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Quando a moeda morre, a moral e a decência morrem juntas

Segundo o The New York Times, a atual crise de escassez e racionamento enfrentada pela Venezuela é causada pela queda no preço do petróleo.  A verdade, no entanto, é que a furiosa hiperinflação que assola o país desde 2013 já havia esvaziado as prateleiras dos supermercados de Caracas bem antes de o preço do petróleo ter caído à metade.

Atualmente, com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar, com uma inflação de preços estimada em 194% ao ano, e com rígidos controles de preços, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar.

Segundo a matéria de capa do Times, a venezuelana Mary Noriega, assistente de laboratório, tem de ficar na fila junto a 1.500 outros venezuelanos para conseguir comprar comida "enquanto soldados armados pedem as carteiras de identidade para se certificarem de que ninguém está comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana".  A senhora Noriega está tendo de fazer escambo com seus vizinhos para conseguir colocar comida na mesa.

Quando a moeda morre

Em um épico miniconto de Thomas Mann intitulado "Disorder and Early Sorrow" (Desordem e Dor Precoce), no qual ele descreve como era a vida na República de Weimar, na Alemanha, então sob uma das maiores hiperinflações da história, a dona de casa, Frau Cornelius, fazia algo similar ao que os venezuelanos fazem hoje para colocar comida na mesa:

O chão está continuamente vacilando sob seus pés, e tudo parece estar de cabeça para baixo.  Ela só pensa na sua tarefa mais crucial do dia: os ovos, eles têm de ser comprados hoje, e agora.  Cada ovo está custando seis mil marcos, e há uma quantia racionada que só pode ser adquirida neste dia da semana na mercearia que fica a quinze minutos de sua casa.

Fazendo uma análise econômica dessa história de Mann, este artigo mostra como uma intervenção governamental na economia imediatamente leva a outras intervenções.  Tendo gerado escassez no mercado com suas políticas inflacionárias, as autoridades alemãs criaram novas regulações para tentar corrigir a irracionalidade que eles próprios haviam criado. O roteiro é sempre o mesmo, em todos os países: o governo cria intervenções que geram consequências inesperadas, e decide então recorrer a intervenções ainda mais violentas para "sanar" as consequências não previstas das intervenções anteriores.

Não é difícil de entender por que os alemães de hoje são tão avessos a qualquer tipo de política monetária que tenha semelhanças com uma política hiperinflacionária.  A revista britânica The Economist disse jocosamente que os alemães sofrem de "fobia" em relação à hiperinflação. 

É claro.  Quando um alemão se lembra de como a taxa de câmbio do marco pulou de 4,2 marcos por dólar em 1914 para 4,2 trilhões de marcos por dólar em novembro de 1923; quando ele se lembra de que, em meados de 1922, um pão custava 428 milhões de marcos; e que, em novembro de 1923, um ovo custava 500 bilhões de marcos, as memórias obviamente não podem ser boas. 

[Nota do IMB: a hiperinflação vivenciada pelo Brasil no período 1980-1994 foi atenuada pelo fato de que, além do mecanismo da correção monetária (uma invenção brasileira), a classe média e a classe alta tinham acesso ao sistema bancário e utilizavam suas aplicações (como as aplicações no overnight) para se proteger da hiperinflação.  Essas duas coisas não existiam na Alemanha da década de 1920.  Houve muita escassez e racionamento no Brasil, mas não houve uma completa chacina da classe média, como houve na Alemanha].

No conto de Mann, com toda essa destruição monetária como pano de fundo, as pessoas tiveram de aprender na marra a como lidar com isso.

Nenhuma família podia comprar mais de cinco ovos por semana.  Sendo assim, as pessoas de uma mesma família entravam nas mercearias sozinhas, uma após a outra, utilizando nomes falsos.  Desse modo, elas conseguiam vinte ovos para a família Cornelius.

Em um assustador caso de vida imitando a arte que imitou a vida, o povo venezuelano está hoje enfrentando os mesmos obstáculos para comprar detergente, óleo vegetal e farinha (todos estes itens sujeitos a um rígido racionamento do governo).  Segundo a reportagem do Times:

Todas as compras feitas pelos venezuelanos são computadas em um sistema de dados para garantir que cada consumidor não tente comprar os mesmos produtos racionados em um período menor do que sete dias.

Soldados patrulham as filas fora dos supermercados, policiais da guarda bolivariana ficam dentro dos supermercados, e funcionários públicos conferem as carteiras de identidade à procura de falsificações que poderiam ser utilizadas para driblar o sistema de racionamento.  Procuram também por imigrantes com visto expirado.  Um funcionário público da imigração grita alertando que transgressores serão presos. 

Em Caracas, o governo não será facilmente enganado.  Embora racionamento, escassez e longas filas já fossem uma rotina na Venezuela, a queda no preço do petróleo intensificou o processo.  Segundo o Times:

O governo enviou tropas para patrulhar as enormes filas que se estendem por várias quadras.  Alguns estados proibiram as pessoas de esperaram fora dos supermercados ao longo das madrugadas, e funcionários do governo estão de prontidão perto das portas de entrada e saída, prontos para prender qualquer um que tenta driblar o sistema de racionamento.

O sistema de saúde sofreu um profundo baque.  O suprimento de remédios está simplesmente acabando.  Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias.  Em uma clínica privada, um cirurgião conseguiu manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguiu contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano soubesse, remédios essenciais.

Thomas Mann relatou quão rapidamente o dinheiro perdia valor na República de Weimar:

Antes de os filhos chegarem, Frau Cornelius tem de pegar sua cesta de compras, sua bicicleta e ir correndo à cidade para tentar trocar seu dinheiro por qualquer quantidade de bens possível.  Caso não faça isso, o dinheiro que está em sua mão irá simplesmente perder todo o seu poder de compra ao longo do dia, e não lhe permitirá adquirir nada no dia seguinte.

O The New York Times tem um fotógrafo em Caracas, e essa foto vale por mil palavras:

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"As coisas irão piorar bastante porque é o petróleo o que mantém a Venezuela funcionando", disse Luis Castro, enfermeiro de 42 anos de idade, enquanto esperava na fila de um supermercado com centenas de outros venezuelanos.  "Já estamos nos acostumando a enfrentar filas diariamente", disse ele, "e quando você se acostuma com algo, se contenta com qualquer migalha que lhe é oferecida".

Ao passo que a maioria das pessoas são arruinadas pela hiperinflação, há algumas que fazem fortunas.  Em seus slides, o Times mostra um especulador com a mão lotada de dinheiro em Caracas vendendo, no mercado negro, sabonete, manteiga e óleo de cozinha.

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Em seu livro The Downfall of Money:Germany's Hyperinflation and the Destruction of the Middle Class, Frederick Taylor escreve que "pessoas com renda média e sem nenhum acesso a produtos agrícolas ou a moeda estrangeira foram forçadas a aprender a caçar e a ficar em filas por comida — tanto porque sua renda frequentemente não era o suficiente para comprar o que queriam em um determinado dia, como também porque havia, à medida que a hiperinflação se intensificava, uma genuína escassez de comida."

Já os agricultores simplesmente não queriam trocar seus alimentos por inúteis pedaços de papel que não tinham nenhum valor. "Naquilo que rapidamente estava regredindo para voltar a ser uma economia baseada no escambo, os mais espertos, para não dizer desonestos, chegavam rapidamente ao topo da cadeia darwiniana", escreveu Taylor.  "Nas áreas rurais, os médicos exigiam pagamento em comida dos fazendeiros que os procuravam".

Os trabalhadores começaram a ser pagos diariamente, e os homens, tão logo recebessem seus salários, iam correndo com suas mulheres comprar qualquer coisa que conseguissem.  Após comprar os itens essenciais, eles corriam até um banco para comprar qualquer moeda forte que ainda restasse.  O número de bancos aumentou substantivamente para lidar com esse novo negócio.  Em 1921, 67 novos bancos foram abertos. Em 1922, mais 92. E mais 401 surgiram em 1923-24.  O número de funcionários de banco quadruplicou nesse período. O Deutsche Bank tinha 15 filiais em 1923. De anos depois, já eram 242.

Não foi a pujança da atividade econômica que criou a necessidade desses novos bancos. "Os bancos estavam sobrecarregados de ordens para comprar e vender ações e moedas estrangeiras.  E os cidadãos comuns, em número cada vez maior, se tornavam especuladores da bolsa".

"O colapso da moeda e o colapso da moralidade se tornaram idênticos", escreve Taylor.  Não eram apenas as prostitutas que vendiam seus corpos.  "As recém-desprovidas filhas da classe média educada (em alguns casos, filhos também), que agora estavam no mercado do sexo pago, estavam inteiramente disponíveis a qualquer preço — preferivelmente em troca de cigarros, metais preciosos ou moeda forte em vez de marcos de papel."

Com a inflação tendo destruído toda a poupança da classe média, as moças jovens simplesmente não tinham nenhum dote a ser oferecido a pretensos futuros maridos.  "Quando a moeda perde totalmente seu valor", escreveu uma mulher, "ela destrói todo o sistema burguês baseado no matrimônio, de modo que destrói também toda a ideia de se manter casta até o casamento".

Taylor cita uma história relatada pelo escritor russo Ilya Ehrenburg sobre uma noite que ele passou com alguns amigos em Berlim.  Segundo Ilya, eles terminaram a noite visitando uma família alemã em um "apartamento burguês perfeitamente respeitável".  Foi-lhes oferecido limonada com um pouco de álcool e

Então as duas filhas que estavam na casa entraram na sala, totalmente nuas, e começaram a dançar.  A mãe olhava esperançosa para as visitas estrangeiras: talvez suas filhas fossem do agrado das visitas, e talvez as visitas pagassem bem — em dólares, obviamente.  "E é isso o que chamamos de vida", suspirou a mãe.  "Na verdade, é pura e simplesmente o fim do mundo".

Tendo conhecimento de algumas dessas histórias, e olhando a corrupção moral a que foi submetida a Alemanha, não é de todo incompreensível entender fenômenos como a ascensão de Hitler.  E também não é incompreensível por que os alemães de hoje não são muito tolerantes com seus vizinhos europeus que defendem políticas inflacionárias.

Países como a Venezuela e, em menor grau, Rússia e Argentina, estão em caminhos perigosos no que tange às suas moedas.  Eles deveriam ler um pouco da história da Alemanha.

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Leia também:

Há 90 anos: o fim da hiperinflação na Alemanha 

Venezuela, Rússia e os efeitos da queda do preço do petróleo 

A hiperinflação mais negligenciada da história 

Recordações de um Brasil socialista 

O legado cultural e espiritual da inflação monetária 

As consequências políticas e culturais da inflação



autor

Douglas French
é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply.  Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.

  • Daniel  04/02/2015 14:40
    A prostituição na orla de Copacabana explodiu justamente na década de 80 e início da de 90, quando a moeda nacional era uma piada, e a demanda por moeda estrangeira (fornecida por turistas e executivos estrangeiros) explodiu.
  • Victor  04/02/2015 15:01
    Existe a possibilidade de acontecer algo parecido no Brasil nesses próximos 4-5 anos? Seja pela crise energética/hídrica, seja pelo colapso do FED? Nem sei se isso tem infuência mas tenho essa impressão.
  • Leandro  04/02/2015 15:18
    O Fed não vai entrar em colapso. Muito menos o dólar. Já o real está colapsando há quatro anos, e cada vez mais intensamente.

    Aliás, o real está se desvalorizando tão rapidamente que os números dessa postagem de blog, da semana passada, já estão defasados. Isso sim é preocupante.
  • Guilherme  04/02/2015 19:09
    Em apenas 6 meses, o dólar já encareceu 23% em relação ao real. Aos pouquinhos a gente vai chegando lá.
  • Julio Heitor  04/02/2015 19:19
    Leandro,

    dos artigos que tenho lido no Blog de Peter Schiff, o dólar já está com seus dias contados. Em poucos anos a nova moeda de reserva internacional será, no curto prazo o Euro e, posteriormente, muito provavelmente o yuan Chines.

    Adicionalmente, Alemanha, China, Australia e a própria Russia estão comprando ouro como nunca (além do repatriamento). Peter Schiff aposta que estes países (principalmente Russia e China) já prevem o colapso do dólar e estão implementando o plano da nova moeda de reserva internacional para acelerar o processo (dado que o proprio FED está destruindo a moeda e vai lançar o QE 4 provavelmente no inicio de 2016).

    Abraços!
  • Leandro  04/02/2015 19:33
    O euro não tem a menor chance de substituir o dólar. Esqueça isso.

    A única moeda que pode substituir o dólar é uma que esteja irreversivelmente atrelada ao ouro por meio de um Currency Board ortodoxo. E, mesmo assim, teria de ser uma moeda de um país de economia grande e aberta ao mercado internacional.

    A China até poderia fazer isso, mas ainda está a galáxias de distância. Ela sequer consegue convencer Hong Kong a abandonar o dólar e aceitar o renminbi.

    Em vez de se preocupar com o dólar, preocupe-se com o real, que se esfacela mensalmente.
  • Enrico  04/02/2015 20:21
    Suíça ou Alemanha não seria candidatas para dar início aos trabalhos?

    E a conspiração da moeda dos BRICS que supostamente seria lastreada em "recursos naturais", considerando a impotência China, não passaria de uma piada, certo?
  • Leandro  04/02/2015 20:46
    Os BRICS já eram. O B e o R encolheram, o I sumiu do mapa e o C está desacelerando. (Sobre a África do Sul, nada sei).

    Acreditar que real, rublo, rúpia, renmimbi e rand fazem frente ao dólar é um humor típico de Guido Mantega.
  • Enrico  04/02/2015 22:17
    Que estão morrendo até o Mantega sabe, mas o que havia era uma suposta criação de moeda lastreada por "recursos naturais" pelos cinco países.

    A questão implícita é: existe alguma possibilidade de surgir uma moeda lastreada por "recursos naturais" de uma forma vaga, como se fosse uma cesta de matérias-primas?
  • Leandro  04/02/2015 22:48
    Em tese, é possível usar qualquer padrão. Pode usar até algodão. O difícil é convencer os outros da seriedade e da durabilidade dessa política capitaneada por esses excelsos governos. O sistema tem de ser à prova de manipulações e interferências políticas, caso contrário os mercantilistas de sempre vão exigir desvalorizações contínuas para ajudar o setor exportador.
  • Silvio  04/02/2015 21:39
    Fiquei curioso. Por que exatamente o euro não tem a menor chance de substituir o dólar?
  • Leandro  04/02/2015 21:49
    Com atual turbulência da Europa? Com aqueles países periféricos ameaçando eleger malucos de extrema-esquerda (a Espanha tá doidinha pra copiar a Grécia e eleger um partido -- o Podemos -- que se diz abertamente bolivariano) e que ameaçam dar calotes, o que dizimaria o sistema bancário do continente?

    Por que isso seria superior ao dólar?
  • Silvio  04/02/2015 23:49
    Lendo sua resposta eu dei risada, mas logo em seguida me dei conta de que esse absurdo está acontecendo de verdade e que mais cedo ou mais tarde nós mesmos seremos afetados por essa palhaçada... e daí fiquei triste.

    Mas então, confesso que ignorei a situação atual na zona (e que zona!) do Euro e estava pensando apenas em seu PIB, que é superior ao dos EUA. Daí não ter entendido a princípio sua rejeição enfática à possibilidade do Euro vir a se tornar a moeda número 1.

    De todo modo, obrigado.
  • Enrico  05/02/2015 00:03
    Se a Alemanha sai do euro e volta ao marco, o marco então teria mais chances do que o euro, uma vez que estaria livre dos "países beberrões"?
  • Carlos  05/02/2015 00:15
    O Rothbard tem um artigo defendendo eticamente o calote, e já cheguei a ler artigos mostrando que o impacto não seria tão grande quanto esperado. Inclusive até abrindo caminho para um governo mais limitado e prudente, caso por algum quasi-milagre um governo resolva tomar este rumo.

    O problema do calote nesses países europeus seria do calote em si, ou da postura dos governos de extrema-esquerda que após o calote obviamente não iriam reduzir seus impostos, praticarem austeridade séria, e fariam o total contrário de tudo o que deveria acompanhar um calote da dívida?
  • Leandro  05/02/2015 01:38
    Ambas as coisas.

    Ademais, quem vai querer portar uma moeda cujos títulos públicos que ela pode comprar não dão segurança nenhuma?

    A Argentina já deu dois calotes. O valor do peso no mercado cambial, desde então, aumentou ou se esfrangalhou? O poder de compra do peso aumentou ou diminuiu? A procura por pesos aumentou ou diminuiu? O padrão de vida dos argentinos aumentou ou diminuiu?
  • Julio Heitor  05/02/2015 15:14
    Leandro,

    acho que perdi o raciocinio então. Se nem os QE 4,5,6... não colocam o dólar em cheque e não fazem a confiança ser abalada, o que pode abalar?

    No máximo continuariamos tendo ciclos economicos que seriam cada vez mais fortes a cada rodada mas que, com novos QEs, o dolar continuaria sendo uma moeda de reserva internacional.

    Meu palpite neste caso, para que o circulo vicioso se quebre é, no momento do estouro de mais uma crise, existir uma moeda forte, totalmente atrelada ao ouro que seria o novo refugio.

    Assim, quando a crise passasse, os investidores não mais seriam anestesiados com mais um QE, dado que já descobriam uma nova moeda mais estável.

    Esse seria o raciocinio para justificar os repatriamentos/compras de ouro pela Alemanha, Russia e China.

    Falei alguma besteira?
  • Leandro  05/02/2015 15:40
    "Se nem os QE 4,5,6... não colocam o dólar em cheque e não fazem a confiança ser abalada, o que pode abalar?"

    Colocariam em cheque se houvesse alguma outra moeda no mercado capaz de oferecer concorrência ao dólar. Só que não há.

    Qual é a moeda internacional de troca? O dólar. Qual é a moeda que pode comprar títulos públicos absolutamente confiáveis (pelo menos por enquanto)? O dólar.

    O franco suíço seria um potencial concorrente, mas sua circulação mundial é ínfima, e com o BC suíço impondo taxas de juros negativas justamente para afastar investidores e especulares, não há nenhum perigo de concorrência para o dólar.

    O iene também tinha tudo para ser confiável. Mas aí entrou um novo governo japonês e aloprou geral.

    De resto, vale ressaltar que o dólar se enfraqueceu bastante até meados de 2011, que foi quando o ouro chegou a US$ 1.900. Naquele momento, o euro até chegou a oferecer algum risco de concorrência. Só que, a partir dali, os QEs americanos foram sendo continuamente reduzidos, e o dólar foi só se valorizando.

    Meu palpite é que, agora que os investidores já viram que nada afeta a confiança do dólar, a moeda americana vai se valorizar cada vez mais. A menos, é claro, que haja alguma abrupta mudança de rumo por parte do Fed.

    Por isso, a única saída para o Brasil neste momento, caso não queira vivenciar uma explosão na carestia, é implantar um Currency Board ortodoxo ancorado no dólar. E se, por acaso, o houver alguma reversão e o dólar começar a se enfraquecer, seria fácil trocar a ancoragem no dólar por uma ancoragem no ouro.

    O que realmente não dá é um país em desenvolvimento, com um governo sem nenhuma credibilidade, ter câmbio flutuante. A moeda não vai flutuar; ela vai desabar.

    Quando o real desabou no final de 2002, foi necessário uma SELIC de 26,50% e três anos para retornar o real a uma valoração adequada (só voltamos à normalidade em meados de 2006). Não podemos nos dar ao luxo de perder todo esse tempo de novo.

    "Meu palpite neste caso, para que o circulo vicioso se quebre é, no momento do estouro de mais uma crise, existir uma moeda forte, totalmente atrelada ao ouro que seria o novo refugio. Assim, quando a crise passasse, os investidores não mais seriam anestesiados com mais um QE, dado que já descobriam uma nova moeda mais estável."

    Bingo. E o Brasil poderia ser esse candidato.

    "Assim, quando a crise passasse, os investidores não mais seriam anestesiados com mais um QE, dado que já descobriam uma nova moeda mais estável. Esse seria o raciocinio para justificar os repatriamentos/compras de ouro pela Alemanha, Russia e China."

    Como eu não entendo a mentalidade do governo russo e do governo chinês, não irei especular. Mas tal proposta seria facilmente aceita pelos alemães. Até porque eles têm experiência histórica nisso. De 1971 a 1999, o marco só se valorizou perante o dólar, e foi uma das moedas mais fortes do mundo, junto com o franco suíço e o dólar de Cingapura.
  • Diogo  05/02/2015 16:48
    Leandro, se suas análises estiverem corretas (acredito que sim), devemos realmente apostar contra o real, alem de não manter reservas dessa porcaria de moeda, salvo para contas rotineiras. Começo a fazer planos para levar pelo menos meus investimentos para fora desse pais fulero, e mais adiante acho que vou junto.
  • Julio Heitor  06/02/2015 12:50
    Leandro,

    parece que eu estava adivinhando. Artigo de hoje:

    mises.org/library/russia-planning-gold-based-currency

    Abraços!
  • Marcelo  12/02/2015 09:41
    Leandro, a libra esterlina não poderia substituir o dólar?
  • Andre  04/02/2015 15:26
    O Maduro vai deixar a Venezuela podre.
  • Silvio  04/02/2015 16:32
    "O colapso da moeda e o colapso da moralidade se tornaram idênticos", escreve Taylor. Não eram apenas as prostitutas que vendiam seus corpos. "As recém-desprovidas filhas da classe média educada (em alguns casos, filhos também), que agora estavam no mercado do sexo pago, estavam inteiramente disponíveis a qualquer preço — preferivelmente em troca de cigarros, metais preciosos ou moeda forte em vez de marcos de papel."

    Interessante que esse mesmo tipo de degradação acontece hoje em Cuba, só que, ao invés de marcos, temos dólares.

    Enfim, torço para viver e ver o dia em que o socialismo passará a ser reconhecido e tratado exatamente como é, ou seja, um hediondo crime contra a Humanidade.
  • Errata  04/02/2015 21:30
    Em vez de 'dólares', leia-se 'pesos cubanos'.
  • Maduro  04/02/2015 19:52
    Por falar em moral:

    Com escassez de produtos na Venezuela, preço da camisinha passa de R$ 2.000

    Além de encarar filas gigantescas para comprar produtos de primeira necessidade, como carne, açúcar e remédios, os venezuelanos estão enfrentando também a escassez de outro produto: as camisinhas, difíceis de encontrar no país, chegam a custar até 4.760 bolívares (R$ 2.035,38), segundo informações do site de notícias norte-americano Bloomberg Business.

    "Agora precisamos esperar na fila até para fazer sexo", disse Jonatan Montilla, 31, diretor de arte de uma empresa de publicidade.
  • anônimo  04/02/2015 21:51
    Texto otimo. Somente um detalhe que me chamou atenção.

    "Ao passo que a maioria das pessoas são arruinadas pela hiperinflação, há algumas que fazem fortunas. Em seus slides, o Times mostra um especulador com a mão lotada de dinheiro em Caracas vendendo, no mercado negro, sabonete, manteiga e óleo de cozinha."


    Certeza que alguém nesse país consegue ficar milionário com esse tipo de comercio?
  • Leandro  04/02/2015 22:42
    Depende. Se ele conseguir, de alguma maneira, ir acumulando moeda forte diariamente (uma possibilidade razoável, dado que ele está no mercado paralelo), então ele pode perfeitamente se tornar um magnata de acordo com a realidade venezuelana.

    Vale lembrar que os vários milionários russos que surgiram "magicamente" após o fim da URSS eram pessoas que acumularam moeda forte no mercado informal vendendo comida ou gasolina durante os anos do comunismo.
  • anônimo  04/02/2015 23:56
    Obrigado Leandro pela resposta
  • Tiago  05/02/2015 00:18
    Esse fenômeno dos magnatas russos pós comunismo periga ser emulado aqui, daqui algum tempo...

    Sempre tentei encontrar um livro/filme/documentário decente sobre este assunto...teria algum para indicar, Leandro?
  • Leandro  05/02/2015 01:40
    Leia o livro Ícone, de Frederick Forsyth, que é um mestre em contar estórias utilizando situações que realmente ocorreram. Há um capítulo do livro em que ele narra detalhadamente como isso ocorreu, e como eles se transformaram na máfia russa.
  • Tiago  05/02/2015 10:33
    Legal, vou procurar...

    Obrigado, Leandro.
  • Adelson Araujo  04/02/2015 21:59
    Recentemente os Estados Unidos aumentaram as restrições para emissão de vistos para funcionários públicos venezuelanos (e seus familiares) envolvidos em perseguições políticas e violações de direitos humanos, tentando interferir de alguma forma nesta grave crise política e humanitária que assola a Venezuela. Sentindo o golpe, Nicolás Maduro solicitou à Unasul uma ação política contra os EUA, para deter as "ações golpistas contra a Venezuela", como sempre mantendo sua pantomima de vítima do "imperialismo ianque". Mas o mais intrigante são o mutismo e a inação do Brasil diante desta grave crise que se descortina em nossa vizinhança. Onde está o pretenso candidato a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU? Provavelmente "deitado em berço esplêndido", ou tentando pagar as contas vencidas de pessoal, aluguel e energia de suas embaixadas no exterior.
  • Diogo  05/02/2015 11:10
    De todas as cagadas que um governo pode fazer, nada se compara a destruição da moeda.
  • Antônio  05/02/2015 14:34
    Não se engane. Coloque um Salário Mínimo de R$ 100000,00. Até eu iria querer inflação...

    Nada é tão ruim que não possa ser piorado...
  • Diogo  05/02/2015 16:37
    De que adianta 1m de uma moeda que não compra nada. Ou você acredita que se fosse decretado salario minimo nesse valor os preços iriam se manter estáveis? Muita inocência da sua parte, é bom estudar um pouquinho mais. Comece lendo o artigo acima.
  • Silvio  05/02/2015 20:40
    Não podemos nos esquecer dos genocídios. Acho que isso ganha da depreciação da moeda.
  • Diogo  06/02/2015 10:24
    De fato Silvio, mas eu me referia a politicas econômicas, onde está escrito cagadas leia-se politicas econômicas.
  • Vinicius  05/02/2015 14:25
    Dentro de 5 anos na Venezuela haverá escassez de carne de crianças.
  • Gilmar  05/02/2015 17:32
    NÃO PRECISA PUBLICAR

    Leandro, estou fazendo uma monografia sobre ciclos econômicos, e queria te perguntar uma coisa. Tem como me contactar por email?

    Aguardo a resposta
  • Vander  05/02/2015 18:56
    Eu vou ser sincero com vocês, muitos dos que estão nessas filas estão pensando:

    - "Que saudades do comandante!"

    É lamentável, mas é a realidade. Muitos venezuelanos acreditam que se o comandante ainda estivesse vivo, nada disto estaria acontecendo.
  • Valatráquio  05/02/2015 23:36
    Verdade.

    Esse apego ao caudilhismo que impregna a cultura popular aqui na América Latina é o que me faz a não ter nenhum sentimentalismo em relação à situação na Venezuela. E ao Brasil também...

    É por essa cultura populista e nojenta que ideologias 'vermelhas' como socialismos, comunismos, etc, fazem a festa por aqui. Além de incentivar as mais grotescas formas de monopólios.

    Não tem como uma nação ir para a frente aqui na América Latina tendo uma cultura de vitimismo como a que existe por aqui.

    Me enoja ver como o latino é um povo crianção, dependente de um 'pai' que lhe resolva todos os problemas. Me enoja ver como tudo é difícil para o latino quando trata-se de trabalho, mas surpreendentemente, torna-se tudo fácil quando o assunto são festas, carnavais, praias e cervejas. Enfim, não tem como esperar nada de um povo que não se importa com as consequências desde que as causas sejam fáceis de resolver.

    Por isso não tenho pena do povo Venezuelano. Estão colhendo o que plantaram.
  • Ventríloquo  06/02/2015 00:51
    Por falar nisso, como já disse outras vezes, não tenho dó de brasileiro, argentino, boliviano, venezuelano e cubano. Todos eles pediram socialismo e socialismo estão tendo. Por isso, o povo desses países têm mais é que se ferrar de verde e amarelo (ou nas respectivas cores de seus países) e com areia. O único povo cuja situação me faz chorar (literalmente) é o norte-coreano.
  • Roger  12/02/2015 21:54
    Foste certeiro ao ponto:

    Em meio à crise, venezuelanos continuam divididos por Chávez

    Esperar o que de um país com um povo com tal mentalidade?
  • Rodrigo Amado  05/02/2015 20:16
    "Muitos venezuelanos acreditam que se o comandante ainda estivesse vivo, nada disto estaria acontecendo.".

    Esses merecem o Maduro.
  • André  05/02/2015 23:23
    Enquanto isso, em Hong Kong, país que é o extremo oposto da Venezuela, com altíssimo índice de liberdade econômica:

    www.zerohedge.com/news/2015-02-05/hong-kong-doomed-foolishly-lowers-eliminates-taxes-stimulate-economy

    Resumindo: O governo de Hong Kong teve um superávit não previsto e vão DEVOLVER boa parte do dinheiro extra (ou todo, não me preocupei em ler com atenção) para estimular a economia!!!
    E vão reduzir impostos para estimular ainda mais!!!

    Eles planejam estimular a economia deixando o dinheiro nas mão do povo.

    Keynesianos diriam que eles são completamente loucos.
    E é por isso que eles são tão ricos.
  • Maykson Calista  07/02/2015 13:15
    Tenho muito medo quando economia e moral são associados, enxergo que o limite entre os dois é muito tênue e qualquer exagero pode ter consequência não previstas. Na faculdade em uma discussão um marxista associava riqueza a falta de moral. O cara é rico e imoral ou é pobre e moral. A economia enxergo como um de vários fatores que podem levar a atitudes morais ou não. meus avós passaram fome, mas nunca precisaram roubar etc.
  • Jurista Economista  09/02/2015 04:40
    Os globalistas estão destruindo as moedas para retornar a economia mundial ao padrão ouro... E parece que seria uma moeda totalmente virtual como a bitcoin... Embora muitos pensem ser apenas teorias da conspiração já li muita coisa interessante nessa área que faz sentido para explicar o mundo atual - mesmo a economia.
  • Realista Economista  09/02/2015 13:23
    Oi?! Globalistas querendo destruir o manipulável papel-moeda -- justamente o arranjo que mais lhes dá poder -- e retornar ao padrão-ouro, que é justamente o arranjo que mais lhes tira poder?

    E esse "padrão-ouro" seria o bitcoin?! O que há na sua água?
  • Diplomata Economista  09/02/2015 22:10
    Eu é que pergunto o que há na sua água? O poder deles advém de um reles papel sem lastro? KKKKKKK... Valeu...

    Ouro tira poder deles? Essas famílias são antiquíssimas - há quem diga que remontam À Roma Antiga, Grécia, Egito, Babilônia, Suméria, e mesmo muito antes...

    IMAGINE QUANTO OURO ELES JÁ TÊM GUARDADO...

    Não quero dizer que o Padrão-Ouro seria o bitcoin... O bitcoin provavelmente é só um teste para averiguar a viabilidade da medida, da nova moeda baseada no ouro...

    OU VOCÊ ACHA MESMO QUE - APÓS A REETRUTURAÇÃO DA ECONOMIA AO FIM DO GRANDE COLAPSO - AS PESSOAS VÃO FICAR TRANSACI0NANDO COM BARRAS DE OURO, ANDANDO COM ELAS PRA CIMA E PRA BAIXO? Deve ter alguma relação com o Ouro Escritural baseado na tecnologian das bitcoins, das contas e cartões de crédito/débito que já conhecemos muito bem...

    Provavelmente tudo concentrado em microchips, muitos acham implantados no pulso...

    É TRISTE RECONHCER, MAS ALGUÉM REALMENTE ACHA QUE ELES NÃO TENTARÃO ENQUADRAR DE ALGUMA FORMA OS LIBERTÁRIOS DA ESCOLA AUSTRÍACA? MAIS IMPORTANTE QUE O DINHEIRO - OURO - PARA ELES, É O CONTROLE TOTAL...
  • Andre  11/02/2015 11:04
    "Ouro tira poder deles? Essas famílias são antiquíssimas - há quem diga que remontam À Roma Antiga, Grécia, Egito, Babilônia, Suméria, e mesmo muito antes...

    IMAGINE QUANTO OURO ELES JÁ TÊM GUARDADO..."

    "OURO - PARA ELES, É O CONTROLE TOTAL..."

    Hmmm, então na época que o padrão ouro vigorava na maior parte do mundo ele tinham o CONTROLE TOTAL e daí se distraíram e perderam o CONTROLE TOTAL?
  • Economista Historiador  11/02/2015 22:32
    "Hmmm, então na época que o padrão ouro vigorava na maior parte do mundo ele tinham o CONTROLE TOTAL e daí se distraíram e perderam o CONTROLE TOTAL?"

    - Não parece ser nenhuma distração, só uma estratégia nebulosa... Cortina de fumaça...

    Para reconstruir uma velha ordem teriam que destruí-la primeiro de várias formas... Seria apenas um recuo estratégico, anticíclico... Vocês devem pensar "estrategicamente" como eles (por isso estão no poder), e não como um homem comum do povo... Esses não governam, só são gado explorado da fazenda...
  • Ze  11/02/2015 12:01
    "Os globalistas estão destruindo as moedas para retornar a economia mundial ao padrão ouro"

    Acredito que seja um troll, mas irei responder.

    Você deveria tentar antes discutir as verdadeiras causas para a destruição da moeda, que são os déficits governamentais causado pelas políticas populistas e a expansão artificial do crédito bancário com intuito de estimular a produção à curto prazo.

    Tudo isso nada tem haver com globalistas, mas sim com uma população ignorante e políticos oportunistas.

    "Ouro tira poder deles? Essas famílias são antiquíssimas - há quem diga que remontam À Roma Antiga, Grécia, Egito, Babilônia, Suméria, e mesmo muito antes...
    IMAGINE QUANTO OURO ELES JÁ TÊM GUARDADO... "

    Essas famílias certamente não tiveram herdeiros para dividir a herança geometricamente, e se quer consigo imagina uma família que manteve a mesma linhagem há milhares de anos.

    Ou Me cite alguma dessas famílias.

    Também estou curioso para saber como eles permitiram tão facilmente o fim do sistema padrão-ouro.
  • Mário   24/02/2015 01:52
    Aproveitando a comicidade involuntária desse cidadão, deixo aqui um artigo que mostra dados sobre a evolução das riquezas durante e após o padrão-ouro.

    Quando havia padrão-ouro, os mais pobres enriqueceram, e os mais ricos (principalmente o 1%) estagnaram. Já quando aboliram o padrão-ouro, o 1% enriqueceu ainda mais, e os mais pobres empobreceram fragorosamente.

    Tá tudo aqui:

    www.zerohedge.com/news/2015-02-20/why-1-hates-gold-standard

    E aí vem esse cidadão dizer que o 1% defende o padrão-ouro (justamente o sistema que os estagnou) e é contra o papel-moeda fiduciário, que é justamente o arranjo que os enriqueceu.
  • Emerson Luis  10/02/2015 22:24

    Quando a moral e a decência morrem, a moeda morre junta.

    Existe correlação entre a ética de um povo e os seus resultados socioeconômicos.

    * * *
  • Economista Historiador  11/02/2015 22:39
    "Acredito que seja um troll, mas irei responder.

    Você deveria tentar antes discutir as verdadeiras causas para a destruição da moeda, que são os déficits governamentais causado pelas políticas populistas e a expansão artificial do crédito bancário com intuito de estimular a produção à curto prazo."

    - VOCÊ DEVERIA ANTES TENTAR ENTENDER OS REAIS MOTIVOS DE ELES CAUSAREM OS DEFICITS GOVERNAMENTAIS COM POLÍTICAS POPULISTAS E EXPANSÃO MONETÁRIA ARTICIFICAL INFLACIONÁRIA... ACHA MESMO QUE ELES - TÃO SÁBIOS, RICOS, E PODEROSOS, NÃO SABEM MUITO BEM O QUE ESTÃO FAZENDO?

    "Tudo isso nada tem haver com globalistas, mas sim com uma população ignorante e políticos oportunistas."

    - COMO TEM TANTA CERTEZA DISSO: NADA A VER COM GLOBALIZAÇÃO? MELHOR CONSIDERAR TODAS AS HIPÓTESES PRA MONTAR O QUEBRA-CABEÇAS... DESCARTAR QUALQUER PONTO DE VISTA É A RECEITA CERTA DA ALIENAÇÃO... DE IGNORANTE JÁ BASTA A MASSA IGNARA DA POPULAÇÃO...

    MAS NÃO SOU EU QUE TENHO QUE ENSINAR ISSO PARA UM MONTE DE MARMANJOS ERUDITOS... JÁ DEVERIAM COGITAR E PESQUISAR SOBRE ISSO... CAUSA-ME ESPÉCIE LIBERTÁRIOS DA ESCOLA AUSTRÍACA SENDO TÃO INGÊNUOS EM RELAÇÃO ÀS INTENÇÕES DA ELITE GLOBAL QUE CONTROLA GOVERNOS, BANCOS, E MÍDIA... QUASE ESTÃO "DEFENDENDO" ESSES CARAS... RSRS
  • Valatráquio  19/02/2015 13:08
    "MAS NÃO SOU EU QUE TENHO QUE ENSINAR ISSO PARA UM MONTE DE MARMANJOS ERUDITOS... JÁ DEVERIAM COGITAR E PESQUISAR SOBRE ISSO... CAUSA-ME ESPÉCIE LIBERTÁRIOS DA ESCOLA AUSTRÍACA SENDO TÃO INGÊNUOS EM RELAÇÃO ÀS INTENÇÕES DA ELITE GLOBAL QUE CONTROLA GOVERNOS, BANCOS, E MÍDIA... QUASE ESTÃO "DEFENDENDO" ESSES CARAS... RSRS"

    Ó mestre! Então nos ilumine com sua sabedoria maior que o infinito! Dê nomes aos bois nesse caso. Quem são essas tão famosas 'elites' de quem vocês tanto falam? Por favor, cite ao menos UMA dessas elites e UMA prova de que a mesma controla governos, bancos e mídia como você acusa.

    Queremos provas documentais e nomes ó mestre! De gritos histéricos já estamos cansados. Só por favor não venha nos mostrar vídeo do ioutubi, não me venha falar sobre os illuminatis, tampouco sobre os Rothschilds, muito menos sobre o príncipe Charles.

    Que tal começarmos a apontar o dedo para a verdadeira elite que domina o mundo? Principalmente aquela que chega ao poder pelo poder do voto (ou da 'revolução'), vendendo mentiras e comprando as verdades com dinheiro surrupiado do povo?
  • Matias  23/02/2015 23:45
    Alguém sabe como funciona esse câmbio marginal implantado agora na Venezuela? São duas taxas de câmbio, essa marginal de 172 bolívares por dólar, e o oficial de 6,30. Nem precisam responder se vai funcionar, mas gostaria de saber qual o objetivo... tem relação com manter a dívida externa na cotação de 6,30?
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 22:23
    O estado fomenta a inflação e outras mazelas propositadamente.
  • José Roberto Baschiera Junior  17/04/2015 17:46
    Estatismo + Moeda Fraca = jeitinho brasileiro.


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