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Mises explica a guerra às drogas

Assim como nunca seguiram os ensinamentos de Ludwig von Mises no que tange à ciência econômica, os governos atuais também se recusam a prestar a atenção aos discernimentos de Mises sobre a guerra às drogas.  O resultado não deveria ser surpresa nenhuma.

A guerra às drogas é um fracasso.  Ela fracassou em impedir o abuso de drogas.  Ela fracassou em manter as drogas fora do alcance dos viciados.  Ela fracassou em manter as drogas longe dos adolescentes.  Ela fracassou em reduzir a demanda por drogas.  Ela fracassou em acabar com a violência associada ao tráfico de drogas.  Ela fracassou em ajudar os viciados a conseguir tratamento.  Ela fracassou em ter algum impacto sobre a disponibilidade de drogas dentro de um país.

É óbvio que nada disso significa que haja necessariamente algo de positivo em relação às drogas ilícitas.  Como Mises explicou,

É fato notório que o alcoolismo, o cocainismo e o morfinismo são inimigos mortais da vida, da saúde e da capacidade de trabalho e de lazer; e o usuário deveria, por conseguinte, considerá-los vícios.  

No entanto, como Mises afirma, o fato de algo ser um vício não é motivo para que seja suprimido e nem que sua comercialização seja proibida.

Nem é de modo algum evidente que tais intervenções do governo sejam de fato capazes de suprimir tais vícios; e, mesmo que este objetivo fosse atingido, não é nada evidente que tal intervenção não irá abrir uma caixa de Pandora de outros perigos não menos nocivos que o alcoolismo e o morfinismo. 

Os outros efeitos perniciosos gerados pela guerra às drogas são numerosos.  A guerra às drogas congestiona e paralisa o sistema judiciário, aumenta desnecessariamente a população carcerária, gera ainda mais violência, corrompe policiais, diminui as liberdades civis, acaba com a privacidade financeira, estimula buscas e apreensões ilegais, destrói inúmeras vidas inocentes, desperdiça bilhões em impostos, atrasa o desenvolvimento legítimo de analgésicos e de outros remédios contra dores, transforma cidadãos cumpridores da lei em criminosos meramente pelo que injetam em seu corpo, e irracionalmente cria obstáculos para o comércio varejista.  Os custos da proibição às drogas excedem sobremaneira seus possíveis benefícios.

Mas isso ainda não é tudo.  A partir do momento em que o governo assume o controle e passa a decidir o que um indivíduo pode ou não colocar em sua boca, em seu nariz e em suas veias, ou passa a regular as circunstâncias sob as quais um indivíduo pode de maneira legítima introduzir algo em seu corpo, não há mais quaisquer limitações sobre seu poder.  Não há mais como restringir seu alcance e domínio.

De novo, como Mises deixa claro,

O ópio e a morfina certamente são drogas nocivas que geram dependência.  No entanto, uma vez que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras intromissões estatais à privacidade. 

E prossegue:

Ao abrirmos mão do princípio de que o estado não deve interferir em quaisquer questões relacionadas ao modo de vida do indivíduo, a inevitável consequência será a regulamentação e a restrição do comportamento de cada indivíduo aos seus mínimos detalhes.  

Mises também nos diz exatamente aonde esse caminho tortuoso da proibição irá nos levar.  Ele pergunta por que aquilo que é válido para a morfina e para a cocaína não pode ser válido para a nicotina e para a cafeína.  Com efeito:

Por que não deveria o estado prescrever, de um modo geral, quais alimentos devem ser permitidos e quais alimentos devem ser proibidos por serem nocivos? 

E tudo ainda pode piorar, pois:

Ao se abolir a liberdade de um homem em determinar o seu próprio consumo, todas as outras liberdades já estão, por definição, abolidas.

E completa:

E por que limitar a benevolente providência do governo apenas à proteção do corpo? Por acaso os males que um homem pode infringir à sua mente e à sua alma não são mais graves do que os danos corporais? Por que não impedi-lo de assistir a filmes e a demais espetáculos de mau gosto?  Por que não impedi-lo de ouvir músicas de baixa qualidade?  Mais ainda: por que não proibi-lo de ler livros ruins?  As consequências causadas por ideologias nocivas são, certamente, muito mais perniciosas, tanto para o indivíduo como para a sociedade, do que as causadas pelo uso de drogas.

Para Mises, no que dizia respeito a maus hábitos, a vícios e a comportamentos imorais de terceiros, a tolerância e persuasão deveriam ser as regras.  Tal atitude contrasta totalmente com a do estado, que faz tudo por meio da "compulsão e da aplicação da força".

A propensão de nossos conterrâneos em exigir uma proibição autoritária sempre que veem algo não lhes agrade, bem como sua solicitude em submeter-se a tais proibições mesmo que o proibido lhes seja agradável, mostra o quanto ainda permanece profundamente arraigado neles o espírito de servilismo.  Serão necessários muitos anos de autodidatismo até que o súdito possa transformar-se em cidadão.  Um homem livre deve ser capaz de suportar que seu conterrâneo aja e viva de modo diferente de sua própria concepção de vida.  Precisa livrar-se do hábito de chamar a polícia sempre que algo não lhe agrada. 

Para Mises, há um caminho para a reforma social:

Aquele que quer reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão.  Esta é a única maneira democrática de se fazer mudanças.  Se um indivíduo não é capaz de convencer outras pessoas a respeito de suas ideias, então ele deve culpar apenas a sua própria incapacidade.  Ele não deveria exigir a criação de uma lei — ou seja, ele não deveria pedir para o estado utilizar suas forças policiais com o intuito impor a compulsão e a coerção.

Em uma sociedade genuinamente livre, tal postura deveria ser inegociável.

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Leia também:

Criminalidade, drogas e proibição 

Como o governo gera mão-de-obra para o tráfico de drogas 

Armas, drogas, distintivos e cartéis 

Como a guerra às drogas está destruindo o México 


1 voto

autor

Laurence Vance
é um acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, e War, Christianity, and the State: Essays on the Follies of Christian Militarism.


  • Leandro Levylav  28/10/2013 13:19
    Tão simples e tão óbvio! No que tange a relação das "drogas" com a sociedade não creio que exista uma maneira tão explícita de demonstrar os benefícios da total liberdade econômica. Quantos males seriam evitados! O governo - que adora tributar - poderia tributar ainda mais! Entretanto, colocamos nossas vidas em risco e nas mãos de um marginal qualquer que nos quer assassinar pelo simples motivo de querer cheirar um pouco. Seria algo como: "Quero tomar um sorvete "Häagen-Dazs" e estou te assaltando e vou lhe matar por isso...
  • Themistocles Sousa  28/10/2013 13:20
    Fiquei horrorizado ao ler o texto... Se eu entendi bem, o estado não deve se intrometer no combate ao uso de drogas? É isso mesmo que eu li? Então o governo não deve proibir a pedofilia? por que estaria se intrometendo no "direito" que um pedófilo tem de satisfazer seus desejos infames com uma criança? Não deve se intrometer no controle de uso do álcool, que leva muitos irresponsáveis que não têm consciência a matarem muitas pessoas todos os anos? Ah, paciência!Toda sociedade precisa de ordem. Claro que a guerra contra as drogas pode não ter funcionado tanto aqui, mas imagine se não tivesse a tal guerra contra as drogas, o inferno que não estaria. Ademais, o tal "direito" que uma pessoa tem de "colocar em sua boca, em seu nariz e em suas veias" o que bem achar melhor infringe o direito de outros de não serem roubados, assassinado e intimidados pelos "pobrezinhos" que usam drogas!Margaret Tatcher dizia que o estado deve cuidar da segurança da população, e as drogas estão profundamente ligadas a segurança. O estado DEVE SIM interferir nisso! Numa sociedade, nem todos tem a consciência de saber o que é melhor ou não para si próprios, e é necessário uma força maior para pelo menos tentar resolver o problema. Ou vocês acham que os ex-viciados da instituição Manassés foram lá sozinhos e com o desejo de se livrar definitivamente das drogas? O estado é uma droga. Mas precisamos de sua interferência nesse caso.
  • Mefistófeles  28/10/2013 13:56
    "Se eu entendi bem, o estado não deve se intrometer no combate ao uso de drogas? É isso mesmo que eu li? Então o governo não deve proibir a pedofilia? por que estaria se intrometendo no "direito" que um pedófilo tem de satisfazer seus desejos infames com uma criança?"

    Não sei se é imbecilidade pura ou desonestidade intelectual de sua parte.

    Pedofilia envolve agressão a inocentes. Envolve agressão feita por um adulto a uma criança que não consentiu com o ato.

    Já uma pessoa que utiliza drogas está agredindo apenas a si própria. Ela não está cometendo crime contra ninguém. Ela não está atacando a vida, a propriedade ou a liberdade de terceiros. Ela está atentando exclusivamente contra sua própria vida.

    Você não saber distinguir este básico demonstra sua total incapacidade para o debate. Mostra que você não sabe separar agressão a terceiros de agressão contra si próprio.

    Como você próprio disse, "Ah, paciência!"

    "Ademais, o tal "direito" que uma pessoa tem de "colocar em sua boca, em seu nariz e em suas veias" o que bem achar melhor infringe o direito de outros de não serem roubados, assassinado e intimidados pelos "pobrezinhos" que usam drogas!"

    O que tem a ver uma coisa com a outra?! Por acaso pessoas que querem fumar cigarro ou beber álcool (que são drogas legalizadas) incorrem neste tipo de comportamento criminoso?

    Sua incapacidade intelectual é assombrosa.

    "O estado DEVE SIM interferir nisso! Numa sociedade, nem todos tem a consciência de saber o que é melhor ou não para si próprios, e é necessário uma força maior para pelo menos tentar resolver o problema."

    Claro! O fato de você ser um incapaz que não sabe o que é bom para si próprio significa que Sarney, Renan Calheiros, Dilma, Natan Donadon e todo o resto da putada devem adquirir poderes especiais para decidir o que eu posso ou não consumir. Cai fora daqui, seu totalitário amante de político!

    "O estado é uma droga. Mas precisamos de sua interferência nesse caso."

    Brilhante! O estado não presta, exceto para dizer o que eu devo fazer. Aí, sim, ele adquire capacidades inquestionáveis! Desânimo...
  • Themistocles Sousa  28/10/2013 14:26
    Eu não sou amante de político. Não sou anarquista, mas também não sou um que defende fervorosamente a intervenção estatal. Concordo plenamente quando Margaret Tatcher dizia que o estado só deve interferir nos aspectos mínimos possíveis, sendo seu poder o mais limitado possível.

    "Já uma pessoa que utiliza drogas está agredindo apenas a si própria. Ela não está cometendo crime contra ninguém. Ela não está atacando a vida, a propriedade ou a liberdade de terceiros. Ela está atentando exclusivamente contra sua própria vida."
    Em que mundo você vive, cara? Claro que um usuário de drogas causa danos aos outros!Podem não ser todos, mas causam sim! Você é tão ingênuo de não percebe isso? Quantas pessoas que vivem em território de traficantes vivem sob o medo, sob a insegurança? E as pessoas que roubam(e até matam) para comprar drogas? Isso não é causar mal aos outros? Me faz rir!
    E sobre o álcool, cara, você já viu alguém ficar viciado em cerveja ou vinho no primeiro copo? e o cigarro? Conheço gente que já fumou mas conseguiu parar imediatamente. Já as drogas tem um efeito pior. A maconha, mesmo que não seja tão perniciosa quanto o crack ou cocaína, pode levar ao uso destas mesmas. Filho, há uma diferença monstruosa entre álcool e as drogas ilícitas, ou você acha que o crack e outras drogas são proibidas à toa?
    E em nenhum momento eu disse que o estado deve dizer o que eu devo fazer. Só disse que em se tratando de segurança, ele tem é OBRIGAÇÃO de interferir. Ao distorcer minha fala, você só mostra que é apelativo. Paciência, mais uma vez!
    Você devia ir morar na Bolívia,pra entender as consequências desse seu ponto de vista extremo.
  • Mefistófeles  28/10/2013 14:50
    "Quantas pessoas que vivem em território de traficantes vivem sob o medo, sob a insegurança? E as pessoas que roubam(e até matam) para comprar drogas? Isso não é causar mal aos outros? Me faz rir!"

    Achei que não tinha como piorar, mas sempre tem!

    Ora, cidadão, por que as gangues de traficantes são poderosas? Justamente porque a proibição estatal criou um mercado paralelo no qual só se estabelecem os mais fortes. Você por acaso conhece morros e favelas dominados criminosamente por empresas que vendem cerveja e cigarros? Por que não?

    Leia os textos indicados no final do artigo para entender tudo isso.

    "E sobre o álcool, cara, você já viu alguém ficar viciado em cerveja ou vinho no primeiro copo? e o cigarro? Conheço gente que já fumou mas conseguiu parar imediatamente."

    Você é desumano, pois não se preocupa com os alcoólatras e com as pessoas que adquiriram câncer de pulmão. Pior ainda: você não se preocupa as pessoas que futuramente tornar-se-ão alcoólatras e terão câncer de pulmão.

    Seja coerente e implore aos políticos para que eles proíbam a cerveja e o cigarro. Tenho certeza de que este é o seu sonho molhado.

    "Já as drogas tem um efeito pior. A maconha, mesmo que não seja tão perniciosa quanto o crack ou cocaína, pode levar ao uso destas mesmas. Filho, há uma diferença monstruosa entre álcool e as drogas ilícitas, ou você acha que o crack e outras drogas são proibidas à toa?"

    Repito: por que não se deve proibir substâncias que causam câncer, alcoolismo e tornam as pessoas mais violentas e mais imprudentes ao volante? Por que você é tão indiferente as estes potenciais sofrimentos?

    "E em nenhum momento eu disse que o estado deve dizer o que eu devo fazer. Só disse que em se tratando de segurança, ele tem é OBRIGAÇÃO de interferir. Ao distorcer minha fala, você só mostra que é apelativo. Paciência, mais uma vez!"

    Para a sua segurança, digo Sarney tem a obrigação de fiscalizar o que você está comendo e bebendo. Preocupo-me com você, e sei que Sarney certamente sabe muito mais do que você a respeito do que você pode colocar no seu corpo. Fechou?

    "Você devia ir morar na Bolívia,pra entender as consequências desse seu ponto de vista extremo."

    Você é tão ignorante que desconhece o fato de que, até a década de 1930, o consumo e a venda de drogas eram totalmente liberadas, sendo que farmácias e padarias vendiam pastilhas de cocaína. Pode ver as propagandas aqui.
  • Themistocles Sousa  28/10/2013 15:12
    Rapaz, ao mesmo tempo que você me condena por ser favorável ao uso de álcool e cigarro, você é a favor da liberação de substancias que causam males muito piores! Meu pai fumava e não tem câncer. Todos os homens da minha família bebem(exceto eu) e não são alcoólatras. E conheço várias pessoas assim. Se algumas pessoas são alcoólatras, é devido ao seu descontrole. Beber elegantemente não faz mal. Eu não bebo nem fumo por motivos religiosos. E cara! Só por que as drogas foram comercializadas a um bom tempo atrás, quando a ciência não tinha identificado ainda os principais males dessas drogas não implica que é saudável ou viável comercializá-las hoje! Nós avançamos(você pelo visto não...)!Antigamente também usavam Tório, elemento químico perigosíssimo, em cosméticos! Por que não se conhecia profundamente seus efeitos! Você parou no tempo ou se faz de ignorante. E sobre o Sarney, vou dizer de novo, eu não sou a favor do total controle do estado, isso é coisa de comunista/socialista, e isso eu não sou. Quanta infantilidade ao ficar falando de Sarney e tal. Se alie as Farc's e aos comunistas mais radicais então, pois eles são a favor do comercio e legalização das drogas. É cada uma que me aparece.
  • Mefistófeles  28/10/2013 16:33
    "ao mesmo tempo que você me condena por ser favorável ao uso de álcool e cigarro, você é a favor da liberação de substancias que causam males muito piores!"

    Eu condeno você?! Cidadão, sou totalmente favorável à liberdade de se usar o que quiser. Como eu iria condenar você por ser a favor da licitude do álcool e do cigarro? Iria apenas parabenizá-lo por esta postura sensata.

    "Meu pai fumava e não tem câncer. Todos os homens da minha família bebem(exceto eu) e não são alcoólatras. E conheço várias pessoas assim. Se algumas pessoas são alcoólatras, é devido ao seu descontrole. Beber elegantemente não faz mal. Eu não bebo nem fumo por motivos religiosos."

    Que ótimo! Da mesma maneira, há várias pessoas que fazem uso recreativo ou inspiracional da maconha e da cocaína. Renato Russo, dizem, não compunha sem antes aspirar uma carreira. No que dependesse de você, ele teria apodrecido na cadeia e jamais teria tido fama musical. Baita humanista você.

    "E cara! Só por que as drogas foram comercializadas a um bom tempo atrás, quando a ciência não tinha identificado ainda os principais males dessas drogas não implica que é saudável ou viável comercializá-las hoje!"

    A ciência já comprovou os males do cigarro e do álcool. E do açúcar também. Por que dois pesos e duas medidas?

    "Quanta infantilidade ao ficar falando de Sarney e tal. Se alie as Farc's e aos comunistas mais radicais então"

    Ah, isso sim é que postura madura e anti-infantil.

    "pois eles são a favor do comercio e legalização das drogas."

    As FARC -- que lucram por causa da proibição das drogas -- são favoráveis à legalização das drogas? Só se for desde ontem. Elas são tão favoráveis à legalização das drogas quanto Al Capone era à legalização das bebidas.

    [i]"É cada uma que me aparece."


    De fato, é cada coitado que cai aqui de pára-quedas.
  • Themistocles Sousa  28/10/2013 20:54
    Eu sei que a ciência já provou os males do açúcar, do álcool e do cigarro... Mas se você não consegue captar a diferença entre os efeitos dessas "drogas"(açúcar, álcool e cigarro), você é ingênuo ou é cego. Eu sou viciado em chocolate mas eu consigo ficar sem comer por um bom tempo, e os possíveis riscos devido a seu uso levam um tempo para se propagarem. Já um viciado em outras drogas não! Renato Russo, músico que embora eu gosto muito, era depressivo, não era nem um pouco exemplar para os jovens. Assim como Ozzy, Cazuza, Raul Seixas e Chorão, também não foram pessoas muito exemplares, pessoas as quais se eu tivesse filhos eu nem deixaria eles chegarem perto dessas criaturas. Os únicos modelos de pessoas que usavam drogas eram a Elis Regina(morreu drogada), Whitney Houston(que destruiu sua voz magnifica usando drogas) e Steve Jobs(que morreu de câncer pancreático, coincidência?)... E você diz que é saudável o uso "recreativo" dessas drogas? Ah, tenha dó meu amigo! Você fica aí defendendo a liberação e uso dessas porcarias, mas duvido que deixaria seu filho usá-las. Você mesmo, creio que não teria coragem de usá-las. Nos EUA, o aborto é legalizado a mais de 30 anos, e de lá pra cá, o número de abortos só vem aumentando! Liberar drogas está longe de ser a solução! A solução será firmada somente pela educação, ciosa que você carece tremendamente. Aprendi na escola e aqui no bairro que drogas são uma praga, e arruínam a vida de muitos. Não tem esse negócio de legalizar uma coisa com o pretexto de que todos tem direito a causar o mal a si e a seus próximos. Se drogas fosse bom, não existiriam tantas instituições para ajudar as pessoas a saírem desse inferno. Sugiro que você visite a instituição social Manassés ou semelhante. Quando fizer isso, deixará de enxergar a penas o que quer, mas sim a realidade. A maioria dessas pessoas que ficam defendendo uso de drogas jamais conheceu alguém viciado nelas. Lembrei-me de um trecho de um artigo que li, que dizia que em algumas instituições pró-maconha é estritamente proibido o uso de cigarro. O cúmulo do absurdo, como se cigarro fosse pior que maconha.
  • Ali Baba  28/10/2013 15:15
    @Themistocles Sousa

    Eu não sou amante de político. Não sou anarquista, mas também não sou um que defende fervorosamente a intervenção estatal. Concordo plenamente quando Margaret Tatcher dizia que o estado só deve interferir nos aspectos mínimos possíveis, sendo seu poder o mais limitado possível.

    Começamos concordando com algo. O estado deve ser o mais limitado possível. A ausência de estado é a maior limitação possível, logo concordamos...

    Em que mundo você vive, cara? Claro que um usuário de drogas causa danos aos outros!Podem não ser todos, mas causam sim! Você é tão ingênuo de não percebe isso? Quantas pessoas que vivem em território de traficantes vivem sob o medo, sob a insegurança? E as pessoas que roubam(e até matam) para comprar drogas? Isso não é causar mal aos outros? Me faz rir!

    Você está confundindo a violência que uma comunidade que vive sob o jugo de um traficante sofre com a que um drogadito pratica para adquirir a droga.

    Ora, reflita um pouco. As duas situações são causadas pela ilegalidade da droga. Se a droga fosse legal, possível de ser adquirida em, digamos, uma farmácia, os traficantes subitamente perderiam completamente o poder.

    Além disso, um drogadito não precisaria recorrer a um traficante para obter o que deseja, logo não precisa pagar um preço alto demais, logo corre-se menos risco que recorra a violência para obter dinheiro. Veja que um alcoolista também recorre a violência para obter dinheiro para comprar o alcool que é perfeitamente legal, ou seja, desse mal não nos livramos, apenas reduzimos sua probabilidade.

    E sobre o álcool, cara, você já viu alguém ficar viciado em cerveja ou vinho no primeiro copo? e o cigarro? Conheço gente que já fumou mas conseguiu parar imediatamente.

    Já vi pessoas se viciarem em qualquer coisa já na primeira dose. E cigarro é certamente mais difícil de largar do que maconha e provavelmente mais difícil de largar do que cocaína.

    Já as drogas tem um efeito pior. A maconha, mesmo que não seja tão perniciosa quanto o crack ou cocaína, pode levar ao uso destas mesmas. Filho, há uma diferença monstruosa entre álcool e as drogas ilícitas, ou você acha que o crack e outras drogas são proibidas à toa?

    Acho que as drogas são proibidas por que em um certo momento na história os recursos do governo eram mais abundantes e o número de viciados era menor e um grupo de bem-intencionados decidiu que seria melhor proibir e que tinhamos recursos suficientes para faze-lo.

    Como prova da lei das consequencias inesperadas, a proibição só fez aumentar vertiginosamente o número de viciados obrigando o governo a endurecer o controle e o policiamento, consumindo milhoes de reais em uma estupidez chamada "guerra as drogas" que no final das contas só desvia dinheiro de coisas mais nobres.

    Ademais, economicamente falando, é impossível acabar com um mercado (de qualquer coisa) perseguindo os produtores/comerciantes daquela coisa. Sempre vai haver um jeito para alguém se dar bem e perseguir traficantes só faz com que a concorrência diminua, que os viciados tenham de pagar mais caro e, com efeito, tenham de praticar violencia para obter dinheiro para sustentar seu vício.

    E em nenhum momento eu disse que o estado deve dizer o que eu devo fazer. Só disse que em se tratando de segurança, ele tem é OBRIGAÇÃO de interferir. Ao distorcer minha fala, você só mostra que é apelativo. Paciência, mais uma vez!

    Disse sim. E quem está tentando se salvar de uma frase mal-colocada é você. Se você concorda que o governo deva acabar com o direito natual de qualquer pessoa obter qualquer mercadoria de forma não agressiva, através do mercado, você está concordando, em última análise, que o estado deve ter a última palavra sobre o que você deve fazer.

    Hoje talvez você não consuma nenhuma droga. Supondo que você tenha o desejo de consumir maconha no futuro (as razões pouco importam), o estado estará dizendo que você não deve fazer isso. Pouco importa se você me afirme com toda a convicção hoje que isso nunca acontecerá... o fato é que você não pode muder de ideia. E isso é coerção suficiente para provar o ponto em questao.

    Você devia ir morar na Bolívia,pra entender as consequências desse seu ponto de vista extremo.

    E você deveria morar em Cuba para entender como um estado totalitário (como o que o Brasil está se tornando) opera.
  • garvatar  29/10/2013 12:17
    Você deve se instruir melhor.

    O tipo de questionamento que você tem eu já tive, e obtive respostas interessantes no livro - Defendendo o indefensável, de Walter Block - Vide a biblioteca deste site para encontrá-lo. No capítulo sobre drogas você terá bons argumentos.

    Consumo de drogas não é crime. Vários dos crimes que se cometem pelo uso de drogas ocorrem pela proibição do uso, preços eles que ele cria e o nascimento natural do tráfico e crime organizado.

    Um usuário de droga que comete algum crime contra patrimônio é tão criminoso como um alcoólatra que mata uma pessoa pela bebida ou algo relacionado.

    Veja que o consumir não é crime. Crime é atentar contra a vida/propriedade de outro.

  • doctorguy  06/05/2016 23:07
    Respondeu tao bem Mefinstofeles, que me pouparei o trabalho de responder o nosso "nobre colega". Tudo muito bem colocado e detalhado. Mas não se entusiasme.. nosso nobre colega pelo jeito tem um orgulho e teimosia em níveis elevados na mesma medida....
  • Leandro Levylav  28/10/2013 14:33
    Themistocles Sousa, seus argumentos - já rebatidos de forma ímpar pelo Mefistófeles, são absurdamente infantis e obtusos! Desânimo[2]

    A melhor parte foi essa:

    "Numa sociedade, nem todos tem a consciência de saber o que é melhor ou não para si próprios, e é necessário uma força maior para pelo menos tentar resolver o problema."

    É o seguinte: Você, Themistocles Sousa, sabe o que é melhor pra sua vida? Creio que sim. Pergunte a um viciado se ele acha o que é melhor pra vida dele. Com certeza, vai dizer que sim. Poucos dirão, não. Só que pelo seu raciocínio quem decide o que é bom pras pessoas não são elas mesmas e sim outrem. Logo, eu decido por você, ok?

    Decido que para Themistocles Sousa, é melhor que se resigne e aceite que a liberação da comercialização de drogas é perfeitamente viável e compátivel com sua vida e da sociedade.

    Sem mais, Leandro Levylav
  • Lucas  28/10/2013 15:57
    Mefistófeles;

    Como leigo que sou, vou usar um exemplo de meu cotidiano;
    Nunca usei drogas, ou fumei cigarros e raramente bebo álcool, porém eu sou viciado em Coca Cola, e vou usa-la como exemplo, pois já vi muitos médicos indo para televisão e falando que seu consumo deveria ser proibido, dados os males que causa saúde.
    Só que meu vício é fácil de ser mantido, eu vou em qualquer esquina e compro 2 litros por R$ 3,50 em uma embalagem industrializada e higienizada, sem riscos a minha segurança e sem transgredir lei nenhuma. Eu sei que a Coca Cola é prejudicial aos ossos que incha o estomago, e por aí vai, mas consumi-lá é uma opção minha. Dificilmente passo mais que 24h sem ingerir pelo menos um copo. Então assim como as drogas, vamos proibir a Coca Cola!! Eu já não vou encontra-la em toda a esquina, afinal pessoas de bem e seguidores da lei já não vendem mais Coca Cola, e nem é possível mais encontrá-la em forma industrializada. Porém palavra escritas em um papel não alteram o meu desejo de consumir Consumi-lá, ou seja, a demanda ainda existe. Qualquer leigo como eu, sabe que sempre existira um ofertante, caso exista um demandante. Neste caso o ofertante é uma pessoa disposta a transgredir a lei para conseguir seu objetivo, começam então as mortes por disputa por pontos de venda de Coca Cola. Um produto que eu comprava 2 litros por R$ 3,50 rapidamente está custando R$ 10,00 , R$ 20,00 , ou R$ 30,00 o copo por um produto quase caseiro, sem higiene e batizado. E com certeza eu vou subir o morro para comprar Coca cola. Por sorte ainda não preciso fazer isso, e como eu disse anteriormente eu posso compra-la em qualquer lugar, industrializada e a um preço acessível. Na faculdade quando eu defendo a liberdade de produção e consumo de drogas, dão risadas da minha cara e dizem "Você quer transformar o traficante em empresario", o que é difícil de entrar na cabeça das pessoas é que ao liberar as drogas, o traficante tradicional não teria como concorrer contra uma industria e simplesmente deixaria de existir. Concordo que diferentemente a Coca Cola, pessoas sob o efeito do álcool ou da droga podem causar danos a terceiros. Todos neste site, defendem a liberdade individual, e a liberdade existe para o bem e para o mal. Do que adianta inúmeras blitz, bafômetros e multas como acontecem país afora. Se um sujeito com dinheiro dirigindo alcoolizado,consegue matar 6 pessoas e postergar o julgamento até a prescrição do crime?
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 16:58
    "... o que é difícil de entrar na cabeça das pessoas é que ao liberar as drogas, o traficante tradicional não teria como concorrer contra uma industria e simplesmente deixaria de existir..."

    Esta é uma das maiores falácias a respeito da liberação das drogas. Pois o 'traficante tradicional' rapidamente ser tornaria um contrabandista e não um empresário. Ou no Brasil, não existe cigarro, bebidas, remédios e outros produtos contrabandeados.

    Quantas falácias, tenha paciência viu...
  • Mefistofeles  28/10/2013 17:12
    "Ou no Brasil, não existe cigarro, bebidas, remédios e outros produtos contrabandeados."

    Existe sim. Mas qual a criminalidade associada ao contrabando de cigarros, bebidas e remédios? Qual a violência? Qual o número de homicídios, sequestros, assaltos, roubos e extorsões associados ao contrabando de cigarros?

    Se a legalização das drogas fizesse com que os traficantes se tornassem meros contrabandistas tão "perigosos" quanto os contrabandistas de cigarros, bebidas e remédios, você não acha que já seria um grande progresso?

    "Quantas falácias, tenha paciência viu..."

    Pelo visto, você próprio parece não ter percebido a contradição na qual incorreu.
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 18:10
    "...Mas qual a criminalidade associada ao contrabando de cigarros, bebidas e remédios?..."

    Qual é a criminalidade associada ao contrabando ? - Que tipo de pergunta é está ?
    Vamos ao dicionário (Houaiss), Contrabando: 1 – ato de importar ou exportar mercadorias proibidas, 2-importação clandestina de mercadorias estrangeiras sem pagar os devidos tributos, 5-ato irregular ou praticado as escondidas.

    O contrabando é por si só uma prática ilegal. Por isto, quem efetua esta operação é um criminoso. Você é a favor da criminalidade ?

    "Qual a violência? Qual o número de homicídios, sequestros, assaltos, roubos e extorsões associados ao contrabando de cigarros?"
    Pergunte para alguma pessoa, ou PF, que viveu na fronteira entre Brasil e Paraguai que você vai saber.
    Não seja inocente, roubo de carga, contrabando, sonegação fiscal, tráfico internacional de armas, CORRUPÇÃO andam juntos.

    "Se a legalização das drogas fizesse com que os traficantes se tornassem meros contrabandistas tão "perigosos" quanto os contrabandistas de cigarros, bebidas e remédios, você não acha que já seria um grande progresso?"

    Se você é a favor de deixar mais fortes os meros CONTRABANDISTAS como Fernandinho Beira-Mar e as FARC, sim - é um grande progresso.

    ...Os sequestros e o contrabando de drogas, em especial da cocaína, são práticas comuns nas Farc, pois através desses recursos a organização obtém dinheiro para se equipar militarmente. Entretanto, a partir da década de 1980, o grupo intensificou a exploração do narcotráfico e a violência, fato que desvirtuou seu foco de atuação, passando a ser considerada uma organização terrorista, que tem como principal objetivo a produção e venda de drogas... (fonte: www.brasilescola.com/historia/farc.htm)

    Digo e repito: Quantas falácias, tenha paciência viu...
  • Lucas  28/10/2013 19:12
    Amigo

    Quem transgride a lei é um criminoso correto?

    Acho que você conhece esta história!
    Em Montgomery, capital do Alabama, as primeiras filas dos ônibus eram, por lei, reservadas para passageiros brancos. Atrás vinham os assentos nos quais os negros podiam sentar-se. No dia 1° de dezembro de 1955, Rosa Parks tomou um desses ônibus a caminho do trabalho para casa e sentou-se num dos lugares situados ao meio do ônibus. Quando o motorista – branco – exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no ônibus, Parks se negou a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão.

    Ela é uma criminosa?

    Mas fique tranquilo você não é exceção, você é regra! As pessoas tem dificuldade em questionar a legitimidade de uma lei, assim como o cidadão medieval não conseguia organizar suas idéias para questionar a legitimidade da igreja, ou do rei.

  • Anti Maconheiro  28/10/2013 19:48
    Respondendo sua pergunta:

    Ela é uma criminosa?
    Ela FOI uma criminosa, por isto, conforme relatado, foi detida e levada a prisão.

    Hoje ela seria uma criminosa ?
    Não, o motorista branco seria um criminoso.

    Simples assim.


    Sobre o seu pré conceito – para aproveitar o texto -, sobre mim, digo que questionar a legitimidade de uma lei e buscar mudanças da mesma através de discussões, do principio da livre iniciativa é uma coisa e mudar a mesma passando por cima de tudo e do direito de todos é outra.

    Como minha avó já dizia, liberdade é uma coisa, libertinagem é outra.
  • Mefistófeles  28/10/2013 18:38
    "Qual é a criminalidade associada ao contrabando ? - Que tipo de pergunta é está ?
    Vamos ao dicionário (Houaiss), Contrabando: 1 – ato de importar ou exportar mercadorias proibidas, 2-importação clandestina de mercadorias estrangeiras sem pagar os devidos tributos, 5-ato irregular ou praticado as escondidas."


    Ou seja, contrabando é toda a mercadoria que entra no país sem pagar pedágio para o governo. É toda a mercadoria que entra no país sem pagar o arrego para políticos. E você defende esta prática. É um verme.

    "O contrabando é por si só uma prática ilegal. Por isto, quem efetua esta operação é um criminoso. Você é a favor da criminalidade ?"

    Ou seja, trazer uma mercadoria para o país sem pagar a féria de políticos faz com que o cidadão seja um criminoso. Segundo você, se um cidadão volta dos EUA com mais de US$500 em camisas e sapatos, mas não declara, ele é um criminoso.

    Você é um psicopata amante de políticos, alguém que quer dar ainda mais dinheiro para eles. Vá lá lambê-los.

    "Pergunte para alguma pessoa, ou PF, que viveu na fronteira entre Brasil e Paraguai que você vai saber."

    Perguntei para você. Pelo visto, você não sabe. Mas deixou claro que qualquer violência associada a tais atos é infinitamente menor do que a violência gerada pelo tráfico de drogas.

    "Não seja inocente, roubo de carga, contrabando, sonegação fiscal, tráfico internacional de armas, CORRUPÇÃO andam juntos."

    Sonegação fiscal é crime?! Dinheiro para políticos é justamente o que gera a corrupção. Você defende mandar para a cadeia quem priva políticos de dinheiro.

    Meu Deus, não há limites para seu totalitarismo e para a sua bajulação a políticos.

    "Se você é a favor de deixar mais fortes os meros CONTRABANDISTAS como Fernandinho Beira-Mar e as FARC, sim - é um grande progresso."

    Fernandinho Beira-Mar e as FARC são fortes justamente porque o estado tornou ilegal um determinado mercado, fazendo com que apenas os fortes e poderosos possam prosperar nele. Fosse este mercado lícito, tais pessoas jamais teriam o poder que têm hoje. A sua ignorância econômica é avassaladora.

    "...Os sequestros e o contrabando de drogas, em especial da cocaína, são práticas comuns nas Farc, pois através desses recursos a organização obtém dinheiro para se equipar militarmente."

    Duh! É justamente por isso que drogas devem ser legalizadas: para deixarem de ser atraentes e, consequentemente, não mais serem tão lucrativas.

    Meu, sério, cai fora daqui e vá lá se aconchegar com políticos, burocratas e traficantes, de cujos interesses você está a soldo. Você só passou vergonha aqui. Tenha um pouco de autopiedade.
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 19:22
    Meu amigo black bloc, vou resumir toda a questão do contrabando para não ficar muito grande o copy & paste:

    Eu não sou um verme, muito menos um criminoso. Por isto, como cidadão de bem eu sigo a leis. O que não quer dizer que eu concorde inteiramente com elas, principalmente no que diz respeito a tributação fiscal.
    Acredito que todos ligados ao instituto mises também as seguem, pois são todos trabalhares honestos e não contrabandistas criminosos.

    Se você não segue as leis é um criminoso! - ( quer a definição de criminoso também ?)


    Sobre a violência relacionadas a tais atos, ela só ocorre principalmente quando não há arrego – para utilizar uma palavra sua – para os policiais. Porque se o ato fosse lícito, não haveria a necessidade de tal prática.
    Você prefere pagar um imposto – se é justo ou não é outra história – para o estado ou para um arrego para um policial totalitário e corrupto ?

    ….Sonegação fiscal é crime?! ….
    Não é preciso nem comentar o resto, em que planeta você vive, no planeta dos black blocs ?

    "Meu Deus, não há limites para seu totalitarismo e para a sua bajulação a políticos."

    Não sou bajulador de político e muito menos de traficantes, contrabandistas ou qualquer outro tipo de criminoso.


    "...Fernandinho Beira-Mar e as FARC são fortes justamente porque o estado tornou ilegal um determinado mercado, fazendo com que apenas os fortes e poderosos possam prosperar nele. Fosse este mercado lícito, tais pessoas jamais teriam o poder que têm hoje. A sua ignorância econômica é avassaladora..."

    Minha ignorância econômica é tão avassaladora quanto a sua CEGUEIRA bio-psico-social. Estes elementos se tornaram fortes porque existe uma forte demanda de consumo para os produtos que são negociados por eles. E se liberar ficarão mais fortes ainda, pois existe uma demanda reprimida.

    "...Duh! É justamente por isso que drogas devem ser legalizadas: para deixarem de ser atraentes e, consequentemente, não mais serem tão lucrativas..."

    Não, não, não... falácia econômica. Se legalizar mais pessoas irão utilizar. Rapidamente o mercado legal - e ilegal, voltamos ao contrabando - irão crescer. Simples assim!

    Se você quer contribuir para o aumento da criminalidade e contribuir ainda mais na forma de impostos para os vermes políticos continue fomentando a legalização das drogas!


    "...Meu, sério, cai fora daqui e vá lá se aconchegar com políticos, burocratas e traficantes, de cujos interesses você está a soldo. Você só passou vergonha aqui. Tenha um pouco de autopiedade...."

    Então, meu amigo black bloc, se tem alguém aqui que gosta de políticos, burocratas e traficantes é você, pois está doidinho para que este mercado altamente lucrativo prospere cada vez mais no Brasil!
  • Lucas  28/10/2013 18:57
    Amigo anti maconheiro.
    Assim como o estado cria o traficante, ele cria o contrabandista.
    Se o estado legalizasse as drogas mas a tributasse como o cigarro, ou as bebidas importadas, tornando-as inacessíveis aos pobres, o estado estaria fomentando o contrabando.Ou só os ricos demandam por álcool e drogas?
    Se eu não estou equivocado contrabandista nada mais é, do que um comerciante que está burlando impostos (não está sendo roubado). Só existe contrabando para produtos com altíssimo percentual de tributação, ou você já ouviu falar em contrabando de cerveja, cachaça, refrigerante,(que apesar de muito tributados ainda possuem preços acessíveis). Eu só conheço contrabando de Whisky, perfumes, cigarros, playstation, iphone....
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 20:07
    "...Assim como o estado cria o traficante, ele cria o contrabandista.
    Se o estado legalizasse as drogas mas a tributasse como o cigarro, ou as bebidas importadas, tornando-as inacessíveis aos pobres, o estado estaria fomentando o contrabando.Ou só os ricos demandam por álcool e drogas?..."

    Perdão, não entendi direto seu comentário, mas entendo a demanda por álcool e drogras existe em todas as classes sociais, logo a legalização das drogas que hoje são ilícitas faria com que este mercado prosperasse ainda mais, tanto em sua forma legal quanto ilegal.


    "...Se eu não estou equivocado contrabandista nada mais é, do que um comerciante que está burlando impostos..."
    Não é tão simples assim, este crime também envolve lavagem de dinheiro, aliciamento e corrupção para a parte logística.

    "... Só existe contrabando para produtos com altíssimo percentual de tributação, ou você já ouviu falar em contrabando de cerveja, cachaça, refrigerante,(que apesar de muito tributados ainda possuem preços acessíveis). Eu só conheço contrabando de Whisky, perfumes, cigarros, playstation, iphone.... ..."
    Não, tem contrabando de bugiganga da china também...
  • Alex Mamed  07/11/2013 13:24
    Cara, que argumento mais infantil! O Estado não cria nenhum dos dois. A sociedade, o povo, por seus representantes estabelecem regras de convivência, para tentarmos ter um mínimo de coesão e paz social. Quem não obedece deve ser segregado por um bem maior: a paz social. Quem não quer obedecer tem dois caminhos: ou muda de país e procura um que tem regras com as quais concorda em viver, ou se candidata e tenta mudar as regras vigentes. Grosso modo, esse é o sistema.

    Atribuir ao governo a criação de criminosos é desonestidade intelectual e moral. Moral sim, até porque para cometer crime há uma escolha moral, individual e pessoal envolvida. Qualquer ação criminosa que não envolva o dolo, ou atenua a culpa, o a exime. Por isso que não tente atribuir ao Estado a culpa que o contrabandista ou traficante assumem, ao fazerem suas escolhas pessoais.

    Ao cabo e ao fim, esse papo de liberalização geral das drogas iria diminuir o crime, o poder dos traficantes e coisa e tal, isso é outra coisa que não se sustenta. O Brasil é grande demais para viver esse tipo de experiência porraloca. Mostre um lugar do mundo onde isso deu certo?

    Boa parte disso decorre da incompetência do governo federal em vigiar nossas fronteiras, seu flertes com governos bandoleiros que vivem da produção da droga, uma política frouxa de enfrentamento, outra política do faz de conta-espanta-bandido-, que chamam de UPP....

    O pau tem que comer mesmo. O enfrentamento tem que ser mais acirrado. basta olhar os números de homicídios de SP, que são um terço daqueles do RJ e um quarto da BA. Chamam a PM-Sp de violenta, mas porque ela não dá trela pra vagabundo e bandido. As demais polícias deveriam seguir seu exemplo.

    Enquanto isso, o governo federal finge que o problema não é com ele, e a juventude brasileira sangra até a morte: 50 mil homicídios por ano, dos quais debito, na base do chutômetro, uns 80% associados às drogas.
  • Douglas  28/10/2013 17:05
    Ótimo comentário, este exemplo da Coca Cola vale pra qualquer coisa, pena que gênio é aquele que enxerga o óbvio como disse Nelson Rodrigues e o que mais não tem neste país é gênio. Sigamos.
  • Pupilo  29/10/2013 16:10
    Esquerdistas dominando por aqui... Sempre tomam um choque quando encaram a verdade. Sempre se assustam quando pessoas sensatas, como o Mefistofeles, esfregam nas suas pobres caras que eles não têm o direito de agredir ninguém, que não tem o direito de proibir as pessoas de fazer o que quiser com o seu corpo só porque eles "acham" que está errado. Acordem para a vida seus ditadores... Você não tem poder sobre o corpo de outras pessoas.
  • Themistocles Sousa  29/10/2013 20:41
    Ninguém pode ser considerado ditador por ser contra a liberação de uma determinada coisa. Ditador:Pessoa autoritária, despótica.. E creio que quem lê o site do Instituto Ludwig von Mises dificilmente possui ideais esquerdistas. Você é contra o aborto? Então seria ditador por causa disso? Claro que não. Não é errado discordar, mas hoje, como nosso mídia está dominada por esquerdistas, qualquer coisa que se fale contra o consenso(no caso aqui, o consenso é a posição pró-droga) é taxada de autoritária e antidemocrática. Se discordamos do Mefistofeles, é por que temos um jeito diferente de ver as coisas, e temos a liberdade de expor aqui. Eu chamo isso de liberdade de expressão, e não é nada elegante ridicularizar alguém por que tem um jeito diferente de enxergar as coisas. Eu jamais tomaria uma posição baseada somente na leitura de alguns livros ou textos libertários. Depois deem uma lida nesse artigo, isso se o Reinaldo Azevedo não for um ditador pra vocês né? veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fenando-haddad-devolveu-o-centro-de-sao-paulo-aos-viciados-e-traficantes-de-crack-querem-saber-como-e-um-pais-com-as-drogas-legalizadas-visitem-a-cracolandia-ampliada-do-pt/
  • Pupilo  30/10/2013 18:43
    Oras, que coisa mais autoritária do que tentar proibir uma coisa porque você não gosta dela? E deixar de lado as consequências que essa coerção traz?
  • Cajado  30/10/2013 00:48
    Amigo o grande problema aí, é que o usuário está utilizando o direito de propriedade do seu próprio corpo para fazer o que bem entende, e até isso o governo se intromete, escravos somos todos
  • Solange  24/01/2018 12:45
    Você está coberto de razão. O problema é que as pessoas só se limitam a pensar em economia como o maior mal do mundo.
  • Carlos Henrique Pontes  28/10/2013 13:32
    Muito bonitinho na teoria , só queria saber qual solução emergencial o senhor recomendará quando as cidades se transformarem em depósitos de milhões de ''craqueiros walking-dead'' vagando sem rumo , em pele e osso , morrendo à míngua.
  • Ricardo  28/10/2013 14:02
    Você se refere à Cracolândia de São Paulo, que floresceu sob um ambiente de total proibição às drogas? Em qual mundo encantado você vive?
  • Ex-microempresario  04/05/2017 20:45
    É verdade, todo mundo que eu conheço fala que só não usa crack porque é proibido, mas se for legalizado começam no mesmo dia. Só na minha cidade vai ser mais de um milhão de viciados do dia para a noite.
  • joao  28/10/2013 13:49
    Eu ainda não entendo o "salto" de Mises, ao dizer que quando o governo interfere no uso de drogas (drogas pesadas, como crack), não temos como objetar qualquer outra intervenção do Estado na vida individual.

    Como assim? Crack e drogas pesadas não são a mesma coisa que um livro ou um copo de café.
  • Mauro  28/10/2013 14:03
    Se o estado pode proibir cocaína e ópio, por que não cafeína, nicotina e açúcar?

    O açúcar é o mais viciante de todos os itens acima, e seus malefícios vão sendo a cada dia mais explicitados (vai de diabetes -- o que causa amputação de membros -- a arteriosclerose). Você quer o estado proibindo doces?
  • joao  28/10/2013 14:16
    Mauro, novamente:
    Não há como comparar os malefícios evidentes no uso de drogas pesadíssimas com nicotina, cafeína, álcool e açúcar.

    Sobre o "poder" do Estado para proibir, ele tem esse poder pela sua própria natureza (de monopólio exclusivo da violência). Não é o fato dele soltar aqui que significa que vai ser mais liberal.

    Outra coisa que os libertários deviam tomar mais cuidado (e me incluo entre eles) é para não servirem de idiotas úteis dos esquerdistas. Perdemos muito tempo comemorando e querendo a descriminalização das drogas, enquanto que o principal motivo de ninguém contestar a natureza do Estado é a educação ser monopolizada por ele. Vamos comparar: quantos posts e mensagens sobre homeschooling e a desregulamentação da educação você já viu? E sobre as drogas?

    Muito estranho. Estamos querendo coar o mosquito, e deixar passar o camelo.
  • Mauro  28/10/2013 14:33
    João, o que você está dizendo é que o estado é ruim para dar educação (concordo) mas perfeito para ministrar punições para comportamentos dos quais você discorda. Parece que você não percebeu a contradição na qual caiu: ministrar punição em decorrência de um comportamento que você não aprova nada mais é do que uma forma de fornecer educação (comportamental).

    Por que defender uma e ser contra a outra forma de educação?

    "Não há como comparar os malefícios evidentes no uso de drogas pesadíssimas com nicotina, cafeína, álcool e açúcar."

    Isso é problema de quem usa essas substâncias, e não de políticos e burocratas. Qual a dificuldade em entender isso?

    "Sobre o "poder" do Estado para proibir, ele tem esse poder pela sua própria natureza (de monopólio exclusivo da violência). Não é o fato dele soltar aqui que significa que vai ser mais liberal."

    Se o estado tem poder para proibir comportamentos, então você não pode achar ruim de ele arvorar para si o monopólio da educação. Seja coerente.

    "Outra coisa que os libertários deviam tomar mais cuidado (e me incluo entre eles) é para não servirem de idiotas úteis dos esquerdistas. Perdemos muito tempo comemorando e querendo a descriminalização das drogas, enquanto que o principal motivo de ninguém contestar a natureza do Estado é a educação ser monopolizada por ele. Vamos comparar: quantos posts e mensagens sobre homeschooling e a desregulamentação da educação você já viu? E sobre as drogas?"

    Não gerencio o site, portanto não posso falar em nome de seus proprietários. Mas repito: você quer estado punidor mas não quer estado educador. Nonsense total.
  • joao  28/10/2013 15:00
    Mas repito: você quer estado punidor mas não quer estado educador. Nonsense total.

    Mauro, mantenha a linha e pare de acusações. Isso aqui não é debate contra esquerdistas.

    Pela lógica sabemos que o Estado não tem o direito de controlar nada (sequer de existir). Mas não é isso que está em questão. Pare de usar o espantalho.

    O grande problema é que enquanto os libertários inocentes (não quem já tenha atentado a esse fato) estão dando urros pela liberação das drogas, eles não dão nem um pingo de atenção ao absoluto controle estatal da educação. E é justamente a liberação das drogas (sem uma diminuição do Estado em toda a sociedade acompanhando tal medida) que pode ser usada com muito êxito por esquerdistas para aumentar o tamanho do Estado. Resultado: vocês (os libertários ingênuos) foram peões.

    Lide com isso.

    Eu nunca disse que o Estado deve punir os usuários de drogas. Te desafio a encontrar tal afirmação. Aprender a ler também ajuda :)

    Aos libertários que sabem ler: percam mais tempo estudando a importância do controle educacional para o Estado. Quando entenderem isso, usem suas energias num front que tem muito mais chances de unir o público em torno de uma causa (a da liberdade) do que uma medida que, a príncípio e aos olhos do público leigo, é coisa de hippie e comunista.

    Afinal, sem liberdade de pensamento, não há liberdade de atitudes.

    Lidem com isso.
  • Equipe IMB  28/10/2013 16:26
    "O grande problema é que enquanto os libertários inocentes (não quem já tenha atentado a esse fato) estão dando urros pela liberação das drogas, eles não dão nem um pingo de atenção ao absoluto controle estatal da educação. E é justamente a liberação das drogas (sem uma diminuição do Estado em toda a sociedade acompanhando tal medida) que pode ser usada com muito êxito por esquerdistas para aumentar o tamanho do Estado. Resultado: vocês (os libertários ingênuos) foram peões."

    Não temos a mínima ideia a respeito de para quem tais acusações foram dirigidas; no entanto, pelo local em que foram escritas, subentende-se que elas estão sendo dirigidas ao IMB.

    Este site, até hoje, publicou muito mais artigos sobre a educação estatal e suas consequências (ver aqui) do que sobre a proibição das drogas e suas consequências (ver aqui).

    Portanto, este tipo de acusação infundada, que beira a calúnia, não será por nós aceita. É bom que o leitor João esteja avisado.

    "Aos libertários que sabem ler: percam mais tempo estudando a importância do controle educacional para o Estado."

    Os libertários que sabem ler e que frequentam este site certamente estão bem a par das consequências do controle educacional pelo estado.

    "Quando entenderem isso, usem suas energias num front que tem muito mais chances de unir o público em torno de uma causa (a da liberdade) do que uma medida que, a príncípio e aos olhos do público leigo, é coisa de hippie e comunista."

    Curiosamente, todos os países comunistas criminalizaram o consumo de drogas. Inclusive, elas hoje são estritamente proibidas em Cuba e na Coréia do Norte.
  • joao  28/10/2013 16:35
    Equipe IMB,

    Não me refiro a este site. Como afirmei em comentário anterior (que está aguardando aprovação ainda), este site se concentra em EA, não em libertarianismo. Refiro-me aos libertários que postam muito mais sobre drogas do que controle educacional. Como se o Estado afrouxar o controle sobre a maconha fosse grande coisa (enquanto o BC continua adulterando moeda, e o MEC controlando a educação dos nossos filhos).

    Curiosamente, todos os países comunistas criminalizaram o consumo de drogas. Inclusive, elas hoje são estritamente proibidas em Cuba e na Coréia do Norte.
    Curiosamente, as pessoas dos países comunistas têm sede e precisar de oxigênio também. Vamos chamar isso de coisa de comunista?

    Aliás, é expediente esquerdoso antigo (e que devia ser conhecido) defender uma prática sob um regime não-esquerdista, para depois considerá-la crime passível de morte quando o regime socialista se instala.

    Espero a aprovação do outro comentário que fiz.
  • Pupilo  29/10/2013 16:32
    "este site se concentra em EA, não em libertarianismo"

    Querido joao, cale a boca e pare de falar besteiras.
  • joao  28/10/2013 16:46
    Agora, retornando aos comentários do artigo:

    1) Libertários: menos tempo comemorando a liberação da Maconha, e mais tempo martelando o fim do controle educacional (e se possível, do BC).

    2) Sobre as drogas: cada um tem o direito de fazer o que quiser com seu corpo enquanto não agredir alguém. Algo que ainda não está claro nos posts pela liberação das drogas é como os danos causados pelo consumo/vício em drogas seriam individualizados. Afinal, ninguém aqui deve ignorar que um alcoolatra, um viciado em crack tem muitas chances de acabar agredindo terceiros.

    Deste modo, deveria haver apenas ações punitivas (a posteriori) sobre atitudes agressivas dos viciados? Por exemplo: não proibir dirigir bêbado, só punir o motorista alcoolizado caso ele cause um acidente. É isso que vocês propoem?

    Espero que tenham entendido meu questionamento.
  • Ali Baba  29/10/2013 10:29
    @joao 28/10/2013 16:46:24

    1) Libertários: menos tempo comemorando a liberação da Maconha, e mais tempo martelando o fim do controle educacional (e se possível, do BC).

    Posso concordar com isso. No entanto é tudo uma coisa só, ao reivindicar para si a guerra as drogas o estado também reivindica o controle da moeda e da educação.

    Ademais, como a Equipe IMB escreveu, tem mais artigos sobre as consequencias da educação estatal do que da proibição das drogas. Acho que incorreste em um viés de disponibilidade: o artigo em questão é sobre proibição das drogas e é mais recente que outros sobre educação, nos quais não comentaste.

    2) Sobre as drogas: cada um tem o direito de fazer o que quiser com seu corpo enquanto não agredir alguém. Algo que ainda não está claro nos posts pela liberação das drogas é como os danos causados pelo consumo/vício em drogas seriam individualizados. Afinal, ninguém aqui deve ignorar que um alcoolatra, um viciado em crack tem muitas chances de acabar agredindo terceiros.

    Aqui você mistura laranjas com maçãs: o álcool é uma droga lícita, ao contrário do crack. Se nada é feito na primeira, por que deveria ser feito na segunda?

    Deste modo, deveria haver apenas ações punitivas (a posteriori) sobre atitudes agressivas dos viciados? Por exemplo: não proibir dirigir bêbado, só punir o motorista alcoolizado caso ele cause um acidente. É isso que vocês propoem?

    Só pode ser punido o que é crime. Se o sujeito usa crack e destroi a si mesmo, é problema dele e de sua família. Se ele rouba alguém para comprar crack, é problema da sociedade (assim como qualquer pessoa que rouba). O Princípio da Não-Agressão estabelece que se alguém está pacificamente envolvido em qualquer atividade que envolva unicamente sua vida e propriedade privada, é problema unicamente dele.

    O que você está sugerindo é o que nos colocou no caminho atual... Se as pessoas que usam crack têm mais propensão a agredir outrem (o que é bem provável, embora ainda tenha de ver se isso persiste em um Livre Mercado de Crack), nem assim a sociedade tem o direito de agir "preventivamente" através do estado. Por que? Porque, uma vez cruzada essa linha, não há o que limite o estado: as pessoas com cabeça torta tem mais propensão a agredir os demais, logo preciso vigiá-las; as pessoas de cor tambem, logo devemos marginalizá-las; as pessoas que doam sangue... e por aí vai.

    Você poderia ter razão se todos os usuários de crack fossem agressivos. Ainda assim tenho minhas dúvidas se tal posição resistiria a um debate em linhas morais e éticas. Mas assim como não são todos os que bebem e dirigem que causam acidentes, também não é todo o viciado em crack que é agressivo.

    Espero que tenham entendido meu questionamento.

    Entendido. Espero o mesmo de você.
  • joao  29/10/2013 18:04
    Perfeito, AliBaba!

    Essa questão da prevenção a crimes que ainda não está muito clara pra mim quando se trata do PNA.

    Obrigado.
  • joao  28/10/2013 15:48
    Mauro,

    Em momento algum disse que o Estado deve proibir alguma coisa. Por mim, o Estado não deveria sequer existir.

    O problema por mim levantado é que os libertários são ingênuos ao colocar o carro na frente dos bois. Não adianta focar tanto em liberar as drogas quando toda a sociedade ainda tem o mindset estatista. Se fizermos isso, o Estado vai se aproveitar desse movimento pelas drogas e vai ganhar poder com isso (seja impondo regulamentações, tributos, cartelizando o mercado, etc, etc).

    A prioridade absoluta de todo libertário (e esse site não é sobre libertarianismo, mas sobre EA) é despertar consciências para o tremendo mal que é o Estado. E isso, meu caro, não se consegue com maconha, e sim com educação independente.

  • Leandro Levylav  28/10/2013 14:36
    Não se trata só de descriminalização. Trata-se também e principalmente do livre comércio "legal" dessas iguarias chamadas "drogas". Quanto à educação tens razão, porém, o buraco é ainda mais embaixo nesse caso.
  • Pupilo  29/10/2013 16:35
    Para o joao, devemos deixar de mostrar o que é certo.

    Tudo que é imoral será condenado pelos libertários, independentemente de qualquer coisa. Não estamos aqui para omitir nossos ideais (quem faz isso são os ditadores, marxistas, esquerdistas).

    Não é radicalismo. É realismo.
  • Bright  02/11/2013 18:10
    O João diz que a liberação das drogas não funcionaria em uma sociedade estatizada. Na verdade, a proibição das drogas é que não funciona em uma sociedade estatizada.
  • saoPaulo  02/11/2013 20:05
    na verdade, uma sociedade estatizada nao funciona e ponto. :-D
  • Alexsandro  28/10/2013 14:34
    O Estado só deveria garantir o meu direito de não tomar morfina obrigado por outrem. E só!
  • Kleiton  28/10/2013 14:35
    A "guerra às drogas" é lucrativa. Por que não se declara guerra às fontes produtoras em todos os países? Porque dá dinheiro. Simples assim.
  • Leandro Levylav  28/10/2013 14:55
    Porque todos os políticos amantes do Estado ganham dinheiro e financiam o mercado negro das drogas. Mais uma vez, um claro caso de monopólio. Para que liberar se a gente pode concentrar a grana, os dividendos, os lucros em nossas belas mãos?
  • Rafael  28/10/2013 14:58
    Mais uma vez me surpreendo com a contemporaneidade do pensamento deste gênio que foi Ludwig von Mises.

    Lendo alguns comentários de alguns totalitários acima eu chego a seguinte conclusão: eles pensam que a simples edição de uma lei vai fazer com que todo mundo passe a ser igual, e pensam que toda guerra às drogas e feita sem gastos. Não pensam o quão ridículo é gastar dinheiro alheio pra dizer o que um sujeito faça com seu próprio corpo. O crack não teria existido se não fosse a proibição da cocaína. O incrível desperdício de dinheiro publico para perseguir comportamentos individuais é uma das formas mais perversas de intervenção estatal que existe. Dizer-se libertário e ao mesmo tempo apoiar a guerra às drogas é nonsense absoluto. O bom de ler estes comentários é que a gente consegue saber quem de fato é libertário e quem de fato é um estatista recalcado.

  • Leandro Levylav  28/10/2013 15:46
    Ser libertário está na moda... é a esquerda querendo corromper a única voz dissonante que existe contra seus pensamentos perversos.
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 16:04
    1) "O crack não teria existido se não fosse a proibição da cocaína".
    Na verdade o crack é um subproduto da cocaína ( www.vidasemdrogas.org/cocaina.html ).

    2) "O incrível desperdício de dinheiro publico para perseguir comportamentos individuais é uma das formas mais perversas de intervenção estatal que existe."
    O problema não é o comportamento individual em si, mas sim se este comportamento INDIVIDUAL acaba causando danos a outras pessoas ou propriedades. Por exemplo, vc pode dar um tiro na SUA cabeça, mas não pode dar um tiro na cabeça de OUTRA pessoa.
  • Andre Cavalcante  28/10/2013 18:06
    Não tem problema ser contra as drogas.
    Eu sou!
    O problema está em exigir que o meu comportamento seja o modelo para os outros.

    1) Se não fosse a proibição da cocaína não haveria necessidade alguma da criação do crack.
    O crack é um subproduto da guerra contra as drogas.

    2) Se o cara se droga e não tem dinheiro pra manter o vício, pode pensar em roubar para isso.
    O crime dele é de roubo, com agravante de uso de entorpecente, não é de ser viciado.
    Ser viciado é um crime contra a própria consciência, portanto, quem resolve é você e Deus, o que quer que seja Deus para você.
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 18:25
    "1) Se não fosse a proibição da cocaína não haveria necessidade alguma da criação do crack.
    O crack é um subproduto da guerra contra as drogas."

    Errado: O surgimento do crack foi a solução encontrada para o problema do preparo da pasta básica para consumo, os traficantes então passaram a vender doses bem pequenas de crack por um preço bem baixo quanto 3 dólares. Fonte (ISBN 978-85-86127-67-0, pt.wikipedia.org/wiki/Crack )

    "...2) Se o cara se droga e não tem dinheiro pra manter o vício, pode pensar em roubar para isso.
    O crime dele é de roubo... "
    CORRETO: Quem rouba é criminoso e no nosso país quem compra drogas, quem financia todo o esquema criminoso e os males provenientes deste não é.
  • Rafael  28/10/2013 18:37
    1) Na verdade o crack é um subproduto da cocaína.
    Não seja ridículo, ninguém aqui esta tecendo criticas sobre a química do crack. A cocaína tornou-se cara por causa do proibicionismo. A proibição da cocaína fez com que seus preços subissem e consequentemente os pobres passaram a procurar seu subproduto que é mais barato, ou seja, o crack. Raciocine com o viés econômico e não com o ideológico.
    2) O problema não é o comportamento individual em si, mas sim se este comportamento INDIVIDUAL acaba causando danos a outras pessoas ou propriedades. Por exemplo, vc pode dar um tiro na SUA cabeça, mas não pode dar um tiro na cabeça de OUTRA pessoa.
    Errado, seu totalitarismo é assustador. A violência é também é um produto da proibição, embora não seja exclusivamente dela. A atividade ilegal do trafico traz a necessidade da violência para funcionar. O comercio ilegal de armas acompanha o comercio ilegal de drogas. Grande parte das mortes violentas é explicada pelo trafico de drogas, que existe graças à proibição. Você, como típico totalitário quer que o estado gaste bilhões de reais de impostos para travar uma guerra ineficaz que jamais chegou perto de dar certo. Se o viciado puder consumir sua droga sem ter que se preocupar com a polícia não terá necessidade usar da violência. Vários locais em que as drogas foram descriminalizadas o índice de violência e do próprio consumo de drogas caiu drasticamente. (www.pragmatismopolitico.com.br/2012/11/abuso-drogas-caiu-pais-adotou-descriminalizacao.html).
    Você confunde causa com consequência, mas no fundo é um ditador recalcado que quer impor seus bons costumes morais pra toda a sociedade, e pra piorar com dinheiro alheio. Se você é contra a descriminalização das drogas, saiba que os traficantes também são. Só tenho algo pra te dizer: o mercado das drogas já esta aí e não será nenhuma política à moda da "lei seca" que vai impedir as pessoas de usarem droga, queira você ou não.
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 19:35
    "...1) Na verdade o crack é um subproduto da cocaína.
    Não seja ridículo, ninguém aqui esta tecendo criticas sobre a química do crack. A cocaína tornou-se cara por causa do proibicionismo. A proibição da cocaína fez com que seus preços subissem..."
    Falácia, pode parar. A questão não foi a proibição, mas sim com o custo de produção, eu cito fontes:
    - www.infoescola.com/drogas/crack
    - www.historiadetudo.com/crack.html

    "...2) O problema não é o comportamento individual em si, mas sim se este comportamento INDIVIDUAL acaba causando danos a outras pessoas ou propriedades. Por exemplo, vc pode dar um tiro na SUA cabeça, mas não pode dar um tiro na cabeça de OUTRA pessoa.
    Errado, seu totalitarismo é assustador..."

    Errado ??? O que há de errado na máxima, o seu direito acaba onde começa o do próximo, então você pode dar um tiro na cabeça de outra pessoa, não respeitando assim o direito dela existir ?

    Sem comentários, assim não tem como...
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 14:59
    No dia em que TODOS os viciados respeitarem a vida dos demais membros da sociedade, ou seja, pagar com o suor do seu trabalho o seu vício, não dirigir dogrado por ai, não violentar ou agredir fisicamente ninguém, não roubar, as drogas poderiam ser liberadas.

    Sinceramente, o Brasil ainda está muito distante disto, para aos maconheiros de plantão, só um aviso: O Brasil está muito longe da Holanda – em TODOS os aspectos.
  • anônimo  28/10/2013 21:39
    No dia em que TODOS os viciados respeitarem a vida dos demais membros da sociedade, ou seja, pagar com o suor do seu trabalho o seu vício, não dirigir dogrado por ai, não violentar ou agredir fisicamente ninguém, não roubar, as drogas poderiam ser liberadas.

    Aproveitando o embalo totalitário, deixa eu ver se eu consigo expressar minha raiva contra comedores de açúcar:

    No dia em que TODOS os consumidores de açúcar respeitarem a vida dos demais membros da sociedade, ou seja, pagar com o suor do seu trabalho o seus doces, não dirigir comendo bolos por ai, não violentar ou agredir fisicamente ninguém, não roubar, os açúcares poderiam ser liberadas.

  • Sérgio  28/10/2013 16:31
    O indivíduo que consome drogas, não está prejudicando apenas a si mesmo. Se o problema fosse apenas se matar de overdose, aí o problema seria apenas do invivíduo. O problema é que os indivíduos que estão efeitos de drogas, se tornam violentos e até matam. As drogas transformam as pessoas em monstros. Não é nem um animal, é um monstro, foi o que disse o médico Antony Wong. Vejam, por exemplo, o caso da droga que transforma os usuários em canibal. Vocês acham que isso é apenas um problema individual? O problema são os efeitos das drogas.
  • Rafael  28/10/2013 18:51
    Nunca vi nenhum exercito de craqueiros ou de maconheiros. Faça as contas: quantas mortes ja foram causadas pelo estado em empreitadas militares e na guerra contra o trafico versus mortes causadas por bêbados e craqueiros. Nao seja ridículo, você não passa de mais um moralista que morre de amores pelas forças estatais e ainda por cima acredita em artigos tendenciosos. A maldade não esta na pessoa só pelo fato dela usar drogas ou não. Veja só, os sambistas dos morros cariocas escreviam letras de amor e de rosas e eram todos alcoólatras. Nao é o fato de um sujeito usar drogas que o torna mal. Isso é so no seu mundo de imposições feitas à força e com violência coerciva.

    Se você é contra a descriminalização das drogas, saiba que os traficantes também são. Só tenho algo pra te dizer: o mercado das drogas já esta aí e não será nenhuma política à moda da "lei seca" que vai impedir as pessoas de usarem drogas, queira você ou não.
  • Sérgio  28/10/2013 21:29
    "Nunca vi nenhum exercito de craqueiros ou de maconheiros."

    Então você é um filhinho de papai mimado que nunca saiu de casa. Vai pro mundo cara. Transite pela cracolândia pra você ver como os usuários são violentos.


    "A maldade não esta na pessoa só pelo fato dela usar drogas ou não."

    Não é questão de maldade. As drogas são substâncias que, além de provocarem dependência psicológica, também são ALUCINÓGENAS:

    As drogas alucinógenas, em Portugal, drogas alucinogénias, são assim chamadas por um de seus possíveis e mais relatados efeitos que é a propriedade de causar alucinações (falsas percepções) e visões irreais ou oníricas aos seus utilizadores. Outros nomes propostos também estão associados a efeitos atribuídos e relatados tais como: Psicotomiméticos e Psicotogênicos por induzir efeitos semelhantes à psicose (mais especificamente as alucinoses e alucinações) ou as causar; Psicodélicos por sua propriedade de fazer aparecer ou revelar a psique oculta

    Ou seja, a droga MEXE COM O CÉREBRO DA PESSOA de forma que ela perca completamente o senso da realidade, e de quebra, todo o senso moral, social, cultural, enfim, perde completamente sua identidade. A vida da pessoa passa a ser apenas o consumo da droga e as visões que ela proporciona.

    Dito isto, só alguém muito ignorante e cego aos fatos tem a audácia de negar isto como a consequência final do uso de drogas sem controle e dizer que o vício das drogas é apenas um problema individual.


    Se você é contra a descriminalização das drogas, saiba que os traficantes também são. Só tenho algo pra te dizer: o mercado das drogas já esta aí e não será nenhuma política à moda da "lei seca" que vai impedir as pessoas de usarem drogas, queira você ou não.

    Estes argumentos são válidos em países com leis de merda como o Brasil, onde usuário não vai preso, onde o fato de proibir não impede as cracolandias. Mas vai ver se você esbarra com esses merdas lá no Qatar, onde as leis de fato funcionam. Não existe guerra às drogas, nem no Brasil e nem nos EUA. Se existisse uma verdadeira "guerra às drogas", o uso de droga seria proibido e os cantores de funk que fazem apologia ao uso de drogas e ao narcotráfico seriam presos.
  • saoPaulo  29/10/2013 11:03
    "As drogas alucinógenas, em Portugal, drogas alucinogénias, são assim chamadas por um de seus possíveis e mais relatados efeitos que é a propriedade de causar alucinações (falsas percepções) e visões irreais ou oníricas aos seus utilizadores. Outros nomes propostos também estão associados a efeitos atribuídos e relatados tais como: Psicotomiméticos e Psicotogênicos por induzir efeitos semelhantes à psicose (mais especificamente as alucinoses e alucinações) ou as causar; Psicodélicos por sua propriedade de fazer aparecer ou revelar a psique oculta"

    descreveu perfeitamente o comportamento de um amigo meu após um porre em uma festa. Encucou que estávamos sendo perseguidos por um grupo de espanhóis (?!) e que tínhamos que partir pra cima deles antes que eles dessem o primeiro golpe.

    Até quando objetos inanimados serão responsabilizados pelas ações de pessoas?
    O sujeito sabe que vai dar merda se usar tal substância. Ele usa. Dá merda. E a culpa é da substância... Que covarde de merda!
  • Rafael  29/10/2013 17:34
    "Ou seja, a droga MEXE COM O CÉREBRO DA PESSOA de forma que ela perca completamente o senso da realidade, e de quebra, todo o senso moral, social, cultural, enfim, perde completamente sua identidade."

    Poderia pelo menos tentar provar essas coisas em vez de simplesmente jogar suas mentiras aqui.
  • Conservador Reacionário  28/10/2013 16:48
    Proibir as drogas é coisa de progressista frouxo.

    Sempre haverá derrotados que recorrerão às drogas. Esses fracassados irão usar drogas de um jeito ou de outro. E irão morrer de qualquer jeito. Facilitar o acesso desses perdedores às drogas irá apenas tornar o processo mais expediente.

    Ademais, nunca entendi a tara de alguns pseudoconservadores com a proibição. Quando as drogas eram legais, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente na história humana -- ou seja, é uma prática progressista. A proibição fez com que as famílias relaxassem e entregassem a segurança de seus filhos para o estado. Deu no que deu: uma geração de zumbis imbecis. E tem conservador aplaudindo.

    A única posição conservadora e reacionária coerente é a total liberação das drogas. Não apenas porque sua proibição foi uma política progressista, como também pelo fato de que a liberação irá despachar mais rapidamente todos os derrotados da sociedade. Isso irá liberar recursos escassos e tornará a economia mais próspera.

    A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser.

    Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar -- ressaltando que, atualmente, as drogas são proibidas mas o lixo humano ocupa impunemente a propriedade pública para fazer suas nojentices. Conhecem a Cracolândia?
  • Anti Maconheiro  28/10/2013 17:06
    "... A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser..."

    Amigo, acorda... isto é bonito na teoria, porém não funciona na prática. Talvez funcione na Suíça, mas não aqui, neste país de miseráveis.

    Lembre-se que nem todo mundo é como o Amy Winehouse, que tinha dinheiro sobrando e por conta disto não precisou ROUBAR e nem AGREDIR ninguém para sustentar o seu vício.
  • Leandro E A L  28/10/2013 19:21
    É certo, concordo com o seu comentário, e também com alguns do Leandro Levylav. O problema da criação, formação e educação dos jovens é único e exclusivo da família e seus próximos, a decisão futura dos cidadão tem que ser única e exclusivamente dos valores que o mesmo absorveu e tomou como base. Lembrando que o ser humano é uma metamorfose intelectual, o que vale hoje amanhã não será conveniente. Portanto, livre pensamento e ação é o melhor para todos.
  • Marcos  28/10/2013 21:50
    www.youtube.com/watch?v=kDZ3bigS08s
    Embate entre Direita e Esquerda nas federais.
  • Felipe  29/10/2013 04:54
    Se você trocar drogas por lavagem de dinheiro o texto fica igualzinho.
  • Marcos  29/10/2013 12:19
    Sou contra a visão liberal sobre as drogas. E o crack? Como permitir a circulação livre de uma droga que leva a extrema degradação humana nos locais em que é consumida?

    Tive a oportunidade de ver a transformação de uma região do Rio de Janeiro que é um famoso ponto de venda de crack. Antes era um local pobre e violento. Mas depois do crack a situação piorou muito, a ponto das ruas estarem cheias de excrementos humanos e verdadeiros zumbis circularem pelas ruas. A linha de trem que passa por lá sequer consegue circular normalmente, os passageiros até evitam aquele ramal por causa dos riscos.

    E não adianta dizer que é por causa da "guerra as drogas", por que as drogas sempre foram liberadas naquele local.

    A destruição é inerente a algumas drogas. Sejam ou não liberadas, a destruição VAI acontecer. a idéia liberal não leva esse potencial em conta. Não se deve combater as substâncias porque elas fazem mal as pessoas que consomem, e sim porque elas causam danos colaterais terríveis a toda a sociedade.

    No dia em que alguém me provar que os indivíduos que não consomem uma certa droga não são sofrer nenhuma consequência negativa pelo vício alheio certamente vou ser o primeiro a concordar com a liberalização.


    Em tempo: vocês liberais que defendem a liberalização, parem de se aliar aos esquerdistas que defendem essa bandeira. Senão, tudo o que vocês vão ganhar vai ser o aumento de impostos e regulações para permitir que o estado distribua seringas, interne usuários, persiga a "usuariofobia", etc... Não façam esse tipo de papel, se querem a liberalização tenham certeza de só se aliar a quem também o quer para diminuir o papel do estado e não aumentar.
  • Wagner  29/10/2013 13:34
    Apenas um detalhe, na "visão liberal" o "bairro" seria privado e o(s) dono(s) poderiam simplesmente chutar os "excrementos humanos" para fora. Não é como agora que o "excremento humano" tem seu direito de perturbar os outros garantido pelo estado.
    Eu duvido muito que algum condomínio ou um conglomerado comercial (seja um shopping ou uma avenida de lojas) permitiria uma pessoa semi-zumbi em decomposição andando pelas suas ruas, perturbando seus clientes e degradando a imagem do local.
  • Marcos  29/10/2013 16:54
    Não necessariamente. Essa é uma visão ancap, provavelmente baseada nos escritos de Hoppe. Existem outros liberais que não defendem essas idéias mas que defendem a liberalização das drogas (um dos pontos de conflito entre liberais e conservadores é exatamente esse).

    Perceba que ANTES de liberalizar as drogas você teria que necessariamente adotar esse sistema ancap, sob pena de ocorrer exatamente o que você descreveu. Nesse caso, partindo da premissa de que uma sociedade com esse formato fosse funcionar, seria uma resposta em princípio razoável para diminuir o problema. No entanto, é extremamente otimista achar que os locais privados não sofrem com as drogas. Já testemunhei um shopping que deixava de abrir uma de suas saídas a noite para não ser ameaçado pelos viciados que frequentavam a região. Não acredito que o melhor controle que haveria nessas áreas privadas seria o suficiente para evitar a degradação das drogas. Um simples terreno baldio disputado judicialmente já seria o suficiente para degradar toda uma região.

    Deixo claro que sou cético em relação ao funcionamento dessa sociedade imaginada pelos ancaps. Mas isso já foge ao tema do artigo.

  • Andre Cavalcante  30/10/2013 02:34
    Esse é o problema com a sua visão, achar que ruas não podem ser privadas.

    As drogas podem ser liberadas mesmo sem uma sociedade de direitos privados.
    Só o desafogo do sistema judicial e a diminuição da violência tanto estatal quanto dos viciados já seria um bom ganho social.

    Mas concordo que não seria o ideal.
    O ideal seria a privatização das ruas.
    Assim o usuário de drogas acabaria tendo que procurar um reduto para o seu vício, longe das pessoas de bem.

    Outra coisa: não está claro que o consumo aumentaria muito, como alguns imaginam, caso houvesse uma liberalização da venda. Por mais viciado uma pessoa esteja, há um limite para o uso. Apos esse limite, o indivíduo morre.
    Também não está claro que haverá aumento da demanda, mesmo que o preço da droga caia, pois quem não usa hoje, não necessariamente vai passar a usar.

    Agora, independente se vai haver donos nas ruas ou não, haverá uma fase de adaptação mais ou menos longa da sociedade que liberasse a venda.

  • anônimo  30/10/2013 03:23
    O problema de de privatizar espaços públicos, como as ruas, é que teríamos uma cidade dividida em guetos, onde pessoas com determinadas características (cor, aparência ou deficiência física) não poderiam circular.

    Outra problema: e se os proprietários da rua proibirem o livre trânsito de ambulâncias, bombeiros?
    Se querem algo do tipo, então desestatize cidades, e não ruas. Haveria menos confusão...
  • saoPaulo  30/10/2013 14:14
    Cidades ancap? Neste contexto é uma discussao desnecessária:

    "No dia em que alguém me provar que os indivíduos que não consomem uma certa droga não são sofrer nenhuma consequência negativa pelo vício alheio certamente vou ser o primeiro a concordar com a liberalização."

    Que absurdo. O que tem a ver uma coisa com a outra?

    O que importa se eles se comportam como zumbis por estarem drogados ou por qualquer outro motivo?

    Se pessoas sao assaltadas nestes locais, se sao sequestradas, se sao intimidadas, os culpados devem ser detidos porque tais atividades agridem um inocente. Por acaso importa se o marginal queria dinheiro para drogas, ou se ele queria comprar um nike, ou se estava descontente com a desigualdade social?

    Nao, nao interessam seus motivos.

    A pergunta certa é: por que estes marginais continuam nas ruas, apesar de repetidamente agredirem pessoas de bem?

    Pense bem, e chegará à conclusao que isto ocorre justamente pela sua postura de tratar viciados como criancinhas que nao sabem o que estao fazendo, que nao têm consciencia de seus atos.
  • saoPaulo  29/10/2013 13:58
    Enquanto os esquerdistas querem um estado gigante para controlar A, tais "conservadores" querem um estado gigante para controlar B.
  • mauricio barbosa  29/10/2013 14:07
    Sou a favor da liberalização de qualquer droga apesar de odiar a fumaça de cigarro,detesta-la,mas tolero quem usa e portanto toleraria qualquer um usando também crack,maconha, cocaína etc pois a liberdade para mim é inegociável ou como diz o ditado os incomodados que se retirem.
  • Cauê  29/10/2013 14:51
    Convido os leitores a lerem o artigo do mises.org, acho que é pertinente a questão:

    mises.org/daily/6569/Two-Types-of-Individualism

    E fica a dica para o pessoal do IMB traduzir o artigo.
  • Crazy4you  29/10/2013 15:15
    Esse artigo é um sofisma só. Não passa de uma idéia que parece lógica, mas carece de fundamentalismo estatístico e comparações com outras realidades (historicamente já vivenciadas) e também não aborda contra argumentos igualmente lógicos que surgem concomitantemente a leitura do texto na mente do leigo ou autores que defendem justamente o contrário.
    Só para ilustrar... Quando meu pai me deu uma surra porque eu estava viciado em fliperama (após ter me alertado umas três vezes) eu fiquei profundamente revoltado pela restrição a minha liberdade. Que absurdo! Imagina, impedir a criança duma diversão social e legalmente aceita. Se ele fosse julgado por certas pessoas ia ser considerado como autoritário ou até mesmo covarde.
    Bom, o tempo passou e eu amadureci. Depois de adulto eu reconheci uma atitude misericordiosa do meu pai naquela repressão que ele me aplicou. Na minha mente hoje foi totalmente justificável sua atitude. Apesar de muito contrariado eu sou obrigado a reconhecer que naquele caso específico se abandonado a própria sorte não pararia nenhum centavo no meu bolso por não sei quanto tempo, porque todo dinheiro que estava ao meu alcance era gasto nessa diversão; e, não era só isso, já estava cabulando aula, deixando de assimilar conteúdos e influenciando outros colegas para o mesmo caminho de "perdição". No limite, o caos estaria instalado, memo num exemplo simples como esse. Vamos imaginar que você perguntasse a minha opinião na época... eu diria justamente que era restrição de liberdade e que meu comportamento não teria piores consequencias. Argumento nunca falta. Mas hoje eu reconheço que o argumento que tem que prevalecer não é a opinião da criança e nem do viciado e sim os melhores padrões e consecuções conquistados pelo conhecimento e sociedade.
    Caso a opinião dos viciados e dos fornecedores de droga se tornem a regra para toda a sociedade a consequencia inevitável no limite é o caos total. O padrão da moral cristã como base para uma sociedade justa, saudável, sustentável e prosperá ninguém quer, mas todo mundo reclama de corrupção, violência e miséria que se instalam no mundo. E ai... ? ? ?
    Uma sugestão de leitura para sólidos esclarecimentos em questões de drogas e suas consequencias sociais é "Drunkness and Crime", edição 1907 (esgotada), de E.G.White
  • Pupilo  29/10/2013 16:51
    O estado não é meu pai. O estado não é minha família.

    Todos nós (libertários) sabemos da importância da família. Porém é o estado que acaba com ela. Ninguém aqui defende que devemos usar drogas, defendemos apenas que temos o direito de fazer o que quiser com o nosso corpo.

    O estado é incapaz de saber o que é melhor para o individuo. Ninguém melhor que você mesmo e sua família para identificar o que é nocivo para você (como o caso do seu ex-vicio em fliperama).

    Quantas famílias são destruídas pelas guerras as drogas? Quantos adolescentes se aventuram em busca de dinheiro que o mercado negro proporciona? Quantas famílias deixam para o estado o papel de conscientização de que o crack é algo nocivo?

    Não é a droga que destrói as famílias e sim a guerra contra ela.
  • Miguelão  29/10/2013 17:49
    Traduzindo: quando você era novinho, papai esquentou o seu bumbum para você aprender a não mais jogar fliperama. Hoje você quer que políticos e burocratas façam com a bunda do povo a mesma coisa que seu pai fez com a sua. Você enxerga deputados, senadores e demais reguladores e burocratas como os pais da sociedade. Nojento e doentio.

    P.S.: Curiosamente, você parece não perceber que, se o fliperama fosse proibido, você não teria vivenciado este aprendizado, e talvez não teria passado por esta redentora correção.
  • anônimo  30/10/2013 09:19
    Papai esquentou seu bumbum pra você largar o fliperama, e depois foi tomar uma cerva gelada no bar da esquina
  • saoPaulo  30/10/2013 13:48
    Claro, isso demonstra claramente que a melhor saída seria seu pai PROIBIR TODOS OS FLIPERAMAS PARA TODAS AS PESSOAS!

    Eu, que conseguia jogar sem que isso afetasse meus estudos, perderia essa possibilidade de entretenimento, que inclusive auxiliou muito no meu aprendizado da língua inglesa.

    Fabricantes de máquinas de fliperamas e desenvolvedores de jogos seriam criminalizados, e toda uma organizacao criminosa seria erguida para suprir esta demanda.

    Você nao veria a atividade acabar, mas sim encarecer devido à ilegalidade, e acabaria tendo que comecar a roubar para jogar. Você nao tem escolha, já que está viciado, ou tem?

    Pessoas que nem sabem o que sao fliperamas teriam que desembolsar uma quantia significativa para manter as fronteiras fiscalizadas e nao permitir a entrada dessas máquinas, policias para vigiar e impedir que pessoas joguem, juízes para julgar estes casos de transgressao, prisoes para manter os jogadores, etc.

    Filmes seriam feitos com policiais infiltrados no mercado de fliperama. Eles mostrariam como atos aparentemente insuspeitos como bater em botoes e ver imagens se movendo em uma tela, na verdade sao a principal causa da morte de criancas recrutadas por traficantes de fliperamas em favelas.

    Tudo isso por que?

    Porque um pai frouxo e relapso, ao invés de educar seu filho, resolveu delegar esta responsabilidade para o papai estado.

    Sorte nossa que seu pai nao era frouxo nem relapso, nao é mesmo?
  • DiegoR  29/10/2013 16:49
    A liberação das drogas só funcionaria numa sociedade que já tivesse à disposição outras liberdades como a de porte de armas e estrito respeito à propriedade territorial.

    Se um drogado quiser se afundar sozinho no seu vício, problema dele, mas a partir do momento que ele invadir o meu espaço para usar de violência ou assaltar para sustentar o seu vício, acredito eu que devo ter o direito de me defender e mandá-lo para o caixão.

    Contudo, a liberação das drogas que os socialistas propõem, tratando os drogados como coitadinhos, só trará o caos, o Brasil se tornará (já está se tornando) uma gigante cracolândia.
  • Themistocles Sousa  29/10/2013 20:12
    Pior que é verdade... Se houvesse menos restrições em relação ao uso de armas, não estaríamos nesse caos de hoje. Nos EUA, a polícia federal se recusa a aceitar essa ordem de desarmamento. Isso é mais uma forma de controle do estado, e se, futuramente nosso governo tentar instalar uma ditadura como em Cuba, a população nem vai ter como se defender.
  • Dalton C. Rocha  29/10/2013 21:53
    Ao contrário do que diz o artigo, legalizar drogas como cocaína, heroína,etc. não é novidade alguma, nem menos ainda fez bem a algum país pobre. No século XIX, por meio de duas guerras do ópio, a Inglaterra impôs a legalidade do uso do ópio ao país mais populoso do mundo, a China. Ver sites como pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_%C3%B3pio e tantos outros. Cocaína, morfina, heroína,etc. eram legalmente vendidas, em farmácias, para todos nos USA e Europa, no começo do século XX. Por exemplo, Sigmund Freud (suicidou-se por overdose, em 1939) cheirou cocaína, por décadas. E mais recentemente, nos anos 1980, o Peru de Allan Garcia legalizou a cocaína. Como resultado até na Suprema Corte do Peru, haviam exportadores de cocaína, como juízes. A Colômbia chegou a entregar mais de 20% de seu território para as FARC produzirem drogas à vontade. Experiência já encerrada, depois de mais de 50 mil mortes pelas FARC. O Afeganistão comunista liberou a produção de ópio no anos 1970. Há poucos anos, o narcocrata Evo Morales legalizou a produção de cocaína naquele país. Cadê a prosperidade para a Bolívia, Colômbia, Afeganistão?
    No Brasil, a lei tem ficado cada vez mais frouxa para drogas. Cadê a queda do crime? Caso não saibam, o Brasil lidera o mundo em crimes.
    E caso não saibam, legalizar plenamente a produção de cocaína no Brasil dará como resultado, uns espertos "exportando" cocaína para os USA, sendo que eles terão de controlar (subornar) o Congresso Nacional e colocar o Brasil em torno do tráfico internacional de drogas. Absurdo? Veja a atual Bolívia do narcocrata Evo Morales de hoje.
  • Realista  29/10/2013 22:52
    O artigo em nenhum momento diz que descriminalizar as drogas irá "trazer prosperidade" ou "fazer bem". Isso foi uma incrível desonestidade intelectual de sua parte, de uma mendacidade delinquente.

    Ainda pior foi dizer que relapso no combate ao crime é sinônimo de legalização das drogas. E, por fim, o que tem a ver o governo colombiano dar parte de seu território para uma quadrilha de sequestradores e homicidas que lucram justamente com o fato de as drogas serem proibidas?

    Sua confusão mental é abissal.
  • Dalton C. Rocha  01/11/2013 22:01
    Vou responder aos seus argumentos:
    1-...quem fortalece o crime organizado é o governo ao proibir que se venda a droga de forma legal
    Resposta: De nada adiantaria se liberar plenamente as drogas no Brasil. Todo "esperto" iria querer exportar as drogas que que compraria legalmente no Brasil, para as vender nos USA, Europa,etc. E além do lucro com tal "exportação", o sujeito iria claro ter poder no Congresso, Judiciário, etc. para manter o "negócio" dele, na legalidade. Em suma, seríamos então governados por "exportadores" de drogas para o exterior. Foi exatamente isto o que ocorreu no Peru da administração do corrupto Alan Garcia, nos anos 1980, que terminou em crise cambial colossal, hiperinflação de 200% ao mês, etc.
    2- a cracolândia existe justamente por causa da droga ser criminalizada,se ela fosse legal,as pessoas poderiam comprá-la na farmácia perto da sua casa e não na rua...se a droga não fosse proibida no Brasil,não haveria nenhum problema em haver as chamadas cracolândias,pois as pessoas estão apenas usando o espaço público da forma que elas querem,que é para usar a droga.
    Resposta: Já que as drogas são assim tão reprimidas, então por que nenhuma polícia acaba com nenhuma cracolândia? É que a lei no Brasil é fraca não é mesmo! Sim, não faltam cracolândias, mas aonde está a matadoresdecriançaslândia mais próxima? Nem você nem eu sabem aonde está! É que matança de crianças ainda é reprimida, pelo estado. Não fosse por isto, não faltariam matadores de crianças agrupados. Duvidas? Lembra quando Hitler liberou a matança de judeus? Deu no que deu!
    Mais uma coisa. Há mais de trinta anos, que o Brasil tem leis cada vez mais soltas, para se usar drogas. E neste tempo todo, o crime só cresceu.
  • saoPaulo  02/11/2013 03:52
    Governos de exportadores de drogas?
    Hiperinflacoes geradas por causa de exportadores de drogas?
    Nao existem lugares para sacrificios de criancas a céu aberto porque o ESTADO proibe isso?
    O Holocausto aconteceu porque Hitler nao quis coibir o assassinato de judeus?

    Sujeito, a sua mente é muito perturbada.
    O que me dá medo é o fato de VOCÊ votar...
  • Dalton C. Rocha  01/11/2013 22:18
    Vou responder às suas perguntas:
    1- "O artigo em nenhum momento diz que descriminalizar as drogas irá "trazer prosperidade" ou "fazer bem". Isso foi uma incrível desonestidade intelectual de sua parte, de uma mendacidade delinquente."

    Resposta:O artigo claramente clama ser a legalização de drogas uma coisa "nova" e que seria "boa". Eu mostro claramente, que uso liberado plenamente de drogas não é novo. Esquecendo tribos selvagens que usaram maconha, mescalina, etc. plenamente, eu mostro que do século XIX até hoje, lugares como China, Afeganistão, Bolívia, Peru,etc. liberaram as drogas plenamente, o que não trouxe nenhum bom resultado para nenhum país que as tenha liberado. Isto ocorreu tanto por imposição externa (Chinas nas guerras do ópio), como por democracia própria em tempos não tão antigos, como no Peru de Alan Garcia, nos anos 1980.

    2-Ainda pior foi dizer que relapso no combate ao crime é sinônimo de legalização das drogas. E, por fim, o que tem a ver o governo colombiano dar parte de seu território para uma quadrilha de sequestradores e homicidas que lucram justamente com o fato de as drogas serem proibidas?

    Sua confusão mental é abissal.

    Resposta: Não houve qualquer redução do crime, mas aumento colossal dele, em todas as legalização citadas. Foi assim tanto na China das guerras do ópio, no século XIX, como na Colômbia e Peru, em anos mais recentes. O fato do governa da Colômbia ter dado há menos de vinte anos atrás, permitiu que Fernandinho Beira Mar e tantos outros bandidos ali reinassem. As drogas proibidas nos USA, sendo que a Colômbia das FARC não mandam nem em vereadores americanos.
    Sobre a minha suposta confusão mental, eu devo dizer que:
    A- China e Colômbia, em tempos diferentes, liberaram as drogas. Tiveram que proibir as drogas de novo. Por que heim? Para começar, estas nações acabaram governadas por vendedores de drogas. Você vai querer quem, para próximo juiz do STF? O Fernandinho Beira-Mar? Não acreditas? No Peru dos anos 1980, a Suprema corte do Peru tinha 3 grandes narcotraficantes, como juízes.
    2- De 30 anos para cá, cada vez mais as leis liberam as drogas. E o crime, só cresceu.
  • anônimo  30/10/2013 02:40
    as drogas fazem mal à saúde de quem a usa,mas o Estado não deve impedir a pessoa de fazer mal a ela mesma,o Estado deve oferecer meios para que o viciado largue as drogas,caso essa seja a vontade dele,mas o Estado não deve impedir que uma pessoa use drogas
  • Eduardo Bellani  30/10/2013 12:08
    Estadistas, tanto os de vertente conservadora quanto progressista,
    sempre recorrem a mesma falácia. Em resumo:

    A - A população é [frágil e/ou estúpida] demais pra tomar a decisão X.

    B - Por causa de A, precisamos de uma entidade Y com monopólio da
    tomada de decisões sobre X (e sobre outras coisas).

    C - Para evitar abusos de Y, a população deverá controlar as decisões
    de Y, através de um processo democrático.

    Observe que o argumento A e C estão em contradição um com o outro.

    PS: Acho que artigos sobre drogas tem a propriedade muito útil de
    trazer a tona o lado estadista de uma parcela dos conservadores. Esses
    conservadores totalitários são muito interessantes, como ver uma
    batida de carro ou reality shows. Schadenfreude total.
  • anônimo  30/10/2013 12:44
    Na verdade gente como o sr R não diz A, ele defende a democracia apenas pela sua capacidade de evitar os piores, não por as massas serem realmente capazes de grandes coisas.
    Mas até isso (capacidade de evitar os piores) dá pra duvidar, basta olhar a Venezuela.
  • Gilmar  30/10/2013 12:47
    Eduardo, voce não quis dizer "Estatistas" no lugar de "Estadistas"?
  • Eduardo Bellani  30/10/2013 21:26
    Opa Gilmar, obrigado pela correção.

    Você está certo, estatista é o termo correto.

    Abraços.
  • Giovani  30/10/2013 14:13
    Li alguns comentários a respeito do artigo, e percebi verdadeiras batalhas entre os favoráveis e os contrários a "liberalização/descriminalização/legalização" das drogas, entretanto, fiquei com algumas dúvidas, se puderem me ajudar, agradeço:

    1) A famosa frase: "cada um tem o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo", não soa como uma visão individualista (porém puramente egoísta), pois desconsidera totalmente os efeitos sociais que podem ocorrer com a "liberalização/descriminalização/legalização" na atual sociedade em que vivemos (ultra estatizada e regulamentada)?

    Por exemplo:
    É fato que drogas como o crack viciam em poucas utilizações. O problema não é o vício em si, mas o fator pernicioso desta droga. (Por favor, não digam que café, açúcar, etc... também viciam. É lógico que viciam, mas nem por isso existem clinicas de reabilitação, pois diferentemente de drogas pesadas como o crack, a pessoa pode se livrar destes vícios com uma boa dose de autocontrole.)
    E no Brasil (estatizado e regulamentado) não seria "vantajoso" para o Governo estimular esta liberalização como uma estratégia de inchar ainda mais o Estado?
    Cito 2 hipóteses:

    a) Havendo um aumento do número de viciados, o Estado criaria "Programas Sociais" para tratar estes viciados, logicamente inchando ainda mais a máquina estatal.
    Como no Brasil a predominância é a classe pobre, não creio que a família do viciado tenha condição financeira para arcar com um possível tratamento, restando pedir ajuda Estatal.

    b) Ouvi comentários de uma lei que daria poderes à família ou algum responsável pelo viciado, de interná-lo para tratamento sem a sua autorização, ou seja, interferindo diretamente na sua liberdade. Não seria uma estratégia do estado para criar "prisões alternativas"? Seria um julgamento completamente subjetivo, pois no mínimo suscitaria perguntas no sentido de definir o que é vício, e até que ponto uma pessoa pode ser considerada ou não viciada.



    2) Defender a "liberalização/descriminalização/legalização" numa economia como a nossa (estatizada e regulada) não levaria a formação de cartéis e monopólios, assim como ocorre em vários outros setores (automobilístico, telefonia, etc etc)? Ou até mesmo a criação de uma empresa estatal para fornecer drogas por preço mais caro e de pior qualidade? Ou ainda, depender de uma autorização/receita médica, regulando a quantidade e horário de utilização?

    3) Defender a "liberalização/descriminalização/legalização" não seria o mesmo que dizer ao Governo: "por favor, queremos que os srs. burocratas tributem nossas drogas, queremos pagar mais caro!!".

    4) Acreditar que a "liberalização/descriminalização/legalização" diminuirá a violência, n° de homicídios, etc não é um paradoxo? Visto que é o próprio vicio que leva as pessoas a roubar e matar para conseguir dinheiro para financiar o vício.

    5) Uma coisa é defender esta liberdade num país livre, outra é defender no Brasil. No Brasil é complicado ter porte de arma, a propriedade privada é constantemente desrespeitada, os "Direitos Humanos" são bastante atuante (claro, para o lado do bandido, pois se o cidadão der um corretivo num meliante pode se incomodar o resto da vida com processos), a mentalidade de 99% da população é pró-estado (esperam sempre iniciativa estatal para tudo). Enfim...São apenas questões, por favor, espero que ninguém se ofenda e possamos debater com calma.
  • anônimo  30/10/2013 15:07
    1-se a pessoa for viciada em drogas e não quiser largar o vício,o Estado não deve forçar ela a isso

    1b-internar uma pessoa contra a vontade dela,sendo que ela não está agredindo ninguém,é uma coisa absurda

    2-com uma agência estatal reguladora de drogas,aumentaria a qualidade da droga,diminuiria o poder do tráfico e ainda haveria uma possibilidade de reclamação caso você compre maconha por exemplo e no lugar da droga venha chá verde,coisa que não é possível com a droga criminalizada

    3-legalizar as drogas não vai acabar com o tráfico,mas sim diminuir o poder dele e aumentar a qualidade da droga,o cigarro é uma droga legalizada e por causa da alta taxa de imposto sobre eles,tem bastante contrabando

    4-a legalização vai diminuir a violência,pois diminuíra o dinheiro que os traficantes tem e no lugar de uma pessoa precisar subir o morro para comprar a droga,ela vai poder comprar na farmácia perto de casa,não é todo viciado que comete crimes para sustentar o vício

    5-se uma pessoa maltrata,no sentido de agredir a outra,ela não estaria cometendo um crime?

    então ela seria um bandido,no Brasil,os bandidos apanham muito inclusive morrem depois da tortura,o caso do Amarildo é um exemplo disso

  • Giovani  30/10/2013 19:50
    "1-se a pessoa for viciada em drogas e não quiser largar o vício,o Estado não deve forçar ela a isso. "
    Concordo, vide a cracolândia. O Estado parou de coibir, e ela cresce a cada dia.
    Entretanto, penso que é muito raro uma pessoa admitir o vício, seja ele qual for, quanto mais procurar tratamento. Geralmente quem faz é a família. Sendo uma família pobre, sem recursos, quem vai arcar com os custos do tratamento?

    "1b-internar uma pessoa contra a vontade dela,sendo que ela não está agredindo ninguém,é uma coisa absurda."
    Concordo. Mas existe projeto tramitando neste sentido, de que a pessoa responsável pelo drogado poderá interná-lo a revelia. Imagina se teu irmão não vai muito com tua cara, e te interna à força? Como provar que tu não é viciado? O que define se a pessoa é ou não é viciada? Concordas quanto a subjetividade? Isso pra mim indiretamente dá poder ao Estado.

    "2-com uma agência estatal reguladora de drogas,aumentaria a qualidade da droga,diminuiria o poder do tráfico e ainda haveria uma possibilidade de reclamação caso você compre maconha por exemplo e no lugar da droga venha chá verde,coisa que não é possível com a droga criminalizada"
    Desde quando alguma agência estatal reguladora melhora alguma coisa? Vide: ANATEL, ANVISA, ANAC, etc... elas são responsáveis por garantir a formação de cartéis, apenas isso!

    "3-legalizar as drogas não vai acabar com o tráfico,mas sim diminuir o poder dele e aumentar a qualidade da droga,o cigarro é uma droga legalizada e por causa da alta taxa de imposto sobre eles,tem bastante contrabando"
    Que contradição: você clama pela liberalização das drogas para que empresas "de bem" entrem neste mercado, porém ao mesmo tempo vai defender o contrabando para não pagar impostos. Ou seja, vais continuar comprando do traficante (que agora será chamado de contrabandista). Parabéns!

    "4-a legalização vai diminuir a violência,pois diminuíra o dinheiro que os traficantes tem e no lugar de uma pessoa precisar subir o morro para comprar a droga,ela vai poder comprar na farmácia perto de casa,não é todo viciado que comete crimes para sustentar o vício"
    Peraí, quem é que sobe o morro para comprar drogas? Hoje em dia tem em tudo que é esquina... é mais fácil do que conseguir o sinal da TIM no celular!
    Além disso, você vai continuar comprando do traficante (ou contrabandista, como queira chamar), pois será 100x mais barato. Preferirá correr o risco de comprar chá-verde pagando 100x mais barato, do que comprar na farmácia. Um pergunta: o que te leva a crer que não precisará passar, antes, por uma consulta médica? Até para antibiótico é necessário prescrição médica!!
    Acho que entendi: a liberalização que tu defendes é para Ter a liberdade de pagar no cartão de crédito na farmácia?
  • Andre Cavalcante  30/10/2013 15:14
    Giovani,

    Teço alguns comentários sobre suas questões.

    "1) A famosa frase: "cada um tem o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo", não soa como uma visão individualista (porém puramente egoísta), pois desconsidera totalmente os efeitos sociais que podem ocorrer com a "liberalização/descriminalização/legalização" na atual sociedade em que vivemos (ultra estatizada e regulamentada)?"

    Sim é uma visão individualista. Mas é essa visão que conta. Quando você pega um carro, você corre o risco de cometer um crime: atropelar alguém, independente do seu estado de embriagues ou não. Quem é o culpado, o carro ou o motorista? Certamente o motorista. Troque o carro pelo crack e o atropelamento por um roubo e a indagação continua a mesma: roubar alguém, independente do seu estado de alucinação ou não é crime: quem é o culpado, o viciado ou a droga?

    Outro coisa: sociedade é o resultado da interação entre indivíduos.

    "E no Brasil (estatizado e regulamentado) não seria "vantajoso" para o Governo estimular esta liberalização como uma estratégia de inchar ainda mais o Estado?"

    Sim, e é isso que as leis atuais tentam fazer: tratar o viciado como um coitado, em vez do que ele realmente é.

    "2) Defender a "liberalização/descriminalização/legalização" numa economia como a nossa (estatizada e regulada) não levaria a formação de cartéis e monopólios, assim como ocorre em vários outros setores (automobilístico, telefonia, etc etc)? Ou até mesmo a criação de uma empresa estatal para fornecer drogas por preço mais caro e de pior qualidade? Ou ainda, depender de uma autorização/receita médica, regulando a quantidade e horário de utilização?"

    Mas os libertários não defendem este seu modelo. Esta modelo é o modelo dos estatistas. E, por casa disso é que defendemos a saída completa do estado das questões pessoais, inclusive o uso de drogas. Não fazer isso é um erro.

    "3) Defender a "liberalização/descriminalização/legalização" não seria o mesmo que dizer ao Governo: "por favor, queremos que os srs. burocratas tributem nossas drogas, queremos pagar mais caro!!"."

    Não, não seria. É dizer: saia da minha vida. Ponto.


    "4) Acreditar que a "liberalização/descriminalização/legalização" diminuirá a violência, n° de homicídios, etc não é um paradoxo? Visto que é o próprio vicio que leva as pessoas a roubar e matar para conseguir dinheiro para financiar o vício."

    Sim, e isso é estatisticamente relevante e demonstrável. Boa parte das prisões no Brasil acontecem por causa da venda e uso de drogas. Logo, a saída do estado desse setor e o fim da guerra das drogas já diminuiria, assim, da noite pro dia, o número de prisões e, por conseguinte, da violência devido às drogas.


    "5) Uma coisa é defender esta liberdade num país livre, outra é defender no Brasil. No Brasil é complicado ter porte de arma, a propriedade privada é constantemente desrespeitada, os "Direitos Humanos" são bastante atuante (claro, para o lado do bandido, pois se o cidadão der um corretivo num meliante pode se incomodar o resto da vida com processos), a mentalidade de 99% da população é pró-estado (esperam sempre iniciativa estatal para tudo). Enfim...São apenas questões, por favor, espero que ninguém se ofenda e possamos debater com calma."

    E é por isso que os libertários defendem a completa saída do estado das questões pessoais. Uma meia liberação pode até piorar a situação. Tem que ser liberado, mesmo!

  • Giovani  30/10/2013 19:16
    Andre, obrigado pelas contribuições, gostaria de contrapor alguns de seus argumentos:

    1) "Sim é uma visão individualista. Mas é essa visão que conta."

    Sou plenamente favorável ao individualismo/direitos individuais, mas temos que discernir entre "individualismo" e "egoísmo". Neste caso (minha opinião), a questão vai além dos direitos individuais, tornando-se de um egoísmo pensar somente no seu umbigo e desconsiderar o impacto das drogas (crack por exemplo) nos demais indivíduos.
    Se tu defendes veementemente as liberdades individuais, pergunto: uma criança também deverá ter a liberdade de utilizar drogas? Mesmo se o Estado permitisse, duvido que, como pai, tu permitirias.

    "Quando você pega um carro, você corre o risco de cometer um crime: atropelar alguém, independente do seu estado de embriagues ou não. Quem é o culpado, o carro ou o motorista? Certamente o motorista."
    Concordo!

    "Troque o carro pelo crack e o atropelamento por um roubo e a indagação continua a mesma: roubar alguém, independente do seu estado de alucinação ou não é crime: quem é o culpado, o viciado ou a droga?"
    Concordo. Crime é crime, independente da situação social, ou estado alucinógeno! Entretanto, discordo desta analogia. Ao falarmos de drogas, estamos considerando o fator "vício" que é inexiste ao ato de dirigir. E tratando-se de drogas pesadas (crack) o vicio dá-se em pouquíssimas utilizações.


    ""E no Brasil (estatizado e regulamentado) não seria "vantajoso" para o Governo estimular esta liberalização como uma estratégia de inchar ainda mais o Estado?"
    "Sim, e é isso que as leis atuais tentam fazer: tratar o viciado como um coitado, em vez do que ele realmente é."
    Concordo, pra mim não é coitado. Porém, se o Estado trata-o como vítima, então antes de lutar pela liberalização das drogas, deve-se lutar por outras prioridades, por exemplo: a igualdade debaixo da lei, independente de ser drogado ou não, se cometeu um crime deve ser punido.

    2) "Mas os libertários não defendem este seu modelo. Esta modelo é o modelo dos estatistas."
    Opa, este não é o MEU modelo. É o modelo que temos no Brasil. É a NOSSA REALIDADE! Não sejamos utópicos, imaginando que esta liberalização das drogas será benéfica para o indivíduo, por respeitar suas liberdades individuais. Na verdade, ela será muito mais benéfica para o Governo, que poderá inchar mais ainda a máquina estatal com programas sociais de recuperação de dependentes químicos, tratamentos no SUS, etc... e extorquir ainda mais impostos para bancar esta demanda.

    "E, por casa disso é que defendemos a saída completa do estado das questões pessoais, inclusive o uso de drogas. Não fazer isso é um erro."
    Concordo, quanto menos o Estado interferir na vida de alguém, melhor! Porém esta "saída" do Estado não será espontânea, e deve haver uma ordem de prioridades. Por exemplo, acho prioritário o Estado não interferir nas questões da educação! Pois o ensino hoje não é "educação", é pura "doutrinação". Pergunto: uma massa de jovens doutrinados e alienados terá responsabilidade para arcar com esta liberdade, tendo em vista o risco que a droga oferece? Quem vai arcar com os custos dos tratamentos, dado que muitos são de famílias pobres?


    3) "Não, não seria. É dizer: saia da minha vida. Ponto."
    Não vejo por esta óptica, pois certamente o Estado vai tributar! Logo, continuará interferindo na tua vida. E sabemos muito bem como funciona a economia do nosso país, haveria uma tendência clara à formação de monopólio ou cartel, assim como ocorre em vários outros setores.

    4) "Sim, e isso é estatisticamente relevante e demonstrável. Boa parte das prisões no Brasil acontecem por causa da venda e uso de drogas. "
    Desculpe, mas estas prisões cumprem meras formalidades, pois ninguém fica preso no Brasil por estes motivos, não sejamos hipócritas.
    Além do mais, os "de menor' não são presos nem se matam alguém. Eles vão apenas para o que eles mesmo apelidaram de "período de engorde" na FASE.

    "Logo, a saída do estado desse setor e o fim da guerra das drogas já diminuiria, assim, da noite pro dia, o número de prisões e, por conseguinte, da violência devido às drogas."
    Via de regra, os homicídios são causados em decorrência do VICIO. Por exemplo: o viciado rouba e mata para conseguir dinheiro, ou caso contraia dívidas e não pague pode ser morto. Eu queria que o Estado saísse do setor dos correios, do petróleo, da educação, da telefonia, e nada disso ocorre... o que te leva a crer que com as drogas ele vai simplesmente "sair do setor"?

    5) "E é por isso que os libertários defendem a completa saída do estado das questões pessoais. Uma meia liberação pode até piorar a situação. Tem que ser liberado, mesmo!"

    Uma coisa é reivindicar mais liberdades em países onde já existem liberdades preservadas. Outra, bem diferente, é reivindicar a liberalização das drogas num país que trata o viciado como vítima, o pobre como vítima, o bandido como vítima, ensina as crianças na escola que pobre, índio, negros, são vítimas da sociedade opressora, etc... Defender esta causa num país como o nosso, com tantas outras questões bem mais importantes e prioritárias como citei anteriormente, é dar um tiro no pé.


    Fico aberto a novos comentários, e novamente agradeço a atenção.
  • gabriel  30/10/2013 20:57
    O que não estou entendendo na argumentação de vocês é que parece em meu entendimento que acreditam que amanhã as drogas serão 'legalizadas' no país no modelo estatista de sempre de tributação, regulamentação e controle (como venda de outras drogas legalizadas hoje por exemplo), e algum libertário aqui o está defendendo que seja feito desta forma.

    Eu imagino que como muitos aqui, estamos com falha na comunicação, porque ninguém que defenda as liberdades defende este modelo, nem você nem o seu argumentador. Eu mesmo sou a favor da desregulamentação, mas se for pra decidir entre apoiar a manutenção do status atual ou a liberação neste modelo estatizado, prefiro nem me manifestar sobre nenhuma e repetir sobre a desregulamentação mesmo que seja - e será - voto vencido.

    O que ocorre a mim ao menos é indignação de tudo que é imoral e ditatorial, então me posiciono a favor da desregulamentação das drogas da mesma forma que da educação e de qualquer outra vertente que o estado meta o bedelho. Me posiciono contra o estado em todos os temas para manter a coerência, meus conceitos de que acho melhor tento sempre manter apenas pra mim ou tento deixar claro ser apenas uma opinião minha ao comentar.

    O tema das drogas a mim é interessante ler, pois sempre vejo pessoas que se dizem defensores da liberdade atacarem a mesma quando o assunto é este.
    Não acredito que presenciarei em vida nada próximo a liberdade em área alguma, tamanho ficou meu pessimismo com relação ao pensamento das pessoas em geral.
  • Giovani  30/10/2013 21:51
    "O que não estou entendendo na argumentação de vocês é que parece em meu entendimento que acreditam que amanhã as drogas serão 'legalizadas' no país no modelo estatista de sempre de tributação, regulamentação e controle (como venda de outras drogas legalizadas hoje por exemplo), e algum libertário aqui o está defendendo que seja feito desta forma."
    Meu caro, me diga qual setor da economia brasileira não é "protecionista, intervencionista, regulamentada, etc, etc, etc...?? Estou apenas sendo REALISTA. Como mencionei, quero a desregulamentação/privatização de outras coisas muito MAIS FÁCEIS: telefonia, correios, veículos, etc, etc...
    O que te leva a crer que o governo vai permitir um "livre mercado" no setor das drogas? Isso é ILUSÃO, sinto muito! Isso pode acontecer em Hong Kong, na Austrália, nos EUA... países com tradição de liberdades individuais bem mais enraizadas, não aqui no Brasil onde impera a incerteza!
    No Brasil tu não tem nem segurança quanto a tua propriedade privada, que é BÁSICO... o que dirá outras liberdades?
    Eu creio que a defesa das nossas liberdades passem por princípios muito mais importantes do que drogas, como: propriedade privada, porte de armas, etc...


    "Eu imagino que como muitos aqui, estamos com falha na comunicação, porque ninguém que defenda as liberdades defende este modelo, nem você nem o seu argumentador. Eu mesmo sou a favor da desregulamentação, mas se for pra decidir entre apoiar a manutenção do status atual ou a liberação neste modelo estatizado, prefiro nem me manifestar sobre nenhuma e repetir sobre a desregulamentação mesmo que seja - e será - voto vencido."
    Continue comprando tuas drogas do traficante, este mercado é desregulamentado.


    "O que ocorre a mim ao menos é indignação de tudo que é imoral e ditatorial, então me posiciono a favor da desregulamentação das drogas da mesma forma que da educação e de qualquer outra vertente que o estado meta o bedelho. Me posiciono contra o estado em todos os temas para manter a coerência, meus conceitos de que acho melhor tento sempre manter apenas pra mim ou tento deixar claro ser apenas uma opinião minha ao comentar."
    Sou a favor de um Estado mínimo, apenas para garantir o ordem interna e proteger o cidadão de ataques externos.


    "O tema das drogas a mim é interessante ler, pois sempre vejo pessoas que se dizem defensores da liberdade atacarem a mesma quando o assunto é este.
    Não acredito que presenciarei em vida nada próximo a liberdade em área alguma, tamanho ficou meu pessimismo com relação ao pensamento das pessoas em geral."
    Como mencionei repetidas vezes, e ainda não encontrei um argumento que me faça mudar de ideia, é que nas condições atuais, liberalizar as drogas é incentivar o aumento do Estado. Então entre restringir uma liberdade (liberdade de usar drogas) X causar uma coerção muito maior (impostos para tratamento de dependentes), prefiro que se restrinja esta liberdade.
    Não quero pagar tratamento para viciado! Não sejamos hipócritas, no Brasil é isso que vai acontecer: logo vai surgir o "Bolsa Crack"!!
  • gabriel  31/10/2013 02:45
    Te digo que não existe esse setor da economia desregulado, achei que havia deixado claro não ser a favor nem da 'liberação' controlada pelo estado nem da forma que é feito atualmente, ao citar que era voto vencido e de comentar que não acredito em vida ver nenhum setor ter liberdade real alguma. Provavelmente não deixei claro pela que vejo de sua resposta.

    Sua questão de que liberar as drogas regulando e tributando seria aumentar o estado não é de maneira alguma algo que eu esteja nesse comentário tentando te dissuadir, também creio que seja.

    Com isto volto na tecla da falha de comunicação em ambos os lados. Não me incluo fora dessa afirmação, pois nem mesmo identifiquei nenhum comentário de libertário algum aqui defendendo a liberação regulada e tributada pelo estado que você está atacando, vi mesmo alguns a atacarem, e caso essa fosse a situação atual seria mais atacada. Como a situação atual não é de liberdade não me posiciono a favor dela em detrimento de uma pior, mas em favor da que acredito ser a correta, mesmo que repetindo, seja voto vencido e não vá ocorrer. É irrelevante pois meu posicionamento e opinião em nada mudará o que o governo fará, seja a 'liberação' que tanto eu como você somos contra, seja a manutenção de me roubar para sustentar operações policiais anti-comércio, fato é que serei roubado.

    Quanto a ataques pessoais a minha pessoa prefiro ignorar já que não leva a nenhuma conclusão relevante a leitor algum
  • anônimo  31/10/2013 11:04
    "Te digo que não existe esse setor da economia desregulado, achei que havia deixado claro não ser a favor nem da 'liberação' controlada pelo estado nem da forma que é feito atualmente, ao citar que era voto vencido e de comentar que não acredito em vida ver nenhum setor ter liberdade real alguma. Provavelmente não deixei claro pela que vejo de sua resposta."
    Ok. Agora ficou claro.

    "Sua questão de que liberar as drogas regulando e tributando seria aumentar o estado não é de maneira alguma algo que eu esteja nesse comentário tentando te dissuadir, também creio que seja."
    Fiz uma análise REALISTA, nada mais que isso! Dado que a maioria dos setores da nossa economia são cartelizados devido às regulações/intervenções/proteções, isso me leva a crer que no setor de drogas isso não seria exceção, não haveria livre mercado! Veja o exemplo do Uruguai: a droga foi Estatizada!


    "nem mesmo identifiquei nenhum comentário de libertário algum aqui defendendo a liberação regulada e tributada pelo estado que você está atacando"
    Também não vi nenhum fazendo um comentário coerente com a nossa realidade. Todos defendem uma belíssima teoria de liberdades individuais, mas se esquecem que moram no Brasil, onde nem liberdades BASICAS são respeitadas, como a propriedade privada!



    "Como a situação atual não é de liberdade não me posiciono a favor dela em detrimento de uma pior, mas em favor da que acredito ser a correta, mesmo que repetindo, seja voto vencido e não vá ocorrer. É irrelevante pois meu posicionamento e opinião em nada mudará o que o governo fará, seja a 'liberação' que tanto eu como você somos contra, seja a manutenção de me roubar para sustentar operações policiais anti-comércio, fato é que serei roubado."

    Não te preocupe, a liberalização das drogas coincide exatamente com a agenda da esquerda!! Portanto a liberdade individual de se drogar em breve será aprovada!
    Essa agenda da esquerda de liberalização consiste tão somente em: 1) Inchar ainda mais o Estado (programas sociais de tratamento para dependentes químicos, bolsas-crack, criação de órgãos reguladores, arrecadação de impostos, etc etc); 2) Legalizar as FARC como produtora oficial de drogas. Leia as atas do Foro de São Paulo, e entenderás!


    "Quanto a ataques pessoais a minha pessoa prefiro ignorar já que não leva a nenhuma conclusão relevante a leitor algum"
    Em nenhum momento ataquei a tua pessoa, e sim os teus argumentos. Se entendeste desta forma, peço desculpas pois não foi a intenção.
  • gabriel  31/10/2013 20:29
    Ótimo, me parece que podemos ter uma conversa racional aqui, como você parece querer algo mais 'realista', vou tentar um dialogo.
    Primeiro como não foi um ataque quanto disse:
    'Continue comprando tuas drogas do traficante, este mercado é desregulamentado.' fiquei com dúvidas se você realmente acha que é um mercado desregulamentado, já que ser proibido me parece exatamente o oposto de desregulamentação. Não havia tocado neste ponto anteriormente por achar que era apenas uma colocação emotiva, mas gostaria se possível de você expor, se realmente acha que esse mercado é desregulamentado, para que ao usar conceitos como desregulamentação saiba que nós dois estamos falando da mesma coisa.

    Pelos seus comentários anteriores, vi que sua preocupação é sobre vícios mais pesadas, excluindo café, açúcar, fazer compras, trabalho, etc. Também me parece que sua preocupação é com drogas que alterem o estado de consciência, causam dependência química...
    Vi também que citou outros países como culturas mais liberais incluindo Hong Kong, EUA...

    Imagino que por coerência o álcool que é uma droga que altera consciência e causa dependência deve ser algo que você é contra a legalização e deve querer sua proibição. De fato essa proibição tiraria uma fatia boa de impostos que hoje são pagos ao governo.

    Temos um o caso da lei seca dos EUA a poucas décadas, exemplo então muito interessante do mundo real para mostrar a criminalidade envolvida na produção de um entorpecente ilegal, e num país que você considerou mais liberal que o nosso. Imagino que conheça já que é um fato histórico muito conhecido. Gostaria de saber então se em sua visão essa época foi melhor para os cidadãos de lá ou não? Se possível expor alguns motivos.

  • Giovani  01/11/2013 01:51
    Ótimo, me parece que podemos ter uma conversa racional aqui, como você parece querer algo mais 'realista', vou tentar um dialogo.
    Ok. Vou dar mostras da realidade:

    "Famílias com parente dependente de crack vão receber uma bolsa do governo do Estado de São Paulo para custear a internação do usuário em clínicas particulares especializadas. Chamado "Cartão Recomeço", o programa deve ser lançado na quinta-feira, com previsão de repasses de R$ 1.350 por mês para cada família de usuário da droga."
    Fonte: www.estadao.com.br/noticias/cidades,bolsa-crack-de-r-1350-vai-pagar-internacao-de-viciados-do-estado-de-sp,1029486,0.htm

    "O problema é grande e estamos nos preparando para enfrentá-lo. A prefeitura já está preparando cinco prédios para transformá-los em abrigos – Estão em obras um na San Martin, dois na Suburbana, um na Baixa dos Sapateiros e um nas Sete Portas"
    Fonte: www.tribunadabahia.com.br/2013/08/19/mais-de-mil-viciados-em-crack-perambulam-pelas-ruas-de-salvador

    "O tratamento defendido pelo Ministério da Saúde para usuários de drogas envolve não apenas profissionais do setor de saúde, mas também da justiça, direitos humanos e assistência social. O Ministério está investindo também na construção de 70 casas de passagem para acolher usuários em situação de risco ou em estado de fragilidade psíquica"
    Fonte: infosurhoy.com/pt/articles/saii/features/main/2010/08/16/feature-04


    "Bebês abandonados por adolescentes viciadas em crack preocupam autoridades do Rio"
    Fonte: noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/22/bebes-abandonados-por-adolescentes-viciadas-em-crack-preocupa-autoridades-do-rio.htm

    Concordas que o consumo do crack pode levar a um agigantamento ainda maior do Estado?

    "fiquei com dúvidas se você realmente acha que é um mercado desregulamentado, já que ser proibido me parece exatamente o oposto de desregulamentação. Não havia tocado neste ponto anteriormente por achar que era apenas uma colocação emotiva, mas gostaria se possível de você expor, se realmente acha que esse mercado é desregulamentado, para que ao usar conceitos como desregulamentação saiba que nós dois estamos falando da mesma coisa."
    Acho que estás confundindo "proibição" com "desregulamentação". Pra mim é um mercado desregulamentado (pelo Estado, logicamente), pois: 1) O governo não controla preços; 2) Não há leis trabalhistas (salário mínimo, horas extras, comissões, etc..); 3) Não há impostos; 4) Não há qualquer tipo de regulamento quanto a produção e ao produto em si; Enfim, tu achas que é regulamentado? Qual teu conceito de "desregulamentação"?


    "Pelos seus comentários anteriores, vi que sua preocupação é sobre vícios mais pesadas, excluindo café, açúcar, fazer compras, trabalho, etc. Também me parece que sua preocupação é com drogas que alterem o estado de consciência, causam dependência química...
    Vi também que citou outros países como culturas mais liberais incluindo Hong Kong, EUA..."

    Enfim, 1 libertarian entendeu o que eu falei, achei que estava digitando em russo. Ufa!! Obrigado.


    "Imagino que por coerência o álcool que é uma droga que altera consciência e causa dependência deve ser algo que você é contra a legalização e deve querer sua proibição. De fato essa proibição tiraria uma fatia boa de impostos que hoje são pagos ao governo."
    Discordo. Álcool é uma droga social, plenamente controlável. Bem diferente de crack. O crack pode viciar na 1º utilização.
    'A degradação acontece em uma velocidade incontrolável. Em menos de um mês, o fumante deixa de ser um ingênuo calouro em busca de novas sensações para se tornar usuário contumaz, viciado e entregue aos efeitos devastadores da droga. Ao contrário do que ocorre com a maconha, com o álcool e mesmo com a cocaína, que, apesar do perigo extremo, demoram mais para provocar danos degradantes, o crack causa prejuízos em curtíssimo espaço de tempo.' Fonte: vejasp.abril.com.br/materia/depoimentos-dramaticos-de-quem-luta-contra-crack

    Poderia citar inúmeras outras fontes de revistas científicas.

    "Temos um o caso da lei seca dos EUA a poucas décadas, exemplo então muito interessante do mundo real para mostrar a criminalidade envolvida na produção de um entorpecente ilegal, e num país que você considerou mais liberal que o nosso. Imagino que conheça já que é um fato histórico muito conhecido. Gostaria de saber então se em sua visão essa época foi melhor para os cidadãos de lá ou não? Se possível expor alguns motivos."
    Não acompanhei esta situação, não posso opinar sem me basear em fatos.

    Deixo aqui um vídeo do Olavo de Carvalho, para reflexão: www.youtube.com/watch?v=i89Wg-iaK4k

  • gabriel  01/11/2013 20:30
    Oi Giovani, quanto a sua primeira pergunta

    'Concordas que o consumo do crack pode levar a um agigantamento ainda maior do Estado?'

    Concordo, a natureza do estado é se agigantar. O consumo de água pode levar ao agigantamento do estado visto que se criam agencias estatais para administração da armazenagem, distribuição e tributação.
    Interessante das matérias que estão linkadas, ou seja, já estamos pagando por tratamento aos viciados com tudo estando proibido, seu temor já está ocorrendo e não foi nada nem mesmo legalizado quem dirá desregulamentado.

    Parece que a proibição não está funcionando muito bem, certo? Temos milhares de usuários por aí chegando até ao estado oferecer assistência a estes usuários de drogas. Deixo então uma única pergunta, em sua opinião a proibição vêm funcionando?

    Quanto a desregulamentação, meu conceito nesse caso é que a desregulamentação seria a extinção de regras referente a este mercado, tanto regras de agencias reguladoras, quanto proibição, ou seja, o estado não se meter no mercado. Legalização ao meu ver seria uma regulamentação, regulando o mercado como limitar a venda a farmácias, uma agência governamental para 'controlar a qualidade', e com impostos sobre tudo claro. E proibição como é hoje também seria uma forma de regulamentação, onde o regulamento é 'não pode', tanto que o estado se mete nesse mercado, gastando muito de impostos para tentar coibir este mercado.

    Achei que você era a favor da proibição do álcool também, mas pela matéria linkada deu a entender é que você seria apenas então contra liberação do crack e drogas que podem viciar em uma utilização, sendo a favor da regulamentação e comércio de outras drogas mais leves como o artigo citado por você serial algumas: 'a maconha, com o álcool e mesmo com a cocaína, que, apesar do perigo extremo, demoram mais para provocar danos degradantes'

    Estou meio sem tempo, mas gostaria de deixar essa resposta o mais rápido possível para que não fique sem uma continuação quando voltasse aqui. Então não tenho tempo no momento te indicar onde achar informação sobre a lei seca americana (te deixo este link apenas a título de curiosidade, foi o primeiro resultado do google, caso se interesse existe uma gama alta de informação sobre esse período, segue: www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/lei-seca.htm ). Essa lei causou grande violência e o florescimento de muitos traficantes e criminosos do álcool, um dos mais conhecidos sendo Al Capone, mas caso você se interesse em buscar essas informações acredito que no google irá encontrar muita informação.

    Agradeço ao seu tempo, e mais tarde com mais tempo assistirei ao vídeo que me postou.
  • Giovani  04/11/2013 19:54
    Prezado Gabriel,

    Quanto as tuas considerações, teço os seguintes comentários:
    ___________________________________________________________________________________
    "Concordo, a natureza do estado é se agigantar. O consumo de água pode levar ao agigantamento do estado visto que se criam agencias estatais para administração da armazenagem, distribuição e tributação."

    Discordo em termos, pois um governo direitista não tende a aumentar o Estado! Pelo contrário, tende a mantê-lo mínimo. Quem objetiva aumentar o Estado são os governos esquerdistas.
    Concordo que o Estado é um leviatã, porém não vejo com bons olhos o anarco-capitalismo.
    ___________________________________________________________________________________
    "Parece que a proibição não está funcionando muito bem, certo? Temos milhares de usuários por aí chegando até ao estado oferecer assistência a estes usuários de drogas. Deixo então uma única pergunta, em sua opinião a proibição vêm funcionando?"

    Com certeza não está funcionando! Como eu disse anteriormente, governos esquerdistas tendem a inchar a máquina estatal. Então essa ineficiência obviamente é "um meio" para reforçar os "fins". O "fim" é o aumento do Estado. Nunca um governo esquerdista vai coibir a violência, drogas, etc... pelo contrário, ESTIMULARÃO DISSIMULADAMENTE! Essa é a estratégia deles para aumentar o Estado! Vide as taxas de homicídio: Brasil é campeão mundial!

    Defender a liberalização das drogas num contexto educacional brasileiro totalmente de viés esquerdista (seja no ensino público, seja no ensino particular) é o mesmo que apagar fogo com gasolina, só vai piorar. A grande massa é "educada" (doutrinada) para ser militante esquerdista. Infunde-se nos jovens a mentalidade revolucionária! Não se ensina qualquer senso de responsabilidade, e liberdade e responsabilidade são duas faces da mesma moeda! Liberalizar é empurrar essa massa de proto-militantes para as drogas.

    Além disso, a instituição "família", que poderia influenciar na moral de jovens, está totalmente em frangalhos. Esfacelar a família foi uma estratégia (esquerdista) da Escola de Frankfurt na década de 30, do século passado (XX). Leia Herbert Marcuse para entender.

    Leia também o manifesto comunista para entender a estratégia esquerdista. Está escrito claramente que os objetivos são abolir a família, a moral judaico-cristã, o direito romano, e a racionalidade grega, pois estes são os pilares da civilização ocidental! Ao meu ver, estes objetivos estão sendo cumpridos com êxito.

    Como mencionei, poderia haver uma ORDEM de prioridade na conquista das "liberdades individuais". Eu jamais apoiaria a conquista desta "liberdade individual" enquanto outras liberdades muito mais importantes não estiverem asseguradas!
    Enquanto no Brasil um drogado for visto como uma vítima da sociedade opressora, um assassino ou estuprador for considerado coitadinho, enquanto os DIREITOS HUMANOS defenderem arduamente esta corja e as leis não protegerem os cidadãos de bem, serei terminantemente contrário a liberalização.

    Fazendo uma analogia: em 1° lugar quero conquistar a liberdade de respirar, para depois querer a liberdade de cortar o cabelo.

    Não sejamos ingênuos! Os esquerdistas defendem as "liberdades individuais" (tal como a liberalização de drogas) tanto quanto os libertários. Entretanto, diferentemente dos libertários, os esquerdistas utilizam-se destes "direitos individuais" para estimular o aumento da máquina estatal. Portanto, os libertários, ao defender as "liberdades individuais" sem o observar o contexto ATUAL, estão adotando inconscientemente a agenda esquerdista e dando um tiro no pé.

    Estes são os fatos que embasam minha opinião e não encontrei nenhum argumento convincente e não-utópico que me fizesse mudar de ideia.
  • joao  30/10/2013 21:02
    @Giovani

    "Defender esta causa num país como o nosso, com tantas outras questões bem mais importantes e prioritárias como citei anteriormente, é dar um tiro no pé."

    É isso que estou tentando explicar aqui, mas eles não entendem. Acham que o ato do governo permitir as drogas é o Jardim do Éden da liberdade.

    Tá, vai diminuir a violência do tráfico. Isso por si só é uma grande vitória.

    Agora alegar que a liberdade vai aumentar é ingenuidade. Vamos substituir violência por "segurança", tudo sob os olhos atentos do Estado. Impostos, agências reguladoras e cartelização virão, como é de praxe.

    Minha implicância com a causa das drogas é que, diante de tantas causas mais importantes (porque suas consequencias são muito mais abrangentes e profundas) como a da educação independente, banco central, leis trabalhistas e até o sistema de saúde socializado, alguns libertários conferem à causa das drogas o status de A Causa da Liberdade. Gastam tempo, esforços e palavras para remover um galho de opressão estatal, enquanto pouco falam de uma floresta da escravidão (não me refiro ao IMB, que não é um site sobre filosofia política).

    Como o Giovani bem lembrou, a liberdade só resulta em melhora de vida onde há instituições que garantem a civilidade. Há um "framework": o império da lei, um nível de tolerância individual, a consciência sobre o valor da liberdade individual. Em locais onde não existe esse framework, uma conquista libertária vai ser, no mínimo, inócua (isso não significa que o Estado é melhor).

    Da mesma forma que Friedman se referiu ao Livre Mercado, quando disse que "ele é necessário à liberdade, mas não suficiente", digo que liberdade é necessária para ter uma vida melhor, mas não é suficiente.

    Sociedades sem esse framework favorável à vida civilizada estão sempre no pior dos 2 mundos: sob o Estado, vivem com ditaduras sanguinárias. Sob a falta de Estado, vivem sob o caos generalizado.

    E a sociedade brasileira: apresenta uma base sólida à vida civilizada, valorizando o indivíduo e a paz, ou não?

    Então, como eu disse: ser ativista pela liberação das drogas é colocar o carro na frente dos bois.
  • Andre Cavalcante  31/10/2013 14:19

    Caro Giovani, você está querendo simplesmente alongar a discussão ou realmente quer entender o contexto libertário?

    "Se tu defendes veementemente as liberdades individuais, pergunto: uma criança também deverá ter a liberdade de utilizar drogas? Mesmo se o Estado permitisse, duvido que, como pai, tu permitirias."

    Ué, você mesmo respondeu. Que pai deixaria o filho usar o crack? O que isso tem a ver com liberdades individuais? Não entendi seu questionamento. Mas começo a achar que és um simples troll.


    "Concordo. Crime é crime, independente da situação social, ou estado alucinógeno! Entretanto, discordo desta analogia. Ao falarmos de drogas, estamos considerando o fator "vício" que é inexiste ao ato de dirigir. E tratando-se de drogas pesadas (crack) o vicio dá-se em pouquíssimas utilizações."

    De novo, criando coisas que não se correlacionam. O fato de eu usar um carro por necessidade ou o crack por vício, configura, no fundo somente uma coisa: são coisas que eu uso! É isso que cê não está entendendo? O motivo de eu usar não importa! (importa para o indivíduo, mas não para os outros, que é o seu questionamento, ou não?, novamente troll?)


    "Opa, este não é o MEU modelo."

    Parabéns, então qual é o seu modelo? Até agora tens defendido exatamente o modelo que está aí.


    "É o modelo que temos no Brasil. É a NOSSA REALIDADE! Não sejamos utópicos, imaginando que esta liberalização das drogas será benéfica para o indivíduo, por respeitar suas liberdades individuais. Na verdade, ela será muito mais benéfica para o Governo, que poderá inchar mais ainda a máquina estatal com programas sociais de recuperação de dependentes químicos, tratamentos no SUS, etc... e extorquir ainda mais impostos para bancar esta demanda."

    Realidade? Veja abaixo os links sobre como é a realidade. E é por causa dela que este site está cheio de artigos que defendem o fim do estado. E, para o fim do estado (como o conhecemos), só precisa acontecer uma coisa: o fim da complacência dos extorquidos.


    "Concordo, quanto menos o Estado interferir na vida de alguém, melhor! Porém esta "saída" do Estado não será espontânea, e deve haver uma ordem de prioridades. Por exemplo, acho prioritário o Estado não interferir nas questões da educação! Pois o ensino hoje não é "educação", é pura "doutrinação". Pergunto: uma massa de jovens doutrinados e alienados terá responsabilidade para arcar com esta liberdade, tendo em vista o risco que a droga oferece? Quem vai arcar com os custos dos tratamentos, dado que muitos são de famílias pobres?"

    De novo e de novo estás criando argumentos sem sentido, já respondidos centenas, talvez milhares de vezes neste site. Você está dizendo que não aceita que o viciado em crack seja um coitado, mas ao mesmo tempo está achando que o pobrezinho é um coitadinho, que o jovem alienado é um coitadinho, sem se dar conta que este estado de coisas é por causa do governo. E ainda clama por mais do veneno que está matando a sociedade. Non sense total. Contradição total de sua parte.

    Só te digo uma coisa: a melhor forma de educação é a vida! (isso minha avó já dizia 40 anos atrás).


    "4) "Sim, e isso é estatisticamente relevante e demonstrável. Boa parte das prisões no Brasil acontecem por causa da venda e uso de drogas. "
    Desculpe, mas estas prisões cumprem meras formalidades, pois ninguém fica preso no Brasil por estes motivos, não sejamos hipócritas."

    Formalidade? Ninguém fica preso? Já estão pensando até em penas alternativas, como o ressarcimento do crime pelo criminoso (o que este site defende). População carcerária no Brasil tem 3º maior aumento do mundo

    Outra:
    65% das prisões de mulheres é por causa do tráfego. Elas são majoritariamente não brancas e de baixa renda (surpresa?, claro que não, são justamente as coitadinhas do Brasil).

    Outra:www.conjur.com.br/2013-abr-08/estante-legal-proposta-alternativa-politica-combate-drogas. Aqui o site afirma que: "Ao analisar a composição da população carcerária em relação ao delito imputado, ele chama a atenção para um fato que considera fundamental na discussão: em apenas cinco anos a participação relativa do tráfico de drogas passou de 15% para 24,43% da população carcerária masculina brasileira. Na população prisional feminina, a mudança no perfil é ainda mais expressiva, afirma o autor, ao lembrar que metade (49,65%) da população carcerária feminina em 2011 tinha relação direta com as drogas, enquanto roubo simples, qualificado e homicídio representavam 8,91% do total de apenadas."

    E agora, quem tá fora da realidade?


    "Via de regra, os homicídios são causados em decorrência do VICIO. Por exemplo: o viciado rouba e mata para conseguir dinheiro, ou caso contraia dívidas e não pague pode ser morto."

    De novo, você está se contradizendo. Acima: "Crime é crime, independente da situação social, ou estado alucinógeno!" e agora está dizendo que o vício conta? Olha, se contar é para piorar a situação de quem cometeu o crime e não para justificar o estatismo.


    "Eu queria que o Estado saísse do setor dos correios, do petróleo, da educação, da telefonia, e nada disso ocorre... o que te leva a crer que com as drogas ele vai simplesmente "sair do setor"?

    Nada! E isso não vai acontecer tão cedo no Brasil. Vai precisar acontecer primeiro na Europa toda e depois nos EUA. Aqui os políticos nunca tomam decisão nenhuma (senão, não seriam políticos). Mas, nem por isso me dou ao luxo de sentar no meu sofá e ver o "circo pegar fogo". Uma análise mais ampla já permite uma visão mais acertada da realidade e saber como chegar lá.


    "Uma coisa é reivindicar mais liberdades em países onde já existem liberdades preservadas. Outra, bem diferente, é reivindicar a liberalização das drogas num país que trata o viciado como vítima, o pobre como vítima, o bandido como vítima, ensina as crianças na escola que pobre, índio, negros, são vítimas da sociedade opressora, etc... Defender esta causa num país como o nosso, com tantas outras questões bem mais importantes e prioritárias como citei anteriormente, é dar um tiro no pé."

    Aí estás criando um espantalho. Este site não só defende a liberação das drogas, mas também a saída do estado em todas as questões econômicas, individuais, da educação etc. Continuar repetindo a mesma coisa não vai trazer a verdade para ti, não por aqui! (de novo, troll?)


    "Fico aberto a novos comentários, e novamente agradeço a atenção."

    Será mesmo? Até agora só tens repetido os mesmos chavões de sempre. Você é que tem que dar explicações de porque uma liberação total não daria certo.

  • Giovani  31/10/2013 16:38
    Prezado Andre,

    Gostaria de entender, mas é um tema bastante complexo! E estou disposto a mudar concepções, e você, se for o caso, também está disposto?

    _______________________________________________________________________________
    Repito a pergunta: uma criança também deverá ter a liberdade de utilizar drogas?


    "O motivo de eu usar não importa! (importa para o indivíduo, mas não para os outros, que é o seu questionamento, ou não?, novamente troll?)"

    Importa para os outros a medida em que causa danos a terceiros. Eu vejo a liberalização das drogas como um dano, não para o drogado (porque este já se droga e se ferra por si), mas um dano para mim, pois o fato de causar uma rápida dependência química (diferente do carro, que não causa dependência química) vejo isso como uma estratégia do Governo visando um crescimento da máquina estatal: programas sociais de recuperação de dependentes, bolsa-crack, etc, ou seja, mais arrecadação de impostos! Entendeu?

    Por favor, não me venha dizer: "e é por isso que eu defendo a saída total do estado de todas as questões"... isso é utopia! Ótimo que você defenda isso, mas vamos tratar do contexto real. O Estado se apropriou da "caridade", vide os programas sociais.

    "Parabéns, então qual é o seu modelo? Até agora tens defendido exatamente o modelo que está aí."
    Sou liberal-conservador. Não defendo o Estado, entretanto creio que seja um mal necessário, por isso deve ser mínimo em tamanho e poder, mas não inexistente.


    "Realidade? Veja abaixo os links sobre como é a realidade. E é por causa dela que este site está cheio de artigos que defendem o fim do estado. E, para o fim do estado (como o conhecemos), só precisa acontecer uma coisa: o fim da complacência dos extorquidos."

    Referi-me a realidade econômica, no caso ao intervencionismo, protecionismo, etc...em todos os setores da economia. Essa, por acaso, não é nossa realidade?

    Não acredito no "fim do estado", portanto não creio nesta concepção de sociedade anarquica (Anarcocapitalista). Pra mim isso é acreditar demasiadamente que a natureza humana é boa. Eu não acredito nisso!


    "De novo e de novo estás criando argumentos sem sentido, já respondidos centenas, talvez milhares de vezes neste site."
    Não entendi porque meus argumentos não fazem sentido. Mostre-me então, se tiveres paciência.

    "Você está dizendo que não aceita que o viciado em crack seja um coitado, mas ao mesmo tempo está achando que o pobrezinho é um coitadinho, que o jovem alienado é um coitadinho, sem se dar conta que este estado de coisas é por causa do governo."

    Acho que você está tendo dificuldade de entender, ou eu estou com dificuldade de expressar. Sinceramente, não sei de onde tiraste esta contradição. Em NENHUM momento falei que eram coitados. Você está criando uma questão desnecessária.

    Eu afirmei que a grande massa de estudantes e possíveis (futuros ou atuais) usuários é "doutrinada" nas escolas: veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-professor-que-levou-o-narcotrafico-a-cocaina-e-o-trafico-de-armas-para-dentro-da-escola/

    Creio que existe uma linha muito tênue entre liberdade e responsabilidade.

    No atual contexto educacional, seja na escola onde existe uma doutrinação marxista fortíssima, seja na família, a qual (se é que ainda existe) encontra-se em frangalhos, eu não acredito que estes jovens sejam educados para terem discernimento dos malefícios da droga, e portanto, para terem responsabilidade. Então, ao meu ver, considerando a realidade dos fatos, liberalizar as drogas é permitir que uma massa alienada e sem responsabilidade tenha acesso a um vicio pernicioso, que resultará num agigantamento do Estado como expliquei acima.


    "E ainda clama por mais do veneno que está matando a sociedade. Non sense total. Contradição total de sua parte."
    Você não está analisando o contexto, a realidade. Não crie espantalhos, por favor. Jamais clamei por mais Estado!


    ""Uma coisa é reivindicar mais liberdades em países onde já existem liberdades preservadas. Outra, bem diferente, é reivindicar a liberalização das drogas num país que trata o viciado como vítima, o pobre como vítima, o bandido como vítima, ensina as crianças na escola que pobre, índio, negros, são vítimas da sociedade opressora, etc... Defender esta causa num país como o nosso, com tantas outras questões bem mais importantes e prioritárias como citei anteriormente, é dar um tiro no pé.""

    "Aí estás criando um espantalho. Este site não só defende a liberação das drogas, mas também a saída do estado em todas as questões econômicas, individuais, da educação etc. Continuar repetindo a mesma coisa não vai trazer a verdade para ti, não por aqui! (de novo, troll?)"

    Ok, mas isso não vai acontecer tudo de uma única vez, devemos ter ordens de prioridade, ao meu ver! Concordas que as questões acima (que o Estado saia do setor dos correios, do petróleo, da educação, da telefonia) sejam mais importantes do que reivindicar pelo "direito de se drogar"?


    "Fico aberto a novos comentários, e novamente agradeço a atenção."

    Será mesmo? Até agora só tens repetido os mesmos chavões de sempre. Você é que tem que dar explicações de porque uma liberação total não daria certo.

    Espero ter conseguido me fazer entender.
  • joao  30/10/2013 15:48
    @Giovani, excelente post!


    Basicamente, você tem dúvidas em 2 assuntos que eu também tenho, e que nenhum comentário aqui respondeu:

    1) Como individualizar melhor as ações dos viciados doentios?
    Trata-se em restringir os possíveis danos do consumo de drogas à esfera individual, do consumidor. Do contrário ocorreia o que chamamos de externalidade, quando um terceiro é prejudicado por causa de uma transação que não o envolve diretamente.


    2) Defender a liberação das drogas, num mundo estatista, não vai acabar dando mais poder ao Estado?
    O Estado vai criar mil regulações sobre a qualidade das drogas, uma agência reguladora, impostos, tributos, fiscalizações, restrições, leis, e claro, tudo isso resultando num cartel de fornecedores de drogas. E nós sabemos como nosso Estado tem preferência por alguns fornecedores suspeitos (como as FARC, grupo narcoterrorista).

    Cabe salientar que não estou dizendo algo como "ah, mas do jeito atual o Estado não tem muito poder". Não. O que estou dizendo é que trocar 6 por meia dúzia, ainda favorecendo oficialmente grupos narcoterroristas e aumentando a exposição do público às drogas é igualmente insatisfatório.

    Então, peço aos defensores da liberação que abordem os 2 questionamentos.

    PS: tenho que concordar que a violência ligada ao tráfico diminuiria bastante. Tal violência é o principal aspecto negativo das drogas na nossa sociedade (e não os usuários problemáticos).

    Outra coisa que devo lembrar é que o usuário de drogas (mesmo o crack) NÃO é um zumbi. O neurocientista Carl Hart demonstra isso em seu livro - High Price: A Neuroscientist's Journey of Self-Discovery That Challenges Everything You Know About Drugs and Society. Além disso, mesmo hoje é fácil ver que quem quer usar drogas, se puder, não usa crack. O crack só é utilizado por aqueles que não podem pagar por drogas mais "nobres", e nós sabemos que o que sobe o preço dessas drogas é justamente a intervenção estatal (que não vai sumir caso o Estado libere as drogas - como levantado no ítem 2).

    Resumindo: defensores da liberação das drogas, abordem os 2 ítens. Opositores da medida, levem em conta o que escrevi no PS sobre a racionalidade do usuário de drogas.
  • saoPaulo  30/10/2013 19:36
    Pessoas que mataram inocentes, roubaram inocentes, sequestraram inocentes, etc, devem ser presas porque, ora veja, mataram inocentes, roubaram inocentes, sequestraram inocentes.

    Ponto.

    Nao importa se o fizeram porque estavam passando necessidades, se foram estimuladas por algum maluco, se estavam noiadas.

    Utilizar drogas, per se, nao implica dano algum a terceiros, por isso é imoral ser coibído.

    Matar inocentes, roubar inocentes, sequestrar inocentes, por definicao, traz danos a terceiros, o que faz com que seja moral coibir tais atos.

    Nao entendo a dificuldade.

    Se o viciado doentio cometeu algum destes delitos, prendam ele e o obriguem a se desintoxicar, evitando que drogas cheguem a ele. Ele perdeu a razao ao agredir inocentes, nao há contradicao alguma em atacar sua liberdade obrigando-o a passar um período de desintoxicacao.
  • Giovani  30/10/2013 20:49
    Vou me ater apenas a 1 questão, que já abordei nas outras postagens, mas cabe repetir:

    "Se o viciado doentio cometeu algum destes delitos, prendam ele e o obriguem a se desintoxicar, evitando que drogas cheguem a ele."

    Quem vai arcar com o custo da internação?
    Ele próprio? (Improvável)
    Sua família? (sendo pobre, é improvável)
    o Estado? Pois é, se for o Estado, então ele precisará de tributos. Quanto mais drogados, melhor para o Estado, mais pretexto para arrecadação ele terá!

  • saoPaulo  30/10/2013 21:41
    Como assim quem vai arcar com o custo?

    O que eu propus é simplesmente coibir o acesso a drogas por parte de pessoas PRESAS por delitos relacionados ao vício.

    Qual o custo adicional disto para o sistema penitenciário? Ora, nenhum! Atualmente isto já deveria ser coibido!

    Dito isto, ONGs nao governamentais (no Brasil, tal pleonasmo torna-se necessário) que estiverem interessadas no bem estar dos viciaditos terao toda a liberdade para contratar psicólogos, etc.

    Mas se o viciadito se mantém na linha, mantendo seu vício por si só, sem amolar ninguém, por que diabos eu deveria me importar com ele?

    Novamente, ONGs nao governamentais que estiverem interessadas no bem estar dos viciaditos terao toda a liberdade para contratar psicólogos, etc.

    De qualquer forma, ainda assim é altamente provável que seja muito mais barato para o Estado manter clínicas de desintoxicacao, do que manter igual quantidade de vagas em presídios MAIS toda a máquina estatal que gira em torno da proibicao.

  • anônimo  30/10/2013 21:15
    pessoas que matam,roubam e sequestram outra pessoa devem pagar por isso,independentemente dessa pessoa ser inocente ou culpada de um crime.

    se uma pessoa é culpada de cometer algum crime,ela deve cumprir a pena na forma da lei

    se um viciado comete algum crime,durante o tempo que ele permanecer preso,ele com certeza não vai consumir drogas na cadeia,mas depois que ele sair,ele poderá optar por continuar a não usar droga ou não
  • Giovani  30/10/2013 21:57
    "se um viciado comete algum crime,durante o tempo que ele permanecer preso,ele com certeza não vai consumir drogas na cadeia,mas depois que ele sair,ele poderá optar por continuar a não usar droga ou não"

    1º) Se for "de menor" nem vai preso.

    2º) Prisão não é um SPA de tratamento para dependentes químicos. O cara que matou uma pessoa não vai pra lá para tratar um vício, e sim porque cometeu um crime!

    3º) Você vai se espantar com a informação, mas pode acreditar: existe drogas na prisão, sabia? Presos consomem drogas na prisão.
  • saoPaulo  30/10/2013 22:31
    "Você vai se espantar com a informação, mas pode acreditar: existe drogas na prisão, sabia? Presos consomem drogas na prisão."

    Obrigado pela pérola.

    Você admite que o estado é incompetente para coibir o uso de drogas em ambientes limitados, fechados e lotados de policiais armados até os dentes.

    Mas acredita piamente que o estado possa coibir isto fora das prisoes.

    Que bonitinho, tao ingenuo... :-D
  • anônimo  30/10/2013 22:41
    1º) Se for "de menor" nem vai preso.

    para cadeia normal não vai,mas existe uma cadeia especial aonde,ele fica até completar 18 anos


    3º) Você vai se espantar com a informação, mas pode acreditar: existe drogas na prisão, sabia? Presos consomem drogas na prisão.

    eu estou falando do que deveria acontecer numa prisão,não o que acontece,se existe corrupção na prisão,deve haver uma investigação e os culpados devem ser afastados do lugar e talvez presos
  • saoPaulo  30/10/2013 21:57
    Entao se um bandido entrar numa escola e comecar a matar as criancas, aquele policial que meter uma bala na sua cabeca a 100 metros de distancia deverá ser preso?

    Caso ele sobreviva, o juiz que autorizar que sua propriedade seja "roubada" para ser dada como indenizacao para as vítimas deve ser preso?

    Após sair do hospital, o policial que o "sequestrar" e levar para uma prisao, deve ser preso?

    Foi neste sentido que inseri os "inocentes": nao se agride alguém que nao iniciou agressao antes.
  • anônimo  30/10/2013 22:53
    (Entao se um bandido entrar numa escola e comecar a matar as criancas, aquele policial que meter uma bala na sua cabeca a 100 metros de distancia deverá ser preso?)

    se no caso,só fosse possível impedir o bandido matando ele,o policial não deve ser punido,mas se existia alguma outra forma de parar o bandido e o policial,o matou por raiva por exemplo,ele também deve ser punido na forma da lei,bandido não tem que morrer,bandido tem que ficar preso,morrer não é uma punição para ninguém,a morte é uma libertação da vida,matar um bandido quando há outra opção de parar ele,é livrar ele da punição

    (Caso ele sobreviva, o juiz que autorizar que sua propriedade seja "roubada" para ser dada como indenizacao para as vítimas deve ser preso?)

    essa parte eu não entendi

    (Após sair do hospital, o policial que o "sequestrar" e levar para uma prisao, deve ser preso?)

    uma pessoa só pode ser presa caso seja pega em flagrante cometendo um crime ou que haja algum mandado judicial

    não é sequestro quando na forma da lei,quando um policial na forma da lei,leva o criminoso para a delegacia,mesmo contra a sua vontade

    (Foi neste sentido que inseri os "inocentes": nao se agride alguém que nao iniciou agressao antes.)

    o conceito de agressão varia de pessoa para pessoa,se eu chamar alguém de idiota,a pessoa pode se sentir agredida,se eu estiver andando na rua e sem querer esbarrar numa pessoa,a pessoa esbarrada pode se sentir ofendida,se eu falar para um religioso que o deus que ele acredita não existe,ele pode se sentir agredido,os exemplos são muitos do que pode ser considerado agressão dependendo do contexto

  • anônimo  31/10/2013 09:45
    'se no caso, fosse possível impedir o bandido matando ele,o policial não deve ser punido,mas se existia alguma outra forma de parar o bandido e o policial,o matou por raiva por exemplo,ele também deve ser punido na forma da lei,bandido não tem que morrer'

    Deixa eu ver se entendi, o cara entra na escola,armado, ameaça matar todo mundo, e o policial, ou qualquer um que tenha capacidade pra reagir tem que ficar pensando em como atirar sem machucar muito o coitadinho?
    Mais um idiota domesticado pelo lixo politicamente correto. O 'direito à vida' e tudo mais só é importante na hora de defender o lixo da sociedade, a vida das vítimas não é nada.Na hora que a 'vítima da sociedade' começa a ameaçar a vida dos outros ele está abrindo mão daquele mesmo direito em relação à vida DELE.

  • anônimo  31/10/2013 15:16
    (Deixa eu ver se entendi, o cara entra na escola,armado, ameaça matar todo mundo, e o policial, ou qualquer um que tenha capacidade pra reagir tem que ficar pensando em como atirar sem machucar muito o coitadinho?)

    eu vou explicar melhor,um bandido chega numa escola e mata 10 pessoas,depois de um tempo,um policial chega,ele vê a situação e atira de modo de impedir que o bandido continue matando as pessoas,o tiro acerta a perna dele e ele cai no chão,agora eu vou dividir a situação em dois

    1°-o bandido cai no chão e pega a arma e aponta ela na direção do policial para tentar matar ele,mas ao ver isso,o policial dá outro tiro e esse tiro mata o bandido,nesse caso ele não deve ser punido

    2°-o bandido cai e a arma cai da mão dele e vai para longe de modo que o bandido não consegue alcançar ela,nesse caso,se o policial ficar com raiva do bandido e resolver dá outro tiro nele,ele deverá ser punido por isso,já não é possível que o bandido cause mal a nenhuma pessoa

  • saoPaulo  31/10/2013 18:02
    santo deus, que pessoa chata. Vamos lá...

    Eu nunca disse que se deve ser sádico com ladroes de galinhas.

    Eu disse que nao se deve iniciar agressao contra inocentes. Independentemente da sua definicao de "inocentes", tem algo a discutir com relacao a isso? Por acaso acha moral eu espancar alguém, apesar desta pessoa nao ter feito nada de errado? Espero que nao...

    E foi por isso que escrevi que, por exemplo, matar inocentes é imoral.

    Me mostre uma situacao onde seja moral matar um inocente, ou pare de ser chato.

    Note a distancia do que eu escrevi para algo do tipo: "matar pessoas que nao sao inocentes é sempre moral". Eu nunca escrevi isso.

    Se eu matar alguém em legítima defesa, isso é moral.
    Se eu matar um ladrao de galinhas, isso é imoral.

    Me diga em que isso contradiz que seja imoral matar inocentes?

    "Ah, mas você poderia atirar na perna da pessoa ao invés de matá-la..." O infeliz! Foi um exemplo, e nao um tratado sobre direito penal! Consegue imaginar alguma situacao onde nao dê somente pra atirar na perna da pessoa? Entao, esta é a situacao do exemplo...

    Se quiser discutir mais sobre o princípio de nao agressao e a ética libertária, sugiro que procure outro artigo, pois este é sobre guerra às drogas.
  • Andre Cavalcante  31/10/2013 14:37
    joao, vou tecer creio que minhas últimas considerações neste artigo porque o assunto já tá prá lá de repetido.

    "1) Como individualizar melhor as ações dos viciados doentios?
    Trata-se em restringir os possíveis danos do consumo de drogas à esfera individual, do consumidor. Do contrário ocorreia o que chamamos de externalidade, quando um terceiro é prejudicado por causa de uma transação que não o envolve diretamente."

    Não precisa individualizar nada. O consumo de drogas já é individualizado, ou alguém te obriga a usar drogas? Non sense a sua pergunta. Sobre externalidades: A limitação do direito de propriedade, as externalidades e as obras estatais e A questão das "externalidades". Se depois desses artigos você ainda vir aqui falando de externalidades, é porque é um troll.


    "2) Defender a liberação das drogas, num mundo estatista, não vai acabar dando mais poder ao Estado?
    O Estado vai criar mil regulações sobre a qualidade das drogas, uma agência reguladora, impostos, tributos, fiscalizações, restrições, leis, e claro, tudo isso resultando num cartel de fornecedores de drogas. E nós sabemos como nosso Estado tem preferência por alguns fornecedores suspeitos (como as FARC, grupo narcoterrorista)."

    É por isso que este site defende a completa saída do estado do setor, assim como a sua saída de todos os setores da economia.

    Por outro lado, se o estado simplesmente deixasse a questão das drogas dentro do arcabouço regulatório dos medicamentos (setor este totalmente regulado pelo estado, inclusive o preço dos medicamentos, quais são os que podem e não podem ser vendidos etc.) já seria um avanço e tanto! Não se v? traficante criando e vendendo aspirinas por aí, porque será? Simples, um mercado legal atrai a iniciativa privada que passa a produzir com qualidade e baixo preço, sem nenhum dos problemas de violência que o tráfico atual trás. E isso sem falar na quantidade de dinheiro dos impostos que são gastos no combate às drogas e na manutenção do sistema carcerário e da justiça como um todo (que seria desafogada).

    Se, depois dessas respostas, você continuar fazendo as mesmas questões ou repetindo o mesmo chavão esquerdista/estatista é porque você ou é um troll, ou é um intelectual desonesto (não sei o que é pior).

  • Eduardo  30/10/2013 22:30
    Taí um contraponto interessante. Fica a pergunta: até onde um viciado é, realmente,"livre" para escolher? Um viciado em crack existe para satisfazer um circuito de area septal muito simples, primitivo, animalesco... E os pacientes portadores de uma psicopatologia grave que cause demencia ou déficit de cogniçao? Gostaria, sinceramente, de uma explicaçao, pois, como estudante de medicina, nao concordo em atestar que essas pessoas que nós sabemos estarem doentes possam, legitimamente, escolher, assim como um recem nascido... Como fica o caso da internação compulsória? Obvio, n vou entrar no merito de que o pobre da favela n tem liberdade de escolher, por causa da primitividade de suas necessidades n satisfeitas, pq quem causou isso foi a intervençao do estado na economia. Mas, e nesses outros casos?
  • joao  30/10/2013 23:26
    @Eduardo 30/10/2013 22:30:40

    Sobre a capacidade de escolha dos viciados, leia sobre o trabalho do neurocientista Carl Hart: High Price A Neuroscientist's Journey of Self-Discovery That Challenges Everything You Know About Drugs and Society. Ele derruba o mito que o viciado (especificamente em crack) é irracional e não pode fazer escolhas.



    Agora sobre o que o Estado de uma região sem tradição de valorização da liberdade e do indivíduo vai fazer, caso libere as drogas: Uruguai estatiza a maconha


    E aí, quem vai refutar? Por que aqui seria diferente?
  • anônimo  31/10/2013 09:47
    Maconha é a droga da lerdeza e da apatia, claro que não dá pra concluir nada baseado somente nisso que se aplique a todas as outras drogas.
  • Alex Mamed  07/11/2013 13:48
    O que há pra refutar? Que tipo de argumento é esse? Então, porque um comunista doido faz uma coisa, num país minúsculo, significa que ele tá certo? Se você usa esse país como argumento, eu lhe refuto, oferecendo a Indonésia como contraponto. Compare aquele país com o nosso e verá a tremenda diferença na questão das drogas.
  • Paulo  31/10/2013 23:27
    Uma dose de droga da realidade:

    veja.abril.com.br/noticia/internacional/prefeito-de-toronto
  • Cauê  01/11/2013 00:24
    Canadá é um país condenado.
    E a droga é legalizada lá, pelo menos na pratica.

    Só vai sobra os chineses e os árabes lá. O resto já era.

    Pode ver que todos essas porcarias de movimento da esquerda começa lá. Eu acho que eles são um grande laboratório.

    Aliás, tem um filme sobre Vancouver que chama Street of Plenty, que eu acho que vale a pena o pessoal aí dar uma olhada.

    www.youtube.com/watch?v=I6-1oo-b3Ds&feature=share&list=PLA98BA11CE682503F
  • anônimo  31/10/2013 23:55
    a única regulação que deveria haver em relação às drogas é que pessoas com menos de 18 anos não poderiam consumir
  • Alex Mamed  07/11/2013 14:06
    E por que não? Qual o critério para limitar a 18 anos? Se não há mal, se o indivíduo é livre e não cabe ao Estado, por qual razão há de se impor limites de idade?
  • anônimo  10/11/2013 01:18
    A questão não é se há ou não mal. Você prova de novo que não entendeu nada.
  • anônimo  10/11/2013 17:09
    no Brasil a pessoa só pode ser condena penalmente depois dos 18 anos,por isso eu só a favor que pessoas com menos de 18 anos não possam usar drogas
  • Andre Cavalcante  13/11/2013 03:38
    anônimo,

    o erro no seu pensamento está exatamente aqui: "no Brasil a pessoa só pode ser condena penalmente depois dos 18 anos".

    A questão é: porque 18 anos? Por que não 16 anos, 15 anos, 19 anos, 20 anos, 40 anos? Quem garante que um jovem de 18 anos tem maturidade para decidir sobre a própria vida? Da mesma forma, porque um jovem de 15 anos não pode ter maturidade suficiente para decidir a própria vida?

    Maioridade deveria ser um acerto entre Pai e Filho: se o pai achar que o filho já tá maduro suficiente para enfrentar a via, vai no cartório e emancipa o filho; o mesmo vale para o filho que, achando que dá conta do recado, pede emancipação.

    Agora, vamos supor, para o bem do discurso, que efetivamente qualquer jovem com menos de 18 anos não tenha capacidade para tomar conta de si mesmo. É preciso lei para proibir o uso de drogas? Ora, se o cara não tem capacidade ainda, quem tem que tomar as decisões por ele é o pai/mãe/responsável legal. É preciso lei para dizer ao pai que quer ver seu filho longe de drogas que o filho não pode usar drogas? Non sense. Se o pai não tá nem aí e quer que seu filho use drogas, nenhuma lei no mundo vai impedir que o pai compre drogas para o seu filho, certo?

    Portanto, maioridade é uma arbitrariedade que só faz atrapalhar as pessoas de bem (menores responsáveis que querem tomar conta de suas vidas), proteger os bandidos (que usam os "menores" para tudo) e para dar mais poder ao estado em definir coisas que são do âmbito privado e familiar - no máximo algo que seja definido por um juiz de família.

    Essas arbitrariedades do governo é que tem que acabar.
  • anônimo  14/11/2013 03:30
    eu falei que a única regulamentação que deveria haver é que pessoas com menos de 18 anos não poderia usar drogas,por causa que uma pessoa com menos idade que isso é considerada de menor

    eu não quis entrar no mérito de dizer se eu concordo ou não com isso,mas já que esse assunto entrou na conversa,eu vou dizer,eu acho que a pessoa antes de ser julgada criminalmente,ela deveria passar por uma avaliação para determinar se ela ter maturidade o suficiente para pagar na forma da lei do mesmo jeito que os adultos fazem,é pouco provável que todos alcance a maturidade na mesma idade

    a pessoa pode achar que está madura e não estar

    existem muitos pais irresponsáveis,que não aguentam ser pais e simplesmente desistem dos seus filhos,se uma casal resolveu ter um filho,ele deve cuidar dele até que ele seja capaz de se cuidar sozinho

    ( Se o pai não tá nem aí e quer que seu filho use drogas, nenhuma lei no mundo vai impedir que o pai compre drogas para o seu filho, certo?)

    eu achei contraditório,eu acho que se o pai não estivesse nem ai para o filho,ele não compraria drogas para o filho usar,o fato de ele comprar drogas para o filho é um sinal que ele quer dar uma coisa que o filho gosta,é igual quando um pai dá um brinquedo para o filho dele

  • anônimo  01/11/2013 05:58
    Eu penso é o contrário. Traficante deveria ser condenado a pena de morte e o usuário deveria ser criminalizado pois ele quem financia toda essa merda que fortalece o crime organizado e destrói milhares de famílias. Não precisa prender esses merdas para nós ficarmos sustentando esses filhos da puta. Se fosse pego com uma bituquinha que fosse de maconha seria preso preventivamente e seria solto mediante fiança altíssima, tipo, de 10 a 20 mil reais. E não pararia por aí. Após pagar fiança ele seria julgado e condenado a prestar serviços públicos/comunitários pesados por exemplo, pintar paredes, limpeza de vias públicas, necrotério limpando e vestindo defunto etc. E além disso, teria que se internar obrigatoriamente em uma clínica de drogados às suas custas, e sua pena só acabaria até provar que tivesse limpo. Se após tudo isso houvesse reincidência ele já seria enquadrado como traficante.

    Quem é a favor de liberar a drogas deveria passar pela cracolândia e ver o que é a degradação humana por conta de um vício.
  • anônimo  01/11/2013 16:19
    o tráfico é o nome que se dá ao comercio que é proibido em determinado lugar,se não fosse proibida a venda de drogas não existiriam traficantes

    quem fortalece o crime organizado é o governo ao proibir que se venda a droga de forma legal

    a cracolândia existe justamente por causa da droga ser criminalizada,se ela fosse legal,as pessoas poderiam compra-la na farmácia perto da sua casa e não na rua

    se a droga não fosse proibida no Brasil,não haveria nenhum problema em haver as chamadas cracolândias,pois as pessoas estão apenas usando o espaço público da forma que elas querem,que é para usar a droga
  • saoPaulo  02/11/2013 04:39
    20 mil porque o idiota resolveu fumar maconha, algo que o deixa tao mongoloide que nao conseguiria fazer mal a um esquilo? Pena de morte por vender drogas?

    Ou está de sacanagem, ou é o autoritarismo personificado.

    Eu fico imaginando amanha a "noite dos cristais" contra farmacias e drogarias, com sujeitinhos como este no front, de braco direito esticado a 45°, clamando pelo comportamento social puro.

    "Quem é a favor de liberar a drogas deveria passar pela cracolândia e ver o que é a degradação humana por conta de um vício."
    Passe por qualquer favela e veja criancas que sequer usam drogas trabalhando para o altamente lucrativo trafico. Daí volte aqui com a sua falsa comocao.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  02/11/2013 13:04
    Saudações, assunto polêmico, não?
    Assim como dinheiro não é assunto de economia,e sim da matéria direito; o tema drogas não deve ser focado tão somente em ciências sociais/saúde, mas também em economia.
    Talvez, a especialidade esteja sendo ardilosamente manipulada pelo estado que gosta de controlar, ou seja, seu controle (do estado) vive dessa neblina em que os seus súditos não percebam qual em clave está a discussão.
    Fundamental é saber em qual campo está o embate;reduzir àquilo ao qual fomos supostamente criados; saber as diferenças entre livre-arbítrio e liberdade.
    Interessante como todos os polemistas têm razão, precisamos saber alternar em qual momento a liberdade é parte da estrutura da realidade, e em qual momento a liberdade é um ideal, portanto, a ser buscado.
  • dignow  02/11/2013 14:57
    Para quem quiser ver argumentos brilhantes contra a legalização das drogas:

    mundorealista.com/forum/viewtopic.php?f=14&t=16041
  • saoPaulo  02/11/2013 15:48
    Que lixo.
  • anônimo  07/11/2013 13:10
    Todos os fóruns da real são lixo.
    Lixo infestado de brasileiro típico, vagabundo que passa a vida toda sonhando em virar funça.
  • Eduardo Bellani  07/11/2013 13:42
    Meu amigo, muito obrigado pelo link, fazia tempo que eu não dava tanta risada.
  • anônimo  02/11/2013 17:18
    Triste ler que a grande maioria dos que tecem críticas negativas a este texto não sabem a diferença entre legalizar e desregulamentar. Mas felizmente a grande maioria destes são recém-chegados ao site. O resto é desonesto mesmo.

    Contra a legalização dos prostíbulos (e das drogas, do jogo, e de tudo)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1276
  • Alex Mamed  07/11/2013 13:57
    Tratam-se de eufemismos. Não há um único setor da economia, política ou qualquer área da vida em sociedade que não seja regulamentada.

    Vou lhe falar um princípio jurídico fundamental: o indivíduo pode fazer tudo que a lei não proíba; ao Estado só é permitido fazer o que a lei lhe atribui.

    Traduzindo: se a lei proíbe o consumo de drogas, então o indivíduo não pode fazer. Desregulamentar que você chama, é tão somente extinguir a proibição que existe hoje. O festival de insanidade que propõe os que querem a liberalização das drogas sai aos berros gritando: não queremos legalização. Somente desregulamentação.

    No fim, o propósito é o mesmo, pois se não for proibido, o indivíduo poderá agir livremente. Se fosse somente isso, eu até seria a favor. Mas não é assim que funciona. Pra evitar a bagunça geral, o Estado precisará regular toda a cadeia produtiva: produção, processamento, embalagem, distribuição, consumo, segurança, defesa do consumidor, etc. E voltamos à estaca zero.

    Ademais, a droga não é algo que o indivíduo diz ter sob controle, como pretendem alguns maconheiros das 04:20, que frequentam as altas rodas. As drogas chamadas pesadas impõem um fardo pesado demais paras famílias dos dependentes. Ainda que se torne barata, a questão do vício certamente levará (juízo de cognição - achismo) a desestruturação do indivíduo. Tanto faz o preço, se caro ou barato, o cara vai se foder, e arrastar sua família pro buraco.
  • Doutrinador  07/11/2013 14:17
    "Tratam-se de eufemismos. Não há um único setor da economia, política ou qualquer área da vida em sociedade que não seja regulamentada."

    Correto quanto à realidade da regulamentação. Mas a questão é: você defende isso? Defende que seja assim? Confia tanto na onisciência de burocratas? Pelo que veremos mais abaixo, sua paixão por eles está além do platonismo.

    "Vou lhe falar um princípio jurídico fundamental: o indivíduo pode fazer tudo que a lei não proíba; ao Estado só é permitido fazer o que a lei lhe atribui."

    E quem faz as leis? Atualmente, são os próprios políticos e burocratas. Aliás, na Alemanha Nacional-Socialista e em todos os países comunistas era lei delatar o vizinho envolvido em atividades "reacionárias". Não denunciá-los era crime. Você, ao que tudo indica, seria o primeiro a ficar orgulhosamente com o dedo indicador ereto.

    "Traduzindo: se a lei proíbe o consumo de drogas, então o indivíduo não pode fazer."

    Se Sarney diz que você não pode tomar chope, então você obedece feito um cachorrinho. Se Renan Calheiros disser que você não pode acessar determinados sites de Internet, então você jubilosamente aquiescerá e ainda tecerá louvores a este grande líder humanista. E você não apenas acha linda essa sua subserviência, como quer expandi-la para todos. E para o bem da humanidade. Você é um totalitário, mas ainda assim digno de piedade.

    "[...] No fim, o propósito é o mesmo, pois se não for proibido, o indivíduo poderá agir livremente. Se fosse somente isso, eu até seria a favor. Mas não é assim que funciona. Pra evitar a bagunça geral, o Estado precisará regular toda a cadeia produtiva: produção, processamento, embalagem, distribuição, consumo, segurança, defesa do consumidor, etc. E voltamos à estaca zero."

    De novo, a paixão pelo estado. Para você, só é confiável aquilo que é produzido sob a mais completa supervisão de burocratas. Se não houver burocratas oniscientes fiscalizando toda a cadeia produtiva de qualquer bem, você não o consome. Nunca vi tanto tesão por esta gente. Acho que nem Fidel chega a tal ponto.
  • anônimo  07/11/2013 14:40
    Só complementando a excelente resposta do Doutrinador:

    "Ademais, a droga não é algo que o indivíduo diz ter sob controle, como pretendem alguns maconheiros das 04:20, que frequentam as altas rodas. As drogas chamadas pesadas impõem um fardo pesado demais paras famílias dos dependentes. Ainda que se torne barata, a questão do vício certamente levará (juízo de cognição - achismo) a desestruturação do indivíduo. Tanto faz o preço, se caro ou barato, o cara vai se foder, e arrastar sua família pro buraco."

    Ora Alex Mamed, e por acaso apenas as drogas desestruturam as famílias? Acidentes de automóveis não? Violência urbana não? Alcoolismo não? Cigarro não? Notas ruins na escola não? Adultério não? Demissão não?

    Enquanto a sociedade não parar de passar a mão na cabeça de quem age errado, estes nunca irão aprender. Libere as drogas sem restrições ( e pare de fornecer auxílio estatal aos viciados ), e aposto que em 5 anos não existirá mais o mercado para drogas.

    Aprenda algo de uma vez, Alex Mamed: se você trata os adultos como crianças, eles se comportarão feito crianças. O que você prefere, uma sociedade de indivíduos responsáveis e conscientes ou uma sociedade de adultos mimados inconsequentes?

    Sua resposta acima aponta para a segunta opção.
  • Alex Mamed  07/11/2013 16:26
    A solução final de outro post meu ainda não foi publicada: candidate-se, tome o lugar do Sarney e mude as leis. Enquanto vocês forem minorias e não conseguirem eleger representantes que possam falar por vocês, devem obedecer as leis.

    Se vocês nutrem sentimento libertários, então devem mudar-se para um território livre das leis, onde indivíduos conscientes vivem da forma que bem entendem.

    Já passamos por isso e o nome Estado Natural, onde prevalecia a lei do mais forte. Evoluímos para o Estado de Direito, onde existe o império da Lei.

    E sim, sou adepto do positivismo, que aliás, foi quem permitiu você chegar onde chegou, e que lhe permite a liberdade de expressão, inclusive de tentar subvertê-lo. Duvido se o inverso seria permitido.

    O espantalho do nazismo pode funcionar com incautos. Comigo não. Arrume argumento melhor.

    Enfim, se não concorda com a lei, candidate-se. Do contrário, aceite a lei e cumpra. Ou será criminoso. É simples assim!
  • Doutrinador  07/11/2013 17:02
    "candidate-se, tome o lugar do Sarney e mude as leis."

    Entendi a sua moral. Se estou sendo roubado, espoliado e escravizado, eu não tenho sequer o direito de reclamar e apontar que isso é moralmente errado. Não, eu tenho de me rebaixar a um Sarney, que é por você tido como alguém tão moralmente superior, que só sendo igual a ele para poder alterar leis. Você é deplorável.

    "Enquanto vocês forem minorias e não conseguirem eleger representantes que possam falar por vocês, devem obedecer as leis."

    Adeptos do nacional-socialistas falavam exatamente isso para judeus.

    "Se vocês nutrem sentimento libertários, então devem mudar-se para um território livre das leis, onde indivíduos conscientes vivem da forma que bem entendem."

    Por que sou eu quem tem de sair? Nasci neste país e sempre vivi aqui. Por que sou eu -- e não os agressores -- que deve se retirar? Linda a sua moral.

    "Já passamos por isso e o nome Estado Natural, onde prevalecia a lei do mais forte. Evoluímos para o Estado de Direito, onde existe o império da Lei."

    Duas frases acima você disse que "Enquanto vocês forem minorias e não conseguirem eleger representantes que possam falar por vocês, devem obedecer as leis." Ora, quer exemplo de "lei do mais forte" mais patente do que esse? Você é tão ignaro que nem sequer percebeu que caiu em contradição. Lei do mais forte é, segundo você próprio, exatamente o arranjo em que vivemos. E que você defende.

    "E sim, sou adepto do positivismo, que aliás, foi quem permitiu você chegar onde chegou, e que lhe permite a liberdade de expressão, inclusive de tentar subvertê-lo. Duvido se o inverso seria permitido."

    Agora, sim, você está corretíssimo. Foi o positivismo que gerou esse estado de deturpação mora e ética, no qual os agressores estão no comando e os inocentes nada podem fazer a não ser apanhar quietinhos.

    "O espantalho do nazismo pode funcionar com incautos. Comigo não. Arrume argumento melhor."

    Qual espantalho do nazismo? Apenas citei um exemplo de leis puramente estatais que eram rigidamente aplicadas e impingidas. Você não respondeu, apenas fez beicinho e agora está aí dizendo que "ah, isso não vale"

    "Enfim, se não concorda com a lei, candidate-se. Do contrário, aceite a lei e cumpra. Ou será criminoso. É simples assim!"

    E ainda diz ser contra a lei do mais forte!

    Você, meu caro, com esta sua lógica incoerente e boçal, realmente está preparadíssimo para ser político. Que Deus nos proteja de você.
  • Alex Mamed  07/11/2013 17:40
    "Entendi a sua moral. Se estou sendo roubado, espoliado e escravizado, eu não tenho sequer o direito de reclamar e apontar que isso é moralmente errado. Não, eu tenho de me rebaixar a um Sarney, que é por você tido como alguém tão moralmente superior, que só sendo igual a ele para poder alterar leis. Você é deplorável."

    Quem arrastou Sarney pro debate foi você. E não o acho superior em nada. Acho deplorável, mas me submeto as leis do país sim.Não disse que você deve se rebaixar. Disse que deve cumprir a lei. Se insiste em descumprir, aceite as consequencias. Leis são feitas por um Poder legalmente instituído e por representantes do povo.


    "Adeptos do nacional-socialistas falavam exatamente isso para judeus."

    Já disse que o espantalho do nazismo não funciona comigo. Isso e Lei de Godwin. Comigo não.


    "Por que sou eu quem tem de sair? Nasci neste país e sempre vivi aqui. Por que sou eu -- e não os agressores -- que deve se retirar? Linda a sua moral."

    Então você quer a liberdade mas não quer a responsabilidade? Se você nasceu, você deve cumprir as leis. E quem tá agredindo quem? Se forem os que são contra as drogas, eles não devem se retirar porque são maioria, oras, e em democracia prevalece a vontade da maioria, não de uns gatos pingados.


    "Duas frases acima você disse que "Enquanto vocês forem minorias e não conseguirem eleger representantes que possam falar por vocês, devem obedecer as leis." Ora, quer exemplo de "lei do mais forte" mais patente do que esse? Você é tão ignaro que nem sequer percebeu que caiu em contradição. Lei do mais forte é, segundo você próprio, exatamente o arranjo em que vivemos. E que você defende."

    Não confunda lei do mais forte com lei da maioria. Você utiliza premissas verdadeiras para atingir uma conclusão falsa. Lei do mais forte se impõe na marra, na porrada. Lei da maioria, se impõe pela maioria. É simples. Não fique inventando coisas.



    "Agora, sim, você está corretíssimo. Foi o positivismo que gerou esse estado de deturpação mora e ética, no qual os agressores estão no comando e os inocentes nada podem fazer a não ser apanhar quietinhos."

    Estou correto mesmo, pois você pensa que a liberdade é um valor absoluto e que se encerra em si mesmo. Não, meu caro, não é! Liberdade está intrinsecamente ligada à responsabilidade, que por sua vez corresponde aos deveres com os demais cidadãos, inclusive o de cumprir as leis.


    "Qual espantalho do nazismo? Apenas citei um exemplo de leis puramente estatais que eram rigidamente aplicadas e impingidas. Você não respondeu, apenas fez beicinho e agora está aí dizendo que "ah, isso não vale"

    Não vale. Esse tipo de espantalho, comigo não. Lei de Godwin.


    "E ainda diz ser contra a lei do mais forte!"

    Exigir cumprimento da lei, por força de um contrato social chamado Constituição, não tem nada de lei do mais forte.


    "Você, meu caro, com esta sua lógica incoerente e boçal, realmente está preparadíssimo para ser político. Que Deus nos proteja de você."

    Você que e seus argumentos frágeis ainda estão longe de sustentar essa sandice no meio de pessoas razoáveis. E argumento ad hominem também não funciona comigo.
  • anônimo  08/11/2013 13:04
    'Não disse que você deve se rebaixar. Disse que deve cumprir a lei.'

    Disse sim, talvez só não tenha capacidade de entender o que fala, mas que disse disse.
    Ora, se as leis são feitas por lixo como Sarney, e se você diz que tem que cumprir, é claro é óbvio que o sujeito vai se colocar num nível de submissão ao Sarney

    Se insiste em descumprir, aceite as consequencias.
    Tradução: seja submisso, obedeça, se rebaixe e não reclame.

    Leis são feitas por um Poder legalmente instituído e por representantes do povo.'
    Então eu tenho que obedecer as leis porque elas foram legalmente constituídas? Genial sua lógica circular.
    E nenhum desses vagabundos e parasitas de brasília representa o povo coisa nenhuma, a única coisa que o povo faz é SER FORÇADO a escolher se vai ser roubado por A ou se vai ser roubado por B.Grande representação, essa.
    Democracia é o seguinte: se 50% +1 decidirem que o resto deve pagar por qualquer idiotice que seja, por mais absurdo, ilógico ou imoral que seja, o resto tem que calar a boca e aceitar.
  • anônimo  08/11/2013 16:52
    (E nenhum desses vagabundos e parasitas de brasília representa o povo coisa nenhuma, a única coisa que o povo faz é SER FORÇADO a escolher se vai ser roubado por A ou se vai ser roubado por B.Grande representação, essa.)

    na teoria deveria representar,mas na prática não representa

    imposto só pode ser considerado como roubo se a pessoa que o paga não concorda com esse tipo de cobrança

    (Democracia é o seguinte: se 50% +1 decidirem que o resto deve pagar por qualquer idiotice que seja, por mais absurdo, ilógico ou imoral que seja, o resto tem que calar a boca e aceitar.)

    nenhuma votação com um grande número de pessoas,uma ideia vence de forma unânime
  • Ricardo  07/11/2013 17:04
    É, Alex... depois dessa "doutrinada" que você levou, o melhor que você tem a fazer é fingir que sua internet caiu (algo bastante comum em um "estado positivista") e sair de finíssimo. Ficar aqui apanhando e tendo exposta sua pavorosa tentação totalitária não será legal.
  • Emerson Luis, um Psicologo  07/11/2013 12:44
    As pessoas devem ter autonomia para tomar suas próprias decisões, respeitando a vida e a liberdade dos demais e arcando com os ônus de suas escolhas.

    * * *
  • saoPaulo  09/11/2013 08:58
    www.youtube.com/watch?v=3z0ZXi8u-xA

    E ainda tem o aspecto de que cada policial caçando um adolescente estúpido, apenas por este ter fumado algo ilegal, é um policial a menos caçando estupradores, assassinos, etc.

    Tanto se fala sobre o craque e como ele, aparentemente sozinho, força sua entrada no corpo das pessoas e altera monstruosamente seus comportamentos. Mas qual o sentido em se proibir a maconha? Pode ser ignorância minha, mas desconheço casos de pessoas que cometeram crimes violentos por estarem chapadas de maconha. Se acontece, é mais frequente que com o álcool? Acho que no Brasil ela já é descriminalizada, o que muito "conserva" acha o cúmulo. Mas por que não liberá-la?

    Até onde sei, a maconha deixa seus usuários mongolóides. Então, caros "conservas", não venham falar que são contra as drogas por medo de viciados violentos. Sabemos bem que não é por isso...

    Que bom seria ver o Capitão Nascimento destruindo um esquema de tráfico internacional de mulheres. Muito mais foda que colocar a culpa desta insanidade de guerra às drogas nos ombros de um estudante idiota, quando são os autoritários e ungidos "conservas" os verdadeiros culpados.

    *por "conservas" entenda-se não somente os conservadores a favor da proibição, mas sim todos os a favor da proibição, e todos que querem forçar algum tipo de comportamento agressivo sobre os outros.
  • Occam's Razor  09/11/2013 12:06
    Eles não caçam apenas adolescentes estúpidos, saoPaulo. Eles praticam chacinas dentro de residências mesmo. Como o vídeo abaixo mostra, quem defende a guerra as drogas tem as mãos sujas de sangue.

  • Novitsky  16/06/2017 21:12
    A maioria dos criminosos possuem histórico de serem usuários de drogas. Se não estiverem loucos de crack, coca ou álcool na hora do crime, é porque o consumo de drogas é algo comum na vida deles.
    www.cruzeirodovale.com.br/geral/por-que-tantos-adolescentes-estao-se-envolvendo-na-criminalidade-/
    g1.globo.com/brasil/noticia/2012/04/75-dos-jovens-infratores-no-brasil-sao-usuarios-de-drogas-aponta-cnj.html

    E é exatamente por isso que tudo deve ser privado, até mesmo cidades. Cada cidade deveria ter suas próprias regras em relação às drogas. Se você quer uma cidade mais tranquila para se viver sem viados e drogados, deveria ter a disponibilidade tais lugares.
    Com a Democracia, é um "direito" poder ser drogado em qualquer lugar do país (ruas, estabelecimentos públicos, sua casa própria, etc). A verdadeira solução é o Anarcocapitalismo em prática.
  • Rafael Roldan  29/05/2017 03:19
    Concordo em parte.

    Como resolver a questão da Cracolândia, por exemplo?

    Grande parte dqueles seres estão incapazes de se autoguiarem, mas impõem diversos problemas para a cidade e seus cidadãos.

    Isso é bem diferente de quem, mesmo viciado, não causaria esse tipo de mal ao seu redor.
  • Alexandro  04/06/2017 13:50
    Aqueles que amam e aprovam essa guerra deve perecer nela.
    Viva a constituição e o fim da guerra!!!
  • Master of Chaos  16/06/2017 17:47
    Noutro dia estava limpando a casa e comecei a pensar em uma alternativa... Claro, ela envolve a criação de leis e atuação do Estado, mas pensei que pudesse ser útil.

    Tal como ocorreu com o cigarro, não é certo proibir o consumo de nada. A meu ver, interessante seria se as drogas fossem completamente liberadas, sem nenhuma mão do governo em volta do comércio e etc, no entanto, deveria usar uma política de propaganda, para apresentar à sociedade os males que tais substâncias provocam, sejam a curto, médio ou longo prazo.
    Claro que poderão dizer que a propaganda é uma forma de influenciar as massas, mas mesmo com toda a publicidade contra a indústria tabagista e com imagens horríveis estampadas nas caixas de cigarro, ainda existem pessoas que fumam, mas o número de fumantes reduziu bastante. Por que não utilizar de política parecida, sem tentar proibir ou coibir as empresas?
  • Mídia Insana  16/06/2017 23:40
    Sobre a sua ideia, Chaos, encontrei o seguinte gráfico do Observatório do Recife:

    www.observatoriodorecife.org.br/site/wp-content/uploads/cigarro.gif

    Ignorando a tendência histórica de queda no consumo de cigarro e ignorando causas acumuladas(aumento de impostos, tendência histórica mundial e restrição nas propagandas de promoção ao fumo) ou dados emaranhados (ou seja, assumindo um "aconteceu depois, aconteceu por causa"), vimos uma queda de 3% em três anos após a introdução das propagandas de medo nas embalagens.

    Sua efetividade é questionável.

    O que estou à procura é de material que relacione a introdução de métodos e produtos que auxiliam no abandono do cigarro e sua relação com a queda do número de fumantes. É sempre preferível olhar para a solução pacífica e esgotados os meios pacíficos, pensar em uma solução coercitiva - isso se você não for libertário, claro.
  • Mídia Insana  16/06/2017 23:48
    Enviei a resposta incompleta. Eu digo seguros de vida / saúde como solução ao tabagismo.

    Há uma correlação assustadoramente precisa entre quedas no número de fumantes e surgimento de doençaS (múltiplas) relacionadas ao fumo:

    https://cdn.static-economist.com/sites/default/files/images/2015/07/articles/body/20150711_IRC888.png

    Sendo assim, é do interesse de empresas do ramo de seguros de saúde combater o tabagismo assim como combatem atualmente a obesidade (especialmente a infantil que é tão perigosa quanto o cigarro. Você já deve ter visto fotos).

    Qual a melhor mecânica para combater isso? O preço.

    freakonomics.com/wp-content/uploads/2014/04/Screen-Shot-2014-04-02-at-10.34.03-AM.png

    Olhe o gráfico acima ou volte ao gráfico que apontei na resposta original. Ambos apontam que o aumento dos custos para o fumante foi o provável e mais eficiente chute para alavancar a queda no número de fumantes.

    O bolso do ser humano é realmente seu calcanhar de Aquiles. Retire um sistema em que os responsáveis têm de pagar pelo modo de vida irresponsável de terceiros e esses imediatamente mudarão de comportamento quando a conta deles chegar. No longo prazo, será bom para todos.
  • Lucien Almeida  13/03/2018 18:46
    Olá! Procurei os trechos destacados nos livros de Mises para fazer referência em um trabalho, mas não os achei. Alguém poderia me dizer onde estão (livro e página)?

    Desde já grato!
  • James  13/03/2018 19:05
    Capítulo 1, seção 11, do livro Liberalismo - Segundo a tradição clássica.

    PDF gratuito aqui:

    www.mises.org.br/EbookDownload.aspx?file=35.pdf


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