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O estado é um esquema Ponzi compulsório - e eventuais ajustes fiscais não resolverão isso

Um esquema Ponzi ou piramidal é uma operação fraudulenta, que seduz e atrai aplicadores mediante a promessa de pagar-lhes retornos muito altos, retornos esses obtidos com o dinheiro pago por novos aplicadores que sucessivamente aceitam entrar no esquema, sem qualquer base em lucros verdadeiros das aplicações.

Evidentemente, esse tipo de fraude oferece ganhos de curto prazo altos para iludir e atrair novos investidores, mas quem se apropria das elevadas remunerações são sempre os primeiros a entrarem no esquema, tal como em uma pirâmide: o primeiro deles — o seu criador — ganha mais do que todos os demais, depois os segundos, os terceiros, e assim sucessivamente.

É lógico que, para continuar a pagar retornos elevados, é necessário que o fluxo de pessoas que entram no esquema e o fluxo de dinheiro sejam crescentes. Obviamente, por não existirem retornos reais, já que o dinheiro é meramente repassado dos últimos entrantes para os primeiros, o sistema acaba mais cedo ou mais tarde ruindo e, dado que os membros mais antigos são pagos pelos novos membros, estes últimos, então, assumem o prejuízo.

Em outras palavras, como se pode ler nesta interessante matéria, no topo da pirâmide estão o criador ou os criadores do esquema, que atraem novos "investidores" com a promessa de dinheiro fácil e rendimentos elevados (inclusive oferecem comissões elevadas para recrutar novos "investidores"). Os "investidores" interessados em participar entregam o dinheiro aos que estão no topo e estes pagam o retorno prometido, usando o dinheiro captado pelas entradas e o dinheiro de outros "investidores" que entram depois. 

Este tipo de esquemas de investimento é fraudulento, punível por lei e só continuará a funcionar enquanto o número de novos "investidores" for suficiente para sustentar os "investidores" antigos na pirâmide.

Esse tipo de fraude financeira surgiu nos Estados Unidos em 1919, quando Carlo Ponzi, um emigrante italiano, convenceu várias pessoas a investirem dinheiro na sua ideia, com a promessa de um retorno exagerado (50% em prazo curtíssimo), pago mensalmente e utilizando dinheiro de novos membros que entravam. Tratava-se da venda de notas promissórias que, em sete meses, já exigia um número de novos investidores da ordem de 20.000, praticamente impossível de manter-se em crescimento, o que levou as autoridades a investigarem.

Logicamente, o sistema começou a ruir por falta de novas adesões em número suficiente para mantê-lo. Logo depois, veio o colapso e Ponzi foi condenado a cinco anos de cadeia. Anos mais tarde, tentou um novo esquema semelhante na Flórida e foi novamente condenado. Em seguida, foi deportado para a Itália, de onde emigrou novamente, desta vez para o Brasil (o homem achava que era mesmo esperto), onde terminou seus dias, no ano de 1949, em um hospital para indigentes na cidade do Rio de Janeiro. 

Um dos casos recentes mais conhecidos desse esquema foi o de Bernard Madoff, ex-chairman da Nasdaq, descoberto em 2008, que enganou bancos, empresas especializadas em aplicações financeiras e muitos milionários. Esta famosa fraude teria alcançado os 65 bilhões de dólares, o maior golpe financeiro conduzido por somente um indivíduo. Em 2009, Madoff foi condenado a 130 anos de prisão por um tribunal de Nova York.

No Brasil, os três casos mais famosos foram: Fazendas Reunidas Boi Gordo (1998), Avestruz Master (2004) e TelexFree (2013).

Pois bem.  O leitor já parou por uns instantes para perceber que o estado é um caso explícito de esquema Ponzi, com o agravante de ser compulsório?  Os que estão no poder, ou seja, no alto da pirâmide, vivem à custa dos que se situam nas camadas inferiores, em proporções crescentes, ou seja, quanto mais inferior a posição na pirâmide, maior o sacrifício exigido e também maiores as perdas.

Somos forçados a enriquecer o estado — que utiliza argumentos semelhantes aos de Ponzi, Madoff e outros picaretas, argumentos esses disfarçados de "serviços públicos" — de quatro formas distintas, que nos levam inexoravelmente a perder no longo prazo: para sustentar a realeza piramidal e os que lhe estão próximos, nós — os súditos — temos de "financiá-los" com impostos, dívida interna, dívida externa e emissões de moeda e expansões de crédito sem lastro em poupança.

Tal como no esquema Ponzi, durante algum tempo a coisa se sustenta, e até mesmo as camadas inferiores eventualmente obtêm ganhos, mas, como o sistema exige a entrada permanente de recursos a taxas crescentes, mais cedo ou mais tarde o esquema desmorona como um castelo de cartas. Basta um breve exame da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, ou a leitura de O Caminho da Servidão, de Hayek, ou da maioria das obras dos economistas austríacos, ou mesmo do famoso The Calculus of Consent, de Buchanan e Tullock, para entender por que um belo dia (belo?) o sistema desmorona.

Para manter-se no alto da pirâmide de Ponzi, tornam-se necessários mais e mais impostos, mais e mais dívidas do estado e mais e mais moeda. O estado, no longo prazo, se torna contabilmente falido, a carga tributária torna-se insuportável e o desemprego surge como consequência da inflação plantada no passado.

A diferença é que Carlo Ponzi, um estelionatário, nunca obrigou ninguém a ser vítima de sua excessiva esperteza, enquanto o estado é um estelionatário "legalizado" que, além de nunca ser condenado, ainda é idolatrado por milhões de analfabetos em economia.

O mundo de hoje, depois do crescimento exponencial do estado que vem se verificando desde os anos 1930, é um claro exemplo, com raríssimas exceções, de um esquema Ponzi estourado. O longo prazo chegou e muitos teimam em não perceber a verdade de que a fraude do estado-babá chegou ao fim. Que o digam — e apenas para citarmos alguns casos — a Grécia, Portugal, Itália e Europa em geral, Japão, Estados Unidos, China, Brasil e toda a América Latina.

Obviamente, os que estão no alto da pirâmide tentam fazer de tudo para lá manter-se, como, por exemplo, o governo grego. Pois vejam que a Grécia está na bancarrota (confira a impressionante lista de suas inacreditáveis políticas) e mesmo assim seu primeiro-ministro socialista Alexis Tsipras "criticou os credores do país por insistirem naquilo que descreve como reformas absurdas que só têm servido para impedir o progresso das negociações para um acordo que evite que o país entre na bancarrota".

O povo, por sua vez, que nada entende de economia, geralmente, em qualquer país do mundo — e sempre levantando a bandeira rota do "progressismo", sem o saber e achando que está defendendo os seus "direitos" —, sempre se manifesta contra as reformas do estado, essenciais para desmontarem o esquema Ponzi de que são as próprias vítimas, inocentes úteis — e patriotas inúteis.

No Brasil de 2015, assiste-se a uma hilariante — para não dizer revoltante — discussão sobre a chamada "reforma fiscal", com muitas vozes desmioladas (no dizer do Professor José Manuel Moreira) jurando de pés juntos que a aludida reforma não é necessária. Claro, estão no alto da pirâmide e não querem perder seus ganhos, sejam materiais ou políticos. Mas não perceberam que o esquema Ponzi estatal já ruiu há muito tempo e que nada, absolutamente nada, em termos de populismo, será capaz de salvá-lo.   

Ajustes fiscais não resolvem; é necessário mudar o regime fiscal

É consensual — salvo entre economistas de esquerda, que acreditam que gastos públicos possuem o pretenso poder mágico de melhorar as vidas das pessoas — a necessidade de um forte ajustamento nas contas do estado, para corrigir os descalabros praticados pela equipe econômica do governo desde 2010 (a rigor, desde 2008).

Não gosto da expressão "ajuste fiscal" porque ela dá a impressão de que bastam alguns esforços de curto prazo — tarefa para cerca de um ano — nas áreas da despesa e da receita (especialmente na última) para que as coisas sejam recolocadas em ordem. Prefiro a expressão mudança de regime fiscal, pois esta indica a real profundidade do problema e, assim, aponta para o caminho correto a ser tomado.

Para esclarecer melhor, assinalo que uma alteração de regime é um conjunto de medidas de longo alcance, que não se restringem ao curto prazo, mas representam mudanças estruturais nas contas ditas "públicas".

No intuito de explicar minha preferência semântica, vou dar um exemplo simples, o de uma família que durante muitos anos, mês após mês, gasta mais do que seus membros ganham. (Em uma situação desse tipo, podemos dizer que o regime de gastos e receitas dessa família é deficitário).

Suponhamos, por exemplo, que a renda mensal dessa família seja de R$ 5.000,00 e os gastos de R$ 6.000,00, o que gera um déficit anual de R$ 12.000,00. Admitamos, agora, que, ao longo dos meses de janeiro a abril, os gastos caiam para R$ 5.000,00 (ou que a receita mensal aumente temporariamente nesse período para R$ 6.000,00), ou seja, que a referida família faça um "ajuste fiscal" e assim equilibre seu orçamento mensal.

Assim, o déficit anual cai em R$ 4.000,00, passando de R$ 12.000,00 para R$ 8.000,00.

Mas é imperioso não nos esquecermos de que o problema continua, ou seja, de que a família continua endividada, com todos os problemas que tal situação acarreta.

Já uma mudança no regime exigiria que em todos os meses — e não apenas de janeiro a abril — os gastos não ultrapassassem a renda familiar, até que a dívida desaparecesse integralmente.

Passemos agora da semântica para a economia, enfatizando dois pontos.

O primeiro é que o estado brasileiro precisa urgentemente de realizar uma drástica alteração em seu regime fiscal. Quando um indivíduo que vive permanentemente endividado decide mudar sua situação, ele tem as seguintes possibilidades, que não são mutuamente excludentes: cortar seus gastos (mesmo que tenha que tomar empréstimos para renegociar em bases melhores sua dívida com o cheque especial, o cartão de crédito etc.) e aumentar sua renda.  O mesmo acontece com uma empresa.

Com o estado, porém, é diferente, pois, além dessas alternativas, ele pode — como sempre faz — valer-se da dita dívida pública, do aumento de impostos e da emissão de moeda para cobrir suas necessidades de financiamento.

Nossa economia precisa, como condição necessária — embora não suficiente — de uma forte e vigorosa — e posso até afirmar categoricamente: radical — mudança no regime fiscal, porém conduzida nos seguintes termos: reforma tributária para valer, com eliminação de nosso manicômio tributário, extinção da maioria dos tributos e expressiva redução de alíquotas; e cortes profundíssimos nos gastos do setor público, especialmente nos destinados ao custeio.

É evidente que tais condições pressupõem reformas pesadas no estado, como a administrativa, a previdenciária, uma desregulamentação severa, privatizações abrangentes e conduzidas sem espalhafato e sem leilões, mas com a simples venda em bolsa de ações das empresas estatais ao setor privado, e outras reformas que apontem no mesmo sentido e que sejam respaldadas na convicção — infelizmente, inexistente entre nós — de que o estado não é nosso patrão e muito menos nosso pai, mas sim nosso criado e que, quanto menor seu tamanho, maior será o dos indivíduos e empresas.

Medidas nessa linha ainda se encaixam no plano dos sonhos e quimeras, mas somente elas podem mudar de fato o regime fiscal, com a garantia de que no longo prazo, primeiro, o estado será o menor possível, e segundo, que o equilíbrio de suas contas estará garantido.

(Um lembrete aos libertários radicais: não estou cá a defender filosoficamente nenhum "estado mínimo", pois também tenho a convicção de que o ideal seria seu encolhimento e sua sujeição à competição; o que estou a tentar argumentar é que, entre um estado gigantesco, um estado mínimo e um estado nulo, dado que o último é — pelo menos nos dias que correm — inviável, temos que ficar com o segundo, que é infinitamente superior ao primeiro em termos de proporcionar o bem estar individual.)

O segundo ponto que me propus a esclarecer decorre do primeiro. Por mais que se tente fazer o propalado "ajuste fiscal" e considerando com otimismo (e ingenuidade) que tal êxito seja logrado, mesmo que conduzindo o ajuste em aumento de receitas (e não em cortes de despesas), os problemas de nossa economia, com muita sorte, poderão apenas ser reduzidos, e mesmo assim de modo muito efêmero, pois suas causas — das quais a principal são o tamanho gigantesco do estado, a centralização que manda às favas o federalismo e o princípio da subsidiariedade, a intromissão do governo na vida das pessoas e o desincentivo ao trabalho e à atividade empreendedora — permanecerão, na melhor das hipóteses, intocadas e, serão, na mais realista, agravadas.

Ou seja, o "ajuste fiscal" — que não irá acontecer nem mesmo em 2017 — simplesmente não vai resolver os graves problemas de nossa economia. Tudo leva a crer que esse ajuste será calcado em aumentos de tributos.  Sendo assim, a natureza do ajuste que está em curso nos induz a denominá-lo de "ajuste tributário" e não de "ajuste fiscal", pois o último deveria incluir severos cortes de despesas.

Portanto, parece bem realista supor que, se as contas públicas fores equilibradas em, digamos, dois anos, é praticamente certo que os gastos voltarão a crescer por motivos políticos (e, neste governo, ideológicos) e os problemas econômicos ressurgirão mais à frente, lançando fora todo o sacrifício que já está e continuará a ser exigido da população durante o período do ajuste.

"Ajustes fiscais" possuem natureza keynesiana porque trazem embutida a falsa ideia de que as chamadas políticas de "sintonia fina" devem ser seguidas à risca, o que contraria a teoria austríaca e — mais do que isso — agride a realidade. A história dos ciclos econômicos está aí mesmo para comprovar minha afirmativa, bem como a leitura de qualquer manual de Macroeconomia, para demonstrar a crença no argumento da necessidade do fine tuning.

Sublata causatollitur effectus, diziam com sabedoria nossos bisavós romanos. "Ajustes fiscais" não atacam as causas do gravíssimo problema do estado brasileiro, inflado, ineficiente, explorador, corrupto, insaciável, perdulário, estroina, rufião, de índole ditatorial e, acima de tudo, Ponzi. Restringem-se tais "ajustes" a remediar temporariamente efeitos, mantendo as causas dos problemas intocadas. Logo, não são capazes de proporcionar qualquer solução, são apenas paliativos. Amargos, sim, mas sempre meros paliativos, simples protelatórios, reles postergatórios, grosseiros procrastinatórios.

Mudar o regime fiscal é condição necessária para a verdadeira solução. Exige, sem dúvida, sacrifícios temporários, mas que resolvem definitivamente e são sentidos de uma só vez; já os ajustes, embora exigindo também sacrifícios da população, apenas empurram para adiante os problemas, que vão se agravando cada vez mais, além de exigirem periodicamente mais apertos.

Penso ser obrigação de todo liberal/libertário enfatizar, dentre tantos outros pleitos, que nosso regime fiscal tem de ser drasticamente alterado. Sei que no momento isto é impossível, mas minha convicção é a de que todos os liberais/libertários devem se unir e bater nesta tecla, especialmente entre os jovens e mesmo sabendo que não podemos contar com o apoio da chamada "grande mídia", que está quase que completamente contaminada pelos vícios da idolatria ao estado.

Os padrões da teoria econômica e política que vêm sendo ensinados nas universidades e papagueados sem qualquer reflexão pela mídia precisam mudar com urgência. O fracasso da mainstream economics é, a esta altura, claramente patente. É tempo de se estudar nas universidades e é nosso dever procurar popularizar em linguagem acessível os ensinamentos da Escola Austríaca e da Escola da Escolha Pública.


3 votos

autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • PESCADOR  03/06/2015 14:25
    Atualmente, o maior ralo de dinheiro parece ser a previdência social, este sim um esquema Ponzi clássico. Mais cedo ou mais tarde, a Previdência vai ser destruída.
  • Fernando Amoedo   13/04/2016 15:19
    A previdência oficial funciona no mesmo esquema. Os ativos sustentam os inativos. O déficit é coberto com aportes do governo.
  • Dede  13/04/2016 20:39
    A previdência já está destruída, não será mais cedo ou mais tarde. O calote na previdência é dado aos poucos.
    Quanta gente se aposenta recebendo 3 ou 4 SM e depois de alguns anos está recebendo apenas 2 SM.
  • anônimo  03/06/2015 14:54
    O problema é a democracia.
    Democracia e capitalismo não combinam a longo prazo, pois a primeira irá dominar o segundo.
  • Jaldomir  20/06/2016 02:14
    Desculpe amigo, isso que você escreveu não faz absolutamente nenhum sentido. A base social que permite o funcionamento do capitalismo é a democracia, sem um estado democrático de direito não existe livre mercado, e sem livre mercado não existe capitalismo.
  • Martins  20/06/2016 04:14
    Muito pelo contrário, prezado Jaldomir.

    Democracia é totalmente incompatível com livre mercado. Os países capitalistas que adotam democracia e são ricos, o são apesar da democracia, e não por causa dela.

    A democracia é um arranjo totalmente incompatível com a propriedade privada. A democracia é um arranjo em que a sua propriedade é decidida pelo voto da maioria. Se 50,01% disserem que você deve ser tributado mais e ter uma maior fatia da sua renda (propriedade) confiscada de você, não há nada que você possa fazer contra o voto da maioria.

    Se a maioria decidir que você deve financiar à força uma obra pública (dar dinheiro para empreiteiras), não há nada que você possa fazer.

    Eis os artigos a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1287

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1571

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1345

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2358

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=790

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=373
  • Jaldomir  20/06/2016 04:41
    Bem, pelo que ME consta (opinião pessoal com base em conhecimentos adquiridos ao longo dos anos) a democracia é a base política do livre mercado. O antônimo da democracia é o autoritarismo, onde as decisões são arbitradas por um grupo extremamente seleto de indivíduos, muitas vezes um só (ditador) para fazer exatamente o que você citou: aumentar os impostos sobre você, e decidir sobre o que será feito com sua propriedade.
    A democracia é a base política constitucional dos dois maiores países capitalistas: EUA e Inglaterra. É um simples caso de experiência direta: eu não conheço país capitalista não-democrata que tenha sucesso. De fato, sequer consigo lhe fornecer exemplos de países capitalistas não-democratas, pois sempre que vemos países não-democratas, o sistema de Estado tem total tendência ao socialismo, com governos autoritários, e sempre que se fala em país capitalista, o sistema de governo existente é democrada.
  • O MESMO de SEMPRE  25/07/2016 15:20
    Jaldomir, o CHILE de PINOCHET prosperou e nele havia mais liberdade do que há nas democracias, todas, POLITICAMENTE CORRETAS e ditatoriais:

    Maioria eleita IMPÕE sua VONTADE aos PAGADORES de IMPOSTOS.

    Você erra ao se ater a APARÊNCIAS maquiadas sobre democracia, sem se ater a ESSÊNCIA:

    Na democracia inexiste qualquer apelo ético ou moral intransponível. Aliás, qualquer cerceamento à competição entre candidatos É ANTIDEMOCRATICO.

    Na democracia, por definição implícita, o que vale é a VONTADE da PRETENSA MAIORIA. Isso é um BLEFE!

    Primeiro que não se trata de maioria popular em CADA questão, mas da MAIORIA ELEITA que representa uma minoria.
    Segundo que os candidatos serão sempre previamente eleitos por ativistas partidários e É a PROPAGANDA que define o candidato e não idéias racionais.
    terceiro ponto é que numa DITADURA pode HAVER MAIS LIBERDADE DO QUE EM QUALQUER DEMOCRACIA já existente.
    Quarto é que democracia SE ATÉM EXCLUSIVAMENTE À ELEIÇÕES e nada diz sobre LIBERDADE. Segundo a prática regula a PROPAGANDA dos candidatos segundo o estabelecido pelos ANTERIORMENTE ELEITOS e isso é CONTRADITÓRIO.

    A democracia democratica não deveria exigir partidos ou qq arbitrariedade para conter candidaturas. Igualmente não poderia impor DITATORIALEMENTE QUALQUER IMPEDIMENTO À IDÉIAS.

    Ou seja a tal democracia É UM EMBUSTE para EMPULHAR e ILUDIR escravos que imaginam que são livre por elegerem seus senhores dentre os candidatos previamente escolhidos sob as regras previamente IMPOSTAS.


    O CHILE de PINOCHET PROSPEROU brilhantemente!
  • Alexandre  25/07/2016 00:11
    Boa noite;

    Acredito que esteja comento um equívoco na definição de democracia, pois exemplificou a "ditadura da maioria" que é diferente da democracia.

    Abraços
  • Garcia  25/07/2016 15:00
    Equívoco nenhum. Essa é a definição exata de democracia.

    Seja bem-vindo e deixe as escamas caírem de seus olhos:

    O que é a democracia

    Ou, se preferir, leia os links gentilmente postados pelo leitor Martins logo acima, e sinta-se livre para refutá-los.

    Abraços.
  • Jaldomir da Silva Filho  25/07/2016 15:10
    Garcia, eu estou um tanto confuso neste caso. E para que eu possa entender melhor o que você propõe, preciso primeiro que você fale (escreva) qual é sua proposta. Espero que não seja uma proposta autoritarista.
  • Garcia  25/07/2016 15:18
    Explicado detalhadamente nos artigos linkados, os quais existem justamente para serem lidos pelos não-preguiçosos. Mas se você está imaginando encontrar a solução para o mundo explicada em detalhes numa mera "seção de comentários" de um artigo, irá se decepcionar.

    Os artigos existem justamente para isso: expandir assuntos que não podem ser abordados em uma mera seção de comentários.

    Mas vou lhe dar um aperitivo: há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Recomendo este livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.
  • Jaldomir da Silva Filho  25/07/2016 15:27
    Garcia, eu já havia lido os artigos que você mostrou. A irritação não leva a nada, só fica irritado quem não tem respostas à pergunta.

    Estes sistemas de governo que você citou são todos governos autoritaristas, onde uma minoria, supostamente "mais inteligente", decide sobre a vida de todos. O problema é: quem decide quais são as pessoas mais inteligentes para decidir sobre a vida dos outros?

    Eu sou parte de diversas organizações de pessoas supostamente mais inteligentes, dentre elas a Mensa International e a GLESP, que é associada à GLUI. Nem por isso eu me considero apto a tomar decisões unilaterais que interfeririam na vida de toda uma nação.
  • Ricardo  25/07/2016 15:41
    "Estes sistemas de governo que você citou são todos governos autoritaristas, onde uma minoria, supostamente "mais inteligente", decide sobre a vida de todos. O problema é: quem decide quais são as pessoas mais inteligentes para decidir sobre a vida dos outros?"

    Oi? Secessão em nível local, com adesão plenamente voluntária, seria uma forma de "governo autoritário", com uma "minoria decidindo sobre a vida de todos"? Interessante...

    Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro

    Desculpe-me a sinceridade, mas se você faz "parte de diversas organizações de pessoas supostamente mais inteligentes", então os critérios de entrada não são dos mais exigentes.
  • Hudson  03/06/2015 14:58
    "Um lembrete aos libertários radicais: não estou cá a defender filosoficamente nenhum "estado mínimo", pois também tenho a convicção de que o ideal seria seu encolhimento e sua sujeição à competição; o que estou a tentar argumentar é que, entre um estado gigantesco, um estado mínimo e um estado nulo, dado que o último é — pelo menos nos dias que correm — inviável, temos que ficar com o segundo, que é infinitamente superior ao primeiro em termos de proporcionar o bem estar individual"

    Prevejo libertários chamando o Professor Ubiratan de esquerdista. E a mim também.
  • cmr  13/04/2016 16:58
    Imagine uma escala, que vai de -1000 a 1000.
    -1000 é a esquerda radical e 1000 é a direita radical.

    Como alguém que está na posição 1000 vê outro que está na posição 999 ?. À esquerda não é mesmo ?.

    Isso explica também porque o PT chama o PSDB de direita.
  • Pobre Paulista  13/04/2016 20:06
    Cuidado que o mesmo argumento vale pros 2 lados ;-)
  • Renato Arcon Gaio  03/06/2015 15:42
    Genial essa analogia,

    somente os tolos acreditam que o estado fornece benefícios através de impostos, eles querem é arrecadar cada dia mais para manter esse esquema sanguessuga.

    Parabéns Ubiratan por este artigo reflexivo.
  • Pobre Paulista  03/06/2015 17:11
    Todos os artigos dele são ótimos. Acho que já li todos.
  • Gregory Mitt  03/06/2015 18:06
    Precisamos fazer pressão no governo para que um João "Sem Terra" assine uma Carta Magna libertando os brasileiros dessa classe aristocrática reinante desde a época das capitanias hereditárias.
  • Robson Coelho  03/06/2015 18:09
    O estado é em sua essência tudo o que ele mais condena e proíbe. Um anacrônico e contraditório arranjo que tem como resultado da sua expansão a falência dos meios de produção e o endividamento dos indivíduos.
  • Dom Comerciante  03/06/2015 18:11
    Estou pensando seriamente que o modelo Anarcocapitalista/AnarcoLibertatio/Anarquista de Mercado, está correto em defender que os poderes do Estado devem concorrer com o livre mercado diretamente pela preferência do consumidor(e ex-pagador de impostos compulsórios). Não quero dizer que esse sistema pode realmente funcionar como dizem os seus defensores, mas eu realmente não encontro hoje grandes motivos para defender uma sociedade sem nenhuma alternativa ao Estado democrático liberal. Mas continuo defendendo o Estado minimo laissez-faire como único caminho para se alcançar uma sociedade sem Estado algum dia.
  • Andre Bernardes  03/06/2015 18:49
    Muito bom artigo.
  • J. Rodrigues  04/06/2015 01:21
    Os que são sustentados não podem ter mais poder do que os que sustentam a não ser num sistema de escravidão.
  • Andre Cavalcante  04/06/2015 01:59

    Caberia aqui uma proposta de reforma tributária, reforma trabalhista, reforma monetária, reforma administrativa (reforma do estado). Algo assim:

    1. Três níveis de governo: três impostos
    1.1. Municipal: IPT - Imposto sobre Propriedade Territorial (somente) - 1% (max) do valor de venda do imóvel/terreno
    1.2. Estadual: ICMS - Imposto sobre Mercadorias e Serviços (somente) - 10% (max) sobre o valor do bem ou do serviço
    1.3. Federal: II - Imposto sobre importações - 30% (max) sobre bens importados (qualquer), tarifa flat.

    (Aqui significa que não mexemos em quase nada dos estados e municípios, mas fundamentalmente na esfera federal)

    2. A prefeitura arrecada todos os impostos e repassa para as respectivas esferas. Nada das empresas recolherem para Brasília e daí redistribuir para

    3. Liberdade para os estados e prefeituras definirem a alíquota (oficialização da "guerra fiscal")

    4. Nova moeda (Real-dólar RD$) - é o real ancorado no dólar uma taxa definida segundo as reservas e a base monetárias atuais. Transformação do BACEN em um Curency Board com a única função de trocar RD$ por dólares. Aumento da base monetária em 2% ao ano com dinheiro indo diretamente para a previdência.

    5. Divisão das contas da previdência: uma para aposentadorias (a previdência propriamente falando) e a outra a segurança social (essa necessariamente deficitária, seria bancada pelos impostos federais e por um eventual superavit da previdência)

    6. 100% das contas bancárias para saque lastreada 100% em RD$. Contas poupança e demais aplicações a prazo voltam a ter a característica de prazo: poupança: 30 dias, outras aplicações, conforme o caso.

    7. Na folha de pagamento, somente desconto pra previdência (para aposentadoria - o trabalhador deve fazer um contrato que permita o governo fazer esta retirada no banco de recebimento do salário), vale transporte (pelo empregador) e FGTS - o qual vai para um conta poupança normal (com rendimentos iguais a da poupança) e retirada em caso de financiamentos (pode servir como hoje para compra da casa própria, mas pode servir como colateral para outros tipos de financiamentos). Os sindicatos ficam livres para negociar com os patrões o pagamento do 13º todos os meses, em alguns meses do ano ou no final do ano.

    8.Liberação de importação de qualquer produto (pra não mexer demais) exceto drogas e armas.

    9. Liberação de produção e exportação de qualquer produto (pra não mexer demais) exceto drogas e armas.

    10. Venda em bolsa de todas as estatais (incluindo a Petrobrás).

    11. Fim de novos empréstimos do BNDES - ele só vai existir pra receber os valores devidos pelas empresas que já pegaram empréstimos.

    12. Privatização da caixa e do BB.

    13. Privatização das agências reguladoras, que passam a ter funções normativas (definição dos padrões), assim como a ABNT.

    14. Redução drástica da quantidade de ministérios. Fim da "política industrial".

    15. Leis severas contra a corrupção.

    16. E, principalmente, calote em toda a dívida pública.


    Se precisar mesmo (até se completar as reformas) pode-se recorrer ao IR (imposto sobre a renda), pagos anualmente (nunca em folha) e com uma tarifa flat, tipo 15%. Para financiar diretamente a educação, transformar o P&D da lei de informática em algo genérico e fazer as empresas investirem diretamente nas escolas públicas e fundações educacionais sem fim lucrativos 5% do valor devido do IR.

  • Gervasio  13/04/2016 15:10
    30% de II, que provavelmente vai ter a incidencia dos 10 do ICMS em cima disso? Tem certeza que voce se diz libertario?
  • Rafael Ribeiro  13/04/2016 15:12
    Ué, seu modelo prevê mais arrecadação ao Federal que ao Municipal. Não deveríamos descentralizar?

    Concordo com a libertação de importação e exportação de qualquer produto, excetuando-se drogas, pois seria mais que utópico sonhar que todos os países do mundo adotariam tal prática.

    Mas por que não de armas? Nossas fábricas são deficientes (visite os sites da IMBEL). Nós beneficiaríamos com a concorrência internacional, como faz muitos países.
  • Felipe R  04/06/2015 02:17
    Já falaram, mas não custa repetir: previdência social, social security e afins sào os esquemas Ponzi mais claros. E por serem os mais óbvios, devem ser os primeiros a serem atacados, de forma a começar o processo de devolução da renda que pertence legitimamente ao trabalhador.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  04/06/2015 10:46
    O problema do estado brasileiro é que ele é gigante e ineficiente. Para mim, basta que ele se ocupe das funções de Saúde, Segurança, Previdência Social, Direitos Trabalhistas e Justiça("gratuitos", é claro). Diminuir os impostos também. Um único imposto e baixo para todos.
  • Felipe R  04/06/2015 14:42
    E como o Estado vai fazer tudo isso que você propõe, Amarílio, com baixos impostos? Não acha que há uma inconsistência nesse pensamento?
  • comico  04/06/2015 15:07
    'basta'
  • Marcos  04/06/2015 22:20
    Grande texto. É o tipo de coisa que deveria estar sendo publicada em todos os jornais de grande circulação. infelizmente, está longe de ser a realidade.

    Qualquer modificação no regime fiscal deveria atacar com mais intensidade os impostos federais, como forma de refazer o equilíbrio federativo, que já foi perdido faz tempo. Provavelmente a parte mais sensível é o corte de gastos, pois mexe com interesses e "direitos". Deve haver um time muito bem preparado em termos de estratégia política, senão certamente o governo é derrubado sem conseguir realizar a tarefa.
  • Adelson Paulo  04/06/2015 22:49
    A maior manifestação do esquema Ponzi patrocinado pelo Estado são suas gigantescas dívidas públicas. Os Estados modernos (e não só o Brasil) têm gerado imensas dívidas públicas, que serão pagas penosamente pelas futuras gerações, ou não serão pagas, em calotes gigantescos que podem desestruturar o sistema financeiro mundial.
    As dívidas públicas per capita são simplesmente absurdas: cada brasileiro já nasce devendo mais de R$ 11 mil, a juros que atualmente estão acima de 13% ao ano.
  • Vander  05/06/2015 01:31
    Ao ler a frase:

    "Anos mais tarde, tentou um novo esquema semelhante na Flórida e foi novamente condenado. Em seguida, foi deportado para a Itália, de onde emigrou novamente, desta vez para o Brasil"

    não pude conter um certo sarcasmo em saber que, se ele tivesse nascido mais recentemente e emigrado para cá por agora, teria grandes oportunidades de ter tido sucesso.

    Mas não concordo que o Estado é um esquema Ponzi, pois neste você tem a escolha de cair fora. Já com o Estado...

    Aliás, já falando em Estado, ouvi de fontes duvidosas que a rainha do Brasil anda tramando com seu bobo da corte em reeditar um velho imposto, disfarçado de contribuição, que por muito tempo assolou nossas transações bancárias. Um certo imposto que era originalmente destinado à 'saúde', mas que todos nós sabíamos ser a 'saúde dos políticos'.
  • Felipe  08/06/2015 17:45
    Eu SEMPRE leio qualquer coisa que escreve o Prof. Ubiratan e o Leandro Roque.

  • Emerson Luis  09/06/2015 19:45

    Se o senhor Levy acredita que a solução é aumentar os impostos,

    por que ele não os eleva para 100% de vez?

    * * *
  • Enrico  10/06/2015 01:24
    Simplificação tributária:

    1) Some todos os ganhos anuais em salários, vendas, aluguéis, ganhos de capital e demais:
    2) Envie o valor da linha 1 para a Receita.
    3) Tenha um bom dia.
  • Ana  02/07/2015 20:25
    Completando o texto: "A herança de Dilma Rousseff: OS 4 GRAVES ERROS DE LULA" (que posto abaixo) eu acrescentaria um QUINTO grave erro de Lula que também foi gravíssimo e nos empurrou ainda mais rápido para o buraco:
    ERRO 5- INCHOU A MÁQUINA PUBLICA "como nunca antes na história do Brasil":
    - criou milhares de "cargos de confiança"para apadrinhados (com ótima remuneração e sem concurso público);
    - aumentou o número de ministérios, embaixadas e consulados em países sem importância na política nacional, para acomodar aliados;
    - emprestou a fundo perdido bilhões de dólares do BNDES a países que considerava aliados (de mesma ideologia política);
    - perdoou dívidas de outros países sem autorização do Congresso Nacional que representa a população que era dona do dinheiro;
    - investiu em obras irrelevantes e super faturadas para garantir visibilidade externa em eventos que se revelaram péssimos investimentos como a Copa do Mundo e Olimpíadas, e ainda expôs a má administração e a corrupção interna brasileira;
    - aumentou enormemente os gastos do governo com mordomias e Cartões Corporativos sem controle algum e sem transparência, que para se sustentarem inventou-se os "gastos secretos de segurança nacional";


    A herança de Dilma Rousseff: OS 4 GRAVES ERROS DE LULA

    QUATRO ERROS MAIS GRAVES COMETIDOS por Lula enquanto presidente que resultaram na grave crise que enfrentamos hoje:

    ERRO 1- ESTRATÉGIA POLÍTICA:
    Lula sempre achou que um tapinha nas costas, uma conversa ao pé do ouvido resolviam conflitos. Ele odiava mediar conflitos, tentava evitá-los e agradar a todos;
    Por esta razão muitos parlamentares passaram de SIMPLES INTERESSEIROS a CHANTAGISTAS que colocavam o governo contra a parede.
    Daí surgiu a brilhante idéia: pagar um Mensalão para comprar a fidelidade dos ALIADOS!!!
    A partir daí tudo piorou.
    A cúpula petista foi desmascarada e presa, não sobrou ninguém para substituir Lula, que "inventou" Dilma.

    Os políticos que foram mimados por Lula, perceberam que tinham espaço e passaram a fazer muito mais pressão por cargos, muito dinheiro para suas emendas e o governo foi loteado e dividido entre os mais influentes.
    E assim a corrupção foi generalizada em todos os órgãos, empresas e instituições: nada se fazia sem "um por fora" cujo valor foi crescendo até quase destruir empresas gigantes como a Petrobras e Eletrobrás, além de destruir a percepção de ética no Brasil.
    E a população que nunca primou pelo excesso de honestidade, passou a se pautar pelos exemplos que viam todos os dias;

    ERRO 2- POLÍTICA ECONÔMICA:
    Lula que nunca entendeu nada de economia, bolou um "grande plano de crescimento" para o Brasil.
    Dizia ele: "Companheiros, é muito fácil agradar pobre...".
    Pensou que liberando crédito fácil para o povo e diminuindo impostos (IPI,CIDE,) este povo iria torrar tudo em compras e fazer girar a roda da economia.
    Os empresários ficariam felizes vendendo como água e o povo se encheria de tudo que quisessem comprar, até carros e imóveis.
    Esqueceu um detalhe: sem incentivo e com alta carga tributária, salários em alta, o conhecido CUSTO BRASIL, as empresas não puderam investir no aumento da produção.
    Os produtos ficaram escassos e caros devido à alta demanda e o povo foi se endividando;
    O tal crescimento não era sustentável e foi pago com o suor dos mais pobres que pagam dívidas com um dos juros mais altos do mundo;

    E para provar que não tinha capacidade para gerir uma economia complexa como a brasileira, Lula e o PT não souberam aproveitar o bom momento com o aumento dos preços internacionais de commodities, uma grande vantagem que teve seu governo para aumentar o superávit e melhorar as contas internas.

    As commodities se valorizaram devido à demanda do planeta China por produtos agrícolas e minérios e não à "competência" administrativa de Lula.

    O Brasil perdeu tempo precioso porque não investiu na produção nacional, pelo contrário passou importar muito mais destruindo a concorrência dos produtos nacionais.
    A farra continuou enquanto o mundo se manteve comprando commodities e mandando dólares para o Brasil. O que não ocorre mais devido a inúmeras crises que se espalham pelo mundo desde climáticas, sociais, econômicas, políticas, até religiosas.

    ERRO 3- POLÍTICA EXTERIOR
    A "estratégia brilhante" de Lula foi desprezar os grandes mercados que sempre compraram do Brasil, Europa e EUA principalmente, e passou a tentar vender para países da África, Oriente Médio, China e Rússia.
    Ele achava que os chineses eram "parceiros" do Brasil e compravam mais.
    A tática funcionou por um tempo enquanto a China crescia mais que o resto do mundo e comprava do Brasil principalmente minérios entre outras commodities.

    Um grave erro.
    Além de nos fazer voltar ao tempo em que vendíamos apenas produtos primários a preços depreciados e importávamos manufaturados de maior valor agregado, voltamos a ser o celeiro do mundo, como há décadas atrás, e ficamos muito dependentes do crescimento da China que, quando desacelerou, diminuiu suas importações do Brasil fazendo despencar o valor dos produtos.

    Além do que, a China NUNCA foi parceira de ninguém porque só olha os próprios interesses e está destruindo as indústrias de todos os países com seus produtos baratos e mão de obra semi-escrava.

    ERRO 4- MULTIPLICOU INJUSTIÇAS
    Sacrifica alguns para beneficiar outros, sem exigir retribuição.
    Os programas de "transferência" de renda já tem seu equívoco no nome.
    Ao invés de INCENTIVAR A CRIAÇÃO DE RENDA ele faz uma simples TRANSFERÊNCIA DA RENDA de uns COITADOS que, por alguns centavos, ficam na LINHA DE EXCLUSÃO dos programas, dando tudo para outros que passam a ganhar tudo de graça.
    Alguns ganham tudo e outros pagam por tudo. Paga inclusive para seu vizinho de semelhante nível social que ganha de graça com a tal "transferência" de renda.

    O programa conhecido como "Luz para Tolos" tem altíssimos custos espalhando pelo Brasil postes caros ao lado de taperas e barracos e terminou deixando a todos na TOTAL DEPENDÊNCIA DO FORNECIMENTO ESTATAL de energia.

    Em oposição a este absurdo, países pobres da África e Ásia tem programas muito mais eficientes de energia solar de graça, e muitos recebem remuneração por devolverem à rede a energia que captaram e não precisaram usar.

    O programa Minha Casa Minha Vida é outra excrescência. Também a começar pelo nome ofensivo, como se uma simples casa fosse a vida de uma pessoa.
    Empreiteiras corrompidas por políticos desonestos superfaturam obras e entregam subprodutos. E muitos daqueles que são obrigados a pagar a roubalheira, não conseguem ter suas casas.

    O PROUNI privatizou o ensino superior.
    O governo paga donos de escolas, cuja qualidade de ensino é péssima, para que eles aceitem estudantes que não podem, ou dizem, que não podem pagar.
    Enquanto que uma família que ganhe 1 real acima da faixa de corte terá que pagar por tudo, desde matrículas, mensalidades, refeições, transportes, etc.

    O estrago causado por estas fraudes e falta de noção de realidade do governo vai muito além e custará muito em tempo, dinheiro e sacrifícios para as imprescindíveis correções.

    E como se todo este retrocesso não fosse o bastante, ainda temos que suportar URNAS ELETRÔNICAS BRASILEIRAS que, sem ter como comprovar o voto, são a maior fraude já vista e tolerada por qualquer democracia no mundo.
  • Diego  13/04/2016 14:56
    Vejam essa pérola da mídia mortadela diferenciando direita x esquerda.

    www.diariodocentrodomundo.com.br/redes-sociais-mostram-que-brasileiros-nao-sabem-o-que-e-ser-de-direita-e-esquerda-por-patrycia-monteiro/

    "Chamar o PT de comunista revela desconhecimento sobre o real significado do termo. Faz parte do jogo político rasteiro de desqualificar o adversário e amedrontar os incautos. Essa retórica foi usada no Estado Novo, na ditadura militar e está sendo usada novamente agora. De comunista o PT não tem absolutamente nada. A experiência do partido no governo mostrou seu apego pela economia de mercado e pela conciliação dos interesses das classes sociais", afirma o sociólogo Wagner Iglecias, professor da Universidade de São Paulo (USP), explicando que o comunismo é um sistema político e econômico que faz parte da utopia de esquerda, sendo uma etapa posterior ao Socialismo, no qual os meios de produção seriam coletivizados, existindo somente uma classe social (a classe trabalhadora) e o Estado deixaria de ser necessário.

    Para Iglecias, as principais características do pensamento de esquerda são a defesa da igualdade social e a crítica radical e profunda ao sistema capitalista. "As esquerdas, em geral, baseiam sua visão de mundo e sua atuação política tendo como princípio a igualdade entre os indivíduos. Esse é um objetivo impossível de ser atingido, em seus variados aspectos, em um regime capitalista, onde a mola mestra é a distribuição desigual e progressivamente concentrada dos frutos do trabalho humano. Não garantida a igualdade, para as esquerdas a própria concepção de liberdade fica seriamente ameaçada. Segundo esta perspectiva, não é possível ser livre num sistema onde não se garante sequer as mínimas condições de igualdade", afirma.


    Roseli Coelho explica que o nazismo foi um movimento político da ultradireita alemã que propunha o nacionalismo exacerbado, a perseguição aos judeus e outros grupos sociais, fazendo uso generalizado da violência contra seus opositores. Ou seja, um regime totalitário. "Na forma como usamos atualmente, nazismo e fascismo são sinônimos para definir propostas ou formas de atuação baseadas nas práticas adotadas por aqueles regimes. Particularmente, as práticas da propaganda nazifascista, que era baseada sobretudo na mentira repetida milhões de vezes e na demonização do inimigo", reflete.

    Ricci reforça que o nazismo e fascismo foram lógicas totalitárias de direita, de perseguição de todas as forças de esquerda, incluindo homossexuais e migrantes. "São práticas mobilizadoras que cerceiam a divergência política. Pregam a intolerância e geram forte sobreposição da noção de nação, Estado e governo. Quase sempre a orientação geral de comportamento vem de uma liderança carismática, que desenvolve um forte discurso emocional e moralista e de perseguição aos que consideram inimigos da pureza e da moral nacional.
  • Diogo w.  13/04/2016 17:07
    Esse site que vc indicou é totalmente integrado por comunistas.
  • Emerson Luis  14/04/2016 13:10

    É sempre assim: quando surgem os inevitáveis maus resultados das políticas de esquerda, os militantes passam a acusar o governo em questão de não ser realmente de esquerda e depois dizem que ele é e sempre foi de direita; Fulano traiu o socialismo, Beltrano deturpou Marx, Sicrano é isso ou aquilo,... MAS a próxima experiência socialista com certeza vai dar certo!

    * * *
  • Rafael Ribeiro  13/04/2016 15:16
    Por que o texto tem data de hoje e os comentários têm data de 2015?
  • Emerson Luis  14/04/2016 13:13

    Alguns artigos são republicados conforme a pertinência.

    * * *
  • Renato  13/04/2016 16:01
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Kleber  13/04/2016 16:09
    Nazismo de ultradireita? Típico de gente que não sabe nem o básico. O nazismo era o PT da Alemanha!
  • JP  13/04/2016 17:01
    Por gentileza, os colegas sabem se aqui no sítio do Mises tem um tópico ou artigos sobre a Teoria da Escola da Escolha Pública a qual o autor cita na última linha?

    Obrigado.
  • Korn  13/04/2016 18:14
    Hoje abri o site carta capital, às vezes o acesso pra ver as merdas que eles escrevem por lá, e vi uma foto do Mises na homepage. Abri o texto e li ao cabo o seguinte trecho que vou postar só pra descontrair:

    "Por aqui, a moda Mises está começando a pegar. O libera-geral das terceirizações é só o prólogo do filme de terror que aguarda os trabalhadores brasileiros. No afã de se cacifar perante o mercado para o cargo de presidente, o ainda vice Michel Temer já acena com uma pesada reforma trabalhista. Nessa toada, os brasileiros da base da pirâmide social já podem preparar a camiseta: "Mais Mises, menos direitos"."


    kkk
  • Pobre Paulista  13/04/2016 20:04
    Nossa, alguém lá já ouviu falar em Mises? Que avanço.

    Parece que o próximo passo será eles entenderem Mises... mas aí já acho que é pedir demais!
  • Clovis Lagarto  14/04/2016 19:29
    se eles não conseguem entender ou interpretar o Marx (sempre aquela historia de: Deturparam Marx) quanto mais Mises...
  • Atento  13/04/2016 20:10
    Nããããão, não acredito, cara, sério isso???????


    os caras são DOENTES MENTAIS
  • Isis Monteiro  22/04/2016 15:11
    A verdade é que o Brasil gasta mais do que arrecada. E gastos de baixa qualidade. Estamos mais pobres e endividados. Nos últimos anos pagamos mais de R$ 500 bi de juros. Uma fortuna.
    Se não for feita uma contenção de gastos e uma profunda reforma na previdência é fato que seremos uma país quebrado. É questão de tempo.
  • pensador barato  13/04/2016 21:46
    Cartacapital conhece Mises,muitos congressistas conhecem Mises,todo mundo conhece Jesus Cristo mas poucos o seguem,portanto esses esquerdistas de coração duro são semelhantes aos anti-cristãos e ateus que não aceitam as doutrinas cristãs,portanto conhecer não basta é preciso proclamar as boas-novas da TACE e aplicar suas teorias no dia-a-dia.

    Cartacapital nunca irá reconhecer que Mises tinha razão,os esquerdistas são uns asnos ambulantes e não reconhecem que o socialismo é um fracasso na prática e viva o IMB esse site que é uma luz na escuridão e obscurantismo estatal nos dias em que vivemos e no futuro também,enfim o socialismo é uma bela idéia no papel,mas uma merda na prática para não dizer outras coisas impublicáveis.

    Um abraço a todos e abaixo esse estado Ponzi.
  • Anderson  13/04/2016 23:32
    No artigo da Carta Capital eles falam dos "trinta gloriosos" fruto do walfare state. O que propiciou os trinta gloriosos e porque não devemos imitar?

    www.cartacapital.com.br/politica/mais-mises-menos-direitos
  • Hugo  14/04/2016 02:29
    O Brasil JÁ É um welfare state, senhor Anderson. Venezuela e Argentina mesma coisa.

    A Venezuela deve ser um paraíso se seguirmos o raciocínio assistencialista dos iluminados.

    Esses caras não possuem o mínimo conhecimento de economia. Levaram à falência dezenas de economias no século passado, nesse século e continuam livres para mentirem para os outros.
  • Isis Monteiro  22/04/2016 21:11
    Hugo, concordo com você.
    O welfare state vai quebrar o Brasil.
    Se continuarmos nesta toada é questão de tempo.
    Para vivermos gastando mais do que arrecadamos, pagamos anualmente R$ 500 Bi. Isto mesmo R$ 500 Bi por ano.
    Vamos quebrar!
  • 4lex5andro  10/02/2017 18:04
    O fundo previdenciário brasileiro é uma pirâmide.

    No início, sem teto de gastos, pareceu que funcionou, mas a matemática não tem partido nem corrente, e a conta chegou , com "juros".

    Informação:

    No primeiro link, contrário a reforma da previdência é de uma associação estatal (RF), e coincidentemente não considera o fato de que o pagamento dos benefícios do RPPS vai impactar na seguridade, por exemplo:
    fundacaoanfip.org.br/site/2016/06/a-dru-e-o-falso-deficit-da-previdencia-social/

    Nos dois links a seguir, favoráveis a reforma na pec 55, dissertam sobre o art. 195 e como é a relação entre receitas e despesas e receitas (INSS, Confins, CsLL):
    www.brasil-economia-governo.org.br/2016/12/15/por-que-fazer-reforma-da-previdencia-no-meio-de-uma-recessao/
    https://www.institutoliberal.org.br/blog/existe-deficit-na-previdencia/
  • Isis Monteiro  29/04/2016 21:54
    A situação brasileira é pré-falimentar. Se não forem revistos programas sociais, se não houver reforma na previdência social, se o salário mínimo não for desvinculado das aposentadorias, se a DRU não for flexibilizada, etc..etc..o Brasil quebrará nos próximos 24 meses.
  • Jaldomir  20/06/2016 02:31
    Dr. Ubiratan, não consigo vislumbrar o Estado como uma pirâmide. Há sim alguns setores públicos que podem ser caracterizados desta forma, o mais conhecido é o sistema previdenciário, que, de fato, só está falido por conta da ingerência de décadas de políticas usurpadoras, mas o Estado em si, e seu sistema de arrecadação por "contribuição compulsória", me parece mais como um sistema ineficiente de prestação de serviços, levando-se em conta a realidade brasileira, é claro.

    Me parece claro que o nosso problema não é um sistema de investimento em pirâmide, o nosso problema está diretamente relacionado ao vazamento de recursos por corrupção e emparelhamento estatal, pois existem muitos países cujo sistema financeiro estatal é eficiente, e já funciona por décadas e por mais de 5 gerações, o que comprova que não é pirâmide. No Brasil, o esquema de governo por meio de favorecimento a deputados e senadores, que negociam aprovações e reprovações de leis e regimentos, é um sistema corrupto, mesmo que não envolva diretamente a circulação de moeda. Parece que todos toam esta forma de governo como normal, mas não é, a aprovação e reprovação de leis e regimentos precisa ser feita com base em conhecimento técnico, não em negociatas para aprovações e reprovações. O propagandeado "governo de coalisão" não passa de corrupção ativa legalizada, e isso deveria ser combatido veementemente.

    Independentemente de termos sistemas de governo de direita ou de esquerda, deveríamos ter o GOVERNO PARA TODOS, onde o trabalhador não é usurpado em seu trabalho por meio de impostos sobre trabalho, onde empresas precisam ter seu cunho social e, principalmente, onde o fomento ao conhecimento por meio do desenvolvimento científico e artístico seja o foco principal. A riqueza e o crescimento precisa vir do trabalho e da produção, não do governo, que deveria existir só para organizar e regular isso tudo. Mas o governo não quer só organizar e regular, quer ser sócio de tudo e de todos, e isso sim é o principal problema, pois é um sócio que não investe, só tira.


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