ser feito dentro do rito judaico, alguns dias após o nascimento. A Lei de Moisés permitia aos mais pobres que oferecessem duas pombas ou duas rolas (pássaros de custo baixíssimo) no lugar dos ovinos tradicionais. Ora, a Bíblia relata explicitamente que foi essa a oferta de baixo custo de José. Um bom judeu, como José, jamais ofereceria um sacrífício de baixíssimo custo se estivesse em boas condições econômicas. Certamente José foi prejudicado pelos custos da viagem e perda de oportunidades de trabalho, além dos escorchanes impostos.
    Isso nos dá uma dica sobre o momento da chegada dos magos (na Bíblia não se diz que eram reis). Certamente eles chegaram após a oferta de José, pois caso contrário, este teria condições de oferecer um sacrifício melhor.
    As ofertas voluntárias dos visitantes foram bastante convenientes. Sendo bens de alto custo por peso, podiam ser carregados com facilidade, permitindo que fossem levados por José na fuga para o Egito, e devem ter sido bastante úteis para que José pudesse arcar com os custos de mais essa viagem, além dos custos de se estabelecer naquele país.
    Note-se que ao viajar para o Egito, o bom judeu José estava descumprindo um mandamento explícito da Torah (Lei de Moisés) que ordenava claramente aos israelitas que não retornassem ao Egito. Mas, como em muitas outras ocasiões, a Bíblia (no NT também no AT) considera que a preservação da vida é prioritária em relação aos mandamentos da Torah. O próprio Deus aceita e concorda que seus filhos descumpram suas ordens para preservar a própria vida ou a de terceiros, mas o estado não. Os governantes freqüentemente são insensíveis à necessidade de auto-preservação de seus governados. Isso me faz lembrar o filme "gritos do silência", na cena em que um dos prisioneiros do governo genocida comunista (desculpem o pleonasmo) do Cambodja cata pequenos insetos para comer, escondido dos guardas, pois se fosse pego fazendo isso seria morto ou severamente espancado.
    .
    Finalmente uma pequena informação histórica: O trabalho de arqueólogos revelou, que especificamente naquela época, na Galileia (e portanto em Nazaré) a cobrança de impostos havia se tornado tão pesada, que a fome havia se tornado endêmica. Os ossos desenterrados indicam grave desnutrição generalizada e permanente. Pode-se dizer que foi uma providência divina que levou José a levar sua família para fora da Galileia, e depois para o Egito. Era o Eterno que protegia o Verbo encarnado contra a opressão do governo romano e do governo local.
  • Pobre Paulista  26/12/2014 01:29
    José era um simples marceneiro de linhagem aristocrática. Confira na Genealogia de Jesus.

  • guilherme  25/12/2010 01:13
    A Historia mais contada da historia da humanidade.\r
    \r
    Boas Novas\r
    \r
    Que bom.
  • mcmoraes  25/12/2010 11:53
    ...Do mesmo modo que sustento minha vida não por meio do roubo nem de esmolas, e sim por meu próprio esforço, também não tento basear minha felicidade na desgraça dos outros nem nos favores que os outros me concedam, porém a ela faço jus por minhas realizações. Do mesmo modo que não considero o prazer dos outros o objetivo da minha vida, também não considero o meu prazer o objetivo da vida dos outros. Assim como não há contradições nos meus valores nem conflitos nos meus desejos, também não há vítimas nem conflitos de interesse entre homens racionais, que não desejam o imerecido nem se encaram uns aos outros com uma volúpia canibal, homens que nem fazem sacrifícios nem os aceitam.

    O símbolo de todos os relacionamentos entre tais homens, o símbolo moral do respeito pelos seres humanos, é o comerciante. Nós que vivemos dos valores e não do saque, somos comerciantes, tanto na matéria quanto no espírito. O comerciante é o homem que faz jus àquilo que recebe e não dá nem toma para si o que é imerecido. O comerciante não pede que lhe paguem por seus fracassos nem que o amem por seus defeitos. Ele não desperdiça seu corpo como sacrifício nem sua alma como esmola. Do mesmo modo que ele só dá seu trabalho em troca de valores materiais, ele também só da seu espírito - seu amor, sua amizade, sua estima - em pagamento e em troca de virtudes humanas, em pagamento de seu próprio prazer egoísta, que recebe de homens merecedores de respeito. Os parasitas místicos que, em todas as eras, insultaram o comerciante e o desprezaram, ao mesmo tempo em que honraram os mendigos e os saqueadores, sempre souberam o motivo secreto de sua zombaria: o comerciante é a entidade que eles temem - o homem justo. (A Revolta de Atlas, p. 345)
  • Angelo T.  26/12/2010 19:32
    @mcmoraes: Opa! Spoiler do livro que ganhei de natal! :-)
  • mcmoraes  26/12/2010 21:12
    Não um spoiler, mas um teaser.
  • Leandro Coelho  27/12/2010 14:46
    Lindo texto hein! Você me deu a gota de motivação que faltava para comprar esse livro!
    Muito obrigado!
  • mcdaleste  26/12/2014 01:02
    Não sei se a citação foi apropriada, pois tenho a forte impressão de que dentre esses "parasitas místicos" Ayn Rand estava incluindo Jesus Cristo.
  • daniel  25/12/2010 12:07
    Esse foi um dos textos que me fez tomar a decisão de aprofundar os estudos acerca da escola austríaca de economia. Sem dúvida um dos melhores artigos de L. Rockwell.
  • Miguel A. E. Corgosinho  25/12/2010 23:55
    Lendo essas passagens, pensamos en Chateaubriad e em Ernest Renan, ao declararem que "o Cristianismo, longe de definitivamente formulado, está em processo de formação e que só no futuro se realizará verdadeira e completamente."\r
    \r
    No dia do Juízo.\r
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    Kant insiste que "o Deus que há dentro de nós e o único em condiçõesde de revelar aquilo que se ofereça a consideração, proclamando-se a verdade revelada... O reino de Deus não é, consequentemente, um reino de sacerdotes, aos quais a erudição histórica e a habilidade de ler as escrituras conferem o monopólio de união com o divino, mas é um mundo aberto a todos quanto, pela sinceridade dos seus corações, descobriram possuir relação imediata e intima com a verdade." - pela palavra de Deus.\r
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    Jesus vive.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  26/12/2010 14:51
    Prezado Leandro\r
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    Inicialmente devo esclarecer que o site continua nos fornecendo textos refinados e claros sobre o tema essencial: a filosofia da liberdade.\r
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    O cristianismo continua sendo um conjunto de valores firmes e seguros na defesa da liberdade individual e da felicidade das pessoas.\r
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    Jesus Cristo não era um socialista como dizem os partidários da grotesca Teologia da Libertação, mas sim um entusiasta da liberdade.\r
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    A tradição judaica-cristã é um obstaculo cultural para a estatismo, que não poderá ser vencido nem hoje nem nunca, vez que esta incrustado nas pessoas de bem.\r
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    Veja que nos últimos dias o sempre autoritário governo russo começou a devolver para a igreja ordotoxa russa os bens que foram roubados pelos comunistas durante a existência da União Soviética, numa demonstração que até o mais autoritário estado se curva para uma religião.\r
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    Enquanto aguardamos a posse da nova presidenta que é uma ferrenha estatista, desejo a todos os leitores e equipe do site um feliz ano novo e sorte para todos nós, vez que vamos precisar.\r
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    Abraços\r
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  • Miguel A. E. Corgosinho  27/12/2010 09:30
    Desculpe-me mas, a presidenta Dilma, "que é uma ferrenha estatista", vai ter obstáculo com a tradição judaica-cristã?
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  27/12/2010 17:45
    Prezado Miguel Corgosinho\r
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    A presidenta Dilma, o PT e as esquerdas de um modo geral, odeiam a tradição judaica-cristã, vez que os marxistas não aceitam a existência das religiões.\r
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    Em Cuba, Coreia do Norte e China (países que são referência para a Dilma e o PT) é proibida a manifestação religiosa e a crença em Deus.\r
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    O terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, de indole totalitária, gerado na Casa Civil quando a eleita era titular da pasta, combate o cristianismo pretendo retirar os simbolos religiosos dos locais públicos.\r
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    Os cristãos que levantaram a defesa da vida e foram contra o aborto na campanha eleitoral foram PERSEGUIDOS pelo TSE que negou a estes o direito de defender suas opiniões religiosas.\r
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    Não sei se esqueci alguma fato.\r
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    Abraços\r
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  • Anselmo Heidrich  25/12/2011 12:16
    Alguma coisa não fecha neste texto: e aquele famoso episódio em que Jesus ataca os mercadores do templo, não era por que em sua visão, os mercadores profanavam o templo? E se o governo sempre está contra o indivíduo, por que diabos TRÊS REIS magos foram celebrar o nascimento do messias e presenteá-lo?

    "(...) não há nada de imoral em relação à riqueza; riqueza é para ser valorizada, gerida privadamente, presenteada e comercializada." Concordo, mas não é isso que uma vida de limitações, auto-impostas inclusive, sempre procurou demonstrar. Olha... Querer criticar governos é bem vindo, estados também, mas sem criar mitos, pois de mitos já temos o suficiente na religião, na política, na economia etc.
  • Leandro  26/12/2011 02:17
    Não há nada de errado (muito menos de aberto) nessa história, prezado Anselmo. Apenas o bom e velho respeito à propriedade privada. Templo é local de adoração e não de comércio. Eu sou um sujeito totalmente pró-comércio, mas isso não significa que irei permitir camelôs dentro da minha sala.

    Quanto aos reis magos, creio ter sido ironia sua. Tenho certeza de que você sabe que, conforme o Evangelho de São Mateus, esses "reis" eram meros magos vindos do Oriente, que trouxeram como dom ouro, incenso e mirra. E 'magos' significam feiticeiros, pessoas de religiões pagãs. Não há qualquer evidência de que se tratavam de reis no sentido comum da palavra.

    Recomendo este vídeo:

    www.youtube.com/watch?v=9BUlstSoW7o
  • Anselmo Heidrich  26/12/2011 07:31
    Não foi ironia, Leandro, apenas ignorância de minha parte, mas que ainda (a) não sei porque seriam chamados de "reis" se não há sentido algum nisto e (b) como sacerdotes, feiticeiros etc. havia algum título concedido e, com ele, status de poder ou seriam meros visitantes sem significado algum.

    Quanto ao templo, moralmente podemos concordar, mas não legalmente, exceto se houvesse alguma legislação específica, mas que de qualquer modo havendo ou não, não se justifica a violência da reação contra os comerciantes.

  • atorres1985  25/12/2014 15:42
    Mais uma coisa digna de nota:

    O templo de Jerusalém era compartimentado em várias salas, cada uma com o seu devido fim: umas para guardar as ofertas e doações, outras que serviam como "camarim" para os sacerdotes do templo, outras para os utensílios etc.

    E tinha a área dedicada aos estrangeiros - mais exatamente, aos crentes em YHWH que não tinham linhagem judaica e peregrinavam até lá. Com o passar do tempo, esta área tinha sido negligenciada pelos sacerdotes e pelos judeus em geral, e acabou e tornando a área dos mercadores. Por isso, Jesus os expulsou dali, pelo sacrilégio cometido ao local. Jesus então não criticou apenas os "salteadores", mas o próprio povo negligente.
  • anônimo  24/12/2012 11:09
    Alguém quer comentar?

    O cara diz que o liberalismo é anti católico...lamentável
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  24/12/2012 14:05
    Saudações, prezado anônimo, faz tempo que não escuto tanta bobagem de interpretação e história.O bom católico sabe que o homem foi colocado no Éden colaborador na Criação, cultivando-o,guardando e participando do aperfeiçoamento da criação visível, conforme Catecismo da Igreja Católica.
    O espírito empreendedor é uma virtude que o ser humano pode e deve desenvolver, pois foi colocado no coração do homem por DEUS.
    Conforme o beato João Paulo II em sua encíclica Sollicitudo rei socialis:

    [i]O homem tem necessidade, sem dúvida, dos bens criados e dos produtos da indústria, continuamente enriquecida pelo progresso científico e tecnológico. E a disponibilidade sempre nova dos bens materiais, na medida em que vem ao encontro das necessidades, abre novos horizontes. O perigo do abuso do consumo e o aparecimento das necessidades artificiais não devem, de modo algum, impedir a estima e a utilização dos novos bens e dos novos recursos postos à nossa disposição; devemos mesmo ver nisso um dom de Deus e uma resposta à vocação do homem, que se realiza plenamente em Cristo./i]
    Ora, o que é condenado é o uso desordenado dos meios para se obter dinheiro, riquezas etc. Quando o dinheiro se torna um fim em si mesmo, deixando de ser apenas o meio, ele se torna deus, ocupa o lugar de Deus. Aí reside a reprovação. É por isso que a Doutrina Social da Igreja e as várias encíclicas sociais publicadas ao longo do tempo sempre priorizaram o homem. Condenando os regimes socialistas, comunistas e o modelo marxista porque são irreformáveis, vez que materialistas. Já o liberalismo e o capitalismo, embora contenham erros, abusos e excessos podem ser reformados de maneira cristã.Nós sabemos que o mercado irá corrigir erros,abusos e excessos, não é?
    O homem é responsável pela transformação desse mundo num lugar melhor, mas sem se esquecer de que o lugar perfeito, aquele preparado por Deus para cada um dos seus filhos não é aqui, mas sim, a Pátria Celeste.
    Vou tentar uma troca de "e-mails" com o sítio na finalidade de medir o abismo interpretativo do palestrante.

    Abraços






  • anônimo  25/12/2014 22:42


    Quero ver é responderem esse aqui.
  • Philipe  14/03/2014 17:08
    Muito bom esse texto. Quando foi escrito eu nem imaginava a existência de Mises, por isso só li hoje.

    Só uma observação, se não me engano, não há relato na bíblia sobre a quantidade exata dos 'reis magos'.

    No mais , parabéns ao autor e tradutor.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/08/2014 23:03

    Os três reis magos não eram reis e não eram necessariamente três (o texto menciona três presentes, não três indivíduos).

    Além disso, eles não visitaram Jesus no dia de seu nascimento, mas cerca de dois anos depois.

    * * *
  • Ricardo  21/08/2014 23:19
    E o artigo não fala isso (que visitaram Jesus no dia de seu nascimento).
  • Emerson Luis, um Psicologo  29/12/2014 17:09

    "Quando os Três Reis Magos... souberam dos planos de Herodes para matar o recém-nascido..."

    Eu não disse que o artigo afirmou isso, embora seja um subentendido errado que muitos têm e aproveitei para corrigir. Nós, liberais, somos generosos.

    * * *
  • roberto  25/12/2014 14:06
    Salvo engano o imperador romano no ano zero era Augusto e não Tibério que foi seu sucessor no ano 14 .
  • André  26/12/2014 00:03
    Otimo texto.Parabéns ao autor.
  • Leandro90  26/12/2014 01:53
    Boa noite!! Parabéns pelo site e estou aprendendo muito aqui. Vi que se defende uma liberdade total no mercado, tou certo? Entretanto vi o filme inside Job q criticou muito a falta de regulamentação do mercado? A impressão q eu tenho é que o livre mercado é muito importante, mas a natureza humana tende ao individualismo. Seria que melhorar a natureza humana para o livre mercado? Se Deus presenteou cada ser com uma habilidade diferente ou sem habilidade alguma, como resolver isso numa disputa de livre concorrência? Abs
  • Leandro  26/12/2014 10:56
    Inside Job é uma tentativa de explicar de maneira ideológica aquilo que a ciência econômica explica de maneira lógica e racional.

    Ver aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696
  • leandro90  26/12/2014 15:43
    Obrigado pelo artigo. Bom escutar vários lados. Realmente, poder gastar sem ônus futuro pelas más decisões e ainda ganhar com isso torna a vida muito fácil. Ter sempre ajuda do governo, EUA que não é comunista, caso vc quebre fica molezinha demais. Por isso que vemos nossos gestores públicos tomando decisões com base em anseios pessoais, pois não sofrerão nada no bolso. Governo tá ae pra socorrer. Gerar dinheiro por dívida e não por produção é temeroso e irresponsável. Mas como todos ganham, vamos ter que esperar da ruim para outra alternativa apareça! Poder seduz! Obrigado novamente!
  • Ceticista  26/12/2014 15:40
    " Mais uma outra lição: nunca confie em um político ou num sabujo de um político. Eles sempre mentem em benefício próprio."

    Isso só promove o afastamento dos bons e a predominância dos maus na política!Se só tivermos esquerdistas querendo se eleger o que acontece?Um esquerdista é eleito.
  • Realista  26/12/2014 15:50
    Ceticista, sua conclusão não advém da premissa.

    Se nunca devemos confiar num político ou num sabujo de um político, isso não significa que pessoas boas não devem se envolver na política. Muito pelo contrário: desconfiar de políticos é uma atitude salutar que leva à expurgação dos políticos podres e à ascensão dos bons.
  • Italiano  27/12/2014 03:30
    Nada é mais satisfatório que ver o retorno do seu trabalho. O resultado de seu empenho é mesmo gratificante. Porem, não sei se apenas eu, mas o resultado do trabalho feito para verdadeiros exploradores, como é hoje a mão de obra escrava do Brasil, é frustrante em todos os sentidos e razões possíveis. Pois é sabido que no Brasil o patrão ganha até 320 vezes mais do que o seu funcionário.

    É sempre melhor ter um espírito empreendedor.
  • LG  18/03/2015 12:05
    Só esclarecendo:

    A palavra grega para designar os reis-magos é "magi". Este era um termo genérico aplicado a todos os filósofos, sacerdotes e místicos que vinham do Leste. Os "reis-magos" possivelmente eram caldeus, famosos por seu enorme conhecimento em astrologia (daí de reconhecerem a estrela como sinal do Messias e serem capazes de seguí-la). Outra tradução para "magi" é "sábios". Os caldeus tinham outras classes de sábios: os sacerdotes e os sábios propriamente ditos. Talvez, por falta de um termo melhor, o evangelista colocou todos os taumaturgos caldeus em um mesmo balaio de gato, chamandoos de "magos".

    O título rei também se aplica no caso de eles serem "archi-magi" ou chefe dos magos, astrólogos de posição superior em relação a seus companheiros. Esse termo pode ser visto em Jeremias 39: 3 e 13. Essa teoria é corroborada por alguns estudiosos que atribuem sua teoria em função dos caros presentes que eles trouxeram ao menino Jesus.

    Fonte: Sou estudioso da história da mágica e estou juntando material para escrever um livro sobre o assunto: aguaeazeite.wordpress.com

    -

    Sobre o texto: sempre vi o cristianismo mais como um sistema libertário do que "social" (aspas). O fardo deve ser leve e jugo suave. Esse site foi um execlente achado. Além de me fortalecer em termos de economia e política, mes fortaleceu a questão da fé.

    Parabéns!


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