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Detroit, a cidade quebrada

As lições a serem aprendidas com a falência de Detroit, uma cidade que já foi o exemplo cintilante do poderio industrial americano, estão sendo ignoradas pela mídia e por políticos mundo a fora.  Embora a espiral de morte da cidade do automóvel possa parecer extrema em relação às condições de outros governos, a diferença é apenas de grau, e não de organização.  A falência de Detroit é produto de uma combinação entre decadência produtiva, governos incompetentes, sindicatos agressivos e endividamento incontrolável. 

Como que para comprovar que políticos só pensam em contar mentiras reconfortantes para eleitores, o atual candidato a prefeito de Detroit, Tom Barrow, garantiu de maneira vigorosa que a crise fiscal da cidade não passa de pura ficção.  Em uma recente entrevista, ele descreveu uma conspiração de longo prazo entre forças do Partido Republicano e do setor privado para roubar os ativos dos cidadãos de Detroit, destruir os sindicatos e acabar com os direitos civis dos eleitores.  Detalhe: a cidade está sob inteiro controle do Partido Democrata desde o início da década de 1960.

Graças a anos de excessivos e generosos gastos governamentais, a cidade não possui hoje recursos para financiar nem mesmo os serviços mais básicos para sua população.  Não são poucos os que afirmam que Detroit é tão digna de socorro federal quanto aquelas cidades devastadas por desastres naturais, como furacões e terremotos.  A questão é que não há nada de "natural" no desastre fiscal de Detroit.

A verdadeira história de Detroit é que seus problemas, em vez de naturais, foram totalmente 'criados pelo homem', e podem ser resumidos em sete palavras: o setor privado construiu, o governo destruiu.  Essa é a manchete percuciente que infelizmente está ausente da cobertura midiática.

Na primeira metade do século XX, Detroit oferecia empregos industriais para aproximadamente 200.000 trabalhadores.  O efervescente mercado de trabalho fez com que a população da cidade crescesse para 1,8 milhão de pessoas até a década de 1950.  E os empregos não vieram de programas governamentais ou de "investimentos" públicos em educação e programas de treinamento; eles foram criados pela vitalidade do capitalismo americano, pela visão estratégica e voltada para o longo prazo de industrialistas, pela forte ética do trabalho da população, e pela relativa ausência de interferência do governo e dos sindicatos.  (As três grandes fabricantes de automóveis — GM, Ford e Chrysler — só começariam a lidar com o poderoso sindicato United Auto Workers em 1941).

Qualquer um que já teve o prazer de encontrar um carro americano clássico, como um Oldsmobile 8 Convesível de 1934 ou um Chrysler Town & Country de 1941, é capaz de entender por que Detroit prosperou da forma como prosperou.  Não apenas estes carros eram impressionantes obras de engenharia e de perícia profissional, como também eram surpreendentemente acessíveis para vários americanos de classe média.  A riqueza gerada pelos grandes fabricantes destes automóveis, bem como pela variedade de pequenos fabricantes que lhes forneciam peças e serviços, fluía para todas as classes de pessoas em Detroit, permitindo à cidade construir imponentes prédios e espaços cívicos, estabelecer instituições artísticas de nível internacional, e contribuir enormemente para as realizações culturais do país.

Porém, quando a cidade atingiu seu apogeu, toda a sua riqueza se tornou tentadora demais para as organizações sindicais e para todas as esferas de governo (federal, estadual, municipal).  Embora Detroit continuasse a produzir e a prosperar durante toda a década de 1950, foi na década de 1960, mais especificamente após a guerra do Vietnã, que ocorreu a inflexão da indústria automotiva e da cidade que a representava.  Não obstante a própria indústria automotiva ter a sua parcela de culpa — sua estrutura burocrática e sua arrogância míope a deixaram despreparadas para a concorrência estrangeira, o que certamente contribuiu para seu próprio declínio nos anos pós-guerra —, a real culpa deve ser atribuída diretamente aos sindicatos e ao governo.  Tendo de enfrentar o inabalável poder de uma força de trabalho monopolizada e protegida pela poderosa máquina política controlada pelo Partido Democrata, que comanda a cidade desde a década de 1960, as fabricantes de automóveis tiveram de aquiescer com seguidos aumentos salariais, com leis trabalhistas restritivas, e com generosas e crescentes pensões, o que inviabilizou totalmente sua capacidade de investimento.  Era simplesmente impossível sobreviver a esse conjunto de demandas.

Politicamente, a própria dinâmica eleitoral de uma cidade fortemente sindicalizada criou uma tempestade perfeita para Detroit.  Prefeitos e vereadores passaram a ser eleitos exclusivamente de acordo com sua capacidade de prometer cada vez mais benesses para os sindicatos e seus membros, os quais, obviamente, irrigavam seus políticos preferidos com nababescas doações de campanha.  E, embora as fabricantes fossem livres para apoiar os candidatos que quisessem, não havia como concorrer em número com os reais eleitores, que eram os sindicatos, os operários e suas famílias.  Como resultado, desde a década de 1960, Detroit passou a sofrer com gerações de governos corruptos e incompetentes financiados por sindicatos corruptos e incompetentes.  Ambos os lados não possuem a mais mínima compreensão de como sua cidade foi construída e de como as promessas que estavam fazendo para as gerações futuras jamais poderiam ser mantidas tão logo as indústrias sucumbissem sob a pesada mão da tributação, das regulações e da coerção sindical.

No final da década de 1950, a população caucasiana começou a sair da cidade, mudando-se para a região norte, acima da mítica 8 Mile (veja o filme homônimo com o rapper Eminem).  Os violentos distúrbios de 1967 intensificaram ainda mais este êxodo, o qual a mídia rotulou de "fuga dos brancos".  Em 1974, foi eleito o prefeito Coleman A. Young, com um forte discurso anti-brancos, que ficaria no poder por incríveis 20 anos e intensificaria ainda mais a "fuga dos brancos".  O legado de Young foi desastroso.  Durante seu reinado, a cidade foi imersa em inúmeros escândalos de corrupção ao mesmo tempo em que a administração, com sua retórica fortemente racial, foi criando um verdadeiro e profundo apartheid urbano.  Dentre os principais "feitos" de Young estão a adoção de políticas de ação afirmativa como critério padrão para se preencher empregos municipais; um departamento de polícia chafurdado em escândalos e ligado ao narcotráfico, o que culminou com o chefe de polícia indo para a cadeia; a terceirização de obras públicas exclusivamente para empresas formadas por minorias, independentemente de sua qualificação; e a imposição de que todas as empreiteiras que fizessem obras com dinheiro da prefeitura contratassem nativos de Detroit.

Tudo isso gerou um enorme êxodo populacional, o que encolheu ainda mais a base tributária.  Atualmente, a população de Detroit é de apenas 40% do que era em seu auge, e o número de empregos na indústria caiu 90%, para menos de 20.000.  Enquanto isso, a dívida municipal é de mais de US$18 bilhões, o que equivale a aproximadamente de US$25.000 por cidadão.  E isso em uma cidade em que menos da metade da população adulta está empregada e praticamente metade é formada por analfabetos funcionais. 

A cidade prometeu mais de US$3 bilhões para 20.000 pensionistas municipais (US$150.000 para cada um), um dinheiro que simplesmente não existe.  Kevin Orr, escolhido para administrar o processo de falência de Detroit, recentemente veio a público mostrar que a cidade gasta 38 cents de cada dólar de imposto com estes "custos herdados", e a previsão é que tal cifra irá crescer para 65 cents.  Isso significa simplesmente que não sobrou nenhum dinheiro para administrar a cidade.  E em vez de reconhecer estes problemas, os políticos de Detroit, bem como o atual candidato a prefeito, preferem apenas fingir que eles não existem.

A boa notícia é que as mesmas forças que construíram Detroit podem ajudar a reerguer a cidade, desde que deixadas livres para atuar.  Em primeiro lugar, Detroit tem de declarar moratória em sua dívida.  Isso significa que aqueles indivíduos que contavam com suas pensões nababescas, investidores que compraram títulos municipais e demais cidadãos comuns irão sofrer.  O governo municipal, por sua vez, se tornará totalmente indigno de crédito, o que significa que investidores não mais irão retirar dinheiro do setor produtivo para emprestar para a burocracia municipal.  Tão logo esse processo doloroso esteja completo, Detroit passará a apresentar várias vantagens.  Seus imóveis estarão inacreditavelmente baratos e a cidade terá uma mão-de-obra desesperada por trabalho.  Se o governo relaxar as regulamentações e as leis trabalhistas, cortar impostos, adotar uma linha dura com relação às táticas de intimidação dos sindicatos, e abolir o salário mínimo, empreendedores poderão vislumbrar ali uma oportunidade e voltar para a cidade.

Muito embora a indústria não possa oferecer os altos salários que oferecia no passado, Detroit ao menos voltaria a fornecer empregos.  E embora a cidade fosse retroceder gerações, ela ao menos estaria apresentando algum dinamismo.  Mas a verdade é que a esquerda entraria em erupção e irromperia em fúria.  Estamos programados para interpretar tais medidas de mercado como sendo apenas um exemplo cruel de 'exploração gananciosa' em vez de entendê-las como sendo a maneira natural como o capitalismo cura os excessos do intervencionismo e recomeça o jogo.  A esquerda prefere ver os desempregados em sua situação atual a permitir que eles voltem a trabalhar mais horas e recebendo salários menores. 

Portanto, em vez de uma cura honesta, é de se esperar que Detroit tente sair da crise aumentando seu endividamento, reforçando suas promessas irrealistas e suplicando por socorros do governo federal, ao mesmo tempo em que seus políticos fingem estar atacando os problemas crônicos. 

No final, Detroit é apenas mais um exemplo do que ocorre quando governo e sindicatos se unem e impõem pensões dadivosas, legislações trabalhistas draconianas, regulamentações irrealistas e privilégios dignos de realeza.  Acrescente a isso uma forte dose de discurso racial anti-brancos, ações afirmativas, medidas que afastam empreendedores e endividamento crescente, e você entenderá a situação atual.  Embora as contas públicas de Detroit não tenham correspondentes, a cidade do automóvel é apenas um exemplo mais avançado de uma tendência que pode vir a afetar governos de todo o mundo caso eles não controlem seus gastos e seu endividamento, e não restrinjam as demandas de seus funcionários públicos e de seus sindicatos favoritos.



autor

Peter Schiff

é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets, Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes.  Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana -- com legendas em português.



  • Angelo Viacava  03/08/2013 14:25
    E o que me assusta é ver tudo caminhando inexoravelmente para a mesma direção, cada vez mais rápido, e com aceleração maior. É o desvio para o vermelho das galáxias - e vermelho não poderia ser cor melhor representante - transposto para a vida humana nos dias de hoje. Quanto mais esquerdismo, mais esquerdismo.
    Passeatas para "libertar" pedem mais intervenção e mais protecionismo estatal.
    Cupins, baratas e ratos não fariam, juntos, trabalho melhor na destruição da nossa história.
  • Bright  03/08/2013 14:27
    Detroit poderia muito bem seguir o exemplo do bairro Kreuzberg, em Berlim: economia baseada em bitcoins.

    exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/bairro-de-berlim-cria-economia-baseada-em-bitcoins

    Quando as pessoas, em especial, as liberais, acordarem para isso, aí sim governos, sindicatos e toda a esquerdalha irá morrer por inanição. Quando os governos forem impedidos de confiscar a renda de seus cidadãos via impostos (o que o bitcoin possibilita), aí sim poderemos voltar a falar em livre mercado.

    Até lá, o livre mercado será apenas uma doce utopia.
  • VAN ALEXANDER  04/08/2013 03:13
    os bancos não vão gostar se essa onda derramar por aqui...
  • Pércio Lopes Neto  04/08/2013 19:57
    É interessante ler o artigo "Ouro ou Bitcoin - o que virá no futuro?" do Detlev Schlichter, traduzido pelo Leandro Roque, assim como este.

    Aí está o link: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1362
  • Marcio L  05/08/2013 01:09
    E o que dizer desta iniciativa que também utiliza bitcoins:

    www.recivitas.org/#!projetos
  • anônimo  05/08/2013 10:07
    Bullshit, o problema deles não é inflação. Esse povo nem lê o artigo direito direito e acha que é só uma oportunidade pra fazer propaganda do seu bitnada.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 18:41
    Kreuzberg significa intersecção na montanha. que doce prenuncio poético: uma montanha onde há intersecção de pessoas e ideias em comum pela liberdade. ñ! ñ é uma doce utopia, masa fissura na represa. Allah os abençoe! Longa vida a liberdade e término ao estado
  • Fabricio A  26/01/2016 18:11
    Uso largo do bitcoin como moeda em Detroit seria interessante, mas tem o detalhe do analfabetismo funcional de grande parte de população por lá que não conhece o sistema.
  • cmr  26/01/2016 19:14
    Como alguém compraria um imóvel, ou qualquer outro bem que tenha registro, usando cripto moedas ?.

    O grande Leviatã entraria em ação nesse momento, cobrando explicações, taxas e multas.
  • cmr  26/01/2016 19:24
    O governo manda um milico/policial na sua casa apontar uma 12 para a sua cabeça te cobrando os impostos, ou a propina da semana, e aí ?. Você, com os seus bitcoins, estará livre do grande Leviatã ?.

    Vai dizer que está sem dinheiro para o "agente da lei" e, no mínimo, tomar uma coronhada na cabeça, seguida de xingamentos e "cadê o dinheiro porra !!!"

    Você acha que o grande Leviatã não é capaz disso, estando na iminência da morte por inanição ?.
  • Um Filósofo  03/08/2013 15:46
    Senhor Schiff, se o preço das conquistas sociais é a falência material, a perversão de valores, a derrocada da moralidade, a desfiguração do indivíduo, a eliminação dos ricos e da classe média; a destruição de toda "meritocracia", o desfazer de todo tipo de comércio e o massacre absoluto dos desejos pessoais; trata-se de um preço que nós estamos mais que dispostos a pagar..

    Se a insuficiência de dinheiro há de revelar-se um obstáculo intransponível no caminho da igualdade, que seja completamente ignorada.
  • Neto  03/08/2013 17:01
    "Conquistas sociais"
    "Nós" estamos dispostos a pagar?
    Fale por você mesmo.
    Você está disposto a pagar, pague sozinho.
  • Mário  03/08/2013 17:54
    Você é louco de pedra.
  • Math  03/08/2013 21:29
    A igualdade é impossível. Indivíduos são todos diferentes, e é isso que os faz únicos. Não se deve buscar a igualdade, mas sim a liberdade.
  • Éder  03/08/2013 22:44
    Mimimi mimimi. Um filósofo? Mas como a inépcia e a burrice extrema se vangloria de não enxergar o quanto são contraditórios é algo que deveria ser principal atividade deste cretino que se auto-intitula filósofo... Além de risível, seu argumento, está eivado de perspectiva e chavões marxistas do mais barato e pueril possível!
  • Um Burrinho  03/08/2013 23:36
    "... se o preço das conquistas sociais é a falência material, a perversão de valores, a derrocada da moralidade, a desfiguração do indivíduo..."

    Essa passagem demonstra a dificuldade que os libertários, liberais e afins enfrenta para defender seus ideais, pois são éticos, íntegros e honestos, enquanto os esquerdopatas são subversivos e estão dispostos a tudo para atingir seus objetivos nefastos e disfarçados de caridosos! Na verdade para esses pilantras, os fins nefastos (travestidos de nobres, é claro) justificam os meios!

    Filosofo de araque! Valores, moralidade, ética e afins são a base da sociedade!
  • Um Burrinho  04/08/2013 00:17
    A burrice impressiona também... Chega a ser ridículo e até divertido... Com a falência material, como serão garantidas as conquistas sociais?
  • Um burrinho  04/08/2013 02:42
    Em tempo...

    Essa passagem demonstra a dificuldade que os libertários, liberais e afins enfrentaM...
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 18:52
    sim. a irracionalidade permite a esta gentalha pregar qq discurso q desvincule "o objeto de q se fala" "daquilo q é dito"
  • VAN ALEXANDER  04/08/2013 03:08
    eu espero sinceramente que essa conta não chegue na minha casa...
  • Mauricio.  04/08/2013 03:29
    Filósofo, porque o medo de colocar o nome aqui?

    O São Bernardo do Campo em São Paulo está passando por situação similar devido ao teu companheiro Lula e seus cupinchas sindicalistas. Pergunte pra qualquer morador da cidade se eles estão felizes com esta "conquista social" que eles tiveram com a saída das montadoras e das demais empresas de lá.

    Inclusive eu te desafio a mostrar qual é esta "conquista social" que você citou. Eu só vejo pobreza, falência e violência.
  • Um amigo do filósofo  04/08/2013 14:13
    Mauricio
    As conquistas dos nossos amigos foi imensa. Todos éramos 'pessoas normais' e após alguns anos no poder obtivemos grandes conquistas sociais. Como bem disse nosso mestre Luiz Inácio LuLu da Silva; assim como o ilustre José Sarnay, nós não somos pessoas normais, não somos "qualquer um".
  • Um Filósofo  04/08/2013 15:15
    @Math Incorreto, Math. A desigualdade(Ou individualidade) advém da exploração. O conceito de que indivíduos obterão resultados diferentes por desenvolverem habilidades diferentes na oferta de serviços é invenção da burguesia para justificar a perpetuação da pobreza e mascarar a luta de classes. O indivíduo é um conceito elitista inventado para negar moralmente os compromissos sociais do cidadão.

    @Van Alexander| É a classe média que mais se beneficia de tal situação absurda de desigualdade. É essa que deve pagar a conta ainda mais que a alta burguesia. Os cidadãos desta ala da sociedade necessitam compreender que seus desejos individuais são fúteis frente à conquista dos desejos sociais.

    @Maurício| Não está compreendendo o objetivo das conquistas sociais, Maurício. A saída das atividades burguesas da região visa quebrar a submissão cultural classista perpetuada pela hierarquização das condições de trabalho. Ao livrá-los do emprego nas indústrias exploradoras, os pobres estarão cientes da condição terrível onde vivem e reivindicarão seus legítimos direitos sobre a riqueza burguesa.

    @Um Amigo do Filósofo| O presidente Lula merece respeito por suas origens humildes. Entretanto, não fora social o bastante; rendeu-se à doutrina reacionária da classe média e negou-se a fazer as reformas necessárias. Um legítimo representante do proletariado, na posição do ex-presidente, teria obtido ainda mais conquistas contra a burguesia.
  • Bright  04/08/2013 18:53
    Para quem não sabe, o filósofo é um nick irônico, criado para zombar dos argumentos esquerdopatas. E dos leitores desavisados do blog, diga-se de passagem.
  • Tory  04/08/2013 20:58
    É, todo mundo já caiu nessa. :) Fico contente em ver essas reações porque significa que gente nova continua chegando.
  • Um burrinho  04/08/2013 23:34
    Sinceramente, não vejo os ganhos que tal nick irônico pode trazer para as causas em favor da liberdade... Em minha opinião tais comentários, irônicos ou não, se não forem rebatidos podem trazer prejuízos... Pois, se uma pessoa com desconhecimento da causa liberal, libertária e etc. entra no site do IMB procurando informação e vê comentários como os do filósofo sem nenhum contra-argumento, pode entender que não temos argumentos para rebate-lo, ou seja, ficará com a impressão que o esquerdopata venceu o pequeno debate. Logo, tal pessoa que poderia ser mais um em favor da liberdade, pode se voltar a favor das idéias dos esquerdinhas...

    Desculpem se me falta espírito de brincadeira... Mas só vejo prejuízo nesse tal nick irônico!
  • Tory  05/08/2013 14:22
    Tem valor, sim. Quem escreve como o Um Filósofo está disposto a debater segundo os métodos e ideais dos coletivistas. Vale como treino.

    E até agora não faltou quem tentasse refutá-lo, então por enquanto não corremos esse risco dele parecer que tem a última palavra. IMHO, claro.
  • Ali Baba  05/08/2013 14:29
    @Um burrinho,

    Eu também achava que o "Filósofo" só prejudicava o debate nesse site, mas atualmente acho interessante ver suas colocações (sempre esquerdopaticamente corretas) e as respostas de leitores desavisados (mesmo as inflamadas como as suas). E acho interessante não por um deleite humorístico, mas para perceber como argumentos e contra-argumentos fluem e que sentimentos parecem estar envolvidos. De uma maneira meio tortuosa, essas discussões me ajudam a saber como me portar nos frequentes debates de corredor com os esquerdopatas de plantão.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 19:14
    se for mesmo um nick irônico, expoe sem rodeios as consequencias logicas da retórica esquerdopata. o absurdo dela é visivel a qq um q ñ esteja cego por sua fé irracional em ideários desvinculados da realidade cotidiana dos fatos a q esses ideais se referem. expor conseguencias de uma loucura é uma boa psicoterapia coletiva.
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 18:58
    sério!!!!!!! ele é bom mesmo então! eu jurava q ele tava falando sério. até pq ja vi na vida cotidiana afirmaçoes identicas a deles (umas + implicitas, outras ate + escancaradas)
  • MIchel  04/08/2013 22:15
    O conceito de que indivíduos obterão resultados diferentes por desenvolverem habilidades diferentes na oferta de serviços é invenção da burguesia para justificar a perpetuação da pobreza e mascarar a luta de classes.

    Neste caso, todos os indivíduos em todas as sociedades pré-capitalistas deveriam ter apresentado o mesmo conjunto de habilidades produtivas, o que é escandalosamente mentiroso.

    É sempre interessante notar como, nas suas manifestações mais graves, o esquerdismo sempre se assemelha à fuga da realidade objetiva tão típica da esquizofrenia.

    [A classe média] deve pagar a conta ainda mais que a alta burguesia. Os cidadãos desta ala da sociedade necessitam compreender que seus desejos individuais são fúteis frente à conquista dos desejos sociais.

    Sim, e é você quem decide o que são "desejos sociais" (como se houvesse um ente de razão chamado "sociedade", e não um subconjunto arbitrário de indivíduos escolhidos pela gangue política de turno para viver às custas dos demais). E, claro, imbuído dessa missão sagrada de proteger estes "oprimidos", não deve haver espaço para divergência, certo?

    Cem milhões de cadáveres depois, nada foi aprendido.

    Não deixa de ser notável a persistência...

    A saída das atividades burguesas da região visa quebrar a submissão cultural classista perpetuada pela hierarquização das condições de trabalho. Ao livrá-los do emprego nas indústrias exploradoras, os pobres estarão cientes da condição terrível onde vivem e reivindicarão seus legítimos direitos sobre a riqueza burguesa.

    Este é o trecho mais engraçado. Tirando toda a espuma retórica, o que sobra é: é melhor os pobres desempregados e à orbita dos evangelhos esquerdistas do que empregados em "atividades burguesas", gozando de autonomia e tomando decisões por conta própria, segundo seus valores.

    Agora, em nome da honestidade intelectual, você deve imediatamente sair da frente do computador e explicar isso aos pobres.

    Leve uma câmera e publique, por favor. Mal posso esperar para assistir esse espetáculo de exegese.

    Quantos anos você tem? Doze?
  • Pupilo  05/08/2013 12:20
    Galera, esse cara é um troll. dont feed the troll.;
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 19:19
    mas só pq ele é um troll agente tem q parar de trollar agindo como se fosse real?!?!?!?!?!

    onde está seu senso de realidade cara?!
  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 19:10
    me responde uma coisa filosofuzinho kerido: "@Maurício| Não está compreendendo o objetivo das conquistas sociais, Maurício. A saída das atividades burguesas da região visa quebrar a submissão cultural classista perpetuada pela hierarquização das condições de trabalho. Ao livrá-los do emprego nas indústrias exploradoras, os pobres estarão cientes da condição terrível onde vivem e reivindicarão seus legítimos direitos sobre a riqueza burguesa."

    eu vi um documentário (q era 'do cú' mesmo de tão tendencioso) chamado Detropia q dizia [a] em media, a cada 20min, 1 pessoa abandona Detroit (26280 pessoas por ano); [b] segundo censo de 2010 a população de detroit era de 713000 pessoas em 2010, sua menor população desde 1910; [c] a considerar essas informações, a população dessa cidade ñ chaga hoje a 660000 pessoas; [d] um fenomeno se tornou comum; desempregados arranjam um emprego na cidade e juntam $$ suficiente p/ sair da cidade; [e] dos 360 kilometros quadrados da cidade, 100 km2 são de residencias e terrenos abandonados. – como exatamente "A saída das atividades burguesas da região visa quebrar a submissão cultural classista perpetuada pela hierarquização das condições de trabalho" Se nem hierarkização tem mais nesse lugar?! – "Ao livrá-los do emprego nas indústrias exploradoras, os pobres estarão cientes da condição terrível onde vivem e reivindicarão seus legítimos direitos sobre a riqueza burguesa": sério!!!!!!!? Pq parece q eles tão reivindicando, isso sim, é uma passagem de ônibus prum lugar milhorzinho.
  • Arnaldo  10/08/2015 03:40
    ninguém vai conseguir reivindicar nada não haverá nada após se implantar essa merda de política socialista comunista não sobrará pedra sobre pedra você não entendeu que é impossível a vida sem a propriedade privada. O Comunismo se baseia em "economia planejada" só que a economia planejada é impossível tendo em vista que a economia intrínsecamente depende da escolha individual de casa pessoal. Oú seja demanda e oferta que decorre da soma de decisões individuais. Jámais repito jamais o partido comunista vai conseguir repicar isso planejada mente. Não vaí existir acumulação de qualquer coisa o que levará a colapso total da sistema até que todo mundo esteja passando fome. O próprio nome da coisa já reflete o que é economia ou seja acumulação. A velha história da cigarra e da formiga. A coisa mais básica gastar menos hoje para ter mais amanhã. Isso depende das escolhas inviduais. Ah não vou gastar todo meu salário. Vou guardar esse saco de arroz etc. Vou abrir mão do arroz pela ferramenta porque vou produzir mais. Essas pequenas decisões individuais é que definem o preço das coisas. E o preço é que diz se uma coisa é escassa ou vai ficar escassa. Também através do preço é que se evita a destruição de algum bem. Quando algo fica escasso o preço sobe indicando ao mercado que consuma menos aquilo. Isso na comunismo não consegue ser feito pois tudo é do governo então não existe preço. Tudo é do governo e vai ser ofertado e demandado segundo o que determinar o governo. Isso inevitavelmente leva a destruição de recurso escassos. não economiza-se nada não há economua já que nada tem valor algum. Estados comunistas são como gafanhotos consomem tudo até o fim. Para manter essa população de desesperados por produtos básicos só com o uso extensivo da força e Nesse momento os piores massacre são feitos para se manter o rebanho no lugar.
  • Claudia  30/06/2014 05:14
    Isso está parecendo alguns tópicos da cartilha comunista...

    falência material
    a perversão de valores
    a derrocada da moralidade
    a desfiguração do indivíduo
    a eliminação dos ricos e da classe média
    a destruição de toda "meritocracia"
    o desfazer de todo tipo de comércio
    o massacre absoluto dos desejos pessoais

    É isso que ensinam então? Você acha que isso irá gerar conquistas sociais? Quais conquistas?
    Perversão de valores - deixarão de conquistar a evolução de seu próprio ser
    derrocada da moralidade - não irão conquistar nada além de repulsa de quem ainda mantém o mínimo de carater
    Desfiguração do indivíduo - perderão qualquer capacidade de análise e crítica se tornando um "walking Dead" sem nenhuma capacidade de discernimento...zumbis que só comem e cagam
    Eliminação dos ricos e classe média? - Quem bancará as conquistas???? Afinal, o governo só realizaria tais conquistas com dinheiro não é?
    Meritocracia - Porque alguns farão algo se quem ganhará serão os que nada fazem..A inércia tomará conta do corpo e da alma de todos.
    desfazer comércio - Quer limpar a bunda, procure uma folha de bananeira, afinal, não teremos mais nada a venda
    massacre dos desejos pessoais - A humanidade definha e se extingue

    Não sei se a esquerda é burra ou se a intenção dela é essa mesma, por que isso não é um tiro no pé, e sim na cabeça
  • Marcelo Werlang de Assis  03/08/2013 17:00
    Este artigo, Declare Detroit a Free City (mises.org/daily/6489/Declare-Detroit-a-Free-City), também é imprescindível leitura.

    PETER SCHIFF, como sempre, nos fornece mais um memorável escrito.

    Um grande abraço aos amigos do IMB!

  • Mohamed Attcka Todomundo  11/08/2013 19:29
    na série de filmes ROBOCOP, decada de 1990, detroit vai a falencia e os credores se apropriam da cidade

    pode acontecer né? o patrimonio publico da cidade [rede de agua, esgoto, gás e eletrica, vias, calçadas, policia, justiça] seria todo privatizado. a cidade seria uma grande empresa q presta um serviço a kem residir lá, como a cidade de Celebration, q pertence à corporação Disney [Walt Disney era antisemita, e tem judeus vivendo nessa cidade. ñ é lindo? no livre mercado vc paga por seus preconceitos, e como ninguem em sã consciencia ker pagar por isso, ñ discrimina sem razões plausíveis].

    seria legal. a cidade ñ teria impostos municipais. só taxas por serviços consumidos (se eu tiver carro pago pedágio por kilometros percorridos. se ñ tiver ñ pago impostos para manter vias q ñ uso. ñ subsidio nem sou subsidiado. legam d++++++!!!!!!!!!!!!!!!!). e se a união e provincia kiserem cobrar impostos ou impor regulações aos cidadãos, o municipio ñ impede [pq ñ pode], mas nega o uso de sua estrutura organizacional para impor estas leis estrangeiras. hahahahahahahahahaha! a california ja faz isso. a maconha medicinal é proibida por lei federal e autorizada pela estadual. a lei federal supostamente se sobrepõe a estadual. mas o estado da california ñ gasta centavo q seja em fazer valer esta ordem federal. hihihihi.
  • Henrique Simoes  03/08/2013 18:27
    Petet Schiff será, em algumas décadas, ou reconhecidamente um dos maiores cérebros sobre o funcionamento econômico que a historia ja viu, ou só mais um cara esperto, com duas bolas, e que acabou por estar errado sobre a quebra dos EUA.

    As duas maneiras de ser lembrado me parecem bem dignas...
  • Luís  03/08/2013 19:25
    Eu moro em Portugal e esta semana vi algo que nunca pensei ver vindo de um sindicalista. O líder de um dos maiores sindicatos de Portugal afirmou o seguinte:
    "devo dizer, em nome do pragmatismo, que, entre desemprego, que é uma chaga social, e a precariedade laboral, que é outra chaga social, costuma-se dizer que venha o Diabo e escolha, mas há uma pior que a outra: é preferível termos contratos precários do que não termos contrato algum"
    E quando se fala em contratos percários fala-se em receber o salário minimo (485€/1472R$) e ausência de certas regalias sociais (ex:acesso ao sistema de saude).

    Peço desculpa por desviar um pouco do assunto do artigo mas como aborda o tópico da culpa dos sindicatos decidi dar a comhecer o que acontece do outro lado do Atlântico. Isto mostra que os sindicatos estão a mudar um pouco a sua maneira de agir. Penso que é um passo positivo.

  • Cleiton  03/08/2013 19:34
    Detroit é o exemplo perfeito dos estragos que políticas de esquerda causam e estão causando no mundo.
  • Libertariano  04/08/2013 00:44
    Gostei desse texto: "O Keynesianismo Feminista", que foi publicado em:

    sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2013/08/o-keynesianismo-feminista.html
  • Sérgio  04/08/2013 04:27
    Muito bom este texto.
  • pensador barato  04/08/2013 17:33
    Engraçado...No Brasil a corrupção campeia devido a impunidade e Leandro Roque me responda uma dúvida,a justiça norte-americana é reconhecida por punir ricos e pobres,pretos e brancos,gregos e troianos,enfim é uma justiça rápida e eficiente e você e Peter Shiff vem nos dizer que a corrupção campeou em Detroit, eu não entendi essa, me esclareça por favor,pois a impressão que tenho é que a classe política em qualquer país do mundo está acima da lei e da ordem ou seja tem mais direitos e privilégios que os demais mortais seria isso ou não? E nos EUA isso também acontece,os políticos corruptos soltos...Rindo da cara de todos?
  • Carlos Gil  04/08/2013 17:35
    Parece até que Peter Schiff está descrevendo o Brasil.
  • anônimo  12/08/2013 09:52
    Só que o brasil nunca teve uma detroit
    Aliais, a indústria brasileira é uma piada
  • Eliel  04/08/2013 23:04
    Há um filme de 2005 que se passa em Detroit: Quatro irmãos.

    www.youtube.com/watch?v=csS3p4hovlU&hd=1

    O sindicato está presente nesse filme.
    Coincidência ou não assisti esse filme semana passada.
    Tenho uma dúvida - é apenas Detroit ou há outras cidades estado-unidenses no mesmo caminho?

  • Pedro Ivo  12/08/2013 17:15
    Várias. As cidades de lá tem liberdade p/ emitir títulos de dívida pública municipal, tal como os estados e a federação emitem os seus. Pagam juros, e há pessoas que fazem poupança usando tais títulos.

    Detroit é só a tempestade perfeita: todos os abusos e desperdícios citados por Schiff, mais o fato de pessoas que perdiam seus empregos também perderem seus imóveis porque não podiam pagar os impostos municipais, tendo seus imóveis levados a penhor. Isto, claro, derrubou o preço destes imóveis enormemente e criou uma superabundância destes imóveis, abundância superior a qualquer demanda pelos mesmos (foi citado aqui no pelo Mohamed Attacka Todomundo um documentário chamado Detropia, onde se afirma haver 100 km2 de imóveis abandonados em Detroit. Não sei se é tudo isto mesmo - não vi esse documentário -, mas se for é de dar medo). A cidade está falida, e com uma reserva de imóveis depreciados, estiorados, abandonados e sem demanda como esteio para pagar suas dívidas.

    Outros municípios estão tão endividados quanto, mas não foram alvo de tantas arbitrariedades quanto Detroit.
  • Cristiano  04/08/2013 23:16
    Vejo claramente um cenário Randiano. Atlas cansou.
  • Arthur Gomes  04/08/2013 23:52
    Excelente texto a respeito de Detroit, ficamos sabendo o que realmente levou essa cidade famosa pela suas montadoras e suas indústrias a falência. No Brasil qual é o quadro, veja o seguro desemprego, mesmo com o desemprego em níveis baixíssimos, o governo gasta cada vez mais com ele. E os sindicatos não querem alterar nada, são as conquistas sociais, agora temos a convenção coletivas das domésticas, isso vai só causar desemprego; proteger as domésticas empregadas em casas muito ricas e fechar o mercado para outras pessoas que desejam ofertar o serviço com valor mais baixo.
    Conquistas sociais só funcionam quando o sistema tem muito dinheiro para gastar e pagar altos salários, aposentadorias gordas e outros benefícios; mas quando o dinheiro acaba a esquerda culpa o sistema capitalista pelo desemprego.
    O Brasil está em uma enrascada; inflação alta; juros altos; produção pequena; cenário mundial ruim.
    Mas a esquerda culta o capitalismo
  • Rodrigo D.  05/08/2013 02:37
    Não sei por onde começar. Esse cara é doido, burro ou apenas bandido mesmo?

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/entrevista-guido-mantega

  • AAA  09/08/2013 14:03
    Lembrando que um qualificativo não exclui, nem por lógica, nem por observação, um ao outro...
  • thiago santos carvalho  05/08/2013 11:53
    A crise foi capitalista em Detroit?... egoísmo dos sindicalistas, egoísmo do governo em querer mais dinheiro e egoísmo dos empresários, todo mundo é culpado... se partir do princípio de indivíduo , a crise foi de todos, egoísmo humano sempre partindo desse interesse, artigo excelente, e o ponto de vista não está errado, mas me pergunto, como surge um sindicato?, uma vez que os trabalhadores estão "satisfeitos", pq o próprio governo acaba com aquilo que o mantém ele funcionando?? e pq "Estamos programados para interpretar tais medidas de mercado como sendo apenas um exemplo cruel de 'exploração gananciosa' em vez de entendê-las como sendo a maneira natural como o capitalismo cura os excessos do intervencionismo e recomeça o jogo." será que a educação nesse grandes centros é mesmo voltada para o conhecimento e o centro crítico dos sistemas???
  • André  06/08/2013 16:34
    Uma excelente análise, do ponto de vista dos desmandos dos governos e dos sindicatos.

    Agora só falta termos um bom texto abordando o outro lado da moeda, que são os desmandos da indústria.

    Sim, sempre existe o outro lado. E ele não deve ser ignorado quando se quer propor soluções sérias e não apenas agir feito torcida organizada.
  • Guilherme  06/08/2013 17:39
    Quais os desmandos da indústria de Detroit? Aqui no Brasil são vários, uma vez que as indústrias recorrem ao governo para impor tarifas protecionistas, desvalorizar o câmbio e aumentar a burocracia e os impostos sobre as pequenas, impedindo assim qualquer tipo de concorrência.

    Mas confesso curiosidade quanto às indústrias de Detroit. Talvez você próprio possa colaborar.
  • Andre  06/08/2013 18:36
    Guilherme,

    Eu estou começando a ler sobre o assunto agora. O primeiro artigo que li sobre a derrocada de Detroit foi este, aqui no Mises. Em seguida fui a outras fontes, mas a maioria é bastante superficial.

    Li um texto que aponta também boa parte das mazelas citadas por Peter Schiff, mas também fala um pouco sobre algumas limitações da indústria de Detroit. O link é este: www.nakedcapitalism.com/2013/07/the-decline-and-fall-of-detroit.html

    Sou leigo no assunto, e esta análise do Peter Schiff me pareceu brilhante. Mas essa crise já dura décadas e uma análise completa deste assunto daria uma tese de doutorado, acredito eu. Então não me parece tão absurdo assim pensar na hipótese de a indústria ter lá sua parcela de culpa também... Informação (desde que de boa procedência) nunca é demais. No mínimo, vai servir para aumentar nosso conhecimento sobre o assunto! :)

    PS: eu não entro em discussões do tipo "direita vs esquerda". Meu objetivo aqui é adquirir um pouco de conhecimento e também compartilhar, quando eu tiver algo pra contribuir.
  • Leonardo Faccioni  07/08/2013 21:12
    André prezado, cuidado com a doença do "outroladismo", uma praga típica do pensamento brasileiro. Não há erro intrínseco em desejar conhecer o máximo de avaliações possíveis sobre o mesmo objeto, mas há que recordar sempre: o outro lado da verdade é a mentira.
  • Arnaldo  10/08/2015 04:19
    Quase sempre as pessoas então dispostas a pensar em si mesmas. Para contrapor a isso somente os valores. Não há como fujir dessa disposição ao egoísmo. A questão está na forma que isso é tomado ou seja se é uma decisão de comum acordo ou se alguém está impondo algo contra outra pessoa contra sua vontade. Se é voluntária tudo bem. Isso não gera problemas. No entanto quando se impõe a outrem pela coerção pela lei ou pela chantagem aí que a coisa fica feia. Decisos voluntárias sempre são benéficas para ambas as partes. Decisões arbitrárias como impostos leis trabalhistas etc prejuicam pois são tomadas fora das leis de mercado e prejudicam uma parte em favorecimento de outra que vi investir mal o dinheiro consumindo recursos finitos.
  • Emerson Luis, um Psicólogo  06/08/2013 17:37
    E no filme Ropocop o vilão era a iniciativa privada...

    * * *
  • walter azevedo  15/12/2015 13:51
    O mesmo está ocorrendo com São José dos Campos - SP e região. Sindicato por qui já expulsou GM e uma montadora chinesa que mal começou a operar.
  • Detroit  29/01/2016 03:56
    Detroit, the Liberal utopia.

    https://www.youtube.com/watch?v=_COFxLj2Iuw

    O que me espanta é os republicanos e os libertários americanos não usarem ad nauseam esse exemplo para mostrar o que acontece quando os democratas assumem o poder em todos os setores da economia de uma cidade.
  • Jefferson Scheifer  25/09/2016 18:19
    Já saiu estudos a respeito inclusive em Português BR o livro do Dr.Andrew Lobazevisk falando

    da psicopatia na politica, esquerdismo é doença mental no sentido clinico. Não da para

    debater ideia com esses doentes mentais.
  • +55  28/01/2018 00:10
    Detroit é apenas UMA da cidades americanas destruídas pelos "liberals".
  • 4lex5andro  30/05/2019 19:30
    É, Brasil...

    economia.estadao.com.br/noticias/negocios,ford-vai-fechar-fabrica-de-caminhoes-em-sao-bernardo-do-campo,70002727878

    Mas o problema é o empresariado ''explorador'' e não a tonelada de impostos por carro faturado nem as excessivas regulações/taxações que fazem o mercado brasileiro um dos mais fechados do mundo.


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