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Como ganhar dinheiro (mesmo sendo pobre)

A principal dificuldade em ganhar dinheiro e enriquecer é que você tem de ter um dinheiro de reserva para criar aquilo que é chamado de "renda passiva", que é a renda que continua crescendo sem que a pessoa tenha de trabalhar.  Isso significa que, para enriquecer, você tem de juntar um capital que seja suficiente para ser investido e tenha rendimento. 

E, para obter esse capital, não há mágica: você tem de criar valor; você tem de ter uma atividade diária que seja valorizada por pessoas.

Logo, duas conclusões: 1) você tem de trabalhar em algo que seja valorizado e demandado por consumidores.  Só assim você conseguirá acumular algum dinheiro; 2) se a taxa básica de juros vigente em seu país for alta, melhor para você, pois seu dinheiro aplicado renderá mais.

Pessoas pobres permanecem pobres por três razões. 

A primeira é que sua mão-de-obra é tão simples, que a demanda por ela não é alta.  Uma mão-de-obra ganha valor de acordo com sua escassez e sua qualidade.  Trabalhadores de redes fast food, ou caixas de supermercado e padaria simplesmente não são uma mão-de-obra escassa.  Isso faz com que seus contracheques sejam baixos.

A segunda razão é que as pessoas pobres que têm uma renda mais maleável — ou seja, uma renda que não está totalmente comprometida com despesas fixas e essenciais — têm de saber escolher entre várias opções.  Entre as pessoas ricas, alguns vícios podem ser considerados meras excentricidades, uma vez que esses vícios, na maioria dos casos, não causam a ruína de suas circunstâncias presentes e futuras.  Já entre os pobres, os vícios — dentre os quais os mais comuns são cigarros e bebidas — consomem um dinheiro que, em outras circunstâncias, poderia ser utilizado para aplicações financeiras, as quais formariam aquele colchão necessário para criar a renda passiva.  Uma pessoa que não controla seus vícios e que por isso vive exclusivamente de salário a salário é uma pessoa que em vez de estar se esforçando para controlar seu próprio destino, está com o seu destino controlado pelo mercado de trabalho.

A terceira razão é que, sem que tenham nenhuma culpa por isso, as pessoas pobres possuem acesso apenas a uma fatia muito limitada da economia — que é aquela que está fisicamente próxima deles. Vários pobres continuam sem acesso à internet, a qual é hoje a maior força-motriz por trás da acumulação de riqueza.  Aliás, vários pobres nem sequer têm acesso a uma livraria ou até mesmo a uma boa educação.

Com esses três fatores combinados, as pessoas pobres muito provavelmente continuarão pobres.  E o comportamento agregado de indivíduos no mercado mostra que isso é verdade.  Histórias de sucesso continuam sendo a exceção.  Sendo assim, torna-se fácil acreditar que as pessoas pobres não têm nenhuma outra escolha senão continuarem pobres.  Esse artigo é uma tentativa de mostrar que tal argumento não procede, e também de mostrar como a pobreza pode ser superada por meio da compreensão das forças naturais do mercado.

Para remediar o primeiro problema da pobreza — a mão-de-obra de uma pessoa pobre não ser escassa —, é necessário adquirir educação.  O indivíduo tem de saber tornar sua mão-de-obra qualificada e demandada. 

Isso pode ser feito tanto por meio do autodidatismo quanto por meio da educação em uma escola técnica.  Aprender as técnicas de um trabalho específico, como fazer aulas técnicas em um sábado à tarde para adquirir um certificado de operador de empilhadeiras, é um esforço que, embora sobrecarregue o indivíduo temporariamente e até mesmo aumente seus gastos, poderá lhe trazer uma maior acumulação de riqueza no longo prazo. 

Não basta apenas olhar o salário do final do mês para determinar o que pode e o que não pode ser comprado.  Qualquer planejamento para o futuro tem de ser feito com o intuito de ganhar o máximo de dinheiro possível.  Isso significa que o indivíduo terá de poupar dinheiro para fazer essa especialização.  Logo, ele não poderá gastar seu pouco dinheiro comprando cigarros, cerveja ou comendo uma comida mais cara.  Sacrifícios serão necessários no curto prazo. 

Pessoas que sobrevivem de salário a salário deveriam economizar o máximo possível a cada semana.  Após um ano de poupança extrema, uma pessoa que trabalha em troca de salário mínimo já terá algumas economias.  Se as taxas básicas de juros do país estiverem altas, tanto melhor: suas aplicações irão render mais, e sua poupança será menos sacrificante.  A partir daí, não será difícil investir esse dinheiro em cursos técnicos que lhes deem um certificado.  Em países em que tais cursos são subsidiados ou mesmo "gratuitos", não há nenhuma desculpa para não fazer isso.  Com esforço e dedicação, um jovem pobre pode se tornar um grande mecânico de automóveis, um serviço para o qual sempre haverá demanda.

No pior dos cenários, que é aquele em que uma pessoa pobre não possui meios de transporte para se locomover até o local do curso técnico — quando, por exemplo, as tarifas de ônibus são caras, ou nem sequer há ônibus —, uma bicicleta terá de ser adquirida.  Daí a importância ainda maior da poupança.  Trata-se de um gasto que na verdade é um investimento.

Inversamente, os dois vícios mencionados — cigarros e álcool — não acrescentam absolutamente nada à riqueza de um indivíduo.  Ao contrário, são gastos que representam uma contínua subtração de sua riqueza, principalmente no mundo atual, em que os preços desses bens só fazem crescer à medida que os governos vão elevando os impostos que incidem sobre esses itens.  Cortar a cervejinha pode ser algo bem sacrificante em termos de prazer pessoal; mas quando se considera que a escolha é entre um momento de prazer ou uma vida bem-sucedida, a opção deveria ser bem clara.

O terceiro problema, que é o das oportunidades de acordo com a localização do indivíduo, também terá de ser resolvido por meio da poupança.  Computadores e até mesmo laptops terão de ser adquiridos; e podem ser adquiridos no mercado de usados por preços bem em conta.  Ter um computador ou um laptop pode parecer uma despesa incrível para alguém que ganha salário mínimo; mas, de novo, com planejamento, poupança, sacrifícios e corte de gastos inúteis, é algo totalmente viável.  Não é fácil, mas é totalmente factível.  No mundo atual, ter um computador é quase obrigatório.

Uma pessoa que não tenha acesso à internet em casa poderá ter de ir a uma fonte que forneça internet, como uma biblioteca.  Ou, no extremo, poderá usar uma LAN house.  Daí a necessidade de mais poupança.  

A questão então passa a ser a seguinte: tendo investido em uma bicicleta ou em um computador, o que o indivíduo terá de fazer para enriquecer?  Com um computador, os serviços mais demandados (e, por isso, os mais escassos) envolvem programação.  Livros sobre programação de computadores, muito embora nem sempre estejam totalmente atualizados, podem ser encontrados em bibliotecas públicas.  Vários deles, como Visual Basic para iniciantes, vêm com DVDs que podem ser utilizados como ferramenta de auxílio. 

Aliás, o próprio YouTube possui vídeos que ensinam vários tipos de programação de computador.  E, procurando com paciência, a internet fornece vários .pdfs gratuitos de apostilas de programação.  Com dedicação e paciência, qualquer um pode se tornar um webmaster.

Consequentemente, não é impossível que um sujeito que trabalha em alguma rede de fast food ou que é caixa de padaria, e que hoje não tem nem meio de transporte e nem computador, possa por meio desses sacrifícios e esforços subir na vida.  Ele pode não virar um milionário, mas sem dúvida sua renda irá aumentar substantivamente.

Um grande problema ao qual todos estão sujeitos é que essa renda que momentaneamente parece ser contínua e suficiente pode repentinamente sumir.  Trabalhadores podem ser demitidos.  Empresas podem falir.  O mercado pode simplesmente tornar algumas profissões obsoletas.  Em algum momento no futuro, pode até ser possível que computadores se programem sozinhos de acordo com um arranjo de preferências pré-determinadas.  Aquele indivíduo ou aquela família que até então estava confortável em uma profissão repentinamente descobre que sua renda voltou a correr risco.

O que fazer?

O objetivo supremo de ganhar dinheiro é ganhar dinheiro o suficiente para que investi-lo se torne uma vocação.  Isso irá fornecer uma vida com mais segurança e mais certezas.  Investidores podem controlar aquilo em que investem.  Tanto o sucesso quanto o fracasso são determinados pelas escolhas que fazem.  Isso é o oposto de ter de seguir ordens de um patrão, que é quem decide por conta própria se o empreendimento no qual você trabalha irá fracassar ou ser bem-sucedido. 

Por isso, o objetivo da independência vocacional deveria ser óbvio: você começa sendo um assalariado, mas deve utilizar o dinheiro para se qualificar continuamente, até se tornar um empreendedor autônomo.  Hoje, com a internet, você tem acesso a praticamente qualquer livro-texto ou vídeo técnico que queira.  Tendo um meio de locomoção — uma bicicleta ou até mesmo um carro simples e usado, que já deixou de ser caro há muito tempo —, sua esfera de influência econômica se estende para muito além de sua residência. É assim que você começará a realmente ganhar dinheiro.

Após adquirir uma renda contínua e confiável, e com os vícios controlados, é possível poupar cada vez mais dinheiro, o que permitirá um colchão que traga alguma tranquilidade.

Visto por esse prisma, aquele senso comum que diz que devemos "trabalhar para ganhar dinheiro para sobreviver" é somente parte da solução.  Mais especificamente, é a primeira parte da solução.  O objetivo supremo é "trabalhar para ganhar dinheiro para que, então, você possa ser autônomo ou trabalhar em troca de um salário ainda maior".

Conclusão: se você mora em um país que oferece cursos técnicos gratuitos, cujas taxas de juros são relativamente altas, e você tem acesso à internet, não há desculpas para não ganhar dinheiro.  Você pode não ficar milionário, mas pode perfeitamente deixar de ser pobre.  O processo é simples, mas muito trabalhoso.  Exige sacrifício e dedicação.  Mas qualquer um pode fazê-lo.



autor

Winter Trabex
é escritor e romancista.  Já publicou três livros e é autor de vários contos.  Veja seu blog.


  • Charles Miller  27/11/2014 13:49
    Há um tempo atrás, estava lendo sobre que o ideal é acumular capital durante a vida para, no mínimo, virar um empreendedor/investidor na aposentadoria. Com certeza, o problema da baixa poupança se deve, em parte, a inflação de preços historicamente alta. Mas, um fator importante é o ranço ideológico que existe em relação ao capital e ao empreendedorismo. Muito ajudaria se, ao invés de encher o saco com toda a baboseira sobre luta de classes, as pessoas incentivassem que o "proletário" se tornasse "burguês".
  • João  27/11/2014 14:03
    Eu tenho 100R$ e gostaria de multiplicar esse dinheiro. o que eu poderia fazer com esse dinheiro para obter mais?
  • Marciano  27/11/2014 14:11
    Com um total único de R$100? Nada. Com uma renda mensal e contínua de R$850? Ah, aí já dá pra fazer mais coisa.

    O artigo em momento algum fala que um montante único e fixo pode ser multiplicado. Mesmo porque uma única nota de R$100, repousando dentro de sua carteira, não representa renda. É um mero estoque. Se você não entendeu nem isso, hora de fazer aquele curso básico de leitura.

    Boa sorte!
  • anônimo  27/11/2014 14:32
    Com 100 reais? Compre o livro Ação Humana de Ludwig von Mises e A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.
  • Vinicius  27/11/2014 14:40
    Com R$50,00 compre: 5 latas de leite condensado, 1 pote de margarina sem sal, 2 pacotes de chocolate em pó solúvel, chocolate granulado e pacote para brigadeiros. Prepare os brigadeiros com uma receita, aproximadamente 110 brigadeiros.
    Com R$30,00 compre: 1 pacote de amendoim torrado e sem casca de 5kg e pacotes para embalar, faça 70 pacotinhos.
    Vá numa região de intenso comércio, venda de boca a boca dizendo que está juntando para abrir o próprio negócio (não minta, tenha um plano), boa sorte, eu fiz e me saí muito bem.
    Use os R$20,00 como capital de giro.
  • brunoalex4  27/10/2017 11:14
    Boa!!!
  • Pablo Daniel  28/04/2019 03:56
    Eu segui essa dos doces e ajuda muito!
  • Juliano  27/11/2014 14:55
    Dá pra comprar pó de café, água, copinhos, garrafa, açúcar, agregando valor aí, um cafezinho pode sair por 60 centavos. 1 kg de café dá uns 9-10 litros de café coado, 200 copinhos, uns 120 reais. Comida (biscoitos, doces, etc) pode garantir uma razoável margem de lucro pros seus 100 reais. Se você mora perto do Paraguai, tem como trazer muamba.
  • João  27/11/2014 15:05
    Juliano, eu estava pensando em ir no Bras, comprar algumas coisas com esses 100 reais e tentar vender, com alguma margem de lucro. Mas o que comprar?
  • Alan  27/11/2014 15:38
    João. Eu não recomendaria que vc comprasse produtos prontos, como pacotes de doces ou barras de cereal e vendesse ganhando R$ 0,20 em cada. Se vc tem algum talento, como por exemplo fazer um bolo muito gostoso que ninguém mais saiba, use para adicionar valor à matéria prima que você comprou. Por exemplo, vc gasta R$ 10,00 pra fazer um tabuleiro desse bolo que pode ser vendido em 10 pedaços cada um a R$ 2,00. Você vai lucrar bem mais. Procure mostrar que você tem qualidade no seu trabalho, higiene, isso é muito importante, use uma roupa branca, toca e luvas e faça o seu carrinho de bolos limpo e organizado. As pessoas vão confiar no seu produto. Se você não tiver condições de fazer assim de início, tente mostrar pelo menos as qualidades de higiene que são muito importantes no ramo dos alimentos. Mas se você tem outros talentos, aproveite-os.
  • eu  27/11/2014 18:56
    Eu há muitos anos comecei fazendo unha, juntei um dinheiro, parei de fazer unha e comprei materiais pra fazer bijouteria que era o que eu gostava, vendi pra caramba. Depois desistir.
    Tava sem um real hoje e comecei a trabalhar sob encomenda, por exemplo: pego um fornecedor, anuncio os produtos dele ja com meu lucro, recebo e pagamento e com o dinheiro do cliente eu pago o fornecedor. Comecei assim, sem um real.
    Mas mesmo com 100 reais você pode fazer muita coisa, depende do que você gosta.
    Eu compro roupas de 10,00 e revendo por 30,00 , 40,00 ... dependendo do modelo.
  • Orang  27/11/2014 19:32
    João, que tal usar a própria cachola para, pelo menos, criar o seu negócio? Os palpites de centenas de pessoas, além de apenas confundir, não te farão destacar, já que existem aos montes. Você tem é que fazer a diferença de algum jeito. As sugestões devem servir apenas de inspiração.
  • Alexandre  28/11/2014 12:12
    05 litros de álcool de cereais: R$ 40,00
    500 ml de essência: R$ 35,00
    10 frascos pet 500 ml: R$ 10,00
    10 válvulas spray: R$ 10,00
    10 etiquetas "aromatizante de ambiente artesanal": R$ 3,00
    01 funil plástico: R$ 2,00

    Total Investido: R$ 100,00
    Produção: 10 frascos de aromatizante de ambiente 500 ml
    Preço de mercado/venda: R$ 30,00 cada frasco
    Total aferido com a venda: R$ 300,00
    Lucro bruto aferido: R$ 200,00

    Pegue os R$ 300,00 aferidos na venda e faça + 30 frascos de aromatizante
    Venda os 30 frascos e conseguirá aferir R$ 900,00

    Pegue os R$ 900,00 aferidos na venda e faça + 90 frascos de aromatizante
    Venda os 90 frascos e conseguirá aferir R$ 2.700,00

    Depois compre alguns aparelhos aromatizadores de ambiente (spray líquido automático) e incremente o seu portfólio, aumentando o seu lucro e trazendo tecnologia e inovação ao seu trabalho. Alugue os aparelhos aromatizadores para boutiques, escritórios, academias, clínicas, etc. e forneça as fragrâncias.

    Dentro de pouco tempo você será um empresário autônomo bem sucedido. E o mais importante, sem pagar impostos, pois para a locação de bem-móvel é exigido apenas a emissão de um simples recibo (pessoa física), sem Nota Fiscal, sem contador, sem burocracia.


  • anônimo  28/11/2014 14:33
    So cuidado pra nao se tornar bem sucedido demais, pq dai o estado vai la pra ferrar sua vida
  • anônimo  27/11/2014 14:15
    Existem outras fontes de educação gratuita
    www.coursera.org
    www.edx.org
    Educação do nível do MIT e similares
  • Forever  27/11/2014 15:01
    Existe também o Khan Academy,que é um ótimo reforço do ensino médio.O site Duolingo que oferece cursos de Inglês,Espanhol e estão começando a preparar o de Francês,e o melhor é que o duolingo tem aplicativo para tablet e celular.Coisas que os adolescentes poderiam usar(já que a maioria tem um smartphone ou tablet) para reforçar os estudos,mas preferem acessar o Facebook,Twitter... Aí é complicado mesmo sair da pobreza.

    Khan Academy:pt.khanacademy.org
    Duolingo:pt.duolingo.com
  • Gabriel  27/11/2014 15:46
    Existe também o próprio site de cursos do MIT:

    ocw.mit.edu/index.htm

    É um excelente recurso pra quem entende inglês.
  • anônimo  05/12/2014 11:38
    O ruim do MIT open courseware é que eles só botam no ar as matérias básicas, a parte avançada eles não falam.
  • Henrique  27/11/2014 14:27
    o IMB não vai comentar a vinda do Piketty para o Brasil???
  • Meirelles  27/11/2014 15:00
  • Nêmesis  27/11/2014 17:20
    se o imb ñ diz, eu falo. vai pegar dengue e morrer
  • Silvio  27/11/2014 14:37
    Como bem disse o autor, é trabalhoso deixar de ser realmente pobre, mas não é uma tarefa impossível. No entanto, ao invés de gastar tempo e dinheiro para conseguir uma vida melhor, muita gente prefere fazer isso.
  • Douglas  27/11/2014 15:14
    Sensacional!!!
  • Lucelmo   10/10/2017 16:11
    Perfeito!
  • adamante  27/11/2014 14:37
    A recomendação de bibliotecas publicas e cursos técnicos não vão hoje, contra princípios libertários? Afinal, no Brasil, essas instituições são fundadas com dinheiro roubad9 da população.
  • Diamante  27/11/2014 14:51
    Tais instituições existem, certo? Mais ainda: elas são majoritariamente financiadas com os impostos indiretos, que incidem com mais intensidade nos mais pobres. Ou seja, são eles próprios que financiam essas instituições "gratuitas".

    Sendo assim, não entendi o que haveria de errado em dizer que os pobres podem utilizar aquilo que eles próprios são espoliados para financiar.

    E não entendi por que o artigo deveria ignorá-las, uma vez que elas são um dado da realidade.

    É o equivalente a dizer: viva como se você não pagasse imposto, pois pagar impostos implica a existência de um estado, e somos contra isso.
  • Bizantino   27/11/2014 15:57
    Como a filosofia libertária enxerga o ato de trabalhar para o Estado? Confesso que antes de conhecer o IMB, meu sonho profissional era ser Auditor-Fiscal da Receita Federal e ganhar mais de R$13.000,00 por mês. Mas, depois de conhecer e entender o IMB, comecei a traçar o meu futuro profissional na área da minha graduação, Engenharia Elétrica. Mesmo assim, não sei se trabalhar para um setor extremamente regulamentado e cartelizado como o da Energia é algo desprovido de carga moral negativa.

    Deixo aqui, uma saudação especial ao Diamante! É admirável um cara formado em Ciências Econômicas pela UFMG se abster de trabalhar para a máfia estatal. Com a inteligência que tem, poderia passar em qualquer concurso publico. E, explicito minha curiosidade: em qual área trabalha?

    Abraço aos amigos do IMB!

  • Guibro  28/11/2014 02:01
    Dinheiro sujo, maculado pela coerção, em troca de desserviços à sociedade. Podendo, é tão melhor evitar...

    Porém, se você quiser racionalizar e dormir em paz mesmo sendo funça, vão aqui algumas desculpas esfarrapadas:

    a) o cargo existe, está lá. se vc não assumir, vai assumir outro, mais esperto ou mais burro, mas certamente mais estatista, então é melhor que seja vc mesmo;

    b) quem está te pagando é o estado, e ele faz isso roubando cidadãos, supostas vítimas que, na maioria, acha tudo ótimo, então vc não os está roubando, está recebendo doações deles, kkkkk, sendo que os não-paspalhos (vítimas mesmo) são minoria ínfima;

    c) pode ser divertido brincar de cavalo de tróia: estudar formas de ser pró-tributado, pró-indivíduo, quando todo o resto é pró-fazenda.

    Cara, pensando bem, minha melhor desculpa é que eu fiz direito, que deve ser o curso mais estatal possível. Engenheiro funça é falta de vergonha na cara, se pá.

    Se vc optar mesmo pelo parasitismo, não deixa que essa seja sua única fonte de renda. Tenta fazer algo de bom à sociedade em paralelo.

    Abraço!
  • Hasbro  28/11/2014 17:04
    Uma desculpa, nem tão esfarrapada assim, é que ser empresário no Brasil é padecer no inferno. Quanto mais você se esforça, mais você é sabotado por todos os lados, desde o governo, com seus regulamentos e fiscais escrotos, até mesmo os ex-empregados, com seus processos trabalhistas esdrúxulos.

  • Godding  28/11/2014 18:10
    Sério?

    Quem alguém formado em Direito fale esse monte de m* beleza, mas alguém formado em Direito que visita o IMB falando isso é foda.

    Tu é cara que seria guarda de um campo de concentração.

    Se quer fazer algo imoral faça, mas faça consciente que independentemente das justificativas que encontrar, você segue sendo um verme, ainda pior que funças que não têm consciência da imoralidade, pois você tem.

  • Ronaldo  28/11/2014 16:31
    Bizantino precisamos de pessoas feito você infiltradas no poder pública XD
  • Nilo BP  29/11/2014 00:38
    Tentar mudar o governo por dentro é tão eficaz quanto se juntar ao Estado Islâmico pra tentar deixá-los mais pacíficos. Não tem muito o que mudar, é a natureza do animal.

    E nada justifica receber dinheiro roubado dos outros. Um assaltante que tentasse justificar seu crime dizendo que "se ele não tivesse roubado, outro teria feito pior" seria objeto de ridículo, e com bom motivo.

    Sim, é difícil (praticamente impossível) viver no mundo de hoje sem fazer concessões ao Estado, mas o mínimo que um libertário pode fazer é tentar não ser um sanguessuga descarado.
  • Andre  29/11/2014 09:08
    Fatos:

    Se perguntarmos para uma vítima do estado islâmico, antes delas ter a cabeça decepada, se ela acha justo deceparem a cabeça dela ela dirá que não é justo.

    Se perguntarmos para uma vítima de um ladrão se ela acha justo ter sido roubada ela dirá que não é justo.

    Se perguntarmos para uma vítima do imposto se ela acha justo ter que pagar imposto, a esmagadora maioria dirá que é, no máximo acrescentando que em troca deve ter saúde, educação e segurança gratuitos (sic) e de qualidade.
  • Lopes  27/11/2014 14:48
    Pontual artigo.

    Lanço algumas sugestões adicionais e em casos de juros artificialmente baixos:

    1) Não tenha vergonha de reduzir seu padrão de vida. Diferentemente do que é propagado por intelectuais, não é necessária propaganda alguma para fazer gente humilde consumir em cenário de baixos juros: a verdade é que ninguém quer ser miserável, simples assim.
    Combinada tal realidade intransponível com a subida dos preços e com o total desestímulo à poupança gerado pelos juros baixos, chegamos a um cenário deprimente onde ocorre uma melhora artificial da qualidade de vida do indivíduo graças aos baixos juros e com o acúmulo de dívidas, a situação se inverte e muitos cometem o grande erro de querer manter o mesmo padrão de vida apesar da mudança das circunstâncias. O resultado é um suicídio financeiro e anos de dívidas feitas somente para farrear.
    O orgulho do material é letal à quaisquer situações financeiras.

    2) Evite usar crédito caso não acredite que ele fará sua renda aumentará. Como diria o Leandro, "o crédito para simplesmente farrear" é uma completa desvirtuação improdutiva do seu verdadeiro objetivo. Tradicionalmente, o crédito tinha como função deslocar capital do presente ao futuro, seja para emergências ou comprar bens de alto preço (imóveis); por exemplo, em um cenário com grande poupança, ocorre um furacão - o preço dos tijolos sobe absurdamente para o esforço de reconstrução e você é dono de uma olaria - pedir crédito com baixos juros reais para comprar insumos da fabricação dos tijolos tornaria atender à demanda imediata por tijolos lucrativa e assim, a reconstrução será acelerada pela ação do empreendedor e o crédito terá exercido sua função.
    Entretanto, em situação de juros artificialmente baixos, a realidade é que o crédito é uma arma incontrolável para muitos; o resultado é o financiamento de inúmeros produtos que você não utiliza, às vezes por mero capricho, como carros mais modernos (só seriam úteis se fosse para utilizá-los, por exemplo, para trabalhar com serviço de entregas) ou festas.
    Evite usar crédito se não acha que ele é necessário para fazer sua renda aumentar ou manter-se no mesmo patamar.

    3) Seja honesto. Não sou exatamente experiente de vida, entretanto, pelo que aprendi com gente mais sábia e vivida por perto; garanti-los-ei que o golpista de praça vive decentemente de cada golpe, mas nunca deixará de ser só um golpista de praça - ele rouba mas não enriquece. É fácil entender isto: se você possui um vendedor em sua loja em qual pode verdadeiramente confiar, ele está incontáveis passos à frente dos vendedores oportunistas e potencialmente criminosos de ser gerente - ele é mais produtivo e uma companhia mais agradável simplesmente por não roubar ou fazer caixa 2.
    Se não deseja ser honesto por moralidade, que o seja por algum pragmatismo: um vendedor de carros usados que meramente abusa do desconhecimento dos consumidores pequenos jamais será convidado para atender aos grandes ou ao menos para repetir pedidos dos mesmos consumidores pequenos.

    4) Conheça pessoas de valores semelhantes aos seus. É mister reconhecer o trabalho das instituições religiosas de unirem pessoas de desejos empreendedores (inúmeras empresas, bandas e outras empreitadas que conhecemos nasceram em uma) ou caridade através de suas paróquias. Você não precisa necessariamente participar de uma organização religiosa, dado que quaisquer outros grupos que compartilham gostos ou posicionamentos morais poderá servi-lo, entretanto, particularmente, as oportunidades das paróquias são costumeiramente as maiores.
    Em um cenário de juros artificialmente baixos, as circunstâncias poderão levá-lo a ter de abrir um negócio como forma de resistir à inflação. E a realidade das empresas é que raramente nascem somente de uma pessoa, mas das poupanças e planos de várias - se honestas, vocês já terão uma gigantesca vantagem em relação às outras.
    Por experiência pessoal, testemunhei o primeiro grande contrato tido por uma empresa da construção fundada por carpinteiros de uma mesma igreja - infelizmente, o resultado foi terrível: qualquer dinheiro que fora recebido do contrato seria roubado por um e então por outro, até que não sobrasse mais nenhum "empreendedor" para desaparecer.
    Daí a importância de gente que compartilhe dos mesmos valores e que seja capaz de aderir à honestidade por moralidade ou ao menos, pragmatismo.

    5) Não pule de um penhasco com dedos cruzados à expectativa de voar. Se a Caixa Econômica paga milhões de reais a um vencedor é porque à exceção dele, milhões de pessoas tiveram de ser perdedores. A proximidade com o crédito artificialmente baixo é uma facílima armadilha para indivíduos impulsivos ou orgulhosos em demasia: antes de tomar quaisquer atitudes, é importante lembrar os pontos 2) e 1).

    ----------------
    Receio que não é nenhuma genial coletânea, entretanto, é o que pude adicionar neste meio tempo.
  • Nilo BP  02/12/2014 23:57
    Aplausos!
  • ricardo otávio costa santos  27/11/2014 14:50
    Parece que esse texto foi escrito para mim... tenho 33 anos e atuo como estagiário de engenharia civil. Irei me formar em 2016 ( se Deus quiser ) e já penso nisso desde já: adquirir experiência como engenheiro, fazer cursos adicionais e, futuramente, atuar como conta-própria.
  • Fábio  27/11/2014 14:51
    Achei o artigo sensacional.
    Simples e objetivo.

    Hoje com o youtube, você pode aprender QUALQUER COISA.

    Até fazer autópsia...(tem mesmo, risos).
  • Daniel Ribeiro Mello  27/11/2014 15:14
    Eu aprendi a consertar várias coisas do meu carro só vendo vídeos no youtube e lendo artigos na internet. Se eu consigo, qualquer pessoa com dedicação e esforço também consegue, e pode vender seus serviços assim.
  • sandro lima  28/11/2014 20:15
    Para você ver a que ponto a internet revolucionou o mundo...
    Antes, teria que ler livros e livros!
    Hoje, com um pouco de paciência e buscas por palavras corretas, se aprende muita coisa.

    Acredito que não tem nada que você queira fazer, que alguém já não tenha feito.
    Se por ventura acontecer, é só procurar mais alguém que também esteja procurando pela mesma coisa, junte esforços e conhecimento e pronto!

  • Trader Carioca  27/11/2014 15:02
    Primeiro, parabéns pelo artigo.

    Eu posso dar um rápido depoimento a respeito do que é proposto no artigo. Quando estava perto dos meus 13 anos, a microempresa de meu pai faliu. Como ele já era razoavelmente idoso e estava doente, não conseguimos mais recuperar o que foi perdido, e empobrecemos. Tudo o que tínhamos desmoronou por uma série de decisões erradas de investimentos. O dinheiro e bens evaporaram e sobrou uma dívida impagável. Passamos por anos de dificuldade, luz, gás e água cortados em diversas ocasiões, poucos alimentos na geladeira e no armário, geralmente coisas baratas como fubá de milho, frango e arroz.

    Para ter algum dinheiro e ajudar em casa, ou sair e pegar o transporte público, comprar uma camiseta, etc, comecei a fazer pequenos bicos.

    Perto dos meus 18 anos, na hora do vestibular, meus pais não poderiam mais me sustentar e eu precisaria de um fluxo maior de dinheiro tanto para ajudar dentro de casa quanto me manter numa possível faculdade, comprar livros, bancar as passagens, etc. Eu decidi então que arrumaria 1 emprego mas vi que não seria o suficiente. As necessidades financeiras eram grandes e estavam lentamente se agravando com o passar dos anos por causa da saúde de meus pais, bem idosos. Acabei arrumando 2 empregos e entrei para a faculdade, tudo ao mesmo tempo. Estudava pela manhã, trabalhava durante a tarde no primeiro emprego e ia em seguida para o segundo, no começo da noite.

    Foi sacrificante: dormia apenas 3 ou 4 horas por dia, trabalhava nos finais de semana e feriados, no pouco tempo livre eu dormia para tentar me recompor do pouco sono semanal. Após 3 anos de muito esforço, consegui um emprego em minha área, faltando mais do que 1 ano para minha formatura. Recebia melhor do que os outros dois empregos anteriores juntos.

    Dali para frente tudo melhorou. Com mais renda pude reduzir o ritmo alucinante de trabalho e ter um pouco mais de qualidade de vida, além de uma situação financeira mais confortável. Continuei batalhando. Direcionei uma parte do dinheiro para cursos e especializações, trabalhei duro e hoje ganho quase 10x mais do que na época em que tinha dois empregos, 10 anos atrás.

    Foi sacrificante? Muito! Pensei em desistir? Várias vezes. Mas no final valeu a pena. Certamente eu faria tudo mais uma vez se fosse necessário.

    Sei que muitos devem ter histórias similares, mas quis compartilhar um pouco da minha pois o artigo me lembrou bastante sobre as coisas que eu fiz.
  • Douglas  27/11/2014 15:27
    Parabéns cara! Sua história é inspiradora, pena que pessoas como você não usados como exemplos para mostrar o benefício do trabalho duro e a obediência a leis e a propriedade privada. Sucesso na sua vida sempre!
  • Guilherme  27/11/2014 15:35
    A maioria, ao apenas ler esse relato, já fica com preguiça e sono. Imagina então tentar fazer igual...
  • Gunnar  02/12/2014 18:23
    Caro Trader Carioca, infelizmente relatos como o seu, ao ouvido de "pensadores" pogreçistas, soam como um reforço aos seus ideais assistencialistas. Ter dois empregos mal-pagos e cursar uma faculdade ao mesmo tempo, vivendo uma rotina de sacrifício e sem qualidade de vida é exatamente o retrato que eles fazem da opressão capitalista. Comer o pão que o diabo amassou não é uma opção na visão dessa gente. Para evitar esse sacrifício todo, invocam a sacrossanta figura do estado provedor. Afinal, para que passar por tudo isso se o estado pode prover a faculdade grátis, o sustento na falta de um emprego, a moradia e tudo mais, facilitando a caminhada do esforçado trabalhador rumo a um patamar de vida mais elevado, quando não mais precisará dessas assistências. Claro que esse raciocínio só é possível na medida em que se ignora três coisas: (1) a escassez. Tudo é escasso e só existe se for produzido (a duras penas). A faculdade, a moradia, tudo isso precisa ser produzido. Se não é o beneficiado que paga, alguém outro está pagando, e aí entra o ponto (2), a espoliação. O que o governo "dá", antes foi saqueado à mão armada de alguém que trabalhou (por exemplo, você), mas não podera usufruir da totalidade do fruto de seu suor. Por fim, tudo isso causa (3) aquilo que não se vê: a incorreta alocação de recursos, seja por sugar dinheiro de investimentos que deixam de ser feitos, seja distorcendo o mecanismo de incentivos, seja por onerar as atividades econômicas com impostos. A conseqüencia é um crescimento econômico (que gera emprego, aumento de renda, produtos mais baratos, etc) menor do que seria sem a intervenção, prejudicando justamente os mais pobres. Mas vai explicar isso para esse povo...
  • Angelo T.  27/11/2014 15:37
    Bom texto, e os comentários deste artigo em especial está enriquecendo bastante o assunto.
  • Andre  27/11/2014 15:59
    Excelente artigo!

    Eu mesmo aprendi praticamente tudo que sei de informática só pela internet.

    E antes de comprar meu próprio computador usava o computador de uma biblioteca pública e aproveitava a viagem à biblioteca para pegar emprestado livros de informática para ler enquanto estava em casa.
  • Pobre Paulista  27/11/2014 16:16
    Sacrifícios serão necessários é algo que deve estar profundamente enraizado na cabeça de qualquer um.

    Mas é mais provável que as pessoas simplesmente votem em algum político que lhe prometa dinheiro grátis.

    PS: A foto do artigo é muito legal :)
  • mauricio barbosa  27/11/2014 16:33
    A passagem bíblica acerca do trabalho quando nosso Deus falou a Adão que "com o suor do seu rosto ganharás o seu pão"leva-nos a ver o trabalho como algo penoso,massacrante,improdutivo,enfim uma maldição e na realidade tudo não passa de uma confusão pois é o cansaço derivado da escassez de recursos é que é a punição, Deus em sua infinita misericórdia nos deu sabedoria(Administração,Contabilidade,Economia e Gestão)para driblar essa situação nos dando a capacidade de poupar os recursos e otimizar sua utilização(Racionalização do uso)de maneira a diminuir e extinguir esse "cansaço" dai hoje nós vermos os países ricos(Menos burocrático) ter um padrão de vida alto e ser um exemplo para nós dos países pobres(Super-burocrático) mostrando que podemos trabalhar e ao mesmo tempo desfrutar de mais lazer,cultura e alegria nesta terra condenada...
    Quanto ao artigo excelente como sempre,e como sempre gosto de frisar gostaria de ter descoberto essa teoria austríaca na juventude pois o meu presente seria menos estafante pois teria poupado os tubos mas como diz o ditado "antes tarde do que numca",afinal é com trabalho,formação e poupança, com esse tripé é que trilharemos o caminho da prosperidade e com fé em Deus seremos felizes...
  • Cristian William  27/11/2014 18:05
    Excelente artigo.

    Não tenho receio de dizer que o instituto Mises fez e faz parte da minha transformação.
    Cresci muito lendo os artigos desse sítio.

    Inclusive acabei de me associar.

    Como diz um dos artigos: "não existe almoço de graça"

    Essas informações precisam chegar a mais pessoas, por isso patrocino também

    Valeu.
  • Ramon  27/11/2014 19:06
    Tapa na cara da sociedade.

    Bora seguir o conselho da Dilma e fazer PRONATEC pra montar um negócio próprio e sair do guarda - chuva do patrão
  • Zara  27/11/2014 23:22
    Ótimo assunto. Parabéns equipe IMB.

    Fiquei com duas duvidas:

    1- ''Se as taxas básicas de juros do país estiverem altas, tanto melhor: suas aplicações irão render mais, e sua poupança será menos sacrificante.''

    Duvida: O fator ''juros'' não encareceria por consequência despesas importantes tais como alimentação, vestuário, transporte, etc?


    2-''Em países em que tais cursos são subsidiados ou mesmo "gratuitos", não há nenhuma desculpa para não fazer isso.''

    Duvida: O subsidio neste caso viria do Estado? Não seria mais um motivo para sua existência?



    Ler artigos e comentários neste site faz parte também de um enriquecimento.
  • H&M  28/11/2014 00:37
    1- Alimentação seria comprada no crediário?! Não faz sentido. Quanto às roupas, os gastos nesse tipo de coisa configuram exatamente aquele tipo de gasto que o artigo diz que o indivíduo não deve fazer.

    2- Já respondido acima para o leitor Adamante.
  • Guibro  28/11/2014 02:17
    Meu palpite:

    1) Juros altos são uma forma de o mercado sinalizar que falta poupança (porque há pouca poupança, ela é bem remunerada); em situação de excesso de poupança, como tudo que é abundante, ela seria naturalmente mal remunerada.

    Acontece que isso é o normal. No mundo de hoje, não estamos vivendo um cenário normal, as coisas estão absurdamente manipuladas, de modo que os indicadores de atratividade a que recorreríamos normalmente (SELIC?) não são confiáveis. A verdade é que, como o autor bem aponta, produto bem demandado e escasso sempre vai ser bem remunerado;

    2) Acredito que o autor esteja simplesmente lembrando o leitor de que há N caminhos pra se aperfeiçoar; no meio de uma dúzia de opções baratas e gratuitas, citou aquela que não é barata e nem é gratuita, mas que simplesmente é paga por "outros", forçadamente. Posta a questão nesses termos, de que há alternativas, de que não é justo forçar alguém a trabalhar pra outro ter alguma coisa (nome disso é escravidão), absolutamente não acho que seja razão pro estado existir.
  • Yuri  28/11/2014 23:28
    Os subsídios vêm do Estado. Já que o Estado se apropria de parte das riquezas e diminui o tamanho do mercado, reduzindo as chances do pobre de sair da miséria, não vejo por que não utilizar-se das regras do Estado para aumentar a riqueza individual
  • Luís  28/11/2014 04:18
    Concordo com o artigo que se pode sair da pobreza apenas correndo atras, mas muitos não tem interesse e depois apenas reclamam da vida.

    Porém discordo quando ele diz todos. Conheço muitas pessoas que são tão burras que estariam no limiar do retardado mental. Algumas delas não são pobres, muitas vezes por sorte (como ter um parente que os socorra, ou alguém que lhe guiou até uma qualificação minima), mas outros nunca conseguiriam sair dessa situação.

    Ser autodidata é algo que esta fora da capacidade de uma boa parte da população. Mesmo ser caixa de supermercado é algo muito complexo para algumas pessoas, imagina avaliar uma profissão que seja demandada no mercado e depois ir atras de qualificação nesta profissão. É algo impensável pra elas.

    É triste, mas algumas pessoas não tem capacidade cognitivas para seguir os conselhos deste artigo.
  • Kika  28/11/2014 11:34
    O ponto do artigo é o que é necessário fazer para progredir e sair da inércia da pobreza. Que muitas pessoas não vão fazer isso, é um fato. Aí temos duas situações: as pessoas que tem alguém para mantê-las mesmo não fazendo e as que permanecerão pobres por não fazer. Mas TODOS tem sim a possibilidade de ter uma vida melhor. Mas dá uma preguiça né?
  • anônimo  28/11/2014 14:10
    Ser autodidata faz parte da natureza humana, todos começamos como bebes sem experiencia mundana e aprendemos com os estimulos a nossa volta, desde a entender como os estimulos nervosos nos bossos olhos criam imagens que enterpretamos e usamos (aprender a enxergar) bem cono coisas humanas como uma lingua nativa. Só de ouvir os outros começamos a assimilar os sons que sao emitidos tem significado e aprendemos a falar.
  • Ametista  28/11/2014 11:30
    Prezados, é louvável quando uma pessoa deixa de seguir um caminho convencional ou cômodo e escolhe um que seja o mais difícil ou o menos garantido em nome de suas convicções filosóficas ou morais. Mas é complicado querer passar esses mesmos valores para os outros, quando isso puder significar-lhes uma desvantagem.

    Por exemplo: no artigo, quando o autor fala que "se a taxa básica de juros vigente em seu país for alta, melhor para você, pois seu dinheiro aplicado renderá mais", presume-se que ele esteja falando sobre investir em títulos públicos. Sabendo que esse é o instrumento pelo qual o governo financia sua gastança, muitos libertários podem querer não participar disso e preferir aplicar o seu dinheiro em algo que seja mais produtivo, ou arriscado ou até mesmo que renda menos. Mas é difícil aconselhar essa mesma atitude a um pobre. Porque esconder dinheiro debaixo do colchão está longe de ser uma boa ideia. A poupança, mesmo considerando os indíces oficiais (que podem não refletir a realidade), dificilmente consegue vencer a inflação. O próximo da lista são os títulos públicos que, conforme a escolha, podem até permitir algum rendimento real. Então, quem quiser dar um bom conselho a um pobre sobre como aplicar o seu dinheiro, deve recomendar sem piedade que ele invista no Tesouro Direto.

    ...

    Mas mais importante que isto - e não obstante à minha perseguição à dívida pública -, é que o artigo é uma preciosidade. Leva em consideração as principais dificuldades e ao mesmo tempo as alternativas para um pobre ganhar dinheiro, oferecendo sugestões muito factíveis. Isso é que é ensinar a pescar, em seu melhor estilo.

    Grande abraço
  • Leandro  28/11/2014 11:46
    "Por exemplo: no artigo, quando o autor fala que "se a taxa básica de juros vigente em seu país for alta, melhor para você, pois seu dinheiro aplicado renderá mais", presume-se que ele esteja falando sobre investir em títulos públicos."

    Errado. Isso vale para absolutamente qualquer aplicação bancária, inclusive caderneta de poupança, que é justamente a utilizada pelos mais pobres. Quando a SELIC sobe, o rendimento da caderneta de poupança também sobe (assim como o rendimento do CDB e o das demais aplicações mais simples).

    Não tem nada de exclusividade de títulos públicos. O raciocínio vale para qualquer aplicação bancária. (O que, aliás, mostra o quão ignaro é o protesto dessas pessoas que dizem que juro alto "é bom apenas para rentistas". O pobre que aplica na caderneta de poupança também recebe mais pelo seu dinheiro).
  • Henrique  28/11/2014 15:27
    Leandro, se fôssemos considerar a inflação, a poupança não está dando prejuízo?
  • Leandro  28/11/2014 15:49
    Depende da data de cada aplicação. A cada dia do mês, o valor vai render um percentual distinto. Em muitos casos, a poupança acumulada em 12 meses rendeu mais do que o IPCA acumulado em 12 meses. Em outros, perdeu por pouquinho. Tudo depende da data.

    Isso, aliás, indica que os juros têm de subir ainda mais.

    No entanto, entre deixar o dinheiro na caderneta (que agora está rendendo 0,6% ao mês) ou deixá-lo desvalorizando dentro da gaveta, sem render nada, creio não ser necessário dizer qual a melhor opção.

    No que mais, o sujeito é livre para fazer qualquer outra aplicação bancária que queira, ou até mesmo investir em alguma atividade empreendedorial. Basta ver os ótimos exemplos que os leitores estão citando aqui na seção de comentários.
  • Pobre Paulista  28/11/2014 13:07
    "Porque esconder dinheiro debaixo do colchão está longe de ser uma boa ideia."

    E que fique claro que isto só é uma péssima ideia pois vivemos numa era de moeda fiduciária com políticas inflacionárias. Estivéssemos em algum padrão moeda-commodity qualquer, o simples fato de não gastar suas moedas já faria com que elas se valorizassem.

    Apenas mais uma demonstração de como os governos pioram a vida dos mais pobres.
  • Enrico  28/11/2014 16:09
    Nada lhe impede de viver um padrão-ouro, Pobre Paulista. Basta comprar ouro, mas colocar no colchão não é muito seguro aqui, melhor um cofre.

    O preço da onça de ouro já cresceu 5,08% desde 01/01/2014, enquanto o IPCA foi de 5,04% até agora. É pouquíssimo, mas como neste ano e no ano passado a onça caiu consideravelmente no mercado internacional, ainda é lucro.
  • Caruso  28/11/2014 17:13
    Você está se esquecendo dos custos para converter dinheiro em ouro e ouro em dinheiro novamente. Aí se quebram as pernas do caboclo. Se o governo não enchesse o saco com a questão do monopólio da moeda, certamente o ouro (e a prata também) seria um meio de pagamento amplamente aceito e não haveria a necessidade dessa conversão dos infernos. Como enche, as perdas na conversão deixam o ouro não tão atrativo assim como moeda e a adoção do padrão-ouro não seria algo muito inteligente a ser feito.
  • Ametista  28/11/2014 18:30
    Prezado Leandro, muito obrigada pela correção e pela informação.

    E prezado Pobre Paulista, excelente complemento.

    Eu até sabia que a poupança tem seus rendimentos atrelados à Selic, mas não sabia que absolutamente qualquer aplicação bancária também estava ligada a ela. Mas mesmo assim, pelo que eu saiba, uma LFT (que é o título que remunera de acordo com a Selic) geralmente é um pouco mais vantajosa que a poupança, isso se a intenção for deixar o dinheiro parado por um tempo e com algum rendimento. Só estou dizendo isso porque falar dessas coisas, da gama de possibilidades de aplicações - poupança, títulos do governo, CDB, prata, ouro - principalmente para os pobres, é bom. Inclusive porque é o momento perfeito para aproveitar e falar de todas as restrições e de tudo o quê o governo faz com o nosso dinheiro.

    Grande abraço
  • Enrico  28/11/2014 20:42
    De fato, o mercado brasileiro para ouro é ínfimo comparado aos outros e o de prata é inexistente, além dos impostos que incidem. Se feito num período longo (15 anos, por exemplo) aí a conversão compensa.

    Quem sabe se um dia vier a GoldToGo operar nas terras tupiniquins...
  • Enrico  01/12/2014 15:49
    Só para tocar no assunto que aqui no site não foi falado: depois dos suíços rejeitarem a obrigação de manter 20% das reservas de seu Banco Central em ouro, o ouro voltou a subir e até a prata, que estava em pela queda desde o ano passado, também começou a se recuperar, ainda que bem pouco.

    Valeu, suíços. Os russos e chineses estão rindo a toa.
  • Recruta Zero  28/11/2014 20:40
    Um bom livro que demonstra que não há desculpa para não evoluir financeiramente na vida é o "Scratch Beginnings: Me, $25, and the Search for the American Dream" que conta a história veridica de um cara que decide viver como mendigo por um ano nos EUA, com o plano de ao fim desse periodo ter acumulado U$2000, ter um carro e um local para morar totalmente mobiliado.

    No livro o autor demonstra que o que impede o pobre de evoluir é ele mesmo, que desperdiça oportunidades, não planeja e não corre verdadeiramente atrás de uma vida melhor (que implica grande esforço e determinação).

    Quando ele chega num abrigo de mendigos, logo descobre que lá há três tipos de pessoas: os doentes mentais abandonados pela familia, os preguiçosos e os desafortunados. Para os dois primeiros, pouca esperança se há, mas para o ultimo não há desculpas para continuar mendigo.

    É impressionante como no dia a dia a postura do autor em relação as adversidades que um mendigo encontra é totalmente diferente do que os outros mendigos praticam.

    Além disso, ele descobre que na vida há três tipos de pessoas: as que fazem as coisas acontecerem, as que assistem as coisas acontecerem, e as que constantemente se perguntam "o que mesmo aconteceu?".

    www.amazon.com/Scratch-Beginnings-Search-American-Dream-ebook/dp/B001H1FZWY/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1417206572&sr=1-1&keywords=scratch+beginnings
  • IRCR  28/11/2014 21:26
    No texto dá a impressão que se o juros são altos no pais é uma coisa boa.
    Mas na realidade mesmo com os altos juros praticados no Brasil, a inflação é altissima tb o que espolia principalmente os mais pobres, ou seja, vc ganha no juros e perde na inflação.

    O que adianta a poupança/CDB/tesouro te pagar de 6%-8%aa de juros sendo que a inflação REAL já está pelo menos 9%aa ? ou 15%aa na inflação de comida que é oq mais pesa no orçamento dos mais pobres.

    Coisa boa mesmo acaba sendo para os banqueiros que captam recursos quase de graça dos correntistas ou a 12%aa no mercado interbancario e te empresta a 60%-80%aa (rs.)
  • Eduardo  28/11/2014 22:50
    Off: Quando que teremos mais um artigo do Leandro? Éons sem artigo dele.
  • Lucas Dantas  29/11/2014 17:54
    Já pedi isso outras vezes aqui no IMB, mas peço novamente. Configurem o feed RSS para que seja possível ler os posts integralmente no próprio leitor(feedly por exemplo). Isso facilitaria bastante a vida dos leitores. Abs
  • anônimo  29/11/2014 18:54
    E como o autor inclui gastos com Academia? Também é inútil? Praticar musculação é questão de saúde. E um bom físico também garante mais oportunidades no mercado de trabalho...
  • bnônimo  29/11/2014 18:59
    Embora tenha sido um comentário claramente irônico, vale ressaltar que só otários gastam dinheiro com academia. O sujeito se deslocando a pé ou de bicicleta faz exercícios ainda mais completos. Fora que qualquer um pode cuidar do físico só pela alimentação e com exercícios físicos caseiros. É só ter disciplina.
  • anônimo  29/11/2014 19:28
    E quem não bicicleta. Usa transporte público?
  • anônimo  29/11/2014 19:32
    É preciso ser muito burro para achar que academia é um "gasto inútil"... Vc gasta com academia para evitar gastar com saúde no futuro...

    Hora de começar a estudar noções de desevolvimento pessoal. Ter um bom físico também faz parte desse processo...
  • atorres1985  02/12/2014 11:59
    Gasto com academia pode ser declarado inútil sim, basta fazer a sua academia em casa. Compre uns sacos de cimento e junte umas latas de tinta para fazer uns halteres. Mais que isso, é possível fazer uma mini-academia de boxe, ou comprando alguns materiais já prontos ou mesmo no bom e velho estilo faça-você-mesmo.

    E sobre alimentação, uma dieta saudável, estilo lowcarb, pode ser útil. De fato, boa parte dos resultados de uma vida saudável se concentra "mais na comida do que na corrida".

    De qualquer forma, existem academias relativamente baratas - 70 reais por mês não pesa tanto-, mas se o objetivo é ficar bombadinho ou "monstrão" para se exibir, é um gasto inútil sim.
  • Tio Patinhas  02/12/2014 12:34
    Tem esse site aqui que é bastante interessante:

    https://www.freeletics.com/pt
  • anônimo  03/12/2014 04:44
    Só falta agora ter gente aqui dizendo que praticar arte marcial ou possuir uma arma para a auto-defesa é gasto inútil.....
  • Dorival  29/11/2014 23:17
    Oi pessoal, eu consigo poupar em torno de mil reais todos os meses da minha renda e ultimamente eu apenas os deixo na poupança, mas gostaria de dar um outro destino a esse capital, gostaria de se possível entrar no mercado de ações, mas tenho receio. Não é um costume do brasileiro investir na bolsa e por isso o medo, medo do desconhecido.

    Essa vontade de investir em ações já não é de hoje mas ela vem crescendo conforme eu adquiro conhecimento, especialmente acompanhando o Mises. Penso em como posso tirar proveito deste conhecimento entendem? Eu tenho hoje 25 anos, e todos dizem que quanto mais jovem melhor pra investir, mas seria isso verdade? Eu sou jovem mas nem por isso não tenho medo de perder minhas economias em um investimento errado.

    Ficaria grato em ouvir a opinião de alguém em relação ao mercado de ações.

    Parabéns pelo site, é impecável!
  • anônimo  30/11/2014 11:25
    Faça como a Rússia e China: compre ouro, dinheiro de verdade e não papelzinho desenhado
  • antônimo  02/12/2014 13:07
    Complementando o sábio conselho do anônimo, veja: FAQ: como comprar ouro no Brasil?
  • anônimo  02/12/2014 23:56
    Se aqui tivesse um fórum, essa seria uma utilidade a mais: socializar e mandar dicas usando mensagens privadas
  • Daniel da Silva  04/11/2016 21:31
    É Verdade, Ouro é um dos melhores investimentos !

    Apesar que eu tento investir também na internet no Marketing digital, estou no começo ainda, mas tenho muito que aprender, meu site: fazerdinheiroonline.net.br esta sendo feito e refeito sempre, espero um dia poder também ganhar dinheiro como muitos estão ganhando !
  • Anderson Paschoalon  04/12/2014 12:21
    Excelente artigo! Na realidade eu mesmo me identifico bastante com ele, já que sempre estudei em escola pública, e passei no vestibular da Universidade Estadual de Campinas em engenharia estudando sozinho.

    Pra variar, um ENORME PROBLEMA a autonomia de possibilidade das pessoas subirem de vida é a INTERFERÊNCIA ESTATAL: por exemplo, no caso de programadores, mais e mais o estado vem dedicando esforços a limitar a atuação de pessoas que, mesmo possuindo os conhecimentos necessários, são impedidas de exercerem a profissão por não possuirem um diploma de nível superior.
    Sobre a educação, um dos grandes problemas é que além da educação fronecida aos pobres ser de péssima qualidade, faz inúmeros desserviços. Dentre eles os maiores são:
    * O esforço dedicados por professores em querer convercer crianças inocentes de que eles são pessoas estúpidas e incapazes de conseguir aprender qualquer coisa sem a existencia de um professor. É claro que há um interesse da classe, e eles mesmo fazem isso muitas vezes para querer convencer a sí proprios que são muito mais importantes do que de fato são, quando na realidade estão para a aprendizagem assim como um juis de está para a ocorrência ou não de um jogo de futebol.
    * O não ensino da lição MAIS importante de todas, o valor que nos tirou da idade da pedra lascada e deu em troca computadores e a internet em troca: MERITOCRACIA. Professores em (escola pública principalmente) sentem uma necessidade de querer igualar a forma de tratamento entre os alunos por baixo: o bom aluno recebe uma diferenciação mínima do marginal, ou tratado como "igual". Sim claro, como seres humanos não poderia ser diferente, são ambos iguais. Mas como ALUNOS não.
    * Falta de LIBERDADE. Se o aluno não quer estudar isso deve ser de única responsabilidade dele proprio e de seus pais(no caso de ser menor de idade), e NUNCA do estado.Os motivos são óbvios demais, e nem comentarei aqui.

    Para finalizar, pontuando aqui sobre a situação de miséria extrema, devo admitir que sou mais simpático as idéias da escola de Chicago do que as da Austriaca. Ao meu ver um imposto de renda negativo eliminaria qualquer justificativa de incapacidade do indivíduo de não subir de vida já que isso iria garantir que sua renda nunca será um salário de fome, mesmo que trabalhe ganhando um salário baixo, o enquadrando necessáriamente no caso: se não poupa é porque não aprendeu a fazer sacrifícios e planejamento.
  • anônimo  05/12/2014 12:46
    Eu ja acho que a educaçao estatal é pessima mas cumpre seu objetivo. Trabalhei em colegio estadual por um tempo e me parece que a única coisa que sempre é ensinado é: obedeça o professor (autoridade) o agrade e vc 'ganha' a aprovaçao dele. O estado ja pouco se importa com o que esta sendo ensinado os curriculos sao uma piada e nem se aplicam em 80% dos casos, mas essa maxima de obedecer ao superior sem questionar, no caso o superior na sala de aula é o professor, é senpre ensinado, querendo ou não. Isso cumpre o objetivo.
    A grande maioria de professores que convivi nesse tempo trabalhando em colegio é professor justamente pra ter esse 'poder'. Se sentir o ditador da sala de aula, os alunos que se atreverem a questiona-lo, por mais coerentes que sejam serao igualados aos alunos que nada sabem. Os 'bons alunos' serao geralmente os mais submissos a tudo que o professor fala. E ja vi professor de geografia dizendo que no nordeste nao existe estacoes do ano por exemplo e todo tipo de barbaridades
  • anônimo  05/12/2014 11:42
    Sim, hoje em dia vc pode aprender programação sozinho, mas houve um tempo em que isso era verdade pra quase todas as outras profissões
    Vamos torcer pra que não aconteça o que aconteceu com as outras áreas, vamos torcer pro pessoal que é formado em ciência da computação não começar com um lobby para que só possa trabalhar na área quem tem o canudo que eles tem.
  • Emerson Luis, um Psicologo  07/12/2014 10:25

    Ótimo artigo!

    Claro que os esquerdistas vão dizer que é preconceituoso afirmar que grande parte dos pobres pode fazer algo para melhorar sua própria situação em alguma medida; que alguns comportamentos têm consequências negativas e outros, positivas e que temos que escolher.

    Os esquerdistas vão afirmar que os pobres têm o direito de levarem a vida como bem entenderem (quem disse que não?), mas que não devem arcar com as consequências de suas escolhas porque são "vítimas da sociedade" e que o governo deve "corrigir" essa "injustiça social" fazendo "redistribuição de renda", ou seja, tirar de quem trabalha para dar aos que não trabalham - com os burocratas ficando com a maior parte no processo.

    * * *
  • Sincero  07/12/2014 18:41
    Esses conselhos servem mais para os homens, porque qualquer mulher retardada, sem estudo, sem qualificação profissional, pode sair da pobreza fazendo sexo, trabalho esse simples que da prazer, muito dinheiro e não exigi o intelecto, basta ter um corpo razoável e pronto. E ainda temos que aturar as feministas dizendo que as mulheres são oprimidas na sociedade. São sim no oriente, mas no ocidente tudo gira em torno delas, é só abrirem as pernas. Um homem pode ser graduado, ter mestrado, doutorado, ter um conhecimento amplo a cerca de vários assuntos, saber vários idiomas, ter vários cursos técnicos, ter trabalhado em várias áreas, etc. e ainda assim pode ganhar menos do que uma prostituta analfabeta. Dai eu pergunto à vocês, cadê a meritocracia?
  • Rodrigo Amado  08/12/2014 12:13
    Ter mérito é ter a capacidade de atender aos consumidores.
    É uma questão de oferta e demanda.

    Por isso existem pouquíssimas mulheres mendigando por aí.
  • anônimo  19/02/2015 21:55
    Mas será que tem como? Suponhamos um indivíduo que recebe um salário de R$ 10.000,00 por mês e economiza a metade. Ele vai demorar 200 meses para conseguir chegar à soma de R$ 1.000.000,00 (16 anos e 8 meses), que é o capital necessário para abrir um grande negócio...

    E eu tô usando o exemplo de um cara que ganha R$ 10.000,00. Agora, imagine o cara que recebe R$ 800,00.
  • mauricio barbosa  27/09/2015 23:56
    Você esqueceu juros capitalizados que diminuem esse tempo para dez ou menos anos e sócios também são bem vindos em um empreendimento,enfim não existe desculpa para iniciar um plano de poupança-investimento-empreendedorismo,existe sim é preguiça,imediatismo e ansiedade e muita,mas muita desinformação entre os mais pobres...
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:32
    É verdade.
  • amavel  08/06/2018 17:03
    como é que essa porra esquenta véio?
  • Max  22/04/2019 16:02
    E em um país onde os juros são baixos?

    E outra coisa: como poupar dinheiro com este custo de vida? O aluguel mais barato que eu ví nos relatos é US$ 1.000,00. Então, como economizar dinheiro com um custo de vida tão alto?
  • Gunther  22/04/2019 17:06
    "E em um país onde os juros são baixos?"

    ETFs de ações. Sempre sobem no longo prazo. E o preço de entrada é irrisório.

    Ou então em títulos públicos que pagam inflação mais uma taxa fixa. Se o objetivo é manter o poder de compra no longo prazo, eis aí.

    "como poupar dinheiro com este custo de vida? O aluguel mais barato que eu ví nos relatos é US$ 1.000,00. Então, como economizar dinheiro com um custo de vida tão alto?"

    O sujeito é pobre e já quer começar a vida morando em Manhattan?! Aí, realmente, vai passar aperto.

    É cada um...


    P.S.: vale também ressaltar que NY é hoje a cidade mais cara dos EUA graças em boa parte aos crescentes impostos que estão sendo implantados pelos progressistas que governam tanto a cidade quanto o estado (leia a respeito). Aí realmente não tem mágica.

  • Max  22/04/2019 18:06
    Bolsa de Valores é muito oscilante. Tanto pode ganhar muito dinheiro, como pode perder muito dinheiro. Então é algo que tem que ser muito bem estudado e muito bem analisado.

    Ainda mais ETF. Por que comprar um índice que, além de não me permitir reinvestir os dividendos recebidos da forma que eu achar melhor, pode ter um monte de fruta podre no meio? Aqui no Brasil, BOVA11 segue o ibov e tem muita tranqueira. Se eu for investir na Bolsa, eu vou preferir investir meus dividendos na forma que eu achar melhor, não numa OGX da vida (que compunha o índice até cinco anos atrás).
  • Gunther  22/04/2019 19:12
    Em primeiro lugar, defina os termos do debate. Você perguntou sobre países de juros baixos. Eu respondi o que é feito nestes países (que são países desenvolvidos e de economia estável). Aí você agora dá sua réplica falando de Brasil, que claramente não é um país de juros baixos.

    Impossível debater quando os termos do debate são alterados de acordo com a conveniência do interlocutor.

    Vou tentar de novo, pela última vez.

    Em países de juros baixos - que são desenvolvidos e estáveis - as pessoas investem em ETFs de bolsa, que apresentam um clara tendência de valorização no longo prazo.

    Não estou falando de Brasil. Estou falando de países de juros baixos, pois estou obedecendo aos termos delineados em sua pergunta.

    Agora, se você quer falar de Brasil, então é bem mais fácil: aplique em títulos públicos atrelados à inflação.

    Qual a próxima pergunta?
  • FIRE  23/04/2019 17:51
    O que vocês acham da Regra dos 4% propagada pelo "FIRE movement"? FIRE é Financial Independence, Retire Early (em português é Independência Financeira, Aposentar-se Cedo) A regra dos 4% diz que uma pessoa atinge a independência financeira quando 4% de seus ativos (poupança + investimentos) são suficientes para cobrir as despesas totais de 1 ano. Em outras palavras, esta teoria afirma que se você somar 25 X seus gastos anuais em uma poupança, você está aposentado.

    Esta teoria é verdade ou é um mito?
  • Consultor  23/04/2019 18:09
    É válida, mas não é uma regra escrita na pedra. Vale apenas para países de economia estável, com moeda forte e baixa inflação de preços.

    A regra mais simples e eficaz utilizada por indivíduos dos países de economia estável é: os rendimentos das suas aplicações devem ser o suficiente para cobrir suas despesas mensais, de modo que você gasta apenas os juros e os dividendos, sem mexer no principal.

    No entanto, mesmo esta regra tem um problema (que é acentuado em países de economia mais avacalhada, como o Brasil): você pode até não reduzir seu principal, mas ele está sendo reduzido pela inflação de preços.

    Pegando uma inflação de 4% ao ano (muito baixa para padrões brasileiros), em 10 anos praticamente metade do seu principal já foi comido pela inflação. Em 15 anos, 80% já foi embora.

    Por isso, e de novo, tal regra vale apenas para países de moeda forte e estável, como Suíça. Para o Brasil, é extremamente arriscada.


    P.S.: vale também ressaltar que tal regra varia de indivíduo para indivíduo. Os gastos anuais não englobam gastos emergenciais, como uma cirurgia ou um acidente que leve a uma imobilização dos membros por um grande período de tempo. Estes, ao surgirem, podem desestabilizar completamente seus planos.
  • Paulo  27/04/2019 16:21
    O que acham das dicas de finanças do Robert Kiyosaki, co-autor do best-seller, Pai Rico, Pai Pobre? Eu lí e achei muito boas. Tem as entrevistas dele também que são muito boas.
  • Régis   28/04/2019 17:12
    É excelente é indispensável.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2952
  • Nelson Feitoza  23/05/2019 04:28
    Muito bom este artigo.


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