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Quem realmente arca com o fardo dos impostos indiretos

O senso comum nos assegura que um imposto sobre a renda é "justo" porque tira dinheiro apenas dos ricos ao passo que impostos sobre bens de consumo penalizam majoritariamente os consumidores pobres, pois os empresários gananciosos repassam integralmente tais impostos ao preço final destes bens.  Será mesmo?  É realmente possível as empresas repassarem os impostos que incidem sobre bens de consumo totalmente para os consumidores na forma de um preço final mais elevado?

O fato de impostos sobre a renda acabarem prejudicando também os mais pobres já foi devidamente abordado em outros artigos (aqui e aqui), de modo que neste artigo irei me debruçar exclusivamente sobre a questão de impostos sobre bens de consumo. 

Para entendermos claramente o mecanismo de uma transmissão de impostos para os consumidores, e verificarmos se tal transmissão realmente é possível em termos econômicos, comecemos do início. 

Imagine que o mercado esteja funcionando normalmente sem um imposto sobre bens de consumo.  Assim, todos os preços vigentes são aqueles determinados pela interação entre a oferta de bens — o estoque de bens disponíveis para serem vendidos — e a demanda por esses bens.  E então vem o governo e impõe uma taxa de 20% sobre o valor de todos os bens de consumo da economia.  O que irá ocorrer?

Em primeiro lugar, todos os varejistas sofrerão um imediato aumento de 20% em seus custos de vendas.  Se a receita era de $100, eles agora ficarão com apenas $80.  Eles podem aumentar os preços para compensar este custo adicional?  Difícil.  Afinal, os preços, em todo e qualquer momento, tendem a já estar estipulados em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada vendedor.  Se os vendedores pudessem simplesmente repassar o aumento de 20% em seus custos para os consumidores, então por que já não haviam feito isso antes?  Eles não são gananciosos?  Por que tiveram de esperar que o governo estipulasse um imposto sobre bens de consumo para que então elevassem seus preços?

Preços já estão em um valor que traga o máximo possível de receita líquida para cada empresa.  Qualquer aumento nos custos, portanto, terá de ser absorvido pela empresa; tal aumento não pode ser repassado integralmente para os consumidores.  A imposição de uma taxa sobre a venda de bens de consumo não alterou o estoque de bens que já haviam sido produzidos e que estavam à disposição dos consumidores.  E a demanda dos consumidores não foi alterada só porque o governo criou um imposto. 

Se o governo criar um imposto sobre as vendas, os consumidores não irão alterar suas curvas de demanda de modo a repentinamente aceitarem um preço maior para os bens de consumo.  Por isso, se as empresas repassarem o imposto para o preço final de seus produtos, elas simplesmente perderão receitas, pois menos consumidores comprarão seus produtos (assumindo aqui que a quantidade de dinheiro na economia não se alterou). 

Logo, como a oferta e a demanda não se alteraram, os preços também não irão se alterar.  Os custos dos impostos serão absorvidos pelas empresas. [Isso explica por que era ingenuidade imaginar que os preços cairiam por causa da extinção da CPMF ou por causa da abolição da sacola plástica nos supermercados].

Este exemplo abordou a criação de um imposto uniforme sobre todos os bens de consumo da economia.  Analisemos agora o que ocorreria caso este mesmo imposto incidisse apenas sobre bens específicos.

Imagine que o governo impõe uma taxa de 20% sobre um determinado bem — por exemplo, produtos cítricos.  Tal imposto faria com que as empresas que vendem laranjas, limões, pomelos, sucos de laranja e limão, picolés, saladas de frutas etc. inicialmente tivessem de lidar com um aumento em seus custos de produção e, consequentemente, uma redução em seus lucros.

Como consequência, as pequenas empresas que operam marginalmente nesta indústria poderão sofrer prejuízos e falir, ao passo que as empresas mais eficientes irão cortar custos e reduzir sua produção, de modo a provocar uma redução na oferta de produtos cítricos no mercado.  Ao fazerem isso, a redução na oferta levará a um aumento dos preços e a uma queda na demanda, mas os lucros não serão afetados, pois houve também uma redução na produção. 

Portanto, a taxa de 20% não pôde simplesmente ser repassada para os preços.  Se as empresas fizessem isso e não alterassem seus custos de produção, o aumento dos preços levaria uma queda na demanda.  E por não ter havido redução na produção, os lucros cairiam. 

Por isso, é justamente o efeito destrutivo do imposto sobre os lucros da empresa o que afeta a relação de oferta e demanda, levando a uma redução da oferta e a um consequente aumento dos preços para os consumidores.

Adicionalmente, dado que os consumidores podem, e irão, alterar suas preferências, passando a consumir outros tipos de frutas e sucos assim que os preços dos cítricos subirem, as empresas de cítricos não poderão aumentar os preços de seus produtos em exatos 20%.  Tudo vai depender da oferta de produtos da concorrência.  Dependendo dessa disponibilidade de substitutos e da elasticidade das curvas de demanda dos consumidores, o aumento percentual no preço dos cítricos pode acabar sendo bem menor do que 20%.

Até aqui, essa análise austríaca é bastante semelhante à análise neoclássica padrão.  O diferencial vem agora.

No longo prazo — e este é o ponto distintivamente austríaco —, o fardo do imposto será jogado para os proprietários dos fatores de produção voltados especificamente para o setor de frutas cítricas — no caso, os cultivadores de frutas cítricas e donos de pomares.  O valor de seu capital — sua terra e sua mão-de-obra — cairá acentuadamente como consequência da queda na demanda por produtos cítricos.  Os trabalhadores destes setores terão seus salários reduzidos.  Caso não aceitem tal redução, serão demitidos e terão de procurar empregos em outras áreas.  Esta maior oferta de mão-de-obra irá deprimir os salários destas outras áreas da economia.

E é assim que os consumidores serão prejudicados por este imposto indireto: como os cultivadores menos eficientes terão parado de produzir simplesmente porque não eram capazes de cobrir seus custos salariais, passa a haver uma maior escassez de produtos cítricos no mercado.  E isso leva a um aumento nos preços para os consumidores. 

É desta forma, portanto, que impostos indiretos levam a aumentos nos preços.  Eles não são simplesmente repassados; há toda uma distorção na cadeia de produção que leva a este aumento de preços.  Quanto maior o imposto, maior será este efeito. 

Um famoso exemplo prático dessa teoria — e se tornou famoso justamente porque foi amplamente visível — ocorreu nos EUA no início da década de 1990, com a indústria de iates.  Para combater uma queda nas receitas decorrente da recessão da época, o governo aprovou um imposto de 50% sobre 'artigos de luxo', como aviões, automóveis e barcos que custassem mais de US$100.000.  Mas a demanda por estes itens de luxo era tão elástica que as compras de iate despencaram de 400 unidades em 1990 (ano anterior à criação do imposto) para 10 unidades em 1992.

Quase todos os construtores de iates foram à falência e vários trabalhadores desta indústria — uma mão-de-obra muito especializada — foram demitidos e tiveram de aceitar salários muito menores como pescadores de caranguejos, pilotos de barcos de turismo etc.  Os consumidores tiveram de lidar com altos preços até o imposto ser finalmente abolido em 1993.

O governo quis aumentar suas receitas mas acabou apenas gerando desemprego. 

Como bem explicou Frédéric Bastiat, na economia há aquilo que se vê e o que não se vê.  Um economista tem de ser igualmente versado nas duas artes.  Nenhum imposto é neutro ao mercado; todo e qualquer imposto gera consequências inesperadas e não-premeditadas.



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Diversos Autores

  • Sebastian D. A.  08/11/2012 05:27
    "O governo quis aumentar suas receitas mas acabou apenas gerando desemprego."

    Lei universalmente válida sobre governos.
  • Eduardo Pimenta  08/11/2012 05:37
    Muito bom e educativo o artigo. Concordo plenamente, mas não há o que discordar, pois é a pura verdade. Realmente está em perfeita consonância com a análise neoclássica do efeito dos impostos sobre oferta e demanda. Só achei que poderia entrar em mais detalhes na parte austríaca, quando os custos são repassados ao donos dos fatores de produção no longo prazo. Inicialmente o imposto está sendo cobrado no mercado varejista, certo? Assumindo que o varejista compre direto do produtor, o varejista terá o poder de barganha, pois se o produtor não baixar o preçco, ele deixará de comrar. Então, o produtor abaixa o preço do produto e consequentemente sua margem de lucro. Essa perda é então compensada pelos custos operacionais (demissões, reduções salariais, etc) onde possíveis? É mais ou menos por aí? =)\r
    Abraços.
  • Leandro  08/11/2012 05:47
    Corretíssimo. Exatamente como diz o artigo. Como o varejista arca com o imposto -- pois não tem como repassar para o preço --, ele tem de cortar custos. Logo, ele tem de fazer pressão sobre seus fornecedores, os quais acabam pagando o pato.

    Caso queira explicações extremamente detalhadas sobre todos os impostos e todas as suas consequências, recomendo o capítulo IV do nosso mais recente lançamento, o livro Governo e Mercado, de Murray Rothbard.

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=74

    Abraços!
  • André Lima  09/11/2012 05:45
    Obrigado pela indicação do livro. Era o que eu precisava para me aprofundar no assunto.
  • Randalf  08/11/2012 08:30
    Não concordo com um ponto. Se o governo colocar uma taxa de 50% nos bens de consumo, os empresários terão uma enorme pressão colocada sobre eles, enquanto que a pressão sobre os consumidores não se alterou. Como o mercado tende a equilibrar este processo, os empresários vão aumentar o preço dos produtos para voltar ao seu padrão inicial, mas ao mesmo tempo, os consumidores com os aumentos dos preços dos produtos também começam a sentir mais pressão, até que os dois se equilibram. Ou seja, o imposto de consumo é distribuído pelo empresário, trabalhadores, accionistas e por último, consumidores.
  • Leandro  08/11/2012 08:44
    E é exatamente o que diz o artigo.

    "Adicionalmente, dado que os consumidores podem, e irão, alterar suas preferências, passando a consumir outros tipos de frutas e sucos assim que os preços dos cítricos subirem, as empresas de cítricos não poderão aumentar os preços de seus produtos em exatos 20%. Tudo vai depender da oferta de produtos da concorrência. Dependendo dessa disponibilidade de substitutos e da elasticidade das curvas de demanda dos consumidores, o aumento percentual no preço dos cítricos pode acabar sendo bem menor do que 20%."
  • Bright  08/11/2012 12:01
    Os impostos mais justos, na minha opinião, são aqueles sobre patrimônio (IPVA, IPTU e ITR). Além, claro, de serem mais fáceis de se apurar.

    O problema é que, no Brasil, como sempre, eles distorcem tudo. O mais justo seria o IPTU ser cobrado tendo por base a área do imóvel. E a análise deveria parar por aí. Mas não: tem que verificar as benfeitorias, localização, finalidade do imóvel, etc...
  • Luciano  08/11/2012 14:02
    Caro Bright, os impostos sobre o patrimônio são, ao meu ver, os mais injustos de todos. Se eu batalhei, juntei dinheiro conquistado com o meu próprio esforço, tudo isso para conseguir comprar uma casa ou um carro para mim e para minha família, então por quê eu devo pagar uma taxa ao governo para poder utilizar desses bens? É algo totalmente sem sentido, assim como os impostos sociais que são retidos compulsoriamente do ganho do trabalhador.

    É o estado, como sempre, achando que tem o poder sobre algo que conquistei por mim mesmo.
  • Marcus Benites  08/11/2012 14:31
    Claro que é "justo". Você planeja a sua vida, poupa dinheiro, adquire um bem, e todo ano você paga uma parte desse bem ao governo, que reverte esse dinheiro às pessoas que não planejaram a própria vida e não pouparam dinheiro. Assim, você tem um filho só ou dois, calculando os gastos desse filho no orçamento, compra uma casa e um carro, a duras penas, e por causa disso, é "justo" que você tenha que dar parte dessa casa e desse carro para garantir a creche dos sete filhos do outro que não estava nem aí com nada. Não vejo como possa haver algo mais "justo". É por isso que tal arranjo é chamado de "justiça social". Afinal, o outro é pobre por minha culpa, não é mesmo? Até índios estão cometendo suicídio por minha culpa. A pessoa se droga por minha culpa, não por culpa dela (afinal, é "doente") e vai pra cadeia por minha culpa. A pessoa é até obesa por minha culpa. Faça-se "justiça", pois.
  • Bright  08/11/2012 14:48
    Que todos os impostos são imorais, eu concordo.

    Agora, se é para escolher os impostos mais claros e mais fáceis de se apurar, fatalmente escolheríamos aqueles que incidem sobre o patrimônio. Ficaria bem claro para as pessoas o quanto elas pagam de imposto e o porquê de estarem pagando aquele valor.

    O imposto de renda é extremamente invasivo e pouco eficiente. E os impostos sobre consumo, discordando do artigo, aumentam, sim, os preços em geral.

    Além disso, com uma cobrança tão clara, as pessoas, muito provavelmente, se sentiriam mais incentivadas a protestar contra impostos muito altos. Algo que o governo não quer (por que será?).
  • Randalf  08/11/2012 15:06
    Todos os impostos são impostos sobre o património.
  • Gustavo  08/11/2012 18:14
    Já eu acho que os impostos mais justos são aqueles atrelados a capacidade de pagamento de cada um. Quem recebe mais, deve pagar mais; quem recebe menos, deve pagar menos. O imposto de renda progressivo, por exemplo, eu acho um dos mais justos. Já impostos sobre os itens e serviços mais populares, acho menos justos, porque acabam onerando mais aquelas pessoas de menor renda.
  • Luis Almeida  09/11/2012 02:57
    Gustavo, que senso de justiça é esse? Por que quem ganha mais deve pagar mais?

    Não discuto que no Brasil, país em que não há meritocracia e todos fazem conchavos com o estado, há várias pessoas que ganham muito sem fazer nada. Porém, em uma economia livre, ganha mais aquele que mais serviços presta à sociedade, aquele cujos serviços são altamente demandados por todos justamente por ser competente. Você acha justo espoliar este para repassar àqueles que não são produtivos e que pouco contribuem para a sociedade?

    Espoliar os bons e competentes para repassar aos ineptos e acomodados é o caminho certo para transformar a sociedade em uma idiocracia apologista da mediocridade.

    No mais, você diz defender o imposto de renda progressivo com base na ideia de que quem ganha mais deve pagar mais. Mas um imposto de alíquota única já faz isso. 20% de 10.000 é maior do que 20% de 5.000, por exemplo. Logo, você não quer apenas extrair mais dos mais ricos. Você quer realmente espoliá-los e viver à custa deles.

    Essa não apenas é uma postura vergonhosa, como, pior ainda, trata-se de uma confissão de inveja e de incapacidade de viver às próprias expensas. Lamento por sua situação.
  • Gustavo  09/11/2012 03:48
    Luis Almeida, o senso de justiça que expus é o do nosso ethos, que prega a solidariedade com o próximo e a colaboração com o coletivo segundo a capacidade de cada um. A institucionalização desse ethos humanista, que substituiu o ethos romano, este último estranhava qualquer piedade, se traduz em onerar mais quem tem mais e menos quem tem menos.
  • Luis Almeida  09/11/2012 03:59
    A solidariedade com o próximo se traduz em espoliar? Conceito estranho esse seu de solidariedade. Sempre imaginei que solidariedade significa esforço voluntário e individual para ajudar o próximo. Já o seu conceito de "solidariedade" significa apontar uma arma para a cabeça de terceiros, tomar a propriedade deles e fazer a redistribuição.

    Você quer ajudar terceiros, mas você quer que terceiros sejam espoliados nesse processo. Você quer solidariedade mas prega a violência. Típico. Quem quer repartir o bolo quer acima de tudo manter o controle da faca.

    Quer ajudar os pobres? Ajude-os. Com o seu próprio dinheiro. Você tem uma obrigação moral em ajudar os destituídos, mas você não tem o direito de roubar terceiros neste processo. Para de defender a imoralidade.
  • Gustavo  09/11/2012 04:27
    Se isso é espoliação, então qualquer receita tributária também é, mesmo aquelas destinadas a manter a segurança da população.
  • Luis Almeida  09/11/2012 04:33
    Bingo!
  • Gustavo  09/11/2012 13:10
    Se é assim, então nem toda espoliação é abominável.
  • Erick V.  09/11/2012 16:03
    Oras, decida-se: você defende impostos por causa do "ethos humanista" da "solidariedade com o próximo e colaboração com o coletivo" ou para "manter a segurança da população"?
  • Gustavo  09/11/2012 20:18
    Só estava tentando mostrar a ele que a sua lógica é insustentável.
  • Bright  09/11/2012 18:06
    O mais preocupante é que a maioria dos brasileiros pensa exatamente assim...
  • anonimo  05/02/2014 14:28
    "Se é assim, então nem toda espoliação é abominável."

    Se esse é o pensamento da população brasileira (e os indícios apontam para isso), realmente estamos perdidos.

    Isso é o resultado de décadas de propaganda de Estado sobre a "necessidade" de assistencialismo. É tão forte e está tão enraizado na mente das pessoas que elas não conseguem nem perceber o absurdo que dizem. Como assim espoliação não é algo abominável?

    1. Espoliar
    Do latim: spoliare
    Esbulhar da posse; privar de alguma coisa ilegitimamente, TIRANDO-A POR FRAUDE OU VIOLÊNCIA; esbulhar da posse de alguma coisa; ROUBAR. (grifos meus)

    Ou seja, quando algum assaltante apontar uma arma para você e sua família, tudo bem... Ele está apenas redistribuindo renda, então esse espólio não é abominável.
  • Erick V.  09/11/2012 05:21
    Bingo! [2]
  • John Mclare  09/11/2012 06:50
    Bingo [3]
    (tava acompanhando aqui)
  • Jeferson  09/11/2012 06:22
    Bingo![3]
  • Carlos Andrew  10/11/2012 08:20
    " O mais preocupante é que a maioria dos brasileiros pensa exatamente assim... "

    Infelizmente, a quase totalidade dos brasileiros é treinada e educada para pensar assim...
  • Gredson  05/02/2014 14:08
    Gustavo um tema já muito abordado no instituto mises, é o assunto da segurança privada. eu recomendo que leia este artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221
  • Recruta Zero  05/02/2014 14:55
    Não deveria haver impostos e sim apenas uma taxa.

    Governos nada mais são do que condominios, e como todos sabem condominios não são "socios" dos condôminos, cobrando-os com base no que ganham (se ganham mais, pagam mais, se ganham menos, pagam menos).

    Condominios dividem os custos por igual entre suas unidades, e esses custos não são com base na "renda" dos condôminos, mas sim no quanto realmente custa manter o condominio em si.

    E se um condômino ocupa mais de uma unidade, obviamente, este paga mais em taxa por gerar mais custos pro condomínio, mas é só.

  • Eduardo Bellani  05/02/2014 15:34
    "A teoria que considera os impostos análogos às mensalidades de um clube
    ou à compra de serviços como, digamos, o atendimento de um médico, prova
    apenas o quanto essa parte da ciência social está distante dos hábitos
    científicos da mente" [1]


    [1] Schumpeter,Joseph; citado em A falácia do "setor público"; Rothbard, Murray
  • Aspone  05/02/2014 18:13
    Mas péra... o amigo falou de taxa. Taxa é tributo. Mas não é imposto.

    Imposto vc paga sem saber pra onde vai.

    Taxa vc paga para um serviço específico.

    Se o estado vivesse só de taxas e não houvesse monopólio na prestação de qualquer serviço, seria ótimo.

    Só porque nesse caso, não haveria estado.
  • anonimo sobre seguranca  05/02/2014 19:38
    "Se o estado vivesse só de taxas e não houvesse monopólio na prestação de qualquer serviço, seria ótimo.

    Só porque nesse caso, não haveria estado."

    Ou seja,

    O queijo suíço tem muitos buracos. Quanto mais queijo suíço, mais buracos. Quanto mais buracos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo!
  • Thiago Cardoso  15/02/2014 21:24
    E os que não ganham nada ou quase nada, teriam que pagar a mesma quota que aquele que ganha 1.000 vezes mais? Não teria, então, que dar condições de igualdade para competir e para serem considerados iguais perante o condomínio?
  • Guilherme  15/02/2014 22:06
    Concordo. Por isso, o único arranjo justo e moral é abolir todos os impostos, acabando com esta máquina coercitiva. E então, estamos juntos nessa, ou vai arregar?

    P.S.: Bill Gates paga o mesmo preço que eu por um cafezinho. Deveria eu exigir meu "direito" de pagar um preço proporcionalmente menor que Gates?
  • Henrique  08/11/2012 15:28
    Gostei do artigo, mas acho que pra ficar mais completo seria interessante ter analisado também o fenômeno inverso, por exemplo quando o governo brasileiro eliminou o IPI dos automóveis o corte foi inteiramente repassado aos consumidores. Como isso foi possível já que o imposto não era inteiramente repassado? Como essa redução afetou o mercado, tanto no lado da produção como no lado do consumo?
  • Leandro  09/11/2012 03:06
    Você é o primeiro a falar que o desconto do IPI foi repassado em sua totalidade. Todos os outros veículos de imprensa, bem como manifestações de consumidores, dizem o contrário.

    Óbvio. Como explicado no artigo, assim como o aumento de impostos indiretos não é repassado em sua totalidade para consumidores, não há motivos para que seu corte também o seja -- principalmente em um setor totalmente protegido pelo governo, como o automotivo.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  09/11/2012 03:59
    O caso do IPI dos carros é um pouco mais complexo. Neste, o problema não foi apenas o governo, mas também as empresas do cartel que ele mantém. No caso, as 4 grandes.

    As montadoras tendem a manter um estoque de carros de 30 dias de vendas em média. Quando elas quiseram aumentar o lucro, simplesmente produziram um pouco a mais(esse ganho produtivo é importante) e levaram os estoques para 45 dias. Com isso feito foi apenas dizer ao governo "Não estamos vendendo o suficiente, precisamos demitir, prova disso são nossos estoques!"
    Então o governo cortou o IPI. Com os estoques maiores foi possível vender muito mais e reduzir o preço(oferta e demanda), a queda do IPI garantiu que essa redução de preços para aumentar as vendas não diminuísse o lucro por carro, ao contrário, como os preços não foram reduzidos na mesma proporção do imposto(o que o artigo explica de forma genial, e as montadoras claramente entendem) os lucros por carro aumentaram! Jogada genial das montadoras, souberam usar o mercado perfeitamente.
    Pior para o governo, deu um tiro no pé. O IPI dificilmente volta a subir agora. Eu apostaria na estabilização do IPI no nível atual por muito tempo.

    Não apoio o cartel das montadoras, claro. Mas acho que essas manobras que elas estão tomando vão, no longo prazo, forçar reduções em mais impostos, e consequentemente causar quedas nos preços. E para conseguir isso elas terão que aumentar a produção.

    Esse caminho não é o ideal, mas já vai ajudar.
  • Rhyan  09/11/2012 05:33
    Como seria num gráfico de oferta e demanda esse aumento de preço causado pelo imposto seguido de queda da demanda?

  • Leandro  09/11/2012 06:41
    Atente para o fato de que primeiro houve a redução na oferta e depois o aumento de preços. Nesse caso, não há complicação: a curva da oferta se desloca para a esquerda. Quantidade produzida cai e preços sobem.
  • Rhyan  09/11/2012 07:05
    Sei, depois cai a demanda e o preço praticamente volta como era antes.

    Mas estou perguntando no caso do imposto ser totalmente repassado ao consumidor.

    P em esquilíbrio depois P', sendo P'=P*(1+20%)

    Gostaria de saber onde o P' linha estaria localizado no gráfico.
  • Leandro  09/11/2012 07:32
    O preço (eixo Y) subiria, mas as curvas de oferta e demanda permaneceriam, de início, imutáveis. Aí o que vai acontecer depois vai depender da elasticidade da demanda. Se a demanda for inelástica (uma linha vertical), o preço simplesmente sobe e a demanda continua a mesma. Se a demanda for totalmente elástica (uma linha horizontal), uma subida nos preços fará com que não haja mais nenhuma compra do produto.

    Entre estes dois arranjos, o que normalmente acontece é uma redução da oferta (pelos motivos explicados no texto) e da demanda, mas a oferta se reduzindo mais. Ou seja, a curva da oferta vai pra esquerda e a da demanda vai pra baixo, mas a da oferta se desloca mais que a da demanda. No final, o preço está mais alto que antes, mas não no mesmo tanto que o aumento do imposto.
  • Rhyan  09/11/2012 08:56
    Desculpe absusar da sua boa vontade, mas esse tema me confunde muito.

    No caso da demanda inelástica a curva da oferta se deslocaria para esquerda num aumento de impostos, certo?

    E no caso de corte de impostos para um produto de demanda elástica? Esse corte nunca seria repassado ao consumidor, certo?

    Valeu, abraço!
  • Leandro  09/11/2012 15:16
    Em caso de demanda inelástica, a curva da oferta desloca-se para cima, ao longo da linha vertical da demanda. A quantidade q de produtos no eixo x não se altera.

    Para uma demanda totalmente elástica, qualquer redução de preços traz para aquele produto uma grande demanda. Logo, qualquer corte de impostos seria repassado em sua totalidade. É ficção, é claro, pois demanda totalmente elástica não existe. Mas é isso o que diz a teoria. Qualquer arranjo nesse meio termo traz resultados de meio termo (uma redução de impostos é parcialmente repassada para os preços).
  • Rhyan  09/11/2012 16:41
    Agora não entendi... droga, tava achando que tava entendendo...

    Pensei que:

    Aumento ou corte de imposto de produto com demanda inelástica sempre é repassado. Aumento ou corte de imposto de produto com demanda elástica nunca é repassado.

    É o inverso?

    É estranho pois, na demanda elástica o preço é fixo.
  • Leandro  09/11/2012 17:24
    Pense em inelástica como sinônimo de invariável, rígida. Sendo assim, a demanda independe do preço. Por exemplo, café. Um viciado em cafeína não abrirá mão do seu café, independentemente do preço. O mesmo vale para os viciados em Coca-Cola.

    E pense em elástica como sinônimo de variável, flexível. Por exemplo, petit-gateau. O preço dispara, o popular pára de comer. O preço cai, todos comem (eu sei, foi meio forçado, mas acho que deu pra entender; é sexta à noite). O fato é que qualquer pequena variação no preço altera sensivelmente a demanda. Este é o conceito de demanda elástica.
  • Rhyan  11/11/2012 00:31
    Tô perguntado isso porque há um tempo atrá no facebook perguntei se corte de impostos são repassados ao consumidor, coisa que eu afirmei que era num conversa com um colega esquerdista que dizia que os empresarios são egoístas demais para repassar. Me responderam que depende da elasticidade da demanda. Mas o que não compreedi até hoje é em qual dos casos ele é repassado e qual não é.

    Pensando nos casos mais radicais, perfeita elasticidade e perfeita inelasticidade.

    Imagino então que um aumento de imposto num produto com uma demanda perfeitamente inelástica é repassado ao consumidor, enquanto num produto de demanda perfeitamente elástica não é repassado, é descontado do lucro.

    No caso do corte de imposto seria o inverso. Correto?
  • Cedric  12/11/2012 18:44
    Não depende também da abertura de mercado? Digo, se uma empresa se recusa a abaixar o preço após uma redução de impostos, seria incentivo para outra entrar no mercado vendendo a um pouco menos, não?
  • John Mclare  09/11/2012 07:02
    Muito obrigado mais uma vez pela clareza e simplicidade como
    esses assuntos são explicados. Mesmo uma pessoa completamente
    leiga como eu consegue entender e repassar a ideia.


    "Bitcoin - Monetary Freedom"
  • Patrick de Lima Lopes  08/12/2012 12:23
    Vejam esta pérola de um defensor dos impostos:

    "Que nada, o pobre também paga imposto, mas ele recebe mais do que paga, diferente do caso? de um rico."

    Lamentável?
  • Pobre Paulista  05/02/2014 17:35
    Cadê o Típico Filósofo para vir defender os pobres num artigo tão fértil para tal assunto quanto esse?
  • Leandro  05/02/2014 12:40
    Após desoneração, preços da cesta básica sobem em vez de caírem

    E o pessoal segue sem entender o básico de economia, como foi explicado neste artigo.
  • Danielbg  05/02/2014 14:08
    Leandro, acho que não entendi bem essa parte. Assim, como a empresa não pode repassar imediatamente os custos decorrentes dos impostos sobre o consumo, da mesma forma ela não reduzirá os preços no caso da diminuição de alíquota. Isso ocorre pq a empresa maximiza seus lucros, ou seja, como não há alteração na demanda ela não tem motivos para reduzir o preço, é isso?
  • Leandro  05/02/2014 14:27
    Ela poderá, sim, reduzir os preços. Mas, se fizer isso, não há por que repassar integralmente a redução do imposto -- isto é, não há por que fazer uma redução integral dos preços.

    Para uma demanda totalmente elástica, qualquer redução de preços trará para aquele produto uma grande demanda. Logo, qualquer corte de impostos seria repassado em sua totalidade. Mas isso obviamente é ficção e está apenas no âmbito da teoria neoclássica, pois demanda totalmente elástica não existe.

    Na prática, no entanto, o que ocorrerá será um arranjo de meio termo: uma redução de impostos será, no máximo, apenas parcialmente repassada para os preços, e isso dependendo totalmente do quão concorrencial é este mercado, o que inclui as tarifas de importação.

    Porém, se for um mercado com grande demanda -- e caso a economia esteja aquecida, ou mesmo caso os custos de produção estejam ascendentes, como ocorre no atual ambiente inflacionário brasileiro -- uma eventual redução de preços pode aumentar substancialmente a demanda, de modo que os preços não apenas voltem a subir, como podem na verdade acabar em um nível mais alto do que estavam antes do corte de impostos.
  • Danielbg  05/02/2014 14:38
    Perfeito, mto obrigado pela explicação! O cenário ficou bem claro.
  • Felipe  05/02/2014 19:56
    Pergunta, Leandro.

    Geralmente as teorias aprendidas aqui são intuitivas e logicamente consistentes e, consequentemente, de fácil aprendizado. Antes de fazer matemática, fiz dois semestres de economia na Unicamp. Tudo que tive foram teorias "frankenstein", explicações insatisfatórias e/ou logicamente contraditórias. Depois que comecei a fazer matemática, notei que vários, supostamente respeitados, economistas não sabiam manipular matemática direito, principalmente em econometria. Fiquei curioso em perguntar por quê, aparentemente, existe uma "bagunça" e até mesmo, permita-me dizer, especulações empíricas que são tratadas como fato, não obstante as incongruências lógicas ou teóricas. Fiquei com muita má impressão vendo suposto doutores fazendo usos de ferramentas na qual não compreendem, chegando muitas vezes em resultados questionáveis, na melhor das hipóteses. Parece que o economista hoje está sendo criado apenas para explicar economia e não estudá-la de fato, uma espécie de macaco treinado, diga-se de passagem.
  • Rennan Alves  05/02/2014 15:14
    E para "ajudar" a população com este novo aumento, o governo, como sempre, aumentará os impostos para redistribuir através de programas assistencialistas, recomeçando o ciclo.

    Aqui em Fortaleza o efeito dos gastos governamentais já está surtindo efeito, o IPTU sofreu um aumento de 167%.
  • Saulo  05/02/2014 15:08
    Alguém poderia comentar este artigo do Belluzo? É tanto termo técnico que me deu um nó.

    Ao meu ver, a economia americana piorou justamente após a adoção de mais medidas "pró-estado", isto é, maior intromissão deste na economia.

    Poderiam esclarecer ponto-a-ponto este artigo, por favor? Sei que é pedir demais, mas se alguma boa alma ajudar ficarei grato.

    Abraços
  • Saulo  05/02/2014 15:27
    Faltou o link: www.cartacapital.com.br/revista/784/a-desigualdade-americana-1349.html

    Obrigado!
  • Pobre Paulista  05/02/2014 17:37
    Honestamente, para que você quer entender o que o Belluzo diz?
  • Diones Reis  05/02/2014 18:28
    Na boa, após ler este artigo, eu tenho cada vez mais certeza que o Belluzo foi um grande mal ao Palmeiras, quando foi presidente.
    Eita economista mequetrefe!

    Numa parte, ele concordo com as sandices do Krugman, que fala que a gastança e as intervenções do Franklin Roosevelt foram a salvação dos USA.

    Na outra parte, elogia as mesmas presepadas do Obama, mas conclui que não tiveram o efeito esperado, e diz que a culpa disto é das "economias capitalistas, sob o império da competição desbragada".

    Na boa, como brasileiro, se sinta preocupado, pois é gente deste naipe que dá conselhos econômicos a governança do Brasil.
  • Henrique  05/02/2014 18:58
    Pessoal, já que, num artigo passado, foi dito que o Estado cria as desigualdades que ele diz solucionar, por que os países da União Européia têm um índice de desigualdade baixo, mesmo tendo um governo enorme?

    Valeu
  • Malthus  05/02/2014 19:34
    Acho que você não leu o artigo com atenção. Ele cita que a principal causa das desiguales de renda é a expansão creditícia e monetária. Na América Latina, estas sempre foram altas, ao passo que na Europa elas são bem mais comedidas.

    De resto, sempre haverá alguma desigualdade de renda, pois as aptidões e habilidades de cada indivíduo são distintas? Os melhores sempre serão mais financeiramente bem-sucedidos. Graças a Deus por isso.
  • Henrique  05/02/2014 19:48
    Certo, Malthus. Mas você estaria dizendo que, se não for por expansão fiduciária e creditícia, não aumentará a desigualdade? Seria o caso de se comparar o Canadá com os Estados Unidos? Já que o primeiro possui carga tributária mais alta e menos desigualdade que o segundo, tornando a vida dos mais pobres melhor? O mesmo pode ser dito sobre os países da zona do Euro, certo?

    Sou fã do site, parabéns pelo trabalho!
  • Malthus  05/02/2014 20:07
    A desigualdade aumentará enquanto houver pessoas melhores, mais aptas e mais dispostas ao trabalho duro do que outras. Ponto. Agora, para que ela aumente a níveis escandalosos, como no Brasil, é necessário que haja uma grande manipulação monetária.

    Recomendo este artigo sobre o Brasil:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=313

    P.S.: não faço parte do site e nem falo em nome dele.
  • Henrique  05/02/2014 20:27
    Malthus, o que eu realmente quis dizer é que, em países como o Canadá e os da zona do Euro, a vida dos pobres é melhorada pela redistribuição de renda feita pelo Estado, haja vista os baixos índices de desigualdades destes países. Em uma economia mais liberal, os pobres estariam relativamente pior, como é o caso dos EUA.

    Agradeço se alguém puder argumentar em contrário.
  • Malthus  05/02/2014 21:56
    Pra começar, a economia do Canadá é mais liberal que a dos EUA.

    www.heritage.org/index/ranking

    Em segundo lugar, você tem de comprovar que os pobres americanos vivem em piores condições do que os pobres europeus. Apenas afirmar que é assim e em seguida sair exigindo explicações para algo que nem sequer foi comprovado não é uma atitude intelectualmentente honesta.

    Por exemplo, quem vive melhor: um pobre americano ou um pobre português? Qual é a definição de pobre nos EUA e qual é a definição de pobre em Portugal?

    Mais ainda: quais destes países apresenta um maior gasto governamental com programas sociais (em termos de PIB)? Qual país dá mais oportunidade para os pobres crescerem por conta própria?

    Por último e não menos importante: você afirma, e sem nenhuma argumentação, que em uma economia liberal os pobres estariam em pior situação. Argumente em prol desta posição tendo os exemplos de Suíça e Espanha.

    Aí, quando você estiver em posse de todas essas estatísticas para todos os países europeus (e dos EUA e Canadá), aí sim será possível dar início a qualquer tipo de debate a respeito.
  • Emerson Luis, um Psicologo  05/02/2014 23:50

    A ironia cruel é que a justificativa para impostos tão elevados no Brasil é financiar os programas assistencialistas que visam auxiliar os mais pobres, sendo que são justamente estes impostos que os mantêm na pobreza.

    * * *
  • IRCR  06/02/2014 09:59
    Redução nos preços por causa de redução de impostos só poderão acontecer em ambientes que há livre concorrencia. Pois, como a margem de lucro subirá, novos concorrentes ou aqueles que quiserem ganhar mercado reduzirão seus preços. Em contrapartida em ambientes cartelizados como temos no Brasil, tais reduções não refletem nos preços.

    No caso de elevação de impostos o empresário vai tentar repassar todo o custo para o consumidor, e dependendo de quanto isso afetar a demanda ele absorve parte o completamente a elevação de custos.

    Sobre o artigo do Belluzo o que ele esqueceu que justamente na década de 70' o padrão-ouro foi abolido, gerando um periodo super inflacionário, por isso o padrão de vida do americano baixo e médio caiu tanto e pouquissimo tem a ver com que ele falou no artigo.
  • Saulo  06/02/2014 15:20
    Foi exatamente o que pensei, IRCR.

    Sobre a política de "gotejamento", ela realmente não adiantou? Pelo pouquíssimo que sei, elas tiveram efeito benéfico, porém, mesmo com a política de reduzir gastos governamentais houve aumento no déficit.

    Muito obrigado!
  • eddi  06/02/2014 14:16
    "Redução nos preços por causa de redução de impostos só poderão acontecer em ambientes que há livre concorrencia. Pois, como a margem de lucro subirá, novos concorrentes ou aqueles que quiserem ganhar mercado reduzirão seus preços. Em contrapartida em ambientes cartelizados como temos no Brasil, tais reduções não refletem nos preços."

    Agora eu fiquei confuso... Pelo texto, deu a entender que se a relação ofertaxprocura nao se altera, tampouco se altera de imediato o preço, que, só se alteraria quando uma oferta maior decorrente de mais lucros, consequentemente de maior produtividade começasse a aparecer.Quando eu li a introdução do texto, confesso que compartilhei do pensamento do IRCR, oras, se existe concorrencia, um empresario poderia estar disposto a diminuir a sua margem de lucro para ganhar clientes. Aonde esta o erro desse raciocinio? Em uma situação de livre mercado, o preço se alteraria de imediato ou não?
  • Leandro  06/02/2014 15:01
    Eis o que o texto diz:

    "Se o governo criar um imposto sobre as vendas, os consumidores não irão alterar suas curvas de demanda de modo a repentinamente aceitarem um preço maior para os bens de consumo. Por isso, se as empresas repassarem o imposto para o preço final de seus produtos, elas simplesmente perderão receitas, pois menos consumidores comprarão seus produtos (assumindo aqui que a quantidade de dinheiro na economia não se alterou)."

    Ou seja, se o governo tacar um imposto de 1.000% sobre o café, e este valor for integralmente repassado ao preço, a demanda do consumidor não irá se alterar para cima, ou seja, ele não vai continuar consumindo a mesma quantidade de café de antes. Ele certamente vai passar a consumir menos.


    "Quando eu li a introdução do texto, confesso que compartilhei do pensamento do IRCR, oras, se existe concorrencia, um empresario poderia estar disposto a diminuir a sua margem de lucro para ganhar clientes. Aonde esta o erro desse raciocinio?

    Erro nenhum, mas não é disso que se trata o artigo. O artigo não tem o objetivo de estudar as consequências de uma redução de preços. O objetivo do artigo é estudar o que ocorre em toda a cadeia de produção quando há um aumento dos impostos indiretos. Só isso.

    "Em uma situação de livre mercado, o preço se alteraria de imediato ou não?"

    Provavelmente sim. Mas, de novo, as consequências de uma redução de preços em um ambiente totalmente concorrencial não são e nem nunca foram o objetivo deste artigo.
  • Henrique  09/02/2014 03:05
    Um doce pra quem conseguir enfiar isso na cabeça de um vermelhinho...


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