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A questão da obsolescência programada - quanto tempo as coisas devem durar?
Longe de ser uma espoliação, a obsolescência é um sinal de crescente prosperidade

John Kenneth Galbraith, aquele insuportável moralista, escreveu em 1958 um bizarro livro intitulado A Sociedade Afluente, o qual exerceu uma enorme influência sobre várias gerações de ativistas anti-mercado.  

A ideia do livro era a de descaradamente alterar os termos do debate sobre socialismo e capitalismo. Se antes os socialistas argumentavam que o capitalismo produzia muito pouco, agora eles haviam mudado de ideia. Utilizando a nova retórica de Galbraith, passaram a dizer que o capitalismo na verdade produz de forma excessiva as coisas erradas (coisas para serem consumidas) e muito pouco das coisas certas (bens públicos, igualdade etc.).

Um dos vários alvos do livro era a chamada "obsolescência programada" — a prática dos fabricantes de criar e desenvolver seus produtos de modo que eles se desgastem rapidamente e estraguem em um determinado momento no futuro, o que obrigaria os consumidores a terem de sair para comprar um novo e similar produto.  

Segundo esta teoria, para disfarçar esta obsolescência programada, estes espertos fabricantes fazem algumas mudanças cosméticas no produto para dar a impressão de que houve algum aprimoramento, mas tudo não passa de um mero truque para enganar o consumidor e fazê-lo crer que vale a pena pagar por este item remodelado, quando na verdade ele estaria apenas sendo espoliado, pois estaria pagando duas vezes por aquilo que deveria ser comprado apenas uma vez.

O problema é que há várias pressuposições artificiais e insustentáveis nesta premissa.  

Primeiro, o modelo presume que os fabricantes são muito mais espertos do que os consumidores, que são tratados como vítimas passivas e inanimadas dos poderosos interesses dos capitalistas. Com efeito, no mundo real, são os fabricantes que estão sempre implorando para que os consumidores sejam mais fieis às marcas e menos instáveis, imprevisíveis, minuciosos, discriminadores e exigentes. Tudo que um fabricante quer é que seu consumidor não abandone seu produto em prol de outros sem nenhum motivo racional ou aparente.

Segundo, o modelo pressupõe, de forma excêntrica e normativa, que os produtos devem durar o máximo de tempo possível. Mas a realidade é que não existe nenhuma preferência de mercado predefinida acerca de quanto tempo os bens devem durar. Esta é uma característica de fabricação que é determinada totalmente pela demanda dos consumidores. 

E sempre vale lembrar que, na medida em que os fabricantes possuem algum poder de impor seus gostos aos consumidores, isso ocorre apenas em economias fechadas (cujas importações são dificultadas pelo governo) e em economias excessivamente reguladas e burocratizadas, em que não há livre entrada de concorrentes no mercado.

Estes "argumentos" galbraithianos voltaram com força total recentemente, pois vários comentaristas da mídia observaram que utensílios de cozinha e outros aparelhos elétricos, bem como vários outros produtos, simplesmente parecem não durar tanto quanto duravam antigamente. Naqueles bons e velhos tempos, você ganhava um liquidificador de presente de casamento e, dali a vários anos, a sua filha ainda o utilizaria sempre que chegasse da faculdade. Nos dias de hoje, temos sorte se um liquidificador ou uma batedeira durarem alguns poucos anos.  

O mesmo parece ser válido para máquinas de lavar e secadoras, roupas e equipamentos eletrônicos, amoladores e cortadores de grama, e até mesmo imóveis. Nada dura o mesmo tanto ou possui a mesma robustez que antigamente.

Mas seria isso um argumento contra o mercado ou seria meramente um reflexo da preferência dos consumidores por valores (preços baixos, tecnologia de última geração, e várias outras amenidades) em detrimento da longevidade? Sugiro que seja esta última. 

Com a acentuada inovação tecnológica que vivenciamos, vários processos de produção se tornaram mais eficientes e, logo, mais baratos. Consequentemente, faz mais sentido substituir continuamente um produto do que criar um que dure para sempre. Você prefere um liquidificador de $200 que dure 30 anos ou um liquidificador de $10 que dure cinco anos? Aquilo que os consumidores preferem no longo prazo será aquilo que irá dominar o mercado.

Como podemos estar certos disso? Concorrência. Digamos que todos os fabricantes produzam liquidificadores que durem apenas 5 anos, e que este fato seja amplamente desprezado pelos consumidores. Um fabricante poderia roubar vários clientes da concorrência ao ofertar um produto que enfatize a longevidade em detrimento de outros aspectos. Se os consumidores realmente valorizam a longevidade, eles estarão dispostos a pagar a diferença.  

A mesma lógica se aplica a automóveis, computadores, apetrechos eletrônicos, imóveis e tudo mais. Podemos saber qual é a preferência dominante (em um livre mercado) ao simplesmente olharmos qual prática é a mais comum no mercado.

Imagine que um fabricante de computadores produzisse uma máquina que fosse comercializada como sendo um computador de duração vitalícia, o último computador que você necessitaria ter enquanto vivesse, completo com softwares que irão similarmente durar para sempre. Qualquer pessoa com algum conhecimento seria cética quanto a essa proposta, pois é fácil perceber que este arranjo é a última coisa que você realmente quer. Idealmente, o seu computador deve durar o tempo que você quiser que ele dure até você estar pronto para adquirir um modelo superior.  

Longe de ser uma espoliação, portanto, a obsolescência é um sinal de crescente prosperidade.

Em uma época de maciços e frequentes aprimoramentos tecnológicos, seria um enorme desperdício se os fabricantes direcionassem recursos caros e escassos para a manufatura de produtos que durassem muito além de sua utilidade. No caso de computadores, por exemplo, fazer com que todos eles durassem mais de 6 anos seria um grande erro no ambiente de hoje. Ele seria caro e rapidamente já estaria obsoleto.  

O mesmo, inclusive, pode ser dito sobre casas. Casas antigas podem ser charmosas, mas também são extremamente difíceis de serem manuseadas em termos de aquecimento, refrigeração, encanamento, fiação e todas as outras amenidades. Em determinados casos, a solução mais eficiente pode ser simplesmente a de derrubar a casa antiga e construir uma nova em vez de tentar implantar várias melhorias na antiga.

Existe desperdício apenas quando você força o quesito longevidade em detrimento do aperfeiçoamento tecnológico. Um indivíduo consumidor é livre para querer isso e buscar produtos que tenham essa configuração, mas não há nenhuma base para se declarar que tal preferência é a melhor e, por isso, deveria ser fixa e imutável para todos. Não vivemos, e nem queremos viver, em um mundo estático, no qual o desenvolvimento jamais ocorre, onde o que existe sempre existiu e sempre irá existir.

Pense em termos de vestuário, mobílias e outros bens. À medida que a renda disponível das pessoas vai aumentando, elas querem ser capazes de substituir o que usam de acordo com sua mudança de gostos. Uma sociedade em que as roupas fossem sempre remendadas, os aparelhos eletrônicos fossem sempre consertados, e todos os produtos sofressem a famosa "gambiarra" para que pudessem se arrastar o máximo de tempo possível não seria uma sociedade rica. Poder descartar o que está desgastado e quebrado é um sinal de crescente riqueza e prosperidade.

É comum as pessoas olharem para uma porta oca ou para uma mesa simples de madeira compensada e dizer: "Que coisa barata e fajuta!  Antigamente, os marceneiros e artesãos se preocupavam com a qualidade do que faziam! Já hoje ninguém se importa com nada, e acabamos rodeados por coisas baixa qualidade!" Bem, a verdade é que aquilo que chamamos de 'alta qualidade do passado' não estava disponível para as massas com a mesma facilidade que está hoje. Automóveis, casas e alguns outros utensílios podiam até ser mais duráveis no passado, mas eram muito poucas as pessoas capazes de adquirir aqueles produtos, pois eles eram muito mais caros (em termos reais).  

Hoje, um mesmo produto está disponível para todas as classes sociais, sua qualidade variando exatamente de acordo com seu preço. Nada é mais inclusivo do que isso.

Em uma economia de mercado, aquilo que é chamado de 'qualidade' é algo que está sempre sujeito a mudanças de acordo com as preferências do público consumidor. Se os produtos devem ser vitalícios (como alianças de casamento) ou devem durar apenas um dia (pão fresco) é algo que não pode ser determinado fora do arcabouço de uma economia de mercado. Nenhum planejador central pode dizer com certeza e exatidão. É algo constantemente sujeito a mudanças.

Se o seu livro se despedaça, se suas roupas se rasgam com facilidade ou se a sua máquina de lavar repentinamente pára de funcionar, resista à tentação de denunciar o declínio da civilização. Lembre-se de que você pode substituir todos estes itens a uma fração do preço que sua mãe ou sua avó tiveram de pagar por eles. E você pode fazer isso rapidamente, com o mínimo de aborrecimento e transtorno. Você pode até comprar pela internet, sem ter de sair de casa. E é bastante provável que as novas versões do produto que você comprar tenham mais apetrechos e amenidades do que as antigas.

Pode chamar isso de obsolescência programada caso queira.  Ela é programada pelos fabricantes porque os consumidores preferem o aperfeiçoamento à continuidade, a disponibilidade à longevidade, a substitutibilidade à reparabilidade, o progresso e a mudança à durabilidade. Não se trata de desperdício justamente porque estão sendo utilizados os processos de produção de menor custo possível.  

Ademais, não há um padrão eterno e imutável por meio do qual podemos mensurar e avaliar a racionalidade econômica por trás do uso de recursos na sociedade. Isso é algo que pode ser determinado e julgado somente por indivíduos utilizando recursos escassos em um arranjo de mercado.

É claro que uma pessoa deve ser livre para morar em uma gélida casa de pedra, para ouvir música em uma vitrola, para lavar roupas sobre uma tábua com um esfregão, para marcar as horas com um relógio de sol ou com uma ampulheta, e para fazer as próprias roupas com sacos de farinha. Hoje, tudo isso ainda é possível. Uma pessoa deve ser livre para ser completamente obsoleta. 

Mas, por favor, não igualemos este comportamento à riqueza, e não aspiremos a viver em uma sociedade na qual todos são obrigados a preferir coisas permanentes em detrimento de coisas aperfeiçoadas.


17 votos

autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • ademir  19/02/2013 13:07
    Lembrando que temos no Brasil uma cota de insumos nacionais a serem utilizados pelos fabricantes, o que diminui em muito a qualidade. E ao contrario do que muitos dizem, ainda há objetos com alta qualidade e por um bom preço, como uma máquina de lavar e secar que adquiri recentemente e que possui garantia de 10 anos para o motor. Seria este um produto descartável?
  • Jaison  19/02/2013 18:22
    Existe uma passagem apócrifa de Ford que diz o seguinte:

    Ele solicitou para que fizessem um estudo em todas as oficinas credenciadas para verificar quais peças estragam com maior facilidade e uma peça chamou atenção por não ter nenhum registro de reparo nela, ou seja, ela nunca estragou.
    O que ele fez ?, reduziu a qualidade desta, pois estava gastando recursos em demasia com esta peça.

    O que eu quero dizer com isso ?, uma máquina de lavar que só o motor dura 10 anos não vale muita coisa, o conjunto inteiro deve ter mais ou menos a mesma vida útil (o ideal seria que ao fim da vida útil da máquina ela se desmanchasse por inteiro, assim teríamos certeza que foi completamente exaurida :)

    Ps:Não estou sugerindo que seja o caso que você citou, é só uma reflexão
  • Tiago Moraes  20/02/2013 12:05
    E quanto ficaria o preço final da máquina de lavar, caso o produtor investisse em insumos de maior durabilidade? Sim, porque eles seriam bem mais caros, o produtor obviamente repassaria esses custos ao produto final que ficaria bem mais caro, derrubaria a demanda e o mesmo seria obrigado a diminuir a escala de produção e consequentemente o emprego de fatores. Outra coisa, porque faria sentido ao produtor, criar uma máquina de lavar com durabilidade de 10 anos se neste meio tempo um concorrente lançasse um novo modelo? Você tem como garantir ao produtor que seus consumidores não iriam abrir mão do seu produto para adquirir um mais moderno?

    Um outro exemplo, em meados de 2006 eu paguei R$ 1.358,00 em um televisor de tubo de imagem Semp Toshiba de 29 polegadas e tela plana. O aparelho foi sucateado no final de 2011, em 2012 eu comprei, pelo mesmo valor, um televisor de LED com 40 polegadas ultra slim, FULL HD e entradas HDMI e para HDD externo. Com estes recursos eu aposentei meu DVD e pude integrar meu pc a TV e nem precisarei comprar um aparelho de Blu-Ray. Então eu te pergunto, porque faria sentido para mim, que meu antigo Semp Toshiba durasse mais do que 5 anos?

    Segundo o fabricante, a expectativa de durabilidade da minha HDTV é de 16 anos considerando um uso diário médio de 8 horas. Ora, supondo que isso seja verdade, porque eu ficaria 16 anos com a mesma TV, se neste período a tecnologia dos televisores já terá chegado a um ponto que eu com toda a certeza manifestaria interesse em adquirir?
  • Henrique  20/02/2013 14:00
    Mas aí vc confunde a obsolescência programada com a obsolescência real. Neste caso, especificamente, sua TV foi superada tecnologicamente por uma TV nova, tornando-se realmente obsoleta. Mas vejamos o exemplo do IPhone: enquanto os smartphones representaram um salto tecnológico frente aos celulares convecionais, tornando-os realmente obsoletos, o IPhone 5 realmente não apresenta nenhuma revolução diante do IPhone 1. Mesmo que se argumente que os recursos tecnológicos do IPhone 5 (a câmera, por exemplo) sejam superiores aos do IPhone 1, esses recursos não são realmente novos (o IPhone 1 poderia ter ter sido produzido com a mesma câmera que é utilizada no IPhone 5 pois essa tecnologia já existia), apenas a sua oferta foi postergada conforme o programa de obsolescência praticado pela empresa.

    O problema da obsolescência programa não é a obsolescência em si, já que esta é inevitável devido ao progresso tecnológico, mas sim a sua programação que é empurrada aos consumidores cujas preferências são manipuladas e induzidas por campanhas de marketing. Dessa forma, uma empresa não vende um smartphone com uma boa câmera, pois é mais rentável vender um smartphone com câmera ruim e depois lhe convencer a trocá-lo por um melhor. Ou seja, vc pode até ter economizado um pouco na primeira compra, mas ao comprar duas vezes certamente pagou mais caro e a empresa lucrou mais.
  • Eleno  20/02/2013 14:09
    Isso demonstra não apenas a sua insegurança ("Ai, a propaganda vai me convencer! Socorro!"), como também sua propensão para o autoritarismo ("Só é bom e necessário aquilo que eu determino ser!").

    Para sua informação, eu tenho o iPhone 4 e nem cogito comprar o 5, pois fui informado de que seu sistema operacional é pior. Não preciso da sua salvação e nem da sua preocupação para com meu bolso. Grato.
  • Henrique  20/02/2013 14:46
    Caro Eleno, então eu sou inseguro e autoritário. Mais algum argumento?

    Frequanto este site já há um bom tempo e acho geniais os artigos publicados bem como a sessão de comentários sempre com argumentos didáticos e esclarecedores, principalmente do Leandro. No entanto, de vez em quando tenho a impressão de que o libertarianismo está se tornando mais uma religião para alguns: se vc não concorda prontamente vc é autoritário, reacionário, esquerdista, comunista, energúmeno etc. Este é o mesmo tipo de reação fanática normalmente vista nos defensores da esquerda e do socialismo, o que me leva a crer que o problema realmente está nas pessoas e não nos sitemas.

    Além disso, nessa vida já aprendi que ninguém está certo o tempo todo, todos cometem erros. Por isso, por mais que admire as idéias que encontro neste site, por mais q eu simpatize com a causa, por mais q eu acredite nas teorias da EA, eu sempre tenho consciência de algo pode estar errado, simplesmente não é possível que tudo esteja absolutamente certo. Ou vc acredita mesmo que existe uma teoria perfeita sem falhas (algo que não se vê nem na Física)? Vc acredita que os economistas austríacos são seres iluminados que professam a verdade absoluta e inquestionável? Vc consegue mesmo acretitar em tudo isso sem questionar (veja bem não estou dizendo q eles estão errados, mas apenas que o questionamento é um exercício saudável e esclarecedor)? Se a sua resposta é "sim" então parabéns, vc encontrou seu deus e está seguindo perfeitamente sua religião.
  • Leandro  20/02/2013 15:07
    Prezado Henrique, obrigado pela menção positiva, mas terei de ficar do lado do Eleno.

    Uma coisa é você manifestar uma preocupação com algo que você imagina ser ruim (a publicidade); outra coisa, bem diferente, é defender ideias coercivas, como a proibição ou mesmo uma maior regulação da publicidade (se você não defende isso, ok, mas é que é exatamente isso que você está de maneira quase explícita dando a entender).

    Não falo pelos outros, mas apenas por mim: tenho um iPad e um iPhone. Quando decidi comprá-los, juro que jamais havia visto nem sequer uma propaganda destes aparelhos. Havia, isto sim, visto algumas pessoas que conhecia utilizando esses aparelhos. Ao interagir com elas, percebi que tais aparelhos poderiam me ser extremamente úteis (acho o mecanismo de leitura de texto do iPhone sensacional; é muito mais prazeroso e menos cansativo. Minhas leituras duplicaram após esta aquisição).

    Ou seja, eu sou um exemplo vivo de alguém que adquiriu apetrechos tecnológicos não pela propaganda da Apple, mas sim por ter acidentalmente visto o funcionamento do aparelho e ter gostado. A Apple me ganhou como cliente da mesma forma que uma churrascaria rodízio qualquer: passei por perto, vi, experimentei e gostei. Propaganda zero.

    Abraços!


    P.S.: sim, há teorias perfeitas e sem erros. O problema está em passar essas teorias para a prática. Mas tal dificuldade, obviamente, não implica um erro de teoria, mas sim um erro de transposição da mesma.
  • Tarantino  13/07/2017 03:04
    O que acho mais chato dessa estratégia da Apple é que provavelmente nunca ninguém conseguirá ter um iPhone "top de linha"...seis meses depois do lançamento do "state-of-the-art" vai aparecer outro "state-of-the-art reloaded", e assim por diante.
    Parece cachorro correndo atrás do rabo.
  • Jaison  20/02/2013 15:51
    Tiago, acho que tivemos um ruído de comunicação.

    Eu não defendo que a máquina de lavar inteira sofra um aumento na sua vida útil, o que eu quis dizer foi o seguinte:

    Vamos partir do principio que todas as peças da máquina são igualmente importantes, ou seja, caso uma delas falhe a máquina inteira deixará de funcionar (Ok, é uma estrapolação irreal, mas vamos la).
    Se todas as outras peças tem uma vida útil de, digamos, 5 anos e APENAS o motor dure 10 anos a qualidade desde motor está sobredimensionada (o motor sozinho não faz a máquina funcionar), ou seja, o fabricante está alocando recursos escassos desnecessariamente para garantir a qualidade de uma peça que não funciona sozinha.

    E Foi isto que Ford pensou nessa passagem apócrifa, não faz sentido eu gastar muito com uma peça para garantir que ela nunca quebre se a máquina não funciona somente com ela.

    Agora como adendo duas provocações :)

    Segundo o fabricante, a expectativa de durabilidade da minha HDTV é de 16 anos considerando um uso diário médio de 8 horas. Ora, supondo que isso seja verdade, porque eu ficaria 16 anos com a mesma TV, se neste período a tecnologia dos televisores já terá chegado a um ponto que eu com toda a certeza manifestaria interesse em adquirir?

    - As TV´s de tubo duravam tranquilamente isto;
    - Eu duvido que uma TV de plasma/LCD/LED dure tanto tempo;


    Abraço

  • Celi   21/02/2013 14:53
    Jaison,
    no caso específico da máquina de lavar, acredito que o fabricante assim o fez porque normalmente este é o item que mais apresenta defeitos e que quebra, "forçando" o consumidor a comprar uma máquina nova ou a reparar a antiga. Desse modo, o fato dele dar essa garantia para o motor pode ser para atrair aqueles consumidores que estão cansados de comprar máquinas fabricadas pela concorrência que possuem motores que quebram a todo momento (na visão desses consumidores, consumidores que não acham que as máquinas de lavar possam ter grandes inovações ou que essas inovações não são atrativas a ponto de provocar a compra uma máquina nova, diferente de um celular ou de uma TV, por exemplo).
    Além disso, talvez o fabricante esteja exatamente tentando fazer o que vc disse, tentando produzir um produto em que todo o conjunto tem uma vida útil semelhante, já que, no caso das máquinas de lavar, normalmente o motor quebra e o resto ainda funciona perfeitamente. Mas ele dá garantia apenas para o motor pq talvez, ainda que dure 10 anos, o motor vai durar menos do que o resto da máquina.
  • Jaison  21/02/2013 17:54
    Celi

    Eu ja tenho uma outra opinião, o motor é a UNICA peça que com certeza se quebrar a máquina deixará de funcionar, ou seja, ela é um componente crítico no sistema.

    Este argumento tem um poder psicológico muito forte e pode decidir uma compra.

    Pelo que conheço de motores elétricos eles são muito duráveis (exceto em caso de surto elétrico, coisa que a garantia não cobre), o componente que mais se repõe em um motor elétrico é o que chamam de escovas (ponteiras de grafite para fornecer a conexão elétrica) estas escovas tem um custo baixíssimo e o trabalho de reposição é muito rápido.

    >> Além disso, talvez o fabricante esteja exatamente tentando fazer o que vc disse, tentando produzir um produto em que todo o conjunto tem uma vida útil semelhante, já que, no caso das máquinas de lavar, normalmente o motor quebra e o resto ainda funciona perfeitamente. Mas ele dá garantia apenas para o motor pq talvez, ainda que dure 10 anos, o motor vai durar menos do que o resto da máquina.

    Também imagino e espero que os fabricantes assim o façam mesmo, do contrário seria jogar dinheiro fora e um ponto que um novo concorrente poderia utilizar para ganhar mercado.
    Por outro lado, existem componentes que não valem a pena que você "reduza" a vida útil, gastasse mais para tentar fazer um componente mais frágil do que manter como está.


    Abraço
  • Renato Souza  07/03/2013 13:56
    Um ponto que muitos não levaram em conta é que o fabricante não sabe quando cada peça deixará de funcionar. Ele tem uma estimativa, um valor médio probabilístico, acompanhado de algumas estimativas de erro (como o desvio padrão).

    Bom, se o fabricante estima que a vida média de uma determinada peça é de X anos, certamente ele não dará uma garantia de exatamente X anos, porque isso seria péssimo para ele. Memo não sendo a maioria, uma parcela significativa dos aparelhos que contém aquela peça pederão apresentar defeito após X anos, levando a um custo de manutenção proibitivo para o fabricante.

    Por outro lado, dentro daquele sistema (o motor, por exemplo), as peças que mais apresentam defeitos poderão ser de custo baixíssimo. Então o fabricante dá a garantia sabendo que na imensa maioria dos casos, gastará pouco com a substituição das peças defeituosas.

    O segundo item mais custoso de uma máquina de lavar costuma ser a carcaça, e nenhum fabricante dará a esta peça uma garantia igual à do motor. Em primeiro lugar, caso ela se oxide, a solução correta será a substituição, que é bastante cara. Em segundo lugar, é difícil prever seu real tempo de vida. A lavanderia costuma ser uma ambiente úmido e hostil, e a durabilidade da carcaça dependerá muito dos hábitos e costumes de cada pessoa, do tipo de produtos de limpeza usados, e principalmente, da localização da residência. Ficaria chato o fabricante anunciar "dou X anos de garantia para carcaças nas cidades do interior, e Y anos no litoral". Haveria condições de fazer carcaças muito mais resistentes à corrosão, mas provavelmente muitos compradores prefeririam não pagar por isso.

    Finalmente, a fim da carcaça não é o fim da máquina. Existe uma grande mercado de máquinas de lavar recondicionadas, inclusive com carcaças de plástico.
  • lorivaldo silva de moura  12/07/2017 17:56
    Nas máquinas mais novas o componente mais crítico é a Placa eletrônica (placa de potência e lógica). A máquina sendo usada dentro de sua capacidade de peso (e não existindo problemas na instalação ou fornecimento de energia), vai ser o último a dar defeito.
  • Nelson Taverna  13/07/2017 19:14
    Ademir, esse tipo de garantia induz ao erro. O motor dessas máquinas são confiáveis, porém um simples rolamento, que vai quebrar antes de 10 anos, custará a metade de uma máquina nova, se incluir a mão de obra.

    Bem provável que seja mais atraente comprar o modelo atualizado, do que arriscar gastar novamente com alguma peça periférica, que irá quebrar em algum momento.

  • Ronaldo   19/02/2013 13:09
    O texto deixa de considerar - na verdade,ignora completamente - o impacto ambiental decorrente do descarte de produtos que são substituídos. Essa não é uma variável importante a ser considerada na análise da questão? Embora seja bom poder substituir produtos que se desgastam, a uma fração do que custavam tempos atrás, é possível perceber que essa substituição, muitas vezes, ocorre sem que tenha ocorrido o desgaste do produto ou sem que ele tenha deixado de atingir de maneira satisfatória sua finalidade, apenas em virtude de haver surgido um produto mais "novo" (muitas vezes, pouco diferente de seu antecessor). Embora a liberdade de trocar o produto me pareça boa, tal comportamento provoca um impacto no ambiente que não pode ser ignorado.
  • Ricardo  19/02/2013 13:24
    Qual impacto? Até onde eu sei, produtos descartados são imediatamente apanhados por terceiros. Nos EUA é assim. O sujeito deixa o sofá, a televisão e a geladeira no seu quintal, deixando claro que, quem quiser pegar, pode pegar. Isso sim é redistribuição de riqueza.

    De resto, noto que a sua preocupação vai exatamente contra o que dizem os críticos do capitalismo. Eles dizem que o capitalismo concentra riqueza e gera pobreza. Já você está dizendo que o capitalismo gera tanta riqueza que acaba sendo difícil se desfazer dela. Quem está certo?
  • Fabiano  19/02/2013 13:57
    Este possível impacto é uma boa oportunidade para quem lida com reciclagem de materiais.

    Um exemplo:
    Celulares no lixo valem ouro para garimpeiros urbanos

    [ ]!
    Fabiano
  • Bruno  19/02/2013 14:16
    Exatamente. O resíduo de um processo pode virar o insumo de outro. Um sofá, por exemplo, pode ser usado na fornalha de alguma coisa.

    Este artigo me lembra um documentário que vi, o obsolescência programada:
    vimeo.com/47645607

    Interessante que o documentário não faz menção alguma quanto ao ganho de eficiência (energética, produtiva etc) ao citar uma lâmpada que já dura 100 anos de idade.
  • Gabriel Miranda  19/02/2013 14:10
    Essa falsa preocupação com o meio ambiente é só mais uma das desculpas usadas para constranger, regular e até barrar a produção industrial. Não é nada muito diferente da suposta preocupação com a saúde ou o bem-estar das criancinhas -- no fundo, tudo não passa de um ranço anticapitalista para reduzir a lucratividade dos negocios, sob o disfarce dos bons propósitos. O que esse povo não suporta ver é uma empresa tendo lucros, pois acredita que este advém da exploração da classe trabalhadora... É uma mentalidade que ignora premissas básicas do capitalismo: produzir mais com menos e sempre a preços mais baixos.

    Além do mais, uma nação que pouco produz gera menos oportunidade de trabalho e mais baixos salários. É, fatalmente, uma sociedade menos próspera. Como salienta o Lew Rockwell, época boa era aquela em que os bens duravam trocentos anos e só os mais abastados tinham acesso aos mesmos...
  • Indivíduo Racional  19/02/2013 14:13
    Exato. Aliás, não sei por que perdem tempo com esses "ambientalistas", mesmo os genuinamente bem intencionados (isto é, os idiotas úteis). Esse argumento de que "a terra vai sofrer" é típico de quem desconhece o mais básico da história da terra.

    A coisa é tão básica, que até um famoso humorista já havia entendido isso:

    "O planeta já passou por tantas coisas ruins: já passou por terremotos, vulcões, placas tectônicas, movimento de continentes, raios solares, manchas solares, tempestades magnéticas, inversão magnética dos pólos, centenas de milhares de anos bombardeado por cometas, asteróides e meteoros, enchentes globais, maremotos, incêndios globais, erosão, raios cósmicos, eras glaciais recorrentes... e alguns idiotas acham que algumas sacolinhas de plástico e latinhas de alumínio vão fazer diferença?!

    O planeta não vai pra lugar nenhum, nós vamos. Ele vai se curar, vai se limpar, porque é isso que ele faz. É um sistema que se autocorrige. E se é verdade que o plástico não é degradável, então o planeta vai simplesmente incorporá-lo em um novo paradigma: Terra + Plástico.

    A Terra não compartilha nosso preconceito em relação ao plástico; o plástico saiu da terra. É apenas um de seus filhinhos. Pode ser a única razão pela qual a terra nos gerou: ela queria o seu plástico, mas não sabia como fazer. Agora que já tem, o próximo passo será nos expelir como poeirinhas insignificantes. Dã."
  • Ricardo  19/02/2013 20:31
    Ok. Mas e quanto a impactos que venham a prejudicar os próprios seres humanos?
    Por exemplo: eventuais mudanças climáticas, aumentando o número de enchentes, furacões, tempestades, secas prolongadas, aumento do nível dos oceanos, desequilíbrios das cadeias alimentares levando a pragas, etc...
    Vejam bem, não estou afirmando que estes efeitos existem ou que são causados pelo homem (entendo que existam divergências científicas nessas questões), estou somente fazendo um contra-ponto ao seu argumento: quem se preocupa com questões ambientais não está preocupado somente com o "planeta", mas sim com as condições de habitação dele por nós, humanos.
  • Indivíduo Racional  19/02/2013 20:46
    Como assim, Ricardo? Como é que doar roupas usadas para os mendigos e doar sua televisão velha para seu vizinho ou parente mais pobre vai gerar "enchentes, furacões, tempestades, secas prolongadas, aumento do nível dos oceanos, desequilíbrios das cadeias alimentares levando a pragas etc.."? Não sabia que atos de caridade tinham esse poderoso potencial devastador. Vivendo e aprendendo.
  • Murilo Witt  13/07/2017 23:58
    Acredito que o Ricardo estava se referindo aos lixos descartados de maneiras incorretas (ex: beber coca e jogar a lata na rua), nesse caso, um melhor descarte seria a maneira adequada, mesmo tendo alguém que recolha essa lata, não daria serviço algum para o indivíduo leva-lá até a lixeira mais próxima.
  • Paulo Armando  19/02/2013 15:23
    Quem compra algum produto também é responsável pelo seu descarte, isso não pode ser responsabilidade apenas do fabricante, pois, isso, elevaria sem necessidade os custos do produto e seu preço. Os governos deveriam incentivar a atividade de reciclagem. O capitalismo, a liberdade, a cultura, geram riqueza, sem dúvida. O acesso a informação permite que as pessoas evoluam. A função dos governos é dar às pessoas meios para o acesso a sistemas educacionais de qualidade, mas não necessáriamente gratuitos. Os países asiáticos são o exemplo mais recente disso, investiram na qualificação profissional, em rígidas normas de disciplina e o Brasil, antes uma grande promessa, ficou comendo poeira.
  • Bruno  19/02/2013 16:26
    5..4...3...2...1
  • Eduardo Bellani  19/02/2013 17:16
    Não, a função do governo é extrair dinheiro a força das pessoas.
  • Luciano A.  21/02/2013 00:56
    E fazê-las acreditar que a pilhagem governamental é para o bem delas.
  • lorivaldo silva de moura  12/07/2017 18:00
    Já basta a famigerada taxa do lixo e queres que eu pague mais uma taxa?
  • Murilo Witt  14/07/2017 00:03
    O governo deveria ser abolido, pois além de não produzir riqueza, a toma através da coerção investindo-a em obras ineficientes, e distribui o restante (maior parte) dentre seus integrantes (que fazem parte da gangue).
  • Renato Souza  19/02/2013 16:21
    No caso específico de produtos de madeira, a resposta está mais nos recursos disponíveis do que em qualquer intenção, seja dos consumidores, seja dos produtores.

    No passado, quando haviam menos pessoas e mais florestas virgens, as madeiras preferidas para a fabricação de móveis, pisos, estruturas de telhados (e até casas, nos lugares node elas são feitas de madeira) eram as madeiras duras, escuras, muito duráveis. Tais madeiras provém de árvores que crescem naturalmente em florestas e capoeiras nativas.

    Eventualmente, a quantidade de pessoas aumentou, a quantidade de florestas diminuiu, e tornou-se bastante caro utilizar tais madeiras. Além disso, as árvores que ainda existem desse tipo são normalmente sujeitas a maior controle através de leis ambientais. Isso torna sua ainda mais restrita a produção, e portanto, mais caro o preço.

    Essas madeiras extremamente duráveis foram substituidas por madeiras de reflorestamento, menos duras, menos duráveis, menos pesadas, e com uma taxa de crescimento muito maior. Ora, essa é uma mudança que veio para ficar, pois simplesmente não haveria madeira durável para todos. A tentativa de suprir todos com madeiras duráveis levaria à rápida extinção desse tipo de árvores. Felizmente o mercado encarece o preço dessas madeiras, tornando=as inacessíveis para a maioria das pessoas. Continuaremos, portanto, usando muita madeira reflorestadas. Eventualmente você pode ter uma mesa ou outro item feito com madeira nobre, mas seu sofá, seu telhado, ssuas portas, e seu piso provavelmente serão feitos de madeira reflorestada.

    O desafio, portanto, é melhorar a qualidade dos produtos feitos com madeira reflorestada, E O MERCADO JÁ VEM FAZENDO ISTO. Anos atrás, quem não queria um piso frio na sala e dormitórios, e não tinha dinheiro para um piso de madeira maciça, se contentava com o chamado "carpete flutuante de madeira", que era uma porcaria, e se estragava com muita facilidade. Mais tarde, veio o piso laminado, muito superior ao "carpete de madeira", com vários níveis de qualidade, conforme o preço, e que é acessivel mesmo para pessoas pobres.

    Se a importação fosse livre, teríamos pisos estrangeiros, de muito maior qualidade, e os fabricantes nacionais seriam obrigados a acompanhar essa qualidade. Se os produtos estrangeiros fossem vendidos aqui com a mesma carga de impostos dos nacionais, (preferivelmente, ambas baixas) as pessoas pobres teriam acesso a um nível de vida muito mais confortável.

    Note que mesmo governos social-democratas, que cobram muitos impostos, entenderam isso. Os países nórdicos cobram muitos impostos, mas procuram evitar causar outros danos adicionais às empresas: além de cobrarem menos impostos diretamente das empresas, não lhes impõem um pesado custo em burocracia. Sendo as empresas daqueles países menos prejudicadas nesses quesitos, o governo permite a entrada de produtos estrangeiros, o que obriga as empresas locais à concorrência. O consumidor lá é menos prejudicado do que o consumidor brasileiro. Os socialistas e keynesianos brasileiros são burros demais, até em comparação com socialistas e keynesianos de outros países.
  • Pensador de esquerda  19/02/2013 18:12
    Devemos cuidar da Mãe Natureza. O capitalismo suga seus bens e joga o bagaço fora. Vejam o Tietê em SP. Quem o destrói? As fábricas. E as floresta amazônica, quem a derruba? O grande capital.
    Na repartição pública onde trabalho, as copeiras reutilizam os copos descartáveis inúmeras vezes lavando com sabão. Já em muitas firmas privadas, só se usam uma vez. E ainda dizem que estatais não são exemplo pra nada. Eu, como bom cidadão, limpo o fiofó utilizando papel higiênico dos dois lados.
  • Renato Souza  19/02/2013 21:40
    Vamos lá, o exercício é bom.

    O esgoto industrial do estado de São Paulo é tratado numa proporção muito maior que o esgoto doméstico. O estado de São Paulo, tendo uma proporção muito maior de atividade econômica que a média do Brasil (é portanto um estado mais capitalista que a média), trata uma proporção muito maior do esgoto, tanto doméstico como industrial.

    No interior de São Paulo, há um padrão de tratamento de esgotos, em geral bastante melhor que a média do Brasil. Na região metropolitana, o tratamento varia muito. Dois municípios particularmente relapsos no tratamento de esgotos domésticos são Santo André (que suja o Tietê através de seu afluente Tamanduateí) e Guarulhos. Olhando o mapa, fica evidente que para esses municípios, o rio Tietê é uma externalidade. Então fica evidente que há uma grave falha institucional, pois esses municípios deveriam ser obrigados a tratar o esgoto que geram, e não sujar as águas de terceiros. Onde está o ministério público, que permite que alguns municípios tratem quase ZERO POR CENTO do esgoto doméstico? Se o recolhimento e tratamento de esgotos desses municípios fossem entregues a um empresa privada, certamente a justiça não permitiria que eles sujassem os rios impunemente.

    Noto também que na Europa, enquanto existiram países dominados pelo comunismo, estes tinham um padrão de cuidado ambiental muito inferior aos países de mercado semi-livre. Isso apesar de séculos de história comum, de interação cultural e trânsito de informações e pessoas. Então devo concluir que, se tais países não tivessem passado pela desgraça do comunismo, teriam um nível de cuidado ambiental tão bom quanto os países de fora da cortina de ferro. O caso mais emblemático é o da Alemanha, em que um mesmo país, dividido repentinamente, passou a ter um padrão de cuidado ambiental muitíssimo pior no leste que no oeste. Concluo que, além de produzir mais bens e serviços, de melhor qualidade, e a preços mais acessíveis, o livre mercado cuida muito melhor do ambiente.
  • Sérgio  06/08/2013 21:13
    Renato. Nos países do leste europeu hj, há menos emissão de bases do que qundo eram socialistas. Estão bem menos poluidores. Sem falar de Chernobyl,, o assoreamento do Mar de Aral... Os miores desestres ambientais da ocorreram nos países socialistas. Aliás, só desastres ambientais, os maiores crimes contra a humanidade ocorreram nos países socialistas.
  • Diones Reis  20/02/2013 20:18
    Desculpa, mas isto só pode ser trolagem. :-D
    Se não for, então o cidadão acima é um esbanjador, comparado com cidadãos de Cuba, que não usam papel higiênico.

    Triste é que estes não usam papel higiênico por motivos ecologicos, mas sim, por que não tem mesmo.
  • Henrique  19/02/2013 23:38
    Mesmo na hipótese de que os consumidores tivessem realmente uma preferência pela longevidade em detrimento de outros quesitos, não me parece que a obsolescência programada poderia ser realmente superada através da livre concorrência pois as empresas que a praticassem tenderiam a ter um melhor fluxo de caixa podendo manter indefinidamente seus maciços investimentos em marketing. Enfim, o artigo faz uma defesa genial, porém parece subestimar o poder do marketing através do qual os fabricantes podem e conseguem influenciar as preferências dos consumidores. Então, fica a pergunta: a preferência do consumidor induzida pelo marketing é uma preferência real ou ilusória?
  • anônimo  20/02/2013 09:41
    Se for por isso...vinil existe até hoje, mesmo com as empresas que trabalham com isso tendo 'menor fluxo de caixa'
  • Henrique  20/02/2013 11:35
    no caso do vinil, o que atrai o consumidor não é a longevidade do produto e sim a qualidade sonora.
  • anônimo  20/02/2013 11:53
    Mas o suposto motivo pra uma empresa não ter sucesso com isso é o mesmo pros dois.
    Tendo nicho de mercado, claro que alguém ia fazer carros pra durar vinte anos. Se ninguém faz é por causa de um monte de regulações e frescuras feitas pra ajudar as grandes indústrias de automóveis
  • Renato Souza  20/02/2013 11:07
    Henrique

    Um século atrás o estado e os engenheiros sociais pagos com salários das universidades (indiretamente pelo estado) ainda não tinham conseguido solapar as instituições "anárquicas" isto, é aquelas que não tem nenhuma ligação necessária com o governo, instituições que existiram desde a antiguidade, nas mais diversas culturas (evidentemente, com modificações e adaptações). Eram as religiões, as famílias nucleares, as famílias extendidas, as vizinhanças, as reuniões de classes e idéias. Atualmente, a maioria delas se encontra sob sério ataque do estado, dos engenheiros sociais estatólatras, e da academia. Outras foram cooptadas pelo estado e pelo partido.

    Tais instituições tradicionais davam um "pano de fundo" para o entendimento do mundo das pessoas. Sendo tais intituições independentes do estado e da sua academia, sua visão de mundo era alternativa à oficial. Essas visões de mundo davam as bases necessárias para a crítica ao que fosse vinculado pela propaganda. As famílias (tanto a nuclear quanto a extendida), a religião, as assossiações livres, ensinavam os valores da previdência, do cuidado, da modéstia, etc. Tais valores serviam de fortíssimo contra-ponto ao consumismo. Além disso, sem o sistema de reservas fracionárias (inflação monetária) havia muito mais incentivo à poupança, e muito menos incentivo ao consumo desenfreado.

    Portanto, o excesso desnecessário de consumo de ítens pequenos (quinquilharias) foi produzido pelos governos hipertrofiados e pelos seus entusiastas. Tente imaginar o que seria o padrão de consumo ocidental sem a loucura da mentira keynesiana, num sistema de padrão-ouro, e em que as instituições NÃO estatais fossem preponderantes, transmitindo os valores da prudência e do cuidado às novas gerações. Certamente, pela sua imensa afluência, as pessoas teriam um padrão de vida bastante bom. Mas as pessoas que se endividam até o pescoço para comprar um monte de quinquilharias seriam uma raridade, como foram na maior parte da história da humanidade. Então, se você é contra o gasto descontrolado com quinquilharias, combata o keynesianismo, o sistema de reservas fracionárias e a engenharia social.
  • Marcus Benites  20/02/2013 11:21
    Não entendi sua lógica. Se as pessoas preferissem produtos mais duráveis, as empresas fabricariam produtos mais duráveis. Se meu consumidor quer X, e eu fabrico Y, eu tenho mais chances de vender pra ele, segundo seu raciocínio... Como? Se meu consumidor quer X, eu e todos os outros fabricantes "espertos" produzimos Y, o caminho está aberto para alguém que produza X vir abocanhar todo o mercado. É por isso que, através da concorrência genuína, é impossível que empresas produzam produtos que não sejam os demandados. Isso, no entanto, como demonstra o texto, poderia ocorrer em economias "protegidas" (como a produção de automóveis no Brasil, em que as montadoras têm privilégios, monopolizam o setor e têm demanda infinita. Elas podem, assim, ofertar a porcaria que quiserem pelo preço que quiserem). De resto, toda escolha de compra é voluntária. Você se equivoca bastante ao pensar que a publicidade obriga alguém a alguma coisa. Se através da publicidade o comprador vislumbra status, modernidade, beleza, etc., isso compõe, apenas, o "combo" do produto, e também faz parte da escolha do comprador. Exemplo: meu celular ainda funciona. Mas eu compro outro, mais novo, bastante veiculado em comerciais, porque me sinto melhor com o novo, que além de funcionar, dá, a mim, uma sensação (de status, jovialidade, etc.) que o outro não dava. Logo, eu faço uma ESCOLHA e ela é, obviamente, voluntária. Não há crime quando não há coerção.
  • Henrique  20/02/2013 14:11
    Caro Marcus, o que eu questionei neste caso é: seria a preferência induzida pelo marketing uma preferência real ou ilusória? Ou seja, seu raciocínio é perfeito em um mundo onde as pessoas tomam decisões puramente racionais sem serem induzidas ou manipuladas psicologicamente pelas técnicas de marketing.

    Um exemplo tentando ser mais claro: se não houvesse tanto marketing tentando nos convencer com suas técnicas "hipnóticas" a ter o celular mais moderno, continuaríamos desejando trocar de celular a cada ano como zumbis?
  • Tiago Moraes  20/02/2013 12:25
    Henrique, a influência do marketing é um dado subjetivo, já a influência da qualidade de um produto, é um dado objetivo. Não tem marketing corporativo no mundo que supere a qualidade de um produto, salvo raríssimos casos (que são pontos fora da curva) como o caso da propaganda americana do VW Fusca; "O carro é ruim, mas é o que você pode pagar." Que apelou para uma psicologia reversa, onde a falta de qualidade do produto era justamente a sua qualidade que se refletia no preço. É uma tendência do comportamento humano, valorizar mais a opinião de quem usufruiu do produto do que a propaganda propriamente dita, por isso que dizem que o "boca a boca" é a melhor propaganda de um negócio.
  • Marcus Benites  20/02/2013 21:29
    É impossível as pessoas tomarem decisões puramente racionais porque as pessoas não são puramente racionais. E sim: as pessoas preferem o último celular, que filma, tira foto, tem acesso à internet, rádio, armazena música, é pequeno, leve, esteticamente belo e mais barato a um que seja o contrário de tudo isso (os primeiros tijolões, por exemplo - e um só evoluiu ao outro por causa da demanda, da concorrência e da publicidade também). Repito: não há crime quando não há coerção. A "sedução" (convencimento) faz parte do jogo e há mérito em quem "seduz" melhor.
  • Henrique  20/02/2013 23:34
    Marcus,
    "as pessoas preferem o último celular, que filma, tira foto, tem acesso à internet, rádio, armazena música, é pequeno, leve, esteticamente belo e mais barato a um que seja o contrário de tudo isso"

    Será mesmo que é isso que as pessoas preferem? talvez sim, mas talvez possamos dizer que as pessoas preferem mesmo é estar "na moda", ter o último lançamento, o status de modernidade, enfim ser "cool" (daí as eternas discussões entre "applemaniacos" e "androidmaniacos")... sob esses aspectos pode chegar um dia em que o "cool" seja ter um celular simples e com poucas funções ou até mesmo um "tijolão" (não estou dizendo que vai acontecer, já q o futuro ninguém sabe, mas não é impossível já que a moda é cíclica), então os consumidores passariam a preferir esse tipo de celular. MAS SERIA ESSA UMA PREFERÊNCIA REAL OU ILUSÓRIA E INDUZIDA?

    Não critico a "sedução" como forma de convencimento, apenas a "sedução" como forma de iludir e manipular psicologicamente as preferências do consumidor (um comportamento semelhante ao dos psicopatas). Por exemplo, quando eu digo q se vc não tiver um celular moderno de última geração vc é uma pessoa inferior e ultrapassada, isso não é simples convencimento, isso é ataque à auto-estima (manipulação psicológica), um ótimo exemplo de como isso acontece é o dos sapatos das mulheres apresentado no famoso vídeo "story of stuff", outro exemplo recente é o da propaganda da gilete segundo a qual as mulheres prefeririam homens depilados (será que essa preferência realmente existe ou será q a gilete estaria tentando manipular psicologicamente os consumidores para criar essa preferência?). E esse tipo de coisa é possível justamente pq "É impossível as pessoas tomarem decisões puramente racionais porque as pessoas não são puramente racionais" como vc mesmo disse.

    Também não critico a obsolescência, já q ela é inevitável diante do natural avanço tecnológico da humanidade. Mas a obsolescência PROGRAMADA não me parece fruto de um natural avanço tecnológico, sendo por definição algo manipulado deliberadamente. Quem sabe no livre mercado tenhamos que lidar apenas com a obsolescência REAL e não mais com a PROGRAMADA.
  • Renato Souza  21/02/2013 15:31
    Marcus

    Volto aos argumentos que usei: O sistema monetário inflacionário induz as pessoas a gastarem mais rápido, para que seu dinheiro não perca o poder de compra. Nesse ambiente, as pessoas tendem a aumentar sua preferência temporal. E a destruição das instituições não subordinadas ao estado, tira das pessoas as suas referências culturais e morais, deixando-as mais vulneráveis psicologicamente.

    Sabemos que o marketing tem funcionado no sentido de induzir um consumismo, às vezes irracional. Mas funcionaria tanto sem esses dois grandes apoios que eu citei? Creio que esses dois fatores são muito mais importantes na geração de um padrão de comportamento consumista que o próprio marketing.

    Então, para lutar contra esse problema, devemos adotar a linha de aumento da coerção? (limitações legais ao marketing). Ou devemos adotar a linha da diminuição da coerção? Se deixasse de existir o sistema de reservas fracionárias com moeda de curuso fechado, e se o estado deixasse de promover a destruição das instituições concorrentes, estariamos diminuindo a coerção em duas frentes, e portanto seríamos mais livres, com a imensa vantegem de diminuir também esse comportamento auto-destruitivo de muitas pessoas que se endividam além do que podem, para comprar coisas de pouca utilidade.

    Já a "solução" da limitação legal à publicidade, aumenta o poder do estado, aumenta o grau de coerção, e infantiliza ainda mais as pessoas. Um "remédio" que é pior que a doença.
  • Joh  05/05/2014 10:15
    Concordo com o Marcus.
    As pessoas dão valores diferentes para diferentes categorias de produtos. Isso influencia diretamente na decisão de compra. Valores emocionais ou racionais andam juntos e tem maior ou menor grau na escolha e um produto. Ex do texto: Um pão não será escolhido da mesma forma que uma aliança de casamento, ou da mesma forma que um IPhone. As formas que as empresas (MKT, publicidade, gestão...) usarão para alcançar esse consumidor será variada. E, pq no caso da jóia (ex:), o formato será a sedução voltada para o emocional do consumidor, não significa que ele será enganado ou manipulado. E assim por diante...
  • Leonardo  20/02/2013 00:05
    A riqueza proporcionada pelo livre mercado é a responsável pelo cuidado com o meio ambiente.
    Quando as pessoas são ricas, os sistemas de tratamento de esgoto, de aquecimento solar, de reuso de água da chuva, etc; são acessíveis.

    Quando um cidadão com boa renda e boa cultura estiver construindo sua casa, ele não se importará em investir R$ 2000 num sistema de captação e armazenagem de água da chuva para amortecimento de enchentes. Mas se o cidadão for um morto de fome, este opcional nem passará pela sua cabeça.

    As barreiras alfandegárias brasileiras também contribuem para a não-otimização do uso dos recursos naturais. Eu estou construindo minha casa, e estava decidido a usar aquecimento solar com apoio a gás. Ao pesquisar os sistemas e equipamentos disponíveis, verifiquei que uma válvula termostática (importada) que custa EUR 70 na Europa, custa R$ 500 no Brasil.
    Resumo da ópera. Um bom sistema de aquecimento solar custa R$ 10000 no Brasil, justamente pelo fato de os produtos importados -- que são fabricados em maior escala e com menor custo no exterior -- pagarem altas taxas para ingressarem no mercado brasileiro.

    Como meu consumo de gás vai girar em torno de R$ 50/mês, e aqui em Curitiba o aquecedor solar vai ajudar somente durante metade de ano, concluí que esse investimento nunca iria se pagar.
  • Bernardo F  20/02/2013 06:03
    Excelente texto!
  • Cesar Massimo  20/02/2013 08:25
    Este artigo me fez lembrar de um projeto ambicioso de um carro para durar, no mínimo, dez anos. Seria robusto, carroceria em a aço inoxidável, somente materiais de altíssimo desempenho.
    Quando chegou ao mercado, já tinha um design que parecia um pouco antigo, era muito caro e vendeu pouquíssimas unidades, terminando em triste fim.
    Seu nome: DeLorean.

    Este texto é muito bom. Entra num campo que, às vezes, dá muito pano de argumentação àqueles que defendem o 'atraso de vida' como solução para o mundo.
    Equipamentos que duram uma eternidade existem aos montes. Se quiser, o cidadão pode comprar uma máquina de lavar ou um liquidificador muito durável. Em casa, ficará por muitos anos. São os modelos chamados 'industriais', mas ninguém os quer pois são bem mais caros (usar peças mais robustas), grandalhões e tem um desenho um tanto quanto feio.
    Resumindo: são os compradores que desejam produtos mais simples e baratos. Os fabricantes apenas buscam atender este anseio com o menor custo possível.
  • anônimo  20/02/2013 09:52
    Eles ainda estão vivos...mas parece que só vendem por encomenda
    delorean.com/sold/
  • Henrique  20/02/2013 11:36
    esse exemplo do carro ilustra bem o poder do marketing q citei acima (o q fez os consumidores considerarem o desing "antigo").
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:51
    Henrique
    Marketing é o processo usado para determinar que produtos ou serviços poderão interessar aos consumidores.
    Propaganda é um modo específico de apresentar informação sobre um produto, marca, empresa ou política que visa influenciar a atitude de uma audiência para uma causa, posição ou atuação.
    Quando você escreveu o texto abaixo, acho que quis dizer 'propaganda'.

    "esse exemplo do carro ilustra bem o poder do marketing q citei acima (o q fez os consumidores considerarem o desing "antigo")"

    Se a empresa em questão não investe em propaganda, ela perde mercado para as outras. Em suma, ela é obrigada a fazer isto, ou sai do mercado, é esquecida pelos clientes. Os administradores das empresas não fazem propaganda porque gostam das publicitárias.

    Se você não gosta de propaganda, simplesmente não compre!
  • Henrique  20/02/2013 11:41
    Além disso, os equipamentos ditos "industriais" q vc citou não são produzidos em tão larga escala quanto os "populares", por isso são bem mais caros. Certamente o fato da durabilidade ser menor barateia o produto "popular" no entanto o ganho de escala torna essa diferença gritante.
  • mauricio barbosa  20/02/2013 13:36
    Sr Henrique os produtores estão no mercado para lucrar se fosse para fazer caridade eles não seriam produtores,mas filantropos o que é completamente diferente.Portanto meu chapa o dia em que você arriscar seu suado dinheirinho empreendendo,volte aqui e nos conte como está sua produção de bens altamente durável(Pimenta no olho dos outros é refresco).
  • Henrique  20/02/2013 14:25
    Sr. Mauricio, concordo plenamente com vc, apenas questiono o teor do artigo ao apresentar a obsolescência programada como algo bom para o consumidor ao satisfazer realmente suas preferências (questiono se essa preferência é real ou ilusória e induzida), pois me parece q ela serve mais a satisfazer as preferências dos produtores como vc mesmo acabou de colocar.
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:06
    Henrique
    Você já pensou no fato de que não tem economia de escala porque as pessoas simplesmente não querem comprar? Que elas preferem um bem mais barato mesmo sabendo que vai quebrar antes?
    Simples não? É o mercado!
  • Henrique  20/02/2013 23:39
    Claro, nunca descartei essa hipótese. Estou apenas tentando considerar outra hipótese, pois prefiro questionar e debater ao invés de aceitar cegamente uma idéia apenas por "simpatia à causa" (senão isso deixa de ser ciência e se torna religião).
  • Henrique  20/02/2013 23:55
    e quanto às calças jeans? a princípio esse tipo de calça era usado por mineradores devido à resistência e durabilidade do tecido, acabaram se tornando populares e entraram "na moda". O problema é que as pessoas compravam algumas poucas calças que durariam pelo resto de suas vidas. O "problema" foi resolvido ao se criar processos de lavagem e tinturaria do jeans que reduziam a resistência dos fios e, consequentemente, reduziam a durabilidade das calças, fazendo com que as pessoas precisassem renovar o guarda-roupa após algum tempo. Não creio que o acréscimo de processos tenha reduzido o custo de produção, mas certamente foi muito bom para o fluxo de caixa dos fabricantes.

    um caso emblemático, embora não se trate de obsolescência, é o das pastas de dente: a fim de impulsionar as vendas, os fabricantes resolveram alargar a abertura dos tubos, pois verificaram que muitas pessoas distribuíam a pasta na escova apenas com base no comprimento e sem se importar com a espessura da camada de pasta, com a abertura mais larga essas pessoas gastam mais pasta e acabam comprando mais. Embora esse exemplo não tenha relação com a obsolescência, como o do jeans, também serve para mostrar que as preferências dos consumidores podem não ser os únicos determinantes da oferta.
  • Ricardo  21/02/2013 00:10
    "a fim de impulsionar as vendas, os fabricantes resolveram alargar a abertura dos tubos, pois verificaram que muitas pessoas distribuíam a pasta na escova apenas com base no comprimento e sem se importar com a espessura da camada de pasta, [....]. Embora esse exemplo não tenha relação com a obsolescência, como o do jeans, também serve para mostrar que as preferências dos consumidores podem não ser os únicos determinantes da oferta."

    Ué, como assim? Isso é uma clara demonstração de preferência sendo satisfeita. Não faz sentido nenhum sua crítica. É como dizer que as marcas de cerveja que lançam copos com formato próprio para suas bebidas (como a Stella Artois, a Paulistânia e várias belgas) -- pois isso acentua seu sabor -- estão tapeando o consumidor, induzindo-o a apreciar melhor o sabor de suas cervejas.
  • Tiago RC  20/02/2013 13:13
    Este artigo me fez lembrar de um projeto ambicioso de um carro para durar, no mínimo, dez anos.

    Uai, o que tem de tão ambicioso nisso? Meu Peugeot 206 já tem 15 aninhos já e funciona normal pra mim.
  • Cesar Massimo  20/02/2013 21:10
    Thiago RC
    Pensei que estávamos falando de carro.
    Para um cliente em potencial de um DeLorean,um corsa é um meio de locomoção.
  • Individualista  20/02/2013 12:25
    Ridículo! Preferia pagar caro por algo que dure BEM mais do que algo barato que dure pouco! E design é questão de gosto individual, nem pode ser discutido aqui.
    Esse artigo está cheio de falácias, uma delas é o "Apelo Á Novidade"
    Esse artigo parece colocar os fabricantes "acima" dos consumidores! E a liberdade dos consumidores de exigirem produtos mais duráveis? E a liberdade de alguns produtores de terem seus produtos uma vida mais longíqua? Porque acham que nós temos que compra OBRIGATORIAMENTE os produtos mais novos, mesmo sem necessidade?
  • Indivíduo Racional  20/02/2013 12:58
    O artigo diz que "o modelo [da obsolescência programada] presume que os fabricantes são muito mais espertos do que os consumidores, que são tratados como vítimas passivas e inanimadas dos poderosos interesses dos capitalistas. Com efeito, no mundo real, são os fabricantes que estão sempre implorando para que os consumidores sejam mais fieis às marcas e menos instáveis, imprevisíveis, minuciosos, discriminadores e exigentes."

    Aí vem o sujeito acima e diz que "Esse artigo parece colocar os fabricantes "acima" dos consumidores!"


    Depois, o artigo diz que "Um fabricante poderia roubar vários clientes da concorrência ao ofertar um produto que enfatize a longevidade em detrimento de outros aspectos. Se os consumidores realmente valorizam a longevidade, eles estarão dispostos a pagar a diferença. A mesma lógica se aplica a automóveis, computadores, apetrechos eletrônicos, imóveis e tudo mais. Podemos saber qual é a preferência dominante (em um livre mercado) ao simplesmente olharmos qual prática é a mais comum no mercado."

    Aí vem o sujeito acima e diz "E a liberdade dos consumidores de exigirem produtos mais duráveis? E a liberdade de alguns produtores de terem seus produtos uma vida mais longíqua?"


    Depois, o artigo diz que "É claro que uma pessoa deve ser livre para morar em uma gélida casa de pedra, para ouvir música em uma vitrola, para lavar roupas sobre uma tábua com um esfregão, para marcar as horas com um relógio de sol ou com uma ampulheta, e para fazer as próprias roupas com sacos de farinha. Hoje, tudo isso ainda é possível. Uma pessoa deve ser livre para ser completamente obsoleta."

    Aí vem o sujeito acima e diz "Porque acham que nós temos que compra OBRIGATORIAMENTE os produtos mais novos, mesmo sem necessidade?"


    E aí eu sou obrigado a repetir o que disse ontem em outra ocasião: ainda tem gente que jura que um país formado por analfabetos funcionais, como o Brasil, está destinado à grandeza e ao crescimento econômico irrefreável.
  • Bruno  20/02/2013 13:14
    Acho que vc se esquece dos ganhos de rendimento.

    "ah, mas que maravilha era o fusca, não quebrava toda hora, não amassava por nada".

    Era um carro de pai pra filho, na primeira batida o carro saía ileso, o pai, n.
  • Lucas Nutels  20/02/2013 16:52
    Aconselho que assistam ao documentário The Light Bulb Conspiracy [2010] e percebam como sutilmente após criticar o excesso de produção supérflua do capitalismo e a conspiração dos produtores de lâmpadas, os idealizadores do filme introduzem a ideia de um sistema mais justo e que produz para o consumo racional (dica: Socialismo/Comunismo). Para os inocentes e leigos parece ser algo óbvio acreditar nesse tipo de afirmação, afinal o que tem de errado em um sistema mais justo e que utilize os recursos de forma "sustentável"? Outro do mesmo pacote é o famigerado The Story of Stuff, um vídeo no estilo doodle que fez/faz sucesso no Youtube e planta a semente do coletivismo nos pobres leigos e inocentes. Tudo isso me faz lembrar da advertência de Hayek quando afirmou que a maior parte da propaganda socialista não provém dos teóricos do socialismo/comunismo, mas daqueles que possuem a arrogância fatal de pensar que podem substituir com êxito uma ordem espontânea por uma sociedade planejada.
  • Diego  22/02/2013 00:58
    Os jogos de video-game também são exemplos, hoje em dia. Pois, além de cobrar pelo jogo normalmente, também inventaram de lançar e cobrar por elementos adicionais ao jogo (DLCs); por exemplo: para jogar com personagens, roupas, objetos e missões diferentes, você tem que comprar cada item separado.
    Hoje em dia, os jogos são lançados e quando vc compra ele já vem com um "item diferencial" que você tem que comprar "por fora". Ai fica a pergunta: porque este item já não vem adicionado ao jogo já que ambos foram lançados praticamente ao mesmo tempo.

    Quanto ao artigo, acredito que ele não refuta muito não a questão da obsolência programada.
    Acredito que nesta questão o consumidor sai perdendo, pois nem percebe ou nem dá atenção. Diria que sua preocupação quanto a isso é como o seu dinheiro que vai para os impostos. Dessa forma, o mercado não favorece muito o consumidor, nesta questão. Eu diria que isso é um "jeitinho" que conseguiram para lucrar mais.

    Eu acredito que os produtos não são disponibilizados com sua tecnologia total, justamente para poderem "perpetuar as vendas" até onde der.
  • Gamer Nerd  22/02/2013 02:07
    A resposta é simples (e óbvia), caro Diego: porque quanto mais completo é um jogo, quanto mais detalhado graficamente, quanto mais penduricalhos ele tiver (esses que você citou), maior será a performance exigida do computador. Uma versão simples (padrão) de um jogo pode rodar bem em um computador simples. Já uma versão mais completa e complexa, com mais penduricalhos, vai exigir um computador com um processador mais potente e uma memória RAM maior.

    Vejo que se você trabalhasse neste ramo, sua empresa iria à falência em um mês: você lançaria apenas "jogos completos", os quais exigiriam computadores ultrapotentes. E pouquíssimos poderiam comprar. Você está querendo uma mecânica de BMW em um fusca.

    O melhor desse artigo foi o tipo de gente contrária que ele trouxe aqui para os comentários: o pessoal não tem a mínima noção do que comenta, e nem muito menos de como funciona o empreendedorismo, mas comenta mesmo assim. Afinal, o mundo não pode esperar pela opinião dessas pessoas!
  • Diego  22/02/2013 13:58
    Isso também não responde, por completo, a questão.
    Falei por exemplo de itens como: uma armadura, um personagem, um cenário diferente, a cor da bota (coisas que não influênciam em performance diferencial dos computadores). Lembrando que isso também é feito com os jogos de consoles.
    Além disso os itens adicionais e os jogos, muitas vezes são lançados em datas próximas uma da outra, como se já fosse planejado essa venda separada, fazendo a totalidade do jogo ficar
    com um valor maior.

    E o mais importante: No final você olha seu jogo completo (com todos os itens que você comprou separadamente) e vê que ele é só um jogo normal com elementos que já deveriam ter vindo ao jogo, mas que você teve que pagar metade a mais do valor que você pagou inicialmente.

    Olha só um artigo sobre isso:

    www.tecmundo.com.br/jogos/17278-dlcs-nos-jogos-melhorias-ou-maquinas-caca-niqueis-.htm
  • Gustavo BNG  22/02/2013 02:09
    Ninguém é obrigado a consumir. Quem quiser, que se arrisque.
  • Renato Souza  22/02/2013 03:08
    Diego

    Agora imagine um mundo sem direitos autorais nem patentes. Num mundo assim, aconteceram a renascença, a invenção da imprensa, a revolução científica, e uma infinadade de novidades tecnológicas.

    Num mundo assim, jogos de computador seriam mais baratos. Na verdade, quase tudo seria mais barato. Necessáriamente haveria mais concorrência.

    Freqüentemente, as melhores soluções para nossos problemas passam pela diminuição do nível de coerção da humanidade.
  • anônimo  22/02/2013 09:45
    'Num mundo assim, jogos de computador seriam mais baratos. '
    Não necessariamente. Basta alguém inventar um jogo incopiável. Com algo como computação nas nuvens ou um novo tipo de blue ray que ninguém consegue entender
  • anônimo  22/02/2013 09:54
    O que ficaria complicado num mundo sem direitos autorais é que, suponha que eu monte minha pizzaria e demore muito tempo pra construir a marca. Qualquer um vai poder então, botar uma pizzaria com o mesmo nome da minha, se beneficiando de uma coisa que ele não contribuiu nada
  • Bruno  22/02/2013 13:04
    Ruim pra vc, bom pra mim!

    Faz uma coisa, não abre nada não. Se vc não se garante, não vá pedir ajuda, que não técnica. Claro, se possível, devidamente remunerado de acordo com condições justas que só o mercado pode propor.
  • anônimo  22/02/2013 16:25
    Bruno, deixe de ser burro, quem é que falou em competência?
    Como é que um empresário COMPETENTE vai construir uma marca sendo que qualquer outra pessoa no mundo vai poder usar a mesma marca?
    Como é que o PÚBLICO vai poder comer no mcdonalds que ele gosta sabendo que qualquer zé mané da esquina vai abrir um restaurante e botar MCDONALDS como nome?
  • anônimo  22/02/2013 16:33
    Tem que desenhar então lá vai: eu gosto de leite condensado NESTLE. Se qualquer idiota puder fabricar o leite fuleiro dele e botar o nome de NESTLE, o consumidor não vai ter como saber qual o produto que ele quer, antes de comprar. Só depois de pagar e perder dinheiro que eu vou ver que levei gato por lebre.
  • Bruno  22/02/2013 18:27
    Está cada vez mais difícil discernir ironia de intenção real nestes comentários...

    Mas digamos que vc não esteja brincando e realmente acredita no que escreveu. Isto serve até para outros leitores que compactuariam de suas idéias "legítimas".

    Antes de me xingar de "burro", vc menciona:

    "Como é que um empresário COMPETENTE vai construir uma marca sendo que qualquer outra pessoa no mundo vai poder usar a mesma marca?"

    Eu lá quero saber da marca?!

    Eu sinto a marca? Eu como a marca? Eu sinto a fragrância da marca? Eu ouço a marca? Não.

    Eu vejo a marca. Sim, o logotipo rs.

    Sei que existe uma parcela da população considerável que tem a experiência de consumir itens de griffe/luxo. Pois bem, elas, APENAS, pagariam de fato pela marca.

    Caberia a elas, APENAS, financiar os fabricantes deste ou daquele produto para que os mesmos se certifiquem de que aquele produto tem a qualidade desejada. Um exemplo seria a confecção de embalagens à prova de falsificação.

    O exemplo prático, hoje, temos vários. Bolsas Louis Vuitton podem ser negociadas tanto no "mercado negro" quanto em lojas "oficiais", sendo fácil o reconhecimento da qualidade de ambas. No comentário posterior, vc citou a NESTLE dizendo que "o consumidor não vai ter como saber qual o produto que ele quer, antes de comprar". Se o consumidor for realmente importante para a NESTLE, esta vai fazer de tudo para agradá-lo, cobrando por isso, é claro.

    Vê se manera na acidez dos comentários, hein rapaz?!
  • Rudson  22/02/2013 20:21
    Eu acredito que existam duas coisas por trás da existência dos DLC. Primeiro, eles de certa forma servem como desestímulo a pirataria (especialmente quando se trata de jogos de console). Um jogo pirata num console não consegue baixar esses arquivos. No final, quem tem um jogo pirata acaba tendo um jogo 'incompleto'.

    O segundo ponto é que ele permite tu personalizar o jogo com somente as coisas que tu efetivamente quer. No artigo que tu colaste, diz ali que a empresa 'obriga' as pessoas a comprarem esses DLC que no final não tem muita utilidade.
    Ninguém é obrigado a comprar nenhum DLC - eu nunca comprei qualquer um deles. Quem acha que vale a pena pagar a mais por um personagem ou outro cenário, que pague e seja feliz. Não tem nada de errado nisso. Até porque, como tu mesmo disse, esses DLC não adicionam nada de muito vital no jogo.

    Se a ideia de um jogo vir sem todos os apetrechos possíveis para só depois a empresa cobrar a mais por ele incomoda muito, a solução é bastante simples: é só não comprar o jogo.
  • anônimo  22/02/2013 20:31
    Você tem que entender o que é que significa esse 'obriga'
    Pra cabeça desse pessoal, toda empresa que faz um produto muito muito bom está 'obrigando' os outros a comprar aquilo.
    Essa é a crueldade do capitalismo.
  • Renato Souza  23/02/2013 09:54
    Creio que muitos não perceberam que o direito autoral e direto sobre marcas registradas não são as únicas proteções contra fraudes.

    Não sou ancap, mas mesmo um ancap reconhece que a fraude é crime e deve ser punida. Vejamos um exemplo: Não existem direitos sobre nomes de pessoas. Alguém pode ter exatamente o mesmo nome do Neymar. Uma pessoa com o mesmo nome dele pode, por coincidência, ter o mesmo biotipo e um rosto semelhante ao dele. Pode inclusive fazer uma cirurgia plástica para ficar muito mais parecido. E o que o impede de cortar o cabelo de forma exatamente igual? Mas, se tal pessoa tentar extorquir dinheiro dos outros se fazendo passar pelo futebolista Neymar, que joga no Santos, mesmo não havendo direito sobre nomes e aparência, tal pessoa pode ser presa. Se ele tentar ganhar dinheiro com uma entrevista, um evento de lançamento de produto, uma escola de futebol, ENGANANDO as pessoas para que estas pensem que ele é quem ele não é, a lei contra fraudes já o condena.

    Num mundo sem direitos autorais, qualquer tentativa de ganhar dinheiro pela fraude continuaria sendo crime. Talvez você não ache que simplesmnete por um rótulo com o nome Nestlé, e o logotipo da empresa, com exatamente os mesmos dizeres e o mesmo formato no produto caracterize fraude. Eu acho que é, pois fica claro que a intenção é enganar o consumidr, isto é cometer fraude. De qualquer forma, se a Nestlé acrescentasse ao seu logotipo e nome a frase "fundada em ....., na cidade de ..... por ....." a fraude de quem copiasse o logo ficaria ainda muito mais evidente.

    De qualquer forma, eu nem havia citado no meu texto o registro marcas, falei apenas de cópias de obras (direitos autorais) e de soluções técnicas (patentes). Não estou falando de fingir que tal produto foi feito por tal fabricante, mas de copiar suas soluções. Porque isso? A proibição de cópias acaba provocando uma restrição muito grande da liberdade das pessoas. Vários outros direitos tem sido colocados abaixo do direito autoral, e nesse sentido esse é um direito que prejudica outros direitos. Não sou ancap, então não alimento a utopia de uma sociedade totalmente sem coerção, mas sou miniarquista, e por isso encaro a luta pela restrição da coerção como algo permanente e infindável, enquanto existir sociedade humana. Quando uma restrição à liberdade existe, e claramente uma solução menos iliberal é perfeitamente factível, sem grandes perdas (mas geralmente com grande ganho), nesse caso me sinto com a faca e o queijo na mão, para exigir uma mudança institucional para essa solução menos coercitiva. Para um ancap, a luta contra a coerção tem um ponto de chegada. Para um miniarquista, é uma diretiva de constante atuação social.
  • Danielbg  22/02/2013 19:46
    O Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informática (IBDI) está movendo uma ação coletiva contra a Apple, pedindo punição por obsolescência programada!

    Fonte: www.correiodoestado.com.br/noticias/apple-pode-ter-que-indenizar-compradores-do-ipad-3-geracao_175013/

  • Hay  23/02/2013 00:23
    Mas vejamos o exemplo do IPhone: enquanto os smartphones representaram um salto tecnológico frente aos celulares convecionais, tornando-os realmente obsoletos, o IPhone 5 realmente não apresenta nenhuma revolução diante do IPhone 1. Mesmo que se argumente que os recursos tecnológicos do IPhone 5 (a câmera, por exemplo) sejam superiores aos do IPhone 1, esses recursos não são realmente novos (o IPhone 1 poderia ter ter sido produzido com a mesma câmera que é utilizada no IPhone 5 pois essa tecnologia já existia), apenas a sua oferta foi postergada conforme o programa de obsolescência praticado pela empresa.

    Acho que você menospreza o trabalho imenso de engenharia envolvido na produção de um smartphone. A questão aqui não é só enjambrar o hardware lá dentro e pronto. Até mesmo o fato de um smartphone ter resistência a choques é resultado de algum cuidado no projeto. É preciso que o projeto consiga integrar o hardware sem causar gasto excessivo de bateria. Não são problemas que as empresas resolvem em um mês para depois ficarem lançando versões a conta-gotas, como certos "economistas" ignorantes em empreendorismo gostam de dizer.
  • Pedro  23/02/2013 01:45
    Sem palavras para essa noticia do iPad. O estado agora quer ditar a qualidade do hardware e das câmeras fotográficas embutidas nos eletrônicos?

    A coisa aqui no Brasil ta cada vez pior!
  • Pedro  23/02/2013 02:17
    E o pior eh que pelos comentários dessa notícia em vários sites, o pessoal esta torcendo fervorosamente para que a Apple perca na justiça, especialmente aqueles compradores que estão secos esperando por uma indenização. Mal sabem eles que eh por essas e outras que ninguém investe aqui e os preços dos eletrônicos sao 3 ou 4 vezes os preços lá de fora. Brasileiros no geral sao oportunistas e autoritários, enquanto essa cultura não mudar há poucas esperanças para o Brasil.
  • Danielbg  23/02/2013 15:03
    [ironia on] Aposto que se o governo desapropriasse a patente do Iphone e produzisse o seu próprio smartphone, faria algo melhor! [ironia off]
  • Pobre paulista  26/02/2013 19:54
    Boa. Funcionou com os remédios genéricos, não foi?
  • anônimo  02/03/2013 04:33
    sim, basta tributar mto mais os outros e liberar seus próprios produtos.... Assim é fácil!
  • Tacuary  12/07/2017 23:46
    O caso dos Genéricos é um dos melhores exemplos do que é visto e do que não pode ser visto.
  • Nil Soares  26/02/2013 18:34
    Há coisas que nunca se entram num estado de obsolescência ( De obsoleto, Tornar obsoleto, quando um componente digital ou tecnológico se torna ultrapassado e esta obolescência o torna desatualizado, apesar de poder continuar a ser usado.).

    Me refiro as coisas espirituais,morais e abstratas como :Sabedoria,Informação,Bom Senso.Inteligência,Cultura,Conhecimento..... No entanto as qualidades opostas a essas também existem para sempre e nunca deixam o seu possuidor, sem que ele queira ou a descarte.

    Falo da Ignorância,Desinformação,Falta de Bom Senso,Burrice,falta de Cultura,Desconhecimento,etc,etc.

    Como lembrei todas essas "coisas" nunca se tornam obsoletas existem eternamente. Seja no Século XXI ou 2000 anos antes de Cristo, um consumidor poderia usar de Sabedoria,Inteligência,Bom Senso para comprar um bom produto,utilizando bem o seu sempre suado dinheiro, tão difícil de ganhar em todos os tempos e lugares.

    Ou usar de Ignorância,Burrice,falta de Bom Senso e torrar o seu dinheiro em um mal produto,dando seu suado dinheiro para espertos e enganadores. Levando grandes prejuízos.

    Pensemos se no tempo dos faraós,Grécia Antiga,Roma como compraríamos os produtos para o nosso uso, gastando bem o dinheiro ou o torrando com produtos que não vale nada.



    Se vivesse no tempo da Idade Média ou no começo do século XX como compraria os produtos e serviços de que necessito ?

    O certo é que em todos os tempos,lugares,povos sempre existiu o consumidor inteligente e o consumidor burro.
  • anônimo  01/03/2013 09:58
    Em poucos anos qualquer um vai imprimir o que quiser projetado pra durar o tempo que quiser.
  • Danielbg  02/03/2013 04:41
    Por que o pessoal se preocupa tanto com o registro de marcas e patentes num livre mercado??!! É algo muito simples de se resolver!

    Ora, sendo livre mercado eu posso muito bem criar uma empresa certificadora, com consulta personalizada de marcas e produtos. Claro que uma certificadora prezará pela garantia de autenticidade de produtos, informando ao consumidor eventuais fraudes. O mercado se auto-regulará, os fraudadores serão expelidos, inclusive aqueles que comercializam tais produtos.

    Acreditam, sobrarão ideias e muita criatividade no livre mercado!
  • Victor Dias  12/06/2013 15:00
    NUNCA ESQUEÇAM DE LER O MANUAL DO FABRICANTE!
    O manual do fabricante é muito importante, que faz o produto durar mais.
    Existem pessoas que compram aquele celular, mas nunca leram seu manual, e depois de uns 2 anos ele começa a estragar. Isso significa que o usuário não seguiu as informações impressas no manual.
    Outro exemplo é a bateria de laptop, geralmente dura pouco. Isso porque quando os usuários estão utilizando seus laptops, deixam o carregador ligado junto com a bateria. O ideal é carregar a bateria com o produto desligado. E apenas utilizar a bateria quando não for possível usar o carregador.
    O processo de utilizar o laptop com a bateria e o carregador, faz com que a bateria fique viciada.
  • Walter Silva  29/08/2013 12:18
    Justificar a diminuição da vida útil dos produtos é uma tarefa inglória. Em um mundo ideal, se o consumidor fosse também o produtor, ele fabricaria geladeira, fogões, etc. que durasse muitos anos e, depois, descansaria. Fabricaria menos, e descansaria mais, se dedicaria ao lazer e ao conhecimento. O ritmo de vida seria outro. Se capitalismo exige que as coisas se acabem logo para produzir outras, isso não quer dizer que as coisas tenham de ser assim em outro tipo de sociedade. E quem pode assegurar que outro tipo de sociedade, onde o consumidor controla a produção, não é possível?
  • Renato S. Borges  28/01/2014 18:28
    Walter Silva 29/08/2013 12:18:28

    "Justificar a diminuição da vida útil dos produtos é uma tarefa inglória. Em um mundo ideal, se o consumidor fosse também o produtor, ele fabricaria geladeira, fogões, etc. que durasse muitos anos e, depois, descansaria. Fabricaria menos, e descansaria mais, se dedicaria ao lazer e ao conhecimento. O ritmo de vida seria outro. Se capitalismo exige que as coisas se acabem logo para produzir outras, isso não quer dizer que as coisas tenham de ser assim em outro tipo de sociedade. E quem pode assegurar que outro tipo de sociedade, onde o consumidor controla a produção, não é possível?"

    Em um mundo 'ideal' pessoa alguma escreveria tamanho absurdo após ler um texto tão esclarecedor quanto este.

    Se a humanidade seguisse seu pensamento, seriamos hoje, na melhor das hipóteses, meros selvagens descansado em cavernas após produzir comida suficiente para durar muitos dias. Outro ritmo de vida, de fato!!

    Outro tipo de sociedade, capaz de que o consumidor controle a produção?? Se chama Capitalismo de Livre Mercado, bem diferente dessa escravidão corporativista que vivemos hoje.
  • Carlos Prado  28/01/2014 19:23
    Você pode começar agora mesmo a fabricar na sua casa seus eletrodomésticos indestrutíveis. Depois para espalhar a ideia pode arrecadar recursos vendendo estes produtos, pois há muitos que se interessariam.
  • Walter Silva  31/01/2015 11:39
    Mas quem falou em produtos indestrutíveis? Falou-se em produtos mais duráveis. O ser humano é inteligente, e inteligência é controlar a natureza a seu favor, não se deixar levar por ela.
  • Eduardo R., Rio  15/02/2015 23:16
  • Silvio P., São Paulo  17/02/2015 05:23
    Na reportagem o próprio inventor diz que uma lâmpada dessas custa 37 euros. Quantas pessoas têm condições de pagar um preço desses por uma mísera lâmpada? Além disso, os bens antigos, via de regra, até podiam durar mais, mas veja o valor desses bens atualizados para os dias de hoje. Essa parte ninguém se lembra. A repórter se lembra de que a lavadora da mãe dela durou 35 anos, mas ela não faz a menor idéia do valor que seus pais pagaram por ela.

    E, por falar em lâmpadas, essas lâmpadas novas custam pelo menos 10 reais e não duram porra nenhuma. Mês sim, mês não, sou surpreendido por uma lâmpada queimada, lâmpada essa que lembro ter comprado há não muito tempo. A culpa dessa sacanagem é dos fabricantes? Sim, mas não apenas. O maior culpado, para variar um pouquinho, é o governo, que faz maravilhas como essa. Tudo bem que os fabricantes fazem lobby junto ao governo para nos empurrar goela abaixo lâmpadas mais caras, que iluminam menos e que vivem queimando mas, se não fosse a existência dessa gangue dos infernos chamada estado, esses fabricantes picaretas só iam ficar na intenção de sacanear os consumidores.

    Recentemente passei a comprar lâmpadas incandescentes para substituir as lâmpadas novas que vão se queimando. Apesar da mídia viver dizendo que são obsoletas, a verdade é que duram mais, iluminam mais e são muito mais baratas. Consomem mais energia? Pode até ser, mas de que me adianta economizar alguns centavos na conta de luz se tenho de pagar muitos reais a mais para substituir essas porcarias que vivem queimando?

    Para finalizar, conhecendo Ayn Rand, não há razão para se ficar surpreso com uma ameaça de morte motivada por uma invenção, afinal, como disse Howard Roark:

    "Há milhões de anos, um homem descobriu como fazer o fogo. Provavelmente foi queimado na fogueira, que ensinou seus irmãos a acender. Mas deixou-lhes um presente que eles não haviam concebido e acabou com a escuridão da Terra.

    Ao longo dos séculos, houve homens que abriram novos caminhos, armados unicamente com sua própria visão. Grandes criadores, pensadores, artistas, cientistas, inventores, estiveram sozinhos contra os homens de seu tempo. Cada pensamento novo foi rechaçado. Cada invenção nova, denunciada. Mas os homens de visão de futuro seguiram em frente. Lutaram, sofreram e pagaram, mas venceram."
  • Marcello Benevides   12/07/2017 15:56
    O problema é que os produtos tem durado muito pouco tempo, muitas vezes meses após o fim da garantia contratual o produto apresenta defeitos que para serem reparados custariam o valor equivalente ou superior de um novo produto. Escrevemos uma matéria em nosso blog sobre esse tema. Segue o link: marcellobenevides.com/direito-consumidor-apos-fim-garantia/
  • Guilherme Ribeiro  12/07/2017 16:01
    Eu até concordaria se você dissesse que duram menos, mas afirmar que todos os produtos estão programados para estragarem pontualmente após o fim da garantia é algo completamente forçado e fictício. Não existe esta onisciência por parte do fabricante.

    Você pode até ter se deparado com um exemplo prático disso, mas ele é totalmente pontual e fora da curva. E, como bem apontou um leitor acima, na esmagadora maioria dos casos isso ocorre porque o cara não leu o manual e fez lambança.
  • Andre  12/07/2017 16:17
    Já que possui um blog com um artigo tão extenso sobre o assunto, poderia agora fazer um artigo dedicado a ensinar as pessoas a fazerem seus eletrônicos durarem mais obedecendo as recomendações do fabricante.
  • Ex-microempresario  12/07/2017 18:55
    Se um produto tem uma determinada vida útil, o fabricante que colocar um período de garantia maior que isso estará pedindo para falir.
  • Ex-microempresario  12/07/2017 18:58
    Um dos melhores exemplos de como o mercado se adapta ao consumidor são as variações de qualidade entre locais diferentes.

    Em certos países, produtos mais caros e de melhor qualidade vendem bem. Em outros países, os produtos mais vendidos são sempre os mais baratos, mesmo que de péssima qualidade. E há aqueles em que o sábio e onisciente governo tenta "regular" o mercado, geralmente com consequências catastróficas: os consumidores pagam caro por produtos ruins, porque não tem escolha.
  • Wasabi  12/07/2017 18:00
    Em realidade o que existe são produtos de baixa qualidade a preço muito acessíveis e estes não duram nem o tempo da garantia.
    Conversei com um fabricante Chines e o mesmo disse que só 1 ou 2 % dos consumidores guardam a NF e pedem a troca.
    Por outro lado existem as marcas tops e estas muitas vezes superam as expectativas.

    No geral preço e qualidade andam juntos.
    Móvel compensado vs movél rústico.
    Ferramentas de Hobbie vs Profissional.
    Bicicleta de supermercado vs Montain bike.

    Existe mercado para todos os produtos de baixa e alta qualidade.

    Computadores durando pouco?
    https://olhardigital.com.br/noticia/computadores-do-pentagono-ainda-rodam-o-windows-95/68053

    br.ign.com/retro/14026/news/jogador-deixa-videogame-ligado-por-20-anos-para-manter-game

    Carros?
    www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/05/18/internas_economia,869914/efeito-crise-faz-idade-media-de-frota-de-carros-ser-a-mais-alta-em-10.shtml
  • Pobre Paulista  12/07/2017 18:08
    Interessante republicarem esse artigo momentos antes do Lula ficar obsoleto.
  • Bruno  12/07/2017 19:27
    "Quando todos podem ter tudo, tudo se torna uma merda."
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  12/07/2017 22:44
    Concordo. Mas, não podemos descartar as fraudes que ainda ocorrem. Por isso, devemos buscar a simplificação das leis brasileiras e mundiais, eliminando o que não ajudar no progresso humano, sem desrespeitar os direitos adquiridos das pessoas e sem impor restrições injustas.
  • Patrulha Anti-Petismo  13/07/2017 02:02
    Livre mercado nada mais é do que consumir os melhores produtos do mundo com preços baixos.

    O capitalismo de estado está igual comércio de milícia nas favelas do Rio de Janeiro.

    As milícias dominam a venda do gato-net, do gás, etc. O governo faz a mesma coisa, mas em nível nacional.
  • Nordestino arretado  13/07/2017 02:10
    Há casos que aparenta ser fraude mesmo, por exemplo carros americanos (Ford, GM) são péssimos no quesito qualidade construtiva e acabamento, 1 ano de uso e o carro vira uma escola de samba. Se aplicam materiais de baixa qualidade nos carros, então os preços deveriam ser menores, mas o que vemos é uma carestia cada vez mais acentuada. Fiesta versão básica hoje está sendo vendido à 53 mil, entra dentro do carro e não tem quase nada além do motor, os bancos e um rádio. O acabamento é decepcionante, repleto de plásticos e firulas que em pouco tempo já estão soltando. O que tem de consumidores de veículos da Ford insatisfeitos não está no gibi.
  • Economista  13/07/2017 12:46
    Quando você diz "carro americano", você está se referindo aos nacionais de marca americana, certo?

    É óbvio que eles são caros e ruins. O estranho seria se eles fossem bons e baratos.

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândiae no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos, tenham muito mais opcionais de série e sejam bons. Vá para esses países ver quanto tempo duram os carros (aqueles que são realmente bem cuidados).

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons produtos. Não há concorrência externa. Não há nem como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior (pois batemos no peito e dizemos que "não somos vira-latas!").

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, ofertará produtos bons e baratos?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só fariam isso se fossem extremamente idiotas.

    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Tarantino  13/07/2017 02:53
    "Você prefere um liquidificador de $200 que dure 30 anos ou um liquidificador de $10 que dure cinco anos?"

    O padrão aqui no Brasil é um liquidificador que custa $200 e dura 6 meses...

    Nada contra a obsolência programada, afinal, não poderia ser de outra maneira em um mundo que evolui tecnologicamente muito rápido, mas não vamos confundir obsolência com produto vagabundo. Posso ter de trocar, por exemplo, a TV a cada 3 anos, mas durante esse período ela tem de funcionar com perfeição.

    Pessoalmente, troco meus produtos quando as vantagens dos novos ficam razoavelmente evidentes. Tenho uma TV Full HD, já pensei em trocar por uma UHD, mas por enquanto não compensa, pois de nada adiantaria ter uma TV capaz de reproduzir em UHD se não existem fontes capazes de transmitir no mesmo padrão (vide TV a cabo, internet, etc.)
  • Quentin  13/07/2017 12:47
    É assim graças às tarifas de importação e ao fato de o governo ter criado uma reserva de mercado para a FIESP em nome da "proteção à indústria nacional". E tudo com o apoio dos brasileirinhos, que dizem que "não há país grande sem indústrias protegidas".

    O brasileiro quer a quadratura do círculo: indústrias grandes e protegidas pelo governo, e produtos baratos e de qualidade.
  • Yuri  13/07/2017 05:27
    Concordo mas com ressalvas. Prefiro comprar um Rolex mecânico automático que vai durar toda minha vida que um relógio eletrônico qualquer. Certos itens possuem funções tão simples que não precisam ser substituídos, a não ser por razão de vaidade. Uma faca ou um jogo de talheres, por exemplo, são itens que prefiro comprar os de maior durabilidade. Não sou de acompanhar modas, portanto prefiro vestuário de qualidade e durável também. É questão de objetividade em meu entendimento. Carros, se bem cuidados, duram uma eternidade. Não dá pra reclamar. Ainda prefiro comprar um bom computador que dure 5 anos que uma porcaria que dure 2. O mesmo vale para celulares. Prefiro comprar um iPhone e ficar 4 estáveis anos com ele que um smartphone que dure 2 anos cheio de problemas. Para eu comprar ou substituir qualquer bem que eu tenha, tem que haver um motivo real, objetivo, e forte. Agradeço por eu ter a opção de exercer minha preferência por produtos duráveis, simples e de qualidade. Acredito que o mercado sempre irá fornecer produtos dentro desses meus critérios de compra.
    Minha opinião é de que a demanda é dessa forma (preço em detrimento da durabilidade e qualidade) porque vivemos em uma sociedade de pessoas consumistas, não-poupadores, que adoram fazer dívida freneticamente, com exemplos e incentivos do estado.
  • Paulo Bat  15/07/2017 13:19
    Prezado Leandro

    Penso que o termo "amenity", e que deve ter sido usado no texto original, em inglês, seja melhor traduzido, no contexto do artigo, como "funcionalidade".

    Amenidade é uma tradução literal, para o contexto do texto.

    Funcionalidade: qualidade do que é funcional.

    Já, em relação ao conteúdo do artigo de Rockwell, concordo com o autor.

    Exemplo: Quando era criança, nos anos 1960, meu pai foi o primeiro da rua (que era de classe média) a comprar uma máquina de lavar roupa. Funcional, durável, mas muito cara. Só existiam máquinas "top", para a tecnologia da época.

    Hoje, graças ao barateamento dos materiais e método produtivo, são acessíveis até à baixa renda que pode usar o tempo que passava no tanque, em atividades produtivas ou de lazer.

    Máquinas "top" ainda existem, para um nicho que queira, ou possa, pagar por modelos mais caros e mais funcionais.

    Quanto à durabilidade menor, a classe média é que tem a mania de reclamar. Em bairros de baixa renda sempre teve e terá "oficinas faz tudo" que ampliam a vida útil de equipamentos de valor de troca mais elevado.

    Ou seja, o progresso tecnológico amplia a gama de produtos para as faixas mais populares que, num momento anterior, não tinham acesso a estes produtos.

    Quanto à propaganda, que pode até ser enganosa, o antídoto é simples: pesquise, analise de forma racional e escolha baseado em sua necessidade, desejo e capacidade financeira e não por impulso.

    Em geral as pessoas compram equipamentos com funcionalidades muito superiores ao que vão usar em 99% das vezes.

    Isto me lembra os anos 1990, quando foi lançado o vídeo-cassete de quatro cabeças. Todo mundo saiu correndo trocar, sendo que a maioria absoluta só fazia uso de duas cabeças, pois só usava o vídeo para assistir ou, as vezes, fazer gravações simples, direto da TV.

    Em 2012, comprei um laptop Dell. Montei uma configuração mais robusta e ainda hoje não vejo necessidade de trocar. Continua rodando redondo.

    E SEMPRE LEIA AS LETRAS MIÚDAS de propagandas, contratos, etc.

    - Letras grandes: o que quer ser apresentado como diferencial.

    - Letras miúdas, o que é necessário ser divulgado pelo fabricante, mesmo que não seja de interesse dele.





  • Estatista  19/07/2017 09:25
    Garanto que os produtos durariam muito mais se as indústrias estivessem todas na mão administrativa do Estado.
  • Servidor Público Federal  22/07/2017 05:41
    Com toda certeza.
  • Emerson Luis  05/08/2017 10:50

    Dois casos reais de "obsolescência programada":

    1- Com o pretexto de proteger a camada de ozônio, todos tiveram que trocar os antigos refrigeradores que usavam o gás CFC (cuja patente se tornaria pública) por aparelhos que usam o HCFC (então uma novidade patenteada e bem mais caro);

    2- Quando a Dilma decretou a mudança das tomadas e plugues, obrigando toda a população a comprar novos dos fornecedores brasileiros;

    Mas que coincidência, nos dois casos o governo está super-envolvido!

    * * *
  • Sosteris  06/12/2017 15:21
    De que maneira a absolecencia programa se relaciona com o consumismo nas sociedades capitalistas atuais?


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