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A maior invenção do homem. E a sua pior

É comum acreditarmos que uma invenção tem necessariamente de ser um objeto, que podemos tocar, segurar em nossas mãos e sentir.  Entretanto, um processo ou um sistema — uma maneira de se fazer as coisas — também podem representar uma invenção. 

Por isso, a maior das invenções do homem não foi nem o telefone, nem a eletricidade, nem o avião, nem a lâmpada e nem a internet.  A maior invenção do homem foi exatamente o sistema que possibilitou que todas essas outras invenções pudessem ser amplamente produzidas e adotadas em ampla escala, fazendo com que o padrão de vida de toda a humanidade pudesse crescer exponencialmente: o sistema de livre mercado.

O sistema de livre mercado possui quatro componentes essenciais:

1) Preços que são livremente determinados pela interação entre produtores e consumidores;

2) Lucros que ocorrem da diferença entre o preço de venda de um produto e o custo de se produzi-lo;

3) Concorrência ilimitada e irrestrita, sem quaisquer tipos de barreiras governamentais que impedem o surgimento de novos empreendimentos ou que privilegiam empreendimentos já existentes

4) Direitos de propriedade que são invioláveis e protegidos por uma lei consuetudinária.

Em toda e qualquer sociedade, bens e serviços são, por definição, escassos.  Não vivemos no Jardim do Éden, mas sim em um mundo físico cujos recursos que nele existem — à exceção do ar — são escassos.  Logo, é fisicamente impossível existir fartura para todos.  Vivendo nessa realidade de escassez, os recursos com os quais produzir e distribuir bens e serviços também são escassos.  E é aí que entra o mecanismo de preços.

Quando algo é amplamente demandado, mas está com oferta escassa, seu preço tenderá a subir.  Consequentemente, aqueles consumidores que acreditam que poderão ficar bem sem esse produto agora mais caro não irão comprar mais dele, desta forma deixando mais para aqueles que realmente valorizam muito este bem.  Simultaneamente, preços mais altos estimulam a criação de produtos substitutos que são mais baratos de serem produzidos.

Já o lucro é o mecanismo que informa aos produtores se eles estão produzindo bens e serviços de maneira eficiente e eficaz em termos de custos.  Quando os lucros estão baixos, a mensagem transmitida aos produtores é a de que eles têm de se tornar mais eficientes, ou então talvez desenvolver produtos alternativos.  No extremo, pode ser que tal mercado já esteja saturado.  Já quando os lucros estão altos, os outros produtores recebem a mensagem de que é possível ganhar muito dinheiro naquele mercado em específico, de modo que eles devem entrar naquele nicho e concorrer com os já estabelecidos produzindo e ofertando produtos iguais ou similares.  Isso tende a reduzir preços e lucros.

É importante ressaltar, entretanto, que produtores só podem concorrer na produção e oferta de um determinado bem ou serviço se eles não forem impedidos de fazê-lo.  A história nos ensina que, quando a concorrência é impedida, isso ocorre exclusivamente por causa da interferência do estado. 

[Nota do editor: os setores de aviação civil, de transportes terrestres, de transportes aquaviários, de telecomunicações, de energia elétrica, de petróleo, de saneamento básico, de TV a cabo, bancário etc. são regulados por agências reguladoras, as quais, como já comprovado na prática, existem justamente para proteger as empresas reguladas e impedir a entrada de novos concorrentes. 

Na prática, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar as empresas privadas que operam nos setores regulados, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

No artigo O mito do monopólio natural, o professor Thomas DiLorenzo fornece vários exemplos práticos da instabilidade de monopólios que porventura possam existir, embora brevemente, em um sistema de livre mercado.  Já este artigo explica que, havendo total abertura de mercado à vinda de empresas estrangeiras (algo que não ocorre no Brasil), é economicamente impossível o surgimento de qualquer tipo de monopólio ou oligopólio].

Quando a concorrência é artificialmente proibida pelo governo, os produtores já estabelecidos irão ofertar bens e serviços a uma qualidade mais baixa e a preços mais altos do que fariam caso houvesse uma genuína concorrência de livre mercado.  Como dito neste artigo:

Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros.  Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

Já os direitos de propriedade são necessários para garantir que disputas e contendas relacionadas à propriedade do capital e da produção sejam minimizadas, e também para estimular empreendedores a concorrerem entre si sabendo que eles e seus empregados irão se beneficiar dos frutos do seu trabalho.  A existência de direitos de propriedade faz com que haja "fronteiras delimitadoras da ordem" em nossa interação com outras pessoas.  É isto que nos permite acumular capital e evitar a barbárie.  É isto que nos permite poupar para o futuro tendo a garantia de que colheremos alguma recompensa, em vez de apenas vermos nossos esforços sendo esbulhados por saqueadores e assassinos.

Quando todos os quatro componentes acima podem funcionar livremente e sem interferências do estado, o sistema de livre mercado produz bens e serviços como nenhum outro já inventado pelo homem.  Com efeito, nenhum outro sistema já experimentado foi capaz de criar tamanha riqueza e bem-estar para o cidadão comum.  Por exemplo, o sistema de livre mercado foi o responsável único pela criação da classe média.

Já quando qualquer um dos quatro componentes acima é adversamente afetado ou debilitado pela interferência estatal, então o sistema de livre mercado se torna incapaz de operar de maneira efetiva.  Pense nos quatro componentes como se fossem as pernas de uma cadeira.  Se qualquer uma das pernas for danificada ou removida, a cadeira ficará completamente instável.

E quando todos os quatro componentes são impedidos de funcionar normalmente, teremos então a pior invenção do homem: o sistema socialista. 

No sistema socialista, encontramos um sistema que perverte todos os quatro componentes do sistema de livre mercado da seguinte maneira:

1) Preços não são livremente determinados pela interação entre produtores e consumidores, mas sim estipulados por lei ou por regulamentações estatais;

2) Lucros são controlados ou, no mínimo, não entram de maneira significativa nos cálculos econômicos de uma empresa;

3) A concorrência é restrita ou mesmo proibida;

4) A propriedade privada não é protegida por uma lei consuetudinária, mas sim sujeita aos caprichos de políticos e burocratas.

É possível testemunhar os tenebrosos resultados do sistema socialista em vários aspectos de nossa sociedade atual.  A saúde pública, a educação pública e a segurança pública são os mais óbvios exemplos.  Mas há também os menos perceptíveis, como os ataques do governo ao Uber, o aplicativo de caronas que desafia o cartel dos taxistas (cartel este criado, sustentado e protegido pelo estado).  O Uber está apenas tentando levar os benefícios do livre mercado para aqueles consumidores que atualmente são servidos unicamente pelos monopólios municipais de táxi.  O governo não quer permitir essa liberdade de escolha.

A marca tradicional do sistema socialista é o inevitável declínio moral e econômico de uma sociedade.  Atualmente, basta apenas olhar para a Venezuela para se testemunhar a evidência dos efeitos avançados do socialismo: o controle de preços e os contínuos ataques do governo aos direitos de propriedade e ao lucro geraram uma escassez de produtos básicos e obrigaram os venezuelanos a recorrer ao mercado negro para conseguir leite e papel higiênico, ao mesmo tempo em que a distribuição de alimentos foi colocada sob supervisão militar.

A história já comprovou que apenas o sistema de livre mercado é capaz de fornecer um padrão de vida crescente, ofertar produtos e serviços a qualidades cada vez maiores e a preços cada vez menores (em termos de horas de trabalho necessárias para se conseguir comprar uma unidade de um determinado bem ou serviço), e fazer tudo isso de acordo com os desejos dos consumidores.  O livre mercado coloca leite, carne, verduras e papel higiênico nas prateleiras dos supermercados, sem necessitar das Forças Armadas para isso. 

Já o sistema socialista fornece exatamente o oposto: maior pobreza, menor expectativa de vida, produtos e serviços de baixa qualidade (ou escassez geral deles, como atualmente vivenciado pelos venezuelanos), caos generalizado e disfunção total do tecido social.

Outro ponto a ser enfatizado é que o sistema de livre mercado tem em seus pilares a liberdade individual, em que a liberdade significa que o indivíduo pode viver, criar e transacionar sem a interferência do estado.  O livre mercado também opera tendo por base a ação descentralizada: nenhum indivíduo ou grupo de indivíduos influentes está no comando do sistema de livre mercado; são as escolhas individuais que regulam seu funcionamento.

Em contraste, o sistema socialista é cria de alguns intelectuais que acreditam na ideia de que uma economia tem de ser centralmente planejada, gerenciada e regulada.  No entanto, dado que indivíduos e empreendedores livres naturalmente rejeitam a ideia de voluntariamente seguir ordens de um comitê central formado por políticos e burocratas, o sistema socialista requer que um poderoso aparato policial e um corrupto sistema judiciário sejam utilizados para impingir as leis e regulamentações que irão intencionalmente afetar os preços, os lucros, a concorrência e os direitos de propriedade.

Consequentemente, o sistema socialista sempre ocorrerá sob um arranjo de um crescente militarismo, tensões civis e sociais, guerra de classes e muitas mortes.  Trata-se de um sistema baseado na tirania e não na liberdade.  Por isso mesmo, trata-se de um sistema abominável e que deve ser rejeitado por todo e qualquer indivíduo que valorize a liberdade.

Políticos e intelectuais modernos gostam de afirmar que o melhor arranjo econômico é aquele que mistura características do sistema de livre mercado e do sistema socialista — arranjo esse popularmente chamado de "terceira via" ou até mesmo social-democracia.  Entretanto, essa mistura garante apenas que haverá a deturpação de um ou mais daqueles quatro pilares essenciais ao sistema de livre mercado.  E tal deturpação necessariamente irá gerar uma economia menos eficiente, menos produtiva e menos humana. 

Voltando à analogia da cadeira: se uma das pernas da cadeira for propositadamente danificada ou quebrada, seria possível ter uma cadeira melhor em decorrência disso? 

Nosso padrão de vida e nossas liberdades dependem diretamente da existência de um sistema de livre mercado que funcione bem.  Políticos, burocratas e empresas monopolistas (ou oligopolistas) protegidas pelo estado interferem nesse sistema e afetam seus quatro componentes críticos.  Consequentemente, são inimigos declarados dos apreciadores da liberdade. 

Cada um de nós tem, portanto, o dever moral de rejeitar suas interferências e seus privilégios, desacreditando-os sempre que possível.  Temos o dever moral de nos juntarmos e trabalharmos contra o poder e influência deles.  Eles não são inofensivos ou inocentes.  Eles são um mal explícito e, por isso, temos de estar continuamente dispostos a confrontá-los.



autor

Roger Toutant
é engenheiro eletricista do setor privado há mais de 20 anos, atualmente vive em Ontário.


  • Felipe  26/05/2015 15:27
    Texto bom, mas duas coisas:

    1) Livre mercado não é uma invenção do homem, é um sistema que surge naturalmente. Os outros sistemas que são invenções.

    2) Erro na abordagem sobre monopólio. Monopólio pode existir tranquilamente no livre mercado, e já existe, qualquer empresa é um monopolista de seu produto.

    E quem tentar definir monopólio como uma única empresa que domina um setor estará incorrendo em uma arbitrariedade.

    A coca-cola concorre com quem? Refrigerantes sabores coca? Todos refrigerantes? Qualquer bebida não alcoólica?

    E uma linha de trem concorre com quem? Outras linhas de trem? Estradas? Empresas aéreas? Transportes fluviais? Bicicletas? transportes a Cavalos?.

    Problema não é o monopólio, e sim se a empresa tem privilégios ou não.

    O setor de telefonia tem 5 empresa e é uma porcaria, e também seria se houvessem 10 ou 20 empresas. Isso porque o problema não é a quantidade, mas a existência de privilégios a essas empresas.
  • Neto  26/05/2015 15:45
    Prezado Felipe, ambas as suas definições é que estão erradas.

    1) Livre transação de pessoas, não obstante seja uma prática que ocorre naturalmente entre indivíduos livres, não deixa de ser uma criação humana. Se eu percebo que é vantajoso transacionar livremente com você, essa atitude é uma criação minha.

    A força da gravidade ocorre naturalmente e não é uma criação de humanos. A livre transação ocorre naturalmente e é uma criação de humanos.

    2) A definição de monopólio não é essa. Monopólio é eu exercer uma atividade que é proibida artificialmente para outros empreendedores; monopólio só ocorre quando outras pessoas são proibidas de exercer a mesma atividade que eu. Monopólio só existe quando a liberdade de entrada para a concorrência é vetada pelo governo.

    Ponto.

    Uma empresa ser boa naquilo que faz e, por isso, não ter concorrente à altura não implica monopólio; implica apenas maior eficiência. A Coca-Cola não tem monopólio nenhum; apenas ninguém conseguiu copiar sua fórmula.

    Sobre as telefônicas, você está correto, mas isso nunca esteve em discussão. Se a Anatel fosse abolida, e todas as empresas telefônicas do mundo tivessem liberdade de entrada no mercado brasileiro, os serviços melhorariam e os preços cairiam, mesmo que o mercado acabasse sendo servido por apenas uma ou duas empresas (a simples possibilidade de uma empresa entrar no mercado da noite para o dia já representaria uma concorrência)
  • Felipe  26/05/2015 16:01
    1) verdade, esta correto.

    2) Eu me baseei na definição que é comum:

    "Em economia, monopólio designa uma situação particular de concorrência imperfeita, em que uma única empresa detém o mercado de um determinado produto ou serviço" (Wikipedia)

    Por esta definição, monopólio não seria um problema.

    Mas pela sua definição apresentada sim, e só pode existir por interferência estatal.
  • Henrique Zucatelli  26/05/2015 16:23
    Neto, uma ressalva apenas. A Coca tem sim monopólio por patente (a fórmula já foi copiada e é barrada no mundo inteiro). Logo, se eu quiser fazer igual eu não posso.

  • Túlio   26/05/2015 17:53
    Acho que já prescreveu essa patente, não?
  • Fernando  26/05/2015 17:54
    Dúvida, pq não sei mesmo: a patente não entra no "Direito de propriedade"?
  • Alcides  26/05/2015 18:11
    Não existe propriedade sobre ideias, pois ideias não são bens concorrenciais e escassos. Se você e eu temos a mesma ideia, ninguém fica privado dela. O fato de eu ter tido uma ideia não faz com que você não possa ter a mesma ideia.

    Patentes nada mais são do que burocratas garantindo a alguém o direito exclusivo de utilizar uma ideia. Mesmo que outra pessoa do outro lado do globo tenha tido a mesma ideia, azar o dela. O patenteador original foi mais rápido em preencher a papelada antes.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=17
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=980
  • Marcelo  26/05/2015 18:16
    não, a propriedade intelectual não entra no direito de propriedade:
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=29
  • Fernando  26/05/2015 19:06
    Entendi todos e na verdade vi que minha pergunta foi mal feita. O que quis dizer é exatamente isso, mas no sentido de que a patente (esquecendo a burocracia e esquemas envolvidos) é simplesmente uma propriedade que alguém tem/inventou/consegue fazer, e outros não.

    Digamos que o movimento de vir pela direita, puxar pra perna esquerda e dar um chute com curva no canto inverso do goleiro é uma "patente" do Messi. Se alguém conseguir copiar, parabéns. Como ninguém consegue, ele lucra com isso. Mas entendi o ponto da Coca - partindo do princípio que acreditamos que já descobriram como fazer exatamente a mesma fórmula e que de alguma forma isso foi barrado.
  • Vai publicar?  26/05/2015 21:01
    As MARCAS não são bens escassos, qualquer um deveria poder usar as marcas alheias. ...hehehe!

    Segundo o Mises, Marx estava certo, não é o trabalho que gera o direito de propriedade, mas sim o capital.

    Ou seja, um capitalista que possuindo um BEM de CAPITAL passa a ter direito de propriedade sobre esse bem apenas por ele ser escasso e não por ter sido adquirido pelo trabalho honesto. Assim, é o capital que define o direito de propriedade e não o trabalho. Logo o IMB concorda com Marx divergindo deste apenas por Marx, tal qual o IMB nega arbitrariamnente o direito de propriedade originado no trabalho intelectual, negar arbitrariamente o direito de propriedade originado no capital.

    Copisa simples assim: EU ACHO! ...se bem que grandes empresas já estabelecidas no mercado e com fartura de capital interessam-se grandemente pela afirmação do propriedade com base no capital e negação da propriedade com base no trabalho.
    Afinal as grandes NUNCA se preocupariam com PEQUENOS INVENTORES e PESQUISADORES independentes. Afinal, caso descobrissem produtos revolucionários jamais poderiam concorrer com grandes empresas que, calhordamente, lhes copiassem os resultados de seu trabalho/pesquisa e investimento SEM a NECESSIDADE de INVESTIR NADA, apenas esperando alguém trabalhar criativamente para ser ROUBADO de seu bem imaterial.

    Não por acaso o IMB defende o direito de propriedade sobre MARCAS ...afinal as grandes marcas não querem ser copiadas e aí ...TUDO MUDA, apesar de MARCAS SEREM BENS IMATERIAIS NÃO ESCASSOS.

    ...hehehe! Não são publicarão e isso me diz que são canalhas como qualquer oportunisata socialista. ...recebedor de caraminguás para serem corrompidos por interesses escusos. ...hehehe!
  • anônimo  27/05/2015 11:21
    Vai publicar, a inovação tecnológica não é feita por pequenos inventores, esse tempo já passou, ela é feita por institutos que entre outras coisas tem como objetivo a pesquisa, e em alguns casos como nas universidades pesquisa essa que é liberada de graça pro resto do mundo

    E mesmo que não fosse, o problema do pequeno empresário que pode inovar e não quer que as grandes o copiem é muito fácil: inove na parte da empresa que não solta nada pro mundo. É o que o Elon Musk faz, o Tesla e as baterias dele, é tudo open source, a parte complicada é a fabricação em larga escala, que tem vários segredos industriais que ele não conta nem precisa contar pra ter lucro e competir com as grandes.
    A mesma coisa o google, ele não tem que soltar pro mundo como o algoritmo de busca dele funciona.E é o google! Uma empresa que nasceu pequena, num mercado que já tinha seus gigantes e se tornou mais forte que todos eles.
  • Vão PUBLICAR?  27/05/2015 12:45
    Um laboratório gasta com pesquisas.
    A criação de uma tecnologia: um motor, um desenho aerodinamico e etc..
    Aliás o que vejo é safadeza, a vontade de roubar o trabalho alheio em nada diferente da idéia de Marx.

    Apenas Marx alegava que os proletarios eram explorados pelos gananciosos donos do capital.

    O Inst. Mises, em nada diferente de Marx, também diz que aqueles que trabalham intelectualmente não devem ser proprietários de bens intelectuais e que estes devem ser usufruidos igualmente por todos. Canalhice no úrtimu!

    Marx também dizia que apenas o trabalho braçal deveria legitimar a propriedade e portanto os meios de produção deveriam pertencer aos trabalhadores. Quanto aos investidores, ESTES SERIAM REEMBOLSADOS SEM JURO PELO QUE INVESTIRAM.

    Marx não propunha que os donos do capital fossem expropriadaos plenamente, mas apenas que o CAPITAL NÂO RENDESSE JURO. Ou seja, o tal capitalista não perderia seu capital empregado, mas apenas não obteria renda através do capital. Nada muito diferente de quem produzindo um capital intelectual manter o usofruto desse capital, porém os demais usufruindo igualmente deste sem dar nenhuma contrapartida.

    EXATAMENTE A MESMA COISA QUE MARX DEFENDEU. Aliás mais honestamente que o Inst. Mises, já que não ARBITRAVA INCOERENTEMENTE de forma tão DESAVERGONHADA como faz o Inst. Mises.

    O DIREITO DE PROPRIEDADE DECORRE COMO RESULTADO DO TRABALHO HONESTO, SEJA BRAÇAL OU INTELECTUAL.
    Este é o princípio que norteia a JUSTIÇA e não arbitrariedades safadas e casuistas sob a alegação de benefício através da USURPAÇÃO DOS FRUTOS DO TRABALHO ALEHIO.

    Fazer alegações casuistas e tontas não justifica coisa alguma. Ainda mais com alegações do tipo "isso não ocorre mais" ...francamente!

    Ora, pela mesma estupidezs os marxistas alegam que a "igualdade" faria o mundo melhor e que não há qualquer mal, em nome desse bem, em proibir o direito de propriedade sobre os meios de produção.

    Muitos empresários também fazem doações e praticam a filantropia, mas isso não justifica que se deva abolir o direito de propriedade sobre os meios de produção ou que se deva desrrespeitar o direito de propriedade porque ALGUNS a ELE RENUNCIAM ESPONTANEAMENTE.


    O que ocorre aqui é um amontoado de EMBUSTEIROS raivosos e ARBITRÁRIOS a soldo de interesses escusos.
  • Vão Publicar?  29/05/2015 17:54
    Anônimo,

    digamos que atualmente, como você tolamente afirma para tentar disassociar do interesse das grandes, que somente as grandes empreendam pesquisas e criatividade para criar. Aparentemente você, com essa tolice dogmatica, neutraliza o interesse das grandes pela idéia do desrespeito à propriedade privada intelectual. Porém, tudo que é falso o é em vários aspectos, tal como o que é certo também se provará em vários aspectos.
    Vejamos:

    As grandes empresas se dedicam à inovações porque possuem concorrentes que inovam e aprimoram bens e serviços visando superar concorrentes.
    Ora, se toda criação, todo trabalho intelectual de criação e de pesquisa, puder ser ROUBADO de quem o produziu ou adquiriu, NENHUMA EMPRESA, por maior que seja, necessitará de investir em aprimoramento ou criação.

    ELAS SIMPLESMENTE ESPERARÃO O CONCORRENTE INVESTIR (ter custos) para DESCOBRIR E CRIAR e LOGO O COPIAREM SEM QUALQUER DESPESA COM "CÉREBROS"(bons funcionários intelectuais) E PESQUISAS.

    Ou seja, todas se despensariam dos custos de criação, aprimoramento e atualização, ficando apenas na espreita das CRIAÇÕES ALHEIAS para PLAGIAREM e COPIAREM os resultados da capacidade, esforço e TRABALHO ALHEIO.

    Lógico que ALÉM DE SER UMA SAFADEZA O DESRESPEITO AO DIREITO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL (tal como o é quanto à propriedade material), TAL SAFADEZA É AINDA CONTRAPRODUCENTE NO DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIA E DA CRIATIVIDADE. Da mesma forma que ocorre com o desrespeito ao LEGITIMO DIREITO DE PROPRIEDADE MATERIAL. Vide a miséria dos regimes socialistas mesmo havendo regimes onde há algum respeito à propriedade material.

    O DIREITO DE PROPRIEDADE DECORRE DA LEGITIMIDADE DO TRABALHO DE INVESTIR E CRIAR BENS INTELECTUAIS E MATERIAIS. É O TRABALHO QUE ATRIBUI O LEGÍTIMO DIREITO DE PROPRIEDADE e não alegações estúpidas sobre escassez e demais tolices economicistas que se repete papagaiosamente.
  • anônimo  29/05/2015 21:04
    Vai publicar, então digamos que um inventor gênio inventa um novo motor revolucionário e o patenteia.Enquanto isso, do outro lado do mundo, algum outro inventor cria a mesma coisa, e quando vai patentear descobre que não pode, porque o troço já foi inventado.
    Então se como vc diz, e eu até concordo em parte, o direito de propriedade vem do trabalho honesto, o segundo inventor trabalhou honestamente, não copiou ninguém e não pode ficar com o fruto do seu trabalho.
    E aí como fica?
  • Vão PUBLICAR?  30/05/2015 15:52
    Uai!!! ...claro que ele não perderia seu trabalho, poderia construir braçalmente o seu motor para si mesmo e seria seu proprietario, mas não pderia comercializa-lo. ...rsrs

    Mesmo admitindo-se possível criar um motor igualzinho, ele pode construi-lo e usufruir da sua criação. Porém, não pode induistrializa-lo. Outra já o faz.

    E ai? um sujeito teve uma idéia e um grande grupo, cheio de recursos econômicos, ROUBA-LHE a idéia e passa a produzir com muito pujança e eficiencia para atender o mercado.

    O criador perde os frutos de seu trabalho porque não cosneguirá os recursos para concorrer com o safado copiador oou ladrão de sua idéia.

    ...mas ele poderá manter sua idéia ...hehehe!!! ...Ora, Marx também dizia que o capitalista deveria ser reembolsado sem receber qq tipo de juro/renda sobre o capital.

    Ou seja, o dono do capital o manteria, porém o capital não renderia adicionais por si mesmo. Assim o meio de produção seria dos trabalhadores e não do capitalista. VIU SÓ? ...hehehe!
  • anônimo  09/06/2015 11:55
    Não falei nada de grande grupo.Deixei claro que era outro inventor igualzinho a ele, que patenteou primeiro.
    Você não responde nada, só distorce tudo pra falar a mesma coisa que já tinha dito antes.

    'O criador perde os frutos de seu trabalho porque não cosneguirá os recursos para concorrer com o safado copiador'

    Não, ele perde os frutos porque outro criador patenteou primeiro.Se vc defende patentes é vc que está ferrando a vida desse cara.
  • Vão PUBLICAR?  13/06/2015 15:04
    Rapaz, você tem problemas de cognição?

    Você é contra o JUSTO direito de propriedade intelectual, mas fala asneiras que só um deformado socialista falaria.

    Ou seja, você me diz que a defesa do direito de propriedade intelectual prejudica um inventor pobre. Baseando-se que ele, o coitadinho, não vai poder copiar a idéia de uma grande empresa ...kkk
    Pô??? ...rsrs ...sem direito de propriedade os grandes grupos não precisarão investir em ideais, apenas esperarão um "coitadinho" (como gostam os socialistas marxistas) criar e depois o copiarão com muito mais recursos e meios para sufoca-lo, dada a maior eficiência nos recursos de produção.

    Você esta doutrinado pelo COITADISMO e não consegue raciocinar.
    Sai soltando asneiras AUTOCONTRADITÓRIAS sem nem mesmo perceber, tal a deformidade mental causada pelas ideologias "COITADISTAS" e SAFADAS.

    ...rsrs PQP!!! ...Acho que seu caso é clínico!!!
  • anônimo  31/05/2015 07:52
    'digamos que atualmente, como você tolamente afirma para tentar disassociar do interesse das grandes, que somente as grandes empreendam pesquisas e criatividade para criar'.
    Cara, eu não disse nada disso.
    O que eu falei foi justamente como as pequenas também podem pesquisar, ter sua 'propriedade' intelectual e lucrar com isso, sem trabalhar de graça pro vagabundo rico que vai querer copiar o troço que pra ele não custou nada.
    Preste atenção na resposta @35:01 e vê se entende agora
    https://www.youtube.com/watch?v=QNznD9hMEh0
  • Vão PUBLICAR?  13/06/2015 14:53
    Uai?!!

    Ora, quem criou primeiro deve ter o direito de propriedade intelectual. Assim, a idéia não poderá ser copiada e explorada comercialmente.
    Ou seja, quem trabalha para criar um BEM INTELECTUAL merece ter sua propriedade reconhecida.

    Essa conversa de dizer que alguém "inventou um motor igualzinho" é coisa de petista, é a hipótese fantástica. Então que prove não ter conhecimento da ideai anterior que possa ter copiado igualzinha.

    Alguém também pode ter uma ideia igualzinha para uma MARCA, por exemplo, e aí??? ...não vai poder usar a marca só porque alguém a criou antes ...kkkk

    Uma empresa, alguém trabalhou e tem recursos para comprar a empresa, MAS OUTRO FOI LÁ E COMPROU PRIMEIRO ...e aí, você vai dizer que é uma maldade com quem chegou depois????

    Aqui não se trata de ricos ou pobres coitadinhos que copiam ou inventam coincidentemente a mesma coisa. Mas sim de quem tem VASTOS RECURSOS para investir aniquilar o concorrente que criou o BEM INTELECTUAL. Aliás, nenhum banco emprestaria ao inventor sabendo que seria copiado. Ele ficaria sem recursos.

    Em nada difere o JUSTO direito de propriedade intelectual da material. Ambas decorrem como consequencia natural do trabalho.

    Aliás, caro petista, você defende o não reconhecimento do direito de propriedade intelectual e depois fala nas "pequenas que podem pesquisar e lucrar com sua propriedade intelectual" ...NÂO ENTENDE NEM O QUE ESCREVE, mas em COMPENSAÇÃO TAMBÉM NÂO ENTENDE O QUE LÊ ...rsrs
  • anônimo  14/06/2015 11:11
    'Ora, quem criou primeiro deve ter o direito de propriedade intelectual. Assim, a idéia não poderá ser copiada e explorada comercialmente. '
    Não falei de copiada, falei de outra pessoa que teve a mesma idéia sozinha. Lá vem vc, que não tem resposta, distorcer a pergunta.

    Essa conversa de dizer que alguém "inventou um motor igualzinho" é coisa de petista, é a hipótese fantástica. Então que prove não ter conhecimento da ideai anterior que possa ter copiado igualzinha.'

    Quem não entende do que está falando é vc.Não existe o negócio do 'motor igualzinho'? Existe e já aconteceu várias vezes na história.Newton e Leibnitz por ex criaram o cálculo independentemente um do outro, e aí, o trabalho intelectual do que demorou pra 'patentear' vale menos que o do que patenteou primeiro?

    'então que prove'...bullshit, nenhum dos dois tem que provar nada, cada um sabe que não copiou nada de ninguém.Que diabo de critério é esse, então minha propriedade só é minha se eu puder provar que é minha?

    'Mas sim de quem tem VASTOS RECURSOS para investir aniquilar o concorrente que criou o BEM INTELECTUAL.'
    Vc realmente tem um problema de leitura.Eu já disse que tem como o cara pequeno inovar e não ser copiado.E como exemplos citei Elon Musk, aquele matemático lá investidor, os caras do google, etc.
  • anônimo  27/05/2015 11:24
    E com marcas também não é assim, se vc usa a marca de outro empresário isso é fraude, é crime tanto quanto assinar um monte de contratos com o nome do outro cara.
  • Dollynho  26/05/2015 18:43
    Não, a Coca-Cola não tem monopólio por patente. O pessoal da empresa foi esperto e não requereu patente sobre a bebida, escolhendo simplesmente não revelar seu segredo
  • Pedro  29/05/2015 02:11
    A coca cola esta dentro de um todo que sao as marcas de regrigerantes, se a pepsi por exemplo copiasse a formula da coca cola estaria a infregir um direito basico de propriedade intelectual, ou a pepsi decide criar uma formula parecida ou uma bebida que gere mais lucro ou nao pode copiar as receitas da coca cola, simplesmente porque se assim fosse todos copiavamos tudo, o que no fundo é o que acontece quando não ha inovacao na economia e se criam grupos economicos protegidos, é que o IBM tenta explicar.
  • Cristian William  26/05/2015 15:41
    Tenho uma dúvida:

    Dado que a participação no sistema eleitoral brasileiro é obrigatória, logo, não há nada a fazer a não ser votar e/ou participar do partido ou candidato menos ruim. Existe algum partido político - ou eminência do mesmo - que se aproxime dos valores e propostas apregoados pelo Instituto Mises???

    Agradecido
  • Marcos  26/05/2015 15:47
    Talvez o Liber:

    www.libertarios.org.br/
  • David R. Ximenes  26/05/2015 16:20
    O partido Novo!
  • Pobre Paulista  26/05/2015 18:23
  • Perdido  26/05/2015 16:32
    Uma dúvida que sempre tive.
    Sabendo-se que é o estado quem cria inflação através da oferta monetária e dinheiro criado do nada.

    Dizer que a inflação aumentou por culpa da chuva e do tomate é uma falácia usada para distrair a real causa?

    E mais ainda sobre a questão do tomate. Seria isto apenas um movimento natural de oferta e demanda?

    Obrigado.
  • Gabriel L.W.  26/05/2015 17:23
    Perdido,

    Posso te adiantar que não é o estado que cria a inflação. Ele pode sim agravá-la ao extremo, como tem feito usualmente. A Inflação, assim como a deflação, como simples aumento e diminuição dos preços é uma causa natural do livre mercado, causada pelos efeitos da oferta e da demanda, e isso é bom, pois determina o real valor dos recursos escassos. Agora, sobre a questão das chuvas, pode ou pode não ser uma falácia, cabe uma análise. Hoje no Brasil a inflação desenfreada é sim um efeito criado pelo estado e suas politicas expansionistas de crédito, dentre outros.

    Abs!
  • Murray  26/05/2015 17:54
    Errado, Gabriel. Aumento generalizado de preços é obra única e exclusiva do estado, por meio do aumento da quantidade de dinheiro na economia (o estado detém o monopólio da criação de dinheiro).

    O mercado gera alterações nos preços relativos. Por exemplo, se uma seca faz com que os preços dos alimentos aumentem, então os preços de outros bens e serviços, como lazer, boates, roupas elegantes, DVDs, livros, bonés, óculos escuros, TV a cabo, teatro etc. terão de cair. Caso contrário, simplesmente não venderão nada.

    A única maneira de fazer com que os preços de todos esses itens aumentem continuamente é aumentando a quantidade de dinheiro na economia. E isso é monopólio estatal.

    O mercado, por si só, é incapaz de gerar um aumento contínuo e generalizado em todos os preços.

    Logo, as causas da inflação de preços não são, como se diz frequentemente, "múltiplas e complexas"; elas são simplesmente a consequência inevitável de uma criação excessiva de dinheiro. Não existe algo como "inflação gerada pelo aumento dos custos". Se salários e outros custos trabalhistas ou de produção forem forçados para cima, mas não houver um aumento na quantidade de dinheiro na economia, e os produtores tentarem repassar estes aumentos aos consumidores elevando os preços de venda, a maioria deles irá apenas vender menos produtos. O resultado será um menor nível de produção e a perda de empregos. Custos maiores podem ser repassados para os preços somente quando os consumidores têm mais dinheiro para pagar por estes preços mais altos.
  • Gabriel L.W.  26/05/2015 18:11
    Coreto Murray,

    Creio que minha colocação foi simplista demais, mas não lembro de ter citado nada a respeito de aumento generalizado de preços. Citei apenas o seu aumento e a sua diminuição e nada mais, e creio que isso sempre ocorrerá independente da existência ou não de estado (a variação de preços, reitero aqui, e não aumento generalizado).
    Mesmo assim, se voltarmos ao padrão ouro pode ocorrer de descobrirem uma mina enorme, que, por sua vez, afetaria os preços de forma generalizada, mesmo que esse evento seja muito improvável, correto? Claro que é muito melhor do que ficarmos na mão de burocratas.
  • De novo  26/05/2015 23:07
    Murray,

    o que você falou esta quase todo certo.
    Porém, quando há uma elevação GENERALIZADA de CUSTOS (aumento geral de impostos) os preços subirão pelo mesmo motivo que sobem pela inflação/fabricação de moeda.

    Ou seja: quando os recebedores de impostos tomarem para si uma parcela maior dos bens e serviços produzidos, aqueles que os produzem terão, necessáriamente, que aumentar seus preços devido esta inflação de custos OU VENDERÃO COM PREJUIZO. Coisa absurda, pois que logo irão à falência.

    Assim, o aumento generalizado de preços devido a expropriação via impostos ter aumentado a parcela de bens e serviços consumida pelos recebedores do dinheiro do Estado, resultará NUM MENOR CONSUMO DOS PRODUTORES. Tal poderia ser contornado sem aumento generalizado de preços caso fosse possível BAIXAR os SALÁRIOS/RENDA dos produtores pagadores de impostos.

    Porém, se não é possível legalmente BAIXAR RENDAS NOMINALMENTE dos produtores/pagadores de impostos o único recurso é faze-lo ARTIFICIALMENTE através da elevação generalizada dos preços, tal como similarmente ocorre com a INFLAÇÃO/FABRICAÇÃO de MOEDA.

    É isso!
  • Rhyan  26/05/2015 17:39
    É que as pessoas confundem inflação monetária com inflação de preços. A inflação monetária (que começa com o banco central colocando dinheiros no sistema bancário e o sistema bancário injetando no mercado) causa inflação de preços. Quando um produto aumenta seu preço por motivos climáticos é um problema de diminuição da oferta ao invés de ter causas inflacionárias (monetárias).
  • De Novo  29/05/2015 17:37
    O grande problema é raciocinar prioritáriamente em moeda em vez de diretamente com os bens e serviços que são trocados através da moeda (dinheiro).

    Tenho visto muitos desprezarem os custos como causa da elevação de preços focando exclusivamente nos quantitativos monetários.
    Não é bem assim.
    Um exemplo simples:
    Uma empresa consegue fabricar 100 cadeiras por mês. Ela tem que pagar em impostos 5 cadeiras, portanto:
    5 cadeiras são expropriadas pelo Estado para o consumo dos entes estatais e seus recebedores e cinco cadeiras ficam com o empresárioo e marceneiros. Uma parte destas 5 serão trocadas pelos matéria prima, sobrando então, digamos, 3 cadeiras para consumo dos produtores.

    Se o Estado passa a cobrar 7 cadeiras em impostos, sobrarão (sobrará) apenas UMA para consumo dos produtores (duas serão trocadas pela matéria prima).

    Não é possível que os custos impostos (os tributos) não influenciem na divisão da produção. Afinal, custos não incentivam aumento da quantidade produzida. Logo, os preços subirão em função de DUAS tentativas:

    1 - A empresa tentará diminuir a parcela de bens expropriados através da exigência de mais moeda para adquirir sua produção. Isso é involuntário, já que a elevação do preço não visa explicitamente a isso.

    2 - Ao aumentar o preço em moeda, a empresa reduz a remuneração de seus funcionários, já que a remuneração da empresa foi reduzida pela expropriação através dos impostos que implicaram em custos maiores.

    Ou seja, para os membros e agregados do governo consumirem mais, a sociedade produtora e explorada (EXPROPRIADA) pelo governo terá que consumir menos. A forma de fazê-lo é reduzindo a parcela dos integrantes da empresa sobre o que ela produz.

    Essa redução não pode ser no quantitativo nominal em moeda, mas ao se elevarem todos os preços na verdade se esta reduzindo a capacidade de consumo dos produtores, PAGADORES de IMPOSTOS, para maior consumo dos RECEBEDORES de IMPOSTOS. Assim, pode-se ter elevação generalizada de preços sem que se tenha aumento nas quantidades de moeda.

    Ocorre que para se atingir este equilibrio haverão oscilações, até que se alcance a estabilidade e nesse processo de ajuste ocorrerão desajustes sobretudo iniciais. Vai daí que mesmo quando o governo aumentar impostos, ele terá necessidade de inflar a quantidade de moeda para tentar reduzir oscilações demasiado desajustadoras. Logo mais à frente terá que enxugar liquidez ou periga perder completamente o controle.

    Abs
  • Maconha Capital  09/06/2015 12:26
    Uma dúvida: se em um cenário com oferta monetária estável os precos tendem a cair generalizadamente conforme a economia cresce (maior oferta de bens e servicos), seria correto afirmar que os precos tendem a subir generalizadamente tambem em um cenario com oferta monetaria constante, porem com menor oferta de bens e servicos? (considerando que nem todo investimento gera os resultados desejados e nada impede que muitos empreendedores tomem decisoes equivocadas simultaneamente)
  • Rogério  09/06/2015 12:31
    Tal cenário -- de oferta decrescente de bens e serviços -- só ocorre em um cenário de catástrofe, como em um terremoto, enchente, guerra ou destruição nuclear.

    De resto, a oferta de bens e serviços, em qualquer economia minimamente livre, sempre tende a ser crescente, pelos motivos explicados neste artigo.
  • Perdido  26/05/2015 17:55
    Obrigado a todos pela resposta.
  • Icaro Roberto  26/05/2015 21:53
    Ótimo o artigo, só gostaria de analisar a abordagem da invenção.
    Acredito que o livre comércio não seja uma invenção, mas sim um termo para caracterizar uma forma de negócio sempre existente.
    Me corrijam se eu estiver errado por favor.

    Mas, fora isso, está de parabéns pelo artigo!
  • Dédalo  26/05/2015 23:57
    Já respondido pelo Neto, logo no segundo comentário do artigo.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  27/05/2015 08:36
    O texto está CORRETO do início ao fim. NÃO EXISTE COMPARAÇÃO entre o Livre Mercado e outros sistemas econômicos, principalmente aqueles em que o "estado" controla. Até quando a humanidade tolerará os governos, em seu próprio prejuízo?
  • Yuri  27/05/2015 20:42
    A inflação está vergonhosa e o governo tenta mascarar isso, e ridículo.
  • Tarcisio Cardoso  27/05/2015 20:49
    Livre Mercado invenção humana! Estão falando da troca livre entre pessoas, do engodo neo liberalista ou da utopia da escola austríaca?

    Da escola austríaca posso ate acreditar, porem como separar o ideal do engodo, onde poucos organizados exploram a maioria desorganizada? Como separar a liberdade da lei do mais forte?

    Agora é muito pretensioso acreditar que a interação humana como trocas seja fruto de uma inversão. Isso é instintivo.
  • paulo  28/05/2015 02:53
    muito bom
  • Giovanni  28/05/2015 10:43
    Nossa quanto mais leio o mises mais sinto saudades do Roberto Campos. Quanta crítica ele fazia aos monopólios e ao monopólio que ele ajudou a criar, BNDES.
    LIVRE MERCADO JÁ
  • Emerson Luis  08/06/2015 19:45

    O livre comércio/capitalismo é o sistema que surge naturalmente quando as pessoas têm liberdade e responsabilidade para interagir e intercambiar. Não foi inventado por "sábios em torres de marfim", como o socialismo, mas criado espontaneamente pela ação humana.

    O socialismo é um sistema artificial alicerçado na inveja e na arrogância de querer recriar o ser humano e o mundo. Corrompe não apenas a economia, mas também as mentes e corações de todos.

    * * *
  • Luiz Gustavo Santos  29/01/2017 19:32
    Ta de brincadeira a maior invensao do home foi a ESCRITA .
  • VOCÊ  24/09/2019 04:22
    Disparadamente, a maior invenção da humanidade foi a ESCRITA.


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