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Dia da liberdade de impostos - 7ª edição

O Brasil é um dos países em que mais se cobram impostos no mundo. Neste ano de 2015, os brasileiros terão de trabalhar 153 dias apenas para pagar os tributos cobrados pelo governo.  

Para lembrar a data e chamar a atenção da opinião pública para a questão, será realizado pela sexta vez em São Paulo o Dia da Liberdade de Impostos, em que a população poderá adquirir gasolina sem o preço dos tributos.  

O objetivo é conscientizar a população quanto à abusiva carga tributária do país. Muitos consumidores nem mesmo sabem, mas pagam cerca de 40% de imposto em cada produto comprado.  Para a gasolina, os tributos chegam a 53%. Trabalhamos praticamente cinco meses do ano apenas para bancar o governo.  Somos súditos, não cidadãos!

Em nome da "justiça social", Brasília e as demais esferas de governo arrecadam quase metade do que é produzido de riqueza no país.  Em troca, produzem muitas leis estúpidas e um mar de corrupção.  A renda per capita da capital é a maior do país, superando inclusive a da Suécia.  Como agravante, somos chamados pelo eufemismo de "contribuinte", como se estivéssemos fazendo uma doação voluntária (com o perdão do pleonasmo) para bancar a farra dos parasitas consumidores dos nossos impostos.  Esse ato imoral de nos tirar quase a metade do que ganhamos sob a mira de uma arma tem de, no mínimo, ficar mais transparente.

Os péssimos serviços prestados tornam a situação ainda mais calamitosa.  Mas é importante destacar que esse não é o cerne da questão, ao contrário do que muitos pensam.  Mesmo que o senhor de engenho ofereça alguns confortos razoáveis para seus escravos, isto não altera a natureza imoral da escravidão.  E quando somos forçados a transferir a metade do que ganhamos para governantes, isso não pode ter outro nome senão escravidão, ainda que velada.  Infelizmente, muitos não se dão conta disso, e nem sequer sabem o quanto entregam para o governo.  Eis o porquê de a iniciativa do "dia da liberdade de impostos" merecer todo apoio possível.  Chega de imposto!

Nesta data simbólica, a venda de gasolina será subsidiada. Pelo sétimo ano consecutivo, São Paulo realizará o Dia da Liberdade de Impostos, com o intuito de conscientizar a população sobre os impostos que é obrigada a pagar sem tomar conhecimento.

Para isso, o Instituto Ludwig von Mises e o Movimento Endireita Brasil organizaram a venda de 5 mil litros de gasolina comum isentos do preço dos tributos.  

Nesta terça-feira, dia 2 de junho, a partir das 09:00h, o litro de gasolina, que normalmente é vendido a R$ 3,099, será comercializado por R$ 1,457. A gasolina sairá pela metade do preço cobrado normalmente, que é quanto a gasolina custaria caso não incidissem sobre ela tributos como a CIDE, PIS, Cofins e ICMS.

O evento ocorrerá no Centro Automotivo Portal das Perdizes (bandeira Ipiranga), que fica na Avenida Sumaré, esquina com a rua Dr. Franco da Rocha, em São Paulo.  As vendas serão limitadas a 30 litros de gasolina por veículo

O preço da gasolina vendida no Dia da Liberdade de Impostos (R$ 1,457) foi calculado com base no valor dos impostos que somam 53,02% (de acordo com o IBPT — Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).  O preço real da gasolina para o consumidor é de R$ 3,099.  

A diferença de valor será paga pelas instituições responsáveis pelo evento.

No evento de 2014, foram vendidos 5 mil litros de gasolina para 229 veículos, sendo 188 carros e 41 motos

Após encerrada a cota de 5.000 litros, a ação terminará. Será aceito somente pagamento em dinheiro.

Veja o vídeo da edição de 2011, com depoimentos dos cidadãos e várias outras informações:

O Dia da Liberdade de Impostos foi realizado pela primeira vez em 2003, em Porto Alegre.  Desde então, diversas cidades no Rio Grande do Sul aderiram ao movimento. Em 2009, pela primeira vez o evento foi realizado simultaneamente em quatro capitais. Diversos outros países também realizam o evento, que é chamado de "Free Tax Day".

Ao longo do dia, à medida que as informações forem sendo confirmadas, atualizaremos aqui as outras cidades participantes do evento.

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Serviço:

Dia da Liberdade de Impostos

Data e horário: 02/06, a partir das 9hs, por ordem de chegada (até acabarem os 5 mil litros comprados)

Local: Posto Ipiranga, Av. Sumaré nº 1000, esquina com a R. Franco da Rocha, São Paulo

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada veículo poderá colocar no máximo 30 litros.

 

Informações:

- Geanluca Lorenzon – Diretor do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Tel: (11) 99110-7887 / Email: gean@mises.org.br

 ou

- Ricardo Salles - Movimento Endireita Brasil

Tel: (11) 99493-4834 / Email:  ricardodeaquinosalles@gmail.com

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autor

Equipe IMB

  • Rodrigo Pereira Herrmann  01/06/2015 20:53
    Concomitantemente à discussão sobre a redução do peso do estado na economia (coisa urgente e inapelável), acho que deveríamos repensar a política tributária. Tributamos excessivamente o consumo, e relativamente pouco a renda e a propriedade. Há um evidente desequilíbrio aí penalizando os mais pobres (sim, estou ciente da falácia implícita no discurso ricos x pobres, mas isso não invalida o argumento).

    Isso fica claro quando comparamos a repartição da carga tributária brasileira com a situação de inúmeros países, desenvolvidos ou em desenvolvimento.

    Menos impostos sobre o consumo de bens e serviços representa um estímulo à produção (já que as pessoas tendem, naturalmente, a consumir sempre mais). também se traduz em poupança, já que se pode consumir por menos. sufocar o consumo é impedir o crescimento do país e alijar os mais pobres (e todos) das facilidades e confortos materiais que a modernidade nos permite.

    O estado tem de encolher. O leão precisa ser menos voraz. E o resto da lição de casa precisa ser feito (desburocratização, desregulamentação, abertura econômica, responsabilidade fiscal, contenção do crédito inflacionário, estabilidade cambial, redução da taxa de juros, etc).
    Mas também é imprescindível reduzirmos impostos sobre bens e serviços (e ampliar o acesso ao consumo destes, principalmente pelos mais pobres), ainda que para isso precisemos aumentar a alíquota máxima de I.R. (criando outra faixa, se for o caso) e o imposto incidente sobre transmissão causa mortis, por exemplo.
  • Junior jr.   01/06/2015 22:38
    Você começa o comentário dizendo que o estado tem que reduzir sua presença na economia e termina propondo um aumento do IR e imposto sobre herança.

    Não sei se isso foi um descuido seu mas me pareceu incoerente e desonesto da sua parte.

    Sobre a polêmica entre imposto de renda ou consumo recomendo os seguintes artigos:


    A tirania do imposto sobre a renda - e por que um imposto sobre o consumo é tão ruim quanto
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1586

    Nenhum imposto é neutro; qualquer imposto sempre afetará os mais pobres
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1156

    Imposto de renda vs. imposto sobre o consumo - uma abordagem liberal clássica
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=667
  • Tannhauser  01/06/2015 23:12
    Não gosto muito da iniciativa. Está mais para o Dia do Socialismo: gasolina subsidiada, preço tabelado, imposição de cotas e filas imensas.

    Acho que o Dia sem impostos deveria ser comemorado de outra forma.

    Por favor, não encarem como uma crítica negativa.
  • Dr. House  01/06/2015 23:19
    "gasolina subsidiada"

    "Subsidiada" pela própria iniciativa voluntária de entes privados. Coerção zero. Confisco zero do dinheiro alheio. Aprenda os conceitos.

    "preço tabelado"

    Tabelado?! O preço da gasolina vendida sem impostos na bomba é tão "tabelado" quanto o preço do tomate na quitanda da esquina. Aprenda os conceitos básicos.

    "imposição de cotas"

    As "cotas" existem porque o dinheiro dos entes privados que estão voluntariamente bancando o evento não é infinito. Há um volume limitado de gasolina comprada e a intenção é fazer com que o maior número possível de pessoas se beneficiem do evento.

    E, para aqueles que não quiserem a promoção, a bomba de gasolina imediatamente ao lado estará vendendo gasolina normalmente, ao preço real, como você quer.

    "e filas imensas".

    Vá para o posto ao lado e compre gasolina com impostos. Não haverá filas.

    "Acho que o Dia sem impostos deveria ser comemorado de outra forma."

    Beleza. Faça a sua iniciativa, banque tudo com dinheiro próprio e convide a população. E proíba filas.

    "Por favor, não encarem como uma crítica negativa."

    Imagina... você veio aqui fazer calúnias, desfilar uma ignorância boçal sobre questões básicas de economia e distorcer tudo; mas, no final, você é apenas uma alma boníssima que quer apenas ajudar dizendo que está tudo errado. Mas não tira a bunda da cama para fazer aquilo que acha que é certo.
  • Sérgio  01/06/2015 23:20
    Apesar do nome, esse Tannhauser é o típico brasileiro bundão. Reclama, geme, aponta dedos, critica aqueles que têm iniciativa, diz que está tudo errado, e, no final, não faz b.... nenhuma. Falou tudo sentado do sofá.
  • Recruta  04/06/2015 00:11
    Acredito que seria mais eficiente se a campanha fosse diferente.

    Ao invés de vender o produto "sem os impostos", faria como os restaurantes fazem em relação aos 10% dos garçons: anunciaria os preços sem os impostos mas na hora do pagamento cobraria a "comissão" do governo como valor a parte.

    Nos preços anunciados no restaurantes não estão inclusos os 10% do garçom. Esse valor chega as vistas do cliente apenas na conta final, na hora de pagar a conta. Nesse momento, ele vê claramente quanto custou o "serviço" do garçom para ele.

    Imagine todos os postos de gasolina da cidade com as bombas mostrando o preço sem impostos, com o total sendo calculado em cima desse preço "sem impostos" mas na conta final é destacada a parte do governo.

    Basta o posto deixar em ponto bem visível que será cobrado a "comissão" do governo a parte, tal qual os restaurantes fazem em relação aos garçons.

    Essa técnica permite uma campanha bem mais longa (o ano inteiro, por exemplo) e mais abrangente (todos os postos da cidade), além de que daria a nítida ideia do quanto se está pagando a mais no produto pelo "serviço" do governo, tal qual acontece quando se vai a um restaurante.

  • reflexão  08/06/2015 18:02
    Muito boa essa ideia.


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