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O manual de estratégia da Venezuela: o Manifesto Comunista

A turbulência econômica que fustiga a Venezuela tem recebido crescente atenção da mídia internacional ao longo dos últimos meses. 

Em setembro, a contínua escassez de papel higiênico (que ocorreu após a escassez de alimentos e de apagões no setor elétrico) levou o governo a ocupar uma fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, com o intuito de garantir uma "distribuição justa" dos estoques disponíveis.  Parece cômico, mas é imensamente trágico.

Ação semelhante ocorreu em novembro contra uma rede varejista de eletrônicos: após o presidente Nicolás Maduro acusar os fabricantes de manipulação de preços, ele ordenou que o exército ocupasse as lojas e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo".  Ato contínuo, Maduro mandou prender os comerciantes e ainda enviou o alerta de que "este é apenas o início de tudo o que farei para proteger o povo venezuelano". 

Maduro asseverou que o governo iria, dali em diante, supervisionar todas as redes varejistas do país para se assegurar de que os preços fossem significativamente reduzidos.  Também ordenou que todos os estoques das lojas deveriam ser liquidados.  Em um discurso televisionado, ele mandou a mensagem: "Não deixem que nada permaneça nas prateleiras".

Também no início de novembro, imediatamente após ter criado o Ministério da Suprema Felicidade Social — em mais uma tentativa de garantir a "felicidade para todas as pessoas" —, Maduro anunciou que iria adiantar o natal para o mês de novembro.  O intuito era "trazer felicidade para o povo e combater a amargura".  Ato contínuo, o presidente começou a distribuir benesses natalinas, já pensando nas eleições municipais de dezembro. 

Mas este populismo não era apenas uma questão de estratégia política.  A taxa de inflação de preços na Venezuela, como será demonstrado mais abaixo, já está nos três dígitos.  Em um cenário assim, os salários precisam ser distribuídos de forma rápida, antes que os preços subam ainda mais; daí a "antecipação" dos bônus natalinos.  Esse tipo de política não tem absolutamente nada de novo na história econômica do mundo: o atual episódio hiperinflacionário da Venezuela está se desenrolando de uma maneira muito semelhante ao da Alemanha da década de 1920.

A espiral decadente da economia venezuelana começou de fato quando Hugo Chávez decidiu impor seu "socialismo moreno" ao país, uma excentricidade que, à época, chegou a ser relativamente bem recebida por vários setores da grande mídia.  Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido, além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba.  Todo este insano castelo de cartas conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.

Mas à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela.  Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após começarem a surgir notícias sobre o crítico estado de saúde de Hugo Chávez.

A morte de Chávez, no dia 5 de março de 2013, gerou um abalo sísmico em toda a economia venezuelana.  De maneira nada surpreendente, desde que seu sucessor Maduro assumiu o controle do país, o castelo de cartas venezuelano começou a desmoronar.  A taxa de câmbio do bolívar no mercado paralelo ilustra bem essa história.  Desde a morte de Chávez, o bolívar já perdeu 64,5% de seu valor em relação ao dólar no mercado paralelo, como mostra o gráfico abaixo.

globe-jan2014-1.jpg

Gráfico 1: taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

Essa súbita desvalorização do bolívar, por sua vez, gerou uma alta inflação de preços na Venezuela.  Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  Com este mensurador, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente nos três dígitos, alcançando o estonteante valor anual de 297%, como mostra o gráfico abaixo.

globe-jan2014-2.jpg

Gráfico 2: inflação de preços oficial (linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em 12 meses.

Esta taxa de 297% é cinco vezes maior do que a taxa oficial de inflação de preços, de 54%, que é divulgada pelo governo venezuelano e repetida pela imprensa internacional.

Com efeito, leio no Financial Times este valor de "54%" e me pergunto: "Como eles acreditam nisso"?  Mas a resposta é cristalina: os censores venezuelanos são muito eficazes.  Talvez não tanto quanto os censores chineses, mas ainda assim eficazes.  Os jornalistas lotados em Caracas com os quais converso frequentemente me dizem que as agências de notícias já fazem voluntariamente todo o trabalho de auto-censura em prol do governo, pois querem evitar que seus jornalistas em Caracas sejam expulsos do país.

O governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada vez mais rígidos.  O problema é que, ao menos na Venezuela, tais políticas não são novidade nenhuma.  Há anos o governo controla os preços de vários bens.  Por exemplo, o preço do galão da gasolina prêmio está congelado em US$0,058, o que faz com que um galão de gasolina seja mais barato que um galão de água potável em Caracas.

Embora esta política de congelamentos aparentemente mantenha sob controle os preços no mercado oficial, ela inevitavelmente — como Ludwig von Mises já explicou há várias décadas — leva ao desabastecimento e gera prateleiras vazias.  De fato, como mostra o gráfico abaixo, do próprio Banco Central da Venezuela, aproximadamente 22,4% de todos os bens existentes no mercado simplesmente não mais estão disponíveis nas lojas e nos supermercados da Venezuela.  Esse índice parece um remix daquela clássica música de Paul McCartney: "Back in the USSR".

globe-jan2014-3.jpg

Gráfico 3: Índice de escassez de bens nas lojas e supermercados

Além da escassez, controles de preços podem levar a consequências políticas não imaginadas.  Uma vez que os controles de preços são implementados, é muito difícil revogá-los sem que isso gere inquietação popular — veja os distúrbios que ocorreram em 1989 na Venezuela, quando o presidente Carlos Perez tentou abolir o congelamento de preços.

Recentemente, em uma reação estouvada às aflições econômicas do país, Maduro exigiu — e conseguiu — que o Congresso lhe concedesse poderes emergenciais e ditatoriais sobre toda a economia.  Sua primeira medida foi estipular um limite nos lucros das empresas.  Essa, no entanto, é apenas uma tática para gerar distração, pois a própria inflação de preços corrói os lucros e dilui a taxa de retorno dos investimentos. 

Maduro também lançou um feroz ataque à indústria automotiva, assinando um decreto para regular a produção e os preços de automóveis "da porta da fábrica até os pontos de revenda".  Como consequência, o governo começou a controlar os preços dos carros e a ameaçar de prisão todos aqueles que ousarem vender automóveis aos seus preços de mercado.  Será interessante ver quem Maduro irá culpar quando esta medida resultar em escassez de novos carros.

Essa escolha entre preço "justo" e encarceramento é agora a norma para os empreendedores da Venezuela.  O episódio mais ultrajante continua sendo aquele ocorrido no início de novembro — e relatado no início do artigo —, quando as forças de segurança do governo ocuparam lojas de eletrônicos e começaram a distribuir televisões e outros eletroeletrônicos a um preço "justo" (leia-se "preços mínimos").  Herbert Garcia, chefe do Alto Comissariado para a Defesa Popular da Economia, disse bem claramente: "Temos de garantir que todas as pessoas tenham uma TV de plasma e uma geladeira de última geração".

image.jpgComo era de se esperar, as massas se aglomeraram ao redor das lojas para garantir sua fatia da pilhagem.  O único problema é que o governo não foi capaz de fazer com que sua rede estatal de energia elétrica fornecesse eletricidade o suficiente para alimentar os produtos eletroeletrônicos espoliados, e os constantes e volumosos apagões não estão deixando os espoliadores usufruírem os produtos de seus saques.

Na maioria dos países, isso seria chamado de roubo estatal.  Porém, no reino marxista de Maduro, essa redistribuição passou a ser apenas uma rotina normal.

Não obstante as frequentes referências à "revolução bolivariana" de Hugo Chávez, a verdade é que manual estratégico utilizado por Maduro nada mais é do que uma requentada dos 10 pontos da plataforma de Marx e Engels, delineada no Manifesto Comunista.  O Manifesto é um roteiro cristalino que esquematiza as etapas a serem seguidas pelos defensores do comunismo.  Tão logo se entende os dez pontos do Manifesto, torna-se claro que as ideias de Maduro (bem como a de outros políticos ao redor do mundo) não têm nada de original.

1. Expropriação da propriedade fundiária e emprego das rendas fundiárias para despesas do Estado.

2. Imposto fortemente progressivo.

3. Abolição do direito de herança.

4. Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes.

5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, através de um banco nacional com capital de Estado e monopólio exclusivo.

6. Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte.

7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado; arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, tudo de acordo com um plano geral.

8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, em especial para a agricultura.

9. Unificação do trabalho agrícola e industrial, atuação com vista à eliminação gradual da diferença entre cidade e campo.

10. Educação pública e gratuita de todas as crianças. Eliminação do trabalho das crianças nas fábricas na sua forma hodierna. Unificação da educação com a produção material etc.

Os resultados destas políticas baseadas no Manifesto são claras.  O Banco Mundial classificou a Venezuela na funesta 181ª posição, entre 189 países, no ranking "Doing Business" (que mensura a facilidade de se empreender) de 2014.  Isso coloca a Venezuela bem atrás de países destroçados por guerras, como Síria, Iraque e Afeganistão.

Embora Maduro goste de pensar em si próprio como um Robin Hood moderno, ele está mais para Edward John Smith, capitão do Titanic.  Dito isso, a miséria econômica criada pela adesão ao Manifesto Comunista pode demorar um longo tempo para afundar um navio (pense na URSS).

Se você duvida, apenas pense no apoio popular que vem continuamente sendo dado ao governo Maduro.  Na primeira semana de dezembro, houve eleições para 337 prefeituras no país, e o partido socialista de Maduro (PSUV) aniquilou a oposição.  Maduro emergiu vitorioso das eleições declarando que "sua econômica ofensiva" contra as empresas privadas continuaria e que "Vamos sair atirando em todo mundo, então se cuidem".

Lamentavelmente, mesmo com uma inflação de preços em três dígitos, Maduro ainda pode perdurar muito tempo no poder.  Afinal, Slobodan Milosevic também adotou o Manifesto na Iugoslávia, e isso resultou na maior hiperinflação da história — a qual chegou a 313.000.000% em janeiro de 1994.  E Milosevic permaneceu no poder até o ano 2000.  Depois, houve o Zimbábue de Robert Mugabe.  Ele está no poder há 33 anos, mesmo com sua adesão ao esquema do Manifesto tendo gerado a segunda maior hiperinflação do mundo — a qual chegou a 98% ao dia, em novembro de 2008.

Portanto, não tenha grandes expectativas quanto a uma possível insurreição na Venezuela por causa de uma alta inflação de preços ou de uma grande angústia econômica.  A menos que o barril do petróleo caia para US$50, o Titanic chamado Venezuela ainda pode permanecer flutuando por mais tempo do que se possa imaginar — antes de ele inevitavelmente naufragar.



autor

Steve Hanke
é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.  O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.


  • Gredson  20/12/2013 14:21
    excelente artigo.
    fica a pergunta:
    existe alguma maneira de reverter essa situação, sem ser pelo meio tradicional (eleições)?
  • Malthus  20/12/2013 14:32
    Não. A tendência da democracia é levar a economia ao seu completo exaurimento. Vai variar apenas a velocidade em que isso vai ocorrer.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • Pobre Paulista  20/12/2013 14:49
    De onde você tirou que eleições podem resolver essa situação?
  • orfao batalhador  20/12/2013 15:42
    Gredson,
    O zoológico bolivariano não tem escassez de personagens delirantes.
    Para entender a situação é preciso entender os Seis Milagres do Populismo:
    1. Não tem desemprego, porém ninguém trabalha.
    2. Ninguém trabalha, porém todos cobram.
    3. Todos cobram, porém não têm nada a comprar com esse dinheiro.
    4. Ninguém compra nada, porém todos são donos de tudo.
    5. Todos são donos de tudo, porém ninguém está satisfeito.
    6. Ninguém está satisfeito, porém maioria das pessoas votam pelo sistema.
  • Marcelo  20/12/2013 14:38
    Gostaria de parabenizar os socialistas e seus simpatizantes por mais um país sem papel higiênico: Parabéns!
  • dw  26/12/2013 17:04
    Vão voltar a usar sabugo de milho para substituir o papel higiêncio. Seria cômico se não fosse trágico.
  • Típico Filósofo  26/12/2013 18:41
    O ato de defecar é exclusivo à lógica capitalista enquanto sistema de produção. O fim da luta de classes traz alterações inevitáveis não só no psicológico do proletariado como também em seu corpo, que enquanto no sistema capitalista era forçado a eliminar grande parte dos alimentos consumidos de modo a demandar mais alimentos - e gerar mais lucros à burguesia agrária e à do mercado de produtos higiênicos; em uma conjuntura comunista, é mera questão de tempo para que os velhos hábitos impostos pela burguesia sejam exclusivamente contemplados pelos livros de biologia.

    Pasmo fico, data venia, os senhor necessita verdadeiramente aprender com um bacharel de ciências biológicas. Não há um se quer que defenda o capitalismo.
  • Andre  20/12/2013 14:43
    Os idiotas úteis da Venezuela estão perto de atingir massa crítica.
    Quando atingirem a bomba vai explodir e milhões morrerão.
  • Ali Baba  20/12/2013 14:55
    @Andre 20/12/2013 14:43:26

    Não sei... Eu sou tão cético quanto o autor do artigo. De fato a URSS e a Iugoslávia do Milosevic demoraram a cair e o Mugabe continua no poder.

    Acho que a cegueira voluntária do povo anestesiado pelo populismo sempre pode ir mais longe.
  • Andre  20/12/2013 15:11
    Ali Baba 20/12/2013 14:55:30

    Mas eu também acho que deve demorar pra cair, mesmo apesar das mortes.
    Tanto que a URSS demorou pra cair mesmo tendo matado milhões de pessoas.
    Então é provável que milhões morram na Venezuela e mesmo assim o regime comunista
    dure um bom tempo.

    O que eu quero dizer é que a hora do início da matança está ficando cada vez mais próxima.

    Inclusive, segundo o Olavo de Carvalho, o terrorismo dos regimes comunistas ajuda o regime à se manter no poder, ao invés de atrapalhar.
    Portanto quando começar a matança aí é que vai ser difícil arrancar os carrapatos/comunistas do poder. Como na Coreia do Norte, por exemplo.
  • Marx contra a logica perversa do capitalismo  20/12/2013 15:48
    "Ministério da Suprema Felicidade Social".
    Esta é a razão pela qual a chama do socialismo ainda s mantém viva em todos os corações de boa vontade. Que orgulho!
    Maduro é um exemplo a todos os socialistas deste mundo, de como se deve domar o cão selvagem do capitalismo e adestrá-lo em pro do bem estar de uma nação mais justa.
  • thiago lemos  19/03/2015 22:59
    Só tenho uma perguntinha pra te fazer: Isso foi uma ironia, ou você apenas pensa com o estômago?
  • Rennan Alves  20/12/2013 17:09
    As vezes eu fico pensando como a situação na Venezuela consegue refletir com exatidão o cotidiano brasileiro.

    Novos impostos (ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/nordeste/noticia/2013/12/12/ceara-aprova-imposto-por-obras-de-melhoria-na-capital-459921.php), aumento dos já existentes (noticias.br.msn.com/brasil/haddad-reafirma-que-aumento-do-iptu-garante-mais-recursos-para-educa%c3%a7%c3%a3o-e-sa%c3%bade), gastos com shows (www1.folha.uol.com.br/poder/1138114-ceara-paga-r-3-mi-por-show-de-tenor-em-evento.shtml), etc.

    Tenho plena certeza que em alguns dias/meses dirão que a quebra da economia é culpa do "capitalismo selvagem autodestrutivo", como sempre fizeram.
  • joao  20/12/2013 18:01
    A conclusão a que chega o autor - de que um regime assim pode demorar a cair - é extremamente desalentadora. Digo isso porque a situação venezuelana parece o Brasil daqui uns 10-15 anos, caso as coisas continuem no rumo que estão.

    Exatamente como o Olavo disse no seu podcast aqui no IMB, "depois que eles se instalam no poder, é quase impossível eles saírem de lá. O máximo que eles farão é dar pequenas concessões ao mercado, para manterem seu dinheiro". Vide China e agora Cuba.

    A China é o caso mais emblemático. Mesmo com todas as melhorias que a adoção de mais liberdade econômica trouxe, as pessoas continuam sem liberdade em suas vidas. A censura e a prisão política vigoram a todo vapor. Talvez o diagnóstico de Mises, de que "liberdade econômica sempre vem acompanhada de liberdade individual (que eu chamo de liberdade política)" não devesse ser entendido literalmente.

    É uma pena que os regimes socialistas sobreviventes estão aí graças à ajuda de algum país mais "capitalista" ou graças à adoção do "corporativismo". É o caso em que o próprio capitalismo acaba sustentando uma bestialidade moral que é qualquer governo socialista.

    Mencionaram a possibilidade de um levante do povo. Mas meu amigo, revoluções ou levantes não acontecem assim, por pura insatisfação. Sem uma força política dando sustentação, o máximo que uma revolta conseguirá é o recrudescimento do regime após a neutralização dos rebeldes. Até os socialistas sabem (e sabem muito bem) disso: primeiro a criação de um ambiente político, social e cultural favorável. Depois o controle do país.

    Por isso que não vemos quase nenhum caso de levante que conseguiu derrubar um regime socialista. Berlim Oriental não foi um levante. URSS desmontou sozinha, desde a sua cúpula política. O Leste Europeu foi na esteira do enfrequecimento soviético. Cuba e Coréia do Norte dependem de vizinhos.

    O socialismo, diferente das antigas monarquias tirânicas, usurpa não apenas o poder político, mas sobretudo a consciência (a mente) dos indivíuos. Chega um ponto que você acredita nas premissas socialistas e passa a negar a realidade (a escassez, o terrorismo estatal, etc).

    Talvez por tudo isso um certo ramo dos liberais (e especialmente dos conservadores) dê prioridade máxima ao combate contra o socialismo. Uma vez no poder, dificilmente sairá de lá.
  • Luiz Silva  23/12/2013 14:20
    Por isso que o Olavo de Carvalho esta é muito certo em dizer que a questão econômica, tão importante pra muitos liberais e libertários, não pesa onde a moral das pessoas já foi por água abaixo.
  • anônimo  23/12/2013 15:17
    Por que o socialismo com seu falso moralismo de alto apego às massas ignorantes não têm vez numa sociedade com altos valores morais, né? Pena que a história discorda disso. A Alemanha pré-nazista tinha valores morais muito mais elevados do que qualquer país das américas, exceto talvez o Canadá e o EUA. Seguindo esta sua lógica, a cada 5 anos devia aparecer um Hitler, dado o abismo moral entre estes povos. Os tigres asiáticos, por sua vez, ainda têm costumes que são considerados altamente imorais no ocidente, e no entanto, suas economias florescem.

    Enquanto vocês se preocupam em cortar os galhos, os liberais e libertários atacam a raiz. Aliás, o discurso econômico é muito mais sólido do que o discurso moral. Enquanto que o primeiro lida com fatos e é objetivo, o segundo é altamente subjetivo e fácil de ser rebatido aos olhos do espectador - o que não significa que é falso, só é mais fácil de ser distorcido para que o locutor possa parecer moralmente superior, ao se "preocupar com os pobres" ou dizer que é imoral acumular riquezas com tanta pobreza por aí, por exemplo.
  • joao  23/12/2013 15:42
    @corajoso anônimo,

    Por que o socialismo com seu falso moralismo de alto apego às massas ignorantes não têm vez numa sociedade com altos valores morais, né? Pena que a história discorda disso. A Alemanha pré-nazista tinha valores morais muito mais elevados do que qualquer país das américas, exceto talvez o Canadá e o EUA. Seguindo esta sua lógica, a cada 5 anos devia aparecer um Hitler, dado o abismo moral entre estes povos. Os tigres asiáticos, por sua vez, ainda têm costumes que são considerados altamente imorais no ocidente, e no entanto, suas economias florescem.

    Essa é apenas uma afirmação retórica sua. Prove o que diz.

    Enquanto esquerdalha continua mentindo, falando sem provar suas afirmações, eu apresento os fatos: nos anos que antecederam a ascensão nazista, a degeneração cultural e moral do povo alemão era visível, inclusive captada pelos intelectuais e artistas da época.

    Veja o romance Ulrike, de Jacob Wassermann, bem como sua trilogia Etzel Andergast.

    No jornalismo, Karl Krauss mostrando a decadência acelerada do idioma alemão, reduzindo o nível de consciência nacional.

    No cinema, Doutor Mabuse e M - O vampiro de Dusseldorf capta a completa inversão de valores presentes na época.

    E se depois de examinar essas obras você ainda acreditar que a moral e a cultura alemãs estavam bem quando da chegada do nazismo ao poder, estará provado que além de corajoso anônimo, tem cérebro anônimo também.

    ps: veja também a literatura russa antes de 1917.
  • anônimo  23/12/2013 20:04
    João, me expressei mal. Minha intenção era comparar a Alemanha pré-nazista com as sociedades de hoje, e não com as da mesma época. Hayek era bem enfático em sua critica à sociedade alemã que colocou os nazistas ao poder.
  • joao  23/12/2013 20:12
    @anônimo

    Agora sim :)

    Mas fica o aviso: você quer um early warning da socialização de uma sociedade, estude a sua cultura, especialmente sua linguagem. E isso nos leva, mais uma vez, à filosofia.

    Se analisarmos o Brasil por esse aspecto, vamos imediatamente para o Galeão ou Garulhos.
  • anônimo  26/12/2013 19:11
    Minha intenção era comparar a Alemanha pré-nazista com as sociedades de hoje, Minha intenção era comparar a Alemanha pré-nazista com as sociedades de hoje,

    Então sua conclusão fica mais absurda ainda.Comparando com o lixo da geração miley cirus qualquer porcaria de sociedade é um poço de moralidade.Não se chega em nenhuma conclusão decente assim

    Os tigres asiáticos, por sua vez, ainda têm costumes que são considerados altamente imorais no ocidente, e no entanto, suas economias florescem.
    Bullshit, mostre um tigre asiático com um povo que tenha aversão ao trabalho duro e que prefira viver de bolsa esmola, como os brasileiros.

    Por que o socialismo com seu falso moralismo de alto apego às massas ignorantes não têm vez numa sociedade com altos valores morais, né? Pena que a história discorda disso.
    Altos valores morais incluem respeito ao trabalho e à propriedade privada.Sim, numa sociedade assim chegar ao socialismo é impossível, tanto que pra chegar nessa sua tese idiota vc teve que distorcer o significado de valores morais
  • anônimo  02/01/2014 12:34
    (...)Então sua conclusão fica mais absurda ainda.Comparando com o lixo da geração miley cirus qualquer porcaria de sociedade é um poço de moralidade.Não se chega em nenhuma conclusão decente assim(...)

    Então, uma sociedade com valores morais mais altos levou um Hitler ao poder.

    (...)Bullshit, mostre um tigre asiático com um povo que tenha aversão ao trabalho duro e que prefira viver de bolsa esmola, como os brasileiros.(...)

    Não estava falando de trabalho duro, e sim, valores morais. Se você duvida, vá conhecer A Indonésia ou a Tailândia à noite.

    (...)Altos valores morais incluem respeito ao trabalho e à propriedade privada.(...)

    Isto é você definindo os termos do meu debate. Em 'valores morais' estão comreendidas outras coisas também. De um ponto libertário, sua definição está correta, no entanto, nesta discussão, estávamos utilizando o entendimento dos conservadores.
  • Felipe  23/12/2013 21:34
    Também, o império foi abolido em um golpe de estado e a república de Weimar assaltada por marxistas "sociais democratas", raramente respaldados por apoio popular. Se eu vivesse na Alemanha na época, eu também ficaria desanimado.
  • Rafael  20/12/2013 18:54
    O mais engraçado são os defensores fanáticos do Chavismo acreditando na conversa fiada de que esta havendo uma guerra econômica incentivada pelos capitalistas. Não percebem que quem coloca o exercito nas lojas é o pateta do Maduro. Isso é de fato "fazer guerra". Não percebem também que quem controla os preços por la não e o mercado.
    Outro kaô sem vergonha desse povo é falar que a mídia esta inventando estes fatos. Como a mídia atual não se encaixa muito na ideologia marxista, eles ficam afetados. Sempre interpretaram a mídia e a propaganda de mercado como algo que deva fazer proselitismo ideológico. Estes chorões marxistas são esquizofrênicos, pois eles veem na propaganda tudo o que ela não é, menos o simples fato de que propaganda de mercado só tem a função de vender um produto através da persuasão. Sinceramente, quem se sente manipulado pela mídia esta precisando voltar para o jardim de infância. Prefiro uma mídia carola global do que uma tv estatal coerciva e corrupta, genuinamente manipuladora. Daqui a pouco vão pedir "bolsa-manipulação", para quem se sentir afetado com a manipulação midiática. É de fuder viu.
  • Dalton C. Rocha  20/12/2013 19:26
    O Maduro é PODRE!
  • adam  20/12/2013 22:39
    Infelizmente(para o povo venezuelano) a esquerda destruiu a Venezuela PARA SEMPRE e com a ajuda do próprio e idiota povo. Que sirva de lição para os tolos que acreditam na prostituta vermelha. Morram, cretinos!
  • Ismael  21/12/2013 00:22
    Assim como a versão em inglês do site...penso que já está na hora da equipe do mises desenvolver uma versão em español para facilitar aos nossos vizinhos a descoberta da economia austríaca. O acesso à informação é uma ferramenta bem eficaz!
    Bom final de ano à todos...abraço à toda a equipe...agradeço por todos os artigos que acompanhei ao longo deste ano e por todo o conhecimento adquirido! Obrigado ao Leandro pela sua análise econômica à lá fin de an au brésilien!
  • Hudson  21/12/2013 11:32
    Excelente sugestão e seria uma excelente iniciativa. Algo com conteúdo econômico liberal disponível aos latino americanos falantes de espanhol é improvável de existir caso aguardemos a iniciativa deles, por razões óbvias.

    É melhor que os falantes de português tomem a dianteira numa iniciativa de libertar pelo menos alguns vizinhos desse pensamento retrógrado do bolivarianismo.
  • anonimo  21/12/2013 20:04
    No site do Mises Portugal tem uma parte com links para outros Mises pelo mundo e conta um na Espanha, um no Equador e um Hispânico:

    mises.org.pt/links/

    O único que eu não consegui acessar é o da Espanha, dei uma procurada no google mas não achei nada, exceto outro da Colômbia, mas que parece meio desatualizado (o do Equador traz um artigo recente tb sobre Chavez e o Hispano está atualizado).

    Então acho que há boas opções em espanhol.

    Obrigado.
  • Pedro  21/12/2013 23:05
    Tem o miseshispano.org, como referência da escola austríaca em espanhol.

    Além disso, o www.anarcocapitalista.com, site do prof López de Huerta, um dos maiores expoentes atuais da Escola Austríaca.

    Não falta conteúdo em espanhol.
  • Ricardo  22/12/2013 14:39
    Pedro, creio que você quis dizer Huerta de Soto.
  • Bezerra  21/12/2013 03:55
    Quando li Ministério da Suprema Felicidade Social, imediatamente lembrei daquela música de Chico Buarque que ele diz que se fosse rei obrigaria as pessoas a serem felizes. Não é à toa que o infeliz é socialista.
  • Luciano  21/12/2013 14:04
    Eu percebo que muitas pessoas simplemente não conseguem entender como controle de preços gera escassez. Acho que falta algo mais didático, explicando mais em detalhes como funciona e como é uma estupidez culpar comerciantes e produtores.
    Sei que parece bobo dizer isso aqui num site cheio de economistas, mas acho que deveríamos achar uma resposta clara e convincente ao digitar "como o controle de preços gera escassez" no Google. Seria muito bom digitar isso e o primeiro link ser um texto do Mises, atrairia mais alguns leigos em busca de respostas.
    Espero que seja útil minha humilde sugestão.
    Abraços.
  • Guilherme  21/12/2013 14:46
    O melhor artigo, por conter exemplos práticos e tudo, e ainda voltado para o Brasil, é este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1488

    O artigo recomendado de Mises ainda ê o mais didático:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=374

    E há ainda esse:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1761
  • Andre  21/12/2013 15:22
    Ao digitar isso no Google o site do Mises Brasil aparece em segundo e terceiro lugares.
  • Luciano  21/12/2013 19:07
    Eu quis dizer um texto que responda diretamente e claramente a pergunta, acho que me expressei mal. Evidente que eu havia digitado no Google antes de postar o comentário.
    Abraços
  • Helio Beltrão  21/12/2013 21:28
    Acabei de digitar no Google a frase que o Luciano sugeriu e o PRIMEIRO link é do IMB! o/
  • Ali Baba  21/12/2013 20:59
    Como um governo populista destruiu um país

    CÓRDOBA, ARGENTINA - "Eu me armei. Tenho muitas armas - escopetas, espingardas, pistolas e revólveres", afirmou o comerciante de Córdoba Rubén López, de 50 anos, ao Estado, em meio aos escombros completamente queimados da loja que por 22 anos garantiu seu sustento, na Avenida Tenente-General Donato Álvarez, em Arguellos, no norte da capital cordobesa.

    Os saques na via - uma das mais prejudicadas da cidade - começaram pouco depois das 23 horas do dia 3, de acordo com o relato de vários comerciantes da região que tiveram suas mercadorias roubadas durante a onda de ataques que atingiu quase 2 mil estabelecimentos comerciais de 17 das 24 províncias argentinas, além de centenas de residências, e deixou ao menos 16 mortos em todo o país.

    Em meio à tensão da semana passada, durante a qual os grupos de saqueadores ameaçaram reeditar as cenas de terror do começo do mês, a loja de materiais de construção e ferramentas elétricas de López continuava a cheirar queimado. Ela foi incendiada pelos assaltantes depois de toda a mercadoria ter sido roubada.

    Como muitos lojistas da região, o argentino tirou suas armas de casa para se proteger de seus próprios vizinhos, que se aproveitaram da ausência das autoridades - causada por uma greve de policiais por melhores salários - para levar o que podiam durante as quase 24 horas em que durou o quebra-quebra.

    López relatou que, antes de invadirem sua loja, viu os saques "em todos os estabelecimentos" próximos ao seu, perto da esquina com a Rua Piedra Labrada, por cerca de três horas. O comerciante, que mora a 100 metros da sua loja, disse que testemunhou os saqueadores carregando o que podiam, como podiam, das lojas da região, até que foi avisado pela central de alarmes antirroubo que monitorava a seu estabelecimento que o local também tinha sido invadido.

    "Optei por proteger minha casa, minha mulher e meus filhos (dois meninos, de 14 e 12 anos, e duas meninas, de 9 e 6). Eles sabem quem eu sou. Se eu chegasse à loja armado, matariam a minha família. Como não havia polícia, eu me contive. Via passar clientes e vizinhos com as minhas mercadorias. Conheço todos. Estávamos 100% desprotegidos."

    O comerciante disse que, meia hora depois, um amigo foi à casa dele avisar que sua loja estava em chamas. "Deixei parte das minhas armas com a minha mulher e vim para cá com algumas pistolas. O fogo já havia tomado conta de quase todo o estabelecimento. Quis apagar o incêndio, mas tinham roubado os oito extintores que havia. Sufoquei-me com a fumaça e tive de sair. Daí chamei os bombeiros", disse. Segundo López, porém, quando o socorro chegou, os agentes, voluntários civis que atuam nos municípios vizinhos, foram apedrejados, e deixaram o local. Somente quando os bombeiros da capital, "que têm poder de polícia", chegaram, o combate às chamas começou. "Minha loja ardeu por três dias. Tinha muito material inflamável. Vieram 16 carros de bombeiros."

    "Agora as pessoas comuns estão preparadas", disse, contando que "todos" os donos de pequenos estabelecimentos na região se armaram. "Não permitiremos que isso ocorra de novo", disse. Segundo o comerciante, os vizinhos saqueadores "agora abaixam a cabeça" quando o encontram na rua. "Continuo armado. Carrego sempre uma pistola."
    López afirmou que não demitiu seus cinco funcionários, que na quarta-feira o ajudavam a limpar os destroços, ao lado de seus dois filhos e cinco amigos. Parte da loja desabou.

    "Vou ressurgir", garantiu, estimando que levará seis meses para reformar seu estabelecimento. "Minha mulher ainda está sob cuidados médicos, com crise de pânico, mas vamos seguir adiante."

    A comerciante Jésica Radlec, de 27 anos, dona de uma pequena loja de guloseimas, na mesma avenida, disse que, após os saques, passou a manter uma espingarda calibre 22 "e outras armas" em seu estabelecimento, que teve os vidros quebrados, mas não chegou a ser invadido - pois ela e o marido foram avisados, por volta da 1 hora do dia 4, que a avenida estava tomada pela turba - e ambos tiveram tempo de proteger o local ao lado de parentes que se prontificaram a ajudá-los.

    "Decidimos vir diretamente. Tinha muito movimento. Já haviam entrado numa loja de roupas e em outra de peças de motos. Viemos com paus e pedaços de ferro. Não sei onde conseguimos armas, mas tínhamos. O dono de uma loja atirava para o alto. Em apenas uma hora já havia umas 700 pessoas aqui. Muitos estavam de moto. Depois (os saqueadores) vieram com caminhonetes. Entraram em uma loja de brinquedos, levaram tudo e puseram fogo. Fui com meu marido tentar apagar. Invadiram a Ribeiro (loja de eletrodomésticos que tem unidades espalhadas por quase toda a Argentina). Vi um rapaz com uma geladeira nas costas - não sei como ele aguentou, devia ser a adrenalina", resumiu Jésica.

    A comerciante afirmou ter visto um saqueador levando a máquina de fazer café de uma padaria e pessoas saindo com sacos cheios de remédios de uma farmácia.
    "Eles (os criminosos) estavam bastante lúcidos. Pareciam formigas, indo de um lugar ao outro, derrubando tudo como se fosse pedras de dominó. Os seguranças do supermercado (Cordiez) disparavam balas de borracha. Pusemos nossos carros em cima da calçada para nos proteger. Todos aqui ficaram literalmente entrincheirados. Isso virou uma terra de ninguém."

    "Agora, a maioria dos comerciantes está ficando nas lojas a noite toda. Quase todos passaram a fechar na hora da sesta. Muitos (dos saqueadores) me cumprimentaram no dia seguinte. Diziam 'que absurdo o que aconteceu'."

    O comerciante Gustavo, de 43 anos, que preferiu não dar o sobrenome e pediu à reportagem que não dissesse que tipo de mercadorias vende, para não ser identificado, afirmou que, ao ser avisado dos saques, por volta das 23h30, correu para seu estabelecimento empunhando sua pistola 9 milímetros e chegou ao local atirando.

    "Disparei mais de 15 vezes contra os filhos da p... Apontei para a cara de um deles, mas minha arma travou. Tinha umas 40 pessoas aqui. Remontei a pistola e comecei a atirar para cima. Só assim eles saíram daqui. Já tinham levado a metade das minhas mercadorias", disse, afirmando que agora passou a manter "várias armas" atrás do balcão.
  • Disco  21/12/2013 21:13
    E se alguém dissesse que:

    *A população em maioria sempre foi ignorante e violenta e sempre cava o próprio buraco e isso faz com que a consequência seja a impossibilidade de uma adoção de um sistema de livre mercado voluntariamente por parte da população em geral. Então o único sistema que realmente funciona é quando um governo é contra a população burra impondo a elas um livre-mercado com estado mínimo possível. *

    Eu sei que alguns vão dizer que se há estado não há livre mercado, porém desconsidere esse defeito de lógica e pense apenas em termos práticos. Eu sei que o IMB é anarco capitalista, como que vocês anarco-capitalistas respondem a essa pergunta? Existe algum lugar no mundo em que o livre mercado é amplamente defendido pela população?
  • .com  21/12/2013 22:13
    Mas qual é a necessidade e justificativa de se impor alguma coisa se tudo pode ser feito dentro do próprio mercado? Talvez o ignorante e violento seja você.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221

    E como assim separar a lógica da prática? Será que você não percebe que o que você chama de prática Maquiavel chamava de fins que não se importam com meios?
  • anônimo  22/12/2013 01:02
    A sociedade evolui. Alguns séculos atrás, era prática aceitável ter escravos. Vai chegar um dia que, assim como a população percebeu a imoralidade da escravidão, a sociedade vai perceber que pode se sair muito melhor sem governo. Pode ser que estejamos a séculos de distância deste dia, mas a humanidade vem evoluindo - com alguns percalços e retrocessos no caminho, mas ainda assim, de maneira constante.
  • Emerson Luis, um Psicologo  21/12/2013 21:21

    Pelo que sei, 50% do crédito bancário no Brasil está nos bancos estatais.

    Estamos bem avançados no 5º ponto do Marxismo.

    * * *
  • Ali Baba  22/12/2013 09:59
    @Disco 21/12/2013 21:13:49

    Como o colega ".com" escreveu: o Livre Mercado não precisa ser imposto. É o que surge naturalmente quando ninguém impõe nada a um povo pacífico:

    (1) um povo pacífico vai preferir trocas voluntárias à espoliação
    (2) um povo pacífico vai preferir o auto-governo individual (ou comunitário) ao governo central e impessoal
    (3) um povo pacífico vai preferir a solução de conflitos pela compensação e não pela vingança
    (4) um povo pacífico vai preferir a auto-defesa à formação de exércitos permanentes
    (4a) quando muito, um povo pacífico vai formar um exército de defesa temporário se a ameaça for grande;
    (4b) e que ameaça tão grande assim pode surgir se todos sempre podem negociar com um povo pacífico?
  • Tiago Moraes  22/12/2013 15:21
    O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental:

    lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/
  • Ali Baba  22/12/2013 20:32
    @Tiago Moraes 22/12/2013 15:21:09

    Pois é... o mais interessante é que ele chama os esquerdistas de "liberais". Na palavras do próprio psiquiatra (grifo meu):

    "A social scientist who understands human nature will not dismiss the vital roles of free choice, voluntary cooperation and moral integrity – as liberals do," he says. "A political leader who understands human nature will not ignore individual differences in talent, drive, personal appeal and work ethic, and then try to impose economic and social equality on the population – as liberals do. And a legislator who understands human nature will not create an environment of rules which over-regulates and over-taxes the nation's citizens, corrupts their character and reduces them to wards of the state – as liberals do."

    Fico pensando com que tradição liberal um esquerdista pode ser identificado. Ele está claramente descrevendo o que jocosamente chamamos de esquerdopatia, e chamando isso de liberalismo.

    Só em um mundo de distorções cognitivas em que o termo "liberal" tenha sido sequestrado pela "máquina de fazer verdade" esquerdista isso faz algum sentido. Temos de intensificar a popularização do termo libertário...
  • Luiz Silva  23/12/2013 14:46
    Leia Olavo de Carvalho, sobre o pensamento revolucionário, certamente é um transtorno mental que encontrou respaldo nos movimentos de massas, desde a Reforma Protestante, Rev. Francesa, ápice com o marxismo.
  • Tiago Moraes  26/12/2013 03:43
    Nem, é que nos Estados Unidos a dicotomia política é "Conservadores x Liberais", onde a representação da ideia que temos de Liberalismo econômico reside nos Conservadores e o que consideramos Socialismo é representado pelo que eles chamam de liberais. Enfim, isso é uma particularidade deles, não nos cabe mudar isso.
  • Marcos  23/12/2013 13:19
    A única saída para a Venezuela é o aeroporto internacional mais próximo. Infelizmente, não vejo perspectivas de melhora. Que os venezuelanos não enganados por esse regime saiam logo, antes que sejam impedidos, tal como acontece em Cuba. É inevitável que isso também aconteça.
  • Jacob Sverdlov  23/12/2013 19:40
    Vocês são gananciosos e de pouca inteligência. NÃO conseguem entender que o Marxismo é muito mais que dinheiro.
    Ninguém pode parar a Revolução Cultural que liberta todos os povos dos valores burgueses.
    Inflação ou a falta de papel higiênico em nada atrapalha a revolução! Até ajuda a despertar o povo contra os burgueses.
    Viva Fidel!
  • mauricio barbosa  23/12/2013 22:13
    Jacob Sverdlov essa revolução gramsciana é inócua e emprobrecedora das massas,use argumentos convincentes,apelos emocionais não colam mais...
  • Roni  24/12/2013 01:21
    So a lamentar pelo povo da Venezuela!!

    Com os recursos de que o pais dispoe deveria estar em uma situacao muito melhor!!!

    O que podemos esperar pro Brasil, ja que temos um governo que se alinha com Caracas, Buenos Aires, Havana e Bogota?

    O fato de um governo ter ajeitado a contas do pais antes deles e os 6 primeiros anos do governo vermelho terem coincidido com o auge comprador da China acabou sendo um problema pro pais??

    Desanimo de pensar que estamos perdendo o passo da historia, com este pessoal adotando ideas ultrapassadas e se beneficiando disso! O pais fica a ver navios!

  • Gts  02/01/2014 05:18
    Cara equipe do imb e/ou leitores,gostaria de saber a respeito da igualdade de oportunidade no capitalismo democrático,e também numa sociedade libertária.A fim de respeitar o princípio da meritocracia,não seria o ideal a igualdade de oportunidade que providenciaria a vitória justa do mais capaz?Porque,desenhado sob a persepectiva que tive até hoje(aulas de ensino médio numa escola dominada pela esquerda),o capitalismo democrático apresenta maiores chances de sucesso aos já nascidos ricos,capazes de pagar por uma educação melhor,bem como isso se repetiria numa sociedade anarcocapitalista.Agradeço desde já.
  • Magno  02/01/2014 10:34
    Em primeiro lugar, capitalismo e democracia são coisas um tanto paradoxais. Para que a democracia possa existir, elementos básicos do capitalismo -- como a propriedade privada -- têm de ser desrespeitados.

    Para entender tudo, leia os artigos sobre democracia.

    Quanto a querer igualdade de condições desde o ponto de partida, esse é o sonho mais impossível de todos. É simplesmente impossível ter um idêntico ponto de partida para todos, mesmo em uma sociedade perfeitamente igualitária.

    A desigualdade já começa no berço. Algumas pessoas já nascem naturalmente mais inteligentes que outras, o que as predispõem para mais sucessos empreendedoriais. Algumas já nascem com mais aptidões e destrezas.

    Algumas crianças nascem de famílias boas, estáveis, com pais amorosos, inteligentes e cuidadores. Já outras crianças nascem em famílias despedaçadas, com pais alcoólatras, desmazelados, descuidados, ausentes etc. As primeiras já nascem com mais vantagens que as últimas. Como controlar isso? O estado fará com que os pais desmazelados se tornem repentinamente amorosos e inteligentes?

    Suponha o mais otimista dos cenários ('otimista' no sentido sonhado pelos igualitaristas): saúde pública de altíssima qualidade, educação gratuita perfeita, mesma renda per capita para cada família, moradias idênticas, saneamento perfeito e igual para todos, mesmos transportes, até mesmo camas e colchões iguais para todos. Ainda assim os pontos de partida seriam distintos. Por quê? Pelos fatores que acabei de descrever acima, os quais absolutamente nenhuma entidade pode controlar.

    Por fim, há também o fato de que há várias pessoas nascidas em berço rico e completamente ignóbeis e pessoas nascidas em berço pobre e completamente preparadas e aptas. Estas conseguem subir na vida por meio de seu próprio esforço. Será que teríamos aí um ponto de partida injusto? Muitos diriam que começos humildes ajudam muito mais a forjar o caráter do que começos nababescos, em que tudo é obtido facilmente, de mão beijada.
  • Jeferson  02/01/2014 13:42
    Eu lembro que já tive essa ilusão um dia, mas antes de começar a estudar o libertarianismo já me caiu a ficha de que é impossível medir oportunidades. Primeiro porque a maioria delas passa despercebida por nós. Algumas vezes nós nos damos conta delas muito tempo depois dela ter passado, quando já é muito tarde pra fazer qualquer coisa a respeito. Algumas oportunidades nós temos e percebemos, mas não temos capacitação suficiente pra aproveitar. Algumas desprezamos por não sabermos avaliá-las.

    Só de pensar nisso, já podemos nos perguntar o quão injusta é realmente a vida. Será que ela é injusta na distribuição de oportunidades, ou nós que somos tapados e não as percebemos? Fora o que o Magno falou. Eu conheço pessoas que nasceram de lares ricos e hoje não são nada. Só têm o imóvel da família, mas todos que vêem a pessoa sabem que ela não teria nenhuma condição, por si só, de morar onde mora. Também conheço alguns casos de pessoas que começaram sem absolutamente nada, e hoje são empreendedores bem sucedidos. Falo de conhecer pessoalmente mesmo. Isso até me lembra um meme do Philosoraptor que vi uma vez: "Se a vida é injusta para todos, então, não seria ela justa?"

    Quanto aos filhos de ricos terem condições iniciais teoricamente melhores, eles as têm por mérito de seus pais, e com certeza, dar essas condições melhores aos seus filhos é uma das motivações mais fortes que um homem ou mulher podem ter para buscarem sucesso material. Se eles forem proibidos de darem essas condições melhores aos seus filhos, quase todos vão perder muita motivação, não serão tão bem sucedidos, o que significa que eles vão beneficiar a sociedade de um modo geral bem menos do que beneficiariam caso pudessem dar a seus filhos esse benefício.

    Acho que o maior problema do ser humano é a inveja. Parece que tem até estudo que demonstra que, em média, as pessoas preferem estar em situações ruins, desde que seus pares (aqueles com quem ela se relaciona) também estejam, do que estarem em situações boas, com seus pares estando em situação muito melhor.
  • ricardson  08/01/2014 23:33
    Prezado Leandro,
    No link achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/12/30/bolsa-brasileira-tem-a-2a-maior-queda-entre-80-paises-em-2013-veja-ranking/ há o ranking com a variação das Bolsas de Valores em 2013. A brasileira tem a 2ª maior queda entre 80 países. Fiquei surpreso com o desempenho da bolsa de valores da Venezuela: 502,09%.
    Por qual razão a bolsa de valores da Venezuela variou tanto positivamente?

    Agradece,

    Ricardson
  • Leandro  09/01/2014 10:54
    Inflação monetária e de preços. Todos os valores nominais disparam. Mas os ganhos reais são ínfimos.


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