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Brasil: vítima do keynesianismo vulgar

Todos os caminhos keynesianos levam à estagflação.  Foi assim na Europa e nos EUA na década de 1970, quando tanto a estagnação econômica quanto a inflação de preços atingiram suas economias ao mesmo tempo.  Atualmente, esse é o caso do Brasil.

Desde que chegou ao poder, em 2003, o governo trabalhista brasileiro se dedicou, religiosamente, a implantar a doutrina econômica do "crescimento por meio do consumismo".  Atualmente, o país vive as inevitáveis consequências dessa política simplista, que culminou em endividamento recorde da população, acentuada desvalorização cambial, estagnação econômica e inflação de preços em ascensão.

Todos os indicadores econômicos já estão piscando uma luz vermelha: do crescimento econômico à taxa de câmbio, passando pela inflação de preços, pela produtividade, pelo investimento e pela produção industrial (que encolhe há 11 meses).  A confiança do empresariado está no menor nível da série histórica.  Já a confiança do consumidor é a pior em 10 anos.

Expansões e bolhas, ao estilo brasileiro

Mais uma vez, as políticas keynesianas levaram à estagflação.  A realidade finalmente se impôs.  A ilusão da riqueza fácil foi despedaçada.  O arsenal keynesiano, que parecia tão eficiente em criar milagres, se tornou impotente.

A equipe econômica da Fazenda e do Banco Central não tem a mais mínima noção do que fazer.  Os pronunciamentos de seus integrantes são divergentes e desencontrados.  Pudera: na prática, eles desconhecem qualquer outra doutrina econômica que não seja aquela de estimular a economia pelo consumo das famílias e pelos gastos do governo.

No entanto, com o endividamento das famílias em níveis recordes, com os cofres do governo vazios e com a inflação de preços em alta, as políticas de expansão do crédito e déficits orçamentários do governo se exauriram. 

As condições externas favoráveis, como o forte crescimento da China e a alta demanda por commodities, beneficiaram a economia brasileira durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva.  Esses fatores externos em conjunto com maciços estímulos internos aceleraram o crescimento econômico.  No entanto, com o fim do boom das commodities e a desaceleração do crescimento econômico da China, os fatores externos não mais podem ajudar.  Para piorar, o consumo interno da população estagnou à medida que seu endividamento — assim como o do governo — aparentemente chegou ao limite.

No início de 2015, finalmente tornou-se óbvio que o país havia vivido em um mundo ilusório sob a batuta do Partido dos Trabalhadores durante os últimos doze anos.  Olhando retroativamente, hoje parece piada o fato de Lula, certa vez, ter anunciado que a economia brasileira estava prestes a ultrapassar a do Reino Unido e que, dali em diante, continuaria ultrapassando as outras principais economias do mundo. 

Quando foi anunciado, em 2007, que o Brasil iria sediar a Copa do Mundo de 2014, e também quando, em 2009, foi anunciado que o Comitê Olímpico escolhera o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, parecia que o tão desejado reconhecimento internacional para as façanhas do presidente havia finalmente sido alcançado.  O júbilo interno foi igualado pela exuberância externa, e todos falavam sobre como Lula levaria o Brasil para o século XXI.

Assim como muitos brasileiros não queriam enxergar a realidade, os observadores externos também fizeram vista grossa para o fato de que o Partido dos Trabalhadores estava simplesmente praticando uma das formas mais grosseiras de keynesianismo.  O keynesianismo brasileiro é de um tipo que vem profundamente misturado com o marxismo de Michael Kalecki.  Na Europa e nos EUA, ainda há resíduos de um pensamento econômico sólido, o qual conseguiu sobreviver aos ataques da "nova economia".  No Brasil, no entanto, houve uma vitória quase que completa do "keynesianismo kaleckiano", que logrou jogar a maioria das outras escolas de pensamento econômico no limbo.

Pode o governo transformar pedras em pães?

Até hoje, o economista polonês Kalecki ainda é tido em alta estima por algumas das mais proeminentes universidades brasileiras.

A corrente de keynesianismo que Kalecki desenvolveu na década de 1930 se transformou no principal paradigma das políticas econômicas no Brasil, não obstante o fato de que esse tipo de macroeconomia carece de fundamentos micro e é totalmente vaga em termos de conteúdo realista.  

A corrente kaleckiana de keynesianismo leva a sério os símbolos da literatura macroeconômica convencional e, ao manipulá-los de acordo com as regras básicas da álgebra, o modelo chega à conclusão de que "trabalhadores gastam o que ganham" ao passo que "capitalistas ganham o que gastam" (foi assim que essa teoria foi resumida por Nicholas Kaldor).

Kalecki e seus seguidores marxistas consequentemente decidiram que, quando o estado assume a função do capitalista, os gastos do governo se tornam capazes de enriquecer o país ao mesmo tempo em que garantem que os trabalhadores recebam sua fatia justa na condição de consumidores.  Ainda mais do que Keyens, o evangelho de Kalecki pregava que seus seguidores eram capazes de transformar pedras em pães.   Os gastos do governo, em qualquer área e com qualquer propósito, em conjunto com o consumismo em massa seriam o caminho mais prazeroso para a prosperidade. 

Essa promessa tem sido o norte das políticas econômicas do governo do PT ao longo da última década.

Durante a maior parte dos dois mandatos presidenciais de Lula, de 2003 a 2010, a receita kaleckiana pareceu funcionar.  Sob o comando do ex-líder sindical, o governo brasileiro gastou, os consumidores consumiram, e a economia cresceu.  Ao mesmo tempo, em decorrência de conjunturas externas, a taxa de câmbio se apreciou, o que garantiu que a inflação de preços permanecesse contida não obstante toda a expansão do crédito e todo o consumismo.  A taxa de desemprego caiu.

Não é de se estranhar, portanto, que Lula tenha usufruído uma imensa popularidade durante seus dois mandatos, e que o PT tenha conseguido se manter no poder quando Lula escolheu a dedo sua sucessora, que venceu as eleições em 2010 e 2014.

Dilma Rousseff, no entanto, uma burocrata de carreira e ex-guerrilheira urbana, teve enormes dificuldades para se reeleger.  Logo no início do seu segundo mandato, nuvens escuras começaram a ofuscar o ainda flagrante otimismo do partido.  Em 2011, seu primeiro ano de governo, a taxa de crescimento econômico começou a desacelerar.  O governo, entretanto, foi rápido em alegar que tudo não passava de um soluço passageiro.  Porém, quando a taxa de crescimento continuou caindo em 2012, o governo começou a entrar em pânico.  Aquilo simplesmente não constava em seus modelos.

Em 2014, com as eleições no final do ano, o governo fez exatamente aquilo que a receita kaleckiana-keynesiana prescreve, e acelerou ainda mais suas políticas expansionistas.  Isso pode ter lhe garantido a reeleição, mas o preço veio logo em seguida, e está sendo alto.

A desilusão se instala

No início de 2015, o desencantamento veio com tudo.  As pessoas, principalmente seus eleitores, se sentiram enganadas pelo falso otimismo e pelas falsas promessas de campanha.  Além da inflação de preços que não dá sinais de arrefecimento, os juros estão em ascensão, as tarifas de energia elétrica foram elevadas acentuadamente e o preço da gasolina chegou a níveis recordes — três medidas que Dilma jurou durante sua campanha que não iria tomar.

Para piorar, o escândalo de corrupção na Petrobras em conjunto com uma economia que está rapidamente se deteriorando levaram dois milhões de pessoas às ruas, no dia 15 de março, para protestar contra o governo e pedir o impeachment da presidente.

No entanto, o que vários manifestantes ainda não entenderam é que o Brasil necessita de muito mais do que uma simples mudança de governo.  O país necessita urgentemente de uma mudança de mentalidade.  Para encontrar o caminho da prosperidade, o Brasil tem de descartar sua ideologia econômica dominante.  O Brasil tem de se livrar de sua tradição de ter governos perdulários e de acreditar que a expansão do crédito resolve todos os problemas.  O país não pode continuar imaginando que a participação do estado — de inspiração marxista — na economia e o protecionismo instituído pela Cepal irão enriquecer o país. 

Não há nenhuma circunstância especial no cerne do atual desarranjo econômico; há apenas ideias erradas sobre política econômica.

Para encontrar a saída da atual crise, o Brasil precisa de uma grande dose de liberalização econômica.  Menos intervenção estatal e muito mais liberdade de empreendimento devem ser os primeiros passos.  E, para que isso aconteça, uma mudança de mentalidade é necessária.  Os brasileiros devem adotar uma alternativa ao atual capitalismo de estado.  O país tem de abraçar o laissez-faire para poder prosperar.

Essa tarefa é tremendamente desafiadora, pois praticamente todos os partidos políticos atualmente representados no Congresso são de esquerda e de extrema-esquerda.  Não há nenhum partido genuinamente conservador e nenhum partido autenticamente pró-mercado.  Essa situação é mais do peculiar porque, como pesquisas consistentemente mostram, a maioria dos brasileiros se situa na centro-direita em termos de orientação política.

O marxismo ainda domina as universidades

O motivo dessa discrepância jaz no fato de que a esquerda domina o ensino superior, especialmente nas ciências sociais, nas ciências econômicas e no direito.  São desses setores que a maioria dos ativistas políticos vem.  Quando a ditadura militar acabou, em 1984, o sistema universitário já estava sob controle quase que completo de esquerdistas de todos os tipos.  Consequentemente, a vida acadêmica é ideologicamente muito diferente dos costumes do resto da sociedade brasileira, onde o bom senso ainda prevalece, embora não tenha voz.

Felizmente, a evolução intelectual não mais depende exclusivamente da academia.  Embora a corrente kaleckiana de keynesianismo e marxismo ainda domine as universidades, um robusto movimento libertário está em ascensão no Brasil.  Assim como o proverbial viajante do deserto está à procura de água, vários jovens estão à procura de ideias novas para combater o crescente estatismo que está arruinando a economia brasileira. 

No passado, mudanças na mentalidade levavam décadas, até mesmo séculos, para ocorrer.  Hoje, com o advento da internet, ideias têm um mercado próprio, e há livre acesso para todos.  Será fácil para os brasileiros entenderem que não basta apenas ficar bravo com o atual governo; para prosperar, a solução é transformar o capitalismo de estado vigente no país em um sistema de livre mercado.  Só assim o enriquecimento será contínuo.

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Leia também:

Os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma 

O que houve com a economia brasileira? 

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Uma radiografia da destruição do real - ou: não há economia forte com uma moeda doente 


1 voto

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Tannhauser  27/03/2015 12:29
    No início do artigo o Professor Mueller afirma que a política econômica vem sendo adotada desde 2003. No entanto, Leandro Roque tem mostrado em outros artigos que o primeiro mandato do Governo Lula foi mais ortodoxo.

    Estou enganado ou existe uma discordância dos fatos?

  • Leandro  27/03/2015 14:14
    "o Professor Mueller afirma que a política econômica vem sendo adotada desde 2003"

    Não há tal afirmação em lugar nenhum do texto.

    De resto, houve disciplina fiscal e arrocho monetário no primeiro semestre de 2003, para fazer a arrumação e tranquilizar o mercado. Mas foi só. Já a partir de 2004 começou o relaxamento fiscal (houve superávits primários -- que só servem para enganar a imprensa --, mas os déficits nominais foram contínuos.)

    No entanto, a disciplina monetária, que é muito mais importante, se manteve até 2006 (e foi isso que permitiu a forte expansão do crédito; não há expansão do crédito robusta sem que antes tenha ocorrido uma grande correção). Isso garantiu boa parte do sucesso, inclusive dos programas sociais (de nada adianta dar bolsa-família se a moeda não tiver poder de compra.
  • Henrique  27/03/2015 14:18
    "Desde que chegou ao poder, em 2003, o governo trabalhista brasileiro se dedicou, religiosamente, a implantar a doutrina econômica do "crescimento por meio do consumismo"."
  • Leandro  27/03/2015 14:19
    Correto. A expansão do crédito para estimular o consumismo começou no segundo semestre de 2003, como mostra o 12º gráfico deste artigo, e foi só se intensificando, com a curva ficando cada vez mais exponencial.

    E? Qual o seu ponto?
  • Henrique  27/03/2015 18:33
    Leandro, o Henrique Meirelles não é monetarista? O que se passa? A pessoa se vende pelo cargo?

    abraços
  • Tannhauser  27/03/2015 14:21
    Grato por sanar a dúvida, Leandro. Realmente, confundi a política monetária com a fiscal.
  • IRCR  28/03/2015 04:14
    Leandro,

    Já tinha percebido uma vez que a expansão creditícia e fiscal começou a ganhar força no inicio de 2007, período justamente que coincide com a saída do senhor Beviláqua.
    Podemos dizer que o heterodoxismo começou a ganhar força com a saída dele ? isso sem levar em consideração a quinada de vez as politicas heterodoxas em 2009 e mais ainda em 2011 com a Dilma.
  • Raposa  27/03/2015 12:34
    Transcrevo um comentário que fiz em outro artigo:


    Fui descobrir a EA somente na metade da graduação em Economia em uma universidade particular.

    Quase que a totalidade dos professores que tive na Economia eram Mestres e Doutores com formação em uma Universidade Federal (UFRGS), ou seja, esquerdopatas de carteirinha que levavam um balde de vômito a cada aula.

    Isso sem falar nos professores de outros departamentos (História, Geografia, Relações Internacionais e Sociologia) que davam aula na Economia. Esses são a escória.


    E - pasmem - alguns deles andavam com carros de 100k. Socialista, si. Pero no mucho.

    Minha estratégia foi a seguinte: em trabalhos escritos individuais, eu tentava ser imparcial. Deixava somente lampejos liberais aflorarem. Entretanto, em seminários e apresentações de trabalhos, meu objetivo era refutar o professor diante da classe. Qualquer tentativa de réplica era arrasada pela lógica libertária.

    Já na banca - keynesiana-marxista-rosaluxemburguesa - fiquei receoso, confesso. Porém, nos comentários, sabe o que me foi dito por um PhD?

    - "Eu nunca ouvi falar disso em toda minha vida".

    Minha Nota: 9.5

    Todo indivíduo que não seja um psicopata e entenda minimamente de lógica irá em algum momento se encontrar com autores como Mises, Block, Hayek e Soto. Não tenham medo de refutar esses boçais que habitam as universidades brasileiras.
  • Guilherme  27/03/2015 14:31
    Pois depende do centro. A UFPE por exemplo é bem ortodoxa e não desprende mais de uma aula pra falar de Kalecki
  • Ezekyel Reyes  27/03/2015 15:33
    Mas a "ortodoxa UFPE" censura todos os adeptos da Escola Austríaca e em algumas disciplinas valorizam Marx ou Keynes e nada de ofertar outras linhas de pensamento.
  • Ed  27/03/2015 16:21
    Até que a UFPR não é ruim. Apesar do "disclaimer" do então professor de HPE de que havia grupos privados poderosos financiando essa visão, tivemos duas aulas de EA.
  • CCSA  27/03/2015 20:57
    UFPE ortodoxa? Tá bom!
  • Leo  28/03/2015 15:51
    Pois é! Essa também não entendi! UFPE ortodoxa?!?! Tudo que se faz nas disciplinas de Macroeconomia é ensinar o modelo IS-LM. Se for a isso que se refere por ortodoxia... Quem estudou/estuda alguma ideia, não digo nem as da escola austríaca, qualquer outra abordagem, diferente das estabelecidas?
  • H.A  27/03/2015 16:04
    Realmente, iniciei minha graduação em Ciências Econômicas na UFPR e a parcialidade é nula. Meu professor de Introdução a Economia apresentou Keynes como "o cara que salvou o capitalismo. Se não tivesse sido por ele, muito provavelmente viveríamos em um regime comunista hoje." (Só engoli o asco). A escória são realmente professores de outros departamentos dando aulas para economia. A irrevogavelmente inteligente professora de Ciências Sociais, por exemplo, alimenta as mentes férteis de alunos que acabaram de sair do ensino médio e são muito maleáveis ideologicamente, com frases como "Marx provou matematicamente que o capitalismo nunca deu certo e só explorou os trabalhadores."
    Sinceramente, penso em desistir.
  • Alguém  29/03/2015 02:41
    Olá H.A, eu nunca comentei antes (sou bem tímida) mas sempre que posso leio os artigos e os comentários. Venho aqui para dizer que há esperança! Eu estou cursando Ciências Econômicas (prefiro não citar a faculdade) e foi meu próprio professor quem me indicou este site. Quanto a IS-LM, ele sempre SEMPRE dizia: "...mas muita atenção!IS-LM funciona no curto prazo! Este tipo de sistema movido por consumo como o nosso não se sustenta por muito tempo!" Tenho diversos professores que evitam falar mas quando perguntados desabafam, outro dia mesmo conversei com um sobre a triste dificuldade de se abrir um negócio no Brasil e os diversos obstáculos que os empreendedores enfrentam. Nós (minha turma e eu) ainda somos bem jovens e temos muito a aprender mas acredito que estamos no caminho. E eu espero não ter dito muitas besteiras (como eu disse, estou aprendendo)!
    Abraços!
  • Gui BR  30/03/2015 10:21
    Muito bom saber disso. Também tenho encontrado uma pequena mais sólida resistência de pensamento libertário na academia.
  • madtux  27/03/2015 12:47
    Ótimo. Que uma corrente libertária de fato se torne expressiva. Parabéns ao autor pela objetividade e clareza de seu texto.
  • Sergio Souza  27/03/2015 13:08
    É incrível que até mesmo aqueles países que tem um pouco de conhecimento de economia,consegue sair na frente do Brasil,enquanto no Brasil vemos gente "pseudo entendedor de economia dizendo que essa crise passa rápido".Como o texto diz,enquanto a população brasileira tiver a mentalidade de que o Estado é que tem que fornecer necessidades básicas como saúde,bla bla bla etc....,ela,a população ficará refém de um estado incompetente que não oferece algo produtivo.
    Como nada dura para sempre,pelo menos temos sites como o Insituto Mises que explica um pouco, como funciona a nossa economia de bananas,ja que a maioria da nossa imprensa escrita e falada esconde de todo esse modelo nefasto.Acho que até pra eles,é difícil explicar economia(rsrsrs).
    Parece um mundo paralelo,todos conseguem ver que esse modelo não funciona e mesmo assim,a maioria das pessoas vive nesse modelo,sem ao menos questionar,refletir e perguntar:"Nossa deve existir algo diferente disso"
    Creio que essa,é a cultura do brasileiro,enquanto ter comida na mesa,emprego improdutivo,bla bla bla,eles vão empurrando para frente.
    Sinto que estou na segunda sentença:"Brasil ame-o ou deixe-o".
  • Andre Cavalcante  27/03/2015 14:55

    '...vemos gente "pseudo entendedor de economia dizendo que essa crise passa rápido"'

    Pior que passa! Daqui a uns 2, 3 anos, as condições serão outras e mesmo as pífias reformas que a Dilma fizer vão surgir algum efeito. Até lá o povo vai ter dado um tantão de dinheiro pro governo que vai ajustar as contas (ao menos maquiá-las pra dizer que tá tudo bem), as pessoas que pararam de se endividar vão ter pago ao menos uma parte das dívidas, abrindo espaço para novos endividamentos. Aí o povo se acomoda de novo.

    O Brasil é tão fechado que as bonanças duram pouco porque rapidamente as pessoas se endividam, o câmbio desanda e a inflação cresce (não temos concorrência decente com produtos importados). Então, nossas bolhas são bolhinhas de sabão que estouram rapidamente, e os investimentos errôneos não são tão absurdos como os da China, de forma que a economia acaba voltando, por ela mesma, após um período não tão grande assim de recessão/estagflação (historicamente 1 década), a se aquecer e aí sim o ciclo recomeça.

    Talvez o PSDB assuma nas próximas eleições, mas não vai fazer nada diferente e o Brasil vai continuar sendo o país do futuro.

    A solução: mudar a mentalidade - primeiro a sua e depois a dos outros.

  • Anomalus  27/03/2015 13:17
    Muito bom artigo. Uma grande verdade. Realmente parece que uma boa parcela dos brasileiros acordou, mas ainda tem muitos dormindo e fazem questão de continuar assim.
    Uma das grandes questões é como tirar o marxismo das universidades. Minha esposa estuda psicologia. Ela está no último ano, e eu pergunto a ela "quando você vai começar a aprender psicologia ao invés de marxismo?". É gritante e a universidade é particular.
    Eu tenho esperança que isso mude. Precisamos de políticos liberais urgentemente.
  • Tio Patinhas  27/03/2015 15:03
    Pensei em estudar psicologia e desisti quando soube que esse tipo de coisa é o que existe de mais comum. De qq forma estou estudando pela internet mesmo, não vou ganhar o papel mas terei o conhecimento...

    Atualmente com sites como coursera dá para ter acesso a cursos muitos melhores do que os existentes no país.

    Obrigado.
  • Anomalus  27/03/2015 15:44
    Ela faz só pelo papel, para poder abrir o consultório dela. Este é o sonho dela. Eu falei pra ela, se você quer ser uma psicóloga de verdade, estude por fora.
    Eu, como fiz um curso da área de exatas, não tive essa doutrinação. Depois resolvi estudar filosofia por conta própria, sem entrar numa faculdade. Acho que isso me ajudou a ver essas coisas melhor.
    Mas se você faz só pelo saber, é a melhor opção. Na universidade não se aprende absolutamente nada. Talvez nas áreas de saúde ou exatas ainda se aprenda alguma coisa, mas nas humanas...
    Sei que nem todo mundo vai concordar, mas é a verdade.
    Até futuros advogados estão se tornando marxistas. Quer coisa mais idiota do que um advogado socialista?
  • Anomalus  27/03/2015 16:07
    Essa doutrinação não é apenas nas universidades, também é no ensino fundamental e médio. Hoje nós podemos perceber que quase todo mundo é socialista sem perceber. Outro dia eu falei com um colega que deviam privatizar a Petrobrás, quase que eu apanho hehehe. Todo mundo quer ser servidor público. Quando eu li o livro O Caminho da Servidão do Hayek, eu achei muito semelhante a cabeça do brasileiro com a cabeça dos alemães antes da segunda guerra. O serviço público era exaltado, ser empresário era algo criminalizado, havia uma mentalidade anti-capitalista. Como mudar isto no país? Eu concordo com Olavo de Carvalho quando ele diz que não tem como mudar o país sem antes mudar a cultura. Os comunistas fizeram este caminho, mudaram a cultura toda, pra agora tentar dar o bote. Graças a Deus estão falhando. Mas a cultura brasileira precisa ser reconstruída. E reconstruída sobre pilares firmes, não sobre a areia, mas sobre a Rocha. Os pilares da cultura brasileira sempre foram meio frouxos, isso facilitou a sua destruição. E é preciso tornar o liberalismo acessível aos pobres (de cultura principalmente). É preciso que "democratizar" este conhecimento. Para eles ainda parece algo que só beneficia os ricos e eles precisam de algo palpável. As promessas do socialismo ainda soam muito melhores aos pobres do que as do liberalismo. Na prática sabemos que é o contrário, mas precisa-se sair da teoria.
  • Wesley  27/03/2015 20:04
    Estou terminando o curso de psicologia numa universidade particular. Nesse ambiente você vai achar de comunistas explícitos a esquerdistas lights. A maioria geralmente é da classe média, usam smarthfones modernos e tudo o que apenas o capitalismo pode proporcionar. O grande objetivo da maioria é ser um burocrata vivendo às custas do dinheiro público. É claro que há alguns que querem ser profissionais liberais e ter um consultório ou trabalhar na área de recursos humanos. Só a área clínica que é livre de doutrinação ideológica, e você estuda os autores como Freud, Rogers, Skinner, Bion e por aí vai. Na área de psicologia social é comunismo puro - aí você só verá materialismo dialético e se ver outra coisa será muito pouco, como a importância das cotas raciais, do feminismo e de como o capitalismo empobreceu a américa latina, principalmente pela exploração dos países imperialistas (sic). Até na área organizacional você tem propaganda anti-capitalista, de como o neoliberalismo foi inventado pelo Hayek e explorou diversos países (sei que dá náuseas ler essas coisas, mas fui obrigado a ler). Se você disser que é conservador, vão achar que você é homofóbico e até mesmo um neonazista. Se você disser que é liberal vão dizer que você é um explorador ou um neoliberal ou que é da extrema-direita. Pretendo atuar na área de recursos humanos, mas infelizmente você acaba sendo jogado para a burocracia estatal.
  • Emerson Luis  08/04/2015 18:28

    Mein Gott! Quer dizer que existem vários tipos de keynesianismo!

    E o que vigora no Brasil tinha que ser o pior!

    Antes eu pensava que a psicologia brasileira estava um pouco contaminada pelo marxismo, mas agora estou melhor informado e sei que ela está muito contaminada!

    Por exemplo, fizeram um esforço tremendo para fazer parecer que o pensamento de Freud e o de Marx são similares. Mas descobri com o Constantino que o vienense comparou o marxismo com a religião (no pior sentido possível) e que Freud defendeu ideias que só podem ser consideradas conservadoras e/ou liberais clássicas. A única criatura mais incoerente do que um "psicanalista" marxista é um "cristão" marxista".

    Um livro que parece não ser tão contaminado é o Psicologia Social, David G. Myers.

    www.buscape.com.br/prod_unico?idu=1858055338&ordem=prec#precos

    O que também ainda não li, mas devem ser muito bons, são "Vida na Sarjeta" e "Nossa Cultura..." (Theodore Dalrymple) e "Pensadores da Nova Esquerda" (Roger Scruton).


    * * *
  • Wesley  09/04/2015 07:01
    Psicologia social é só marxismo, faz parte da formação profissional dos psicólogos. Marxismo e Michel Foulcault. Você verá outros autores importantes também, mas o que prevalece é Marx e Foulcault. Esse é o currículo nacional que psicólogos estudam nas universidades. Na área da psicopedagogia é Piaget, Vygotsky e por aí vai. Só na área clínica que se estuda de fato psicologia. Não vi nada que colocasse marxismo e psicanalise como faz a escola de Frankfurt. Pelo menos onde eu estudei. Mas para quem quiser seguir na área social e ser um liberal terá que correr atrás de outros teóricos, pois aí é marxismo e Foulcault.
  • Emerson Luís  16/04/2015 16:20

    Wesley, as ideias de Piaget e Vygotsky contêm elementos de socialismo? Nunca percebi nada evidente, mas nunca li materiais diretos desses dois, apenas resumos feitos por outros autores.

    * * *
  • Wesley  16/04/2015 17:02
    O Vygotsky sim, pois ele coloca elementos do marxismo. Já o Piaget não, pelo menos é o que percebi.
  • Emerson Luis  16/04/2015 18:29

    Eu realmente ainda não captei quais elementos são esses. Pode me dar exemplos?

    * * *
  • David  27/03/2015 13:26
    Tenho uma dúvida:
    Segundo o liberalismo econômico, o Keynisianismo é um sistema tão ruim quanto o marxismo ou ele é menos pior ?
  • Anomalus  27/03/2015 15:34
    Não chega a ser tão ruim quanto o marxismo, porque ainda existe mercado. Só que as interferências estatais atrapalham tanto o mercado que fica como estamos hoje no Brasil.
    Imagine que é 30% de capitalismo e 70% de socialismo.
  • Douglas  27/03/2015 14:17
    Ponto interessante o que fala do crescimento da direita entre as pessoas.
    Esses dias presenciei uma discussão de "O que é direita?"
    Vi pessoas falando que direita e quem esta no poder e esquerda e a oposição. Eu disse que o Brasil não tem direita que não há ideias liberais em lugar nenhum, no máximo centro esquerda ai me disseram que PSOL e PV são liberais...

    Isso mostra o total desconhecimento do que é o que. Pensamentos diferentes estão tão escassos que as pessoas nem sabem o que são.
  • Marcelo Boz  27/03/2015 14:26
    O que me revolta é que perdemos uma ótima oportunidade nos últimos 20 anos.
    Tanto os 8 anos do PSDB quanto os 12 do PT, foram puro keneisianismo com doses extras de marxismo.
    Poderíamos ter aproveitado esse onda de crescimento chinesa para dar uma melhorada e tanto.
    Agora as condições geopolíticas do mundo estão se arrefecendo, e devem ser acompanhadas.
    Vladimir Putin,na minha modesta opinião, vai encrencar as coisas na região dos balcãs.
    Conversando com um russo que estava a passeio na Zona Sul do Rio de Janeiro, me falou que as coisas estão pretas para a economia russa devido à questão do petróleo e tendem a piorar com as sanções do ocidente devido a crise com a Ukrania.
    Quando o governo russo não tiver mais condições de pagar até seus funcionários... bom a pressão entre os próprios militares já é de invadir a Ukrania na marra. Foi o que me foi dito. Ele disse ser filho de militar.
    Quer dizer, uma atitude dessas ia colocar o mundo numa crise tremenda e a recuperação econômica do ocidente que vem a passos lentos iria pro ralo de vez.

    Att
    Marcelo Boz
  • Mr Citan  27/03/2015 14:58
    Invadir a Ucrania no desespero eu até imagino que esta possibilidade não é remota, dado que a metade oriental do país sempre foi Pró-Russia, e ao meu ver, o Petro Poroshenko já deveria ter feito referendo para decretar de vez a secessão da parte oriental, e abraçar o ocidente de vez.

    Segundo uma entrevista do próprio ex-secretário de Segurança do Governo Jimmy Carter, se a Russia atacasse os países balticos, seria como uma declaração de guerra direta com a OTAN.

    news.err.ee/v/International/21bf4aad-523b-4d9e-b04d-4a2c7ca15f1f

    Eu acredito que, baseando-se nesta lógica, se atacasse os Balcãs aliados da OTAN, teria o mesmo efeito.
  • Marcelo Boz  27/03/2015 16:04
    Então, exatamente!
    Ia virar um pandemônio.
    A Rússia e outro país que poderia ter aproveitado para sair do atraso nos últimos anos.
    Mas o que eles fizeram neste tempo todo, apesar de se tornarem um super exportador de petróleo?
    Só alimentando sua máquina de guerra e mantendo uma economia bem fechada em relação ao Ocidente. Isso sem contar que ainda é uma economia bem fechada e cartelizada, onde se tem que beijar a mão dos altos funcionários do governo constantemente se quiser se manter na atividade, principalmente no setor petrolífero.
    Segundo me consta, o cidadão comum russo só tem duas alternativas: ou mete o pé de lá, ou entra para as forças armadas.
    Esse rapaz que conversei, como descrito acima, é doido para morar no Brasil. Segundo ele, que vem visitar a irmã que é casada com um brasileiro, está bem melhor de viver aqui que na Rússia. E olha que os russos são bem nacionalistas, hein?
    Não vejo luz no fim do túnel para a Rússia.

    Att
    Marcelo Boz
  • Deilton  27/03/2015 15:12
    "um robusto movimento libertário está em ascensão no Brasil"

    Robusto? Não sei qual o critério que o autor utiliza para classificar como robusto, mas eu vejo movimento libertário tão pequeno. Uma gota no oceano.

    Espero realmente que um dia o movimento seja "robusto" e que tenha força política e apoio popular, por que sem isso não adianta nada.
  • Marcelo Corghi  27/03/2015 15:38
    Minha esperança está no Partido Novo. Precisamos difundir que temos um partido de direita, e dar um jeito de eleger alguns deles.
    Devagar e sempre. Não é o ideal, mas é um começo.
    antes nem isso tínhamos.
  • David  27/03/2015 16:25
    Posso estar enganado, mas as ideias do Eduardo Jorge nestas últimas eleições pareciam ser de direita.
  • Anomalus  27/03/2015 17:39
    David, Eduardo Jorge não é direita e não pareceu direita. Ele estava mais para centro-esquerda mas nem tanto ao centro.
    Idéias como liberação das drogas ou liberação de aborto nada tem a ver com direita e muito menos com liberalismo clássico.
    Direita é conservadorismo. Economia liberal e conservação da moralidade, costumes e tradições. Por isso é outra coisa sem nexo dizer que nazismo e fascismo eram de direita.
  • Marcelo  27/03/2015 18:05
    As idéias dele pareciam mais com a de alguns libertários. Onde alguém viu um conservador defender aborto e liberação do uso de drogas? Sem falar no ambientalismo míope típico das esquerdas.
  • Pobre Paulista  28/03/2015 02:14
    "Minha esperança está no Partido Novo."

    Artigo de 2011: O Velho Partido Novo
  • Eduardo  27/03/2015 16:12
    Realmente, depende do critério de "robusto".

    Se for em "tamanho", como você sugere, concordo contigo que é uma gota no oceano.
    Para colocar em perspectiva, as esquerdas acadêmicas parecem um tanto maior do que o movimento libertário. Gente que geralmente se identifica com a Luciana Genro (mas é 13 confirma na hora do voto).

    É difícil determinar quantos trocaram ela pelo PT no primeiro turno. É mais um 'chute' meu do que uma análise com a intenção de ser acurada, mas o resultado pouquíssimo expressivo dela dá uma noção de que essa esquerda acadêmica, a meninada feminista de cabelo azul, os barbudinhos hipsters socialistas, etc ainda têm uma representação baixíssima.

    Então tendo isso em mente, e tendo em mente que o libertarianismo é ainda menos popular que essa turma de psolentos da vida, o movimento é realmente uma gota no oceano.

    No entanto, acho que há um sentido de "robusto" que se possa tomar. Quanto a formação e o comprometimento de muitos dos integrantes.
    Temos o prazer de aprender com alguns brasileiros de excelente formação intelectual e que escrevem muito bem (muitos dos quais escrevem aqui para o IMB)

    Talvez outros dois "movimentos" relevantes no Brasil atualmente sejam os esquerdistas universitários, e os evangélicos que ocasionalmente estão se pegando com os progressistas aí.
    Acho bastante evidente que nenhum desses movimentos têm integrantes com cabeças pensantes tão boas quanto o movimento liberal e o libertário, em termos de conhecimento, bom senso, argumentação, etc.
  • Rene  27/03/2015 16:20
    Robusto não é sinônimo de "Grande". Por definição, uma coisa robusta é algo que é capaz de se manter firme, apesar das variações de ambiente. Trata-se de um movimento consistente, com bases firmes e confiáveis. Ao contrário dos movimentos de esquerda, que trocam de ideias como trocam de roupa, o movimento libertário possui ideias fundamentadas na lógica e em boa ciência econômica. Não há chance nenhuma de acontecer do movimento libertário passar a defender, em algum tempo, o oposto do que defende hoje. Na esquerda, isso acontece o tempo todo, obrigando os militantes a estarem sempre consultando a liderança para saberem no que devem acreditar naquele momento. Portanto, ainda que os movimentos de esquerda sejam grandes, eles não são nem um pouco robustos. Mas não pode-se dizer isso do movimento libertário. Experimente, por exemplo, ler algum artigo escrito por Ludwing von Mises a 90 anos atrás. Você vai ficar surpreso com a atualidade do que ele defendia.

    Concluindo, o movimento libertário pode ser minúsculo hoje. Mas ele é robusto. E justamente por isso é que ele está crescendo. Pessoas que possuem mentalidades normais tem necessidade de explicações lógicas e coerentes para os problemas do mundo, e isso é algo que o movimento libertário pode oferecer.
  • Andre Cavalcante  27/03/2015 20:13
    Minúsculo em termos,

    Quando comecei a acompanhar o site, um artigo com 10 comentários era luxo.
    Hoje, quase todos passam de 50 em coisa de uma semana.

    Abraços
  • matias  27/03/2015 23:08
    E os artigos do Leandro Roque passam dos 100 comentários em 1 dia
  • Lopes  27/03/2015 17:07
    O crescimento das filosofias de liberdade no Brasil é ímpar. Não tenho dúvidas. Na Argentina, muito embora já exista um Partido Libertário, quaisquer cliques rápidos no material online do partido revelam que, para cada comentário em defesa, há 10 em oposição advindos de animais adestrados pela tragédia que é a academia argentina. O cenário não é perfeitamente oposto no Brasil, mas é impressionante a ágil mobilização de muita gente defensora da liberdade em discussões - apesar da retórica do apelo emocional e do ódio serem de difícil combate em situações de vários contra um.

    E o IMB possui vultoso mérito deste crescimento.

  • amauri  27/03/2015 18:19
    Boa Tarde!
    Pode-se dizer que se nao fosse o credito farto, sem lastro, o PIB seria bem menor?
  • Atylla  27/03/2015 18:47
    Qual o PIB real do Brasil tendo como base a EA?
  • anônimo  27/03/2015 21:45
    Não sei te informar um número mas sugiro a leitura desses dois artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2014

  • Marcelo Simoes Nunes  27/03/2015 22:14
    Gente, por favor, sem demagogia. A esquerda tomou conta do mundo. Prova de que não é a lógica e o bom senso que faz um movimento crescer. Se as idéias libertárias e esquerdistas fossem uma praia, os libertários seriam um grão de areia e os esquerdistas a praia toda. Só de comunidades eclesiais de base na AL já são mais de cem mil. Um número talvez maior do que todos os libertários do planeta. É preciso dizer mais? Tenho minhas teorias do porquê isso acontece. Mas não vou dizer nada. Acho que isso deveria ser o centro das discussões no Mises. E olhe que me considero apenas um livre pensador. Ontem, por exemplo, foi publicado um artigo importantíssimo falando do perigo que corremos com o crescente estatismo. Li todos os comentários e, de modo geral, as pessoas ficaram discutindo idiotices paralelas ao assunto levantado. Me parece que o Mises, embora tenha mais adeptos a cada dia, vive um impasse: não sabe como ir adiante de um grupo de discussão. É preciso tirar o salto alto de certo intelectualismo e responder a pergunta: "o que fazer?".
  • CORSARIO90  28/03/2015 01:59
    No teu pior cenário só no resta a servidão eterna? Discutir qq ideia num ambiente livre como esse está abaixo da sua intelectualidade?
    Meu caro, o debate aqui, no trabalho no teu grupo de zapzap com defesa as ideias liberais é o caminho. Elas só não são maiores por mero desconhecimento, pois em si os argumento da EA são sedimentados e lúcidos.
    Por favor, prefiro ser um grão de areia a uma praia de fedorenta.
    Outra coisa, não aguento mais o argumento: o povo que temos estas ideias não dão certo! Pelo amor de Deus, que pensamento mais idiota e prepotente, típico socialista!

  • Killarney Soares  29/03/2015 00:15
    Olha, pensava tal como você, mas quando passei a comentar sobre libertarianismo, diminuição do Estado nas nossas vidas com colegas de ambiente de trabalho e com alguns parentes, notei que muitos também concordam e acham que 'do jeito que está' não dá.

    O temor de 'ninguém fazer nada se o Estado não fizer' ainda é o maior obstáculo. Não tenha dúvidas. Em alguns casos, confesso, eu mesmo fico sem conseguir vislumbrar como ou quem irá realizar determinadas atividades. Mas, ainda assim, estou absolutamente convencido que o Estado é grande demais pra que nós tenhamos que mantê-lo por meio do assalto nosso de cada dia.
  • CORSARIO90  29/03/2015 03:56
    As pessoas olham para a sociedade e pensam que estão no seculo XV, XVI etc.. O tempo do estado esgotou-se. Estamos caminhando e seremos capazes de progredir para um estado menor e depois sem ele mesmo.
    Das cavernas, tribos, feudalismo, estado nação grande.....chegaremos ao estado mínimo e depois sem governo constituído. Caminho sem volta ainda mais com a internet.
    Como vai acontecer? Não sei! Se perguntasse a um escravocrata se era possível viver sem escravo, qual seria a resposta?
    Então é possível, só acreditar!!
  • Marcelo Simoes Nunes  27/03/2015 22:20
    Perdão, o artigo a que me referi é "Sem propriedade privada não há moralidade nem civilização", de Ben O'Neill
  • Carlos Marcelo  28/03/2015 01:31
    Finalmente encontrei um artigo do IMB falando de Kalecki! Na UFRGS, os professores parecem se dividir entre Marx e Keynes, daí acho que descobriram um meio-termo com Kalecki, um marxista com ferramental keynesiano. Algum de vocês(Leandro, Antony Mueller ou outro) poderia falar mais sobre ele? Gostaria de ver uma boa refutação austríaca daquela teoria da demanda efetiva, com bens de consumo da burguesia, de consumo do proletariado e de investimento, que diz que a poupança dos capitalistas é a culpada pelos ciclos.
  • Antony Mueller  08/04/2015 13:42
    Boa ideia, Carlos Marcelo, vou fazer em breve. Antony
  • Ronaldo  28/03/2015 04:24
    Mises Brasil já pensou em abrir um Centro, uma estrutura física para cursos, não apenas de Economia na visão Austríaca, mas de várias outras coisas ?
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  28/03/2015 23:14
    O Brasil está pagando caro pelos erros do PT. Ou abandona imediatamente o apego ao estado e suas políticas públicas ou sentirá um depressão ainda maior.
  • Ovelha Negra  29/03/2015 01:41
    Pelo que eu vejo aqui tem muita gente que ainda confunde libertarianismo como de direita ou com anarquia. Primeiro: não somos direita e segundo, não somos anarquistas, anarquia e igualitarismo social com pretensões de mercado antiestado(só definindo a anarquia original), somos liberais anti estado. Libertarios são só libertários e ponto: não somos esquerda e nem direita e nossa visão de igualdade jaz na natureza livre de todos os indivíduos e não no fim da ordem hierárquica, justiça e segurança.
    Para mim, todos aqueles que se consideram de direita ou de esquerda atualmente possuem em comum a defesa de um welfire state e portanto sao farinha do mesmo saco! Progressistas e conservadores pedem por intervencionismo estatal e por afrouxamento de impostos como lhes convem, por isso pensam de maneira tao parecida apesar das diferenças de posicionamentos morais e éticos.
  • Henrique Zucatelli  29/03/2015 10:18
    Na minha opinião, o libertário tem duas opções: ou fica bem longe da política, ou se enfia nela de cabeça, mas com uma bela capa de marxismo para chegar ao que se deseja.

    O povo ou os empresários jamais vão abraçar a ideia de que vão ter que trabalhar para ter bens e propriedades. Que não vai haver um governo que pegue no colo, de bolsas ou incentivos contanto que haja votos.

    Para um libertário conseguir diminuir o estado, ele vai ter que mentir muito, e disfarçar seus projetos muito bem, pois a qualquer sinal de meritocracia, os burocratas de esquerda e direita matam e enterram em suas infindáveis comissões.

  • Dam Herzog  29/03/2015 16:24
    Li tudo e Gostei.
    Gostei tambem deste link:https://www.youtube.com/watch?v=B7DVlC3kXrM
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 01:20
    Quanto mais o maldito e maluco desgoverno petisca interfere na economia, pior serão as consequências para o sofrido povo brasileiro. Quem não pode abandonar o país é o que mais sofre. A cada nova regulamentação que o infame estado tenta implantar à força, instala uma potencial depressão. O país irá sobreviver a tantas depressões? Acredito que uma hora a casinha cai e será pior que na URSS. Esse governo tem que ser detido logo.
  • Luis Gustavo Schuck  04/04/2015 02:03
    Posso estar falando uma bobagem, mas não está difícil de o BC controlar a inflação porque a subida nos preços são "arbitradas"? Tem-se falado que os preços administrados são os vilões da vez. Aí pergunto, como o BC pode exercer sua força contra esta inflação, visto que a principal ferramente é a taxa básica?

    E pior não ficaria se tivéssemos a perda do grau de investimento?
  • Magno  04/04/2015 02:41
    Se esses fossem os únicos preços que estivessem subindo, sim. Só que não são. Os preços dos serviços acumulam alta de 8,60% em 12 meses, e o não-duráveis acumulam alta de 7,85% também nos últimos 12 meses. A inflação está generalizada. Recomendo este artigo, que explica tudo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
  • Douglas Silva  06/04/2015 20:15
    Olá, alguém poderia me dar um ajuda? Esse ano estou fazendo cursinho, quero fazer Economia, porém como todos sabem, o pensamento esquerdopata domina o ensino superior neste país. Moro em São Paulo, sonho em fazer na FGV, mas como é particular e o custo é alto penso numa pública, tenho que ajudar em casa e não tenho uma boa condição financeira, por isso se passar irei fazer na FEA-USP, queria saber o que vocês fariam? Qual instituição indicariam e optariam? Sei que tem excelentes instituições, Insper, FAAP, FECAP, já pensei até no MACK; quero ter uma boa formação, mas existe algumas dificuldades, penso que tenho que me adaptar ao sistema que está ai.
  • Lopes  07/04/2015 01:15
    Sua pergunta é bastante recorrente por aqui. Olha, minha recomendação seria que você procurasse cursar uma engenharia e seguir com seus estudos de economia através do material disponibilizado no IMB. Não apenas o ambiente acadêmico é completamente pernicioso, sua metodologia em pouco se assemelha ao que é discutido aqui. Não recomendo que vá cursar economia sob a esperança de debate ou aprendizado - especialmente se você ama economia. Espere frustração, Keynes, Kalecki, econometria, Marx e ISLM ao invés de escassez, praxeologia e uso do conhecimento em sociedade. A evidência para isto é o deplorável estatismo onipresente nos economistas do establishment, em especial naqueles que integram o estado (incluindo uma certa presidente do Brasila); ou quem sabe uma breve conversa com alguém do meio.

    Se seu desejo é trabalhar com economia - no mercado financeiro, talvez - e para tal precisaria de um possível diploma - minha recomendação não é de especialista, porém considero melhor que faça contabilidade ou engenharia elétrica e peça orientação aos gurus do curso (se ao menos tiverem algum interesse em seu trabalho com os alunos - acho que ao menos alguém se prontificará para responder perguntas) sobre como trabalhar no mercado financeiro. Com formação em uma das duas, você tenderá a competir pelo mesmo emprego com um economista e ainda terá mais opções.

    Alguém pode oferecer um parecer melhor ao Douglas?
  • Anarca da floresta  10/04/2015 15:26
    Quer ser mais um, busque uma instituição para criar seu curriculum.

    Quer um diferencial competitivo, crie seu próprio curriculum. As
    ferramentas estão aí. Se você quer um ponto de partida, comece com o
    Trivium[1][2][3].

    Após uns 6 meses a 1 ano de estudo do pensamento crítico, parta para o
    estudo da realidade compreendida através desse pensamento. Lógica
    matemática[4], algebra abstrata[5], teoria de categorias[6],
    cálculo[7][8][9][10].

    Provavelmente alguém consumiria esse material em cerca de 1/2~1
    ano. Após isso, escolha sua carreira, pois o mundo se abrirá pra você.
    Claro, isso tudo também assume conhecimento de inglês.[11]

    Pronto, agora você tem o conhecimento necessário para se tornar o que
    você quiser. Mas hoje em dia, conhecimento não está em
    falta. Testículos é que estão.

    O anarca estava de bom humor hoje.

    [1] www.erealizacoes.com.br/livros/CEC_OTrivium.asp &
    [2] www.amazon.com/The-Trivium-Liberal-Grammar-Rhetoric/dp/0967967503
    [3] www.triviumeducation.com/trivium/
    [4] https://www.coursera.org/course/maththink
    [5] www.amazon.com/Book-Abstract-Algebra-Edition-Mathematics/dp/0486474178
    [6]
    www.amazon.com/Category-Theory-Sciences-David-Spivak/dp/0262028131
    [7]
    www.amazon.com/Essential-Calculus-Applications-Dover-Mathematics/dp/0486660974
    [8]
    ocw.mit.edu/courses/mathematics/18-01sc-single-variable-calculus-fall-2010
    [9] https://www.coursera.org/learn/calculus1
    [10] ocw.mit.edu/courses/mathematics/18-02sc-multivariable-calculus-fall-2010/
    [11] https://en.wikipedia.org/wiki/Duolingo
  • anônimo  10/04/2015 16:19
    Isso seria ótimo, mas sabe de instituiçoes no brasil q contratam sem diploma? Com a CLT acho dificil empreendedores que contratem nessas condiçoes, se tem são corajosos e gostaria de conhecer mais sobre onde estão
  • anônimo  10/04/2015 21:02
    Se eu não me engano um dos lemas do coursera é 'educando os empreendedores do futuro'.
  • Anarca da floresta  10/04/2015 21:34
    Isso seria ótimo, mas sabe de instituiçoes no brasil q contratam sem diploma? Com a CLT acho dificil empreendedores que contratem nessas condiçoes, se tem são corajosos e gostaria de conhecer mais sobre onde estão

    Seu medo é palpável, ilustrando meu ponto sobre testículos.
  • anônimo  11/04/2015 01:24
    Obviamente, todos aqui não agem com veemência por medo presumo. Se não tivesse medo sabendo do que agora sei, simplesmente não pagaria os impostos, não aceitaria nenhum trabalho que envolvesse encargos trabalhistas, expressaria minha indignação frente aos servidores desonestos sem medo de prisão ou represálias.
    Infelizmente ainda não estou liberto do medo e tento apenas sobreviver, concordo com seu ponto quanto a isso!
    Mas e aí vai me esconder os empreendedores que tem culhões, não pode compartilhar essa informação e me trazer alguma esperança em meio ao medo? Conhecer os praticantes da desobediência civil e seus meios podem ajudar não só a mim como a grande parte que aqui está e ainda está aprisionado no medo, seu ponto aqui é para ajudar ou apenas mostrar que as pessoas tem medo?
  • Anarca da floresta  11/04/2015 15:07
    ou apenas mostrar que as pessoas tem medo?

    Veja o que a crença no humanismo trouxe ao mundo...

    O cara recebe de presente um curriculum, todo uma metodologia de
    aprendizado, a informação que o principal problema dele é o medo, e
    ainda chora e esperneia.

    O anarca continua de bom humor, e vai entregar de mão beijada mais uma
    peça do tabuleiro. Quando você vende informações, sua localização
    geográfica é irrelevante em tempos de internet[1], o que libera o
    trabalhador da CLT. Pra mastigar mais ainda, evitando que as moças
    humanistas me chamem de malvado, sem coração, duro, etc, veja os
    passos:

    * Crie uma empresa com um CNAE que implique no menor imposto possível
    e ainda seja plausível.

    * Preste serviço para (Singapura|Japão|EUA|França|Alemanha|Brasil|etc)

    * Usando skype, hangout, email, etc.

    * Receba o $ através de SWIFT na sua conta bancária.

    * Pague o imposto, e corra pro abraço.

    Mas o teu problema não é esse. Esses passos são óbvios. O problema é
    que você quer de mão beijada, quer conforto, quer não precisar de
    coragem, quer usar os testículos alheios.

    O anarca acaba de ficar de mau humor.

    [1] https://en.wikipedia.org/wiki/Telecommuting
  • anônimo  11/04/2015 21:10
    Voltei para lhe agradecer, embora a você pareça passos óbvios eu não conhecia esse caminho e será uma informação de grande ajuda em minhas buscas pessoais.
  • anônimo  11/04/2015 02:48
    Faltou a Khan Academy, anarca.
  • Thales Lima  10/04/2015 12:58
    Viram essa? Parece que o ministro andou lendo vocês.

    Ministro chama política econômica no 1º mandato de "keynesianismo vulgar"
  • Tales de Mileto  10/04/2015 13:23
    Agora teremos keynesianismo pura e simplesmente. E não, isso não é uma boa notícia.
  • Cetico Nacionalista  15/05/2015 03:42
    Obrigado Mises! A Cada dia mais libertando minha mente. Sempre achei que o Estado era a solução bastava apenas um líder com idéias corretas Ilusão! Pra completar, minha vergonha total foi que eu me formei em Administração em 2009, minha monografia escrita no ápice da crise de 2008/09, e o meu autor economista favorito que eu achava um Gênio, John Maynard KEYNES, esteve presente em meu trabalho. Pelo menos era o Keynesianismo Puro, direto de Keynes. Tirei uma foto de formando segurando um livro de Keynes todo feliz, me sentindo inteligente. Sinto vergonha hoje.

    Só pra me certificar, a pessoa pode ser um Libertário-Keynesiano???? HahaHa

    Comecei a ler o Mises me considerando um Keynesiano puro, mas acho que nem sabia o que era isso até ler um artigo da visão de 4 escolas para vários assuntos. Não acredito que eu achava Keynes o máximo.
    Obrigado Mesmo! Compartilho direto! Ainda tenho minhas dúvidas quanto a temas mais utópicos, mas espero sana-las em breve.
  • Rocha  08/02/2016 19:32
    Tentando entender um pouco mais de economia (assumo de cara que sei pouco), tem algum país no mundo queabraçou o laissez-faire integralmente e prosperou? Nos meus parcos conhecimentos, vejo as grandes economias democráticas se desenvolvendo valendo-se de estratégias que mesclam intervencionismo e livre mercado. O EUA impoem barreiras, intervenções economica e militares quando veem sua economia local ameaçada, isso confere? E o dito milagre Japones, teve dedo da intervenção do Estado? Grato pelos comentários!
  • Diogo Francis  25/02/2016 17:49
    Parabéns ao Professor Mueller. Estou começando a descobrir a EA.
  • Alessandro  06/03/2016 03:08
    Pois é, "menos intervenção do governo"; "abraçar o Laisses Faire"; o governo só atrapalha, e bla, bla, blá... mas quando as bolhas do liberalismo estouram nenhum capitalista é contra o intervencionismo do Estado. Principalmente quando ele vem na forma de dinheiro vivo e de graça para socorrer empresários e banqueiros quebrados. O liberalismo econômico já foi históricamente refutado de forma empírica ao menos duas vezes e tem gente que teima em ressuscitar esse tipo de ideologia oriunda da ponta de cima da pirâmide social.
  • Almeida  06/03/2016 21:18
    "mas quando as bolhas do liberalismo estouram"

    Quais "bolhas do liberalismo"? A última grande bolha, que foi a bolha imobiliária americana, foi uma total criação do governo americano -- que, na ânsia de fazer com que todos tivessem imóveis, obrigou os bancos a emprestar para quem não tinha histórico de crédito, ameaçando os bancos que porventura se recusassem a emprestar -- em conjunto com o Federal Reserve, que, ao abaixar artificialmente os juros, criou as condições insustentáveis para que qualquer um se endividasse para comprar imóveis.

    Manipulação de juros mais políticas governamentais específicas. Isso é liberalismo?

    Pode tentar refutar todas as informações contidas neste artigo:

    Como ocorreu a crise financeira americana

    "nenhum capitalista é contra o intervencionismo do Estado"

    Nessa você acertou. E que bom que você reconhece que, ao contrário do que dizem alguns, nenhum grande empresário é a favor do livre mercado e do fim do intervencionismo. É exatamente ao contrário: eles gostam de protecionismo e dos privilégios concedidos pelo estado.

    Artigo sobre isso:

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    "Principalmente quando ele vem na forma de dinheiro vivo e de graça para socorrer empresários e banqueiros quebrados."

    Corretíssimo. Vide artigo acima.

    Tal arranjo se chama corporativismo, que é o oposto de liberalismo e de não-intervencionismo.

    "O liberalismo econômico já foi históricamente refutado de forma empírica"

    Como é que algo que nunca foi implantado -- e você próprio reconheceu acima nas suas frases acima -- pode ter sido "historicamente refutado de forma empírica"?

    Show de autocontradição;

    Volte quando tiver mais substância.
  • Alessandro  06/03/2016 22:08
    De fato, há um equívoco aqui. Não houveram duas bolhas do liberalismo. Houve uma bolha do LIBERALISMO em 1929 mais uma bolha em 2008. Porém, essa segunda ocorreu já sob a égide do "NEOLIBERALISMO". Em ambas os seus defensores ideológicos não sentiram a menor vergonha de aceitar dinheiro vivo do Estado "malvadão", mesmo tendo pregado a ideologia de não intervenção (ou menos intervenção) do Estado.

    Já o argumento de que não houve refutação histórica empírica porque o ideal do liberalismo nunca se concretizou é uma meia verdade. Os ideais do liberalismo nunca se concretizaram em todas as suas propostas, mas se concretizaram em sua maior parte. Na verdade, em sua parte substancial e, por isso, deveria ser considerado então, no mínimo, parcialmente refutado. Quanto ao Neoliberalismo, a questão é ainda mais fácil, pois esta é a ideologia dominante atual. Está agora mesmo, em voga, em prática, e, essa sim, segundo tal ponto de vista, deveria então ser considerada refutada historicamente.

    Ainda sobre essa questão, temos que lembrar que existem divergências internas e pequenas variações entre os próprios liberalistas e neoliberalistas e, portanto, colocar a ideologia de qualquer um desses 100% em prática pressupõe uma unidade de pensamento que não existe.

    Ademais, se o liberalismo não pode ser considerado refutado empiricamente pelos seus resultados práticos, deveria ser considerado historicamente refutado pela "súbita e hipócrita mudança de opinião" dos liberalistas. Estes sim, de um dia para o outro, passaram a aceitar intervenções do Estado e até a pedí-las em flagrante contradição com o princípio máximo da ideologia conveniente que pregavam. De um jeito ou de outro, o liberalismo e o neoliberalismo, do ponto de vista histórico, filosófico e acadêmico estão mortos. O que não impede que ainda existam defensores destas teses. Afinal, até mesmo excrescências ideológicas como o neonazismo costumam ainda a dar as caras nas ruas, apesar de absolutamente refutados.

    Além disso, acho interessante que os liberalistas aleguem que não foram refutados históricamente porque sua ideologia nefasta não foi 100% colocada em prática, mas considerem que o Marxismo e outras formas de socialismo foram refutadas historicamente porque "não deram certo" na prática. Os socialistas costumam alegar que o marxismo categórico não foi ainda "testado" na prática. O argumento deveria valer para os dois lados não?

    Quanto ao argumento de que o governo dos E.U.A é o único responsável pela bolha imobiliária de 2008, francamente, chega a ser patético. Pressupõe que eu seja ignorante ao ponto de não enxergar a simbiose de poder existente entre o governo e o capital. Pressupõe que vc estivesse debatendo com um interlocutor bastante inocente e desinformado, a ponto de não saber que quem financia a maior parte das campanhas políticas no mundo inteiro são exatamente os banqueiros e os donos dos meios de produção. Em suma, pressupõe que nós não estivéssemos vivendo o neoliberalismo, ou o capitalismo de Estado, onde a mão dos empresários é a mão que toca o Estado.

    Assim, portanto, a sua questão: "Manipulação de juros mais políticas governamentais específicas. Isso é liberalismo?" A resposta é NÃO. Isto é NEO liberalismo.

    E o que é então o Neoliberalismo? Em suma, é defender o liberalismo quando convém e defender a intervenção do Estado quando e como convém. Esta invenção ocorre justamente com o crash de 29 em meio a formulação do New Deal.

    Quer retroceder na história e defender um liberalismo radical em contraposição ao neoliberalismo? Ok, sem problema. Sua ideologia pode sim ter direito a cidadania. Tal qual os neonazistas da Avenida Paulista. Difícil é convencer quem conhece a história, pois os seus coleguinhas do passado, contradisseram a si mesmos na crise de 1929. Assim fica muito difícil acreditar nas crias deles do presente. Perderam qualquer resquício de credibilidade.
  • Volta  07/03/2016 00:03
    Ora, mas que bom que você reconhece que o sistema atual um de "simbiose entre o governo e o capital", e que vivemos em um "capitalismo de Estado, onde a mão dos empresários é a mão que toca o Estado."

    Você está corretíssimo nessa constatação.

    Só não entendi como foi que, deste arranjo de simbiose entre governo e empresas (veementemente condenado por este site), você derivou que a culpa é do laissez-faire (que é justamente um arranjo que defende a total exclusão do estado da área econômica, reduzindo-o ao simples provimento de justiça e segurança).

    A sua incapacidade de perceber sua incoerência -- você descobriu que o culpado é A, mas mandou para a cadeia B --, mostra que você é intelectualmente desonesto e confuso.

    Quanto ao que é neoliberalismo, o homem que dá nome a este site já o combatia ainda na década de 1940, pois sabia que qualquer arranjo em que o estado se intrometesse na economia acabaria em merda:

    Mises contra os neoliberais - as origens desse termo e seus defensores

    Sobre a crise de 1929, a questão não é o que ocorreu com a bolsa, mas sim as medidas que os governos Hoover e Roosevelt governo adotou após o crash da bolsa.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Houve aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse). Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Sigo no aguardo de uma única refutação sua. Chavões e discursos de UNE e DA eu dispenso. Já conheço todos.

    Sigo também no aguardo de suas refutações sobre o artigo da crise financeira americana (o qual obviamente você não lerá, pois já estipulou que não aceita ter sua confusa mente abalada).
  • Dasross  07/03/2016 03:11
    Sera que ja criaram um faq para refutar as coisas q alguns que caem de paraquedas aqui falam ? É sempre o mesmo...crise de 29, crise de 2008, paises nordicos, quem vai asfaltar as ruas, vcs sao libertarios mas usam servicos do estado e por ai vai...
  • Alessandro Percivalli de Souza  23/09/2016 21:17
    Frase de "Almeida" "Quais "bolhas do liberalismo"? A última grande bolha, que foi a bolha imobiliária americana, foi uma total criação do governo americano -- "

    Argumentei que não, que a crise é de responsabilidade de governo + empresários não só do governo como os empresários costumam querer colocar.

    Em seguida, surge a frase de "Volta" Ora, mas que bom que você reconhece que o sistema atual um de "simbiose entre o governo e o capital", e que vivemos em um "capitalismo de Estado, onde a mão dos empresários é a mão que toca o Estado."

    Você está corretíssimo nessa constatação.

    O nome disso? Contradição.


    Quanto a sua questão "A sua incapacidade de perceber sua incoerência -- você descobriu que o culpado é A, mas mandou para a cadeia B --, mostra que você é intelectualmente desonesto e confuso." Não há nada de confuso e/ou incoerente.

    A resposta está nos meus comentários anteriores que seguem uma linha argumentativa bem definida. Mas, como, pelo visto, vc não estava acompanhando meus comentários desde o início eu respondo:

    Só há contradição se vc partir do princípio de que o chamado "Lasses Faire" é levado a sério por quem o proclama. Na verdade, a história já demonstrou que os empresários gostam de proclamar o Lasses Faire pra poderem gerar suas bolhas de crescimento artificial e insustentável e, depois, quando elas estouram, eles renegam este princípio e se agarram firmemente as diversas formas de socorro e ajuda financeira do Estado.

    E é sempre assim, justamente pra ter um discurso oficial, ou melhor, um discurso histórico de coonestação que dê uma aparência mínima de dignidade as suas ações é que os empresários usam mão de sua retórica liberalista para justificar os momentos em que os governos começam a diminuir a fiscalização e o controle da economia rumo a formação da próxima bolha.

    Assim, se vc se leva a sério com seu discurso Liberalista, há incoerência em alguns níveis. Incoerência esta que desaparece ao se considerar o Liberalismo clássico apenas como um jogo de retórica política que se recicla e se adapta para dar aparência tecnicista a algo que já foi amplamante renegado pela história.

    É por isso que a direita comente gafes históricas ridículas de maneira recorrente como, por exemplo, afirmar que Hitler e o Nazismo eram de esquerda, só porque o partido Nazista era, ou melhor, se dizia "socialista" . Alguém que não enxergou que o Nazismo era um mero jogo de retórica pode ser levado a questionar, por exemplo, por quê os "esquerdistas" não admitem o fracasso do socialismo através da experiência do Nazismo. É obvio que tal exigência por coerência se dá por enxenrar o nazismo como uma teoria séria e conceitualmente bem construída.

    O mesmo se dá com sua exigência de coerência ao me ver condenar ao mesmo tempo o Liberalismo e o conluio de empresários com o governo. Isto se dá porque vc, na qualidade de liberalista, obviamente parte do pressuposto de que o liberalismo é um discurso sério, que parte de pessoas que acreditam realmente nesta ideologia econômica.

    Contudo, como frisei várias vezes, os seus colegas do passado, defensores ferrenhos da não intervenção do Estado caíram em flagrante e inegável contradição ao aceitar toda sorte de recursos governamentais (incluindo dinheiro público) para consertar a merda que eles e seu Lasses faire fizeram.

    Se eu não tivesse conhecimentos razoáveis de História poderia ser levado a acreditar que vcs realmente acreditma no próprio discurso, assim como os incaltos consideram que Hitler realmente acreditava naquela baboseira que ele pregava. poucos são os que tem a capacidade de reconhecer a necessidade de se estabelecer um discurso de justificação para toda e qualquer patifaria que se pretenda fazer.

    No caso de vcs e tantas outras "ONGs" liberais, sua função é bem clara: divulgar e difundir uma reciclagem do velho discurso liberalista junto as massas desavisadas a fim de justificar perante a opinião pública o que está por vir. E o que está por vir que precisa de um discurso oficial com aparência tecnicsta, nada mais é do que o desmonte da CLT, mais um ciclo de privatizações, a instauração gradual do chamado "Estado Mínimo" etc, etc, etc... enfim, aquilo que a direita chama de "Ponte para o futuro" que nada mais é também do que ir tirando dinheiro dos programas sociais e dos gastos sociais normais e ir colocando cada vez mais a serviço do rentismo e da burguesia.

    A sua organização, nada tem de "a-partidária" como tantas outras já desmascaradas por aqui. É bancada e criada por patronatos como a FIESP por exemplo.

    Até entendo, sem dúvida. Quando o patronato e os seus representantes do governo "concederam" coisas como A CLT, por exemplo, o cenário era outro. Havia uma possibilidade real de revolução social e era preciso dar um cala boca as massas para evitar o avanço das idéias socialistas na América Latina e no resto do Globo. A maior parte dos trabalhadores se deu por satisfeita na ocasião por achar a "benéssie" melhor do que os riscos pessoais que cada trabalhador assumiria em caso de adesão a uma agênda mais radical que tentaria romper definitivamente com a exploração... enfim, hoje os tempos são outros, o "o velho antasma não ronda mais a europa" e a mídia burguesa conseguiu criar um tipo novo e inusitado de alienado: a figura do "pobre de direita".

    Sem dúvidas, em um cenário como este, não haveria porque os patrões manterem as concessões de outrora. Não há mais risco de socialismo
  • Magno  23/09/2016 22:14
    Comentário completamente desconexo e confuso.

    Pesquei apenas duas coisas: você diz que empresários são a favor do laissez-faire e que dizer que o nazismo é de esquerda é coisa de idiota.

    Pra começar, empresários são visceralmente contra o laissez-faire. Empresários, por definição, são avessos à concorrência. Empresário gosta é de cartel e de reservas de mercados.

    Saia dessa bolha:

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado


    Quanto ao nazismo, os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

    A economia nazista era uma economia totalmente voltada para o esforço de guerra. Havia escassez de tudo. E, o pouco que restava, tinha seus preços controlados. Todos os recursos do setor privado foram direcionados para a fabricação de tanques, metralhadoras, granadas e bombardeiros. Não havia livre iniciativa para nada. E a mão-de-obra desempregada era compulsoriamente direcionada a fabricação de materiais bélicos.

    Há o socialismo de estilo soviético (bolchevista) e o socialismo de estilo alemão (nazista). Fixar preços é uma forma de ataque à propriedade privada, pois retira dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Fixação de preços é um decreto estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde bem quiserem.

    Se isso não é ser de esquerda, então nada mais é de esquerda.

    Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário
  • anônimo  07/03/2016 09:57
    'são exatamente os banqueiros e os donos dos meios de produção.'

    Amiguinho...'meios de produção'?
  • Anonimo  22/11/2017 14:52
    Olavete não gosta de ver pobre vencer na vida. Olavete acha que o pobre merece viver uma vida miserável e infeliz, privilegiando a FALSA meritocracia que é conversa pra boy dormir. A maioria dos coxinhas nasceram em berço de ouro, sempre tiveram do bom e do melhor sendo sustentado pelo papai e ainda vem na maior cara de pau falar em "meritocracia".
  • Antônimo  22/11/2017 15:18
    Meritocracia?! Esse aí, coitado, ainda não entendeu absolutamente nada.

    A riqueza nada tem a ver com esforço, com as horas trabalhadas, com o trabalho duro, com nada disso. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

    O que determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação.

    O que realmente determina a remuneração no mercado é apenas e simplesmente a criação de valor. Se você consegue criar algo de valor para terceiros, você será bem remunerado. Ninguém está nem aí para as suas horas trabalhadas ou para o seu esforço. As pessoas só querem saber de serviço bem feito. E pagarão bem por isso.

    Satisfaça as necessidades dos outros, e as suas serão satisfeitas. Não importa se é por mérito, por sorte ou por talento. O cara mais esforçado e bem-intencionado do mundo, se não criar valor, ficará de mãos vazias.

    Leia mais em:

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria

    A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos


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