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Democracia é o oposto a liberdade e tolerância


Paquistanesa vota em Islamabad.
Um dos mitos mais persistentes sobre a democracia é que ela é o mesmo que 'liberdade'. Para muitas pessoas, 'liberdade e democracia' caminham juntas, como as estrelas e a lua. Mas, na verdade, a liberdade e a democracia são opostas. Em uma democracia, todos devem se submeter às decisões do governo. O fato de que o governo é eleito pela maioria, é irrelevante. Coerção é coerção, quer seja ela exercida pela maioria ou por um único governante.

Em nossa democracia, ninguém pode escapar das decisões tomadas pelo governo. Se você não obedecer, será multado e, se se recusar a pagar a multa, você acabará na cadeia. É simples assim. Tente não pagar uma multa de trânsito. Ou seus impostos. Neste sentido, não há diferença fundamental entre uma democracia e uma ditadura. Para alguém como Aristóteles, que viveu em uma época em que a democracia ainda não tinha sido santificada, isso era óbvio. Ele escreveu: "A democracia ilimitada, assim como a oligarquia, é uma tirania espalhada por um grande número de pessoas."

Liberdade significa que você não tem que fazer o que a maioria dos outros homens quer que você faça, mas que você pode decidir por si mesmo. Como o economista John T. Wenders disse uma vez: "Há uma diferença entre democracia e liberdade. A liberdade não pode ser medida pela possibilidade de se poder votar. Ela pode ser medida pelo âmbito daquilo sobre o qual não se vota".

Esse âmbito é muito limitado em uma democracia. A nossa democracia não nos trouxe a liberdade, mas o seu contrário. O governo aprovou inúmeras leis que impossibilitaram muitas interações e relações sociais voluntárias. Inquilinos e proprietários não são livres para fazerem contratos da forma que acharem melhor, os empregadores e os trabalhadores não podem decidir livremente sobre os salários e as condições de trabalho que desejarem, médicos e pacientes não estão autorizados a decidirem livremente quais os tratamentos ou medicamentos que irão ser utilizados, as escolas não são livres para ensinar o que elas quiserem, os cidadãos não estão autorizados à 'discriminação', as empresas não estão autorizadas a contratar quem elas quiserem, as pessoas não são livres para assumir qualquer profissão que quiserem, em muitos países os partidos políticos têm de permitir candidatos do sexo feminino para cargos públicos, as instituições de ensino estão sujeitas a cotas raciais e a lista continua. Tudo isso tem pouco a ver com liberdade. Porque as pessoas não têm o direito de assinar qualquer tipo de contratos ou acordos que elas quiserem? Porque é que os outros têm que se meter em acordos sobre os quais eles não são parte interessada?

Leis que interferem na liberdade do povo de celebrar acordos voluntários, podem beneficiar determinados grupos, mas elas, invariavelmente, prejudicam outros grupos. Leis de salário mínimo beneficiam certos trabalhadores, mas prejudicam as pessoas que são menos produtivas do que o salário mínimo exige. Essas pessoas se tornam muito caras para serem contratadas e, assim, ficam desempregadas.

Da mesma forma, as leis que protegem as pessoas de serem demitidas podem beneficiar algumas pessoas mas desencorajam os empregadores de contratarem novas pessoas. Quanto mais rígidas são as leis trabalhistas, mais os empregadores têm razões de temerem ficar presos às pessoas de quem não podem se livrar quando o negócio deles requerer que o façam. O resultado é que eles contratam o mínimo de pessoas possível, mesmo quando os negócios vão bem. Novamente, isso tende a prejudicar, em particular, as pessoas com baixas qualificações. Ao mesmo tempo, o alto desemprego resultante faz com que as pessoas que têm um trabalho tenham medo de mudar de carreira.

Da mesma forma, leis de controle de aluguel beneficiam os inquilinos existentes, mas desencorajam os proprietários de alugarem habitações vagas e investidores de desenvolverem novos empreendimentos imobiliários. Assim, estas leis levam à escassez de habitação e elevam o valor dos aluguéis, prejudicando as pessoas que estão procurando um lugar para viver.

Ou considere as leis que ditam padrões mínimos para os produtos e serviços. Será que elas não beneficiam a todos? Bem, não. A desvantagem dessas leis é que elas limitam a oferta, reduzem a escolha do consumidor e aumentam os preços (mais uma vez, elas prejudicam, principalmente, os pobres). Por exemplo, leis que exigem normas de segurança para automóveis elevam os seus preços e os tornam inacessíveis para os grupos de renda mais baixa, que são privados de decidirem, por si mesmos, quais os riscos que eles querem assumir nas estradas.

Para ver porque tais regulamentos de 'proteção' têm sérios inconvenientes, imagine que o governo proíba a venda de qualquer carro abaixo da qualidade de um Mercedes Benz. Será que isso não iria garantir que vamos todos estar dirigindo os melhores automóveis e os mais seguros? Mas, claro, somente aqueles que podem pagar um Mercedes Benz ainda estariam dirigindo. Ou pergunte a si mesmo: porque o governo não triplica o salário mínimo? Nós todos estaríamos ganhando muito mais dinheiro, não é mesmo? Bem, aqueles que ainda tivessem emprego, sim. Os outros, não. O governo não pode fazer mágica com suas leis, mesmo que muitas pessoas pensem assim.

Em uma democracia, você tem que fazer o que o governo diz, já que, basicamente, tudo que você faz precisa de permissão do estado. Na prática, aos indivíduos ainda são permitidas muitas liberdades, mas a ênfase é sobre o permitir. Todas as liberdades que temos em uma nação democrática são concedidas pelo estado e podem ser tiradas a qualquer momento.

Embora ninguém peça permissão ao governo antes de tomar uma cerveja, esse consentimento é, no entanto, implicitamente necessário. Nosso governo, democraticamente eleito, pode nos proibir de beber cerveja, se quiser. Na verdade, isto aconteceu nos Estados Unidos durante a Proibição. Hoje em dia você tem que ter 21 anos para que seja autorizado a beber.

Outros estados democráticos têm regras semelhantes. Na Suécia, você só pode comprar bebidas destiladas em lojas estatais. Em muitos países e estados, a prostituição é ilegal. Os cidadãos noruegueses não estão sequer autorizados a 'comprar sexo' fora da Noruega. Na Holanda, você precisa de permissão do governo para construir um galpão ou mudar a aparência de sua casa. Claramente essas são todas instâncias de ditadura, não de liberdade.

É por vezes pensado que, nas democracias ocidentais, a maioria não pode simplesmente fazer o que quiser ou mesmo que as democracias, de fato, tipicamente protegem os direitos das minorias. Isso é um mito. Sim, há atualmente algumas minorias que gozam de 'proteção' especial do estado, como por exemplo feministas, gays e minorias étnicas. Outras minorias, como os mexicanos, fumantes, usuários de drogas, empresários, sem tetos, cristãos — não podem contar com tratamento preferencial. A popularidade de algumas minorias tem mais a ver com a moda do que com a democracia.

Em uma democracia, as razões pelas quais algumas minorias são deixadas em paz ou tratadas preferencialmente, são variadas. Algumas das minorias têm vozes muito ativas e imediatamente saem às ruas quando seus 'direitos' (isto é, privilégios) estão ameaçados. Alguns funcionários públicos ou trabalhadores sindicalizados ou agricultores na França são exemplos desses grupos. Outros são tratados com cautela porque eles são propensos a reagirem agressivamente quando eles têm que cumprir regras, como por exemplo, hooligans ou gangues étnicas, ou ativistas verdes. Se os fumantes, quando ainda eram a maioria, tivessem respondido violentamente quando as suas liberdades estavam sendo espezinhadas, muitas leis antitabagismo, provavelmente, nunca teriam passado.

O ponto principal é, não há nada no sistema democrático em si ou no princípio da democracia que garanta os direitos das minorias. O princípio da democracia é, justamente, que a minoria não tem direitos inalienáveis. O Parlamento ou o Congresso podem aprovar qualquer lei que queiram, sem levar em conta as minorias. E as modas mudam. As minorias mimadas de hoje podem ser os bodes expiatórios de amanhã.

Mas as democracias não possuem constituições para nos proteger contra a legislação tirânica da maioria? Até certo ponto, sim. Mas note que a Constituição dos EUA foi adotada antes de os EUA serem uma democracia. E a Constituição pode ser alterada pelo sistema democrático de qualquer forma que maioria quiser — e muitas vezes tem sido. A Proibição do álcool foi aprovada por uma Emenda Constitucional. Assim como o Imposto de Renda. A própria existência de Emendas Constitucionais mostra que a Constituição está sujeita ao controle democrático, isto é, à vontade da maioria. E nem era perfeita a Constituição original. Ela permitia a escravidão.

Outros países democráticos têm constituições que são ainda menos protetoras da liberdade individual do que a Constituição dos EUA. Nos termos da Constituição holandesa, o estado deve proporcionar empregos, habitação, meios de subsistência, saúde, redistribuição de riqueza e assim por diante. Esta Constituição parece mais um programa eleitoral socialdemocrata do que um manifesto de liberdade individual. A União Europeia tem uma constituição que diz que ela 'deve trabalhar para o desenvolvimento sustentável da Europa, baseada num crescimento econômico equilibrado e na estabilidade dos preços, numa economia de mercado social competitiva, visando o pleno emprego e o progresso social e um elevado nível de proteção e melhoria da qualidade do meio ambiente'. Aqueles e outros artigos neste documento dão às autoridades europeias muita margem de manobra para regular a vida das pessoas. Aliás, as populações da França e Holanda votaram contra esta Constituição em referendos, mas ela acabou sendo aprovada mesmo assim.

A democracia é também vista, muitas vezes, como andando de mãos dadas com a liberdade de expressão, mas, novamente, isto é um mito. Não há nada nos ideais da democracia que favoreça a liberdade de expressão, como Sócrates descobriu. Os países democráticos têm todos os tipos de regras que limitam a liberdade de expressão. Na Holanda, é proibido insultar a rainha.

Nos Estados Unidos, a Primeira Emenda da Constituição garante a liberdade de expressão, mas 'com exceção de obscenidade, difamação, incitação ao motim e palavras de luta, bem como o assédio, comunicações privilegiadas, segredos comerciais, material secreto, direitos autorais, patentes, conduta militar, comerciais tais como publicidade, e restrições de tempo, lugar e modo'. Um monte de exceções.

democracia.jpgPorém, o ponto importante a ser considerado é que a Constituição dos EUA — e a liberdade de expressão que veio com ela — foi adotada antes do advento da democracia. A razão pela qual as pessoas, nas democracias ocidentais, desfrutam de uma série de liberdades não é porque elas são democracias mas porque elas têm tradições liberais clássicas ou libertárias, que surgiram nos séculos XVII e XVIII, antes de se tornarem democracias. Muitas pessoas, nesses países, não querem desistir dessas liberdades, mesmo que o espírito de liberdade esteja constantemente sendo corroído pelo espírito de intromissão democrática.

Em outras partes do mundo, as pessoas têm menos conexões com as liberdades individuais. Muitas democracias não-ocidentais mostram muito pouco respeito pela liberdade individual. Em países democráticos islâmicos, como o Paquistão, as mulheres têm pouca liberdade e nem há liberdade de expressão ou liberdade de religião. Nesses países, a democracia é uma justificativa para a opressão. Se a democracia fosse introduzida em monarquias absolutas, como o Dubai, Qatar ou Kuwait, isso conduziria, provavelmente, a menos liberdade. Os palestinos na Faixa de Gaza elegeram, democraticamente, o fundamentalista Hamas, que não é muito amante da liberdade (um resultado que, ironicamente, não foi na época aceito pelos EUA e pelos outros governos democráticos ocidentais).

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Veja todos os nossos artigos sobre democracia:

http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11



autor

Frank Karsten & Karel Beckman

escreveram uma nova e fulminante análise libertária sobre a democracia.  No livro Além da Democracia, eles mostram, em termos simples e por meio de 13 mitos, o que há de errado com o sistema democrático e por que a democracia é fundamentalmente oposta à liberdade.  O livro mostra também uma alternativa: uma sociedade baseada totalmente na liberdade individual e em relações sociais voluntárias.

Frank Karsten é fundador do Mises Instituut Nederland. Ele aparece regularmente em público para falar sobre a crescente interferência do estado na vida dos cidadãos. www.mises.nl.

Karel Beckman é escritor e jornalista. Ele é o editor chefe do website European Energy Review. Antes de assumir este cargo, ele trabalhou como jornalista no jornal financeiro holandês Financieele Dagblad. O seu website pessoal é www.charlieville.nl.



  • Pobre Paulista  16/06/2014 04:16
    O engraçado é quando eu falo por aí que sou contra a democracia a resposta é unânime: Ah, então você apoia a ditadura? Não adianta explicar para essas pessoas que democracia é a pior ditadura que existe, que é a ditadura da mediocridade. Talvez esse trecho do livro ajude a abrir os olhos dessas pessoas, mas sinceramente tenho poucas esperanças...
  • Raphael  16/06/2014 21:27
    Disse tudo, tenho pensado que a melhor maneira de colocarmos nossa ideia é justamente não colocando-a rsrs.. Pois com estes "zé-povinho" a melhor coisa é o mistério, que os instiga ainda mais..
  • Paulo  16/06/2014 12:22
    "A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos." ? Winston Churchill


    Como refutar a famosa citação acima?
  • Andre Cavalcante  16/06/2014 13:16
    Uai, a frase é perfeita: se todas as formas de governo são ruins, democracia inclusa, então é melhor não ter governo nenhum. É o que se tira de conclusão da frase.
  • Paulo  16/06/2014 15:18
    Concordo com sua conclusão.

    Mas há algum relato histórico dessa situação de não haver governo algum?
  • Rennan Alves  16/06/2014 18:16
    Estou presumindo que, no seu raciocínio, governo = Estado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605
  • O MESMO de SEMPRE  07/12/2015 11:16
    Fundamentar sua crença pela ausencia de fato histórico é de uma estupidez absoluta. Afinal, se para tudo que se proponha tiver que exiostir fato histórico para que seja a proposição considerada, enmtão NADA TERIA MUDADO.

    Aliás, NEM MESMO HAVERIA DEMOCRACIA, já que tal proposição seria interpelada por você a século atras:

    "em algum lugar em algum tempo já houve democracia?"

    A estupidez é a causa de argumentos ou argumentos são a causa da estupidez?
  • Anderson Cabral  18/04/2019 20:24
    Existe, na pré-história, quando o forte prevalecia sobre o fraco.
  • Felipe  25/06/2019 18:03
    Irlanda céltica, Islândia medieval, Pensilvânia primitiva, Velho Oeste (EUA), "Israel" bíblica antes da fundação do reino, etc, todas eram sociedades parcial ou completamente sem estado.
  • Dam Herzog  17/06/2014 01:48
    Parabéns pela sua inteligente e sucinta resposta, posso usá-la se precisar? Um grande abraço.h
  • Paulo Toledo  23/02/2018 01:15
    Penso que a democracia funcionaria melhor ( principalmente no Brasil ), se os governos realmente governassem para o povo, ouvissem seus anseios.
    Mas, esqueçam a perfeição.
  • Roger  16/06/2014 12:34
    Países latinos americanos são hoje os melhores exemplos que corroboram com este artigo.
  • frota  17/06/2014 12:01
    Não somente aos latinos americanos, mas a todos os socialistas opressores como a Coréia do Norte, que se dizem acima de tudo, países Democráticos.
  • Marcos  17/06/2014 13:42
    Os países latino americanos não podem ser considerados democracia. Democracia não significa apenas a existência de eleições.
  • Dom Comerciante  16/06/2014 13:52
    E não nos esqueçamos da opinião minarquista sobre o assunto. O estado existe para que haja alguma segurança ao se exercer a liberdade(já que proteção é sua única e original função). Quanto menor for o estado melhor a liberdade, mas a sua total ausência poderia obrigar as agências de proteção privada a se unirem regionalmente inevitavelmente em estados ultra-mínimos, assim nem os colegas ancapes escapam do estado(Mas esse assunto em específico fica para uma próxima oportunidade.). Quanto a democracia, saliento que o seu regime na forma irrestrita sim é um grande mal, particularmente a atualmente dominante social-democracia e seu estao de bem-estar social, mas a democracia em si ainda é benéfica por ao menos ser capaz de dividir o poder do estado, "federalizando-o" ou "minarquizando-o", o que possibilita uma divisão deste em diferentes sistemas de governo, como o da monarquia constitucional(que eu defendo como o que possibilita o melhor aproveitamento das funcionalidades das instituições democráticas). Concordo com 99% do artigo, porém, o problema não seria a democracia em si, mas sim os arranjos estatais e as ideologias nacionalistas vistas em expansão no mundo nos últimos 200 anos, a democracia foi somente muito mal aproveitada. Mas concordo que a simples divisão de poder em si não basta, já dizia Robert Nozick: "10 mil senhores em vez de um" é meramente "uma troca de senhor" (p. 291).
  • Lg  16/06/2014 18:23
    "mas a sua total ausência poderia obrigar as agências de proteção privada a se unirem regionalmente inevitavelmente em estados ultra-mínimos, assim nem os colegas ancapes escapam do estado(Mas esse assunto em específico fica para uma próxima oportunidade.). "

    O problema do estado é ser COMPULSÓRIO. Não existe nada de errado para um AnCap pagar uma mensalidade pra morar dentro de um condomínio mantido por uma empresa privada que garante a segurança, digo mais, não existe nada de errado em morar em um lugar onde todos os salários vão diretamente para uma central de planejamento que redistribui igualmente entre todos os moradores, DESDE QUE ISSO SEJA FEITO SEM COERÇÃO.
    O problema não é os serviços que o estado prove, ou o fato de cobrar uma mensalidade, ou de cobrar imposto, ou de ser democrático... o problema é que ele é COMPULSÓRIO, você é LITERALMENTE UM ESCRAVO. Sua vontade de não participar é irrelevante, ou você trabalha para o estado ou você vai pro proverbial "cacete".
  • Eduardo Maal  21/06/2014 14:27
    Estava tendo esta discussao exata o outro dia. Engraçado que o que o "mainstream" considera anarquia envolve a "proibicao" das associacoes voluntarias. Muitos acreditam que na anarquia, ninguem se associaria, e seria um mundo parecido com Mad Max. Ironicamente, o unico que pode fazer isso é o Governo ou Estado. Se ha anarquia, quem vai impedir a associacao? O que muitos liberais nao percebem é que ja vivemos nessa "anarquia" que eles temem. Especialmente na America Latina, mas ate nos EUA, a policia praticamente nao protege as pessoas, os sistemas judiciarios estao falidos. E mesmo assim, nao ha cenario de Mad Max. O unico que existe, é o Governo impedindo a associacao voluntaria das pessoas.

    Ainda preciso polir mais essa linha de pensamento, mas deixo aqui para voces!

    Um abraço.
  • Pobre Paulista  16/06/2014 22:14
    Dom Comerciante, tenha a gentileza de ler este artigo.
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/06/2014 14:30

    "em muitos países os partidos políticos têm de permitir candidatos do sexo feminino para cargos públicos"

    É pior do que isso: eles não são obrigados a permitir candidatas, eles são obrigados a preencher uma cota de candidatas e tem que explicar-se quando não conseguem pelo fato da maioria das mulheres não se interessar em candidatura. Nas democracias sociais, o sexismo contra homens é tolerado e até estimulado por lei.

    "Aristóteles escreveu: "A democracia ilimitada, assim como a oligarquia, é uma tirania espalhada por um grande número de pessoas.""

    A democracia tem que ser limitada pela isonomia, pelo império da lei, pelo princípio da subsidiariedade, pela divisão de poderes, pela liberdade responsável do indivíduo.

    * * *
  • Jeferson  16/06/2014 15:20
    Emerson, não sei se entendi errado, mas acho que ele está se referindo ao contrário. A países Islâmicos "light", em que mulheres até podem participar da política, mas precisam de autorização especial pra isso, sendo exceção e não regra.
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/06/2014 18:54

    Pode ser, Jeferson. Eu me referi à situação do Brasil e provavelmente de outros países ocidentais. As feministas só criticam os países que melhor tratam as mulheres. São lados da mesma moeda sem lastro.

    * * *
  • Oliver  05/07/2014 19:19
    O problema da democracia começa na qualificação daqueles que têm direito ao voto.
    A maioria do povo, em todo o mundo, não se interessa em política, nem em economia, e não sabe o que é: partido de esquerda, comunismo, gramscimo, marxismo, liberalismo econômico, conservadorismo, controle estatal, monopólio, capitalismo, globalização, voto de cabresto, compra de voto, bolsa família, Foro de São Paulo, etc…
    Portanto, o voto da maioria do povo, totalmente despolitizado e ignorante, serve para levar o país ao domínio dos maiores espertalhões, ou seja, dos comunistas dissimulados.
    Deveríamos saber que para tudo que se vai fazer na vida é preciso um mínimo de entendimento. Por exemplo: Não é possível que alguém que não saiba cozinhar, faça um arroz cozido pela primeira vez sem antes ter observado alguém fazendo isso. Trata-se portanto do conceito de "pré-requisito", tão esquecido em algumas funções, tanto operacionais quanto administrativas. Por exemplo: para qualquer emprego no setor privado é preciso que o candidato cumpra "pré-requisitos" ao cargo pretendido. Mas surpreendentemente, para o cargo Máximo da Nação (Presidente da República) aceita-se qualquer coisa, até ex-guerrilheiro(a), semi-analfabeto ou vigarista. Pois afinal, não há qualquer pré-requisito imposto por lei ou por um chefe Superior. Ora, se a democracia é o poder que emana do povo, então o povo seria este "chefe Superior"; mas o povo é impessoal, o que dissolve a responsabilidade de cobrança de um mínimo "pré-requisito" à Presidência. Não há sequer um questionário formal a ser respondido pelo candidato à Presidência, assim como não há ninguém para avaliar o candidato: moralmente, segundo o seu passado; e tecnicamente, mediante testes.
    O maior erro da democracia, num país, é o seu Comando Militar acreditar que qualquer brasileiro tem condições de avaliar qualquer candidato à Presidente da República, antes de uma eleição. Pois, depois que os comunistas se infiltram na sociedade e alcançam o poder, somente uma operação militar pode tirá-los.
    Obs.:
    Bolsa Família é Compra de Votos.
    O sufrágio "universal" é uma empulhação, uma grande enganação.
  • Eduardo Maal  21/06/2014 14:31
    Na Colombia, houve o famoso caso do Prefeito Petros em Bogota. Ele quebrou as normas, ele foi destituido por motivos administrativos, porém no mundo inteiro houve importantes gritos (incluindo da Assoc. Mundial de Direitos Humanos, ou sei la como se chama) de que a sua destituicao era absurda, pois ele havia sido democraticamente eleito.

    No final, o Presidente Santos restituiu ele ao cargo no segundo turno das eleiçoes para ganhar o voto da Esquerda na Colombia.

    Tudo a ver com liberdade.....
  • Leandro de Oliveira  16/06/2014 14:48
    "A ditadura perfeita terá a aparência de democracia, uma prisão sem muros no qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga, um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão" - Aldous Huxley
  • anônimo  16/06/2014 15:27
    Democracia não é liberdade, visto que muitos partidos comunistas/sociliatas (talvez a maioria) apoiam a democracia.
  • Occam's Razor  16/06/2014 16:37
  • Wanderson  16/06/2014 17:36
    OS MUÇULMANOS AINDA DISFARÇAM UM LIVRE MERCADO DE IDEIAS, OS LIBERTÁRIOS NÃO.
    Dentre várias possibilidades, o mercado escolheu a democracia num processo lento, demorado e dificultoso, como é normal para o aprimoramento de qualquer produto. Acho que seria mais interessante promover o anarquismo ou niilismo (já totalmente refutados, então fica difícil) e não denegrir o concorrente. Que a democracia pode servir para que uma horda de bárbaros exijam benesses mil do Estado (ou seja, dos outros cidadãos) ou que o Estado use a democracia para legitimar decisões que, na verdade, são arbitrárias e favorecem uma minoria detentora da autoridade, isso é fato conhecidíssimo e os libertários não são Cristovão Colombo. Pior que a ementa, só o soneto: acabar com a democracia. Pergunto: essa é a solução proposta pelas organizações Tabajara ou pela Revista MAD? Tocqueville já previa isso em "A Democracia Na América" e dizia que o que fez funcionar bem a democracia foram os VALORES que forneciam a responsabilidade necessária às decisões individuais. Como os libertários ampliam indevidamente os princípios econômicos da Escola Austríaca para outras áreas, como direito, história, sociologia etc. eles retiram o VALOR de todas elas (contrariando von Mises que diz ser apenas as ciências apriorísticas - matemática e praxeologia - bem como as ciências naturais, NÃO SÃO AVALIADAS DE ACORDO COM CRITÉRIOS VALORATIVOS e deixa claro a necessidade do valor para as demais - Leiam "Ação Humana" e se tornem mais humanos). Resultado disso, tiram o elemento de valor da organização social usando o modelo econômico indevidamente, aí a democracia só tem a possibilidade de se transformar naquilo que Tocqueville tinha medo que virasse, isso é a consequência óbvia, não dos fatos, mas do método utilizado. GRANDE DESCOBERTA! Claro que a consequência lógica de retirar o elemento VALOR seria transformar a democracia numa excrescência, mas isso não é culpa da democracia é culpa do método utilizado pelos libertários que nada nos propõe a não ser o velho barbarismo, anarquismo e niilismo. É PROIBIDO PROIBIR.
  • Eduardo Bellani  16/06/2014 18:33
    Da onde que vem estes histéricos que não sabem usar a tecla enter, e adoram o caps lock?
  • Wanderson  16/06/2014 19:36
    Argumentos, por favor. Falácias ad hominem NINGUÉM MERECE.
  • Eduardo Bellani  17/06/2014 02:29
    Wanderson

    Argumentos, por favor. Falácias ad hominem NINGUÉM MERECE.

    Não critiquei o conteúdo do seu comentário, pois nem o analisei. Parei
    no formato, e expliquei o motivo de fazer isso (histérico, embolado e
    confuso).

    Como uma analogia, num baile de gala, eu não dou atenção a pessoas que
    se vestem como mendigos. Elas até podem ser interessantes, mas se não
    fazem o esforço de se adequar e agradar os outros, não vejo razão de
    socializar com ela.

    Não sei se foi uma tentativa de humor você responder com outro
    comentário histérico (e incorreto). Se foi parabéns. Se não foi,
    parabéns também. Dei risada.

    Abraços.
  • Roger  16/06/2014 19:55
    Eduardo Bellani: "Da onde que vem estes histéricos que não sabem usar a tecla enter, e adoram o caps lock?"

    Vem... do governo...
  • Pedro  16/06/2014 20:59
    E estes outros, que não contra argumentam, mas praticam o mais puro ad hominem, de onde virão?
  • Pobre Paulista  16/06/2014 22:18
    Então é correto impor a democracia a quem não a quer?
  • anonimo  16/06/2014 22:33
    Acho que deveria ler o livro, pois os autores apresentam um alternativa, é muita coisa para colocar em um comentário, posso deixo essa "recomendação".
  • AynR  17/06/2014 17:32
    Wanderson,

    Eu prefiro viver em uma sociedade livre em que não existem valores acima da propriedade, do que em uma sociedade de valores que exista sobreposição à propriedade.
    Uma democracia de valores ou sem valores continua sendo democracia, não muda a questão principal. Se você está tão em defesa assim dos valores democráticos isso na verdade significa que você gosta da ideia de poder bater dos outros porque esses outros não tem valores parecidos com os seus, e ao meu ver isso é uma doença.
  • Aspirante a emigrante  17/06/2014 17:46
    O anarquismo foi totalmente refutado!?
    Alguém poderia responder como,quando e por quem?
  • Kennedy  16/06/2014 19:47
    Non sequitur.
    Os motivos para a democracia ser um mal sistema são outros (como os citados no texto); entretanto não é porque a China usa o nome "democracia" que a democracia é automaticamente ruim.
    E olha que na China nem democracia de verdade existe.
  • Eduardo Maal  21/06/2014 14:34
    Concordo. O uso de democracia nesses casos tem mais a ver com marketing do que com democracia. Igual poderia dizer que na Africa, sao todos partidos e governos "para a liberdade" ou "para a liberacao". Isso significa que liberdade é ruim?
  • Walyson  17/06/2014 01:13
    O grande e verdadeiro problema se chama "ser humano". Eliminando este fator, fim de todos os problemas! para as diversas utopias (que permeiam as mentes de pseudo-intelectuais) se concretizarem, seria necessários que todos os seres humanos fossem (sem nenhuma exceção)uns perfeitos cordeirinhos imaculados que tenham exatamente os mesmos pensamentos imaculados. Sem esta condição, acorda pra vida moçada!
  • F12  17/06/2014 03:21
    Então quer dizer que se as pessoas não são anjos e tem pensamentos diferentes então isso automaticamente valida éticamente a ditadura da democracia dos não-anjos de pensamentos diferentes?
    E então se propomos um direito natural que reconhece a propriedade privada como uma solução ética para resolver conflitos de materiais escassos de pessoas reconhecidas como não-anjos e de pensamentos diferentes, isso seria uma utopia?
  • nelson  12/05/2016 18:15
    Ai acho que posso opinar.
    Entremos num terreno complexo.Este ponto onde os atores somos nós e que sem os mesmos tudo se resolve. "A sua liberdade termina onde a do proximo começa" Se fosse mos todos bons uns com os outros, e hovessem respeito e amor ao seu semelhante, provavelmente quelquer sistema democratico ate funcionaria, a direita ou a esquerda, pois a essência seria o repeito muto sem distorções, não haveria espaço para paixoes baixas dos humanos , odio , egoismo,( este a mola supressora dos sistemas),orgulho, arrogancia, ignorancia, medo insegurança, uma ideia de sofrimento não caberia neste sistema de sensações de sentimentos. ponto de vista estariam mais alinhados a um bem comum,( sociedade utópica).Uma sociedade com ideais de amor ao proximo, caridade, bem comum "faça aos outro oque gostaria que o fosse a si mesmo"
    Talvez ao inves de se discutir as varias teorias de um sistema liberal, libertario. olhar para si ao invéz de olhar o outro. Talvez ai teriamos mais liberdade e democracia.
  • Eliel  19/06/2014 14:45
    Acabei de assistir um filme sobre Pancho Villa no Telecine Cult em que o personagem define para o gringo a idéia de Liberdade:

    Respeito ao direito do próximo.

    As leis deveriam garantir a respeitabilidade mútua relativa a direitos individuais.
    A democracia distorce tudo. Gera desigualdade e injustiça.
    Sobre o texto estranhei essa passagem:

    " ... a Constituição dos EUA foi adotada antes de os EUA serem uma democracia.... E nem era perfeita a Constituição original. Ela permitia a escravidão."
  • Eliel  19/07/2014 14:05
    "A grande palavra das Democracias, que a opõem à da justiça econômica, proclamada pelo Comunismo, é: Liberdade. Estamos aos antípodas da concepção totalitária. Mas, ambos os sistemas têm seus defeitos. Deixemos de lado os programas teóricos de justiça econômica ou de liberdade, e olhemos a substância, que está por baixo deles. Os sistemas totalitários de um lado, filhos, embora degenerados dos sistemas de comando por investidura divina — ainda que agora Deus seja eliminado deles — exercem um poder absoluto, a mais antiga e primitiva forma de poder, partindo do pressuposto de que o chefe possui uma verdade indiscutível, porque ele é superior e não erra. Na
    realidade, isto é apenas uma tentativa de justificação teórica, para cobrir a crua realidade, que é o domínio do mais forte que venceu. Segue-se daí que os princípios proclamados são obrigatórios para todos, todas as consciências estão amarradas a eles e têm que aceitá-los pela imposição. Sistema primitivo, o mesmo das teocracias, necessário nas primeiras fases mais involuídas da humanidade,quando o indivíduo ainda não tinha nem uma personalidade autônoma, nem capacidade de justiça.
    Sistema ótimo, se o chefe e a classe dirigente fossem verdadeiramente perfeitos. Mas o são eles na prática? Sem dúvida a verdade deveria descer do alto, mas existirá de fato uma aristocracia superior, uma «elite» biológica, capaz de personificar esta função de captar e representar uma verdade que desce do alto? Ou tudo isso, na realidade é apenas uma pretensão teórica?
    Doutro lado, o sistema das Democracias, embora representando uma fase mais avançada de vida, com formas mais livres de convivência social, presume maior consciência e autonomia pessoal,superior capacidade de julgamento, necessária para dirigir a nova liberdade mais vasta. É necessária uma consciência política, para saber usar o direito do voto. É indispensável uma maturação e educação que se não improvisam. Com efeito, o povo russo, que não viveu a revolução francesa e lhe não assimilou os frutos, permaneceu sob o mesmo poder absoluto, pouco importando que agora o chefe
    supremo esteja vestido de vermelho. Tantas liberdades não podem ser concedidas aos povos menos evoluídos, e para eles um governo absoluto pode ser uma necessidade. Mas também no Ocidente, as massas, em parte, não estão preparadas para usar desse novo poder a elas concedido. Entretanto,usá-lo já é um meio para aprender a usá-lo. E enquanto o povo não aprender, é lógico que ele também suporte as perdas, sendo explorado pelos demagogos e depois sofrendo as conseqüências.
    O sistema liberal tem, além disso, outro defeito. Se é adiantado no terreno da liberdade política,é atrasado no da liberdade econômica, problema que, enfrentado e desfraldado em cheio pelos países comunistas, embora atrasados estes no campo da liberdade política, é quase ignorado pelas democracias, em que esta liberdade pode resultar naquela, de livremente morrer de fome. É assim que,enquanto as democracias acusam de escravagismo o regime comunista, este intitulando-se protetor dos pobres e paladino da justiça, prometendo, ainda que só com palavras, o bem-estar que é o a que as massas mais aspiram, pôde conquistar adesões que a concessão do direito do voto está bem longe de obter. Ao povo interessa mais resolver o problema de sua vida material, que o de sua vida política. O primeiro representa uma realidade sua concreta, que cada um vive de perto. O segundo produz frutos remotos, coletivos, em que o indivíduo desaparece; frutos problemáticos, porque entregues em confiança a homens nem sempre conhecidos de perto, em que se tem uma fé relativa. Isto porque,
    desde que o mundo é mundo, parece que os homens de governo tenham querido fazer convergir numa só direção a atividade educadora dos povos, ou seja, em ensinar-lhes, com o exemplo — que é o que mais persuade — a má fé dos governantes, por um hábito próprio inveterado, que considera o poder,não como função social e missão, mas como meio de exploração em prol do benefício único egoístico e pessoal dos chefes.
    Como se vê, o maior defeito não está tanto no sistema ou forma de governo, mas no valormesquinho dos homens que o ocupam. Quando só se dispõe, para construir um edifício, de lama mole,é inútil escolher e mudar projetos. Com qualquer plano de construção a casa ruirá. Isto não significa,entretanto, que não se possa construir um bom governo também com o sistema do poder absoluto,desde que se tivesse um grande homem como chefe. Às vezes a natureza os gera, e isto poderia chamar-se um verdadeiro caso de investidura divina. Um homem de grande valor pode dar sua
    característica ao seu século e, se for dirigido por uma consciência superior e pelo senso de missão, o poder absoluto poderá ficar em suas mãos, sem perigo de abusos e a benefício de todos. E é verdade também que, ao menos teoricamente, o poder deveria descer do alto, de uma verdadeira aristocracia do espírito, isto é, de homens superiores, biologicamente selecionados, para que possuíssem eles as mais altas qualidades da estirpe, verdadeiros antecipadores da evolução, e portanto os mais aptos a guiar e educar, que é a verdadeira tarefa do poder.
    E é verdade também que o sistema da representação pela escolha eleitoral, por parte das massas, eleva a juízes e árbitros, todos os elementos da nação, inclusive os inconscientes, os rebeldes à ordem, os indesejáveis. Não pode dizer-se que basta
    ser a maioria para representar o verdadeiro e o justo, para ter razão e poder melhor realizar. A demagogia, a mecânica eleitoral, a psicologia do momento, podem criar maiorias de valor mínimo para o bem coletivo. E então o sistema eleitoral só é justificável como meio de expressão de tendências, quaisquer que sejam elas, porque podem manifestar-se livremente e lutar; ou então expressão de correntes de pensamento, que se formam no subconsciente coletivo ou psicologia da massa, a qual
    inconscientemente exprimiria o que o pensamento da história exige que se faça naquele momento. Mas esta última justificação faria do cidadão votante uma molécula ignara, transportada pelas correntes coletivas, que seriam as únicas que verdadeiramente exerceriam o voto."

    Pietro Ubaldi - Profecias
    Páginas 53 a 55.



  • Edson  21/07/2014 18:57
    É possível haver um democracia saudável (que garanta a liberdade) numa sociedade bem informada e culta?
  • Raphael  03/11/2014 23:27

    Uma empresa cujos membros tomam decisões democraticamente pode funcionar perfeitamente. Quem não concorda com as regras democráticas pode se deligar/procurar outra e todos estarão felizes.
  • anônimo  04/11/2014 10:08
    Teoricamente é possível mas no mundo real isso não existe. Toda empresa de sucesso é o reflexo do fundador/administrador.
    Não adianta inventar desculpas, a riqueza é criada pelos empresários.Eles são o atlas que sustenta o mundo.
  • Gabriela Cruz  03/11/2014 18:11
    Primeiramente, parabéns pelo texto.

    Entretanto ainda não existe uma constituição europeia, como sugere o texto.
    O projeto foi submetido à aprovação por consenso, mas não obteve o consentimento de todos.
    O que aconteceu foi a consolidação dos diversos tratados que regulavam a União Europeia no Tratado de Lisboa.
  • Anderson  03/11/2014 20:00
    Acredito que o artigo confundiu em alguns pontos a Democracia, com o uso que alguns fazem dela, extrapolando em si o que se propõe a ser, apenas um regime político. E talvez pior, chamou de Democracia sistemas que provavelmente muito longe dela.Ainda sim o artigo vai a fundo ao criticar liberdades que ,ao menos, deveriam ser independentes de regimes políticos. Um livro que aborda isso de forma interessante e brasileiro é "Democracia Pura".
  • Rodrigo Alessandro  16/11/2014 11:10
    O TEXTO NÃO TRAZ PASSÍVEIS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA QUE APONTA,

    Para julgarmos tal questão levantada basta analisamos sobre o ponto de vista de um princípio fundamental, O CUSTO BENEFÍCIO. Qualquer um que pensar e pensar sobre a questão da democracia conluiara que ela não é perfeita. Porém, ao menos que se tenha uma alternativa mais justa, é com esta que devemos caminhar. DEMOCRACIA É UM CONSTANTE APERFEIÇOAMENTO, reparem a atividade do legislativo, e as eleições. Se a democracia fosse tão ruim quanto o texto quer passar, poderia acabar com tais liberdades conquistadas antes da instalação da democracia, como o texto menciona. Contudo, creio que poderíamos escrever sempre o dobro de livros, que apontam os erros da democracia, mostrando os benefícios dela.

  • Malthus  16/11/2014 13:47
    As soluções estão apontadas nos diversos textos contidos no link indicado ao final do artigo. Um assunto dessa complexidade não pode, obviamente, ter sua solução apresentada em dois parágrafos.

    Fosse você menos afoito para criticar -- e bem menos prolixo --, ao menos teria visto o link.
  • Rodrigo Alessandro  18/11/2014 10:38
    Bom, Malthus. Vemos que faltou no artigo alternativas à Democracia. Se a resposta for "Veja todos os nossos artigos sobre democracia" creio que ficou um pouco vago, mas procurarei ler. Entretanto, ficaria contente com qualquer alternativa viável, que trouxesse mais benefícios que a democracia, para um povo. Se puder me adiantar algumas alternativas...
  • Malthus  18/11/2014 11:26
    Traduzindo: você quer saber em detalhes como seria um sistema alternativo à democracia, mas não quer ler artigo nenhum a respeito. Quer que todos os detalhes sejam magicamente condensados em uma mera seção de comentários.

    Típico brasileiro: intelectualmente preguiçoso e avesso a leituras. Fica difícil, convenhamos.

    Mas eis as alternativas:

    1) Ordem natural.

    2) Monarquia (a qual não tem nada a ver com as atuais monarquias europeias)

    3) República constitucional.

    4) Federalismo pleno.

    5) Democracia com aristocracia.

    Como cada uma funciona? Artigos.
  • Rodrigo Alessandro  24/11/2014 13:50
    Acrescento o concenso ou mesmo a Democracia Direta que tem dado certo na Islândia.
  • Malthus  24/11/2014 13:56
    Não faço a mais mínima ideia do que seja "concenso", mas digo apenas o seguinte: se houver um país em que realmente haja um consenso -- algo de que duvido bastante, pois não creio que 100% das pessoas pensem de maneira idêntica --, então aí sim é que a democracia será totalmente desnecessária. E por uma mera questão de lógica.

    De resto, essa sua alternativa nada mais é do que o item 4 que listei acima: federalismo pleno.
  • Ricardo  24/11/2014 13:58
    Ora, "concenso" é simplesmente uma democracia em que um censo populacional faz a contagem dos votos diretamente, sem utilizar urnas. Isso é uma democracia "com censo".
  • Eletro  24/11/2014 15:34
    Fico pensando se nos fóruns de discussão dos comunistas há esse bom humor que se vê por aqui.
  • Rodrigo Alessandro  24/11/2014 14:26
    Então, até o momento, fico com a Democracia, creio que seja o melhor custo benefício.
  • Silvio  24/11/2014 20:14
    Eu também compartilhava da máxima de Churchill e achava que a democracia, apesar dos seus problemas, era o melhor que podíamos ter. No entanto, nunca pude aceitá-la muito bem, justamente porque sempre me senti contrariado de ter que pagar pela burrada dos outros e porque as escolhas oferecidas sempre me eram altamente insatisfatórias. Que culpa tenho eu que a maioria escolheu o Collor/FHC/Lula/Dilma para ser presidente? Por que um dentre essa meia dúzia de patetas irá mandar na minha vida por 4 anos? Por essas (e outras) razões, fiquei muito surpreso e extremamente grato de conhecer os artigos apresentados no site do Mises Brasil e ver que, além de não estar sozinho, tinha gente muito boa pensando anos-luz à minha frente.

    Desse modo, recomendo fortemente que leia esses artigos e reflita sobre o quão benéfica é de fato a democracia para nossas vidas:

    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?

    A falsa promessa da democracia

    A democracia não é a solução; é o problema

    O principal argumento em prol da democracia é contraditório e não se sustenta

    A liberdade é mais importante que a democracia

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A tragédia social gerada pela democracia

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    PS: por falar no celebrado Churchill: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1215
  • Rodrigo Alessandro  26/11/2014 23:59
    Um monte de links interessantes. O primeiro eu já conhecia. Talvez convençam. A princípio eu diria que deveria existir um lugar, onde, os que não querem democracia possam ir viver. E um lugar para os que querem, também. Creio que, em um futuro onde todos tenham um bom nível de Educação, informação e intelectualidade; ninguém vai achar justo ter que se submeter a alguém como um Rei, um presidente, um grupo econômico, um Deus... por muito tempo.
  • Sami  20/12/2014 12:23
    Que dó. E a louça? Já lavou?
  • Rodrigo Alessandro  26/12/2014 11:51
    Qualquer regime político que não procure dar poderes ao povo não tem boa intenção. Sim, a democracia tem suas falhas, no entanto, gostaria de ver algum outro regime que fosse justo com o povo e que não seja baseado na democracia. O Brasil tem uma democracia recente e precisa amadurece-la, porém ainda está acorrentada por ideais oligárquicos, Brancos, dominantes e colonizadores.
  • Humberto  26/12/2014 12:33
    Prezado Rodrigo, o que seriam ideais "brancos, dominantes, colonizadores e oligárquicos"? Gentileza explicitá-los.

    Sou branco, assalariado, meu patrão tem a cor da pele bem mais morena que a minha, e eu mesmo não tenho nada de colonizador, oligárquico e dominante.

    Ou você foi infeliz ao utilizar uma generalização imbecil que só é utilizada por militantes de DA universitário (os quais, justamente por terem um QI reconhecidamente baixo, são os únicos espécimes que podem utilizar esse jargão sem sofrer nenhuma represália, recebendo apenas um olhar de piedade) ou você próprio é um imbecil.
  • Angelo Viacava  26/12/2014 13:05
    Rodrigo:

    Austrália e Nova Zelândia são bem mais jovens que o Brasil e vão muito bem, mesmo "verdes", ou não amadurecidas como tu o disseste.
    E se a resposta não estiver na democracia?
    E se o que achamos ser democracia na verdade for um democratismo, uma tirania estatólatra apoiada por eleições de conveniência?
    E se lá na Austrália e na Nova Zelândia os cidadãos tiverem um grau de maturidade individual muito superior ao nosso, a ponto de não ficarem a vida toda implorando por soluções estatais para seus problemas pessoais?
    Mas não porque o governo lhes deu este grau de maturidade maior, mas porque cada cidadão buscou individualmente esta maturidade para si?
    Tudo isso faz de lá um lugar mais livre para se viver, e aqui ainda estamos longe de chegar a este ponto.
  • vladimir  29/05/2017 22:45
    boa noite:

    Para isso deve-se:

    a) Dar mais autonomia as cidades eliminando governos estaduais e governo federal.
    b) Qualquer ato administrativo ex: construção de obras seja feita consulta publica.
    d) elimina-se a câmara de vereadores colocando no lugar a população como cogestora.
  • Joao Pedro de Araujo Pereira  28/12/2014 14:46
    "Mas, na verdade, a liberdade e a democracia são opostas. Em uma democracia, todos devem se submeter às decisões do governo. O fato de que o governo é eleito pela maioria, é irrelevante. Coerção é coerção, quer seja ela exercida pela maioria ou por um único governante."

    Verdade, mas é necessário para se garantir segurança externa contra outros países, segurança interno entre as pessoas do mesmo local (você até pode estar seguro dentro do condomínio, mas e na rua?), investimentos em infraestrutura que a iniciativa privada não faz por não ter lucro e dinheiro (criar uma ponte, uma hidraelétrica por exemplo), garantir a justiça, garantir direitos, garantir igualdade de oportunidade (que ai entra o direito a educação etc.) e etc.

    "O governo aprovou inúmeras leis que impossibilitaram muitas interações e relações sociais voluntárias. Inquilinos e proprietários não são livres para fazerem contratos da forma que acharem melhor, os empregadores e os trabalhadores não podem decidir livremente sobre os salários e as condições de trabalho que desejarem, médicos e pacientes não estão autorizados a decidirem livremente quais os tratamentos ou medicamentos que irão ser utilizados, as escolas não são livres para ensinar o que elas quiserem, os cidadãos não estão autorizados à 'discriminação', as empresas não estão autorizadas a contratar quem elas quiserem."

    Verdade denovo, mas o governo faz isso por que os atores das relações sociais estão em posição desigual: O empregador se perde um funcionário fica com a produção um pouco debilitada, mas se um trabalhador se perde o emprego pode ficar sem dinheiro até para comer e alimentar sua família. Resultado? O trabalhador pode se sujeitar a condições infimas, como no caso Chinês de trabalho de 18 horas por dia, até para crianças e mulheres. O resto dos exemplos que você deu é a mesma coisa, é só pensar se os atores são realmente iguais ou não.

    "Leis que interferem na liberdade do povo de celebrar acordos voluntários, podem beneficiar determinados grupos, mas elas, invariavelmente, prejudicam outros grupos. Leis de salário mínimo beneficiam certos trabalhadores, mas prejudicam as pessoas que são menos produtivas do que o salário mínimo exige. Essas pessoas se tornam muito caras para serem contratadas e, assim, ficam desempregadas."

    Mais uma vez verdade, mas é para isso que existe educação, para que as pessoas se tornem mais produtivas e não precisem ficar apenas desempregadas.

    "Para ver porque tais regulamentos de 'proteção' têm sérios inconvenientes, imagine que o governo proíba a venda de qualquer carro abaixo da qualidade de um Mercedes Benz. Será que isso não iria garantir que vamos todos estar dirigindo os melhores automóveis e os mais seguros? Mas, claro, somente aqueles que podem pagar um Mercedes Benz ainda estariam dirigindo."

    Aqui você forçou, e muito. Regulamento de proteção é para proteger bens jurídicos superiores (e muito!) ao simples dinheiro. Isso significa que é muito melhor pagar um pouco mais caro e ter sua vida e integridade física garantida, do que abrir mão disso. No seu exemplo de Mercedes Benz o carro não é mais seguro, é apenas um bem de luxo.

    "O ponto principal é, não há nada no sistema democrático em si ou no princípio da democracia que garanta os direitos das minorias. Mas as democracias não possuem constituições para nos proteger contra a legislação tirânica da maioria? Até certo ponto, sim. Mas note que a Constituição dos EUA foi adotada antes de os EUA serem uma democracia. E a Constituição pode ser alterada pelo sistema democrático de qualquer forma que maioria quiser — e muitas vezes tem sido."

    A nossa Constituição não pode alterar os direitos (seja das minorias seja de qualquer pessoa) mesmo que 99,9999% da população quisesse, por causa das Cláusulas Pétreas. O Direito da minoria está assegurado frente a maioria.
  • Rodrigo Alessandro  19/01/2015 15:24
    HUMBERTO,

    Primeiro devo repetir que não é ofendendo que a gente resolve as cosias. Até entendo que queira ofender a ideia, o argumento, mas aqui do outro lado tem uma pessoa aberta ao debate. Também tenho dúvidas, por isso estou aqui.

    Tentando melhorar o que eu disse:

    Sabemos como o Brasil foi formado... Hoje, se não for a democracia, dificilmente seriam atendidos os anseios de pobres, negros, índios e outros que não detêm poder econômico.
  • Gabriel  19/01/2015 16:01
    ''Sabemos como o Brasil foi formado... Hoje, se não for a democracia, dificilmente seriam atendidos os anseios de pobres, negros, índios e outros que não detêm poder econômico.''

    Ué, a democracia está em vigor não está? Então porque ''os anseios dos pobres, negros e índios'' ainda não foram atendidos?

    E até agora você não explicou quem seriam esses ''brancos, dominantes e colonizadores'' que você citou no seu último comentário. Aproveite e mostre como você resolveria esse ''problema'' (será bem interessante de ler).
  • Rodrigo Alessandro  19/01/2015 15:32
    ANGELO VIACANA,

    Entendo. Sei das falhas da Democracia. Só acho que é a melhor opção custo benefício, ao menos no momento. Sei que é preciso um povo mais culto. Mas não crio que isso possa ser alcançado sem uma mão do Estado. Em nossa cultura, ainda, para algumas pessoas, quem mostra saber é considerado metido a besta.

    Se deixarmos uma espécie de cada um por si, ao menos no momento, creio que levaríamos séculos para evoluir.

  • Rodrigo Alessandro  19/01/2015 21:04
    GABRIEL,

    Creio que muito destes anseios foram atendidos desde a implantação da Democracia. E continua. Não é como em um estalar de dedos, a Democracia também é um processo, um aperfeiçoamento. O próprio Rui Barbosa não pôde ser presidente devido o controle do poder pelas elites. Hoje, alguém sem grandes poderes econômicos pode influenciar nos assuntos do país. Não creio muito no voto, mas algum poder ele tem. Poder este que pode ser aperfeiçoado.


    Por ideais oligárquicos, Brancos, dominantes e colonizadores, eu quis dizer que, a colonização no Brasil tinha um ideal de exploração. E foram, principalmente, os Brancos Europeus, quem dominaram e exploraram as coias por aqui. Mesmo após a miscigenação, os Brancos continuaram sendo maioria ideológica e, portanto, gozavam privilégios da então coroa Portuguesa. Esses privilégiados ganharam força, se desenvolveram e se estabeleceu uma grande desigualdade social que deixou resquícios em descendentes e simpatizantes destas, agora, elites privilegiadas, as quais, provavelmente, poderiam ver seus privilégios sendo, de alguma foram, divididos devido a a instalação da Democracia.
  • Filos  19/03/2015 21:12
    Não achei muita informação sobre as sanções sofridas por Catar e Arabia Saudita em prol a democracia Ja que Africa do sul sofreu severas sanções quanto ao preso politico Mandela e nao terem adotado sistema de voto democratico.
  • Paulo Cesar   01/11/2019 13:24
    Equivocado esse raciocínio.!
    Democracia é liberdade e tem que andar junto com normas e leis, se não , vira anarquia!
    Na democracia há leis a serem seguidas e a liberdade faz parte disso, se não, vira libertinagem.


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