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A educação como mercadoria

Uma recente pichação no campus sede da Universidade Estadual de Maringá diz que "educação não é mercadoria".  Parece que também haverá uma palestra sobre isso e, se não me engano, existe até uma campanha sobre o tema rolando por aí (a foto ao lado é desta campanha).

Bom, enquanto constatação de fato, parece-me que é verdade que "educação não é mercadoria".  No Brasil, não existe espaço para um livre mercado da educação, porque o Leviatã dita as regras para tudo quanto é curso e ainda ocupa o sistema de todos os lados, seja ofertando cursos gratuitamente seja injetando recursos em instituições privadas.

Acontece que a pichação que eu citei é normativa, e não uma descrição factual.  Ela quer dizer que a educação não deve ser uma mercadoria.  E aí eu pergunto: ora, e por que não?

Ter a educação como mercadoria significaria apenas e tão somente que um determinado conteúdo ou uma determinada competência poderia ter seu ensino livremente ofertado por aquele que se julgasse em condições para tanto, em troca de um preço por ele estipulado, ao passo que o interessado em adquirir aquele conteúdo ou competência poderia livremente aceitar a oferta se desejasse pagar o preço estipulado.  Que mal há nisso?  Acaso é a educação alguma espécie de bem sagrado que não poderia receber um preço?  O educador teria que educar por uma espécie de sacerdócio, sem receber para tanto?  Por quê?

Se há um problema normativo com relação à educação, a meu ver, ele está representado pela tirania do estado, que determina, acima dos pais, o que devemos aprender, quando e como.  Dado que os estatistas julgam que o estado sabe melhor do que o indivíduo o que é o melhor para ele próprio, eles também julgam que haveria um grande mal em deixar os indivíduos decidirem quais conhecimentos desejam para si e para seus filhos.

Pois eu julgo que negar esse direito ao indivíduo é justamente tomar o cidadão como uma criança a ser tutelada pelo pai estado.  Ao decidirem que a educação não pode ser mercadoria, decidem que o cidadão sequer pode decidir se quer ou não ser educado.  Ele é forçado a pagar pela educação na forma de impostos, é forçado também a recebê-la e ainda a recebê-la de uma dada maneira.

Nada pode ser mais avesso à liberdade individual do que um estado educador.  Portanto, se tivermos que fazer algum reclame sobre a educação, que seja para que ela se torne, sim, mercadoria.  Um estado que tutela seu povo pretendendo que isso seja um meio para o fim de esclarecê-lo não passa de uma grande farsa.

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Artigos sobre o assunto:

A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto? 

Educação e liberdade 

A educação livre 

Educação em poder do estado

O Homeschooling nos EUA (e no Brasil)


2 votos

autor

Andrea Faggion
é professora do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina e do Mestrado em Filosofia da Universidade Estadual de Maringá.  Visite seu blog: andreafaggion.blogspot.com.br/


  • Caio-SP  29/06/2013 20:15
    Como um artigo tão pequeno pode ser tão avassalador?

    Bom, temos aqui um exemplo.

    Parabéns pelo texto e pelo seu blog! andreafaggion.blogspot.com.br/
  • Dalton C. Rocha  29/06/2013 21:38
    Pinochet legou ao Chile o melhor sistema educacional da América Latina. Começou dando vouchers, para as famílias pobres colocarem seus filhos em escolas particulares.
  • Gustavo BNG  29/06/2013 21:43
    Uma professora de universidade pública tem que ter muita coragem pra escrever um artigo desse. Parabéns, Andrea!
  • Getúlio Malveira  29/06/2013 21:54
    Muito bom esse artigo. Fico muito feliz quando vejo um novo acadêmico publicar algo a favor do livre mercado. Para quem entende como chegamos a triste situação em que nos encontramos hoje, esse é um sinal de esperança maior que qualquer manifestação de rua.
  • Flavio  29/06/2013 22:01
    Acho que isto merece bem mais discussão. Tem de elaborar mais. Já existe muito "pagou-passou" no sistema privado, haja vista a qualidade de ensino de certas instituições.
    Alunos pagantes pressionam os professores mais rigorosos (fato). Discutamos este ponto!
    Parece, portanto, que o sistema não se auto-regula neste caso específico.

    Além disto, numa analogia, mesmo os mais liberais querem alguma segurança pública (mesmo contestando o Código Penal vigente) para proteger seu patrimônio. Não é possível "liberar geral".

    Por outro lado, é fato que os reguladores tem feito (e mantido) regras absurdas para a educação, atrasando o desenvolvimento do País (neste ponto concordo).
    Governo sempre existiu e sempre interveio em maior ou menor grau. O grau é o problema! Desconfio que tenhamos de ter sorte (isto mesmo) com quem comanda a área.
  • Márcio  29/06/2013 22:20
    Flavio, recomendo a leitura dos artigos indicados no final do texto, em especial o sobre "A obrigatoriedade do diploma". Você entenderá que não faz nenhuma diferença se a universidade é pública ou privada, pois o currículo é o mesmo e quem o define é o estado (o MEC). Ou seja, a educação atual, seja em instituição pública ou privada está sob total comando do estado, e é isso que tem de ser combatido.

    A discussão neste site é muito mais avançada do que esta tola picuinha sobre pública versus privada. A questão toda é educação estatal versus educação autônoma e de livre mercado.
  • Flavio  29/06/2013 22:34
    Márcio,
    Em primeiro lugar, currículo não é sinônimo de qualidade. E não é o mesmo não para todos. O MEC só define em termos gerais. E nem estou dizendo que toda escola pública é melhor que a particular. Vamos discutir com lógica.

    Mas que existe o mecanismo de pressão em cima do professor, não há dúvida. Conheço exemplos. Ou você acha que quem escreve "mecher" com ch e não usa ponto final em nada (apenas vírgulas) merece diploma de 3o grau?

    No caso da educação privada o problema é este. Conflito de interesses!
    Se isto não tem nada a ver com o que está sendo discutido, por favor diga exatamente o que é. (achei que fazia parte da discussão)
    Mas podemos tentar achar uma solução. Não sou nada radical quanto a soluções, Márcio.
  • Marcio  29/06/2013 22:49
    Não, Flávio, é o MEC quem especifica as matérias obrigatórias, bem como a carga horária. Se eu quiser montar uma faculdade qualquer, tenho de submeter meu currículo ao MEC para ele aprovar. O mesmo vale para escolas (aliás, para escolas, a regulação estatal é ainda mais pesada). E se eu quiser educar meus filhos em casa, ensinando a eles o que eu quiser e aquilo que achar mais adequado, vou em cana (o que significa que é o estado, e não eu, quem controla meus filhos).

    Primeiro resolvemos isso; depois, só depois, fará algum sentido essa discussão sobre universidades públicas x privadas.
  • Flavio  29/06/2013 23:06
    O MEC especifica conteúdos e não disciplinas. Sei disso por experiência própria.

    Teria de haver um mecanismo para que algumas instituições privadas funcionassem direito. Um rigoroso exame na saída (e isto seria muito difícil de acontecer - posso elaborar depois), tipo a FUVEST, que é a razão de existirem excelentes colégios particulares.
  • Ricardo  29/06/2013 23:22
    Pior ainda. Especificar conteúdos é ainda mais minimalista e detalhista.

    Flávio, parece que você ainda não entendeu o básico do ponto do Márcio. Se há um sistema em que o estado estipula conteúdos, proibindo a liberdade de escolha e de empreendimento (se eu quiser criar uma faculdade com currículo próprio e com conteúdo próprio, não posso), e este sistema é ineficiente e só produz ignaros, então tal sistema tem de ser alterado. Se tal sistema não for alterado, qualquer discussão sobre míseros detalhes deste sistema (universidades públicas versus privadas) será mera engabelação.

    De resto, seria realmente interessante você ler o artigo dos diplomas, pois todos os postos que você fez até agora já foram abordados por aquele artigo.
  • Marcus Benites  29/06/2013 23:10
    E nas universidades públicas estão "mechendo" tanto quanto nas privadas... E o produto ofertado, tanto de umas quanto de outras, é o diploma, não a formação para atuar em qualquer coisa. O Estado exige o diploma para o exercício da profissão, regula, discrimina (e é incompetente ao extremo em fazer isso). É o diploma que está, sempre, em negociação, não a formação. Por isso ela fica em segundo plano. O aluno não precisa da formação pra trabalhar, precisa do diploma... Logo, ele vai exigir o quê? Ele vai "comprar" o quê?
  • Henrique  29/06/2013 22:10
    Uma professora do departamento de filosofia da UEL com um artigo desses? Estou surpreso porque não era essa a ideia que tinha desse departamento. A UEL salvo algumas exceções é um caso perdido. Vale lembrar de alguns meses atrás a abertura de um seminário sobre marxismo nessa instituição. abs
  • André  29/06/2013 23:09
    E como toda mercadoria quanto maior liberdade para a entrada de concorrentes menores tendem à ser os preços e maior tende à ser a qualidade ao longo do tempo.

    Hospedagem de site por exemplo, é cada vez mais barata e cada vez mais cheia de recursos para facilitar a vida de quem contrata o serviço.

    Além disso educação pode se tornar MUITO barata com o uso da tecnologia, professores podem gravar aulas e vender o acesso à elas por um preço bem baixo, é só um exemplo, tem muito mais possibilidades.

    Tem até vídeos educativos de graça hoje em dia, como os do Khan Academy:

    www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/

    Só não dá diploma/certificação, mas pra mim o que importa realmente é o conhecimento.
    Quanto ao diploma/certificação deveria ser possível fazer uma prova e obtê-los...
    Se isso for possível e alguém souber conte-nos como.
  • André  29/06/2013 23:10
    Livre mercado para a educação já!
  • E. V.  29/06/2013 23:20
    Taí uma mulher que mereceria mais espaço nesse instituto -- uma libertária de ponta!

    Muito bom! Parabéns.
  • Um Filósofo  29/06/2013 23:48
    Absurdo.
    Como educador há vários anos, conversei com incontáveis professores universitários, filósofos, importantes radialistas, ativistas das causas sociais internacionais e até representantes da Unesco; através de tais experiências, conheci a vontade do povo e que tipo de educação deve ser concedida às crianças muito além daquilo sonhado por qualquer cientista reacionário que ouse atentar contra a santidade do ensino e seus profetas. Vender ensino é comerciar o futuro; deixá-lo à boa vontade daqueles que dependem da aprovação de consumidores para prosperarem é uma brutalidade.

    Ninguém que não é da área da educação possui se quer o direito de falar, sugerir ou supor a respeito. E se uns ousarem fazê-lo, que não sejam ouvidos. O magistério é a formação de almas, a criação do futuro, a formação do cidadão e da identidade do povo; tal compromisso magnânimo deve ter como únicas missões a criação do ser revolucionário militante pelas causas da classe oprimida.

    É enojante apenas considerar que um indivíduo cobre pelo ensino de um conteúdo voluntariamente comprado por outro. E quanto aos que não terão pago para obter o mesmo ensino? Ficarão à mercê do sofrimento concedido pela desigualdade e da competição? É injustificável que uns tenham mais de algo ou melhor que outros, como vislumbrado por Oscar Niemeyer; é inaceitável que uns tenham melhor aparência, conhecimentos, alimentação, sociabilidade ou bens materiais que outros.

    Não é inveja(Ou ódio justificado na hermenêutica marxista), é apenas compaixão.
  • HJ  30/06/2013 02:06
    Caro Licenciado ou Bacharel em Filosofia (pelo texto percebe-se que Filósofo não é), quer dizer que você conheceu a vontade do povo, bem como a educação justa a este, conversando com professores, radialistas, representantes de movimentos sociais e com representantes da UNESCO??????????? Me pergunto o que entendem estes dos interesses do povo, nada, a não ser seus interesses no povo.
    Interessante.... já pensou em verificar com próprio povo o que ele tem interesse em aprender e qual futuro ele quer como seu? Ou você quer ditar o futuro dele também? Pois é o que me parece.
    Peço que saia da sua caverna fantasiosa e respire o ar da realidade popular, este ar que você não consegue conceber existência, pois na sua caverna vive-se de ilusões.

    Faça um favor a todos, junte-se a Oscar Niemeyer.
  • Ali Baba  01/07/2013 11:09
    Continuo me espantando com as reações ao "Um Filósofo". É, de fato, uma caricatura perfeita.
  • Bruno Chevi  05/07/2013 19:02
    Cara, eu aposto que esse cara é um Anacap que, como dizia minha avó, se faz de invertido!!!

  • Paula  30/06/2013 01:34
    Cenário 1. O fato do estado impor a educação do jeito que ele quer é ineficiente, praticamente alienante, isso reprimi o poder de escolha.
    Cenário 2. Entretanto, nem todos tem recursos suficientes para financiar uma educação com qualidade. (desigualdade social)

    Solução???
  • anônimo  30/06/2013 10:39
    Existem aulas de praticamente tudo no mundo, na internet, de graça, e ainda feita por professor muito melhor que a maioria.
  • Lopes  30/06/2013 11:09
    Continua sendo o livre-mercado.

    Por que não haverá oferta de aprendizado aos mais pobres? Seja essa escolar ou doméstica? Convencionou-se mundialmente que é preferível aos pais que paguem ensinos básicos aos filhos que qualquer coisa, como verificado em Gana e Paquistão. Se há um impedimento para as escolas "para pobres" é meramente o próprio Estado, que impõe regulações das mais variadas e fortes cargas tributárias ao setor. Como evidência disso, é a existência em áreas quaisquer do RJ de escolas não registradas no MEC porém cobrando preços acessíveis e apresentando cadernetas de conteúdo vastamente superiores às que seguem o regulamento à risca.

    Aqui está a experiência de Gana, onde é de praxe que existam mais de duas escolas privadas por bairro: www.youtube.com/watch?v=Q899toGT5DQ

    Coletânea de evidências que escolas privadas estão a melhorar a condição de pobres fora do Brasil: www.youtube.com/watch?v=797Kp2-1NXc

    Paula, a problemática do ensino estatal não apenas consiste na ideologia estatizante tomada pela educação. Ela não está passível às mecânicas do lucro e prejuízo, o que significa que não possui quaisquer estímulos para conceder melhores serviços possíveis aos estudantes e ainda possui sua própria incompetência recompensada. As crianças tornam-se uma externalidade negativa de um sistema no qual não possuem voz. É questão de tempo até que políticas consequentes do fortalecimento sindical no setor tais como a garantia permanente(Que dificulta ad absurdum uma demissão) distanciem ainda mais os estudantes de serem o objetivo do serviço de qualquer forma.
    Torna-se um mecanismo à serviço dos adultos(Prestadores) e não às crianças("Consumidores"), ou nas palavras de Mises, um sistema de engrenagens que não possui propósito para girar.

    (Abster-me-ei de invocar toda a problemática deontologista e consequencialista de admitir o ensino estatal, que apresenta ainda mais fatores pelos quais o estatismo faz-se de uma terrível resposta fácil. Essa incluiria, por exemplo, a ideologização do ensino mencionada por ti.)
  • Estatístico  09/09/2013 13:30
    Só tem um problema: o Gana tem uma das taxa de analfabetismo mais alfa do mundo: algo como 29%... Se a situação do Brasil é precária em termos de educação, o Gana então....
  • Estatístico  09/09/2013 15:11
    O Gana tem uma das taxa de analfabetismo mais ALTA do mundo. Erro de digitação, afinal, a tecla "F" é próxima da tecla "T".
  • Leonardo Couto  10/09/2013 03:29

    Por isso que a estatística é miserável na construção de análises causais.

    Estatístico, o cenário educacional seria pior com a intromissão estatal. É o que se pode concluir pela lógica.

    Por constatações empíricas simplesmente, tanto a tese de que o cenário é ruim pela ausência do estado quanto a de que ele seria pior na sua presença podem igualmente ser feitas, mesmo sendo mutuamente excludentes. Analisando uma informação de forma empirista pode-se formular infinitas proposições excludentes entre si, originadas da mesma "estatística".

    O que pode nos fornecer a visão econômica correta é a análise lógica, racional. O pensamento discursivo, não o olhar ignaro de um dado.

    Melhor você não tentar defender muito sua paixão analítica pela meramente instrumental estatística. É difícil ver uma visão ser desconstruída e ridicularizada.

    Confira esses artigos:

    O que é uma ciência apriorística, e por que a economia é uma

    Explicando o verdadeiro significado do apriorismo

    E especialmente este:

    Como o apriorismo permite o verdadeiro conhecimento
  • André  30/06/2013 14:31
    Em um mercado livre, onde os próprios agentes alocam recursos de forma mais eficiente há ganho na competitividade. Dessa forma, tal produto ( no caso a educação) seria mais amplamente ofertada, com preços mais baixos e qualidade melhor, aumentando o acesso para pessoas com menos poder de compra.
    A abordagem desse texto foi tratar a educação como um produto, dessa forma auto regulamentado pelo mercado. Expõem o fato de no momento em que há intervencionismo do estado, perde qualidade, aumenta custos e e cria distorções.
  • Leandro Clementino  30/06/2013 04:40
    Concordo, apesar de não estarmos familiarizados com isso, pode soar estranho educação como mercadoria. Mas o povo se ilude com a ideia de que educação é para todos.Educação é para quer obter-la,para quem realmente a considera um bem valioso. Nossa cultura não estima pela educação de excelência, os índices e os testes internacionais comprovam que o Brasil da uma péssima educação. O ensino básico deveria ser desvinculado do estado. Quanto ao ensino superior nem se fala... As nossas universidades só servem para gerar certificados para abastecer o mercado de desempregados, não produzimos empreendedores, não produzimos conhecimento. Enquanto isso nossa cultura, nossa língua e nossos jovens vão todos para o ralo, e o tão estimado futuro fica cada vez mais nebuloso, já que o que temos a disposição não é educação, mas doutrinação.
  • IRCR  30/06/2013 08:55
    Gostaria que no meu curso tivesse aula de empreendedorismo sob a otica da Escola Austriaca porém o conselho regional que regula o curso determina quais disciplinas devem ter.
    Algo que o meu professor de estrategia empresarial falou que qual é a diferença da faculdade X, Y, Z ... se todas tem as mesmas disciplinas reguladas pelo conselho regional ?
  • Valmir  30/06/2013 13:32
    Faço publicidade e propaganda e tive que perder tempo com monte de disciplina imbecil imposta pelo Governo.

    O curso que estou fazendo que dura 4 anos poderia ser feito em 2 anos. Esticaram o curso para que eu jogue dinheiro fora na faculdade que ensina pouco.

    Devia ter economizado os 70 mil, e montado uma empresa, já que aprendo mais lendo e trabalhando. (e com o dinheiro economizado contrataria alguém que se formou)

    Serei obrigado a sonegar imposto em legitima defesa, já que governo não pagou meu estudo.
  • anônimo  30/06/2013 14:29
    Largue isso enquanto é tempo, eu me formei em publicidade e foi a coisa que mais me arrependi na vida.
    Mais da metade do curso é encheção de linguiça inútil, sociologia, semiologia, etc, e a parte prática é intelectualmente menos do que o nível de um técnico, coisa do nível de qualquer piloto de photoshop de gráfica.

    Se você tiver FIES, está numa enrascada maior ainda.
  • Aline  30/06/2013 14:25
    Educação não é mercadoria. É direito social.
  • Marcelo Werlang de Assis  30/06/2013 17:22
    Interessante, Aline. Então, de acordo com a sua privilegiada mente (arrogância/presunção fatal), por ser a educação um "direito social" — e não uma mercadoria (i.e., um serviço ofertado no livre mercado) —, todas as pessoas devem ser proibidas de escolher o que querem aprender, bem como de escolher o método e as fontes (i.e., os livros, os mestres, etc.) de aprendizado. O estado, então, deve impor a todos os indivíduos a educação que ele, o estado, considerar "a melhor".

    Também é bom notar que os bens (produtos e serviços) ofertados no mercado (livre intercâmbio entre as pessoas; compra e venda; concorrência) — qualificados pejorativamente pela Aline de "mercadorias" — são infinitamente superiores aos "direitos sociais" ("públicos e gratuitos") ofertados pelo estado (p. ex., saúde péssima e educação doutrinadora/imbecilizante). É melhor pagar por algo decente — e, principalmente, possível de ser escolhido — do que receber "de graça" (o estado, através da coerção, rouba recursos dos produtivos para entregá-los aos improdutivos) algo de qualidade amplamente inferior.

    Para que o nível de acertos seja o maior possível, é indispensável que se respeitem dois postulados: primeiro, que o homem seja livre para fazer as suas escolhas, porque só ele dispõe das informações que são próprias de suas circunstâncias e ninguém as conhece tão bem quanto ele; segundo, que seja respeitado o princípio da responsabilidade individual, para que cada indivíduo se beneficie dos seus acertos e sofra as consequências de seus erros, o que fará com que, num permanente processo de feedback, possa modificar as suas escolhas e alterar o seu comportamento. A tentativa de determinar, invocando razões de natureza política, social ou de qualquer outra natureza, quais devam ser os objetivos individuais só pode ser efetivada pelo uso da coerção e constitui o que FRIEDRICH AUGUST VON HAYEK, no seu último livro, qualificou de "Presunção Fatal", por conter subjacente a pretensão de que alguém — seja o rei-filósofo de Platão, um déspota esclarecido ou um comitê central, ainda que eleito democraticamente — possa conhecer as circunstâncias de cada indivíduo. Essa mesma percepção já havia levado Kant a dizer, com propriedade, que: "Ninguém pode me obrigar a ser feliz à sua maneira." (DONALD STEWART JR., "A lógica da vida")

    Abraços!
  • anônimo  01/07/2013 11:17
    Não existem direitos sobre a vida dos outros.Isso se chama escravidão. O que você está falando é que acha que tem o direito de obrigar um professor a dar aulas de graça pra você,ou que tem o direito de obrigar os outros a pagar pelas suas aulas.
  • Melanie S.  01/07/2013 17:01
    Eu acho que a Aline quis dizer por direito social que a educação não pode ser negada ou estar fora do alcance das classes desfavorecidas.
    As famílias de baixa renda não têm condições de pagar pela educação privada de seus filhos, não têm tempo para educá-los pessoalmente (pois ralam o dia todo para suprir a família com o básico ou simplesmente não sabem) e muitas vezes não dão a devida importância à educação porque não foram educadas ou porque preferem que seus filhos trabalhem cedo a fim ajudar a família. Assim, compete ao Estado a atividade de fornecer educação de qualidade, gratuita e obrigatória. A ausência do Estado geraria uma legião de miseráveis incapazes de ascender socialmente. Esses pobre-coitados seriam facilmente vitimados pelo sistema capitalista explorador e a desigualdade social atingiria níveis perturbantes. Finalmente, a educação deve ser taxada de direito social para lembrar a todos que está acessível aos brasileiros independentemente da renda, etnia, sexo ou religião.

    Eu acho que essa falácia é a que predomina na cabeça de muitas pessoas. É necessária uma tese com argumentos muito fortes e elucidativos para provar que esse arranjo coercitivo não é o ideal. Haja IMB... se ao menos todos lessem os artigos nesse site a respeito do tema. :)
  • joao  02/07/2013 00:39
    não sei se vc foi irônico, mas assista a esses 2 vídeos:

    A chance de Victoria
    Como as escolas privadas estão ajudando os pobres


    Resumindo: nos vídeos vemos vários exemplos de famílias muito pobres, de países mais pobres ainda, onde os pais, mesmo iletrados, são conscientes da necessidade da educação dos seus filhos e procuram as escolas onde eles tenham ensino melhor que na escola "gratuita" estatal. Assista.

    Pobre e iletrado pode não ter conhecimento teórico, mas é um pai, e em geral a família é a que mais se importa com a educação dos seus filhos.
  • Marcelo Werlang de Assis  30/06/2013 15:29
    Eu escrevi uma resposta ao Típico Filósofo na seção de comentários do artigo As lições econômicas de Game of Thrones (mises.org.br/Article.aspx?id=1628). Eu a reproduzo aqui (com aditamentos e aprimoramentos) porque ela tem tudo a ver com o conteúdo desse ótimo artigo — de apenas sete parágrafos — sobre educação. Boa leitura!

    Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado pelo internauta Lopes com a finalidade de mostrar — com perfeição, frise-se — aos demais internautas que navegam pelo site do IMB o "pensamento" dominante (majoritário) no meio universitário ("acadêmico") brasileiro, bem como na mídia, nos "círculos políticos" e na sociedade em geral. Mas escrevo esta resposta com a intenção de me dirigir a todos estes pretensos e autoproclamados "intelectuais".

    Você, antes de qualquer coisa, deve ler com atenção (com grande concentração) as seguintes sete listas de textos:

    (1) Sobre quem você realmente é:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1487 (Por que os intelectuais odeiam o capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1418 (O pensamento econômico na Grécia Antiga);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1554 (Intelectuais e raça — o estrago incorrigível);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1587 (Pensar está se tornando algo obsoleto);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1592 (Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1149 (O intelectualismo anti-intelectual);
    library.mises.org/books/Ludwig%20von%20Mises/The%20Anti-Capitalistic%20Mentality.pdf (The Anti-capitalistic Mentality) ou mises.org.br/files/literature/A%20Mentalidade%20Anticapitalista%20-%20WEB.pdf (A Mentalidade Anticapitalista);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1360 (Riqueza e pobreza ao longo da história);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1352 (Falácia e grosseria — o homeshooling segundo dois "izpessialistas");

    (2) Sobre o fantástico exemplo intelectual e moral que foi LUDWIG VON MISES, o homem que dá nome a este site:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1118 (Ludwig von Mises — defensor da liberdade e do capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1476 (O brilhantismo e a bravura de Mises);

    (3) Sobre a ideologia que você tanto difunde:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1341 (O socialismo na prática — o laboratório da morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1584 (Marxismo: a máquina assassina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1190 (A história soviética);
    mises.org.br/Article.aspx?id=94 (A China Comunista e os seus campos de morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1396 (A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1405 (Karl Marx e o seu caminho escatológico para o comunismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1408 (Socialismo e retrocesso da civilização);
    mises.org.br/Article.aspx?id=773 (Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados — um desafio intelectual para a esquerda);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1206 (O igualitarismo é uma revolta contra a natureza);

    (4) Sobre a medicina estatal que é tão defendida — com enorme ardor — por você (que, muito sabiamente, nem chega perto dos estabelecimentos públicos de saúde):
    mises.org.br/Article.aspx?id=1344 (O que a medicina soviética nos ensina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=923 (Como Mises explicaria a realidade do SUS);
    mises.org.br/Article.aspx?id=349 (A medicina socializada e as leis econômicas);
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115 (Mitos versus fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar);

    (5) Sobre o tal "Estado Democrático de Direito" que você advoga, principalmente através da expressão "Bem Comum":
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11 (Artigos sobre o assunto 'Democracia');
    mises.org.br/Article.aspx?id=1626 (Explicando o que é o governo para um "forasteiro");

    (6) Sobre o estado — que é o aparato de coerção e compulsão (i.e., força física, violência, agressão, opressão) que exerce soberania sobre os indivíduos que vivem em determinado território —, a "instituição" que você mais venera:
    mises.org.br/Article.aspx?id=226 (O estado, o agressor);
    mises.org.br/Article.aspx?id=75 (A natureza do estado);

    (7) Sobre o que realmente são os direitos humanos (já que você usa a expressão "direitos humanos" para justificar as maiores atrocidades, principalmente as dos socialistas de todas as vertentes — comunistas, nazistas e fascistas):
    mises.org.br/Article.aspx?id=619 (Os "direitos humanos" como direitos de propriedade).

    Eu frequentei o curso de Direito da UFRGS. Lá encontrei muitos tipos iguais a você, Típico Filósofo. Trata-se de pessoas arrogantes e autoritárias, que se consideram donas da verdade e da razão, com quem não é sequer possível debater e argumentar (sob pena de sofrer represálias graves — perseguição, diminuição de nota e reprovação); ademais, já que nas provas é preciso reproduzir no papel aquilo que é professado pelo (pela) Grande Mestre, então "uma discussão em sala de aula" é, na prática, algo inútil de ser feito. Trata-se de gente que considera ter alcançado o máximo de inteligência a que a humanidade pode chegar; que pensa que, se não dessem "aulas", se não cobrassem presença (fizessem chamada), os seus alunos jamais conseguiriam aprender aquele conteúdo específico. Trata-se de pessoas que poderiam viver muito bem sem um salário de professor (são ricos advogados, ricos juízes/desembargadores, ricos promotores/procuradores...), mas que se tornam docentes para satisfazerem a vaidade, para obterem o "prestígio" (status) de professores universitários, para poderem colocar nos seus livros esse título ("Professor Titular da Cátedra X", por exemplo), para tentarem transformar os infelizes alunos em discípulos das suas brilhantíssimas "ideias" e "concepções". Trata-se, pura e simplesmente, de verdadeiros babacas nojentos (não há, infelizmente, expressão mais branda). Trata-se de indivíduos que jamais seriam professores num ambiente em que imperasse um genuíno livre mercado (i.e., sem intervenção estatal, sem violência/coerção governamental) no setor educacional — enfim, num ambiente em que os alunos não fossem obrigados a adquirir um diploma; em que eles fossem às aulas para justamente obter os conhecimentos que julgam necessários e importantes, não para cumprir o script impingido por políticos e burocratas; em que eles pudessem de fato escolher os professores, as matérias, o método de ensino, etc. Como toda regra geral, há exceções (existem professores bons e decentes); mas elas, lamentavelmente, são bem poucas.

    Um professor dava as notas aos alunos conforme "o que o seu coração sentia" — esse, aliás, é o mesmo raciocínio/critério do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que uma vez proferiu a seguinte pérola: "Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo." Outro, numa das suas tantas "aulas" (que tinham plateia praticamente absoluta por causa do seu terrorismo com a chamada), falou mal das seguradoras (parecia que ele estava realmente falando do demônio em pessoa) porque teve uma experiência ruim com uma delas numa viagem que fez para um "país frio da Europa" (ele não disse qual era o país — mas é bem provável que tenha ido para a Rússia), professando que o estado deve regular bastante o setor para proteger os clientes das seguradoras. Outro docente "lecionava" com este método extremamente científico (passos "a" e "b"): (a) pegar uma apostila e ficar dizendo, por uma hora e meia, numa voz praticamente inaudível, todos os detalhes que nela estavam; (b) nas provas, perguntar exatamente esses "detalhes dos detalhes". Tal método obrigou a turma a gravar e degravar todas as suas "aulas". Numa breve conversa particular comigo, um famoso e eminente professor disse que a prática das reservas fracionárias por parte dos bancos não é fraude, que ela é algo comum, normal e até vital. Uma ínclita docente, falando do caso de uma família sendo importunada pelos burocratas estatais por causa do fato de educar os seus filhos em casa (homeschooling), passou-nos o entendimento de que a educação domiciliar é ruim porque "cria as pessoas num ambiente fechado". Outro professor chegou até a dizer que Hitler foi um herói para os judeus (sic). Abundam exemplos com todas essas notáveis características — arbitrariedade, imposição de falácias e opiniões cretinas, didática terrível, terrorismo... Eu apenas mencionei alguns.

    Abaixo, reproduzo um fantástico trecho de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand:

    Ela revivia a sua infância toda vez em que encontrava os dois filhos da moça que era dona da padaria. Via-os com frequência perambulando pelas trilhas do vale: dois seres destemidos, de 7 e 4 anos. Pareciam encarar a vida tal como ela a encarava quando criança. Não havia neles a expressão que costumava ver nas crianças do mundo exterior — uma expressão de medo, de segredo misturado com zombaria, de proteção contra os adultos, de um ser que descobre que está ouvindo mentiras e aprendendo a odiar. Os dois meninos tinham a confiança aberta e alegre de dois garotinhos que não se sentem ameaçados; tinham uma consciência inocente e natural, sem arrogância ou vaidade, do próprio valor, com uma certeza igualmente inocente de que qualquer estranho seria capaz de reconhecer o seu valor. Tinham aquela curiosidade ansiosa de quem se aventura a ir a qualquer lugar com a certeza de que na vida não há nada que não mereça nem possa ser descoberto. Parecia que, se encontrassem o mal, o rejeitariam com desprezo, não por ser perigoso, mas por ser algo estúpido; que não o aceitariam, resignados, como a lei da existência.
    — Eles representam a minha escolha de profissão, Srta. Taggart. — Disse a jovem mãe em resposta ao comentário de Dagny, enquanto embrulhava um pão, sorridente. — Representam a profissão pela qual optei, a qual, apesar de tanta bobagem que se fala sobre a importância de ser mãe, lá fora é impossível praticar. Creio que a senhorita já conheceu o meu marido; é o professor de economia que trabalha para Dick McNamara. A senhorita sabe, é claro, que neste vale não há compromissos coletivos, que aqui não podem entrar parentes a menos que cada indivíduo faça o juramento do grevista por convicção individual. Vim para cá não apenas por causa da profissão do meu marido, mas por causa da minha. Vim aqui para criar os meus filhos como seres humanos. Eu não seria capaz de entregá-los a sistemas educacionais que têm por objetivo impedir o desenvolvimento do cérebro da criança, convencê-la de que a razão é impotente, de que a existência é um caos irracional que ela é incapaz de enfrentar, e reduzi-la a um estado de terror crônico. A senhorita se surpreende com a diferença que há entre os meus filhos e as crianças do mundo exterior? Mas o motivo é muito simples. É porque aqui no vale de Galt não há quem não considere monstruoso apresentar a uma criança a mais leve insinuação do irracional. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 96 e 97)


    O relativismo intelectual e moral — o qual, inclusive, é a essência do politicamente correto — é a norma dessa vasta quantidade de pretensos e autoproclamados "intelectuais" (como você, Típico Filósofo), a qual defende todas as obscenidades estatais (segurança péssima; medicina horrorosa; educação compulsória e imbecilizante; intervenção na economia e consequente destruição da riqueza criada e da divisão do trabalho; financiamento estatal — portanto, coercivo — do escatológico cinema brasileiro; e por aí vai), mas usufrui do bom e do melhor que a economia de mercado produz e oferta (hospitais privados bons; restaurantes excelentes; vestimentas finas; caríssimos óculos de grau; incríveis produtos tecnológicos; etc.). Gente como o Típico Filósofo se proclama defensora dos oprimidos, dos humildes, dos necessitados, mas apresenta uma conduta diametralmente oposta, comportando-se como opressores e sentindo profundo prazer com o sofrimento alheio e com os estragos que as suas ideias estatistas de diversos matizes causam à economia e à moralidade (em suma, à civilização humana).

    Por exemplo, o holocausto que ocorreu na boate Kiss — no fatídico dia 27.01.2013, em Santa Maria, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul — deve, com absoluta certeza, ter causado orgasmos múltiplos nesses indivíduos idênticos ao Típico Filósofo, já que tal tragédia é, precisamente, uma consequência direta do sistema por eles defendidos.

    Exibo, a seguir, o excelente escrito Sensação de segurança, de
    ROBERTO RACHEWSKY, publicado em 30.01.2013 (mises.org.br/Article.aspx?id=1513):

    O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre o seu preço.
    Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.
    Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:
    O estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.
    Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.
    Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar.
    Devemos nos certificar de que estamos em um lugar efetivamente seguro e de que, em caso de alguma ocorrência com danos pessoais ou materiais, seremos devidamente indenizados por seus responsáveis.
    Ocorrendo qualquer sinistro, os prejuízos das vítimas serão cobertos pela empresa seguradora.
    Para minimizar a possibilidade de que tenha de arcar com sinistros inesperados, qualquer seguradora responsável incentivará ou exigirá que condições ótimas de redução de riscos sejam aplicadas, o que trará, efetivamente, maior segurança às pessoas e às coisas que a elas pertencem.
    Alvarás ou laudos emitidos por órgãos do governo servem apenas para assegurar o recolhimento de taxas pelo poder público. Quando instados a assumir responsabilidade civil, pecuniária ou criminal, não demoram para se esquivar. Muitas vezes, culpando as próprias vítimas.
    O livre-mercado e as instituições privadas podem e devem ser as fiadoras das condições oferecidas ao público por estabelecimentos como a casa noturna de Santa Maria, através de contratos de seguro bem feitos.
    Imaginarmos que o estado se responsabilizará pelos danos que causar, seja por omissão ou por incompetência, nada mais é do que seguirmos agindo sob efeito do vício da negação da realidade.


    Caso houvesse um genuíno livre mercado de certificadoras e seguradoras privadas, tal catástrofe certamente teria sido evitada. Para mais explicações, devem ser lidos os ótimos comentários de vários internautas na página em que está publicado o texto acima.

    Abaixo, transcrevo outros três geniais trechos de A Revolta de Atlas:

    — Eu parei e aderi à greve dele — acrescentou Hugh Akston — porque não podia me considerar colega de profissão de homens que afirmam que o intelectual é aquele que nega a existência do intelecto. Ninguém daria trabalho a um bombeiro encanador que tentasse provar a sua excelência profissional afirmando a inexistência dos canos. Porém parece que esses padrões não são considerados necessários entre os filósofos. Mas aprendi com o meu próprio aluno que fui eu que tornei possível esse estado de coisas. Quando os pensadores aceitam como colegas de profissão aqueles que negam a existência do pensamento, como membros de uma outra escola de pensamento, então são eles os responsáveis pela destruição da mente. Eles concedem ao inimigo a sua premissa básica, e assim a razão aprova a demência formal. Uma premissa básica é um absoluto que não admite a cooperação com a sua antítese nem tolera a tolerância. Do mesmo modo e pelo mesmo motivo que o banqueiro não pode aceitar nem fazer circular o dinheiro falso como uma mera diferença de opinião, assim também não posso conceder o título de filósofo ao Dr. Simon Pritchett nem entrar em competição com ele. O Dr. Pritchett não possui nada depositado no banco da filosofia, nada senão a sua intenção declarada de destruí-lo. Ele tenta faturar em cima do poder de que a razão goza entre os homens, negando-o. Ele tenta gravar o selo da razão nos planos dos saqueadores a quem serve. Tenta usar o prestígio da filosofia para conseguir a escravização do pensamento. Mas esse prestígio é uma conta que só pode existir enquanto eu estiver lá para assinar os cheques. Ele que se vire sem mim. Dou a ele e àqueles que lhe confiam a formação dos seus filhos exatamente o que exigem: um mundo sem intelecto, com pensadores que afirmam não serem capazes de pensar. Estou fazendo o que pedem. Estou obedecendo. E, quando virem a realidade absoluta do seu mundo sem absolutos, não estarei lá e não serei eu quem pagará o preço das suas contradições. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 51 e 52)

    — Jim — disse ela certa vez, após uma reunião à qual estiveram presentes os homens considerados os líderes intelectuais da nação —, o Dr. Simon Pritchett é um velho falso, mesquinho e assustado.
    — Ora, o que é isso? — Perguntou ele. — Você se acha em condição de julgar filósofos?
    — Acho que tenho condição de julgar vigaristas. Já vi muito vigarista e sei reconhecer um quando o vejo.
    — É por isso que eu digo que você nunca vai conseguir deixar para trás as suas origens. Se já tivesse conseguido, você seria capaz de apreciar a filosofia do Dr. Pritchett.
    — Que filosofia?
    — Se você não consegue entender, não posso explicar.
    Cherryl não deixou que Taggart encerrasse a conversa com aquela frase da qual ele tanto gostava.
    — Jim, ele é um impostor, ele, o Balph Eubank e todo aquele pessoal. Acho que você foi enganado por todos eles.
    Ela achou que ele fosse ficar zangado. Em vez disso, viu um rápido lampejo de humor em seus olhos quando ele levantou de leve as pálpebras.
    — Isso é o que você pensa. — Respondeu ele. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 190)


    Dagny caiu na gargalhada.
    Era este, pensou ela, o objetivo final de toda aquela conversa mole, acadêmica, que os empresários ignoravam havia anos, o objetivo de todas as definições improvisadas, de todas as generalizações vagas, das abstrações aéreas, de tudo aquilo que afirmava que obedecer à realidade objetiva é a mesma coisa que obedecer ao Estado, que não há diferença entre uma lei natural e um decreto emitido por um burocrata, que um homem com fome não é livre, que é preciso libertar o homem da tirania da casa, da roupa e da comida — tudo isso, durante anos, para que um dia se pedisse a Nat Taggart, o realista, que encarasse a vontade de Cuffy Meigs como um fato natural, irrevogável e absoluto como o aço, os trilhos e a gravidade, que aceitasse o mundo feito por Meigs como uma realidade objetiva e imutável e que, então, continuasse a produzir a abundância neste mundo. Este era o objetivo de todos esses vigaristas das bibliotecas e das salas de aula, que vendiam as suas revelações como se fossem a razão, os seus instintos como se fossem ciência e os seus desejos como se fossem conhecimento. Este era o objetivo de todos os selvagens do não objetivo, do não absoluto, do relativo, do provisório, do provável, de todos os selvagens que, ao verem um agricultor fazendo a sua colheita, só podem encarar o fato como um fenômeno místico desvinculado da lei da causalidade e criado pela vontade onipotente do agricultor — selvagens estes que, em seguida, apossam-se do agricultor, acorrentam-no, roubam-lhe os instrumentos de trabalho, as sementes, a água, a terra, para depois empurrá-lo até uma rocha nua e lhe dar a ordem: "Agora faça uma plantação e nos dê alimentos!" (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 233)


    Você, por fim, deve compreender que ideias têm consequências, que elas podem ser — e são — materializadas no mundo real, fático. O ilustre LUDWIG VON MISES disse que ideias são mais poderosas do que exércitos. Você, Típico Filósofo, deve aperceber-se do fato de que você, antes de tudo, é um propagador de ideias. Você, portanto, deve assumir a responsabilidade de estudar com profundidade as ideias corretas (tanto do ponto de vista moral quanto do ponto de vista lógico) e de difundi-las entre as pessoas com quem convive. Você, enfim, deve assumir a responsabilidade de deixar de ser um vigarista.

    Espero que você, Típico Filósofo, reflita profundamente sobre o conteúdo da minha resposta. Se, de fato, pensar com seriedade — e, principalmente, com humildade, com honestidade e com responsabilidade — sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto.

    Um amplexo!
  • Andre Andrade  30/06/2013 17:49
    Achei ótimo seu artigo Marcelo, somente colocaria alguns pontos:

    Inicialmente abordaria o seguinte trecho, " sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto."

    Como libertarios, não podemos afirmar que nossa forma de pensamento é correta. É apenas a alternativa que acreditamos ser corretas pelos valores que defendemos. Estudamos e usamos de nosso raciocínio e lógica para chegar a essas conclusões. Como não tomamos posturas positivistas, não podemos dizer que que esta escola é correta para todos, somente para nós.

    Acredito que incentivar as pessoas da sociedade para se tornar mais cultas, aprendendo mais sobre suas linhas de pensamento e linhas concorrentes. Acredito que um grande problema sobre a educação que temos passado é que por diversas manobras do estado ao longo dos últimos 30 anos, tem deixado a educação mais superficial e com isso, uma geração de pseudo socialistas não entendem realmente os trabalhos de Marx , o estado soviético de stalin-lenin e nem menos o paraíso dos trabalhadores cubanos.

    O pensamento de Marx foi útil em seu momento da historia, mas pessoalmente acredito que está ultrapassado e Marx em minha visão sempre foi um pouco ingênuo. O libertalismo não é o santo graal, quando for maximamente utilizado também terá suas distorções. Mas em relação as demandas do mercado atual tem se mostrado o mais eficiente.
  • Marcelo Werlang de Assis  01/07/2013 04:30
    André:

    —Em primeiro lugar, agradeço-lhe por ter dito que achou ótimo o meu texto acima (a resposta ao Típico Filósofo).

    —Em segundo lugar, digo-lhe que você, pelo que escreveu no seu comentário, está praticando o relativismo intelectual e moral (um assunto que foi abordado na minha "resposta ao Típico Filósofo").

    —Em terceiro lugar, se eu não considerar as minhas ideias corretas para todos, por que então eu as difundirei, sendo eu uma pessoa adepta da ética?

    —Em quarto lugar, se você tivesse lido o artigo A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx (mises.org.br/Article.aspx?id=1396), jamais teria escrito que Marx era ingênuo.

    Abraços!
  • Emerson Luis  01/07/2013 13:12
    "Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado pelo internauta Lopes com a finalidade de mostrar (...) o "pensamento" dominante no meio universitário brasileiro, bem como na mídia, nos "círculos políticos" e na sociedade em geral."

    Isso tudo sando que é um fake, imaginem se não soubesse!

    * * *
  • Danilo Gomes  01/07/2013 04:43
    Gostei e concordo concordo com a filósofa no artigo, mas quanto a este trecho discordo:

    "(...)eles também julgam que haveria um grande mal em deixar os indivíduos decidirem quais conhecimentos desejam para si e para seus filhos (...)"

    Um filho quando incapaz não deve ter como única fonte de decisão, em termos do que aprender, ou não, seus pais, nesse caso não vejo como negativo uma regulamentação legal/estatal. *Acrescento que isto não é fator impeditivo por exemplo, do ensino caseiro,apenas que este ensino tenha alguma "prova" que garanta o aprendizado do menor, no caso essa prova seria algum instrumento público.

    Entretanto fora essa parte, achei conciso e agradável o texto.
  • Nyappy!  01/07/2013 12:50
    Então o estado sabe o que é melhor para os seus filhos mais que você?

    Sinceramente, esses comentários às vezes são um show de horrores.
  • Andre  01/07/2013 12:56
    Essa gente acha também que o estado gasta o dinheiro deles melhor do que eles próprios.

    Daí, como são salvadores do mundo, querem que mesmo aquelas pessoas que discordam dessa visão
    sejam forçadas à seguir esse ideia.

    E por isso todos pagam impostos, ao invés de apenas os que acreditam no estado darem contribuições voluntárias.
  • anônimo  01/07/2013 21:47
    Tem cursos online que emitem certificação, feito por universidades como MIT, Stanford, etc. Se o problema é certificação, ninguém precisa do governo pra isso.
    www.edx.org
  • Renato Souza  02/07/2013 11:31
    Danilo

    Realmente, os pais não necessariamente tem competência para elaborar o currículo. Na verdade, quase nenhum pai ou mãe tem. Por isso eles contratariam empresas especializadas, chamadas escolas (de preferência, as melhor do mercado). Ou, se quisessem fazer eles mesmos o trabalho, seguiriam métodos completos de ensino em casa, a venda no mercado, fariam cursos, iriam a simpósios.

    Houve tempo em que não existia, em pais nenhum, algo que se assemelhasse a um ministério da educação. Mas mesmo assim existia aprendizado. E as pessoas aprendiam melhor. É claro que o conhecimento acumulado era muito menor (justamente porque conhecimento se acumula) mas as pessoas aprendiam melhor o conhecimento de então. As regras e legislações nacionais não são a causa da aprendizagem.
  • anônimo  02/07/2013 11:41
    Danilo

    Sistemas de aferição da aprendizagem são necessários. Independentemente dos métodos de aferição estatais (geralmente gravemente falhos) deveriam ser criados sistemas de aferição privados. O que acontece hoje? Muitas vezes as empresas contratam pessoas com escolaridade acima da necessária, numa tentativa de se livrar dos piores ("a chance de ser um semianalfabeto idiota é menor se o cara tiver uma pós-graduação"). O que mais? As empresas selecionam por escola, porque garimpar um profissional bom entre dezenas de ruins dá trabalho, e é mais barato se concentrar nas escolas que costumam formar profissionais mais capacitados. Se o sujeito for formado na faculdade X, o currículo dele vai para o lixo de cara, mas a empresa não pode dizer isso publicamente, porque o nosso sistema legal é extremamente coercitivo, e a empresa poderia ser sujeita a um processo.

    Se o custo não fosse proibitivo, a empresa aplicaria uma bateria completa de testes, para conhecer a competência do candidato nas diversas áreas. Se houvessem empresas especializadas fazendo testes desse tipo, as empresas contratantes acessariam esses resultados a um baixo custo. Mas as escolas já não testam seus alunos? Só os resultados de testes de escolas muito boas são razoavelmente confiáveis. Empresas especializadas em testar e certificar profissionais seriam muito mais confiáveis que a maioria das escolas de hoje, principalmente as públicas.
  • joao  01/07/2013 05:40
    Eu ainda quero ler aquele comentário gigante. Amanhã!

    Educação é um "direito"? Por quê? Porque é algo bom e muito importante às pessoas, podem dizer.

    Ok.E o seu companheiro(a)? Já parou pra pensar nas infelizes pessoas que sonham em encontrar a sua metade, mas passarão a vida toda sozinhas? Muita injustiça. Devemos estatizar as pessoas, e compartilhar nossas vidas com quem não tem companheiro.


    O mesmo para os mercados. É muita exploração alguém cobrar por alimentos, algo tão vital. Vamos distribuir comida gratuitamente a todos, pois todos precisam.

    Se todos precisam, e é vital, então é um direito social. De onde vai vir essa comida gratuita? Bom, as pessoas, as mesmas que não abdicam de seus salários ou dos lucros dos seus negócios, vão caridosamente produzir além do que precisam para sobreviver, apenas com a intenção de doar aos mais necessitados.

    Mas como distribuir os alimentos a quem mais precisa, de forma mais eficiente? Bom, no livre mercado capitalista tinhamos os preços. Onde pagam mais, precisam mais. Mas agora que tudo é grátis, eu tenho FÉ que um supervisor estatal conhece quem precisa mais dos alimentos. Ele também sabe quanto deve ser produzido, e quando.

    -----------------------------------------
    Esse tipo de "direito social" significa apenas que alguém vai pagar para que você tenha esse direito. E eu aposto que esse alguém vai fazer isso contra a vontade, forçado, coagido. Trabalhar sob coação, até onde eu ouvi falar, é escravidão. Mas hoje chamam de direitos sociais.

    Pense nos escravos, antes de justificar a Casa Grande.
  • Ali Baba  01/07/2013 12:28
    @Leandro e demais integrantes do IMB,

    Eu sei que a missão de vermos uma sociedade ancap no Brasil (ou no que sobrar dele depois de uma secessão bem sucedida) é uma missão que provavelmente não veremos em vida.

    Devemos, outrossim, plantar as sementes do que um dia virá a ser nossa tão sonhada sociedade ancap. Pensando nisso, não é o caso se mobilizarmos a audiência do site para aumentar a visibilidade de diversos pontos em nossa agenda? Veja que conseguindo 20 mil apoiadores a uma ideia no e-cidadania do senado (www12.senado.gov.br/ecidadania/comofuncionaideia) ela será apreciada pelas comissões e vira assunto.

    Por exemplo, podemos propor a extinção do MEC e a implantação do livre-mercado na educação. A probabilidade de algo assim acontecer é bem pequena, considerando o estado em que as coisas estão, mas pelo menos levantaríamos a questão. Com uma matéria dessas sendo apreciada, podemos fazer campanha por ela. Ao fim e ao cabo, mais divulgação das idéias da Escola Austríaca, por si só, já é bem proveitosa. Que acham?
  • Emerson Luis  01/07/2013 13:37
    Fiz um curso de Gestão de RH. Tivemos algumas matérias muito parecidas e não tivemos nenhuma de Departamento Pessoal (como calcular folha de pagamento, etc.). Tivemos aulas de Informática totalmente inadequadas. E tudo por causa do currículo imposto pelo MEC.

    Mas podemos ser irônicos e dizer que em certo sentido eles estão certos: a rigor, educação não é mercadoria [tangível] e sim prestação de serviço [intangível].

    * * *
  • Pobre paulista  01/07/2013 13:47
    Do lattes da autora:

    Possui graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Londrina (2000), mestrado (2003), doutorado (2007) e pós-doutorado (2011) em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas

    A prova que nem todo filósofo é esse estereótipo esquerdopático genérico que vemos por aí. Mas ainda tem que ter muita coragem para se posicionar a favor desse tipo de coisa. Parabéns
  • Um Filósofo  01/07/2013 14:23
    Todo verdadeiro filósofo guerreia pelas causas sociais, Paulista. O bem comum é a pedra fundamental da filosofia ocidental assim como a alienação dos indivíduos comuns(Cujo princípio era metafísico).

    Admitir que um indivíduo voluntariamente ofereça o ensino de um conteúdo comprado por livre-iniciativa de outros é um absurdo inaceitável, uma profanidade contra o trabalho de inúmeros educadores irrefutáveis. Perdoe-me, apesar de seus excelentes diplomas e ótimos professores, fatores que por si só deveriam ter dado origem à uma pensadora revolucionária e ciente da função social da filosofia, confesso que jamais entregaria o título de "Filósofo" a um indivíduo que ao menos pensasse em questionar o que fora questionado no texto acima.

    Um filósofo que não está ciente de sua função social de agente da vanguarda revolucionária como despertador da consciência de classe nos indivíduos é um médico que não sabe diagnosticar um paciente que acabara de perder o braço.

  • Pobre paulista  01/07/2013 15:27
    Caro Filósofo,

    Obrigado por abrir meus olhos. Agora sim sei a real utilidade de um filósofo, pena que meu preconceito tenha me cegado por tanto tempo. A partir de hoje, em especial, a partir do seu comentário, passarei a valorizar vossos serviços prestados espontaneamente para a sociedade, sem que se exija nada em troca :-)

    Abraços!
  • Renato Souza  01/07/2013 15:41
    Bom exercício

    1. Sem liberdade individual não há bem comum. E como provaram os regimes marxistas (cortina de ferro, cortina de bambu, Cuba, etc) o socialismo, quando aplicado, produz perda da liberdade, além de genocídios, repressão imensa e pobreza.

    2. "Educadores" que buscam implantar regimes genocidas como os comunistas são abusadores infantis.
  • Thiago  01/07/2013 18:52
    "Ter a educação como mercadoria significaria apenas e tão somente que um determinado conteúdo ou uma determinada competência poderia ter seu ensino livremente ofertado por aquele que se julgasse em condições para tanto, em troca de um preço por ele estipulado, ao passo que o interessado em adquirir aquele conteúdo ou competência poderia livremente aceitar a oferta se desejasse pagar o preço estipulado. Que mal há nisso?"


    Isso não é utópico demais? A educação de qualidade, vendida como simples mercadoria, não se tornaria acessível apenas aqueles que já possuem dinheiro, enquanto a parte da população de menor renda deveria se contentar com a educação que fosse capaz de pagar, provavelmente de muito pior qualidade? Comparando, a população de alguma cidadezinha do interior de Minas não estaria sujeita a uma educação muito pior do que a ofertada em São Paulo ou no Rio, por exemplo?
  • Eduardo Bellani  01/07/2013 19:21
    Isso não é utópico demais? A *comida* de qualidade, vendida como
    simples mercadoria, não se tornaria acessível apenas aqueles que já
    possuem dinheiro, enquanto a parte da população de menor renda deveria
    se contentar com a *comida* que fosse capaz de pagar, provavelmente de
    muito pior qualidade? Comparando, a população de alguma cidadezinha do
    interior de Minas não estaria sujeita a uma *comida* muito pior do que
    a ofertada em São Paulo ou no Rio, por exemplo?

    QED
  • Thiago  01/07/2013 19:49
    Comida de qualidade pode ser produzida inclusive em cidadezinhas do interior, já que depende basicamente da qualidade do solo, do clima e do trabalho investido. Pode-se dizer o mesmo da educação?

  • Ricardo  01/07/2013 20:18
    Educação gratuita e de qualidade já existe e está disponível para qualquer um. Chama-se internet. Com disciplina e genuíno interesse pelo aprendizado, qualquer um pode aprender muito além do básico pela internet. Este site mesmo é um ótimo exemplo. É totalmente gratuito e você aprende economia de maneira muito mais correta e completa do que se tivesse de pagar por um livro-texto e 4 anos de faculdade de economia.

    Leia o artigo sobre diplomas recomendado ao final do artigo acima.
  • Andre  01/07/2013 20:32
    Eu mesmo aprendi mais sobre informática na internet do que em toda a faculdade.
    A internet é um fonte virtualmente infinita de conhecimento.
    Basta aprender a ler e ter um computador e pronto.
  • Thiago  01/07/2013 23:35
    Entendo o ponto de vocês. A qualidade da educação é bem precária na maioria dos lugares, tanto no nível básico quanto no superior (nesse caso menos), mas mesmo assim ela existe, em muito casos de forma mínima, mas existe. Agora, contar unicamente com o mercado não seria jogar com a possibilidade de um sem número de crianças e jovens ficarem sem qualquer possibilidade de educação? E mesmo a internet, como ferramenta de aprendizado, exige um arcabouço prévio, uma base de conhecimentos que deve ser passada de uma pessoa para outra, além de uma infraestrutura mínima. Um computador e uma conexão com a internet não são, e nem seriam em uma sociedade de livre mercado, gratuitos (ou seriam?), e voltando ao exemplo do interior, será que seria possível garantir acesso a web nos rincões do país, ou como é hoje, ela estaria inscrita apenas as populações urbanas?


  • Malthus  01/07/2013 23:49
    "Agora, contar unicamente com o mercado não seria jogar com a possibilidade de um sem número de crianças e jovens ficarem sem qualquer possibilidade de educação?"

    No Brasil atual, a educação (do jardim de infância ao ensino superior) está majoritariamente nas mãos do estado, e a consequência é que há um sem número de crianças e jovens com uma educação latrinária, sem nenhuma cultura, sem dominar sequer as quatro operações básicas da matemática, e completamente despreparadas para um mercado de trabalho minimamente exigente. Estamos em último lugar em todos os rankings que mensuram a educação de todos os níveis.

    Juro que não entendo esse esforço olímpico que o brasileiro é capaz de fazer para escusar o estado de seus fracassos visíveis e imaginar quão ruim seria o cenário em um hipotético livre mercado. Ora, o cenário ruim que eles imaginam para o livre mercado já ocorre de maneira fragorosa no cenário atual dominado pelo estado, e mesmo assim o brasileiro se recusa a enxergar esse fracasso estatal, preferindo fantasiar quão tenebroso seria o cenário sob um arranjo de liberdade. É muita paixão pela senzala.
  • Thiago  02/07/2013 00:25
    Não escuso o Estado de seus fracassos, e tento entender, por outro lado, as questões que são propostas aqui. Ao perguntar aqui, na maioria dos casos, recebo respostas muito boas e é o que eu esperava dessa vez.

    Por isso repito: "Agora, contar unicamente com o mercado não seria jogar com a possibilidade de um sem número de crianças e jovens ficarem sem qualquer possibilidade de educação? E mesmo a internet, como ferramenta de aprendizado, exige um arcabouço prévio, uma base de conhecimentos que deve ser passada de uma pessoa para outra, além de uma infraestrutura mínima. Um computador e uma conexão com a internet não são, e nem seriam em uma sociedade de livre mercado, gratuitos (ou seriam?), e voltando ao exemplo do interior, será que seria possível garantir acesso a web nos rincões do país, ou como é hoje, ela estaria inscrita apenas as populações urbanas?"
  • anônimo  01/07/2013 21:40
    Essa comparação com comida não é boa, até hoje mesmo depois de todos os avanços o rico se quiser ainda pode ter uma comida melhor que a do pobre.Já educação, com a Khan Academy por exemplo, qualquer pobre pode ter a mesma educação dos filhos do Bill Gates, de graça.
  • Eduardo Bellani  02/07/2013 13:44
    O propósito do meu comentário foi demonstrar os dois pesos e duas
    medidas do comentarista. Se ele não desconfia que o mercado vá
    'garantir' comida (que é algo muito mais vital que educação), por quê
    ele se desconfia que mercado vá 'garantir' educação?
  • Melanie S.  01/07/2013 19:34
    Provavelmente, sim. E provavelmente essa educação de pior qualidade, porém acessível, ainda seria de muito melhor qualidade que a educação pública.
    Normalmente quem tem interesse em aprender e vai atrás é quem mais se beneficia. Escolas boas ajudam, mas não é fato determinador.
  • Vinicius Costa  01/07/2013 21:28
    Estaria, assim como está nesse momento. A diferença é que hoje a pessoa que vive no interior de Minas está condenada a estudar nas piores escolas, já que para estudar em uma boa teria que mudar para um lugar distante e ficar sem a ajuda da família, o que na maioria dos casos impossibilita essa mudança.

    Sem um diploma obrigatório para todo o país, o estudo poderia ser bem mais adaptável as necessidades de cada um, já que tenho certeza que elas não serão as mesmas para quem vive no interior do Sergipe e quem vive na capital do Rio de Janeiro. Além disso, hoje é uma ignorância obrigar o aluno a ficar horas em uma sala de aula quando a internet está ai com o melhor material do mundo, atualizado a todo momento.
  • Dalton C. Rocha  01/07/2013 21:24
    Graças ao finado Gal. Pinochet, o Chile tem o melhor sistema educacional da América Latina. O segredo? Pinochet deu vouchets, pelos quais os pais(pobres, inclusive) podiam matricular os filhos em escolas particulares.
  • Antônio Galdiano  02/07/2013 21:12
    O que seria o contrário da "mercantilização do ensino"?
    O contrário é exatamente a "servidão pelo ensino". Você paga por aqui que não quer aprender, para remunerar quem você jamais pagaria por uma aula, para te ensinar doutrinação esquerdista. O contrário de "mercantilização do ensino" é a planificação estatal do ensino, isto é: MEC.
  • Vinicius Costa  02/07/2013 21:54
    Já pensou como seria a educação em um governo socialista?

    As crianças iam ser obrigadas a irem nas escolas todos os dias, teriam que vestir uniformes, estudar as mesmas matérias sobre um unico ponto de vista e seguindo um curriculo pro país todo. OH WAIT
  • Guilherme Leites  06/08/2013 01:39
    Boa noite.

    Sou um crítico do total liberalismo econômico, mas gosto de entender e saber as opiniões das pessoas que pensam diferente, até porque isso serve de aprendizado.

    Vamos aos comentários.

    1 - A CF/88 dispõe explicitamente que a educação é dever do Estado (art. 205), e não deve deixar de ser, pois é serviço público típico de estado, de interesse da nação. Neste sentido, a educação influi no crescimento do país, na qualidade de vida dos cidadãos, etc.

    2 - Sendo a Educação um direito de todos, conforme a nossa Carta Magna, acredito que não poderia ser delegado a sua prestação para particulares, porquanto a Educação não deve seguir uma lógica de Mercado;

    3 - Não pode um indivíduo, por ter mais dinheiro, ter direito a uma educação de melhor qualidade do que um indivíduo pobre; TODOS têm direito a uma educação de qualidade, independente da quantidade de dinheiro que a pessoa tem; o filho do empresário não tem direito de ter uma educação melhor que o filho do pedreiro;

    4 - O que deve diferenciar os indivíduos é a meritocracia, desde que as pessoas partam do mesmo ponto, com todos tendo acesso às mesmas oportunidades.

    5 - Por isso que afirmo que deveria ser proibido o ensino privado, pois cria uma corrida desigual. Na Finlândia, por exemplo, o ensino é gratuito pra todos, inclusive em escolas particulares, que recebem subsídios do governo para não cobrarem de quem não têm condições.

    6 - O mesmo se aplica a saúde, que sofre dos mesmos problemas.

    Abraços!
  • Ricardo  06/08/2013 11:19
    Bom dia.

    1 - A CF/88 diz que a sua propriedade é função social. E aí, você está obedecendo isso? Quantos mendigos você deixa dormir em sua casa? Aliás, você tranca a porta da sua casa à noite? Se sim, você é um criminoso que não está respeitando a adorada constituição do seu país.

    2 - Sendo a Educação um direito de todos, de quem é o dever? Tipo, se eu tenho o "direito" a alguma coisa, há um outro infeliz que tem o dever de fornecer este direito? Logo, se algo é "direito de todos", então, por definição, não pode ser "dever" de ninguém. Como é que a conta se fecha?

    Essa é o problema dos ignaros econômicos. Eles juram que as coisas caem do céu, e que não ninguém tem de trabalhar para produzir nada. Afinal, tudo é de grátis porque é um "direito". Basta colocar essa palavrinha mágica ("direito") e tudo está resolvido. É de dar dó.

    3 - Quer dizer então que se um empresário mandar seu filho estudar na Suíça você defende que esquadrões da morte vão atrás do menino para matá-lo (afinal, ele não pode ter uma educação melhor que a de ninguém)? Você é um pústula autoritário cuja existência põe em perigo a vida de todo e qualquer cidadão esforçado deste país.

    4 - Isso está em total contradição com o seu item 3. Se uma criança nasceu em uma família trabalhadora e unida, ela inevitavelmente já terá uma maior vantagem inicial em relação a uma criança que nasceu em uma família desestruturada, com pais alcoólatras e drogados. Logo, é impossível exigir que haja igualdade de condições desde o início. Porém, você, o amoroso, defende que a criança da família boa seja prejudicada em prol da família de desestruturados. Você é um câncer.

    5 - Afirmo que você deveria deixar de existir para o bem do mundo. Você nada mais é do que um invejoso, um ser de mentalidade doentia que jura saber o que é melhor para os outros. Você é aquele tipo de pessoa que tem tesão em se imaginar controlando o mundo de acordo com seus caprichos.

    6 - Isso que você defende já ocorre. Você é um açougueiro.

    ser proibido o ensino privado, pois cria uma corrida desigual. Na Finlândia, por exemplo, o ensino é gratuito pra todos, inclusive em escolas particulares, que recebem subsídios do governo para não cobrarem de quem não têm condições.

    6 - O mesmo se aplica a saúde, que sofre dos mesmos problemas.

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?
  • Antonio Galdiano  06/08/2013 12:00
    Guilherme, eu sou a favor de que você compre uma fazenda, um sítio, whatever, e faça uma comunidade baseada nas suas crenças. Só estabeleceria uma condição: todas as pessoas participantes do seu empreendimento social deveriam aderir por livre escolha, mediante um contrato. E esse contrato poderia inclusive proibir, se for o caso, o descrumprimento futuro do mesmo, sob pena de morte aos descumpridores.

    Agora, meça seu grau de autoritarismo:
    Se ninguém produtivo quiser fazer parte desse empreendimento que você idealiza, você obrigaria alguém a aderí-lo contra a vontade? Se não, faça um esforço de empatia e imagine o que sentimos ao viver nessa "maravilha" chamada brasil, com uma constituição "maravilhosa" igual a que temos. Se sim, não há mais debate, só desmascaramento mesmo.

  • anônimo  06/08/2013 12:43
    Nossa carta magna uma ova, carta magna de vocês, cambada de parasitas.Eu nunca disse que concordava, não tenho nada a ver com isso e nem sou burro de me obrigar a obedecer a nenhuma das besteiras que vocês inventam (que só servem pro interesse de vocês, grande surpresa)
  • Andre  06/08/2013 13:04
    Logo logo você vai querer que as pessoas que nascem mais inteligentes sofram uma lobotomia cerebral, pois somente assim seria possível todos "partirem do mesmo ponto".

    Pessoas como você têm inveja de quem é melhor em qualquer aspecto e por isso querem usar o poder do estado para nivelar por baixo qualquer um que tenha alguma vantagem, seja essa vantagem uma característica intrínseca da pessoa ou o acesso à mais recursos pelo fato dos pais dessa pessoa terem trabalhado mais e conseguido mais recursos.

    Sua mediocridade me enoja.
  • anônimo  06/08/2013 13:20
    Logo logo nada, já acontece.É exatamente por isso que na psicologia moderna todos os critérios objetivos sobre inteligência, como QI, são mandados pro ralo.O negócio é essa besteira de 'inteligências múltiplas' que bota no mesmo nível todo mundo.
  • Gilmar  06/08/2013 13:40
    Harrison Bergeron...

    en.wikipedia.org/wiki/Harrison_Bergeron
  • Camila  28/11/2013 17:04
    Olá,

    Só gostaria de recomendar uma leitura muito própria para a ocasião:
    CASSIN, M. Sociedade Capitalista e Educação: Uma Leitura dos Clássicos da Sociologia. In: Revista HISTEDBR, Campinas, v. 32, setembro de 2008. Disponível em: www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/32/art10_32.pdf

    E com ele a referência bibliográfica que o autor usa. A leitura de Saviani sobre a escolarização como depósito de marginais e futura mão de obra e do aprender para fazer e não pelo intuito libertador que a educação pode trazer.

    Talvez ajude a pensar no Estado não só como fornecedor das aberrações educacionais que vemos, mas também como ele trabalha em função do mercado, o mesmo que as intituições privadas seguem.

    Boas leituras.

  • anonimo  28/11/2013 17:36
    Oi Camila, bem vinda. Sobre o tema educação, sugiro a leitura do seguinte livro, recém traduzido e disponível gratuitamente na biblioteca deste site:

    Educação: Livre e Obrigatória, de Murray N. Rothbard
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=81
  • Pobre Paulista  28/11/2013 18:19
    Só não se esqueça que num genuíno livre mercado ninguém é obrigado a colocar seus filhos nessas aberrações.
  • Camila  28/11/2013 19:00
    Obrigada Anonimo, lerei com certeza, parar nas leituras que caminham apenas com minha linha de pensamento em nada me agrega, portanto qualquer sugestão é bem vinda, dentro da minha capacidade de ler, é claro!

    E olá Pobre Paulista,

    Eu entendo que uma grande maioria é sim obrigada a colocar os filhos no que é ofertado a partir do momento que não possui condições financeiras para bancar uma educação fundamental particular que permite a inserção em uma universidade pública de qualidade que tem como intuito transforma-lo em doutor pesquisador, fornecer uma bagagem cultural que o permita questionar a sociedade e então transformar sua realidade.
    E ter que frequentar uma escola pública baseada nos interesses de mercado, no que pretende apenas produzir mão de obra e que deve parar no ensino médio ou pagar uma instituição superior tecnicista para continuar como mão de obra.

    Não são opções que o mercado oferece, são apenas ilusões que se pretendem opções, mas que são bem claras em seus objetivos: perpetuar relações sociais tão desiguais que vemos hoje.

    E meu comentário é justamente para propor uma alternativa de pensamento, de como o Estado não age sozinho, e como a economia interfere nesse meio excludente.
  • anonimo de cima  28/11/2013 19:45
    Oi Camila, este arranjo onde o governo age em conluio com as grandes corporações não deveria ser chamado de capitalismo. O termo correto é corporativismo, arranjo tornado popular por Mussolini. Capitalismo, no termo original, nada mais é do que o livre-mercado, ou seja, a interação voluntária entre as pessoas no seu dia a dia. A primeira definição é duramente criticada por este site. A segunda é defendida.
  • anônimo  28/11/2013 19:05
    'Talvez ajude a pensar no Estado não só como fornecedor das aberrações educacionais que vemos, mas também como ele trabalha em função do mercado, o mesmo que as intituições privadas seguem.'

    Eu acho que não.
    E acho muito difícil ele ter algum argumento sobre estado sendo bom no que quer que seja, que já não tenha sido estraçalhado por aqui.
  • Camila  28/11/2013 19:45
    Mas em nenhum momento eu coloquei o Estado como bom, pelo contrário, as leituras que indiquei confirmam como ele trabalha de formar excludente.

    Apenas quis deixar claro que minha opinião é que ele trabalha em conjunto com a iniciativa privada na manutenção da situação, e que portanto a privatização não é solução para a educação. Exemplos de como mercado e Estado andam juntos são os investimentos do Estado na educação privada com fins lucrativos, isenção de taxas em troca de serviços a sociedade e da inserção de empresas no financiamento de pesquisas em universidades públicas.

    O que para mim não significa um livre mercado e sim medida protecionista a essas entidades que visam lucro. Empresas com fins lucrativos deveriam buscar melhoras através de seus próprios recursos, e não através do recurso público, que deveria ir para entidades públicas. Soa óbvio, mas permitido infelizmente pela nossa Lei n. 11.096/2005, que nada mais é que um amontoado de reformulações que vem desde a LDB e da década de 90.
  • Pobre Paulista  28/11/2013 22:02
    Então eu não entendi seu ponto, sinceramente. O objetivo de se colocar um filho na escola é garantir que ele entre numa universidade? O objetivo de se entrar em uma universidade é conseguir um papel com um carimbo do MEC, então dá no mesmo. Continuamos refém do estado.

  • Vote no Partido Novo  25/05/2016 04:34
    Peço ajuda dos libertários para ensinar o povo nessa notícia abaixo da Globo, lembrando que a globo tem prazo para comentar!
    Ajudem a explicar a causa libertária!
    Abs!
    g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/estudantes-ocupam-mais-uma-escola-contra-projeto-de-ppp-na-educacao.html
  • VOTE NO PARTIDO NOVO  26/05/2016 20:42
    "Menina 'defende' capitalismo em questão de prova, leva nota zero e mãe questiona: 'Escola sem partido?'

    Leia mais: extra.globo.com/noticias/viral/menina-defende-capitalismo-em-questao-de-prova-leva-nota-zero-mae-questiona-escola-sem-partido-19380565.html#ixzz49nRogWsS"

    Vamos agir moçada! Vamos agir!!! Vamos pelo menos enviar emails aos congressistas para aprovarem a lei contra a doutrinação nas escolas! AO MENOS ISSO PRECISAMOS FAZER! É UM AVANÇO SIM NA CAUSA LIBERTÁRIA!
  • anônimo  23/10/2017 01:00
    Gostei muito! Porém tenho uma pergunta: Ao insinuar isso, você defende o fim das escolas públicas? Caso defenda, como alguém que recebe um salário mínimo conseguirá pagar por essa mercadoria(educação)?
  • Rafael  23/10/2017 11:09
    Para começar, libertários defendem uma radical redução do estado, o que por definição levaria a uma radical redução da carga tributária. Hoje, os pobres têm quase que metade da sua renda mensal confiscada por impostos (federais), estaduais e municipais. A outra metade é levada pela inflação, que também é causada pelo governo (Banco Central).

    Neste cenário de destruição causada pelo estado, é claro que os pobres não têm chance nenhuma. Eles próprios bancam a educação estatal via impostos, e vão pra lá pra emburrecer. E os "humanistas" dizem que qualquer outro arranjo que não seja este é totalmente desumano.

    Realmente, vivemos no mundo da moral invertida.

    Como seria em um arranjo libertário? Para começar, os pobres teriam, de imediato, um brutal aumento de sua renda disponível. Sem impostos confiscando 50% de sua renda, haveria muito mais renda disponível para eles.

    Adicionalmente, a total liberdade de entrada no mercado de educação e a total liberdade de homeschooling e de educação online reduziriam acentuadamente os preços e melhoria enormemente a qualidade dos serviços. Afinal, é isso o que a genuína livre concorrência sempre faz: reduz preços e melhora a qualidade dos serviços. Não há um exemplo prático em contrário; não há um exemplo de arranjo que tenha piorado ao sair de um monopólio e adotar a livre concorrência.

    Adicionalmente, vale também lembrar que, há algumas décadas, a Igreja mantinha centros de educação de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos -- serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.

    No entanto, desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "Eu já pago muitos impostos e o estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    As igrejas ajudavam bastante e voltariam a ajudar ainda mais caso recebessem doações de pessoas como você, preocupadas com os desvalidos. O problema, infelizmente, é que a esmagadora maioria das pessoas querem apenas vociferar indignação e delegar tal tarefa exclusivamente ao estado (que deve tomar o dinheiro dos outros, e nunca delas próprias). Por exemplo, vá ver quantas dessas pessoas fazem doações a instituições de caridade ou mesmo para as igrejas. E ainda fazem pose superior de preocupação para com os destituídos.

    Artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2628
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2786
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1137
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=319
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1072


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