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Em defesa do idealismo radical

Todo credo "radical" está sujeito à acusação de ser "utópico", e o movimento libertário não é exceção. Alguns dos próprios libertários sustentam que não devemos assustar as pessoas por sermos "radicais demais", e que, portanto, toda a ideologia e todo o programa libertário devem ser escondidos do público.  

Estas pessoas propõem um programa "fabiano" de gradualismo, concentrando-se apenas em uma erosão gradual do poder do estado.  Um exemplo seria a questão dos impostos: em vez de defendermos a medida "radical" que seria a abolição de toda e qualquer forma de tributação — ou até mesmo a simples abolição do imposto de renda —, deveríamos nos restringir a apenas pedir por pequenas melhorias; por exemplo, uma redução de dois pontos percentuais no imposto de renda.

No campo do pensamento estratégico, convém aos libertários aprenderem as lições ensinadas pelos marxistas, uma vez que eles vêm elaborando estratégias para mudanças sociais há muito mais tempo do que qualquer outro grupo.  Os marxistas entendem que há duas falácias estratégicas criticamente importantes, as quais "desviam" o movimento de seu caminho adequado: uma é o que eles chamam de "sectarismo de esquerda"; a outra, e contrária, é o "oportunismo de direita".  Os críticos dos princípios "extremistas" dos libertários são análogos aos "oportunistas de direita" dos marxistas.

O principal problema desses oportunistas é que, ao se restringirem estritamente a programas "práticos" e graduais, programas que têm uma boa chance de serem adotados imediatamente, eles correm um grande risco de perder de vista o objetivo final, a meta libertária.  Aquele que se restringe a clamar por uma redução de dois pontos percentuais nos impostos ajuda a sepultar a meta final, que é a abolição de toda a tributação.  Ao se concentrar nos meios imediatos, ele ajuda a aniquilar o objetivo final, e, consequentemente, todo o sentido de ser um libertário.  Se os libertários se recusarem a empunhar a bandeira da pureza de princípios, a bandeira da meta final, quem o fará? A resposta é: ninguém, já que uma das principais fontes de deserção do movimento nos últimos anos tem sido esse caminho errôneo do oportunismo.

Um caso célebre de deserção devido ao oportunismo é o de alguém que chamaremos de "Rodrigo", que se tornou um libertário dedicado e militante no início da década passada.  Apelando rapidamente para o ativismo e para as conquistas imediatas, Rodrigo chegou à conclusão de que o caminho estratégico mais adequado seria o de minimizar todo o discurso da meta libertária e, em especial, da hostilidade libertária ao governo.  Seu objetivo era enfatizar apenas os aspectos "positivos", bem como o que as pessoas poderiam realizar por meio das ações voluntárias.

À medida que sua carreira avançou, Rodrigo começou a achar os libertários intransigentes um estorvo; ele então passou a se distanciar sistematicamente de qualquer pessoa que fosse pega tendo pontos de vista "negativos" a respeito do governo.  Não demorou muito para que Rodrigo abandonasse aberta e explicitamente a ideologia libertária e passasse a advogar uma "parceria" entre o governo e a iniciativa privada — entre algo coercitivo e algo voluntário —, tudo com o intuito de conseguir cravar o seu lugar junto ao establishment.  No entanto, em um bate-papo qualquer, Rodrigo ainda se refere a si mesmo como um "libertário", porém tal rotulação fará sentido apenas em um mundo de fantasia, abstrato, totalmente desconexo do mundo tal como ele é.

O economista F. A. Hayek, ele próprio de maneira alguma um "extremista", escreveu de maneira eloquente a respeito da importância vital para o sucesso da liberdade de se manter elevada uma ideologia pura e "extrema", como um credo a nunca ser esquecido. Hayek escreveu que um dos grandes atrativos do socialismo sempre foi a sua ênfase contínua numa meta "ideal", um ideal que permeia, informa e guia as ações de todos aqueles que lutam para obtê-lo. Hayek então acrescentou:

Devemos fazer novamente da construção de uma sociedade livre uma aventura intelectual, um feito de coragem. O que nos falta é uma utopia liberal, um programa que não seja apenas uma mera defesa das coisas tais como elas são, mas sim um radicalismo verdadeiramente liberal, que não poupe a suscetibilidade dos poderosos (incluindo os sindicatos trabalhistas), que não seja excessivamente pragmático e que não se restrinja apenas ao que atualmente pareça ser politicamente possível. Precisamos de líderes intelectuais que estejam preparados a resistir aos agrados do poder e da influência, e que estejam dispostos a trabalhar por um ideal, por menores que sejam as perspectivas de sua realização inicial. Eles precisam ser homens dispostos a se ater a princípios e a lutar pela realização integral destes princípios, por mais remotos que eles sejam.

O livre comércio a liberdade de oportunidade são ideais que ainda atiçam a imaginação de um grande número de indivíduos; por outro lado, uma simples "liberdade razoável de comércio" ou uma mera "atenuação das regulações" não é algo nem intelectualmente respeitável nem capaz de despertar qualquer entusiasmo. A lição principal que o liberal genuíno deve aprender com o sucesso dos socialistas é que ser utopista foi um ato de coragem da parte deles, que lhes conquistou o apoio dos intelectuais e, por consequência, uma influência sobre a opinião pública que torna possível, cotidianamente, o que até pouco tempo atrás parecia ser algo totalmente remoto.

Aqueles que se preocuparam exclusivamente com aquilo que parecia praticável perante os pontos de vista dominantes acabaram descobrindo que até mesmo isto se torna rapidamente impossível, politicamente, devido às mudanças na opinião pública, a qual eles nada fizeram para orientar.  A menos que possamos novamente fazer das fundações filosóficas de uma sociedade livre uma questão intelectual mais viva, e sua implementação uma tarefa que desafie a engenhosidade e a imaginação de nossas mentes mais brilhantes, as perspectivas da liberdade são, de fato, sombrias.  Mas se pudermos reconquistar aquela crença no poder das ideias — que foi o que caracterizou o liberalismo em seu melhor momento —, então a batalha não está perdida.[1]

Hayek está ressaltando uma verdade importante e um motivo importante para se enfatizar a meta final: a emoção e o entusiasmo que um sistema que possui uma lógica consistente é capaz de inspirar.  Quem, por outro lado, iria às barricadas por uma redução de dois pontos percentuais no imposto de renda?

Existe outro motivo tático e vital para se apegar aos princípios puros.  É verdade que os eventos sociais e políticos cotidianos resultam de diversas pressões, e são consequências frequentemente insatisfatórias dos movimentos opostos e conflitantes das diferentes ideologias e interesses.  Porém, exatamente por isso, é ainda mais importante que o libertário continue a aumentar a pressão.  O clamor por um corte de dois pontos percentuais no imposto de renda pode conseguir apenas uma leve redução no aumento que já havia sido projetado nos impostos; já um clamor por um corte drástico nos impostos pode de fato conseguir uma redução significativa.  E, ao longo dos anos, esse é exatamente o papel estratégico do "extremista": continuar a girar o fiel da balança cada vez mais rumo à sua direção.

Os socialistas foram exitosamente adeptos desta estratégia.  Se analisarmos o programa socialista proposto há 30 anos, ficará evidente que medidas que àquela época eram tidas como perigosamente socialistas são atualmente consideradas parte indispensável do pensamento convencional.  Assim, as concessões cotidianas a uma política supostamente "pragmática" acabam sendo empurradas, inexoravelmente, para a direção coletivista. Não há motivo pelo qual os libertários não possam seguir a mesma estratégia e obter o mesmo resultado.  Na realidade, um dos principais motivos pelo qual a oposição conservadora ao coletivismo tem sido tão fraca é que o conservadorismo, por sua própria natureza, não oferece uma filosofia política consistente, mas apenas uma defesa "pragmática" do status quo existente.  E, à medida que o estatismo cresce e se expande, ele se torna, por definição, cada vez mais arraigado nos costumes e, consequentemente, mais "tradicional"; o conservadorismo não tem, portanto, como encontrar armas intelectuais para conseguir derrubá-lo.

Aderir a um princípio significa muito mais do que simplesmente não contradizer o objetivo libertário final. Significa também lutar para atingir este objetivo final o mais rapidamente possível.  Em suma, o libertário nunca deve defender ou preferir uma abordagem gradual, em vez de uma abordagem rápida e imediata, para o seu objetivo; pois, ao fazê-lo, ele solapa a importância fundamental de seus próprios objetivos e princípios.  E se ele próprio atribui um valor tão baixo às suas próprias metas, que valor darão os outros a elas?

Ou seja: para perseguir de fato a meta da liberdade, o libertário deve desejar que ela seja atingida através dos meios mais eficazes e rápidos disponíveis.

O libertário, portanto, deve ser a pessoa que apertaria um botão capaz de abolir instantaneamente todas as invasões de liberdade, se ele existisse. É claro que ele sabe, também, que este botão mágico não existe, mas esta sua preferência fundamental dá cor e forma a toda a sua perspectiva estratégica.

Esta perspectiva "abolicionista" não implica, mais uma vez, que o libertário tenha uma avaliação irrealista de quão rapidamente seu objetivo será, de fato, alcançado.  Assim, o libertário e defensor da abolição da escravatura William Lloyd Garrison não estava sendo "irrealista" quando ele ergueu pela primeira vez, na década de 1830, a gloriosa bandeira da emancipação imediata dos escravos. Sua meta era a mais adequada, moralmente, e seu realismo estratégico estava no fato de que ele não esperava que sua meta fosse atingida com rapidez. Segundo Garrison: "por mais energicamente que lutemos pela abolição, ela será, infelizmente, uma abolição gradual, no final das contas. Nunca dissemos que a escravidão será derrubada com um só golpe; mas sempre sustentaremos que ela deve ser derrubada."[2] Do contrário, como Garrison avisou com veemência, "o gradualismo na teoria se torna a perpetuidade na prática."

O gradualismo de fato solapa o próprio objetivo ao admitir que ele deve ficar em segundo ou terceiro plano em relação a outras considerações não-libertárias, ou até mesmo anti-libertárias.  A preferência pelo gradualismo implica que estas outras considerações são mais importantes que a liberdade.  Assim, suponhamos que o abolicionista da escravidão tenha dito: "eu prego o fim da escravidão — mas apenas daqui a dez anos." Isto implicaria que a abolição daqui a oito ou nove anos, ou até mesmo imediatamente, seria algo errado, e que, portanto seria melhor que a escravidão continuasse a existir um pouco mais.  Mas isto significaria que todas as considerações pela justiça já foram abandonadas, e que o próprio objetivo não mais era tido em alta estima pelo abolicionista (ou libertário).  Na realidade, tanto para o abolicionista quanto para o libertário, isto significaria que eles estariam advogando o prolongamento do crime e da injustiça.

Embora seja vital para o libertário manter elevado seu objetivo final e "extremo", isto não faz dele, ao contrário do que afirmou Hayek, um "utopista".  O verdadeiro utopista é aquele que advoga um sistema contrário à lei natural dos seres humanos e do mundo real.  Um sistema utópico é um sistema que não funcionaria mesmo se todos fossem convencidos a colocá-lo em prática.  O objetivo utópico da esquerda, o comunismo — a abolição da especialização e a adoção da uniformidade — não poderia funcionar mesmo se todos estivessem dispostos a adotá-lo imediatamente.  Ele não funcionaria porque viola a própria natureza essencial do homem e do mundo, a singularidade e individualidade de cada pessoa, suas capacidades e interesses; e também porque traria um declínio tão drástico na produção de riqueza que grande parte da raça humana estaria fadada à fome e à extinção.

Em suma, o termo "utópico" no discurso popular mistura dois tipos de obstáculos que são encontrados no caminho de um programa radicalmente diferente do status quo: o primeiro é que ele viola a natureza do homem e do mundo e, portanto, não funcionaria uma vez posto em prática.  Esta é a utopia do comunismo.  O segundo é a dificuldade em se convencer um número suficiente de pessoas de que este programa deve ser adotado. O primeiro é uma má teoria, pois viola a natureza humana; o segundo é simplesmente um problema da vontade humana, o problema de se convencer um número suficiente de pessoas da justeza dessa doutrina. "Utópico", em seu sentido pejorativo comum, se aplica apenas ao primeiro.  

Em seu sentido mais profundo, portanto, a doutrina libertária não é utópica, mas eminentemente realista, porque é a única teoria que de fato é consistente com a natureza do homem e do mundo. O libertário não nega a variedade e a diversidade do homem; ele a glorifica e procura dar a essa diversidade uma expressão plena num mundo de liberdade completa.  E, ao fazê-lo, ele também gera um aumento enorme na produtividade e nos padrões de vida de todos, um resultado acima de tudo "prático", que geralmente é desprezado pelos verdadeiros utopistas como sendo um "materialismo" perverso.

O libertário também é eminentemente realista porque somente ele compreende, em sua totalidade, a natureza do estado e seu ímpeto pelo poder.  Por outro lado, o conservador, aparentemente muito mais realista, acredita no "governo limitado", que é a verdadeira utopia impraticável.  O conservador repete continuamente a ladainha de que o governo central deve ser limitado severamente por uma constituição.  No entanto, ele não consegue extrair a ideia — já comprovada inúmeras vezes na prática — de que um estado constitucional estritamente limitado foi um experimento nobre que fracassou, mesmo diante das circunstâncias mais favoráveis e propícias.  Se ele fracassou, então, por que um experimento semelhante haveria de dar certo agora?  Não.  É o conservador adepto do laissez-faire, aquele que coloca todas as armas e todo o poder de decisão nas mãos do governo central e então afirma "controle-se", que é o verdadeiro utopista visionário.

Há ainda outro sentido profundo no qual os libertários desprezam o amplo utopismo da esquerda.  Os utopistas da esquerda invariavelmente postulam uma mudança drástica na natureza do homem; para a esquerda, o homem não possui uma natureza.  Espera-se que o indivíduo seja infinitamente maleável por suas instituições, para que o ideal comunista (ou o sistema socialista de transição) possa gerar o Novo Homem Comunista.  O libertário acredita que, em última análise, todo indivíduo tem o livre arbítrio e é capaz de moldar a si mesmo; seria, portanto, loucura colocar todas as esperanças em uma mudança drástica e uniforme nas pessoas, realizada através de um projeto de Nova Ordem.  O libertário gostaria de ver uma melhoria moral em todos, embora suas metas morais dificilmente coincidam com as dos socialistas.  Por exemplo, ele ficaria extremamente jubiloso caso todos os desejos de agressão gratuitra de um homem pelo outro sumissem da face da Terra.  Porém, ele é por demais realista para confiar nesse tipo de mudança. Em vez disso, o sistema libertário é um sistema que seria ao mesmo tempo muito mais moral e funcionaria muito melhor que qualquer outro, pois ele leva em conta os valores e atitudes existentes do ser humano.  É claro que, quanto mais o desejo de agressão desaparecesse, melhor seria o funcionamento de qualquer sistema social, incluindo o libertário; menos necessidade haveria, por exemplo, de se recorrer à polícia ou aos tribunais.  Mas o sistema libertário não deposita sua confiança neste tipo de mudança.

Então, se o libertário deve defender a imediata conquista da liberdade e a imediata abolição do estatismo, e se o gradualismo, em teoria, é contraditório a esta meta fundamental, que outra postura estratégica o libertário pode assumir no mundo de hoje? Deveria ele necessariamente se limitar a defender a abolição imediata?  Seriam as "exigências transitórias", aqueles passos rumo à liberdade na prática, necessariamente ilegítimas?  Não, pois isto nos levaria a outra armadilha estratégica autodestrutiva do "sectarismo de esquerda".  

Embora muitas vezes os libertários tenham sido oportunistas que perderam de vista ou minimizaram seu objetivo final, alguns cometeram o erro inverso: passaram a temer e condenar qualquer tipo de avanço rumo àquele objetivo como se fosse necessariamente uma traição dele.  A tragédia é que estes sectários, ao condenarem todo tipo de avanço que não atinja efetivamente o objetivo, servem para transformar em algo vão e fútil o próprio objetivo tão sonhado; ao passo que muitos de nós ficaríamos genuinamente felizes se atingíssemos a liberdade total de uma só vez, os prospectos realistas de que isso venha a acontecer são limitados. Embora a mudança social nem sempre seja minúscula e gradual, ela tampouco ocorre num passo único.  Portanto, ao rejeitarem quaisquer aproximações transitórias e graduais rumo ao objetivo, estes libertários sectários tornam impossível que ele seja alcançado algum dia.  Desta forma, os sectários podem acabar se tornando tão "aniquiladores" desse objetivo puro quanto os próprios oportunistas.

Como, então, podemos saber se alguma medida parcial ou exigência transitória deve ser louvada como um passo adiante ou condenada como uma traição oportunista?  Existem dois critérios importantes para se responder a esta questão crucial: (1) que, quaisquer que sejam as exigências transitórias, o objetivo derradeiro da liberdade deve ser sempre sustentado como a meta desejada; e (2) que nenhum passo ou meio deve contradizer, explícita ou implicitamente, o objetivo final.  Uma demanda de curto prazo pode não avançar o tanto quanto gostaríamos, mas ela deve sempre ser consistente com o objetivo final; do contrário, esta demanda de curto prazo terá um efeito contrário ao propósito de longo prazo, e o princípio libertário será aniquilado de maneira oportunista.

Um exemplo desta estratégia oportunista e contraproducente pode ser extraído do sistema de tributação.  O libertário deseja ansiosamente uma conclusiva abolição dos impostos.  É perfeitamente legítimo para ele, como uma medida estratégica rumo a esta direção tão desejada, fazer uma campanha em prol de uma redução drástica ou até mesmo da abolição do imposto de renda.  Mas o libertário jamais deve apoiar qualquer novo imposto ou qualquer aumento nos impostos. P or exemplo, ele não deve, enquanto faz campanha por um grande corte no imposto de renda, também fazer uma campanha pela sua substituição por um imposto sobre as vendas ou por qualquer outro tipo de imposto.  A redução, ou melhor, a abolição dos impostos, é sempre uma redução não-contraditória do poder do estado, e um passo significativo rumo à liberdade; porém sua substituição por um novo imposto em qualquer outra circunstância gera justamente o efeito contrário, pois ele significa uma imposição nova e adicional do estado sobre algum outro setor. A imposição de um imposto novo ou de um mais alto contradiz frontalmente e solapa a própria meta libertária.

Do mesmo modo, no que diz respeito aos déficits do orçamento do governo, muitas vezes nos deparamos com problemas práticos: devemos concordar com um corte nos impostos, mesmo que este corte possa acarretar um aumento nos déficits?  Os conservadores, que a partir de sua perspectiva específica preferem o equilíbrio no orçamento a uma redução nos impostos, invariavelmente se opõem a qualquer corte nos impostos que não venha acompanhado de maneira imediata e estrita por um corte equivalente, ou maior, nos gastos do governo.  Porém, uma vez que a tributação é um ato ilegítimo de agressão, qualquer corte de imposto que não seja recebido com entusiasmo acaba por solapar e contradizer a meta libertária.  O momento de se opor aos gastos governamentais é quando o orçamento estiver sendo deliberado e votado; é ai então que o libertário também deve pedir por cortes drásticos nos gastos.

Em suma, a atividade governamental deve ser reduzida sempre que possível: qualquer oposição a um corte específico nos impostos ou nos gastos é inadmissível, pois ela contradiz os princípios e a meta libertária.

Uma tentação especialmente perigosa para a prática do oportunismo é a tendência de alguns libertários em querer soar "responsáveis" ou "realistas" ao apresentarem algum tipo de "plano quadrienal" visando a desestatização.  O erro crucial não está no número de anos do plano, mas sim na ideia de se colocar em prática qualquer tipo de programa abrangente e planificado de transição rumo à meta da liberdade total.  É comum ver libertários apresentando programas do tipo: no primeiro ano, a lei A será revogada, a lei B será modificada, o imposto C será cortado em 10% etc.; no segundo ano, a lei D será revogada, o imposto C será cortado em mais 10% etc.  O problema grave com um plano desses, sua severa contradição com o princípio libertário, é que ele implica fortemente que, por exemplo, a lei D não deveria ser revogada até o segundo ano do programa em questão.  Logo, estaria aberto o caminho para se cair na armadilha do gradualismo teórico, numa escala maciça. Estes supostos planejadores libertários estariam então numa posição que pareceria se opor a qualquer avanço mais rápido rumo à liberdade do que o que foi proposto em seu plano. E, com efeito, não há qualquer razão legítima para se adotar um ritmo de avanço mais lento do que um mais rápido; muito pelo contrário.

Existe outro defeito grave nesta ideia de um programa planejado e detalhado rumo à liberdade: o próprio ritmo estudado e planejado, a própria natureza abrangente do programa, implica que o estado não é de fato o inimigo comum da humanidade; que é possível e desejável utilizá-lo para engendrar um avanço planejado e ritmado rumo à liberdade.  A percepção de que o estado é o principal inimigo da humanidade, por outro lado, leva a uma perspectiva estratégica muito diferente: especificamente, a de que os libertários devem advogar e aceitar com contentamento qualquer redução no poder do estado ou em suas atividades em qualquer campo. Qualquer redução, a qualquer momento, deve ser vista como uma diminuição bem-vinda do crime e da agressão. Portanto, a preocupação do libertário não deve ser em utilizar o estado para adotar um caminho mensurado de desestatização, mas sim a de atacar com ferocidade toda e qualquer manifestação de estatismo, sempre e quando ele puder.

Manifesto_Livro.jpgAssim, o libertário jamais deve se deixar cair na armadilha de qualquer tipo de proposta de ação governamental "positiva"; em sua perspectiva, o papel do governo deve apenas ser o de se retirar de todas as esferas da sociedade o mais rapidamente possível.

Tampouco devem existir quaisquer contradições retóricas. O libertário não deve tolerar qualquer tipo de retórica — muito menos recomendações de políticas — que operem contra o seu objetivo final.  Assim, suponhamos que se peça a um libertário que apresente seus pontos de vista sobre um determinado corte nos impostos. Mesmo que ele não sinta, naquele momento, a necessidade de clamar em altos brados pela abolição dos impostos, o que ele não pode fazer é, ao mostrar seu apoio ao corte de impostos, recorrer a uma retórica tão desprovida de princípios como "bem, é claro, algum tipo de imposto é essencial" etc.

Estes floreios retóricos apenas causarão danos ao objetivo derradeiro, confundirão o público e violarão e contradirão o princípio.



[1] F.A. Hayek, "The Intellectuals and Socialism," em Studies in Philosophy, Politics, and Economics (Chicago: University of Chicago Press, 1967), p. 194.

[2] Citado  em William H. Pease e Jane H. Pease, eds., The Antislavery Argument (Indianápolis: Bobbs-Merrill Co., 1965), p. xxxv.



autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • anônimo  23/10/2013 13:09
    E o fórum quando é que sai?
  • Djalma  23/10/2013 13:58
    Algumas vezes me pego na dúvida entre o radicalismo e o gradualismo. Fico muitas vezes perdido! Este artigo foi importante para que eu possa repensar as minhas atitudes em defesa do Liberalismo. Ótimo artigo!
  • Renato Borges  23/10/2013 14:06
    Desculpem-me por invadir este espaço com um link sem relação com o tema, mas preciso compartilhar meu asco com pessoas esclarecidas:

    blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/bolsa-familia-deu-mais-liberdade-aos-pobres-diz-pesquisadora/

    "Sim, de 70% a 80% ainda veem o Bolsa Família como um favor. Encontramos poucas mulheres que achavam que é um direito. Isso se explica porque temos uma jovem democracia. A cultura dos direitos chegou muito tarde ao Brasil. Imagino que daqui para a frente a ideia de que elas têm direito vai ser mais reforçada. Para isso precisamos, porém, de políticas públicas específicas. Seriam um segundo, um terceiro passo… Os desafios a partir de agora são muito grandes."

    olha o tamanho do absurdo, precisamos agora de políticas públicas para conscientizar os beneficiados do bolsa família que a esmola que eles recebem é um DIREITO. Em que mundo esse pessoal vive?
  • Pobre Paulista  23/10/2013 14:41
    E qual a surpresa?

  • Mohamed Attcka Todomundo  23/10/2013 16:51
    olha renato, eu ia estranhar é se ela disesse o oposto; q bolsa esmola é roubo. democracia é isso mesmo, a pressuposiçao d q a maioria [improdutiva] tem direito sobre a renda e o trabalho da minoria [produtiva]. dá uma lida em Os piores sempre chegam ao poder , Como os piores são eleitos , A democracia não é a solução; é o problema , Democracia - o deus que falhou p/ ter os detalhes
  • anônimo  23/10/2013 15:57
    Bem vindo ao ambiente universitário brazuca.
  • Arthur M M  23/10/2013 17:33
    Peço desculpas pois serei mais um. Do artigo:

    "... atendia 3,6 milhões de famílias, com cerca de R$ 74 mensais, em média. Hoje se estende a 13,8 milhões de famílias e o valor médio do benefício é de R$ 152. No conjunto, beneficia cerca de 50 milhões de brasileiros ..."

    Isso é pra mostrar pra esquerda como definir salário mínimo é maléfico !
    O governo está celebrando o benefício de R$ 152 em média, mostrando como R$ 152 fazem a diferença pra população miserável brasileira. Porém o governo exige que empregadores de todo o país, seja lá em que cidade for, pague R$ 678 reais de salário mínimo.

    Confuso pra você ? Pois pra mim não é, pois o governo precisa desse tipo de coisa para confirmar a sua existência e magnitude. É o que eu venho falando a um tempo pra pessoas que eu tenho contato, se antes nós tinhamos monopólios econômicos a esquerda nos fez trocar por um monopólio econômico, político-jurídico e com poder de polícia chamado governo, o qual cria problemas para vender soluções.

    Deveria ser claro pra todo e qualquer economista que o salário depende do volume de dinheiro que existe na economia, da região INCLUSIVE. Como exigir que o empregador pague R$ 678 reais de salário num município o qual não gira a quantidade de dinheiro necessário para tal.
  • Caio-SP  23/10/2013 14:15
    Valeu Instituto! Baita texto!
  • Paulo  23/10/2013 15:02
    Artigo essencial para o libertário em início de carreira! Os socialistas, por serem naturalmente mais emotivos e menos pragmáticos, conseguem adotar o radicalismo instintivamente e com mais facilidade; o fato de o objetivo final ser impossível não tem lá muita importância. São imunes a possíveis contradições ou ineficiências. Já libertário, por definição, é mais racional, o que pode o levar a se questionar em que medida aquilo que ele defende é realizável. Este artigo "fala a língua" das pessoas racionais, oferecendo argumentos mais que suficientes para aniquilar qualquer inquietação intelectual que possa surgir em quem não chegue às conclusões do mesmo naturalmente. E , creio, a maioria dos simpatizantes à causa não chegaria às conclusões apresentadas sozinha, dada a singular clareza e elegância das idéias desenvolvidas. Por isso a extrema importância e o caráter fundamental deste texto. Não sei se a expressão existe, mas diria que este artigo foi "um banho de água quente".
  • PESCADOR  23/10/2013 15:44
    Esse artigo deveria ser lido por todo minarquista e todo conservador. Quem sabe mudaria suas idéias equivocadas.
    É sempre bom ler Rothbard!
  • Julio Heitor  23/10/2013 17:39
    "À medida que sua carreira avançou, Rodrigo começou a achar os libertários intransigentes um estorvo; ele então passou a se distanciar sistematicamente de qualquer pessoa que fosse pega tendo pontos de vista "negativos" a respeito do governo. Não demorou muito para Rodrigo abandonasse aberta e explicitamente a ideologia libertária e passasse a advogar uma "parceria" entre o governo e a iniciativa privada — entre algo coercitivo e algo voluntário —, tudo com o intuito de conseguir cravar o seu lugar junto ao establishment. No entanto, em um bate-papo qualquer, Rodrigo ainda se refere a si mesmo como um "libertário", porém tal rotulação fará sentido apenas em um mundo de fantasia, abstrato, totalmente desconexo do mundo tal como ele é."

    Esse trecho quem escreveu foi mesmo Rothbard?

    O tal indivíduo ao qual ele se refere existe e mora no brasil :)

    Ele até ja fez parte do Mises Brasil.
  • Bruno D  23/10/2013 18:44
    Uma dúvida,

    O Libertarianismo advoga apenas o fim do estado ou qualquer poder hierarquicamente organizado?

    Att
  • Lucas  23/10/2013 20:15
    O Libertarianismo advoga pelo fim da coerção, um poder hierarquicamente organizado de adesão voluntária pode muito bem existir em uma sociedade libertária.
  • Andre Cavalcante  23/10/2013 20:30
    O que você entende por "poder hierarquicamente organizado"?

    Se isto significa que haverá alguém para me dizer como devo levar a minha vida, cobrar impostos e essas coisas, sim, o libertarianismo advoga o seu fim.

    Se isto significa apenas uma maneira de uma grupo qualquer se organizar para alcançar os seus objetivos contratuais e/ou consensuais, desde que não interfiram na liberdade de outros que estão fora desse grupo, então o libertarianismo não é contra.
  • Bruno D  23/10/2013 23:07
    poder é um conceito relativo hierarquicamente organizado não, então a sentença se explica por si, mas vamos lá.

    poder de um grupo de pessoas a outro grupo de pessoas ou um indivíduo com um poder relativamente menor,

    então entendo que o Libertarianism prega apenas que essas relações podem existir porém não de modo coercitivo como existe hoje por exemplo,

    o que me confunde no libertarianismo é a geração mutua entre hierarquia e anarquia, podemos dizer entre ordem e caos se ficar mais fácil: você não pode ter uma sem a outra e de uma pode gerar a outra, exemplo quando um grupo de pessoas desconhecidas se une momentaneamente de um grupo aparentemente homogêneo mas que depois de um determinado período surge um chefe, um líder pessoas com menor capacidade intelectual vão se especializar em tarefas mais adequadas para sua capacidade enquanto outros irão supervisionar o grupo etc...ou seja de uma anarquia aparente surge espontaneamente uma hierarquia.

    O inverso também pode ser verdadeiro, observamos isso em revoluções por exemplo.

    não é contra essa lei natural digamos que o libertarismo é contra?

    Essa é a impressão que dá.. mas posso estar profundamente enganado.


    P.s.: sei que preciso mesmo ler o livro...

  • Raphael  23/10/2013 19:14
    Boa tarde pessoal

    A algum tempo estou me simpatizando com a idéia libertária, gosto muito de imaginar a humanidade sem estado, mas minha mente trava quando penso em algumas questões, estou muito chateado desde quando essas questões foram levantadas, por não achar respostas não consigo propagar a idéia do liberalismo como deveria, as questõs são:


    1 - O ser humano tem uma natureza dividida entre o bem e o mal, algumas pessoas simplesmnte nascem com a personalidade psicopata e para elas matar é um prazer. Nesse caso, como ficaria o pacto de não agressão?


    2 - A respeito dos foruns particulares, sujeito A e sujeito B,vamos supor que o sujeito A invade a casa do sujeito B enquanto ele foi trabalhar por um mes em uma outra localidade do globo, quando o sujeito B volta do trabalho se depara com o sujeito A dentro da sua casa, então o sujeito B diz que a casa é dele e inclusive tem um documento do seu forum particular refitificando que a casa é dele, então o sujeito A tem um documento do seu forum particular retificando que a casa seria dele. Neste caso como seria resolvido essa questão, visto que, ambos os foruns querem defender seus clientes para não os perder?

    3 - Monopolios. A empresa X é a empresa mais rica no setor de petrolio do mundo, ela é dona de todos as etapas e setores de produção e detem 70% de toda produção mundial, enquanto as demais ao redor do globo dividem o restante entre si. A empresa X então resolve dominar 100% o setor ao redor do mundo e para competir diminui os preços chegando até a vender no negativo para derrubar todas as outras. Essa empresa consegue vender no negativo por 2 anos, são 2 anos oferecendo a melhor qualidade e o menor preço do mercado, e também são dois anos que as demais empresas ficaram no jejum tomando prejuizos consequentemente irão fechar as portas e ficara somente a empresa X no mercado no ramo de petroleo. Agora já com 100% da produção mundial oferecendo preços baixos e qualidade seus lucros aumentam ainda mais. Então essa empresa começa a engolir todo o mercado mundial, todos os ramos e setores. Formando assim o monopolio mundial, tudo na mão de uma empresa só. Já que nenhuma empresa sobreviveria muito tempo perto de uma gigante dessas, a humanidade inteira teria de trabalhar para esta empresa. Não parece escravidão isso?




    Por enquanto é isso pessoal, lembrando que eu não sou comunista, pelo contrario apoio as idéias libertarias mas como ainda sou leigo no assunto, surgiu essas questões. Obrigado pelo espaço.

    Abraços.
  • Donatello  23/10/2013 22:54
    Raphael,

    1) Se o ser humano tem uma natureza dividida entre o bem e o mal, como você garante que apenas os bons irão popular o estado e punir corretamente os maus? Como você garante que não serão os psicopatas que tentarão se apossar do estado? Eu diria que você simplesmente não observa o mundo real, em que são exatamente os maus que se apoderam do estado. Ou seja, vivemos no pior dos arranjos.

    Ademais, não existe agressor maior do que o estado. É ele quem coage e confisca, e é quem sequestra e mata. Caso você não pague imposto, ele irá tentar sequestrar você. Caso você resista, ele irá matar você. Defender algo assim é totalmente psicótico.


    2) A responsabilidade primária é da dona da rua em que está localizado o imóvel. Ela falhou em proteger a propriedade de B. Houve uma quebra de contrato. Não existe esse negócio de um tribunal do nada sair emitindo documento dizendo que a propriedade de B é na realidade de A. Para que isso ocorresse, A teria de oferecer várias evidências tangíveis de ser ele o dono do imóvel. Você inventou um exemplo sem nenhum sentido.


    3) Esse é o mito mais irreal de todos. Este espantalho dos "preços predatórios para quebrar a concorrência e dominar o mercado" é uma teoria completamente sem pé nem cabeça. Exatamente por isso, tal fato nunca aconteceu no mundo real. Não há absolutamente nenhum exemplo deste tipo de prática no mundo real. Nem mesmo um. E o motivo é simples: tal prática, além de ser completamente insustentável, é totalmente irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é a gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos (algo importantíssimo no ramo petrolífero, que é extremamente intensivo em capital).

    A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado, e não conseguiria encontrar emprego sequer como caixa de padaria.

    Esta teoria certamente foi inventada por algum economista que não sabia os mais mínimos conceitos de administração -- ou seja, qualquer economista.

    P.S.: por outro lado, tal prática pode sim ser muito viável em um mercado totalmente regulado e protegido pelo governo, no qual não existe liberdade de entrada para a concorrência. Mas aí, neste caso, obviamente não temos uma falha de mercado, mas sim protecionismo estatal. Em um mercado assim, no qual o que vale é a amizade com o rei, qualquer incapaz prospera.
  • Raphael  24/10/2013 11:06
    Donatello,


    _Perfeito meu caro, entendi o que você quis dizer, realmente o estado está infestado de pessoas más, com as piores das intenções, visto que o estado é o que mais mata seres humanos deliberadamente, quer dizer, ele tem licensa para matar, roubar, sequestrar, estorquir. O estado conseguiu legalizar tudo que vai contra a liberdade humana. Não penso que em um mundo anarco-capitalista teria só pessoas boazinhas, mas não haveria muito espaço para pessoas más, o proprio sistema as sufocaria.


    _Em relação as escrituras de imoveis e etc. Ainda tenho duvidas.



    _A ultima questão também foi esclarecida, empresas desse tipo, verdadeiros dinossauros da economia, esses sim seriam engolidos pelo mercado. Muito esclarecido.


    Obrigado !
  • Malthus  23/10/2013 22:59
    Raphael, quanto à sua pergunta 1, sugiro fortemente este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1626
  • Raphael  24/10/2013 11:56
    Olá Matheus


    Conferi o link sugerido e achei sensacional, é bem o que o Donatello disse mesmo, nosso real inimigo é o estado.

  • Caio  23/10/2013 19:59
    Realmente, interessante e esclarecedor. Por vezes já me peguei pensando sobre o tema das drogas.

    É evidente que um libertário deveria ser a favor da liberação, no entanto o aumento do uso das drogas decorrente de uma legalização e barateamento contribuiria para um aumento da dependência. Este aumento poderia fomentar a paixão dos usuários e familiares de usuários pela interferência Estatal, mas ao que parece não deve ser assim.
  • Anthony  23/10/2013 21:17
    Para mim, hoje, é facil ser Libertário, mas, o que Acontece em um sistema libertário com as pessoas que realmente precisam de ajuda, de caridade para poder sobreviver ou para poder estudar. Como fica a mobilidade social destas pessoas ? Conheço o libertarismo apenas superficialmente, concordo que mão existe meia verdade e este texto enquanto pede para tar posição levanta questões ...
  • Ricardo  23/10/2013 22:57
    Ué, como assim? Você irá ajudar essas pessoas. É sua obrigação moral, bem como da família, dos amigos e dos colegas de trabalho dela. Não entendi nada dessa sua pergunta.
  • anônimo  23/10/2013 23:29
    Essa pergunta aparece toda semana
  • Gilberto  23/10/2013 21:34
    Ideologia revolucionária pura a do artigo! Algo como "O mundo é ruim, eu sei como muda-lo, sigam-me!". Libertários radicais são Marxistas de livre-mercado.
  • Marcio Silva  23/10/2013 21:45
    Um libertário criticar o conservadorismo é idiotice, no sentido do idiota que mede o mundo de acordo com sua própria pequenez... Por isso os auto-entitulados libertários ainda não passaram de mais um bando de choramingas que no fundo querem que o estado seja o instrumento da auto-destruição próprio estado.

    O conservador (no sentido em que Russell Kirk definiu) é o único que pode apoiar-se em uma TRADIÇÃO FILOSÓFICA capaz de fazer frente ao marxismo cultural, talvez Rothbard não conhecesse o Brasil o suficiente para entender que quando o marxismo toma a cultura para si e por conseguinte a alma de uma povo, a economia vem a reboque. E isso ocorre quando as pessoas passam a ter medo de questionar a burocracia, coerção estatal, bem como o dinheiro pois imaginam que esses são os únicos motores e freios da sociedade.

    O conservador IDOSO e RELIGIOSO é o ÚNICO que pode ser um libertário de fato neste mundo, pois qualquer liberdade mundana que se almeje esta NECESSARIAMENTE limitada por uma ORDEM MORAL social e pela própria NATUREZA.
    O conservador percebe essa ordem e não se importa com ela pois a ordem moral a que ele se submete transcende a ordem mundana pois ele sabe que é um ser MORTAL mas com uma alma IMORTAL.
    O libertário sem ser conservador (como o "Rodrigo e outros que o detestam) é só uma caricatura do liberal clássico, mais parecido com um esquerdista militante do que com qualquer outra coisa que ele acha que é.
  • anônimo  23/10/2013 23:45
    Márcio Silva, seu comentário fez parecer que você está medindo o mundo de acordo com sua própria pequenez.

    Ora, todo conservador, no sentido tradicional, deveria ser libertário. O libertarianismo é a implicação lógica do pensamento do conservador tradicional. O conservador que passa a exigir que o braço armado do governo imponha aos outros suas idéias deixa de ser conservador tradicional. Ele passa a ser neocon ( existe termo equivalente em português? ), apoiador do agigantamento do estado e fomentador de guerras.
  • Marcio Silva  24/10/2013 01:36
    A sua estupidez "libertaria" começa na incapacidade perceber que o conservadorismo não é uma ideologia.
    A outra idiotice é pensar que um conservador, deve se "enquadrar" em algum grupo para poder ter suas "demandas" grupais. Essa insistência de alguns Libertarios em chamar alguns conservadores de neocons deve ser porque vocês nem se quer podem cogitar uma outra motivação para um conservador que não os motivos burocráticos , coercivos ou financeiros...

    Percebe a estreiteza disso?

    Se você é conservador que não concorda com algumas "demandas libertarias" então você se torna automaticamente um neocon?

    Não percebem que sem ordem não pode haver liberdade?

    E sendo assim, o único "liberatarianismo" de fato ocorre quando se perceber que existe uma ordem moral superior e transcendente e mesmo o mercado mais livre que se possa imaginar está submetido à essa ordem moral superior...
    É por isso que os libertários nao conseguem explicar os conservadores pelos termos liberais, , pois o conservadorismo é mais abrangente que sua ideologia e por isso o conservador pode e deve, dentro de sua cosmovisao de mundo , contemplar tanto a idéia de um governo quanto a ausência de governo.
    O conservador poderá acatar vários sistemas desde que eles tenham a assinatura do tempo, da experiência real e tenha dado bons resultados mas o conservador jamais será um revolucionário.
    E é isso que o texto sugere, que os libertários sejam como os revolucionários...
  • anonimo de cima  24/10/2013 03:00
    Marcio, criaste um espantalho e colocasse o rótulo de libertarianismo. Qual era mesma a história sobre a pequenez?

    "A sua estupidez "libertaria" começa na incapacidade perceber que o conservadorismo não é uma ideologia. "

    Não é ideologia?

    Do dicionário:

    P.ext. Sociologia. Organização de ideias fundamentadas por um determinado grupo social, caracterizando seus próprios interesses ou responsabilidades institucionais: ideologia cristã; ideologia fundamentalista; ideologia nazista etc.
    P.ext. Reunião das certezas pessoais de um indivíduo ou de um grupo de pessoas; percepções culturais, sociais, políticas etc: sua ideologia é fazer bem ao próximo.
    Política. Reunião das ideias características de um grupo, de um período, e que marcam um momento histórico: ideologia capitalista.


    É o que então? Marca de refrigerante?

    "A outra idiotice é pensar que um conservador, deve se "enquadrar" em algum grupo para poder ter suas "demandas" grupais."

    Andou fumando o quê?

    "Essa insistência de alguns Libertarios em chamar alguns conservadores de neocons deve ser porque vocês nem se quer podem cogitar uma outra motivação para um conservador que não os motivos burocráticos , coercivos ou financeiros..."

    Falácia do espantalho. Se um conservador defende a expansão do estado e a intromissão deste na vida das pessoas, bem como apoia a iniciação de guerras, ele se enquadra na definição de neocon.

    (...)Today's neo-conservatives unite around three common themes:

    A belief deriving from religious conviction that the human condition is defined as a choice between good and evil and that the true measure of political character is to be found in the willingness by the former (themselves) to confront the latter.
    An assertion that the fundamental determinant of the relationship between states rests on military power and the willingness to use it.
    A primary focus on the Middle East and global Islam as the principal theater for American overseas interests.
    (...)

    (...)Views on economics

    While neoconservatism is concerned primarily with foreign policy, there is also some discussion of internal economic policies. Neoconservatism generally endorses free markets and capitalism, favoring supply-side economics, but it has several disagreements with classical liberalism and fiscal conservatism: Irving Kristol states that neocons are more relaxed about budget deficits and tend to reject the Hayekian notion that the growth of government influence on society and public welfare is "the road to serfdom."[80] Indeed, to safeguard democracy, government intervention and budget deficits may sometimes be necessary, Kristol argues.

    Further, neoconservative ideology stresses that while free markets do provide material goods in an efficient way, they lack the moral guidance human beings need to fulfill their needs. Morality can be found only in tradition, they say and, contrary to libertarianism, markets do pose questions that cannot be solved solely by economics. "So, as the economy only makes up part of our lives, it must not be allowed to take over and entirely dictate to our society."[81] Critics consider neoconservatism a bellicose and "heroic" ideology opposed to "mercantile" and "bourgeois" virtues and therefore "a variant of anti-economic thought."[82] Political scientist Zeev Sternhell states, "Neoconservatism has succeeded in convincing the great majority of Americans that the main questions that concern a society are not economic, and that social questions are really moral questions."[83](...)


    https://en.wikipedia.org/wiki/Neocon

    "Se você é conservador que não concorda com algumas "demandas libertarias" então você se torna automaticamente um neocon?"

    Você têm algum complexo, não aceita que alguém discorde de você e sai inventando asneiras. Quais demandas, caramba? Do que você tá falando?

    "Não percebem que sem ordem não pode haver liberdade?"

    A Coréia do Norte é bastante ordeira. Uma sociedade com respeito a propriedade privada é ordeira por natureza. Não precisa da opressão estatal. Como você acha que os EUA se tornaram a maior potência do mundo? A cultura do povo é que define o país. A única cultura que o estado consegue impor para sua população é a cultura do parasitismo. O tipo de cultura que gera a paz e a prosperidade normalmente é ensinada nas igrejas e famílias.

    "E sendo assim, o único "liberatarianismo" de fato ocorre quando se perceber que existe uma ordem moral superior e transcendente e mesmo o mercado mais livre que se possa imaginar está submetido à essa ordem moral superior..."

    Se você está falando do governo como esta ordem superior, eu paro por aqui. Se esta ordem superior for de ordem divina, eu repito, você não têm idéia do que é libertarianismo, e toda esta sua "crítica" é baseada numa idéia que você acredita estar correta. Oras, por quê não posso ser libertário e ser cristão? Aliás, ser cristão é ser contra agredir e oprimir inocentes. E qual é a natureza da ação estatal? Se você têm meio neurônio consegue ligar os pontos.

    Quanto ao resto da sua resposta, só repete as idéias infundadas da sua noção errada.

    Se sua visão de mundo não fosse tão estreita, veria que boa parte dos libertários são conservadores em questões morais. Apenas não usam mais o rótulo conservadorismo pois este pode significar inúmeras coisas, e em todas, o princípio da não agressão é violado. Como isto inclui a agressão estatal, se é pra usar um rótulo, que seja um mais preciso.

    E se você ainda não entendeu, conservadorismo é mais comumente definido como uma posição em relação à moral ( meu uso nesta resposta ). Libertarianismo é uma posição em relação a política. Existem libertários conservadores e libertários "progressistas", ou libertários "de direita" e "de esquerda". Conservadores, no sentido tradicional, são minarquistas - defensores do estado mínimo. Conservadores que defendem o estado atuante na vida dos cidadãos são chamados - como visto acima - de neocons.

    Ps. O texto acima é muito avançado para você. Comece lendo os textos desta seção:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

    Ps2. Libertarianismo e anarcocapitalismo são sinônimos.

    Ps3. Este texto praticamente faz um desenho:

    Por que você é um libertário e provavelmente não sabe

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=865
  • Marcio Silva  24/10/2013 03:49
    Ideologia meu caro, é um termo inventado por Karl Marx , que significa literalmente uma roupagem de ideais que podem ser propagadas até por um exercito de idiotas, mas que escondem a real intenção dos agentes criadores de tal ideologia, que para Marx era sempre a vontade de poder.

    Não preciso usar a técnica do espantalho, pois o "libertário entusiasta" como você já se faz de espantalho sempre que aproxima seu discurso do discurso esquerdista revolucionário, mesmo que o conteúdo ideológico (roupagem de idéias) dos libertários seja ligeiramente distinto da ideologia esquerdista, mas que cujos objetivos dos agentes por de trás de tais ideologias escapam à sua percepção e a dos militantes, justamente pela simplicidade dessas idéias e sempre pela "urgência " exigida pelos agentes em por em pratica tais idéias não testadas ( como é o caso da liberação das drogas)

    Não sou libertário, não acredito nessa ideologia como cosmovisão de mundo, pois ela não é isso. Acredito sim, na escola austríaca como a única escola econômica possível , justamente pelo aspecto de aplicabilidade real e por sua história de sucesso em todos os lugares onde se aplicaram seus conceitos.

    No mais, vc não conseguiu refutar nada, só fez ctrl-c / ctrl-v , e colocou alguns link numa "tentativa" de afetação de superioridade juvenil...
  • Marcio Silva  24/10/2013 03:59
    O ordem moral superior é aquilo que é permanente e vale para qualquer sociedade, dos 10 princípios conservadores de Rusell Kirk:

    "
    Primeiramente, o conservador acredita que existe uma ordem moral duradoura. Que a ordem está feita para o homem, e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante, e as verdades morais são permanentes.

    A palavra ordem significa harmonia. Há dois aspectos ou tipos de ordem: a ordem interna da alma, e a ordem exterior da comunidade. Há vinte e cinco séculos, Platão ensinou esta doutrina, mas mesmo os letrados de hoje em dia encontram dificuldades em compreender. O problema da ordem tem sido uma preocupação central dos conservadores desde que o termo conservador passou a fazer parte da política.

    Nosso mundo do século vinte experimentou as conseqüências hediondas do colapso da crença em uma ordem moral. Como as atrocidades e os desastres da Grécia no quinto século antes de Cristo, a ruína de grandes nações em nosso século mostra-nos o poço em que caem as sociedades que se enredam em ardilosos interesses próprios, ou engenhosos controles sociais, como alternativas mais palatáveis a uma antiquada ordem moral.

    Foi dito pelos intelectuais de esquerda ("liberals") que o conservador acredita, com o coração, que todas as questões sociais são questões da moralidade privada. Compreendida corretamente, esta indicação é bastante verdadeira. Uma sociedade em que os homens e as mulheres são governados pela opinião em uma ordem moral perene, por um sentido forte de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade — não importa a maquinaria política que utilize; quando uma sociedade em que os homens e as mulheres estão moralmente a deriva, ignorantes das normas, e movidos primariamente pela satisfação dos apetites, será uma má sociedade — não importando quantas pessoas votem ou quão liberal seja sua constituição. "
  • Caio  24/10/2013 10:18
    Conservador: "Eu sou a favor da liberdade, desde que você obedeça meus costumes, crenças e valores morais" (Y)
  • anônimo  24/10/2013 10:59
    Caio, isso sim é um espantalho.O que o conservador defende é que as mudanças sejam graduais, e é óbvio que isso é essencial pra ver se a mudança foi positiva ou não.
    É praticamente a mesma coisa que Karl Popper defende no 'The Open Society and Its Enemies'
    Os libertários que defendem os valores morais da geração Miley Cyrus no mínimo não conseguem ver como eles seriam marginalizados dentro do próprio mundo livre que defendem, e como eles próprios são o produto de décadas de luta contra a ordem natural que inclui feminismo, abortismo, erotização de crianças, etc.É claro que num mundo livre os libertários mentalmente sadios não iriam querer se misturar, nem querer que seus filhos sejam criados com a influência de gente desequilibrada.
  • Marcio Silva  24/10/2013 04:33
    Só para constar, não foi Marx quem cunhou o termo ideologia, mas deu a ela o significado de ilusão , com conjunto de idéias que procura ocultar a sua própria origem nos interesses sociais de um grupo particular da sociedade.
  • anonimo de cima  24/10/2013 12:49
    Resposta abaixo.
  • anônimo  24/10/2013 11:05
    'Falácia do espantalho. Se um conservador defende a expansão do estado e a intromissão deste na vida das pessoas, bem como apoia a iniciação de guerras, ele se enquadra na definição de neocon. '

    Se ele faz isso ele apenas se diz conservador, sem o ser realmente.
    Os neocons também são gente que querem se aproveitar do rótulo de conservadorismo, defendendo coisas totalmente contrárias às que um conservador real defenderia
  • Digo  23/10/2013 22:06
    No entanto, a esquerda chegou ao poder na América Latina se aliando àqueles a quem chama de inimigos.

    Concordo com a pureza ideológica. É uma retórica absolutamente necessária para a formação de "militantes". Mas libertários não devem deixar de se unir a minarquistas e conservadores em torno de objetivos comuns.
  • Bruno D  23/10/2013 23:15
    uma prova fresquinha que o estado não quer saber de proteger ninguém a não ser os cargos deles mesmos:

    O índios tomaram um fumo na região da demarcação da raposa terra do sol..

    g1.globo.com/brasil/noticia/2013/10/regra-da-raposa-serra-do-sol-nao-vale-para-todas-terras-decide-stf.html

    esse estado não serve pra nada.. nem pra proteger quem eles advogam proteger e é claro que os bisonhos dos "índios" nunca vão entender como eles estão sendo usados.
  • Francisco  24/10/2013 01:18
    Eu sou bunda mole demais pra ser um "radical"! Mas admiro demais aqueles que são.
  • anônimo  24/10/2013 02:45
    Que o mises.org é contra a propriedade intelectual eu sei, mas adulterar ou forja um artigo com o nome do roth é demais. Acredito que deve ter algum engano da minha parte em pensar que se refere ao rodrigo constantino


    ""Um caso célebre de deserção devido ao oportunismo é o de alguém que chamaremos de "Rodrigo", que se tornou um libertário dedicado e militante no início da década passada. Apelando rapidamente para o ativismo e para as conquistas imediatas, Rodrigo chegou à conclusão de que o caminho estratégico mais adequado seria o de minimizar todo o discurso da meta libertária e, em especial, da hostilidade libertária ao governo. Seu objetivo era enfatizar apenas os aspectos "positivos", bem como o que as pessoas poderiam realizar por meio das ações voluntárias.""
  • Equipe IMB  24/10/2013 02:57
    Anônimo, desta vez a sua injúria passará. Não haverá próxima.

    Não houve nenhuma adulteração e nenhum forjamento. Veja o trecho original abaixo. A única alteração ocorrida foi o abrasileiramento de um nome americano, procedimento padrão neste site.

    Seja mais cauteloso ao despejar sua bile sobre nós

    "A prominent case of defection through opportunism is someone we shall call "Robert," who became a dedicated and militant libertarian back in the early 1950s. Reaching quickly for activism and immediate gains, Robert concluded that the proper strategic path was to play down all talk of the libertarian goal, and in particular to play down libertarian hostility to government. His aim was to stress only the "positive" and the accomplishments that people could achieve through voluntary action."
  • anônimo  24/10/2013 12:01
    Mas que poderia ter abrasileirado para "Roberto", poderia. Hahahaha
  • Equipe IMB  24/10/2013 12:04
    Roberto é o nome de um integrante do IMB. Não ficaria bem para seu histórico ser confundido desta maneira.
  • anonimo de cima  24/10/2013 12:48
    Márcio Silva, você diz uma coisa mas age de outra maneira. Suas palavras são desconexas da realidade. Você sequer me conhece e me atribui um monte de características só porque eu argumentei em prol de alguma coisa? Isso não é falácia do espantalho? Você sabe ao menos o que é falácia do espantalho? Como é que eu "me faria de espantalho"?

    Se você acha que libertarianismo e esquerdismo estão próximos, você é mais ignaro do que aparenta. Como algo que defende o menor estado possível é próximo de algo que defende o maior estado possível? Isto por acaso é uma "ligeira" diferença? Você não sabe o que fala.

    Sim, refutei tudo o que você falou. Infelizmente parece que você não consegue compreender o significado das palavras.

    Já ouviu falar de libertários conservadores cristãos ( deve ser um choque para você que algo assim exista )? Procure por Ron Paul, Lew Rockwell, Gary North, Tom Woods, entre outros. Existem vários artigos deles por aqui.


    Artigos dos autores que citei acima:

    Lew Rockwell
    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=69&type=articles
    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=136&type=articles

    Ron Paul
    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=73&type=articles

    Gary North
    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=147&type=articles

    Thomas Woods
    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=88&type=articles


    Ps. Se você usa os conceitos que o marxismo inventou para dar significado às palavras, receio que não há muita esperança de fazer você entender alguma coisa.

    Ps2. Fiquei curioso, quando que o "discurso libertário" se aproxima do discurso esquerdista revolucionário?
  • Marcio Silva  24/10/2013 14:43
    Quem criou o espantalho foi você com essa história de neocon.
    Depois criou outro espantalho com a história do espantalho...
    Em que momento este conservador aqui defendeu o agigantamento do estado?

    O conceito de ideologia que Marx definiu, é o conceito que a ESQUERDA usa para que a sua militância reivindique suas porcarias esquerdistas, escondendo o real objetivo que é o total poder para o estado.
    É no mesmo sentido e que alguns libertários usam quando querem reivindicar muitas das mesmas porcarias da esquerda (liberação das drogas e aborto), mas cujo real objetivo é a ausência de estado.
    É nesse sentido também que você usou o termo quando quis desqualificar, definir ou delimitar a corrente de pensamento conservadora.

    Pesquise antes a origem do termo para aprender a usar-lo sem desqualificar sua própria corrente de pensamento, chamando ela de ideologia. (os esquerdistas devem dar risada disso)

    O que você não entendeu é que não há menor possibilidade de existir um mundo libertário de fato sem que exista antes uma ordem moral superior, o que eu quero dizer com superior é que essa ordem não emana da Onu, ou do estado ou de um contrato-social, mas de uma tradição de uma sociedade que se foi se aprimorando por 2500 anos.

    Por exemplo:
    Ao se abolir o estado, quem vai garantir que se respeite o direito de propriedade senão o entendimento de ambas as partes de que roubar o que é de propriedade do outro sob qualquer pretexto é errado.

    De onde vem essa ordem moral senão de uma longa tradição de respeito à propriedade.

    O que aproxima o libertário do esquerdista revolucionário, não é o conteúdo ideológico que ele defende (no sentido que Marx deu ao termo), mas na urgência em se aplicar esses conceitos, passando por cima dessa ordem moral superior e necessária(mentalidade revolucionária).

    Me diga se não é essa a essência do texto "Em defesa do idealismo radical" ?

    Explicando ainda o "o idiota que mede o mundo de acordo com sua própria pequenez", no sentido em que é comum aos ditos libertários como os "Rodrigos", achar que suas teorias econômicas são suficientes para dar uma cosmovisão do mundo e explicar somente por essas categorias limitadas, os conservadores, os marxistas, os gramscianos, os religiosos e tutti quanti...

    PS.
    Analisando a sua frase: "Se você acha que libertarianismo e esquerdismo estão próximos, você é mais ignaro do que aparenta. Como algo que defende o menor estado possível é próximo de algo que defende o maior estado possível? Isto por acaso é uma "ligeira" diferença? Você não sabe o que fala."

    Mas quem atualmente defende estado mínimo não são os conservadores?
    Os libertários não defendem a ausência de estado?
  • anonimo de cima  24/10/2013 15:30
    Márcio Silva, não lhe acusei de nada, releia o que escrevi. O que eu falei foi que conservadores que defendem a intrusão do estado na vida das pessoas ( sinônimo para agigantamento do estado ) são neocons.

    Você está imputando um monte de características ao libertarianismo que você tirou da sua cabeça.

    Falácia do espantalho
    Pessoa A defende o argumento X
    Pessoa B apresenta o argumento Y, como se fosse da pessoa A (pois Y é uma versão distorcida de X)
    Pessoa B ataca a posição Y
    Logo, o argumento atribuido à pessoa A é falso
    Logo, X é falso

    "O conceito de ideologia que Marx definiu, é o conceito que a ESQUERDA usa para que a sua militância reivindique suas porcarias esquerdistas, escondendo o real objetivo que é o total poder para o estado."

    Se você quer usar o marxismo para definir os conceitos das suas palavras, fique a vontade. Eu prefiso usar o dicionário.

    "É no mesmo sentido e que alguns libertários usam quando querem reivindicar muitas das mesmas porcarias da esquerda (liberação das drogas e aborto), mas cujo real objetivo é a ausência de estado."

    Agora você está começando a fazer algum sentido. Mas erroneamente atribui a posição de alguns ( libertários de esquerda ) ao todo.

    "É nesse sentido também que você usou o termo quando quis desqualificar, definir ou delimitar a corrente de pensamento conservadora."

    Não, não é. Como falei em cima, eu não dou a mínima para o que o marxismo diz que as coisas significam. Ideologia, para mim, significa aquilo que está no dicionário e que citei anteriormente.

    "Pesquise antes a origem do termo para aprender a usar-lo sem desqualificar sua própria corrente de pensamento, chamando ela de ideologia. (os esquerdistas devem dar risada disso)"

    Curioso que foi você que teve que corrigir sua afirmação ( o termo ideologia foi inventado pelos marxistas ). Não são só os esquerdistas que estão dando risada. ;)

    "O que você não entendeu é que não há menor possibilidade de existir um mundo libertário de fato sem que exista antes uma ordem moral superior, o que eu quero dizer com superior é que essa ordem não emana da Onu, ou do estado ou de um contrato-social, mas de uma tradição de uma sociedade que se foi se aprimorando por 2500 anos.

    Por exemplo:
    Ao se abolir o estado, quem vai garantir que se respeite o direito de propriedade senão o entendimento de ambas as partes de que roubar o que é de propriedade do outro sob qualquer pretexto é errado.

    De onde vem essa ordem moral senão de uma longa tradição de respeito à propriedade."

    Eu não entendi? Você ao menos leu o que escrevi ou está novamente atacando o espantalho que você chama de libertarianismo? Ao menos entrou nos links que indiquei?

    "O que aproxima o libertário do esquerdista revolucionário, não é o conteúdo ideológico que ele defende (no sentido que Marx deu ao termo), mas na urgência em se aplicar esses conceitos, passando por cima dessa ordem moral superior e necessária(mentalidade revolucionária)."

    Começou a viajar novamente. Nenhum libertário quer passar por cima da ordem moral superior - a não ser que esta sua ordem moral superior seja o governo centralizado.

    "Me diga se não é essa a essência do texto "Em defesa do idealismo radical" ?"

    Não, não é... Você é radical ao dizer que o roubo é errado. Querer uma sociedade justa neste mundo é idealismo. E faça um favor a si mesmo, pare de dar tanto valor ao marxismo! Use mais o dicionário, não há remédio mais forte contra o marxismo do que uma boa dose de mundo real.

    "Explicando ainda o "o idiota que mede o mundo de acordo com sua própria pequenez", no sentido em que é comum aos ditos libertários como os "Rodrigos", achar que suas teorias econômicas são suficientes para dar uma cosmovisão do mundo e explicar somente por essas categorias limitadas, os conservadores, os marxistas, os gramscianos, os religiosos e tutti quanti..."

    Peraí. Libertarianismo não é teoria econômica. Isto é campo da Escola Austríaca. Você mesmo falou que acredita nos ensinamentos desta escola. Como citei anteriormente, Libertarianismo é, resumidamente, uma posição política. O libertário pode ser - detesto estes termos - "de esquerda" ou "de direita". Não me leve a mal, mas você não entende o que de fato as posições que você mencionou defendem ou como elas se encaixam ou posicionam em relação umas com as outras.

    Faça o seguinte teste, talvez lhe ajude a esclarecer este assunto:

    Diagrama de Nolan
    www.diagramadenolan.com.br

    "Mas quem atualmente defende estado mínimo não são os conservadores?
    Os libertários não defendem a ausência de estado?"

    Você tá começando a chegar lá. Libertários defendem o princípio da não agressão. A ausência de estado é uma implicação lógica deste princípio.

    Você leu o link que indiquei acima? Faço novamente a recomendação da leitura:

    Por que você é um libertário e provavelmente não sabe
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=865


    Ps. Os libertários "de esquerda" se enquadram naquilo que você aparentemente define como libertarianismo. Estes defendem o PNA, mas dão ênfase em questões como aborto, uso de drogas, casamento de pessoas do mesmo sexo, etc. Os libertários "de direita" geralmente são cristãos que querem o estado fora de suas vidas pessoais, isto é, os obrigando a pagar pelas políticas da esquerda. Ambos defendem ( ao menos deveriam ) que cada um arque com as consequências dos seus atos.

    Ps2. Realmente recomendo que você leia os links que indiquei.
  • Marcio Silva  25/10/2013 03:49
    Dar valor ao marxismo o "caraleo", não dou valor nao, mas nao nego que o ideário esquerdista está enraizado em argumentadores como você , está oculto em seus argumentos, e só estudando o marxismo cultural é que você vai perceber isso, como na sua definição de ideologia , ou melhor, naquela que você colou do dicionário on-line e que não passa de um significante vazio , o fato de você nao perceber isso é que é perigoso.

    Assim como A SUA ideologia libertaria que por ser ideologia, segundo seu próprio critério, também está sendo esvaziada de significado e se tornando outro significante vazio, a prova disso é que quando o seu libertarianismo é questionado, ele mediatamente se transmuta em "liberatarianismo dos outros".

    PS. Não estamos falando da mesma coisa
  • anonimo de cima  25/10/2013 12:26
    Você dá um valor imerecido sem perceber ao marxismo ao usar as definições que ele propõe. Também tem um apego muito grande por rótulos, que geram mais confusão do que esclarecimentos.

    Marcio, você comprovou acima que não sabe praticamente nada sobre anarco-capitalismo. Sua afirmação "que o ideário esquerdista está enraizado em argumentadores como você , está oculto em seus argumentos, e só estudando o marxismo cultural é que você vai perceber isso" é digna de risos. Meu caro, se a esquerda quer que o estado tome conta de tudo e de todos, e os anarcocapitalistas querem que o estado diminua ou até desapareça completamente, como que estas coisas podem ser semelhantes?

    Ps. Você leu os artigos? Enquanto não ler, você vai ficar dando chutes no escuro.

    Ps2. Se acha que marxismo e anarcocapitalismo são semelhantes, ou você não tem idéia do que é o marxismo ou não tem idéia do que é o anarcocapitalismo. Acesse:

    Artigos sobre o assunto 'Marxismo'
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=43

    Ps3. LEIA OS ARTIGOS! O que a esquerda mais gosta é pseudoconservador preguiçoso que não gosta de estudar.
  • Marcio Silva  25/10/2013 15:01
    O peixe não percebe a água em que está nadando e risadinha não é argumento...

    Li esses artigos recomendados, tenho lido Mises, mas li também os conservadores como o Olavo e Chesterston, e por recomendação deles, li os teóricos esquerdistas como Marcuse e Laclau.
    É você, é você que se nega a estudar o seu inimigo, e assim nunca chegará a entender o status quaestionis, estará sempre um passo atrás dos estrategistas estatistas, e estará sempre choramingando os 2% de redução de impostos, mesmo achando que chora pela abolição do Estado.

    Não... não é o marxismo de Marx (que não existe na pratica) , nunca felei isso, sempre me referi ao o marxismo cultural, não crie espantalhos (você adora esse termo, sem saber que quem o pôs em circulação atualmente foi o Olavo, assim como o Argumentum ad hominem).

    Antes de provar que sua tese libertária é a solução para todos os problemas, você precisa vencer um problema mais imediato que é toda a técnica de engenharia social desse marxismo cultural gramciano a que eu e você estamos submetido diariamente desde o surgimento da Escola de Frankfurt.

    De volta ao tema ideologia; tem um amigo que explicou melhor que eu tentei sem sucesso...
    A diferença entre cosmovisão e ideologia...

    "

    As teorias que orientam a ação são frequentemente imperfeitas e insatisfatórias. Podem ser contraditórias e, portanto, inadequadas à ordenação em um sistema amplo e coerente.

    Se considerarmos como um conjunto coerente todas as teorias que guiam a conduta de certos indivíduos ou grupos e tentarmos ordená-las tanto quanto possível em um sistema, isto é, um corpo abrangente de conhecimento, pode-se qualificar tal sistema de visão de mundo. Uma visão de mundo é, como teoria, uma interpretação de todas as coisas e, como norma para ação, uma opinião quanto a melhor maneira de diminuir o desconforto na medida do possível. Uma visão de mundo, portanto, é, por um lado, uma explicação de todos os fenômenos e, por outro, uma tecnologia, ambos os termos considerados no seu sentido mais amplo. A religião, a metafísica e a filosofia visam a fornecer uma visão de mundo. Interpretam o universo e aconselham aos homens uma maneira de agir.

    O conceito de ideologia é menos amplo do que o de visão de mundo. Ao nos referirmos à ideologia, temos em mente apenas a ação humana e a cooperação social. Problemas decorrentes da metafísica, de dogmas religiosos ou das ciências naturais, assim como das tecnologias que deles derivam, não são considerados. Ideologia é o conjunto de todas as nossas doutrinas relativas à conduta individual e às relações sociais.
    "
  • anonimo de cima  25/10/2013 15:53
    Meu caro, você não me conhece. Desde o começo você tenta me desqualificar inventando características que simplesmente não tem como você deduzir que tenho a partir do que escrevi. É a falácia do espantalho como expliquei acima. Na verdade, você sequer poderia dizer que sou libertário, afinal, tudo o que fiz foi descrever o que significa. Você está procurando alguém para discutir e acaba inventando situações.

    E quanto a "luta" contra o marxismo cultural, meu caro, quando você ganhar mais alguns anos analisando o mundo, vai aprender que essa história de "lutar contra o poder opressor" é coisa de filme. No mundo real, as pessoas não estão nem aí se o governante que elas votaram no futuro vai prender elas e as jogar num campo de concentração. 90% da população mal pensa no final do ano, sequer vai pensar nos próximos 10. A única maneira que o ser humano aprende algo é quebrando a cara. E esta foi a única maneira realmente efetiva que bloqueou os avanços socialistas - o mundo real e as leis de escassez.

    Quanto à nós, indivíduos que sabem como eles agem, cabe apenas nos preparar de maneira a proteger a nós mesmos e nossas famílias. Lembra de Sodoma e Gomorra e a história de Ló? A queda da Babilônia? A Alemanha nazista? Chile e Allende?

    Sugiro que gaste menos tempo na internet debatendo coisas inócuas com quem você deveria considerar aliado, e mais tempo pensando em como fazer para garantir um futuro mais seguro para você e sua família dentro deste futuro distópico para o qual estamos caminhando - e a Bíblia nos avisou que viria.





  • Pedro Economista  27/05/2014 19:39
    A defesa da auto-propriedade irrestrita de uma criança é exemplo de como podemos por zelo à consistência de uma doutrina acabar sacrificando os indivíduos a que ela deve servir em primeiro lugar.

    Crianças devem ser consideradas detentoras de direitos - como são os adultos -, mas isso não significa que elas devem ser tratadas como adultos.

    Murray Rothbard (que imagino ser a inspiração para o parágrafo do link acima) não tolera esse ferimento em sua consistência. Ele prefere tolerar explicitamente como justa (ainda que imoral) uma situação em que os pais deixam sua criança morrer de fome (e implicitamente uma situação em que os pais deixam o cachorro devorar um bebê). O que os pais não poderiam fazer seria forçar o filho de 7 anos a escovar os dentes, ou impedir que a filha de 6 abandone o lar para viver um romance pedófilo com o vizinho. Gostaria de estar exagerando, mas são as conclusões a que levam The Ethics of Liberty.

    Felizmente, o entendimento de Rothbard não é maioria entre os libertários. Jason Sorens, Loren Lomasky, Peter Vallentyne, por exemplo, oferecem alternativas ao problema do tratamento de crianças em uma sociedade livre. Mesmo que não completamente satisfatórias, levam a conclusões melhores que a de Rothbard.

    Fonte: ordemlivre.org/posts/libertarismo-e-coisa-de-adulto
  • Zezao Cianureto  14/07/2018 21:04
    Gostei desse comentário!
  • Nigro  28/05/2014 01:50
    Marcio Silva e Anônimo, aproveitei muito a discussão de vocês.

    Marcio,
    concordo que a existência da ordem é alicerce para o libertarianismo.
    Então onde ela está e como seria de todos sem a coerção estatal?
    Veja,

    vc afirma q "a ordem moral superior... emana de uma tradição de uma sociedade que se foi se aprimorando por 2500 anos"

    Não seria o CAPITALISMO o resultado prático deste legado ?


    Ainda, "nosso mundo do século vinte experimentou as conseqüências hediondas do colapso da crença em uma ordem moral. Como as atrocidades e os desastres da Grécia no quinto século antes de Cristo, a ruína de grandes nações em nosso século mostra-nos o poço em que caem as sociedades que se enredam em ardilosos interesses próprios, ou engenhosos controles sociais, como alternativas mais palatáveis a uma antiquada ordem moral."

    Mas no séc. XX foi por meio do Estado totalitário e na Grécia não havia CAPITALISMO.


    Mais, "Por exemplo: roubar... é errado. De onde vem essa ordem moral senão de uma longa tradição de respeito à propriedade"

    Não seria o CAPITALISMO?


    Assim, o CAPITALISMO já enraizado no Ocidente não seria a própria "ordem moral" para o ANARCOCAPITALISMO?
  • Edujatahy  01/10/2015 19:41
    Como sempre ótimo artigo de Rothbard (esse é o cara!).
    O debate entre Marcio Silva e anônimo foi muito bom. Fechado com chave de ouro com o comentário do Nigro. O capitalismo é o resultado prático do legado judaico-cristão ao meu ver. O estado que age, em todas suas formas, contra tal legado.


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