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Uma lição prática de economia real: o que houve com os ricaços da década de 1980?
Ao contrário do que diz a esquerda, manter-se rico em uma economia de mercado é muito difícil

Um dos erros mais frequentemente encontrados na maioria das análises ideologizadas da ciência econômica é aquele que pressupõe uma visão estática da riqueza. 

Quem pensa que a riqueza é estática cai no erro de considerar que, quando uma pessoa se torna rica, ela e seus herdeiros serão ricos — e cada vez mais ricos — para sempre.

Não é necessário ir muito longe para encontrar um exemplo recente deste erro. O economista Thomas Piketty, bastante em voga nestes tempos de demonização dos ricos, demonstra em seu deliciosamente equivocado livro Capital no Século XXI — o qual, obviamente, foi muito elogiado por Paul Krugman — que é muito provável que exista uma tendência dentro do capitalismo de que a rentabilidade do capital se situe acima da taxa de crescimento da economia, o que significa que a classe capitalista irá se apropriar de uma fatia cada vez maior da renda nacional, agravando as desigualdades sociais.

Pior ainda: Piketty também considera provável que os mais ricos dentro da classe capitalista tenham maiores facilidades para obter uma taxa de retorno superior àquela conseguida pelos capitalistas de menor dimensão, o que agravaria esse "curso natural" do capitalismo de fazer com que os super-ricos (e seus herdeiros) se apropriem de fatias crescentes da riqueza total.

Para demonstrar sua teoria, Piketty recorre ao ranking de bilionários elaborado anualmente pela revista Forbes e chega à seguinte conclusão: se agregarmos toda a riqueza possuída pela centésima milionésima parte da população mundial adulta em 1987 (ou seja, as 30 pessoas mais ricas do mundo em 1987) e compararmos esta riqueza à riqueza da centésima milionésima parte da população mundial adulta de 2010 (ou seja, as 45 pessoas mais ricas do mundo), chegaremos à conclusão de que esta riqueza cresceu a uma taxa média real anual de 6,8% (já descontada a inflação). 

Isso é o triplo do crescimento médio anual do conjunto da riqueza mundial (2,1%).

Os super-ricos, portanto, estão cada vez mais ricos, segundo Piketty. E estão mais ricos não por causa de sua exitosa gestão empresarial, mas simplesmente porque acumularam uma enorme quantidade de riqueza que é capaz de se auto-reproduzir como se estivesse no piloto automático. 

Como diz o próprio Piketty em seu livro: "Uma das lições mais impactantes do ranking da Forbes é que, a partir de um determinado valor de riqueza, todas as grandes fortunas têm suas origens ou na herança ou no valor gerado por uma empresa já estabelecida no mercado, e crescem a taxas extremamente elevadas — independentemente de se seu proprietário trabalha ou não trabalha."

No entanto, Piketty dá um salto lógico inadmissível: o fato de a riqueza da camada mais rica da sociedade ter crescido a uma taxa média anual de 6,8% entre 1987 e 2010 não significa que as pessoas ricas de 1987 sejam as mesmas de 2010 (ano em que ele escrevia seu livro)

E muito menos que sejam as mesmas de hoje. 

E isso faz toda a diferença em sua teoria.

Por exemplo, se o indivíduo A foi a pessoa mais rica do mundo em 1987, tendo uma riqueza estimada em 20 bilhões de dólares, nada impede que, em 2010, este mesmo indivíduo já tenha se arruinado por completo, e que outro indivíduo, o indivíduo B, tenha se tornado a pessoa mais rica do mundo, com uma riqueza estimada em 40 bilhões de dólares.

Tendo isso em mente, será que podemos concluir que a conservação e o acréscimo de riqueza é um processo simples e automático, o qual não requer nenhuma destreza pessoal da parte de seu proprietário? É óbvio que não.

Por sorte, não há necessidade nenhuma de ficarmos apenas especulando hipóteses teóricas sobre o crescimento da riqueza dos super-ricos entre 1987 e hoje. Podemos simplesmente analisar o que de fato ocorreu com os ricaços de 1987.  

Será verdade que a riqueza deles cresceu desde então a uma taxa de 6,8% ao ano, como afirma Piketty? Ou será que ela estancou ou até mesmo retrocedeu, fazendo com que eles tenham sido desbancados por outros criadores de riqueza?

Os dez homens mais ricos do mundo em 1987

Foi em 1987 que a revista Forbes começou a elaborar seu ranking de bilionários. 

Se você olhar hoje aquela lista de 1987, provavelmente irá se surpreender: você não conhecerá praticamente ninguém. E não, a razão disso não é que a maioria daqueles bilionários morreu; a razão é que praticamente todos eles viram seu patrimônio definhar de maneira considerável.

Comecemos pelo homem mais rico do mundo em 1987: o japonês Yoshiaki Tsutsumi, que tinha uma fortuna estimada em 20 bilhões de dólares. A última vez em que ele apareceu no ranking da Forbes foi no ano de 2006, e sua riqueza já havia encolhido para 1,2 bilhão de dólares.  Descontando-se a inflação do período, isso equivalia a 678 milhões em dólares de 1987. 

Ou seja, tomando por base o poder de compra de 1987, sua fortuna caiu de 20 bilhões para 678 milhões entre 1987 e 2006, o que significa que sua riqueza encolheu 96% neste período. E, desde 2006, sua riqueza continuou em irreversível declínio, de modo que ele hoje nem sequer figura no ranking da Forbes.

No entanto, segundo Piketty, a riqueza de Yoshiaki Tsutsumi deveria ter se multiplicado por seis.

O segundo homem mais rico do mundo em 1987 também era japonês: Taikichiro Mori. Na época, ele tinha uma fortuna estimada em 15 bilhões de dólares, o que o tornaria, em 1991, o homem mais rico do mundo, superando Tsutsumi. Taikichiro Mori faleceu em 1993 e legou sua fortuna a seus filhos: Minoru Mori e Akira Mori. O patrimônio conjunto de ambos é atualmente de 6,3 bilhões, o que equivalia a 3,075 bilhões de dólares em 1987. Ou seja, a riqueza encolheu 80%.

Não consegui encontrar dados referentes às atuais fortunas dos homens (ou de seus herdeiros) que ocupavam a terceira e a quarta posição da lista de 1987, os também nipônicos Shigeru Kobayashi e Haruhiko Yoshimoto, com fortunas estimadas em 7,5 bilhões e 7 bilhões de dólares respectivamente. No entanto, o fato de que ambos estavam acentuadamente investidos no setor imobiliário japonês em 1987, e dado que este setor vivenciou uma acentuada desvalorização no período — tudo combinado ao fato de que não há quase nada na internet sobre eles (ou sobre suas famílias) —, parece sugerir que ambos não tiveram melhor sorte do que seus conterrâneos Tsutsumi e Mori.

O quinto lugar da lista de 1987 era ocupado por Salim Ahmed Bin Mahfouz, cambista profissional e criador do maior banco da Arábia Saudita (o National Commercial Bank da Arábia Saudita). Naquele ano, o saudita gozava de uma fortuna estimada em 6,2 bilhões de dólares. Em 2009, faleceu seu herdeiro, Khalid bin Mahfouz, com uma riqueza estimada em 3,2 bilhões de dólares, que equivaliam a 1,7 bilhão em dólares de 1987. Ou seja, um empobrecimento de 72,5%.

O sexto lugar da lista era ocupado pelos irmãos Hans e Gad Rausing, donos da multinacional sueca Tetra Pak. Ambos detinham um patrimônio estimado em 6 bilhões de dólares.  Atualmente (2019), Hans Rausing, já com 92 anos de idade, possui um patrimônio estimado em 12 bilhões de dólares, e ocupa a discretíssima 112ª posição entre os mais ricos do mundo. Gad morreu no ano 2000, mas estima-se que seus herdeiros possuem uma fortuna de 13 bilhões de dólares. No total, portanto, a fortuna de ambos passou de 6 bilhões de dólares para 25 bilhões. No entanto, descontando-se a inflação do período, o enriquecimento de ambos foi muito menor: de 6 bilhões para 12,90 bilhões, o que equivale a uma taxa média de rentabilidade anual de 2,5%. Muito abaixo dos 6,8% sugeridos por Piketty.

O sétimo lugar era ocupado por um trio de irmãos: os irmãos Reichmann, proprietários da Olympia and York, uma das maiores imobiliárias do mundo. Sua riqueza também era estimada em 6 bilhões de dólares. No entanto, cinco anos depois, a empresa protagonizou uma das mais estrondosas bancarrotas da história, a qual reduziu seu patrimônio a apenas 100 milhões de dólares. Um dos irmãos, Paul, conseguiu se recuperar das cinzas e hoje a riqueza de seus herdeiros está estimada em 2 bilhões de dólares, equivalentes a 925 milhões em dólares de 1987.  Ou seja, uma perda de 84%.

A oitava posição estava ocupada por outro japonês, Yohachiro Iwasaki, com uma fortuna estimada em 5,6 bilhões de dólares. Seu herdeiro, Fukuzo Iwasaki, morreu em 2012 com um patrimônio de 5,7 bilhões, equivalentes a 2,8 bilhões em dólares de 1987: ou seja, uma perda patrimonial de 50%.

Melhor sorte teve o nono homem mais rico do mundo em 1987: o canadense Kenneth Roy Thomson, proprietário da Thomson Corporation (hoje parte do grupo Thomson Reuters). Naquele ano, Kenneth desfrutava um patrimônio de 5,4 bilhões de dólares; quando morreu, em 2006, havia conseguido incrementá-lo para 17,9 bilhões, equivalentes a 9,3 bilhões em dólares de 1987. Neste caso, sua média de retorno anual foi de 2,9%. De novo, muito abaixo dos 6,8% certificados por Piketty.

Finalmente, em décimo lugar estava Keizo Saji, com um patrimônio de 4 bilhões de dólares. Saji morreu em 1999 com uma fortuna de 6,7 bilhões de dólares, a qual, descontando-se a inflação do período, equivalia a 4,6 bilhões em dólares de 1987.  Ou seja, uma taxa média de retorno anual de 1,1%.

A extremamente complicada conservação do capital

Ludwig von Mises já alertava para a inevitabilidade deste fenômeno ainda na década de 1940:

Em uma economia de mercado, naquela em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado. 

E esta riqueza só pode ser preservada se ela continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos consumidores.  

Atribuir a cada um o seu lugar próprio na sociedade é tarefa dos consumidores, os quais, ao comprarem ou absterem-se de comprar, estão determinando a posição social de cada indivíduo. Os consumidores determinam, em última instância, não apenas os preços dos bens de consumo, mas também os preços de todos os fatores de produção. Determinam a renda de cada membro da economia de mercado.

Se um empreendedor não obedecer estritamente às ordens do público tal como lhe são transmitidas pela estrutura de preços do mercado, ele sofrerá prejuízos e irá à falência. Outros homens que melhor souberam satisfazer os desejos dos consumidores o substituirão.

Os consumidores prestigiam as lojas nas quais podem comprar o que querem pelo menor preço. Ao comprarem e ao se absterem de comprar, os consumidores decidem sobre quem permanece no mercado e quem deve sair; quem deve dirigir as fábricas, as fornecedoras e as distribuidoras. Enriquecem um homem pobre e empobrecem um homem rico. Determinam precisamente a quantidade e a qualidade do que deve ser produzido. São patrões impiedosos, cheios de caprichos e fantasias, instáveis e imprevisíveis.  

Para eles, a única coisa que conta é sua própria satisfação. Não se sensibilizam nem um pouco com méritos passados ou com interesses estabelecidos.

Contrariamente ao que muitos imaginam, e ao que Thomas Piketty pretende demonstrar, não é nada simples conservar seu patrimônio em uma economia de mercado: este sempre estará ao sabor (1) das volúveis e inconstantes preferências dos consumidores, (2) do surgimento de novos concorrentes que podem acabar roubando sua fatia de mercado, (3) de um possível reajuste (e posterior colapso) do preço dos seus ativos e, é claro, (4) das políticas econômicas de sucessivos governos.  

É teórica e empiricamente falso dizer que há um valor acima do qual a acumulação de capital passa a ocorrer de modo quase automático.

Com efeito, a realidade chega a ser oposta: quanto maior for o patrimônio pessoal de um indivíduo, mais complicado será fazê-lo crescer. As oportunidades para reinvestir todo o seu capital a altas taxas de retorno são muito escassas, a menos que se queira arriscar e se aventurar em outros mercados, nos quais não se tem nenhuma vantagem comparativa. 

As mesmas razões que fazem com que um estado grande seja um péssimo gestor de capitais servem para explicar por que os bilionários vão ficando sem ideias e aptidões para gerenciar sua fortuna — até o ponto em que não mais são capazes de se reinventarem continuamente, acabando por ver seu patrimônio reduzido, nem que seja apenas pela inflação.  

Não é à toa que a sabedoria popular a este respeito vale mais do que as elucubrações de muitos economistas míopes: from clogs to clogs in three generations[1], o que significa que a riqueza acumulada por uma geração já estará totalmente dissipada na terceira geração.

Atualmente, com efeito, nem sequer são necessárias três gerações. Bastam três décadas para se perder quase tudo.

Para concluir

Hoje, os sobrenomes Tsutsumi, Mori, Reichmann, Iwasaki e Saji são praticamente irrelevantes. Da mesma maneira, em 1987, muitos dos homens mais ricos da atualidade — Bill Gates, Jeff Bezos, Larry Page, Amancio Ortega, Larry Ellison, Sergey Brin, Mark Zuckerberg — estavam trabalhando em uma garagem, ou estavam fazendo faculdade, ou estavam brincando no jardim de infância. Nenhum herdou sua atual fortuna. Veremos quantos deles seguirão na lista dentro de três décadas.



[1] Clogs é um tipo de sapato barato, feito inteiramente de madeira e comumente utilizado por operários que realizam trabalho pesado.


28 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Emerson Luis, um Psicologo  07/04/2014 14:15

    Verificamos o mesmo fenômeno de olharmos a lista das 500 maiores empresas de 2004 (não trinta, mas apenas dez anos antes). Muitas caíram de posição ou saíram da lista, foram absorvidas por outras ou faliram. Poucas empresas ficam muito tempo na lista, principalmente na mesma posição.

    Também vale lembrar o quanto a situação dos pobres nos países capitalistas (alta ou média-alta liberdade econômica) melhorou desde 1987. Até no Brasil estão melhores!

    * * *
  • Angelo T.  07/04/2014 15:30
    Meu patrimônio em 1987: 0,000000001 bilhões de dólares.
    Meu patrimônio em 2014 (já descontada a inflação no período): 0,00000001 bilhões de dólares.

    Crescimento de 1000%. Bem melhor que esses empreendedores aí. :-P
  • Gredson  07/04/2014 15:55
    Tem a questão também de se adaptar as inovações do mercado. como Ludwig von mises citou em seu livro, a mentalidade anticapitalista.

    "O herdeiro de um milionário goza de certa vantagem pois começa em condições mais favoráveis que outros. Mas sua tarefa na disputa pelo mercado não é fácil e pode ás vezes, tornar-se mais cansativa e menos recompensadora do que a de um recém-chegado.

    Ele tem de reorganizar sua herança de modo a ajustá-la ás mudanças de condições de mercado. Assim, por exemplo, os problemas que o herdeiro de um "império" ferroviário teve de enfrentar, nas ultimas décadas, foram certamente mais complicados do que os encontrados por alguém que, vindo do nada, tenha entrado no transporte rodoviário ou aéreo."
  • sir  07/04/2014 16:01
    Isto prova que o mercado se ajusta, não precisamos de governo interferindo.
    Quem tem competência se estabelece, se o governo não atrapalhar.
  • Giovani  07/04/2014 16:17
    "Dizem que não se deve dar o peixe ao povo, que deve ensiná-lo a pescar. Mas, se lhe tiramos o barco, os anzóis, a vara de pescar, temos que começar a lhe dar o peixe." Pepe Mujica

    Sugestões para refutar essa pérola?
  • Leandro  07/04/2014 17:19
    Essa é fácil. Apenas utilize a lógica.

    Comece com a seguinte pergunta: quem é que tirou "o barco, os anzóis, a vara de pescar" dos pobres?

    E então prossiga:

    Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito -- e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta -- aniquila o poder de compra dos mais pobres?

    Quem é que, ao desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, impede os pobres de utilizarem seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados?

    Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial -- e, com isso, impede duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, impede que os salários sejam maiores?

    Após responder a todas as perguntas acima (dica: a resposta é a mesma para todas elas), você verá o quão "genial" é essa solução proposta. Em vez de simplesmente abolir todas as causas da perpetuação da pobreza, a entidade que criou os problemas quer apenas remediá-los com novas intervenções. E ainda consegue a simpatia das vítimas!

    Deve ser gostoso ser governo.
  • Giovani  07/04/2014 18:12
    Excelente!! Ótima resposta: sarcástica, lógica, e real!
    obrigado Leandro
  • Francisco Seixas  07/04/2014 18:43
    Excelente, Leandro.

    Se me permite, vou copiar e fazer uso ipsis litteris dessa sua "Ode ao Livre Mercado".

    Abraço.
  • rafael isaacs  08/04/2014 01:20
    Os burgueses.
  • Josiane  08/04/2014 16:53
    Se me permite, gostaria de copiar a resposta. A lógica é inegável para quem a quer aceitar.
  • Patrício   24/05/2014 02:00
    Agora continue, quem financia isto tudo e tem a retribuição por isto? O sistema não é feito para dar certo.
  • Andre  07/04/2014 17:07
    "No entanto, Piketty dá um salto lógico inadmissível: o fato de a riqueza da camada mais rica da sociedade ter crescido a uma taxa média anual de 6,8% entre 1987 e 2010 não significa que as pessoas ricas de 1987 sejam as mesmas de 2010.".

    Tentou criticar o livre mercado e se deu mal. Normal.
  • diego  07/04/2014 17:50
    Tudo na terra tem começo, meio e fim! ESSA LEI É UNIVERSAL e IMUTAVEL!
  • Rene  07/04/2014 18:49
    Esta rotatividade de pessoas ocupando o posto de mais ricos do mundo explica muito porque os grandes empresários, tão logo ocupam o posto de líderes do mercado, logo pedem regulamentações, tarifas protecionistas e qualquer outra coisa que limite a concorrência. Uma verba de campanha eleitoral é muito mais barata do que uma potencial perda de capital tal como as sofridas pelos campeões de 1987. E a proteção a empresas nacionais é facilmente justificável perante a população: Proteger empregos, desenvolver a indústria nacional, se proteger contra a dependência estrangeira e outras baboseira do tipo. Os efeitos negativos disso também são disfarçados facilmente com maquiagens contábeis ou simplesmente jogando a culpa para o livre mercado e/ou o imperialismo americano, seja lá o que isso signifique.

    E o brasileiro ainda se acha muito esperto quando consegue trazer algum equipamento eletrônico do Paraguai ou de Miami sem pagar imposto. Trágico.
  • Maycon  07/05/2014 19:48
    Você falou igual o senhor Omar, o agente funerário de Todo mundo odeia o Cris.
  • Chiaki  14/03/2019 11:06
    Nossa! É como seu comentário fosse a externalização perfeita do que eu pensei, os grandes barões com certeza sabem que existe esse furo (perda de capital), assim de alguma forma eles tentam se proteger dela, a forma mais viável é financiar políticos para interesse próprio, muito bem colocado.
  • Eduardo  07/04/2014 19:32
    Muito bom. Thomas Sowell e John Stossel também já trouxeram muitos dados sobre fortunas que são totalmente contrários ao senso comum.

    A idéia de que ricos sempre herdam suas fortunas, que o pobre não tem chances de enriquecer, que os pobres e os ricos são sempre os mesmos geração após geração, etc, não têm qualquer relação com a realidade, que é praticamente o contrário.

    A esmagadora maioria dos milionários vieram da pobreza, bem como uma quantidade significante de ricaços perdeu tudo rapidamente.

    Isso sem contar manipulações e má interpretações das estatísticas, que são frequentemente denunciadas por Thomas Sowell.
    Faz-se estatística do 1% dos mais ricos americanos, mas pode acontecer do cara ter recebido um pagamento de um enorme investimento de longo prazo, e não ser uma renda constante e frequente, mas um evento raro.

    Faz-se estatística de x% de pessoas que recebem salário mínimo, mas a grande maioria delas são adolescentes de classe média entrando no mercado de trabalho, e não o cenário pintado pela esquerda de que são milhões de famílias vivendo de salário mínimo. Adicionalmente, praticamente todos esses que recebem salário mínimo já estão recebendo mais no ano seguinte, e não são uma massa constante das mesmas pessoas que recebem salário mínimo ano após ano.

    Enfim, o cidadão comum desconhece todos esses dados, mas está pronto para engolir as ladainhas do professor de geografia bestão de como é impossível enriquecer (segundo o bestão, enriquecer é uma isca que o capitalismo malvadão põe para iludir as pessoas enquanto elas enriquecem os já ricos e opressores no processo), de como é impossível os ricos deixarem de ser ricos, e todo esse blablabla.

    É muito mais difícil ensinar teoria econômica para as pessoas tirarem suas conclusões educadas, então ao menos continuemos com esse esforço de apresentar números e fatos... quem sabe assim a galera comece a parar de escutar o professor de geografia e comece a duvidar dessa luta de ricos vs pobres.

  • anonimo  08/04/2014 13:22
    Depois do IPEA acho que dá pra ter uma boa ideia de como as estatísticas são feitas (quem acompanha o site já sabia mas a grande maioria dos brasileiros não...).
  • Paulo  08/04/2014 12:52
    Estranho isso. Aqui se critica muito o atual arranjo econômico/estatal do mundo justamente por favorecer os "grandes" através de privilégios advindos de associação direta e indireta a determinados "canais" estatais em benefício próprio, gerando consequências como oligopólio, reserva de mercado etc. Como, então, defender o puro mérito dos super-ricos, utilizando como argumento justamente algo que se defende aqui que atualmente não existe: o livre mercado?

    Outra coisa, o autor critica suposto "salto lógico" do outro autor. E pergunta, já respondendo:

    "Tendo isso em mente, será que podemos concluir que a conservação e o acréscimo de riqueza é um processo simples e automático, o qual não requer nenhuma destreza pessoal da parte de seu proprietário? É óbvio que não."

    OK, não. Mas essa negação e toda sua argumentação seguinte, apesar de provar sua tese, não refuta outra, implícita (o que de certo modo a reforça):

    "A riqueza, independentemente do 'dono', tende a se concentrar".
  • Michael  08/04/2014 13:13
    "Aqui se critica muito o atual arranjo econômico/estatal do mundo justamente por favorecer os "grandes" através de privilégios advindos de associação direta e indireta a determinados "canais" estatais em benefício próprio, gerando consequências como oligopólio, reserva de mercado etc."

    Correto.

    "Como, então, defender o puro mérito dos super-ricos, utilizando como argumento justamente algo que se defende aqui que atualmente não existe: o livre mercado?"

    Não entendi nada. Em primeiro lugar, há sim no mundo vários ricos que enriqueceram sem ter ligações com o governo ou sem receber favores do governo. Mas é compreensível que brasileiros, que não estão acostumados a um cenário de genuína livre iniciativa, sem BNDES, não consigam visualizar isso. Mas tal cenário existe no resto do mundo, creia-me.

    No que mais, no que esse seu raciocínio contradiz o artigo? Qual a ligação deste raciocínio com a primeira frase acima?

    O resto da sua postagem foi ininteligível.
  • anônimo  08/04/2014 14:36
    'Como, então, defender o puro mérito dos super-ricos, utilizando como argumento justamente algo que se defende aqui que atualmente não existe: o livre mercado?"'

    Existem ricos por mérito próprio e ricos por mérito do governo.Você fez uma salada de frutas aí.
    E o objetivo do artigo nem foi defender rico nenhum, foi mostrar que a idéia de que basta ter algum dinheiro pra que seus herdeiros virem uma casta privilegiada pro resto da vida, que é o que a inteligentsia esquerdista fala, é uma mentira.
  • Jeferson  08/04/2014 14:53
    "A riqueza, independentemente do 'dono', tende a se concentrar".

    Não sei como te responder, Paulo. Preparei duas respostas por via das dúvidas:

    1 - Entendi. A "riqueza" então é um ser vivo, dotado de vontade, inteligência e um instinto, ou por que não dizer, um ímpeto em se concentrar e crescer mais e mais, absorvendo suas células que estão espalhadas pelas pessoas ao longo do globo e crescendo, tal qual um monstro de filme de ficção científica digno de Sessão da Tarde. Interessante essa observação. Nunca pararia pra pensar nisso sem esse seu comentário.

    2 - Que bom que a concentração de riqueza independa do dono. Porque não faz sentido falar que alguém é "rico" ou que há uma "classe rica" sem se falar do SER HUMANO que é rico, ou do CONJUNTO DE SERES HUMANOS, de INDIVÍDUOS que é rico. Se há uma "classe rica" cujos membros se alternam, então não há uma "classe rica", o que há é a rotação da riqueza entre pessoas que, em determinadas épocas, se mostram mais competentes em adquirí-la. E essa aquisição de riqueza, quando não se dá por espoliação, estorção, roubo, etc. - que é a riqueza do aparato estatal e é a forma que seus favorecidos, como você mesmo citou, enriquecem - se dá por pura competência em fazer uso dos recursos que possui para agradar às pessoas, recebendo delas um pagamento que elas consideram justo pelo que recebem em troca.

    Logo, não entendo qual seria o problema de aqueles que mais beneficiam às outras pessoas serem as que mais recebem benefícios delas em retorno pelo produto vendido ou serviço prestado, especialmente porque isso só se mantém real bilateralmente: tão logo um ricasso deixe de ser competente em entregar benefício à população por um preço baixo e tendo uma estrutura de custos rentável, ele rapidamente deixa de ser ricasso. É isso que diferencia as pessoas e empresas que continuam figurando na lista da Forbes das que sumiram dela por perderem sua competência e, consequentemente, seu patrimônio.

    Eu chuto que a maioria dos superricos não chegou aonde chegou com ajuda de nenhum governo, embora também chute que muitos receberam algum tipo de ajuda pelo menos depois de já ter se tornado multimilionário. Não vejo contradição no texto, porque o que ele mais ataca é a idéia de que há uma "classe", um grupo de pessoas, que detenha a riqueza do mundo e se perpetue nesse monte de riqueza como se a riqueza sozinha atraísse mais e mais riqueza para eles. A realidade é muito diferente disso.
  • Andre  09/04/2014 11:50
    "Como, então, defender o puro mérito dos super-ricos, utilizando como argumento justamente algo que se defende aqui que atualmente não existe: o livre mercado?"
    Esse artigo não defendeu o puro mérito dos super ricos.
    Se você discorda aponte o trecho em que você acha que o artigo defendeu o "puro mérito dos super ricos".
    E ainda que não exista "o livre mercado" existem mercados que são mais livres do que outros, e quanto mais livres
    são esses mercados mais podemos ver como as ideias defendidas por este site se confirmam na prática.
    www.heritage.org/index/ranking

    "A riqueza, independentemente do 'dono', tende a se concentrar".
    Se várias pessoas que eram super ricas se tornaram muito menos ricas e ao mesmo tempo outras pessoas ficaram super ricas, isso não é concentração de riqueza.
    A existência de pessoas ricas é algo que ocorre naturalmente em um livre mercado, por uma combinação de mérito e sorte. E não há nada de moralmente errado nisso.
    Pois em um livre mercado essas pessoas só ficaram ricas porque fizeram trocas voluntárias que beneficiaram elas próprias e outras pessoas.
    Moralmente errado é o governo roubar dinheiro das pessoas e chamar elas de "contribuintes" como se elas não estivessem sendo assaltadas.
  • Paulo  08/04/2014 13:31
    Traduzindo:

    Parte 1: o artigo passa a impressão de que há um livre mercado real, genuíno e até mesmo cor-de-rosa, sendo que a opinião corrente aqui me parecia dizer o contrário. "(...) há sim no mundo vários ricos que enriqueceram (...)". Veja seu tom nessa afirmação. Você trata os "sem ligação" como exceção. Nem acho que seja tão grave assim; minha observação inicial foi apenas na intenção de expressar minha estranheza com a aparente contradição de "tom" que o artigo introduziu ao pensamento do site.

    Parte 2: na segunda parte tento mostrar (ou que alguém me mostre o contrário) que ao provar que os mais ricos não são os mesmos, como se isso fosse o mais importante, o autor não refutou um ponto importante colocado pelo outro autor: que a riqueza vem se concentrando.
  • Michael  08/04/2014 13:49
    Parte 1: cite aqui o trecho do artigo que "passa a impressão de que há um livre mercado real, genuíno e até mesmo cor-de-rosa".

    Sobre você ter estranheza com "tom", isso não é problema meu.

    Parte 2: É nisso que dá querer comentar sem conhecer o que está sendo debatido. O outro autor disse que não apenas a riqueza tende a se concentrar nas mãos dos mesmos (após atingir um determinado valor), como ainda a multiplicação e perpetuação desta riqueza é fácil e automática após chegar a este valor. Segundo ele, a riqueza acumulada é capaz de se auto-reproduzir como se estivesse no piloto automático, de modo que, quem alcança um determinado valor de riqueza, se torna cada vez mais rico, automaticamente.

    Veja a frase dele retirada de seu livro: "Uma das lições mais impactantes do ranking da Forbes é que, a partir de um determinado valor de riqueza, todas as grandes fortunas têm suas origens ou na herança ou no valor gerado por uma empresa já estabelecida no mercado, e crescem a taxas extremamente elevadas — independentemente de se seu proprietário trabalha ou não trabalha."

    A realidade mostrou que tudo isso que ele afirmou é balela. A riqueza não apenas não se reproduz no piloto automático, como também quem era do clube dos super-ricos na década de 1980 o deixou de ser.
  • anônimo  08/04/2014 14:40
    'ao provar que os mais ricos não são os mesmos, como se isso fosse o mais importante, o autor não refutou um ponto importante colocado pelo outro autor: que a riqueza vem se concentrando.'

    Então explique direito como é que pode isso? A riqueza aumenta aqui, aumenta aumenta e PUF some num passe de mágica e começa a aumentar nas mãos de outro?
  • Jeferson  08/04/2014 14:58
    Parte 2: Entendi. Pra você não é importante quem enriquece, e sim o fato de alguém enriquecer, e é terrível a idéia de que, cada vez mais haja bilionários no mundo.

    Se entendi corretamente, o nome dado ao que impulsiona esse seu pensamento é "inveja", e há um motivo ético e moral para todas (ou a maioria das) religiões a condenarem.
  • Thiago  29/06/2014 03:43
    Não sei como você leu o que eu escrevi e chegou a esse pensamento, deveria se atentar mais ao ler alguma coisa.
    Se você prestar mais atenção estou defendendo a livre iniciativa.

    "No livre mercado é natural alguém se tornar muito rico, afinal se (é)faz um bom trabalho ele será recompensado".

    Defendo a meritocracia.
  • mauricio barbosa  08/04/2014 15:31
    Anônimo aqui em minha terra fortunas foram dissipadas como por exemplo,jogo de baralho,os herdeiros não tem a mesma competência do pai,problemas de saúde,negócios mal feitos,sociedades mal feitas,empréstimos bancários,hipotecas,enfim podemos elencar vários motivos para essa alternância na história de cada fortuna formada e dissipada,mas o resumo da história é o mesmo pois,em um livre-mercado ou não, só permanece quem é competente,agora é lógico que em um livre-mercado essa distribuição é mais justa do que é hoje.
  • Paulo  08/04/2014 17:13
    Isso, exatamente. Isso que você disse é coerente com tudo o mais neste site.
  • Eduardo R., Rio  04/05/2014 19:14
    Trecho de artigo de Elio Gaspari, que faz propaganda do livro de Piketty, "um monumento de pesquisa e elegância": "Obsessivo, mergulhou até nas listas de bilionários das revistas de negócios, mesmo ressalvando que têm pouco valor científico. (Os brasileiros que compraram ações de Eike Batista sabem que é isso mesmo.) Se os números dos bilionários da "Forbes" merecem pouca fé, as carteiras de investimentos das universidades americanas merecem toda. Os patrimônios mobiliários daquelas que têm fundos com mais de um bilhão de dólares cresceram 8,8% ao ano entre 1980 e 2010. Já as pobrezinhas, com menos de 100 milhões, ficaram com 6,1% ao ano. Harvard, com US$ 30 bilhões, teve rendimentos de 10,1% anuais. (As reservas da Universidade de São Paulo encolheram.)"
  • Gabriela  30/05/2014 14:52
    Eu gostaria de saber se algum dos senhores conhece alguma bibliografia que critique a ideia de impostos progressivos porque eu acho o assunto muito interessante mas infelizmente eu me formei em um lugar que defende impostos progressivos e eu não conheço o suficiente a visão contrária que francamente é a que mais me agrada.
  • João Odil  13/06/2014 20:05
    Para corroborar. O império X é o maior exemplo, na atualidade, do que foi colocado no artigo. Eike que o diga...
  • Stephen Kanitz   27/06/2014 21:30
    Harrod E Domar usaram capital investido, no caso do F acebook, seria os 20.000 do Brasileiro Eduardo Saberin.

    Mas Pikety usa o vslor de mercado do FB, que não é valor investido, e sim o valor presente dos lucros futuros dos proximos 10 a 20 anos. Compara pêra com maçãs, ao pegar o PIB do ano passado como denominador.
  • Andre  06/06/2016 12:43
    Faz sentido, já que a Itália tem MENOS liberade econômica do que:
    Ruanda, Guatemala e Kuwait, só para citar três bem conhecidos:
    www.heritage.org/index/ranking
  • Ex-microempresario  16/07/2017 17:08
    Na verdade não faz sentido, a não ser que vc acredite que existe um grupo de "famílias ricas" cujos integrantes só casam com outros membros deste mesmo grupo, durante mais de vinte gerações.

    Para explicar: suponha que um casal tenha dois filhos. E que cada filho, ao casar, também tenha dois filhos, e assim por diante. Em dez gerações, haverá mais de mil pessoas que são descendentes daquele casal original. E cada uma destas mil pessoas terá mil antepassados de décima geração, diferentes para cada um. Como afirmar que alguém faz parte de uma determinada família e não de outra ?
  • Marcus Vinicius Berno  05/07/2017 19:45
    Essa crítica não faz sentido. O que Piketty quis demonstrar é que a parcela mais rica da população concentra hoje uma fatia maior da riqueza mundial do que concentrava em 1987. Ora, isso não tem nada a ver com o fato de o fulano X ou Y estar no topo da lista... O fato é que essa parcela minúscula da população aumentou três vezes a sua riqueza em relação à riqueza mundial. Piketty não está preocupado com X ou Y, mas sim com a sociedade tomada em seu conjunto.
  • Alfredo  05/07/2017 21:42
    Então piorou. Segundo você próprio, a preocupação nem sequer é com o fato de que muitos têm pouco e poucos têm muito, mas sim com o fato de que esses poucos são rotativos!

    Ou seja, você, eu e outros ainda podem entrar neste seleto grupo dos poucos, ainda que temporariamente. E isso é ruim! Seria muito melhor se a riqueza fosse estática e permanecesse para sempre nas mãos dos mesmos.

    É cada um...


    Mas não. Infelizmente, Piketty é ainda pior e mais desonesto do que isso.

    Os três principais erros de Piketty

    Thomas Piketty e seus dados improváveis

    As "descobertas" de Piketty estão invertidas
  • Kelvin  06/07/2017 16:08
    Alguém me explica como alguém consegue fazer um livro sobre a concentração de riqueza, sendo que os estudos e as estatísticas sobre riqueza são bastante escassos. O enorme acervo de conhecimentos (educação, habilidades, experiência) acumulados dentro de cada pessoa, o chamado capital humano, também é uma riqueza pouco contabilizada. Essas são, afinal, as riquezas detidas pelas pessoas, embora a distribuição desse valor no Brasil, na ordem de uns R$ 20 trilhões na atualidade, entre formas de capital físico e humano, sejam muito mal conhecidas, até por pesquisadores. É mais comum se debater no mundo a distribuição da renda, que é um conceito de fluxo anual – "vulgarmente", os rendimentos, de capital e do trabalho de cada um. A mensuração da riqueza acumulada tem ficado relegada a um plano secundário nos debates sobre as políticas de redução da pobreza(mesmo eu sendo contra).
  • Bastiat  11/03/2019 17:07
    Prezados membros do instiuto, existe algum artigo ou paper em português lidando com a MMT (Teoria Monetária Moderna), que é a nova moda dos acadêmicos keynesianos, pela ótica da EA?


    obrigado
  • Leandro  11/03/2019 17:30
    Tudo dando certo, amanhã. Se não, depois de amanhã.
  • Gusttavo  11/03/2019 17:32
    A maneira mais garantida de se tornar um bilionário por tempo indefinido é se tornando um ditador e transformando uma economia capitalista em uma socialista.

    Durante esta transição, você lucra horrores.

    Foi o que fez Fidel Castro, que sempre foi um dos mais ricos do mundo desde a década de 1960. Detentor dos meios de produção, explorador dos trabalhadores cubanos e fiel praticante da real mais-valia, já que paga praticamente nada aos trabalhadores e com isso possui custo com mão de obra zero, ou seja, escravidão. Fidel
    "Burguês" Castro. Era deste burguês que Marx falava
  • Gustavo A.  11/03/2019 20:00
    O que houve economicamente com o Japão?

    De 6 bilionários entre os 10 mais ricos para 0 entre os 20...
  • William  11/03/2019 23:20
    Eles eram produtos da bolha da década de 1980. Estourou a bolha, eles estouraram juntos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2519
  • Anonimo  11/03/2019 20:40
    O que vcs acham daquela Alexandria Ocasio Cortez? Ela vai ser candidata para a presidência dos EUA?
  • Rafael  11/03/2019 23:18
    Não tem a idade mínima para isso. E nem precisa. Bernie Sanders é o exato espelho dela.
  • Matheus  12/03/2019 12:26
    Nessas eleições não, mas não duvido nada que ela tente daqui uns anos
  • Renato Baena  12/03/2019 09:02
    Concordo, se por um lago a riqueza não cresce automaticamente, o mesmo não pode ser dito da miséria e ignorância. Estas sim são herdadas e automaticamente se multiplicam no nosso planeta. Pergunto, não valeria uma intervenção do Estado na educação para nivelar as oportunidades? Até para nos aproximarmos da Utopia do livre mercado?
  • Juliano  12/03/2019 11:47
    "Pergunto, não valeria uma intervenção do Estado na educação para nivelar as oportunidades?"

    Tipo, exatamente como já é no Brasil?!

    Aqui, o MEC controla o currículo de absolutamente todas as instituições educacionais do país, públicas e privadas. Mais ainda: temos educação "grátis" do maternal ao pós-doutorado.

    O que mais falta?

    Ah, sim, você realmente acha que o estado latrinário da educação brasileira não decorre exatamente do fato de o estado estar no comando?

    Sim, a escola está destruindo gerações e causando estragos profundos

    Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional

    Como a escola acaba com a criatividade e com o raciocínio próprio

    O sistema escolar moderno prolonga a adolescência e atrasa as responsabilidades da vida adulta

    E se as escolas públicas fossem abolidas e as particulares não mais tivessem de seguir o MEC?

    A educação estatal - e como ela seria em um livre mercado

    "Até para nos aproximarmos da Utopia do livre mercado?"

    Ah, sim, para nos aproximarmos da "utopia do livre mercado" é necessário estatizar ainda mais a educação...

    Você, aliás, é o mais perfeito e acabado produto de nossa educação controlada pelo estado.
  • Vinicius  12/03/2019 13:14
    As crianças brasileiras são capturas durante 15 anos dentro do sistema de ensino obrigatório para saírem aos 18 anos:

    -Sem nenhum ofício para que possam sequer auferir um salário mínimo no mercado de trabalho;
    -Sem nenhuma habilidade profissional para que possa auferir renda de maneira independente;
    -Sem nenhum talento explorado para que possa focar seu desenvolvimento pessoal;
    -Sem nenhuma capacidade de se comunicar eficazmente em idioma estrangeiro;
    -Sem nenhuma instrução financeira para administrar os parcos recursos de que dispõe;
    -Sem nenhum conhecimento do mundo além das fronteiras, ao ponto de achar o Brasil um país razoável.

    O sistema educacional brasileiro atual é montado exatamente para que os pobres não tenham a mínima chance de concorrer com os bem nascidos.
  • Rodolfo Andrello  12/03/2019 14:09
    Aproveitando o tema do texto, acaso vocês já viram falar de uma tese marxista chamada lei da queda tendencial da taxa de lucro? é um daqueles malabarismos que aponta para o diagnóstico do fim apocalíptico do capitalismo.
  • anônimo  12/03/2019 15:53
    Esquerdistas são como bestas quiméricas. Até pouco depois da metade do século passado odiavam o intervencionismo com todas as forças porque acreditavam que ele estaria adiando o inevitável fim do capitalismo. Ainda antes do fim da URSS, e continuando até hoje, lutaram com todas as forças para que o intervencionismo fosse a política oficial de todos os países do mundo.

    Agora que o Keynesianismo "puro" morreu e os fracassos do intervencionismo estão cada vez evidentes para todos verem, os jênios ao invés de avançarem para um modelo mais liberal, preferem se radicalizarem ainda mais e voltar para alguma teoria marxista mirabolante.
  • Jairdeladomelhorqptras  12/03/2019 14:16
    Caro Juliano,
    Gostei mutíssimo da resposta ao colega comentarista Renato Baena.
    Só me pergunto -tenho dúvidas- se um certo tom sarcástico (assim me pareceu) era necessário. Afinal, devemos transmitir nossas idéias agregando mais pessoas ou as afastando?
    Um grande abraço
  • 5 minutos de Ira!!!  12/03/2019 19:39
    A mente das pessoas está confusa. O Estado brasileiro se fundiu tanto com o mercado que as pessoas não conseguem diferenciar grandes empresários ricos de políticos de carreira, estes sim são os mesmos de sempre...........................................

    Da mesma forma, a probabilidade de um empresário que se mantém muito tempo na lista dos grandes estar de conchavo com o governo é grande. Vide Odebrecht................
  • Davi Asher Cunha  13/03/2019 00:47
    Alguém pode me ajudar com minhas dúvidas em relação a uma sociedade anarco capitalista?

    1) Eu poderia comprar uma cidade, e mais uma e mais uma e cobrar impostos sobre os cidadãos das mesmas?
    2) Quem construiria um hospital no sertão do Nordeste, aonde há miséria e não será lucrativo um hospital no local?
    3) Poderia produzir uma bomba nuclear em casa e andar de tanque em ciclovia?

    OBS: Não sou comunista nem nada, estou quase me tornando ancap, mas ainda tenho dúvidas sobre. Obrigado a quem me responder.
  • Gustavo A.  13/03/2019 13:39
    1) Até poderia, mas qual seria o atrativo das pessoas aceitarem morar na sua cidade? Sendo que podem morar em outras comunidades sem pagar nada?

    2) o nordeste é miserável por culpa do Estado. Qual o incentivo que um empreendedor tem de ir para um estado que a mão de obra é menos qualificada, a infraestrutura é um lixo e os índices de violência são assustadores? Sendo que os custos são os mesmos, já que existe um salário mínimo nacional e a burocracia tributária e trabalhista vale para todos... É muito mais vantajoso ficar em São Paulo, principalmente no interior, onde há boa infraestrutura, capacitação e menores índices de violência.

    Sem o estado atrapalhar o desenvolvimento econômico da região, em não muito tempo o NE enriqueceria. A demanda por serviços de saúde naturalmente existe (pessoas ficam doente, sofrem acidentes, etc), com dinheiro em mãos, a população compraria serviços de saúde.

    3) isso é surreal... Mas uma sociedade de livre mercado, ou anarcocapitalista (não gosto do termo), não seria uma sociedade sem regras. Uma bomba atômica seria uma ameaça aos direitos naturais de inocentes (você não conseguiria controlar seu uso); as rodovias seriam privadas, não te permitiriam a andar de tanque (avacalhando o trânsito, estragando a pavimentação, etc).



  • Askeladden  13/03/2019 02:35
    Mises esquece da maior força do capitalismo, a bolsa de valores.
    O que faz um bilionário não é o quanto a empresa produz, vende ou lucra. Mas a capacidade de atrair investidores.

    Só ver um tal de Eike que nunca tirou uma gota de petróleo e foi o 7 homem mais rico do mundo. Tudo à custa de milhares de investidores que acreditavam em enriquecer rápido com a alta das ações. Quem perdeu dinheiro foram os pobres, pois os grandes investidores venderam tudo na primeira oportunidade.

    Uber nunca lucrou até agora e as ações não param de crescer, por muito tempo a Apple valeu mais que a Microsoft que vendia e lucrava muito mais.

    As ações da Petrobras durante o governo Dilma chegou a ser vendida por menos de 5 reais, valor muito menor que os ativos que a mesmo possuía.

    E o mais engraçado é o povo do misses acreditar que os bilionários não podem vender suas empresas pois o preço das ações irão desabar. Hoje Bill Gates só detém 1,6% da Microsoft, Bezos vende todo ano 1 bilhão em ações da Amazon e as ações não param de subir.
  • Amante da Lógica  13/03/2019 11:09
    "Mises esquece da maior força do capitalismo, a bolsa de valores."

    Vejamos.

    "O que faz um bilionário não é o quanto a empresa produz, vende ou lucra. Mas a capacidade de atrair investidores."

    É mesmo? Quer dizer então que se eu não produzir nada, mas tiver um ótimo papo, vou atrair investidores para sempre e viverei na pujança por toda a minha vida, sem nunca ter produzido nada?!

    Legal. Dê um só exemplo de pessoa assim.

    "Só ver um tal de Eike que nunca tirou uma gota de petróleo e foi o 7 homem mais rico do mundo."

    Longe de defender o sujeito, mas Eike tinha vários empreendimentos em várias áreas distintas. Ele fracassou em petróleo, mas foi muito bem sucedido na área de mineração e portuária.

    Mas isso ainda é o de menos. Eike é um caso de escroque que só enriqueceu porque tinha parceria com políticos e com o estado, e se fartava em dinheiro público. Isso é o oposto de capitalismo de livre mercado. Isso é corporativismo, arranjo amplamente condenado por este site.

    "Tudo à custa de milhares de investidores que acreditavam em enriquecer rápido com a alta das ações."

    Em primeiro lugar, vários investidores acreditaram nas promessas petrolíferas de Eike exatamente por causa de suas conexões com o governo. Mais um exemplo de como o governo ferra o capitalismo.

    Ademais, e o que aconteceu com os investidores que acreditaram nas promessas petrolíferas de Eike? Exato, se ferraram. Capitalismo é isso mesmo: se você se dá bem, enriquece; se se dá mal, perde tudo.

    Exatamente como diz o artigo.

    Ah, e como terminou Eike? Em Bangu. Você acha isso invejável?

    "Quem perdeu dinheiro foram os pobres, pois os grandes investidores venderam tudo na primeira oportunidade."

    Oi? Pobre comprou ações de Eike? Não sabia...

    Sim, os pobres se estreparam, mas foi de outra forma. O dinheiro dos pobres foi usado via BNDES para financiar projetos de Eike que eram do interesse político do governo Dilma. Mais um exemplo de como o intervencionismo estatal é destrutivo não só para a economia (ao gerar ineficiências) mas também para os pobres, pois é o dinheiro deles que é usado para bancar os delírios de políticos.

    "Uber nunca lucrou até agora e as ações não param de crescer"

    E no que isso prejudica os pobres? Os únicos que podem se estrepar com isso são aqueles que estão voluntariamente investindo na Uber. Quer proibir terceiros de investir voluntariamente em empreendimentos nos quais eles acreditam?

    "por muito tempo a Apple valeu mais que a Microsoft que vendia e lucrava muito mais"

    Tá por fora, hein? A Apple vale mais que a Microsoft hoje. Seu market cap é de US$ 1 trilhão. O da Microsoft é de US$ 800 bilhões.

    Isso apenas mostra que os investidores estavam certos, e viram potencial de crescimento na Apple. Vai dizer que eles estavam errados? Enquanto você geme, outros enriquecem.

    Agora, se você acredita que a Microsoft vale mais, então fique short em Apple e long em Microsoft. Coloque seu dinheiro onde sua boca está.

    "As ações da Petrobras durante o governo Dilma chegou a ser vendida por menos de 5 reais, valor muito menor que os ativos que a mesmo possuía."

    As ações caíram para R$ 5 porque o governo Dilma estava destruindo a empresa. Não apenas por causa da roubalheira (o menor dos problemas), mas principalmente por causa da política de congelamento de preços, que fazia com que a estatal tivesse de importar petróleo caro para revender barato.

    Seria estupidez investidores avaliaram caro as ações de um empresa que compra caro, vende barato e tem prejuízo.

    Aliás, veja só sua fragorosa contradição: você reclama que os investidores avaliaram alto as ações da Apple (e eles estavam certos) e agora reclama que eles avaliaram barato as ações da Petrobras (e eles estava certos também).

    Mantenha uma mínima coerência.

    "E o mais engraçado é o povo do misses acreditar que os bilionários não podem vender suas empresas pois o preço das ações irão desabar."

    Em primeiro lugar, não sei o que é "misses". Em segundo lugar, jamais vi qualquer afirmação nem sequer semelhante a essa que você fez. Você aparenta ter algum distúrbio.

    "Hoje Bill Gates só detém 1,6% da Microsoft, Bezos vende todo ano 1 bilhão em ações da Amazon e as ações não param de subir."

    E daí? O que isso tem a ver com qualquer coisa?

    Você veio aqui só para passar vergonha?
  • Askeladden  13/03/2019 15:16
    Como disse é exatamente igual ao socialismo, vivem em um mundo paralelo onde todos tem que se adaptar às suas teorias.

    www.google.com/amp/s/g1.globo.com/google/amp/economia/tecnologia/noticia/2019/01/04/acoes-da-apple-voltam-a-subir-mas-empresa-perdeu-valor-maior-que-o-do-facebook-em-3-meses.ghtml

    Eike só ficou 3 meses na prisão. Quem gostaria de estar no lugar dele?

    www.google.com/amp/s/congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/depois-de-passar-pela-prisao-eike-batista-quer-ser-senador/amp/


  • Amante da Lógica  13/03/2019 15:23
    Não entendi. Você postou duas notícias: uma fala sobre o tempo de cadeia de Eike e a outra diz que as ações da Apple subiram após uma grande queda. Fascinante.

    Exatamente como essas suas duas notícias postadas refutam algo do que eu falei? E cadê a sua contra-refutação ao que eu falei em resposta a você?

    Dispenso o mimimi; quero ouvir seus argumentos.


    P.S.: como eu bem disse, e você comprovou de novo com esse post, ou você gosta de passar vergonha ou você tem algum distúrbio.
  • Comentarista de futebol de várzea  15/03/2019 16:02
    Como dizem nos campeonatos de futebol amadores:

    "Jogador que está mal em campo tem que pedir licença pra cag@* e ir embora!"
  • Engenheiro rico  13/03/2019 14:48
    A beleza do capitalismo, os lucros tendem ir a 0, o consumir compra a preço de custo, inviabiliza a empresa, o que a mesma faz? Se reinventa e cria algo a mais, evolui, por isso hoje, temos essas excelentes tecnologias que você utiliza....
  • ed  13/03/2019 12:29
    Off topic.

    Acabei de sair de um Uber com o motorista reclamando que os preços das corridas está baixo demais e não está compensando rodar por aí.

    Lembrei na hora do site com artigos onde é afirmado que o capitalismo foi feito para beneficiar o consumidor. Aqui há uma guerra entre uber e 99 pelo mercado. A 99 fornece desconto agressivos e Uber também começou a dar os descontos.

    Mas o legal é que o próprio motorista reconheceu que para o passageiro é excelente. "Eu mesmo uso os aplicativos como passageiro e os preços são ótimos".
  • Marcel  17/03/2019 17:14
    Não é o consumidor que manda no mercado. É a forma de pensamento criado para que ele consuma.
    Vou dar exemplo.
    Ao ingressar no "Bob ´s" o lanche está previamente definido. O consumidor não pode alterá-lo com outros ingredientes.
  • Hatten  17/03/2019 18:48
    Isso não é sério, né? Diga que não.

    Se você não gosta do Bob's, pode ir ao Subway. Ou ao McDonald's. Ou ao Burger King. Ou a qualquer hamburgueria local. Ou a uma pizzaria. Ou a uma churrascaria.

    Na pequena cidade em que moro, de 60 mil habitantes, há uma hamburgueria sensacional que me fornece mais de 60 tipos de hambúrguer, variando inclusive a qualidade deles (do popular ao gourmet, passando pelo artesanal).

    Tenha plena liberdade para escolher qual eu quero, com qual acompanhamento

    Gentileza contra-argumentar demonstrando que eu estaria muito mais bem servido se um iluminado como você estivesse no controle de tudo, planejando centralizadamente a economia, e estipulando o que eu deveria comer.

    É cada totalitário que desaba por aqui...
  • Emerson Luis  16/03/2019 13:21

    Corolário: É mais fácil manter uma grande fortuna em uma economia fechada, burocratizada, mercantilista, socialdemocrata ("bem-estar social").

    Será que é por isso que os multimilionários e os bilionários promovem pautas esquerdistas que visam reduzir a liberdade econômica de todas as formas possíveis?

    * * *
  • DE LUCA  19/03/2019 16:46
    "Todo monopólio só se mantem com a ajuda do governo"
    vergonha Brejil privatiza tudo.


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