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Por que nenhuma política de estímulo governamental é capaz de estimular a economia

A falácia da vidraça quebrada, popularizada por Frédéric Bastiat, continua sendo a metáfora perfeita para mostrar as consequências daquilo que se vê e daquilo que não se vê. 

Resumidamente, se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia.  O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia.  Toda a economia sairá ganhando.  A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas. 

Porém, há as consequências que não são vistas.  O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno.  Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.  O alfaiate deixou de ganhar dinheiro.  Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro.  O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate e todo o setor de tecidos perderam.  Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia.  Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.

O economista que só vê as consequências imediatas, e que não é capaz de visualizar as consequências que não são imediatamente perceptíveis, não é um economista completo.

Nos últimos anos, várias pessoas — ao menos em alguns círculos — se tornaram mais familiarizadas com essa 'falácia da vidraça quebrada', e passaram a perceber que a política macroeconômica keynesiana não passa de uma 'falácia da vidraça quebrada' em ampla escala.

Mas talvez ainda mais importante do que a 'falácia da vidraça quebrada' seja aquilo que poderíamos chamar de falácia da 'perna não quebrada'.  Trata-se da presunção que fundamenta todos os tipos de intervenção estatal no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto microeconômicos: a de que os participantes do mercado são perfeitamente capazes de agir mais produtivamente, só que, por causa de várias "falhas de mercado", não o estão fazendo, e isso requer uma intervenção estatal para estimular as coisas e deixar os empreendedores mais produtivos.

Qual a principal falácia deste raciocínio?  Ele ignora completamente as inúmeras maneiras com que as próprias intrusões do estado sobre o sistema econômico "quebram as pernas" dos empreendedores privados ao distorcer os preços — por meio da manipulação dos juros, do controle de preços das tarifas de eletricidade e dos combustíveis, da imposição de tarifas protecionistas para proteger um determinado setor ao mesmo tempo em que encarece os bens de capital importados por outros setores — e ao conceder subsídios aos seus empresários favoritos.

Essas "políticas governamentais" geram incertezas, penalizam as ações produtivas e subsidiam as ações destrutivas, pois pune quem quer empreender para atender aos genuínos desejos dos consumidores e subsidia quem quer empreender para atender aos caprichos dos burocratas do estado.

Suponha que o governo invente uma política industrial — tanto por meio de tarifas protecionistas quanto pela concessão de subsídios diretos (via bancos estatais) — com o intuito de estimular a produção industrial.  Há um problema: ele não é capaz de fazer isso de modo neutro.  Ele terá de gastar com setores específicos.  E, consequentemente, aqueles primeiros a receber o dinheiro irão gastá-lo também de maneira mais direcionada.  Adicionalmente, o governo terá de "manter sua trajetória", sinalizando com clareza quais são seus planos durante um determinado período de tempo, o qual tem de corresponder aos horizontes de planejamento dos agentes econômicos. 

O próprio Keynes reconheceu que isso é impossível.  Como consequência, ele defendia um consistente e persistente controle do governo sobre a maior parte dos investimentos.  A ideia era que a confiança aumentaria em decorrência da certeza criada pelo fato de os empreendedores saberem qual seria o nível dos gastos, em que eles seriam investidos e com qual duração.

Mas não vivemos no mundo que Keynes sonhou por dois motivos: (1) não se pode confiar que o governo irá manter políticas consistentes de longo prazo e (2) Keynes não aceitava que durante uma expansão econômica induzida pelo governo os recursos são sistematicamente mal alocados e que os gastos governamentais irão privilegiar apenas alguns poucos e prejudicar todo o resto.

No nosso mundo, os empreendedores têm de lidar com inúmeras incertezas ao mesmo tempo:

1. Como o sistema político irá de fato alocar os recursos do estímulo econômico?  E por qual período de tempo?

2. Em qual direção (em que área) irão gastar aqueles que aumentaram suas rendas em decorrência da política de estímulos do governo?

3. Qual será o padrão sustentável de gastos, poupança e investimento que irá surgir quando as políticas de estímulo governamental diminuírem (e elas terão de diminuir em um dado momento uma hora)?

Investidores não investem no abstrato ou no agregado; eles investem em áreas específicas.  Os estímulos governamentais, da forma como são praticados, aumentam as dificuldades de coordenação com que os empreendedores lidam.  Eles agora, em vez de se concentrar na satisfação das demandas dos consumidores, têm de adivinhar o comportamento de burocratas e agentes políticos, os quais não reagem às condições de oferta e demanda no mercado. 

O que o Ministro da Fazenda irá inventar depois?  Quais as novas condições que o presidente ou o congresso irão impor às empresas?  Toda essa incerteza é misturada às tentativas de se descobrir novos equilíbrios de mercado que sejam compatíveis com as preferências dos consumidores.  Nesse cenário, os preços tendem a se comportar de maneira errática, transmitindo informações totalmente incorretas sobre oportunidades de lucro. 

O resultado é que a economia fica estagnada, os investimentos realmente demandados pelos consumidores não ocorrem, e apenas as empresas com capital político se sustentam.

Simplesmente transmitir a certeza de que o governo estará estimulando alguma coisa por algum período indefinido de tempo não irá corrigir o problema fundamental.  Há todo um problema de coordenação, o qual não é percebido pelo economista menos treinado, que só consegue analisar aquilo que se vê.

A economia de mercado não é, nem de longe, tão simples e ordeira quanto os defensores de políticas intervencionistas acreditam.  O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas, é um processo caracterizado por várias forças coordenadoras e descoordenadoras.  Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez, e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se obter os fins desejados.  É por isso que o crescimento econômico, ou a criação de riqueza, não é apenas uma função do investimento induzido pelo estado.  O vago termo "investimento" deve ser incorporado a este mundo de escassez, preferências e coordenação.

Quando as políticas de estímulo do governo são integradas a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de incentivos, subsídios e produção.  Tudo deixa de ser apenas uma questão que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo de coordenação do mercado.

Após invadir a ordem econômica como um elefante em uma loja de porcelana e causar estragos tangíveis, os burocratas, os políticos e os intelectuais bajuladores do regime recorrem então à desfaçatez de culpar as "falhas de mercado" pela bagunça que eles próprios criaram — o que cria espaço para ainda mais intervenções para corrigir os efeitos nefastos das intervenções anteriores.

No que dependesse exclusivamente dos mecanismos de correção embutidos em um sistema de mercado genuinamente livre, baseado no sistema de preços e no mecanismo de lucros e prejuízos, os empreendedores e consumidores não errariam de forma sistemática em seus esforços multifacetados para coordenar suas próprias atividades econômicas — a menos, é claro, que o estado interviesse desbragadamente, quebrando suas pernas e estropiando o funcionamento do sistema de preços.

Análises econômicas e estratégias políticas que desconsiderem esta realidade estão se baseando em pilares falaciosos e não devem ser levadas a sério.

 

Leia também: Política industrial não tem como funcionar - exceto para os melhores lobistas

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Participaram deste artigo:

Robert Higgs, scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.

Mario Rizzo, professor de economia na New York University, foi o orientador do doutorado de Robert Murphy.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



autor

Diversos Autores

  • Edgar  20/08/2014 15:32
    Coincidentemente olhem só a notícia de hoje:

    g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/bc-muda-regra-do-compulsorio-e-injeta-mais-r-10-bilhoes-na-economia.html"
  • Marcio Cajado  20/08/2014 16:46
    E sem expectativa de mudança vamos caindo ladeira abaixo =(
  • Pedro Ivo  21/08/2014 12:33
    Aposto que o manteiga diria que estamos caindo ladeira acima: vá entender...

    O interessante é que não vai adiantar nada. Os bancos estão apavorados com o risco de calotes em série. Eles não tem transformado a sanha inflacionista do Planalto em crédito. Vão entesourar este dinheiro para fazer frente aos danos futuros.
  • Típico Filósofo  20/08/2014 18:02
    A demanda agregada FINALMENTE está sendo mais estimulada!

    O ultra-conservadorismo nas baixíssimas metas de inflação ao Bacen não pode continuar a sabotar o desenvolvimento nacional. Nós precisamos é de mais dinheiro na economia sem temer a especulação dos patrões, o câmbio e a perda do poder de compra da moeda.
    Além disso, não podem haver distinção entre empréstimos de recursos livres e subsidiados: Selic em 2% e fim da responsabilidade (neoliberal) fiscal já!

    Não haverá investimentos errôneos do estado frente ao mercado quando TODOS os investimentos forem somente do estado e de seus empreendedores. O que é preciso é coragem para atravessar esta social-democracia magérrima e adentrar o verdadeiro socialismo bolivariano, com direito à dieta nacional necessária (a palavra 'obrigatória' é invenção da propaganda burguesa) e corrida nos supermercados para queimar calorias.
  • anonimo  20/08/2014 16:37
    É verdade que no final da vida Keynes estava revendo o que ele havia escrito? E achava que o liberalismo clássico é que estava correto?

    Procurando sobre isso vi informações desencontradas, alguém saberia me dizer se isso é verdade?

    Obrigado.
  • Charles Miller  20/08/2014 19:38
    Vi uma entrevista do Hayek em que ele dizia que o Keynes disse para ele que era necessário rever algumas partes da teoria dele. Mas, pelo que sei, o Keynes era meio arrogante. Não acredito que ele fosse admitir que estava errado.
  • Pobre Paulista  20/08/2014 19:15
    [OFF] - Tietagem mode

    Nosso presidente (do IMB) saiu na Forbes hoje:
    [link=www.forbes.com/sites/alejandrochafuen/2014/08/20/ludwig-von-mises-inspiring-think-tanks-across-the-globe/]

    Devidamente citado no círculo Bastiat do Mises USA:
    [link=bastiat.mises.org/2014/08/mises-institutes-of-the-world/]

    Abs
  • Tiago  20/08/2014 19:37
    Um comentário sobre a falácia da janela quebrada: o vidraceiro ganha dinheiro e o alfaiate não. E quando a janela não é quebrada, o alfaiate ganha dinheiro e o vidraceiro não. O dinheiro circulou da mesma maneira. 'Estimulando a economia' de uma maneira ou de outra.

    Talvez o ideal fosse que o padeiro usasse o dinheiro para investir em um maquinário ou um novo padeiro (ou um chef), ou seja, investir em capital. Correto?
  • Hudson  20/08/2014 20:28
    Estimulou a economia, mas não gerou riqueza, já que o vidraceiro já tinha a janela e deixou de consumir outra coisa com este dinheiro. A demanda artificial estimulou a economia, mas não criou nova riqueza.

    É tão difícil entender isso?
  • Tiago  21/08/2014 16:48
    Criar uma janela nova ou um novo terno do alfaiate são duas formas de criar riquezas pra mim. Tão difícil entender isso?
  • P.Araujo  26/08/2014 19:22
    Perfeito é o que acontece com o Brasil, PIB menor que 1%, índice de desemprego baixo +/- 6%, é o caso da vidraça quebrada, todo mundo trabalha mas não gera riqueza.
  • Fernando  20/08/2014 20:45
    Não. O vidraceiro ganha o dinheiro que o alfaiate perdeu. Esse é o detalhe importante.

    O alfaiate ganharia o dinheiro que o padeiro ganhou de outra pessoa oferecendo um bem que essa outra pessoa queria trocar pelo seu dinheiro, havendo, aí sim, criação de valor - e enriquecimento.

    Quanto à decisão de poupar, investir ou consumir, é algo pessoal. E nem sempre investir é o melhor, porque o investimento pode ser baseado em uma interpretação errônea dos sinais emitidos pelo mercado, o que resulta em desperdício de recursos escassos.
  • Tiago  21/08/2014 16:51
    Não entendi porque esse seu detalhe é importante. Não vejo diferença de um ou outro indivíduo ganhar. Qual a diferença de se comprar um terno ou uma janela? Ambos geram emprego e geram riquezas. Pouco importa se o bem é usado para substituir algo ou se é algo novo.
  • Leandro  21/08/2014 18:21
    Não houve criação de riqueza no caso da vidraça. Houve, na melhor das hipóteses, uma reposição. Gastou-se tempo e dinheiro apenas para se voltar à estaca zero. Para haver criação de riqueza, uma nova vidraça teria de ter sido construída, de modo que agora haveria duas vidraças.

    Portanto, não é a mesma coisa.

    Agora, se você pensa que é, seja coerente e peça para marginais depredarem seu carro. A economia vai bombar.

  • Tiago RC  20/08/2014 21:16
    Sim, o dinheiro circula da mesma maneira. Mas num cenário, o padeiro fica "um terno mais rico" que no outro cenário. Pode-se estender e concluir que a sociedade toda também está "um terno mais rica".

    Deveria ser óbvio, mas enfim: destruição não gera riqueza.
  • Júnior Sousa  26/08/2014 22:39
    Se o problema da Economia fosse fazer o dinheiro "girar" ou em outras palavras "gerar emprego", bastava colcoar pessoas cavando buracos e outras tampando e cobrando por ambos serviços...
  • Gunnar  21/08/2014 16:14
    Errado. O saldo total da economia no cenário simplificado da vidraça quebrada é, na verdade, negativo. O dinheiro equivalente ao valor da vidraça virou prejuízo no balanço do alfaiate. Ou seja, o vidraceiro ganha, o alfaiate perde. Sem a quebra da vidraça, o alfaiate ganha e o vidraceiro não ganha, mas também não perde.
  • Brasileiro Nato  20/08/2014 20:09
    Eu sei que não tem muito a ver com o artigo, mas eu gostaria de saber a opinião de vocês sobre essa texto brasildebate.com.br/928/
    Eu que não sou especialista no assunto ja percebi que tem asneira aí (ele fala que a época liberal no brasil começou com color em 1990 e acaba em 2002), o que vocês acham?

    Obrigado desde já!
  • Hudson  20/08/2014 23:14
    Liberal apenas segundo o conceito da esquerda rs
  • Luiz Felipe  20/08/2014 23:19
    Olá!!!

    Só estou esperando para ver a cara dos medíocres tupiniquins ao verem que essas "injeções" com o dinheiro estatal na economia irá causar uma hiperinflação até o final do ano que vem.

    2015, o ano que eu tanto esperei para ver como vai ficar a cara dos estatistas, lulo-bolivarianos e comunas.

    Além dessa medida de injeção(leia-se intervenção estatal) na economia ser prejudicial
    vai causar muito mais prejuízos do que já estamos sofrendo há tempos no Brasil:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,banco-central-injeta-mais-r-25-bilhoes-para-reanimar-a-economia,1546708

    E para ser mais patético ainda em suas "sábias palavras", o boçal Margarina, disse que nossa economia está passando por um "gradual aquecimento":

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,mantega-nega-que-a-economia-brasileira-esteja-patinando,1546842

    kkkkkk!!!!!


    Abcs.
  • Bernardo F  21/08/2014 03:37
    Bom artigo.
  • Alexandre  21/08/2014 04:55
    Eu adoraria viver em uma era econômica regida pelo livre mercado, mas creio ser fundamental que, primeiro, esse sistema estatal nefasto falhe miseravelmente. É preciso que todo indivíduo na sociedade já seja educado desde a infância acerca dos malefícios da intervenção do Estado na economia da mesma forma como fomos educados sobre erros humanos do passado (escravidão, fanatismo religioso, conflitos armados, etc).

    Às vezes eu imagino, nos dias de hoje, qual seria a reação da esquerda e das camadas mais pobres ao se depararem, por exemplo, com uma situação de alto desemprego. A primeira reação da oposição seria a famosa frase: "Esse governo não faz nada para melhorar a situação do trabalhador. Nem salário mínimo, nem subsídios, nem benefícios, nada!" Não há taxa de aprovação política que resista a isso em um país como o Brasil.

    A falácia esquerdista é facilmente batida por argumentos no meio acadêmico e científico, mas para tirar o ranço da ignorância por ela criada será necessária uma verdadeira guerra ideológica que durará ao menos um século.

    Belo texto, abraço!



  • Observadora  21/08/2014 12:15
    Analisando a natureza do meu breve histórico por aqui, eu devo ter alguma sina ou sofrer de algum fetiche pela edição do IMB (deixando claro que não faço isso por mal ou por esporte) pois não pude deixar de notar, caro Leandro, que o link para os artigos do Robert P. Murphy está formatado no nome do Mario Rizzo, cujos artigos ficaram sem link. Nem é nada grave, então me perdoe que eu prometo acabar com a insistente perseguição.

    Para diminuir meu constrangimento e falando sério (se é que depois dessa meu comentário ainda for digno desse crédito), a respeito da notícia de que o Banco Central injetará mais R$ 25 bilhões para reanimar a economia, entre outras, não muito distante do que diz o presente artigo, à primeira vista pode causar um pouco de consternação mas não é para isso tudo, é? A menos que os bancos sejam obrigados por alguma lei a conceder o crédito, toda essa exorbitante quantia de dinheiro não vai parar assim na economia, já que à essas alturas a medida está num estágio de tamanha fadiga, que a torna simplesmente impraticável. Será mesmo que é tão difícil para as autoridades constituídas perceberem isto? Ou em outras palavras, minha dúvida que não quer calar: seria este é um caso de demais inocência ou um caso de demais esperteza?

    Muito obrigada e até a próxima.
  • Leandro  21/08/2014 13:57
    É verdade, cara Observadora. O link estava errado. Obrigado pela sempre percuciente percepção.

    De resto, sua observação está correta. Como já explicado aqui várias vezes, duas coisas determinam a expansão do crédito: demanda por crédito e disposição dos bancos a correr risco.

    A demanda por crédito depende dos juros, do endividamento das pessoas e da disposição das empresas a investir. Já a disposição dos bancos a correr risco depende do atual estado da economia e da situação de seus balancetes.

    Por si só, minúcias técnicas -- como alteração de valor de compulsório -- não afetam sobremaneira os dois itens acima. Pode haver uma pequena diminuição nos juros para um outro tipo de empréstimo. Mas não altera muita coisa em termos globais.

    Sigo repetindo a mesma partitura: enquanto os bancos estatais não forem controlados, a economia continuará desarranjada, com inflação alta e crescimento baixo. E agora sem geração de empregos, como já vinha sendo dito aqui há um bom tempo.
  • Roberto  21/08/2014 17:25
    Janela quebrada:

    1 -1 +1 = 1
    JANELA JANELA (quebrou) JANELA (nova) (Total de riquezas)


    1 + 1 = 2
    JANELA TERNO (Total de riquezas)


    Enquanto a economia foi estimulada (o "PIB" cresceu no +1), o total de riquezas, que é o que realmente importa na qualidade de vida das pessoas, aumenta só no caso que a janela não é quebrada.
  • J. Rodrigues  21/08/2014 18:32
    Para mim sempre foi certo que destruir alguma coisa que ainda está sendo útil é prejuízo, perda e perda, ao que me consta, é valor negativo e portanto não pode ser aumento de riqueza. Mas, como tem tanta teoria nova por aí. Vai saber!
  • J.A.MELLOW  23/08/2014 02:14
    MUITO BOM! ESSE KEYNESIANISMO PREGA A ECONOMIA DO CICLO VICIOSO, E TEMPORARIAMENTE RESOLVE UMA QUESTÃO IMEDIATA MAS QUEM MOVE REALMENTE A ECONOMIA É A CRIATIVIDADE, É AQUILO QUE PASSA A SE FAZER DO NADA ANTERIOR. QUERER MOVER A ECONOMIA APENAS UTILIZANDO ESSA PRÁTICA APENAS QUER DIZER ALGO PARA QUEM PENSA A ECONOMIA PELO LADO DO ESTADO CUJA ARRECADAÇÃO AUMENTA, MAS O QUE GERA DESENVOLVIMENTO É A INICIATIVA PRIVADA QUANDO SE ARRISCA NO EMPREENDEDORISMO.
  • bruno  26/08/2014 14:30
    Leandro,

    Tem algum texto do mises que refuta a estratégia de desenvolvimento por meio de proteção às indústrias nascentes ?

    Em alguns pontos concordo como vocês mas quanto a essa estratégia tenho minhas dúvidas se ela é boa ou ruim. Nunca vi um texto liberal falando especificamente sobre isso para tirar minhas conclusões.
  • Leandro  26/08/2014 14:39
    Tem um que faz melhor ainda: narra um exemplo prático (em duas partes).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
  • bruno  26/08/2014 18:49
    Obrigado vou ler com calma e tirar minhas conclusões.

    É que já li em textos de economia afirmando que o EUA e Inglaterra se desenvolveram utilizando essa estratégia. Um livro que vemos esse tipo de ideia é o do autor Ha Joon Chang, Chutando a Escada. Não consegui pensar maneiras de como refutar isso, aparentemente seria um desenvolvimento com intervenção governamental.

    Vou ver depois se acho também alguns textos aqui da visão dos austríacos de como ocorreu a revolução industrial inglesa. Nos textos convencionais de economia fica difícil separar em que parte o governo foi responsável pela revolução e em que parte foi o livre mercado.
  • Leandro  26/08/2014 20:35
    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Singapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Caso domine o inglês:

    mises.org/daily/2001

    mises.org/daily/2960
  • Crítico  31/07/2017 23:20
    Olá Leandro,

    Desculpe, mas sua resposta não "refuta" a teoria apresentada no livro do Ha Joon Chang. Aliás, fica muito fácil dizer que nele não é distinguido causa de correlação quando você também não consegue fazer essa mesma distinção.

    Como saber se não foram algumas das estratégias protecionistas que ajudaram as indústrias desses países a se desenvolverem? Você teria alguma teoria positiva que demonstre categoricamente o contrário? Perceba que, na verdade, esse é o ponto central do livro. TODAS as economias, sem exceções, que se industrializaram massivamente tiveram intervenções governamentais de toda a sorte.

    EUA? Muita. Nunca vi um país ser taxado como liberal e ter tanta intervenção governamental. Você sabia que a Amazon é subsidiada pelo Tesouro Americano? Pois é.

    Você provavelmente irá me dizer que países como Nova Zelândia e Austrália não tem uma indústria robusta e exportadora, mas são países ricos. Mas e daí? Mesmo que eles consigam enriquecer com livre circulação de capital, eles ainda serão SEMPRE submissos aos poderes dos países industrializados.

    Vocês austríacos tendem a ignorar que existe poder geopolítico nas análises econômicas, o que é uma pena.
  • Leandro  01/08/2017 00:05
    "Desculpe, mas sua resposta não "refuta" a teoria apresentada no livro do Ha Joon Chang."

    É porque você se sentiu afetado. Mas não tem problema. Isso será intensificado abaixo.

    "Aliás, fica muito fácil dizer que nele não é distinguido causa de correlação quando você também não consegue fazer essa mesma distinção."

    É aí que você se engana, como, novamente, será mostrado mais abaixo.

    "Como saber se não foram algumas das estratégias protecionistas que ajudaram as indústrias desses países a se desenvolverem?"

    Simples. Lógica pura. Na prática, você está dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

    Lógica asinina.

    Na prática, você está dizendo que economia fechada e reserva de mercado é o que cria pujança e prosperidade. Atentado à lógica.

    Para a piorar a sua situação, vale lembrar que o Brasil já é assim desde que foi descoberto em 1500. Por favor, cite um único período do país em que tivemos tarifa de importação zero. Aliás, facilito: cite um único período que tivemos baixas tarifas de importação.

    Temos a economia mais fechada entre os países sérios, e nada de a indústria progredir e ficar pujante.

    Logo, você deve explicações.

    A teoria que você defende -- "economia protecionista gera indústria pujante" -- é aplicada no Brasil desde 1500. E nada de ela finalmente se comprovar.

    "Você teria alguma teoria positiva que demonstre categoricamente o contrário? Perceba que, na verdade, esse é o ponto central do livro."

    Opa, sem problemas.

    Hong Kong.

    Cingapura.

    Ambos os países se industrializaram -- e fortemente -- com tarifa de importação zero.

    Aliás, a própria Suíça -- fortemente industrializada -- tem tarifas de importação baixíssimas para produtos industriais. Lá, eles tributam coisas agrícolas, mas não industriais.

    O mesmo é válido para Alemanha.

    "TODAS as economias, sem exceções, que se industrializaram massivamente tiveram intervenções governamentais de toda a sorte."

    Só acima já citei quatro exemplos práticos em contrário. Nenhum deles teve "intervenções governamentais de toda a sorte".

    Gritar e escreva em caixa alta (comportamento típico dos inseguros) não irá mudar isso. Mude de tática.

    "EUA? Muita. Nunca vi um país ser taxado como liberal e ter tanta intervenção governamental."

    Muito embora os EUA jamais tenham sido citados como modelo, o fato é que as tarifas deles (para produtos industriais) sempre foram muito menores que as nossas, o que novamente coloca em xeque toda a sua teoria.

    Pela sua lógica, era para o Brasil (muito mais fechado e protecionista) ter uma indústria muito mais pujante e competitiva que a americana.

    "Você sabia que a Amazon é subsidiada pelo Tesouro Americano? Pois é."

    Aqui você mostra toda a sua ignorância (tanto é que nem teve coragem de colocar fontes).

    A Amazon (odiada por governos e políticos) não recebe subsídios. O que ela já recebeu foram isenções fiscais de alguns governos estaduais para que ela construísse armazéns e depósitos nestes estados.

    Isenção é completamente diferente de subsídio. Subsídio é o governo tomar dinheiro de A para repassar a B. Já isenção é simplesmente o governo não espoliar A.

    Isenção nada mais é do que o governo retirar uma barreira que nem sequer deveria existir. E apenas ignorantes econômicos confundem isenção com subsídio. Subsídio é imoral; é retirar dinheiro de Paulo para dar a Pedro. Já isenção é simplesmente não espoliar Paulo.

    Aliás, aproveitando a deixa, a Amazon é outro exemplo que destroça toda a sua teoria: a Amazon, no máximo, recebe isenções pontuais. Já a indústria brasileira não só é protegida por tarifas protecionistas, como ainda recebe subsídios diretos do governo (via BNDES).

    Por que não somos pujantes?

    "Você provavelmente irá me dizer que países como Nova Zelândia e Austrália não tem uma indústria robusta e exportadora, mas são países ricos. Mas e daí? Mesmo que eles consigam enriquecer com livre circulação de capital, eles ainda serão SEMPRE submissos aos poderes dos países industrializados."

    Ah, assim é gostoso. Você próprio reconhece que há exemplos práticos que refutam sua tese, mas prontamente se antecipa dizendo que tais exemplos não valem. Patético.

    A propósito, como exatamente Austrália e Nova Zelândia são "sempre submissos aos poderes dos países industrializados"? Por favor, ilumine-me. Mostre como a terceira e a quarta economias mais livres do mundo se dobram às outras potências do globo...

    "Vocês austríacos tendem a ignorar que existe poder geopolítico nas análises econômicas, o que é uma pena."

    Já os críticos da Escola Austríaca, como mostrado acima, não apenas não dominam a teoria, como ainda desconhecem o que falam e mentem abertamente sobre determinados pontos. Uma pena. Mas já é algo rotineiro.

    Ainda pior é a desfaçatez: a pessoa defende reservas de mercado e privilégios para os grandes barões da indústria e, e em vez de ter a hombridade de simplesmente assumir que age assim, sai dizendo que defende essa redução do poder de compra da população em nome do "interesse nacional".

    Em vez de simplesmente assumir que defende grupos de interesse (empresariais e sindicais) e que é contra a liberdade de escolha do consumidor, a pessoa se esconde atrás de teorias econômicas bizarras e contraditórias. Uma pena.

    Cordiais saudações.
  • Crítico  01/08/2017 02:43
    Elegante resposta.

    Porém ainda falta apresentar mais evidências sobre as tais "economias livres" que você menciona. Será que elas são tão livres assim?

    Aqui vão algumas fontes, atendendo a sua demanda:

    Suécia: https://www.amazon.com/The-Small-Giant.../dp/0821408259

    Esse livro descreve como indústria forte se faz com auxílio governamental. Comparar os escândalos neoliberais envolvendo conglomerados empresariais no Brasil com a conjuntura de países desenvolvidos é crime intelectual. Existem maneiras corretas de os governos interferirem, porém, obviamente, o Brasil é um péssimo exemplo disso.

    Singapura: muito "livre". Será? Observe a quantidade de taxas e burocracia para se comprar um carro por lá: www.livinginsingapore.org/how-to-buy-a-car-in-singapore/

    Eles possuem programas governamentais, como os de moradia: www.hdb.gov.sg/cs/infoweb/homepage

    Subsidiam pesadamente a saúde: https://www.moh.gov.sg/content/moh_web/home/costs_and_financing.html

    Taxam fortemente o setor produtivo (lá os empresários não devem reclamar): https://www.iras.gov.sg/irashome/Publications/Statistics-and-Papers/Tax-Statistics/#NewBookmark

    Quem diria? Leis trabalhistas em Singapura: www.mom.gov.sg/~/media/mom/documents/employment-practices/workright/workright-brochure-for-employees.pdf

    Agora a Nova Zelândia. Foi tanta da crise que o mercado desregulado causou por lá no passado, que até hoje o governo tem se utilizado de políticas públicas para estabilizar a economia.

    https://teara.govt.nz/en/economic-history/page-11

    Acredito que sejam boas referências para provar o meu ponto. O mercado sempre manteve relações tanto saudáveis quanto deletérias com governos. A sugestão dos austríacos é a de jogar o saco inteiro de laranjas fora por causa de algumas que estão podres.

    Agora me diga. Austrália e Nova Zelândia serão algum dia tão representativas internacionalmente quanto os países industrializados? Claramente que não. Serão sempre secundários e vulneráveis às decisões políticas dos blocos de poder. Poder político sempre vai existir, independente da economia.

    Como bem diz Piketty: "A verdadeira economia é a economia política."
  • Leandro  01/08/2017 13:06
    Ué, mudou completamente de assunto por quê?

    O tema era protecionismo, tarifas de importação e indústria. Você disse que não há absolutamente nenhum exemplo de país cuja indústria prosperou sem protecionismo. Aí foram citados vários exemplos práticos que contradizem sua crença. Você ignorou todos e resolveu falar de ... sistemas de saúde e moradia!

    Qual o limite de sua ignorância?

    Ah, sim: o governo de Cingapura, estupidamente, tributa pesadamente carros importados. Só que isso não é política industrial, cidadão, pois nem sequer há montadoras naquele país. O governo de Cingapura tributa especificamente a importação de carros para evitar que as ruas (outro monopólio estatal em Cingapura) fiquem congestionadas (sim, governo é estupidez).

    E isso não é chute meu, não. Pode conferir aqui:

    https://www.youtube.com/watch?v=Ki51vh6ihJs

    Moradias em Cingapura? Entre as mais caras do mundo. Por quê? Ora, exatamente porque o governo subsidia suas compras. Lei básica da economia: se a aquisição de algo for subsidiada, o preço deste algo subirá.

    Mas isso só quem tem conhecimentos básicos de economia saberá.

    Por fim, qual foi a crise na Nova Zelândia causada pelo "mercado desregulado"? Procurei na internet e nada vi. Nem mesmo em 2009 houve grandes solavancos. A última crise que teve na Nova Zelândia foi na década de 1980, e causada por um estado inchado e esclerosado. A partir dali foram feitas várias reformas visando a encolher o estado, e desde então a economia cresce e a população enriquece continuamente.

    Aliás, o link que você enviou fala exatamente sobre isso -- sobre como a economia estava colapsada na década de 1980 sob o peso do estado e como as reformas liberais mudaram tudo --, o que comprova seu inacreditável analfabetismo em língua inglesa. Falou uma coisa e mandou um link que diz o exato oposto.

    Sério, por que você se rebaixa a isso?

    Gosto muito de um debate, mas nada me irrita tanto quanto pessoas que tentam sacar para cima de mim exatamente em um assunto que domino. Pior ainda é quando a tentativa de saque vem acompanhada de arrogância e ignorância.
  • Alexandre Nascentes Schmitt  07/08/2017 05:55
    Ta lendo Voyager dms amigo. Vc se consegue dormir ai dps da resposta do Leandro. Abraço
  • Felipe  27/08/2014 13:18
    Artigo perfeito!

    Pena que quase ninguem entende isso.
  • Emerson Luis, um Psicologo  31/08/2014 20:17

    Intervenções apenas perturbam o sistema.

    O governo muito ajuda quando não atrapalha.

    * * *
  • Mauricio.  15/09/2014 13:43
    Veja de hoje cita Hayek: "O economista austríaco Friedrich Hayek escreveu certa vez que quando se usa o estado como ferramenta para estimular a criação de vagas, uma série de desequilíbrios é desencadeada. O Brasil vive essa realidade."

    Continua em veja.abril.com.br/noticia/economia/o-mercado-de-trabalho-comeca-a-sentir-o-baque.
  • Anonimo  19/11/2015 12:18
    Não se empolgue muito com nada da veja, a veja é chapa branca do PSDB.
  • Gunnar  18/11/2015 12:41
    Agora vai!
    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/11/1707758-governo-estuda-aumento-de-imposto-para-proteger-aco-brasileiro.shtml


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