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A liberdade não precisa de reformistas libertários dentro do estado

O estado, sendo essencialmente um inimigo parasita da fatia trabalhadora e produtiva da sociedade, estimula naturalmente o comportamento parasítico de seus membros.  No entanto, há situações — raras — em que o estado voluntariamente é obrigado a conter e até mesmo a reverter algumas de suas depredações. 

Quando o estado voluntariamente limita seu parasitismo, as motivações desta contenção são quase que totalmente pragmáticas.  Os franceses rotularam esse pragmatismo de raison d'etat: quando algo é de vital importância para a sobrevivência do estado, abandona-se a ideologia e adota-se o mais puro pragmatismo para proteger a existência da máquina.   

Ou seja, quando o estado — por algum motivo — voluntariamente se restringe e limita seu parasitismo sobre indivíduos produtivos, ele o faz visando ao seu próprio interesse, e não em decorrência de algum princípio ético ou de algum reconhecimento dos direitos desses indivíduos.

Em épocas normais, o estado irá depredar tanto quanto a opinião pública assim o permitir.  Por isso, quando o estado restringe suas depredações, ele o faz com o intuito de evitar uma resistência em massa da população, e também para manter a percepção de legitimidade junto ao público.  Exemplos práticos disso podem ser observados quando o estado anuncia a intenção de criar algum novo imposto ou alguma nova lei, e a população protesta em massa, obrigando-o a voltar atrás.

Políticos ou burocratas que porventura falem sobre "liberdade" ou "princípios", e que de fato tomem medidas práticas para reduzir o escopo do estado, também estão apenas tentando manter a legitimidade do estado.  Suas atitudes não são expressões de uma genuína solidariedade para com as vítimas do estado.

Todo esse preâmbulo foi para dizer que não há necessidade de libertários íntegros e probos entrarem no estado e se corromper, ou tentarem modificar sua estrutura por meio do voto.  Se o objetivo é fazer o estado reverter sua marcha predatória, essas duas medidas serão praticamente inócuas. 

Por isso, o que deve ser feito com urgência é uma alteração na percepção das pessoas quanto à eficiência e à legitimidade do estado.  Acima de tudo, as pessoas têm de ser educadas sobre economia.  Quando houver uma mudança ideológica que eleve o potencial de resistência do púbico a medidas econômicas insensatas e a ações invasivas do governo tanto no campo econômico quanto no social, e que intensifique a demanda do público por mais demandas libertárias, aí então os parasitas mais prudentes dentro do estado (ou que querem ser eleitos para geri-lo) certamente irão tomar a dianteira e implementar medidas que irão limitar o estado com o exato intuito de preservá-lo e protegê-lo. 

Não há necessidade de libertários genuínos se apresentarem para preencher essa vaga e sujarem suas mãos.  E, ainda que tais libertários sejam bem-sucedidos no processo eleitoral, iniciar uma mudança dentro da máquina sem que a população esteja educada a esse respeito e esteja preparada para tais mudanças resultará em um retumbante fracasso.

Reformas liberalizantes não são feitas por "servidores públicos" dentro do estado que estão "defendendo a liberdade".  Antes, reformas liberalizantes são uma manobra tática do próprio estado visando à sua auto-preservação; trata-se de um parasita que está pragmaticamente retirando um apêndice para não provocar, de maneira contraproducente, o hospedeiro.  A função dos libertários é induzir tais reformas, fazendo com que o hospedeiro se torne cada vez mais alérgico ao seu parasita.  E isso deve ser feito por meio de um contínuo esforço visando a uma mudança ideológica e estimulando a resistência potencial das pessoas produtivas.  Quando isso ocorrer, os estatistas mais prudentes irão se apresentar para conter os ímpetos daqueles estatistas imprudentes que estão dentro do estado. 

Libertários sujando as mãos para reformar o estado não apenas é desnecessário, como também é muito perigoso.  Sempre há o risco de serem corrompidos e, com isso, sujarem em definitivo o movimento.

Como certa vez relatou Lew Rockwell:

Todos nós já vimos isso milhares de vezes.  Dificilmente são necessários mais do que alguns poucos meses para que um intelectual libertário que tenha ido para o governo "amadureça" e se dê conta de que seus ideais eram 'muito pueris' e 'insuficientemente realistas'.  Um político prometendo tornar o governo mais manso e mais submisso rapidamente se torna um proeminente especialista em criar novas maneiras de tornar o estado mais eficiente no confisco da riqueza alheia.  Tão logo este fatídico passo é tomado, não há mais limites.  Conheço pessoalmente um burocrata americano que havia jurado fidelidade à filosofia libertária e, mais tarde, ajudou a implantar lei marcial no Iraque.

______________________________________

Para um artigo ainda mais completo sobre esse assunto:

O que os amantes da liberdade devem fazer?

e também: 

Como o mundo irá mudar


autor

Daniel Sanchez
é o editor da Foudation For Economic Education. Seu escritos estão compilados em DanSanchez.me e em medium.com/DanSanchezV

  • Bancário  18/07/2014 15:00
    Uma dúvida. Em 2013, o aumento das passagens de ônubis em SP de R$ 3,00 para R$ 3,20 foi visto como a gota d'água para a eclosão das manifestações. O Movimento Passe Livre (MPL) ganhou destaque na impressa nacional por defender e organizar manifestações contra o aumento.

    As manifestações subitamente ganharam tamanho e começaram a ter apoio de pessoas e grupos defendendo outros temas. Depois de tantas manifestações com temas difusos, os movimentos foram aos poucos perdendo a força mesmo que relativamente pouco tenha sido conquistado.

    Afinal, qual ou quais foram os motivos catalizadores da onda de protestos e o que fez com que morressem antes de grandes resultados? Já vi opiniões dizendo que a violência dos black blocs fizeram com que os movimentos se esvaziassem de pessoas menos engajadas por medo da repressão policial. Já ouvi opiniões sobre o MPL reduzir o número de manifestações após conseguir o retorno das tarifas para R$ 3,00. A grande pergunta é: por que os brasileiros não conseguem se organizar e cobrar verdadeiramente, por exemplo, uma redução de impostos?
  • Pobre Paulista  18/07/2014 15:57
    Porquê se unir a movimentos sociais implica em jogar o jogo deles. O nosso é no campo dos ideais, não no campo da violência e coerção.

  • Bancario  18/07/2014 20:07
    Pobre Paulista, obrigado pela resposta.

    Quando eu fiz a pergunta a respeito do motivo pelo qual o cidadão brasileiro não quer ou não consegue se organizar para lutar por modificações na estrutura, não quis dizem em momento algum lutar como black bloc.

    Minha dúvida é mais trivial. Logo após o governo recuar sobre o aumento de tarifas de ônibus, houve um aumento do IPTU em SP de, em média, 10,7% para imóveis residenciais, e 14,1% para comerciais. Ninguém protestou.

    O governo federal também promoveu aumento as faixas de imposto de renda, mas o reajuste foi menor do que o esperado e resultou em aumento real do valor de impostos a ser pago. Novamente, ninguém protestou.

    Como pode haver articulação grande o bastante para brigar por 20 centavos mas não há movimentação para frear o aumento de impostos? Será que os integrantes do MPL são realmente tão apoiados politicamente a ponto de conseguirem tamanha repercussão na sociedade? Foi tudo uma grande coincidência? O surgimento dos black blocs esvaziaram os movimentos? Vou um movimento originado em redes sociais com apoio de jovens e adolescentes, que só enxergam a consequencia do aumento de passagem mas não sentem diretamente o aumento de impostos?

    Queria entender um pouco mais a análise do motivo pelo qual o brasileiro aceita os mandos e desmandos governamentais e no entanto protestou por 20 centavos na passagem de ônibus.
  • Pobre Paulista  19/07/2014 03:32
    Bom, por coincidência vc tocou num assunto que eu tenho conhecimento. O MPL não é ligado diretamente a nenhum partido, mas informalmente ele é fortemente influenciado pela ala moderada do PT e tem alguma influência de outros partidos nanicos. Digo isso pois conheço uma galera de lá e suas conexões, o alto escalão é formado basicamente por adolescentes de 30 anos que ainda moram com os pais ou são sustentados por eles. Lembrando que o MPL utiliza a 'auto-gestão', ou seja, um pequeno grupo decide sozinho o que todos irão fazer.

    Então eu penso que o buraco é mais em cima. Obviamente a questão dos 20 centavos era apenas uma cortina de fumaça para outras coisas - provavelmente isso que vc falou, mas eventualmente tem mais coisas obscuras aí, que eu realmente não me importo. Mas só que as manifestações acabaram saindo do controle por conta de um real descontentamento das pessoas com a situação do país, e por um momento elas se sentiram confortáveis para ir às ruas sem se sentir um 'manifestante'. Aí os 'eles', que para eles são os 'nós', tiveram que improvisar um plano de emergência para acabar com isso, então 'surgiram' os infames 'black blocks' para jogar água no churrasco - inclusive já trataram logo de eliminar um de seus líderes antes que ele abrisse o bico.

    Enfim, acho infame acreditar numa 'capacidade de mobilização da população', o que tem na realidade é 'estoque de idiotas úteis' a serviços dos poderosos políticos, fazendo o que bem entendem com as pessoas.

    Eu pessoalmente não estou interessado em mudar o mundo, não tenho autoridade nenhuma para mudar a vida de outras pessoas. Só quero saber de viver sem que algum estado seja dono de minha vida.
  • Felipe Lange  18/07/2014 20:20
    Deve ser porque muitos brasileiros foram doutrinados nas escolas sobre o estatismo. O tal dos "direitos sociais". Então eles preferem exigir melhoras no serviço público ("educação pública de qualidade", "saúde pública de qualidade"), do que pedir redução da carga tributária e a adoção do livre mercado.

    E como o Brasil é um país com uma máquina estatal enorme, cheio de funcionários públicos parasitas, ministérios, deputados, ministros, burocratas e que ainda por cima o governo é gastão, então se eles tiverem que gastar mais para tentar melhorar o serviço público, vai acabar tendo que aumentar os impostos, pois não existe almoço grátis.



  • Lopes  19/07/2014 19:05
    O que preocupa é a pauta da formação de comissões civis para ajustes de preços prevista pelo MPL e de apoio da prefeitura paulista, que combinado com o mais recente decreto federal de participação garantida daquilo que o governo considera como movimentos sociais no aparelho público, garante um cenário preocupante de controle de preços no futuro; dado que tal 'comissão' supramencionada estaria voltada a 'discutir' alterações de preço em bens que ela considera de importância pública.

    Ou seja, no longo prazo, o cenário é um tanto preocupante e não se limita ao prisma do transporte coletivo.
  • Mohamed Attcka Todomundo  20/07/2014 14:04
    bancario, essa parte do artigo (Ou seja, quando o estado — por algum motivo — voluntariamente se restringe e limita seu parasitismo sobre indivíduos produtivos, ele o faz visando ao seu próprio interesse, e não em decorrência de algum princípio ético ou de algum reconhecimento dos direitos desses indivíduos.) ecoa neste outro artigo, As lições da Nova Zelândia - como reduzir drasticamente o estado e prosperar:

    Todos os países que hoje enfraquecidos pela dívida estatal podem aprender uma ou duzentas coisas com aquele pequeno país que fez o que hoje seria considerado impossível — a Nova Zelândia cortou o tamanho de seu coercivo, regulador e ferozmente tributário governo, e não apenas viveu para contar a história, como também prosperou após isso. Ao passo que o mundo caminha hoje para o que parece ser a engorda interminável de seus já obesos leviatãs, a Nova Zelândia tem uma história de como emagrecer acentuadamente o estado por meio de uma dieta saudável baseada na contenção fiscal. Isso aconteceu em meados da década de 1980, e sob um governo de esquerda. De uma hora para outra, a Nova Zelândia se livrou de seus parasitas e escancarou as portas da oportunidade para que produtores e empreendedores pudessem criar riquezas e aumentar a padrão de vida de todos os neozelandeses.

    Com efeito, a Nova Zelândia operou sua mudança exatamente quando a população passou a demandá-la.


    qando o povo demanda cliches, recebe cliches; qando pensa solidamente c/ fatos e teses corretas, altera seu destino

    outro artigo q explica oq tá acontecendo é esse:A economia do intervencionismo

  • eu  18/07/2014 15:07
    Sinto que este pequeno artigo foi produzido como resposta ao último hangout do Kim com Rodrigo Saraiva Marinho, Rodrigo Constantino e Fabio Ostermann.

    Nele, todos concordavam com o envolvimento de libertários na política e serviço público. Não apenas concordavam como incentivavam.

    Gostaria perguntar ao autor do artigo se foi por esta razão que você escreveu o texto.
  • Moderador  18/07/2014 15:38
    Eu gostaria muito de entender o ego de algumas pessoas.

    Quando publicamos este artigo sobre marxismo cultural, Olavo de Carvalho e seus seguidores prontamente espernearam: "Opa! Tão falando da gente! Absurdo!". É como se absolutamente todas as pessoas do mundo que evocassem o termo "marxismo cultural" estivessem pensando em Olavo.

    Marxismo cultural, ao contrário do que muitos pensam, é um termo mundialmente utilizado. Não foi invenção de Olavo, ele não detém uma patente sobre esse termo, e ninguém está proibido de criticá-lo.

    Agora, vem você anônimo e diz que o presente artigo -- escrito por um estrangeiro -- foi produzido para rebater um hangout realizado por três brasileiros...

    De fato, nada no mundo é mais importante do que responder a um hangout feito por três pessoas.... Quanta arrogância.

    (Hangout esse, aliás, do qual nem estávamos a par -- tais coisas só são sabidas por quem utiliza Facebook 24/7).

    Dica: tudo o que está escrito nesse artigo sempre foi a posição deste instituto, desde sua fundação em 2008: a batalha deve ser pelas ideias, e não pela via política. Não há um só artigo neste site que defenda a democracia e a via política; mas há centenas de artigo defendendo a batalha das ideias.

    Parem de se dar tanta importância assim, e achar que estamos por conta de ficar "rebatendo hangouts".
  • Mr. Magoo  19/07/2014 02:18
    Ou você é "funcionário público", ou você é Libertario. Uma coisa esclue à outra.
  • Tano  21/07/2014 16:22
    Voce tem certeza disso?
    Argumente

    Aqui tem outra opinão a respeito

    www.lewrockwell.com/2011/03/walter-e-block/may-a-libertarian-take-money-from-the-government/

    E também nos diga no que deveria trabalhar o libertario. Pode ser empregado de empresas de telefonia, ou outras empresas que recebem emprestimos do BNDES?
  • marcos  18/07/2014 15:13
    Ta explicado pq só tem gente fraca no governo. Os melhores se abstem

    Assim fica difícil qquer país avançar

    E fica BEM fácil criticar
  • Guilherme  18/07/2014 15:46
    Você parece desconhecer a história. Por exemplo, veja a Europa. Todas as reformas liberais que ocorreram na Alemanha foram feitas pela social-democrata Gerhard Schroeder, como a flexibilização do mercado de trabalho (que vem garantindo à Alemanha mínimas no desemprego), a redução do poder dos sindicatos, e a redução do estado de bem-estar social. A "conservadora" Merkel não fez quase nada que se assemelhasse a isso em termos de liberalização.

    Agora, Schroeder o fez por ideologia ou por pragmatismo?

    França. Foi no governo do socialista Lionel Jospin que várias privatizações essenciais foram feitas (o que garantiu que nas eleições de 2002 os socialistas nem sequer fossem para o segundo turno, pois perderam sua base de apoio sindicalista e de funcionários públicos).

    De novo: Jospin fez isso por ideologia ou pragmatismo?

    Inglaterra. Foi Tony Blair, e não John Major, quem aprofundou algumas reformas de Margaret Thatcher. Foi Blair, por exemplo, quem concedeu autonomia por lei ao Banco da Inglaterra. Ele tinha de fazer isso para dar confiança aos mercados, que desconfiavam de sua "terceira via".

    Mais uma vez: ele fez isso por ideologia ou por pragmatismo?

    Brasil. Lula, ao assumir em 2003, coloca uma equipe totalmente ortodoxa no controle do Banco Central (e a inflação cai de 17% no primeiro semestre de 2003 para 3% em 2006), e coloca como Ministro da Fazenda um cidadão que fez um superávit primário de quase 5% do PIB.

    Isso foi ideologia ou pragmatismo?
  • Giovani  18/01/2016 14:06
    Puxa,

    Hugo Chaves/Nicolas Maduro implantaram uma ditadura socialista na Venezuela por ideologia ou pragmatismo? Ou por que faltaram liberais e conservadores que se empenhassem em reduzir e restringir o tamanho e poder do Estado?

    Pragmatismo só existe onde há Estado democrático de direito, em ditaduras não existe pragmatismo.
  • Jeferson  18/07/2014 15:51
    Não adianta "os melhores" se meterem no estado se a população for contra "a melhora". É exatamente como o autor do artigo disse, o estado só vai recuar quando houver pressão do povo para tal. O motivo perguntado pelo Bancário sobre o porquê de não haver mobilização popular exigindo menos impostos é justamente a população (salvo uma pequena minoria consciente) não querer menos impostos, e sim querer "serviços públicos de qualidade". Porque no fundo eles acreditam que quem paga mais impostos são os ricos (e são, proporcionalmente falando, mas o grosso da arrecadação certamente não vem deles), e que eles se beneficiam da espoliação alheia. Enquanto a população não mudar de idéia e perder a fé no estado, não importa quem entre no poder. Mesmo se derem um golpe militar e desfizerem a estrutura do estado, não dou 1 ano para que o estado volte, tão grande e voraz quanto antes.
  • Ricardo  18/07/2014 15:53
    Marcos, você acha que quando Itamar deu carta branca à criação do real ele fez isso por ideologia ou para manter a solvência e a respeitabilidade do estado perante o público?
  • Leandro  18/07/2014 16:02
    Um exemplo interessante disso foi o Menem. Ele faz várias coisas importantes e necessárias na Argentina, e pelo mais puro pragmatismo (não foi por ideologia, pois ele sempre se declarou peronista). No entanto, como a população não estava culturalmente preparada para as mudanças, ele foi enxotado do poder. Seu sucessor, o oposicionista Fernando de la Rua, levou o país ao caos.
  • Jeferson  18/07/2014 19:20
    Leandro, pode olhar em casa mesmo. Muita gente reclama das "privatizações" do FHC, e até hoje muita gente não vota no PSDB por causa delas. E é MUITO difícil convencer as pessoas que o FHC não privatizou porque queria nem por ser ideologia dele, ele privatizou porque o estado precisava de reservas internacionais pra poder colocar o plano Real em prática e conseguir estabilizar a economia. Novamente, o estado só retrocedeu em seu controle pra recuperar a confiança do povo nele. Caso contrário, voltaria a crescer.

    É muito interessante aquela teoria dos ciclos de intervencionismo. Gostaria que o ciclo de crescimento do estado no Brasil se encerrasse, e ele começasse a abrir espaço para o setor produtivo de novo, ainda que por pragmatismo.

    Abraços!
  • Vinícius  19/07/2014 00:37
    Existe também uma questão sobre a privatização: a esquerda conseguiu modificar a palavra privatização a sua "novilíngua" - "privatização é algo do mal".

    Quebrar a distorção que existe em torno do significado da palavra é o desafio.
  • Giovani  18/07/2014 15:22
    A longo prazo = educação econômica sob princípios libertários da Escola Austríaca.
    A curto prazo = greve dos empresários, tal como sugerido por Ayn Rand na Revolta de Atlas?

  • Fred  18/07/2014 16:00
    Eu sou libertário, mas essa história de se apoiar na educação econômica da maioria para mudar alguma coisa é lutar contra a natureza do ser humano, que é fundamentalmente mais emocional do que racional.
    A massa sempre vai buscar o atalho no lugar de entender o processo todo e suportar "dores" no curto prazo para ter uma maior recompensa no futuro.
  • Rafa  18/07/2014 18:47
    Sou empresário e libertário também. O livro A Revolta de Atlas é o melhor romance que já li, inclusive o nome da minha empresa é Galt Alimentos em homenagem ao personagem principal. Ayn Rand introduz vários conceitos importantíssimos em meio a uma narrativa muito envolvente. No entanto é ingenuidade acreditar que uma greve nos moldes da que acontece no livro. Eu nunca faria tal coisa e caso algum empresário do meu ramo resolvesse fazer eu adoraria abocanhar uma fatia do mercado que ele está relegando. Vamos ser realistas :).
  • Giovani  18/07/2014 19:46
    Claro, não seria uma greve de fato como ocorreu no romance. Mas sim uma retração do empresariado, natural em períodos turbulentos como o atual, portanto bastante realista.
  • Breno  18/07/2014 15:24
    O que será o que pessoal do Partido Novo tem a dizer sobre isso?
  • Tano  18/07/2014 22:34
    Eu só tenho escutado do Novo aqui e agora entrei na página para ver as idéias deles. Evidentemente nao é libertario, se comecou como tal só na hora de redatar as ideias e os desafios fizeram concessões de mais.

    Fora a "defesa das liberdades individuais e da propriedade privada" que na pratica nao tem como defender defendendo ao mesmo tempo o resto que defenem, tudo é a favor do estado.

    GARANTIR O ACESSO A EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE CRIANDO UM AMBIENTE BASEADO NO MÉRITO.

    SIMPLIFICAR A COMPLEXA LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO, DESONERANDO O PAGADOR DE IMPOSTOS, ESTIMULANDO A ECONOMIA E COMBATENDO A CORRUPÇÃO.

    IMPLANTAR UMA GESTÃO PÚBLICA EFICIENTE, PROMOVENDO A BOA GOVERNANÇA E A TRANSPARÊNCIA DOS GASTOS, CIENTE DE QUE OS RECURSOS PÚBLICOS SÃO ESCASSOS.

    PROMOVER A LIVRE INICIATIVA COM O ESTÍMULO A UM AMBIENTE EMPREENDEDOR, ESTABELECENDO REGRAS TRANSPARENTES, ADEQUANDO A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, SIMPLIFICANDO A ESTRUTURA TRIBUTÁRIA E PRIORIZANDO O INTERESSE DO CONSUMIDOR.
  • Um observador  18/07/2014 15:55
    Eu acho saudável que existam libertários no governo ajudando a derrubá-lo por dentro (apesar de considerar que o mais importante é a difusão das ideias).

    Então quando li o título do artigo fiquei curioso para saber o que ele teria a dizer contra isso. E na verdade não tinha nada, só isso:

    "Libertários sujando as mãos para reformar o estado não apenas é desnecessário, como também é muito perigoso. Sempre há o risco de serem corrompidos e, com isso, sujarem em definitivo o movimento."

    Esse é o único motivo para dizer que pessoas com tendências libertárias não devem se envolver com o governo?
    Já tive discussões desse tipo no passado. Até hoje ninguém me explicou porque eu devo preferir Sarneys no governo ao invés de libertários.
  • Felipe  18/07/2014 16:15
    "Eu acho saudável que existam libertários no governo ajudando a derrubá-lo por dentro."

    Isso nunca existiu e nem nunca vai existir. É uma impossibilidade prática. É o cúmulo do otimismo achar que é possível haver um Dom Quixote lutando contra (e convertendo!) dezenas de milhões de burocratas que já estão incrustados na máquina. Esquece. Isso sim é ingenuidade.

    A menos que você saiba me citar um único exemplo prático em que isso tenha ocorrido. Aí eu mudo de ideia na hora.

    "Então quando li o título do artigo fiquei curioso para saber o que ele teria a dizer contra isso. E na verdade não tinha nada."

    Acabou de ser dito: tal estratégia não apenas é totalmente inócua, como ainda pode corromper um libertário, levando-o para o caminho do mal. Se você acha que estamos em posição de perder aliados, ok.
  • anônimo  18/07/2014 19:26
    Felipe

    É o cúmulo do otimismo achar que é possível haver um Dom Quixote lutando contra (e convertendo!) dezenas de milhões de burocratas que já estão incrustados na máquina. Esquece. Isso sim é ingenuidade.

    Você não está entendendo. O político libertário não estaria ali para converter os outros. Ninguém precisa estar no governo para fazer isso. Essa é uma tarefa minha, sua, do IMB e de qualquer um que se auto-intitula libertário.
    O libertário no governo estaria ali para TENTAR fazer as coisas que nós não temos condições de fazer... Tais como:
    - Simplificar um processo de forma a reduzir a burocracia para os empreendedores (por ex, se trabalhar Receita Federal, ou numa Junta Comercial de um município)
    - Reduzir a interferência do estado sobre alguns setores da economia (por ex, se trabalhar numa agência reguladora)
    - Propor revogação ou mudança de leis que evitem a interferência do estado (por ex, se for um deputado - ainda que nesse caso ele nunca iria conseguir aprovar nada por não ter maioria).

    Enfim, existem algumas coisas benéficas que o libertário no governo poderia TENTAR fazer.

    Mas digamos que ele não consiga fazer nada disso, ou que suas ações sejam completamente inócuas e ele seja apenas um Dom Quixote lutando sozinho...

    Só isso já seria ótimo! Se ele não consegue ajudar, pelo menos não vai atrapalhar... Seria 1 vaga a menos para ser ocupada por um político ruim. E mesmo que o libertário seja corrompido, pior do que está não vai ficar.

    Se você discorda, então aponte a falha nesse raciocínio.
  • Alvaro  18/07/2014 16:01
    É óbvio que a parte educacional é a mais importante mas sou da opinião que temos que lutar em todas as frentes possíveis.

    Alguém aí acha o trabalho do Ron Paul desnecessário?
    Ou acha que vamos difundir o livre mercado sem se opor ao PNE e afins?
    Quantos libertários foram no congresso se manifestar?

    Ficar só na formação não basta de modo algum.

    Aproveitem este tempo eleitoral e busquem - e divulguem - nos seus estados candidatos que defendam o livre mercado e a redução do estado (em muitos casos as únicas opções factíveis serão de conservadores).
  • Giovani  18/07/2014 18:10
    Concordo.

    SE: "A função dos libertários é induzir tais reformas [liberalizantes]..."

    E: "...isso deve ser feito por meio de um contínuo esforço visando a uma mudança ideológica...",

    ENTÃO: é desnecessário um Ron Paul na política, um Partido Novo que está surgindo. Aliás, qualquer libertário deveria abdicar de qualquer pretensão política, pois não podem sujar as mãozinhas para reformar o Estado, pois além de perigoso, podem ser facilmente corrompidos.
  • anonimo  18/07/2014 16:18
    Peço desculpas por não me identificar.

    Concordo plenamente com as ideias defendidas pelo instituto mises.
    Porém vivo um dilema.

    Sou servidor público. Mais especificamente diplomata.
    Faz apenas 3 anos que ingressei na carreira e a aproximadamente 1 ano venho acompanhando o instituto mises.

    Aqui, dentro do mre, vivemos um aparelhamento muito forte às ideologias do atual governo, principalmente no que diz respeito as relações com america latina e caribe.

    Pergunto aos amigos se minha situação atual é contraditória aos ideais defendidos aqui.
    Existe possibilidade de conviver com estes 2 universos? Diplomacia e libertarianismo.

    Um abraço à todos
  • Edson  18/07/2014 18:24
    Não há nada de errado com sua profissão.
  • desempregado  18/07/2014 18:38
    Cara, tb estudo pra ser diplomata, mas pela grana já investida e o salario e estabilidade caso eu passe.

    Quer poder dormir sossegado sendo funça e libertario? Abra um negocio com seu salario liquido de 10000: gere empregos e produza algum servico ou produto. Sua alma estará salva!

    O Brasil não vai ser liberal nesse seculo, portanto aproveite o melhor dos dois mundos
  • Tano  18/07/2014 18:40
    É uma decisão muito pessoal, acho que tu deves tocar tua vida conforme teus pensamentos.
    Se tu não te sentes bem no que fazes e tens outra opção que te agrade mais, muda.
    Mas não entra no fundamentalismo das idéias, vais virar "cannon fodder", isso é, o soldado mais baixo que vai pra guerra morrer primeiro. Podes aceitar conselhos de outros, mas só faz o que for melhor pra ti. Se alguém te dizer o que deves ou não fazer para ser moralmente aceito, etc, é tudo balela. Eles não vão sofrer as conseqüências das tuas decisões.
    Enfim, neste site opinamos muitos leigos, então os conselhos que recebas aqui não necessariamente serão com "pedigree" libertario.
    Afinal se trabalhar pro estado é errado, também seria trabalhar para uma empresa beneficiada pelo estado, correto? Ficam poucas opções no Brasil...
  • Jeferson  18/07/2014 19:16
    No campo das idéias, frequentemente a expressão "bucha de canhão" ("cannon fodder", como você disse) é substituída pela "idiota útil".

    "Afinal se trabalhar pro estado é errado, também seria trabalhar para uma empresa beneficiada pelo estado, correto? Ficam poucas opções no Brasil..."

    Eu trabalho pra um banco privado e não consigo pensar diferente. Até tive a oportunidade de mudar de emprego pra Vale, mas... no quesito "ser beneficiado pelo estado", dá na mesma. Aí a opção é ou empreender sem depender do estado (e ver seus esforços gradualmente irem por água abaixo, a menos que você seja EXCEPCIONALMENTE COMPETENTE) ou trabalhar em alguma empresa pequena que não seja beneficiada pelo estado (com o Cartão BNDES até isso tá ficando difícil), ganhando mal, deteriorando seu currículo e pensando que poderia estar dando uma vida melhor pra sua família.
  • André B.  18/07/2014 18:45
    É, anônimo, também sou funcionário público. Também descobri há pouco tempo o pensamento libertário. Também já ouvi histórias sobre dilemas de funcionários públicos libertários...
    Eu não tenho problema nenhum, lido bem com isso. Vivemos num mundo estatista. Você cresce numa cultura estatista. No meu caso particular, sou uma pessoa avessa a riscos, de classe média, que teve acesso a educação.
    Somando-se as minhas características pessoais à ideologia estatista dominante na sociedade, o funcionalismo público caiu como uma luva para mim. Então nunca sequer cogitei outra coisa na minha vida. Estudei para concursos públicos desde a faculdade. E depois de ter estudado muito, de ter construído uma carreira no funcionalismo público, não é porque descobri o libertarianismo que vou jogar tudo para o alto. Tenho um bom salário, uma família. Vou começar tudo do zero? De jeito nenhum! O que vou fazer é me instruir, para poder passar os conhecimentos adiante. Leio o site todo dia. Já li o Manifesto Libertário de Rothbard, estou lendo As Seis Lições, no tempo que dá (um capítulo por dia), e ainda há uma lista enorme de livros! E quero passar o conhecimento adiante.
    Não se constranja, anônimo. Pense que, num mundo totalmente adverso, você se deparou com ideias coerentes, lógicas, que fazem sentido, e aderiu a elas. Respondendo a sua pergunta: "Existe possibilidade de conviver com estes 2 universos? Diplomacia e libertarianismo". Sim. Separe os mundos, sem ter vergonha dos seus pensamentos. No seu trabalho, faça o seu trabalho. Nas horas vagas, estude e propague as ideias da liberdade. Você não precisa pregar o libertarianismo no trabalho. Mas se perguntarem seu pensamento no seu trabalho, exponha-o. Sem medo. De forma fundamentada. Por isto que se instruir é crucial. E vamos à luta... das ideias!
  • Anônimo  18/07/2014 18:49
    Acredito que tenham inúmeros servidores públicos, me incluo, que tentam realizar uma mudança de paradigma no seu âmbito, eu sempre falo em maneiras de melhorar as políticas públicas com ênfase no pensamento liberal, não é fácil, as pessoas estão acostumadas pelo status quo atual. Entretanto a luta deve continuar.
    No seu caso mostra o exemplo como o aparelhamento atrapalha as relações exteriores do Brasil, que na sua história com exceções em alguns períodos, foram marcados pelo pragmatismo. E deste modo conquistamos diversos espaços pelo mundo.
    Enfim, somente quem tem o Poder Executivo consegue ditar o ritmo da máquina pública e infelizmente nossa população também não consegue a dimensão ditos, pois todos nascemos estatistas e assim somo criados.

  • Fábio MS  18/07/2014 18:52
    Ensine aos que estão à sua volta a sua posição, as suas ideias e as razões que o levaram a adotar tal posição e a defender tais ideias. Seja honesto consigo mesmo e não abandone os valores que você adquiriu conhecendo as ideias da liberdade. Fora ou dentro do estado, faça a sua parte.
  • Pobre Paulista  18/07/2014 19:08
    Esse assunto já gerou brigas e discussões sérias por aqui.

    Eu faço um paralelo com a Bíblia (Lucas 7:37-50): Quando uma prostituta chegou a Jesus e perguntou se ela estaria condenada por conta de sua atividade, Jesus a perdoou e disse para não fazer mais aquilo dali em diante. Então se estás inquieto com sua situação, talvez seja mais prudente sair de sua profissão e desistir da carreira pública.

    Eu mesmo passei por isso. Passei num concurso público que paga muito bem há 10 anos atrás (Perito criminal), eu era recém formado. Mas na hora da convocação meus princípios falaram mais alto e recusei, fui para o mercado ganhar um terço do que eu teria na carreira pública, mas não me arrependo de nada até hoje. Agora tenho uma pequena empresa, trabalho com o que gosto e na hora que eu quero e tenho certeza que eu melhoro diretamente a vida de meus clientes através do meu trabalho.

    Mas obviamente a escolha é sua... apenas quis colocar uma opinião diferente.
  • anônimo  18/07/2014 22:09
    Quem faz concurso, faz por covardia, e o covarde é agressivo e Gerson.
    Sujeito que tem honra prefere ir para debaixo da ponte mas não aceita um emprego desses. Continuem mentindo pra si mesmos, um dias os que produzem vão cansar dessa situação e vão sair desse país, e vocês vão ter que se comer entre si.
  • anonimo  18/07/2014 22:26
    Acho que esse artigo pode lhe dar uma visão diferente:

    www.lewrockwell.com/2011/03/walter-e-block/may-a-libertarian-take-money-from-the-government/

    Está em inglês, mas considerando que é diplomata, imagino que não seja um problema.

    Obrigado.
  • Johnny B. Goode  19/07/2014 12:45
    Meu caro anônimo,
    Obviamente mu nome não é Johnny B. Goode. Sou médico, tenho 2 cargos públicos e presto serviço para um plano de saúde extremamente regulado pelo estado. Já fui simpático ao socialismo e hoje me tornei apaixonado pelo capitalismo de livre mercado. Entretanto, teria alguma dificuldade em jogar tudo para o alto e sobreviver apenas com consultas particulares a partir de amanhã. E não vou fazer isso em nome de um "ideal", pois sei que o ideal é inatingível e só leva à frustração de quem o idealiza, e não seria muito inteligente de minha parte. Recentemente foi publicado aqui um artigo chamado "É impossível e imoral acertar as contas com o estado". O pior artigo já publicado aqui. Seria o mesmo que dizer que a partir de amanhã não iremos mais utilizar mais rodovias, afinal elas foram feitas pelo governo, e virarmos andarilhos à beira da pista quando quisermos viajar. Já vi pessoas serem ferozmente atacadas e ridicularizadas pelos ancaps xiitas (fogo amigo?) neste site quando se intitulam minarquistas, sendo que o próprio Mises era um. Continuo trabalhando no SUS. Apenas não o vejo mais como possível de entregar o que promete - "universalidade e integralidade", termos que podem ser trocados por "onipresença e onipotência", como pretexto para que o estado seja endeusado e as pessoas assinem cheque em branco para aumento de impostos. sou uma pessoa mais livre. Não luto mais por um serviço organizado, que funcione. Apenas faço meu trabalho, centrado no indivíduo. Não poderia ter feito uma faculdade particular e me orgulho de ter estudado na USP. Parabéns por ser diplomata, há um mérito nisso. Durma em paz e faça o melhora para você e para a sua família!
  • Gustavo Sauer  18/07/2014 16:22
    Também acredito que o que move o mundo são ideais. A batalha é no campo das ideias. Os políticos são apenas um reflexo, uma consequências daquilo que ronda o cognitivo popular.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/07/2014 16:36

    O ser humano é intrinsecamente imperfeito.

    Propagar boas ideias e sua aplicação pode ajudar a melhorar o que for possível.

    * * *
  • Aspone  18/07/2014 16:46
    Concordo com o texto.

    Libertários, deixem mais vagas nos concursos para nós.

    Assim, por exemplo, quando meu chefe decidir que deve ser aplicada uma multa a um cidadão, é bom saber que jamais um libertário ocupando seu cargo poderia deixar de aplicar essa multa.

    Afinal, com a multa arrecadada, poderemos ter, por exemplo, um belo aumento no contracheque.
  • Wanderson  18/07/2014 16:48
    Excelente texto. São os valores comuns e uma ética firme que fundamenta a sociedade. É um reconhecimento do que já diziam os conservadores Russel Kirk e Thomas Sowell.
  • Marconi  18/07/2014 16:52
    Essa questão mostra o quanto alguns libertários viajam na maionese.

    Ora, se existe uma variedade de países, desde a Coreia do Norte até Cingapura, então existe meios de caminhar em direção a esquerda ou a direita.

    Mas, para esses cegos libertários, não. É impossível! Todos vão sempre pra extrema esquerda.

    Por mais que existam exemplos e mais exemplos de administrações mais esquerdistas, depois mais liberais, depois mais esquerdistas... esses libertários não conseguem enxergar a realidade, ficam presos no seu raciocínio puro e errado.

    Tomem vergonha e filiem-se ao partido novo ou ao liber e façam acontecer.

    Saudações liberais!
  • anonimo  18/07/2014 16:53
    Estou a cada dia mais cético com o Brasil, acho que a liberdade será cada vez menor e ataques a propriedade maiores e mais frequentes.

    Na melhor das hipóteses fica do jeito que está, mas acho que o mais provável é socialismo ou guerra civil.

    Obrigado.
  • Giovani  18/07/2014 17:59
    "Antes, reformas liberalizantes são uma manobra tática do próprio estado visando à sua auto-preservação;"

    - O problema é que não temos como saber quanto tempo um Estado pode durar sem reformas liberalizantes.
    Exemplo: Cuba e Coréia do Norte são ditaduras comunistas há longa data e o "parasita" se mantém, enquanto o "hospedeiro" sofre há décadas.

    - Na China de Mao o "hospedeiro" teve que morrer de fome (literalmente), antes de qualquer reforma. Não é risco muito grande atuar apenas no longo prazo?
  • Marcondes  18/07/2014 18:43
    Esses são regimes de exceção; não havia nem sequer opositores. O artigo aborda um arranjo de social-democracia em que as instituições ainda estão operantes.
  • Giovani  18/07/2014 18:57
    Então o artigo sugere que enquanto as instituições estão operantes, os libertários não devem sujar suas mãozinhas com política, pois tudo se ajustará pragmaticamente pelas mãos, até mesmo, de comunistas?
  • Edson  18/07/2014 18:22
    E é por isso que este pensamento filosófico nunca ganhará força a ponto de se tornar majoritário. Ou seja, vocês estão condenados a serem governados pela pior espécie de gente.

  • Felipe  18/07/2014 18:42
    Então dê a sua sugestão e mostra maneiras práticas/realistas de alcançá-las.

    Pode começar dizendo aí em quem devemos votas nas próximas eleições e por quê.
  • Edson  18/07/2014 21:58
    É apenas a conclusão lógica do pensamento de vocês.

    Como sempre este portal costuma produzir excelentes artigos (o de hoje é exceção), mas comentaristas quase sempre terríveis como os acima.
  • Fernando Chiocca  18/07/2014 19:19
    Errado Edson.

    Nós estamos tentando salvar a todos de serem governados pelo pior tipo de gente, como estamos sendo atualmente.

    Um bocó que nem você está ajudando que tudo continue igual, ou você acha que o tipo de gente que te governa é bom? Ou o que é pior ainda; acha que pode haver um tipo de gente bom para te governar, e basta "votar conscientemente".

    Acorda rapaz. Ninguém tem autoridade pra governar ninguém. E é sempre o pior tipo de gente que almeja e consegue governar outros; tudo isso por que gente que nem você acredita que alguém deve ter poder sobre outros.
  • anônimo  19/07/2014 01:28
    Exatamente Fernando, a pessoa de bem, sonha em ser um profissional que atende as pessoas, ou ser um grande investidor que faz grandes empreendimentos acontecerem, ser um cara que realiza as coisas, ser um produtivo, uma pessoa que atende a humanidade, um multiplicador! Nunca que uma pessoa assim entraria na política, que busca entrar na política sempre é um vigarista pois está perdendo a oportunidade de estar no mercado. Veja o caso do José Serra, diz ele que é médico(!!!), sério que alguém aqui gostaria de ser atendido por ele? Será que realmente alguém aqui acredita que josé serra entende de ciências ou medicina? Entende é de articular esquemas, assim como todos os outros que esqueceram que tem que atender ao público ao invés de limitar, regular, tributar, ameaçar, fazer acordos malditos, fazer dívidas em nome de outros, assinar contratos em nome de outros.
  • Vinicius  19/07/2014 01:22
    O Edson tem razão.

    Os libertários jamais conseguirão vencer o Estado. Pelo menos não aqui, nesse minúsculo 3º planeta de uma estrela esquecida no canto da galáxia.

    "Não pode com o inimigo, junte-se a ele, mas sem perder seus princípios".

    A minha visão é de que os libertários deveriam SIM começar a 'contaminar' o governo, exatamente como os socialistas contaminam qualquer governo em que eles põem as mãos. É justamente isso que o PARTIDO NOVO tem intenção. Se vai cumprir? São outros 500. Mas já é um 'player' novo na arena. Quanto mais 'players', maiores as chances de equilíbrio.

    O argumento de que libertários 'podem ser corrompidos' é falácia. A corrupção pode acontecer tanto dentro de governos quanto no livre-mercado. O caráter do indivíduo é que faz toda a diferença. Não aceitar a corrupção retirando-se da arena é tudo aquilo com que os corrompidos querem, e sonham.

    Ouçam: a arena (governo e livre-mercado) é a roda que gira o mundo. Quando homens tolerantes a corrupção abandonam a arena por repúdio à própria corrupção, estamos dando a vitória antecipada aos corrompidos. Por isso o Edson tem razão.

    Para mim não importa: tanto no livre-mercado quanto no estado sempre existirão os corrompidos. E é nossa obrigação punir esses indivíduos. Mas para isso precisamos estar na arena (seja governo ou livre-mercado), 'jogando' junto com eles, mas sem abandonarmos nossos princípios. Se alguns dos nossos 'se corrompe', ok, faz parte do jogo, mas estes estarão certos de que serão punidos.
  • marcos  21/07/2014 15:07
    Brilhante comentário Vinícius

    Tudo o que os estatizantes querem é ganhar de WO
  • Ives Braghittoni  18/07/2014 19:28
    Esse texto é a essência de tudo que eu discordo no movimento liberal. É muito cômodo dizer "o estado é mau" e simplesmente ignorá-lo - e, com ele, todo o processo político.
    O problema é que fazer isso significa equalizar coisas completamente diferentes. Significa aceitar que viver sob o estado modelo Coréia do Norte é o mesmo que sob o modelo Austrália ou Suíça.

    Legal, vamos ficar brincando de Bitcoin enquanto o PT transforma isto aqui na Venezuela. A preocupação máxima do autor, no entanto, é de que quem se envolva com política "suje em definitivo o movimento"...
  • Funchal  18/07/2014 22:49
    Eu por exemplo já estou com quase 40 anos. A 17 trabalho no serviço público com TI. Tenho dois filhos. Neste ano conheci o Mises. Sou o caçula de cinco irmãos. Meu pai só teve até a antiga segunda série primária. Minha mãe até a quarta-série. Fomos criados em um ambiente onde a honestidade era lema. Honestidade ao extremo. Se pegou dinheiro emprestado pague. Seja quanto for ou com quem for, banco ou pessoa física. Morávamos em uma cidade do interior de Minas Gerais. Os exemplos dele ficaram muito marcados. Meu pai era comprador/vendedor de gado. Tinha uma pequena fazenda. Desde os seus sete anos trabalhava com o pai (meu avô) em lavouras ou cuidando dos animais. A poupança era sua forma de capitalizar. No fim da década de 60, eu nem nascido era, mas já casado com minha mãe e com quatro filhos, empreendeu em um frigorífico. Segundo minha mãe e meu irmão mais velho o negócio foi muito bem. Enviava carne de gado para a Bahia entre outras regiões de MG. Até os "sócios" o roubarem e sumirem do mapa. Se achamos que hoje a justiça e a polícia não funciona imagina naquele tempo. Foi um tombo muito feio. Vendeu todas as propriedades que tinha, terras hoje onde é cidade, gado, dinheiro em poupança para cumprir compromissos com fornecedores. A única coisa que ficou: uma fazenda de 29 alqueires com um bananal. Tudo isto para manter o nome íntegro. Sempre me falava "nome é tudo". Meus irmãos mais velhos até então com 8 e 6 anos respectivamente, foram trabalhar com ele vendendo bananas e maças. Até hoje meu irmão, já com mais de 50 anos, hoje empresário ( um verdadeiro empreendedor ) comenta desta época. Em determinado momento neste período ele foi questionado pelo meu pai "você quer trabalhar para mim ou para você". Ele disse "Para mim pai". Desse dia em diante ele começou a se virar. Porém o recomeço e a criação da família foram depois disso muito árduos para meu pai. Mas prosseguiu do começo. Poupança, compra e venda de gado, comissão de venda de fazendas. Até que em 1979 já tinha umas 300 cabeças de gado, mais algumas poupanças. Querendo melhores condições de vida para os filhos ouviu um apelo de uma tia para irmos para Brasília que dizia que era "um pedacinho do Céu". Brasília realmente era uma ilha da fantasia. Cidade organizada, megalomaníaca em seus monumentos. Típico de estadistas. Quanto dinheiro suado não foi enterrado por estas terras. Brasília era o sonho comunista/estadista por natureza. Hoje entendo o deslumbre e o marketing feito da cidade pelo governo da época. Escolas e saúde gratuitas de qualidade e realmente eram de qualidade até o final da década de 70. Este canto da sereia atraiu meu pai, pois naquela época na pequena cidade onde morávamos, contava apenas com escola municipal. O restante eram particulares e muito caras.
    Em Brasília, meu irmão só completou até o segundo grau. Sempre trabalhou muito (foi contínuo, lavador de automóvel, vendedor de carro e por fim empresário do próprio negócio), aproveitou oportunidades dadas, juntou-se com quem era honesto e mentalidade empreendedora. Meu pai nunca pediu socorro a políticos, muito menos ele.
    Quanto a mim, minha mãe (ah mães sempre elas ou algumas delas) não permitiu que eu trabalhasse cedo. Tinha que estudar, "fazer faculdade". Fui estudar. E na escola pública (hoje compreendo), fui influenciado pela ideologia dos direitos iguais, marxismo, esquerdismo, etc. Ia fazer passeata na época do "Fora Color", por conta do aumento de tarifa. Claro sem ele saber. Achava meu pai "um bobo", com cabeça conservadora, bla, bla, bla. Fui o início geração "dos direitos" após ditadura militar. O Estado tinha que proporcionar tudo e de qualidade. Ricos, para mim eram sinônimos de opressores (nesse ponto a Teologia da Libertação, muito em voga em algumas paróquias Católicas colaborou muito). Me lembro até hoje das famigeradas "Campanhas da Fraternidade" e seus temas sobre drogas e a liberdade, riqueza e socialização, índios, etc. Tudo quanto é assunto menos sobre a Fé Católica. Mas isto é outro assunto. Só comentei, para mostrar como somos moldados por filosofias de época. Depois de formado recebi conselhos que o melhor caminho em Brasília seria o famigerado concurso público. Trabalharei na iniciativa privada dos 18 aos 22, pois tive que pagar os meus estudos. Nesta época meu pai estava doente e veio a falecer. Depois na primeira oportunidade, pois até os meus colegas da iniciativa privada falavam que era bem melhor, fui fazer o concurso público. E aqui estou até hoje. Na primeira fase dei todo o meu gás, me profissionalizei como Analista de Sistemas. Porém com o passar do tempo parece que o serviço público tira sua criatividade, com imensas e pesadas estruturas, burocracia para todo lado e você vai ficando embotado, sem capacidade de inovação. Hoje é como estou me sentindo. Conhecer o instituo Mises este ano foi um choque de realidade. Como gostaria de ter meus 20 anos novamente com a energia daquela época, mas com valores totalmente opostos. Hoje vejo quão virtuosos foram meu pai e meu irmão. Meu pai, pela honestidade, pelo comedimento, valor ao trabalho, poupador. Meu irmão pelo empreendedorismo, virtude da fortaleza, perseverança e munificência. Virtudes que um empreendedor deve ter. O admiro muito.
    Porém forjar estes valores a quem já tem 40 anos é muito difícil. Como tenho dois filhos, não posso ser insano, pedir exoneração e sair me arriscando pelo mundo. Muitos poderão pensar que é covardia. Mas vou começar aos poucos. Talvez fazendo cursos de empreendedorismo do SENAC. Dizem que tem um muito bom. Mas, finalizando, neste mundo, hoje temos que lutar pelas idéias para que as próximas gerações sejam diferentes. Meu irmão já deu o exemplo e mentalidade a seus filhos. Aos meus darei as ideias. Apesar de achar que o sistema educacional público ou particular não ajudará nada a eles a serem empreendedores e libertários. Meu pai com certeza teve partipação no forjamento do caráter do meu irmão, comigo ele tentou, só que as idéias estatistas e sua ideologia (através dos diversos meios) me influenciaram fortemente.
  • Marconi  20/07/2014 01:42
    Bela história Funchal!

    Nem precisava dizer, dá pra sentir o orgulho que você tem do seu pai e irmão, verdadeiros criadores de riqueza.

    Também sou funça aqui em Brasília. Pensando no meu interesse, optei pelo serviço público pois ganhava mais e tinha mais benefícios. Realmente, depois que entra e se adapta ao salário, fica quase impossível sair.
  • Sergio  20/07/2014 02:47
    Um dos relatos mais emocionantes que já li.
  • Guilherme br  21/07/2014 00:01
    Bela história! Meu pai também é um empreendedor. Pessoas como ele e o seu pai e irmão são verdadeiros heróis anônimos. O suor e sangue destas pessoas fazem o mundo girar, o resto é brincadeira de criança ou puro e simples parasitismo.
  • IRCR  19/07/2014 09:05
    Acho valido libertários, liberais e conservadores entrarem no meio politico, pois os comunistas, socialistas e sociais democratas fizeram o mesmo e monopolizaram e aparelharam toda maquina estatal.

    É muito bom ter uma concorrência das virtudes, das ideias e da filosia dentro do estado. Aqui no Brasil é impressionante a hegemonia "vermelha" nas entranhas estatais.
    Acho bonitinho os anarcocapitalistas dizerem que o imposto e o estado deve ser abolido. Mas esqueça isso não vai acontecer tão cedo.

    A principal meta para esse pais agora, seria evitar a rota bolivariana e fazer reformas mais de pró-mercado, como Colômbia, Peru, Chile (há mais tempo) e até mesmo o Paraguai estão fazendo. Esses países estão longe de ser "libertários" ou coisa do tipo, mas pelo menos não estão na rota bolivariana.

    Enquanto os anarcocapitalistas estão discutindo se é certo entrar ou não no estado. Os partidos "vermelhos" estão querendo implantar a reforma politica para implantação do "socialismo democrático" indo a largo passos de uma Venezuela, e depois disso vai ser difícil voltar atras.
  • Ramon  19/07/2014 12:09
    Esse artigo me decepcionou, pois já que os libertários não podem mudar pela política, e a educação é realizada pelo estado, creio que não existe maneira dessa filosofia dar certo. Talvez apenas pela luta armada. Mas se os libertarios não tiverem força nem pra entrar na politica, quem dirá numa luta armada.

    ou seja, todos esses textos bonitinhos serão apenas sonhos para sempre
  • Sérgio  19/07/2014 19:12
    Como barrar o aumento da intervenção estatal sem nenhum libertário no Parlamento? Como diminuir ou mesmo extinguir o estado sem nenhum libertário no governo?

    Só para citar um exemplo:imagine se o evangélicos pensassem como o autor do texto ("os evangélicos não precisam de uma bancada") e não houvesse nenhum membro evangélico no Parlamento. A PL-122 já teria sido aprovada e as censura já teria sido implantada.... Só para citar um exemplo.
  • Johnny B. Goode  19/07/2014 19:51
    Daqui a pouco vão dizer que libertário tem que votar em branco...
  • anônimo  19/07/2014 21:33
    é este tipo de pensamento que garantirá que nada vai mudar.
    Boa parte dos libertários trata o Estado como uma criatura com consciência própria ou um fenômeno social irrefreável.
    Portanto solução alguma é apresentada já que a existência de um Estado é um fato.
    Este argumento é tão ridículo que se os libertários vão se corromper isto significa que não há solução e que o ideal libertário não passa de uma crença.
    A impressão é que é impossível que alguém atue dentro do Estado para diminuí-lo por convicção.
    Mudar a percepção da sociedade é importante, mas quanto aos estadistas? Sugere um comunista ditador? É claro que faz diferença quem está no poder.
    Este artigo foi muito covarde. A melhor forma de mudar o Estado é por dentro. Encha ele de marxistas e passaremos a vida inteira nos queixando.
    Esse cara acha que o Estado em algum momento se preocupou em respeitar a opinião pública.
    É preciso atuar nos dois âmbitos, cultura e poder.
  • anônimo  21/07/2014 17:29
    'A melhor forma de mudar o Estado é por dentro'

    Diga aí, quando foi que isso deu certo, quantos estados viraram liberais assim?
  • Tano  21/07/2014 17:48
    daaaaã resposta boba
  • Um observador  21/07/2014 18:34
    Diga aí, quando foi que isso deu certo, quantos estados viraram liberais assim?

    Nenhum. E daí? Qual é o seu ponto?

  • anônimo  24/07/2014 11:23
    Como assim qual o ponto? Precisa explicar o óbvio? É uma idéia sem sentido que não tem nem teoria nem prática pra corroborar
  • Zara  20/07/2014 03:58
    Li o artigo e alguns ótimos comentários. Surgiu uma duvida: o autentico libertário, no caso do Brasil, sempre apertará na urna eletrônica a tecla ''nulo''?
  • anônimo  20/07/2014 09:44
    E o Ron Paul? Ou professor Iorio? Ou aquele lá que perdeu o emprego por causa da aluna feminista/comunista da UERJ?
  • PESCADOR  21/07/2014 16:51
    Sério que um libertário perdeu o emprego por causa de uma comunistinha feminazi? Não sabia disso, quem foi? Que sacanagem da brava com ele...
  • anônimo  21/07/2014 17:45
    veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/cultura/feministas-da-ufrj-fazem-perseguicao-ideologica-a-professor-liberal/
  • Fernando R Sousa  21/07/2014 11:50
    Discordo do Autor

    Creio que muitos são a favor de um estado minimo, mas ainda sim um estado, como tal, não vejo incoerencia em participar do mesmo para tornar-lo no padrão que se almeja, um anarquista sim ao meu ver pela logica jamais poderia participar....

  • Jeferson  23/07/2014 15:09
    Eu vejo a anarquia como um ideal a ser perseguido, e um estado menor como um avanço a ser conquistado, sendo o "estado mínimo" uma parte do nosso ideal que TALVEZ seja possível se realizar dentro da espectativa de vida que eu tenho. Eu acho válido tentar fazer a mudança aos poucos. Por mais que seja importante "não fazer concessões teóricas", acho que aumentar a liberdade e a percepção das pessoas para o bem que só a liberdade pode trazer em contraponto ao mal que só o estado pode fazer, algo que precisa ser trabalhado e só traz resultados gradualmente. Talvez assim a gente tenha alguma chance de ganhar da doutrinação estatal. Nem que seja ganhar terreno.
  • Bancario  21/07/2014 13:50
    Mohamed Attcka Todomundo, Lopes, Felipe Lange, Pobre Paulista.

    Agradeço a vocês todos pelos comentários e pela rica discussão. Coisas assim são raras no mundo e no dia-a-dia, mas incrivelmente comuns aqui neste site.

    Espero que vocês possam, algum dia, ver este meu agradecimento. Ficaria muito feliz.
  • Gunnar  21/07/2014 22:02
    Margaret Thatcher não seria um bom contra-exemplo ao ponto do texto?
  • marcos  23/07/2014 23:42
    claro que não, era melhor ela ter um blog (uma carrocinha de distribuir panfletos na época)
  • Marco Bueno  23/07/2014 19:50
    Olá a todos. Estou precisando de uma ajudinha aqui, alguém se habilita?
    Estou no último semestre de pedagogia, e em algum momento deste curso um professor me orientou a "escolher" uma linha de pensamento, isto para que as minhas reflexões não ficassem tão dispersas e fragmentadas.

    Leigo como sou, fiz o que pude. Consultei diversos autores, li inúmeros artigos, mas no final das contas acabei ficando mais confuso do que quando iniciei. No entanto a minha empreitada não foi de toda ruim, pois aprendi bastante.

    Neste aprendizado percebi que o mundo é mais doutrinário e dogmático do que eu pensava ser. E por esta razão não consegui tomar partido (no sentido amplo da palavra) ideológico nenhum.

    Mas para minha sorte, e que sorte!, deparei-me com o ideal libertário. Este que valoriza a singularidade em prol do coletivismo (e não o inverso), se não entendi errado.

    Pois bem, indo direto ao ponto, eu gostaria de sugestões de quais seriam as primeiras leituras que eu devo fazer para entender o contexto libertário, tendo em vista que não tenho conhecimento nenhum sobre o assunto.

    Aproveitando o ensejo, peço desculpas por estar postando no lugar errado, mas é que o site não tem um departamento que facilita o acesso a pesquisadores, curiosos, simpatizantes, pessoas que não saem do armário, iniciantes e afins dos ideais libertários.

    Ah! quanto ao texto acima, por motivos óbvios, não tenho o que falar. Um forte abraço a todos e obrigado pelo espaço.
  • Eduardo Bellani  23/07/2014 23:02
    Biblioteca do instituto:

    mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99

    Dentro os livros que eu recomendo pra iniciantes:

    Economia Numa Única Lição

    O Discurso da Servidão Voluntária

  • Marco Bueno  24/07/2014 11:15
    Olá Eduardo,agradeço a sua grande colaboração. Você acabou de ajudar um cego a chegar ao outro lado da rua em segurança.

    Abraço.

  • Eduardo H  24/07/2014 13:05
    @Marco Bueno

    Tive a mesma dúvida um tempo atrás.
    Me indicaram ler os seguintes e nessa ordem:

    1º - Seis Lições, do Mises
    2º - A Lei, do Bastiat
    3º - A anatomia do estado, do Rothbard

    Achei estes livros e a ordem de leitura muito boas para iniciar no tópico.

    Depois disso foi só escolher o tema de interesse e ir lendo o resto da biblioteca aqui disponível.

    Recentemente comecei a ler o Caminho da Servidão e Democracia, o Deus que falhou. Muito bons.

    Espero ter ajudado.
  • Marco Bueno  24/07/2014 17:46
    O que dizer, Eduardo H? Gentilezas geram gentilezas e o que plantamos nós colhemos. É com estas pequeninas e quase insignificantes atitudes que nós vamos reverter este quadro social caótico em que vivemos. Se não for nesta vida, que seja em outra então.

    Mas enquanto estas mudanças não ocorrem em grande escala eu vou lendo os três livros que me recomendou, para ver se eu consigo fazer alguma coisa com a pequena.

    Obrigado,abraço.
  • Marcos  15/09/2014 13:21
    A História demonstra que SEMPRE que um grupo se omite, muitas vezes com essa mesmíssima justificativa de "não sujar as mãos", o grupo concorrente deita e rola, ficando com o poder todo para si e expandindo sua influência pela sociedade.

    Um exemplo recente? A Venezuela, na eleição em que os oposicionistas se recusaram a participar.

    Mas aqui vemos de novo a mesma idéia. Deixar o poder político todo para o adversário. E fazer o que? Convencer a população a um levante espontâneo contra o estado? Realmente alguém acredita que isso vai acontecer? Todas as opções que não envolvam a participação no estado são irreais. Se os libertários não descerem do pedestal de idéias e tentarem pensar em meios realistas de ao menos parar o cerceamento a liberdade, o futuro será ainda mais tenebroso do que o presente.


    Ademais, o autor trata libertários como se fossem todos ancaps, o que é falso. Vejo muitos ancaps radicais tratando o liberalismo como se fosse sinônimo de ausência de estado, ignorando completamente os liberais clássicos e minarquistas. Não vejo problema de alguém que defende a existência de estado fazer parte do aparato desse estado.
  • Fabricio  09/10/2014 17:59
    Acho que incentivar libertários a participar da politica é um dos melhores meios pra como o autor do artigo diz "uma alteração na percepção das pessoas quanto à eficiência e à legitimidade do estado."

    Quer dizer, uma pessoa normal que nunca viu nada sobre o liberalismo, vai confiar muito mais em um politico confiável e eficiente que fala sobre o liberalismo, do que em um cara de um site obscuro na internet, que não pode mostrar na pratica (só pode dar exemplos de outros países, e as pessoas mais humildes tratam outros países como coisas alienígenas) como fazer isso dar certo.

    Claro que não podemos nos deitar na facilidade de só apertar um botão por eleição, e não ter ideias pra espalhar mais a liberdade, como muitos libertários que só sabem discutir eleição

    Acho que uma boa estrategia para os libertários é de criarem candidatos com propostas específicas (Zé do Taxi, João do Onibus, etc.), afinal as pessoas se identificam muito mais com candidatos que tem alguma relação com a vida deles, e acreditam muito mais no sucesso de alguem que não quer mudar todo o estado brasileiro de uma hora pra outra, ou que fala de coisas que pouca gente conhece
  • Giovani  18/01/2016 13:43
    Ainda bem que o Macri não leu esta porcaria de artigo, e está fazendo um bem para a Argentina, diminuindo o poder do Estado e devolvendo aos argentinos a sua liberdade individual.



  • Gentile  18/01/2016 14:03
    Macri é o salvador do povo? É o anjo que conduzirá o povo argentino à felicidade e à riqueza? Você está disposto a fornecer seus dados completos para ser cobrado, no futuro, por esse seu comentário?

    É incrível a indigência moral e intelectual a que foram rebaixados os latino-americanos: após décadas de populismo tacanho, basta um moderado assumir a presidência, que ele logo passa a ser visto como a encarnação do liberalismo regenerador.

    Enquanto você está na internet constrangedoramente lambendo os testículos de um político, o próprio já disse que não pretende nem sequer re-privatizar a Aerolineas Argentinas, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um prejuízo de 1,2 milhão de dólares por dia para os pagadores de impostos. US$ 1,2 milhão por dia!

    Com um "liberal" desses, a esquerda pode ficar sossegada. E com "liberais" tacanhos como você, que se satisfaz com migalhas, a esquerda não tem por que se incomodar: a hegemonia dele está garantida.
  • Giovani  18/01/2016 14:33
    "Macri é o salvador do povo? É o anjo que conduzirá o povo argentino à felicidade e à riqueza?"
    Não. Por acaso eu disse isso? Já tomou teu Rivotril hoje?

    "Você está disposto a fornecer seus dados completos para ser cobrado, no futuro, por esse seu comentário?"
    Vou ser cobrado por um comentário? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!


    "É incrível a indigência moral e intelectual a que foram rebaixados os latino-americanos: após décadas de populismo tacanho, basta um moderado assumir a presidência, que ele logo passa a ser visto como a encarnação do liberalismo regenerador."

    Eu disse que ele é a encarnação do liberalismo regenerador? Novamente, já tomou teu remedinho hoje?

    "Enquanto você está na internet constrangedoramente lambendo os testículos de um político"
    Reconhecer méritos em coisas boas que ele está fazendo é lamber as bolas? Agora qualquer elogio a um político, por ser político, é considerado "lamber bolas", tá Serto!


    "o próprio já disse que não pretende nem sequer re-privatizar a Aerolineas Argentinas, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um prejuízo de 1,2 milhão de dólares por dia para os pagadores de impostos. US$ 1,2 milhão por dia!"

    Calma, ele está a 1 mês no cargo. Já fez algumas mudanças boas e fará muitas outras.

    "Com um "liberal" desses, a esquerda pode ficar sossegada. E com "liberais" tacanhos como você, que se satisfaz com migalhas, a esquerda não tem por que se incomodar: a hegemonia dele está garantida."
    Não, não me satisfaço com migalhas. Mas a mudança ocorre através da política, não com a bundinha no conforto da sua sala refrigerada do carguinho público que ocupas!
    Liberais como você, que cruzam os braços e esperam as coisas caírem do céu, estamos cheios.
    Liberais como você, que ficam cagando regras pela internet do conforto da sua sala refrigerada do carguinho público que ocupas, estamos fartos!
    Liberais como você, que pregam contra o Estado, mas são os primeiros a prestar concurso público, estamos saturados!

    Vai ser incoerente em outras bandas.


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