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Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres
Você tem sete obrigações a seguir

Se você está preocupado com a 'justiça social' e quer genuinamente ajudar os pobres a subir na vida de maneira permanente e independente, há alguns procedimentos que você pode seguir.

Primeira obrigação: não se torne um deles

Sua primeira e imprescindível obrigação para com os pobres é: não se torne um deles e não faça com que outros se tornem um deles. Será muito mais difícil ajudar pessoas pobres se você ou seu vizinho se tornar pobre.  

Assim como você não deve se tornar pobre, você também não deve defender políticas que levem ao empobrecimento de ricos na crença de que isso levará ao enriquecimento dos pobres. Para o pobre, não interessa se foi você ou o seu vizinho que empobreceu por meio de medidas do governo; a situação dele não melhorará. Um rico empobrecido não cria um pobre enriquecido. A economia não é um jogo de soma zero.

Não sendo pobre, você tem uma escolha: você pode dar o peixe para os pobres comerem ou você pode lhes arrumar um emprego e ensiná-los a pescar o peixe por conta própria — isto é, ensiná-los a serem seres humanos produtivos.

Segunda obrigação: comece dentro de casa

O que nos leva à sua segunda obrigação: se você quer ensinar os pobres a serem independentes e capazes de se auto-ajudar, comece dando o exemplo ainda dentro de sua própria casa.  

Crie seus filhos de maneira austera. Filhos independentes e não-mimados se tornam mais produtivos, mais solícitos, mais realistas e menos propensos a roubar ou a ser desonestos. No futuro, seu filho poderá servir de exemplo comportamental para aquelas pessoas que você está preocupado em ajudar.

Terceira obrigação: explique que, no mundo real, não há mágicas e nem atalhos

Dado que todos vivemos no mesmo planeta (e não há como fugir dele — vivos), todos enfrentamos o mesmo problema sobre como alocar recursos escassos da maneira mais eficiente possível de modo a satisfazer desejos cada vez maiores (já são 7 bilhões de pessoas na terra). 

Há duas maneiras de se alocar recursos: 1) por meio da força, ou seja, por meio de decretos e coerções governamentais; ou 2) voluntariamente, por meio do sistema de preços fornecido pelo mercado. 

Esta segunda maneira é mais duradoura e, logo, preferível para ser adotada com o intuito de sustentar a vida de um enorme número de pessoas. 

Por isso, é também sua obrigação explicar às pessoas — principalmente aos seus amigos igualmente sedentos por 'justiça social' — como funciona uma economia de mercado e por que apenas ela pode criar a maior quantidade possível de bens e serviços para os mais pobres, melhorando seu padrão de vida. Todo e qualquer sistema econômico socialista sempre culmina em escassez e em racionamento de recursos, exatamente o contrário do que você quer para os mais pobres.

Quarta obrigação: seja íntegro

Sua quarta obrigação para com os pobres é dar bons exemplos, de modo que eles se sintam estimulados a emular seu sucesso.  

Não minta, não roube, não trapaceie e não tome dinheiro das pessoas, tampouco utilize o governo para fazer isso por você. Não enriqueça por meio de políticas governamentais. Não aceite dinheiro nem privilégios do governo — dado que o governo nada cria, tudo o que ele lhe dá foi adquirido coercivamente de terceiros, uma medida que gera apenas ressentimento destes pagadores de impostos.  

Uma civilização que é erigida sobre o roubo e sobre privilégios não pode ser duradoura. Dê o exemplo não contribuindo para o perpetuamento deste arranjo.

Quinta obrigação: não adule o governo

Em um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar sua riqueza. Governos falidos ao redor do mundo — consequência econômica inevitável de estados sociais-democratas inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do "bem público").  

Os direitos individuais poderão ser abolidos em nome do 'bem comum' e várias leis poderão ser criadas com o intuito de tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.

Durante a Revolução Francesa e subsequente hiperinflação nos anos 1790, os ricos que não fugiram foram decapitados. Talvez a França tenha sido um caso extremo [N. do E.: embora a Venezuela atual mostre que não], mas a história mostra que sempre que os ricos foram pilhados por políticos populistas, os resultados não foram bonitos.  

Portanto, não empreste sua retórica e nem dê seu apoio a políticos ou movimentos políticos que defendam o confisco direto da riqueza dos mais ricos. Além de os pobres nunca terem sido beneficiados por tais medidas (algo economicamente impossível), você estará apenas aumentando o número de pobres.

Sexta obrigação: assegure sua riqueza para as gerações futuras

Como consequência de tudo isso, sua sexta obrigação para com os pobres é assegurar parte da sua riqueza para as gerações futuras. 

Dado que você genuinamente quer ajudar os pobres, acumule o máximo possível de ativos, trabalhe bastante e produza muita riqueza durante seu tempo de vida. Ao produzir riqueza, você não apenas estará empregando pessoas e enriquecendo-as também, como estará produzindo para toda a humanidade uma maior quantidade de bens e serviços. É assim que você fará com que as pessoas subam na vida. 

Caso prefira o assistencialismo puro, você também tem a opção de distribuir toda a sua riqueza quando se aposentar ou quando morrer. Quanto mais riqueza você produzir, mais você poderá distribuir. Você tem liberdade de escolha. Em vez de folgadamente defender o esbulho da riqueza alheia, crie você próprio a sua riqueza e então a distribua para os pobres — ou, melhor ainda, empregue-os neste processo de criação de riqueza.

Durante este processo, você terá de saber manter seus ativos a salvo do perigo, evitando que sejam confiscados pelo governo ou que simplesmente sejam esbanjados e dissipados. É neste quesito que você terá seus maiores problemas, muito embora várias famílias já tenham demonstrado ser possível manter sua riqueza ao longo de gerações.  

Sua riqueza provavelmente estará na forma de ativos produtivos que são difíceis de serem movidos de um país para o outro. Isso tornará mais difícil se proteger do governo doméstico, que estará ávido para confiscar sua riqueza quando ele precisar do dinheiro. Logo, você terá de diversificar seus ativos ao redor do mundo, de modo que, quando o governo de um país se tornar muito ganancioso (sempre para ajudar os pobres), você terá outra base de operações da qual operar. Isso irá garantir que você se mantenha fiel à sua primeira obrigação para com os pobres.  

Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?

Sétima obrigação: deixe heranças

Caso continue preferindo ensinar a pescar em vez de dar o peixe, sua sétima e última obrigação para com os pobres é legar em herança sua riqueza para alguém (ou para um grupo de pessoas) que irá dar continuidade ao seu trabalho de fazer deste mundo um lugar melhor para os pobres viverem, com uma maior produtividade e uma mais eficiente alocação de ativos.  

Esta poderá ser a tarefa mais difícil de todas. 

Conclusão

Ser caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia. Arregaçar as mangas e produzir por conta própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais trabalhoso. Mas seu amor genuíno aos pobres servirá de estímulo todas as manhãs.  

Boa sorte!


23 votos

autor

Hans F. Sennholz
(1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.


  • Vagner  31/10/2012 06:25
    Perfeito! Inspirador!
  • Roberta  10/11/2013 23:33
    Boa noite! Gostaria de saber como faz quando se ensina a pescar e não há peixes a serem pescados, e quem são os pagadores de impostos no Brasil segundo o autor do texto.
  • Marcos  11/11/2013 02:23
    O que significa que "não há peixes a serem pescados"? Seja mais direta e específica.

    Sobre quem paga impostos, uma maneira fácil e direta de definir isso é ver quanto cada pessoa paga de imposto e quanto ela recebe em dinheiro diretamente do governo (seja via salários, como no caso do funcionalismo, seja via subsídios, como os grandes empresários, seja via transferência de renda, como nos assistencialismos). Você verá que o micro, o pequeno e o médio empreendedor, bem como o assalariado de classe média baixa, são que mais pagam.
  • Gilbert Santargila  16/01/2014 20:01
    Na verdade as empresas de qualquer porte pagam taxas, contribuições e RECOLHEM antecipadamente os impostos e no final do exercício fiscal o imposto sobre o luco. Estes são repassados ao consumidor final. Quem paga - desembolsa - ou seja, é roubado pelo governo - é o contribuinte - Pessoa Física que não lhe é informado quanto está desembolsando (roubado pelo governo-Município,Estado e União), portanto já estão embutidos no valor do preço final a percentagem dos impostos - IPI e ICMS, ISS etc.
  • Pobre Paulista  11/11/2013 11:12
    Quando 'Não há "peixes" a serem pescados' o preço do peixe sobe naturalmente. Com isso, os atuais detentores de "peixe" passam a ter mais lucros, e como todos gostam de lucro, outras pessoas irão tentar criar "peixe". Assim devem surgir diversos empreendedores construindo lagos para criação de "peixe", e naturalmente alguns deles terão um retorno muito bom também, incentivando mais e mais empreendedores a entrar neste negócio. Em um certo momento, a oferta de "peixe" estará num nível onde criar "peixe" já não é tão lucrativo. Assim, os novos empreendedores do mercado de "peixe" deverão ser muito mais eficientes que os empreendedores atuais se quiserem mais lucros, ou terão que entrar em outro negócio que não "peixe". O resultado é não só mais "peixe" no mercado, como também "peixe" de mais qualidade para o consumidor final.

    Enfim, quando não há "peixes" a serem pescados, desde que o governo não interfira, basta deixar o sistema de preços e lucros fazer seu trabalho e em pouco tempo haverão "peixes" a serem pescados.

    Espero ter ajudado.

    (Repare que "peixes" pode ser substituído por qualquer mercadoria sem prejuízo da análise feita)
  • Magno  11/11/2013 14:15
    Gostaria muito de saber de onde tiraram esta ideia nacionalista de que o Brasil é um "país rico". Ora, riqueza não é algo dado. Riqueza é algo que se cria. Um país ter muitos recursos naturais não faz dele automaticamente um país rico. Esta suposta "riqueza natural" tem de ser extraída, trabalhada e convertida em bens, e isso só ocorre se houver um mercado concorrencial.

    Se esse negócio de "riqueza natural" realmente existisse, Venezuela, Nigéria e demais países africanos seriam potências, e Japão e Israel seriam favelas. Nonsense econômico total.
  • reinaldo  06/12/2017 18:53
    Em Israel não havia nem "peixe", nem "lagos", nem "vara de pescar" e hoje é um país desenvolvido.
    Não que seja exemplo máximo de liberdade e prosperidade, mas um monte de pedras sem valor nenhum virou um dos países mais invejados do planeta.
    (Tá, eu exagerei um pouco, mas dá para entender o meu ponto de vista)
  • Tarantino  07/12/2017 02:08
    Para saber quem são os pagadores de impostos, basta olhar no espelho.
  • mauro  14/07/2015 18:04
    Na minha humilde opinião, baseada naquilo que presenciei em minha vida, portanto sem influência de livros, professores, mídia e demais interessados diretamente, a esquerda é usada para se chegar ao poder de forma mais fácil. Temos, hoje, inúmeros incompetentes governando o país, provenientes de movimentos sociais, sindicatos e associações atuantes no período da Contra Revolução de 1964. Aquela célebre frase "poder é como um violino, toma-se com a esquerda, e toca-se com a direita", é uma grande verdade. Pega-se o refugo de uma sociedade (para mim, isso não existe, mas nem todos pensam assim) e, com ele, toma-se o poder. Quando o mesmo estiver consolidado, livra-se do estorvo, que são as minorias que, demagogicamente iludidas, serviram de força na tomada do poder. O povo serve como objeto do governo dos esquerdistas, mas a agenda oculta dos mesmos é o seu próprio bem estar e o enriquecimento, geralmente ilícito. Na direita, o estado enriquece, na esquerda, o administrador enriquece.Veja nossos políticos operários. Uma boa definição para esquerda e direita, é a de que a primeira governa para o povo, e a segunda, para o estado. Quem governa para o povo é populista, demagogo, assistencialista. Quem governa para o estado, é honesto. Governar para o estado é a melhor e mais justa forma de governar para o povo. O bom governo é aquele que desagrada o povo, que faz com que o povo o amaldiçoe. Este é um governo sustentável. Para governos de esquerda, a conta sempre chega. E cara. Quanto à velha definição de esquerda, cuja essência é a ruptura das ordens vigentes, o que por si só sugere desordem, violência e delinquência, qualquer estado deve reprimir. Essa é a base ideológica de todos esses movimentos sociais. O sistema deve ser aristocrático. A administração de qualquer coisa, até mesmo da casa, do lar, deve ser encabeçada por quem tem maior capacidade, melhor preparo. Trata-se, sim, de meritocracia, a maneira mais justa de distinção dentro de uma sociedade justa. Veja o caso das cotas, que, em uma justificativa imediata, busca corrigir injustiças perpetradas há 300, 400 anos atrás. Ora, se o beneficiado fosse aquele que foi prejudicado diretamente, nada mais justo. Agora, pegar um negro, hoje, e lhe dar benefícios, com a justificativa de que um ancestral seu foi prejudicado há alguns séculos, é demagogia e oportunismo, no mínimo, pouca vergonha. Tomar terras dos outros, para dar a alguém, com a desculpa de que seu tataravô não teve condições de adquiri-las, é de fazer corar estelionatários. Eu poderia dizer que o capitalismo sustenta a miséria, e o socialismo é sustentado pela miséria. O capitalismo é o melhor sistema porque nenhum outro absorve a miséria de forma tão ampla. Acho graça quando ouço a demagoga afirmação de que o trabalhador é a riqueza de uma nação. A riqueza de uma nação é o empresariado, que permite que o homem se transforme em trabalhador. Onde quer que se suprima o empresariado, prejudicar-se-á, sobretudo, o trabalhador. Onde o socialismo é implementado à força, ou até mesmo apressadamente, calca-se na miséria e na pobreza. Há quem se lembre dos países nórdicos, como local onde o socialismo deu certo. Lembremo-nos que foi através dos séculos que chegaram a este ponto, naturalmente. Se observarmos, constataremos que estes países não são socialistas, mas, sim, têm um sistema que poderia ser classificado de capitalismo social. Devemos digerir as informações. Se acreditarmos, simplesmente, em tudo que aprendemos nas escolas, livros e revistas, teremos um país cheio de Mao-Tse-tungzinhos e Stalingsinhos iludidos. Por isso que, hoje, temos um tanto de mauricinhos e patricinhas, cujos pais ganham 20, 30 mil reais, protestando contra o capital. Embora alguns o façam de olho no futuro político.
  • Adão J. Sabará  31/10/2012 06:28
    Que bela frase

    Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?
    Isso realmente é muito difícil, o governo gosta de criar novas formas de ajudar os pobres com o dinheiro dos outros, geralmente com o dinheiro também dos pobres. Mais impostos(40% no Brasil). Um assalto, um confisco social jamais visto, em nome do capitalismo do estado. Socialistas, comunistas estão acabando com a riqueza produzida no Brasil.
    Petistas são capitalistas do estado.


  • Jeferson  31/10/2012 10:05
    O governo gosta é de criar mais pobres. É nesse sentido o "amor pelos pobres" que todos os governos têm.
  • Bruno  07/11/2013 16:02
    hahahahaha, isso mesmo... Foi mais ou menos o que disse joãozinho 30, uando chocou o carnaval carioca com algo muito maior, extremamente grandioso, do que qualquer escola de samba já tinha visto. Perguntaram se ele não achava que aquilo não era exagerado. Ele respondeu: Pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual... Profético.
  • Sergio  12/11/2013 15:27
    Se não aos Governos, a quem caberia promover a justiça social e a distribuição de renda?
    Aos empresários e o próprio "mercado" ? kkk

  • Mauro  12/11/2013 16:00
    Realmente, não há entidade melhor do que o governo para fazer a "redistribuição de renda" -- redistribuição de renda às avessas, é claro.

    Ao promover a inflação monetária e privilegiar os ricos que têm acesso ao sistema financeiro e aniquilar os pobres que ficam apenas com o aumento de preços; ao criar agências reguladoras que impedem a entrada no mercado de empresas estrangeiras e garantem o oligopólio das grandes empresas favoritas do governo; ao impor altíssimas tarifas de importação para proteger o grande empresariado e impedir os pobres de ter acesso a produtos estrangeiros baratos -- ao fazer tudo isso, o governo concentra a renda nas mãos dos ricos e destrói a renda dos mais pobres.

    E ainda faz isso tudo com o aplauso de otários como você. O Brasil tem essa altíssima concentração de renda porque o governo, ao adotar políticas que geram tudo isso, ainda conta com o aplauso da plebe ignara. É por isso que é uma delícia ser político e burocrata no Brasil. Quero ser um na minha próxima encarnação.
  • Cristiano  31/10/2012 07:03
    Excelente artigo.
  • Breno  31/10/2012 07:25
    No Brasil acredito que um item não compartilhado por 11 em 10 ricos (empresários, donos de empresa, etc) é o a seguir: "[...] tampouco utilize o governo para fazer isso por você. Não enriqueça por meio de políticas governamentais. Não aceite dinheiro nem privilégios do governo [...]".\r
    \r
    Se alguém me mostrar uma empresa que não tenha uma mãozinha amiga do governo, seja através de BNDES, políticas protecionistas, lobbys de 'n' naturezas, eu bato palmas de pé.
  • François Skaf Lorenzon  31/10/2012 08:01
    Acho uma vergonha empresários como o Eike, com a fortuna que tem, pegar alguns bilhões do bnds. Isso jamais deveria acontecer, mas são esses empresários que financiam no futuro as campanhas politicas daqueles que os favoreceram! Troca de favores entre estado e grandes empresas é o que marca o capitalismo de estado e do governo petista, também chamado de corporativismo (eu prefiro chamar de fascismo).
  • TL  31/10/2012 08:41
    Prezado Breno.

    Acredito que seja muito complicado um empresário não aceitar crédito barato do BNDS.

    Ao conversar com um empresário, ele falou-me que estava competindo para obtenção de uma linha de crédito do BNDS, pasmem, com juros de 3% ao ano (nem sequer a inflação cobria). Ele não entendia como poderia existir uma linha de crédito tão barata.

    Ele falou-me: "Com esses juros eu posso comprar a vista o maquinário ao invés de financiamento comum, e ganhar, digamos, 5% de desconto ao mesmo tempo que obtenho o crédito com juros de 3% ao ano. E ainda, eu não preciso utilizar meu capital de giro".

    Se ele não obter esse crédito, um concorrente poderá obtê-lo e esse concorrente terá uma vantagem competitiva. Um empresário não pode deixar uma oportunidade dessa passar. Seria ruim para os negócios.

    Esse empresário não tem conexões políticas e, após alguns meses, ele falou-me que não conseguiu esse crédito.

    Eu entendo que, mesmo que os empresários queiram, não é possível combater o crédito barato pela simples rejeição ou negação, enquanto o BNDS continua a ofertar o crédito barato e abudante. Eles precisam dançar conforme o ritmo da música.
  • Schneider  06/12/2017 19:08
    Isso que você exemplificou é o tão comentado "rent seeking".
    Uma das maiores constatações da doutrina liberal é que as pessoas agem por meio de incentivos.
    Se o Estado incentiva crédito barato, é suicídio econômico para um empreendedor abrir mão desse crédito. Por isso tantos liberais odeiam tanto o estado. Além de todo o esbulho direto que ele pratica, ainda torna a sociedade como um todo imoral, fazendo com que mesmo os melhores, que são os empreendedores, aceitem o dinheiro sujo do BNDES, simplesmente porque a recusa seria muito prejudicial para seu progresso econômico.
    O mesmo vale para aqueles que buscam cargos públicos. Aqui no portal eu vejo muitas críticas aos "funças", não sem fundamentos. Para alguém que está gerando riqueza dá muita raiva ter que conviver com os "funças", que vivem na mamata, com altos salários, benefícios, sem gerar nenhuma riqueza. Mas aqueles que decidem ser funcionários públicos estão apenas buscando o que melhor atende os seus interesses, como a própria doutrina liberal prevê. É imoral? Sim. Mas é apenas natural do ser humano.
  • Heinrich  07/12/2017 05:18
    É exatamente o que acontece comigo. To estudando em USP há uns anos e comecei a ler sobre liberalismo ha um tempo e sobre o anarco capitalismo bem recentemente. Quanto mais eu leio, mais vejo que faz sentido total, e que é imoral estudar na universidade pública.

    Por outro lado, paguei escola particular a vida inteira, meus pais portanto pagaram minha escola e juntos uma quantidade enorme de impostos pra que eu pudesse ir pra uma boa faculdade pública. Aliás até se endividaram pra eu conseguir isso, vivo extremamente limitado apesar de nem pagar faculdade. E nem eles, nem eu, tem mais grana pra fazer alguma particular num curso integral. Queria eu estudar na FGV, Insper, mas não tenho dinheiro, pq a FGV é artificialmente encarecida pelo proprio governo https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2020 . Fora que já to perto de formar, então não vale a pena largar o curso "em nome da honra e da ética". Ou seja, tá acontecendo bem o que você disse aí. Estou sendo obrigado a ser imoral e tenho plena consciência disso. O governo quebrou minhas pernas, me deu as muletas e ainda agradeci (quando entrei na faculdade ne, agora percebo o que aconteceu)

    Eu acredito que o mínimo que posso fazer pra reparar isso, é divulgar as ideias de liberdade, que é o que venho fazendo ja ha algum tempo. Mas sim, hipocrisia minha compartilhar anarco capitalismo estudando numa universidade pública.
  • Demolidor  07/12/2017 11:20
    Sou formado em faculdade pública também. Passei pelo mesmo aperto que você. Mas pelo menos hoje eu ganho meu dinheiro fora do Brasil. Não vivo do dinheiro tomado dos outros à força e fico feliz por isso. Muita gente que entrou no serviço público percebe isso e, olha que curioso, acaba encontrando alguma maneira de ganhar dinheiro mesmo em um mercado depredado.

    Engraçado que já teve até gente que disse aqui que ataco as pessoas dos funcionários públicos. Longe de mim. O que ataco é o ativismo dos mesmos e o desdém com que tratam dos demais brasileiros. Algo que, aliás, você deve sentir na pele, na relação professor/aluno de faculdade pública.

    Por mais que tenhamos tirado proveito do esbulho, é preciso repetir: o estado é coerção e suga recursos da sociedade à força. Por isso deve ser mantido com o menor tamanho e até abolido, se possível.
  • Patrick de Lima Lopes  31/10/2012 09:58
    Ótimo artigo!
    Os artigos do Sennholz são alguns dos melhores do IMB, considerei seu artigo a respeito da grande depressão tão bem elaborado que até mesmo o tenho impresso.
  • Quid  31/10/2012 11:05
    Ótimo artigo!

    Agora, completamente off-topic, alguém recomenda alguma leitura confiável sobre a Escola de Chicago, suas teorias e, se possível, alguma refutação?

    Abraços.
  • Luis Almeida  31/10/2012 11:18
    A Escola de Chicago versus a Escola Austríaca
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1024

    Elucidando Milton Friedman e a Escola de Chicago
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1065

    A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349

    Viena e Chicago e suas divergências sobre moeda, inflação e a Grande Depressão
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1185

    Depressão com deflação ou depressão com hiperinflação - a escolha da Europa e dos EUA
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1390
  • Bright  31/10/2012 12:33
    O trabalho do site é magnífico. Mas acho perda de tempo achar que este país possa se tornar liberal algum dia.

    Todas as pessoas que conheço, desde pobres até os mais ricos, rejeitam por completo a hipótese de se reduzir o governo. Alguns chegam a se irritar quando eu coloco os meus argumentos, revelando um espírito totalitário que visa esmagar a opinião contrária à sua.

    Para mim, ao invés de tentar mudar a cultura do brasileiro aos poucos, a solução seja, simplesmente, migrar para outros países liberais. Estou pensando seriamente em ir para o Chile. Ou estudar inglês e ir para a Austrália.
  • Gustavo BNG  31/10/2012 18:49
    Você pode mudar a mentalidade brasileira mesmo morando em outros países. Ex.: fazendo vídeos explicativos de conteúdo da Escola Austríaca; conversando com brasileiros que moram nesses países (o que influenciará, indiretamente, o círculo de amizades deles aqui, como o filósofo Olavo de Carvalho faz nos EUA); doando livros liberais para bibliotecas públicas brasileiras; doando para institutos como o IMB etc.
  • Francois Skaf Lorenzon  01/11/2012 07:58
    Pro mises eu faço doações! Esse mês eu ainda não fiz, mas devo fazer em breve!
    Já fez a sua?
  • Leigo  07/12/2017 13:03
    Creio que a cada dia as ideias liberais estão marcando a vida dos brasileiros, o termo "mises" é mais pesquisado que "keynes" no Google e no Brasil. Eu advim de uma família de petistas, professores, grevistas, sindicalistas... Expresso toda minha opinião e eles já concordam em muitas coisas. Um deles diz que o Lula foi um dos governantes que possibilitou algumas coisas do que eu digo, e realmente, o Lula fez algumas medidas liberais, no entanto, é muito complicado, tento falar as ideias e pelo empirismo elas fazem bastante sentido na cabeça das pessoas. Apesar de tudo, tem política envolvida, eu explico as medidas que apoio em relação ao presidente Temer, porém todos sabemos como nossos candidatos são problemáticos. Por mais que esse membro da minha família vote novamente no Lula, as ideias libertárias estão sendo consolidadas na cabeça dele, será mais fácil fazer uma análise caso o Lula ganhe por exemplo. O importante é fazer o que o IMB vem fazendo. Escrevi rápido, perdão pelos erros de português.
  • Marcos Campos  01/11/2012 10:16
    Sinto-me feliz por ter encontrado a EEA.

    Tenho feito minha parte em mostrar as pessoas a forma correta de pensar sobre os temas atuais.

    Muitos me chamam de chato, que só falo de política, economia, direito, etc.

    Mas sinto por percepção que tem funcionado muito bem essa minha perseverança, as pessoas estão compreendendo melhor o sistema atual e o odiando, querendo, desejando a liberdade que eu demonstro.

    Ainda não sou expert como vocês, mas estou evoluindo, ao ponto de minha professora de direito, me homenagear em plena sala de aula.


    Obrigado Instituto Ludwig von Mises Brasil.
  • Acacio  02/11/2012 05:07
    Queria saber em uma sociedade libertaria, ou em aspectos libertários, como se daria o papel de um Assistente Social, ou ele é realmente só uma ferramenta que o estado necessita?
  • Adriano  02/11/2012 17:44
    Desculpem, mas as vezes gosto de dar uns pitacos aqui com vocês. Pois, p/ mim que não sou economista e sim Eng. Florestal ( em SC) e concordo com tudo que a EA explana aqui, fico atônito ver na minha área de formação, produtores rurais ou seja silvicultores, que não são tratados desta forma (cito, Canadá, Austria, Escandinávia ...), não poderem cortar árvores em sua propriedade p/ o próprio benefício ou de sua família. E existem dezenas de Leis dificultando o plantio de exóticas. Porém, se esquecem que até os socialistas se limpam com papel oriundo do eucalípto, e ao mesmo tempo fazem manifestações contra esta espécie. Desculpem o desabafo!...
    Mas quanto o assunto, do Artigo, o que o empresariado não entendeu, no meu ver, é que com o BNDES dono de grande parte; se não de quase todas as empresas de grande porte do País, o próximo passo é gerar cada vez mais leis trabalhistas e impostos e de "alan - buja um pouco de inflação" para em seguida o governo ficar com todos os meios de produção na mão. O resto da estória os Srs. já sabem; um novo País alá Chaves ou Castro...
    No meu entender, só louco tenta empreender num País deste. É melhor ser um bom investidor e apostar cada vez mais no aumento da inflação. Só não plante árvores, pois, não saberá se poderá cortar um dia, ou vai cansar de pagar taxas, subornar fiscais, impostos, redução da água, aquecimento global, certificação florestal, blá, blá, etc, etc...
  • Carlos  10/12/2017 02:03
    Quanto à impossibilidade de desmatar áreas para o próprio benefício, ou mesmo de algumas árvores, eles devem (ou deveriam) fazer como todo mundo faz: corta mesmo, desmata o que der na veneta e torne aquele espaço em um ativo que pode ser explorado em proveito próprio. Ninguém dá uma vírgula de importância para a fiscalização governamental, desde que você seja pequeno o bastante para não representar uma vaca leiteira de onde algum burocrata pode querer exigir um suborninho. Aos maiores, que não tem como escapar da atenção dos fiscais, resta atuar no mercado artificial criado por todos os governos: a corrupção.
  • Anônimo  09/11/2012 13:53
    Sei que foge um pouco do assunto, mas desde que li os artigos do IMB sobre assistencialismo e pobreza, sou contra esta prática, porém fui indagado com uma questão um pouco diferente e admito que ainda não sei como responder, por isso peço a ajuda de todos os leitores do site: "E os deficientes naturais? Como eles se manteriam sem um estado assistencialista? (atenção, ignore totalmente pobreza, o assunto em pauta é sobre doenças naturais, síndromes, pessoas que nascem sem partes do corpo e etc.)"
  • Leigo  07/12/2017 13:12
    Dê uma lida nesse artigo: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1541

    Alguns seguidores do IMB concordam com a distribuição direta de renda. Além disso, creio que seria uma medida apenas entre os realmente necessitados, portadores dos problemas que você citou (o maior problema são os meios fiscalizatórios). Portanto, o filho deficiente de um cidadão poderia ser provido por seu pai.
  • TL  09/11/2012 15:42
    Prezado Anônimo.

    Acredito que a resposta a essa pergunta é: da mesma forma que eles se mantém hoje.

    Eu respondo dessa forma porque acredito o estado não faz muito pelos deficientes naturais. E se fizer, deve ser muito ineficiente.

    Eu conheço duas famílias que tem filhos com Síndrome de Dawn. Em ambos os casos os custos associados a essa doença são privados. O caso que eu melhor conheço, o resultado foi excepcional. Hoje, esse rapaz com Síndrome do Dawn tem seu próprio emprego (ele é empacotador numa loja de calçados e toca gaita [um instrumento de difícil aprendizado]). Claro, não imaginem que ele desenvolveu todas as capacidades de um indivíduo adulto saudável.

    No caso de família pobres, o sustento se daria da mesma forma que ocorre hoje: caridade privada.

    Inclusive, numa sociedade mais livre e rica, poderiam existir empresas que forneçam esse tipo de serviço.
  • Maurício.  04/02/2013 20:07
    Cara, o melhor texto do Mises ever!
  • Jean  07/11/2013 08:17
    Muito bom texto , mas tem um problema : E quem não tem base familiar(financeira),e adquire conhecimentos medianos capitalistas , ao invés de iniciar uma corrida na logica capitalista ,pode se tornar esquerdista(mais fácil) e angariar recursos dos capitalistas bem sucedidos através da politica, ou seja , Como evitar os populistas?
  • Pobre Paulista  11/11/2013 15:32
    Certa vez lancei uma pergunta parecida por aqui: Não seria o "Estado" uma "resposta de mercado" àqueles que desejam apenas ser sanguessugas do sucesso empresarial alheio? Ou seja, esse é o desejo das pessoas (Se utilizar do sucesso alheio) e o Estado é a materialização desse desejo...
  • jean  19/01/2014 22:31
    por isso tomei nojo do LULA e do PT , mas sou grato a eles , pois são tao indiscretos que graças a eles compreendi muitas das coisas ditas aqui...
  • polako  08/11/2013 01:13
    SENSACIONAL
  • johnson  16/01/2014 16:48
    O Estado tem de ser rico, mas seus cidadãos têm de ser pobres.Pois quanto mais ricos os homens são,menos se importam com os outros, provocando assim anarquia na sociedade; mas quando são pobres, demonstram solidariedade entre si,fortalecendo o tecido social.
  • Marcondes  16/01/2014 16:59
    Genial, Johnson. A solução de fato é empobrecer todo mundo, a ponto de ninguém sequer ter o que comer. Aí sim seremos todos civilizados, compassivos e bondosos. Atingiremos o nirvana da cooperação social e nosso tecido social será impermeável.
  • Luiz Goerck  15/07/2015 08:47
    Vejamos, e a África, onde pode ser lincada com o que você falou, Johnson?

    Acho que não é bem assim.
  • Fabricio  07/10/2014 18:59
    Hoje na escola tive que ouvir que o captalismo é um jogo onde: "sempre um ganha e outro perde"

  • Fernando  07/10/2014 20:59
    Por essa lógica, era pra estarmos na Pedra Lascada, fazendo guerra por punhados de frutinhas (guarda essa pro caso de dizerem essa bobagem de novo).
  • Homem Azul  07/10/2014 21:27
    Texto retrata a realidade fielmente. Porém, pergunto: estão os brasileiros suficientemente amadurecidos para pôr isso em prática?
  • anônimo  08/10/2014 00:01
    Texto excelente. Uma duvida é em relação ao seguinte trecho:

    ''Em um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar sua riqueza. Governos falidos ao redor do mundo — consequência econômica inevitável de estados assistencialistas e inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do "bem público"). Os direitos individuais serão abolidos em nome do 'bem comum' e várias leis serão criadas com o intuito de tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.''

    O autor estaria jogando a tolha do sonho libertário?
  • Rennan Alves  08/10/2014 03:20
    O autor está simplesmente constatando uma obviedade: governos confiscarão cada vez mais a sua população para custear e/ou justificar seus gastos. Em nenhum momento ele fala para "jogar a toalha".
  • Vagner  08/10/2014 11:10
    Pelo contrário. Fortalece ainda mais o sonho libertário. A queda do Estado será inevitável um dia assim como aconteceu com a escravidão.
  • anônimo  08/10/2014 01:30
    Os conselhos do artigo para ajudar os pobres, para começar, são excelentes.

    E para continuar, e esquecendo o excesso de precaução (pessimismo) do último conselho, é justamente este o principal pilar que sustenta a existência de um estado. Portanto, torna-se de vital importância mostrar às pessoas -os paladinos da moral que não conseguem imaginar uma sociedade sem tal instituição- o quanto o capitalismo/livre mercado está devidamente mais capacitado para promover a justiça e o bem estar social do que a divina e interventora 'mão estatal'.

    Em uns comentários anteriores deste artigo têm alguns links sobre isso, mas quem souber de mais, e puder indicar, desde já agradeço. Vou até fazer uma pasta para organizar e guardar esse conhecimento, que merece atenção especial, como um patrimônio, já que o IMB não facilitou e não se tem uma tag específica para isso, rs.

    Grande abraço
  • Valdemar Katayama Kjaer  09/10/2014 02:49
    Excelente texto. Meus sinceros parabéns ao autor. Fiquei especialmente feliz com sua atenção à parte moral e ética. Sem uma axiologia adequada, não há pensamento ou ação verdadeiramente positivos.
  • Otacílio   09/10/2014 20:38
    Não sei se perceberam, mas os EUA não é um país capitalista, o sistema americano é liberal. Por lá não existe nenhum serviço, além do militar(Polícia, FBI, Exército, etc.), prestado pelo estado. São todos de iniciativa privada desde os primórdios do país, não há serviço público de saúde, nem coleta de lixo, nem serviços de água, gás ou energia. Vontando ao texto, está certo em ensinar a pescar é importante, mas isso é um projeto de médio prazo a longo prazo, afinal ficamos anos na escola, o que interessa primeiro é acabar com a fome, pessoas famintas não vão aprender nada. Resolvido isso, precisamos de políticas que estimulem a educação, a civilidade, reduza as desigualdades socias e provavelmente daqui uns 100 anos seremos um país mais evoluído.
  • Rennan Alves  09/10/2014 22:39
    Não sei se perceberam, mas os EUA não é um país capitalista, o sistema americano é liberal.

    Capitalismo significa Livre Mercado.Logo, se um país adota o Capitalismo, significa que este é um país liberal. Sua afirmação é contraditória.

    Por lá não existe nenhum serviço, além do militar(Polícia, FBI, Exército, etc.), prestado pelo estado. São todos de iniciativa privada desde os primórdios do país, não há serviço público de saúde, nem coleta de lixo, nem serviços de água, gás ou energia.

    Aqui você demonstra todo o seu desconhecimento. Neste site do Bloomberg você encontra uma lista de algumas empresas públicas e privadas que atuam nos Estados Unidos, fornecendo os mais variados tipos de serviços. Apenas filtrando a letra A encontrei 820 empresas públicas, desde empresas de fornecimento de comida até empresas de tratamento e distribuição de gás. E olha que não estou contabilizando as escolas, a justiça, os museus, os monumentos, etc.

    Vontando ao texto, está certo em ensinar a pescar é importante, mas isso é um projeto de médio prazo a longo prazo, afinal ficamos anos na escola, o que interessa primeiro é acabar com a fome, pessoas famintas não vão aprender nada.

    Ué, e como a pessoa vai se alimentar sem "saber pescar"? Ela vai esperar que o "peixe" saia magicamente do rio em direção ao fogo, colocar alguns temperos com suas barbatanas e se fatiar em pedaços? O que não falta são exemplos de pessoas que tiveram que se virar para não morrerem de inanição.

    Resolvido isso, precisamos de políticas que estimulem a educação, a civilidade, reduza as desigualdades socias e provavelmente daqui uns 100 anos seremos um país mais evoluído.

    O que precisamos é de Capitalismo.
  • ALLINE JAJAH FRANCO  24/01/2017 00:22
    Acredito no microcrédito. Um pouco do que nosso colega autor não defende, eu defendo. Grandes milionários já estão dividindo a sua renda. Esses valores exorbitantes de valuation de empresas não correlaciona com a realidade... Enfim, eu acredito no microcrédito fornecido por quem tem grana. Mohammed yunnus e cia, estão no caminho certo. Novas moedas, como o Palma, bitcoins e novas formas de enxergarmos a economia trarão maior sentido. Não digo doar, digo emprestar, mas vou estudar mais uns anos e aí formalizo a proposta antes de vocês começarem a ser ofensivos.
  • Pobre Paulista  24/01/2017 11:04
    Caridade pura e simples é muito mais eficiente que microcrédito.
  • Alexandre Toledo  15/07/2017 18:22
    O artigo desperta para uma boa reflexão: como superar a pobreza endêmica no Brasil sem demonizar os empreendedores?
    É importante destacar que o espírito empreendedor é uma qualidade de poucos no Brasil; ainda é muito mais fácil se assegurar das benesses do Estado, sobretudo nos vantajosos e escassos empregos do setor público, para aqueles que se contentam apenas em compor a classe média.
    Para se tornar rico, a estratégia deve ser outra. Mantendo-se honesto e sem aceitar as regras do jogo político, torna-se um grande desafio!
    Mas a solução para a eliminação da miséria e superação da pobreza material ainda está longe de ser obtida no Brasil, pois sem controle de natalidade e adoção de valores morais, sobretudo de valorização da vida, não vejo solução possível.
    Será que a disseminação de valores religiosos pode ser a solução? Despertar o desejo de consumo deu no que deu...
  • Ricardo  06/12/2017 17:00
    A pobreza material é superada pela riqueza espiritual. Os valores católicos no Brasil apresentam essa visão de que o pobre deve sentir orgulho de seu status quo, razão na qual propiciada pelo neoliberalismo na qual os brasileiros estão sujeitos a essa extrema desigualdade, a religião católica abriu a mente dos oprimidos para se importarem com os valores espirituais ao invés dos valores materiais. Ainda bem que o catolicismo é muito presente no cotidiano brasileiro, não gostaria de ver o protestantismo no Brasil pregando a moral do empreendedorismo trazendo aquela aberração em acumular capital em detrimento de se preocupar com o bem-estar social de todos.

    Portanto, sim. A disseminação de valores religiosos pode ser a solução, sobretudo o catolicismo.
  • Capital Imoral  06/12/2017 14:45
    Neste natal devemos lembrar dos pobres e oprimidos pelo capital

    Neste texto irei contar a história de duas pessoas completamente diferentes. O primeiro deles é o Richard; homem rico, inteligente, bonito, poderoso e dono do mundo. O segundo é o Wellingson; morador de rua, pobre, viciado em crack e analfabeto.

    Richard irá para o shopping gastar cerca de vinte mil reais em compras para família branca e burguesa. Somente com a árvore de natal ele irá gastar mais de três mil reais. lógico que tem que comprar roupas brancas (promoção) cerca de R$150,00 cada. Provavelmente irá tirar uma selfie ao lado do Papai Noel, no novo iphone x; e ao fim do dia, se tiver sorte, poderá fazer sexo com a esposa de olhos azuis.

    Wellingson neste natal irá comer pão duro na rua. Ele está viciado em Crack. Ele não é como Richard que busca sempre estar informado e bem educado para o futuro. Wellingson não tem nada. Wellingson é analfabeto. Este mundo é muito cruel, neoliberal. Mas mesmo assim, Wellingson insiste em querer sobreviver neste natal; ele procura emprego de empacotador nos supermercados, desde novembro, mas logo é negado ao saberem que ele é usuário de crack. Este mundo é muito cruel, neoliberal. Não há paz.

    E parece que quanto mais a vida se torna cruel mais Wellingson torna-se bruto e desumano. A linha que separa nossa humanidade está ficando cada vez mais fina para Wellingson. Ele está com muita fome, se pudesse, comeria durante dias a fio. Qualquer cachorro quente de R$3,00 já estaria de bom tamanho, pelo menos para aliviar.

    Mas voltemo-nos para vida de Richard, neoliberal. Você já viu a nova coleção de carros do Richard? Sim, ele pode comprar todos esses carros graças à "informação" de que seria uma boa investir em Bitcoins, lógico; ele já era investidor à décadas e a onda do bitcoin só foi mais um ganho para vida maravilhosa de Richard. É tudo tão perfeito, é tudo tão belo. Ele tem todos "contatos" e "informações". Richard dificilmente erra pois ele é grande amigo do Helio beltrião - que fornece informações de mercado para ele - e os dois seguem à filosofia praxeológica.

    O inferno na mente de Wellingson é uma mistura de ignorância, frio, desumanização, vício em drogas e bebidas. É a completa destruição do homem. aliás, ele não é mais mais um homem; é um sub-humano. É tudo tão gritante neoliberal, você não consegue ver as diferenças sociais diante dos seus olhos? Neste mundo desumano onde quem tem à "informação" tem absolutamente tudo, e quem está de fora, não tem absolutamente nada. É tudo muito gritante. É o inferno na terra.

    Conclusão
    Se tem um lugar que eu odeio, este lugar se chama shopping. Ali, se encontra a maior concentração de burgueses e Richards por metro quadrado: existe burguês velho, branco, negro, anão, fêmea, jovem, bebê. E se você olhar bem, irá perceber que eles são todos iguais tentando ser diferentes. É como se fosse um grande exército de Helio Beltriões e Richards no mesmo lugar. Ainda bem que eu tenho consciência social para não fazer parte desse grupo. É tudo muito grotesco, aliás, a vida de um burguês é uma vida grotesca. O que quero dizer com isso, é que neste natal, devemos colocar a mão na consciência e não gastar dinheiro com bobagens no shopping e pessoas. Todos nós sabemos que essas pessoas são um lixo e que você só quer fazer sexo com a mina no qual você vai presentear. Porque você também é um lixo. O mundo está doente, neoliberal, só o socialismo pode nos libertar desta doença. Pegue esse dinheiro e gaste com Wellingson. Pegue esse dinheiro e gaste com quem realmente sofre e precisa. Aqueles R$3,00 do cachorro quente pode decidir entre a vida e a morte.

    Parabéns Capitalismo, veja a merda no qual esse sistema nos colocou.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Carlos  06/12/2017 21:21
    Você é um pobre fodido que nunca vai poder ir ao shopping e esbanjar aquilo que conquistou com trabalho e inteligência !!!
    Morra de inveja seu merda socialista fodido esquerdiopa idiota que quer viver as custas dos outros !!!
  • Luiz Moran  07/12/2017 13:50

    Carlos, não perca seu tempo com esse maluco, note que os mais antigos no Mises ignoram esse sujeito.

    Deixe-o latindo sozinho.
  • Nimrod  09/12/2017 00:40
    Capital Imoral, quantos cachorros-quentes você comprou hoje para combater a fome ? E quantos você comprou semana passada ? E no mês passado ? E no ano passado ? E na década passada ? Mostra aí pra gente os recibos de todos os que você comprou até hoje, para fazer sua parte no combate contra a fome.
  • André Caniné  06/12/2017 14:56
    Gosto muito desse argumento do Walter Williams:

    "Em termos gerais, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres por uma ou mais das seguintes razões:

    (1) eles não podem ou não sabem produzir muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros;
    (2) eles podem e sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de fazer isso;
    ou
    (3) eles voluntariamente optam por ser pobres."

    OBS: a caridade é uma virtude louvável, mas para que ocorra a pessoa deve escolher livremente realizá-la. Não existe caridade, por exemplo, no ato de pagar impostos sob a mira de armas. E existem várias formas para se fazer caridade: desde a oferta de um pedaço de pão a uma pessoa faminta até ensino de economia básica a socialistas.
  • Gabriel  06/12/2017 17:10
    A sexta e sétima obrigação demonstra um certo tipo de receio de doação de fortunas desses bilionários para a caridade? Já que legar para os herdeiros é maximizar a riqueza, logo doar toda a fortuna por uma causa mesmo sendo nobre, não fará muita diferença estrutural na pobreza onde esses recursos estão sendo aplicados, já que a pobreza não pode ser superada por caridade.
  • Ford Prefect  06/12/2017 17:12
    (Off)

    Alguém poderia mandar um link de um artigo demonstrando como os EUA se tornaram desenvolvidos?
  • Mr Richards  07/12/2017 01:12
    É difícil encontrar algum artigo que apresente a visão liberal do desenvolvimento dos EUA, mas conheço um que fala brevemente sobre o assunto, e assim vou acrescentando outros artigos para complementar o outro.

    theeconomiccollapseblog.com/archives/during-the-best-period-of-economic-growth-in-u-s-history-there-was-no-income-tax-and-no-federal-reserve

    O artigo acima fala de uma passagem rápida sobre o desenvolvimento dos EUA antes do FED ter sido criado. Ele diz que o melhor período de crescimento econômico da história dos EUA ocorreu durante um período em que não havia imposto de renda nem o FED. Entre a Guerra Civil e 1913, a economia dos EUA experimentou um crescimento absolutamente explosivo. O sistema de mercado livre prosperou e o resto do mundo os olhou com inveja. O governo federal era de tamanho muito limitado, não havia imposto de renda e nem um banco central. Esse período é mais conhecido pelo nome "The Gilded Age", na qual pega um intervalo entre esse tempo da Guerra Civil e 1913 - ano da criação do FED.

    "O rápido desenvolvimento econômico após a Guerra Civil estabeleceu as bases para a moderna economia industrial dos EUA. Em 1890, os EUA pularam em frente da Grã-Bretanha para o primeiro lugar na produção industrial.
    Ocorreu uma explosão de novas descobertas e invenções, um processo denominado "Segunda Revolução Industrial". As estradas de ferro expandiram ampliando a quilometragem e construíram pistas e pontes mais fortes que lidavam com carros e locomotivas mais pesados, levando muito mais bens e pessoas a taxas mais baixas. Veículos ferroviários de refrigeração entraram em uso. O telefone, fonógrafo, máquina de escrever e luz elétrica foram inventados. No início do século XX, os carros começaram a substituir as carruagens puxadas por cavalos.
    Paralelamente a essas conquistas foi o desenvolvimento da infra-estrutura industrial da nação. O carvão foi encontrado em abundância nas montanhas dos Apalaches da Pensilvânia ao sul para Kentucky. O petróleo foi descoberto no oeste da Pensilvânia; foi usado principalmente para lubrificantes e para querosene para lâmpadas. Grandes minas de minério de ferro foram abertas na região do Lago Superior do Alto Oeste. As usinas de aço prosperaram em lugares onde esses minérios de carvão e ferro poderiam ser reunidos para produzir aço. Grandes minas de cobre e prata foram abertas, seguidas de minas de chumbo e fábricas de cimento.
    Em 1913 Henry Ford introduziu a linha de montagem, um passo no processo que se tornou conhecido como produção em massa."

    "A Era Dourada viu o maior período de crescimento econômico da história americana. Após o pânico de curta duração de 1873, a economia se recuperou com o advento das políticas de dinheiro restrito e industrialização. De 1869 a 1879, a economia dos EUA cresceu a uma taxa de 6,8% para o PIB real e 4,5% para o PIB per capita real, apesar do pânico de 1873. A economia repetiu esse período de crescimento na década de 1880, na qual a riqueza da nação cresceu a uma taxa anual de 3,8%, enquanto o PIB também foi duplicado."

    Os EUA depois da Guerra Civil, restringiu a oferta monetária praticadas durante a guerra para financiá-la, essa ação trouxe um ciclo de deflação no período posterior à guerra, tanto é que há 3 ciclos de deflações comentados nos EUA, o primeiro de 1817 a 1860 - período anterior a Guerra Civil -; o segundo sendo posterior a Guerra Civil entre 1865 a 1900, e a terceira entre 1930 a 1933, sendo essa causada pela crise de 29, na qual dispensa todos os comentários, sendo uma deflação resultada da quebra do sistema bancário, totalmente diferente das outras duas deflações, na qual foi ocasionada pelo aumento extraordinário da produtividade.

    Quando o Federal Reserve - FED - foi estabelecido em 1913, o nível de preços nos EUA ainda era menor do que em 1800. Durante os próximos 100 anos, o dólar perdeu 96% de seu valor, fazendo com que os preços nominais aumentassem quase 2.000%. Em 1991, o economista John J. McCusker publicou um histórico índice de preços dos valores monetários nos EUA. Ele descobriu que o nível de preços era realmente 50% maior em 1800 do que em 1900. Os preços subiram durante a Guerra de 1812 antes de cair novamente em torno de 1815-1817. Impulsionados pelo aumento da maquinaria industrial, os preços caíram e a produção cresceu consistentemente até o início da Guerra Civil. O governo dos EUA imprimiu dinheiro e emprestou pesadamente durante a guerra, mas cessou uma vez que a paz voltou.

    https://www.investopedia.com/ask/answers/040715/were-there-any-periods-major-deflation-us-history.asp

    Falando mais sobre esse período, houve uma explosão sem precedentes de novas tecnologias industriais e agrícolas . O escritório de patentes dos Estados Unidos emitiu 440 mil patentes entre 1860 e 1900-12 vezes mais do que nos 70 anos anteriores. Nas fazendas, tratores de vapor e ceifadores mecânicos, colheitadeiras, e combina todo o aumento da produtividade agrícola. Em 1900, exigia apenas 15 horas-homem por acre para aumentar o trigo, enquanto um século antes, havia levado 56 horas-homem por acre.
    Nas fábricas,o Processo de Bessemer e o Forno Siemens-Martin modificaram radicalmente a fabricação de aço. Nos prédios de escritórios dos Estados Unidos, caixas registradoras, máquinas de adição e máquinas de escrever transformaram a forma como as pessoas faziam negócios. O telefone de Alexander Graham Bell, desenvolvido em 1876, revolucionou a comunicação comercial, enquanto o trabalho de Thomas Edison com eletricidade iluminou casas e fábricas movidas.
    John D. Rockefeller empregou novos métodos de refinação de petróleo, enquanto um pouco menos famoso, Charles Pillsbury e Cadwallader Washburn (Gold Medal Flour) desenvolveram tecnologias que forneceram farinha barata de alta qualidade para cozinhas americanas.
    Em segundo lugar, essas indústrias crescentes geraram bens para mercados urbanos crescentes. Durante a Era Dourada, as cidades da América explodiram. Em 1900, os 30 milhões de habitantes da cidade dos Estados Unidos representavam 40% da população americana, de 20% em 1860. Cerca de metade desses novos residentes urbanos eram imigrantes , a grande maioria deles da Europa. Durante a década de 1880, cinco milhões de pessoas vieram para a América do exterior. Durante a década de 1890, a imigração diminuiu, mas ainda havia uma chegada líquida de 3,7 milhões de pessoas do exterior.
    Os novos residentes vieram por uma variedade de razões - alguns vieram para os empregos oferecidos pelo setor de fabricação em expansão, enquanto outros vieram para as conveniências e a excitação da vida da cidade oferecida. Os 68.000 afro-americanos que se mudaram para as cidades do norte do sul durante a década de 1870 vieram por seus próprios motivos mais complexos e distintivos.
    Em terceiro lugar, a expansão da expansão dos Estados Unidos trouxe novos bens e uma crescente população em conjunto. A rede ferroviária americana cresceu de 35 mil milhas de trilha em 1865 para 242 000 em 1900.
    Além disso, os carros dorminhocos do Pullman Palace tornaram a viagem mais confortável, e os vagões refrigerados permitiram que carne, vegetais e frutas fossem transportados por todo o país. Para tornar este sistema ferroviário mais eficiente, as empresas ferroviárias passaram para uma bitola padrão de 4 "8.5" entre 1880 e 1890, permitindo que diferentes ferrovias usassem o mesmo equipamento.
    Em nome da eficiência, as ferrovias usaram tempo padronizado. A partir do meio-dia (horário padrão do leste) em 18 de novembro de 1883, as ferrovias introduziram um sistema cuidadosamente planejado de novos fusos horários, terminando séculos de experiência humana em que cada cidade definiu seus próprios relógios em um momento ligeiramente diferente de acordo com a posição do sol no céu.
    Em quarto lugar, o financiamento para tudo isso veio de um aumento da oferta de capital - e do capital derivado de fontes novas e mais amplas. No início do século, a maior parte do capital utilizado para a expansão industrial tinha vindo das empresas em expansão. Mas nas décadas após a Guerra Civil , as poupanças pessoais individuais aumentaram e um novo lote de instituições foi criado para capturar e disponibilizar essas economias para os mutuários de negócios - bancos comerciais, caixas de poupança e companhias de seguros, todos forneceram novos veículos para acumular e dispensar o capital precisava alimentar o crescimento econômico americano.

    Eu ainda tenho minhas dúvidas se o aumento da tarifa de importação ajudou todo esse desenvolvimento, mas isso é uma outra história.

    A Importância da Cultura

    Outros historiadores econômicos, no entanto, insistem que esse tipo de análise negligencia contribuintes ideológicos igualmente críticos para o crescimento da Era Dourada.
    Para iniciantes, o desenvolvimento econômico foi facilitado por uma cultura solidária - que colocou a confiança em industriais e empresários e se recusou a permitir que o governo interfira em seus esforços. A maioria dos americanos abraçou os princípios da economia do laissez faire, que argumentava que as forças econômicas deveriam se permitir trabalhar com a máxima liberdade e interferência mínima do governo.
    Parte da lógica era puramente econômica - acreditava-se que o envolvimento do governo tendia a dificultar ou mesmo impedir o desenvolvimento econômico. Mas parte do argumento era ético . Os defensores do Laissez-faire argumentaram que a interferência do governo distorceu as forças naturais e equitativas do desenvolvimento econômico. A intervenção governamental foi considerada equivalente à "legislação de classe" - uma reafectação injusta e artificial de recursos econômicos e de poder de um grupo para outro.
    Os ideais do Laissez faire permitiram que os industriais e empresários operassem com apoio público e sem interferência governamental. Além disso, a filosofia foi traduzida pelos tribunais em um conjunto de regras práticas que permitiram que as empresas operassem com maior autonomia.
    Por exemplo, durante as últimas décadas do século XIX, o tribunal reforçou as regras que aumentaram a santidade do contrato. As leis estaduais que tentaram regular o local de trabalho, como as restrições ao horário de trabalho e aos requisitos de segurança, foram repetidamente eliminadas pelos tribunais estaduais com o argumento de que eles violaram os direitos dos empregadores e empregados para celebrar contratos livremente. Os tribunais também aplicaram cada vez mais a regra do "servente", que aliviou os empregadores de responsabilidade por danos no local de trabalho se uma causa contributiva fosse a negligência de outro empregado.
    E os tribunais enfraqueceram os sindicatos , insistindo que os empregadores tinham o direito de substituir os trabalhadores em greve, ao mesmo tempo que negavam que os grevistas tivessem o direito de organizar boicotes.
    Para muitos historiadores, a história econômica dos Estados Unidos durante a Era Dourada não pode ser explicada sem referência a essa cultura filosófica e jurídica, o que favoreceu o crescimento econômico não regulamentado.
    Ainda assim, outros insistem que reconhecer a importância desta cultura não completa a história. Esses estudiosos insistem que um punhado de jogadores-chave eram críticos para a maneira particular como a economia americana se desdobrou. Eles argumentam que as habilidades e estratégias de um punhado de gigantes industriais individuais foram essenciais para o extraordinário crescimento econômico dos Estados Unidos.

    John Pierpont Morgan

    JP Morgan completou a tríade dos grandes gigantes industriais da Era Dourada da América. Ele também perseguiu o controle do monopólio sobre seu setor da economia - mas ele finalmente estabeleceu um conjunto mais variado de participações do que Rockefeller ou Carnegie.
    Mesmo os seus contemporâneos desaprovaram seus primeiros negócios - durante a Guerra Civil , ele vendeu armas defeituosas ao Exército da União a preços inflados e ele instalou uma linha de telégrafo em seu escritório para poder comprar e vender ouro com base em notícias de batalha da frente .
    Após a guerra, ele trouxe o mesmo instinto perspicaz ao seu objetivo de monopolizar as ferrovias. Como resultado, até o final do século, seus ativos incluíam as ferrovias do Atlântico Sul, Reading, Erie e Northern Pacific, e ele ocupava grandes participações no B & O, e as ferrovias Atchison, Topeka e Santa Fe também.
    Mas não contente com o controle de apenas as ferrovias, Morgan também construiu a General Electric em um grande conglomerado industrial ao fundir as empresas Edison General e Thompson-Houston Electric Companies. E em 1901, ele forjou uma fusão entre a Carnegie Steel e várias outras empresas para formar a US Steel. Os movimentos financeiros de Morgan construíram as grandes corporações industriais que liderariam a carga da economia americana no século XX.

    É difícil ignorar as contribuições desses gigantes industriais para o desenvolvimento da economia americana. Mas alguns historiadores sugerem que se concentrar nesses tipos de indivíduos ainda não captura o caráter completo da emergente economia industrial. Como o retrato estatístico ou a redução da economia para uma lista de ingredientes abstratos, um foco em apenas um punhado de indivíduos poderosos não consegue capturar o caráter da economia para a grande maioria dos 75 milhões de pessoas da América.
    Em particular, essas abordagens não revelam o impacto dessa forma particular de crescimento econômico sobre aqueles que estão no fundo da escada econômica.
    A mesma economia que deu a Carnegie, Rockefeller e Morgan a oportunidade de acumular as maiores fortunas da história do mundo também exigiu trabalhadores industriais não qualificados para trabalhar uma média de 60 horas por semana por 10 centavos por hora. (Contabilidade para inflação, 10 centavos em 1880 valeu cerca de US $ 2 hoje).
    Assim, uma história econômica completa da Idade Gilded requer uma compreensão da subclasse crescente da nação. Mas, como essas pessoas deixaram menos registros, os historiadores tiveram que reparar o caráter de sua existência construindo um tipo diferente de instantâneo. Suas vidas foram vividas nas favelas urbanas crescentes da América, lugares que a maioria dos americanos ricos e da classe média tentaram evitar.

    https://www.shmoop.com/gilded-age/economy.html


    Nos primeiros anos da história americana, a maioria dos líderes políticos se mostrou relutante em envolver demais o governo federal no setor privado, exceto na área de transporte. Em geral, eles aceitaram o conceito de laissez-faire, uma doutrina que se opõe à interferência do governo na economia, exceto para manter a lei e a ordem. Essa atitude começou a mudar durante a última parte do século 19, quando pequenas empresas, fazendas e movimentos trabalhistas começaram a pedir ao governo que intercedesse em seu nome.

    Embora com um governo limitado, havia sim regulações como Lei Sherman Antitrust para impedir a formação de monopólio, assim como a Tariff of Abominations e a Tariff of 1832 na qual davam proteção a indústria do norte , sendo a última derrubada no ano seguinte, mas o governo tentava por tudo que é jeito proteger o norte. Isso é interessante, já que o Leandro afirma que a Morrill Tariff foi a verdadeira causa da guerra, analisando historicamente, sempre houve essa confusão do sul não se submeter as medidas protecionistas do norte, portanto, faz sentido sim que a tarifa seja o verdadeiro motivo da guerra, com a questão dos escravos sendo o estopim da guerra. Vale destacar que até 1860, a taxa de importação americana era uma das mais baixas do mundo, em torno de 17% a 21%, com a aprovação da tarifa, a taxa de importação oscilou em até 50%.

    Leandro e cia, se tiver mais conteúdos postem por gentileza, sou curioso quanto a esse assunto.
  • Ferlinusortus  07/12/2017 05:13
    Meu Deus! Muito obrigado, mas muito mesmo, por esse comentário! Uma verdadeira aula. Servirá de contraponto ao doutrinador, ops, professor, da aula de história. Estou muito agradecido!
  • Leigo  07/12/2017 13:22
    Este aqui pode ser interessante: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=610
  • Conservador  06/12/2017 23:54
    Quem causou essa miséria no nosso país foram os liberais e os anarquistas.

    A esquerda dominou completamente a política, porque os liberais e anarquistas não fizeram a mínima oposição.

    Só apareceu o Roberto Campos e olhe lá...Foi uma dominação completa da esquerda.

    Os anarquistas e liberais parecem mulher de malandro que gosta de apanhar da esquerda.

    Se não fosse os conservadores, a esquerda já teria implantado o socialismo o socialismo faz tempo.
  • Luiz Moran  07/12/2017 09:47
    O Brasil é um caso perdido:
    - Gramscismo
    - Marxismo
    - Escola de Frankfurk
    - Agenda da ONU
    - Foro de SP
    Toda essa merda está impregnada aqui no nosso páis.
  • Felipe Lange  07/12/2017 12:00
    Leandro, agora com o Paulo Guedes como possível candidato para o ministério da Fazenda do Jair Bolsonaro, o que pode se esperar se o Jair fosse eleito?
  • Leandro  07/12/2017 12:40
    É um excelente nome.

    O único problema é que isso não é garantia de nada, pois todos esses caras, tão logo chegam ao governo, alteram-se completamente.

    Paulo Rabello de Castro escreveu "O Mito do Governo Grátis", no qual criticava, dentre outras coisas, o BNDES. No entanto, bastou assumir a presidência do próprio BNDES, que ele já alterou completamente o discurso, dizendo agora que o banco deve emprestar mais e a juros ainda mais subsidiados (ele criticou ferrenhamente a abolição da TJLP e a adoção da TLP).

    Henrique Meirelles, quando estava fora do governo, escrevia excelentes colunas na Folha de S. Paulo criticando a carga tributária e mostrando a imperativa necessidade de sua redução. Porém, tão logo assumiu a Fazenda, apressou-se em sair aumentando impostos (duplicou os impostos sobre a gasolina) e continuamente faz ameaças sobre a volta da CPMF.

    No caminho inverso -- mas comprovando a teoria do "dentro e fora" --, Nelson Barbosa melhorou acentuadamente após ter saído do governo.

    O único que realmente manteve alguma coerência tanto dentro quanto fora do governo foi, até o momento, Gustavo Franco.

    A sugestão de Paulo Guedes é excelente, mas não prenda a respiração.
  • Luiz Moran  07/12/2017 13:47
    Leandro, até porque a equipe formada num possível governo Bolsonaro teria pela frente uma verdadeira guerra ao ter de enfrentar toda uma resistência da elite que se apossou do Brasil, formada em sua essência por pesos pesados: banqueiros, grandes empresários, classe política, judiciário, burocratas marajás, ong's globalistas, "movimentos sociais", sindicalistas, "intelectuais" da academia, artistas rouanet e a mídia vermelha.
  • Striker  07/12/2017 14:00
    Um bolsonarista disse que a Nike não iria existir sem a matéria prima do Brasil. Uns 20% dos bolsonaristas sabem menos de economia do que a esquerda.

    O filho do Bolsonaro disse que a previdência é superavitária, mesmo tendo 30 milhões de pessoas que não pagam.

    O Bolsonaro é melhor do que a esquerda, mas não espere nenhuma mudança significativa. Seremos os pobretões de sempre..
  • Juliana   08/12/2017 23:11
    P E R F E I T O
  • Muriel Palhares  10/12/2017 06:59
    ótimo um pensamento moldado em princípios cristãos e envolvimento destes na politica, por isso acho que é inadmissível que separem Deus da vida de uma nação. Não digo o Estado assumir uma religião e operar apenas nela, mas se nossa nação é praticamente cristã é um desrespeito com a população existir militancia por parte do governo contra a fé que prevalece no país. Ou seja, ajude o próximo, ajude a si mesmo, lembre-se sempre de Deus. Cristo o mais digno de louvor.
  • Pérsio Sandir D'Oliveira  21/12/2017 12:04
    Caros,

    Cada vez mais, fico impressionado com a qualidade dos textos do Instituto Mises Brasil. E só vem crescendo a minha convicção que o Brasil só tem uma alternativa: mudança de mentalidade. Menos Estado, menos impostos. Talvez no tempo de meus bisnetos ou trinetos seja assim...
  • Emerson Luis  31/12/2017 20:58

    Em resumo: promova a mentalidade liberal-conservadora e rechace o esquerdismo.

    * * *


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