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Por que a economia não é um jogo de soma zero
O bolo não possui tamanho fixo; ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos

Apesar de toda a ampla literatura disponível, ainda há pessoas que genuinamente acreditam que a economia é um jogo de soma zero, isto é, que para algumas pessoas ganharem outras têm necessariamente de perder.  

Tais pessoas acreditam que a economia seria uma espécie de bolo, cujo tamanho é fixo e representa toda a riqueza disponível. Sendo assim, cada indivíduo que se apossa de uma fatia está na realidade retirando esta fatia da boca de outro indivíduo.  

A verdade, no entanto, é que este bolo de riqueza não tem um tamanho fixo; ao contrário, ele cresce de maneira tal que há cada vez mais quantidade disponível para todos.

As circunstâncias e as ações

O fundador da Escola Austríaca de economia, Carl Menger, deixou claro que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro circunstâncias devem ser observadas: 1) deve existir uma necessidade humana; 2) a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana; 3) o indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta coisa.

Tendo em mente estas quatro circunstâncias às quais o austríaco condicionou a existência de bens econômicos, podemos deduzir por que a economia não é um jogo de soma zero na qual toda a riqueza possível já se encontra dada de antemão.

Em primeiro lugar, a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite satisfazer nossas necessidades. Por mais que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades. A matéria tem de ser trabalhada e transformada por meio do trabalho e de investimentos.  

A madeira das árvores deve ser cortada e processada para a fabricação de abrigos dentro dos quais iremos morar; as terras têm de ser aradas e cultivadas para que possamos colher alimentos que irão saciar nossa fome; o ferro e o alumínio têm de ser extraídos das minas para que seja possível a fabricação de aviões que irão nos transportar de um ponto do globo a outro.  

Só é possível criar riquezas quando transformamos coisas (que não satisfazem diretamente nossos desejos) em bens (que satisfazem). É por isso que recursos minerais que estão no subsolo não configuram riqueza por si só. Eles têm antes de ser transformados. E isso só irá ocorrer com investimentos maciços, mão-de-obra capacitada e tecnologia avançada.

Em segundo lugar, a incapacidade dos objetos em seu estado natural em satisfazer diretamente nossas necessidades advém do fato de que nem sequer conhecemos todas as suas combinações e usos possíveis. A tecnologia, que é a arte de combinar e ordenar a matéria para que ela gere o resultado desejado, também não nos vem dada; antes, ela deve ser descoberta por meio da investigação e da experimentação, duas atividades que, por sua vez, requerem o uso de outros bens econômicos.  

Em outras palavras, dado que não somos oniscientes, não apenas temos de criar bens econômicos a partir das coisas que nos circundam, como também temos de descobrir informações acerca de como transformar essas coisas em bens econômicos — informações que, por si só, constituem uma nova fonte de riqueza.

Terceiro e último, por mais adequado que seja um bem em satisfazer nossas necessidades, ele será totalmente inútil se não o tivermos ao nosso alcance. A natureza pode ter sido generosa em nos agraciar com rios caudalosos por todo o planeta; no entanto, estes rios não proporcionarão nenhum serviço àquele indivíduo que se encontra no meio do deserto. 

Em outras palavras, não apenas temos de produzir os bens, como também temos de saber distribuí-los aos seus usuários finais. 

As trocas voluntárias explicitam nossas preferências subjetivas

Em nossos sistemas econômicos, produção e distribuição andam de mãos dadas: com o intuito de maximizar nossa eficiência na fabricação de bens econômicos, cada um de nós se especializa em produzir um ou dois bens econômicos no máximo, mesmo que necessitemos de uma grande variedade deles para satisfazer nossas mais diversas necessidades — ou seja, somos produtores especializados e, ao mesmo tempo, consumidores generalizados.

Demandamos os mais amplos e variados bens econômicos e, em troca, podemos apenas ofertar nossa extremamente limitada e específica especialização. E, ainda assim, as trocas ocorrem. Portanto, a maneira de termos acesso aos mais diversos bens econômicos é oferecendo em troca nossa extremamente limitada oferta de bens.  

E isso ocorre por meio das trocas comerciais.

O problema é que, desde Aristóteles, a humanidade acredita que as trocas comerciais ocorrem somente entre bens com igualdade de valor. Se o bem A é trocado pelo bem B, então necessariamente o valor de A deveria ser igual ao valor de B. Consequentemente, nenhuma troca comercial poderia gerar valor, e sim apenas redistribuí-lo.  

A interpretação alternativa (a de que o valor de A seria superior ao de B, ou vice-versa) seria ainda mais desalentadora, pois implicaria que, em toda e qualquer transação, um lado ganharia à custa do outro (ele entregaria algo com um valor objetivo maior em troca de algo com um valor objetivo menor).

No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. 

Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. 

Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.

Simplesmente não tem como ser soma zero

Em definitivo, a economia não é um jogo de soma zero, uma vez que durante todo o processo de produção de bens e serviços estamos gerando riqueza: seja quando investigamos como converter coisas em bens, quando de fato convertemos as coisas em bens, e quando distribuímos os bens por meio das trocas comerciais.

Ao contrário do que supõem os socialistas — que toda a riqueza já está criada e dada, e que é necessário apenas redistribuí-la —, o livre mercado é o único arranjo no qual os indivíduos podem se organizar de modo a incrementar ao máximo possível a oferta de bens e serviços, os quais iremos utilizar para satisfazer de maneira contínua nossos mais variados fins.

A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos. 

O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário: ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.


38 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • josé carlos zanforlin  02/12/2013 14:16
    Os argumentos são convincentes de que a economia não é jogo de soma zero.
    Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão?
  • Sauron  02/12/2013 14:55
    Como assim?! Como explicitado no primeiro e no antepenúltimo parágrafo, uma das coisas que mais se ouve hoje é que a economia é um jogo de soma zero, que todas as riquezas do mundo já estão dadas e sao estáticas, e que por isso é necessário fazer uma redistribuição de renda.

    O jogo da soma zero é um dos mitos mais duradouros da economia. Nao entendi por que você acha perda de tempo desmitifcar este mito.
  • jose carlos zanforlin  02/12/2013 15:46
    Não sei, da minha indagação, de onde se pode concluir que eu acho "perda de tempo desmitifcar este mito".

    Simplesmente, não sendo economista, julgo interessante atribuir razão, qualquer razão, para não ser a economia jogo de soma zero, e não apenas demonstrar (como ficou demonstrado) que não é jogo de soma zero
  • Pedro Ivo  02/12/2013 17:09
    Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão?

    [1] É teórica, pois como visto, decorre a priori de um conjunto de postulados (que estão claramente expostos em Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo).

    [2] "Pragmática" é uma palavra com vários significados. Se você ler o verbete de "pragmática" num dicionário de filosofia vai ver no cipoal que se meteu. Não tenho certeza do significado que você atribuiu à palavra: vou tentar responder assim mesmo correndo risco de não responder àquilo que você deseja realmente.

    [2.1] "Pragmática" como sinônimo de "empírico": Toda afirmação teórica tem implicações pragmáticas/empíricas, pois uma teoria é uma síntese que procura agrupar um conjunto de fenômenos numa explicação a partir de um conjunto de princípios. Toda teoria tem seus pressupostos (afirmações mínimas a partir das quais as d+ são derivadas: às vezes também chamados por axiomas ou postulados), e tenta a partir de 'regras de inferência' aplicadas aos pressupostos deduzir outras sentenças. Espera-se as sentenças deduzidas sejam os fenômenos referidos, ou seja: que os fenômenos concretos sejam inferíveis a partir de abstrações. Em Praxeologia (e Economia é uma das várias ciências praxeológicas) estuda-se a ação humana em suas características lógico-formais, logo, adota-se um "critério de verdade lógico-formal".

    [2.2] "Pragmática" como sinônimo de "aproximativo": teorias físicas sempre são "uma síntese que procura agrupar um conjunto de fenômenos numa explicação a partir de um conjunto de princípios". Mas também sempre são aproximativas. I.é: mesmo leis diferenciais como "E= mc2 (energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado)" são aproximações, pois quando você faz medições dos eventos concretos, elas são muito próximas à lei diferencial, mas sempre variam dentro de uma margem de erro. Mas economia e praxeologia não adotam um "critério de verdade pragmático", e sim um "critério de verdade lógico-formal".

    Expliquei ou compliquei?
  • jose carlos zanforlin  02/12/2013 17:19
    Explicou (e desbastou o "cipoal").
    grato

  • Pedro Ivo  03/12/2013 11:27
    Às ordens.
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/12/2013 16:26

    Essas conclusões possuem diversos tipos de utilidade prática.

    1- Liberta-nos do complexo de vítima e da amargura de acreditar que somos necessariamente explorados;

    2- Retira o pretexto de quem busca o lucro predatoriamente, justificando que "o mercado é assim mesmo";

    3- Orienta sobre como melhorar nossa situação econômica: satisfazendo necessidades e/ou desejos dos outros para que eles satisfaçam os nossos (reciprocidade);

    4- Exorciza a crença de que o dinheiro e o lucro são intrinsecamente maus;

    5- Contribui para termos maior satisfação na vida e senso de propósito: você não age apenas pelo dinheiro e se vê como alguém que beneficia os outros e faz parte de "algo maior do que nós mesmos".

    Um provérbio judaico diz que existem três tipos de oração: a prece, o estudo e o trabalho.

    * * *
  • eugenio  04/02/2018 15:30
    ECONOMIA, UM JOGO DE INTERESSES , uma vez que tudo que é forma de riqueza tem valor RELATIVO OU SUBJETIVO,conforme cada "mercado", ocasião,oportunidade,alguns exs

    - conforme necessidade/oportunidade("meu reino por um cavalo")

    -conforme o local- agua num deserto-lenha , carvão em locais de frio e neve

    -prestação de serviços fora da hora normal altera o preço

    " O fundador da Escola Austríaca de economia, Carl Menger, deixou claro que, para que uma coisa possa ser considerada um bem econômico, quatro circunstâncias devem ser observadas:
    1) deve existir uma necessidade humana;
    2) a coisa em questão deve ser capaz de satisfazer essa necessidade humana;
    3) o indivíduo deve conhecer a adequabilidade da coisa em satisfazer sua necessidade; e 4) o indivíduo deve usufruir poder de disposição sobre esta coisa."

    ENFATIZO , TODA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO COMO UMA FORMA DE RIQUEZA, e que pode ser transitória,passageira,não muito clara no "item 4" , de USO E FRUTO PASSAGEIRO E TRANSITÓRIO.

    MOEDA OU DINHEIRO uma ferramenta de troca, permite trocar riquezas de valores diferenciados , VIRTUAL mais recentemente.

  • anônimo  02/12/2013 17:21
    A utilidade prática tem a ver com o professorzinho de história da quinta série, botando na cabeça das criancinhas como o brasil era explorado exportando cana de açúcar e importando produtos industrializados.
    Ou então mais recentemente, comprando produtos americanos.Eu me lembro como se fosse ontem, 'nós somos o quintal dos EUA' eles diziam.
    Coisa de gente que está sempre desesperada pra bancar a vítima, se você compra o brinquedo do mickey você não é um explorado nada, você sai ganhando e o vendedor sai ganhando.
    A utilidade prágmática...é se livrar de mais uma mentira esquerdista.
  • Kira  03/02/2018 02:45
    "Os argumentos são convincentes de que a economia não é jogo de soma zero.
    Qual a utilidade, pragmática ou teórica,dessa conclusão? "

    experimenta explicar pra um socialista que acredita em planificação de preços e mais valia!
  • Rafael  02/12/2013 15:34
    Bom texto! Eu sempre tive dúvida sobre essa afirmação.
    Lembro que um professor do cursinho pré-vestibular onde estudo falou isso: "Pra alguém ser rico, alguns tem que ser pobres"
    Eu não sabia explicar o motivo disso estar errado e fiquei calado.
  • anonimo  02/12/2013 18:45
    Passei pelo mesmo, ele disse se "vc compra algo, alguém ficou mais rico e outro mais pobre."

    Achei sem sentido, mas não retruquei, e olha que na época sequer conhecia o IMB ou algo do tipo.

    Só uma pergunta, o cursinho é em SP? Só pra saber se é o mesmo professor...

    Obrigado.
  • Rafael  02/12/2013 19:34
    É na Grande SP,e ele é meu professor de Historia. Porém, esses maus professores estão espalhados pelo país inteiro, quase todas escolas e faculdades tem um desses.
  • anonimo  02/12/2013 19:51
    O meu era de história tb. O nome é Mannaro? Ou algo do tipo? Se for de certa forma fico feliz, pois se não for, daí é como vc falou, é uma epidemia de professores com o mesmo tipo de pensamento.

    Obrigado.
  • Pedro Ivo  02/12/2013 16:38
    A economia, portanto, não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de saldo positivo e expansivo — a menos que o estado entre em cena e se aposse destes ganhos.

    O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário, ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia.


    Quem se lembra da declaração dos 'milicos' após 1964: "1º deixaremos o bolo crescer para depois redistribuir". - "A história se repete duas vezes: a 1ª como drama, a 2ª como tragédia" já dizia (e participava da dramédia) Karl Marx.
  • Marcelo Simoes Nunes  22/08/2014 17:41
    Quando se fala em valor, isto é, em valor de troca de um bem, nos referimos ao valor de mercado de um bem, que, traduzido em moeda, corresponde ao que chamamos de preço. Logo, economistas de variadas correntes e o povo em geral entendem que há uma presumida correspondência entre os valores de bens negociados. A abordagem de que o valor de troca é subjetivo, constitui, portanto, uma ideia inovadora (ainda que não nova) sobre o tema. Diria que é o óbvio que não se vê. Na pratica acontece exatamente como o autor explica, mas o que se observa no geral (como ocorre num supermercado)são os preços alinhados e definidos pelo vendedor. Esse alinhamento causa a ilusão de que os valores mercantis não sejam subjetivos, mas de fato são. A ideia é tão simples e tão óbvia que chega a ser genial.
    A sua consequência é a possibilidade de haver um aumento de capital resultante de uma simples troca. Parece uma mágica, mas não é. Esse efeito decorre da realocação dos bens. Em outras palavras o capital não cumpre sua função intrínseca se não estiver adequadamente alocado. Por exemplo, se fulano possui duas enxadas e sicrano nenhuma, o capital de fulano está sendo sub utilizado. Efetuando uma troca com sicrano, o mesmo capital dobra sua produção. É lógico portanto de a ideia do valor subjetivo somente gera esse efeito econômico se a troca envolver bens de capital, caso contrário geraria apenas mais satisfação aos negociantes. Outra questão a observar é que, embora se possa exemplificar o valor subjetivo de troca com um caso individual, em que determinado bem tenha para alguém um valor superior ao de mercado, na verdade é o próprio mercado quem define o valor médio de um bem, na interação entre vendedores e compradores, e o resultado desse confronto é a ponderação de valores subjetivos. Isto é, o próprio valor de mercado é um valor subjetivo. Fica claro também que, mesmo se alguém quiser trocar um bem, cujo valor de mercado tenha para ele, subjetivamente,um valor diferente do valor de mercado, ele vai mesmo acabar trocando o bem pelo valor de mercado, a menos que ele não se encontre em mercado, como seria o caso de alguém morrendo de sede em um deserto e diante de um único mercador com uma garrafa de água. Nesse caso ele daria todo o seu ouro por um gole. Já se ele estivesse em uma cidade, ele atravessaria a rua e compraria a água no primeiro bar que encontrasse, ao preço de mercado.
  • Marx contra a logica perversa do capitalismo  02/12/2013 18:14
    Lógico que é um jogo perverso de soma zero. É como no esporte: para um ganhar, o outro precisa perder. Preciso desenhar?

    KKKKKKKKK! Matei a pau!
  • anônimo  02/12/2013 21:38
    Já que riqueza não se cria, apenas se divide, por tal lógica genial do marxismo, deveríamos, ainda, estar no paleolítico, disputando (ou dividindo, segundo nosso amiguinho) punhados de frutinhas.
  • Helio Santos  03/12/2013 12:07
    Entao explica porque os modelos Socialistas fracassaram?
  • Professorzinho de história, de colégio municipal de periferia.  01/02/2018 18:12
    É porque o socialismo de cáu marquís nunca foi implementado.
    Todos os líderes traíram os ideais socialistas, sendo assim o verdadeiro socialismo nunca foi implementado.

    Vamos implementar aqui no Brasil o verdadeiro socialismo de cáu marquís, vocês vão ver como funciona.
    É só eleger as pessoas certas.
  • felipe  02/12/2013 22:14
    A teoria da utilidade subjetiva pode ser aplicada ao fato de que, em uma determinada economia, um jogador de futebol pode ganhar milhões de reais enquanto um trabalhador comum recebe uma renda bem inferior à dele?
    Questiono isso, porque algumas pessoas que conheço não conseguem conceber esta ideia.
    Para explicar seu posicionamento, elas sempre partem do princípio da igualdade de valor das coisas. E eu, sem sucesso, tendo explicar aquela ideia com base na utilidade subjetiva.
  • Leandro  02/12/2013 23:20
    Jogadores de futebol ganham muito porque há várias empresas patrocinando os times* e os campeonatos. E há várias empresas patrocinando os times e os campeonatos porque há várias pessoas dispostas a ver o esporte e a pagar por isso (seja indo aos estádios, seja comprando pay per view, seja simplesmente vendo na TV, que fatura alto com anúncios comerciais).

    Ou seja, as pessoas subjetivamente atribuem grande valor ao futebol.

    Podemos condenar essa postura e considerá-la uma grande bobagem. Mas o fato que tal valorização subjetiva existe é incontestável. Eu particularmente não entendo por que pessoas assistem a futebol, que nada mais é do que um mero passatempo para crianças. Trata-se de um esporte que não gera nenhum aumento da qualidade de vida do cidadão comum -- ao contrário, por exemplo, do automobilismo, cujas inovações tecnológicas sempre chegam aos automóveis de rua.


    * No Brasil, o futebol já se encontra quase-estatizado. A Caixa Econômica Federal e outros bancos estaduais patrocinam quase todos os grandes times do país. Mais um motivo pelo qual venho tendo um crescente desdém por esse esporte.
  • Fábio  03/12/2013 16:49
    Obrigado, Leandro, pela resposta.

    Sua observação, mais o fato de o valor ser subjetivo, me fizeram lembrar de ainda outra coisa.

    Trabalho num ramo específico das Artes Plásticas cujos artistas são extremamente mal pagos e desvalorizados aqui no Brasil, mas muitíssimo bem vistos, pagos e solicitados em países de primeiro mundo e com o mercado mais livre (ou menos preso) do que o nosso, como os EUA, a França, a Itália, o Japão e a Coréia do Sul.

    Essa tamanha discrepância se deve principalmente à existência da subjetividade do valor, embora eu também poderia dizer sem medo de errar que o desprezo que o brasileiro médio tem por bens de alta cultura é um fator que pesa negativamente no meu ramo. Há também o fato de que, aqui, meu setor é dominado por monopólios conluiados com políticos, e os pesados impostos mais a burrocracia desencorajam qualquer novo empreendedor de tentar competir com os medalhões que já se estabeleceram à custa de fraudes e favoritismo governamental por meio das malditas Leis de Incentivo à Cultura.
  • Alexandre M. R. Filho  03/12/2013 20:05
    Tá na cara que o Leandro torce pra algum timinho. Cruzeiro ou Galo?
  • Leandro  03/12/2013 20:21
    Olha só que beleza.

    Pressão política marca avanço da Caixa Econômica no patrocínio de times futebol

    Banco pode estar em metade das camisas da séria A em 2014

    O velho slogan "Vem pra Caixa você também" nunca foi tão verdadeiro no mundo do futebol. Num movimento crescente, o banco estatal já destina R$ 97 milhões por ano a 11 times, estampando sua marca no espaço principal de patrocínio de camisas diversas das séries A e B do Campeonato Brasileiro. A quantia ultrapassa o que o Barcelona recebeu em 2013 da Qatar Airways -- e está em viés de alta.

    Como líderes da classificação dos desembolsos para o futebol, estão Corinthians (R$ 31 milhões pela logomarca no peito e nas costas), Flamengo (25 milhões, para ocupar peito, ombro e calção) e Vasco, que receberá R$ 15 milhões por ano pelo espaço mais nobre (o peito) da camisa. Ainda na série A, três clubes recebem o mesmo valor, R$ 6 milhões cada um: Atlético Paranaense, Vitória e Coritiba. A Caixa também apoia três times de Santa Catarina, todos ainda na série B: Chapecoense (R$ 1 milhão), que garantiu acesso à primeira divisão em 2014, Figueirense e Avaí (R$ 1,75 milhão cada). A generosidade contempla ainda duas equipes a caminho da terceira divisão: Atlético Goianiense (GO), que recebe R$ 2,4 milhões, e o Asa de Arapiraca (AL), que tem contrato de R$ 1 milhão.

    A briosa equipe nordestina, aliás, é o caso mais explícito de influência política no patrocínio. O senador Fernando Collor (PTB-AL) não esconde que foi ele o intermediário do apoio para o Asa de Arapiraca, segundo consta no site oficial do ex-presidente do Brasil. E há ainda o pedido para, em troca do patrocínio, ser o banco das prefeituras das cidades dos times. É o caso de Ceará e do Sport, segundo os presidentes dos dois clubes.

    A Caixa negocia patrocínios para Cruzeiro, Atlético Mineiro, Bahia, Fluminense, Sport, Ceará e Fortaleza. Se os compromissos vingarem, o logotipo do banco estará em 17 times de nove estados do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Alagoas.

    Analisando por outro ângulo: se estes contratos saírem, na pior das hipóteses - levando em conta o sobe e desce que só se define no fim da competição nacional -, a Caixa estará no peito de 10 das 20 torcidas da série A de 2014.



    Em suma: o futebol já se encontra praticamente estatizado. Mais um motivo para libertários não perderem seu tempo prestigiando essa bobagem.

    E ano que vem os motores turbo voltam à Fórmula 1.
  • Mohamed Attcka Todomundo  06/12/2013 01:03
    Palmeiras não tá na lista de pagamentos da CEF! VIVA O VERDÃO!!!! potencia da serie B, verde por fora e por dentro (ao contrario das melancias comunas)! o time mais anarquico de São Paulo e libertario do brasil
  • carlos alberto  22/08/2014 20:34
    Leandro, v ñ está bem informado:
    quem banca é o torcedor no estádio e à frente da telinha-globo;
    o q a CX EC injeta é merreca; tbem merreca é o aporte das contribuições dos bancos estatais-estaduais; some todos estes investimentos nas camisas dos clubes e apanha de goleada para o clube q menos recebe da globo. Em tempo - o público do futebol no BR é de 70 milhões! Qdo a pátria em chuteiras entra em campo passa pra pouco menos de 200 milhões. Inexiste algo mais privado q o futebol! Ou melhor inexiste algo tão independente do grande irmão qto o futebol no brasil; relaxe; ele não está estatizado nem depende do estado pra pô nenhuma. A GRANA DA TV GLOBO PROS CLUBES É DE NÍVEL GLOBAL! S BILHÕES DE REAIS.
    ABS; SDS ANARCOLIBERAIS.
  • Leandro  24/08/2014 14:32
    Merreca? R$100 milhões (and counting) para um punhado de times é merreca? Para o esporte mais popular do mundo e que poderia perfeitamente se sustentar sozinho? Somos, de fato, um povo muito cordato.
  • Anônimo  03/02/2018 10:39
    Não entendo também pq gastam com itens relacionados a futebol(tenho familiares que são sócio torcedores e compram tudo do time a qual torcem ).Lembro que valor é uma coisa SUBJETIVA.
  • Brenno  03/12/2013 14:02
    Achoq ue fica mais fácil dizer apenas que:

    As pessoas recebem conforme a sociedade julga que vale o serviço delas. Existe uam demanda muito maior no Brasil, por motivos culturais, que por diverosos outros serviços muito mais essenciais.

    Além disso, trabalhadores comuns exercem serviços que não são escassos, pois praticamente qualquer um poderia fazê-lo. Esse tipo de competitividade faz com que se reduza o valor do serviço que é prestado pela "massa" em comparação a um ou outro que se destacou dessa massa com um talento que é mais valorizado pelos demais, e não tão comum na sociedade.
  • orfao batalhador  05/12/2013 11:52
    Como na Argentina, com "Futbol para todos".

    [link]cruzeiro.org/blog/o-insustentavel-futbol-para-todos/[link]

    [link]sites.duke.edu/wcwp/2010/08/06/argentine-soccer-politics-futbol-para-todos-continued/[link]
  • Primo  03/02/2018 20:39
    A ideia de que um jogador de futebol ganha uma fortuna e o trabalhador médio ganha baixo salário é exemplar para demonstrar o valor subjetivo dos bens econômicos. Ora, o que é o futebol se não um esporte onde um grupo de indivíduos ficam chutando uma bola com o objetivo de coloca-lá o maior número possível de vezes dentro de um retângulo. Um jogador profissional ganha para jogar futebol, um trabalhador médio muitas vezes paga para jogar futebol. É como se você ganhasse para se divertir ou que você pagasse para trabalhar, dependendo da perspectiva. Essa situação ocorre de maneira natural, sem imposição.
    Seria justo impor que o jogador profissional pagasse para jogar futebol? Seria justo obrigar alguem pagar para o trabalhador médio jogar futebol?
    No meu ponto de vista não, logo, o valor subjetivo dos bens econômicos é válido e justo.
  • Gredson  02/12/2013 23:26
    Me tirem uma duvida

    Vamos supor que o bolo seja os recurso naturais que como sabemos tem uma capacidade fisica finita, quando se explora não tem mais volta. sendo assim, sempre que alguem explora algo natural(hoje), e transforma em um bem, na verdade estará retirando está fatia de outro individuo no futuro. ou estou errado?
  • Gredson  03/12/2013 00:12
    Valeu excelente artigo.
  • eugenio  04/02/2018 15:38
    Voce mesmo já respondeu, "...transforma em outro bem...", em alguma coisa coisa ou serviço que também é uma forma de riqueza ou bem...
  • eugenio  04/02/2018 15:54
    complementando, "...transforma em outro bem...", já pensei,cabe aplicar LAVOISIER,então fica assim:

    "NA ECONOMIA NADA SE CRIA NEM DESAPARECE, TUDO SE TRANSFORMA"

    "...a imensa maioria das coisas, na forma como se encontram em seu estado natural, não nos permite satisfazer nossas necessidades. Por mais que toda a matéria já exista e esteja disponível na natureza, ela não nos foi dada de uma forma que nos permita satisfazermos nossas necessidades. A matéria tem de ser trabalhada e transformada por meio do trabalho e de investimentos.

    A madeira das árvores deve ser cortada e processada para a fabricação de abrigos dentro dos quais iremos morar; as terras têm de ser aradas e cultivadas para que possamos colher alimentos que irão saciar nossa fome; o ferro e o alumínio têm de ser extraídos das minas para que seja possível a fabricação de aviões que irão nos transportar de um ponto do globo a outro. ..."

    Ao transformarmos coisas NO AQUI E NO AGORA, alteramos sim, como voce fala, ALTERAMOS O FUTURO..., mas a subtração de algo "do futuro" é porque esse algo vai se transformar no aqui e no agora em outro algo de interesse no aqui e no agora.

    E la nave va...


  • Antonio  03/12/2013 00:48
    Estive pensando sobre a afirmação de que foi a colonização do Brasil a responsável por ele não ter se desenvolvido, e acho que, apesar de ser colocada de uma forma a vitimizar os brasileiros, tem lá sua verdade, pois enquanto os ingleses taxavam os americanos em 1%, os portugueses taxavam os brasileiros em 18%. Então a predação estatal de Portugal foi mto maior. Dito de outra forma, sempre existiu pouca liberdade (em relação ao governo) no Brasil. Além disso, os arranjos fascistas já se destacavam desde o início da colonização, com os melhor conectados recebendo capitanias hereditárias. Veja que, apesar de mal colocada, a questão da exploração tem certo sentido, só que ela não é de indivíduos civis contra indivíduos civis, mas do governo em relação aos indivíduos.
  • Manoel  03/12/2013 01:26
    Sim, é verdade que os portugueses nos exploraram bem mais que os britânicos aos EUA. O problema é que tem gente que até hoje atribui todas as nossas incompetências e incapacidades a essa exploração ocorrida há quase 200 anos. Isso é postura de gente que não quer assumir responsabilidades próprias e que acha mais fácil simplesmente apontar o dedo para terceiros. Coisa de covarde.
  • anônimo  03/12/2013 02:08
    A Austrália foi criada colonizada com objetivo de ser colônia penal. E agora?
  • Pedro Ivo  03/12/2013 14:10
    Em minha opinião, a proibição portuguesa de que fossem instaladas indústrias/manufaturas no Brasil, + impostos, impediram que aqui se instalasse e sofisticasse uma estrutura de capital, com conseqüente ampliação da divisão do trabalho.


    Uma divisão do trabalho limitada impediu formasse-se uma cultura laboral, profissional e empreendedorial sofisticada; limitou as trocas comerciais, e daí os contratos, reduzindo o nº de casos de conflitos e negociações, impedindo ganhos em sofisticação do direito privado (contratual, cível e comercial); impediu formasse-se uma ética do trabalho, da livre iniciativa, da civilidade, do cumprimento dos acordos, das trocas pacíficas e voluntárias – e levou à uma ética estatista/intervencionista de domesticação das relações pelo poder central, de infantilização dos indivíduos, e patrimonialista de cooptação do estado para interesses particulares. Ad+, sem todas estas trocas pacíficas e voluntárias, reduzindo-se o nº de casos de conflitos e negociações, e impedindo ganhos em sofisticação do direito privado, impediu-se surgisse um mercado competitivo de leis e sentenças (um direito consuetudinário, enfim).


    A escravidão também contribuiu para menor diversificação da estrutura de capital (cada escravo comprado era investimento a menos na produtividade do capital. + trabalho braçal e menos tecnologia), e para menor diversificação da divisão do trabalho (o escravo não incrementava, com o tempo, sua capacidade produtiva. Não obtinha ganhos em capacitação, não poupava parte de sua renda, não empreendia. Não participava da divisão do trabalho especializando-se. Não desenvolvia ética de trabalho – com a decorrente frugalidade e parcimônia da poupança, honradez à palavra dada [contrato], etc..).


    A dependência da importação de manufaturados ou de Portugal, ou de quem Portugal autorizasse, criou uma cultura presentista de consumo, posto era proibido o investimento. O que se produzia podia ser usado para consumir, nunca para empreender. Tal limitou o arcabouço intelectual e laboral das elites açucareiras e mineradoras. E como Portugal comprava obrigatoriamente o que estas elites produziam, reduziu a capacidade negocial das mesmas no comércio internacional, impedindo-as de estabelecer conexões profissionais, e de formar todo o capital intelectual decorrente do comercio internacional.


    A ausência de universidades até a década de 1930 impediu todos os ganhos educacionais, técnicos e científicos afins a tudo que já citei.


    Então sim, a culpa (inicial) é de Portugal. E depois disto tem todo nosso demérito em não termos dado passos na direção oposta.
  • Andre Cavalcante  03/12/2013 16:38
    Muito bom!

    Você só esqueceu de dizer que isso tudo foi a mais de 200 anos, uma vez que, em 1808 o Rei D.João abriu os portos e, desde àquela época, já era possível ao Brasil, e a qualquer brasileiro, investir e comerciar com qualquer outro país do mundo. Só isso já seria suficiente para que mudássemos, mas não mudamos...

    Mais ainda, esqueceu de dizer que o Brasil não participou de nenhuma das grandes guerras, a última de verdade que tivemos foi no séc. XIX, enquanto países europeus e asiáticos, que participaram das guerras e foram quase totalmente destroçados, em meros 50 anos se tornaram novamente ricos e potências. Por quê? Enquanto nós continuamos sem mudar...

    Não há milagres, enriquecer requer empreendedorismo, trabalho, disciplina, poupança genuína, investimentos etc. E tudo isso depende de uma ideologia que preze a liberdade, a propriedade, a poupança...

    Creio que o problema é cultural mesmo. Não dá mais pra culpar os portugueses e a escravidão que ocorreram a 4, 5 gerações atrás pelos problemas que enfrentamos hoje. O mundo mudou, várias vezes, mas nós ainda não...

    Abraços
  • Pedro Ivo  03/12/2013 17:27
    Creio que o problema é cultural mesmo. - Sim. As ações de nossos antepassados estão vivas em nós.

    Não dá mais pra culpar os portugueses e a escravidão que ocorreram a 4, 5 gerações atrás pelos problemas que enfrentamos hoje. - Culpar não. Responsabilizar sim! Foi o que tentei enfatizar. Penso que cultura é precisamente isto: a responsabilidade do passado pelo presente.

    O mundo mudou, várias vezes, mas nós ainda não... - Esta sim é nossa tão gran culpa. Se há responsabilidade do passado pelo presente, porque não escolhemos entre os vários outros passados? Ontem como agora!
  • Leo  26/08/2014 14:02
    Pedro Ivo, fez uma analise correta e honesta intelectualmente. "A culpa inicial foi sim de Portugal." Mas e depois, porquê que continuamos no camingo errado? Ficamos mal e estamos mal porquê o governos quis continuar a dar privilégios a um grupo pequeno (trocas de favores que existem até hoje) em detrimento da liberdade para toda a população.
  • gabriel  22/08/2014 17:18
    Eramos uma colonia de exploraçao com impostos draconianos de 18%, o q deviamos ser chamados hj com mais do dobro q isso sendo taxado e muito menos revoltas se ve (ja q nesta epoca tivemos muitas revoltas localizadas no brasil)

    Geramos tanta riqueza para q a vida nem se compare com esta epoca q nao ligamos de q os impostos tenham aumentado nessas proporçoes? Chegaremos a um nivel q toda a riqueza a mais criada pela sociedade sera apropriada pelo estado ja q num determinado nivel de riqueza as pessoas preferem aceitar relutante do q de fato lutarem por menos estado?

    Ou o estado ira conseguir em algum tempo destruir a riqueza a ponto de retornarmos a uma epoca de menos riqueza ate uma inevitavel saida da zona de conforto que nos encontramos e os sufocantes impostos e regulamentaçoes sejam novamente combatidos?

    Confesso que fico receosso e pessimista com esses 2 cenarios, existem outros mais positivos?
  • Wilmar  02/02/2018 13:33
    Vale lembrar que o nacionalismo estatista dos governos republicanos (que se revezam entre fascistas e socialistas) lavou nossos cérebros via MEC, removendo o discurso do liberalismo econômico ao ponto dos brasileiros hoje não terem noção dos 40% que são removidos da nossa produção via impostos para a "coroa" em Brasília. Ao contrário, os brasileiros estão tão alienados que, mesmo sendo usurpados com a incompetência e a corrupção do governo, continuamos demandando que o governo resolva nossos problemas. E pensar que por 1/5 os inconfidentes mineiros enfrentaram a forca.
  • kenji  03/12/2013 22:42
    Uma dúvida. Contratos vitalícios vão contra os princípios da escola austríaca? Lembro de um artigo em que Mises diz que contratos não são absolutos. Se alguém assinar um contrato aceitando ser escravo, não teria validade pois fere a propriedade privada. Pensei que se contratos vitalícios ferissem os princípios básicos, seria mais um argumento contra o estado adquirir poder via contrato social. Algum artigo relacionado? Grato.
  • Eduardo Bellani  03/12/2013 23:31
    Sobre contratos vitalícios:

    Uma pessoa é dona da sua opinião, e por isso sempre pode mudar-la.
    O que ela não pode fazer é tomar a propriedade da outra pessoa.

    Aqui tem um curso completo do Kinsella sobre teoria legal libertária. Recomendo.
  • kenji  08/12/2013 21:14
    Obrigado. Vou estudar.
  • Vinicius S.  04/12/2013 14:52
    Artigo muitíssimo interessante.

    Sempre refleti sobre o assunto mas sempre me faltaram argumentos sólidos para justificar.

    Agora não mais.
  • Judson Rocha Jr  20/04/2014 05:29
    Muito bom. Deveríamos ouvir isso na escola, também.
  • Observadordepirata  20/04/2014 14:22
    Quem é hoje o maior concentrador de renda no Brasil? O governo incompetente, corrupto e seus impostos que pilham a sociedade em quase 40% do pib. Independente do quanto a economia cresça, o quinhão do governo está garantido, isso se não resolverem pelo caminho aumentar ainda mais a carga fiscal.
  • Andre Cavalcante  22/08/2014 14:04
    Olha só isso:

    Dívida pública em grandes número

    E compara com isso:

    Arrecadação recorde em 2013!

    Considerando que o PIB do Brasil é de 2,253 trilhões USD ~ 5,6 trilhões Reais https://www.google.com.br/search?q=pib+do+brasil, então o governo deve 39,11% do PIB. E ainda mais, a dívida corresponde a 129,6% da arrecadação.

    Logo, se parássemos de gastar com o governo (ou seja, os gastos caíssem para zero), ainda assim levaria 1 ano 3 4 meses para pagarmos a conta!

    Como os gastos nunca caem, só fazem é aumentar, preveja como será o futuro...
  • Mário Soares  22/08/2014 13:08
    Na cabecinha de um comuna, funciona assim :"O aluninho que tira DEZ na prova, está roubando nota do outro que tira ZERO !!!"
  • Professorzinho de história, de colégio municipal de periferia.  01/02/2018 18:16
    Sim, é verdade.
    Por isso é que eu e outros camaradas lutamos pela aprovação automática, assim a aprovação não será mais um privilégio de poucos, de uma elite de nerds egoístas, que só pensam em si próprios.
  • Anon  22/08/2014 15:07
    Resumo: A economia não é um simples bolo que ao ser dividido vai se acabando. A economia é uma padaria que tem a capacidade de produzir não somente inúmeros bolos, assim como vários outros artigos, porém, de acordo com a demanda exigida pelos consumidores. Anon, SSXXI
  • vitor   22/08/2014 15:34
    As pessoas param para assistir futebol porque é um esporte competitivo em que não só equivale o melhor, mas também àquele que melhor se preparou e usou da estragégia. Assim,é algo inerente a condição humana, ainda que nem todos tenham a aptidão para esse esporte. Por isso que ele bem como outros esportes seja individual ou coletivo. Dessa forma fica de certa forma evidente que a condição humana é predisposta à competição.
    Por outro lado, em se tratando do quanto auferem em salários os atletas, não precisa pormenorizar muito para saber que também o gênero humano tem enorme a preço pela arte associada à competição. Assim sendo àquele que consegue vencer com beleza, isto é, vencer artisticamente, fatalmente recebera mais, porque todos lhe queram vê-lo. Por óbvio, quem tem uma marca deseja associá-la ao vencedor. portanto, sem dúvida que, se param para ver esse esporte é pelo fato de ele estar atrelado a competição que é característica inerente do humano, e se os atletas auferem grandes lucros é pela razão de que existe uma demanda em face de sua pessoa em que todos gostam de ver, admirar, além é claro de levar seu time a vitória.
  • Marx contra o Golias capitalista  22/08/2014 18:46
    É inegável que o capitalismo é um jogo perverso de soma zero. Exemplos comparativos não faltam: para um time de futebol ganhar, o outro tem de perder. Para um atleta ganhar o ouro na corrida, precisa derrotar os outros sete atletas. Ato contínuo, para um país ser rico, precisa explorar outros. EUA, França e Alemanha "arrancam o couro" dos pobres africanos; A China capitalista explora seu próprio povo em nome das grandes multinacionais e sua sanha sem fim por lucros e mais lucros. Enfim, empresários no mundo inteiro vivem como marajás porque não dão a mais-valia a quem realmente produz a riqueza: o pobre trabalhador.
  • Marcelo Simoes Nunes  22/08/2014 19:29
    Marx contra Golias - ... coitado, você deve ser + um trabalhador explorado a soldo do PT. Porque não pede a conta?
  • Pobre Paulista  22/08/2014 21:37
    E os Trolls exploram a paciência dos editores e comentaristas.
  • Diego Miranda  23/08/2014 02:47
    Veja bem, Marx contra Golias, o negócio aqui no meio dos liberais é bastante simples, e acredito que com tanta propriedade no discurso você consiga fazer também: por que não tenta refutar os argumentos apresentados no artigo antes de disparar besteiras para todos os lados? Fica a dica!
  • Estevam  23/08/2014 21:17
    Impressionante a demonstração de desconhecimento a respeito do capitalismo, mesmo se considerarmos a origem marxista do termo.

    Enfim, jogo de soma zero é aquela baseada em coerção, onde o valor subjetivo adquirido é sempre mais baixo do que o cedido.

    Para os incapazes fica o exemplo: nunca estamos satisfeitos com o retorno dos impostos.
  • Daniel Zhe  02/09/2014 20:20
    Trollar é uma arte. Acho que tu foi explícito demais, mas parece que pegou alguns.
  • Edson Jr  23/08/2014 19:20
    Se fosse criada, no Brasil, a seguinte lei:

    - A oferta monetária deverá ser, invariavelmente, de 1 trilhão de reais.

    Dessa forma, não haveria possibilidade de aumentar, nem diminuir, a quantidade de dinheiro na Economia. Tal respaldo jurídico teria a mesma eficiência de uma moeda lastreada em ouro?
  • anônimo  03/09/2014 02:23
    claro, no dia em que as leis forem eternas e não existir possibilidade de mudar conforme os ventos da opinião pública e aleatoriedades ou seja jamais em um sistema de poder centralizado.
  • Andre Cavalcante  04/09/2014 17:19
    anônimo, creio que a questão do Edson Jr é mais um exercício teórico que uma possibilidade real. De fato, em um regime centralizado, o qual é o único possível para se impingir uma lei dessas, nunca faria tal coisa, pois seria diminuir a sua possibilidade de financiamento, portanto, o seu poder.

    Mas, se algum dia tivéssemos uma oferta monetária fixa, o que aconteceria é que haveria uma deflação nos preços proporcional ao aumento da produção, a qual é proporcional ao aumento da produtividade. Também veríamos a poupança explodir. E o governo, não podendo mais fazer inflação para se financiar teria que se valer de outros expedientes.

  • Gregor  08/04/2015 19:18
    Engraçado.
    Produzimos alimentos suficeinte (dá e sobra) para acabar com a fome no mundo,
    um bilhão de pessoas passam fome (claro! Culpa dos governos vocês vão dizer)
    E se o bolo só aumenta (outra falácia, vide pauperização galopante no mundo), quando estivermos consumindo como os americanos precisaremos de novos planetas para explorar...
  • Mendes  08/04/2015 20:12
    "um bilhão de pessoas passam fome"

    Já começou mentindo desavergonhadamente, hein, cidadão? (Óbvio, o que seriam das esquerdas sem a mentira?).

    Segundo uma fonte esquerdista, o site progressista Huffington Post, a fome está diminuindo no mundo. E, entre os 805 milhões (e não 1 bilhão como você disse) de desnutridos, todos se encontram em paraísos estatistas, como Haiti e ditaduras africanas.

    "E se o bolo só aumenta (outra falácia, vide pauperização galopante no mundo),"

    Segunda mentira deslavada. "Pauperização galopante"? Mande uma única fonte dizendo que o mundo é hoje mais pobre do que há dez anos. Só uma.

    esse artigo mostra dados que comprovam que o mundo nunca esteve tão rico.

    De novo, o que seria da esquerda canalha e hipócrita sem a mentira? Essa gente só ganha adeptos pela mentira. Impossível qualquer diálogo honesto com gente assim.

    E para coroar:

    "quando estivermos consumindo como os americanos precisaremos de novos planetas para explorar"

    Ou seja, primeiro ele diz que estamos ficando mais famintos e empobrecendo. Aí, na mesma frase, o cidadão emenda dizendo que jamais deveremos aspirar ao padrão de vida americano. Ou seja, estamos com fome, empobrecendo, mas não podemos de maneira nenhuma tentar nos aproximar dos americanos, senão o planeta some. Logo, tudo tem de ficar com está.

    E gente assim vota.
  • Edujatahy  03/09/2015 17:03
    Caro Mendes,
    Não se surpreenda se o esquerdista retrucar "mas 805 milhões são aproximadamente 1 bilhão".

    Afinal, a diferença é de APENAS 195 milhões.

    E o que são 195 milhões de vidas para os genocidas da esquerda afinal? Não muito...
  • Erickson Gomes  03/09/2015 05:15
    Meio que cai nessa postagem por acaso, mas achei o tema interessante e resolvi lê-la. Gostaria de sanar alguma dúvida com alguém que defende o que é abordado no texto. É dito que geramos riqueza constantemente a partir do momento que atribuímos função a algo, como por exemplo o ferro, para construção de aviões para nos transportar. Minha dúvida surge exatamente nesse ponto, porque na minha cabeça realmente geramos riqueza com a coleta de recursos naturais, mas chegará um ponto, mesmo que muito mais a frente em que esses recursos se esgotarão. Em algum momento não terá mais ferro pra extrair das minas. E aí, como será possível produzir riqueza quando não podemos de fato gerar nada novo, já que mesmo que aquele ferro seja usado pra construir alguma coisa diferente, já que a riqueza que ele gerou foi simplesmente pelo fato de ele ter sido extraído (de um lugar onde ele aparentemente não possuía valor) e vendido?

    Reparei que o post é antigo, mas se alguém responder mesmo assim eu ficaria grato.
  • Guilherme de Luca   11/04/2016 04:44
    Galera, estou no ensino médio e preciso dizer, não tenho professores com visões políticas e econômicas muito variadas, o que é demasiadamente comum em instituições federais. Um dos professores disse que enquanto uns ganham, outros perdem (o mesmo argumento que o texto vem refutar), e eu o contrariei. Perguntei a ele o seguinte: "Se as coisas são realmente como o senhor diz, como você explica o fato de independentemente da classe social, no decorrer da história as pessoas parecem sempre ter mais do que antes?". E ele respondeu: " Ele disse que bens estão sendo gerados pois há recursos disponíveis, e é por isso que a riqueza tende a aumentar. Mas dado que o planeta é finito, quando esses recursos se esgotarem voltaremos a situação de soma zero". E foi justamente por causa desta expressão, soma zero, que cheguei aqui. No momento não tive como rebater, e mesmo depois de ler o texto, ainda não consigo. Alguém pode me ajudar? Fico preocupado pois ele obteve grande aceitação dos alunos, e se o que ele está falando está errado, a geração que sai da escola este ano pode estar toda contaminada. Desde já agradeço a quem responder.
  • Roberto  11/04/2016 11:50
    Se esse argumento fictício foi o único que restou a ele, então parabéns, você ganhou o debate e humilhou seu "professor".

    Se todo o argumento que uma pessoa tem se resume a "sim, é você está certo, mas tudo isso vai acabar quando os recursos naturais se esgotarem (algo que não irá ocorrer)", então ele concedeu derrota.

    No mais, queria entender por que, segundo ele, quando os recursos naturais "se esgotarem" voltaremos à idade da pedra. Ué, mas e tudo o que já foi construído? Evaporaria?
  • Guilherme de Luca  15/04/2016 00:27
    Obrigado pela resposta Rodrigo, o artigo que você citou esclareceu minhas dúvidas.
  • Kira  03/02/2018 03:00
    Seu professor não compreende que sempre surgem formas novas de criar bens e serviços. a tecnologia é prova disso! silício não será usado para sempre como matéria prima para microchip, recursos naturais não vão acabar da noite pro dia, sempre que um recurso é escasso o custo e o preços dos bens ofertados aumenta para reduzir o consumo excessivo, isso estimula ao surgimento de novas técnicas e novos bens a partir de outros meios mais abundantes, isso é a base real de todo o desenvolvimento do mercado até hoje. se a terra se esgotar um dia, ainda há o espaço e abundantes recursos minerais, pois a terra foi feita dos mesmos recursos. Já que seu professor usou um argumento surreal destes, poderia usar algo similar, porém com o detalhe de que exploração espacial e barateamento do custo futuro de tais tecnologias não é necessariamente um mito, tem avançado ao longo do tempo e podem surgir mais agencias privadas o que a longo prazo pode baraterar a exploração. a space x já quer colonizar Marte.
  • Renato  23/07/2017 00:23
    "No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos."

    Isto não é verdade quando se trata da troca realizada pelos trabalhadores de sua força de trabalho por um salário.
    O trabalhador é obrigado a realizar a troca, mesmo sabendo que sua força de trabalho está sendo subvalorizada pelo patrão, pois do contrário não sobreviveria.
    É claro que existe a hipótese de o trabalhador se tornar, ele próprio, o patrão.
    Mas a sociedade capitalista não é tão democrática a ponto de possibilitar a todos se tornarem capitalistas.
    O mercado é reservado para pessoas da classe dominante, mesmo existindo alguma mobilidade social.
  • Souza  23/07/2017 13:59
    "Isto não é verdade quando se trata da troca realizada pelos trabalhadores de sua força de trabalho por um salário. O trabalhador é obrigado a realizar a troca, mesmo sabendo que sua força de trabalho está sendo subvalorizada pelo patrão, pois do contrário não sobreviveria."

    Em mercados protegidos e altamente regulados pelo governo, isso é verdade. Já em mercados livres, são os patrões que têm de se engalfinhar para conseguir mão-de-obra.

    Dado que o Brasil nunca soube o que é um mercado livre e desimpedido, é natural que você faça essa confusão. Não é sua culpa; você simplesmente nunca viveu em outro arranjo e não tem o conhecimento econômico necessário para compreender causa e consequência.

    Aliás, é a mesma lógica daqueles que dizem que se não existisse salário mínimo todo mundo trabalharia de graça tem de explicar por que há milhões de pessoas que hoje ganham mais que o mínimo. Afinal, se o salário mínimo é o valor mínimo a ser pago, como é que há milhões de pessoas ganhando mais que o mínimo?

    A minha empregada doméstica mesmo ganha 40% a mais que o salário mínimo (fora os encargos sociais e trabalhistas). Por que eu faço isso? É porque sou bonzinho ou porque sei que, se pagar pouco, outro pessoa a contratará por mais?

    A mão-de-obra é um serviço. E, assim como qualquer serviço, ela tem um preço. É esse preço que será descoberto pela livre interação entre oferta e demanda.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

    Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou
  • Lelo  20/08/2017 01:37
    A matéria é reducionista e simplista.

    O "bolo" não têm tamanho fixo, o problema nunca foi o crescimento econômico, o problema secular sempre foi justamente a sua divisão.

    Há algumas décadas atrás, economistas, juravam que a desigualdade diminuiria (diga-se de passagem, economistas erram mais previsões do que místicos charlatões). O tempo passou e, pelo contrário, a desigualdeade só aumentou. E não é um problema das economias atrasadas... é mundial.

    Caminhamos para o primeiro trilionário do mundo nos próximos 5 anos. E menos de 100 famílias em todo o mundo detém 50% de todo o dinheiro do planeta.

    O discurso atual sobre empreendedores, sobre terceirizados, sobre oportunidade de negócio é o paleativo para você não ficar revoltadinho sabendo que está no time dos perdedores e vai ganhar, somente, o que "meia dúzia" permita que você ganhe.

    Já devíamos ter superado, há muito, este discurso do socialista cafona e do capitalista arrogante.

    Mas, não, cada dia perdemos mais e mais a verdadeira matéria prima da riqueza........a inteligência.

    Alguém lucra e deseja, com todas as forças, que você seja um estúpido, meu amigo. Acorde!
  • Sem paciência para lugares-comuns  20/08/2017 03:15
    "o problema nunca foi o crescimento econômico, o problema secular sempre foi justamente a sua divisão."

    Puxa, que coisa perfeita, então.

    Eu pensava que o problema sempre foi a pobreza, e que o desafio era como acabar com ela. Mas agora, graças a você, aprendi que o problema sempre foi a desigualdade, algo totalmente inato ao ser humano.

    Ou seja, se há alguns poucos bilionários e muitos milionários, temos aí um gravíssimo e urgente problema de desigualdade. Como resolver essa tragédia?

    Uma dica para você: pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.

    Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.

    Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos forem uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.

    As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa espontaneamente com a pobreza (por exemplo, com quem não tem acesso a saneamento básico ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres.

    E essa mistura muda nossa maneira de pensar: acabamos pensando que pobreza e desigualdade são a mesma coisa e que, portanto, o melhor remédio contra a pobreza é a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.

    O que é melhor para os pobres de um país: ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que eles jamais serão, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?

    "Há algumas décadas atrás, economistas, juravam que a desigualdade diminuiria (diga-se de passagem, economistas erram mais previsões do que místicos charlatões). O tempo passou e, pelo contrário, a desigualdeade só aumentou. E não é um problema das economias atrasadas... é mundial."

    E, no entanto, a pobreza despencou. Não precisa confiar em mim, não. Pode ver os dados.

    Estamos vivenciando uma maciça redução na pobreza global

    A pobreza extrema ao redor do mundo despencou na medida em que a economia de mercado se expandiu

    Uma dica para você: diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche. Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro?erá que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

    Detalhe: os EUA são mais desiguais que o Senegal. O Canadá é mais desigual que Bangladesh. A Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste. A Austrália é mais desigual que o Cazaquistão. O Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia

    Já o Afeganistão é uma das nações mais igualitárias do mundo.

    Já está fazendo suas malas para ir viver em Kabul?

    "Caminhamos para o primeiro trilionário do mundo nos próximos 5 anos. E menos de 100 famílias em todo o mundo detém 50% de todo o dinheiro do planeta."

    E você realmente acredita nesta farsa da Oxfam?

    Classificar o "Relatório da Desigualdade" da Oxfam de farsa seria pouco

    "O discurso atual sobre empreendedores, sobre terceirizados, sobre oportunidade de negócio é o paleativo para você não ficar revoltadinho sabendo que está no time dos perdedores e vai ganhar, somente, o que "meia dúzia" permita que você ganhe."

    É compreensível sua revolta. Seu português claudicante ("paleativo") deve ser um grande empecilho para seu enriquecimento. Daí só lhe resta realmente odiar quem tem mais que você.

    "Já devíamos ter superado, há muito, este discurso do socialista cafona e do capitalista arrogante. Mas, não, cada dia perdemos mais e mais a verdadeira matéria prima da riqueza........a inteligência."

    Sim, como você sobejamente demonstrou em todo o seu comentário. De fato, inteligência é uma commodity extremamente escassa em seu organismo.

    "Alguém lucra e deseja, com todas as forças, que você seja um estúpido, meu amigo. Acorde!"

    E aí, já arrumou seu despertador?
  • Régis  20/08/2017 03:17
    Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres. Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.

    Lelo é o cara que responde 'não'.

    Em tempo:

    Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas
  • Kira  03/02/2018 03:11
    Difícil fazer esse povo entender que :

    1) Dinheiro não possui valor intrínseco;

    2) Dinheiro definitivamente não é riqueza;

    3) Produtos e bens ofertados são riqueza;

    4) O valor e utilidade de tais produtos é marginal e subjetivo;

    5) há escassez no mundo físico material;

    6) A quantidade de produtos ofertados não preenche a totalidade de pessoas;

    7) Aumentar a quantidade de dinheiro não vai aumentar a quantidade de produtos, logo não vai aumentar a riqueza da população (vide inflação monetária de países como Zimbábue) tem tanto dinheiro lá que o povo pesa papel moeda para comprar meio quilo de arroz se ainda tiver.

    8) A solução para reduzir a escassez e baraterar os custos é aumento de produção (o que significa aumento de bens e empregos ofertados)

    10) Vale o reforço: Não adianta aumentar a quantidade de dinheiro para a população.

    11) Aumento de poder de compra surge com acúmulo o que significa popança e não incentivando consumismo e crédito bancário.

    12) nunca haverá igualdade, o trabalho é seu e a responsabilidade por acumular e/ou criar serviços que sejam valorizados o suficiente para que milhares de pessoas queiram pagar para você é somente sua.

    13) Brincar de Hoobin Wood, e tirar dinheiro dos que passaram a vida acumulando não vai tornar todos mais ricos, vai apenas sabotar o poder de investimento dos que acumularam e fazer os bens sumirem da sociedade.

    ENTENDEU?
  • Kira  05/02/2018 23:29
    Antes que algum socialistinha nojento indague já vou respondendo também:

    NÃO, o ato de concorrência não significa que um tem que perder para o outro ganhar, ainda que uma dada concorrência tenha como o efeito a retirada de outras empresas do mercado, e isso se justifica da seguinte forma:

    Enquanto a empresa estava ativa, seus funcionarios que trabalharam de forma voluntária ganharam dinheiro e tinham responsabilidade própria em poupar e/ou reinvestir;

    A empresa não vai sumir como mágica, ao falir seu dono ou acionistas podem vender suas ações e outros grupos podem comprar. a infra estrutura e ativos da empresa continuaram funcionando, dependendo da administração, funcionários podem ser demitidos ou realocados de função, mas ainda sim podem ser absorvidos em outro lugar se o mercado for livre e tiver incentivos para empreender. em tudo isto, nada foi subtraído objetivamente, o dinheiro do salário continuou na conta dos funcionários, os ativos da empresa continuaram funcionando, os donos lucraram com sua venda, a oferta de emprego não reduziu, pois a empresa continua funcionado sob outra gestão.

    A força lucrativa apenas foi deslocada para outro lugar.

    Nada dura para sempre da mesma forma.

    Isto não muda o fato de que a única forma para reduzir a escassez, é aumentando a produtividade e tendo um mercado mais livre e de maior incentivo ao empreendedorismo.

    Mudança de cenário, de valores de consumo e a falência inevitável de formas obsoletas de mercado não significam perda, mas sempre ocorrem como efeito de inovações, os que não se empenham em adentrar perdem, mas não porque outros lhe tiraram a chance, e sim por sua irresponsabilidade própria.

    O Estado continua sendo o único que retira dinheiro, concentra renda e sempre faz com que a sociedade perca para isso ocorrer.

    O mercado não retira nada, o mercado troca!

    Você é o mercado, pois você faz parte da troca como cliente.





  • Muriel Palhares  10/12/2017 08:26
    No entanto, graças a Carl Menger, que popularizou a descoberta de que o valor dos bens não é objetivo mas sim subjetivo, a realidade se comprova totalmente distinta: em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo que está recebendo do que aquilo que está dando em troca —, a transação simplesmente não ocorreria. Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são mais valiosos.



    Teve um economista que eu esqueci o nome que dizia que a economia estava relacionada a cultura, ou seja o que tem de valor para nós para eles pode ser nada, ou então pode ser tudo. Ou seja, os indios trocando mão de obra em troca de produtos tão simples para os portugueses como : Anzol, espelho,machado,etc...
    Agora a questão é, esse cara viveu antes de Menger, mas o legado de Menger é fenomenal. vlws obrigado!!!
  • Capital Imoral  01/02/2018 14:45
    Stranger Things e o mundo invertido

    Diante de tanta porcaria que assistimos ultimamente, a série Stranger Things é uma gota de inocência em um mar de lixo intelectual {1}. Este seriado foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos anos justamente porque não carrega este peso excessivo de sexualidade e violência gratuita. Eles conseguiram trazer uma atmosfera muito legal dos anos 80. Vamos entender um pouco mais sobre esta série.

    A série se passa na década de 1980 e o ambiente gira em torno dos elementos culturais dessa época. Tudo acontece na cidade fictícia de Hawkins, onde o Laboratório Nacional de Hawkins realiza pesquisas científicas para o Governo na luta contra os Comunistas. Mas este laboratório realiza, secretamente, experimentos paranormais e sobrenaturais, incluindo experimentos que envolvem pessoas em testes humanos. Uma pobre menina de 12 anos foi sequestrada, pelos porcos imperialistas, ainda no ventre de sua mãe e desde o seu nascimento ela vai adquirindo super poderes telecinéticos. O problema é que esta menina abriu um portal que leva para o mundo invertido: O Mundo Invertido é uma dimensão espacial paralela que coexiste com a nossa própria dimensão. Portanto, existia à cidade Hawkins e o mundo invertido de Hawkins que seria um lugar obscuro de dor e sofrimento.

    Precisamos ter uma visão social sobre o mundo invertido
    Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre esta série, mas, eu não tenho espaço suficiente pois este instituto maldito fica censurando meus artigos. Então vamos diretamente ao ponto central da questão: O mundo invertido. A menina que têm super poderes e consegue deslocar entre os mundos se chama onze, e ela consegue experimentar durante a série como é viver no mundo real e na outra dimensão obscura. No mundo real, Ela vivia na casa de um menino branco e burguês onde haviam todos confortos da década de 80; e a série mostrava como ela ficava maravilhada diante do fato de estar em um ambiente familiar, em uma casa confortável, com uma família estável. O que quero dizer com tudo isso?

    Ora, o Brasil tem o seu próprio mundo real e o seu "mundo invertido". Onde está o mundo invertido do Brasil? Está nas ruas meu amigo. Olhe para as ruas e você verá meninos de doze anos que não tiveram a mesma sorte que a onze. Olhe para miséria humana deste país e você verá um mundo tão obscuro quanto o que foi apresentado nesta série. Sabe o que é mais curioso? A maioria dos Brasileiros também não conseguem ver este mundo invertido.

    {1} Pare de ver porcaria na internet, cara. Eu estou puto com a quantidade de lixo que as pessoas consomem no Facebook, Youtube, e Netflix. Como a pessoa consegue perder toda noção de estética e qualidade sonora? Veja que não se trata de um elitismo intelectual mas da noção básica do que é real e belo. Vá no trend topics do youtube para ver o que representa a mentalidade do Brasileiro médio. Um lixo! Um nojo. Depois vem reclamar que nós, socialistas, somos elitistas. Sim! nós somos, devido a realidade em que o Brasil se encontra, é impossível não ser.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • ÓRFÃO DO LULA  01/02/2018 15:27
    Companheiros !

    Alguém aqui pode me indicar um movimento social bem bacana ? Já fui funcionário-mortadela do MST e do MTST mas fui demitido.

    Preciso muito desse emprego, sou excelente no que faço.

    Obrigado.
  • André  01/02/2018 16:26
    Caro órfão. Acredito que terá mais chance em Cuba ou na sua querida Venezuela.

  • ÓRFÃO DO LULA  01/02/2018 16:36
    Muito obrigado companheiro André.

    Poderia me conseguir o dinheiro para a passagem ?

    ...de avião, na primeira classe se possível.

  • Lourenço   01/02/2018 21:49
    Vou explicar pra vocês, usando apenas um vídeo, o porquê da economia ser um jogo de soma zero.






  • Pensador Consciente  02/02/2018 12:12
    Exemplo mais esdrúxulo,oferta e demanda meu caro e leia a história de vários empresários inovadores que levaram porta na cara por que ninguém acreditou em seus projetos e ideias,no entanto ao invés de chorarem e espernearem,foram a luta,persistiram,acreditaram e venceram,enfim o mundo é dos fortes e dos que persistem,quantos aos fracos e parasitas sucumbem ao primeiro vento que sentem,enfim mimimi e vitimismo não leva ninguém a lugar nenhum,quanto a cena do filme,o sujeito que vá bater em outras portas até seu sonho virar realidade.
  • Kira  03/02/2018 05:48
    O cara vem aqui postar um vídeo desse, como se alguém fosse obrigado a comprar a ideia de quem quer que seja.
  • ÓRFÃO DO LULA  02/02/2018 13:53
    Companheiro Lourenço,

    já que eu estou zerado, veja por favor se consegue algum dinheiro para mim.

    como sou ex-funcionário mortadela (com a crise fui demitido, a culpa é da lava jato), a única coisa que eu sei fazer é subir no ônibus, vestir vermelho, usar boné, assistir os companheiro no palanque, tacar fogo em pneus, bloquear a Paulista e comer pão com mortadela.

    se conseguir uns 20 mil R$ para mim já tá bom, assim eu pego a minha parte que algum rico me tomou.

    obrigado e saudações vermelhas !
  • Paulo Henrique  02/02/2018 22:00
    Perdão o OFF. Mas e essa queda global geral em ações, criptomoedas, etc? A bolha ta estourando?
  • Pobre Paulista  03/02/2018 13:35
    Preços são subjetivos e variam ao longo do tempo, FIM.
  • Paulo Henrique  04/02/2018 21:35
    Apenas estranhei a coincidência de tudo estar caindo fortemente
    Dow Jones caiu 2.54% , para quem mexe com bitcoin e outras alts, isso é o tempo de tomar um cafézinho, mas no mercado de ações é um bom tombo, fazia tempo que não ocorria essa queda(de uma semana que já vinha tendo quedas);
    Deutsche Bank inclusive soltou um relatório falando que a correlação de quedas é de 90%

    www.marketwatch.com/story/risk-of-market-contagion-has-reached-a-6-year-high-deutsche-bank-analyst-says-2018-02-02

    Ou seja, a única coisa que subiu foi a Suvinil, de tenta tinta vermelha
  • Felipe Lange  03/02/2018 22:15
    Acredito que sim. Mas as criptomoedas logo irão voltar a subir o preço, e as moedas estatais irão perder ainda mais credibilidade.
  • Demolidor  05/02/2018 01:34
    Concordo e acho isso provavelmente inevitável, por mais que as autoridades esperneiem.

    No entanto, como eu disse aqui em posts anteriores e evidenciado em janeiro, não será um smooth ride.
  • Paulo Henrique  05/02/2018 22:07
    eco.pt/2018/02/05/mini-crash-em-wall-street-deixa-dow-jones-a-tombar-mais-de-6/

    Os juros futuros apenas ameaçam subir de forma mais forte e as bolsas americanas dão um ''mini-crash''

    não é preciso ser um grande profeta ou visionário para perceber que o mercado esta inflado
  • Dylan  03/02/2018 13:27
    Alguém poderia me ajudar a achar um comentário de um leitor falando sobre a influência do povo celta no pensamento norte-americano, ele fala que o povo celta é trabalhador e poupador, enquanto o povo ibérico era mais preguiçoso.

    Agradeço
  • Felipe Lange  04/02/2018 15:35
    Vou comentar aqui só para ver se dá mais visibilidade porque até eu estou interessado.
  • Alguém  04/02/2018 19:21
    Não sei que autor é esse, mas acho controverso atribuir a cultura celta como um todo dentro dessa influência, uma vez que os povos ibéricos também são descendentes de celtas da penísula ibérica. O mundo moderno é influenciado por roma, grécia, celtas... que existem eixos de influência cultural coletiva ao longo dessas dissidências é fato, mas difícil atribuir culpa a um ou outro povo específico. No caso do Brasil isso seria inclusive mais estranho ainda, uma vez que a quantidade de alemães, japoneses, italianos, e africanos que influenciaram a força de trabalho desse país é enorme. O problema é que com a queda do populismo vermelho no leste europeu, a america latina e central se tornou o próximo alvo do socialismo, e isto foi de certa forma fácil devido ao atraso de desenvolvimento industrial em relação ao resto do mundo, Europa e America do Norte, tanto culturalmente quanto de ferramentas de trabalho pós revolução. A America Latina como um todo, é um continente tardio dentro da cultura de mercado, isso deu tempo para o populismo de esquerda se entranhar no cerne desse povo, criando uma bolha em relação ao resto do mundo desenvolvido e capitalizado. Com isto, não estou dizendo que o período imperial era melhor, também foi tardio nessa cultura de mercado e revolução industrial, é fato que ibéricos tem um fetiche por mercantilismo e fronteiras.
  • Dylan  11/02/2018 19:40
    Alguém e Felipe Lange, consegui achar comentário escrito pelo leitor Steve.

    Ele disse o seguinte:"Negar características raciais é uma ignorância, mas comum no Brasil, pois somos todos educados a crer que todos são iguais. Por que o Estado é forte no Brasil? Porque ibéricos e latinos racialmente ocupam profissões mais estatais, seja militar ou funcionário público. Já os libaneses, árabes e judeus, tem uma tendência muito maior para o comércio, para o capitalismo que vocês tanto defendem. O próprio Cristianismo, religião considerada pilar do capitalismo, vem dos cartagineses, da infiltração cartaginesa na aristocracia romana, por isso o próprio Santo Agostinho era de origem cartaginesa, nasceu no norte da Africa, e vários outros santos da época. Raças possuem características pisológicas, o ibérco prefere estabilidade do que excesso de trabalho, por isso o facismo foi tão forte nos países latinos - Argentina, Brasil, Portugal, Espanha e Itália, isso na época da Segunda Guerra Mundial. Romanos eram povos militaristas e construtores, diferente dos povos do comércio, que eram os cartagineses. Celtas eram aliados de Cartago contra Roma, isso explica muita coisa, pois a America do Norte horda dos celtas e gauleses, e é o lugar mais liberal do mundo."
  • Anônimo  03/02/2018 13:35
    Não entendo também pq gastam com itens relacionados a futebol(tenho familiares que são sócio torcedores e compram tudo do time a qual torcem ).Lembrei depois que valor é uma coisa SUBJETIVA.
  • Bode  04/02/2018 00:47
    Não saco muito de economia, mas penso que o ganho de produtividade é, ao fim do dia, o que produz riqueza. A melhor maneira de obter esse ganho é através da seleção natural que só o livre mercado permite. Se não houver aumento de produtividade as trocas econômicas vão ter resultado de soma zero.
  • Sindicato dos Capitalistas  04/02/2018 13:01
    As pessoas tem direito ao livre mercado. A liberdade é um direito sagrado. O direito ao salário integral é a garantia que não vai haver escravidão.

    Capitalismo é um direito do cidadão.

    Eu proponho uma greve a favor do livre mercado. Esse confiscos e expropriações do governo já ultrapassaram todos os limites.

    Não vamos trabalhar enquanto o governo não reduzir os impostos, regulamentações e monopólios.

    Não vamos pagar as contas, enquanto as empresas estatais não forem vendidas.

    Enfim, vamos parar tudo até o livre mercado e o capitalismo serem respeitados.
  • ANTONIO  04/02/2018 13:18
    "O bolo não está dado e não possui tamanho fixo. Ao contrário: ele cresce e permite fatias cada vez maiores para todos — exceto se o estado entrar em cena e gulosamente abocanhar uma grande fatia."
    Na verdade no Brasil, eles se dizem que não abocanham, eles só escolhem os vencedores JBS GRUPO X ETC os quais eles pegam a grande fatia deles de 42% (mentem para o povo claro) e dão aos seus escolhidos (monopolios) para que depois $$$ recebam os pixulecos para comprar eleitores tontos. Brasil falta muito a aprender.
  • Felipe Lange  05/02/2018 14:16
    Leandro, você acha que seria possível formar um lobby de importadores? Você acha que os lobbies de exportadores se beneficiariam se fizessem esse tipo de pressão, de fazer liberar as importações? Se analisar por outro ângulo, eles poderiam ganhar muito mais dinheiro se pudessem vender para o mundo todo sem regulações estatais, mas aí o problema é que nestes outros lugares há outros lobistas e outros governos envolvidos que não podem gostar...
  • Sindicato dos Capitalistas  05/02/2018 14:55
    Dúvida: Quantas árvores a Marina Silva já plantou ?
  • Rodrigo Amado  06/02/2018 15:22
    Em geral as pessoas que dizem que a economia é um jogo de soma zero sabem que estão mentindo.
    Mas ela continuarão mentindo pois essa afirmação é apenas uma desculpa para roubar através do estado.
  • Prometheus  07/02/2018 02:14
    Pois é, basta entender que riqueza não é dinheiro, e sim, os bens e serviços ofertados, e que o aumento da capacidade de adiquirir riqueza se dá atravéz do acúmulo do dinheiro como ferramenta, acúmulo este que em uma economia livre sem artificialidade e distorções governamentais é permitido a todos. como a quantidade de bens sempre aumenta na sociedade, a distribuição de riqueza de forma geral também aumenta e se multiplica ao longo das gerações, pois, riqueza são exatamente esses bens produzidos e multiplicados pelo aumento de produção.
  • PETROBRAS  07/02/2018 14:20
    A Petrobras não é do jeito que vocês falam, a verdade é:

    1) Mercado está aberto desde 1997. Até a importação é liberada.

    2) os principais vilões do preço da gasolina são os impostos e o seu estado é que fica com um bom percentual, através do ICMS.

    3) Privatização não reduz impostos. A Petrobras NÃO fica com dinheiro de impostos.

    4) A adição de álcool na gasolina é Lei Federal que beneficia usineiros e não a Petrobras. Vários paises fazem o mesmo. Reduz poluição e diversifica a matriz energética.

    5) Petróleo é commodity, logo o preço é definido internacionalmente pela curva oferta vs demanda. Além disso, preço é em dólar. Nenhuma petroleira vende abaixo do preço internacional, exceto estatais de países com altíssima produção e população pequena.

    6) Não existe tributação (impostos) nas exportações, isso é pratica padrão no MUNDO TODO e não só no Brasil. O preço para Petrobras é o mesmo para mercado interno e externo.
  • Leandro  07/02/2018 14:49
    "Mercado está aberto desde 1997. Até a importação é liberada."

    Assim é gostoso. O mercado ficou completamente fechado de 1953 a 1997. O que isso significa? Que após mais de 40 anos de monopólio (quebrado apenas em 1997), a Petrobras já havia se apossado das melhores jazidas do país. Sendo assim, nem tem como alguém concorrer.

    É como você chegar atrasado ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar com os piores. O monopólio de jure de fato não existe mais. Só que, na prática, continua intacto.

    "os principais vilões do preço da gasolina são os impostos e o seu estado é que fica com um bom percentual, através do ICMS."

    Concordo muito com a questão tributária. Mas, nos últimos seis meses, os impostos não explicam os reajustes dos preços nas refinarias. "De julho até agora (janeiro de 2018), a alta acumulada nas refinarias da Petrobras foi de 24,80 % na gasolina e de 27,40% no diesel, sem contar aumentos de impostos." (Fonte).

    Eis o fato incontornável:

    1) Ou uma estatal é espoliada por políticos, e acaba tendo de subir os preços pra refazer seu caixa;

    2) Ou ela é bem gerida (na medida do possível), o que significa que ela tem constantemente de subir seus preços para honrar sua folha de pagamento, dado que a empresa é loteada por apadrinhados políticos e aparelhada por apaniguados.

    Não tem segredo. E nem solução.

    "Privatização não reduz impostos".

    Concordo.

    "A Petrobras NÃO fica com dinheiro de impostos".

    Errado. Sendo estatal, a empresa sabe que, em última instância, receberá um aporte de capital do governo, com o dinheiro de nossos impostos. Isso, por si só, já aniquila qualquer incentivo à eficiência.

    "A adição de álcool na gasolina é Lei Federal que beneficia usineiros e não a Petrobras."

    E, se não fosse tal adição, o preço da gasolina seria ainda mais alto, pois um volume maior de gasolina (que hoje é preenchido pelo etanol) estaria sendo consumido.

    "Vários paises fazem o mesmo. Reduz poluição e diversifica a matriz energética."

    Lá, a mistura não passa de 10% (aqui chega a 27%). Ou seja, se reduzíssemos para 10%, o volume de gasolina consumido seria muito maior, e a estatal (ineficiente) teria de cobrar preços ainda maiores.

    Logo, a adição de etanol é também uma espécie de "política de controle de preços".

    "Petróleo é commodity, logo o preço é definido internacionalmente pela curva oferta vs demanda. Além disso, preço é em dólar. Nenhuma petroleira vende abaixo do preço internacional, exceto estatais de países com altíssima produção e população pequena."

    Com a única diferença de que, quando um país possui livre concorrência no setor, várias petroleiras importam petróleo, e brigam por clientes via preços nas bombas de combustível (é assim nos EUA). No Brasil, dado que o mercado (monopolizado por 40 anos) é efetivamente controlado pela Petrobras, não há qualquer vestígio de livre concorrência. Nem teria como, dado que 40 anos de monopólio causam uma irreversível destruição do mercado.

    "Não existe tributação (impostos) nas exportações, isso é pratica padrão no MUNDO TODO e não só no Brasil. O preço para Petrobras é o mesmo para mercado interno e externo."

    Isso passa longe do tópico da discussão.
  • anônimo  07/02/2018 23:03
    A concorrência é tão aberta no Brasil que só possui a Petrobras aqui. Qual outra empresa que extrai e refina petróleo no Brasil? Alguma empresa estrangeira possui algum poço de petróleo em solo brasileiro que pode extrair, refinar e vender pelo preço de deseja?

    Sobre a questão do preço, você está falando asneira. Compare o preço dos combustíveis entre diferentes países do mundo e perceba que esse seu argumento só faz algum sentido no mercado internacional. No mercado interno os preços ao redor do mundo são muito diferentes. Enquanto os EUA e a Venezuela vendem uma gasolina baratíssima, Brasil e Noruega vendem uma gasolina caríssima.

    Ache petróleo no seu terreno (como já aconteceu) e tente abrir uma empresa como a Petrobras aqui, a ANP irá fazer de tudo para você não conseguir e comprará sua terra por um preço módico.
    Se a ANP faz de tudo para que a abertura de postos de combustíveis seja dificílima e engessada, imagine uma extratora e refinadora de combustíveis.

    Setor de transportes coletivos, setor de combustíveis, setor televisivo, setor aéreo, setor de telecomunicações, todos eles em tese é possível qualquer um entrar, agora tente fazer isso virar realidade. A burocracia do Brasil é uma das piores do mundo.
  • anônimo  08/02/2018 21:41
    Um mercado que é bastante livre no Brasil e em quase todo o mundo, é o mercado de alimentos. É impressionante a quantidade de desdentados produzindo e vendendo alimentos. Estou a 4 anos nesse mercado e percebi que é praticamente um ancapistão esse mundo do campo.

    Outro mercado bastante livre, pela dificuldade de regulamentá-lo, é o mercado tecnológico. Aqui no Brasil, se houvesse algum incentivo fiscal do governo, tenho certeza que viria várias empresas americanas dedicadas ao desenvolvimento de tecnologias.
  • Max  09/02/2018 02:28
    No Brasil o mercado tecnológico é inexistente e o governo ainda enfia a faca de impostos (é o setor mais taxado).
    Mas o que você disse sobre o mercado de alimentos é verdade. Seria interessante o IMB fazer um artigo sobre isso.
  • Emerson Luis  12/02/2018 19:31

    O preço é objetivo e o valor é subjetivo.

    Liberais pensam em criar riquezas;

    Esquerdistas pensam apenas em distribuir riquezas.

    (Com eles distribuindo as riquezas dos outros e ficando com a maioria parte, naturalmente...)

    * * *
  • Padumi  11/07/2018 03:32
    Acredito que, tecnicamente, considerando apenas produtos e serviços, valores, preços, moedas....de fato não se trata de um jogo de soma zero. Mas se a variável "tempo" for considerada, no que tange à dispendiosidade da produção de riqueza, as coisas mudam bastante.

    Pra algo ser "produzido", alguém terá de abrir mão do seu tempo. Remunerado, sim. À altura? Jamais!
  • Vladimir  11/07/2018 12:36
    "Pra algo ser "produzido", alguém terá de abrir mão do seu tempo. Remunerado, sim. À altura? Jamais!"

    Opa! Estaria você, então, dizendo que os grandes empreendedores e criadores do mundo foram explorados e perderam preciosos tempos de suas vidas?

    Olha, até que concordo, viu? Parabéns pela originalidade da constatação.
  • João Augusto  09/08/2018 18:16
    Uma sincera dúvida: a riqueza é infinita?
  • Vladimir  09/08/2018 18:24
    Os recursos são finitos, porém a maneira como você pode combiná-los para gerar riqueza é infinita.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2921


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