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A falsa panaceia das “soluções políticas”
Paul Johnson demonstrou magistralmente, em seu extraordinário livro "Tempos Modernos", já no primeiro capítulo, intitulado "Um mundo relativista", que o maior mal de nossos tempos — que começou a se desenvolver em fins do século XIX, ganhou força no século passado e persiste até os nossos dias, é a crença nas chamadas "soluções políticas".  Johnson argumenta com boa fundamentação que essa praga tem como causa a "morte de Deus", decretada por "medida provisória" baixada por Nietzsche (que, paradoxalmente, foi um defensor do livre mercado) e que deixou o ocidente a descoberto, com um vazio de poder que acabou sendo preenchido pelo mito da "vontade política".  Ainda naquele capítulo ele mostra que a relativização do mundo foi encorpada por intelectuais que se seguiram a Nietzsche: em 1915, quase ninguém entendeu o que Einstein — que nunca foi um relativista moral! — queria dizer com sua teoria da relatividade e, matreira e solertemente, levaram a coisa para o lado moral. Pronto! Passava a não existir mais o certo e o errado, porque, afinal, "tudo é relativo". Johnson cita a psicanálise de Freud e a economia de Keynes como resultados dessa relativização moral.

Não pretendo aqui discutir religião, mas tão somente ressaltar que foi a partir dessa gênese relativista que os valores morais até então inquestionáveis e aceitos voluntariamente durante séculos em nossas sociedades passaram a ser "relativizados": assim, valores fundamentais, como a propriedade privada e as liberdades individuais começaram não apenas a ser questionados sob o ponto de vista moral ou jurídico, mas atacados sob o pretexto de que caberia aos estados (isto é, a pessoas exatamente iguais às demais) tomarem as decisões mais importantes em todos os campos da existência humana, já que os iluminados do governo saberiam o que era melhor para todos, para o coletivo, para o formigueiro humano, para o "social". 

Você já parou para pensar no mal que isso representou e continua representando para a humanidade? Se ainda não o fez, convença-se de que as maiores barbaridades do século XX — a saber, o comunismo e o nazismo — foram consequências diretas desse vácuo de poder, de que se aproveitaram verdadeiros monstros como Hitler, Lenin e dezenas de outros. Já que não existiria mais uma verdade absoluta, tradicional e consagrada há séculos e que forjou toda a civilização ocidental, então tudo, praticamente tudo, poderia ser relativizado. Muitos milhões de assassinados pagaram o preço dessa maluquice, ou porque se opunham às ideias dos ditadores ou porque pertenciam a "classes" ou "raças" tidas por eles como lesivas ou prejudiciais aos interesses dos mandatários. Foi a fase — e, por incrível que pareça, ainda não saímos dela, basta olharmos para alguns dos atuais governos da América do Sul — do poder pelo poder.

Em outro soberbo livro, Os Intelectuais, Paul Johnson mostra como muitos deles, sem terem jamais se dado sequer ao trabalho de pegar em um martelo para pregar um quadro em uma parede, passaram a ditar, sentados em mesas de bares, o que era bom e o que era ruim, sempre de acordo com o seu ponto de vista, considerado obviamente como superior ao do homem comum, que é aquele que faz o mundo real funcionar.  Goebbels e Antonio Gramsci (especialmente o segundo), Sartre e outros — todos festejados como "mentes brilhantes" — deram o toque final a esse processo de imbecilização coletiva fantasiada de boas intenções, e ai de quem se opunha ou — ainda! — se opõe a essa horda de barbarismo revestida de "modernidade". A última manifestação dessa endemia que se transformou em epidemia e depois em pandemia é a chamada "ditadura do politicamente correto".

Assim, se Fulano roubou alguém, a culpa não foi dele, mas da "sociedade"; se Beltrano estuprou uma mulher, a culpa foi do "sistema"; se alguém fuma um cigarro em um estádio de futebol é visto como um pária; se um zagueiro comete uma falta violenta contra um adversário e imediatamente levanta os braços para fazer ver ao árbitro que não fez nada demais, isso é visto como natural, pois todos fazem assim; se um deputado desviou recursos públicos para sua conta pessoal, o culpado é o "capitalismo" que endeusa o dinheiro; se magistrados colocam parentes em empregos públicos ganhando altíssimos salários, é claro que não deve haver qualquer culpa envolvida nisso, pois, afinal, é tudo natural; o que vale é o momento, é o prazer, o hedonismo, os ganhos fáceis, a vida da cigarra, já que as formigas são tremendamente "conservadoras e otárias" porque valorizam o trabalho árduo e a poupança. Sim, as formigas são as mais antigas neocons de que se tem notícia...

Quem ainda não ouviu algum comentário do tipo "ih, não se meta nisso, porque foi uma "decisão política" da direção da empresa"? Ou, na universidade, "não questione essa decisão, porque ela é apoiada pelo reitor", ou, ainda, "tal medida foi uma decisão política do ministro"? Já pararam para pensar nesses absurdos aceitos ou como verdades inquestionáveis ou como meras ordens a serem cumpridas? Já refletiram que isso vai — como foi e vem acontecendo — minando a capacidade de raciocinar das pessoas, ou seja, vai desumanizando o homem?

Eis a verdade, meus amigos, clara como a água mais cristalina, mas que a imensa maioria não consegue enxergar, porque foi habituada, ensinada, doutrinada, bombardeada para agir como bois ao som do berrante do boiadeiro: estamos vivendo em uma sociedade que a cada dia se torna mais desumanizada, em que a dignidade da pessoa humana de pouco ou nada vale. Essa crença cega nas pretensas "soluções políticas" foi sendo inoculada nas pessoas passo a passo, vagarosa e calculadamente e se alastrou pelos corpos das sociedades como um veneno mortal.

É urgente combater o relativismo moral e suas "soluções políticas", a começar pelo resgate da família e seus valores, da importância da formação moral das crianças por parte dos pais (e não dos professores de História inteiramente embriagados de marxismo) e da imprescindibilidade da liberdade responsável, que é aquela liberdade de escolher sabendo o que é certo e o que não é certo.

Já pensaram também por que nosso povo está indo às ruas para protestar? Estão pretendendo o quê com os protestos: mais "soluções políticas"? É o que parece.

Na economia, desde que Keynes, em outra "medida provisória", estabeleceu a máxima, tida por quase todos os economistas como inquestionável, a de que poupar faz mal à saúde da economia e gastar faz bem, uma tremenda e gigantesca guinada nos fundamentos morais da ciência econômica, as "soluções políticas" passaram a substituir as decisões individuais voluntárias, os mercados passaram a ser vistos como um perigo para os pobres e os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais como grandes iluminados salvadores de suas pátrias. O resultado dessa imoralidade representada pelo keynesianismo pode ser visto facilmente, como um relâmpago em uma noite escura: déficits orçamentários crescentes, endividamento público maior do que o "tamanho da economia", inflação, desemprego, crises em cima de crises e gerações de jovens que não encontram empregos, como vem sucedendo na Europa, antes badalada como um paraíso da social democracia.

James Buchanan e Gordon Tullock, os dois principais autores da Public Choice School, mostraram claramente que Keynes, um imoralista assumido, politizou a teoria econômica e seu trabalho foi justamente fazer o oposto: levaram os princípios básicos da teoria econômica para analisar o processo político, mostraram como isto pode ser feito e concluíram que os chamados "homens públicos", tal como os mortais comuns, agem de acordo com seus próprios interesses e não tendo em vista o chamado bem comum. Ou seja, os políticos agem — para usarmos o jargão econômico convencional — com o intuito de "maximizar a sua utilidade" e não a dos seus eleitores.

E, desde seus primórdios com os pós-escolásticos, passando por seu fundador Menger e por Mises, Hayek, Rothbard, Kirzner e praticamente todos os seus economistas, a Escola Austríaca de Economia sempre se posicionou contra a falsa panaceia das "soluções políticas", porque sempre entendeu com muito maior clareza — e com uma metodologia bastante superior à das escolas rivais —, que os mercados são processos de intercâmbio voluntário que jamais puderam, podem ou poderão ser substituídos por pretensas "soluções", que de soluções nada têm. Hayek, em especial, mostrou, especialmente em seu famoso artigo O uso do conhecimento na sociedade que o conhecimento, em termos de assuntos sociais, é sempre insuficiente e se apresenta de forma dispersa. E que os planejadores dos governos não são super-homens que se situem acima desse fato elementar.

Portanto, nada melhor do que os próprios envolvidos nas situações concretas para resolverem os seus problemas concretos. As "soluções políticas" já nascem fadadas ao fracasso. Na verdade, elas são, por si mesmas, sinônimos de fracassos. A Escola Austríaca de Economia é moralmente superior às demais porque respeita os princípios, valores e instituições de uma sociedade livre e virtuosa. O texto de Hayek, claramente, é uma defesa do conhecido Princípio da Subsidiariedade, que se baseia na ideia de que é moralmente errado retirar-se a autoridade e a responsabilidade inerentes à pessoa humana para entregá-la a um grupo, porque nada pode ser feito de melhor por uma organização maior e mais complexa do que pode ser conseguido pelas organizações ou indivíduos envolvidos diretamente com os problemas. A subsidiariedade decorre de três importantes aspectos da própria existência humana: a dignidade da pessoa humana, a limitação do conhecimento enfatizada por Hayek e a solidariedade.

Por tudo isso e como estou farto de dizer e escrever, temos uma tarefa gigantesca pela frente, que é a de fazer as pessoas voltarem ter noção de que há atos moralmente certos e atos moralmente errados, tanto no campo da economia, como no das relações pessoais, no da atividade política, na prática dos esportes, enfim, em todas as nossas ações. Obviamente, há ações que podem ser chamados de moralmente neutras, como, por exemplo, a de chupar um picolé, mas a maioria de nossas escolhas reflete os valores morais que recebemos desde muito cedo e que desenvolvemos com o passar dos anos. Muitos dos que estão indo às ruas protestar contra este ou aquele político corrupto, será que não agiriam de maneira parecida caso estivessem no lugar do mesmo?

Essa tarefa enorme e hercúlea que temos pela frente, a meu ver, transcende rótulos de qualquer natureza. Não me agradam esses rótulos. Nunca me agradaram, porque são superficiais. Em termos de filosofia moral, sou um "conservador", mas em termos de teoria econômica, sou um "libertário". E aí, como é que fica? De forma semelhante, alguém pode ser um "progressista" em termos morais, mas um "conservador" em termos políticos. E aí? Rótulos rútilos só servem ou para xingar alguém ou para confundir incautos...

Acima dos rótulos, temos que lutar contra a panaceia das "soluções políticas", que nos ronda como urubus sobre a carniça. Se mostrarmos que estamos vivos, nos mexendo, lutando, poremos os urubus para correrem, ou melhor, para voarem para outras plagas. E se quisermos saber qual é o ninho os corvos, veremos que é o relativismo moral.


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autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • Murilo  18/08/2013 15:52
    Infelizmente o clamor dos jovens ainda é por mais "soluçoes práticas".
    Temos um longo caminho pela frente até conseguir que a nossa juventude enxergue que não podemos esperar que o governo resolva os problemas da sociedade.
  • Bruno  18/08/2013 15:58
    Genial
  • Cauê  18/08/2013 17:28
    Brilhante texto...
    Só acredito que a coisa começou antes, com a reforma protestante mais precisamente.
    O Nietzsche só deu o golpe final.
  • Andre Cavalcante  18/08/2013 21:33
    A reforma protestante em si já foi uma tentativa de fazer a igreja católica voltar aos princípios morais que havia abdicado, consciente ou inconscientemente, depois que ela própria se tornara o "estado".

    "O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus" (Lord Acton).
  • Gustavo BNG  18/08/2013 22:36
    Andre Cavalcante, pelo visto, o MEC te ensinou direitinho a cartilha esquerdista.
  • mauricio barbosa  18/08/2013 23:14
    Gustavo BNG que eu saiba a esquerda é ateísta,então não vejo em que os esquerdistas apóiam a causa protestante sendo que percebo uma má-fé de sua parte ao atacar a preferência religiosa de terceiros...
  • Gustavo BNG  19/08/2013 03:24
    Mentira sua, pois não ataquei o protestantismo, e sim a bobagem MECiana que o Andre repetiu.
    Aqui está uma página que recomendo, relacionada ao ***ótimo*** ensino MEC: www.facebook.com/MeuProfessorDeHistoriaMentiuPraMim
  • Ali Baba  19/08/2013 12:26
    @mauricio barbosa,

    Religião, assim como diversos outros temas, não são exclusivos. Sou ateu e não sou esquerdista.

    Generalizações são perigosas.
  • Bruno D  20/08/2013 00:58
    Como assim Gustavo?

    Quis reformar e acabou quase destruindo?

    O Protestantismo veio de um movimento gnóstico e herético dentro da própria Igreja, que teve o seu expoente Lutero, as teses de Lutero afixadas na igreja foram apenas um engodo um verniz para dar um lustro de dignidade e moralidade um novo conceito (que era herético) e que não tinha cabimento nenhum, começou com um auto apelido chamado de Reforma mas que na verdade era um movimento que iria abalar a própria Igreja, a religião Católica (universal) e a fé Cristã (dai o surgimento do relativismo histórico que o Ubiratan escreveu).
    Ora a maior historinha que os professores contam é que a reforma queria acabar com as indulgencias, mas que ironia, quando se entra em uma Igreja Protestante hoje e vê a quantidade de ofertas sendo cobradas dos fieis para cura dos males de A-Z.
    Patrocinado pelos reinos pré-absolutistas (príncipes luteranos) que queriam uma certa independência da diretriz do Papa, ou seja, tudo veio a calhar.
    A Reforma histórica propagandeou lutar contra todos os males da Igreja mas acabou por dividi-la e hoje comete os mesmos erros que outrora condenará.
    O Protetantismo foi um dos ovos da serpente posto nesse mundo.

    Att
  • Leonardo Couto  18/08/2013 21:59

    Cauê, como assim começou com a reforma protestante?
  • Cauê  19/08/2013 01:15
    UÉ um defende divórcio, o outro falando que você se salva pela fé sem regras, sem dogmas, e por aí vai.

    Se isso não é relativismo moral, eu não sei o que é.
  • Jax  19/08/2013 02:15
    Cara, nunca dentro do protestantismo histórico foi defendido o divórcio, e essa ideia de salvação sem obras quem escreveu primeiro foi o Apostolo Paulo, entao baixa a bola ai.
  • Gustavo BNG  19/08/2013 06:44
    Há milhares de protestantismos, cada um ao "gosto" do fiel protestante. Você se refere a qual?
  • Cauê  19/08/2013 12:50
    Exatamente, existem milhares que gera relativismo. Eu não estou criticando os evangélicos entendam (inclusive aqui no Brasil eles é que estão segurando a barra), só estou dizendo que eu acho que isso foi o que causou muito da relativização moral.
    Eu estou apenas dando a minha opinião. Não quero discutir a fé de cada um.

    Olhe que dentro da Igreja Católica você poderia fazer as mesmas coisas. Só que seriam apontadas pelos outros (possivelmente só pela doutrina). Aí você tem que ou defender sua posição e atitudes ou você se corrige.

    Agora essa passagem de Paulo não irei nem contestar porque é improdutivo discutir a Bíblia dessa forma. Porque eu poderia citar Tiago ou Mateus. E por aí vai.

    A questão do divórcio embora não seja defendida (onde eu falei isso?), foi permitida e isso é a maior causa de problemas na nossa sociedade hoje.
    Já ouviu falar em Henrique VIII ? Igreja Anglicana ? Isso não é protestantismo histórico ?

    Não gostaria de discutir. Meu intuito era simplesmente levantar a questão.
    Quanto as questões de apontar os erros do clero, eu acho que isso sempre existiu e sempre existirá, eu particularmente não confundo pessoas com instituições. O Papa está lá para manter a Igreja e suas fundações. E os Santos também.
    Olhem como São Tomás protege a Igreja de heresias até hoje huaha
  • Cauê  19/08/2013 13:30
    Oops eu usei a palavra defende mesmo...
    Perdão pessoal. O que eu quis dizer é que permite.

    Expressei-me mal.
  • Jeferson  19/08/2013 14:12
    É interessante como e o que as pessoas falam do que não entendem. E muitos lêem esse site todo dia, mas não conseguem fazer a associação das coisas.

    Igrejas são organizações humanas, sendo assim, estão tão sujeitas a cometer erros como qualquer outra. A lei do mercado se aplica a qualquer tipo de organização. Sabemos que qualquer monopólio tende a ser ruim, leva à deterioração dos produtos e ao aumento dos custos. Isso quando falamos de bens comercializáveis. Com idéias, tudo o que muda é que o custo não é financeiro (embora tenha sido durante uma época, e bem alto), e o produto - as idéias - tende a se deteriorar no sentido de se voltar ao interesse de quem as detém.

    O monopólio do cristianismo e da interpretação da escritura não tem como ser diferente. O motivo é simples: os sacerdotes são humanos como todos os outros, e assim como todos os outros, vão querer buscar os seus próprios interesses individuais, e eu tenho certeza de que muitos deles não estão tão comprometidos com os valores cristãos quanto parecem, não importa se padres, bispos, papas, pastores, reverendos ou o nome que queiram dar. Isso já havia desde o começo, e foi relatado por S. Paulo. O que ele dizia? Parafraseando-o "não me interessa se uns pregam pra conseguir fama, ou outros pra conseguir dinheiro, o que me interessa é que a mensagem de Cristo seja divulgada".

    Se dizem cristãos, uns católicos, outros protestantes (e nesse site os católicos parecem ser MUITO piores nesse sentido) mas ao invés de se esforçarem pela divulgação da mensagem de Cristo, se esforçam pra gerar separação entre os próprios cristãos, ao invés de tentar uní-los através dos valores que TODAS as igrejas genuinamente cristãs pregam, e o libertarianismo seria uma ótima cola para promover essa união. Fora isso, alguns ainda parecem subestimar o poder do Deus em quem professam acreditar, ao deixar claro que acreditam que esse Deus permitiria que "subversões" da vontade d'Ele prosperassem, como se Ele não fosse capaz de tomar as rédeas nem da própria Igreja.

    Voltando às vacas frias, acho que o pessoal que quer falar mal de outra religião ou de outra igreja, deveria procurar um forunzinho de correligionários e ir pra lá ficar falando mal a vontade: uns de protestantes, outros de católicos, outros de todas as religiões... Esse espaço deveria ser para discutirmos economia austríaca e filosofia libertária, não pra ficarmos tacando pedra na religião dos outros. Todos sofremos lavagem cerebral pelo MEC, muitos dos que leram esse site se libertaram dela. Outros sofreram lavagem cerebral de outras instituições, e provavelmente não vão se libertar lendo o Mises. O ideal é que todos aprendam a se olhar no espelho e a refletir sobre o que acreditam. Somos livres pra acreditarmos no que quisermos, só não exerce a liberdade de questionar o que se acredita quem tem medo das respostas que pode encontrar.

    Só pra constar, já fui protestante, já frequentei algumas missas católicas, e hoje, apesar de cre nos ensinamentos bíblicos e seguí-los (tirando um deles), não consigo participar de nenhum grupo religioso. Um dos motivos é esse comportamento que todos os religiosos apresentam.
  • Emanuel  19/08/2013 12:47
    Não é bem assim não, pois o apóstolo Paulo nunca defendeu a ideia de fé sem obras, ao contrário, não existe um conflito entre fé, graça e obras. E Lutero também não disse que não existem regras, apenas entedia que as Escrituras são o padrão a ser seguido.
    É só ler esse trecho do capítulo 2 da Epístola de Paulo aos Efésios pra entender esta questão:

    "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;
    não vem das obras, para que ninguém se glorie.
    Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2:8-10)

    Ou seja, a fé salvadora é proveniente da graça de Deus e tem como fruto as boas obras. Simples assim.
    Quanto ao divórcio, concordo com o colega Jax, pois aquele episódio do Henrique VIII não pode ser tido como modelo do pensamento protestante.



    Sobre o artigo, ele é muito bom e mostra o perigo do relativismo e do estatismo.
    Interessante que eu elaborei um texto para um amigo socialista em que eu falava justamente dessa questão da manipulação do que seria "bem comum", "interesse público", criticando essa ideia de soluções políticas ou "por canetadas".
    Vejam uma parte desse texto e como trata do mesmo assunto deste artigo:

    "A maioria dos bens gerados pelas pessoas mais pobres dos quais elas são excluídas são aqueles que o Estado lhes toma, sob a promessa de que isso é para o "bem comum". Aliás, "bem comum" e "interesse público" talvez sejam os conceitos mais confusos e manipulados que existem. É só lembrar que, dependendo de quem está no poder, algo que não era de interesse público passa a ser, como que num passe de mágica.

    (...)

    Também não faz sentido acreditar que o Estado vai solucionar os problemas econômicos, como se ele não fosse, no fim das contas, controlado por pessoas com seus próprios interesses. E mais: como se as pessoas tivessem que ter os aspectos de sua vida decididos por um 'grupo iluminado de políticos que sabe o que é melhor para a nação'."
  • Gustavo BNG  20/08/2013 06:13
    Pois é. O Livre Exame de Lutero foi o estopim de um relativismo gigantesco, que dividiu a cristandade.
  • anônimo  18/08/2013 18:49
    Ótimo texto!
  • Elisabete  18/08/2013 22:51
    Excelente texto!
    Infelizmente o cidadão comum costuma terceirizar as suas decisões aos "algozes" políticos!
    Realmente precisamos urgentemente lutar contra essa inversão de valores que se abateu principalmente sobre a juventude! E viva a dignidade da pessoa humana!
  • Sérgio  19/08/2013 00:26
    Excelente texto!
    O relativismo é uma praga que precisa ser combatida, e precisamos resgatar os valores tradicionais essenciais para a preservação da civilização.
  • Eraldo Almeida  19/08/2013 00:37
    Sempre observei o lado ético das pessoas das mas comuns as mas abastadas.
    como pode um individuo, passar a perna no outro e não violar os princípios
    da moral. Vejam como agem em benefícios próprios! sem se valerem da honestidade.
    Elas, erram sabendo e cobrem os erros dos cumprisses nas falcatruas gerais.
  • Henrique Mareze  19/08/2013 01:14
    Perfeito e esclarecedor!

    Aliás, a descrição do professor me fez lembrar Walter Block, em "Defendendo o Indefensável": sou um conservador cultural em termos morais mas um libertário em termos políticos.
  • Augustine  19/08/2013 01:28
    O duro dos conservadores políticos, que, ao contrário dos socialistas, pretendem ter valores morais conservadores, também acreditam em soluções políticas, sendo elas mera questão de ter um dos seus no timão.

    Ou seja, as duas correntes políticas que monopolizam o debate político, a direita e a esquerda, são apenas duas faces da mesma moeda. Aí jaz a beleza da Escola Austríaca e do Libertarianismo: eles são ortogonais ao Monetarianismo-Keynesianismo e à direita-esquerda, ao estatismo. Infelizmente, também aí jaz a dificuldade de compartilhar seus ideias, pois o monopólio estatista domina as mentes e corações das pessoas que entendem tudo sob um prisma político, já que não reconhecem a verdade como objetiva, e tentam reduzir as questões ao espectro das opiniões que eles consideram aceitáveis encarnadas no José Sarney e no Lula.
  • felipe  19/08/2013 03:12
    Muito instigante a leitura. Eu tentei ir às ruas para protestar também, no entanto tudo que encontrei nas reivindicações foi mais estado e mais estado. Pois é. Daí então, eu decidi voltar pra casa e para os livros.
  • Caue  19/08/2013 16:03
    Bom a questão é do relativismo moral.

    A nossa moral vem dos ensinamentos cristãos, se eles passam a ser ensinados de forma diversa, que resultado poderia ser esperado ?
    Eu não estou entrando no mérito da questão.
    Só tenho a opinião de que o relativismo moral não começou com Nietzsche. Aliás, sempre existiu, acho que a reforma protestante de certa forma instituiu e tornou aceita certas condutas e por não ter força suficiente, foi totalmente tomada pelo estado. Que faz o que bem entende com a religião. A Católica também sofre com isso, mais tem força pra reagir.

    Dividir para conquistar. Só é isso o que penso.

    Desculpe se ofendi alguém.

    E também isso relativizou toda a ciência (E vai continuar até acabarem com o pouco do prestigio que ainda possui).

    Por exemplo, a pílula anti-concepcional é um abortivo na concepção biológica, assim o uso deveria ser condenado. Concordam ?
    Se as pessoas defendem o uso da mesma, estão sendo relativistas morais.
    Agora você pode mudar o conceito de vida para não "ofender" as pessoas.

    Novamente, eu não estou querendo entrar no mérito da questão.

    Só acho que a Igreja Católica é coerente. E acho que ninguém pode negar isso.
  • Leonardo Couto  20/08/2013 04:20

    OffTopic totalmente desnecessário que você iniciou Cauê. O pior são as confusões que se seguiram.

    Acho que sua análise sobre o papel do protestantismo foi rasa, infundamentada e, claro, equivocada.

    Para começar, se por relativismo moral você entende divergência de posicionamento, você está incorrendo em uma confusão semântica. Se seu pensamento procedesse, qualquer divergência a qualquer posicionamento seria considerado relativismo.

    Relativismo moral é a negação da existência de uma moral absoluta. Relativismo do protestantismo seria se, frente a divergências teológicas com a Igreja de Roma, considerasse ambas as posições válidas.

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    Para o leitor Gustavo BNG: Realmente não sabia que ser esclarecido significa ter a posição oposta aos pontos que o MEC vagamente afirma. Seria a minha ideia de que a terra é redonda só mais um dos itens de sua cartilha? Tenho certeza que ele defende isso.

    Pode se descobrir verdades pelo uso da razão, não pelo que uma instituição podre defende ou não.

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    Um outro ponto interessante e que foi um erro comum entre você e o leitor Bruno D foi o adentrar mal feito na teologia. Vamos à eles:

    "O Protestantismo veio de um movimento gnóstico e herético dentro da própria Igreja, que teve o seu expoente Lutero, as teses de Lutero afixadas na igreja foram apenas um engodo um verniz para dar um lustro de dignidade e moralidade um novo conceito (que era herético) e que não tinha cabimento nenhum"

    De fato foi considerado herético, já que foi contrário à doutrina católica. Nada de mal.

    O protestantismo nunca quis saber da compatibilidade de sua posição com a doutrina da igreja de roma. A ideia era se ter coerência com a Bíblia, não com dogmas papais.

    "começou com um auto apelido chamado de Reforma mas que na verdade era um movimento que iria abalar a própria Igreja, a religião Católica (universal) e a fé Cristã"

    Concordo plenamente quando quando se diz que o protestantismo veio abalar a Igreja de Roma. Já abalar o cristianismo... Bem, que eu saiba cristianismo são os ensinamentos de Cristo, não do Papa. Certamente se houve determinação, e coragem, para romper com o segundo, por causa do primeiro.

    "Ora a maior historinha que os professores contam é que a reforma queria acabar com as indulgencias, mas que ironia, quando se entra em uma Igreja Protestante hoje e vê a quantidade de ofertas sendo cobradas dos fieis para cura dos males de A-Z."

    Esse é um erro que geralmente cometem quando se critica o protestantismo.

    O protestantismo não é uma fé. Esse foi o nome que se deu aos divergentes da Igreja Católica com alguns traços em comum.

    Não há, por conseguinte, uma instituição central cuja sua doutrina passa a ser a doutrina do protestantismo como um todo. Se a igreja protestante A erra, seu erro não pode ser estendido à igreja protestante B, já que são independentes. Vale frisar que isto não implica em relativismo.

    No catolicismo, ao contrário, todas as igrejas tem de se sujeitar à Igreja de Roma, devido à primazia de seu líder. Um erro doutrinário se estende à todos os seguidores.

    "A Reforma histórica propagandeou lutar contra todos os males da Igreja mas acabou por dividi-la"

    Dividir a Igreja Católica, no sentido de se tornar um ramo desta, não. O que se fez foi emancipar-se.

    "UÉ um defende divórcio, o outro falando que você se salva pela fé sem regras, sem dogmas, e por aí vai."

    Você colocou erradamente. Não se "defende" o divórcio, não se fala em fé sem regras, não se nega verdades absolutas.

    Apenas se entende que o elemento que possibilita nossa salvação não são nossas obras, mas nossa fé em Jesus Cristo.

    Não se negligencia uma vida reta, o que se entende é que nenhuma obra dos homens justifica sua salvação. O que nos justifica é o sacrifício do Cordeiro de Deus, a aceitação de tal sacrifício se dá pela fé Nele, e a fé nele, naturalmente, produz boas obras.

    Não são as obras dos homens que os salvam, nem a sua penitência que os lava do pecado. Se o fosse, não haveria necessidade de derramamento do sangue de Jesus.

    Quanto à verdades absolutas, cremos que sua fonte são as Escrituras, não um ser humano normal. Nosso pontífice é Jesus.

    -----------------------------------------------------------------------------------

    No final, tive de responder à esses erros.

    Sugiro que se quiserem entrar no assunto teologia, que ao menos se garantam.

    Cada um acredita no que quiser, mas há apenas uma verdade. E quando se evoca coerência bíblica, contribuo da melhor forma possível.

    Um abraço a todos.
  • Ali Baba  20/08/2013 11:05
    @Leonardo Couto,

    Desculpe, mas tive de responder:

    "coerência" e "bíblica" na mesma frase, tem alguma coisa errada aí!
  • Cauê  20/08/2013 16:57
    Eu também não sei porque foi em outro tópico, acho que porque abri outra aba, (ctrl+click, em responder), para poder ler as respostas.

    O que eu estou dizendo é que a Igreja tem dogmas que não podem ser mudados, inclusive a obediência ao Papa. As divergências ocorrem dentro da Igreja mais elas levam tempo para gerar frutos, veja que a Igreja realizou a Contra-Reforma depois da Reforma Protestante. A virtude da prudência é muito apreciada pela Igreja de Roma. E tem meu total apoio.

    Existem diversas ordens dentro da Igreja e isso influencia diretamente nos ensinamentos de cada clérigo. Portanto não é questão de divergência de opinião (ou posicionamento), mas acho que o debate de idéias deve ser feito com regras claras e estabelecidas. E esperar a decisão do Papa para averiguar se estão de acordo com os ensinamentos dos Santos e da teologia católica que vieram antes (Conservadorismo).

    E é claro que é divergente em relação aos ensinamentos de Roma essa era a moral estabelecida anteriormente. Comum a todos os homens , inclusive para o papa, bispo, padre, reis, rainha, homens, mulheres. O que muda são seus "ofícios".
    As únicas "ciências" que estabelecem padrões morais são filosofia e teologia. Como quase ninguém estuda filosofia per se, quem molda a moral da grande maioria das pessoas é a teologia. E as escolas, com filosofia indiretamente aplicada ao ensino do comunismo hauhau.

    Além disso, sempre é a velha história do celibato, do divórcio, de sacerdotisa, etc etc...Sempre é isso.
    Pois querem tornar os sacerdotes iguais aos fiéis (minha opinião). Eu acho que isso seria o fim de qualquer autoridade da Igreja Católica.
    Veja que tanto Calvino, como Lutero se casaram. E tem a questão da usura também né pessoal ? Não sejamos ingênuos.

    Eu não estou justificando a fé de ninguém, agora você falar que isso não gerou relativismo moral, você está sendo desonesto intelectualmente.

    "Seria a minha ideia de que a terra é redonda só mais um dos itens de sua cartilha? Tenho certeza que ele defende isso."

    Se você está afirmando que a Igreja defendia que a Terra era plana, realmente o MEC fez um ótimo trabalho na sua doutrinação.

    E essa sua vaidade é pecado para a Igreja Católica. Viu como as coisas são relativas?

    "No final, tive de responder à esses erros."

    Por que você acha que está certo ?

    E não vi ninguém refutar o que eu disse da pílula. Porque isso seria assumir que todos devem no mínimo respeitar a coerência da Igreja. E condenar ao mesmo tempo o Relativismo Moral tanto de cristãos e como de não-cristãos.

    Falo simplesmente para aos que não assumem o seu relativismo é claro.
  • Renato Souza  28/08/2013 07:24
    ""Seria a minha ideia de que a terra é redonda só mais um dos itens de sua cartilha? Tenho certeza que ele defende isso."

    Se você está afirmando que a Igreja defendia que a Terra era plana, realmente o MEC fez um ótimo trabalho na sua doutrinação."




    Acho que você interpretou mal as palavras do Leonardo Couto. Não entendi que ele disse que a ICAR defendia que a terra fosse plana (ideia absurda, pois desde vários séculos antes de Cristo estava estabelecido entre todos os homens cultos do ocidente que ela é esférica). Todas as pessoas com conhecimento razoável de história sabem que nas universidades católicas sempre se ensinou que a Terra é uma esfera. Entendi que ele quis dizer que não é só por constar num livro do MEC que uma ideia é errada.

  • Gilmar  20/08/2013 15:08
    Em primeiro lugar, quando uma discussão sobre Cristianismo não busca a Cristo, só saem asneiras.

    2 Timóteo 2; 14 e 16

    "Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavaras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes."..."Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que

    Cauê

    "Ora a maior historinha que os professores contam é que a reforma queria acabar com as indulgencias, mas que ironia, quando se entra em uma Igreja Protestante hoje e vê a quantidade de ofertas sendo cobradas dos fieis para cura dos males de A-Z."

    Cuidado, não existe Igreja Protestante, existem Luteranos, Evangélicos, Presbiterianos, que são chamados protestantes por que não são Católicos...aliás, já foi em alguma missa Luterana? Já entrou em algum templo Luterano? Já sequer conversou com algum Luterano? Sabe qual a doutrina pregada?

    Lutero nunca quis fundar uma igreja nova, mas corrigir, baseados nas Santas Escrituras, certas práticas errôneas. Inclusive pediu na Dieta de Worms: "Me provem, pela escritura, que estou errado, e me retratarei", pela história que se seguiu percebemos que não foi provado nada contra ele a partir das Escrituras.

    O problema é que todos gostam de falar sobre doutrina Cristã sem nem sequer frequentar missas, estudos Bíblicos, conhecer a Palavra, qual o seu propósito. Mas sim, ler filósofos, historiadores e apologéticas de araque que são nada mais que falatórios inúteis e profanos.

    Ademais, sobre a réplica do Leonardo Couto:

    "Dividir a Igreja Católica, no sentido de se tornar um ramo desta, não. O que se fez foi emancipar-se."

    Nem sequer isto, Lutero foi excomungado e continuou a pregar a doutrina de Cristo, a partir das Santas Escrituras, e não em Concílios de homens.

    "O protestantismo não é uma fé. Esse foi o nome que se deu aos divergentes da Igreja Católica com alguns traços em comum."

    Exato, porém, grande parte dos divergentes aproveitaram a onda e ensinaram coisas bastante equivocadas, sem qualquer comunhão com os Luteranos originais, que depois foram forçados, por Frederick Wilhelm III da Prussia a se juntarem com essas outras denominações protestantes para fundar uma "Igreja Geral" do estado, por assim dizer. Muitos Luteranos não aceitaram a intromissão do Estado e migraram para EUA aonde fundaram a LCMS, permitindo, assim, que a Igreja Luterana original continuasse a existir. (www.lcms.org, da uma olhada lá e pesqusia a história), no Brasil é representada pela IELB.

    Sobre Relativismo Moral, a LCMS e suas afiliadas são ferrenhas conservadoras da doutrina pura de Cristo, baseada SOMENTE naa Escrituras (que é o verdadeiro papel da Igreja) lhes garanto isso com toda a certeza. Os ditos "cristão" e igrejas que abraçam doutrinas mundanas e o Relativismo Moral (Igrejas Luterans da Suécia e Dinamarca celebrando casamento gay, que a) se desviaram da doutrina e deixara as Escrituras de lado para se adaptar ao politicamente correto dessa era de asneiras.

    O que não é baseado na Escrituras, que é a Palavra de Deus, é produto da mente dos homens e, portanto, não vem de Deus.












  • Cauê  20/08/2013 18:07
    Levarei em consideração, porém, quero deixar claro que desde o início não queria discussão, só apontei para algo que acho relevante em relação a moral.

    Acho que você não admitir que o protestantismo é causa de relativismo é uma falácia (minha opinião). Agora se alguém acha que eu estou enganado, você tem todo o direito. Esse foi meu posicionamento desde o princípio. E como eu disse, tenho profundo respeito pelo trabalho de alguns protestantes no Brasil.

    Faço isso simplesmente para evitar conflitos desnecessários. Estou simplesmente defendendo minha posição no debate em questão.
  • Renato Souza  28/08/2013 07:12
    Cauê

    Relativismo é a crença na INEXISTÊNCIA da verdade. Relativismo moral é a crença na INEXISTÊNCIA do certo.

    Explique-me por favor porque a existência de pessoas que interpretam a Bíblia de maneira diferente do papa é relativismo. Uma pessoa afirma "Tendo estudado este assunto, eu creio nisto", e outra replica, "creio que você se equivocou, eu acredito naquilo". Não há relativismo, há divergência.

    Relativismo haveria se alguém dissesse, "não existe certo ou errado", ou "afirmações mutuamente excludentes podem ser ambas verdadeiras no mesmo sentido".
  • Augustine  20/08/2013 15:08
    "OffTopic totalmente desnecessário que você iniciou Cauê. O pior são as confusões que se seguiram."

    Discordo que seja fora do topico, pois se esta procurando identificar a genese historica do relativismo, nao apenas moral, mas tambem filosofico. Se se tem de entrar em teologia porque esta genese foi proposta num fato teologico, um bom investigador nao hesitaria, danem-se precaucoes politicamente corretas.

    "Relativismo moral é a negação da existência de uma moral absoluta. Relativismo do protestantismo seria se, frente a divergências teológicas com a Igreja de Roma, considerasse ambas as posições válidas."

    E inegavel que divergencia esta no DNA do protestantismo, tanto que nao se pode encontrar duas igrejas protestantes que concordem plenamente uma com a outra. Tambem e inegavel que este fato, que aconteceu quando Lutero ainda vivia, ainda que nao fosse o que ele pretendia engendrar e que ele nao lamentasse, minou sobremaneira a possibilidade de se conhecer a verdade objetivamente. Pois se o agnosticismo e o pai do ateismo no Ocidente, assim tambem e a indeterminacao da verdade, mesmo que especificamente da verdade teologica, a mae da negacao da verdade. E, assim como o agnosticismo e ateu em pratica, o protestantismo e na pratica a negacao da verdade absoluta, ou pelo menos assim parece aqueles de fora. Afinal, nao se diz que todas as igrejas cristas nao podem estar certas ja que discordam entre si?

    "O protestantismo nunca quis saber da compatibilidade de sua posição com a doutrina da igreja de roma. A ideia era se ter coerência com a Bíblia, não com dogmas papais."

    Que Biblia? Daonde veio a Biblia? O indice de livros que a compoe faz parte da revelacao divina? Quem decidiu que estes e nao aqueles livros eram inspirados divinamente? Se a Biblia foi determinada por uma fonte extra-biblica, ela pode ser considerada como contendo a revelacao exclusivamente?

    "Bem, que eu saiba cristianismo são os ensinamentos de Cristo, não do Papa. Certamente se houve determinação, e coragem, para romper com o segundo, por causa do primeiro."

    Os ensinamentos de Jesus se encontram no Novo Testamento. Quem determinou o Novo Testamento, portanto, quais sao os ensinamentos de Jesus? O Novo Testamento nao se interpreta sozinho, mas precisa de interpretes. Quem, no protestantismo interpreta o Novo Testamento e com que garantia de acerto?

    "Não há, por conseguinte, uma instituição central cuja sua doutrina passa a ser a doutrina do protestantismo como um todo. Se a igreja protestante A erra, seu erro não pode ser estendido à igreja protestante B, já que são independentes. Vale frisar que isto não implica em relativismo."

    Quem decide se a igreja A erra e a igreja B nao? Por certo a igreja A nao considera estar incorrendo qualquer erro. Isto nao demonstra a incredulidade na possibilidade de se conhecer a verdade objetivamente, ja que ambas igrejas A e B se baseiam nos mesmos textos, portanto no minimo um aparente relativismo?

    "No catolicismo, ao contrário, todas as igrejas tem de se sujeitar à Igreja de Roma, devido à primazia de seu líder. Um erro doutrinário se estende à todos os seguidores."

    Exceto se um rabino nascido de uma virgem ha uns 2000 anos desse sua garantia pessoal de que Ele jamais abandonaria sua comunidade e que criasse um cargo para um de Seus apostolos e seus sucessores para tanto (Mateus 16:18f).

    "Dividir a Igreja Católica, no sentido de se tornar um ramo desta, não. O que se fez foi emancipar-se."

    E como isto pode concordar com o Novo Testamento (cf. Joao 17)?

    "Você colocou erradamente. Não se "defende" o divórcio, não se fala em fé sem regras, não se nega verdades absolutas."

    Exceto que a igreja A tem um conjunto de verdades absolutas que contradizem o conjunto de verdades absolutas da igreja B. Ou seja, em pratica se questionam verdades absolutas, isto e, se relativiza a verdade; ou como se diz: "o que e verdade para um nao e para outro".

    "Apenas se entende que o elemento que possibilita nossa salvação não são nossas obras, mas nossa fé em Jesus Cristo."

    Nao foi o que Jesus disse (cf. Mateus 7:21f).

    "Não se negligencia uma vida reta, o que se entende é que nenhuma obra dos homens justifica sua salvação. O que nos justifica é o sacrifício do Cordeiro de Deus, a aceitação de tal sacrifício se dá pela fé Nele, e a fé nele, naturalmente, produz boas obras."

    Isto e o que voce diz, mas outros protestantes, como Calvino, descordariam de voce...

    "Quanto à verdades absolutas, cremos que sua fonte são as Escrituras, não um ser humano normal. Nosso pontífice é Jesus."

    Nao, em ultima analise, cada protestante e um pontifice. Este e o motivo porque historiadores secularistas celebram a reforma, pois os confirma em seu papado secular-humanista.

    Pax Christi
  • vladimir  04/11/2016 12:50
    Em Defesa aos protestantes em geral:
    Família Borgia.
    Massacre de São Bartolomeu.
    proibição da Bíblia que não seja em latim.
    Declaração pitagórica que a Terra é o centro do universo apoiada pela elite católica.
    Cobrança de indigências pelos pecados.
    Infabilidade do papa.
    Execução dos hereges.
    Autoridade sobre reis e príncipes.
    Assassinatos de papas pelos membros do clero.
  • Daniel Marchi  19/08/2013 17:55
    Excelente texto, prof. Iorio. De tão grande, é até difícil de dimensionar o trabalho dos defensores de uma sociedade mais livre e pautada pela moral tradicional.

    Aproveitando suas menções a Hayek e ao conservadorismo, gostaria de deixar aqui a indicação deste provocante artigo do eminente austríaco.

    Por que não sou conservador
    www.ordemlivre.org/2008/03/por-que-nao-sou-conservador/

    Um dos pontos abordados no texto é como o conservadorismo político se transforma numa armadilha quando o paradigma dominante é o socialismo.

    sds.

    Daniel
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/08/2013 18:06
    Ótimo artigo! Vou procurar esse livro do PJ!

    * * *
  • Eliel  20/08/2013 10:34
    A teoria da relatividade teve inicio com Galileu.
    Einstein desenvolveu-a com base nos trabalhos de Maxwell.
    A Teoria da Relatividade Geral foi sua obra prima que dão frutos até hoje.
    Era para ter sido chamada de teoria relacional, segundo historiadores da Ciência.
    Einstein preferiu chama-la de relativa, ao invés de relacional, para não confundi-la com a teoria de Weber conhecida por Mecânica Relacional.
    Assim Einstein escreveu e falou sobre relações entre observadores postados em referenciais inerciais e não-inerciais e não sobre relativismo.
    É isso.
  • Pupilo  20/08/2013 12:02
    É por essas e outras que admiro imensamente Ayn Rand. Para ela, não existia meio termo, não existe o cinza, nada era relativo. Era preto e branco. E quem escolhia o cinza, era, necessariamente, imoral.
  • Leonardo Couto  21/08/2013 01:42

    Acho que está sendo bastante conveniente deturpar o significado de Relativismo Moral.

    Confrontar ideias virou Relativismo Moral? Discordar do outro virou negar haver verdade absoluta? Pelo contrário! Quem não crê em verdade absoluta é que não diverge do outro, não quem crê.

    Querem criticar o protestantismo? Critiquem com a Bíblia, não com distorção semântica. Se assim não logram, não partam para apelação.

    O surgimento do protestantismo não tem nada a ver com o artigo em questão. Repito: Foi um offtopic desnecessário e sem base.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Cauê, não me entenda mal. Não tenho nada a dizer, do ponto de vista racional, sobre suas crenças na obediência ao papa, da autoridade dele na validação de proposições, ou sobre usura, ou o sacerdócio de todos os crentes.

    Eu não posso erguer críticas teológicas a você se estiver apenas alegando crer nestas coisas em virtude da posição da Igreja Católica. Só levanto a voz quando dizem: " Cremos nisso e isto está de acordo com a Bíblia". Aí sim, tenho algo com que trabalhar, uma vez que a pessoa reconhece tal livro.

    Se não reconhecer a supremacia bíblica na fé não tenho como esboçar críticas teológicas.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    Augustine, sugiro que você leia os livros Romanos, Gálatas e Atos. Tratam sobre a justificação pela fé. Entenda que fé verdadeira, naturalmente, tem boas obras, senão não seria fé. Mas não são essas obras, mero produto imperfeito humano, a nossa justificação. De acordo com a Bíblia, somos salvos pela fé.

    Não tenho a ver com a crença católica, e você pode acreditar no que quiser. Digo apenas que, se estiver considerando a Bíblia, você está errado.

    Jesus não estabeleceu outro homem como ligação entre Deus e os homens, Jesus é a ligação (I Timóteo 2:5). Leia o diálogo todo, de Jesus com os apóstolos, e você vai saber o que Jesus estava falando. Jesus referia-se a si mesmo, Augustine:

    "Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15)

    "E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mateus 16:16)

    "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16:18)

    Jesus estava respondendo à afirmação do apóstolo Pedro de que Ele é o Filho de Deus. Enquanto Jesus era Filho de Deus, o apóstolo era Pedro. Sobre a pedra que Pedro mencionou - Jesus - seria construída a Igreja.

    No mesmo capítulo, Jesus chama Pedro de diabo.

    Outra: A Bíblia não se contradiz; a tese do papado não só não encontra apoio bíblico em outras partes - na verdade, nem nessa - como também é contrariada outras vezes:

    "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
    Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;" (Efésios 2:19-20)

    Agora do próprio Pedro:

    "Se é que já provastes que o SENHOR é benigno;
    E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,
    Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.
    Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido." (I Pedro 2:3-6)

    Veja que essa passagem também sustenta a tese do sacerdócio de todos os santos. Todos os crentes são parte da Igreja de Cristo, mas é Jesus a pedra na qual ela está edificada.

    Quer mais? A Bíblia não autoriza-nos a fazer de outro homem nossa edificação:

    "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5)

    Quer mais ainda? O único vigário - substituto, enviado - que Cristo nos deu foi o Espírito Santo:

    "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
    O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." (João 14:16-17)

    "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (João 14:26)

    Temos acesso direto à Deus, Augustine. Não precisamos de mediador humano algum.

    Os dogmas do Concílio Vaticano I não têm respaldo bíblico e qualquer que o segue, o faz por fé anti-bíblica, já que a Palavra não a embasa.

    De novo, repito que não criticarei teologicamente nenhuma simples crença em algo. Poderei contribuir apenas quando se diz que tal crença está de acordo com a Bíblia.

    ------------------------------------------------------------------------------------

    No final, teria sido muito melhor, para vocês, não terem comprado essa briga.

    Abraço a todos.

    E parabéns pelo artigo, professor!
  • ADEMIR NEVES  21/08/2013 01:59
    Fui professor de História durante meu tempo de acadêmico, mas percebia que a teoria se distanciava cada vez mais da realidade. Foi ai que larguei a sala de aula e busquei novos rumos. Um dos meus ex-alunos, um dia me indicou o Instituto Mises e tudo mudou. Não mais "embriagado" de Marxismo, como diz o autor.
  • Leandro Koller  21/08/2013 15:28
    Eu, infelizmente, venho a discordar deste texto com muitos pontos excelentes. A base de toda essa argumentação me parece um ataque a própria liberdade. Relativização É a liberdade de pensamento, dada a falta de um referencial universal que não seja imposto de maneira coerciva, como, analiso, que a moralidade cristã foi, e ainda é, propagada. Então, se alguém puder me provar o contrário, me mostrar onde estou errando nessa minha linha de raciocínio, eu agradecerei enormemente.
  • Pupilo  21/08/2013 17:25
    Você não entendeu o texto. O que é criticado não é a relativização da liberdade... E sim a relativização da moralidade. A moralidade é objetiva. Não é possível relativizar um roubo. Roubo é roubo. Será imoral independentemente da forma que é feita. Porém, como criticado nesse texto, as "soluções politicas" relativizam todas essa (i)moralidade. "Oras, o roubo é válido, desde que o fruto do roubo seja usado para o bem comum".
  • Leandro Koller  21/08/2013 17:56
    Na verdade eu estava me referindo MESMO a relativização da moral. Bom, roubo é um ponto onde todos nós (uma vez capitalistas) concordamos ser erado em qualquer circunstancia, mas certas pessoas não acham que seja moral sexo antes do casamento, por exemplo; e essas tem respaldo nas regras moral cristã. Ainda no âmbito sexual, o homossexualismo é aclamado como moralmente errado por essa mesma cultura. Há quem diga que o aborto é imoral; há quem diga que é uma liberdade individual, e que a sua proibição, por sua vez, é. Em outras palavras, ou tem gente chamando de moral o que não tem nada a ver com moral, a "moral não-relativa", ou ela é relativa a culturas e épocas do contexto que se analisa. Ou melhor, simplesmente, admiti-se que existe uma moral universal, que se restringe apenas à aplicação da ética, e morais relativas (a moral cristã, a moral muçulmana, a moral judaica, etc). Mas o meu ponto principal é que esse texto contém valores que vão além (se é que não distanciam-se), do que compreende o libertarismo. Deste modo, eu respeitosamente e orgulhosamente discordo.
  • Augustine  21/08/2013 18:40
    Leandro,

    Existe a moral segundo a Lei Natural a qual muitos austriacos recorrem inclusive para basear o principio de nao-iniciacao de agressao. Nao por acaso, tambem e usada por moralistas catolicos ha seculos.
  • Pupilo  21/08/2013 20:07
    Existe alguma sociedade que considera o roubo, assassinato moral? Podem sim existir outras vertentes morais. Mas todas se baseiam no princípio básico: todos temos direito a nossa propriedade e a nossa vida. Porém, o estado relativiza toda essa moral.
  • Jeferson  21/08/2013 19:34
    Engraçado que eu conhecia como "Ética" tudo o que esse site chama de "Moral", isso derivado diretamente das etimologias dessas palavras ("ethos" e "ethós", do grego, "costumes" e "princípios" - posso ter errado qual é qual - pra ética e "mosmoria", do latim, "costumes" para "moral"). Moral realmente se altera de acordo com os costumes e os valores da sociedade. A ética não! Os PRINCÍPIOS que fazem com que certos comportamentos possam ser condenados e outros sejam reforçados são universais.

    E a Ética é o ramo da filosofia que estuda justamente os princípios que norteiam o comportamento humano na sociedade, ou seja, os princípios (ethos) que norteiam os costumes (ethós), e esses princípios devem ser universais. Por isso que roubo e assassinato são condenados em qualquer cultura e por qualquer religião ao longo de séculos, ao mesmo tempo que matar alguém por legítima defesa sua ou de outra pessoa sempre foi considerado legítimo. Mas por pouco entendimento desses princípios, guerras - ainda que abominadas - até hoje não são reprovadas por todos. Tributação idem.

    Como fala-se muito de distinção semântica nesse site, talvez valesse a pena fazer essa distinção e reforçá-la, uma vez que - infelizmente - me parece ser senso comum que a moral seja algo que mude naturalmente no tempo e no espaço, e está mesmo totalmente associada aos costumes muito mais do que aos princípios que os norteiam. Talvez isso ajude a dar um passo - mesmo que seja pequeno - na direção contrária à do relativismo moral, através do universalismo ético.
  • Leandro Koller  21/08/2013 20:22
    Era exatamente isso que eu queria dizer. Obrigado. (risos)
  • Cauê  22/08/2013 04:04
    Então vamos lá, ética é relativa ?
    Resposta: Sim.

    Universalismo ético existe ? Será algum dia possível ?
    Respostas: Não. Não.

    Você tem certeza ?
    Respostas: Sim.

    Como?
    Respostas: Pecado original. Determinismo genético. Empiricismo.Vida real. Filosofia. O fato de existirem Mártires. O fato de Hitler, Stalin, Mao terem existido e governado milhões de pessoas. O Fato das pessoas ainda acreditarem no comunismo em 2013 D.C.. Ateísmo militante.

    Voltamos ao mesmo ponto.

    O dia que vocês deixarem de lado a vaidade, eu posso até dar a solução.
  • Rafael  22/08/2013 05:20
  • Jeferson  23/08/2013 18:12
    A ética não é relativa, o problema é que, assim como tudo desse mundo, os princípios éticos não são plenamente conhecidos. A vaidade/orgulho/soberba começa quando não se reconhece esse fato. Conhecemos até certo ponto os princípios do que é realmente bom e mal, certo e errado, mas ainda estamos distantes de conhecer plenamente todos eles. Infelizmente, com o estado governando a lei, isso nunca será possível, pois ao invés de termos um processo de estudo e descobrimento natural do que é bom e do que é ruim para a sociedade, temos uma entidade que impõe à força as suas idéias sobre o que é bom e o que é ruim, e o quanto uma coisa ruim é ruim (através da definição e aplicação de penas). A criação de uma falsa ética relativa é só um dos passos para fortalecer o poder do estado sobre a mente das pessoas.
  • Ali Baba  22/08/2013 12:25
    @Cauê,

    Como?
    Respostas: Pecado original. Determinismo genético. Empiricismo.Vida real. Filosofia. O fato de existirem Mártires. O fato de Hitler, Stalin, Mao terem existido e governado milhões de pessoas. O Fato das pessoas ainda acreditarem no comunismo em 2013 D.C.. Ateísmo militante.


    Por favor, elabore por que o "Ateísmo militante" seja algo que te faz ter certeza que um Universalismo ético não será possível nunca. Elabore por que em particular o Ateísmo militante lhe "incomoda" mais (a ponto de citá-lo) do que, por exemplo, a multiplicidade de religiões existentes.

    O dia que vocês deixarem de lado a vaidade, eu posso até dar a solução.

    Sou somente eu ou a afirmação acima me parece ainda mais permeada de vaidade do que a maioria dos comentários desse artigo?
  • Cauê  22/08/2013 14:00
    Porque o ateísmo militante prega o determinismo genético. Simples assim.

    Pra virar holocausto é daqui pra li.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    Solução foi dada a 2000 anos o.O

    Amar Deus Sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo.

    Como muitos não aprenderam... fazer o que ?

    Só pense do ponto de vista utilitário se a idéia de Deus lhe ofender. O problema é geralmente sem o primeiro o segundo nunca acontece o.O

    -------------------------------------------------------------------------------------
    Rafael

    Stefan Molyneux é um palhaço, com todo respeito.

    Até uma criança daria um nó na "filosofia" dele. Eu tenho até a impressão que ele sabe disso. É mais pra auto-ajuda mesmo.
  • Anônimo  22/08/2013 14:12
    Santo espantalho, Batman!
    - Mas que declive, Robin!

    Como será que a mera descrença em algo leva um indivíduo à crença quase metafísica de que os feitos na vida de alguém serão condicionados pela ação de alelos que dependem completamente do ambiente para serem ativados ou não? Não sei se é necessidade de crítica ou meramente desconhecimento, mas eu entendo que nem todo mundo é obrigado a saber um pouco de genética para falar a respeito. Mas por favor, passou dos limites.

    Nem ateu eu sou e até eu senti um pouco de constrangimento por esse comentário desnecessário sobre determinismo.
  • Cauê  22/08/2013 15:12
    Se você realmente acredita em determinismo não deveria ser militante.

    É só isso que eu estou dizendo. Por isso eu disse que o problema é a pregação.

    E não se esqueça do advérbio propositadamente colocado. Que resume todo esse seu comentário. E responde a sua pergunta.
  • anônimo  22/08/2013 15:36
    Filosofia é o paraíso dos enroladores, ninguém pode falar que a filosofia de fulano é melhor que a de cicrano porque não existe NENHUM critério objetivo pra julgar isso.
  • Augustine  22/08/2013 15:52
    Anonimo,

    Voce percebe que fez uma afirmacao filosofica defendendo uma filosofia sobre todas as outras de forma supostamente objetiva, nao? Em outras palavras, voce mesmo proveu o contra-exemplo daquilo que disse. Ou seja, voce usou dos instrumentos mesmos que atacou, portanto, apesar das palavras em contrario, afirmando a possibilidade de se avaliar sistemas filosoficos objetivamente.
  • Ali Baba  22/08/2013 15:05
    @Cauê,

    Porque o ateísmo militante prega o determinismo genético. Simples assim.

    Espantalhos e mais espantalhos.

    Você deve se atualizar. É compreensível que alguém pregando as crenças de uma seita da idade do ferro não compreenda exatamente como se atualizar, então acho que você pode ser desculpado por esse deslize. O determinismo genético nunca foi uma coisa bem aceita nem pelos ateus de outrora... hoje em dia, com o conhecimento genético muito mais elaborado, é indefensável.

    Dizer que o ateísmo militante prega o que quer que seja é no mínimo uma heresia (para tomar emprestado um termo muito utilizado por membros daquela seita que prega a partir de um livro da idade do ferro). Ateus simplesmente não acreditam em seres mitológicos. Os ateus militantes tentam esclarecer as pessoas que mitologia pode até ser interessante, mas é ficção. Só isso.

    "Determinismo genético" é só o espantalho em que você quer bater para tentar atingir pessoas que não acreditam na sua mitologia. Boa sorte com sua argumentação... da próxima vez tente pelo menos não constranger seus colegas teístas (como o Anônimo 22/08/2013 14:12:41) com suas falácias perniciosas.
  • Cauê  22/08/2013 15:05
    Se você realmente acredita em determinismo não deveria ser militante.

    É só isso que eu estou dizendo. Por isso eu disse que o problema é a pregação.

    E não se esqueça do advérbio propositadamente colocado. Que resume todo esse seu comentário. E responde a sua pergunta.
  • Ali Baba  22/08/2013 15:27
    @Cauê,

    Hoje o senhor está cheio de espantalhos. Você ao menos se dá ao trabalho de ler o que lhe escrevem?

    Podemos inaugurar um novo off-topic se você deseja, ao menos conceda que o que escreveu antes está equivocado... Em todo caso, vamos lá:

    Se você realmente acredita em determinismo não deveria ser militante.

    Se alguém realmente acreditasse em determinismo, poderia simplesmente ser que essa pessoa também acreditasse que devesse ser militante, o que estaria completamente compatível com a sua crença em determinismo.

    (De qualquer forma, o assunto era o determinismo genético. Ainda não entendi como derivaste tanto do tema proposto por ti mesmo.)

    ...Por isso eu disse que o problema é a pregação.

    Daqui posso entender que o teu problema não é com o ateísmo (se o cara não acredita seres mitológicos é um problema somente dele, certo?), mas com o ateísmo militante (que "prega" a inexistência de seres mitológicos). Então seria correto dizer que teu problema é que tu e tua seita que prega a partir de um livro da idade do ferro aceitam que a "pregação" seja algo exclusivo de vós... algo como um monopólio?

    Em resumo, o problema é que ateus não podem ser militantes por que teístas têm o monopólio da pregação? Ateus são, então, livres para ser ateus desde que não preguem (e aceitem livremente que teístas preguem)? Já saímos da idade média, certo?
  • Cauê  22/08/2013 15:46
    Hoje em dia é fácil ser profeta,
    Lembrem-se que a minha solução estava condicionada a vocês largarem a vaidade uhauhu

    Não estou errado (minha opinião), pois se você [b]REALMENTE (100%)[/B] acredita em determinismo, você não deveria ser militante. Simplesmente porque seria inútil. Ou você pode fazer por hobby que seja.

    Vocês estão procurando chifre em cabeça de cavalo. Esse é o ponto.

    Porque as últimas descobertas no conhecimento genético só comprovam a tese teísta.
    E é inútil discutir soluções quando existe uma sendo desenvolvida e discutida por 2000 anos. E se provando correta a tanto tempo.

    Por favor, não me façam perder tempo se não forem ler meus comentários de forma correta. Quando eu colocar um advérbio, levem ele em consideração.

    E não falo o que alguém pode ou não fazer. Faça o que bem entender. Só aguente as conseqüências depois. E não espere que alguém vai criticar.

    E lembrem-se só estou discutindo com quem é contra o relativismo moral. Se for a favor simplesmente assuma.

    Eu ainda espero minha resposta sobre a pílula.
  • Cauê  22/08/2013 16:00
    Oops..
    ... não irá criticar.
  • Leonardo Couto  22/08/2013 16:42

    Esse Cauê parece viver em uma dimensão paralela. Não lê as respostas aos seus comentários e fica falando nada ao nada.

    Até agora não entendi a questão sobre a pílula que ele colocou... Não fez pergunta alguma.

    E tentando provar a existência de Deus pela razão! A certeza de existência de Deus não é tangível à razão humana, ela se dá pela fé. Saber não só que Deus existe, mas qual é a verdadeira fé não se dá no âmbito da razão humana - na parcela da realidade que podemos conhecer através da cognição.

    Não significa que é mera ficção ou imaginação, significa que a percepção desta realidade não é experimentada, e não pode ser entendida, por alguém sem fé. Quem não tem fé passará a vida toda sem nunca compreender tal realidade. E realmente nunca discernir a crença na Bíblia na crença no papai noel. Até a morte, claro.

    Não sei por que alguns teístas têm insônia com os ateus. É até engraçado ver eles relacionando cada coisa com a alienação da religião; é quase um TOC.

    Mas é melhor não perder tempo com esse Cauê... Ele está nos cansando, amigos. E vem trazer assuntos sem conexão com o artigo.
  • Kassim  22/08/2013 17:14
    Tese teísta?

    Onde exatamente na bíblia das deidades(Já que teísmo não significa exatamente cristianismo) eu encontro textos sobre o funcionamento de cromátides, alelos, crossing over, cromossomos ou esquemas mendelianos? Genética e evolução são ramos diferentes, sendo o primeiro o responsável por completar o segundo 120 anos depois no chamado neodarwinismo.

    O fato de um indivíduo ser cristão não torna sua obra automaticamente cristã, como lembraria Georges Lemaître, um padre famoso por sua "excelente matemática e terrível física". Sugeriu aquilo que seria descoberto por Hubble anos depois: O big bang.

    E outra, o que tem a ver genética com acreditar ou não na existência de uma ou mais deidades a serem definidas como deuses?

    Agora sobre determinismo, você está certo; o fato de você ter genes para algo não significa necessariamente que vai expressar tal coisa. Vide a psicopatia e a pelagem do coelho. Apenas não entendo como isso se configura como uma hipótese teísta/ateísta e o que isso tem a ver com qualquer coisa que esteja sendo discutida aqui.

    Entende o motivo de soar como espantalho?
  • Cauê  22/08/2013 20:40
    Primeiramente,
    Eu não tentei provar existência de Deus em momento algum.

    "Só pense do ponto de vista utilitário se a idéia de Deus lhe ofender. O problema é geralmente sem o primeiro o segundo nunca acontece o.O"

    --------------------------------------------------------------------------------

    A questão da pílula é o seguinte:

    Na concepção biológica a vida começa na concepção, portanto na concepção cientifica. Assim, a pílula anti-concepcional é abortiva. Pois impede que o óvulo fecundado (portanto, vivo), se fixe a parede do útero(Maioria).

    Assim se vivêssemos em mundo onde a Relatividade Moral não reina, a pílula deveria ser proibida. Pelo menos nos países em que o aborto é ilegal. (Por determinação do estado, ou seja, autoridade o.O)

    Pois estamos utilizando como parâmetro a biologia (ciência). Que supostamente teria autoridade para tal (estado laico, ou seja, a ciência é neutra hauhauha piada de mal gosto). Para definir vida e portanto assassinato.

    Por isso quando os libertários-libertinos falam em questões como ética e moral é como andar em círculos. Pois vocês não atribuem autoridade para absolutamente nada. Só aquela porcaria de PNA fajuto (pois não possui autoridade sobre ninguém).

    Ora, como definir assassinato então ? É arbitrário ? É contrato ? Se minha definição for diferente posso cometer assassinato em defesa da vida ?

    Pois vejam que aborto é só um eufemismo para assassinato.

    Assim, como a ciência também já virou uma paçoca (Pelas mesmas razões).
    Vão mudar tudo (conveniência) e vai tudo por água abaixo. Se é que já não foi.

    Quem vive no mundo paralelo são vocês. Eu vejo o tamanho do Leviatã.

    -------------------------------------------------------------------------------

    "Mas é melhor não perder tempo com esse Cauê... Ele está nos cansando, amigos. E vem trazer assuntos sem conexão com o artigo."

    Sim, esse é um dos meus hobbies.

    --------------------------------------------------------------------------------

    "E tentando provar a existência de Deus pela razão! A certeza de existência de Deus não é tangível à razão humana, ela se dá pela fé."

    Já ouviu falar em um tal de São Tomás de Aquino e um livro chamado Suma Teológica ?
    E em Leibniz ? E mais um milhão de filósofos e cientistas que afirmam o contrário ?

    ---------------------------------------------------------------------------------

    Eu não vou entrar no mérito de evolução, nem de genética, etc. se não isso ficaria interminável. E é chato pra caramba.

    O que eu quero dizer é que o fato de não haver determinismo genético, é mais um ponto para a explicação teísta (ou filosófica, se preferir) do mundo. Não para a científica.

    Eu não sei exatamente o que ele quer dizer sobre:
    "hoje em dia, com o conhecimento genético muito mais elaborado"

    Se me explicarem responderei a respeito.

    Quem entrou na questão foram eles.

    Quando listei as respostas era mais como que para mostrar o infinito número de variáveis e teorias, fatos passados e presentes envolvidos e evidências na questão ética/moral. Mais especificamente de ser universal ou não.

    Por exemplo, o fato de existirem Mártires significa que eles são pessoas de extrema fé. Enquanto existem covardes como esses comunistas safados.

    Coloquei ateístas militantes para provar meu ponto também. Sempre funciona.
    E eles se acham tão espertos hauhau. Tem muito peixe que é mais esperto.

    --------------------------------------------------------------------------------

    Resumo da obra:

    Assumam que são relativistas morais e a discussão está encerrada.
  • Cauê  22/08/2013 22:12
    Oops...

    ...de extrema fé e coragem.

    Eu acho que sou meio disléxico pessoal, me desculpem.
    E as vezes deixo de pôr algumas coisas pensando serem auto-evidentes.
  • Leonardo Couto  23/08/2013 00:32

    Última tentativa: Cauê, caso se interesse pelo assunto, por favor, leia os artigos do site. Você não sabe nada sobre o Princípio da Não-Agressão ou sobre o libertarianismo. Desculpe a sinceridade, mas isto é evidente.

    Fica muito difícil a qualquer um lhe ajudar se você não se dispõe a ouvir. Tanto que já até pararam de responder-lhe, restando apenas este que lhe fala.

    Os pontos que você colocou aborto (sim, é assassinato) e justiça independente de estado já foram tratados aqui. Se interesse, procure, estude. Se não for assim, você nunca vai entender mesmo.

    Um abraço e tente se dedicar mais aos estudos sobre libertarianismo e Escola Austríaca, torço para que junte-se a nós - o tempo faz o seu trabalho.
  • Cauê  23/08/2013 00:38
    huahauh

    Então me diga quem determina o que é assassinato ?
  • Cauê  23/08/2013 01:33
    No caso do aborto ser ilegal:

    A minha pergunta é a pilula anti-concepcional deveria ou não ser permitida ?
    Em resposta afirmativa, diga se é ou não é por conveniência ?

    ------------------------------------------------------------------------------

    Utilizei esse exemplo porque abrange todo tipo de indagações que me foram feitas:

    Os ateístas militantes e não militantes (que supostamente acreditam na ciência);
    Anônimos diversos auhauh
    Você que fala que a moral não mudou devido a reforma protestante.
    Para quem mais a carapuça servir.

    ------------------------------------------------------------------------------

    Resposta de todo o libertário encurralado : leia os artigos do site.
    Estou cansado de receber essa resposta. Mesmo quando eu já li quase todos dos últimos 3 ou 4 anos.

    ------------------------------------------------------------------------------

    Só estou apontando para o relativismo moral da sociedade. E de vocês.

    Pois bem provem que eu estou errado.
  • anônimo  23/08/2013 09:52
    Rapaz, que eu saiba a pilula anticoncepcional impede que o óvulo seja LIBERADO.
    Então não tem nada de óvulo fecundado coisa nenhuma
    Você deve estar tentando se referir à pilula do dia seguinte
  • Ali Baba  23/08/2013 12:15
    @anônimo 23/08/2013 09:52:01

    Rapaz, que eu saiba a pilula anticoncepcional impede que o óvulo seja LIBERADO.

    Você está certo na maioria das vezes, mas a biologia é mais complexa do que isso. A pílula anticoncepcional impede a formação do endométrio o que, nos poucos casos em que o óvulo é fertilizado em vigência de pílula, o zigoto não encontra "solo fértil" e não se desenvolve.

    Quanto a pílula do dia seguinte, ela funciona do mesmo jeito que a pílula anticoncepcional. Um pequeno conhecimento anterior: não é necessário que a mulher tenha ovulado antes da presença do espermatozóide. Eles ficam viáveis até três dias (aproximadamente) após serem liberados e se a mulher ovular nesse período, a fertilização pode ocorrer.

    Então a principal ação da pílula do dia seguinte é tentar evitar a liberação de um óvulo nesse período... Além disso, o ambiente uterino é tornado hostil aos espermatozóides pela pílula, ou seja, nos casos em que a liberação do óvulo já ocorreu, a possibilidade de fertilização é menor, e nos casos em que a fertilização ocorreu, a fixação do zigoto também é mais difícil, mesmo com a presença de endométrio desenvolvido.

    Essa discussão também é muito superficial e em geral feita por pessoas que nada entendem de biologia (e, como sempre, são essas pessoas ignaras que acabam decidindo o que vai escrito em forma de legislação). Sem tomar anticoncepcionais, tudo isso pode ocorrer. Ciclos anovulatórios não são raros (são tornados mais frequentes pelo uso de anticoncepcionais), assim como zigotos que não se fixam e se perdem. Não vejo nenhum militante "pró-vida" se preocupando com os milhões de "seres humanos potenciais" que saem no Tampax de milhões de mulheres todos os dias.

    Ao fim e ao cabo somos apenas produto da biologia. Iguais a tudo o que ocorre com os demais animais nesse planeta. O fato de termos uma casquinha de capacidade abstrativa a mais não nos confere o direito de tomarmos como verdade a ficção que somos capazes de criar; e mesmo que achemos que temos esse direito, não podemos forçar a nossa ficção aos outros. Isso vale para economia, para moral, para religião, para o direito, para a ecologia, pra tudo. Quanto antes as pessoas perceberem isso, melhor para todos.
  • Ali Baba  23/08/2013 11:15
    @Cauê,

    Essa será minha última resposta. Não encontro motivos para continuar discutindo com alguém que resiste a entender o que quer que esteja sendo debatido e se aferra ao seu próprio discurso. Se esse site tivesse áudio diria que você deve ser apaixonado pelo som da própria voz. Mas isso é assunto para psiquiatras, não para o mero mortal aqui.

    Só estou apontando para o relativismo moral da sociedade. E de vocês.

    Pois bem provem que eu estou errado.


    Esse é um pensamento comum das pessoas como você: você formula uma tese generalista cheia de jargões e lugares-comuns sobre um assunto metafísico e/ou hermenêutico para dar significado a uma expressão que para qualquer outra pessoa tem outra definição (e talvez tenham tantas definições quantas forem as pessoas) e termina por jogar o ônus da prova para o outro lado.

    Pois bem... dessa brincadeira também posso participar. Aí vai: sou amigo de um unicórnio invisível e imaterial, que conversa comigo sempre que eu estou sozinho. Prove que estou errado.

    Se eu puder dar um conselho (e você não precisa recebê-lo se não quiser): menos ficção, mais realidade. Para colocar de uma maneira que você consiga entender: toda a vez que você menciona que a solução "foi dada há 2000 mil anos" e que "basta que a apliquemos", um anjo perde as asas e cai do ceu atingindo em cheio a Basílica de São Pedro. Já vi vários anjos mergulhando lá... Novamente: Prove que estou errado.
  • Desiludido  22/08/2013 16:20
    "Porque as últimas descobertas no conhecimento genético só comprovam a tese teísta".

    Interessante, conte-me mais...
  • armando  14/09/2013 11:49
    por conta da teoria da relatividade que instalou-se como um carrapato nas mentes 'umanas' o livre arbítrio virou 'vale tudo'.realidade passou a não existir..
    Einsten nem conta sabia fazer..Einsten era de educação ortodoxa..essa teoria precisa ser desmantelada em praça pública..ou canal aberto de TV em horario nobre..como pode o tempo parar..só o tempo é relativo (à cado um)quando paramos nosso proprio tempo,fundimo-nos a 'deus'...
  • Ali Baba  14/09/2013 13:10
    @armando,

    O que isso que você escreveu tem a ver com a teoria da relatividade?

    O fato de que o termo "teoria da relatividade" esteja sendo utilizado para tornar tudo relativo, inclusive a lei, a ética e a moral, não só não é culpa do Einstein como ele deve estar revirando-se no túmulo com essa utilização. A teoria da relatividade não é um endosso à relatividade moral.

    O fato dele ter tido limitações na matemática (uma meia-verdade) nada tem a ver com o assunto e acredito tenha sido mencionado apenas como um ad hominem - ainda assim equivocado pois mesmo se fosse completamente verdade não diminuiria em nada o poder de pensamento abstrato que o levou à teoria da relatividade.

    Agora, gostaria muito de ver o armando desmantelar em praça pública ou em canal aberto de TV a teoria da relatividade (a que se refere à física, e não a corruptela a que parece que ele está se referindo). Ia ser no mínimo engraçado.

    Quando ao resto do cha-la-la... "quando paramos nosso proprio tempo,fundimo-nos a 'deus'" só tenho uma consideração: afirmações extraordinárias requerem provas extraordinárias. O ônus da prova do que disseste é todo seu, armando. Gostaria, de fato, de ver argumentos tangíveis e intelegíveis acerca do que afirmaste. Do contrário é puro cha-la-la.
  • John  04/09/2014 20:49
    Desculpe-me por reviver esse artigo mas não poderia deixar de tirar uma dúvida.

    A Ética e a Moral são criações humanas para que haja convívio e harmonia social. (Tirando a visão religiosa)

    Sendo assim as duas criações de seres imperfeitos, como podem ser Universais e Imutáveis?

    Por exemplo: O valor que um assassinato possui já é de imposição há séculos e praticamente inquestionável. Porém deixando de lado essa questão e apenas refletindo o fato de assassinato ter tido um valor negativo atribuído, como se pode afirmar que esse valor é parte imutável e que é totalmente correto, algo natural?
  • Lais  25/08/2017 23:02
    Nietzsche defendia o livre mercado? aonde? que eu saiba ele disse que era uma utopia, isso aí é mau caratismo descarado ou vocês estão mau informados?


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