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A desconhecida história do embargo cubano
Eis um tema que, ao longo de mais de meio século, é inseparável da vida do povo cubano, e que tem estado presente, por igual período de tempo, no cenário político e na opinião pública internacional: o embargo econômico imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos.

Em minha opinião, o controvertido embargo tem sido apenas um jogo diabólico de conveniência entre os dois governos envolvidos neste embate, cujo resultado alcançado durante décadas tem sido um só: uma falta de respeito ao — e um desprezo abominável e abusivo pelo — povo cubano.

Por que digo isso?

Este jogo desumano começou em outubro de 1960, como resposta do governo americano às expropriações das propriedades de cidadãos e companhias americanas na ilha, levadas a cabo pelo ainda incipiente governo revolucionário cubano.

Já no ano de 1992, o embargo adquiriu caráter de lei e, em 1996, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a chamada Lei Helms-Burton, a qual proibiu os cidadãos americanos de realizar negócios dentro da ilha ou com o governo cubano — embora desde muito antes a justificativa para o embargo tenha sido a ausência de liberdades civis e as violações dos direitos humanos realizadas pelo regime cubano.

Ainda hoje, o povo de Cuba majoritariamente acredita que a causa de todas as suas penúrias é o bloqueio.  Eu também pensava assim, até ter presenciado algo que me fez pensar seriamente a respeito.

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Em 1997, eu trabalhava como assessor jurídico de uma empresa que atuava no ramo do comércio exterior, e qual foi a minha surpresa quando constatei que a empresa Alimport (Empresa Cubana Importadora de Alimentos), responsável pelo nosso comércio exterior, estava importando produtos agrícolas diretamente de produtores dos Estados Unidos. Estranho, não?

Ou seja, no ano de 1996 foi aprovada a Lei Helms-Burton e, um ano depois — quando já era notícia diária em Cuba e no resto do mundo a aprovação da dita lei —, pude constatar, repito, que se estava importando produtos agrícolas diretamente do Império Americano.

Isso, contudo, não era dito pelos meios de comunicação em massa do meu país.

Porém, há mais. No ano de 1999, o presidente Bill Clinton "endureceu o bloqueio", proibindo as filiais estrangeiras de companhias americanas de negociar com Cuba a valores maiores do que US$700 milhões anuais.  Entretanto, no ano 2000, o próprio Clinton autorizou a venda de certos produtos "humanitários" a Cuba.

O fato é que, paradoxalmente, não apenas os EUA têm estado entre os cinco principais sócios comerciais de Cuba, como também, se não bastasse, têm sido os principais fornecedores de produtos agrícolas para a ilha.  

Veja a tabela abaixo.

960x540x1236118_501374593283859_738279270_n.jpg.pagespeed.ic.DwypB40sSd.jpgFonte: Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

Não seria o maior embargo sofrido pelo povo cubano justamente aquele imposto pelo próprio governo cubano?

Muitos afirmam que o comércio entre Cuba e EUA está sujeito a regulações e que ocorre debaixo de certas condições.  Por exemplo, Cuba tem que pagar imediatamente, e à vista, todos os produtos que importa dos EUA, já que este não concede nenhum tipo de crédito financeiro ao governo de Cuba.

Há algo de errado nisso?

Bom, dado que cada um tem o direito de proteger seus interesses, e dado que Cuba, pelas circunstâncias, justificadas ou não, é má pagadora, tal exigência é compreensível.  Eu mesmo tenho experiência com isso: lidei com muitas reclamações por parte de empresas estrangeiras, tendo que responder por questão de mora nos pagamentos.

Não é interessante o fato de que Cuba sofra embargo de um país que, por sua vez, tem sido seu principal exportador de produtos agrícolas e, em nível mundial, seu quinto maior exportador?

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Números divulgados pelo Banco Mundial. Maiores informações aqui.

Não entendo, realmente.

De qualquer forma, o embargo existe e, ainda que não seja tão cruel como pintam, nenhum governo tem o direito de boicotar ou de atrapalhar de nenhuma forma a economia de outro país.

Contudo, se analisarmos as causas apontadas e as consequências deste conflito, veremos, de um lado, o governo dos Estados Unidos bloqueando a economia de Cuba com a justificativa de obrigar o governo cubano a reconhecer as liberdades individuais e a respeitar os direitos humanos de seu povo; e, de outro, o governo de Cuba culpando o embargo por todas as suas penúrias e calamidades, exaltando ferrenhamente sua imagem de defensor das liberdades individuais e dos direitos humanos.

Essa acusação feita aos americanos pelo governo cubano não deixa de ser irônica.  Pois, como bem disse Diogo Costa, "Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos.  Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos."

E prossegue:

O embargo americano é obsceno, mas não é a raiz da pobreza cubana.  De fato,[...] os cubanos podem comprar produtos americanos pelo México.  Podem comprar carros do Japão, eletrodomésticos da Alemanha, brinquedos da China ou até cosméticos do Brasil.

Por que não compram?  Porque não têm com o que comprar.  Não é um problema contábil ou monetário — o governo cubano emite moeda sem lastro nem vergonha.  O que falta é oferta.  Cuba oferece poucas coisas de valor para o resto do mundo.  Cuba é pobre porque o trabalho dos cubanos não é produtivo.

A má notícia para os comunistas é que produtividade é coisa de empresário capitalista.  Literalmente.  É o capital que deixa o trabalho mais produtivo.  E é pelo empreendedorismo que uma sociedade descobre e realiza o melhor emprego para o capital e o trabalho.

Mesmo quando o governo cubano permite um pouco de empreendedorismo, ele restringe a entrada de capital. Desde que assumiu o poder em 2007, Raúl Castro já fez a concessão de quase 170.000 lotes de terra não cultivada para agricultores privados.  Só que faltam ferramentas e máquinas para trabalhar a terra.  A importação de bens de capital é restrita pelo governo.  Faltam caminhões para transportar alimentos.  Os poucos que existem estão velhos e passam grande parte do tempo sendo consertados. Em 2009, centenas de toneladas de tomate apodreceram por falta de transporte.

No fim, independentemente dos critérios com que se analise este tema, se há algo que não se pode questionar é o fato de que o único prejudicado nesta briga tem sido o próprio povo cubano: o de verdade, e não a minoria governante.

Embargos servem apenas para fortalecer regimes totalitários e para aumentar o sofrimento da população oprimida, que, além da ditadura, ainda fica privada de poder adquirir bens que aliviariam um pouco do seu sofrimento.

Basta comparar Cuba à China. Em ambos os casos, os regimes seguem firmes e fortes, mas os chineses ao menos têm acesso a produtos estrangeiros, o que ajudou a aliviar enormemente sua privação.

Sobrepor um embargo comercial a uma ditadura é algo desumano.

É o povo cubano quem sofre com a miséria e com a escassez, e é o que sofre também com as faltas de liberdades individuais e com a violação dos direitos humanos mais elementares, enquanto os políticos dos dois lados seguem envolvidos neste jogo diabólico.

Até quando?


2 votos

autor

Nelson Rodríguez Chartrand
é um advogado cubano, libertário do Club Anarcocapitalista de Cuba, e escreve, de Havana, para a página do Liberzone e do Spotniks.


  • Pobre Paulista  01/08/2014 13:06
    É muito bom conhecer a realidade direto da fonte.
  • Mademoiselle   16/11/2014 23:30
    Não consigo entender o como o povo cubano aceita isso? Aceita a longas e duras penas essa ditadura imposta por um falso salvador da Pátria. Eterna Gratidão? Não entendo... não me entra na cabeça 70% da população cubana acreditar que o vilão é externo. Quer saber? O verdadeiro vilão é o povo que é omisso, complacente e permite ser violentado vivendo como eternas vítimas, pobres coitadinhos, permitindo ser cada dia mais sufocados por esse regime totalitário. É, nunca vou entender! Talvez os povos oprimidos que tenham lutado por sua liberdade não sejam exemplo suficiente.
  • Silvio  17/11/2014 01:47
    Prezada senhorita, tente se colocar no lugar de uma moça cubana. Se você esboçar qualquer reação de descontentamento contra o governo, rapidamente o fiscal de quarteirão ficará a par de seu comportamento e o levará a conhecimento da polícia revolucionária. A polícia chegará até você e, depois disso, provavelmente nunca mais a veremos novamente. O que você pode fazer num hospício desses a não ser tentar dançar conforme a música?

    Você pode dizer que o povo poderia se revoltar. Mas como uma população civil que foi desarmada pelo governo pode enfrentar soldados armados com fuzis AK-47, sendo que uma única belezinha dessas pode atirar 600 balas por minuto? Além disso, por mais miserável que esteja o país, sua força de repressão, graças a ajuda financeira de lindos países como Rússia, China e Brasil, dentre outros, vai muito bem, obrigada.

    A única solução viável para um cubano, a meu ver, é improvisar um barco e escapulir para Miami. Mas até essa saída é extremamente perigosa. Se eles já matam uma pessoa por expressar descontentamento, imagina só o que acontecerá contigo se chegar aos ouvidos da polícia revolucionária que você está armando um barco para fugir do paraíso socialista cubano.

    Agora, quando se trata de países em que a revolução socialista chegou por meios democráticos (Bolívia, Argentina, Brasil e, vá lá, a Venezuela), aí não tenho dó mesmo. E concordo com o seu veredito segundo o qual "o verdadeiro vilão é o povo que é omisso, complacente e permite ser violentado vivendo como eternas vítimas, pobres coitadinhos, permitindo ser cada dia mais sufocados por esse regime totalitário".
  • Jorge  14/02/2015 00:15
    Concordo totalmente com o Silvio.
  • Paulo  27/11/2016 23:47
    Consideremos também que a educação é doutrinadora. Que são décadas de um regime controlador, de falta de informação (o salário mensal médio de um cubano paga 4 horas de internet), e de dependência do governo. Além de falta de armas de fogo, falta a principal arma, a autonomia, a capacidade de entender a realidade por i mesmo.
  • Eliana  28/11/2016 01:16
    Já ouvi a explicação sobre o povo cubano aceitar esta condição de vida, porque são considerados, pela pessoa que emitiu o comentário, (ele visitou o país a trabalho e é uma pessoa de boa índole) voltando, ele considera o povo cubano preguiçoso.
  • Jarzembowski  28/11/2016 10:39
    Theodore Dalrymple tem a resposta perfeita para a inércia de todos esses povos submetidos aos horrores de ditaduras brutais como acontece em Cuba:

    "No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, mas humilhar – e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quando as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade... Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar."
  • Otton di Tibutini  18/06/2017 18:10
    Por que há sempre mentiras a defender o que mais é de ridículo no governo desta ilha. Nada é liberado como combinado. Até as medalhas ganhas pelos atletas em olimpíadas os malditos ficam com eles.
    O problema é que há uma legião sem fim, afim de introduzir o comunismo nos resto da América Latina.
    Todos aqueles que se dão bem do dia pra noite viram as cabeças e se tornam doentes esquerdopatas.
    O embargo ocorre enquanto não desparecer de Cuba essa de pessoas serem tratadas como são e isso é que iremos ver.
    A verdadeira história ainda não está completamente contada por que há várias Cuba nos mapas.
  • PAULO HENRIQUE ALVES FIALHO  18/06/2017 20:41
    todas as escolas de cuba são marxistas. boa parte foi doutrinado a tal ponto que acreditam em tudo que o governo diz, levando em consideração que as emissoras são estatais, o livre pensamento é desencorajado. cuba ´so é o maximo no filme do velozes e furiosos 8 onde visilvelmente se nota que o pais é uma misseria, parece um cortiço em tamanho monumental.
  • Leo  01/08/2014 13:22
    Não possuo muito conhecimento a respeito dos detalhes do embargo econômico,e sou apenas iniciante nas quesões econômicas por isso, atendo-me ao texto,tentando fazer uma análise técnica (como o Leandro Roque faz, que convence e explica de forma didática somente analisando fatos), vê-se que: Não há muita variação nos valores de bens importados por Cuba ao longo dos anos para um mesmo país. As taxas não crescem (nem linearmente, nem exponencialmente), isso pode indicar uma restrição às quantidades importadas. Isso compromete a capacidade de pagamento do país, sobretudo em moeda estrangeira.
    Há comércio, porém ele não aumenta. A tabela mostra.
    Se a o produtividade aumentasse, o que não é o caso para Cuba, haveria solução(melhor resultado) para uma mesma quantidade de insumos e/ou produtos. Tanto na primeira tabela quanto na que indica a porcentagem do comércio internacional em relação ao PIB, os valores não variam de forma significativa. Como disse, não tenho os detalhes e portanto não sei se todos os paises devem seguir orientações de manter embargos também (isto é, limitar suas quantidades negociadas com Cuba.Se alguém se dispor a explicar, agredeço.

    No mais, o governo cubano faz sua parte em atribuir a culpa aos americanos e a frase do Diogo Costa é emblemática: "Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos."
  • Andre B.  01/08/2014 13:30
    Algumas coisas não ficaram muito claras neste artigo.

    1) Primeiro, o autor diz que a causa das penúrias do povo cubano NÃO É o bloqueio. E diz que, mesmo com o bloqueio, uma importadora cubana estava importando produtos agrícolas diretamente de produtores americanos. Mas no final, condena o bloqueio ("Sobrepor um embargo comercial a uma ditadura é algo desumano"). No final das contas, pode-se ou não importar diretamente dos EUA? Não fica claro em que consiste efetivamente o bloqueio.

    2) O autor transcreve um trecho de um artigo de Diogo Costa, em que este afirma que, apesar do bloqueio com os EUA, Cuba pode comercializar com os outros países, mas não o faz, porque não tem nada a oferecer em troca, o trabalho dos cubanos não é produtivo. Logo após o trecho transcrito, ele ataca o bloqueio, e compara Cuba e China: "Em ambos os casos, os regimes seguem firmes e fortes, mas os chineses ao menos têm acesso a produtos estrangeiros, o que ajudou a aliviar enormemente sua privação". Ora, pelo trecho que o autor havia acabado de transcrever, o motivo pelo qual Cuba não comercializa com os demais países também valeria para não comercializar com os EUA, caso não houvesse embargo. Então o problema de os cubanos não terem acesso a produtos estrangeiros não é o embargo, mas o fato de não ter nada para oferecer em troca.

    Realmente, uma pena. Quando vi o título do artigo, criei a expectativa de um esclarecimento cabal sobre o embargo. Mas as águas continuaram turvas...
    A pergunta a ser respondida com clareza é: em que consiste efetivamente o embargo americano a Cuba? Em que ele prejudica Cuba diretamente?
  • Ricardo  01/08/2014 13:57
    Mas é isso mesmo. É tudo turvo. O bloqueio existe, mas não é abrangente. Algumas empresas podem comercializar, outras não. Quais podem e quais não podem? Ninguém sabe.
  • Leo  01/08/2014 14:14
    Exatamente o que gostaria de saber, André B. Como se dá este bendito bloqueio? Trata-se de uma restrição às quantidades importadas e exportadas?
  • Occam's Razor  01/08/2014 14:19
    Como disse o Ricardo, é tudo turvo, mas no final das contas os detalhes são irrelevantes. O que importa é que Cuba pode comercializar livremente com outros países. Mesmo que o bloqueio fosse total em relação as empresas americanas, Cuba seria um dos países mais ricos do mundo se implementasse a total liberdade econômica, pois não existe nenhum produto essencial que seja produzido exclusivamente nos EUA.

    Contudo concordo com você que o artigo poderia ser mais enfático. Esse não seria nem de longe o tom que eu usaria para desmascarar um esquerdista, por exemplo.

  • Alexandre M. R. Filho  01/08/2014 16:32
    Lógico né, povo... Cuba pode fazer comércio com China, Russia, Venezuela e Brasil livremente.

    Só isso já garante a possibilidade de sua população ter acesso a todo tipo de produto que existe no mundo.

    Um bróder meu disse que esse comércio é possível mas não ocorre porque os EUA adotam represália contra países que fazem comércio com Cuba.

    Isso é verdade??

  • Lopes  01/08/2014 17:40
    Muito improvável que qualquer represália exista realmente e seria ilegal pela legislação da OMC, juntamente (apesar de a OMC ser um tanto insignificante para a liberdade econômica, é comum que países protecionistas apelem à sua legislação para garantirem suas exportações). Trata-se da boa e velha cisma de grandeza latino-americana para com a falseabilidade, que em sua insignificância, costuma atribuir a si própria importância suficiente para medidas políticas ou conspiratórias; tal qual a fantasia de uma conspiração americana para que o Brasil adentrasse a segunda guerra mundial, mesmo após a própria marinha alemã reconhecer a autoria dos ataques e presentar seu comandante com a cruz de ferro.

    Considerando que Canadá e México são os maiores parceiros comerciais diretos dos EUA e são respectivamente os 6º e 7º de Cuba, seria ainda mais improvável qualquer tipo de retaliação.

    Ah, além disso, o ônus da prova cabe a ele. Se encontrar evidências dele para discussão, por favor, apresentá-las.
  • Diogo  01/08/2014 16:08
    Pra mim está claro, o governo cubano diz que o problema é o embargo, o autor prova que apesar do embargo existe comércio entre os países, depois ele explica através do trecho do Diogo qual é o real problema, depois explica como o embargo agrava ainda mais o problema. Ou seja o embargo não é a causa (como faz parecer o governo cubano)mas também não ajuda em nada. Enfim o governo cubano enfia a faca e os americanos ajudam a empurrar no povo cubano.

    As duas atitudes são desprezíveis.
  • Luciano  01/08/2014 14:11
    Me corrijam se estiver errado, mas um dos pontos do embargo consiste na limitação das negociações feitas em dólar. E um dos pontos chave do embargo desde o golpe comunista de 1959 foi pressionar o governo de Fidel e asseclas em ressarcir as nacionalizações de bens e empresas (confiscos) de cidadãos americanos.
  • mauricio barbosa  01/08/2014 15:22
    Os políticos gostam de confundir a opinião pública,pois assim passam a imagem de cordeiros e coitadinhos que não são e mais interessante ainda é que pode-se mudar a língua,costumes,moeda,valores,religião,gastronomia,enfim a cultura mas o comportamento dos políticos é universal igual a economia pois os recursos econômicos são escassos no planeta,políticos são enganadores em qualquer lugar...
  • Maximino   01/08/2014 17:27
    Gostei do artigo, a questão ae é a seguinte, existem 2 embargos, o dos Estados Unidos e o outro do governo de Cuba. O autor está dizendo que o problema não reside no embargo dos EUA, pois como visto o país mantém relações comerciais com outros países e até mesmo com este. O problema está no embargo do governo de Cuba com seus cidadãos, na forma de tratar sua economia oprimindo seu povo. Trecho: "Não seria o maior embargo sofrido pelo povo cubano justamente aquele imposto pelo próprio governo cubano", "Mesmo quando o governo cubano permite um pouco de empreendedorismo, ele restringe a entrada de capital". Trata-se, pelo que denota o texto, de uma questão interna, enviesada, em contraponto com a China que, mesmo em regime autoritário, liberta seu povo através das relações de consumo e trabalho.

  • Fabio  01/08/2014 17:31
    Cuba não é um pais comunista e cheio de restrições? Como o cara consegue escrever um artigo desses,ter pagina no facebook e internet sem estar preso?
  • Ricardo  01/08/2014 17:52
    Ele vai a uma lan house e envia o texto para o Brasil. Burocratas, por mais violentos e repressores que sejam, não conseguem controlar todos os indivíduos de um país.
  • Típico Filósofo  01/08/2014 19:12
    Pois graças ao embargo, as medidas progressistas e democráticas na internet ainda não chegaram em Cuba e infelizmente, os civis sofrem graças à ausência de instituição garantidora da neutralidade do conteúdo no espaço virtual. Há 20 anos, seria virtualmente impossível que um texto como este deixasse Cuba, porém graças ao retrocesso e à precariedade reacionária promovidos pela internet, tal crítica da revolução permanece disponível.

    Infelizmente, o estado é incapaz de acompanhar o ritmo brutal da inovação capitalista e a internet é exemplo mordaz de tal triste realidade. Nossa democracia, igualdade, burocracias e instituições públicas permanecem ameaçadas pelo aparato virtual; temo que já seja tarde, a ganância e a monstruosidade é tamanha que querem privar-nos até mesmo de criar nosso próprio dinheiro e distribuí-lo aos que compartilham de nossos ideais revolucionários de desenvolvimento nacional.

    É com grande pesar que relato minha angústia acima.
  • Nelson Rodriguez Chartrand  26/08/2014 14:22
    Hermano, a mucho riesgo, tenemos la posibilidad que nos brindan algunas embajadas para poder acceder a Internet, en mi caso La Embajada de la republica Checa me ofrece un espacio semanal.
    Saludos y le deseo salud y exito en la vida.
  • mauricio barbosa  01/08/2014 17:31
    Só relembrando que embargos econômicos é uma política usada por governos no intuito de forçar a população do país atingido a se revoltar contra seus governantes e com isso força-los a renunciarem-se e infelizmente o povo cubano está pagando um preço altíssimo por conta desta política terrorista dos norte-americanos,os cubanos são refém de seus governantes totalitários e o mesmo está acontecendo com a população da Faixa de Gaza que é vítima do Hamas e da Artilharia Israelense(SOU PRÓ-ISRAEL).Enquanto os políticos não se entenderem o povo paga o preço não só com altos impostos e inflação(Caso do Brasil) mas também com a fome(Caso de Cuba e Faixa de Gaza)e com a morte(Caso da Faixa de Gaza)até quando senhor teremos de aguentar esses governos opressores seja em nosso país ou além-mar...
  • Renato  01/08/2014 17:42
    A China na época de Mao Zedong era tão cruel e fechada como Cuba é nas mãos dos criminosos irmãos Castro. Dissidentes chineses que conseguiam fugir para o Ocidente da ditadura comunista, alertavam o mundo sobre as crueldades da tirania comunista. Os comunas ocidentais, simpatizantes do monstro Mao Zedong, sabiam como ridicularizar esses dissidentes chineses chamando-os de traidores, pois um país fechado como era a China do titio Mao, sem acesso para os estrangeiros, podiam esconder do mundo tudo o que se passava por lá.

    Quando o assassino Mao morreu, veio uma pequena abertura econômica com Deng Xaoping. Muitas empresas ocidentais abriram filiais na China. A maioria dessas empresas tinham que levar mãos de obra dos seus respectivos países ou de outros países ocidentais, pois na China atrasada e comunista, mão de obra qualificada era rara.

    Os crimes do Partido Comunista chinês só começaram a ficar cada vez mais visível graças as empresas PRIVADAS estrangeiras que lá aportaram, pois os donos e funcionários dessas empresas começaram a mostrar para o mundo o que é realmente a tirania do Partido Comunista Chinês.

    Cuba, com a sua pequena extensão territorial, seria muito mais fácil descobrir as patifarias e crueldades da ditadura cubana, se levantasse o embargo ao país caribenho.

    Assim como no caso chines, as empresas estrangeiras que lá aportassem, começariam a mostrar ao mundo o que é o "paraíso comunista cubano".

    No fundo, ao manter esse "embargo" a Cuba, o governo americano só está ajudando a manter a ditadura comunista naquele país mais forte. Ditaduras comunistas já demonstraram ao mundo que conseguem manter o seu povo com pouco e controlado.
  • Lucas  01/08/2014 19:38
    Matéria do Liberzone, que acompanho com frequencia, mas que esta abandonado á mais de 1 mes, não atualizaram com mais artigos, o que sera que se passa ?? Será que os adminitradores e editores do Liberzone estavam no voo MH-17 da Malasya Airlaines ?? Isso que eu queria saber !!
  • Leo  01/08/2014 20:22
    De novo, alguém poderia, de forma clara, sem paixões, explicar como funciona o tal do embargo? Ele se baseia em uma limitação das quantidades negociadas por Cuba? Pois pode-se ver pelas tabelas do texto que as quantidades não variam significativamente. Alguém?
  • Ricardo  01/08/2014 21:37
    Ninguém sabe. Quem adora falar nisso são os esquerdistas castristas fanáticos, mas eles próprios não sabem especificar como o embargo funciona, quais as exceções e quais as permissões.
  • Marx contra o Golias capitalista  01/08/2014 22:08
    Cuba resiste heroicamente ao embargo estadunidense há mais de 50 anos. Só precisamos do mínimo para viver. Para que carrões nas ruas? Para humilhar outros com ostentação, ou pior ainda, matar milhares e milhares de pessoas em trânsitos confusos, além de poluir o ar com CO², CO e inúmeros hidrocarbonetos cancerígenos? É esse o fruto do perverso capitalismo?
    Hoje milhões de criancinhas irão dormir nas ruas. Nenhuma cubana. Durma-se com um barulho desses!
  • Antigas  02/08/2014 03:11
    Tem razão máximo, nenhuma criança vai dormir na rua,e sim em uma favela e morrendo de fome.fdp vc hein,no mínimo deve ser funcionário publico. Vaza daqui seu lixo.
  • Vladimir C F Vale  28/11/2016 08:41
    Hoje a noite, mihares de prostitutas com diploma universitário vão prestar serviços por preços irrisórios. Todas elas cubanas.
  • pedro  02/08/2014 04:37
    O estado Americano mantém atualizada a conta dos bens expropriados e não pagos por Cuba de empresas e cidadãos Americanos. Há uns 10 15 anos, essa conta, Segundo li, era da ordem de US$80 bilhões. Os Estados Unidos são um país que tem vergonha na cara e protege a vida e os bens dos seus nacionais. Não obra como fez o Brasil, que tendo uma refinaria da Petrobras tomada pelo governo boliviano, nada fez em defesa dos interesses do Paíse de sua maior empresa, e, ao contrário, continuou financiando a Bolívia e seu governo espúrio. Se cuba quiser reatar relações comerciais com os Estados Unidos, que pague a dívida, simples assim. Essa attitude Americana vis a vis a attitude brasileira, compõe um dos fatores que bem explicam o porquê de seu sucesso e o do atraso do Brasil. Essa é a verdade central da questão. O resto e esperneio ideológico.
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/08/2014 14:43

    Antes de conhecer o IMB, eu também pensava que o embargo americano proibia TODOS os países do mundo de negociarem com Cuba. Mesmo sabendo que o socialismo é inviável, é surpreendente constatar que a pobreza cubana se deva primariamente à incompetência e corrupção do sistema socialista.

    Quando os esquerdistas criticam o embargo, eles entram em contradição, pois afirmam que o comércio com os EUA é exploração e a causa da pobreza dos países pobres.

    Os EUA tem suas razões para ter feito o embargo, mas me pergunto se não seria mais estratégico para acabar com a ditadura encerrá-lo e inundar Cuba de investimentos.

    * * *
  • pedro  03/08/2014 04:21
    Quando a ex-União Soviética dava a mesada o regime era muito mais forte. Se for inundado de recursos externos, aí e que perdurará por muito mais tempo, prolongando o sofrimento daquele pobre povo.
  • Gunther  03/08/2014 09:14
    Não. Os soviéticos davam dinheiro diretamente para o regime cubano. O que se defende aqui é o livre comércio, e não o subsídio direto de um regime. São coisas totalmente distintas.
  • anônimo  11/09/2014 14:27
    Como se o governo não fosse abocanhar a maioria do dinheiro que vai entrar com o livre comércio
  • chiko  29/09/2015 00:29
    Amigo

    Acorda, em DITADURAS COMUNISTAS não existe livre comercio, e nenhuma outra liberdade.
    errrrr.
  • Silas Chaves  29/11/2016 07:37
    Mas não há livre comercio! Como pode haver numa sociedade comunista? Vejam o caso do pagamento a médicos cubanos pelo Brasil: grande parte do dinheiro vai diretamente para o estado cubano pelo acordo. Acordo semelhante não pode ser feito num estado de livre comércio, portanto não haverá livre comércio
  • Renato Souza  04/08/2014 19:48
    Sinceramente, penso que o embargo é menos que desimportante, é quase que irrelevante. A grande mentira contada pelos comunistas é que existe um "bloqueio econômico". Existiu por um brevíssimo período (crise dos mísseis) um bloqueio naval americano, mas isso é o de praxe em casos de guerra, e durou semanas. O que existe é um embargo, isto é, só empresas americanas são proibidas de comerciar com Cuba. Se isso é crime, então todos os países do mundo são criminosos, porque todos permitem em suas legislações embargos, e os usam quando julgam devem. A maioria dos países embargaram a África do Sul.

    Os preços no mercado internacional são determinados pelo comércio global. Raramente acontecerá que algum produto comprado nos EUA não possa ser comprado a valores semelhantes em outro lugar.

    Para mim isso é apenas política, não chega a ser um assunto econômico.
  • Juliano  04/08/2014 20:19
    O que não entendo é porque o governo americano insiste nisso. O embargo só serve de combustível pra justificar qualquer problema que exista em Cuba.

    Não consigo ver quem realmente ganha com o emargo, além do próprio governo cubano.
  • Marx  07/08/2014 01:10
    É como eu sempre digo - o socialismo é tao ruim que é preciso ser bloqueado.
  • Ali Baba  11/09/2014 10:46
    É de matar.

    rt.com/business/186528-cuba-embargo-economic-damage/

    Está na hora dos EUA levantarem esse maldito embargo... dá muita propaganda para esses comunistas FDPs...
  • Mr. Magoo  12/10/2014 22:42
    "Cuba necesita ser escuchada. La realidad que aquí se vive debe ser difundida. El mito de la revolución cubana que tanto daño ha hecho en Latinoamérica, ya es hora de derrumbarlo. Por ignorar la realidad que se vive en Cuba, ya muchos países de la región están padeciendo el mismo mal (Venezuela, Argentina, Bolivia, Ecuador…)." Yusnaby Pérez, cubano (yusnaby. com).
  • saoPaulo  16/12/2014 00:44
    Nao há dúvidas que o embargo a Cuba, em tempos de paz, é desumano. Mas existe um ponto ao qual, muitas vezes, nao é dada a devida atencao: Cuba é que deveria estar impondo embargos às outras nacoes capitalistas exploradoras!

    Explico.

    Ora, muitas pessoas esquecem que o grande mote do marxismo nao era somente a dita "igualdade", mas sim a melhor alocacao de recursos pelos burocratas. Afinal, gerentes e empreendedores nao geram trabalho produtivo algum, apenas se valem da mais-valia de seus funcionários. Substitua estes por um burocrata bem intencionado, e poderao mater a fábrica por tempo indeterminado, sem ter que serem explorados por aqueles parasitas e dividindo os lucros igualmente entre aqueles únicos geradores de riqueza legítimos: os trabalhadores bracais.

    Além disso, a concorrência entre os porcos capitalistas apenas gera desperdícios. Por que esconder segredos industriais, quando podem compartilhar as melhores partes dos processos e melhorarem junstos? Malditos egoístas!

    Nao acreditam? Basta ver qualquer marxista com robôs, como Zeitgeisters e homens de Vênus. Todos prometem abundância! Liberdade do homem sobre a escassez, para que possa desenvolver seu pleno potencial!

    Seria muito ingênuo da populacao trocar o dito sistema capitalista injusto, no qual há pobres e ricos, por um sistema "igualitário", no qual (quase) todos sao igualitariamente miseráveis.

    Eu, pelo menos, prefiro ser "explorado" e ter papel higiênico em casa!

    Nao, nao era isso o prometido. O prometido era que CUBA fosse impor um embargo econômico à pobre nacao norte-americana, para precioná-la a sair do barbarismo capitalista e entrar no novo mundo marxista. CUBA deveria estar fornecendo ajuda humanitária aos EUA.

    Daí vêm estes economistas burgueses com essas ideias de cálculo econômico, destruicao criativa, livre concorrência, e estragam tudo... Ainda bem que o marxismo real nunca foi implementado...

    Sério, é risível um socialista/marxista falando que o embargo é a causa da pobreza cubana.
  • Rennan Alves  16/12/2014 09:53
    Eu queria entender como funciona esse embargo. Sempre que olho o Trading Economics vejo os Estados Unidos como um dos principais parceiros de troca.

    Seriam as importações de produtos da Nike ou Adidas para os Castro?

    www.tradingeconomics.com/cuba/balance-of-trade
  • anônimo  18/12/2014 02:26
    Com o fim do embargo cubano, o que vocês acham que pode mudar?
  • Felipe  18/12/2014 12:12
    Que fim? o embargo continua.

    E se acabar não mudará nada, você não leu o texto?

    Cubanos não compram produtos americanos por que não tem dinheiro mesmo.

    "cubanos podem comprar produtos americanos pelo México. Podem comprar carros do Japão, eletrodomésticos da Alemanha, brinquedos da China ou até cosméticos do Brasil.

    Por que não compram? Porque não têm com o que comprar. "
  • mario  18/12/2014 17:19
    A suspenção do embargo pelo socialista Obama só vai dar uma enorme sobrevida ao socialista Raul.
  • Ramon  19/12/2014 23:29
    Os terroristas sanguinários que decretaram a ditadura comunistas na ilha roubaram as propriedades das empresas e cidadãos americanos. Nada mais justo que impor-lhes um bloqueio econômico.Obama é só um cadáver politico apenas aguardando seu fim, como fidel . A sua proposta entreguista não tem a mínima chance de aprovação no Congresso.Lá não é como em banãnia onde dilma e o PT meteram a mão no bolso do povo e secretamente deram mais de 1 bilhão aos ditadores castro sem dar a mínima satisfação ao congresso brasileiro ou a outro qualquer órgão de fiscalização. O tal porto, o qual os ditadores passaram a administração À Cingapura,vai muito é regar os propinodutos PTralhas, engordar a conta dos castros e seus apaniguados e também servir de apoio para ao avanço da China, Russia e Iran na américa latrina e aida vai incrementar os tráficos internacionais de drogas e de armas. QUanto ao povo cubano continuará servindo de bucha de carne ao pesadelo ditatorial comunista, nada foi exigido em bebefício deles quer por obama quer por dilma.
  • Eduardo R., Rio  22/12/2014 02:28
    Há uma afirmação no artigo acima que não entendi. Alguém poderia explicar como "embargos servem apenas para fortalecer regimes totalitários"?
  • Guilherme  22/12/2014 11:45
    Embargos empobrecem diretamente a população do país, mas não seu governo. O regime sai fortalecido porque aí ele passa a culpar as "forças externas" pelo seu empobrecimento, e as massas acreditam nessa história e passam a apoiar com mais vigor seus líderes. Consequentemente, os líderes ganham carta branca para cometer novas insanidades, e agora com o apoio da população.

    A aprovação de Putin atingiu máximas históricas quando, em julho, EUA e União Europeia impuseram sanções comerciais ao país em decorrência da invasão da Ucrânia.
  • Silas Chaves  29/11/2016 07:34
    Não li todos os comentários adicionados. Talvez alguém já tenha dito o que vou escrever. Mas, pergunto: se o grande mal é o capitalismo e os EUA são o grande e maligno representante deste capitalismo, não é um bem para as sociedades comunistas manterem-se longe do mal?
  • Paula  29/11/2016 19:27
    Enquanto alguns lugares do Mundo as pessoas sofrem por não ter atendimento médico e morrem de fome, em Cuba se sofre por não ter "coisas", quinquilharias que viram lixos e ainda poluem o meio ambiente.

    Eu vejo que nesse caso a pobreza é algo muito relativo ao ponto de vista capitalista e socialista.
  • Toller  29/11/2016 20:59
    Frase errada. Eis a frase certa:

    Enquanto em alguns lugares do mundo as pessoas têm de pagar por atendimento médico de qualidade, em Cuba eles não pagam e nem há atendimento, pois sua saúde é precária (tanto é que o próprio Fidel sempre ia para a Espanha quando adoecia).

    Enquanto no resto do mundo civilizado não há fome, em Cuba não há o que comer. O pouco de comida que há é caríssimo (para um cubano).

    Em Cuba se sofre por não se ter [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=2367]nem quinquilharias e nem dignidade. Por não haver nada lá, de fato não há o que vira lixo e polui o meio ambiente.

    "Eu vejo que nesse caso a pobreza é algo muito relativo ao ponto de vista capitalista e socialista".

    Sim, a pobreza em Cuba é relativa. Em relação à Coreia do Norte, por exemplo, eles até que não são tão miseráveis.
  • saoPaulo  29/11/2016 22:56
    Realmente a pobreza é algo muito relativo ao ponto de vista capitalista e socialista.
    Enquanto no socialismo os pobres, isto é, os nãos membros do partido, penam para conseguir coisas triviais como comida, papel higiênico, shampoos, desodorantes, livros, remédios, etc., no capitalismo... Bem, até a classe média brasileira adoraria se tornar uma classe pobre dos EUA...
    PS: Odiaria ser namorado da sr(t)a. Paula. Nada contra ela, mas é que prefiro mulheres perfumadas, limpas, sem pelos por todo o corpo, com cabelos e unhas bem tratados. Digo isso pois acredito que ela não use perfume, desodorante, papel higiênico, depilador, shampoo, condicionador, esmalte, etc., já que são apenas "coisas", quinquilharias que viram lixos e ainda poluem o meio ambiente. .
  • Marques  30/11/2016 13:23
  • Felipe Neves de Aguiar  16/06/2017 12:48
    Além da represália, parece que os EUA tinham outro motivo muito mais relevante para o embargo: tráfico de drogas. Segue abaixo trechos do livro "Red Cocaine: the drugging of america and the west" cap.7
    "Castro estava particulamente enérgico ao apresentar sua posição para os oficiais Tchecos e Soviéticos. Ele argumentou que era importante pressionar ainda mais este aspecto das operações de tráfico de drogas, e avançar o ataque à estagnação mirando nos estudantes jovens, especificamente, estudantes do ensino médio e crianças."
    "Os soviéticos também estavam cientes de que empurrar as drogas nos estudantes do ensino médio e crianças poderia ser muito radical e causar uma contra-reação indesejada. Nos seus planos, os alvos burgueses preferidos dos soviéticos eram a elite técnica, intelectuais, soldados e estudantes de faculdade."
    "É particularmente importante que este tipo de tática deva ser mantido em mente quando avaliarmos o que aconteceu durante a década de 80 nos Estados Unidos. Tráfico não é simplesmente um caso de demanda estimulando a oferta. Mais freqüentemente é a situação inversa, com os supridores estimulando, trabalhando duro para criar demanda. Isto ajuda a explicar as falhas dos programas de interdição dos anos 80. Não obstante as tentativas de reprimir o tráfico e a apreensão de, a cada ano, maiores quantidades de cocaína, a pureza de cocaína no mercado tem aumentado firmemente e os preços caíram - o que é exatamente o oposto do que as autoridades dos Estados Unidos tinhas esperado."
    "A importância das minorias há muito tempo já haviam sido reconhecidas pela estratégica soviética, mas o foco anterior tinha sido nas minorias do Leste Europeu e no seu uso na espionagem. Depois que Brezhnev se tornou General Secretário, as políticas sob o governo de Khrushchev foram revisadas e novas prioridades foram estabelecidas. Durante esta revisão, Khrushchev foi criticado por não dar mais foco no uso das minorias não-européias, particularmente negros.
    A necessidade de fazer maior uso dos negros no tráfico de drogas primeiro surgiu como um tópico principal de discussão durante a vista de Raul Castro à União Soviética e Tchecoslováquia em 1965."
    "...Esta era uma péssima estratégia, argumentou Raul. Negros cubanos não deveriam ser usados por diversas razões.
    Primeiro, ele teria que infiltrá-los pelo México, e ele acreditava que iria chamar atenção dos mexicanos. Segundo, negros cubanos seriam protamente identificados como cubanos por causa do seu sotaque. Terceiro que era uma boa idéia usar somente negros caribenhos no negócio de drogas, porque os Estados Unidos não vigiam os jamaicanos, haitianos, e dominicanos e outros caribenhos nativos do jeito que eles vigiam cubanos. Quarto, muitos negros nos Estados Unidos vieram de outras partes do Caribe e negros de outras partes do Caribe teriam mais facilidade em se adequar e vender drogas."
  • Miguel Reça  17/06/2017 04:21
    Não se pode fortalecer uma ditadura, o embargo impediu por muito tempo que o regime castrista se espalhasse pela America. Quando ele enfraqueceu, Cuba tornou quase toda a America do Sul e Central comunista. Ai está o regime venezuelano, que o povo está tendo o mesmo problema do cubano, não consegue tirar o ditador.


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