clube   |   doar   |   idiomas
O Brasil na armadilha da renda média

Introdução

A armadilha da renda média ocorre quando um país emergente entra em um período de estagnação após ele ter completado a sua "decolagem" e ter superado a armadilha da pobreza e a armadilha malthusiana.  Tendo chegado ao nível da renda média, a trajetória do crescimento econômico efetuada durante a decolagem deixa de ser sustentável.  

Durante a fase da decolagem, a mão-de-obra barata alimenta uma rápida expansão econômica em decorrência da migração que ocorre das áreas rurais para as cidades industriais. Nesta fase, a economia cresce pela migração, pela aglomeração e pela acumulação de capital.  As taxas de crescimento econômico são altas porque a mão-de-obra é abundante e barata, e a acumulação de capital ainda gera altos retornos.

As taxas de crescimento começam cair quando a mão-de-obra se torna menos abundante e o retorno marginal do capital se torna marginalmente menor.

O Brasil representa um caso em que a entrada na armadilha da renda média resultou em políticas erradas que pioraram a situação.

O conceito da armadilha da renda média

Como dito, o termo "armadilha da renda média" denota a situação de uma economia emergente quando ela entra em um nível de renda média e não mais sai dele.  Atualmente, o Banco Mundial define a faixa entre US$1.036 e US$4.085 per capita como "baixa renda média" e entre US$4.086 e US$12.615 como "alta renda média".

De acordo com o tipo do cálculo do Banco Mundial, o Brasil chega bem perto do limite da categoria dos países de alta renda, mas ainda está na faixa da renda média alta.

Classificação

Renda nacional per capita em US$

Países representativos selecionados

Alta renda

> 12.616

Suíça    (82.730)

Renda média alta

4.086-12.615

Brasil   (11.630)

Renda média baixa

1.036-4.085

Paraguai (3.290)

Renda baixa

< 1.035

Congo       (200)

Tabela 1: Faixas da renda segundo classificação do Banco Mundial — Fonte: Banco Mundial

Estar preso na faixa da renda média significa que o país é incapaz de prosseguir o seu caminho de crescimento, aquele que ele vinha mantendo durante a fase da decolagem. Em vez de manter um crescimento moderado, o país cai em uma fase de crescimento fraco, como mostra a figura abaixo.

trap.png

Figura 1 - A linha verde mostra a trajetória de um crescimento sustentado; a linha vermelha sólida mostra a entrada na armadilha da renda média; e a linha vermelhada tracejada mostra uma trajetória de crescimento insustentável.

A armadilha da renda média significa que o país não consegue alterar sua estratégia de crescimento, saindo de um modelo acumulativo e imitativo e indo para um modelo de economia competitiva, empresarial e inovadora.

Imitar as economias pioneiras gera altos retornos somente quando a distância entre a economia emergente e os países avançados é grande.  Quando a distância diminui, a imitação torna-se mais difícil e mais arriscada. O futuro é desconhecido e exige experimentação para se descobrir qual tecnologia irá funcionar.  Esta trajetória envolve um constante processo de tentativa e erro, o qual requer habilidades muito mais sofisticadas do que a mera imitação de tecnologias maduras.

Quanto mais a economia emergente avança e se aproxima do grupo das economias pioneiras, mais este país em desenvolvimento deve se engajar em uma busca ativa pela próxima tecnologia.  No entanto, dado que os governos dos países emergentes sempre tendem a manter suas intervenções sobre a economia, a transição para uma economia competitiva e moderna encontra uma inflexível resistência da parte do poderoso aparelho de funcionários das empresas estatais e da classe política.  Muitas vezes, a decolagem de um país em desenvolvimento vem junto com uma ampliação da atividade estatal.  O típico efeito colateral deste crescimento é um agigantamento do setor público, o qual acaba funcionando como uma barreira quando o país alcança a faixa da renda média, impedindo-o de entrar na faixa da alta renda.

Preso na armadilha

Os países emergentes caem na armadilha de renda média porque, em vez de abraçar o capitalismo inovador, acabam ficando presos a um sistema econômico estatista e arcaico.  Não é raro que a velha elite passe a explorar o medo da população em relação à "tempestade perene da destruição criativa" (Schumpeter) do capitalismo dinâmico.

Porém, ao renunciar à destruição criativa, esta economia em desenvolvimento também acaba por rechaçar a prosperidade, e passa alimentar a ilusão de que é possível enriquecer dentro de um sistema estático.  Na realidade, os países em desenvolvimento que permanecem com um capitalismo de estado não apenas não ganham prosperidade, como também perdem a estabilidade quando inevitavelmente descambam no círculo vicioso do declínio econômico, o que faz com que o sistema político comece a oscilar entre o autoritarismo e o populismo.  Vide Argentina e Venezuela, por exemplo.

O desenvolvimento econômico é uma corrida de maratona com obstáculos.  O primeiro obstáculo consiste em saber superar a barreira que surge quando a baixa renda passa a limitar a poupança e os investimentos, e consequentemente a acumulação de capital.  O segundo grande obstáculo é a armadilha malthusiana, que ocorre quando a população aumenta, mas a renda per capita não sobe.  Foi a Revolução Industrial quem quebrou este padrão da estagnação.  Parte do mundo saiu da armadilha da pobreza.  Com o avanço da Revolução Industrial a taxa de reprodução diminuiu ao passo que a produtividade econômica aumentou.  A armadilha malthusiana desapareceu com a transição demográfica e pavimentou o caminho para um grande aumento dos níveis de renda.

Um pequeno grupo de países pioneiros liderou este permanente processo de inovação.  Sucessivas revoluções industriais durante os últimos dois séculos levaram a ganhos cada vez maiores de produtividade.

No entanto, enquanto um grupo de economias prosperou, muitas outras ficaram para trás.  Mesmo hoje, ainda há uma multidão de países presos na armadilha da pobreza e na armadilha malthusiana.  Um outro grupo de países que conseguiu obter a decolagem e superar a armadilha malthusiana — como o Brasil — se encontra preso na armadilha de renda média.  Apenas alguns países conseguiram realizar a façanha de alcançar os pioneiros e se tornar membros do clube dos países de alta renda.

O caso do Brasil

Quando o crescimento econômico baseado na acumulação de capital e na imitação tecnológica terminou, o Brasil ainda não havia adquirido a capacidade de competir com os países de alta renda em termos de tecnologia, produtividade e habilidades.  Nesta fase, o Brasil não mudou a sua estratégia de crescimento.  Em vez de promover uma economia empreendedorial de inovação, o Brasil implantou uma política de forte protecionismo. Como consequência, o país experimentou fases de crescimento artificial que se degeneraram em recessões e altas taxas de inflação.  Na maioria das vezes, o Brasil pagou o preço de seu crescimento artificial com longos períodos de estagflação.

Após um crescimento moderado na década de 1990 — consequência inevitável de seus fortes e necessários ajustes econômicos —, e um crescimento mais robusto na década de 2000, o Brasil pós-2010 adentrou uma nova fase de debilidade econômica.  Em vez de pular para frente, a economia brasileira recuou.  Desde o começo dos anos 1990, a média da taxa de crescimento econômico do Brasil é de apenas 3%, o que significa que o país já se encontra novamente, e há um bom tempo, em uma armadilha da renda média.  

Para conseguir alcançar as economias avançadas, o Brasil precisaria apresentar uma taxa média de crescimento do PIB per capita de 4,2% durante os próximos 50 anos.  Só assim será possível alcançar o nível médio dos países de alta renda da OCDE.  Igualmente, seria necessária uma taxa de crescimento econômico per capita de 4,7% para se chegar ao nível da renda dos Estados Unidos.

Entre as economias emergentes, apenas a China consegue apresentar uma taxa de crescimento per capita suficiente para alcançar os níveis dos países ricos.  O Brasil, com uma taxa de 1% durante o período de 1980 até 2011, está bem fora desta expectativa.  A China, no entanto, ainda está na fase de decolagem, e dificilmente conseguirá manter suas atuais altas taxas de crescimento econômico.  Não se deve excluir a possibilidade de que a China também caia na armadilha da renda média, como já ocorreu com outros países emergentes na Ásia.  Desta forma, no futuro, ao ter sua taxa de crescimento econômico reduzida, a China inevitavelmente irá reduzir sua contribuição para o crescimento econômico do Brasil.

Para sair da armadilha da renda média, o Brasil teria de fazer uma grande transformação em sua economia, deixando de ser uma economia acumulativa e imitadora e se tornando uma economia inovadora.  Para sair da armadilha da renda média, o Brasil teria de fazer uma mudança fundamental em sua estratégia econômica.  Em vez de uma transformação de cima para baixo, a economia precisa florescer de baixo para cima.  Esta mudança requer a liberalização dos entraves regulatórios e burocráticos que hoje incidem sobre o setor empreendedor.  Redução da carga tributária e eliminação do pesadelo burocrático são imprescindíveis.  O setor estatal deve abandonar seu intervencionismo ad hoc, o qual cria incertezas, em prol de uma política que se limite a oferecer segurança jurídica e institucional, e que facilite o empreendedorismo.

Porém, não apenas hoje, mas já por décadas, o Brasil pratica uma política macroeconômica errada para lidar com a armadilha da renda média.  Em vez de liberar a economia, o estado cria cada vez mais controles e regulamentações.  Em vez de promover uma economia empreendedorial, o Brasil se dedica a fortalecer ainda mais seu sistema de capitalismo de estado.  Em vez de abandonar as políticas macroeconômicas de cunho dirigista, o país intensifica seu intervencionismo já extremado.

Adotar políticas fiscais e monetárias expansionistas na tentativa de sair da armadilha da renda média apenas agrava a situação.  Falando em termos de teoria do crescimento econômico, ambas estas políticas levam a economia a um desequilíbrio entre poupança, investimentos, gastos e taxa de câmbio.  Uma atividade econômica que exceda este ponto de "crescimento equilibrado" é insustentável.  Sem o progresso tecnológico para compensar este hiato, a economia recua.  Ainda pior será a situação se o governo apresentar déficits orçamentais, os quais geram uma redução da taxa nacional de poupança.  Neste caso, em consequência de um crescimento artificial gerado pelos estímulos monetários e fiscais, a economia cairá abaixo de seu nível anterior de renda.

O grande erro desta política econômica está em confundir as consequências do crescimento econômico com suas causas.  A política macroeconômica que o Brasil adotou para lidar com a armadilha da renda média sofre do mesmo erro que Mises já havia denunciado ao recorrer à alegoria do mestre de obras que tenta construir uma casa em um tamanho que excede a real quantidade de insumos ao seu dispor.  Este erro de cálculo não apenas faz com que a construção da casa não seja concluída, como também faz com que a casa nem sequer possa ficar de um tamanho menor do que aquele originalmente projetado.  

Conclusão

Países de renda média, após superarem a armadilha da pobreza e a armadilha malthusiana, enfrentam o esgotamento da mão-de-obra barata.  Um país emergente cai na armadilha da renda média quando, simultaneamente, perde sua capacidade de competir com os países de baixa renda em termos de preços e, ao mesmo tempo, ainda não possui a capacidade de competir com os países de alta renda em termos de tecnologia. A continuidade da ingerência do estado na economia faz com que estes países caiam no regresso.

Tentar sair da armadilha recorrendo a políticas de estímulo monetário e fiscal não apenas não funciona, como na realidade pavimenta o caminho para o endividamento público, e gera ainda mais debilidade econômica no longo prazo.  O caso do Brasil e seus famosos "vôos de galinha" mostra como o país sofre de recorrentes ciclos de expansão econômica artificial seguida de contração.

Para continuar a crescer, o país tem de ter progresso tecnológico.  No entanto, se o país recorre a déficits orçamentários e a inflações monetárias, a tragédia econômica está programada.  Para obter maiores níveis de produtividade, o Brasil teria de abandonar o atual sistema de capitalismo de estado, o qual foi escolhido como o caminho para a decolagem.  Para sair da armadilha da renda média, o Brasil tem de abrir sua economia para o capitalismo empreendedorial da destruição criativa.


1 voto

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Rene  17/12/2013 12:30
    Concordo com o Artigo. Só tem um problema: Não vai acontecer. O objetivo do pessoal do PT não é fazer o Brasil crescer, mas sim permanecer no poder. Entre ter um crescimento de 5% em um país onde eles não possuem poder algum, e um crescimento de 0,5% onde eles mandam e desmandam, eles vão ficar com a segunda opção sem pensar duas vezes. Vou mais além: Se for necessário quebrar o país para se consolidar no poder, eles vão fazer isso sem nenhuma hesitação. E ainda vão dar um jeito de jogar a culpa em alguém e de se colocarem como os salvadores da nação, com a velha técnica de quebrar as pernas do povo, dar-lhes um par de muletas e falar: Estão vendo, por nossa causa vocês são capazes de andar.

    Este país até pode ter jeito, mas somente com muito esforço. E vai demorar uns 40 anos, no mímimo.
  • anônimo  17/12/2013 12:57
    Pois é, é melhor começar a ler coisas que sejam úteis pra ajudar a ir embora
    Se bem que se o povo não se conscientizar, a esquerda vai dominar o mundo todo
  • BubbleObserver  17/12/2013 18:30
    Infelizmente tenho que concordar com ambos. O PT é o poder pelo poder e a mentalidade 'bom-mocista' de esquerda se alastra como um câncer pelo Mundo afora ...
  • Silvio Pinheiro  23/12/2013 01:48
    Infelizmente tenho de concordar com os três. Estamos numa situação absurda: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.
  • Andre  03/02/2016 19:00
    concordo com os 4
  • Arnaldo  29/01/2016 12:33
    Não quero defender o PT e não vou defender, o PT representa da pior forma tudo de ruim na política.

    Ocorre que após a destruição política do partido e de seus representes devemos nos focar nos demais, pois sempre pode aparecer alguém pior, então nosso foco deve se concentrar a abertura econômica e principalmente adotar uma política monetária que deixe de favorecer os bancos, liberar o sistema financeiro dessa intensa regulação e sustentação do banco CENTRAL adotar o US$ como moeda oficial e liberar o investimento estrangeiro.
    Acabar com as agencias regularas, quebrar os monopólios, vender TODAS as ESTATAIS.

    Político que vem com discurso populista, mais saúde mais benefícios etc para mim não vale nada.

    Restaurar o direito de propriedade é fundamental.
  • cheiq  29/01/2016 11:02
    nao só o pT faz isso, e sim TODAS, eu disse TODAS, as elites políticas desses país. o povo e o desenvolvimento do país ´so interessa se tirarem alguma vantagem
  • Renne  03/02/2017 19:55
    Xará, diria que acertou na mosca!!
  • francisco  05/09/2017 03:44
    René disse em 2013 que o PT prefere um país que cresça 0,5 por cento em que tenha muito poder, do que crescer 5 por cento em um país em que o partido não tenha nenhum poder. Acertou na mosca! E agora, o que nos resta é entrar na guerra cultural contra a esquerda, mostrando as falhas da esquerda no poder, que são muitas! Porque não adianta explicar economia para uma massa burra como a brasileira!
  • francisco  21/05/2017 15:56
    Quebrar as pernas do povo, dar um par de muletas e dizer que fez um favor. Essa é ótima e vai entrar para meu repertório!
  • Felipe  17/12/2013 12:56
    Olá leitores do IMB,

    Gostaria de saber se por acaso alguém aqui se interessa em bitcoins, para trocarmos idéias a respeito.
    Grato pela atenção!
  • diego sousa  17/12/2013 13:40
    Olá, Felipe.

    Já há alguns artigos sobre BTC aqui no IMB:

    mises.org.br/Search.aspx?text=bitcoins
  • Felipe  17/12/2013 15:23
    Olá Diego tudo bem?

    Sim sim eu sei disso, obrigado pelo link, mas me refiro em querer ter bitcoins...tem interesse em ter algumas frações??

    philipcanoas@hotmail.com
  • Eduardo  17/12/2013 15:59
    Criei um grupo no facebook para reunir interessados/curiosos/usuários de bitcoin. Originalmente apenas para baianos, acabou se expandindo para gente do Brasil inteiro.
    Segue o link:
    https://www.facebook.com/groups/237404863080942/
  • Felipe  17/12/2013 16:31
    Olá Eduardo tudo bem?

    Show de bola, eu quero reunir pessoas curiosas e interessadas por bitcoins, vim ver se alguns frequentadores do imb tinham o mesmo interesse...também tenho interesse em empreendedorismo...estou trabalhando em um produto... um jogo na vdd....


    philipcanoas@hotmail.com
  • Bruno  28/01/2016 13:57
    Eu invisto em bitcoin e etherium, com o mercado aceitando cada vez mais as criptomoedas vai ser questão de tempo até substituir o real.
    Em são paulo alguns restaurantes do subway estão cmeçando aceitar bitcoin, quando todo o comércio aceitar o valor do bitcoin vai aumentar.
  • Vitor Sousa  17/12/2013 12:56
    Uma pergunta que foge um pouco (um pouco, mas não totalmente) a essência do tópico e vai mais especificamente ao Leandro, mas lá vai:

    Vocês chegam a observar o atual momento do movimento liberal como um movimento cultural?

    Me refiro ao TAMANHO do movimento como um projetor de poder viável.

    Eu digo isso, se nossa democracia/economia não erodirem de vez e entramos num longo processo de convulsão social, podemos arriscar em ver os liberais de hoje pegando o poder nuns 20 anos, visto que os que estão no poder hoje em dia eram os revolucionários de 20 anos atrás.
  • francisco  21/05/2017 15:59
    Cabe aos liberais imitar os comunistas: união, colocar os princípios liberais numa linguagem acessível à maioria, persistência, ocupar espaço nas escolas e faculdades. Claro que este último vai dar uma encrenca grande com os comunistas, mas este é o preço que se paga pelas conquistas!
  • Ali Baba  17/12/2013 13:16
    @Felipe 17/12/2013 12:56:01

    Eu me interesso.
  • Felipe  17/12/2013 14:59
    Oi Ali td bem?

    Você possui alguma quantia em bitcoins atualmente, ou quer ter?

    philipcanoas@hotmail.com
  • Emerson Luís, um Psicólogo  17/12/2013 13:47

    Se tivermos mais quatro anos de PT, pensar que o Brasil ficará preso na renda média será um otimismo comovente: o mais provável será o retrocesso, a venezuelização.

    * * *
  • José Roberto  17/12/2013 14:41
    Improvável. Mais plausível é uma estagflação moderada. Venezuelização não ocorrerá no Brasil, por pior que esse PT seja. Brasil está fadado a seguir esse modelo fascista por muito tempo ainda.
  • Emerson Luis, um Psicologo  18/12/2013 12:20

    Tomara que você esteja certo e eu, errado. Mas escaparemos de alguma argentinalização?

    * * *
  • Jose Roberto  18/12/2013 14:26
    Sim, sem dúvidas. O Brasil é aquele típico país que não vai pra frente mas não recua demais. Argentina e Venezuela retrocederam demais. Por pior que o governo federal seja, a política monetária e fiscal aqui acaba sendo mais saudavel que nesses países.
  • Rpepino  30/01/2016 01:22
    E agora, José.?
  • anônimo  31/01/2016 23:17
    É, mesmo José Roberto? Explique para nós o que foi a década de 80, por favor?

    Ficamos presos na inflação e no atraso tecnológico.

    Políticas fiscais e monetárias terríveis, além de se criarem muitas barreiras à importação de bens e de serviços. Para ficar só em uma, lembre-se de Lei de Informática.

    Se você não viveu naquela época, pergunte ao papai e à mamãe. Eles vão te dizer que nem sempre o seu leitinho e o seu bifinho estavam na prateleira do supermercado.

    Tem cada comentário que aparece por aqui, viu!

    As preocupações sobre nos tornarmos Argentina ou Venezuela são extremamente pertinentes.

  • mario  07/06/2016 23:36
    Esse pessoal está todo viesado, um viés meio que político. Falam o que querem porque acham que serão melhores beneficiados, etc. Em nenhum momento Antony citou partido político,mas sim o capitalismo estatal. Ningué. nos comentaríos fala da importância da inovação para sair da tal situalção da renda média, ou seja, ninguém tem uma opinial pertinete ao tema, mas, sim, se aproveitam da situação. Discuta os tópicos do texto texto. A questão do estado do bem estar que funciona como um entrave, mas um bem estar que ninguém consegue ver, as barreiras regulatória e burocráticas, os déficit fiacal e a falta da poupança nacional que arruina a poupança e os investimentos, e assim, a acumulação. Também as políticas fiscal e monétaria e a armadilha da pobreza e Malthusian no contexto do estado do bem estar e capitalismo estatal etc. Esse pessoalzinho me cança. "what'sup, everybory! I get bitc. do you wanna?"
  • PESCADOR  17/12/2013 13:48
    Dos vários que li, esse foi o melhor artigo de Antony Mueller.
    O Brasil vai se endividar muito mais ainda. E nosso futuro vai ser pior.
  • Andre Cavalcante  17/12/2013 14:13
    Nada de pessimismo gente!

    Há menos de 2 anos um artigo como este levava dias para ter essa mesma quantidade de comentários que este teve em questão de 1 hora. Só isso mostra que as pessoas estão começando, mesmo que devagar, a prestar atenção a este tipo de conteúdo.

    Abraços...

    PS: corta aí a parte do "o que significa que o país se já se encontra novamente" - tem ses demais e o já pode ser completamente removido da frase: "o que significa que o país se encontra novamente"
  • thiago santos carvalho  17/12/2013 16:09
    tbm acho, gosto dos artigos, bela coerência de argumentos ,causa isso , um anarquista de esquerda, só tenho agradecer pelas informações
  • Triste brasileiro  01/02/2016 11:50
    Exato! As pessoas estão abrindo os olhos, aos poucos, mas estão. Amigos meus estão falando em liberalismo econômico de forma mais natural, como a solução para o Brasil. Muitos já enxergam que o estado é ineficiente porque é grande e vice e versa. Até um lavador de carros tem a noção que os impostos são muito altos e que o que o governo faz em troca é ruim!
    E o importante é fazermos a nossa parte. Como diria um trecho bíblico: "Colocar a candeia em cima do candeeiro!". Compartilhar textos como esse nas redes sociais já ajuda muito! De tanto deixar os textos do Mises abertos nos computadores de onde trabalho, 3 colegas passaram a ler com frequência e estão convencidos de que o atual modelo econômico-social do Brasil está errado e não tem futuro.
    Sigamos em frente!
  • Pedro Ferreira  17/12/2013 15:36
    Posso estar errado, mas não tinha ideia que a renda média do Paraguai era tão inferior à Brasileira. Mas nos dados wikipedia que verifiquei relativos a 2012 aparece um pib per capita de perto de 5290 dólares para o Paraguai e perto de 11800 Para o Brasil. Ou seja, o valor Brasileiro está de acordo com o indicado no vosso quadro, mas o do Paraguai está bem diferente perto de 5290 para os 3290 que indicam no vosso quadro. Alguém pode ter trocado o 5 por 3. :)
  • Moderador  17/12/2013 16:08
    Prezado Pedro, segundo o Banco Mundial, é US$3.290.

    data.worldbank.org/indicator/NY.GNP.PCAP.CD
  • Pedro Ferreira  17/12/2013 17:01
    Está certo, então pode ter sido a wikipedia a trocar o 5 por 3. :)
    Realmente a Bolivia e Paraguai estão bem atrás das principais nações da América do Sul.
    E o Chile com 14.280 em 2012 passou finalmente a ser um pais de alta renda, mas como agora ganhou um candidato de esquerda podem voltar para trás de novo.
  • Pobre Paulista  17/12/2013 16:33
    Pessoal, sério...

    Parem de usar a Wikipedia como referência de dados confiáveis. No máximo ela ilustra a opinião da maioria, mas na maioria das vezes mostra apenas o que o moderador quer.
  • JBALL  17/12/2013 16:55
    Uma pergunta:

    Temos muitos jovens desempregados, que mesmo se oferecendo a trabalhar por pouca remuneração, não são contratados. Segundo, temos várias empregadas domésticas ainda em atuação aqui, diferentemente de em países desenvolvidos.

    Como podemos estar com escassez de mão de obra barata?? Não faz sentido.
  • silvio conegundes  19/12/2013 01:27
    Depende de sua região.. nos grandes centros estamos em pleno emprego! Só não trabalha quem não quer! O que observamos hoje, são pessoas sem qualificação alguma que não querem trabalhar com baixos salários e preferem esperar algum bom emprego cair do ceu!
  • Leandro  19/12/2013 08:00
    "Pleno emprego" apenas de acordo com o índice oficial do IBGE, cuja metodologia considera malabarista de semáforo como estando totalmente empregado.

    Já de acordo com o DIEESE, cuja é apenas ligeiramente mais severa, a taxa de desemprego é quase o dobro da do IBGE. Mas isso quase ninguém comenta -- nem a "imprensa golpista".

    Artigo sugerido:

    A real taxa de desemprego no Brasil
  • J. Rodrigues  13/11/2014 21:24
    Respirei aliviado agora. Às vezes penso que eu é que estou louco, ou emburrecido de tanto ouvir e ler sobre esse "pleno emprego".
  • Victor Antunes  27/12/2013 14:24
    Pleno emprego nos grandes centros?

    Sou do Rio de Janeiro, Engenheiro Eletricista formado pela Universidade Federal Fluminense, e tenho amigos recém-formados na mesma área e na mesma universidade que estão desempregados. O que existe é um grande esquema pra dizer que o desemprego está em baixa, vide o que o nosso colega Leandro comentou acima. Arrisco dizer que esse esquemão pra falsificar as informações é tão sério que, por exemplo, propaga que falta engenheiro no mercado. Talvez faltem os engenheiros especializados, com X anos na área tal, mas propaga-se como se faltasse engenheiro recém-formado. Isso é uma falácia, e a percepção que tenho é que é só para aumentar a quantidade de engenheiros "batendo cabeça desempregados" e reduzir o salário.
  • Andre Cavalcante  27/12/2013 16:43
    Meu amigo. Te convido a vir trabalhar em Manaus. Aqui Eng. Eletricista/Eletrônico/Computação não fica desempregado não. Só a Samsung tá contratando mais de 100 para atuar em mobile. Mas tem que ter algumas coisinhas, dadas as características regionais: inglês bom, informática excelente, disponibilidade pra viagens, eletrônica no sangue, mecânica sem encrenca, CAD e outras coisinhas...

    Mas tem que aturar o calor da região

    Abraços
  • LUIZ OLIVEIRA  17/12/2013 18:42
    O artigo é primoroso. Muito bom mesmo. Eu diria excelente.
    Mas gostaria de levantar um ponto específico para o debate. Quando Mueller escreve: "Para sair da armadilha da renda média, o Brasil teria de fazer uma grande transformação em sua economia" , ele está corretíssimo. O mesmo pode ser dito de afirmações como:

    -Para sair da armadilha da renda média, o Brasil teria de fazer uma mudança fundamental em sua estratégia econômica.
    -Esta mudança requer a liberalização dos entraves regulatórios e burocráticos que hoje incidem sobre o setor empreendedor. Redução da carga tributária e eliminação do pesadelo burocrático são imprescindíveis.
    -O setor estatal deve abandonar seu intervencionismo ad hoc, o qual cria incertezas, em prol de uma política que se limite a oferecer segurança jurídica e institucional, e que facilite o empreendedorismo.

    Realmente, esses silogismos lógicos são rigorosos, irrefutáveis, encadeando causa e consequência. Mostra o diagnóstico e aponta o remédio.
    Mas o ponto para o qual quero chamar a atenção é o seguinte: Se as pessoas responsáveis pela política econômica em nosso país não forem mudadas, não haverá mudanças. A primeira lei da mecânica newtoniana, a qual afirma que um corpo permanece em estado inercial ou em movimento retilíneo uniforme, a não ser que atuem forças externas sobre ele, é aplicável também, neste particular, à economia, guardadas as proporções e as distinções de realidades, no caso da realidade física para a realidade econômica e social. Ou como interpretar o seguinte raciocínio:
    -O setor estatal deve abandonar seu intervencionismo ad hoc, o qual cria incertezas, em prol de uma política que se limite a oferecer segurança jurídica e institucional, e que facilite o empreendedorismo
    Alguém imagina que um sujeito como Guido Mantega ou como Dilma Roussef, que acreditam até à raiz dos cabelos no intervencionismo estatal, e outros ismos, como o desenvolvimentismo, irão se sensibilizar com argumentos como os expostos por Antony Mueller, por mais lógicos e convincentes que sejam? Alguém imagina um indivíduo como o Delfim Netto, que ainda está a servir de guru para o governo de plantão, apesar de todas as trágicas lambanças que fez quando czar de nossa economia nos governos militares a que serviu, ou mais precisamente por causa disso, irá mudar um único milímetro em sua crença de que fora do Estado interventor não há salvação econômica?
    Esqueçam. O meu ponto é: ou se utiliza uma estratégia similar de ocupação de espaços como os esquerdistas fizeram e continuam fazendo, baseados nos conceitos da Revolução Cultural Gramsciana, ou nada feito. É mister ocupar os espaços. Espero que os defensores da economia austríaca (entre os quais me incluo)e liberais em geral, compreendam isso. Pregar verdades liberais para ouvidos intervencionistas é perda de tempo, é chover no molhado. Gritar slogans, como se vê muitas vezes por aqui " o Estado é ladrão", "funças são maus", não irá dar resultado. Slogan por slogan, os esquerdistas são especialistas neles.
    Os defensores da economia austríaca, e liberais em geral, têm que deixar de lados certos pruridos e purismos, como o de achar insuportável ocupar um cargo público, e adotar a estratégia de ocupação de espaços como os esquerdistas fizeram. Um liberal em um cargo público será um esquerdista ou intervencionista a menos nessa posição. Será preciso passar em concursos públicos para isso? Paciência. Há outros meios para tirar os intervencionistas e esquerdistas em geral de suas posições no serviço público? Não dá para imaginar outro meio do serviço ser feito. Não existe algo como um inseticida intelectual que, se você passar em determinados ambientes, vai acabar com o parasitismo intervencionista, com os micróbios do estatismo, ou com os germes do diferentes esquerdismos. Não existe, neste caso, um Detefon ideológico que possa eliminar cupins intelectuais. Não adianta argumentar com o esquerdista, com o marxista, com o leninista, com o trotskista, com o stalinista, com o defensor da Escola de Frankfurt, com o estruturalista, com o desenvolvimentista, com o neo--desenvolvimentista, como keynesiano, com o neokeynesiano ou como o pós-keneysiano de que a Escola Austríaca é a melhor e mais correta escola de pensamento econômico. Eles não se deixarão se convencer, sejam quais forem as técnicas de persuasão a ser empregadas.
    Os liberais tem a capacidade suficiente para superar os esquerdistas e passar nos primeiros lugares de qualquer concurso público. Uma vez lá, aí sim, poderão fazer o trabalho bem feito, coisa que só eles poderão fazer, nem que seja para ir embora depois que o serviço estiver terminado. Uma vez lá, os liberais poderão colocar em prática as recomendações de Antony Mueller e de toda a Economia Austríaca, na medida do possível.
    Ou algum defensor da Economia Austríaca por estas bandas espera que haja uma "conversão" de tipos como Dilma, Mantega, Mercadante ou Delfim Netto aos preceitos da boa teoria econômica austríaca? Bem, se existir gente desse tipo por aqui, já que estamos em época natalina, creio que deve também acreditar na existência de papai Noel. Neste caso, aproveite para pedir para o Noel, como presente de natal, que Dilma Roussef e Guido Mantega leiam este artigo do Antony Mueller e coloquem em prática, já no início do próximo ano novo, tudo que este grande economista recomenda.



  • Cauê  17/12/2013 20:17
    Entrar para o exército é a única alternativa possível, não se iluda.
  • Pedro Ferreira  18/12/2013 10:16
    Menos complicado do que isso (embora não existam muitos partidos politicos crediveis no Brasil), é não votar no PT e votar à direita.
  • Rafael Correa  13/11/2014 13:51
    E quem seria a direita nas últimas eleições?
    Me colocando melhor, qual candidato estava interessado em desfazer leis e modernizar outras?

    Todos se colocam como o salvador, mas só querem engessar ainda mais o povo.
  • Rubens  17/11/2014 21:44
    Nas últimas eleições não houve, mas nas próximas verifique o Partido Novo. www.novo.org.br/
  • Silvio  17/11/2014 23:19
    O Velho Partido Novo
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1034
    e
    A liberdade não precisa de reformistas libertários dentro do estado
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1903
    e
    ... se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1908
    e
    A verdade sobre um voto (agora um videozinho para relaxar)
    www.youtube.com/watch?v=w_vf2DRdqe8

    Sendo assim você pode se perguntar: então devo ficar de braços cruzados e deixar o Brasil virar uma nova Venezuela? Hm, não exatamente:

    O que os amantes da liberdade devem fazer?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1417
    e, se tiver um tempinho
    O que deve ser feito
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95



  • Rod  29/01/2016 22:35
    Muito bem comentado. Acho que o maior erro dos grandes economistas liberais foi o de não assumir o poder e trazer a responsabilidade para si.
    É claro que as ideias devem ser espalhadas, mas as execuções é que marcam.
  • Dionísio Dias  17/12/2013 19:38
    1. Mais devagar com essa novidade do BitCoins, pessoal! Vejam o esclarecedor artigo do economista Yanis Varoufakis na página: resistir.info/crise/bitcoin_22abr13.html

    2. Prefiro me ater a esse excelente artigo do Antony Mueller, sobre a realidade econômica brasileira. Precisamos urgente de e-s-t-a-d-i-s-t-a-s corajosos no governo para encarar a nossa realidade e promover as mudanças com determinação para elevar o nosso pibinho a 4,5% durante 50 anos para chegar ao nível do EUA!!
  • Felipe de Lima  17/12/2013 21:50
    Prezado Dionísio,

    Não entendi o que quis dizer com o artigo bem parcial do autor, mas agradeço sua boa intenção.Mesmo assim, caso queira saber do que se trata, antes de querer rotular, pode falar comigo no e-mail:

    philipcanoas@hotmail.com

    Abraços!
  • Pobre Paulista  17/12/2013 22:08
    Sobre o texto dos bitcoins:

    O autor é tão economista quanto Bernanke, Krungman e Mantega.

    Lixo de texto, não percam seu escasso tempo com isso.
  • Pobre Paulista  17/12/2013 22:10
    Só um trechinho para vocês avaliarem o nível de estupidez de quem escreveu esse texto:

    "há duas falhas fundamentais que fazem da bitcoin uma moeda altamente problemática. Primeiro, a economia social da bitcoin está destinada à deflação crónica. Em segundo lugar, já assistimos à ascensão de uma aristocracia da bitcoin (expressão "cunhada pelo blogger grego @techiechan) a qual, além das questões de justiça distributiva que levanta, evoca sérios temores acerca da capacidade de muito poucas entidades ou pessoas manipularem a divisa de uma maneira que as enriqueça a expensas de instabilidade financeira. Vamos ver estes dois problemas com algum pormenor"

    Deflação crônica?
    Justiça distributiva?

    Ah, faça-me o favor...
  • anônimo  18/12/2013 12:06
    Quanto à deflação, Gary North resumiu a coisa assim:
    'vc não compra pizza com um troço que aumenta de 3 pra 1000 dólares em dois anos'

    E a tal aristocracia não é novidade nenhuma, todo mundo sabe que o bitcoin acaba enriquecendo os primeiros usuários.Tanto que os próprios bitcoinzistas não negam e até justificam. 'ah, os primeiros usuários merecem se beneficiar, foram eles que correram mais riscos'
    Bullshit, risco nenhum, comprar bitcoin no começo ou minerar era a coisa mais fácil do mundo.

    Recentemente o blog do tio Lew vem publicando vários artigos sobre a bolha do bitcoin. Estranhamente o IMB só publica o que é a favor.

  • Cauê  18/12/2013 16:07
    rt.com/business/bitcoin-plunge-china-ban-431/

    Como previsto.

    Pessoas que utilizam bitcoins são cegas, surdas e mudas (quando convêm).
  • Neto  18/12/2013 19:57
    'Government ministries told financial institutions dealing with bitcoin must stop by January 31, the beginning of Chinese New Year holiday.'

    Não me diga!!!
    Pois é, Peter Schiff was right, mais uma vez
    Quando ele disse que via muito apego emocional no pessoal do bitcoin, qual era a resposta?
    'ah, PS é um dinossauro que não entende o bitcoin'
    rárá, agora eu fico aqui rindo de camarote.

  • Andre Cavalcante  19/12/2013 15:43
    Neto,

    Menos... Coloque também o porque o governo chinês está perseguindo o bitcoin, para entender o porque da reação:

    "Bitcoin has gained enormous popularity in China, a nation famous for its currency pegging as well as its saving ethics.

    The yuan is under strict government control to keep economic risk low and control currency flow between borders, but the economic ministry has been taking steps towards a free-floating currency by 2015."

    A propósito, a China pode até implementar sua restrição porque a internet lá tá na mão do governo. Se não, o que impediria de um chinês (ou um brasileiro) usar bitcoins e casas de câmbio fora daquela jurisdição?

    Na verdade tá acontecendo exatamente o que era de se esperar:

    1o. "Bitcoin é coisa de nerd ..."
    2o. "Bitcoin é uma moda, uma novidade que não dura nem dois verões seguidos ..."
    3o. "Bitcoin é interessante, mas deve ser regulado..."
    4o. "Bitcoin é um perigo, então deve ser perseguido..."

    Estamos nesse ponto. Os governos já viram que pode sim ser uma virada de mesa no ambiente financeiro mundial e já começam a contra-atacar. Pode ser que sucedam e, neste caso, o bitcoin acaba por força governamental (e não por uma escolha de mercado). Pode ser que não tenham sucesso em barrar o bitcoin e mesmo assim ele acabe, por força do mercado. Ou pode ser que o bitcoin prevaleça e vire a mesa dos bancos centrais (esperança bem lá no fundo...).

    Pegando este último cenário (menos provável, é verdade), da pra ter uma ideia do que vão falar dos bitcoins no futuro:

    5o. "Já que não dá pra parar, o que fazer para se dar bem com os bitcoins, como cobrar impostos etc. ..."
    6o. "Pu.. mer.., eu devia ter entrado nessa antes..."

    De novo: gostaria de ver o bitcoin dando certo, mas se tiver que cair, que caia como começou, no mercado, e não por causa do governo.

    Abraços
  • Neto  20/12/2013 11:43
    'Menos... Coloque também o porque o governo chinês está perseguindo o bitcoin, para entender o porque da reação:'

    Porquê?? Pelo mesmo motivo que todos os governos do mundo tem pra ser contra o bitcoin, e que um monte de gente por aqui já tem falando desde o primeiro dia em que apareceu o assunto bitcoin por aqui.

    'gostaria de ver o bitcoin dando certo, mas se tiver que cair, que caia como começou, no mercado, e não por causa do governo.'

    Ta chovendo no molhado, todo mundo gostaria que não existisse governo pra atrapalhar nada, o ponto NUNCA foi esse mas sim se o bitcoin é capaz de existir APESAR da oposição dos governos.Tanto é que um dos maiores motivos de orgulho dos bitcoizistas é o fato de ser praticamente impossível derrubar a rede bitcoin. E, o argumento que torna esse fato inútil, e que já foi dito por aqui N vezes é que o governo não PRECISA derrubar a rede bitcoin pra f**** a vida de quem usa o mesmo.Que é o que vem acontecendo no mundo real.


    Pela milésima vez...tudo isso já foi dito...se isso aqui fosse um fórum não ficava tão desorganizado
  • Andre Cavalcante  22/12/2013 22:53
    Neto,

    Sua raiva não vai mudar o mundo... talvez torná-lo um pouco pior... E sua fé no governo é apavorante.

    Não fui eu quem começou o assunto bitcoin nesta thread e, exatamente por isso, será minha última postagem aqui sobre isso.

    Também não fui eu quem truncou o texto da reportagem (altamente tendenciosa, diga-se de passagem) só para tentar justificar minhas crenças...

    Sobre os governos, a internet tem se mostrado bem resiliente contra os seus desmandos e o bitcoin, para mim, ainda é uma das melhores ferramentas contra esses desmandos.

    A propósito da China, o preço do bitcoin em dólares caiu 40% em questão de dias por causa das notícias chinesas, levando consigo os mercados no mundo todos, inclusive no Brasil onde o índice do mercadobitcoin bateu menos de R$1.500,00 depois de ter chegado à mais de R$2.000,00. Entretanto, menos de uma semana depois, já começou a recuperar e já está estabilizando em mais de R$1.600,00. Segundo a crença generalizada, se uma lei dessas fosse de fato implantada (como o foi na China) o bitcoin já era para estar dando sinais de queda sem volta.
  • anônimo  16/11/2014 09:57
    'E sua fé no governo é apavorante.'

    Se existe uma coisa apavorante é ter uma falsa sensação de segurança.
  • Silvio  16/11/2014 13:54
    Se as pessoas conhecessem os indivíduos que formam o governo, elas não iriam querer depender do governo nem para olhar o leite fervendo no fogão.
  • Cauê  18/12/2013 16:09
    oops convém.
  • Pedro Ferreira  18/12/2013 15:16
    Eu mesmo não sendo brasileiro (falo de Portugal) acho que não vale a pena sonhar que algum dia vocês vão puder atingir o PIB dos EUA, sem imensas reformas no pais, a cultura e a mentalidade é completamente entre os anglo-saxónicos e os brasileiros, embora do ponto de vista de recursos naturais o Brasil seja muito mais rico que os EUA, recursos hidricos, agricolas e agora petróleo.
    Mas nada é impossível a longo prazo, mas era necessário um governo tipo Chinês com um estado muito forte e exército para impor ordem na população, ou uma democracia muito musculada, pelo menos até se alterarem os niveis de educação e civismo da maioria da população.
    Mas o problema é que o Brasil não está numa ilha isolada, está rodeado de paises falhados e mais pobres na América Latina, ou a caminho disso, tipo Argentina, Venezuela, Bolivia, Peru, Paraguai, etc.
    Eu também não tenho alguma ilusão que o meu pais algum dia vai conseguir chegar aos niveis da Europa do Norte, tipo Alemanha, paises escandinavos, por aqui também temos uma cultura, mentalidade e politica muito diferente para pior destes outros paises.
  • Silvio Pinheiro  23/12/2013 02:00
    Receitar um governo ao estilo chinês para melhorar a situação do Brasil é o mesmo que prescrever pimenta para quem sofre de hemorróidas.
  • Antony Mueller  17/12/2013 19:46
    Oi, Pedro, sua pergunta sobre Paraguai. O cálculo é do Banco Mundial que usa um método chamado "Atlas", veja aqui na wikipedia
    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GNI_(nominal,_Atlas_method)_per_capita
    Note que comparações internacionais do PIB variam muito com a taxa de câmbio. O Banco Mundial procura com o método Atlas (veja a referência no texto mesmo) de reduzir o efeito transitório das flutuações da taxa de câmbio.
    Sobre o método:data.worldbank.org/about/country-classifications/world-bank-atlas-method
  • Pedro Ferreira  18/12/2013 10:22
    Como o valor na wikipedia batia certo com o vosso exceto o 5xxx por 3xxx, pensei que pudesse ter sido um erro, mas já está tudo esclarecido, obrigado.
    Realmente o Paraguai é um pais bem mais pobre que o Brasil mesmo...
  • João  17/12/2013 23:11
    Essa "correria para as áreas industriais" citada logo no início do texto é característica de país subdesenvolvido. Pessoal vai para os grandes centros, trazendo crescimento desordenado, violência, aglomeração, miséria, tráfico pesado e outras mazelas causada pela saída do pessoal da zona rural. O pessoal de menor conhecimento e capacidade acaba por ficar desempregado, entram em negócios proibidos, se reproduzem mais rápido e não conseguem sustentar a prole. Na geração seguinte, o conhecimento por lidas no campo já se perdeu. Essa situação é reforçada pelos resquícios do Feudalismo, que perpetua pelo interior do país, com fazendas de 10, 20, 50, 100 mil hectares, tirando a chance de muitas pessoas serem auto suficientes e ainda produzirem para obterem lucro. Bons tempos em que a cidade era um lugar organizado, espaçoso, limpo e seguro e o campo era habitado. Estamos cada vez mais longe de um equilíbrio saudável.
  • Samuel  18/12/2013 06:14
    O artigo é muito coerente, apesar de não ser tão austríaco. Poderia ser encaminhado para os presidenciáveis, mesmo sabendo que isso não resolva alguma coisa.
  • thiago mota  18/12/2013 11:16
    me arriscaria a dizer o seguinte sobre o Brasil em termos de tecnologia/padrão de vida:

    Ter negócios no Brasil sem chupar o pinto do governo já é impossível. O PT deve tender a sufocar mais ainda os pequenos e bravos guerreiros da microeconomia (a verdadeira economia). Por outro lado a informalidade só cresce. Ou seja, só 2 tipos de pessoas vão acompanhar a tecnologia: os muito ricos/ ostentadores/ applemaníacos que gastarão quatro mil em playstations ou os consumidores de "lixo" tecnológico e "muamba" - na informalidade - que deve ser a economia de fato do Brasil.

    Se o PT tbm não restringir esse mercado de informalidade, temos aí boas notícias: muita sonegação e as massas tendo acesso à tecnologia (mesmo que muito atrás do que se tem na gringa, mas o bastante pra manter um padrão de vida ao menos 20 anos atrás do mundo desenvolvido) - um grande Panamá - onde o que coloca comida e tecnologia nas casas das pessoas são as boas feiras livres, como numa feira da idade média das massas latinas - o verdadeiro poder das massas.

    Por outro lado, se eles pegarem pesado em combater o "trabalho escravo" e querer "democratizar" o comércio (o radical "demos" para comunas não é povo, e sim "daimos" ou "daemonium", o famoso satanás - quer dizer - democracia é poder do cão na novilíngua PTtralha).

    Enquanto isso vamos ver o que os 60.000 dos curtidores do Instituto Mises de agora vão ter a dizer quando isso chegar (diria 2017).

    A extinta URSS é isso: metade da economia era comércio clandestino, a outra metade era a economia de favores (pra chamar o encanador gratuito você dava um presentinho pra ele adiantar, pra comprar um carro e não ter que esperar 10 anos, você dava um preço por fora pro fiscal adiantar - e assim por diante).

    A Argentina já tá assim em relação ao dólar. A informalidade toma conta - mercado negro de dólar bombando.
  • Andre Cavalcante  18/12/2013 17:51
    Mas, pense bem.

    É exatamente que queremos, não?

    Quando as pessoas perceberem que podem ter as coisas (bens) e serviços que não seja por meio do governo, isto é, por um mercado negro, é aí que o governo morre.

    Mercado negro + uma moeda negra (dólar, bitcoin, euro, ouro, o que for, desde que não seja real) = liberdade econômica = fim do governo.

  • Viking  28/01/2016 15:58
    boas noticias: já são mais de 100 mil curtidores, dois anos depois da sua postagem.
    estamos evoluindo!
  • Adam Palms  18/12/2013 20:49
    Nasci e moro aqui no Brasil. Só tenho dois pedidos: 1-Não me cobrem impostos NUNCA mais; 2-Não aumentem os preços das mercadorias sem um considerável motivo para isso.
  • Silvio  13/11/2014 20:10
    O pedido nº 1 é perfeitamente razoável. O nº 2 não, porque os preços são determinados pelos empresários, os quais podem aumentá-los ou diminuí-los o quanto quiserem e quando quiserem, com ou sem boas razões para tanto.
  • Pobre Paulista  13/11/2014 21:39
    Errado, os preços são determinado pela oferta e pela demanda. Os empresários não têm o poder de fixar os preços que bem entendem (A não ser aqueles dos setores protegidos pelo governo, claro).
  • Silvio  13/11/2014 23:57
    Errado. Os empresários, donos dos produtos que são, têm todo o poder de fixar o preço que bem entenderem. Um empresário, se quiser, pode até fixar o preço de seu produto igual a zero. Isso é decisão dele e somente dele. Os meios de produção e, conseqüentemente, os produtos também, são dos empresários. E de ninguém mais. Portanto, ninguém (NINGUÉM) além dos empresários pode fixar preços.

    Agora, se eles desejam manter sua atividade produtiva, aí sim devem observar a demanda para determinar a quantidade de produção e o valor a ser exigido para se disporem de suas propriedades. Mas nada obriga os empresários a fixarem o preço X ou Y sobre seus produtos (a não ser quando o estado entra em cena para avacalhar com tudo, claro).
  • felipe  16/11/2014 14:01
    Errado, no livre mercado, UM empresario isolado até poderia a CURTO prazo colocar o preço que quiser mas ele não alteraria o preço determinado pelo mercado.
  • Pobre Paulista  28/01/2016 13:50
    Claro, então o padeiro pode fixar o preço do pão em R$10,00 a unidade, certo? Melhor ainda, pode fixar em R$99,99. Hm, pensando melhor, porquê não fixar em R$1.000,00 de uma vez?

  • Andre  29/01/2016 10:19
    Então o preço do pão é exatamente o mesmo em todas as padarias?
  • Pobre Paulista  29/01/2016 11:53
    Não, não é, e não entendi seu questionamento. Porquê seria? Todas as pessoas do mundo dão o mesmo valor para os pães? Todos os pães são exatamente iguais? Têm o mesmo sabor, mesma textura, mesma maciez? Todos as padarias são bem localizadas?
  • Andre  29/01/2016 12:52
    então você está se contradizendo... Quem determina o preço do pão é única e exclusivamente o padeiro. Aqui você faz uma confusão entre causa e efeito. Se ele cobrar um preço que as pessoas não estão dispostas a pagar, ou um preço abaixo do custo de produção, ele terá problemas. Eu não ficaria surpreso se soubesse da existência de uma padaria "gourmet" que cobra 100 reais pelo pão francês e sei de pelo menos um caso de uma padaria que na semana de inauguração (e apenas nela) passou distribuindo pão de graça pelas casas. O mercado é uma entidade extremamente dinâmica formada por milhões de decisões pontuais. Não há nenhum poder sobrenatural que determina o preço do pão, o que há são mecanismos de auto regulação que punem quem tomou decisões erradas, ou seja, não agradou seus clientes. Aqui um excelente artigo sobre isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1727
  • anônimo  29/01/2016 12:29
    Você está confundindo conceitos:

    no seu primeiro comentário você disse:

    "os preços são determinados pelos empresários"

    Depois você disse: "Um empresário, se quiser, pode até fixar o preço de seu produto igual a zero"

    Uma coisa é o que determina os preços no mercado; outra coisa é o empresário poder fixar o preço que quiser por suas mercadorias. Você confunde esse "poder" do empresário, na condição de proprietário, com os fatores que determinam os preços no mercado.

    De fato, ele pode fazer o que ele quiser com sua mercadoria (e respectiva fixação de preço), mas não é essa vontade individual que determina os preços de mercado.

    Essa sua confusão fica clara quando você disse: "nada obriga os empresários a fixarem o preço X ou Y sobre seus produtos"

    De novo: obviamente que ele pode fazer o que ele quiser relativamente às suas mercadorias, mas essa vontade dele não determina os preços de mercado (quando o estado não está presente, é claro).
  • anônimo  29/01/2016 13:39
    meu comentário foi ao Silvio
  • Filosofo comum  12/08/2014 02:43
    Paridade Poder de Compra per capita seria sinonimo de renda per capita também?
  • Moreno  13/11/2014 16:06
    Será que a dona Philma Rossbif lê os artigos publicados aqui, e ou livros de economia ?

    Não parece que ela é formada em economia.

    Para o Brasil crescer também, é necessário que as pessoas que ocupam o governo não sejam corruptas.

    Gostei do artigo. Espero que um dia nossos governantes levem as questões econômicas
    a sério.
  • Pedro Mundim  13/11/2014 17:02
    É o dilema do populismo. Esse regime nutre-se da pobreza assistida, então não pode acabar com a pobreza, pois isso seria dar um tiro no próprio pé, secar o caldo de cultura onde viceja. Porque precisa dos pobres, o populismo está sempre produzindo pobres em larga escala. O problema é que para manter os pobres fiéis, é necessário proporcionar-lhes alguma melhora em seu nível de vida, e isso acarreta o risco do pobre aproximar-se da classe média e assimilar alguns ideais típicos desta classe, como a queixa contra a alta carga tributária e a exigência de transparência administrativa e do fim da corrupção. Então o populismo fica na corda bamba entre a pobreza e a classe média. A longo prazo é inviável, pois como todo artista sabe, não é possível equilibrar-se para sempre em uma corda bamba.
  • Felipe  13/11/2014 18:10
    Alguém poderia me dizer qual é a variável em escala logaritimica Y/N ?
  • Ricardo  13/11/2014 19:24
    Renda.
  • Erick  13/11/2014 19:20
    Simplesmente sensacional! Como o conhecimento é sensacional

    Quanta sabedoria, pena que dizer isso aos idiotas do governo seria jogar pérolas aos porcos.
  • Murilo  13/11/2014 19:48

    Muito oportuno o artigo do Muller, mercê uma analise conjunta com o de ontem, sobre o PIB.

    Agora, analisando historicamente, pelos ciclos e as eventuais "constantes" na história de um Toynbee, Mário Ferreira dos Santos concluiu pela inviabilidade de previsões históricas, mas elencou pontos recorrentes nas civilizações que dizem e desdizem previsões.

    A lei malthusiana é frequentemente invocada como uma dessas espécies de constante universal para propugnar catástrofes futuras, mas todas elas, salvo catástrofes totalmente alheias à previsibilidade, foram superadas por eventos inovadores, o evento do Cisne Negro (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1955), fruto do potencial de superação da criação humano, frente a algum desafio ou resiliência.

    Sugiro aqui apenas alguns citados em artigos do próprio IMB, exemplos de surtos de prosperidade em ciclos de crescimento populacional vertiginoso: (fora as guerras)

    1. 5.000 AC
    Eventos de superação – ES (potencial de inovação): o homem caçador-coletor vira agricultor e desbravador graças a instrumentos de aumento da produtividade agrícola e de deslocamento para a ocupação de novas terras por parte dos filhos "excedentes".
    Evento da catástrofe - EC (imprevisível): catástrofes naturais (era glacial, etc.).
    www.mises.org.br/ArticlePrint.aspx?id=1037

    2. Império romano:
    ES: direito romano, racionalidade grega e espiritualidade hebraica unidas pela ética pessoal do evento de Cristo (segundo o historiador Giambatista Vico)
    EC: desvalorização da moeda pela adulteração do ouro (clímax na tirania de Maximiliano)

    3. Século XIV: (período de aquecimento interglacial na Europa)
    ES: fornos industriais, universidades, escolas, feiras de Champagne, etc.
    EC: Absolutismo de Reis (duas faces do Rei) iniciada pela tirania tributária de Felipe IV - o Belo e Pepino, e a Peste Negra.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1091

    4. Século XIX:
    ES: revolução industrial, uso de fertilizantes minerais, desbravamento de novas terras
    EC: latifúndios de citadinos (UK), 1ª guerra do cambio em Bismarck (Alemanha)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1925

    5. Século XX:
    ES: tratores, aviões, irrigação, internet, etc., etc.
    EC: Estados absolutistas, intervencionismos, New Deal, eugenia, etc., etc.

    6. Século XXI:
    ES: produtividade agropecuária altíssima, sementes OGM, GPS, Impressora 3d...
    EC: renovação da eugenia pela esterilização feminina em massa, redução natalidade dos mais ricos, quebra sistema previdenciário...
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861

    Em todos estes o crescimento populacional foi essencial, não entrave, para a prosperidade.

    Se a armadilha pode ser malthusiana a solução certamente é antimalthusiana.

    A celebração de que a população está crescendo menos advém majoritariamente do movimento ambientalista, cujo sentimento anti-humano é frequentemente explícito. No entanto, até mesmo naqueles círculos menos cáusticos o preconceito contra a humanidade já se espalhou. Hoje, é algo generalizado e que praticamente já adentrou a consciência popular. Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins. (Logan Albright)

    PS: topo parceria para desenvolver melhor este tema em um artigo...




  • Enrico  13/11/2014 21:51
    É o off-topic mais alarmante da história do site: a civilização ocidental corre perigo.

    Os países ocidentais ficaram chocados com a decapitação do jornalista e planejam operações militares contra o ISIS. Noticiam todos os planos de poder deles, mas até agora não vi o maior de todos eles sendo noticiado: estão prestes a lançar uma nova moeda - mais precisamente duas - o ouro e a prata. A notícia.

    Como o próprio texto lembrou, o Greenspan havia dito que nenhuma moeda fiduciária pode superar o ouro e nós austríacos não hesitamos em concordar.

    Esse Estado Islâmico começou bem. Aprontando altas magnificências econômicas em prol de seus fins de poder, enquanto os bancos centrais estão desgastando suas impressoras e desvalorizando suas moedas. E o pior é que pode haver uma onda de demonização seguida de confisco do ouro e da prata.
  • Anarca  13/11/2014 23:07
    a civilização ocidental corre perigo.

    Até pode ser, mas não pelo filhote da CIA.
  • Mr. Magoo  14/11/2014 00:24
    Emitir moeda faz parte do dever do califa.
  • stockfischer  14/11/2014 07:45
    tenho varios cursos e estudo e não consigo achar emprego na area de minha formação, no minimo as empresas pedem 6 meses de carteira assinada! Para elas meus cursos não serve para nada. Queria saber se isso é apenas regional ou é um problema nacional?

    Vejo jornais e sempre dizem que falta mão de obra qualificada, mas quando bato na porta de uma dessas empresas não tenho chance se quer de competir por uma vaga!

    Se alguem puder me dar uma explicação fico grato
  • Pedro  14/11/2014 16:45
    Você não é único, eu também já passei por isso. Todo recém graduado passa por essa fase em que ele descobre que seus vários anos de estudo não serviram para quase nada, no máximo, serviram para lhe dar um pedaço de papel (diploma) que lhe dá a permissão estatal de atuar em uma determina área.

    As empresas realmente procuram mão de obra qualificada, porém as universidades e escolas hoje em dia entregam tudo, menos profissionais qualificados. O maior responsável por isso é estado e seu Ministério da Educação Comunista (MEC).

    Não somos educados, somos doutrinados nas instituições de ensino do país, tanto públicas quanto privadas. Eu passei mais tempo ouvindo abobrinhas anti-americanas e anti-capitalistas no meu ensino médio do que aprendendo algo realmente útil para a vida.
  • anônimo  15/11/2014 17:21
    Qual sua área?
  • Halfed  29/01/2016 13:09
    Vários erros ortográficos. Procure estudar mais o próprio idioma.
    Boa sorte!
  • Rafael Isaacs  15/11/2014 13:20
    O que vcs pensam a respeito da reforma agraria?
  • Silvio  15/11/2014 18:23
    Uma rápida busca na pesquisa vai te dar a resposta. Aproveite a leitura: www.mises.org.br/Search.aspx?text=reforma%20agr%C3%A1ria
  • felipe  15/11/2014 19:41
    vcs? cuidados não existe uma unidade homogênea aqui.

    Se voce se refere aos austriacos segue:

    a opnião de mises:
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=321

    a opnião de Rothbard:
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=14

    Outras opniões :
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=510
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=443
  • Silvio  16/11/2014 04:32
    Nesse caso, acho que o 'vocês' pode ser usado tranqüila e corretamente. Reforma agrária é uma política de roubo de propriedade e violência em massa, logo, não há como um libertário ter opinião que não seja a de total contrariedade a essa porcaria.
  • felipe  16/11/2014 14:56
    Silvio,
    Aqui é um site sobre teoria austriaca que não faz juizo de valor.

    A opnião sobre a moralidade de uma determinada ação é sempre subjetiva, logo não há uma homegeneidade.

    A questão moral sobre o estado é bem divergente entre os principais defensores austriacos, Mises, Hayek e Rothbard.

    mesmo entre os anarco capitalista, que utilizam a teoria austriaca para defender o fim do estado apresentam algumas divergências em alguns pontos, como por exemplo o aborto.

    A questao da reforma agraria não deixa de ser menos polêmica, por exemplo, se estamos falando de apropriaçoes imorais pelos olhos dos libertarios, como por exemplo, um estado que tomou a força toda a terra e distribui para seus amigos, logo uma reforma agraria não seria imoral.
  • anônimo  16/11/2014 16:30
    O estado chegou e deu pros seus amigos, mas se vc tirar o estado e os amigos dele, então que legitimidade tem o resto do povo pra falar que é dono da terra? O critério do 'misturar com trabalho' já foi misturado há muito tempo.
  • Silvio  16/11/2014 16:45
    Aqui é um site sobre teoria austriaca que não faz juizo de valor.

    Perfeitamente de acordo. Mas um libertário, sabedor que toda política de reforma agrária gera má alocação de recursos escassos e aumenta o problema a que se propôs resolver, não tem como ser favorável a uma coisa dessas, a não ser que tenha um parafuso a menos.

    A opnião sobre a moralidade de uma determinada ação é sempre subjetiva, logo não há uma homegeneidade.

    Discordo. Embora a opinião sobre o que quer seja seja subjetiva (porque a opinião sempre parte de um sujeito), a moralidade não é uma questão de achismos.

    A questão moral sobre o estado é bem divergente entre os principais defensores austriacos, Mises, Hayek e Rothbard.

    De acordo, mas, como a moral não é uma questão de achismos, sabemos quem dos três está com a razão ou, pelo menos, mais próximo dela.

    mesmo entre os anarco capitalista, que utilizam a teoria austriaca para defender o fim do estado apresentam algumas divergências em alguns pontos, como por exemplo o aborto.

    De acordo. Mas, por outro lado, é impossível ser um anarco-capitalista sem que haja concordância em pelo menos alguns pontos básicos.

    A questao da reforma agraria não deixa de ser menos polêmica, por exemplo, se estamos falando de apropriaçoes imorais pelos olhos dos libertarios, como por exemplo, um estado que tomou a força toda a terra e distribui para seus amigos, logo uma reforma agraria não seria imoral.

    Você está fazendo confusão. [i]"Como qualquer estado jamais pode ser legitimado, nenhum estado pode sequer ser o proprietário (ter um direito de propriedade) de qualquer coisa. É claro, os estados normativamente controlam as coisas. Da mesma maneira, se eu mantiver você sob a mira de uma arma e roubar o seu dinheiro, eu normativamente controlo seu dinheiro. Mas isso não significa que eu possa ser considerado o dono do dinheiro, ou que eu tenha algum direito de propriedade sobre ele." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=91). Desse modo, o estado nunca pode ser considerado dono de qualquer terra para ser desapropriado. E, o mais importante, reforma agrária é uma política pública sobre a propriedade privada. Reforma agrária, no seu exemplo, seria a primeira parte, a parte em que o estado toma a terra dos outros e a redistribui para seus amigos. A segunda parte seria justamente o desfazimento dessa reforma agrária.
  • felipe  16/11/2014 20:25
    Silvio,

    A polêmica está no fato de que se a apropriação anterior é ilegitima aos olhos dos anarcos, logo uma reforma não poderia ser ilegitima

    No capitulo 10 do livro etica e liberdade, Rothbard define o que seria uma apropriação legitima.

    em resumo, ele afirma que a apropriação da terra só pode ser legitima quando alguém trabalhou nela.

    e no mesmo capitulo ele afirma, se alguem tem um pedaço extenso de terra e cuja uma parte nunca utilizou, e se um segundo individuo toma posse e uso daquele pedaço, tornasse proprietario legitimo.

    Exemplificando a polêmica:

    Se em um determinado tempo T1 um politico X toma a força um pedaço de terra e dar para seu amigo Y.

    Supondo que Y e seus descendentes utilizem apenas 50% da terra.

    Se em um novo tempo T2, um grupo de invasores toma e utiliza para si aqueles 50% de terra que Y não está usando, e o político Z que agora está no poder, resolve redistribuir esse pedaço aos invasores, segundo a visão Anarco, não teriamos nenhum problema moral.

  • Silvio  17/11/2014 00:19
    E estou de acordo com Rothbard. Essa é justamente a razão pela qual não posso me dizer dono da Lua. Para mim é impossível misturar meu trabalho com o solo lunar. Se eu me disser dono da Lua, a única conseqüência disso é que serei considerado um lunático (ba dum tss).

    A idéia da reforma agrária é, por uma razão de "função social" da propriedade, tirar a terra de seus legítimos donos ou impedir que alguém concentre propriedade fundiária além de um determinado teto fixado arbitrariamente pelo estado. No primeiro caso, que é o que interessa à discussão, a terra tirada vai para alguém, seja para o próprio estado, seja para alguém escolhido segundo critérios definidos arbitrariamente pelo estado.

    Nesse cenário, se o estado tirou terra de mim, deu para outros e, graças a uma revolução libertária, posteriormente ela voltou para mim, não houve reforma agrária alguma, apenas retomada de minha propriedade. Agora, se o estado tirou terra de mim, deu para outros e, graças a uma revolução socialista, posteriormente ela foi dada para novas pessoas, houve aí uma outra reforma agrária. Nesse segundo caso, azar o dessas pessoas e o das pessoas que anteriormente ocupavam a minha propriedade, a propriedade continua sendo minha do mesmíssimo jeito.

    Uma vez que eu tenha de volta a minha terra, o que se pode discutir aí é uma forma de compensação pelo trabalho que aquelas pessoas porventura agregaram à minha terra. Mas isso não é obrigatório. A única coisa obrigatória é que minha terra só poderá deixar de ser minha com o meu consentimento.

    Posto isso, vamos ao seu exemplo hipotético. A coisa fica assim:

    -o proprietário original esbulhado pelo estado continua sendo proprietário da terra que foi dada a Y;

    -não importa o que os descendentes de Y fizeram com ela. Y nunca foi proprietário para transmitir a propriedade daquela terra e eles, assim como seu ascendente, estão ocupando ilegitimamente uma terra que já tem dono;

    -se, como você disse, são invasores e tomaram na marra aquele pedaço de terra, a apropriação continua sendo ilegítima (se um ladrão rouba de outro, tudo o que temos são dois ladrões e ainda um proprietário lesado). Veja que a desculpa do latifúndio improdutivo não torna legítima a aquisição por meio da violência;

    -segundo a "visão Anarco" só não haverá um problema moral quando a terra for devolvida a seu legítimo dono, qual seja, aquele pobre coitado que teve sua terra roubada pelo estado em primeiro lugar. Se ele já estiver falecido, a terra deverá ser entregue a seus descendentes ou àqueles que o falecido porventura tenha indicado.

    Pelo seu exemplo, só haveria um problema moral se aquele novo grupo ocupasse pacificamente aquele pedaço de terra não utilizado pelos descendentes de Y. Mas, mesmo nesse caso, segundo meu juízo, essa parte da propriedade deveria ser restituída ao proprietário original, pois este deixou de ocupar aquela terra não por incompetência ou por falta de interesse, mas sim porque o estado a havia lhe tomado.
  • Yuri Guimarães Silva  19/11/2014 18:55
    O Unico problema que vi no argumento teórico (bem fundamentado) é que nunca tivemos mão-de-obra barata no Brasil. Como uma mao de obra é barata se não existe condições abertas de negociação salarial ? se os encargos para as pequenas empresas são os mesmos das grandes ? Se as exigências são expropriadoras e levam necessariamente a total falta de competitividade ? No meu entender inovação parte das pequenas empresas e estas são as que mais pagam a ineficiencia gritante de nossa economia !
    Isso sem contar com o total despreparo educacional e técnico que vem de heranças decenais !
  • Rocken  20/11/2014 03:29
    kkkkkkkkkkkkkkkk, como se a Alemanha e os países escandinavos que eram pobres não tivessem crescido para a renda mais alta que existe com estados gigantescos, estou falando de 50% do pib em impostos. No Brasil é 35%, vocês adoram conclusões falaciosas, então porque não dizem que falta imposto no Brasil? kkkkkkk
  • Ivan Drago  20/11/2014 10:30
    "como se a Alemanha e os países escandinavos que eram pobres não tivessem crescido para a renda mais alta que existe com estados gigantescos, estou falando de 50% do pib em impostos."

    Inverteu causa e efeito. Primeiro Alemanha e países escandinavos enriqueceram. Depois, só depois, é que aumentaram seus impostos. Se tivessem feito o contrário seria impossível terem enriquecido.

    Sei que leitura não é do seu feitio -- se fosse, você não teria esse linguajar tão latrinário --, mas aqui vão os artigos que falam exatamente sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1419
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=113
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=872
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1745


    P.S.: uma dúvida zootécnica: por que todo asno ri como uma hiena?
  • cmr  28/01/2016 13:58
    Quando o crescimento econômico baseado na acumulação de capital e na imitação tecnológica terminou, o Brasil ainda não havia adquirido a capacidade de competir com os países de alta renda em termos de tecnologia, produtividade e habilidades.

    Onde estão os "sientista" e "ingeneros" do ITA, USP, Unicamp, etc... ???? Estão fazendo ciência, engenhando ?.

    Não, estão ocupando cargos públicos de aspones ou estudando para prestar concursos públicos para aspones.

    ôôô paisinho !!!
  • Viking  28/01/2016 14:42
    tudo isso acontece graças ao governo, que enche de entraves o empreendedorismo e a inovação, ao mesmo tempo que oferece salários totalmente fora da realidade da iniciativa privada, e ainda com estabilidade.

    resultado: todo mundo querendo trabalhar para o estado.
  • Pobre Paulista  28/01/2016 15:55
    O funcionalismo público e a drenagem dos cérebros

    E falando em engenheiros da USP: link do CMR para o cmr ;-)
  • cmr  28/01/2016 19:13
    Não sabia da existência desse CMR, com o qual eu não tenho nenhuma ligação.

    Mas me lembro dos meus tempos de faculdade, do povo que vivia mais nos centros acadêmicos do que na biblioteca. Aqueles jogadores de baralho dos CAs eram os esquerdistas de iphone.
  • Pedro  28/01/2016 14:18
    Quase 3 anos depois da escrita deste artigo, o tempo encarrega-se de confirmar que realmente o Brasil não vai sair de pais de renda média.
  • Viking  28/01/2016 15:06
    pois é, e ainda dizem que a escola austríaca não sabe de nada porque "não é relevante no meio acadêmico".

    que vão à merda todos eles, uspianos, unicampeiros et al
  • cmr  28/01/2016 15:58
    E Marx, Keynes, Gramisci, que são citados a exaustão nos meios acadêmicos, são tidos como o supra sumo.
  • Henrique  28/01/2016 14:59
    Pessoal, existe um razoável consenso entre os austríacos sobre as causas de a economia do Japão estar estagnada há de 20 anos?


    Abraços.
  • Pedro  28/01/2016 16:30
    Eu gostava de estar estagnado como o Japão, estagnaram mas mantendo-se um pais muito rico. :)
  • Leandro  28/01/2016 16:50
    Keynesianismo na veia.

    No início da década de 1990, estourou a bolha imobiliária do país. Ato contínuo, os bancos japoneses levaram tantos calotes, que seus balancetes foram pro vermelho. Aqueles bancos outrora robustos, que haviam se tornado conglomerados mundiais na década de 1980, viraram zumbis.

    E como seu capital (patrimônio líquido) foi dizimado por causa do estouro da bolha imobiliária, eles não podem expandir o crédito. Por uma questão contábil, bancos descapitalizados não expandem o crédito. Bancos descapitalizados não fazem empréstimos para pessoas e empresas.

    Consequentemente, o mercado de crédito do Japão segue estagnado.

    Em relação ao início da década de 1990, houve uma deflação no crédito. Pode conferir aqui.

    E não adianta ter juros zero. Juros zero não incentivam empréstimos simplesmente porque bancos descapitalizados não têm como emprestar. Bancos com balancetes no vermelho não expandem o crédito. Ao contrário: eles retraem o crédito. Elas passam a demandar que os empréstimos pendentes sejam quitados.

    Aí, em paralelo a tudo isso, alguém -- se não me engano, Paul Krugman -- enfiou na cabeça dos japoneses que eles estavam sofrendo uma "armadilha da liquidez" (um conceito imbecil inventado por quem não entende como realmente funciona o sistema bancário).

    Ato contínuo, o governo japonês saiu gastando os tubos e se endividando ao máximo para construir pontes que levavam o nada a lugar nenhum, tornando o governo japonês o mais endividado do mundo.

    Uma lambança só.

    A sorte dos japoneses é que eles já eram extremamente ricos quando resolveram seguir os conselhos de Krugman.
  • Henrique  28/01/2016 17:47
    Agradeço aos amigos pelas respostas.

    A taxa de natalidade japonesa, nesse contexto, é causa principal ou secundária da falta de crescimento?



    Abraços.
  • Enrico  28/01/2016 21:45
    O único real problema da taxa de natalidade é o sistema previdenciário estatal, que se baseia num modelo de pirâmide (eufemisticamente chamado de partilha). O crescimento nominal pode ser afetado pela baixa taxa de natalidade, mas, como bem menciona um artigo daqui, o crescimento precisa ser analisado de acordo com as mudanças demográficas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=993

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1969
  • Henrique  29/01/2016 09:10
    O baixo crescimento do Japão não é devido ao povo ser cauteloso demais, poupando muito dinheiro? Eu me lembro de o governo ter dado um benefício para os aposentados e eles, no final da vida, resolveram guardar o benefício!
    Outro fator não seria a deflação vivida pelo Japão, que até hoje, me parece, o governo não conseguiu reverter?


    Abraços.
  •   29/01/2016 13:38
    "O baixo crescimento do Japão não é devido ao povo ser cauteloso demais, poupando muito dinheiro?"

    Não. Essa correlação keynesiana entre consumo e crescimento já foi refutada incontáveis vezes, no plano teórico e prático.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=761

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2027


    Outrossim, a afirmação de que "crescimento econômico causa inflação" é um mito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=145


    "Outro fator não seria a deflação vivida pelo Japão, que até hoje, me parece, o governo não conseguiu reverter?"

    Também não. Assim como crescimento não causa inflação, inflação não causa crescimento. Logo, deflação não pode ser causa de não-crescimento.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=163

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=894
  • Clovismr  28/01/2016 16:04
    Não li o artigo mas vou postar assim mesmo.
    Segue link:

    noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/01/28/escovacao-3-vezes-por-dia-explica-falta-de-pasta-de-dente-diz-ministra-na-venezuela.htm

    e absorvente? Tá faltando também? Receio que sim, e aí, como fazer? A ministra vai ensinar?

    Sem limites... vá pra @#@#@#$%¨%¨%$#@$%¨&*&*&¨¨%$##@$%¨&
  • Clovismr  28/01/2016 16:42
    em tempo, não li esse artigo daqui, mises. O da ministra li sim...
  • anônimo  28/01/2016 16:48
    Como todo esquerdista, a culpa pelo fracasso das suas políticas são os hábitos da população, os EUA, o tempo e etc... Mas nunca as suas próprias ações.
  • Vinicius  28/01/2016 18:14
    O UOL em gesto de extrema picaretagem, ao ser ver exposto ao ridículo removeu a reportagem, mas como não vivemos nos tempos de Stalin segue outro link:

    www.correiodoestado.com.br/brasilmundo/escovacao-3-vezes-por-dia-explica-falta-de-pasta-de-dente-diz/269253/
  • Dissidente Brasileiro  28/01/2016 18:54
  • anônimo  28/01/2016 20:41
    Haddad está certo.
  • Eduardo Mendes  29/01/2016 07:22
    Que sumam. Qual o problema ?
  • anônimo  28/01/2016 20:50
    ficaremos eternamente nessa armadilha

    m.oglobo.globo.com/economia/medidas-de-incentivo-ao-credito-chegam-r-83-bilhoes-18562057
  • Artilheiro de Metralhadora (pergunta off-topic)  28/01/2016 22:32
    Olá!

    Por favor: alguém poderia me dizer se já existem dados atualizados acerca da real taxa de desemprego no Brasil?

    Desde já agradeço as respostas!

    Tudo de bom!
  • Fernando  29/01/2016 00:27
    Essa renda média é uma igualdade disfarçada.

    Não tem como o país crescer 4,5% ao ano, com um governo drenando tudo que é produtivo.

    Uma coisa eu não tenho dúvida, o governo nunca sobreviveria sem mentir. Sem enganar as pessoas, é impossível existir um governo.

  • Clovismr  29/01/2016 10:57
    Bom Dia a todos.
    Não sei o que é pior: governos mentirosos(todos são) ou imprensa incompetente.

    A UOL DESMENTIU a notícia sobre o "dentifrício" ...rsrs (foi assim né?), reproduziu notícia de um site de humor e deu como verdadeira - o termo é "barriga" - por isso tirou do site rapidinho.

    Mas o q chateia é que a imprensa faz dessas volta e meia e nunca é chamada pra arcar com suas responsabilidades, confirmando o que um sujeito disse: "imprensa foi feita para não informar".
    Reforço o papelão do UOL por que não fosse a internet e tudo ficaria como se fosse fato. Na época dos formadores de opinião era como funcionava, não tinha como questionar os jornalões e seus correlatos. E é por isso que viajo por todos os sites pra tentar entender onde está o poder por trás da notícia.
  • Advogado  29/01/2016 11:40
    Aí eu vou ter de ser o advogado de defesa do UOL. Quem, à primeira vista, desconfiaria que tais informações eram meramente humorísticas?

    Já faz mais de 5 anos que todas as declarações de cunho econômico emitidas por autoridades venezuelanas representam uma grande concorrência a sites como o Sensacionalista e o The Onion. Aliás, sinceramente, não duvido nada de que as autoridades econômicas daquele país utilizariam desculpas semelhantes para explicar a falta de contraceptivos e absorventes no país.
  • anônimo  29/01/2016 11:43
    tem a questão da falta de papel higiênico também
  • Pobre Paulista  29/01/2016 11:50
    Toda piada é uma pequena revolução. Este foi o melhor exemplo disso.
  • Clovismr  29/01/2016 11:58
    já cansei de pegar a imprensa em denúncias vazias, fatos sem conteúdo e depois de arruinar reputações de inocentes nada acontecer. Por mais que a Venezuela esteja onde está, não justifica. Imprensa é algo que não confio. UOL não é rádio comunitário de alcance local. Deveria ter mais cuidado sim. É o q acho. No mais, um erro nunca justifica outro.
  • Clovismr  29/01/2016 12:53
    Uber tá caindo como uma luva na sede insana por impostos. GENIAL!!!!!

    É um absurdo é ver esse quiprocó todo por causa de um serviço que teria ser como outro qualquer. Afinal quem utiliza táxi?São os mais pobres? Essa pergunta cabe pra um gov de esquerda, não? Entendem como nada faz sentido?

    Regulamentam o serviço e o dinheiro entra limpinho nos cofres públicos.
    Eu estava estranhando essa boa vontade dos políticos com o Uber. Começa a fazer sentido.

    Além do que os veículos do Uber não contam com nenhum tipo de "incentivo" como nos táxis, ou seja, seria uma receita mais.
    Já fizeram as contas?
    O UBER foi um presente dos Deuses.
  • Eduardo  31/01/2016 12:46
    Concordo com você Clovismr o Uber vai ajudar nossos governates corruptos a arrecadarem mais tributos.
  • Lucas  29/01/2016 17:38
    Este artigo é realmente de 2013? Mal posso acreditar! Parece que foi escrito ontem.
  • Paulo  04/02/2016 12:54
    É triste o caminho que o nosso país está tomando, muito triste. Poderiamos ser uma super economia, um país de primeiro mundo se não fosse todos esses escandalos ai. Espero que o Brasil mude pra melhor, pois senão pode acontecer com o Brasil o mesmo que aconteceu com a grécia, infelizmente.

    Abraços,
  • Flávia  25/02/2016 13:17
    Cada vez mais o nosso país entra em uma crise sem precedentes. Hoje vi no jornal a noticia do rebaixamento do grau de investimento e a coisa tende a piorar ainda mais infelizmente.
  • Fernanda  04/04/2016 17:30
    Excelente artigo bem explicado a situação atual do Brasil. Apesar od artigo ter quase dois anos ele demonstra o momento atual perfeitamente.
  • GEANCELMO NASCIMENTO  17/05/2016 18:17
    Parabéns pelo artigo muito bem explicado,apesar de tudo o brasil continua com os velhos problemas de sempre.
  • Geroncio Barbosa  22/05/2016 21:25
    Excelente artigo, O Brasil sempre esteve em crise, só estava escondido tenho quase certeza que será difícil sair dele tão facilmente.
  • RUI BARBOSA BARBOSA  02/06/2016 16:12
    Nosso País Passa por um verdadeiro Caos Interno A Política esta devastada sem nenhuma credibilidade entre a População brasileira.
  • RUI BARBOSA BARBOSA  02/06/2016 17:36
    Ótimo Post Parabéns Muito bem Escrito essa e Nossa Realidade.
  • Gabriel Medeiros  27/06/2016 13:28
    "Neste caso, em consequência de um crescimento artificial gerado pelos estímulos monetários e fiscais, a economia cairá abaixo de seu nível anterior de renda."

    impressiona como é certeira a previsão.
  • Carlos  08/07/2016 13:54
    Em primeiro lugar parabéns pelo o valoroso conteúdo, na verdade o Brasil já tem um bom tempo que está em crise, mas agora se alastou mais ainda.
  • Marcos Vimax  23/08/2016 04:13
    Excelente artigo muito bem explicado,apesar de tudo o brasil continua com os velhos problemas de sempre, demonstra o momento atual perfeitamente.
  • Marcos Iram  10/09/2016 07:09
    E a tal aristocracia não é novidade nenhuma, todo mundo sabe que o bitcoin acaba enriquecendo os primeiros usuários.Tanto que os próprios bitcoinzistas não negam e até justificam. 'ah, os primeiros usuários merecem se beneficiar, foram eles que correram mais riscos'
    Bullshit, risco nenhum, comprar bitcoin no começo ou minerar era a coisa mais fácil do mundo.
  • GEANCELMO NASCIMENTO  17/11/2016 00:58
    Nosso país e um verdadeiro caos, passa o tempo e nada muda tudo sempre acaba em pizza.
    Acesse:cursoimportadoraliexpress.com/
  • Carlo bettega  23/11/2016 15:38
    Concordo plenamente com esse título, a renda média com toda certeza é uma grande armadilha para o povo brasileiro, que uma grande maioria trabalha para sobreviver, verdade seja dita.

    Por isso criamos técnicas que se sobre saem em meio a crises...

    caso queira conhecer meu site e comentar o que acha, fique a vontade.
    saibaagora.com.br/revelada-a-formula-do-facebook/
  • Everton luiz  25/12/2016 17:59
    O artigo é muito coerente, apesar de não ser tão austríaco. Poderia ser encaminhado para os presidenciáveis, mesmo sabendo que isso não resolva alguma coisa. evertonlr.com/curso-trabalhar-pela-internet-agora-fiz-e-recomendo/
  • Felipe Jaime  26/03/2017 14:19
    Otimo texto, triste e facil profetizar nossos ciclos economicos.
  • Curioso  02/05/2017 07:20
    Eu tenho uma dúvida: por que o Paraguai não é desenvolvido igual, por exemplo, o Chile?

    O país possui baixos impostos e a liberdade econômica é bem maior que do Brasil.
  • Respondedor  02/05/2017 12:19
    Porque o que gera riqueza e prosperidade é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    O Paraguai tem alguma dessas características? E o Chile? Qual dos dois tem mais?

    Ter baixos impostos ajuda muito (tanto é que o Paraguai vem progredindo bastante), mas está longe de, por si só, resolver tudo.

  • Paulo  25/06/2017 15:33
    "Política se adapta às realidades sociais que já existem. Se você quer liberdade, você deve criá-lo primeiro como um movimento social, cultural e intelectual. É de onde vem o trabalho duro, e é justamente onde as pessoas tendem a vacilar. Em vez disso, elas sonham que o mundo lhes conceda a liberdade, mas isso nunca acontece.

    Mas no Brasil, encontra-se outra determinação, moral e intelectual e paixão para viver o sonho que você queremos ver no mundo. Os organizadores do fórum da liberdade fazem isso a trinta anos. Só agora é que se tornou evidente: criou-se uma espécie de nação em nação, como uma fonte de inspiração para todo o país. E agora se tornou um presente para o mundo."

    Esse é o depoimento de Jeffrey A. Tucker depois de palestrar no Fórum da Liberdade em Porto Alegre. O original está aqui em inglês:

    https://www.facebook.com/jeffreytucker.official/posts/1439652892740346


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.