clube   |   doar   |   idiomas
Liberdade e guerra - uma breve história
A trágica evolução do poder do estado

Saul atacando David (1646) - Guercino (1591—1666)

Em seu livro A Anatomia do Estado, Murray Rothbard escreveu:

Assim como as duas interrelações humanas básicas e mutuamente exclusivas são a cooperação pacífica ou a exploração coerciva — produção ou depredação —, a história da humanidade, em particular a sua história econômica, também pode ser considerada uma disputa entre estes dois princípios. 

Essa disputa tem sido unilateral. No mundo antigo, impérios dominavam a vida política. Sistemas impiedosos baseados na escravidão, no roubo e na guerra eram a regra ao redor do mundo. 

Uma exceção, em um território rodeado por impérios desse tipo, eram as tribos de Israel. Mesmo alertados pelo próprio Deus sobre a miséria que enfrentariam caso renunciassem voluntariamente à liberdade que gozavam sob o regime descentralizado dos juízes em favor de um rei terreno que os governasse, eles clamaram pela própria escravização.  

É instrutivo que a recompensa que os israelitas julgavam justa, não obstante seu alto preço, fosse a de ter um rei que os liderasse em batalha. Tendo Saul como rei, Israel não mais desfrutou de períodos de paz como quando sob a liderança dos juízes; esteve constantemente em guerra.  

Como Samuel havia alertado, Saul tomou seus filhos como soldados, suas filhas e seus empregados como escravos, suas melhores terras, suas colheitas e seus rebanhos, assim reduzindo os israelitas à servidão.[1]

Os israelitas não seriam o último povo a sucumbir ao canto de sereia da guerra. A respeito da importância da guerra como um instrumento para o engrandecimento do poder do estado em sua disputa contra a liberdade, Rothbard escreveu:

Em uma guerra, o poder do estado é levado ao extremo, e sob os slogans da "defesa" e da "emergência", ele pode impor uma tirania ao público que, em tempos de paz, enfrentaria franca e aberta resistência. Desta forma, a guerra provê muitos benefícios a um estado e, de fato, todas as guerras modernas trouxeram aos povos envolvidos um permanente legado de maiores encargos estatais sobre a sociedade. 

A guerra não apenas amplia enormemente as transferências de riqueza da sociedade para o estado para que este fortaleça seu regime, como também promove a ideologia pró-estado.  

Como o estado vive parasiticamente da produção de seus hospedeiros, aqueles que se beneficiam destas transferências de riqueza devem ser sempre uma minoria da população. As vítimas do estado têm de ser a maioria e, portanto, sua aceitação da depredação promovida pelo estado deve ser cuidadosamente engendrada, caso contrário será o fim desse mesmo estado.

A legitimidade do estado deve ser fabricada e mantida por meio da ideologia. Do despotismo oriental à hegemonia americana, o estado nunca falhou em atrair, com seu poder e riqueza, aqueles que se esforçassem para criar sua apologia.  

Mas mesmo toda a litania de alegações — que nossos governantes são sábios e seus governos são beneficentes, que nossos governantes nos protegem de perigos terríveis, que nossos governantes mantêm a coesão social, que nossos governantes preservam a tradição gloriosa de nossos ancestrais, que nossos governantes incorporam os interesses da sociedade, que nossos governantes são designados por Deus, que nossos governantes trazem ciência e razão à sociedade, que nossos governantes são capazes de controlar a economia e assim por diante — nunca conseguiu explicar como é possível transformar hegemonia em associação voluntária, tributação em oferenda espontânea, coerção em liberdade de escolha, homicídio em massa em defesa, regulação econômica em prosperidade e enriquecimento de todos.  

Se o estado é a fonte de onde jorram todas as benesses sociais, então por que seus apologistas estão sempre tentando fortalecer seu poder instigando um sentimento de culpa nos bem-sucedidos e de inveja nos mal-sucedidos?

Nós libertários conseguimos ver através das mentiras e dos sofismas da ideologia pró-estado porque soubemos aceitar a verdade promovida por aqueles que sempre defenderam a liberdade. Extrapolando da nossa experiência, podemos ver que a ideologia anti-estado é condição necessária para se estabelecer e manter a liberdade. As vantagens que ela tem sobre a ideologia pró-estado são que, primeiro, ela recorre aos interesses da maioria, e segundo, ela se apóia na verdade a respeito da natureza da ação humana.  

Ao passo que a liberdade é consistente com a ação humana, o estado está fundamentado em uma flagrante contradição, a saber: a ideia de que a única maneira de haver uma instituição que proteja nossos direitos é criando uma instituição que se baseie totalmente na própria violação dos nossos direitos.

Os antigos israelitas seguiam uma ideologia que possuía muitas das qualidades necessárias para manter o poder estatal restringido, como, por exemplo, uma lei superior à qual todo homem estava sujeito, e um sistema de governo descentralizado. Por algumas gerações, os reis de Israel foram um tanto quanto contidos pela lei superior. Mas à medida que a perversidade dos reis posteriores foi aumentando, a lei superior foi sendo finalmente abandonada, até que as liberdades dos israelitas foram extintas.[2]

Levaria muitos séculos para que o mundo testemunhasse outra faísca de liberdade. Ela foi acesa sob Sólon, em Atenas, e sua brasa brilhou mais vivamente durante o reinado de Péricles. Mas a liberdade durou somente enquanto Péricles e sua geração estiveram vivos.  

De acordo com Lord Acton, o sistema ateniense não foi capaz de proteger as minorias e de colocar o estado sob o domínio da lei. A democracia de Atenas, no final, levou ao conflito de classes, o que destruiu o sistema. A Guerra do Peloponeso extinguiu tanto Péricles quanto a chama da liberdade ateniense.[3]

Em Roma, os estóicos redescobriram o conceito de lei superior à qual todos os homens estão sujeitos. Em sua maior formulação, nas mãos de Cícero, Sêneca e Fílon, os estóicos afirmaram que há uma comunidade universal dos filhos de Deus e que Sua voz deveria ser obedecida. A liberdade seria alcançada por meio da obediência das leis naturais de Deus. Com uma ideologia melhor que a dos gregos, a nova batalha pela liberdade durou bem mais em Roma do que em Atenas. Mas ela nunca atingiu na prática as elevadas expressões alcançadas na teoria.[4] 

Como Acton escreveu,

Indivíduos e famílias, associações e dependências eram material mais do que suficiente para o poder soberano consumir para seus próprios objetivos. O que o escravo era nas mãos de seu mestre, o cidadão era nas mãos da comunidade. As mais sagradas obrigações desapareceram ante as vantagens públicas. Os passageiros existiam para sustentar o navio.[5]

No auge de seu poder, antes que as guerras do império abortassem sua liberdade e prosperidade embrionárias, Roma encontrou uma esperança de liberdade nos homens livres das comunidades teutônicas. Quando seus líderes foram convertidos ao cristianismo, eles converteram seu povo. Após a queda de Roma, seus governos descentralizados persistiram uma vez que a Igreja resistia à centralização do poder estatal, permitindo um longo período de incubação para o nascimento da liberdade.[6]

A vez da liberdade chegou durante o século X, quando os escandinavos interromperam suas invasões agressivas à Europa e passaram a praticar o livre comércio de forma pacífica. 

No século seguinte, o Mediterrâneo estava seguro para a navegação europeia. Veneza e as cidades do norte da Itália prosperaram expandindo suas rotas comerciais e levando a divisão do trabalho às cidades do interior. As cidades hanseáticas fizeram o mesmo no norte da Europa. Como escreveu Henri Pirenne, a Europa tornou-se uma região de cidades construídas pelo capital.[7]

O florescimento do comércio na Europa foi fortalecido pelo desenvolvimento de uma ideologia pró-liberdade, elevada a um apogeu inédito pela doutrina cristã do indivíduo. O próprio Deus havia encarnado e vivido como um homem. Jesus Cristo sofreu e morreu para assegurar a salvação de cada indivíduo. No Céu, Deus glorificará cada pessoa com um corpo espiritual para viver em comunhão com Ele e com o próximo. Nações prosperam e entram em decadência, mas o indivíduo viverá pela eternidade.

Como mostrou Harold Berman, no século XI, a Igreja reformulou o direito canônico em linhas mais favoráveis à propriedade privada e ao contrato. A lei canônica funcionou como um fermento para os diferentes sistemas legais, tanto o civil quanto o comercial.[8]  

Berman escreveu:

Talvez a característica mais distintiva da tradição legal ocidental seja a coexistência e a competição dentro da mesma comunidade de jurisdições diferentes e de sistemas legais diferentes. É essa pluralidade de jurisdições e sistemas legais que torna a supremacia da lei necessária e possível.

O pluralismo legal originou-se na diferenciação entre o governo eclesiástico e os governos seculares. A Igreja declarou sua independência do controle secular, sua jurisdição exclusiva em determinados assuntos, e sua jurisdição concorrente em outros assuntos ... A lei secular, por sua vez, estava dividida em vários tipos concorrentes, incluindo a lei real, a lei feudal, a lei senhorial, a lei urbana, e a lei comercial.[9]

Na medida em que a proteção legal da propriedade privada ia sendo lenta mas decisivamente ampliada da Igreja e dos mercadores para qualquer indivíduo, o progresso econômico foi levado às massas. A pequena revolução industrial, engendrada pela proteção da propriedade privada e dos contratos, atraiu a atenção de estudiosos que queriam explicar o funcionamento da economia florescente.  

Jean Buridan e Nicolas de Oresme escreveram trabalhos no século XIV explicando a atividade econômica tendo como moldura a sociedade como uma ordem natural surgida do funcionamento das leis que Deus imprimiu à natureza das coisas. A lei natural também formou a base para leis feitas pelo homem na alta Idade Média. Como Berman escreveu:

Na era formativa da tradição jurídica ocidental, a teoria da lei natural predominou. Era consenso geral que o direito humano, em última análise, derivava, e deveria ser aprovado, pela razão e pela consciência. De acordo não apenas com a filosofia do direito da época, mas também com o próprio direito positivo, qualquer lei positiva, fosse ela editada ou baseada em costumes, deveria estar em conformidade com a lei natural, caso contrário ela careceria de validade como lei e poderia ser ignorada.  

Esta teoria era baseada tanto na teologia cristã quanto na filosofia aristotélica. Mas ela também estava baseada na história da luta entre autoridades eclesiásticas e seculares, e na política do pluralismo.[10]

Quando irrompiam guerras no contexto desta ideologia cristã pró-liberdade, elas meramente desaceleravam, em vez de interromperem por completo, o ímpeto da liberdade. A Guerra dos Cem Anos veio para consolidar o poder estatal e fomentar a ideologia pró-estado. As forças reacionárias eram fortes o bastante para inaugurar a era do absolutismo monárquico. A ascensão do estado-nação começou a ameaçar a liberdade no Ocidente como até então nada havia ameaçado antes, desde o poder estatal de Roma.  

Assim como autores mercantilistas vocalizavam a ideologia pró-estado nos séculos XVI e XVII, os pós-escolásticos revidavam com suas visões pró-liberdade.

A Escola de Salamanca desenvolveu uma visão sobre política e economia fundada na lei natural. O fundador da escola, Francisco de Vitória, argumentou que todos os indivíduos merecem a mesma proteção legal para suas pessoas e para suas propriedades. Como Tom Woods escreveu:

Vitória afirmou que o homem não podia ser privado da sua capacidade civil por estar em pecado mortal, e que o direito de possuir coisas para uso próprio (isto é, o direito à propriedade privada) pertencia a todos os homens, mesmo que fossem pagãos ou tivessem costumes considerados bárbaros. Os índios do Novo Mundo eram, portanto, iguais aos espanhóis em matéria de direitos naturais. Possuíam as suas terras de acordo com os mesmos princípios pelos quais os espanhóis possuíam as deles.[11]

A visão da lei natural dos escolásticos foi elevada por Hugo Grócio em sua obra sobre o direito internacional no século XVII, e a ideologia pró-liberdade foi posteriormente refinada nas obras sobre direitos naturais de Locke e Jefferson nos séculos XVII e XVIII.

A América provou ser terreno fértil para a ressurreição da liberdade. O poder estatal não foi capaz de reprimir as tendências de pessoas possuidoras de uma ideologia pró-liberdade de viverem respeitando a propriedade privada e os contratos, no território aberto e nos governos descentralizados da América do Norte colonial. Estados-nações tiveram de se contentar com limitações ao seu poder diante das possibilidades que suas vítimas tinham de escapar de suas depredações.  

Durante o seu apogeu no século XIX, o liberalismo clássico espalhou os frutos da liberdade, da paz, da prosperidade e da prosperidade humana. Mas a ideologia pró-liberdade refinada pelos liberais clássicos não estava livre de impurezas.  Seu defeito fatal estava patente na centralização do poder estatal através da constituição americana, que impunha um formato de estado-nação sobre o sistema de governos descentralizados dos 13 estados. Como Hans-Hermann Hoppe escreveu,

A filosofia política liberal clássica — como personificada por Locke e mais proeminentemente demonstrada na Declaração de Independência de Jefferson — era antes e acima de tudo uma doutrina moral.  

Inspirada na filosofia dos estóicos e dos pós-escolásticos, ela estava centrada ao redor das noções de soberania do indivíduo, apropriação original de recursos naturais (sem dono), na propriedade e no contrato como sendo um direito humano universal implícito na natureza do homem enquanto animal racional. No ambiente de governantes monárquicos (reis e príncipes), esta ênfase na universalidade dos direitos humanos colocou a filosofia liberal em radical oposição a todo e qualquer governo estabelecido.  

Para um liberal, todo homem, rei ou aldeão estava sujeito aos mesmos princípios universais e eternos de justiça. E um governo, ou ele conseguia justificar sua existência como sendo um contrato entre proprietários privados, ou ele não poderia ser justificado de forma alguma.[12]

Tragicamente, da genuína proposição de que uma ordem social liberal requer que seus membros utilizem violência defensiva para suprimir a agressão contra a pessoa e a propriedade, liberais clássicos incorretamente concluíram que deveria haver um provedor monopolístico dessa violência defensiva.  

De acordo com a visão de que o estado é essencial para uma ordem social liberal, os liberais clássicos permitiram que o poder estatal mantivesse um ponto de apoio que ele mais uma vez utilizaria para atacar a liberdade.

Esse momento veio em 1914. Como Rothbard escreveu,

Mais do que qualquer outro período, a Primeira Guerra Mundial foi o crítico divisor de águas para o sistema empresarial americano. A economia transformou-se em um "coletivismo de guerra", uma economia totalmente planejada e conduzida amplamente pelos interesses dos grandes negócios e por meio da intervenção do governo central, o qual serviu como o modelo, o precedente e a inspiração para o capitalismo corporativo de estado pelo restante do século XX.[13]

Como um prelúdio para a sua destruição na Grande Guerra, a ideologia pró-estado havia desferido um ataque frontal à liberdade no século XIX. Hunt Tooley registrou a função das ideologias no ímpeto à guerra em seu livro The Western Front.[14] Como Ralph Raico observou[15] em sua crítica ao livro de Tooley:

Tooley lida habilmente com as correntes intelectuais e culturais da Europa pré-guerra. Contribuindo para a propensão à violência havia o anarco-sindicalismo de Georges Sorel e uma forma degenerada de nietzscheanismo; porém, acima de tudo, havia o darwinismo social — na realidade, somente Darwinismo —, que ensinava o conflito eterno entre raças e tribos de humanos e de outras espécies.

Mesmo na América, a ideologia pró-estado havia conseguido degenerar o pensamento cristão durante a Era Progressista, despindo-o de sua forma pró-liberdade.  

Richard Gamble documenta esta degeneração em seu livro The War for Righteousness.[16]  Como Raico escreveu em sua crítica ao livro de Gamble,

Ao final do século XIX, protestantes progressistas, frequentemente influenciados pela Teoria da Evolução, estavam pregando pela transformação sucessiva da igreja, depois da sociedade americana, e finalmente do mundo todo. Ao rejeitarem o calvinismo tradicional, eles rejeitaram também a distinção agostiniana entre a Cidade de Deus e a Cidade do Homem.  

A Cidade do Homem deveria ser transformada na Cidade de Deus, aqui na Terra, por meio de uma alteração do cristianismo, o qual deveria ser redefinido como uma doutrina socialmente ativista.[17]

A Grande Guerra liberou as forças coletivistas do socialismo e do fascismo ao longo de todo o mundo ocidental. Como Raico escreveu,

A Primeira Guerra Mundial foi o ponto de inflexão do século XX. Se ela não houvesse ocorrido, os Hohenzollern da Prússia muito provavelmente permaneceriam como chefes da Alemanha, com seu arsenal de reis e nobres subordinados encarregados dos estados germânicos menores.  

Com qualquer vitória que Hitler pudesse ter obtido nas eleições do Reichstag, poderia ele ter erigido sua ditadura totalitária e homicida em meio a esta poderosa superestrutura aristocrática? Altamente improvável.  

Na Rússia, os poucos milhares de comunistas de Lênin confrontaram o imenso exército imperial russo, o maior do mundo. Para que Lênin tivesse qualquer chance de sucesso, aquele exército deveria ser antes pulverizado, que foi exatamente o que os alemães fizeram. Portanto, um século XX sem nazistas ou comunistas. Imagine isso.  

Foi o ponto de inflexão na história da nação americana, que sob a liderança de Woodrow Wilson transformou-se em algo radicalmente diferente do que havia sido antes.[18]

Em nenhum outro lugar a transformação radical foi mais evidente do que no direito. A tapeçaria legal do Ocidente, tecida por mais de um milênio, foi esgarçada e fendida na Primeira Grande Guerra. Harold Berman escreveu,

Quando os diferentes regimes legais de todas essas comunidades — locais, regionais, nacionais, étnicas, profissionais, políticas, intelectuais, espirituais, e outras — são engolidos pela legislação do estado-nação ... [isso] é, de fato, o maior perigo representado pelo nacionalismo contemporâneo. 

As nações da Europa, que se originaram de sua interação umas com as outras no contexto da cristandade ocidental, tornaram-se cada vez mais separadas entre si no século XIX. Com a Primeira Guerra Mundial, elas se separaram violentamente e destruíram os laços comuns que as haviam mantido previamente ligadas, ainda que frouxamente.  

E, no final do século XX, ainda sofremos com a historiografia nacionalista originada no século XIX, que apoiou a desintegração do patrimônio legal comum ao Ocidente.[19]

Mesmo na terra onde a liberdade ardia com maior brilho, a guerra provou ser uma força potente para o retrocesso. Como Rothbard escreveu:

Historiadores têm geralmente tratado o planejamento econômico da Primeira Guerra Mundial como um episódio isolado, ditado pelas necessidades da época, e tendo pequena significância posterior. Mas, ao contrário, o coletivismo de guerra serviu como uma inspiração e um modelo para um temível conjunto de forças destinadas a moldar a história da América no século XX.[20]

A Primeira Guerra Mundial destruiu a economia mundial que havia sido construída durante o século XIX sob o liberalismo clássico. Como Maurice Obstfeld e Alan Taylor demonstraram em seu livro Global Capital Markets: Integration, Crisis, and Growth, o nível de integração da economia mundial subiu de moderadamente baixo em 1860 para moderadamente alto em 1914.  

A Grande Guerra desintegrou a economia mundial, retornando-a a um nível substantivamente abaixo daquele vigente em 1860. E, ao final da Segunda Guerra Mundial (que foi uma continuação da Primeira Guerra Mundial), o nível de integração era metade do nível de 1860. O nível de integração da economia mundial só foi superar aquele de 1914 no século XXI.[21]  

Os governos levaram 70 anos para realizar aquilo que a liberdade fez em questão de dias.

A Grande Guerra destruiu o padrão-ouro clássico e introduziu uma era de moedas fiduciárias de papel. Hiperinflações e depressões foram o resultado. Como Steve Hanke e Nicholas Krus documentaram, dos 56 episódios de hiperinflação da história apenas um ocorreu antes de 1920.[22]  

E como George Selgin, William Lapstras e Lawrence White demonstraram, os cem anos de política monetária do Federal Reserve resultaram em mais instabilidade econômica e financeira do que o menos insolvente sistema bancário americano existente antes de o Fed ser criado.[23]

A Grande Guerra aniquilou o mundo liberal clássico e iniciou um século de ascensão do estado coletivista. A civilização ocidental, tendo dado à luz a liberdade e a alimentado, sacrificou sua cria antes que ela tivesse tido a oportunidade de atingir a maturidade ao redor do mundo.  

Em vez de liberdade, a hegemonia americana espalhou o corporativismo pelos quatro cantos da Terra.

Como nós, nossos predecessores trabalharam para divulgar a ideologia pró-liberdade durante dias negros, quando a liberdade havia sido eclipsada pelo poder estatal. Sua estratégia envolvia a criação de instituições independentes.  

Christopher Dawson, em seu livro The Crisis of Western Education, demonstrou que os movimentos intelectuais da Renascença e do Iluminismo se desenvolveram ao largo do estado. Dawson escreveu:

Na Inglaterra e nos Estados Unidos, a tradicional relação entre a igreja, a escola e o sistema medieval de independência corporativa conseguiu sobreviver, não obstante os ataques de reformadores políticos e educacionais.  

Os abusos do antigo sistema e a negligência da educação primária certamente não eram menos flagrantes na Inglaterra do que no continente europeu. 

Mas a força do princípio do livre-arbítrio e a ausência de um estado autoritário fizeram com que o movimento reformista na Inglaterra seguisse um caminho independente e criasse suas próprias organizações e instituições.[24]

Para restaurar a liberdade em nossa era, devemos erigir empreendimentos genuinamente privados e instituições educacionais independentes. Por meio de organizações como o Instituto Mises, podemos fazer a nossa parte no século XXI para reverter essa maré do estatismo coletivista que se ergueu no século XX, exatamente como nossos predecessores fizeram ao reverter o absolutismo no século XVIII. Não devemos repetir seus erros.  

Desta vez, nossa ideologia pró-liberdade deve abraçar suas implicações lógicas e rejeitar completamente a ideia de estado. Somente assim pode todo o potencial da vida, da liberdade e da propriedade ser concretizado na prosperidade de toda a raça humana.



[1] I Samuel 8.

[2] I Reis e II Reis.

[3] Lord Acton, Essays in the History of Liberty, Vol. 1, (Indianapolis: Liberty Classics, 1985), pp. 12-13.

[4] Acton, Essays in the History of Liberty, pp. 24-25.

[5] Acton, Essays in the History of Liberty, p. 18.

[6] Acton, Essays in the History of Liberty, pp. 30-33.

[7] Henri Pirenne, Medieval Cities (Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1925); idem, Economic and Social History of Medieval Europe (London: Routledge, 1936); and Acton, Essays in the History of Liberty, pp. 35-36.

[8] Harold Berman, Law and Revolution (Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1983).

[9] Berman, Law and Revolution, p. 10.

[10] Berman, Law and Revolution, p. 12.

[11] Tom Woods, Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental (São Paulo: Quadrante, 2010),

[12] Hans Hoppe, Democracy, the God that Failed (New Brunswick, N.J.: Transaction Publishers, 2001), p. 225.

[13] Murray Rothbar, War Collectivism: Power, Business, and the Intellectual Class in World War I (Auburn, Ala.: Mises Institute, 2012), p. 7.

[14] Hunt Tooley, The Western Front: Battle Ground and Home Front in the First World War (New York: Palgrave McMillan, 2003).

[15] Ralph Raico, Great Wars and Great Leaders: A Libertarian Rebuttal (Auburn, Ala.: Mises Institute, 2010), p. 230.

[16] Richard Gamble, The War for Righteousness: Progressive Christianity, the Great War, and the Rise of the Messianic Nation (Wilmington, Del.: ISI Press, 2003).

[17] Raico, Great Wars and Great Leaders, p. 193. Itálicos no original.

[18] Raico, Great Wars and Great Leaders, pp. 1-2.

[19] Berman, Law and Revolution, p. 17.

[20] Rothbard, War Collectivism, pp. 34.

[21] Maurice Obstfeld and Alan Taylor, Global Capital Markets: Integration, Crisis, and Growth (Cambridge: Cambridge University Press, 2004).

[22] Steve Hanke and Nicholas Krus, "World Hyperinflations," Cato Working Paper (Washington: Cato Institute, 2012). A exceção foi na França, durante a Revolução, em 1795.

[23] George Selgin, William Lastrapes, and Lawrence White, "Has the Fed Been a Failure?" Cato Working Papers (Washington: Cato Institute, 2010).

[24] Christopher Dawson, The Crisis of Western Education (Steubenville, Oh.: Franciscan Press, 1989), p. 67.



autor

Jeffrey Herbener
é professor de economia no Grove City College.


  • Fabio  03/12/2013 12:07
    Magistral!

    Cada palavra desse artigo foi um verdadeiro deleite para o intelecto.
  • Marcelo  03/01/2020 18:23
    Antes de um rei, Israel vivia sob o império de fortes princípios espirituais, baseados na lei de Moisés.
    Não existe liberdade sem princípios espirituais elevados e os valores daí decorrentes.
    Também não existe democracia sem transparência, sem princípios e sem livre mercado.
    Rechaçar o Estado sem que o povo tenha princípios é o mesmo sonho utópico do marxismo/leninismo, que vende a idéia falsa de um mundo perfeito, sem considerar que os homens são desesperadamente imperfeitos.
  • Introvertido  28/08/2021 00:44
    Que surpresa! O Marcelo já dizia essas bananas desde meados de 2020, e pelo jeito sua crença contínua forte!

    O Marcelo parece esquecer totalmente que o Estado não impõe e garante nenhum princípio moral ético (e quando impõe, geralmente são de forma antiéticas, por benefício próprio para manter o populacho calmo).

    Quem cria os princípios morais são às pessoas, e quem faz elas se tornar efetivas e éticas são os próprios indivíduos, exercendo seus respectivos direitos de autodefesa.
  • André Luiz  03/12/2013 12:09
    Este artigo acaba de entrar na minha lista top 10, e está em análise pra ver se entra na lista top 5.

    E essa frase é simplesmente espetacular:

    "Se o estado é a fonte de onde jorram todas as benesses sociais, então por que seus apologistas estão sempre tentando fortalecer seu poder instigando um sentimento de culpa nos bem sucedidos e de inveja nos mal sucedidos?"
  • Lúcio   03/12/2013 12:16
    André, fiquei curioso para saber quais artigos integram essa sua lista.
    Poderia informá-los?
  • André Luiz  03/12/2013 12:24
    Lúcio, de cabeça posso citar um do Hoppe (a origem da propriedade privada e da família), dois do Rothbard (o igualitarismo é uma revolta contra a natureza e a filosofia política de Étienne de la Boétie), um do de Soto (liberalismo clássico versus anarcocapitalismo), um do Sennholz (monopolio bom e monopólio ruim), um do Rockwell (a burguesia e suas virtudes cardinais; o estado e seus pecados capitais).

    Os do Tucker são muito bons pra convencer iniciantes, e os do Leandro são os melhores para explicar conceitos básicos de economia (aqueles da SELIC e das privatizações eu releio sempre que posso).

    Tem um do "Alceu Garcia", que não está publicado no site do IMB (a teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante de nosso tempo), que eu acho sensacional.

    Eis os links:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1037

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1206

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1197

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=482

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1176

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=67&type=articles

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=79&type=articles

    www.olavodecarvalho.org/convidados/0138.htm

    Abraço.
  • Hélio sepukcre  16/04/2020 17:52
    O artigo passou por toda história. O estado tem que existir, pois o Anarquismo não funciona. Mas um estado pequeno só nos pontos estratégicos. A produção até EDUCACIONAL e CULTURAL tem que ser privada.
  • Renato  03/12/2013 12:10
    Sábio este texto. O autor faz diferença entre os impérios totalitários, e os governos descentralizados, que via de regra permitem muito mais liberdade às pessoas. Interessante a compreensão do autor sobre o momento em que os EUA mudaram o registro, de uma nação onde o normal era a liberdade para uma nação centrada no estado. Eu nunca havia percebido isso, como a Primeira Guerra foi o ponto de inflexão do mundo, de volta aos caminhos do totalitarismo.

    Achei a visão do autor sobre a alta idade média demasiadamente otimista. Até onde me é dado conhecer, foi um período de menos liberdade que o século XIX.

    Quanto ao início da idade moderna, conhecendo agora um pouquinho dos escolásticos tardios, através do IMB, reconheço a imensa liberalidade de suas idéias. Mas é certo que essas idéias foram muito pouco aplicadas na própria nação espanhola, onde viviam muitos desses pensadores. Ao contrário, a Espanha foi a encarnação do mercantilismo no início da idade moderna. E nunca deixou de ser mercantilista. Mas, por algum motivo, tenho esperança de que a Espanha ainda será uma luz de liberdade para o mundo. Eles tem uma tradição que teria evitado muitos dos grandes males da humanidade, se fosse aplicada. Imagino que no futuro, talvez muitos espanhóis se deem conta disso.
  • Ismael Santos  03/12/2013 12:25
    "De degrau em degrau, vamos descendo ao grunhido" disse em entrevista o saudoso Saramago referindo se aos 140 caracteres do Twitter e a tendência na internet em tornar-se os diálogos cada vez mais simples.

    Com todo respeito ao escritor, mas os artigos aqui do Mises como este, são exemplos aplaudíveis de como é possível encontrar boa informação no ambiente virtual, e de como alguns minutos de leitura ou releitura possam ser tão construtivos e gratificantes.

    Um segundo aplauso é sobre uma indignação que eu tinha quando pensava - O que ainda faltaria surgir para impactar os 'mistérios' da ideologia cristã? Seriam novas descobertas antropológicas? Ossadas disso ou daquilo? - No entanto, nunca pensei (e para uma maravilhosa surpresa) que relatos ou personagens bíblicos pudessem ser analisados sob o olhar da economia, mais especificamente uma Escola de Economia que ousadamente descarta pra lixeira muito do que se escreveu de economia até hoje.
    Isso vale mais do que pesquisadores fazendo análises de Carbono 14 sobre mantos sudários, não desmerecendo o trabalho de qualquer intelectual. Mas este artigo está sim de parabéns pelo seu valor inestimável que acrescenta às análises histórico-sociais.

    Compreensível o desabafo que Saramago tenha feito das tolices das redes sociais. Mas bom saber que aqui neste degrau (o Mises, e inclusive seu espaço de comentários) não estamos fatídicamente nos direcionando para a eclosão da comunicação.

    Parabéns ao autor e a quem nos prestigia com a oportunidade (tradução)do artigo!
  • Pobre Paulista  03/12/2013 12:26
    Sendo Cristão, gostei de ver o autor citar Samuel 8 para demonstrar alguns princípios de liberdade. Sempre utilizo esse artigo para mostrar às pessoas que o estado não é coisa de Deus, e sim coisa de Homem, portanto falho por natureza.

    No entanto em diversas discussões a respeito as pessoas insistem em citar Romanos 13, focando a argumentação sempre em torno de "Toda autoridade provém de Deus". Tento contra argumentar que o Estado não é autoridade, uma vez que se baseia em princípios de violência para se auto estabelecer, mas as pessoas em geral não aceitam essa argumentação. Tento também mostrar que a mesma lógica que diz que o estado é autoridade sobre o cidadão permite inferir que um estuprador é autoridade sobre a estuprada, um assassino é autoridade sobre a vítima e assim por diante. Obviamente sou taxado de anarquista louco nessas horas e a discussão produtiva cessa por completo.

    Enfim, alguém por aqui conhece algo mais a respeito do estudo da liberdade segundo a palavra de Deus? Eu me interesso muito sobre o assunto mas vejo poucos autores a comentar, por isso fiquei contente de ver alguma coisa nesse texto.

    Obs: aos que não creem na palavra Deus: favor não se incomodar em responder esse post.
  • mauricio barbosa  03/12/2013 15:02
    Pobre Paulista tento mostrar aos mesmos que se toda autoridade provém de Deus e deve ser respeitada,nós devemos sim respeita-la,mas,somente naquilo que esta autoridade não contrarie a palavra de Deus. Exemplo:Nero enquanto imperador e criador de leis justas merecia respeito dos cristãos,mas ao editar leis proibindo a pregação do evangelho não merecia respeito nenhum, tanto é que em seu governo a perseguição era feroz e nem por isso o evangelho deixou de ser pregado ou seja em um mundo sem estado a autoridade será transferida para aqueles que voluntariamente você eleger como tal,e se não fosse assim então até hoje o império romano estaria dando as cartas em todo o mundo(Afinal a autoridade provém de Deus,mas as instituições humanas são passageiras e o IMB mostra isso com autoridade ).
  • Pobre Paulista  03/12/2013 18:49
    Mauricio, sua visão é essencialmente o discurso Calvinista, que inclusive pregou desobediência civil no caso das leis dos homens estarem em desacordo com a Palavra.

    No entanto não chegamos ainda ao cerne da questão: como legitimar a autoridade de Julio César, ou qualquer estado, nesse contexto, visto que ela é baseada em princípios de violência e coerção? Pode ESSA autoridade vir de Deus? No meu ponto de vista, não, pois um cidadão qualquer não o direito de negar essa autoridade: alguém, em nome do estado (ou de Julio César) irá necessariamente o privar de minha liberdade, ou confiscar seus bens, ou fazer alguma sorte de maldade com ele. Ora, se isso é autoridade, então um sequestrador é autoridade sobre o sequestrado! Essa autoridade vem de Deus?

  • mauricio barbosa  03/12/2013 19:54
    Pobre Paulista se a autoridade usa a justiça em suas ações devemos sim respeitar,agora o estado nos moldes atuais está longe de praticar a justiça.Portanto hoje defendo o fim dele,a sua substituição por instituições voluntárias,eleitas pacificamente ou seja não serão votadas mas aceitas ou contratada de preferência,e tais autoridades aceitas pacificamente ou contratadas para tal mister igual a câmaras de arbitragens atuais que são contratadas,ela serão perfeitamente representante de Deus,relembrando se agirem com justiça e imparcialidade sempre e sempre com certeza terão a benção de Deus,agora se agirem com injustiça e parcialidade com certeza não terão a benção de Deus,isso é bíblico.
  • Pobre Paulista  06/12/2013 12:30
    Acabei achando um artigo bom por aqui no Mises mesmo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=781
  • Andre Cavalcante  03/12/2013 15:13
    Paulista,

    Das várias definições de Deus, uma da que mais gosto, até porque não é antropomórfica, é a de que Deus é a causa primária, isto é, a causa que não tem causa. Isso é meio filosófico. É baseado em uma evidência lógica: todo efeito tem uma causa. Aquilo que nós vemos tem uma causa. A própria luz tem uma causa. O Universo, como um todo tem uma causa. A seta do tempo é a evidência de que os eventos sucessivos são efeito um do outro, sendo os antigos a causa dos atuais. E, assim, sucessivamente, até a origem de tudo. Deus seria aquilo que colocou tudo em movimento e Ele próprio não teria uma causa (se possível). E é, por isso, é perturbador a ideia de um Big Bang para o início do tempo e do espaço - é muito próximo da passagem bíblica do fiat lux, e, como não há tempo no big bang, não há sucessão de eventos, portanto ele seria a causa primária (ou o que gerou o big bang). Dá um nó na mente eu sei...

    Por causa da definição acima é que concordo com a passagem "Toda autoridade provém de Deus", porque, sendo a causa primária, é aí que está a lei natural. Do ponto de vista da matéria, essas leis são as leis que a física e a química estudam. Do ponto de vista moral, essas leis são as de ordem ética e moral (talvez as que devessem ser estudadas pelas religiões - aqui no sentido literal re-ligare, de religação com Deus, porque tal ligação foi perdida em algum momento da história do ser). Cabe ao homem, portanto, a descoberta destas leis, que são, por definição, válidas para todos e, se são válidas para todos, não há preferências na natureza por quem quer (ou que quer) que seja.

    De fato esse é o único pensamento que pode ser extrapolado para um eventual 1º contato com inteligências extraterrestres (já pensou nisso e o porque a Igreja Católica começa a se preocupar com o tema?)

    Há mais coisas nessa discussão, mas aqui já há muito material para uma boa discussão.
  • Arthur  03/12/2013 20:56
    Andre,
    a seguinte passagem:
    "Deus é a causa primária, isto é, a causa que não tem causa"
    foi retirada do livro Leviatã, de Hobbes?

    Obrigado
  • Alerson  09/01/2020 13:18
    Aristóteles
  • anônimo  04/12/2013 10:04
    'É baseado em uma evidência lógica: todo efeito tem uma causa.'

    Não necessariamente, existem várias correntes que dizem que o universo sempre existiu.
    E depois, se Deus é a causa primária, então essa lei está errada, e se ela está errada isso abre espaço pra várias outras possibilidades, entre elas, essa de que o universo sempre existiu
  • Bera silva  08/01/2020 10:59
    Pobre Paulista, é necessário fazer uma distinção entre autoridade e poder. Poder é a capacidade de se fazer obedecer (pense em um assaltante ameaçando uma vítima). Só isso.
    Autoridade é ser bom em algo e receber este reconhecimento por parte das outras pessoas. A autoridade não necessita de "meios de poder" para ser exercida. Ela flui, ela é natural. Um esportista campeão é uma autoridade em seu esporte. Um estudioso de um assunto é autoridade neste assunto. Um pai é autoridade em sua família. Porém, a autoridade tem o seu revés; como ela não se mantém pelo uso da força, ela depende que a pessoa investida de autoridade mantenha-se no caminho "correto". Se ela passa a trair aquilo que ensina, sua autoridade se desmorona. E é bom que seja assim.
    Isso são distinções ideais. No mundo real, autoridade e poder estão misturados. Um juíz do estado, por exemplo, enquanto estudioso do direito, buscador da justiça, etc. tem uma autoridade real; mas também tem poder, pois faz parte do estado e tem os meios de vida e morte sobre as pessoas.
    Quanto a Romanos 8, não sei qual a interpretação correta desse texto, infelizmente. Você terá de procurar em site de apologética católica e nos doutores da igreja como Santo Tomás. Lembrando que a Doutrina Católica não tem um modelo de estado ou sociedade ideal. Sugiro também que procure por estudos da Doutrina Social da Igreja, assunto que não domino, mas que lhe dará respostas que procura. Cuidado ao estudar a Doutrina Social porque ela foi contaminada pela teologia da libertação, então você terá de procurar documentos e pensadores centenários. Santo Tomás também responde questões quanto a doutrina social e sobre a liberdade. O pouco que eu sei sobre a Doutrina Social da Igreja é que ela defende o princípio da subsidiariedade, ou seja, o nível superior da sociedade só interfere no nível inferior caso este não consiga resolver seus próprios problemas. Outra coisa sobre a Doutrina é que sempre se fala em "Bem Comum", porém este não tem o mesmo significado usado pelos progressistas. Bem comum tem a ver com o "fim último do homem" que é "conhecer a Deus".
    Um abraço!
  • Gil Garçoa  03/12/2013 12:27
    Sou novato nas leituras do instituto Mises. É tudo novo, diferente, muito longe das nossas escolas, e das nossas vidas. Continuem. Parabéns.
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/12/2013 13:14

    Artigo profundo e surpreendente, mesmo já tendo visto parte dessas informações em outros posts.

    Algumas observações:

    1- O cristianismo começou a se dividir e a se degenerar depois dos apóstolos, mas o que o corrompeu de vez foi ter sido estatizado no século IV.

    2- O catolicismo foi a religião estatal da Europa por séculos;

    3- Por que a religião é tão dinâmica nos EUA e tão morna (para não dizer morta) na Inglaterra e outros países europeus? Porque nos EUA existe separação entre Igreja e Estado: os religiosos influenciam sim a política, mas não existe religião estatal ou "religião oficial".

    Conclusão: A estatização corrompe a religião.

    * * *

  • Renato  03/12/2013 14:34
    Emerson Luis, muitos países de maioria protestante a religião é ainda oficial. O anglicanismo na Inglaterra ainda não é a religião oficial do Estado?; em muitos países escandinavos as igrejas nacionais ainda são oficiais do estado (se eu não me engano a Suécia aprovou a separação em 2002)?
  • Emerson Luis, um Psicologo  03/12/2013 15:29

    Sim, Renato. E o erro disso se vê pelas consequências: são países onde onde a religião é morna ou morta, sem força para lutar contra o neomarxismo. Um país ter uma igreja estatal ou uma religião oficial é um erro, seja qual for ela: protestante, católica romana, católica ortodoxa, budista, islâmica, etc.

    O Estado laico foi (na implementação prática) uma invenção dos patriarcas da Revolução Americana para evitar esse erro e suas consequências nefastas, como perseguição religiosa. A separação entre Estado e Igreja não foi uma criação de agnósticos ou de ateus, mas de cristãos que queriam liberdade de consciência.

    * * *
  • Jeferson  03/12/2013 18:28
    Xiii... se prepare que daqui a pouco vai chover católicos te bombardeando por você estar acusando a igreja deles de ter se unido ao estado.
  • Julio Heitor  04/12/2013 01:28
    Eu sou católico e concordo com a premissa de que a igreja já fez parte ou fazia conluio com o estado e hoje em dia, apesar de veladamente apolítica, a igreja é fortemente influenciada pelas ideias estatais. Não é a toa que o Papa Francisco regurgita coisas que apenas um politico em campanha falaria.
  • Pedro Paulo  22/09/2020 17:50
    Existem protestantes e protestantes. A maior denominação dos EUA que são os Batistas são os maiores defensores da liberdade, entendendo eles que para isso, não poderia existir relação entre o estado e a igreja, pois o estado afetaria as liberdades religiosas não só dos Batistas, como de qualquer cidadão do novo mundo. Os Batistas eram perseguidos por outros protestantes que acreditavam em igreja oficial do estado. Os Batistas influenciaram inclusive na constituição americana.

    Os Batistas por exemplo, não tem uma igreja sede ou um líder que dite as regras para todos os batistas. Mas, cada igreja local tem seu poder, sem influência externa. E ainda mais, nem o pastor da igreja local tem autoridade para tomada de decisões, mas isso é levado para a congregação, que vota.

    Os Batistas não tem governo único e nunca tiveram.
  • Pedro Paulo  22/09/2020 17:50
    Existem protestantes e protestantes. A maior denominação dos EUA que são os Batistas são os maiores defensores da liberdade, entendendo eles que para isso, não poderia existir relação entre o estado e a igreja, pois o estado afetaria as liberdades religiosas não só dos Batistas, como de qualquer cidadão do novo mundo. Os Batistas eram perseguidos por outros protestantes que acreditavam em igreja oficial do estado. Os Batistas influenciaram inclusive na constituição americana.

    Os Batistas por exemplo, não tem uma igreja sede ou um líder que dite as regras para todos os batistas. Mas, cada igreja local tem seu poder, sem influência externa. E ainda mais, nem o pastor da igreja local tem autoridade para tomada de decisões, mas isso é levado para a congregação, que vota.

    Os Batistas não tem governo único e nunca tiveram.
  • Arthur  03/12/2013 20:50
    Vale ressalvar a premissa da descentralização do Estado, mas não sua aniquilação.
    Não podemos conviver com um único centro de poder, mas não podemos também conviver sem uma regulamentação básica das relações sociais, já que, os princípios moralidades estão difusos na sociedade atual.
  • Doutrinador  03/12/2013 21:07
    Prezado Arthur, você por acaso está querendo dizer que a "regulamentação básica das relações sociais" é função do estado?

    O que faz você crer que Sarney, Genoíno, Dirceu, Calheiros, Collor, Dilma et caterva detêm uma superioridade moral que os capacita a coordenar os "princípios moralidades que estão difusos na sociedade atual"?

    Essa paixão por políticos e burocratas é algo doentio.
  • Arthur  04/12/2013 11:07
    Você interpretou de forma errônea.
    Nossa sociedade sofre uma "crise moral", em relevância o Brasil.
    Você supõe em um ambiente de livre mercado sem a presença de uma instituição reguladora, a respeitabilidade entre os agentes da livre concorrência?
    Pelos livros que li, são poucos ainda pois sou novo na área, até mesmo o hayek não repudia a presença de um órgão regulamentador, não necessariamente um Estado, mas parecido com "direito consuetudinário", na qual os indivíduos relacionam-se frente a uma moral básica comum.
    Um exemplo:
    Sem a presença de uma regulamentação, acredito, que os homicídios seriam extraordinários, já que cada pessoa é regida pela suas regras, sendo o homicídio um ato "correto" para um e "errado" para outro.
    A inveja, sabemos, é um sentimento intrínseco ao se humano, a abonança de um impõe a relutância do outro.
    Na minha visão, a presença de um órgão regulamentador trata-se de um assunto complexo, mesmo assim, sou contra a concepção de Estado atual.
    A extinção do Estado não resolverá a situação instantaneamente, até mesmo pelo cenário monopolístico da economia vigente.
    Por favor me critiquem! E se possível me repasse link como forma de argumentação.
    Obrigado
  • anônimo  06/12/2013 14:11
    Arthur, a crise moral que a sociedade atravessa é decorrência justamente da existência de um estado centralizador. Este estado destrói a economia, ao inflacionar a moeda e prejudicar quem poupa, e a criar barreiras para a livre iniciativa, ao mesmo tempo que beneficia quem é amigo daqueles que estão no poder. Neste arranjo é óbvio que a crise moral vai acontecer: os honestos são prejudicados enquanto que os desonestos são recompensados. E isto é inerente a qualquer sociedade onde existe o monopólio das leis e da criação da moeda. O policial sempre vai favorecer o seu conhecido, o seu amigo, o seu familiar. O banco central sempre vai financiar aqueles políticos e empresários que são próximos a ele, prometendo recursos em troca de favores.

    Como você mesmo admitiu que é novo, sugiro que gaste mais tempo na leitura dos artigos aqui deste site.

    Foque nos artigos destas duas seções, eles tratam das questões que você levantou:

    Artigos sobre o assunto 'Democracia'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11

    Artigos sobre o assunto 'Anarcocapitalismo'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16
  • anônimo  06/12/2013 14:49
    'E isto é inerente a qualquer sociedade onde existe o monopólio das leis'

    Como é que uma sociedade NÃO vai ter o monopólio das leis?Em outras palavras, como é que um conjunto de pessoas que decidiu viver juntas, colaborando umas com as outras, não vai adotar o mesmo conjunto de regras que aquelas pessoas acham que seja o moralmente correto?
    Se alguém não está disposto a obedecer àquelas regras, ele não faz parte dessa sociedade, por definição.

    É por isso que como ideal é muito mais razoável pensar num mundo como vários micro estados do que na competição de leis e de justiças privadas onde o mesmo lugar tem pessoas diferentes obedecendo a leis diferentes.
  • Lg  06/12/2013 15:56
    Mas basicamente seriam "micro estados", o problema do estado no modelo atual é que ele é coercitivo, você é forçado a utilizar e pagar pelos serviços do estado, caso contrário cadeia, se resistir eles te matam.
    Se você for em um lugar isolado, fazer o encanamento por conta própria, utilizar um gerador de luz, construir as ruas... tudo sozinho, o estado ainda vai te tributar. Se o lugar crescer o estado vai tomar a infraestrutura que você fez e começar a cobrar pelo serviço (eu vi isso acontecer). É como uma empresa de segurança, enquanto você busca o serviço livremente ela é apenas uma empresa comum, no momento que trogloditas armados começam a forçar que você pague pela proteção se torna uma máfia.


    No momento em que você participar e viver no "estado" por vontade própria e não por coerção fica tudo certo.
  • anônimo  06/12/2013 16:23
    A idéia dos micro estados é justamente pra facilitar a competição entre eles e a possibilidade de largar um pelo outro.
  • anonimo de cima  06/12/2013 16:19
    Da minha frase não se pode retirar que a sociedade é que tem o monopólio das leis. Favor prestar atenção na interpretação de texto.
  • Andre Cavalcante  06/12/2013 18:31
    anônimo 06/12/2013 14:49:50 escreveu:

    "Como é que uma sociedade NÃO vai ter o monopólio das leis?Em outras palavras, como é que um conjunto de pessoas que decidiu viver juntas, colaborando umas com as outras, não vai adotar o mesmo conjunto de regras que aquelas pessoas acham que seja o moralmente correto?"

    Hoje já é assim! Na minha casa eu não fumo, nem meus filhos. Não há cigarreiras e eu não deixo ninguém fumar, nem empregado, nem visitas. Já na casa de meu primo, que é fumante, não só é permitido como tem toda a parafernalha necessária aos fumantes, inclusive uma mentinha no final para "tirar o sabor" do hálito.

    Porque podemos conviver em harmonia? Ele respeita e não fuma quando está em minha casa e eu o respeito quando eu estou em sua casa. Simples, assim. É claro que várias leis nós concordamos, como, por exemplo, a propriedade de cada qual, que não devemos matar, roupar, estuprar etc.

    Em uma sociedade livre, haverá várias leis e jurisdições, entretanto, quanto mais abrangente for a situação, mais provavelmente concordaremos com o mesmo código moral. Assim é que eu compraria um serviço de justiça (assim como já pago o de saúde) um pacote de não fumante (e qualquer outra droga alucinógena, por exemplo). O meu primo compraria o de fumante (que permitisse maconha, por exemplo). Mas provavelmente em ambos os pacotes haveria algo como assassinato é ruim.

    Se alguém de sua família matasse alguém da minha muito provavelmente ele seria criminoso em qualquer sistema de justiça. Mas ele só seria considerado um criminoso, se fumasse na minha casa.

    Em outras palavras, divergiríamos nos detalhes, mas as leis morais, quanto mais próximas da lei natural, mais abrangentes e mais universais se tornariam. Inclusive este método permitira descobriríamos as verdadeiras leis morais, um tanto deturpadas hoje em dia.
  • Felipe  07/12/2013 03:16
    De fato um artigo instigante , sem duvida um dos mais interessantes que já li. Mas eu confesso que é cada vez mais complicado defender uma posição Libertária num País onde as pessoas acham que a salvação virá do Estado e de seus "Burrocratas".
  • Alexandre  31/01/2014 12:27

    O Desenvolvimento do Estado

    O ESTADO é uma evolução útil da civilização; ele surgiu para representar o ganho líquido que a sociedade retirava das devastações e dos sofrimentos da guerra. Até mesmo a arte política do estadista, desde a antiguidade, tornou-se meramente uma técnica acumulada para ajustar a disputa competitiva de forças, entre as nações em luta.

    O estado moderno é a instituição que sobreviveu na longa luta pelo poder grupal. O poder maior finalmente prevaleceu, e gerou uma criação de fato — o estado — e, junto, o mito moral da obrigação absoluta de o cidadão viver e morrer pelo estado. Mas o estado não tem uma gênese divina; nem mesmo é um produto da ação humana volitiva intencional; é uma instituição puramente evolucionária e a sua origem foi totalmente automática.

    1. O Estado Embrionário

    O estado é uma organização social territorial reguladora; o estado mais forte, o mais eficiente e duradouro, é composto de uma nação única, cujo povo tem uma língua, costumes e instituições em comum.

    Os primeiros estados eram pequenos, resultantes todos de conquistas. Eles não se originavam de associações voluntárias. Muitos foram fundados por nômades conquistadores, que se arremetiam sobre grupos de pastores pacíficos ou colônias de agricultores, para subjugá-los e escravizá-los. Tais estados, resultantes de conquistas, ficaram forçosamente estratificados; as classes tornaram-se inevitáveis, e as lutas de classes sempre foram seletivas.

    As tribos de homens vermelhos, ao norte da América, nunca chegaram a se organizar de fato em um estado. Nunca progrediram mais adiante do que até uma confederação afrouxada de tribos, uma forma muito primitiva de estado. A que mais se aproximou de um estado foi a federação iroquesa, mas esse grupo de seis nações nunca funcionou de fato como um estado e não conseguiu sobreviver por causa da falta de alguns elementos essenciais à vida moderna nacional, tais como:

    1. A aquisição e a herança da propriedade privada.
    2. Cidades providas de agricultura e de indústrias.
    3. Animais domésticos úteis.
    4. Uma organização prática da família. Esses homens vermelhos ativeram-se à família materna e à herança de tio para sobrinho.
    5. Um território definido.
    6. Um chefe executivo forte.
    7. A escravização dos prisioneiros — ou eles os adotavam ou os massacravam.
    8. Conquistas decisivas.

    Os homens vermelhos eram democráticos demais; eles tinham um bom governo, mas este fracassou. Teriam finalmente evoluído até um estado, caso não tivessem encontrado prematuramente a civilização mais avançada do homem branco, que estava buscando os métodos de governo dos gregos e dos romanos.

    O êxito do estado romano baseou-se:

    1. Na família paterna.
    2. Na agricultura e na domesticação dos animais.
    3. Na concentração da população — as cidades.
    4. Na propriedade e nas terras privadas.
    5. Na escravatura — nas classes de cidadania.
    6. Na conquista e na reorganização dos povos fracos e atrasados.
    7. Num território definido e com estradas.
    8. Em governantes pessoais e fortes.

    A grande fraqueza da civilização romana e um fator do colapso final do império foi a disposição, supostamente liberal e avançada, para a emancipação do jovem, aos vinte e um anos de idade, e a liberação incondicional das moças, de modo que ficassem livres para casar-se com os homens da sua própria escolha, ou para circular pelo país tornando-se dissolutas. O dano à sociedade não consistiu nessas reformas em si mesmas, mas muito mais na maneira súbita e disseminada com que foram adotadas. O colapso de Roma indica o que pode ser esperado, quando um estado é submetido a uma rápida expansão, associada à degeneração interna.

    O estado embrionário tornou-se possível pelo declínio dos laços consanguíneos, em favor da ligação territorial; e essas federações tribais foram, em geral, firmemente cimentadas pelas conquistas. Ainda que uma soberania que transcende a todas as lutas menores e a todas as diferenças grupais seja característica do verdadeiro estado, muitas classes e castas ainda persistem nas organizações estatais posteriores, como remanescentes dos clãs e das tribos de dias passados. Os estados territoriais mais recentes e maiores tiveram uma longa e amarga luta com esses grupos de clãs consanguíneos menores, o governo tribal passando pela provação de uma transição valiosa, da autoridade da família, para a do estado. Durante tempos mais recentes, muitos clãs surgiram do comércio e de outras associações econômicas.

    O fracasso na integração do estado resulta no retrocesso às condições técnicas governamentais do pré-estado, tais como o feudalismo da Idade Média europeia. Durante essas idades das trevas, o estado territorial entrou em colapso; e houve um retrocesso até surgirem os pequenos grupos encastelados, com o reaparecimento do clã e dos estágios tribais de desenvolvimento. Semi-estados semelhantes existem, até mesmo atualmente, na Ásia e na África, mas nem todos representam retrocessos evolucionários; muitos formam núcleos embrionários de estados do futuro.

    2. A Evolução do Governo Representativo

    A democracia, como um ideal, é um produto da civilização, não da evolução. Ide devagar! Escolhei com cuidado! Pois os perigos da democracia são:

    1. A glorificação da mediocridade.
    2. A escolha de governantes vis e ignorantes.
    3. O fracasso em reconhecer os fatos fundamentais da evolução social.
    4. O perigo do sufrágio universal nas mãos de maiorias pouco instruídas e indolentes.
    5. A escravidão à opinião pública; a maioria nem sempre está certa.

    A opinião pública, a opinião comum, sempre atrasou a sociedade; contudo, ela é valiosa, pois, conquanto retarde a evolução social, ela preserva a civilização. A educação da opinião pública é o único método seguro e verdadeiro de acelerar a civilização; a força é um expediente apenas temporário, e o crescimento cultural irá acelerar cada vez mais, se a arma que desfere projéteis der lugar à arma do voto. A opinião pública e os costumes são a energia básica e elementar da evolução social e do desenvolvimento do estado, mas para que tenha valor, para o estado, deve ser não violenta na sua expressão.

    A medida do avanço da sociedade é diretamente determinada pelo grau com que a opinião pública pode controlar o comportamento pessoal e pelas regulamentações do estado, por meio de expressões não violentas. Um governo realmente civilizado terá chegado quando a opinião pública estiver investida dos poderes do voto pessoal. As eleições populares nem sempre podem decidir corretamente as coisas, mas elas representam o modo certo, até mesmo de fazer uma coisa errada. A evolução não produz, de imediato, a perfeição superlativa, ela faz um ajustamento antes comparativo e de avanço prático.

    Há dez passos, ou estágios, na evolução de uma forma de governo representativo que seja prática e eficiente, e esses passos são:

    1. A liberdade da pessoa. A escravidão, a servidão e todas as formas de sujeição humana devem desaparecer.
    2. A liberdade da mente. A menos que um povo livre esteja bem instruído — preparado para pensar inteligentemente e para planejar com sabedoria —, a liberdade, em geral, causa mais mal do que bem.
    3. O âmbito da lei. A liberdade pode ser desfrutada apenas quando as vontades e os caprichos dos governantes humanos são substituídos pelos atos do legislativo, de acordo com a lei fundamental aceita.
    4. A liberdade de discurso. Um governo representativo é inconcebível sem liberdade para todas as formas de expressão, para as aspirações e as opiniões humanas.
    5. A segurança da propriedade. Nenhum governo pode resistir muito, se deixar de proporcionar o direito ao desfrute da propriedade privada de alguma forma. O homem anseia pelo direito de usar, controlar, dar, vender, alugar e legar a sua propriedade pessoal.
    6. O direito de petição. O governo representativo assume o direito, que os cidadãos têm, de serem ouvidos. O privilégio de petição é inerente à cidadania livre.
    7. O direito de governar. Não é suficiente ser ouvido; o poder de reivindicar deve progredir até à administração factual do governo.
    8. O sufrágio universal. O governo representativo pressupõe um eleitorado inteligente, eficiente e universal. O caráter desse governo será determinado sempre pelo caráter e pelo calibre daqueles que o compõem. À medida que a civilização progride, o sufrágio, ainda que permanecendo universal, para ambos os sexos, deverá ser efetivamente modificado, reagrupado e diferenciado de outros modos.
    9. O controle dos servidores públicos. Nenhum governo civil será útil e eficiente, a menos que os cidadãos possuam e façam uso de técnicas sábias para conduzir e controlar os cargos e os funcionários.
    10. Uma representação inteligente e treinada. A sobrevivência da democracia depende de um governo representativo que tenha êxito; e isso é condicionado à prática de eleger aos postos públicos apenas os indivíduos tecnicamente treinados, que sejam intelectualmente competentes, socialmente leais e moralmente adequados. Apenas com essas precauções pode o governo do povo, pelo povo e para o povo ser preservado.

    3. Os Ideais do Estado

    A forma política ou administrativa de um governo tem pouca importância, desde que forneça os elementos essenciais ao progresso civil — liberdade, segurança, educação e ordem social. Não é o que um estado é, mas o que ele faz, que determina o curso da evolução social. E, afinal, nenhum estado pode transcender aos valores morais dos seus cidadãos, tais como exemplificados pelos seus líderes eleitos. A ignorância e o egoísmo assegurarão a queda, mesmo do mais elevado tipo de governo.

    Por mais que seja de se lamentar, o egoísmo nacional tem sido essencial à sobrevivência social. A doutrina do povo eleito tem sido um fator primordial na fusão das tribos e na edificação da nação, até os tempos modernos. Mas um estado só pode atingir os níveis ideais de funcionamento quando todas as formas de intolerância sejam controladas; elas são, para sempre, inimigas do progresso humano. E a intolerância é mais bem combatida sob a coordenação da ciência, do livre comércio, das diversões e da religião.

    As leis do estado ideal são poucas em número e passaram da idade do tabu negativo para a era do progresso positivo, da liberdade pessoal, consequência de um autocontrole individual mais acentuado. O estado superior não apenas compele os seus cidadãos ao trabalho, mas também os incita a uma utilização proveitosa e enaltecedora do tempo crescente de lazer, resultante da liberação do trabalho pesado, advindo com a idade da máquina. O lazer deve produzir, tanto quanto consumir.
    Nenhuma sociedade tem avançado o suficiente quando permite a ociosidade ou tolera a pobreza. Mas a pobreza e a dependência nunca poderão ser eliminadas se tais famílias infortunadas forem sustentadas livremente, sem uma contrapartida em resultados práticos de autossuficiência futura, e também se lhes for permitido reproduzir-se sem restrição nem planejamento.

    Uma sociedade moral deveria almejar preservar o autorrespeito dos seus cidadãos e proporcionar a cada indivíduo normal uma oportunidade adequada de autorrealização. Esse plano de realização social produziria uma sociedade cultural da mais elevada ordem. A evolução social deveria ser encorajada pela supervisão governamental exercendo um mínimo de controle regulador. O melhor estado é aquele que coordena o máximo, enquanto governa o mínimo.

    Os ideais do estado devem ser alcançados pela evolução, pelo crescimento lento da consciência cívica: o reconhecimento da obrigação e do privilégio do serviço social. Depois do fim da administração por empreguismo e oportunismo político, a princípio, os homens assumem as responsabilidades do governo, como um dever, porém, mais tarde, eles buscam essa ministração como um privilégio, como a maior honra. O status da civilização, em qualquer nível, é fielmente retratado pelo calibre dos cidadãos que se apresentam voluntariamente para aceitar as responsabilidades do estado.

    Numa comunidade real, a questão de governar cidades e províncias é conduzida por especialistas e é administrada exatamente como quaisquer outras formas de associações econômicas e comerciais de pessoas.

    O estado que almeje tornar-se avançado, o serviço político deve ser considerado como sendo digno da mais elevada devoção dos cidadãos. A maior ambição dos cidadãos mais sábios e mais nobres seria ganhar o reconhecimento civil, seria ser eleito ou apontado para alguma posição de confiança no governo, e esses governos confeririam as suas mais elevadas honras de reconhecimento por serviços aos seus servidores civis e sociais. Na sequência da ordem, as honras seriam concedidas em seguida aos filósofos, aos educadores, aos cientistas, aos industriais e aos militares. Os pais seriam devidamente recompensados pela excelência dos seus filhos.

    4. A Civilização Progressista

    A economia, a sociedade e o governo devem evoluir, se querem permanecer. As condições estáticas, em um mundo evolucionário, indicam decadência; apenas perduram aquelas instituições que se movem para a frente, junto com a corrente evolucionária.
    O programa progressivo de uma civilização em expansão abrange:

    1. A preservação das liberdades individuais.
    2. A proteção do lar.
    3. A promoção da segurança econômica.
    4. A prevenção das doenças.
    5. A educação compulsória.
    6. O emprego compulsório.
    7. Uma utilização proveitosa do lazer.
    8. Os cuidados pelos desventurados.
    9. O aperfeiçoamento, por parte da medicina, da imunidade e sanidade humana.
    10. A promoção da ciência e da arte.
    11. A promoção da filosofia — da sabedoria.
    12. A ampliação do discernimento cósmico — da espiritualidade.

    E esse progresso nas artes da civilização conduz diretamente à realização das metas humanas mais elevadas — a realização social da fraternidade dos homens que se torna revelado dentro de cada indivíduo.

    O surgimento da fraternidade genuína significa que foi alcançada uma ordem social na qual todos os homens rejubilam-se de carregar o fardo uns dos outros; de fato, eles desejam praticar a regra dourada. Mas essa sociedade ideal não pode ser realizada, se os fracos ou os perversos ficam à espera para tirar vantagens injustas e ímpias daqueles que estão principalmente possuídos pela devoção ao serviço da verdade, da beleza e da bondade. Nessa situação, apenas uma linha de conduta torna-se prática: os "adeptos da regra de ouro" podendo estabelecer uma sociedade progressista, na qual eles vivem de acordo com os seus ideais, enquanto mantêm uma defesa adequada contra os companheiros ignorantes que poderiam procurar explorar as suas predileções pacíficas ou destruir a sua civilização em avanço.

    O idealismo não poderá sobreviver nunca, em um planeta em evolução, se os idealistas de cada geração permitirem a si próprios ser exterminados pelos níveis mais vis da humanidade. E aqui está o grande teste do idealismo: pode uma sociedade avançada manter aquela prontidão militar que a torna protegida contra todos os ataques dos seus vizinhos, amantes da guerra, sem cair na tentação de empregar essa força militar em operações ofensivas contra outros povos, com propósitos de ganho egoísta ou de engrandecimento nacional? A sobrevivência nacional demanda a prontidão, e só o idealismo da liberdade, em união à capacidade intelectual avançada de um povo, pode impedir que a prontidão seja prostituída pela sua transformação, em agressão.

    5. A Evolução da Competição

    A competição é essencial ao progresso social, mas a competição desordenada gera a violência. Na sociedade atual, a competição está, aos poucos, substituindo a guerra, ao determinar o lugar do indivíduo na atividade produtiva, bem como ao decretar a sobrevivência das próprias indústrias. (O assassinato e a guerra diferem entre si pelo status perante os costumes; o assassinato tendo estado fora da lei desde os primeiros tempos da sociedade, ao passo que a guerra nunca foi totalmente proscrita pelas leis da humanidade).

    O estado ideal assume regulamentar a conduta social apenas o suficiente para afastar a violência da competição individual e para impedir a injustiça na iniciativa pessoal. E aqui está um grande problema de ordem estatal: como garantir a paz e a tranquilidade na atividade produtiva, como pagar os impostos para sustentar o poder do estado e, ao mesmo tempo, impedir que os impostos prejudiquem essas atividades e que o estado se torne um parasita ou um tirano?

    Durante as idades iniciais de qualquer mundo, a competição é essencial à civilização progressiva. À medida que a evolução do homem progride, a cooperação torna-se cada vez mais eficaz. Nas civilizações avançadas, a cooperação é mais eficiente do que a competição. O homem primitivo é estimulado pela competição. A evolução primitiva é caracterizada pela sobrevivência do mais apto biologicamente; mas as civilizações posteriores são mais bem promovidas pela cooperação inteligente, por um espírito de fraternidade compreensiva e pela irmandade espiritual.

    Bem verdade é que a competição, na indústria, leva a desperdícios excessivos tornando-se altamente ineficaz; mas nenhuma tentativa de eliminar essa perda na atividade econômica deveria ser encorajada, se os ajustamentos acarretarem, até mesmo, a mais leve anulação de qualquer das liberdades fundamentais do indivíduo.

    6. A Motivação do Lucro

    A economia atual, motivada pelos lucros, está condenada, a menos que a motivação do lucro possa ser acrescida da motivação de servir. A competição impiedosa, baseada somente em interesses egoístas e de horizontes estreitos, é terminantemente destrutiva, até mesmo daquelas coisas que busca manter. A motivação exclusiva do lucro individualista é incompatível com os ideais humanos.

    Na economia, a motivação do lucro está para a motivação do serviço, como o medo está para o amor, na religião. Mas a motivação do lucro não deve ser destruída, nem removida, subitamente; ela mantém muitos mortais no trabalho duro, os quais, de outro modo, ficariam indolentes. Não é necessário, contudo, que esse estimulador das energias sociais, para sempre, tenha objetivos puramente egoístas.

    O motivo do lucro nas atividades econômicas é de todo vil e totalmente indigno de uma ordem avançada de sociedade; contudo, é um fator indispensável no decorrer das primeiras fases da civilização. A motivação do lucro não deve ser afastada dos homens, até que eles estejam imbuídos de tipos superiores de motivações não lucrativas, para os seus esforços econômicos e para os seus serviços.

    7. A Educação

    O estado duradouro é fundamentado na cultura, dominado pelos ideais e motivado pelo serviço. O propósito da educação deve ser adquirir habilidade, buscar a sabedoria, realizar a individualidade e alcançar os valores espirituais.

    No estado ideal, a educação continua durante a vida e, algumas vezes, a filosofia torna-se a principal busca dos seus cidadãos. Os cidadãos dessa comunidade buscam a sabedoria como uma ampliação do seu discernimento dos significados nas relações humanas, das significações da realidade, da nobreza dos valores, das metas da vida e das glórias do destino cósmico.

    Nós podemos e devemos ter a visão de uma nova sociedade cultural bem mais elevada. A educação saltará para novos níveis de valor, quando ultrapassar o sistema da economia, baseado puramente na motivação do lucro. A educação tem sido, por muito tempo, regionalista, militarista, exaltadora do ego e buscadora do sucesso; ela deve finalmente ser aberta para o mundo, tornar-se idealista, auto realizadora e abrangente do ponto de vista holístico.

    A educação passou, recentemente, do controle do clero para o dos advogados e homens de negócios. E finalmente deve ser entregue aos filósofos e cientistas. Os educadores devem ser seres livres, líderes de fato, com o fito de que a filosofia, a busca da sabedoria, possa tornar-se a busca principal na educação.

    A educação é a ocupação maior da vida; deve continuar durante toda a vida e de um modo tal que a humanidade possa gradualmente experimentar os níveis ascendentes da sabedoria mortal, que são:

    1. O conhecimento das coisas.
    2. A compreensão dos significados.
    3. A apreciação dos valores.
    4. A nobreza do trabalho — o dever.
    5. A motivação das metas — a moralidade.
    6. O amor pelo serviço — o caráter.
    7. A clarividência cósmica — o discernimento espiritual.
    8. O Carácter Estatal

    O único aspecto sagrado de qualquer governo humano é a divisão do estado nos três domínios de funções, o executivo, o legislativo e o judiciário. Pouco importa a forma de estado que um povo possa escolher, desde que os cidadãos estejam sempre progredindo no sentido da meta de um autocontrole maior e de um serviço social ampliado. A depuração intelectual, a sabedoria econômica, a habilidade social e a força moral de um povo são, todas, fielmente refletidas no estado.

    A evolução do estado requer progresso, de nível para nível, do seguinte modo:

    1.A criação de um governo tríplice, com as ramificações de um poder executivo, um legislativo e um judiciário.
    2.A liberdade para as atividades sociais, políticas e religiosas.
    3.A abolição de todas as formas de escravidão e de servidão humana.
    4.A capacidade dos cidadãos de controlar a arrecadação de impostos.
    5.O estabelecimento da educação universal — o aprendizado, abrangendo do berço ao túmulo.
    6.O ajustamento próprio, entre o governo local e o governo nacional.
    7.O estímulo à ciência e ao controle das doenças.
    8.O devido reconhecimento da igualdade dos sexos e do funcionamento coordenado de homens e mulheres no lar, na escola e na igreja; e com o serviço especializado das mulheres, na indústria e no governo.
    9.A eliminação da escravidão do trabalho, substituída pelo aprimorado uso de tecnologias (máquinas).
    10.A conquista dos dialetos — o triunfo de uma língua universal.
    11.O fim da guerra — o julgamento internacional das diferenças nacionais e raciais, por intermédio das cortes continentais das nações, a que presidirá um supremo tribunal planetário, automaticamente recrutado, dos chefes que, periodicamente, se aposentam nas cortes continentais. As cortes continentais têm autoridade executiva; a corte mundial é consultivo-moral. A tendência mundial da busca da sabedoria — a exaltação da filosofia.

    Esses são os pré-requisitos do governo progressivo e os sinais de identificação do estado ideal.

    Ainda estamos longe da realização desses ideais elevados, mas já tivemos um começo — a humanidade está na marcha em direção a destinos evolucionários mais elevados.

    ------------------------------------------
    Texto contido em: O Livro de Urântia (Doc. 71). -Há uma ou outra modificação/troca/retirada de palavras/frases neste texto, em relação ao original.
  • anônimo  31/01/2014 13:35
    O livro de urântia? Não, obrigado. Um governo gigantesco não é ideal elevado nenhum - exceto para quem estará dentro das estruturas de poder.
  • Alexandre  31/01/2014 13:53
    Caro Anônimo,

    Respeito sua opinião, mas a mesma se torna vazia sem argumentos às propostas apresentadas no texto. Seria interessante ler seus comentários/argumentos para cada tópico apresentado no texto. Que tal?

    NOTA: não defendo, no texto postado, um livro em si, mas sim um minúsculo trecho do mesmo, que vem ao encontro do que mais se discute neste maravilhoso site.
  • anônimo  31/01/2014 14:01
    "6. A Motivação do Lucro

    A economia atual, motivada pelos lucros, está condenada, a menos que a motivação do lucro possa ser acrescida da motivação de servir. A competição impiedosa, baseada somente em interesses egoístas e de horizontes estreitos, é terminantemente destrutiva, até mesmo daquelas coisas que busca manter. A motivação exclusiva do lucro individualista é incompatível com os ideais humanos.

    Na economia, a motivação do lucro está para a motivação do serviço, como o medo está para o amor, na religião. Mas a motivação do lucro não deve ser destruída, nem removida, subitamente; ela mantém muitos mortais no trabalho duro, os quais, de outro modo, ficariam indolentes. Não é necessário, contudo, que esse estimulador das energias sociais, para sempre, tenha objetivos puramente egoístas.

    O motivo do lucro nas atividades econômicas é de todo vil e totalmente indigno de uma ordem avançada de sociedade; contudo, é um fator indispensável no decorrer das primeiras fases da civilização. A motivação do lucro não deve ser afastada dos homens, até que eles estejam imbuídos de tipos superiores de motivações não lucrativas, para os seus esforços econômicos e para os seus serviços."

    Alexandre, você colocou isto aqui como piada ou como conscientização para os leitores sobre o real caráter deste livro?
  • anonimo  31/01/2014 16:09
    Vou deixar de lado a parte histórica e ir direto para o item 4:

    No 4.6 o que é emprego compulsório? A URSS tinha...

    Aliás quando se fala em algo compulsório (4.5 e 4.6), já vai contra o item 4.1, qual seja, as liberdades individuais, não pode alguém ser livre e obrigado a fazer algo que foi unilateralmente determinado por um governo.

    O que quer dizer promoção da segurança econômica (4.3)?
    Uma utilização proveitosa do lazer (4.7)?
    Os cuidados pelos desventurados (4.8)?

    No item 5:

    "O estado ideal assume regulamentar a conduta social apenas o suficiente para afastar a violência da competição individual e para impedir a injustiça na iniciativa pessoal."

    Se deixar para o governo regulamentar, o resultado será desastroso, há vários artigos sobre o assunto neste site.

    "Bem verdade é que a competição, na indústria, leva a desperdícios excessivos tornando-se altamente ineficaz."
    Discordo completamente, onde houve mais competição, tudo ficou mais eficaz (pode citar áreas agrícolas, produção de petróleo, setor automotivo).

    No item 6:

    "O motivo do lucro nas atividades econômicas é de todo vil e totalmente indigno de uma ordem avançada de sociedade"

    A motivação pelo lucro por si só gera poupança, produtos/serviços mais baratos e melhores. Qual era o interesse de quem produz carros? Computadores? Comida?
    Já leu a Revolta de Atlas (Ayn Rand)?

    No item 7:

    7.8 O que é caráter estatal?

    No 7.4 o que impede que a maioria decida que a minoria deve pagar mais impostos? Isso levaria a servidão (que em teoria teria sido abolida pelo item 7.3).

    Como o 7.8 funcionaria na prática?
    No 7.9 como que o trabalho é escravidão? Apenas será escravidão se for compulsório...O que vai contra as liberdades individuais...

    "a humanidade está na marcha em direção a destinos evolucionários mais elevados."

    Pode dizer onde?

    Obrigado.
  • Alexandre  31/01/2014 14:27
    Ao ler todo o conteúdo anterior ao tópico 6, você verá que o que se prega, no trecho refutado por você, é uma análise passado/presente/futuro do estado, visando uma análise mais aprofundada sobre o estado.

    Repare na frase: "Mas a motivação do lucro não deve ser destruída, nem removida, subitamente"

    Ou seja, faz-se necessário, no futuro e não agora, que repensemos filosoficamente os reais objetivos da busca pelo lucro. Tal questão (LUCRO) provavelmente terá profundas mudanças ideológicas, no futuro [reitero], por meio da evolução cultural e dos conceitos da humanidade.

    Vamos em frente, aguardo suas refutações para debatermos.

    .
  • Alexandre  31/01/2014 15:47
    Olá Ricardo,

    Para a atualidade, e desde os primórdios da civilização moderna, concordo plenamente com os artigos citados por você. Sou comerciante e sei da importância do lucro (mercado), como também dos inúmeros benefícios trazidos para a sociedade.

    O texto (por completo) postado por mim nos traz sugestões em forma de alerta, para uma futura (daqui a 50, 100, 200, 500 anos) mudança de paradigma, pois certamente a sociedade evoluirá, a economia evoluirá, a inteligência e cultura evoluirão...

    É um assunto profundo (filosoficamente falando), que mexe com nossos costumes e conhecimentos, e deve ser estudado, refletido, analisado... Veja bem: no passado a Terra era o centro do Universo, não era redonda, foi criada em sete dias, e por aí vai... Eram verdades incontestáveis, até a ciência evoluir, para assim alguns gênios discordarem e provarem o contrário.

    Creio que, no futuro próximo, teremos novas teorias econômicas, políticas, sociais, um novo estilo de produção, uma nova forma de mercado, entre outras tantas mudanças do dia a dia.
  • anonimo de cima  31/01/2014 17:40
    Alexandre, faço coro com a postagem do Ricardo. Faço o exposto nos artigos citados os meus argumentos, e adiciono ainda os seguintes:

    É imoral e anti-humano ser contra o lucro e a livre iniciativa
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1203

    O dinheiro macula tudo?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1242

    A virtude do lucro
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1312

    Espero a sua refutação dos mesmos.
  • Cristian  03/01/2020 19:31
    ..."Repare na frase: "Mas a motivação do lucro não deve ser destruída, nem removida, subitamente"

    Ou seja, faz-se necessário, no futuro e não agora, que repensemos filosoficamente os reais objetivos da busca pelo lucro. Tal questão (LUCRO) provavelmente terá profundas mudanças ideológicas, no futuro [reitero], por meio da evolução cultural e dos conceitos da humanidade...."

    Papinho de comunista esse hein? => Repensar os reais objetivos da busca pelo lucro...

    Mas vai aqui uma dica, não precisa aguardar o futuro, as mudanças ideológicas e os conceitos da humanidade não. Você pode repensar agora mesmo a indagação exposta:

    Abra qualquer negócio (qualquer um mesmo) e simplesmente ignore o conceito de lucro em seu negócio. Eu tenho certeza que em no máximo 6 meses (senão menos) você entenderá os reais objetivos da busca pelo lucro.
  • Bruno Feliciano  03/01/2020 17:57
    Tensão com o Irã levaria a queda do Dolar? igual guerra no Iraque?
  • Trader  03/01/2020 19:15
    Pode ser, mas não de imediato. Primeiro é preciso haver uma guerra efetiva, com envio de tropas e aprovação de orçamentos trilionários pelo Congresso especificamente para a guerra. Depois, seria necessário oficializar a suspensão do teto da dívida do governo americano.

    Aí sim dá pra falar em enfraquecimento do dólar.

    Por enquanto, com a economia americana sendo a única que cresce robustamente entre os países desenvolvidos, e sendo a única que paga juros positivos em todos os seus títulos públicos, é pra lá que o capital estrangeiro continuará indo, garantindo força para o dólar.
  • Felipe  03/01/2020 21:07
    Isso acabaria com a eleição do Trump. A Guerra ao Terror sabotou o governo Bush, afundando o dólar.
  • Bruno Feliciano  04/01/2020 01:20
    Pois é meus caros, TRUMP sabe aonde esta pisando? Como não acabar que nem o BUSH se um conflito real se concretizar?

    O Irã vai ter a oportunidade de causar algo serio e vocês sabem como é essa galera do Oriente Médio, por mais suicídio que seja uma empreitada dessas, tirar a vida de um americano vale mais que a própria vida deles.
    O ódio pelo Ocidente é tanto que são capazes de qualquer coisa.

    Isso não vai dar em nada, a mídia que gosta ai de sensacionalismo e quer ver o circo pega fogo. Mas o problema mesmo seria ataques terroristas como vimos nessa década na Europa e 11 de setembro, ai uma nova guerra de iraque pode estourar. E convenhamos, esses terrorista islamico tem mais é que ir pro inferno mesmo
  • Victor  04/01/2020 00:19
    O direito ao trabalho é um direito natural, como o direito que eu tenho à vida? Precisamos, exceto os dependentes, de trabalhar para sobreviver...qual é a relação, que se propõe aqui, entre o trabalho e os outros direitos naturais?
  • Gustavo  04/01/2020 01:32
    1) Você tem o direito de que não retirem a sua vida.

    2) Você tem o direito de que não confisquem sua propriedade honestamente adquirida.

    3) Você tem o direito de não ter tolhida sua liberdade de ação (empreender, trabalhar etc.), desde que essa não agrida os itens 1 e 2 de terceiros.

    Portanto, sim, você tem o direito de trabalhar pelo preço que for livremente acordado entre você e seu empregador. Mas você, obviamente, não tem o direito de obrigar terceiros a lhe darem um emprego remunerado, pois isso atenta contra o item 3 dos direitos naturais supracitados.

    Desnecessário ressaltar que, na esmagadora maioria das vezes, quem atenta contra o item 3 é exatamente o estado, que proíbe pessoas de trabalharem abaixo do salário mínimo, ainda que elas próprias queiram.

    Uma impagável lição de economia: taxistas impõem salário mínimo para motoristas da Uber
  • Victor  04/01/2020 16:39
    Muito obrigado
  • Jairdeladomelhorqptras  04/01/2020 02:08
    Voltando ao artigo do Mises. Creio que os comentários desviaram-se um pouco.

    A importância da Primeira Guerra, creio, sempre foi subestimada. Ela quebrou as pernas de um mundo livre. Pela primeira vez as "Razões de Estado" obliteraram qualquer liberdade indivídual.
    O genenral Ludendorf, por exemplo, tornou-se, praticamente, um ditador na Alemanha. Sempre alegando "Razões de Estado".
    O texto é corretissimo quando alega que sem a "Grande Guerra", (como era chamada antes da Segunda Guerra) não existiria nazismo, nem comunismo. E nem o fascismo do Mussolini.
    Antes desta Guerra a intervenção dos governos na economia era quase nula, ou nula. Durante e após, sempre alegando "Razões de Estado", tornou-se rotina.
    E o pior é que todas as "causas da Primeira Guerra" são questionáveis. O escritor Stephan Zweig, que a vivenciou, afirmou que não existia razão alguma para a eclosão desta Guerra. Todos os paises europeus estavam prosperando. O assassinato de um herdeiro de um império decadente não seria motivo para o extermínio de milhões de pessoas. Alás, os assassinatos políticos, na época, eram comuns.
    O gigantesco poder dos Estados de hoje foi parido e nutrido na Primeira Guerra.
    Abraços
  • cmr  06/01/2020 16:05
    Em vez de liberdade, a hegemonia americana espalhou o corporativismo pelos quatro cantos da Terra.

    Melhor frase do artigo !!!.
  • Askladden  06/01/2020 17:03
    Seculo XIX apogeu da liberdade?
    Crianças trabalhando 14 horas por dia em fábricas, minas de carvão etc.
    O mundo inteiro virou colônia das potências europeias.
    China viciada em ópio em favor de uma única empresa.
    Guerras movidas não pelos estados mas pelas grandes corporações.
  • Historiador  06/01/2020 17:50
    "Crianças trabalhando 14 horas por dia em fábricas, minas de carvão etc."

    A alternativa era morrerem de fome no campo, onde não havia nada.

    Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condições severas nas fábricas porque isso era uma questão de sobrevivência para eles e para suas famílias. Porém, à medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos — graças aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade —, um número cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola. 

    As legislações, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil só surgiram depois que o trabalho infantil já havia declinado. Mais ainda: tais leis sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar. Dado que o trabalho infantil, em várias ocasiões, concorria com a mão-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esforçaram ao máximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar. 

    O que fez com que as jornadas de trabalho no século XIX fossem longas foi o mesmo fenômeno que obrigou agricultores a colocar seus filhos para trabalhar: a produtividade era baixa, e as pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80 horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer. Isso, obviamente, não pode ser atribuído a "patrões exploradores", a menos que consideremos que pais são exploradores. Tal fenômeno se devia ao fato de a economia ainda ser subdesenvolvida.

    Você, pelo visto, é daquele que acreditam que no século XIX havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

    Você realmente acredita que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1801 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje. Bizarro. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XIX pareciam "sub-humanas".

    Falar que a qualidade de vida era ruim no século XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é impostura intelectual. Ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter no século XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia no século XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

    Especificamente sobre as crianças, desnecessário dizer que ninguém as escravizou. Os pais voluntariamente decidiram que deveriam trabalhar para ajudar no sustento da família. E, tão logo adquiriam renda, paravam de trabalhar e iam estudar.

    Para quem vive no século XXI, de pança constantemente cheia e rodeado de todos os confortos que apenas o capitalismo mais avançado pode propiciar, é fácil desprezar as condições da época. Típico de ignorantes arrogantes.


    "O mundo inteiro virou colônia das potências europeias".

    Faltou às aulinhas básicas de história, hein? O mundo começou a se tornar colônia europeia ainda no século XV. E foi exatamente no século XIX que começaram a se tornar independentes. (Os EUA, no século XVIII).

    "China viciada em ópio em favor de uma única empresa."

    Qual empresa? Ópio era cultivado livremente na China, pois dava em qualquer solo. Todo camponês podia plantar. Mas isso ainda é o de menos. Quem se congregava para usar ópio eram os ricos, que se encontravam em estabelecimentos próprios para isso. Você, que é de esquerda, é contra a galera indo a um barzinho fumar um ópiozinho? Estranho.

    Mas isso também é o de menos.

    No século XX, 100 milhões de chineses foram impiedosamente esfaimados pelo estado.

    Comparado a isso, o fato de haver alguns burgueses se encontrando para dar um tapinha num ópio no século XIX é quase que uma liberdade transgressora. Ou você discorda?

    "Guerras movidas não pelos estados mas pelas grandes corporações."

    Fiquei curioso quanto a isso. Mande mais informações, por favor (se bem, que se forem da mesma "qualidade" das anteriores, acho que até dispenso).

    As guerras napoleônicas foram feitas "pelas grandes corporações"? A guerra civil americana (em que as forças do estado dizimaram quase que metade do país)? A Rebelião Taiping (com o exército da China)? A Guerra do Paraguai? A Primeira Guerra Ítalo-Etíope? Quais dessas foram feitas por "grandes corporações"?

    Dito isso, quais foram as guerras mundiais do século XIX? E quais foram as do século XX (estas inteiramente estatais)? Se você disser que as do século XIX foram piores, você realmente necessita urgentemente de um psiquiatra.
  • Carlos Brodowski   06/01/2020 17:57
    Ouch….

    A quantidade de "desavisados e despreparados" que despencam neste site achando que estão abafando ao simplesmente repetirem lacrações de Twitter nunca deixa de me surpreender. Os caras realmente acham que soltar umas três frasesinhas clichês compiladas pelo grêmio estudantil de alguma universidade federal irão matar todo um corpo de teses e evidências.

    Não têm o mais mínimo preparo para qualquer debate sério. Vivem apenas de repetir chavões e lugares-comuns. É a isso que se resume todo o seu intelecto. Até Ricky Gervais já ficou de saco cheio.
  • Drink Coke  06/01/2020 20:04
    É verdade, antes do capitalismo as crianças apenas brincavam em seus campos e liam livros de platão quando as fábricas apareceram e jogaram os pobres pequenos em minas de carvão. Quanto horror desse capitalismo. Se não bastasse isso o capitalismo ainda colonizou meio mundo, coitado dos indios que viviam aqui no Brasil e foram obrigados a trabalhar na fábrica da coca-cola.
  • Rene  06/01/2020 20:21
    A expressão "Estamos em Guerra" sempre é usada como desculpa para atacar a liberdade da população civil. Pode-se citar aí impostos emergenciais, regulamentações pesadas, restrição de liberdades individuais. E frequentemente os governos "esquecem" de fazer as coisas voltarem ao normal quando a guerra acaba.
  • gean vugo :::::::::> BAD MALUCO  09/01/2020 00:46
    A melhor forma de matar um hospedeiro é retirando seu alimento.

    estado = ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA = PARASITA

    Para matar o hospedeiro :

    1- SONEGAÇÃO

    2- DESOBEDIÊNCIA CIVIL

    3- MOEDAS DIGITAIS

    4- NÃO DAR QUALQUER TIPO DE SUPORTE. ( não cometer os erros dos liberais clássicos )

    Obs : a lista vai longe , mas para começar já esta bom.
  • Emerson Luis  29/01/2020 16:32

    Matar o hospedeiro ou matar o parasita?

    * * *
  • Cada povo tem o rei que merece  28/08/2021 02:14
    Interessante o autor usar a religião e suas crenças como embasamento do seu argumento. Tem todo o direito, óbvio, mas é só mais um lembrete de como somos suscetíveis a sucumbir ao auto engano (e como nossas crenças mais arraigadas determinam nosso modo de pensar e limitam nossa capacidade crítica).
    Questiona (corretamente) a existência do estado e toda deturpação causada por ele na sociedade, mas parece não ser capaz de questionar porque seu deus (o qual nunca deu nenhuma prova de existência) era tão irascível e vingativo no passado - alguém se lembra do dilúvio? - e é tão impotente hoje diante de toda maldade existente no mundo.
    Se esse deus existe e ficou assistindo de camarote ao holocausto, às guerras, ao comunismo, ao estado islâmico, etc, etc, e toda maldade perversa e doentia que o ser humano é capaz de fazer com seus pares, então esse deus ou é impotente e incapaz de fazer qualquer coisa pra evitar tudo isso; ou tem o poder de evitar, mas é indiferente a tudo isso; ou então ele é um sádico que quer ver o circo pegar fogo. De toda forma, se existe, esse deus é indigno de respeito e atenção. Eu rejeito esse deus e qualquer alegação de moralidade advinda dele.
    Pautar sua vida e todas suas análises em última instância pela crença numa religião sempre te impedirá de pensar de maneira realmente livre.
  • Introvertido  28/08/2021 16:14
    Concordo, na minha opinião, o único erro de Rothbard em seus escritos é o fato de que ele se apega demais á religião, dando créditos quase que em excesso á ela, de que os dogmas religiosos ajudam bastante na ética humana. Ás vezes até podem ajudar, mas ainda há muitas inconsistências.

    Há 50 anos atrás, por exemplo, a sociedade brasileira era formada quase que inteiramente por cristãos, mas nós não vimos nenhum brasileiro realmente valorizando a liberdade. Atualmente ainda boa parte da população é cristã, mas nós não estamos vendo nenhum protesto advindo dos evangélicos e demais igrejas, em favor da liberdade.

    Há mais de 1000 anos atrás, a igreja era hegemonica na sociedade europeia, mandando e desmandando nos reis, doutrinando às pessoas por meio de ensinamentos - muitos que nem eram da própria bíblia, aliás, mas sim inventados, e outros que eram puras interpretações errôneas de versículos bíblicos -, e cobrando sua própria fatia de impostos dos lordes feudais, a igreja dizia seguir os dogmas de deus, e o populacho seguia os dogmas da igreja, sem questionar. Eu não vejo nada de ético nessa realidade.

    A ética da liberdade não é formada pela crença em dogmas religiosos (até porque o homem se torna escravo de tais dogmas, e geralmente perde sua capacidade de crítica), mas sim pela capacidade de raciocínio próprio, por meio da lógica e da razão.

    Á ética religiosa até pode influenciar os pensadores em alguma coisa, mas ela, na prática, não ajuda em nada sozinha, quanto mais á sociedade se apega á determinados valores, mais homogenica e imutável ela é, e isso só muda quando novos pensadores críticos surgem e espalham suas idéias. Tais idéias podem tanto vir para bem, quanto para mal, e é aí que é importante o raciocínio próprio, pois os escravos de dogmas não raciocinam de verdade.

    Ética religiosa, por si só, é um instrumento de controle, antigamente o populacho acreditava que os reis eram nomeado por deus, e que deveriam trabalhar duro para sustentar a elite religiosa e aristocrática.

    O ser humano por si só, só realmente amadurece realmente quando têm de encarar a realidade, e quanto mais cedo ele encara tal realidade, melhor para ele. Na sociedade em que vivemos, os jovens são positivistas e acham que possuem direitos como benefícios, gostam de ficar vivendo em cima do esforço alheio, e sempre querem viver parasitando alguém, seja os parentes, seja o governo.

    Mises não fundou o libertarianismo, e criou diversas obras econômicas aprioristicas por causa de sua fé nos dogmas de 'deus', mas sim por causa de sua capacidade de raciocínio e de análise, e também por causa de sua curiosidade para entender como às coisas realmente funcionam, ele leu muitos livros, analisou a sociedade como um todo incontáveis vezes, e entendeu o que realmente é a economia.
  • Imperion  28/08/2021 16:22
    Muito bom o artigo. Devemos lembrar que Deus não é gênio da lâmpada, não está aí pra servir os homens e realizar todos os seus desejos. O mundo é uma construção para o homem cuidar. Evoluir. As guerras ainda existem porque existem as pessoas que invejam (cometem o pecado contra Deus) e por isso roubam e matam pra tomar o que é do outro como meio de vida. E quando a pessoa se defende, eles o culpam.

    Deus disse para não matar, mas não no sentido de você tomar iniciativa de ir e atacar o outro para lhe roubar os bens. Nunca proibiu a legítima defesa. Esse mundo não é perfeito. Se você tem como desarmar o assassino, faça. Mas se vc não tem os recursos, ser manso também é um desrespeito a própria vida.
  • Introvertido  28/08/2021 16:52
    Bem, a ética religiosa foi criada pelo próprio homem, e quando tal ética estabelece proibições, ela deixa de ser realmente ética.

    Se o 'deus' de determinada religião diz "não roubarás, ou irá ao fogo eterno após sua morte', isso obviamente não fará com que os homens deixem de roubar, mas isso passa uma imposição de medo, de que essa pessoa será julgada caso roube, por meio de uma entidade imaginária imparcial e incorruptível, que detém a verdade absoluta ao seu lado.

    Mal tal imposição torna os homens escravos de tal dogma, os homens não se questionarão porque roubar é algo imoral, eles irão apenas estabelecer que roubar a propriedade de outra é imoral porque 'deus' diz que é injusto, e não porque roubar algo fruto de esforço alheio é imoral e antiético.

    E é aí que surge a escravidão de pensamento, os homens afirmarão coisas apenas porque 'deus' diz que sim, beber bebida alcoólica demais e algo negativo porque 'deus' diz que é pecado, perder a virgindade antes do casamento é imoral porque 'deus' diz que é pecado.

    Dizer algo em nome de 'deus' passa á se tornar o símbolo da 'verdade absoluta', e os homens passam á ser controlados por aqueles quem afirmam coisas em nome de 'deus'. Quanto maior for seu 'ranking' na igreja, maior será sua autoridade para afirmar coisas em nome de 'deus'.

    Á mesma lógica se aplica á todas às outras coisas, criticar o Estado é imoral porque ele constroiu às estradas, xingar os políticos é errôneo porque ele possui a autoridade, dizer que o Estado é autoritário é ilógico porque determinado fulano da política disse que o contrato social existe.

    É por isso que devemos nos livrarmos da falácia moralista, devemos ser, acima de tudos, éticos, baseando-nos na lógica e na razão, no raciocínio e no pensamento.
  • Quebec  29/08/2021 00:56
    "a ética religiosa foi criada pelo próprio homem, e quando tal ética estabelece proibições, ela deixa de ser realmente ética."

    Aí embaixo escreve: "devemos nos livrarmos da falácia moralista, devemos ser, acima de tudos, éticos, baseando-nos na lógica e na razão, no raciocínio e no pensamento."

    Você rejeita uma ética feita pelos homens, mas aceita uma ética feita pelos homens, no caso você?

    No mais, não vejo como imposições do tipo "Não matar" ou "Não roubar" seriam escravizações de pensamento, independentemente se foram "criadas" pelos homens religiosos ou pelo próprio deus. É mais precisamente por que tais atos de matar e roubar são injustos, imorais e antiéticos que esses mandamentos devem ser respeitados, e menos por que teriam sido estabelecidos por "homens".


    Meu ponto é que regras/dogmas/leis/tradições morais tem sua importância, são um conjunto de soluções cujos problemas nos esquecemos. Remova tais soluções e os problemas ficam escancarados.

    Você não acredita em deus, não acredita que deus é bom ou não acredita em doutrinas morais ou qual é que é? Não o ataco, quero te entender por que você parece estar em busca de algo.

    (É por crer em leis naturais, ou ainda "mandamentos" e doutrinas morais que sou libertário.)







  • Introvertido  29/08/2021 03:36
    "Você rejeita uma ética feita pelos homens, mas aceita uma ética feita pelos homens, no caso você?"

    Sua pergunta não ficou muito clara, mas acho que entendi o que quis dizer.

    Como eu disse no próprio texto, ética religiosa imposta nas mentes das pessoas não é nada mais do que a escravidão do homem por meio de dogmas, e o grande problema de haver dogmas religiosos, é que não há uma razão clara para elas serem seguidas, á não ser que deve-se fazer isso em nome de 'deus', um dogma que diga "não abusarás de crianças", por exemplo, não deixa claro o porque disso, e os seguidores até podem concordar com ela baseando-se em princípios morais próprios, mas e quando tais princípios contrizem á ética da liberdade e dos direitos naturais? Geralmente os sectarios continuam seguindo.

    Os seguidores podem até optar por entrar em tal religião voluntariamente, geralmente por ouvirem coisas aparentemente boas "Vocês irão ao paraíso se confiarem no meu deus!", mas o grande problema é quando tais pessoas se tornam alienadas por tais dogmas, elas passam á seguir tudo que os lideres falam, sem fazer muitos questionamento, e abandonam totalmente a lógica. É daí que sensos comuns são criados.

    Mas o maior problema mesmo, é quando tais doutrinas são repassados de pai para filho, os pais alienados também alienam seus filhos, e isso se torna um ciclo, onde os fiéis seguem os lideres da religião sem questionar.

    Tal lógica se aplica tanto às religiões, como também aos Estados. Na teoria, se aplica á qualquer organização que dependa de dogmas e na crença em uma figura abstrata ou real para existir.

    Ás fundações do islamismo é um bom exemplo disso, Maomé começou com palavras bonitinhas, e teminou subornando seu seguidores dizendo que quem matar ou converter os hereges para que se rendam ao islã obterá dezenas de virgens no paraíso.

    Ele inclusive, alterou o livro sagrado de sua religião inúmeras vezes, e seus sucessores começaram á fazer suas próprias interpretações do livro. Até que houve então uma fragmentação da religião, onde de um lado estão os "moderados" que dizem que nem tudo no livro deve ser levado ao pé da letra, e do outro os extremistas, que acreditam que tudo escrito do livro sagrado deve ser levado ao pé da letra.

    É importante notar que eu não estou julgando outros tipos de éticas, eu não tenho nada contra quem segue o estoicismo por exemplo, pois éticas desse tipo são imutáveis e possuem seus objetivos expostos de maneira clara, sem ser por meio de uma crença às cegas, e o do estoicismo é bem claro: para evitar frustrações.

    "No mais, não vejo como imposições do tipo "Não matar" ou "Não roubar" seriam escravizações de pensamento, independentemente se foram "criadas" pelos homens religiosos ou pelo próprio deus. É mais precisamente por que tais atos de matar e roubar são injustos, imorais e antiéticos que esses mandamentos devem ser respeitados, e menos por que teriam sido estabelecidos por "homens"."

    Você está utilizando do senso comum meu caro, tente obter o raciocínio completo da coisa.

    Por mais que uma igreja possua dogmas aparentemente éticos, seus membros e lideres continuam sendo seres humanos imperfeitos, que possuem raciocínios e sentimentos próprios, obviamente, muitos membros de tais hierarquias religiosas acabam apenas dizendo que seguem os dogmas da bíblia, ao mesmo tempo que violam e dertupam o que está escrito lá, disfarçando tudo para os crentes não perceberem, enquanto dizem que isso é em nome de 'deus', isso era algo extremamente comum antigamente, quando a igreja obtinha enorme poder.

    Tanto é que os lideres religiosos antigamente não deixavam os seguidores lerem qualquer material bíblico, com medo que elas tivessem interpretações próprias da bíblia. Isso ajudou bastante na hegemonia católica por bastante tempo, até começar á haver rupturas dentro dela, primeiro foi com o império Bizantino, que criou outra variante do cristianismo, e depois foram os ingleses, que acolheram os protestantes e formaram outra variante do cristianismo.

    Os governantes de tais reinos, é claro, possuíam um objetivo claríssimo quando fundaram tais crenças: Os governantes de tais países queriam manter uma figura dívina de si mesmos e de seus sucessores, á de que eles foram nomeados por deus para serem governantes e anfitriões de tais religiões.

    Por isso, meu ponto principal é a liberdade de pensamento, sem qualquer imposição religiosa ou estatal, e sem, obviamente, qualquer censura. No meu modo de ver, devemos priorizar apenas á lógica e a razão, enquanto qualquer tentativa de impor um pensamento homogenico de determinada crença deve ser combatida por meio da lógica. Se queremos estabelecer uma sociedade ancap com valores libertários sólidos, então é a própria lógica que deve ser nossos valores éticos e morais, sem dogmas ou crença em um ser superior.

    "Meu ponto é que regras/dogmas/leis/tradições morais tem sua importância, são um conjunto de soluções cujos problemas nos esquecemos. Remova tais soluções e os problemas ficam escancarados."

    Me diga, o que antecende o moralismo? Claro que é outro moralismo, seguidos por diversos outros moralismos.

    É um ciclo infinito.

    Eu não estou falando que devemos nos livrar do moralismo, - apesar de eu ter dito isso no final do meu texto anterior, aparentemente eu esqueci de colocar 'dogmatica' em seguida -, até porque o moralismo sempre existirá no ser humano, mas sim que devemos seguir um moralismo lógico, não religioso e sem crenças, ou seja, sem às entraves que os dogmas criam.

    Eu por exemplo, segui três fases antes de me tornar agnóstico: Primeiro eu era religioso fanático, não pensava muito logicamente para não duvidar dos dogmas das igrejas que eu frequentava, depois eu me tornei cético, pois, depois de ler a Bíblia diversas vezes, eu tive uma interpretação diferente da qual interpretavam na minha igreja, e por último eu me tornei ateu, depois de perceber que a bíblia possuí muitas inconsistências lógicas.

    Depois de um tempo, eu me tornei agnóstico no quesito religioso, pois eu simplesmente não ligo se algum deus existe ou não, mas eu tenho certeza que nenhum dos deuses criados pelos humanos realmente existem

    "Você não acredita em deus, não acredita que deus é bom ou não acredita em doutrinas morais ou qual é que é? Não o ataco, quero te entender por que você parece estar em busca de algo."

    Se eu acredito em deus ou não é irrelevante, eu estou falando sobre á inconsistência de imposição de dogmas no âmbito das idéias.

    E sendo a imposição de uma ética dogmática na mente dás pessoas algo imoral, pois configura em escravidão de pensamentos no longo-prazo, isso automaticamente também significa que a imposição de um sistema jurídico dogmático e coercivo também é imoral, pois não é ético implementar punições fora da autopropriedade por meio de julgamentos morais próprios.

    O mais ético que pode existir no âmbito jurídico, é a situação onde a vítima e o criminoso se resolvem voluntariamente, tribunais jurídicos não devem implementar punições, mas sim avaliar situações, e os tribunais deveriam ser campos de resolução voluntários, aonde a vítima e o criminoso dialogam e resolvem suas diferenças.

    Os juízes seriam pessoas versadas na arte da lógica e razão, e provavelmente suas avaliações de situações seriam bastante demandadas em uma sociedade, já que seriam os principais meios de solucionar conflitos perante á sociedade.

    Também existem outros quesitos mais complicados, como por exemplo, de assassinatos, e tendo um indivíduo que conheça á vítima em um cenário de assassinato, e queira fazer justiça contra o assassino depois de descobrir quem de fato é ele, tal conflito provavelmente acabaria na justiça, mas outra possibilidade é que um dos indivíduos acabe matando o outro sem antes á avaliação dá justiça, o que possívelmente faria com que outro indivíduo fosse atrás do novo indivíduo morto, e é bem provável que depois de algum tempo e talvez algumas repetições do processo (Algo de se duvidar), todo esse conflito fosse parar na justiça.

    Bem, o assunto não é sobre justiça privada, então irei parar por aqui.
  • Quebec  29/08/2021 23:44
    1) Agradeço pelos esclarecimentos e resposta elaborada. Entendi suas colocações.

    2) Entendo, também tive umas "fases" até me deparar com estudos de milagres, experiências pós-morte e aparições Marianas ao longo dos séculos (Lourdes, Fátima, Akita, Kibeho, entre outras). Quando me dei conta que esse Deus colocou a pele no jogo, por assim dizer, há 2000 anos e me dei conta que ele não era algo abstrato, etéreo e impessoal minha mentalidade mudou. Parei de ler a Bíblia em busca de verdades científicas ou mesmo de raciocínios lógicos, entendi que é sobre salvação da alma. (Há 10 anos eu nunca me imaginaria pensando ou escrevendo isso.) Percebi que "fé" não é acreditar no que você não conhece ou não tem certeza, mas sim naquilo que você conhece (eu ainda estou nessa caminhada longa e não é facil, é até mais difícil).

    Porém, isso é algo que necessita curiosidade, esforço, estudo e vontade. Domínio do inglês se mostrou fundamental dada a riqueza de materiais disponíveis em texto e vídeo. Enfim, espero que suas certezas atuais mudem para melhor, como as minhas mudaram.

    -



  • Ex-microempresario  29/08/2021 16:39
    Para mim, a chave é perceber a distinção entre "ética religiosa" na primeira frase e " éticos, baseando-nos na lógica e na razão" na segunda.

    Na busca de uma ética baseada na razão, existe diálogo e existe a busca por um consenso.

    Na busca de uma ética baseada na religião, qualquer opinião discordante é rebatida com "você não entendeu", "você está argumentando com má-fé", "você não está entendendo o contexto", "você precisa abrir seu coração para deus", e, no final das contas, "eu estou certo e você está errado porque eu estou dizendo".

    A maioria do pessoal aqui do Mises parece concordar com o PNA, onde agressões só são permitidas como legítima defesa contra outra agressão. Já o pessoal religioso sempre tem uma desculpa retórica para justificar agressão contra qualquer um que não concorde com eles.
  • Introvertido  29/08/2021 17:16
    Exato, e é justamente por causa disso que eu estou escrevendo esses textos.

    Religião é algo muito perigoso, geralmente é utilizado para controlar às massas, que se tornam alienadas e mente-fechadas para qualquer idéia exterior.

    E qualquer religiosa que coloque alguma entidade real ou abstrata no topo, baseando-se em dogmas proibitivos e permitivos para serem seguidos, é algo que pode ser utilizada para contruir uma estrutura burocrática e coerciva, de forma que às massas sejam sempre controladas.

    Infelizmente, não há muitos artigos sobre o assunto por aqui, mas ainda assim existem diversos artigos e livros excepcionais do Hoppe e de outros autores libertários, e eu estou baseando minha opinião na ética libertária deles.

    Nós nunca iremos vencer o Estado, se não soubermos discenir com precisão às causas para este se manter no poder, vejo muito libertários defendendo o Bozo com unhas e dentes, e sinceramente acho isso algo vergonhoso, afinal, estamos colocando o Bulbassauro como uma entidade "salvadora" e impondo dogmas á serem seguidos, dogmas esses como:

    1°: "Senão o PT volta!"

    2°: "Para combater os globalistas"

    3°: "É melhor ter alguém em defesa pela liberdade na política!"

    4°: "Ele apóia o armamentismo, logo, é melhor alguém armamentista no poder do que alguém desarmamentista"

    E por aí vai, é praticamente uma religião, que tira bastante o real foco do movimento libertário. Devemos ser contra tudo, libertário ético é aquele não apóia qualquer coersão ou sistema que tente implementar a coersão. Qualquer crise é sempre uma chance para desmoralizar o estado, não devemos ter um liberal qualquer como bichinho de estimação

    Não digo isso como um idealista, mas como alguém que não quer ver os libertários brasileiros seguindo o mesmo caminho dos libertários americanos, um bando de hipócritas, que foram desmoralizados e rechaçados sem dó pelos democratas.

    Mais Hoppe e ética, menos Rothbard e religião.
  • Menos estado, mais vida abundante  30/08/2021 23:31
    "...Mais Hoppe e ética, menos Rothbard e religião...."

    Ética. É famosa, vinda da Grécia Antiga, mas o Judaísmo já era ético antes dos gregos. Cristianismo, sempre esteve baseado na Ética, é muito óbvio.

    Ética e as religiões judaico-cristãs são partes do mesmo corpo, não importa se a pessoa crê ou não nisso. Basta uma pesquisa séria, sem preguiça, que esse fato básico é comprovado.

    Sem religião, a Ética vai para o ralo, pois tudo pode ser feito, desde que a maioria seja convencida disso. Basta ver hoje a linguagem do gênero ( a Nova Língua...), ideologia do gênero, que é aceito normalmente por pessoas que se dizem éticas e liberais, afinal, segundo eles, tudo é permitido, desde que a pessoa deseje algo, não importa se é ético ou não.

    Ensinar as pessoas que tem que ser usar "todes" para não ofender um "gênero", está muito longe da Ética, irmã gêmea da Moral.
  • Menos estado, mais vida abundante  30/08/2021 23:16
    "...Já o pessoal religioso sempre tem uma desculpa retórica para justificar agressão contra qualquer um que não concorde com eles....", você está se referindo aos islamitas ou a todas as religiões??

    Se for a todas, nunca vi religiões cristãs, ou seja; não tem na História, religiões cristãs "atacando" quem discorda dos seus seguidores.

    Tem no hinduísmo também, mas não no Cristianismo, pois cristão se defende quando é atacado, não ao contrário. Foi o que os Cruzados fizeram na Europa e antes, no Oriente Médio, quando foram lutar contra os islamitas que atacavam peregrinos cristãos que apenas queriam visitar os lugares onde Jesus Cristo viveu.

    Isso é História, é fato. Qualquer coisa fora disso é tirada de observações próprias incorretas, parciais, nada mais.

    Judeus nunca começaram agressões aos islamitas. Isso é fato também.

    Em países cristãos, existem mesquitas, sinagogas, templos budistas, hinduístas, etc., funcionado, aberto, com placa na porta e tudo o mais.

    Já nos países islamitas, quando é permitido um templo ou igreja cristão, tem que ficar escondido, sem sinos, sem cruz, se nome na morta, com muros altos, etc.

    Em sites políticos norte-americanos, é comum pessoas de algumas cidades do país reclamarem das chamadas em alto-falantes que os muçulmanos fazem para as suas reuniões de orações diárias, que são várias e em voz alta.

    Isso acontece porque é permitido por lei liberal feitas por legisladores judaico-cristãos.

    Em Israel, já estive lá, é permitido mesquitas abertas normalmente, mesmo com os ataques muçulmanos ao país.

    Tem sinagogas nos países islâmicos, funcionando normalmente? Pois é.

    Culpar todas as religiões pelo atraso da humanidade, é, no mínimo, falta de informação.
  • Introvertido  31/08/2021 01:39
    "você está se referindo aos islamitas ou a todas as religiões??

    Se for a todas, nunca vi religiões cristãs, ou seja; não tem na História, religiões cristãs "atacando" quem discorda dos seus seguidores.

    Tem no hinduísmo também, mas não no Cristianismo, pois cristão se defende quando é atacado, não ao contrário. Foi o que os Cruzados fizeram na Europa e antes, no Oriente Médio, quando foram lutar contra os islamitas que atacavam peregrinos cristãos que apenas queriam visitar os lugares onde Jesus Cristo viveu."

    Quê marabalismo foi esse? Você pegou o texto do cidadão, que claramente estava se referindo á hipótese de religiosos serem, em grande parte, mente fechadas, e tirou-o totalmente fora do contexto, como se ele estivesse dizendo que os cristãos adoram guerrear e matar hereges sem justa causa.

    Assim é fácil, basta pegar um espantalho, bater nele sem dó, e sair da arena com pose de vitorioso.

    Mas irei tirar o meu foco desse comentário em resposta ao ex-microempresario para responder apenas o seu comentário direcionado para mim, então não preocupe, vamos lá.

    "Ética. É famosa, vinda da Grécia Antiga, mas o Judaísmo já era ético antes dos gregos. Cristianismo, sempre esteve baseado na Ética, é muito óbvio."

    E daí? É óbvio que a religião inicialmente se origina da ética e da moral, já que o moralismo existe apenas dentro do ser humano, meu foco não é esse, releia meus textos.

    "Ética e as religiões judaico-cristãs são partes do mesmo corpo, não importa se a pessoa crê ou não nisso. Basta uma pesquisa séria, sem preguiça, que esse fato básico é comprovado."

    Hein? Fundamente seu texto melhor, falar para eu ir pesquisar não é lá á melhor forma de dar direções.

    "Sem religião, a Ética vai para o ralo, pois tudo pode ser feito, desde que a maioria seja convencida disso. Basta ver hoje a linguagem do gênero ( a Nova Língua...), ideologia do gênero, que é aceito normalmente por pessoas que se dizem éticas e liberais, afinal, segundo eles, tudo é permitido, desde que a pessoa deseje algo, não importa se é ético ou não."

    Do que tú tá falando meu caro? O assunto de meus textos trata justamente sobre o mito da religião como um material ético em favor da liberdade, e também porque devemos seguir apenas á lógica e a razão em nossos fundamentos éticos. Não faz sentido dizer que os progressistas são éticos, sendo que na verdade eles também tratam o Estado como uma espécie de 'deus'.

    Eles dizem seguir á ética, e os religiosos também dizem segui-la, mas na minha opinião a ética justa é apenas aquela que se origina da lógica, da liberdade de pensamento, e do debate entre indivíduos.

    Tudo que eu disse até agora, foi justamente para fundamentar o fato de que a moral, quando em conluio com um grupo que possua dogmas e crenças, tranforma indivíduos em massa de manobra, apenas para seguir os interesses dos líderes.

    Eu vejo um progressista igual eu vejo um religioso, um crente de que o Estado e os políticos irão salvar o dia e eliminar todos os males do mundo.

    Por isso mesmo, eu não julgo os religiosos, e também não julgo os progressistas, pois todos são apenas massa de manobra para seus líderes.

    Á única diferença entre os grupos religiosos e os progressistas no mundo atual, é o fato de que atualmente a ética religiosa entrou em decadência (Já estava em decadência desde á queda de Constantinopla, e entrou em queda geral depois do século XVIII), e a etica progressista entrou em seu ápice, devido o surgimento de diversos 'profetas' (Karl Marx, Hegel, e principalmente, Keynes) cujas teorias possibilitam que os políticos possam justificar seus atos maléficos.

    Á única maneira de uma sociedade se tornar bem sucedida, é quando qualquer crença irrealista é abandonada em favor da avaliação de idéias sobre liberdade. Á igreja não possuía muito poder no século XIX, mas á ética em favor da liberdade reinava, principalmente nos EUA, que vivenciou seu ápice de crescimento econômico por esse período. Houve, é claro, a guerra de secessão entre os estados do norte e do sul, o que se deve majoritamente ao fato de que os escravagistas não se adaptaram aos padrões econômicos nortenhos, o que acarretou em uma guerra de secessão para impor o sistema de salário remunerado no sul.
  • Ex-microempresario  31/08/2021 15:20
    "não importa se a pessoa crê ou não nisso. Basta uma pesquisa séria, sem preguiça, que esse fato básico é comprovado."

    Implicando que se alguém discordar, é porque sua pesquisa não foi "séria" e "sem preguiça".

    Conclusão: basta a pessoa ler os mesmos livros e autores que eu li, e considerá-los os únicos corretos, como eu, para ela concordar comigo.

    É a isso que me referi quando falei em "desculpa retórica".
  • Menos estado, mais vida abundante  31/08/2021 19:11
    Novamente, vc. se posiciona de forma errônea, apenas pelo prazer de discordar e baseado nas suas convicções, que, convenhamos, não representa a verdade absoluta. Ou para vc. representa???

    Velha história: se não quero entender, é problema meu e o que escrevo é verdade absoluta, já outros, é apenas desejo em ser "radical", "fanático", etc.

    Entendeu agora, como vc. se posiciona apenas baseado no seu entendimento sobre o que é Religião, como se vc. detivesse a verdade absoluta em sua mente "privilegiada" e os outros, os que discordam de vc., apenas querem defender de forma "radical", o que vc. não crê, logo, eles são xiitas?

    Seria bom vc. repensar a sua forma de agir. Vc. não detém o conhecimento total, verdadeiro. Isso tem um nome: presunção.

    Freud explica.
  • Menos estado, mais vida abundante  31/08/2021 19:31
    "...A todas elas, óbvio, como você acaba de comprovar, escrevendo um monte de desculpas retóricas para mostrar que só a sua religião está certa e só as outras estão erradas, que as outras religiões agridem mas quando é a sua a agressão é "justificada...".

    De novo, vc. responde a um texto que vc. não entendeu ou pior, finge que não entendeu!

    Leia o meu texto novamente e finalmente, o entenda!

    Eu defendi, não a "minha religião", pois defendi DUAS religiões que são muito importantes na defesa do Livre Mercado: judaísmo e cristianismo. Vc. entendeu isso ao ler?

    "quando é a sua, é justificada", ok, vc. quer um mundo perfeito, segundo seu entendimento falho, onde não tem religiões e tudo funciona perfeitamente, ohohoh, diria o Papai Noel!

    Talvez em Marte, existe algo assim, mas na Terra, não.

    Outra coisa: sem os Judeus e os Cristãos lutando pela liberdade, meu caro, hoje vc. não teria esse espaço para escrever aqui, pois Islã e outras, não deixariam e sim, sempre haveria essa realidade.

    Se vc. até hoje não entendeu que graças às Religiões judaico-cristãs, há liberdade nos países livres ( os ateus, comunistas, não creem em nada e a liberdade onde eles mandam, não existe!..).

    E sim: judeus e cristãos apenas lutaram quando foram atacados. Parece que vc. não gosta de História, mas vou e ajudar um pouco:

    em 1956, 1967, 1973, Israel foi duramente atacado por uma coalizão de países islamitas que, querem ainda hoje, destruir Israel. Isso é fartamente documentado.


    Logo, segundo vc. , eles atacaram primeiro, os israelenses? Interessante, mas totalmente sem nexo, o seu pensamento.

    Vc. gosta da frase; "desculpa retórica", não é? Eu gostaria que vc. fosse um cristão em peregrinação, sendo atacado pelos muçulmanos, como será que vc. pensaria? Usaria a sua frase de estimação??

    A mesma pergunta, eu faço sobre o fato de vc. ser um israelita nas três datas que postei logo acima.

    Usaria novamente " desculpa retórica", sua frase preferida?

    Sinceramente: alguma coisa relacionada à História, vc. ignorou ou não entendeu. Lamentável.

    Quanto ao seu ódio gratuito a Religião, isso comprova pelos seus escritos e a repetição da sua frase preferida, sugiro uma auto avaliação, pois isso está fundo no seu psique e vc. ainda não resolveu isso.

    Lembrando que quando é vc. a expor seus pensamentos, é a 'Razão" falando, mas quando é os outros, é "desculpa retórica", isso é muito grave.

    Abs.
  • Ex-microempresario  31/08/2021 23:29
    Eu escrevi:

    Na busca de uma ética baseada na religião, qualquer opinião discordante é rebatida com "você não entendeu", "você está argumentando com má-fé", "você não está entendendo o contexto", "você precisa abrir seu coração para deus", e, no final das contas, "eu estou certo e você está errado porque eu estou dizendo".

    Repetindo e exemplificando:

    "você não entendeu"
    "De novo, vc. responde a um texto que vc. não entendeu..."

    "você está argumentando com má-fé"
    "...ou pior, finge que não entendeu!"
    "vc. se posiciona de forma errônea, apenas pelo prazer de discordar e baseado nas suas convicções"
    "É facilmente observável que vc. odeia a religião baseado no nada"

    "você precisa abrir seu coração para deus"
    "Quanto ao seu ódio gratuito a Religião..."

    "eu estou certo e você está errado porque eu estou dizendo"
    "para mim fica praticamente impossível aceitar o fato que não conseguiram entender uma resposta tão direta como a minha"
    "Leia o meu texto novamente e finalmente, o entenda!"

    E uma que eu esqueci:

    "você precisa estudar mais"
    "Parece que vc. não gosta de História, mas vou e ajudar um pouco"
    "Leia novamente e desta vez, se esforce em ententer."
  • Ex-microempresario  01/09/2021 00:09
    "...não tem na História, religiões cristãs "atacando" quem discorda dos seus seguidores."

    "E sim: judeus e cristãos apenas lutaram quando foram atacados"


    Em 1209, o papa Inocêncio III convocou uma cruzada para atacar algumas cidades do sul da França onde algumas pessoas, conhecidas como "cátaros" estavam cometendo o horrível crime de negar a autoridade papal. O papa oferecia o perdão de todos os pecados a qualquer um que participasse da cruzada.

    Em 22 de julho os cruzados invadiram Beziers. A lenda diz que um dos capitães teria perguntado "como distinguir os bons cristãos dos maus" ao comandante-chefe dos cruzados, Arnaud Amalric, abade de Citeaux, que teria respondido "Matem todos. Deus saberá separá-los".

    Não se sabe se este diálogo ocorreu ou não, mas no relatório que escreveu para o papa, Arnaud Amalric disse "nossos soldados não pouparam ninguém, independente de posição social, sexo ou idade, e passaram a espada em quase 20.000 pessoas. Depois desta grande matança a cidade foi saqueada e queimada, como se a vingança divina milagrosamente houvesse atacado."

    Em agosto, os cruzados cercaram Carcassone e bloquearam o suprimento de água da cidade. A cidade se rendeu, e desta vez os bondosos cruzados não mataram todo mundo: permitiram que os habitantes saíssem, desde que nús e sem levar absolutamente nenhum pertence (conforme descrito pelo monge Pedro de Vaux-de-Cernay, que estava lá). A cidade vazia foi saqueada e entregue aos cuidados de Simon de Montfort, um nobre francês aliado de Roma.

    Em 1234 o papa Gregório IX criou a Santa Inquisição para continuar o trabalho de reprimir os cátaros. Nos séculos seguintes, "filiais" da Santa Inquisição foram instaladas em vários países da Europa.

    ***

    Qual será a desculpa do "Menos estado, mais vida abundante"? Escolha sua opção:

    ( ) O Papa e o Abade de Citeaux não eram cristãos de verdade.
    ( ) Isso tudo é mentira inventada por gente que tem ódio gratuito à religião.
    ( ) É preciso ver isso dentro do contexto da época.
    ( ) Existe um livro enorme escrito por um católico fervoroso que refuta tudo isso. Vá estudar!
    ( ) Isso não vêm ao caso.
  • Menos estado, mais vida abundante.  01/09/2021 11:52
    Se vc. continuar a citar os "historiadores", toscos e que odeiam o Cristianismo e por tabela, o Judaísmo e creia: já li vários assim, que se baseiam no nada para as suas afirmações, nada, não; corrijo: se baseiam no ódio gratuito à Igreja, que, repito: goste vc. ou não, é graças a ela que a sociedade evoluiu a ponto de vc. poder teimar em não reconhecer a importância da Religião para o avanço do Capitalismo no mundo, neste site, e a onde mais vc. tiver vontade, seus argumentos continuam rasos e apenas demonstram o seu ódio gratuito à Igreja, tanto que a sua senhoria faz questão de responder com o seu ódio ( ódio que fica claro, cada vez que vc. é mais incisivo. Se não odiasse a religião, já teria parado de responder. Freud explica...).

    Nunca existiu uma sociedade sem religião alguma. Isso é fato! Além do judaísmo, cristianismo e as ditas religiões orientais, e o Islamismo, esse sim; que persegue e mata quem não concorda com ele; existiram muitas religiões pagãs, incluindo as dos nossos "inocentes" índios e os bárbaros europeus.

    As duas únicas que lhe dá liberdade para ser um cego que crê em historiadores ateus e/ou que tem ódio pelo Cristianismo e/ou judaísmo, se manifestar; são as duas supras citadas.

    Lembra do jornal satírico Charlie Hebdo da França? Pois é. Eles sempre ofenderam com muita radicalidade, o Judaísmo e o Cristianismo. O dia que eles ofenderam Maomé, creio que vc. se lembra do resultado. Já cristãos e judeus, não enviaram nem reclamações ao citado jornal. Quanto mais, alguma forma de violência.

    Aliás: tem um vídeo recente, de julho deste ano, onde católicos em uma procissão em Paris, em memória dos mortos pela Comuna, de 1871 ( lembrando que os "revolucionários" que "defendiam" o povo dos opressores capitalistas, mataram padres, bispos, freiras, fieis e comerciantes....), foram atacados por comunistas que, além de jogarem pedras e paus, foram pra cima da procissão, agredindo os fieis sob os olhares da polícia francesa que nada fez. Quem são os violentos mesmo? Ah, segundo vc., os cristãos!

    Procure o vídeo, se quiser olhar o "outro lado", contrário às suas convicções rasas.

    Oh! Você almeja um mundo sem religião, porque, segundo o seu precioso e preciso ponto de vista, a Religião é péssima, falha, violenta e com isso, atrasa o avanço da Humanidade, do Capitalismo, baseado no SEU ponto de vista, que segundo vc., é o supra sumo da "razão", baseado em autores que escrevem o que querem, por puro achismo, já que o citado por vc. como exemplo, não tem uma prova contundente, mas mesmo assim, de acordo com o seu ódio gratuito ( seria bom vc. se analisar para descobrir a causa...), as religiões, principalmente o Cristianismo ( que permite vc. expressar seu ódio a ele aqui no Mises e em qq. lugar onde haja Cristãos em maioria...), são violentos e prejudiciais ao avanço da Humanidade.

    Sinceramente: fica claro a sua raiva, repetindo; pelas suas respostas cada vez mais redundantes e incisivas para mim. Quem não odeia o futebol, apenas como exemplo; não faz questão de gritar que aquilo é inútil e os torcedores são idiotas.

    Mas você, ao contrário, vem aqui citar exemplo pincelados da terra do nunca, para se basear.

    Segundo vc., as Escrituras Sagradas são uma piada, uma mentira, mas os ditos "historiadores", ah, esses falam toda a verdade!

    Vc. mais parece um seguidor de Marx do que de Mises.

    Boa sorte na sua jornada por um mundo ateu. Se isso acontecesse um dia, vc. veria que respeito, ética, liberdade, desapareceriam.

    Agradeça e muito às religiões judaico-cristãs pela liberdade que vc. tem aqui. Na Roma antiga e no Islã, além dos países comunistas, vc. já estaria em um Gulag.

    Abs. e adeus.
  • Ex-microempresario  01/09/2021 22:21
    "Se vc. continuar a citar os "historiadores", toscos e que odeiam o Cristianismo e por tabela, o Judaísmo e creia: já li vários assim, que se baseiam no nada para as suas afirmações, nada, não; corrijo: se baseiam no ódio gratuito à Igreja..."

    ( ) O Papa e o Abade de Citeaux não eram cristãos de verdade.
    (X) Isso tudo é mentira inventada por gente que tem ódio gratuito à religião.
    ( ) É preciso ver isso dentro do contexto da época.
    ( ) Existe um livro enorme escrito por um católico fervoroso que refuta tudo isso. Vá estudar!
    ( ) Isso não vêm ao caso.
  • Menos estado, mais vida abundante  01/09/2021 00:06
    Novamente, vc. distorce o que o seu "oponente", descreve. Que hábito feio o seu, não é????

    Em nenhum momento eu escrevi que os "meus autores são corretos, e os demais, não são, logo, eu tenho 100% de razão sobre os demais...", Óbvio que eu resumi a sua resposta tosca ( como as demais, rasa....), aqui.

    "Desculpa retórica...", é a sua válvula de escape para dizer ao seu interlocutor que "eu sei do que falo e ninguém me convence do contrário, pois eu tenho a "razão".

    Logo, quem se acha dono da razão pelos livros que leu, é vc. Faça um bem a si mesmo: não use as pessoas como espelho. Isso é feio, em nada contribui para o bem do debate.

    E, voltando: os artigos que mostram a importância das Religiões judaico-cristãs para o Liberalismo Econômico, está neste site, aos montes e em outros, iguais.

    Mas, se vc. é Narciso, quem sou eu para lhe influenciar, não é mesmo?
  • Ex-microempresario  01/09/2021 13:58
    "Novamente, vc. distorce o que o seu "oponente", descreve. Que hábito feio o seu, não é???? "

    Eu repito ipsis litteris o que ele escreveu e a resposta dele é que eu "distorci". Vai entender...
  • Menos estado, mais vida abundante  31/08/2021 19:05
    "Quê marabalismo foi esse? Você pegou o texto do cidadão, que claramente estava se referindo á hipótese de religiosos serem, em grande parte, mente fechadas, e tirou-o totalmente fora do contexto, como se ele estivesse dizendo que os cristãos adoram guerrear e matar hereges sem justa causa..."
    Não tirei nada fora do contexto. Leia novamente e desta vez, se esforce em ententer.
    "Já o pessoal religioso sempre tem uma desculpa retórica para justificar agressão contra qualquer um que não concorde com eles...", frase do texto do ex-microempresário.

    Entendeu agora o que o cidadão acima disse? Ele disse que "...religiosos SEMPRE tem uma desculpa para justificar agressões..."

    Leia o texto dele o o meu novamente ou será que você gosta de ser parcial com quem pensa igual a vc.?

    Quem escreve "bozo", já demonstra que tem um pensamento à esquerda, ou, então, chame o atual presidente de "bozo", a ex, de "guerrilheira" e o antes dela, de "criminoso com sentença confirmada", isso se chama imparcialidade, já ouviu falar nisso?

    Com todos os defeitos que o atual presidente tem, ainda assim, é melhor ( ou muito menos pior..), que os dois do PT e o anterior, do PSDB, sim, o que "privatizou" para os amigos, abaixo do valor das empresas e não como a excelente primeira-ministra do RU, Margaret Thatcher, que privatizou da forma correta, buscando melhores valores, pois eram empresas criadas com o dinheiro dos pagadores de impostos.

    Para ficar claro: se vc. tem um carro e resolve doá-lo, ótimo, vc. o comprou com os seus ganhos, faz o que quiser com ele, mas estatais que sugaram dinheiro do povo, tem que ser vendida pelo melhor preço, não pelo pior, como o FHC fez. Ficou claro agora?

    Então, "bozo" tem defeitos? Sim, mas se vc. apenas o cita e vem com os chavões de " senão o pt volta", etc., demonstra uma certa admiração pelos governos anteriores, entende agora ou preciso desenhar??

    Critique todos os governos, pois todos são ruins, mas uns, mais ruins que os outros. Não é isso que vc. fez nessa resposta, além de, repito, não interpretar corretamente a minha reposta ao outro leitor daqui.
    "..E por aí vai, é praticamente uma religião, que tira bastante o real foco do movimento libertário..."

    Outra coisa sem sentido, sem nexo! É facilmente observável que vc. odeia a religião baseado no nada, pela sua resposta que reproduzo acima.

    Religião não tira o foco do movimento libertário, ao contrário., mas vc. insiste em não entender isso, que sem a Religião, não haveria Ética, pois foi ela que trouxe valores éticos para a Humanidade, não o contrário.
    "...Mais Hoppe e ética, menos Rothbard e religião....", quem escreve isso, já demonostra um ódio gratuito, raso, sem fundamento, contra o pensador libertário, como Rothbard, baseado na sua forma rasa e vazia de avaliar um assunto, isso vc. já demonstrou em todos os seus comentários aqui, inclusive, nesse último, onde, ao defender o seu "colega", vc. omite que ele generalizou e vc. distorce a minha resposta.

    O grande problema de muitos comentaristas aqui, incluindo você e o ex-microempresário, é que quando vcs. criticam alguém, muitas vezes baseados em entendimentos totalmente errôneos da Religião, chamam aqueles que discordam de vcs. de " radicais", fanáticos religiosos", etc., mas vcs, não: distorcem o que o comentarista escreveu, creio que de propósito, pois para mim fica praticamente impossível aceitar o fato que não conseguiram entender uma resposta tão direta como a minha e de outros comentaristas aqui; e tudo bem: vcs. podem escrever o que bem quiser, pois são donos da "Razão", mas os outros? Oh, se discordar, são "radicais"!

    Entenda: sem Religião, Ética seria algo muito bonito e fundamental para alguns, mas totalmente sem interesse e distorcida para a grande maioria dos ateus, esquerdistas, etc.

    O dia que finalmente vc. entender isso e parar de responder apenas para "lacrar", acusando as pessoas que vcs. não concordam de xiitas ( como se vc., por exemplo, não fosse radical, xiita, nessa resposta sua aqui...), será alguém provavelmente melhor.

    Finalisando: Bolsonaro erra? Muito! Mas nas próximas eleições será ele ou pt, psdb, a esquerda no poder, de novo, ou seja, sim: " o pt volta"!

    Queria eu que o ministro da Economia fosse alguém da Escola Austríaca, mas não é: é a de Chicago, ruim, mas a outra opção, é pior ainda!

    Hoppe é ótimo? Sim! Mas Rothbard, "religioso", segundo suas observações rasas, é muito bom e TAMBÉM está certo, igual ao Hoppe.
    Releia a minha resposta anterior e a do outro comentarista. Parece que vc. não entendeu nenhuma das duas, ou pior, fingiu que não entendeu.

    Abs.




  • Introvertido  01/09/2021 19:44
    "Não tirei nada fora do contexto. Leia novamente e desta vez, se esforce em ententer."

    Li, reli, re-reli, e minha interpretação continua á mesma.

    ""Já o pessoal religioso sempre tem uma desculpa retórica para justificar agressão contra qualquer um que não concorde com eles...", frase do texto do ex-microempresário.

    Entendeu agora o que o cidadão acima disse? Ele disse que "...religiosos SEMPRE tem uma desculpa para justificar agressões...""

    Agressão significa muitas coisas meu caro, existe tanto agressões físicas quanto psicológicas, e se formos analisar o contexto do comentário do cidadão, ele claramente se refere principalmente às agressões psicológicas, ou como eu prefiro dizer, ad hominens e outras falácias pejorativas e desonestas.

    Porém não é como se agressões físicas em nome de deus e seus dogmas fossem inexistentes, existem inúmeros casos assim na história, tanto por guerras quanto por atos terroristas, tudo "em nome de deus", e às cruzadas são o exemplo perfeito disso: Mussulmanos contra cristãos.

    Outro exemplo é a colonização dos territórios nórdicos na Europa, feio em grande parte para "converter bárbaros". Porém isso está longe de ser o abismo, às famosas caças qos hereges são inegáveis. Se formos olhar outros exemplos de outras religião, podemos olhar para às guerras islâmicas, começadas pelo próprio Maomé. Outro exemplo é a expulsão dos ocidentais do Japão, que se deveu em grande parte ao temor dos governantes do Japão se tornar cristão.

    "Quem escreve "bozo", já demonstra que tem um pensamento à esquerda, ou, então, chame o atual presidente de "bozo", a ex, de "guerrilheira" e o antes dela, de "criminoso com sentença confirmada", isso se chama imparcialidade, já ouviu falar nisso?"

    Eu zombo de todos os políticos, porque eu teria respeito por parasitas demagogos?

    "Então, "bozo" tem defeitos? Sim, mas se vc. apenas o cita e vem com os chavões de " senão o pt volta", etc., demonstra uma certa admiração pelos governos anteriores, entende agora ou preciso desenhar??"

    Caguei, eu sou sou obrigado á votar, e mesmo se não fosse, não é como se minha abstenção fosse muda o sistema.

    O que eu disse no meu tempo zombando dos libertarios apoiadores do Bozo é simplesmente isso: Porque perder tempo apoiando político parasita? Nós devemos espalhar idéias sobre ética e liberdade, não sobre políticos. Votar todos nós teremos que fazer, pois não tem escapatória por meio do sistema.

    Pode entrar Lulo molusco, Ciro impressora, ou Bozo, na prática o sistema não irá mudar nada. No máximo o Bozo pode retardar um pouco o crescimento do Establishment, quando comparado aos outros parasitas.

    Devemos lutar por idéias, não por política.

    "Religião não tira o foco do movimento libertário, ao contrário., mas vc. insiste em não entender isso, que sem a Religião, não haveria Ética, pois foi ela que trouxe valores éticos para a Humanidade, não o contrário."

    Isso é piada? Sem religião não haveria ética? Sendo que a própria religião foi feita por meio da ética de determinados humanos, que á criaram?

    Não fale do que você não sabe.

    "Mas Rothbard, "religioso", segundo suas observações rasas, é muito bom e TAMBÉM está certo, igual ao Hoppe."

    Hein? Eu não menosprezei às contribuições do Rothbard, mas os argumentos do Hoppe são muito mais impecáveis que os dele.

    Além do mais, Rothbard possui grande parte da culpa pela formação do partido Libertário, um partido que desmoralizou quando que por completo o movimento Libertário de lá. Isso se deve muito às suas explicações deverás conservadoras, que denota uma espécie de coletivismo em nome de algo.

    Sinceramente, eu já escrevi tudo de mais importante, já estou convencido que minha ética argumentativa, inspirada na de Hoppe, é irrefutavel, mas não sei se vale apena dialogar com alguém que aparentemente não sabe do que tá falando, e solta afirmações vagas como "a ética foi formada pela religião".

    Religião não é nada mais do que um amontoado de princípios tidos como dogmas afirmativos e proibitivos, tendo como alguma entidade, seja ela real abstrata, como algum "deus".

    Como eu sei que pedir para você reler meus comentários é perca de tempo, irei colar um texto meu explicando isso:

    Se o 'deus' de determinada religião diz "não roubarás, ou irá ao fogo eterno após sua morte', isso obviamente não fará com que os homens deixem de roubar, mas isso passa uma imposição de medo, de que essa pessoa será julgada caso roube, por meio de uma entidade imaginária imparcial e incorruptível, que detém a verdade absoluta ao seu lado.

    Mal tal imposição torna os homens escravos de tal dogma, os homens não se questionarão porque roubar é algo imoral, eles irão apenas estabelecer que roubar a propriedade de outra é imoral porque 'deus' diz que é injusto, e não porque roubar algo fruto de esforço alheio é imoral e antiético.

    E é aí que surge a escravidão de pensamento, os homens afirmarão coisas apenas porque 'deus' diz que sim, beber bebida alcoólica demais e algo negativo porque 'deus' diz que é pecado, perder a virgindade antes do casamento é imoral porque 'deus' diz que é pecado.

    Dizer algo em nome de 'deus' passa á se tornar o símbolo da 'verdade absoluta', e os homens passam á ser controlados por aqueles quem afirmam coisas em nome de 'deus'. Quanto maior for seu 'ranking' na igreja, maior será sua autoridade para afirmar coisas em nome de 'deus'.

    Á mesma lógica se aplica á todas às outras coisas, criticar o Estado é imoral porque ele constrói estradas, xingar um político é errôneo porque ele possui a autoridade, dizer que o Estado é autoritário é ilógico porque determinado fulano da política disse que o contrato social existe."
  • Ex-microempresario  31/08/2021 15:13
    "...Já o pessoal religioso sempre tem uma desculpa retórica para justificar agressão contra qualquer um que não concorde com eles....", você está se referindo aos islamitas ou a todas as religiões??

    A todas elas, óbvio, como você acaba de comprovar, escrevendo um monte de desculpas retóricas para mostrar que só a sua religião está certa e só as outras estão erradas, que as outras religiões agridem mas quando é a sua a agressão é "justificada".
  • Liberdade Econômica  02/09/2021 17:06
    O missivista, menos estado, mais vida abundante, está correto.

    Bolsonaro é falho, mas muito melhor que Lula, o "líder" nas pesquisas, que adora Marx, mas se contenta em começar com Keynes até aprofundar o comunismo no País.
    Melhor Chicago do que Keynes. Na falta de Mises, é o que temos agora.
    Se o "líder" volta, e com urnas não auditáveis, isso pode realmente acontecer, Amoêdo não é opção e está fora do jogo.
    Também concordo com ele sobre o fato da importância do Judaísmo e Cristianismo na manutenção da liberdade econômica e todas as outras liberdades baseadas na ética e na moral.
    Quando se seguia essas religiões, a esquerda vivia em guetos e não havia o absurdo de se formar "casais" do mesmo sexo, algo que irá acabar com a família e mais para frente, pois é um dos projetos que a esquerda defende; também com a Liberdade Econômica, a liberdade que todos nós almejamos.
  • Introvertido  02/09/2021 21:16
    "Quando se seguia essas religiões, a esquerda vivia em guetos e não havia o absurdo de se formar "casais" do mesmo sexo,"

    E o sujeito ainda se diz que o cristianismo e judaismo servem para manter às "liberdades baseadas na ética e na moral"...

    Me pergunto quando os indivíduos irão parar de apontar um para o outro baseando seus julgamentos em dogmas religiosos, acho que esse problema é iminente enquanto às religiões dogmaticas existirem, mas acho que a alienação é iminente e universal, com religião ou não, á diferença é que a religião é uma força colitivista de alienação, baseada em um punhado de princípios dogmáticos dentro de uma igreja controlada e admistrada por homens, que são facilmente corrompíveis. No fim, tudo para os religiosos se resume á "a ética ensinada pela minha religião é a mais correta e moral, e todas às outras estão erradas!".

    Se às coisas fossem tão fácil assim, seria mais fácil criar uma religião do Mises, hahaha.

    O aprisionamento psicológico que eu disse nos meus textos é real, e eu sei muito bem que 99% dos religiosos são assim, além de serem, em grande parte, hipócritas, poucos indivíduos escapam dessa regra, já que quanto mais lógico o indivíduo é - indivíduos esses que são minoria -, menos ele irá acreditar na existência de deus e de uma "verdade absoluta" que não passa de um monte de versículos vagos e cheios de significados, e um monte de dogmas proibitivos e permitivos.
  • anônimo  03/09/2021 01:48
    Mantenho o meu comentário sem nenhuma mudança de vírgula. Como disse o missivista, Menos estado, mais vida abundante, as religiões judaico cristãs mantiveram a moral e ética no decorrer dos séculos.

    em Sodoma e Gomorra, não havia religião nenhuma, e a sodomia era norma e obrigatoriedade naquela sociedade. Quem não queria, era sodomizado mesmo assim.

    (...) 99% dos religiosos são assim, além de serem, em grande parte, hipócritas (...). Oras, de onde vc. tirou esse número tão exato? Quem expertise a sua, hein? Vc. tem a fonte desses dados tão precisos, de 99%???

    Fica claro que as fontes são: ideias da minha mente.

    Fica claro que vc. tirou isso da sua cabeça, sem dúvida alguma.

    É cada um que aparece aqui!

    Fico no aguardo da prova que 99% dos religiosos são hipócritas e "prisioneiros psicologicos".

  • Ex-microempresario  03/09/2021 18:32
    Já eu fico no aguardo, e muito curioso, sobre a fonte que comprova a tal da "sodomia obrigatória". Aliás, gostaria também de fontes que provem que estas cidades existiram, e onde ficavam.
  • Liberdade Econômica  03/09/2021 01:59
    Não mudo uma vírgula do meu comentário anterior. Concordo totalmente com Menos estado, mais vida abundante, com o comentário dele.
    (...) 99% dos religiosos são assim, além de serem, em grande parte, hipócritas...(...). De onde vc. tirou esses dados tão precisos? 99% dos religiosos, segundo vc., são hipócritas.
    Pergunta: vc. conhece/conheceu 99% dos religiosos do mundo?

    Outra pergunta: as suas fontes, por favor?
    Pelo visto, foram as famosas fontes da minha mente.

    Fico no aguardo.
  • Introvertido  04/09/2021 23:23
    "De onde vc. tirou esses dados tão precisos? 99% dos religiosos, segundo vc., são hipócritas.
    Pergunta: vc. conhece/conheceu 99% dos religiosos do mundo?" - Liberdade Econômica.

    "Oras, de onde vc. tirou esse número tão exato? Quem expertise a sua, hein? Vc. tem a fonte desses dados tão precisos, de 99%???" - Anônimo.

    Gozado, sério que à única coisa que esses caras conseguiram criticar foi minha hipérbole utilizada para manifestar meu ponto de vista? Não conseguem criticar nada além do mais óbvio?

    Até que eu não sou alguém muito literário sei discenir frases e palavras puramente retóricas dás afirmações sérias.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.