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O governo gera doenças - e depois aplica paliativos em seus sintomas

Dê uma olhada em toda a vasta quantidade de políticas governamentais inventadas com o intuito de corrigir todos os problemas existentes no país.  Veja as leis e as regulamentações criadas especificamente para lidar com cada um destes problemas. 

Veja tudo o que o governo inventa.  Para melhorar a renda, ele estipula um salário mínimo.  Para reduzir a desigualdade de renda, ele cria programas redistributivos e assistencialistas.  Para controlar empresas, serviços e preços, ele cria agências reguladoras.  Para proteger trabalhadores, ele repassa dinheiro a sindicatos e os apóia.  Para proteger o emprego e os salários de pessoas diplomadas, ele inventa licenças ocupacionais.  Para proteger a indústria, ele cria tarifas de importação e intensifica a fiscalização da Receita Federal em aeroportos.  Para mitigar os efeitos do desemprego, ele cria o seguro-desemprego.  Para estimular a economia, ele inventa vários pacotes de estímulo.

Fora do âmbito econômico, para tentar melhorar a educação, ele cria ministérios e secretarias específicos para essa área.  Ele cria provas e exames obrigatórios; ele institui padrões governamentais; ele impõe uma idade compulsória para se estar na escola, mesmo que contra a vontade dos pais; e ele cria programas de empréstimos estudantis subsidiados. 

Para melhorar a segurança pública, ele intensifica seu monopólio deste serviço e ainda desarma os cidadãos inocentes.  Para melhorar a saúde estatal, ele despeja cada vez mais dinheiro neste setor.

Todas essas regras, regulamentações, leis e programas possuem ao todo milhares de páginas especificando todos os seus detalhes de funcionamento, cada uma delas tentando colocar um esparadrapo sobre um problema específico, problema esse que os burocratas creem poder solucionar simplesmente criando novas regras.

Alguma delas funciona?  Na melhor das hipóteses, mesmo quando os resultados não são um desastre completo, sempre há um grande custo envolvido, sempre há uma enorme ineficiência gerada, sempre há desperdícios, corrupção e, inevitavelmente, violações à liberdade individual.

A grande ironia de tudo é que toda essa multiplicidade de problemas que as intervenções governamentais tão desesperadamente tentam corrigir não são de maneira nenhuma problemas reais: todos eles são sintomas.  Salários baixos são um sintoma.  Desigualdade de renda é um sintoma.  Empresas oligopolistas com serviços ruins e preços altos são um sintoma.  Desemprego é um sintoma.  Desindustrialização é um sintoma.  Estagnação econômica é um sintoma.  Saúde pública ruim é um sintoma.  Segurança ruim é um sintoma.  Educação ruim é um sintoma.

E, como qualquer médico razoavelmente competente pode explicar, é insensato e contraproducente tratar apenas um sintoma e ignorar completamente a doença subjacente.

As doenças

Comecemos com os baixos salários.  Eles são o sintoma de uma doença.  E a doença, no caso, é a carga tributária elevada e a baixa produtividade da mão-de-obra.  Produtividade depende de duas coisas: capacidade técnica do trabalhador (ou seja, seu preparo e sua educação) e quantidade de capital utilizada pela empresa. 

Dado que a educação não irá melhorar no curto prazo, a baixa produtividade poderia ser contornada com um aumento da quantidade de bens de capital utilizada pela empresa.  Só que isso é travado pela carga tributária

No Brasil, as empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

Por exemplo, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%.  Porém, não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor; há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65%; e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%.  PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.  Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. 

É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia. A atividade governamental é destruidora de capital e impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

Adicionalmente, dentre os encargos sociais, há o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S.  Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 678 gere um custo final total de R$ 1.369 para o empregador.

Outro sintoma combatido é a desigualdade de renda.  Só que a doença que gera a desigualdade de renda é estimulada pelo próprio governo: a inflação monetária e a expansão do crédito. 

O atual sistema monetário é formado por um sistema bancário que pratica reservas fracionárias e por bancos centrais que protegem e dão sustentação a este sistema, é quem gera diretamente a desigualdade de renda.  O dinheiro é criado monopolisticamente pelo Banco Central e é em seguida entregue ao sistema bancário.  O sistema bancário, por sua vez, por meio da prática das reservas fracionárias, se encarrega de multiplicar este dinheiro (eletronicamente) por meio da expansão do crédito.  Falando mais diretamente, o dinheiro criado pelo Banco Central é multiplicado pelo sistema bancário e entra na economia por meio do endividamento de pessoas e empresas.

Essa expansão monetária gerada pela expansão do crédito gera aumento de preços.  Quando os preços aumentam em decorrência de uma expansão da oferta monetária, os preços dos vários bens e serviços não aumentam com a mesma intensidade, e também não aumentam ao mesmo tempo.  Mises explica os efeitos:

A quantia adicional de dinheiro que entra na economia não vai parar diretamente nos bolsos de todos os indivíduos; e dentre os beneficiados que recebem primeiramente essa nova quantia, nem todos recebem a mesma quantia e nem todos reagem da mesma forma à mesma quantia que recebem.  Aqueles primeiros beneficiados têm agora um efetivo em caixa maior do que antes, o que os permite ofertar mais dinheiro no mercado em troca dos bens e serviços que desejam adquirir.

Essa quantia adicional de dinheiro que eles ofertam no mercado pressiona os preços e salários para cima.  Mas não são todos os preços e salários que sobem; apenas os desses setores que primeiro receberam o novo dinheiro em troca de seus bens e serviços.  E mesmo esses preços e salários que subiram, não sobem no mesmo grau.  Por exemplo, se o dinheiro adicional for gasto com obras públicas, apenas os preços de algumas mercadorias e apenas os salários de alguns tipos de trabalho irão subir, sendo que os de outras áreas irão permanecer inalterados ou podem até mesmo cair temporariamente.[...] 

Assim, as mudanças nos preços em consequência da inflação começam apenas com algumas mercadorias e serviços, e depois vão se difundindo mais vagarosamente de um grupo para outro.  Leva-se tempo até que essa quantia adicional de dinheiro tenha perpassado toda a economia e exaurido todas as possibilidades de mudanças de preço.  Mas, mesmo ao final do processo, os vários bens e serviços da economia não foram afetados no mesmo grau.  Esse processo de progressiva depreciação monetária alterou a renda e a riqueza dos diferentes grupos sociais.[...] 

Aqueles que estão vendendo mercadorias ou serviços cujos preços são os primeiros a subir poderão, em decorrência desse fenômeno, utilizar seus maiores proventos para adquirir o que quiserem a preços que ainda não se alteraram.  Esses são os indivíduos que tiveram um ganho de riqueza.  Por outro lado, aqueles que são os últimos a receber esse novo dinheiro estarão vendendo mercadorias ou serviços a preços ainda inalterados.  Esses indivíduos ainda não obtiveram nenhum ganho de renda.  Contudo, esses mesmos indivíduos agora têm de comprar as outras mercadorias e serviços a preços mais altos.  Esses são os indivíduos que perderam riqueza.

Ou seja: os primeiros a receber o novo dinheiro obtiveram ganhos específicos; eles são os exploradores.  Os últimos a receber o novo dinheiro são os perdedores, os explorados, de cujos bolsos saem os ganhos extras obtidos pelos exploradores.  Enquanto durar o processo de inflação, estará havendo uma alteração contínua na renda e na riqueza dos indivíduos.  Um grupo social ganha à custa de outros.  Quando todas as alterações de preços em decorrência da inflação estiverem consumadas, pode-se dizer que ocorreu uma transferência de riqueza entre os grupos sociais.  Há agora no sistema econômico uma nova dispersão de riqueza e renda.

Outro sintoma combatido é o das empresas oligopolistas com serviços ruins e preços altos.  Só que a doença que gera esse sintoma é o próprio governo por meio de suas regulamentações que restringem a livre concorrência. 

Em teoria, agências reguladoras existem para proteger o consumidor.  Na prática, elas protegem as empresas dos consumidores.  Por um lado, as agências reguladoras estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem ofertar.  Por outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a entrada de novas empresas neste mercado. 

No final, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar os setores regulados — formados pelas empresas favoritas do governo —, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas escolhidas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.  Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

No que mais, uma empresa regulada pode encontrar várias maneiras de fazer as regulações funcionarem em proveito próprio e contra os interesses dos consumidores.  Por exemplo, não é incomum que grandes empresas façam lobby para criar regulamentações complicadas e onerosas sobre seu próprio setor.  Por que elas fazem isso?  Para dificultar uma potencial concorrência de empresas novas, pequenas e com pouco capital. 

Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas.  Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade.  Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

E podemos continuar a lista ad æternum.

Desemprego é um sintoma causado por uma combinação de duas doenças: ciclos econômicos (que por sua vez são gerados pela expansão do crédito) e encargos sociais e trabalhistas, que fazem com que o custo do empregado fique maior que a sua produtividade.

Desindustrialização é um sintoma causado por outra combinação de duas doenças: inflação e carga tributária (detalhes completos neste artigo).

Saúde estatal, educação estatal e segurança estatal ruins são meros sintomas de uma doença grave: a impossibilidade de o próprio governo prover esses serviços de maneira eficiente.

No cômputo final, a combinação de todos esses sintomas faz com que a economia cresça muito abaixo de seu potencial.  E são esses sintomas que o governo, nas profundezas de sua ignorância, tenta solucionar por meio da criação de políticas específicas para cada um delas.  Em vez de atacar diretamente as doenças que causam os sintomas, ele prefere apenas tentar remediar os sintomas.

E se o governo não gerasse as doenças?

Se todas essas doenças fossem aniquiladas, haveria mais empreendedorismo, mais produção, mais poupança e, consequentemente, mais crescimento econômico.  Com um crescimento econômico robusto haveria mais demanda por mão-de-obra e, logo, maiores salários.  Nesse cenário de intensa demanda por mão-de-obra, trabalhadores teriam mais poder de barganha, o que tornaria as leis trabalhistas e os encargos sociais e trabalhistas desnecessários.

Com menos desemprego e maiores salários, a demanda por bens e serviços seria crescente.  Ato contínuo, empregadores teriam de fazer o maior uso possível da mão-de-obra disponível para satisfazer essa crescente demanda.  Sendo assim, eles não poderiam se dar ao luxo de selecionar empregados apenas com base em diplomas.  Consequentemente, a demanda por cursos universitários seria menor, o que resultaria em preços menores e em qualidade maior (já que agora os universitários seriam bem mais seletos e exigentes).

Ao mesmo tempo, trabalhadores poderiam dispor de mais horas de lazer por causa de seus maiores salários, e isso lhes permitiria aprimorar sua própria educação, seja cursando universidade ou estudando autonomamente.  Os pais se tornariam mais cultos, o que resultaria em crianças mais educadas e preparadas — e isso sem falar na maior capacidade dos pais de pagar uma escola de melhor qualidade para seus filhos.

Com mais educação, menor carga de trabalho e mais dinheiro, haveria mais saúde.  Alimentos de melhor qualidade poderiam ser comprados e consumidos, haveria mais tempo disponível para atividades físicas, e mais precauções poderiam ser tomadas contra doenças.  A redução na demanda por médicos resultaria em queda nos preços, e o fato de que mais pessoas teriam tempo e dinheiro para estudar medicina faria com que a concorrência nessa área fosse mais intensa, gerando melhores serviços.

Parece um tanto utópico, mas um crescimento econômico genuíno (e não artificial), contínuo e robusto realmente é um fenômeno que melhora o padrão de vida de todos.  Só que, em vez de permitir esse crescimento, o governo cria doenças e em seguida tenta remediar os sintomas, mantendo a doença inatacada.

Conclusão

O que o governo deve fazer?  Primeiro, sair da frente.  Segundo, abolir suas leis e regulamentações.  Terceiro, mais nada.  É realmente simples.  Se o governo permitir que indivíduos sejam livres pare empreender e lucrar, eles contratarão o máximo de mão-de-obra possível.  Se o governo parar de erigir barreiras que impedem indivíduos de ganhar dinheiro, eles irão ganhar dinheiro.  Se o governo deixar as pessoas em paz, elas cooperarão, empreenderão e criarão grandes coisas.

O arranjo econômico em que vivemos, com todas as intervenções governamentais que ele sofre, é como um paciente neurótico que está completamente grogue em decorrência de todos os antidepressivos, sedativos e antipsicóticos que lhe foram ministrados.  O paciente está tão derrubado, que a verdadeira causa de seus problemas deixou de ser uma preocupação para os médicos.  Tudo o que interesse é mitigar os sintomas com paliativos.

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Participaram deste artigo:

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Logan Albright, escritor e economista.

Andreas Marquart, diretor-executivo do Instituto Ludwig von Mises da Alemanha, é consultor financeiro independente há mais de 15 anos e defensor da Escola Austríaca de economia.



autor

Diversos Autores

  • Maurício Barbosa  02/10/2014 15:57
    É tão lógico isso que mesmo, sendo anarcocapitalista, acho que restaria aos governantes administrar a justiça, polícia, sistema penitenciário e exército ao estilo de Adam Smith. Mas com um porém: concorrendo nestes mesmos serviços com a iniciativa privada. Com a população tendo livre porte de armas, seria um paraíso em termos de liberdade e qualidade de vida na terra aos homens de boa vontade...
  • Ricardo  04/10/2014 02:17
    A grande maioria dos donos do mundo (banqueiros sionistas e mega empresários), sabem sobre essas teorias da escola austríaca. Isto não muda porque o sistema sendo assim perdura o domínio deles sobre as massas. Eles vêm lutando a séculos para construir um mundo assim como estamos vivendo hoje. Eu penso que a situação só irá se reverter se pudermos construir pequenos mundos (libertários) dentro destes mega estados em que vivemos, e também através da doutrinação da verdade que nós conhecemos.
  • Marcio Cajado  02/10/2014 16:17
    texto excelente, agora o 13 salário não é adicional de remuneração, essas horas em um contrato CLT são pagas apenas no final do ano, mas todas essas horas são trabalhadas, não existe benefício como dizem durante uma entrevista para tornar a proposta mais atrativa. Apenas pra facilitar a contabilidade mensal, já que durante o ano os meses não tem total de dias úteis iguais.
  • Guilherme  02/10/2014 16:41
    O artigo não fala que o 13º salário é um adicional de remuneração, mas sim que é um encargo trabalhista -- assim como o adicional de remuneração, que também é um encargo trabalhista.

    Veja lá a lista de novo.
  • Alan  02/10/2014 19:11
    Creio que o Marcio quis fazer a correção do texto, porque o 13º também não é um encargo. Nós recebemos todos os meses o mesmo salário, apesar dos meses terem quantidade de dias diferentes. Isto porque só recebemos por 4 semanas trabalhadas, no fim do ano recebemos os dias que faltaram. Não é um adicional e nem um encargo, é o salário justo pelo trabalho.
  • Guilherme  02/10/2014 21:14
    O 13º salário é oficialmente um encargo trabalhista.

    www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/custostrabalhistas.htm

    Agora, se há pessoas que crêem que ele não deveria ser considerado um encargo por causa dessa sua teoria, aí é é outra história. Tal teoria é perfeitamente debatível, mas o fato é que, oficialmente, o 13º salário é um encargo trabalhista.
  • anônimo  02/10/2014 23:28
    O 13 sempre vai ser um encargo (no sentido de um onerador) pelo motivo de ser obrigatório, essa de que não é porque você trabalhou é mimimi.
    Se poderia receber mais nos meses que trabalha mais e menos nos que trabalha menos.
    Poderia se receber igual por 12 meses e mais proporcionalmente em cada um dos meses, é só negociar o contrato. Pode ser bom pra quem não tem habito de poupar receber 'mais no ultimo mes' ou um pouco a mais no meio e no fim do ano, só se ignora que pode ser preferível outra forma de remuneração por qualquer motivo.
  • Vitor Vieira  02/10/2014 16:32
    Fico incrédulo como as pessoas não enxergam algo tão óbvio, que o Estado é o nosso câncer do dia-a-dia e que nós vivemos numa quimioterapia intensiva desde a nossa existência.
  • João Girardi  02/10/2014 18:22
    É impressionante como o governo acaba transformando nosso sistema econômico no inferno que visa combater. Termina realmente transformando o capitalismo no sistema de castas infernal que os marxistas mentiam que ele supostamente era e assim justificar sua agenda socialista.
  • Leonardo William  02/10/2014 19:24
    Muito bom o texto, simples e direto. Bem útil em debates de Facebook, rs.
  • Felipe  02/10/2014 22:22
    Leandro, por que você não escreve um livro
  • Rômullo  03/10/2014 14:02
    Tenho a mesma dúvida.

    Por que não, Leandro?
  • Leandro  03/10/2014 14:54
    Não atormentem o mundo com essa ameaça...
  • Ivan  02/10/2014 22:59
    É isso aí... o problema é que não existe luz no fim do túnel. Nenhum governo vai largar o osso.
    Daí arrebenta tudo e ninguém poderia prever isso. Tem que dar eject do Brasil o mais rápido possível infelizmente...
  • Henrique  02/10/2014 23:06
    Leandro, por curiosidade, como se dá a sua colaboração para escrever artigos com esses autores estrangeiros?

    Parabéns pelo prestígio alcançado!
  • IRCR  03/10/2014 00:35
    O negocio é sair dos governos que geram disturbios maiores como os bolivarianos vide Brasil, Argentina, Bolivia, Venezuela .... e ir para os governos que geram disturbios menores como os da Australia, Nova Zelandia, Suiça, Canadá ....
  • anônimo  03/10/2014 01:30
    Sabe que essa foto do artigo representa muito bem o meu estado de espírito hoje. E o agente causador não poderia ser outro a não ser justamente o governo, levando-me a concluir que o mal causado por ele atinge não só em nível social, mas também em nível individual. Como seria bom se o governo seguisse a sugestão facílima dada no penúltimo parágrafo: simples saísse da frente, parando de atravancar o desenvolvimento do país, e depois abolisse suas leis e regulamentações.

    Aproveitando a oportunidade, devo dizer que percebo que muitas coisas podem ser encontradas em uma wish-list libertária: secessão, abolição do banco central, permissão de moedas paralelas, menos regulamentações, governo mínimo, governo inexistente... As opções são variadas e o prato fica a gosto do freguês.

    Mas uma coisa que eu ainda não vi, e que penso que também caberia, é o desejo por uma nova constituição. Dei uma ligeira olhada na atual constituição brasileira, e a impressão que tive é que aquela ali não tem jeito mais não. E a julgar que essa é já a sétima ou oitava constituição desde que o Brasil se tornou uma república, não acho que essa seja apenas uma utopia. Mas é melhor já fazer uma nova e entregar prontinha para que os legisladores tenham o único trabalho de assinar. Se não, já sabem como é.

    Grande abraço e até a próxima
  • Ricardo  03/10/2014 16:26
    Prezado, a constituição é só a deixa inicial para um governo iniciar suas leis e regulamentações infindáveis e você defende uma nova? E quem seria esse ser supremo que faria essa constituição acima de qualquer mal?
    A constituição por si só já é um mal. Melhor seria se não existisse.
  • anônimo  03/10/2014 19:30
    Em primeiro lugar, devo dizer que estou de acordo com você que o melhor mesmo é que não exista constituição alguma, caro Ricardo.

    Mas sendo difícil imaginar uma nação saindo bruscamente uma constituição monstruosa para se tornar uma completamente sem normas e sem regulamentações, eu penso que não seria nada mal, nesse meio tempo, fazer uma nova constituição com o propósito de garantir as liberdades individuais e consequentemente as relações em um mercado livre. Não deve ser difícil e acredito que dê para fazer uma completamente baseada nisso e aprovada por todos. Inclusive poderiam até serem colocadas lá algumas cláusulas pétreas, limitando enormente as ações governamentais. Isso não seria bom? É uma meta interessante a ser colocada na agenda libertária.

    Apesar de serem instrumentos de emprego de força e coerção, leis e normas não deveriam ser vistas como uma coisa ruim. Pelo contrário, deveriam ser vistas e utilizadas a favor de se promover a justiça, e a princípio para coibir exatamente aqueles que atualmente se utilizam delas para favorecerem a si mesmos e obterem privilégios -que é o que suponho deveriam ser o papel delas.

    Grande abraço
  • Evandro  03/10/2014 15:50
    Prezados, gosto muito dos artigos publicados no Instituto, que vem agregando bastante ao meu conhecimento e principalmente entendimento sobre diversos assuntos.

    Um amigo meu questionou quando leu este artigo como fica a relação empregador/empregado, como ficariam os direitos trabalhistas? Tenho algumas ideias em mente, mas gostaria de passar para ele algo mais fundamentado por quem entende mais do assunto.

    Desde já agradeço a atenção.
  • anônimo  03/10/2014 17:03
    Nao sou o mais indicado a responder mas posso dar minha visao

    Fica livre para que seja feito um contrato voluntario entre o empregador/empregado, e ai se tem o direito pelo contrato nao necessariamente o mesmo para todos, nada de complexo. Eventuais quebras de contrato sao resolvidas em arbitragem/tribunais.
  • Brasileiro Nato  03/10/2014 17:38
    Aproveitando a pergunta do Evandro, como os sindicatos sao vistos sob uma perspetiva liberal?
  • Rennan Alves  03/10/2014 19:39
    Como um embuste que deve ser erradicado.

    Sindicatos não podem beneficiar os trabalhadores em geral
  • Fernando  03/10/2014 20:01
    Os sindicatos que tão aí atualmente não são muito melhores que uma máfia: se valem de coerção e violência pra fazer cumprir suas demandas. Sugiro ler esse artigo.

    Numa configuração ideal, os sindicatos seriam como qualquer outra associação: financiados voluntariamente e respeitando a propriedade privada. Seriam úteis para informar trabalhadores sobre empresas com melhores salários e condições de trabalho, representá-los judicialmente se eles assim o desejarem, e por aí vai.
  • Victória  03/10/2014 20:23
    Depende muito do caso. No caso de o trabalhador ter inicialmente feito um contrato com o patrão e depois mudar de ideia, utilizando o sindicato para pressionar o patrão, é errado, pois trata-se de uma quebra de contrato. Pior ainda se utilizar-se de meios coercitivos, como o poder governamental, para pedir coisas do empregador ou barrar acesso de outras pessoas à sua profissão, como muitos sindicatos fazem. No caso do sindicato como uma organização de representação jurídica dos trabalhadores na sociedade civil e no caso em que o PATRÃO quebrar o contrato, sua atuação é legítima.
    E Evandro, sobre os direitos trabalhistas, eu, particularmente, acho que o maior direito trabalhista é você poder escolher onde trabalhar, sem ter certos tipos de emprego vedados pelo governo e por organizações profissionais. Eu admito que não sei tanto sobre as especificidades da área trabalhista, mas há vários artigos aqui, e todos de qualidade irretocável, como o acima.
  • Brasileiro Nato  04/10/2014 17:30
    Obrigado pelas indicações, irei ler.
  • sandro lima  03/10/2014 23:15
    Hoje, do jeito que está, enraizado e impregnado, com sanguessugas em todas as camadas,
    seria no mínimo intrigante se acontecesse, mas "se" acontecesse, imagina o caos que seria? Até estabilizar, isso levariam anos!

    Meio cético sobre o resultado final, se iria mesmo gerar esse espiral positivo, e o principal: por quanto tempo isso iria perdurar, e se a causa de tamanha positividade seria realmente por conta das falta de leis, falta de regulamentações e o não envolvimento do governo, ou por conta da "calmaria após a tempestade".

    Porque, é certo que não tem como tirar o governo do caminho sem quebrar a economia do país, por conta do envolvimento.







  • Ali Baba  04/10/2014 17:42
    @sandro lima 03/10/2014 23:15:29

    Hoje, do jeito que está, enraizado e impregnado, com sanguessugas em todas as camadas,
    seria no mínimo intrigante se acontecesse, mas "se" acontecesse, imagina o caos que seria? Até estabilizar, isso levariam anos!

    Meio cético sobre o resultado final, se iria mesmo gerar esse espiral positivo, e o principal: por quanto tempo isso iria perdurar, e se a causa de tamanha positividade seria realmente por conta das falta de leis, falta de regulamentações e o não envolvimento do governo, ou por conta da "calmaria após a tempestade".

    Porque, é certo que não tem como tirar o governo do caminho sem quebrar a economia do país, por conta do envolvimento.


    Realmente é muito difícil compreender as coisas que acontecem no nível do indivíduo pensando a partir dos agregados.

    Toda a vez que alguém me diz "a economia de um país vai quebrar" eu fico pensando sobre quem de fato vai quebrar. A economia não quebra... o que quebra são empreendimentos. Tirando o governo da equação, todos os negócios dependentes do governo que não se reorganizarem quebram. Mas o cabeleireiro, o padeiro, o pintor, o médico, o farmacêutico, o vendedor... todos esses continuam trabalhando, como sempre fizeram. O interessante é que toda a mão-de-obra que hoje está empregada nas tetas do governo vai ter de buscar seu lugar ao sol. O que significa, instantaneamente, preços menores de quase tudo que depende de profissionais semelhantes.

    É nesse ponto que alguém sempre diz "aí os salários vão cair" e a discussão se encerra com ninguém querendo ver seu dinheiro minguar no contra-cheque. Mas esse é o momento de prosseguir na discussão: "sim, os salários vão cair, mas os preços vão cair junto". O que é melhor: ganhar 1000 dinheiros e gastar 900 dinheiros ou ganhar 500 dinheiros e gastar 300 dinheiros mantido o mesmo padrão de vida?

    Resumindo: sim, uma retirada do governo não será sem dores, mas ao fim do processo todos que forem eficientes estão em um patamar melhor. Mesmo os que mais sofreram na retirada do governo terminam o processo em melhor posição do que começou. Só quem sai perdendo é o burocrata que não quer se tornar eficiente... esse será a eterna "viúva do sistema".

    Por fim, ninguém de fato defende uma "revolução libertária" (um oxímoro) nesses moldes, com o governo simplesmente implodindo. Mas uma retirada gradual como a Nova Zelândia fez (nem tão gradual assim, se for pensar) é algo perfeitamente factível e com o mínimo de efeitos colaterais.
  • Sandro Lima  05/10/2014 01:29
    Gostei do seu ponto de vista.
    Me convenceu em partes, de que seria possível.

    cético somente pelo fato de que os preços poderiam não cair.
    Com a mão de obra barata, produtores poderiam preferir exportar do que vender barato.
    A menos que produzissem o suficiente para baixar os preços internacionalmente. daí sobraria alguma coisa para o mercado interno.


  • anônimo  05/10/2014 17:07
    Sem governo/ taxas de importação nada impede que se compre os produtos mais baratos de qualquer região do mundo, só se detivesse o controle de todos os lugares do mundo ou não deixassem importar. Fora setores que obviamente não podem ser exportados como a maioria de serviços que são locais.
    Não teria mais essa diferença mercado interno/externo, todo o mercado é externo a menos que você negocie consigo mesmo, o que só faria sentido se tivesse algum tipo de transtorno de personalidade
  • Ali Baba  05/10/2014 18:30
    @Sandro Lima 05/10/2014 01:29:59

    cético somente pelo fato de que os preços poderiam não cair.
    Com a mão de obra barata, produtores poderiam preferir exportar do que vender barato.
    A menos que produzissem o suficiente para baixar os preços internacionalmente. daí sobraria alguma coisa para o mercado interno.


    E por que não cairiam? Ao longo do tempo, sem governo para inflar a moeda, todos os preços caem naturalmente, como reflexo de uma maior eficiência na produção e da concorrência.

    Você pensa como se o mundo fosse estático: "os produtores poderiam preferir exportar do que vender barato". Sem governo para atrapalhar em muito pouco tempo surgem outros produtores que vão se aproveitar dessa "mesquinharia" e lavar a égua vendendo barato.
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/10/2014 15:34

    Entrevista e livro interessantes, relacionados com o tema deste texto:

    A pior pobreza é a da alma

    "Em "A Vida na Sarjeta", seu primeiro livro editado no Brasil, Theodore Dalrymple traça um retrato desencantado das camadas mais baixas da Inglaterra. Ao site de VEJA, o psiquiatra inglês, expoente da melhor tradição do conservadorismo anglo-saxão, explica por que a "miséria moral" que identifica entre britânicos deve servir de advertência para o Brasil do Bolsa-Família"

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-pior-pobreza-e-a-da-alma

    * * *
  • Felipe  06/05/2015 19:30
    "Nada do que vi ... jamais teve o mesmo efeito devastador na personalidade humana que o indiscriminado Estado de Bem-Estar Social"

    Por este trecho vou colocar este livro na minha lista.
  • Marcø Antôniø Øliveira  06/05/2015 18:33
    ainda bem que eu estou fora desta merda por nome de Brasil há 20 anos. de longe "rezando" por vocês.


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