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Um breve ensaio sobre a ganância

Quero, quero muito, quero tanto que pago mais.
Toma o que para ti vale mais, me dá o que para ti vale menos.
Sou tão ganancioso, que te dou o que mais prezas, para ter de ti o que mais desejo.
O meu valor maior não é o que eu possuo, mas o que possuirei quando entregar para ti, o que para ti é o que tem mais valor do que tudo.
Desejos, ganâncias, valores, trocas, felicidades.
Livres mercadores, atrás de um valor maior para si, criam um valor maior para todos.


E por que tanta ganância para acabar com a ganância?

Mas o que é a ganância se não a simples vontade de se obter o que entendemos ser desejável para satisfazer a nossa vontade de experimentar ou possuir algo?

Todos queremos experimentar sensações, consumir ou possuir coisas, úteis ou fúteis, acumular para uso presente ou futuro. É da nossa natureza.

O exercício da ganância, em uma sociedade capitalista, nos leva a empreender, criar, produzir, construir para trocar pelo que se deseja, pelo que não se possui ainda, pelo que não se possui em quantidade suficiente para a nossa satisfação.

Apenas numa sociedade onde o direito de propriedade é inviolável e o direito à liberdade é respeitado, o mais ganancioso dos gananciosos, antes de conquistar o que almeja, tem que abrir mão de algo que possui.

Quanto mais ganancioso for o indivíduo, mais ele acabará entregando do que é seu para obter o que deseja.

De todas as críticas que são feitas sobre o livre-mercado, a mais usual fundamenta-se na equivocada idéia de que, em um ambiente de absoluta liberdade, a ganância, suposto vício ou pecado, que perverteria o ser humano, ficaria sem controle, causando malefícios à sociedade.

Em um ambiente de absoluta liberdade e respeito à propriedade, a ganância de uns será contida pela ganância de outros, estabelecendo assim, através do mútuo desejo de satisfação de vontades, seus devidos limites.

Em toda troca voluntária, a ganância está presente dos dois lados na negociação, e esta será atendida apenas quando as partes entregarem para o outro o que este considerar valor superior àquilo que terá que dispensar.

Logo, o mais ganancioso dos gananciosos é aquele que paga mais para obter o que deseja. É o que mais cede o que possui, para adquirir o que ainda não tem.

Assim, quanto mais ganancioso alguém for, maior valor terá que entregar.

O maior ganancioso será sempre o mais dadivoso em uma troca livre e voluntária.



autor

Roberto Rachewsky
é empresário da área de comércio exterior. Fundador do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e do Instituto Liberal do Rio Grande do Sul, do qual foi vice-presidente na década de 1980. Participou da diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil do Rio Grande do Sul (ADVB-RS) e da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Atualmente, é conselheiro do IEE.


  • Celso Eduardo Machado  06/05/2013 12:44
    A ganância é inerente ao ser humano. Faz parte da sua natureza, também a vaidade e a busca de poder. Sistemas onde há uma igualdade discutível levam à estagnação. O socialismo e o comunismo fracassam por irem contra este atributo inerente aos indivíduos. O equilíbrio mata qualquer movimento. É uma característica da física: sem desequilíbrio de cargas não há corrente elétrica, sem diferença de altura a água fica parada. Quem se esforça mais leva mais, senão, ao igualar a recompensa de quem faz com a de quem não faz, o que faz deixa de fazer e o que não faz não passa a fazer.
  • Roberto  06/05/2013 14:32
    "Greed is good", já dizia Gordon Geeko.
  • Paulo  06/05/2013 17:42
    Achei que isso se chamava ambição...
  • Luciano  21/08/2019 18:25
    Paulo, tu tens razão.

    O sujeito do texto tenta defender um conceito, usando de outro.
    Os PSEUDOLIBERAIS tendem a essa deturpação de conceitos frequentemente. Faz parte da doutrinação ideológica.

    A defesa do termo GANÂNCIA se utiliza de atribuições da AMBIÇÃO para tornar palatável o que é venenoso.

    Vemos isso nos infames "ANARCOCAPITALISTAS", que tentam colar a ideia da Liberdade Verdadeira, que só poderia ser encontrada na ausência do Estado, típico do Anarquismo(o de verdade!); com os conceitos antagônicos do Capitalismo, onde o grau de liberdade é diretamente proporcional ao quanto se possui, já que o maior detentor de Capital é dono e senhor(do tempo, do trabalho e da vida) daquele que menos tem.

    O que ocorre, Paulo, é que os PSEUDOLIBERAIS precisam desconstruir a realidade para implementar sua IDEOLOGIA.

    Isso ocorre também na pregação CONTRA a Democracia.
    Mais uma vez, começam deturpando o conceito do que a Democracia é e seguem usando de expediente cada vez mais desonesto, como o da omissão de que:
    1) Não existe esse tal de "Estado". O que existem são vários tipos de Estados.
    2) NUNCA será possível algum tipo de extinção do Estado. SEMPRE haverá algum tipo dele em qualquer forma de organização social. O Anarquismo(VERDADEIRO! É preciso que se deixe isso claro) é uma forma de organização social em que o Estado não é eliminado e sim SUBMETIDO. Ele se torna Ferramenta Social plena sob total controle da sociedade e não o contrário. E, no Anarquismo verdadeiro, entenda Sociedade como POVO e não Mercado.
    3) O que nos leva cerne da questão, que PSEUDOLIBERAIS não gostam de falar: a Autogestão. Porque a Democracia Representativa é defeituosa, insuficiente e deve ser substituída, não significa que se deve abdicar da Democracia. PSEUDOLIBERAIS preferem tentar convencer ao POVO que, além de não exigirem mais direitos e de abrir mão dos direitos que já têm, também se deve deixar a Democracia em favor de uma estrutura social que, apesar de eles não explicarem corretamente, funcionaria como um NEOFEUDALISMO sob as graças do Deus-Mercado e dos seus SACERDOTES devidamente postados. É a outrora libertadora classe burguesa pretendendo, irônica e cinicamente, se tornar Senhores Feudais.

    Sim, Paulo, a semântica aqui não é um caso de mera coincidência ou descuido.
    Para a devida adesão do gado ao estilo do matadouro, é necessário perverter seus valores elementares.

    Então a repulsiva GANÂNCIA, causa dos principais conflitos e genocídios ao longo da história, e execrada pela mentalidade eticamente evoluída, é pintada com as cores da AMBIÇÃO, que é socialmente aceita e valorizada, numa tentativa DOENTIA e covarde de justificar os atos reprováveis e os valores DISTORCIDOS que compõem o DOGMA PSEUDOLIBERAL, também conhecido como ULTRALIBERALISMO, devido ao casamento de conveniência frequente que fazem com ideias, políticas e ações FASCISTÓIDES.

    Aliás, como neste EXATO momento, aqui no Brasil, nos EUA e outros lugares. Nada de novo e que já não tenhamos visto, como na Alemanha de 1930.

    Sim, Paulo, ganância não é mesmo ambição e há motivos para deixar isso bem explicado e não aceitar tal pregação ideológica.

  • Antonio Galdiano  07/05/2013 11:48
    O problema em si não é a ganância, são os meios de ação ao qual o ganancioso tem acesso. A ganância no ambiente de livre negociação não é indesejada pois a própria estrutura da realidade se encarrega de trazer equilíbrio a situação. É a lei de Say corretamente entendida: para que o indivíduo tenha algo, ele precisa ofertar algo em troca. Os meios de ação são limitados à exiguidade de ofertas que o ganancioso pode fazer. E ao conseguir algo pra si, teve necessariamente de ofertar algo desejável em troca.

    Por outro lado, não se pode descaracterizar os engenheiros sociais como não gananciosos (se o cara quer mudar o comportamento de um grupo enorme de pessoas não é ganacioso, eu não sei o que ganância). A ganância destes são enormes também. Isso em si não seria problema se estes usassem meios legítimos de ação. No entanto, se baseiam e posições de coerção e força. Não há a contrapartida da oferta necessariamente. A força coage os indivíduos a darem algo ao agressor sem a contrapartida. Onde quer que isso foi aplicado a sério levou a um rastro enorme de morte. Nos casos mais light (sociais democracias), levou à indolência e à irresponsabilidade individual.

  • Filosofo Chato  18/05/2013 12:13
    Vai que ele além de ganancioso é ressentido, não aceitar que recebe em troca.Pronto mata todo mundo, ou se une com uma galera igual a ele.
  • Sérgio  09/05/2013 04:24
    Me desculpem, mas terei de discordar do texto.

    Diz uma frase do mangá Berserk: "Toda ambição tem seu preço e o preço da ambição exagerada é a própria destruição."

    O ato de enriquecer não é pecado. Abraão era muito rico em ouro, prata e gado, e era um homem temente a Deus. Então, ao contrário do que os esquerdistas da TL dizem, ser rico não é pecado. Mas JAMAIS colocar o dinheiro acima da Honra. Quando se fala em ganância, o que se critica é o APEGO EXCESSIVO às coisas materiais, pessoas obcecadas por dinheiro, e perdem a honra por causa de sua obessão em ficar rico. É isso que se critica. Cristo dizia: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mammon." Ou seja, o que se critica é a idolatria ao dinheiro. Mas o ato de enriquecer não é pecado.
  • Antonio Galdiano  09/05/2013 11:48
    Se por "APEGO EXCESSIVO" você se referir ao contimento de roubos, ou seja, pregar a defesa da propriedade privada, está 100% correto. Capitalismo de verdade pressupõe moralidade. Qualquer adição à esse outro conceito deve redundar em defesa de propriedade privada, caso contrário você estará defendendo alguma forma de socialismo.
  • Sérgio  09/05/2013 19:53
    Mas onde eu disse que defender a propriedade é pecado? Defender a propriedade não é questão de apego aos bens materiais, é questão de amor próprio. O problema do apego excessivo ao dinheiro é quando alguém faz até isso que você mencionou pelo dinheiro: até roubam por dinheiro.

    É como eu falei, o problema do apego excessivoaos bens materiais é quando algumas pessoas até perdem a honra pelo dinheiro. Esquecem a família.
  • Andre Cavalcante  09/05/2013 20:32
    Fui procurar no dicionário o significado de ganância e descobri o seguinte:

    Priberam
    1. Lucro, ganho
    2. Ganho ilícito
    3. Avidez de ganho, de lucro

    Michaelis
    4. Onzera, usura
    5. Ambição desmedida
    6. Popular: ganho ilícito

    Então, no sentido do item 1, o lucro é até moralmente defensável. Mas nos sentidos 2 em diante, não. Tomemos cuidado, porque o sentido popular é o pejorativo. É mais uma daquelas palavras que precisam vir junto com um texto explicando-a.
  • Marcos Woelz  05/08/2013 23:16
    A condição gananciosa, conforme entendida pela maioria das pessoas, difere da condição ambiciosa, uma vez que ambições podem ser altamente positivas e até altruísta. Ganancia, não. Tudo depende dos valores envolvidos. Quando o ter vale mais do que o ser, e ao contrário do que o Dam Herzog diz, as pessoas motivadas por ganância raramente produzem resultados superiores ao altruismo. Sem uma dose de altruismo sincero e desinteressado, ambições se tornam impossíveis de serem alcançadas devido às forças destrutivas envolvidas. Basta olhar para os sistemas vivos e compará-los aos sistemas sociais: Imagine cada uma de nossas células simplesmente competindo por nutrientes sem considerar as demais: morreríamos em segundos, encurtando assim a vida de todas elas. Pessoas ganaciosas dentro de empresas criam ambientes de trabalho nocivos, que geram a ruína da produtividade, mesmo que essa seja acelerada por um curto espaço de tempo devido ás pressões exercidas pelos ganaciosos. Gananciosos produzem coerção. Logo produzem Estado. Ambiciosos não, desde que suas ambições sejam saudáveis.

    Dem, você assistiu ao filme "Uma mente Brilhante", onde Russel Crowe vive o grande matemático que foi John Nash? Se não viu, veja a cena do bar, onde os acadêmicos resolvem disputar as belas mulheres que acabaram de entrar, onde todos tem preferência pela loira. A cena mostra exatamente o que aconteceria em uma disputa do tipo "cada um por si", e em "o melhor pra mim, mas sem desprezar o grupo", com óbvias vantagens para a segunda estratégia.
  • Francisco Seixas  10/05/2013 13:54
    Não concordo com o teor do artigo no qual, como bem observou um amigo meu, o autor claramente se coloca como ganancioso e tenta criar argumentos para se auto justificar.

    A despeito dos significados do termo nos dicionários, como mostrou um participante mais acima na página, a conotação é mesmo negativa.

    O termo é melhor aplicável para designar uma situação de "ambição desmedida", em contraposição à ambição natural, equilibrada e necessária, que, esta sim,"... nos leva a empreender, criar, produzir, construir para trocar pelo que se deseja,..."

    A pessoa gananciosa (leia-se:desmedidamente ambiciosa) passa por cima de tudo, até da própria mãe, para conseguir o que deseja e causa males muitas vezes irremediáveis.

    A maioria de nós já conheceu, ou conhece, pessoas assim e não acredito que bastaria um ambiente de plena liberdade e respeito à propriedade para equilibrar essa condição destrutiva.

    A ganância é uma patologia.
  • anônimo  10/05/2013 17:22
    "A ganância é uma patologia."

    Será que já tem tratamento disponível no SUS?
  • Arthur M M  10/05/2013 19:32
    Esclareça O que é Ambição desmedida e ambição natural. Eu sei que espaço para comentários num site que posta artigos que vão contra o que você acredita não seja um espaço tão fácil de se esclarer essa questão, mas gostariamos que você nos explicasse.

    Ambição desmedida é querer construir algo que ande mais rápido do que um cavalo, ou que mesmo, não afunde na água, ou voe.

    Acho na verdade que vocês estão simplesmente cegos em compreender que para um empreendedor ganhar dinheiro ele precisa oferecer algo que os outros valorem mais do que o dinheiro que ele está pedindo. Daí, dado que ele esteja ganhando muito dinheiro logo ele se torna um maldito capitalista f*p ganancioso, que só pensa em si próprio.

    Querer controlar tudo e a todos sim é uma patologia.

    Se uma pessoa, num bairro, abre uma padaria, e as pessoas começarem a usufruir dos produtos a ponto da padaria ficar lotada, e dessa forma o estoque acabar muito rápido; daí o dono resolve aumentar os preços, as pessoas passam a comprar menos, mas continuam comprando, logo esse padeiro se tornou ganâncioso. Deveria ele ser obrigado a ofertar os produtos dele por um preço menor ? É daí que surge a necessidade da livre concorrência.
  • Francisco Seixas  11/05/2013 23:37
    Caro Artur M M.

    De fato você não entendeu o que eu quis dizer. Vou me alongar bastante para ver se com um empurrãozinho você "pega no tranco".

    Inicialmente entenda que reduzir palavras e expressões a um denominador comum, anula as diferenças semânticas e de utilização delas. É por esse prisma que eu comentei o artigo.

    Procurei destacar que os resultados benéficos que o autor atribui à ganância não são devidos a esse sentimento extremado, são resultados da ambição natural e inerente ao ser humano, em maior ou menor grau. Por quê?

    Por que a tal da ganância, ou ambição desmedida como eu falei, diz respeito a um desejo ilimitado e descontrolado de possuir ou de poder que invariavelmente traz resultados maléficos. Como eu disse, a pessoa gananciosa passa por cima de tudo e de todos, até mesmo da própria mãe, para conseguir o que quer sem se importar com eventuais tragédias que disso possam resultar.

    Diferentemente, a ambição natural, que é a força motriz de nossos sonhos e esperanças, por ser um sentimento equilibrado e controlado pela razão, é algo positivo e produtivo.

    Você disse: "Ambição desmedida é querer construir algo que ande mais rápido do que um cavalo, ou que mesmo, não afunde na água, ou voe."

    Não meu caro, o que leva o homem a realizar esses feitos benéficos não é a ambição desmedida (ou ganância), de forma alguma, mas apenas a ambição natural e o esforço empreendido por conta dessa ambição. Eu grifei as palavras finais por que você as ofertou de bandeja.

    Um sujeito que era notoriamente ambicioso (e muito vaidoso, diga-se de passagem), que não media esforços para conquistar seus objetivos, e os conquistou como resultado de sua ambição foi Santos Dumont.

    Por outro lado, ele não era nem um pouco ganancioso pois, não sei se você sabe, quando em 1907 ele projetou sua célebre Demoiselle, o primeiro ultraleve da história, ele não apenas não patenteou o invento, mas disponibilizou o projeto para quem quisesse construir e/ou aproveitar a ideia para modificá-lo. Com isso ele esperava que inovações e melhorias pudessem ser implementadas beneficiando a humanidade. Olha aí mais uma ambição – servir à humanidade – desejo bastante nobre, não acha?

    Agora, do lado da ambição desmedida e doentia (ganância), temos um personagem histórico de triste memória: o nefasto Adolf Hitler, altamente ganancioso.

    Percebeu a diferença que eu quis destacar?

    Veja bem, todos os sentimentos humanos têm uma graduação que vai da normalidade ao desequilíbrio.

    O amor é bom e belo, certo? Mas o amor, quando é doentiamente possessivo, muitas vezes leva a crimes hediondos.

    Da mesma forma, ambição e ganância são dois lados de uma mesma moeda, assim como o são raiva e ódio. Devemos sempre enaltecer um lado e combater o outro, para que, dentro do humanamente possível, haja um equilíbrio satisfatório.

    O Paulo, mais acima na página, disse: "Achei que isso se chamava ambição...". É por aí mesmo, Paulo.

    Quanto ao personagem de Michael Douglas – Gordon Gekko – que era inegavelmente ganancioso ao extremo, ao dizer "greed is good" ele faz exatamente o que eu tive a impressão que o autor do artigo pretendeu: criar argumentos para justificar sua própria ganância.

    O uso da liberdade plena e a busca incansável por nossas ambições, ou sonhos, requer equilíbrio e comedimento, como está muito bem retratado por São Paulo em Coríntios 6:12 "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém."

    De minha parte chega, falei de mais, assunto encerrado. Punto e basta.

    Abraço.
  • Luciano Ricardo  27/05/2013 00:24
    E não é que concordamos em alguma coisa?
    Agradável surpresa.
  • Um Sociólogo  11/05/2013 07:10
    Olhem aí o que ganância e a ambição desmedida pelo lucro pode provocar:

    globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/v/leite-e-adulterado-com-produto-que-pode-causar-cancer-no-rs/2561660/

    Se não fosse as investigações do Ministério Público estatal, o leite adulterado continuaria no mercado e muita tragédia aconteceria. Afinal, como você sabe se um leite é adulterado ou não?

    Parabéns aos promotores do Ministério Público! Salvaram muitas vidas.
  • Pupilo  15/05/2013 17:17
    Através de selos de qualidade privado.
  • Roberto Rachewsky  19/05/2013 19:45
    Apenas para elucidar a questão do leite, criminosamente adulterado, digo que:

    1. Nenhum capitalista ganancioso, que busca lucrar no curto, médio e longo prazo praticaria tal crime. Isto não é ganância, é estupidez, é falta de ética, é o oposto da idealização que está colocada em meu texto original.
    2. O MP e a polícia estadual passaram investigando a quadrilha do leite por UM ANO. Quantos consumidores de leite foram intoxicados pela falta de ação policial que preferiu arriscar a saúde das pessoas para construir um caso.

    Qualquer crime, seja ele motivado pela ganância, pelo altruísmo ou pela caridade é condenável.

    Os criminosos não são capitalistas que trocam dando o que tem valor para obter valor em troca, são bandidos que fraudam o valor oferecido para obter ganhos circunstanciais abusando da confiança alheia. Não há uma troca win/win ou ganha/ganha. O bandido ganha de forma limitada e a vítima perde sem saber, por fraude.
  • mauricio barbosa  16/05/2013 19:41
    A ganância é um pecado terrível e só traz malefícios para o indivíduo e para a sociedade,na realidade o autor está equivocado ao exaltar a ganância que não é o termo certo,na realidade os gananciosos estão no setor público até mesmo de forma involuntária(Funcionários públicos menos qualificados(Baixos salários))em alguns casos e em outros não(No caso dos políticos)enquanto no setor privado a ganância é contida nas negociações equilibradas no livre-mercado de maneira que o saldo é benéfico para o indivíduo e para a sociedade,portanto viva o livre-mercado e xô ganância...
  • Roberto Rachewsky  08/08/2013 01:45
    Maurício Barbosa, você diz que estou errado e usa como argumento para refutar o meu artigo exatamente o que nele escrevi. Isso me parece uma contradição. Por outro lado, ao fazer isso, demonstra que eu estava certo. Considero então teu comentário como um elogio. Grato
  • Dam Herzog  19/05/2013 00:44
    Ganância.
    Acho que o Capitalismo é um sistema justo, sem imposição ou força,remunera de acordo com o esforço de cada um, o capitalista é servo da maioria, presta seus serviços a pedido e procurando agradar o máximo possivel; dá pouca "trela" a indolencia, adoro ser partidario do capitalismo, onde a ganância é uma força mais motivadora e eficiente que o altruismo. Sempre a ganância promove o bem geral sem ter a intençao de faze-lo, mas assim mesmo promove o bem estar de todos. Quem se esforça mais leva mais, senão, ao igualar a recompensa de quem faz com a de quem não faz, o que faz deixa de fazer e o que não faz não passa a fazer. A ganância destes é da natureza do ser humano e quanto mais ganância maior progresso. Isso em si não seria problema se estes usássem meios legítimos de ação. No entanto, se baseiam em posições de coerção e força. Não há a contrapartida da oferta necessariamente. A força coage os indivíduos a darem algo ao agressor sem a contrapartida. Onde quer que isso foi aplicado a sério levou a um rastro enorme de morte. Nos casos mais light (sociais democracias), levou à indolência e à irresponsabilidade individual. A morte da ganancia tira a garra, e leva indolencia, leva a vitimização das pessoas. Os estatístas adoram ajudar as pessoas tirando de outras pessoas mediante a força e coerção produzindo um exercito de indolentes. Acho que o autor nos brindou com insights realistas, a ele aquele abraço.
  • João  21/05/2013 14:10
    Creio que a dificuldade de alguns críticos do capitalismo passa pela conceituação do que seria "valor", que a meu ver, vem antes da ganância. Pois para que esta se desperte, há antes uma questão de valoração, e valorização por parte do indivíduo, de algum bem ou estado de vida.

    Há uma passagem interessante da Bíblia que Jesus fala de um homem que buscava uma pérola "de grande valor" e que vende tudo(ou todas as que possuía) para obtê-la.
    Interessante que o "valor" não é especificado, ficaria subtendido como sendo meramente um "valor monetário". Porém além deste, que o motivaria a adquirir a pérola a título de investimento, a parábola admite outras interpretações qualitativas sobre o "valor".
    Poderia ser um valor sentimental(simplesmente daria a pérola de presente para a pessoa amada); ou subjetivo-pessoal(o fato de a possuir tornaria-o plenamente realizado); etc.

    Subjetividade não é o forte dos marxistas, por conta da visão industrializada, classista e cartesiana da vida, daí a dificuldade deles. Para eles, a valoração se dá unicamente pelo trabalho realizado para se obter o bem. Não compreendem valorações subjetivas. Por exemplo, creio que um bebê nascido de parto normal, que durou 4 horas, deve ter mais valor que o que nasceu de parto cesariano...
    Desculpem-me se fugi muito do tema principal.
  • BERNARDO H FILHO  20/09/2013 13:34
    Acredito que a ganância simplesmente praticada (não a do texto onde há a troca) mas aquela do usurpador que com o seu capital sufoca o menos favorecido e é o que faz com que 80% da população vivam na miséria desde que o início da sociedade. O comunismo faliu e o capitalismo ainda não encontrou uma fórmula de distribuir a riqueza gerada. Um artífice no Brasil ganha o mesmo que ganhava a vinte anos atrás. Os governos não conseguem melhorar o nível de ganho do trabalhador, os empresários por outro lado têm medo de aumentar o salário devido à carga incidente e não tem segurança para fazer uma divisão dos lucros. Só os empresários teriam condições de socializar o lucro. Ainda vai muito pra que isso aconteça. Agora existe uma luz no fim do túnel. Fiquei sabendo que a Volvo pagou para um estagiário (com apenas 8 meses de trabalho) R$ 700,00 como participação nos lucros. No Brasil, os bancos e algumas empresas tem essa "ajuda" que ainda estão muito longe de uma verdadeira "participação" nos lucros.
  • Malthus  20/09/2013 15:11
    "aquela do usurpador que com o seu capital sufoca o menos favorecido e é o que faz com que 80% da população vivam na miséria desde que o início da sociedade"

    Dê um exemplo prático para situar sua acusação. Caso contrário, meras palavras ao vento, sem nenhum significado.
  • Mise en scène  24/09/2013 20:52
    Os liberais lembraram-se de elogiar a ganância apenas para defesa dos seus interesses, vícios e/ou doenças da posse.
    Alguns jogadores gananciosos chegavam a jogar a própria mulher. Claro que o ganancioso que a ganhava continuaria a defender a ganância, coisa que o ganancioso que a perdia provavelmente passava a condená-la.
    Qualquer caraterística má e desumana é defendida por quem a tem. Raramente um viciado, seja no jogo seja em qualquer manifestação gananciosa, considera os seus erros ou tenta corrigir-se voluntariamente.
    Considero a ganância um trauma na evolução humana, não da natureza humana.
    Qualquer antepassado do homem atual seria desprezado, abandonado ou mesmo morto se manifestasse qualquer sentimento de ganância.
    Ainda hoje, as tribos mais primitivas, que vivem isoladas desta execrável sociedade que se está a construir, mantém formas de viver comunitárias sem qualquer sentimento de ganância. A ganância de uns é a miséria dos outros. Esta tola abordagem é feita sem ter em conta vários aspetos das relações sociais, como o poder social, financeiro e outros.
    A ganância só pode ser uma malformação psicológica e/ou psiquiátrica.
  • Malthus  24/09/2013 21:00
    "Alguns jogadores gananciosos chegavam a jogar a própria mulher. Claro que o ganancioso que a ganhava continuaria a defender a ganância, coisa que o ganancioso que a perdia provavelmente passava a condená-la."

    Apostar um indivíduo em uma mesa de jogo sem o consentimento deste é uma clara violação da vida, da liberdade e da propriedade (deste indivíduo sobre seu próprio corpo). É algo idêntico à escravidão. Não há nada mais anti-liberal do que isso. Certifique-se de dominar o mínimo da teoria que você quer criticar. Caso contrário, passará vergonha e acabará tendo de esconder o nome. Opa...!
  • Marcos E. Fink  02/10/2013 01:40
    "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". Jesus Cristo (Lucas 12.15)

    "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o AMOR AO DINHEIRO (ganância) é a raiz de todos os males". Apóstolo Paulo (1Timóteo 6.9-10)

    Se a motivação para prosperidade, ao invés da ganância (sinônimo de avareza), fosse o benefício da sociedade, sempre com integridade e honestidade, considerando as pessoas mais importantes que as riquezas materiais, penso que o mundo estaria extremamente mais avançado e com muito menor grau de desigualdade social.

    O dinheiro e o ganho material não deveriam ser o principal critério de decisão.
    As pessoas são mais importantes que o dinheiro e o ganho material.
  • MORALISTA  24/10/2013 18:31
    Amigos do Mises !
    Precisamos ter em mente que muitas armadilhas nos são colocadas. Este ensaio da GANÂNCIA e do seu significado é capcioso ou raso.
    Dizer que o conforto e o desenvolvimento econômico da sociedade passa pela ganância ou ambição dos agentes, tem uma imagem metafórica para mim um belo rio caudaloso que na frente nos apresenta um abismo.
    Na origem da ganância ou da ambição existe uma matriz de sentimentos egoístas e comportamentos egocêntricos.
    Ter vontade para realizar algo e ser gratificado de forma justa por isto é moral, saudável, estimulante, auspicioso.
    O sentido volitivo de querer algo ou alguém é humano e, a priori, saudável. Sua intensidade, neste caso representado pela ganância ou ambição, é que poderá ultrapassar o ético e o moral.
    Tudo se debate, tudo se discute.
    Todos problemas na sociedade humana tem apenas uma origem: o egoísmo.
    Egoísmo se minimiza com educação familiar e moral.
    Uma sociedade libertária, que prega o direito à propriedade e à liberdade, deveria ter como bandeira principal, a moral.
  • Roberto  23/11/2013 14:02
    O egoísmo é o código moral do ser humano.
    Dar preferência à própria vida, aos próprios desejos é inerente a cada um de nós.
    Os que pregam o sacrifício próprio ou dos outros defendem um código moral que induz ao uso da violência.
    Não há nada de capcioso no meu artigo, pelo contrário, ele é claro, direto e óbvio.
    Capcioso é pregar sobre um falso moralismo que perverte a natureza do homem e a realidade em que ele está inserido.
  • Andre Cavalcante  25/11/2013 18:18
    Roberto,

    Sei que é mais uma questão de palavras e, portanto, não diminui quase em nada o seu comentário, má há de se fazer distinção entre o senso do ser individual, o que nos torna únicos, ou egocentrismo, e o egoísmo, que toma uma conotação depreciativa, algo como o pensamento voltado a si mesmo em detrimento dos demais. Um termo refere-se a condição natural e o outro a uma condição, como tudo na vida, aprendida. Não nascemos egoístas, mas nascemos com a capacidade de nos sentirmos indivíduos separados dos demais.

    Entendi o teu texto e concordo com o sentido que tu destes à ganância e outras questões, contudo as palavras, principalmente nos dias correntes do politicamente correto, estão carregadas de significações esquisitas e, tomando os outros significados, se torna muito difícil uma defesa moral. Boa parte dos comentários mostra pessoas que, creio, não entenderam o real significado do texto...
  • Mauricio Torres  18/11/2013 04:44
    Lí todos os comentarios;e para quem quer se esclarecer de nada servem. O problema, meninos, é que não estamos tratando o assunto como economia, e sim como semantica.
    Precisariamos um Noam Chomski para definir as palavras certas para desejo de ganhar dinheiro ou bens e uma sociedade perfeita e inexistente que considerasse o direito de cada um.
  • Moralista  24/11/2013 15:10
    Não concordo que MORAL seja questão de linguística. Não é preciso citar filósofos e estudiosos e ficar divagando em teorias. É simples, qual criança entende, é apenas moral, que deve ser inerente ao ser humano e que se aprende de berço, na família e nas sociedades. Desconsiderando os corruptos que se beneficiam do Estado, mesmo alguém honesto, que trabalha sem ajuda do Estado e adquiri riqueza sem coerção contra ninguém, se equilibrado for e tiver uma base de educação correta, limitará naturalmente o quer que seja que não esteja dentro do moral. Sua ambição será legítima desde que não seja patológica. Qualquer manifestação de exagero tem fundo psíquico. A ganância ou seus sinônimos são distúrbios psíquicos de personalidade e não algo inerente ao ser humano, como diz o autor. De forma alguma a ganância é saudável e fará bem para a economia de mercado, que nós, Libertários, defendemos. Sendo um desvio de caráter, a ganância facilmente leva à relações promíscuas entre as pessoas e pior, com o Estado.
  • Roger Abrego  01/11/2015 17:52

    Ao Misses faltou um pouco mais de consulta ao dicionário, ou é apenas esse vício dos modernos em atribuir ao "mal" ou seja á algo considerado pecado entre os principais entusiastas do capitalismo ( calvinistas, anglicanos etc) em afirmar que é ganância.
    Não é ganancia que te faz pagar mais por um produto. Ganância seria roubar o produto, ou seja querer ficar com o dinheiro e o produto. Ou ainda, querer pagar muito menos do que você acha que seria um preço justo para aquele produto.

    Portanto entre o desejo de ter o produto existe sempre uma espécie de justiça por julgar que vale o qeu você está pagando e se você pagar um pouco mais pode até reconhecer que queria muito e valeu a pena. Agora uma pessoa que quer tanto um produto que aceita ter um prejuízo , ou seja, pagar mais do que realmente acredita que aquele produto vale ou o que seria justo pagar por ele ou aceitável que não ultrapasse o sentimento de certa generosidade esse sujeito tem é cobiça, ambição tão desmedida que fica cego. Mas isso não é nem de longe o perfil generalizado dos negócios feitos P2P e nem entre consumidores domésticos.

    os católicos por sua vez é que acusavam o lucro como sendo ganancia quando na verdade nem todo lucro é exorbitante.

    Enfim, enxergou o milagre mas errou o nome do santo.

    Fico aqui desconfiando se o Misses no fundo no fundo não quer desencorajar cristãos a apoiar o "capitalismo" com esse papo furado. Com esse papinho ai qualquer cristão verdadeiro ficaria logo de cara contra ou ainda pior apoiaria mas indo contra sua consciência.
  • Eumemo  16/06/2016 02:40
    O problema é quando a ganância é tanta que o ser humano é capaz de fazer qualquer coisa para conquistar o poder absoluto. E para isso ele não medirá esforços, não terá piedade de ninguém, mesmo que tenha que matar.
    Eu lhes apresento o mundo real. O mundo onde a busca por poder não tem limites. O mundo onde eu e vocês vivem. É difícil de aceitar mas é verdade.
    Este é O mundo dos banqueiros e das grandes corporações. Que mandam e desmandam em qualquer governo de qualquer país.
    Sejam bem-vindos ao mundo real!!!!!!
  • Arnaldo  22/03/2018 02:25
    Até o séc XIX a pedagogia desconhecia aspectos psicológicos no processo cognitivo. Também, na economia, a abordagem subjetiva da economia ignorava determinantes objetivos do desemprego, dos ciclos econômicos etc.
    Independente do valor semântico do termo "ganância", utilizado no texto original como expressão moral e próprio da natureza humana, este comportamento já foi tido como imoral.
    A avaliação moral da ganância é de natureza subjetiva, por isso, ao invés, cabe aqui tentar a discussão ética deste comportamento -ganância. Por ex: existe relação entre ganância e concentração genocida da riqueza?


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