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O mercado, e não os sindicatos, nos propiciou o lazer e o descanso

Em seu livro Ação Humana, Ludwig von Mises escreveu que os sindicatos sempre foram a fonte primária de propaganda anticapitalista.  Lembrei-me disso recentemente ao ver um adesivo de pára-choque aclamando um dos credos fundamentais do sindicalismo: "O movimento sindical: as pessoas que lhe trouxeram o fim de semana".

Não exatamente.  Nas últimas décadas do século XIX, a semana de trabalho era de, em média, 61 horas de trabalho.  Atualmente, nos países mais ricos, ela é de 34 horas.  E esta quase duplicação do tempo de lazer para os trabalhadores foi possibilitada pelo capitalismo, e não pelo sindicalismo. 

Como explicou Mises: "Na sociedade capitalista prevalece uma tendência de contínuo aumento da quota de capital investido per capita.  ...  Consequentemente, a produtividade marginal do trabalho, os salários reais e o padrão de vida dos assalariados tendem a aumentar continuamente."

É claro que isso só ocorre em economias capitalistas em que a prevalecem a propriedade privada, a livre iniciativa e o empreendedorismo.  O contínuo aumento observado no padrão de vida dos países (predominantemente) capitalistas se deve aos benefícios gerados pelo investimento em capital, pelo empreendedorismo, pelo avanço tecnológico, e por uma força de trabalho mais bem educada (e não à educação estatal, que serviu apenas para tornar a população mais ignorante). 

Os sindicatos rotineiramente conseguem um feito inegavelmente astuto: eles conseguem ganhar o crédito por essas melhorias ao mesmo tempo em que defendem políticas que afetam e obstruem justamente as instituições do capitalismo que são a causa da prosperidade deles próprios.

A semana de trabalho mais curta é uma invenção inteiramente capitalista.  À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações mais modernas — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção.  À medida que a concorrência por mão-de-obra foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados.  E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. 

Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada.

A concorrência capitalista, não obstante as alegações contrárias dos sindicalistas, também explica por que o "trabalho infantil" desapareceu nos países ricos.  Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condições severas nas fábricas porque isso era uma questão de sobrevivência para eles e para suas famílias.  Porém, à medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos — graças aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade —, um número cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola. 

As legislações, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil só surgiram depois que o trabalho infantil já havia declinado.

Ademais, as leis contra o trabalho infantil aprovadas nos séculos seguintes sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar.  Dado que o trabalho infantil, em várias ocasiões, concorria com a mão-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esforçaram ao máximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar. 

Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao "trabalho infantil" passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição.  Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

Os sindicatos também se vangloriam de ter defendido todas as legislações sobre segurança do trabalho impostas pelo Ministério do Trabalho e similares agências governamentais.  É fato que os ambientes de trabalho são hoje muito mais seguros do que eram há mais de um século, mas isso foi também uma consequência das forças da concorrência capitalista, e não das regulamentações defendidas pelos sindicatos. 

[N. do E.: ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje!  É inacreditável.  Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é vigarice intelectual.  Tal postura ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes.  Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda.  Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje.  A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores.  Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos.  Era a necessidade da época.  Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia.  Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.]

Ambientes de trabalho perigosos e precários são extremamente custosos para os empregadores, pois eles são obrigados a oferecer uma diferença compensadora (salários maiores) para conseguir atrair mão-de-obra.  Mais ainda: a diferença salarial teria de ser muito alta para atrair trabalhadores qualificados, que é o que todo empregador realmente quer. 

Sendo assim, qualquer empreendedor possui um poderoso interesse financeiro em aperfeiçoar a segurança de seu ambiente de trabalho, especialmente nas indústrias, onde os salários normalmente são a maioria dos custos totais.  Adicionalmente, caso o mercado de trabalho seja livre, permitindo ampla liberdade de mobilidade para os trabalhadores e ampla oferta de trabalho, empregadores que não aumentarem continuamente tanto a segurança quanto os salários de seus empregados irão perder mão-de-obra. 

Toda perda de mão-de-obra implica grandes custos para os empregadores, que têm de arcar com os custos da mão-de-obra perdida, treinando e qualificando novos empregados.  Da mesma maneira, quanto menor for a segurança no trabalho, maiores serão os gastos com compensações trabalhistas em decorrência de acidentes de trabalho — para não mencionar a simples ameaça de processos.

Investimentos em tecnologia — desde tratores e retroescavadeiras com ar condicionado aos robôs utilizados nas fábricas de automóveis — também tornaram o ambiente de trabalho mais seguro.  No entanto, os sindicatos quase sempre se opuseram a estas tecnologias, recorrendo ao argumento ludita de que elas "destroem empregos".

Mises estava certo ao dizer que os sindicatos sempre foram uma das principais fontes de propaganda anticapitalista.  Porém, desde que ele escreveu Ação Humana, os sindicatos também se tornaram a principal frente de esforços lobistas em prol da regulamentação e da tributação de empresas, algo que serve apenas para destruir seu capital e consequentemente impedir aprimoramentos na produção e na segurança do trabalho. 

Isso obstruiu severamente o progresso da economia de mercado, fazendo com que todos, inclusive os sindicalistas, ficassem em uma situação pior do que poderiam estar em termos econômicos.  As regulamentações impostas sobre as empresas por burocracias federais, estaduais e municipais constituem um tributo efetivo sobre os investimentos em capital, fazendo com que tais investimentos sejam menos lucrativos. 

Menos investimentos em capital geram um declínio no crescimento da produtividade da mão-de-obra, o que por sua vez diminui o crescimento dos salários e do padrão de vida.

Adicionalmente, um aumento mais lento da produtividade leva a um aumento mais lento de tudo o que é produzido na economia, fazendo com que os preços de bens e serviços sejam maiores do que seriam em um contexto de maior liberdade.  Adicionalmente, uma quantidade menor de produtos será inventada e comercializada. 

Tudo isso é prejudicial para a economia e para o bem-estar daquelas mesmas pessoas que os sindicatos alegam "representar".  (Inacreditavelmente, existem economistas que afirmam que os sindicatos são bons para a produtividade.  Se isso fosse verdade, as empresas estariam recrutando sindicalistas, e não se esforçando para tentar impedir a sindicalização de seus empregados.)

Mises também demonstrou que, à medida que as empresas vão se tornando mais estritamente reguladas, suas decisões empreendedoriais vão se tornando cada vez mais baseadas na aquiescência aos ditames governamentais e não na busca pelo lucro.  Os sindicatos continuam a clamar por mais regulamentações porque, para poderem sobreviver, eles têm de convencer os trabalhadores — e a sociedade — de que "as empresas são o inimigo".  É por isso que, como observou Mises, a propaganda sindicalista sempre foi anticapitalista.  Os trabalhadores supostamente necessitam de ser protegidos do "inimigo" pelos sindicatos.

Mas a realidade é que substituir decisões que visam ao lucro pela mera complacência à burocracia é uma postura que reduz a lucratividade sem trazer benefício algum para ninguém.  O resultado final será, mais uma vez, uma redução na lucratividade do investimento e uma subsequente redução na quantidade de investimentos.  Os salários estagnam e qualidade de vida fica abaixo do potencial, graças à autodestrutiva propaganda sindical. 

As altas hostes sindicais, extremamente bem remuneradas, conseguem manter seus empregos e seus privilégios ao perpetuarem tais propagandas.  Vários líderes sindicais conseguem se tornar políticos bem-sucedidos.  Mas o que eles realmente fazem é prejudicar exatamente aquelas pessoas que compulsoriamente pagam as taxas que são utilizadas para sustentar seus luxos.

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Leia também:

Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia

A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário 

O livre mercado e a segurança no trabalho 

Agradeçamos ao capitalismo pelo fim de semana e pela redução da jornada de trabalho

12 votos


  • Antonio Galdiano  28/09/2012 05:07
    Sugiro que o IMB faça uma compilação de links com as maiores falácias da economia:\r
    Falácia do Salário Mínimo\r
    Falácia da Janela Quebrada\r
    Falácia do Paradoxo da Poupança\r
    Falácia do Mercantilismo
  • Patrick de Lima Lopes  28/09/2012 07:15
    Faltou a maior falácia de todas: A da bondade do estado.
  • Digo  28/09/2012 13:56
    Podiam colocar também essas besteiras que se costuma ouvir em sala de aula. O pior é que são comuns de se ouvir. Tenho aqui uma compilação delas, ouvidas de várias pessoas diferentes, até mesmo com alto grau de titulação, até mesmo professor em turma de doutorado, mas com zero de entendimento de Economia, História, Geografia, Matemática, Decência, Honestidade Intelectual, etc:

    - Japão é desenvolvido porque tem cultura milenar (e o Vietnã?)
    - Japão ficou rico porque se fechou (e o imposto zero de importação de carros na década de 70?)
    - Europa é desenvolvida porque os países são pequenos e fáceis de administrar (e os EUA? Isso implica que o Brasil não tem como dar certo?)
    - a variante de cima: EUA são um país pequeno, sua área produtiva é pouco maior que São Paulo (puxa, é mesmo, Los Angeles é mais perto de NY que Rio de São Paulo, não?)
    - Alemanha é desenvolvida porque o povo é sério e trabalhador (e no lado oriental, eles são sacanas e preguiçosos?)
    - Coreia do Sul é desenvolvida porque investiu em educação (é mesmo? Com um dos menores investimentos em relação ao PIB entre todos os países?)
    - O Brasil é pobre porque tem só 500 anos (vamos ficar sentados mais 500 anos até alcançarmos a cultura milenar)
    - Os EUA são ricos porque roubam e pilham outros povos (claro, comemos no McDonald's e bebemos Coca-cola porque somos obrigados a isso...)
    - EUA não são exemplo de país desenvolvido (não tem nem o que dizer)

    Eu não sei se esse pessoal tem a mínima noção do que implica a maioria dessas baboseiras. Parece até que consideram o brasileiro um povo inferior e que o Brasil não tem como dar certo se permanecer unido (embora eles subam nas tamancas se você apontar isso neles).
  • Davi  28/09/2012 19:16
    Concordo,
    Me impressiona como até mesmo pessoas "instruidas" acreditam nestas crencas mitologicas.
    Trabalho em um local onde temos, o que pode se considerar a nata da sociedade, pessoas com alta formacao (doutores e mestre). Discutiamos sobre as causas da corrupcao no brasil. Todos eram uninanimes apontar causa estapafurdias ou a origem do nosso povo, ou a colonizacao, ou localizacao geografica, ou o clima, ou dos indios, etc. Todas explicacoes passavam pelos mais diversos campos, menos o entendimento de que o sistema social baseado no poder central estatal, ou simplificadamente a falta de liberdade, eram responsaveis pela corrupcao.
  • Digo  29/09/2012 03:09
    É só desculpa esfarrapada e fulga da realidade. E o pior é que partindo daí para falar mal dos brasileiros é um pulinho. Pode ver. E ainda tem a cara de pau de nos tachar de traidores da pátria. Patriota somos nós que queremos ver o povo brasileiro rico e feliz.

    Sério mesmo, dentre os mitos a serem destruídos, acho que esses são até mais urgentes. Mestres e doutores em geral mal sabem o que é keynesianismo, quando o sabem. A população em geral então, nem se fala. Falar de moeda fiduciária de curso forçado e de como funciona o sistema de reservas fracionárias é como falar grego. Conheço pouco empresário que sabe disso. Mas essas baboseiras todos repetem e conhecem.
  • Neto  30/09/2012 15:56
    Digo, os EUA não são mesmo exemplo de nada pra ninguém.Eles foram um dia o país mais foda da terra quando tinham um povo sério e um estado mínimo.Mas esse de hoje, essa geração Obama, geração justin bibar, eles estão quebrados, falidos e ainda não sabem.
  • Digo  30/09/2012 17:09
    Concordo Neto. Mas são ricos pela liberdade. A belicosidade americana é um fenômeno mais recente. Só que do jeito como estão as coisas por lá, é perigoso virarem uma nova Argentina.
  • Gervasio  03/05/2016 10:19
    O Justin Bieber é canadense.
  • Renato  28/09/2012 09:11
    Eu não sei se vou escrever uma besteira aqui, mas lá vai:

    O Brasil é um exemplo claro de que tudo está contaminado pela burocracia estatal. Os infinitos sindicatos são um exemplo disso.

    Minha ideia a curto e médio prazo seria criar um sistema econômico que eu chamo de "empresas familiares". Dependendo do tamanho dessas famílias, elas poderiam ser grandes, médias ou pequenas empresas.

    Eu sei que essa ideia não é nova. Na história vemos grandes empresas familiares.

    Minha ideia consiste em membros de uma mesma família (poderia se abrir exceções para amigos de infância que consideramos como membro da família) abrindo o seu próprio negócio.

    Dou um exemplo simples:

    Imagine que meu irmão e eu abríssemos uma empresa. Meu irmão é formado em administração: Portanto ele poderia ser o chefe da área administrativa da empresa; outros membros da minha família que também são formados em administração poderiam entrar também nessa "empresa familiar", assim também outros que são formados em outras áreas, mas que poderiam exercer seu trabalho na empresa.

    Suponhamos que um membro da minha família que trabalha conosco decida se formar em medicina. Os outros membros poderiam financiar até mesmo a faculdade desse membro para que no futuro, ao se formar, o médico formado, com a ajuda dos membros da "empresa familiar" abra o seu próprio hospital particular onde os pacientes serão os membros até mesmo dessa "família empresa".

    Claro que os não membros da família seriam também pacientes, já que o hospital atende também membros que não sejam da família.

    Suponhamos que um outro membro da família (não precisa ser funcionário da "família empresa") resolva ser advogado. Os membros dessa família empresa poderão financiar os estudos em uma faculdade de direito desse membro da família e no futuro ajudá-lo a abrir sua própria empresa de advocacia, onde defenderá os interesses da "família empresa" (já incluindo ai o hospital particular criado por um outro membro) ou de outras pessoas (não sendo da família)que contratarem os servições desse escritório.

    E assim vai: Membros da família ao se formarem, seriam financiados por membros da família empresa e a sua profissão seria útil para todos na empresa ou fora dessa empresa se prestarem um serviço de qualidade.

    E por que escrevo isso?

    Para mim seria uma forma de terminar com as artimanhas dos esquerdistas, e claro, dos próprios sindicatos e partidos populistas de esquerda.

    É claro que os sindicatos tentarão (isso não tenho dúvida) acabar com isso. Mas uma ligação familiar irá enfrentar de pé de igualdade as deformações e o jogo sujo dos sindicalistas.

    Poderá até mesmo se criar, para impedir a burocratização dos sindicatos, um "sindicato privado" para impedir que funcionários dessa empresa familiar venha a ser prejudicados por esses sindicatos burocratas.

  • Gabriel Tosi  29/09/2012 10:31
    E se se formasse em biologia? Em veterinária? Em Filosofia? Pedagogia? Física? Matemática?

    Com essas profissões poderiam trazer frutos para a "empresa família"?
  • Vinicius  04/05/2015 14:15
    Meu amigo qualquer conhecimento é bem empregado, alguém formado em filosofia pode junto a um psicologo selecionar profissionais de melhores qualidades para a empresa, alguém formado em matemática pode fornecer estatísticas, melhor uso de recursos e estratégias para aumentar o lucro e etc e uma dupla formada por um biólogo e um veterinário pode melhorar a qualidade sanitária do ambiente e beneficiar a empresa nas regulações caso seja uma empresa de produtos perecíveis (alimentos e outros). Quanto ao pensamento de empresas familiares eu discordo em muito desse raciocínio, pois o mesmo alimentaria o modelo de contratação que temos hoje em dia o famoso QI(quem indica), a máfia italiana operava nesse mesmo modelo só que mexia com coisas ilegais e podemos observar o que resultou disso. Uma empresa eficiente contrata os mais capazes e não os mais conhecidos. Mas eu só discordo e não condeno afinal de contas você é livre para criar o tipo de negócio que quiser.
  • Renato  29/09/2012 15:28
    Gabriel Tosi, dependendo da área da biologia, poderia abrir uma empresa para prestar serviços na área que esse membro da família se formou.

    Lembrando que eu disse que esses serviços não seria apenas para a "empresa família", mas para qualquer pessoa(as) que solicitar(em) os serviços dessa empresa.

    E por que um membro da família não poderia se formar em veterinária?

    Ao ser financiados pela "empresa família" e abrindo, talvez, uma clínica veterinária, esse membro da família seria menos um a cair no vício de ser um funcionário público. Ele prestaria serviços para aqueles que solicitarem os serviços da sua clínica: Até para membros para membros da "empresa família".

    E por que um membro da família não poderia se formar em Física ou Matemática?

    Ué?, a "empresa família" não poderia com o tempo tendo membro(os) formados em física ou matemática ajudar abrir futuramente centros de pesquisas nessas áreas?

    E assim poderia ser também para as outras áreas que você citou.

    Lembrando Gabriel Tosi que dei apenas uma ideia para tentar impedir muitos vícios criados pelos socialistas, entre esses vícios os próprios sindicatos. Será que "empresas famílias" não poderiam com o tempo acabar com as manipulações dos sindicalistas?

    Afinal, a ligação sanguínea falaria alto.

    Não sou comuna para obrigar a ninguém a aceitar o que eu escrevi: Se você não gostou da minha ideia, o que eu posso fazer.


  • Marcos  29/04/2017 03:44
    Isso basicamente é um sistema de Vouchers privado e fechado?
  • pensador barato  28/09/2012 11:02
    Renato empresa familiar só dá certo quando o patriarca toma conta e seu sucessor é respeitado pelos demais do contrário vira paternalismo,assistencialismo e por ai vai ou seja fracassa portanto só na utopia para todas darem certo.
  • Luciano  28/09/2012 15:08
    O que o Brasil precisa é de políticos como Reagan e Thatcher, que tiveram mão de ferro e diminuíram muito o poder dos sindicatos. E além de tudo que o texto já apresenta, existe o fato de que todos os sindicatos são também parasitas, uma vez que existe até "contribuição" para eles, que muitas vezes é descontada do salário do próprio empregado. Abraços à todos.
  • Atylla  29/09/2012 06:48
    Hoje eu li uma noticia, de que a Gol e a Tam juntas registraram perdas de R$ 1,6 bilhão
    no segundo trimeste desse ano, quais as causas desse prejuízo já que essas empresas praticamente operam um monopólio extremamente regulamentado, esses números são reais?
  • Leandro  29/09/2012 08:33
    Leitores deste site já deveriam ter a resposta na ponta da língua, pois se trata de mais um exemplo explícito da teoria dos ciclos econômicos:

    A expansão monetária e do crédito que ocorreu desde meados de 2009 gerou uma expectativa de aumento contínuo da renda das pessoas e das receitas das empresas. Como consequência, as empresas expandiram seus investimentos de maneira infundada (esta notícia confirma este fato), na expectativa de que o aumento esperado na renda futura das pessoas irá gerar demanda para tais investimentos.

    Porém, a inesperada redução no ritmo do aumento do crédito, em conjunto com o forte endividamento da população, não permitiu que este aumento esperado da renda e das receitas se concretizasse. Ao mesmo tempo, os custos de produção (ainda defasados em decorrência de toda a inflação monetária anterior) seguiram aumentando.

    Tem-se então um cenário de aumento de custos e de não-materialização da demanda esperada. As empresas repentinamente se descobrem com balancetes apertados. Demissões e cortes de custos são a única solução.
  • Digo  30/09/2012 08:08
    Então é por isso que a Gol está cobrando por lanchinho no avião? Curioso que mesmo com um mercado altamente concentrado e regulado para dificultar a concorrência, os grandes players não conseguem ter lucro.

    Não parece passagem de Atlas Shrugges? Alguém precisa chamar Dagny. James acabou com o vagão restaurante.
  • Peterson  29/09/2012 17:36
    Tudo mentira isso aí! Foram as lutas dos trabalhadores que proporcionaram melhorias nas condições de trabalho desde a fundação das Trade Unions na Inglaterra no século XIX. Ora, se a melhoria na produtividade pelas máquinas reduziu as horas de trabalho, porque isso não aconteceu desde o início, já que as 8 horas de trabalho (que se tornariam padrão no mundo) só foram adotadas no início do século XX? Desde o ínício da Revolução Industrial as máquinas já produziam mais em menos tempo, comparadas com o trabalho manual. Se existe o mito do Estado "bonzinho", o mercado "bonzinho" é mais mentiroso ainda! Os fatos para vocês são como borracha: é distorcido até chegar à forma que querem dar a ela!
  • anônimo  29/09/2012 18:51
    "se a melhoria na produtividade pelas máquinas reduziu as horas de trabalho, porque isso não aconteceu desde o início? [...] Desde o ínício da Revolução Industrial as máquinas já produziam mais em menos tempo, comparadas com o trabalho manual[...]"

    É isso aí, Peterson. As mesmas máquinas que existem hoje e que aumentam a produtividade das pessoas já existiam no século XVIII. O computador, o avião, o Excel, as calculadoras, o notebook, os tratores, as escavadeiras, o automóvel, tudo isso já existia no século XVIII, e em farta abundância. Logo, se hoje trabalhamos menos e somos mais produtivos, só pode ser por causa dos sindicatos. Afinal, do século XVIII pra cá, absolutamente nada mudou em relação às máquinas.

    Pra que se esforçar poupando, acumulando capital e fabricando máquinas se tudo isso já foi feito há dois séculos? Não fosse por você, Peterson, eu jamais saberia que poupança, acumulação de capital e as máquinas assim geradas acontecem num estalar de dedos. Basta querer, que tudo surge. Tudo o que existe hoje já existia no século XVIII. Portanto, é claro que as menores horas de trabalho atuais decorrem apenas dos sindicatos, e nada mais.

    É cada coitado que surge aqui... E num sábado à noite!
  • Micro Soft  04/05/2015 01:02
    Velho, o Excel não aumenta a produtividade de ninguém, na verdade é uma praga.. o Office inteiro reduziu a produtividade humana grotescamente. Atrasou a vida de todo mundo,
  • Gustavo BNG  29/09/2012 19:40
    Os fatos para vocês são como borracha: é distorcido até chegar à forma que querem dar a ela!

    Essa tática leninista de acusar do que é e do que faz (afinal, ser marxista é que é distorcer os fatos) dá certo pelo seguinte motivo: quem fala sabe perfeitamente suas falhas e pode, então, fazer um discurso perfeito - muito mais convincente que discursar sobre um assunto que não as próprias falhas.
    Peterson, deixe de delirar e admita a realidade, camarada. Caia na real! E a real é que o marxismo é uma utopia sanguinária e manjada.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  29/09/2012 20:39
    A partir da revoluçao industrial as horas trabalhadas foram diminuindo continuamente. Voce falou de coisa que nao sabe
  • Cedric  30/09/2012 00:03
    Se você prestar atenção no texto, ele diz: "E esta competição se deu de DUAS maneiras: oferecendo SALÁRIOS MAIORES e HORAS DE TRABALHO MENORES."

    Além disso permitiu um aumento populacional, com a produção maior de bens e serviços mais pessoas podiam sobreviver.

    Ou seja, a revolução industrial foi gradualmente permitindo ao menos um dos três: mais dinheiro, mais pessoas, mais tempo livre. Dependendo do que os trabalhadores priorizavam.
  • Leonardo Couto  30/09/2012 08:37
    "se a melhoria na produtividade pelas máquinas reduziu as horas de trabalho, porque isso não aconteceu desde o início? [...] Desde o ínício da Revolução Industrial as máquinas já produziam mais em menos tempo, comparadas com o trabalho manual[...]"

    Isso não aconteceu desde o início justamente por escolha dos assalariados, Peterson.

    O aumento de produtividade possibilitou - e a competição obrigou - aos empregadores ofertar empregos mais atraentes com salário maiores ou com jornadas de trabalhos menores - ou mesmo uma moderação entre os dois -.

    Porém, se os empregados, logo no início da revolução industrial, optassem por uma jornada de trabalho menor, o salário, mesmo sendo bem superior ao de um trabalho manual, seria insatisfatório. Por isso, optaram pela manutenção das horas longas em troca de um salário maior.

    Felizmente, com o desenvolvimento tecnológico propiciado pela acumulação de capital vieram sucessivos aumentos de produtividade, que resultaram em mais empregos cada vez mais atraentes.

    Após um tempo, chegou o ponto de um emprego com jornada de trabalho menor, com esse avançar da revolução industrial e a produtividade agora em níveis ainda maiores, trazer também um salário aceitável, sendo essa a escolha de grande parte dos assalariados.

    Essa confusão que você criou é causada pela desconsideração de algo importantíssimo: o tempo. O tempo do início da revolução industrial é um, 20 anos depois do início é outro, 100 anos depois do início é outro, e atualmente, é outro.

    Não compare situações de diferentes tempos como se todos os fatores envolvidos fossem estáticos.

    Não compare, por exemplo, a situação do homem médio na revolução industrial com a dele hoje, compare com a anterior esses avanços. Aí sim, você verá o quanto o liberalismo o beneficiou.
  • Peterson Mota  30/09/2012 10:00
    Definitivamente esse aí não sou eu!
  • Matheus  01/10/2012 04:13
    Eu discordo deste artigo. Em uma economia de mercado, as empresas nao tem porque dar mais folga aos empregados alem do estritamente necessario para nao diminuir a produtividade dos mesmos (por cansaco, stress, falta de atencao devido a exaustao, etc). 'E por isso que um grande numero de assalariados trabalha bem alem das 8 horas por dia, e muitos trabalham ate mesmo aos sabados.
  • Rafael Franca  01/10/2012 13:26
    acho q vc não leu o artigo Matheus: as pessoas vão procurar um emprego que pague a mesma coisa e que ela precise trabalhar menos. O empresário (ou "burguês" se vc preferir) não aceitar menos horas de trabalho pelo mesmo salário, ele vai ter apenas os piores trabalhadores com ele, perdendo em produtividade, rendimento e qualidade.
  • GabrielBL  15/05/2016 16:00
    Amigo, minha mae foi para o Japao trabalhar em fabrica. O motivo? Maiores salários. Enquanto la se paga uns, digamos, 3-4 mil reais por 8 hrs trabalhados, e aqui 880-1200, ela ainda optou por trabalhar 12 horas diárias, já outras pessoas escolhem apenas 4-6 hrs, pois da para sobreviver assim.
    Veja, a indústria não a obrigou a fazer tal jorgada de trabalho prolongada.
    Ah, lá o salario de brasileiro na indústria é maior do que peruano, chines, tawilandes. Não há regulamentação do Estado sobre quem deve receber mais ou menos, é simplesmente o mercado, onde o empregador viu uma média de produtividade maior com os brasileiros, sendo este, enfim, mais disputado.
  • Sérgio Gomes  03/10/2012 17:49
    Não sou nenhum especialista no assunto, mas gostaria de deixar algumas consideração acerca do texto.
    Acredito seja um pouco exagerado atribuir toda e qualquer conquista trabalhista ao próprio sistema ou à benemerência dos empregadores. Não defendo sindicatos, greves e coisas do tipo, mas, seria precipitado dizer que a união de trabalhadores, seja lá como se dê, não seja responsável por nenhuma dessas conquistas observadas hoje em dia.
    É bastante plausível que o texto esteja mais próximo da verdade quando se trata de mão-de-obra qualificada, especializada e correlatos, mas não se pode dizer o mesmo do trabalhador de "chão de fábrica", esses não podem barganhar melhores condições pois não possuem qualificação, não estou dizendo que todo trabalhador de chão de fábrica não seja qualificado, é apenas para exemplificar. Para o empregador é fácil substitui-los e, geralmente, entre atender uma solicitação para melhoria das condições de trabalho e trocar o trabalhador por outro que aceite tais condições não é difícil imaginar o que o empresário vai escolher. O fim do capitalismo é o capital, e esse objetivo (quando posto acima de qualquer coisa) é meu único senão em relação a tal sistema, embora admita que é o que melhor tem funcionado ao longo da história e não me parece que mudará.
    Na minha visão, por exemplo, o mercado de consumo brasileiro é bastante explorado, seja pelo governo, seja pelo empresariado, não fosse assim não teríamos um custo de vida que já ultrapassa o americano e o de outros países desenvolvidos. Sei que isso será atribuído à própria regulação do mercado, mas até hoje não me convenci disso. Em qualquer compra que se faça no país, seja um carro novo ou um pacote de arroz - enfim, nota-se o preço abusivo quando comparado a praticamente qualquer outro mercado mundo afora. Sei dos impostos e do custo Brasil, mas, convenhamos, os preços aqui praticados são surreais; como disse, uma parte culpa do governo e suas taxações, mas também culpa dos empresários que tem como meta apenas encher as burras de dinheiro e não o bem estar da sociedade como um todo.
    É claro que o livre mercado permite que cada um cobre o que quiser e que aquele que estiver disposto a pagar tal preço se sinta livre em fazê-lo. É sabido que muitos produtos aqui fabricados quando exportados saem mais barato lá fora do que aqui, a que se deve isso?
    Entendo que sejam impostos, empresários e é claro, o próprio consumidor que aceita qualquer valor cobrado, ainda que seja totalmente discrepante; e, quase sempre, os preços são ajustados pra cima. Enfim, o que me parece, e volto a dizer que não tenho autoridade alguma no que digo - estou apenas querendo entender melhor esse sistema, é que o mercado não se regula tão bem assim, pelo menos não aqui no Brasil e por isso, penso que a mobilização, seja do consumidor ou do trabalhador por melhores condições das relações de consumo e trabalho sejam válidas e responsáveis por algumas das mudanças apontadas no texto e que tal não é uma benesse do capitalismo tão-somente.
  • Leandro  03/10/2012 18:07
    "Acredito seja um pouco exagerado atribuir toda e qualquer conquista trabalhista ao próprio sistema ou à benemerência dos empregadores."

    Sérgio, isso não se trata de uma simples questão de opinião, mas sim da mais pura teoria econômica. Trabalhadores podem se organizar, fazer exigências, fazer motim, paralisar fábricas, o que quiserem. Ainda assim, a realidade continua inalterada: aumentos salariais e demais "conquistas trabalhistas" não decorrem da simples benevolência do empregador ou da combatividade de sindicatos. Um empregador pode ser extremamente bondoso e caritativo e ainda assim não poder dar aumentos salariais e outras benesses para seus empregados. Da mesma forma, sindicatos podem ser amplamente combativos e mesmo assim não conseguir nada para seus afiliados.

    O que realmente permite aumentos salariais e outras "conquistas trabalhistas" é exatamente isso de que o texto falou: acumulação de capital, poupança, e investimento de empreendedores. Sem isso, não haveria máquinas nem bens de capital, que são as coisas que de fato permitem um aumento da produtividade e, consequentemente, aumentos salariais e várias outras benesses.

    Portanto, não se trata de ideologia e nem de polêmica, mas sim de realidade econômica: sem capital, não há aumento da qualidade de vida e suas subsequentes consequências para os trabalhadores não existiriam.

    Imagine que você e mais 12 pessoas são náufragos numa ilha deserta. Você está com uma mala cheia de dinheiro. Esse dinheiro (sua "riqueza") terá alguma utilidade nessa ilha? Ele poderá aumentar o padrão de vida de todos ali caso você o distribua generosamente? Não.

    No início, vocês passarão fome (terão de pegar peixes com a mão) e dormirão ao relento. Aí, com muito trabalho, vocês começam a acumular capital. Vocês começam utilizar os elementos da natureza para construir redes de pesca (o que permitirá a pesca de vários peixes durante um tempo menor de trabalho), jangadas e cabanas. Somente quando todo este capital estiver formado, é que vocês finalmente vocês poderão se dar ao luxo de descansarem por mais tempo, gastarem menos tempo pescando peixes e tendo mais conforto.

    Somente após esta acumulação de capital é que o padrão de vida seus pôde melhorar. Sem esta acumulação de capital, os eventuais "sindicalistas" locais poderiam berrar o quanto quisessem; seriam apenas bravatas. Seria economicamente impossível impor qualquer exigência visando a mais luxo.

    É só isso que o artigo fala.
  • Vinicius  04/05/2015 19:42
    Sergio concordo em tudo que você falou e acrescento uma coisa. Grande parte desse preço abusivo tem uma relação cultural, a população brasileira simplesmente gosta de pagar caro, eu diria que sentem um misto de orgulho e prazer em fazer isso. Quantas pessoas desejam comprar Iphones, Camaros e artigos caros quando tem produtos similares as vezes por menos de 50% do valor do produto? A mentalidade das pessoas tem de mudar tem que aprender a gastar, enquanto não souberem que o principal agente regulador de inflação é o próprio consumidor, empresários mal intencionados vão como você mesmo disse encher a burra de dinheiro. A fórmula é simples tá caro não compre se esse pensamento for coletivo a economia entra no eixo.
  • anônimo  02/06/2015 12:06
    Desejam? DESEJAM? Eles COMPRAM! Já cansei de ver gente em ônibus usando smartphones, sendo que essas pessoas que vejo no ônibus descem em bairros pobres, moram em casas sem telhado (só na laje), sem reboco, e das janelas posso ver que tem TV por satélite em alta definição e uma TV de 40"+. Vai ver lá no caminho pra ponte Rio-Niterói as favelas. É um mar de tijolos a vista e antenas Sky HDTV.

    Não é a toa que são pobres, não sabem ter prioridades na hora de gastar o dinheiro.

    Não tenho smartphone, não tenho SkyHDTV, minha TV... é de 40" mas comprei a vista com 60% de desconto (e eu tava precisando) e moro numa casa terminada e aconchegante. Agora me diz o quanto que eu tenho pra pagar no final do mês e quanto que esses pobres tem...
  • anônimo  03/10/2012 19:08
    (...) "mas também culpa dos empresários que tem como meta apenas encher as burras de dinheiro e não o bem estar da sociedade como um todo."

    No resto do mundo os empresários trabalham visando o bem estar da população?
  • Neto  04/10/2012 03:42
    Se eles trabalham por trocas voluntárias então sim, eles trabalham visando o bem geral da população.
    Mas acho muito hipócrita culpar o empresário por querer ganhar dinheiro.O empregado também trabalha pelo dinheiro, o político parasita e mentiroso também, até os caras dos sindicatos fazem o que fazem por dinheiro. Mas só o empresário que é crucificado.
  • Juliano  04/10/2012 05:48
    "o próprio consumidor que aceita qualquer valor cobrado"....\r
    \r
    Por que sempre se culpa o consumidor se não existe opção? Colocam uns caras armados na fronteira pra impedir a entrada de produtos e depois ainda se culpa o consumidor? É mais ou menos a mesma coisa que culpar o preso pela qualidade da comida na cadeia. Viu.... eles comem assim mesmo!
  • anônimo  04/10/2012 05:16
    Prezado Sérgio Gomes

    "Em qualquer compra que se faça no país, seja um carro novo ou um pacote de arroz - enfim, nota-se o preço abusivo quando comparado a praticamente qualquer outro mercado mundo afora"

    Conforme a sua afirmação, os empresários brasileiros praticam preços superiores aos preços dos mercados mundiais. E o motivo dessa prática abusiva é o "governo e suas taxações, mas também culpa dos empresários que tem como meta apenas encher as burras de dinheiro e não o bem estar da sociedade como um todo"

    Dado que seres humanos são empresários e seres humanos são encontrados por todo o globo, podemos deduzir que empresários de todas as partes do globo apenas querem "encher as burras de dinheiro e não o bem estar da sociedade como um todo".

    Desses argumentos iniciais, podemos concluir:

    1 - Se os preços praticados nesses mercados são abusivos, então são mercados lucrativos
    2 - Empresários (seres humanos) são gananciosos

    Se eles são gananciosos e existem mercados lucrativos, naturalmente eles irão para esses mercados, pois existem ótimas oportunidades de lucros. Ao irem para esses mercados, a oferta aumentará e os preços baixarão.

    Então por que no Brasil os preços são abusivos? Opções:
    1 - Os preços não são abusivos (o mercado está próximo a um equilíbrio)
    2 – Empresários gananciosos são proibidos de entrarem nesses mercados lucrativos (proibição do aumento da oferta de serviços/produtos)

    Todos os brasileiros sabem que o estado brasileiro é extremamente interventor.
    Para exemplificar essa questão, recomendo esse ótimo [www.mises.org.br/Article.aspx?id=1027]artigo[/link] do Leandro Roque.
    Ele explica que o motivo dos preços abusivos dos automóveis é a interferência do estado no mercado, através da tributação e do protecionismo (proibição da entrada de competidores estrangeiros).
    Os empresários não são o problema, eles são a solução, pois eles querem aumentar a oferta de serviços/produtos num mercado lucrativo (auferir lucros). Os empresários somente se tornam problema quando associados ao estado (corporativismo).
  • bernardo  03/10/2012 20:38
    O mercado possibilita os sindicatos a brigarem por melhorias, eu acho que é inegavel que as vezes a pressão sindical traz melhores salários, porem esses melhores salários, só são possíveis porque houve aumento de produtividade, que veio da aplicação da poupança.
    Os bancos são um bom exemplo que os sindicatos conseguem alguma melhoria, mas só conseguem porque os bancos estão auferindo altos lucros. De nada adianta pedir aumentos salariais se a empresa não tem condições de pagar
  • Neto  04/10/2012 03:35
    Então o problema não é o salario ser X ou Y, mas o lucro dos bancos.Ta certo que os bancos tem seus podres, mas esse argumento sozinho serve pra tudo!
    Se você acha que deve receber mais e teu patrão não te paga, peça demissão e vá fazer outra coisa ora.Melhor do que ficar se achando o explorado sendo que ninguém te obriga a trabalhar ali
  • bernardo  04/10/2012 14:54
    Não to criticando o lucro dos bancos, que viagem, na verdade eu sou um defensor do bancos, quase um fã do dick fuld asheuhusa... apesar que no arranjo atual ele é totalmente merecedor de crítica sim, eu to falando que os sindicatos só conseguem aumento salarial, se a empresa tiver condição de dar esse aumento, se ela tiver aumentado sua produtividade, eles não conseguem aumentos magicamente. E eu sou totalmente contrario a forma de sindicatos que existe hoje, contra o uso de força, contra o financiamento deles por parte do estado, sou contra eles terem poderes especiais simplesmente por serem sindicatos, mas não tenho nada contra trabalhadores/pessoas em geral se agruparem por algum objetivo. Pra mim o sindicato(o ideal, não a quadrilha organizada de hoje) tem a função simplesmente de negociar com a gerencia da empresa os salarios/beneficios dos trabalhadores daquela empresa, não os salarios/beneficios de toda uma classe de trabalhadores, pro país inteiro, isso é ridiculo.
  • Juliano  04/10/2012 06:05
    "inegavel que as vezes a pressão sindical traz melhores salários".\r
    \r
    Sim. Daí a gente pode discutir os meios. Ameaça de violência e violação de propriedade são métodos aceitáveis de "negociação"? Ninguém é contra a organização de pessoas, mas isso não significa que qualquer método seja válido para conseguir benefícios.\r
    \r
    Além disso, os aumentos conseguidos pelos sindicatos têm custos. Quantos empregos são perdidos porque as fábricas têm de mudar para outros países em busca de competitividade? O problema fica ainda maior, porque a pressão dos sindicatos faz o governo dar subsídios às empresas para preservar empregos. No final das contas, os pagadores de impostos acabam subsidiando as "conquistas", não os empresários.\r
    \r
    O movimento sindical dos mineiros nos EUA foi um dos maiores responsáveis pela expansão da indústria do petróleo. Os benefícios conquistados e problemas que eram criados simplesmente inviabilizaram aquela indústria. Esse é só um exemplo. Existe uma seqüência de indústrias que passam a se tornar inviáveis e só sobrevivem às custas de subsídio público.\r
    \r
    Sindicatos são instituições que têm autorização para usar violência, coagir pessoas, invadir e depredar propriedade privada. Imagine que uma empregada doméstica usasse os mesmos métodos para "negociar".
  • Sérgio Gomes  04/10/2012 13:27
    Segue um link que exemplifica melhor o que eu quis dizer com meu comentário: youtu.be/qdL8KEpg17M

    E, só pra esclarecer, eu não sou contra auferir lucros de modo algum, só penso que poderia haver um melhor equilíbrio, talvez houvesse menos dívidas por exemplo. Volta e meia os noticiários informam que quase a metade dos consumidores já teve o nome inserido nos serviços de proteção ao crédito ou que encontram-se endividados atualmente, os banqueiros estão rindo à toa. Muito se deve à educação do brasileiro, que não sabe negociar, mas em relação aos empresários (e chamo a atenção destes) deveria ser diferente. Ayn Rand pregava que os empresários são a força motriz de uma nação, no sentido de puxar a economia, inovar, etc, então também caberia a eles lutar por melhores condições pra todos, as pessoas simples do povo não vão fazer isso e desse modo não há progresso, ou, se houver, é bastante tímido.
    Não estou dizendo que seja uma obrigação de todo empresário agir assim, é apenas uma teoria, um ponto de vista que nem sei o quão viável seria economicamente, embora acredite ser perfeitamente aplicável. Também não estou dizendo que a atividade empresarial não é, por si só, fator de desenvolvimento, apenas que poderia haver um melhor direcionamento dessa força empreendedora num aspecto mais amplo da sociedade, não por coerção, mas por cooperativismo mesmo, afinal não há empresa sem que haja consumidor de seus produtos.
    Todos aqui estamos debatendo economia e, acredito, desejando que haja melhores condições para o empresário e para os trabalhadores também. A partir daí, se sou eu o empresário, por que cobrar R$50,00 numa caneca BIC, só porque alguém aceita pagar isso (por ignorância ou sei lá o quê), se sei que não é um preço justo? Eu ganho com a ignorância do outro, qual proveito há nisso? Ou seja, quando eu incentivo essa ignorância, essa desproporcionalidade, indiretamente, também incentivo o país a se arrastar, a sempre fazer maus negócios.
    O link do vídeo que citei elucida bem isso, ou seja, é cobrado o que acham que o mercado vai pagar, mesmo sabendo que não é aquele o preço justo do produto; mas aí dizem que a concorrência resolve esse problema, será? Qualquer "carro popular" gira na casa do trinta mil reais. De um supermercado para outro a diferença de preços não vale nem a viagem. Combustível?, a diferença de preço é de poucos centavos, que concorrência é essa?
    A minha crítica se restringe ao mercado brasileiro, não conheço bem outros mercados pra falar a respeito. Tudo aqui é mais caro, fato; e tal não se deve apenas aos impostos e intervencionices estatais.
    Todos sabem como é tratado o consumidor no país. Acredito que todos aqui sejam usuários de serviços de telefonia, tv, internet, etc; há uma ânsia em vender, empurrar pro consumidor, e este que torça pra não ter problemas, porque quando os têm é uma via crucis sabida por todos aqui pra se chegar a um bom termo (quando se chega). Isso não é bom pra ninguém (e é esse o meu ponto), perde o empresário que precisa da internet para seus negócios, perde o autônomo que não fecha um negócio porque caiu o sinal, mas o que importa é vender. Não pode se resumir a isso; não vejo como ter um mercado consumidor sadio nessas condições, estamos fadados ao subdesenvolvimento eternamente se aqueles que têm o poder de mudar alguma coisa continuarem com essa tática do "se colar, colou".

    PS: Desculpem pela extensão do texto, e parabéns aos mantenedores do site, muito bons os artigos que pude ler aqui, bem como os comentários que estes provacaram.
  • Leandro  04/10/2012 13:36
    Sobre os preços dos carros no Brasil

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1027
  • Gunnar  04/05/2015 20:49
    - Mercado de crédito: controlado pelo governo.
    - Mercado de automóveis: protegido, subsidiado e regulado pelo governo.
    - Mercado de telefonia: modelo de concessão; ou seja, essencialmente um oligopólio estatal.
    - Supermercados: maior parte dos itens goza de mercados relativamente livres, como conseqüencia, preços baixos e equiparáveis a outros países ( subindo forte agora, mas devido à inflação: olha o governão aí de novo).
    - Os empresários já "lutam por condições melhores para todos", seja inovando e produzindo, seja oferecendo empregos atrativos (como explica o texto, uma forma de competir pelos melhores trabalhadores).
    - Defina preço justo.
  • Michel Barcellos  04/10/2012 18:13
    Oi, eu gostaria de saber se há fatos comprovando essa argumentação da concorrência ter baixado as horas trabalhadas, pois eu não consigo assimilar isso...
  • Luis Almeida  04/10/2012 18:35
    Tipo, o fato de que antigamente era praxe trabalhar mais de 80 horas por semana e hoje trabalha-se menos de 40 horas? Não sabia que antigamente a humanidade trabalhava muito mais do que hoje? Não consegue assimilar isso? Mas é um fato, não é opinião e nem teoria. Qualquer literatura de história, de qualquer ideologia, pode lhe comprovar.

    Agora, a questão é explicar como que, não obstante a redução do número de horas, a produção aumentou e a qualidade de vida também. O que você acha que possibilitou a humanidade trabalhar menos e produzir mais?

    Não foi magia, foi poupança e acumulação de capital.

    Mas é compreensível que várias pessoas -- no caso, organizações sindicais -- queiram os louros para si. E até conseguem enganar os incautos, mas não aqueles que entendem de economia e conhecem a lei da escassez.
  • Juliano  05/10/2012 13:59
    Tem um outro ponto ainda...\r
    \r
    Ao tornar as contratações complicadas, o governo faz ser mais vantajoso para uma empresa sobrecarregar menos funcionários do que ter mais pessoas trabalhando menos. Mais funcionários significa mais burocracia, mais riscos, mais custos. Demitir um cara ruim é muito complicado e caro.\r
    \r
    Assim, em várias situações, fica mais vantajoso manter menos pessoas trabalhando mais horas do que contratar e arranjar possíveis problemas.
  • Matheus  05/10/2012 13:51
    Eu não sei em que empresas vocês trabalham só 40 horas por semana, porque eu na minha trabalho muito mais do que isso!
  • Leandro  05/10/2012 13:58
    Eu passo fácil das 60h, e trabalho 6 dias por semana. Mas a CLT diz que qualquer período acima de 44h tem de ter remuneração de 50% em relação ao horário normal. Portanto, ou você tem remuneração extra, ou você fez um acordo voluntário ou tem algo de "fora da lei" acontecendo.
  • Matheus  06/10/2012 09:02
    Na verdade eu trabalho fora do país (então não sigo as leis brasileiras). Mas Leandro, qual o motivo de citar a CLT se o tema do artigo é justamente o contrário (imagino que a CLT foi aprovada com grande apoio dos sindicatos...)?

    A esmagadora maioria dos artigos aqui tem uma lógica corretíssima. Conheci o site nem lembro como, mas passei a ser um defensor das idéias aqui apresentadas, nas rodas de discussão com amigos.

    Só esse artigo em particular que não concordei muito com a visão apresentada.

    Abraço.
  • Leandro  06/10/2012 10:24
    Falei da CLT porque achei que você trabalhasse no Brasil e fosse mais um daqueles que reclamam estar "trabalhando em excesso". Aí, dada a legislação vigente, eu quis entender como era possível fazer isso legalmente. Apenas isso. Nada a ver com o tema do artigo.

    Em qual país você trabalha? Faz o quê? Quantas horas trabalha?

    Com relação ao artigo, tudo bem não ter concordado "com a visão apresentada". Mas apenas dizer "não concordei com a visão" não é algo muito intelectualmente convincente. É preciso argumentar, apontar erros, explicar por que são erros e mostrar a teoria correta. Caso queira fazer isso, tenha a bondade de antes dar uma lida nos comentários, que servem para complementar e explicar melhor a teoria do artigo.

    Grande abraço!
  • Matheus  06/10/2012 22:06
    Leandro,

    Trabalho na Arabia Saudita na area de petroleo/gas, mas pretendo ser transferido pro Brasil logo, aqui 'e muito complicado.

    Sobre o artigo, creio que o paragrafo que resume bem os argumentos 'e o seguinte:

    "À medida que os investimentos em capital — isto é, em máquinas, equipamentos e instalações — levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi possível que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos níveis de produção. À medida que a concorrência foi se tornando mais intensa, vários empregadores passaram a competir pelos melhores empregados. E esta competição se deu de duas maneiras: oferecendo salários maiores e horas de trabalho menores. Aqueles que não oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas forças da concorrência a compensar esta desvantagem oferecendo salários maiores — caso contrário, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem mão-de-obra qualificada."

    Ora, se era possivel atingir os mesmos niveis de producao com menos homens/hora de trabalho, seria mais vantajoso pras empresas demitir os funcionarios excedentes (e os menos produtivos) e os mais produtivos continuarem trabalhando no sabado e domingo. Com o ganho de competitividade que ela iria ganhar, seria capaz de elevar os salarios dos que ali estavam, prevenindo-os de irem para a concorrencia.

    Eu concordo que o mercado elevou os salarios, mas nao que tenha diminuido as horas trabalhadas (apesar de essas variaveis parecerem andar juntas). Eu considero meu salario muito bom, tao bom que eu preferiria trabalhar a metade do que trabalho, mesmo que ganhasse metade. Mas por que minha empresa nao oferece isso? Ora, especialmente na minha area, cada hora trabalhada por mim gera um valor para a empresa muito maior do que meu salario.

    Vamos fazer uma conta simples: eu ganho X e trago 4X para a empresa. Se eu trabalhasse metade (e ganhasse metade) meu salario seria X/2, e traria 2X (tambem metade) para a empresa. Ora, a empresa esta em uma melhor situacao no 1o caso, visto que nesse caso ela tem um "lucro" comigo de 3X, enquanto no 2o caso ela tem um lucro de apenas 1,5X.

    Por isso que 'e mais vantajoso pra ela me fazer trabalhar mais, mesmo que tenha que me pagar mais por isso!

    Abraco
  • Leandro  06/10/2012 22:26
    "Ora, se era possivel atingir os mesmos niveis de producao com menos homens/hora de trabalho, seria mais vantajoso pras empresas demitir os funcionarios excedentes (e os menos produtivos) e os mais produtivos continuarem trabalhando no sabado e domingo. Com o ganho de competitividade que ela iria ganhar, seria capaz de elevar os salarios dos que ali estavam, prevenindo-os de irem para a concorrencia."

    Este raciocínio mostra por que você deve continuar como empregado e não como empreendedor (isso não é crítica, não; é apenas o meu elogio à divisão do trabalho e ao fato de que cada um deve se especializar naquilo em que é bom).

    Nenhum empreendedor que esteja em busca do lucro irá querer "manter os mesmos níveis de produção com menos empregados". Isso não maximiza seu lucro. Se ele se contentar com isso, a concorrência irá devorá-lo. Em um ambiente concorrencial, o que maximiza o lucro é o aumento da produtividade e não a manutenção da mesma produtividade.

    Vou tentar fornecer um exemplo. Imagine uma indústria qualquer que esteja produzindo 100 unidades de um dado produto. Pode ser uma processadora de alimentos, uma produtora de equipamentos cirúrgicos, uma montadora de automóveis, ou mesmo uma companhia aérea ofertando voos. Imagine que essa indústria não tenha concorrentes.

    Se essa indústria estiver vendendo essas 100 unidades a um preço de $10 cada uma, sua receita total será de $1.000. Se essa indústria aumentar sua produção para 105 unidades, e o resultado dessa maior oferta for uma queda no preço da unidade para $9 (a queda de preço é necessária para achar consumidores adicionais), a receita total da indústria será de apenas $945 -- uma redução de $55. Portanto, teoricamente, essa indústria não terá incentivos para aumentar sua produção.

    Porém, se a entrada no mercado for livre, qualquer empresa concorrente que tenha a capacidade de produzir apenas essas 5 unidades adicionais (observe que pode ser uma empresa menor que a nossa indústria em questão), irá obviamente produzi-las. Se essa empresa concorrente conseguir produzir 5 unidades a um custo total menor do que $45 -- o que lhe permitiria uma taxa de lucro, caso vendesse cada uma por $9 --, então ela entrará no mercado.

    Sendo assim, a indústria, que até então não tinha concorrentes, terá de fazer alterações em seus planos. Se ela continuar produzindo 100 unidades, cujo preço unitário agora é de $9, isso vai lhe trazer vultosos prejuízos. Assim, sua única saída é aprimorar seu processo de produção, reduzindo seus custos e aumentar suas vendas, de modo que as unidades adicionais que ela venha a produzir (sua capacidade instalada já é de 100 unidades) sejam menos custosas que a da empresa concorrente. Só assim ela conseguirá reduzir seus preços e, ainda assim, competir com essa outra empresa.

    Nesse caso, a oferta de bens no mercado vai aumentar e os preços inevitavelmente vão cair. A indústria não tem mais a opção de produzir 100 unidades a um preço de $10 cada unidade. Sua única opção é entre produzir 100 unidades a $9 (o que lhe traria prejuízos) ou produzir, digamos, 105 unidades a $9. Ela obviamente terá de optar pela segunda.

    Essa indústria terá de adotar métodos mais eficientes de produção para reconquistar essa fatia de mercado que ela perdeu para a empresa menor.

    Isso não é apenas uma teoria. Foi de fato desta maneira que o mundo se desenvolveu. Você diz que concorda "que o mercado elevou os salários, mas não que tenha diminuído as horas trabalhadas". Ora, isso também não é questão de opinião, mas de empiria. No século XIX, era comum trabalhar 80 horas por semana e ainda assim não se conseguir produzir comida e roupas suficientes para alimentar a população e agasalhá-la contra o frio. Hoje, com 40-45 horas semanais, tais itens são produzidos em absoluta fartura. Isso não é opinião, é fato.

    Da mesma forma, o número de horas trabalhadas necessárias para se adquirir bens e serviços caiu ao longo dos anos, não obstante toda a inflação monetária e consequente aumento nominal dos preços gerados pelo governo. Quanto tempo você precisa trabalhar hoje para adquirir comida, roupas e um carro modesto? Quanto tempo precisava trabalhar antigamente para adquirir estes mesmos bens em igual fartura?

    Isso não é opinião e nem mera teoria; é fato. Dizer que as horas de trabalho necessárias para adquirir tais bens não diminuíram é, sinceramente, viver na negação.

    Grande abraço!
  • Ricardo  06/10/2012 22:34
    "Por isso que 'e mais vantajoso pra ela me fazer trabalhar mais, mesmo que tenha que me pagar mais por isso!"

    Desculpe-me, mas se você trabalha mais e ganha mais, então você realmente não entendeu nada do texto. Trabalhar mais e consequentemente ganhar mais não contradiz em nada -- ao contrário, só confirma -- o que o artigo diz sobre as horas de trabalho necessárias para a sobrevivência terem diminuído em decorrência dos avanços do capitalismo.

    Este é o grande problema dos artigos curtos: se o autor não escrever explícita e repetitivamente cada palavra da teoria, as pessoas não entendem. Pior ainda: elas irão pegar frases isoladas, retirá-las do contexto original e dar a ela o sentido que sua ideologia pede.

    Sou defensor do artigos longos; quanto mais longo, menos chance de interpretações distorcidas.
  • Andre  16/10/2012 22:49
    Gosto muito de ler os artigos aqui do mises.org, pois me dá uma visão contraposta àquela que estamos acostumados a ouvir desde muito cedo.
    Mas há algumas dúvidas que me surgem a cada vez que ouço (ou melhor seria dizer: leio) determinados "ataques" aos avanços que foram alcançados, em tese, por instituições de caráter social, mas que, na visão liberal, derivam em verdade da evolução do capitalismo, e tão-somente deste.
    Não sei se é por ignorância minha, mas tenho a impressão de que o capitalismo, por si só, não seria capaz de promover uma profunda mudança na relação que hoje existe entre os agentes do mercado (empregador, empregado, consumidor, etc.), se comparamos o quadro fático existente na época em que a sociedade começou a organizar os meios de produção e distribuição de bens e serviços com aquele que existe atualmente.
    Ora, lendo artigos como esse acima - excelente por sinal - me pego a questionar: seria apenas a livre concorrência, a proteção da propriedade privada, etc., etc., os únicos fatores que fizeram a sociedade evoluir de um contexto (a grosso modo) onde o trabalhador era explorado, não possuía direitos assegurados, onde mulheres e crianças trabalhavam (se não mais) e ganhavam menos, até chegar ao ponto em que nos encontramos hoje, onde cada vez mais se discute da necessidade de reconhecermos "no outro" um ser humano com um valor intrínseco em si, que possui dignidade, cujos direitos devem ser respeitados, etc., etc., etc.?
    Será mesmo que foi só o avanço do capitalismo que fez com que ocorresse essa mudança? Será que se em um determinando momento da história um determinado grupo de pessoas, uma comunidade, sentindo-se oprimidos, não se reunisse para reivindicar melhorias na condição de trabalho, melhores salários, etc., etc., etc., ainda assim o "empregador" voluntariamente iria conceder todas as benesses de que dispõe hoje a classe trabalhadora, se comparada com a de décadas atrás?
    Com todo o respeito, apesar de também enxergar alguns exageros que precisam ser reparados - como tudo na vida, afinal, esse é o sinal de que estamos a evoluir -, mas querer atribuir os ganhos sociais que a humanidade (do ponto de vista das relações de mercado e seus consectários) experimentou a partir do século XVIII unicamente à adoção de uma economia de livre mercado, parece-me uma visão senão tendenciosa, no mínimo demasiado reducionista.
    Devemos nos lembrar sempre que, como dizia Hobbes, o homem é o lobo do homem, de modo que, convencido que sou dessa máxima, fica impossível acreditar que se os deixarmos à própria sorte, não se irão devorar uns aos outros...
  • Juliano  17/10/2012 06:39
    A liberdade de associar-se sempre será defendida pelos libertários - faz parte da liberdade econômica. Se alguém acha que uma empresa paga pouco, tem total liberdade de abrir uma outra na mesma área que roube todos os empregados da primeira. Se mulheres ganham realmente menos, basta contratar somente mulheres e vc terá uma grande vantagem sobre a competição. A competição é quem traz os salários pra cima. \r
    \r
    O uso da força na transferência de recursos só cria distorções, não cria riqueza. Sindicatos na indústria aumentam o lucro dessas empresas, não o contrário. Dão sustentação política para políticas protecionistas que passam o custo de suas "conquistas" para toda a sociedade. Somo obrigados a consumir produtos mais caros para sustentar a brincadeira.\r
    \r
    Não existe mágica nenhuma. O que melhora as condições de vida é a criação de mais bens e competição pelos trabalhadores. Sindicatos e regulações diminuem a primeira parte da equação para destinar mais recursos para seus membros. Na Inglaterra, inclusive, o movimento sindical foi um dos maiores adversários do pagamento igual entre homens e mulheres, já que era majoritariamente formado por homens.\r
    \r
    É interessante ver as condições de trabalho nos países comunistas, que sempre teve um vínculo muito grande com o movimento sindical. A população vira propriedade privada na mão dos administradores. Ainda ontem, no anúncio da flexibilização da política de viagens de Cuba, uma autoridade do país comentou que vão continuar controlando para evitar o roubo de cérebros por parte dos EUA. Na cebecinha do cara, o proprietário real dos cérebros dos habitantes da ilha é o governo, não as pessoas. Quando alguém dos EUA resolve pagar mais para uma pessoa ir pra lá, o governo cubano se comporta como tendo perdido uma propriedade.\r
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    Veja que mesmo nesse caso não é nenhuma sindicato que trabalhou para melhorar a vida das pessoas que vão trabalhar nos EUA, é o mercado. \r
    \r
  • Henrique  19/10/2012 18:42
    Olá, agradeço a quem puder esclarecer o seguinte ponto:

    Se o trabalho infantil não fosse proibido por força de lei: caso houvesse aumento salarial que permitisse às famílias retirar suas crianças do mercado de trabalho, as crianças ainda seriam contabilizadas no estoque de mão-de-obra disponível (a massa de desempregados) o que por sua vez pressionaria os salários para baixo incentivando o retorno das crianças ao trabalho, esse ciclo permaneceria indefinidamente impedindo assim o fim do trabalho infantil.

    Desse forma, seria razoável supor que o que realmente leva ao fim do trabalho infantil é uma pressão essencialmente ética da sociedade demandada pelas famílias e defendida por movimentos organizados como, por exemplo, os sindicatos.
  • Neto  22/10/2012 10:29
    'as crianças ainda seriam contabilizadas no estoque de mão-de-obra disponível (a massa de desempregados) o que por sua vez pressionaria os salários para baixo '

    Que eu saiba o que faz o salario subir ou descer não é burocracia contábil, é somente as pessoas que realmente estão a fim de trabalhar
  • Henrique  22/10/2012 17:59
    Caro Neto, o que eu quis dizer é que se as crianças que trabalham simplesmente param de trabalhar (nesse caso, porque os pais já ganham bem o suficiente) então ela passa a estar disponível (desempregada) e, se há mão-de-obra disponível(desemprego), os salários são pressionados para baixo, logo uma redução nos salários dos pais (devido haver mão-de-obra disponível, isto é as crianças) faria essas crianças retornarem ao trabalho. Dessa forma, seria necessário um impedimento legal para que as crianças não sejam mais consideradas como estoque de mão-de-obra pelos empregadores. Ou seja, é a lei da oferta e demanda aplicada à mão-de-obra e não uma "burocracia contábil".

    Esse é o ponto que eu gostaria de ver esclarecido. De qualquer forma, obrigado pelo retorno.
  • Tory  23/10/2012 00:56
    Se os pais já ganham bem a criança vai trabalhar porque quer, não porque está "disponível como estoque de mão de obra". Para estar desempregado alguém precisa estar buscando emprego - caso contrário estará simplesmente fora do mercado como a maioria dos estudantes.
  • Henrique  23/10/2012 17:45
    Ok. Obrigado.
  • Neto  23/10/2012 01:42
    Se a criança pára de trabalhar e não pretende voltar ela NÃO vai estar disponível
  • Julio Heitor  07/01/2013 19:35
    Estou com uma dúvida a cerca do raciocínio do Leandro:

    Se uma empresa muito grande resolvar ter a má conduta de, mesmo incorrendo em prejuízos, oferecer um produto com um preço menor do que o custo de produzi-lo, com o objetivo de matar a concorrência
    (formada por exemplo de pequenas empresas familiares sem muito capital de giro),

    como o livre mercado faria para se livrar de tal prática desleal?

    Abraços!
  • Leandro  07/01/2013 20:50
    Não entendi. Por que seria 'errado' -- ou, pior ainda, 'má conduta' -- uma empresa reduzir os preços de seus produtos? Isso seria ótimo para os consumidores, pois, além de estarem adquirindo bens subsidiados pelos próprios produtores, estariam poupando mais e, consequentemente, investindo e/ou consumindo mais.

    Se existem produtores idiotas o bastante para operar com prejuízo e se eles estão dispostos a dar esse privilégio aos consumidores, certamente tal oportunidade deve ser abraçada e não rechaçada. No final, quem irá realmente se estrepar são estes produtores.

    Dica: para entender por que este comportamento é irreal e quase nunca visto na prática, leia o início deste artigo. Operar voluntariamente com prejuízos é fatal para o futuro de qualquer empresa.
  • anônimo  07/01/2013 21:03
    Leandro, mas se fosse a empresa de um cara muito rico, um Eike Batista da vida, ao contrário do que o artigo diz ao final de alguns meses depois da concorrência quebrada ele não estaria operando no vermelho, porque ele tinha muito dinheiro economizado antes
    E ainda ia poder fazer novos investimentos sim
  • Leandro  07/01/2013 21:12
    Ele recebe dinheiro do governo, então obviamente não se trata de uma ação de livre mercado. Tal postura, isso sim, é imoral e de má conduta.

    Não houvesse dinheiro do governo, o sujeito estaria

    "bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros."

    Isso não é racional economicamente. E nem é comum. O que ocorre com alguma frequência é empresas apenas reduzindo suas margens de lucro para tentar roubar clientes da concorrência. Mas, ora, isso é perfeitamente normal em uma economia de mercado.
  • anônimo  08/01/2013 08:39
    Leandro, EB foi só um exemplo, imagine que seja alguém que ganhou muito dinheiro de outra forma e que não se incomode de torrar um pouco do que economizou.
  • Leandro  08/01/2013 12:27
    E daí? Ele estaria sendo um mero caridoso. O dinheiro que ele ganhou estaria sendo repassado aos mais pobres na forma de preços baratos (e geradores de prejuízo para a empresa do sujeito). Isso não é "prática desleal". Se ele prefere ter prejuízos a aumentar os investimentos de sua empresa, boa sorte para ele. Vai precisar no futuro.
  • Juliano  08/01/2013 12:50
    Acho interessante como conseguiram colocar alguns medos na gente que estão cristalizados, mesmo naqueles que nem se interessam por economia. Dumping e deflação provocam verdadeiro pavor em quase todo mundo, sempre vindo como exemplos de como o governo precisa nos salvar dos empresários que só pensam no lucro e querem, vejam só, nos prejudicar ABAIXANDO OS PREÇOS! Dá pra imaginar uma estratégia mais sórdida?

    A gente vê o tempo todo monopólios e oligopólios mantidos pelo Estado, mas fale em desregular e o primeiro argumento é sempre: precisamos do governo pra evitar monopólios! Empresas estatais cobram caro e fornecem serviços ruins, mas a desculpa é que precisamos de empresas estatais porque os empresários só se interessam pelo lucro e, sem fiscalização do governo, não se preocuparão com a qualidade dos produtos. Sem o governo, qualquer padaria iria fazer cirurgias cardíacas e os pobres estariam morrendo nas ruas...

    O medo sempre foi a arma mais forte dos governos para se legitimar. Funcionou quando todos acreditavam que os deuses tinham mandado os reis e iriam se vingar se houvesse desobediência e funciona hoje com toda a lavagem cerebral que somos submetidos absolutamente todos os dias. Não importa que as evidências saltem aos olhos, fomos todos muito bem treinados pra fechá-los.
  • Miqueias  08/01/2013 13:50
    Porque alguém incorreria em tanto prejuízo agora para, quem sabe, ter lucro no futuro?

    Use sua imaginação. Se existe muita concorrência e preço baixo na produção e venda de um determinado produto, muitas pessoas vão querer comprar tal produto. Se esse cara ricasso recorrese ao dumping, o volume de vendas aumentaria ainda mais. Porém, assim que ele eliminasse a concorrência e aumentasse os preços, muitas pessoas deixariam de comprar o produto.Portanto, o tempo que o cara ricasso levaria para recuperar o prejuízo seria muito maior que o tempo em que ele esteve praticando o dumping e levando prejuízo.

    Além disso, para ser efetivo ele teria de conseguir controlar o mercado do mundo todo. Pois, se por exemplo, no Brasil tivessemos grande liberdade econômica, e um empresário recorresse ao dumping e dominasse todo o mercado brasileiro de um determinado produto, mas não fizesse o mesmo em todos os outros países, assim que ele aumentasse os preços uma grande empresa do Japão, por exemplo, veria uma oportunidade de lucro e viria pra cá. Se antes essa empresa Japonesa teria de enfrentar várias concorrentes, agora é apenas uma.

    Mas vamos supor que o empresário ricasso tivesse muitas reservas e resolvesse usar o dumping novamente. Digamos que depois de um tempo ele consequisse fazer a empresa japonesa desistir dos seus investimentos aqui e ir embora. Ele teria de subir os preços para se recuperar do duplo prejuízo. Pense, qaunto tempo este empresário ricasso já ficou sem obter lucros de sua empresa, e pior, tento grandes prejuízos.
    Não seria mais fácil ele continuar tendo lucro e investindo em sua empresa, apesar da concorrência?
  • Julio Heitor  08/01/2013 16:28
    OBRIGADO A TODOS!

    PERCEBI QUE MINHA MENTE AINDA ESTÁ PRESA DENTRO DA MATRIX QUE É O ESTADO.

    ABRAÇOS/1
  • Navarro  17/10/2013 17:21
    Infelizmente, pelo menos no Brasil, a realidade citada pelo autor não existe.

    Muitas empresas (grandes empresas aliás) utilizam a sonegação de direitos trabalhistas como forma de diminuir custos, aumentar a competitividade e, consequentemente, sua margem de lucro.

    Imagine uma empresa com 120.000 (cento e vinte mil) empregados. Digamos que ela "obriga" os funcionários a trabalharem 1 hora a mais sem bater o ponto, portanto, trabalham de graça sem ganhar hora extra.

    Imaginemos que 1 hora = R$ 15,00 x 120.000 = R$ 1.800.000,00
    Imaginemos 22 horas por mês = 1.800.000,00 x 22 = R$ 39.600.000,00
    Imaginemos em 1 ano = R$ 475.200.000,00

    Essa empresa gera uma economia de R$ 475,2 milhões por ano simplesmente por deixar de pagar uma hora extra aos funcionários, tornando-se extremamente mais competitiva que outra empresa que paga seus funcionários corretamente.

    Ocorre que essa mesma empresa percebeu que pode sonegar mais de uma hora por dia, e melhor, pode dispensar muitos funcionários e dividir o trabalho que eles faziam entre os demais, que executarão a demanda extra de graça (não batem o ponto, lembram?).

    Agora você me pergunta, mas e os funcionários não reclamam?

    Como seus salários são tidos como "altos" pela parcela pobre da população (maioria), e como a procura por trabalho nessa empresa é grande, eles "aceitam" esse tipo de coisa para não serem mandados embora. Processos?? uma minoria deles entra na justiça. Ou seja, a prática gera mais lucro do que despesa para essa empresa.

    Estou falando de sonegar apenas 1 hora extra por dia, mas e se a empresa adotar outras formas de sonegação, imaginam o quanto essa economia pode crescer?

    Os cálculos apresentados são uma situação hipotética, por óbvio, existe uma diferença para mais ou menos (embora eu acredite que seja muito maior).

    Meu irmão é advogado trabalhista. O escritório dele tem hoje cerca de 10.000 "processos" ativos, grande parte trata de doença ocupacional e acidentes de trabalho. São ínumeros relatos de mortes, amputações, mutilações, invalidez parcial, total, temporária, permanente, dano existencial, enfim, tudo de ruim que se possa imaginar e que poderia ser evitado.

    Os argumentos trazidos são válidos, mas para mim representam apenas o mundo ideal, passam longe de ilustrar o mundo real, o que acontece no dia-a-dia, principalmente no Brasil.

    Aqui colheitadeira não tem vez (equipamento caro), é mais barato contratar cortador de cana, pagar com pedra de crack e substituir na medida em que forem morrendo.
  • Celso  17/10/2013 19:01
    O primeiro exemplo hipotético do seu comentário é refutado pela realidade. Pelo visto, você desconhece totalmente a Justiça do Trabalho, que sempre dá ganho de causa ao empregado. Qualquer empregado desta empresa poderia recorrer à Justiça do Trabalho e ganhar uma bela indenização. Conheço inúmeros casos assim.

    No entanto, você próprio prevendo esse ponto, tenta criar uma tangente:

    "Agora você me pergunta, mas e os funcionários não reclamam? Como seus salários são tidos como "altos" pela parcela pobre da população (maioria), e como a procura por trabalho nessa empresa é grande, eles "aceitam" esse tipo de coisa para não serem mandados embora. Processos?? uma minoria deles entra na justiça. Ou seja, a prática gera mais lucro do que despesa para essa empresa.."

    Pra começar, utilizar o exemplo do que ocorre em uma grande empresa, que paga salários acima da média nacional, vai contra o seu objetivo. Neste seu próprio exemplo hipotético, estes empregados sabem que estão sendo bem pago, sabem que seus salários estão bem acima da média nacional, e sabem que é melhor fazer uma hora a mais de trabalho do que sair pedindo indenização porque teve de trabalhar uma hora a mais. Os prejuízos que isso porventura lhe trariam são muito maiores que os seus atuais benefícios. Ademais, estas pessoas sabem perfeitamente que seus salários só são altos justamente porque a empresa tem de se esquivar de outros encargos sociais e trabalhistas. Se esta empresa cumprisse estes encargos à risca, seus salários certamente seriam menores. Isso é o básico de economia.

    Depois, você diz que:

    "Meu irmão é advogado trabalhista. O escritório dele tem hoje cerca de 10.000 "processos" ativos, grande parte trata de doença ocupacional e acidentes de trabalho. São ínumeros relatos de mortes, amputações, mutilações, invalidez parcial, total, temporária, permanente, dano existencial, enfim, tudo de ruim que se possa imaginar e que poderia ser evitado."

    Além de se tratar de um óbvio exagero, gostaria muito de saber de onde advêm essas queixas. Mortes, amputações, mutilações, invalidez e dano existencial ocorrem mais especificamente em qual setor formal? Como que isso tudo poderia ter sido evitado?

    Já no final, você corretamente disse que "aqui colheitadeira não tem vez (equipamento caro)". Fato. Os custos de se utilizar máquinas são altos por causa das regulações e dos impostos do governo. Como consequência, há um uso intensivo de mão-de-obra para trabalhos pesados, o que é exatamente o que o governo quer, pois reduz as estatísticas de desemprego.

    Note-se que os empregos criados desta forma são totalmente artificiais. Eles não existiriam caso houvesse uma maior mecanização. Logo, as pessoas com estes empregos são é gratas ao governo, pois suas políticas tributárias e protecionistas geram empregos artificiais (e, por isso, caros). Elas não têm por que exigir ainda mais de seus empregadores benevolentes, os quais estariam em muito melhor situação se o governo lhes deixasse importar máquinas sem terem de pagar tarifas exorbitantes.
  • Navarro  18/10/2013 04:17
    Caro Celso.

    Não desconheço a Justiça do Trabalho. A sua máxima de que a Justiça do Trabalho sempre dá ganho de causa ao empregado não é verdadeira, demonstra-se apenas minimalista e porque não dizer preconceituosa.

    Aliás, todo empresário que descumpre a legislação trabalhista e é condenado "culpa" a Justiça do Trabalho, jamais admite sua negligência e sua responsabilidade (hora, um patrão que não fornece boas condições de trabalho, está sendo irresponsável com funcionários. Se um trabalhador morre devido Às condições de trabalho precárias, é de responsabilidade da empresa. Até o que eu sei, a responsabilidade é um dos pilares do libertarianismo.....).

    Se você acredita que grande empresa teme passivos trabalhistas, mais uma vez está enganado. Grandes empresários contam com assessoria jurídica de ponta, fica tudo provisionado, eles trabalham apenas com números e, como eu disse, no final a conta é fávorável.

    (Que fique claro, a CLT e a legislação trabalhista do Brasil merecem duras críticas em muitos aspectos, sou a favor de várias mudanças na lei, mas essa discussão eu guardo para outro momento. Só o que cobro é responsabilidade dos empregadores)


    Pra começar, utilizar o exemplo do que ocorre em uma grande empresa, que paga salários acima da média nacional, vai contra o seu objetivo. Neste seu próprio exemplo hipotético, estes empregados sabem que estão sendo bem pago, sabem que seus salários estão bem acima da média nacional, e sabem que é melhor fazer uma hora a mais de trabalho do que sair pedindo indenização porque teve de trabalhar uma hora a mais. Os prejuízos que isso porventura lhe trariam são muito maiores que os seus atuais benefícios.

    Quer dizer que se o seu salário é maior do que a média da população, você tem que se contentar em trabalhar de graça (hora-extra)? É isso mesmo?

    Ficou óbvio que eu me referia aos bancos no meu exemplo hipotético. Se você considera um "exagero", certamente você é quem desconhece a realidade desses profissionais.

    Aliás, deve desconhecer também a realidade salarial de grande parte da categoria, que pode ser um pouco melhor que a média nacional, mas não "bem acima da média", como você disse.



    Como relatei anteriormente, meu irmão é advogado trabalhista. Os casos aos quais eu me referi ocorrem nos mais variados setores, qualquer empresa que não proporcione as condições adequadas para o exercício das atividades está sujeita a prejudicar seus trabalhadores.

    Os casos de morte, acidente, amputações, mutilações, etc, são mais comuns nas indústrias e construção cívil. Esses casos poderiam ser evitados com fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) adequados (que a depender do ramo de atividade custam caro), adequação dos locais de trabalho para evitar esses danos, etc,etc.

    Quanto aos casos de doença ocupacional, a diversidade de setores é muito grande, mas destaco também a indústria (principalmente as químicas), bancos, escolas, enfim, uma infinidade de setores. Para evitar também vale-se dos EPI's, adequação dos locais de trabalho, ginastica laboral, etc,etc.

    Importante destacar o caso dos Correios, praticamente uma fábrica de doentes. Existem setores inteiros só com pessoas readaptadas (limitação da capacidade laboral em razão de acidente do trabalho e doença ocupacional, o que obriga a mudar de função).

    Infelizmente ainda há muito preconceito e discriminação com quem adoece em razão do trabalho, aliás o preconceito contra qualquer doente é generalizado.

    Mas isso existe, é uma realidade, pessoas jovens ficando incapacitadas, inclusive para suas tarefas cotidianas. Você imagina a frustração de um pai/mãe não conseguir pegar seu filho no colo? A dor de um pai que perde um filho esmagado em uma máquina porque a empresa economizou nos dispositivos de segurança? Você sabe o que é ficar cego porque os óculos de proteção que a empresa fornecia não eram adequados? Você sabe o que é ter um problema respiratório grave por inalar produtos químicos, visto que não era fornecido máscara adequadas? Os empregadores têm responsabilidade de fornecer condições de trabalho adequadas para seus empregados.
  • Navarro  18/10/2013 04:29
    Os dados estatísticos de Acidentes de Trabalho de 2011 divulgados pelo Ministério da Previdência Social indicam, em comparação com os dos anos anteriores, um pequeno aumento no número de acidentes de trabalho registrados.

    O número total de acidentes de trabalho registrados no Brasil aumentou de 709.474 casos em 2010 para 711.164 em 2011.

    O número de óbitos também registrou aumento: de 2.753 mortes registradas em 2010, o número subiu para 2.884 em 2011. O número de acidentes típicos seguiu a mesma tendência, os quais passaram de 417.167 em 2010 para 423.167 registros em 2011.

    Já os dados apurados pelo Ministério da Previdência Social quanto às doenças ocupacionais registram queda: de 17.177 em 2010 para 15.083 em 2011.

    Analisando as 5 macrorregiões demográficas, a região Sudeste conta com o maior número de acidentes de trabalho, com um total de 387.142 ocorrências, cerca de 70% do total nacional. Em seguida, a região Sul registra 153.329 casos, a região Nordeste 91.725, região Centro-Oeste 47.884 e, por fim, região Norte, com 31.084 acidentes.

    Analisando isoladamente os Estados, apresentaram aumento no número de acidentes de trabalho somente estados das regiões Norte e Nordeste: Rondônia (de 5.101 em 2009 para 5.280 em 2010), Maranhão (de 5.957 em 2009 para 5.969 em 2010), Piauí (de 3.118 em 2009 para 3.226) Paraíba (de 4.914 em 2009 para 4.957 em 2010), Pernambuco (18.629 em 2009 para 19.936 em 2010), Alagoas (9.065 em 2009 para 9.185 em 2010).


    No Nordeste, contudo, merece destaque a redução do número de acidentes de trabalho na Bahia (26.483 em 2009 para 23.934 em 2010) e no Rio Grande do Norte (de 8.923 em 2009 para 7.023 em 2010).

    O Estado de São Paulo registrou uma pequena redução no número de acidentes de trabalho, de 249.289 registros em 2009 para 242.271 em 2010, mas continua sendo o com maior número de registros de acidentes de trabalho.

    Quanto aos grupos separados por idade e sexo, em todos os grupos houve uma discreta redução nos números de acidentes de trabalho, com exceção na faixa de até 19 anos, em que houve um pequeno aumento: de 26.336 em 2008 para 22.159 em 2009, subindo novamente para 22.847 em 2010.

    Da análise no setor específico da indústria, as atividades de produção de alimentos e bebidas, com 59.976 ocorrências, e o da construção civil, com 54.664 registros, se encontram dentre os com maior número absoluto de acidentes de trabalho e 2010.

    Quanto ao setor de serviços, o segmento do comércio e reparação de veículos automotores registrou o maior número de acidentes de trabalho, com 95.496 ocorrências em 2010, seguido pelo de Saúde e serviços sociais, com 58.252 acidentes de trabalho, e pelo de Transporte, armazenagem e correios, com 51.934 acidentes computados.



    www.tst.jus.br/web/trabalhoseguro/dados-nacionais
  • Celso  18/10/2013 13:40
    Pedi as especificações dos acidentes por setor. Não vieram. Essa estatística fala apenas de "ocorrências" na indústria e no comércio. "Ocorrência" é um termo bem elástico e abrangente, podendo ser um simples destroncamento de dedo. Veja que, por este quesito, o Ministério do Trabalho deveria simplesmente proibir jogadores de futebol e demais atletas de exercerem suas profissões, pois as contusões no setor são altíssimas, bem como a fortíssima pressão psicológica feita pela torcida.
  • Navarro  18/10/2013 21:23
    Caro Celso.

    A resposta à pergunta está na parte em que eu destaquei. Basta ler com atenção:

    Da análise no setor específico da indústria, as atividades de produção de alimentos e bebidas, com 59.976 ocorrências, e o da construção civil, com 54.664 registros, se encontram dentre os com maior número absoluto de acidentes de trabalho e 2010.

    Quanto ao setor de serviços, o segmento do comércio e reparação de veículos automotores registrou o maior número de acidentes de trabalho, com 95.496 ocorrências em 2010, seguido pelo de Saúde e serviços sociais, com 58.252 acidentes de trabalho, e pelo de Transporte, armazenagem e correios, com 51.934 acidentes computados.


    Perceba que acidentes de trabalho ocorre nos mais variados setores: o segmento do comércio e reperação de veículos automotores; a indústria de alimentos e bebidas; o setor de saúde e serviços sociais; a construção civil; o Transporte, armazenagem e correios que apresentaram o maior número de acidentes em 2011.

    A questão que fica é: porque estes setores apresentam mais acidentes de trabalho?
  • Celso  19/10/2013 00:31
    Navarro, eu pedi especificações sobre estas "ocorrências". No que consistem estas ocorrências? Quantas delas são mortes? Quantas são amputações? Quantas são mutilações? Quantas são invalidez parcial, total, temporária ou permanente? Quantas são "dano existencial"?

    E aproveite e responda também à pergunta do Guilherme.
  • Navarro  19/10/2013 01:44
    Já foi respondido. Leia mais acima do meu comentário de 18/10/2013 04:17:48.
  • Celso  19/10/2013 02:16
    Não respondeu, não. Pedi os detalhes de cada ocorrência para cada setor. Quantas mortes ocorreram na indústria? Quantas amputações? Quantas mutilações? Quantas invalidezes parciais, totais, temporárias ou permanentes? Quantos "danos existenciais"?

    Quero os mesmo números para os serviços e comércio também.
  • Guilherme  18/10/2013 13:43
    Aproveito a ótima deixa do Celso para emendar uma pergunta: a partir de qual valor salarial os riscos inerentes a uma profissão se tornam desimportantes?

    Pergunto isso tendo em mente jogadores de futebol e automobilistas. São profissões de alto risco, em que há constantes e sérias lesões. Mas o Ministério do Trabalho não parece se importar, o que dá a entender que ele é um tanto seletivo ao escolher seus "protegidos". Qual o critério de "proteção ao trabalhador", afinal?
  • E a C&A?  14/05/2014 04:43
    Rede de lojas é condenada em dano moral coletivo por exigir jornadas exaustivas

    A C&A Modas foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por descumprir uma série de normas trabalhistas, situação que, segundo o Ministério Público do Trabalho, reduziu seus empregados a condição análoga à de escravo em suas unidades em shoppings em Goiás. Agravo interposto pela empresa na tentativa de reverter a condenação foi negado na última quarta-feira (7) pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ficando mantida a punição. A decisão foi unânime.

    Trabalho escravo

    A Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) constatou infrações praticadas nas unidades da rede nos shoppings Goiânia e Flamboyant, na capital goiana, e Buriti, em Aparecida de Goiânia. Entre outras irregularidades, a C&A obrigava o trabalho em feriados sem autorização em convenção coletiva, não homologava rescisões no sindicato dos trabalhadores, não concedia intervalo de 15 minutos quando a duração do trabalho ultrapassava quatro horas, impedia o intervalo para repouso e alimentação em situações diversas, prorrogava a jornada de trabalho além do limite legal de duas horas diárias e não pagava horas extras no mês seguinte à prestação de serviços.

    Por entender que havia um dano social e moral a ser reparado e que a empresa "reduziu seus empregados à condição análoga à de escravo", tendo em vista que lhes impôs jornadas exaustivas, o MPT ajuizou ação civil pública. Requereu o pagamento de indenização de R$ 500 mil a ser revertida para o Fundo de Amparo ao Trabalhador e que a empresa cumprisse uma série de obrigações de fazer, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado.

    Na contestação, a C&A sustentou que não violou direitos e que, sempre que havia necessidade de trabalho além da jornada, pagava as horas extras, todas computadas nos registros de frequência dos empregados. Acrescentou que a não homologação de rescisões não é prática usual da empresa, que as folgas estavam dentro do estabelecido no artigo 67 da CLT e que, em momento algum, impôs dano à coletividade.

    Ao julgar o caso, a 6ª Vara do Trabalho de Goiânia deu procedência parcial ao pedido referente às obrigações de fazer, impondo multa de R$ 5 mil por empregado, em caso de descumprimento. Condenou a empresa a cumprir as seguintes obrigações: homologar as rescisões no sindicato; abster-se de prorrogar, sem justificativa, a jornada de trabalho além do limite de duas horas diárias; pagar as horas extras no mês subsequente ao da prestação e conceder intervalo para repouso e alimentação, entre outras.

    Recursos

    Tanto a empresa quanto o MPT recorreram. O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região deu provimento ao recurso do MPT para condenar a C&A a arcar com indenização por danos morais coletivos no valor de R$ R$ 100 mil por entender que, desde 2009, a empresa descumpria de forma contumaz normas de ordem pública, violando a dignidade da pessoa humana enquanto trabalhador.

    A C&A agravou da decisão, mas a Quarta Turma do TST negou provimento ao recurso. No entendimento da Turma, o Regional apreciou bem o conjunto fático-probatório e sua decisão está em sintonia com as normas constitucionais. Para julgar de outra forma, disse o relator, ministro Fernando Eizo Ono, a Turma teria que reexaminar a extensão do dano e o grau de culpa, o que é vedado ao TST com base na Súmula 126 do Tribunal.

    (Fernanda Loureiro/CF)


    www.tst.jus.br/noticias/-/asset_publisher/89Dk/content/rede-de-lojas-e-condenada-em-dano-moral-coletivo-por-exigir-jornadas-exaustivas?redirect=http%3A%2F%2Fwww.tst.jus.br%2Fnoticias%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_89Dk%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-2%26p_p_col_count%3D2%26_101_INSTANCE_89Dk_advancedSearch%3Dfalse%26_101_INSTANCE_89Dk_keywords%3D%26_101_INSTANCE_89Dk_delta%3D10%26_101_INSTANCE_89Dk_cur%3D1%26_101_INSTANCE_89Dk_andOperator%3Dtrue
  • Malthus  14/05/2014 10:34
    Padrão de "escravidão" hoje em dia: trabalhar em feriados, não homologar rescisões no sindicato dos trabalhadores, não conceder intervalo de 15 minutos após quatro horas, e não deixar o cara ir tomar cafezinho quando quiser

    Isso nos permite duas conclusões: (1) o capitalismo gerou tanto luxo que os padrões considerados "escravidão" são hoje ridículos, para não dizer cômicos; (2) o capitalismo gerou tanto conforto que hoje boa parte da população ficou frouxa e delicada. O nêgo até desmaia quando se pede para ele trabalhar uma hora a mais sem poder fazer uma pausa de meia hora para tomar cafezinho e conversar fiado.

    #somostodosdelicados
  • Silvio  06/08/2014 01:16
    Essa sim é uma conseqüência nefasta do capitalismo: o aumento incrível do número de boiolinhas, de dodóis-nenéns. Só que não. O culpado dessa onda de viadagem, mais uma vez, é do estado.

    O ser humano age com base em incentivos. Se há um ambiente em que se incentiva a tanga-frouxice, mais e mais pessoas começarão a soltar a franga desbragadamente. Pra que diabos vou trabalhar duro se posso ganhar mais dinheiro me comportando como uma bicha louca junto à Justiça do Trabalho?

    Num ambiente de livre mercado simplesmente não há incentivo para a proliferação de frescura no rego. Se sou patrão e meu empregado começa a dar chiliques, eu vou apenas mandá-lo continuar a ser frutinha em outro lugar. E os demais patrões farão o mesmo, pois os empresários estão preocupados em ganhar dinheiro, não em perder tempo com as bichices do fulano que calhou de ser seu empregado. Se a pessoa quiser continuar a comprar ingressos para acompanhar os jogos do São Paulo no estádio, ela terá de tomar jeito e agir com seriedade, pois somente com um comportamento sério poderá a pessoa conquistar a confiança de seu patrão ou de seus clientes.
  • Eduardo Bellani  06/08/2014 08:57
    O ser humano age com base em incentivos. Se há um ambiente em que se incentiva a tanga-frouxice, mais e mais pessoas começarão a soltar a franga desbragadamente. Pra que diabos vou trabalhar duro se posso ganhar mais dinheiro me comportando como uma bicha louca junto à Justiça do Trabalho?

    Alguém de um prêmio a esse homem. Um dos melhores trechos que li nos comentários daqui em algum tempo.

    A noção de masculinidade em si é nociva ao coletivismo, pois o ser que assume suas bolas metafóricas e reais jamais vai aceitar ser nada que não um indivíduo, glorificando suas vitórias e derrotas, e assim, a si mesmo.

    Uma massa de meninas histéricas hormonalmente instáveis cujas vitórias e derrotas são de responsabilidade do papai, essa é a visão de progresso para o coletivista. Veja, a própria noção de egoísmo, de força, de vitória, da un nó na calcinha dessas pessoas. Como evidência, cito o famoso vídeo da Marilena Chauí.

    Patético.
  • Lucas Amaro  06/08/2014 11:07
    Fora que se a empresa não pagava conforme o que estava estabelecido no contrato de trabalho não há nenhuma divergência com a teoria liberal, que preza pelo cumprimento de contratos.

    Mas, além disso, a C&A contestou que pagou, e isso não é difícil de ser averiguado no setor de RH da empresa.

    Só não concordo com a forma de abordar dos amigos acima, acho hostilidade contraproducente. Mas, de qualquer forma, não estão errados. Se a empresa não fornece condições razoáveis, consequentemente perderá funcionários para empresas que oferecerem condições melhores. Se os funcionários estiverem com corpo mole, certamente será caso de rescisão e eles procurarão outro emprego agora não por escolha, mas por necessidade. E obrigar a dar intervalos assim abre margens: quanto, como e quando?

    E comparar isso à escravidão é um desrespeito àqueles que eram vendidos e chicoteados no passado.
  • Emerson Luis, um Psicologo  09/08/2014 00:47

    O capitalismo resolve ou mitiga problemas e gera benefícios.

    Daí os esquerdistas assumem o crédito e culpam o capitalismo.

    E a maioria acredita.

    * * *
  • Taimon  20/11/2014 04:47
    Eu gostaria de saber se vocês tem alguma uma fonte documental ou mais concreta sobre essas informações de que a redução da jornada de trabalho teria ocorrido independente de intervenção sindical, grevista, etc. Parece razoável que o capitalismo seja útil gerando excedente e competitividade eficiente para que a intervenção sindical venha posteriormente a pressionar empresários por uma redução de jornada de trabalho, mas ainda não fui convencido de que se inexistissem essas pressões a jornada de trabalho teria ainda inevitavelmente reduções.
  • Taiguara  20/11/2014 10:32
    Não entendi. Você está dizendo que, não fossem os sindicatos, hoje as pessoas estariam trabalhando 80 horas por semanas. E quer "fontes documentais" que refutam essa sua suposição?

    Meu caro, isso se chama contrafactual. Não é possível mostrar "fontes documentais" para provar algo que não aconteceu. É a mesma coisa de você pedir "fontes documentais" que provem que, se o automóvel não tivesse sido inventado por Henry Ford, até hoje estaríamos andando a cavalo.

    De resto, façamos a coisa mais fácil e lógica: forneça você dados que comprovem que, se inexistissem essas pressões sindicais, a jornada de trabalho não teria sido reduzida. Se você fizer isso, toda a explicação do texto cai por terra.
  • Maverique  02/05/2015 23:48
    Deixando um pouco de contribuição sobre o desenvolvimento histórico do trabalho e claro as relações entre empresas e empregados. Basicamente com o advento das pesquisas das escolas de administração clássica e científica foram dados os primeiros passos na organização e remuneração da mão de obra.
    Por exemplo em 1903 Henry Ford, fundador da Ford Motor Company foi inovador em seu estilo de administração. Seguidor da filosofia da administração de Frederick Winslow Taylor, que se caracterizou pela ênfase nas tarefas, objetivando-se aumentar a eficiência da empresa aumentando-se a eficiência ao nível operacional. Embasado nessas teorias Ford inovou no desenvolvimento da linha de produção, aumentou o remuneramento dos funcionários conforme o nível de especialização e atividade e claro tinha o diferencial de ter adicionado a jornada de trabalho de 8 horas diárias. E por incrível que pareça dividiu com os funcionários porcentagem do controle acionário da empresa.
    É claro que o reflexo disto é visto nos dias de hoje é claro com um desenvolvimento muito superior.
  • Taimon  21/11/2014 06:50
    Se trata de contrapor uma "explicação corrente" sobre as pressões sindicais. Há excedente de produção e concorrência de fato. O meu questionamento é na extensão dessa redução (Há países sem leis de direitos trabalhistas?). Você mencionou a inversão do ônus de prova, mas pode interpretar de uma outra forma, pois só quero saber de alguém que tenha escrito sobre o assunto e que tenha percebido a ocorrência de reduções substanciais de jornada de trabalho sem intervenções sindicais, grevistas, etc. Digo isso com base de que materiais que encontrei em pesquisa na internet mencionam que as reduções, no geral, ocorreram com essas pressões (o caso do Brasil, p. ex.). Se trata de uma fonte autoral que faça essa menção. Se em todos os casos em que há redução substancial de jornada, ocorrer a intervenção sindical, para todos os efeitos, ainda haveria a possibilidade de tratar-se de correlação; a jornada de trabalho poderia se reduzir eventualmente sem quaisquer intervenções (ao menos em determinada proporção).

    Pesquisando sobre a revolução industrial, o que se encontra é que na época do Karl Marx algumas criticas tinham seu sentido, pois crianças morriam em fábricas sem segurança e em longas jornadas de trabalho, etc. (Karl Popper trata disso na "Sociedade Aberta e seus Inimigos"). Esperar pela evolução desse sistema em direção a maior acúmulo, investimentos, etc, implicaria ainda assim em sofrimento no médio prazo. Que as crianças, por exemplo, deixaram de trabalhar por ter como pano de fundo o capitalismo mais avançado eu não duvido, mas minha dúvida é sobre a extensão da redução da jornada de trabalho e a forma não danosa na qual isso ocorreria ao longo do tempo sem uma proteção "estatal" do bem-estar físico e mental dos indivíduos.
  • Leandro  21/11/2014 11:31
    É o cúmulo ignorância querer comparar as condições de hoje com as condições de 260 anos atrás. É o óbvio ululante que, sob esse prisma, a época atual é um paraíso comparado àquela época.

    Pessoas que não entendem de economia têm esse grave problema de lógica. O sujeito acha que a economia é uma coisa estática, e que o mundo hoje só não é igual ao de 260 anos atrás por causa das legislações do governo.

    Realmente, para quem está acostumado com todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

    Mas a questão é: a qualidade de vida dos trabalhadores no século XVIII era melhor ou pior do que era no século XVII? As coisas evoluíram ou pioraram? No século XVII, as pessoas viviam melhor do que no século XVIII? A comparação tem de ser esta.

    Falar que a qualidade de vida e de trabalho era ruim no século XVIII tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos.

    E está ignorando também que, no século XVIII, a acumulação de capital ainda era mínima, o que impossibilitava qualquer tipo de conforto e segurança para os trabalhadores das indústrias pesadas.

    Era simplesmente impossível ter no século XVIII a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI. Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Ainda assim, se você realmente acredita ser perfeitamente lógico comparar século XVIII com século XXI, ignorando toda a evolução no conforto que o capitalismo gerou ao longo desses mais de 260 anos, e quer acreditar as legislações trabalhistas foram as únicas responsáveis por todos esses benefícios, beleza. Nada posso fazer por você.

    Você dá a entender que as pessoas viviam no paraíso e na opulência, até que veio a revolução industrial e as levou para o inferno.

    Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

    A revolução industrial e as minorias oprimidas
  • Guilherme  21/11/2014 12:06
    "Há países sem leis de direitos trabalhistas?"

    Depende do que você considera "direitos trabalhistas". Nos países escandinavos -- sim, nos escandinavos -- não há nem salário mínimo, e os sindicatos são -- está sentado -- contra a criação de um.

    Na Dinamarca, aliás, as leis trabalhistas estão entre as mais brandas do mundo. Quase não há burocracias para se contratar empregados e há ainda menos burocracia para se demitir. É possível demitir um empregado sem dar qualquer justificativa e sem qualquer custo (veja o site ease of doing business). E tudo isso com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego.

    Também não se tem notícias de greves organizados pelos sindicatos nesses países.
  • anônimo  21/11/2014 12:16
    Nao conheco esses dados, mas use a logica, pessoas são diferentes, extremamente e em incontaveis pontos. Isso se extende a enpreendedores pelo fato de serem pessoas.
    Existem legislaçoes que limitas essas diferenças e dificultam modelos diferenciados, criando na pratica um modelo quase unico de trabalho e jornada consequentemente. Nesse cenario tanto a diminuiçaovde jornada ou aumento dependem extremamente da legislação. É como quebrar a perna do cara, obrigar que ofereçam muletas e idolatrar pq se tem muletas.

    Certamente alguns valorizam uma jornada menor, outros preferem trabalhar mais por um salario maior. Com as politicas atuais fica extremamente complicado eu criarvuma empresa e contratar o dobro de pessoas pela metade do salario e metade da jornada. Certamente seria um modelo possivel e eu o desejaria mas eh impraticavel justamente pq as normas o tornam inciavel, caro ou totalmente ilegal.

    Agora pq seria certo o modelo com menos horas? O melhor seria desregulamentar e assim deixar não só esse, mas diversos modelos de jornada/faixas salariais, assim vc tem a possibilidade de se adequar a um que mais se encaixe com suas pref individuais. Bem como, ate mesmo a inovacao de um modelo pode se tornar um diferencial comoetitivo muito mais importante
  • Tai  30/11/2014 09:10
    Mais acima foi dito: "Falar que a qualidade de vida e de trabalho era ruim no século XVIII tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é coisa de vigarista intelectual. O sujeito está ignorando toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo desses dois séculos".

    Eu havia mencionado o acúmulo de capital e que tende a melhorar as condições no trabalho. Mas minha questão é mais simples. O mercado tem certa capacidade de regulação. A questão é se deve ser extraído todo e qualquer direito trabalhista ou mesmo à intervenção de segurança no trabalho. Quando há uma certa evolução em um setor, ai até é compreensível, e dado que se mantenha a estabilidade (algo que na verdade nunca pode ser assegurado). Agora se pegarmos os setores onde já há abuso, mesmo que se extraiam as intervenções estatais, o que me parece é que ocorreriam muitos danos a esses trabalhadores até que houvesse uma possível estabilização (curto/médio prazo).

    É como imaginar a época do Marx em que crianças literalmente morriam em condições desumanas nas fábricas e dizer que realmente é preciso deixar isso ocorrer, já que é o inicio do "capitalismo"... Que não havia a mesma preocupação com direitos humanos naquela época nós sabemos, mas essa máxima não pode ser aplicada literalmente na atualidade. Soa absurdo deixar ocorrer livremente diversos problemas em ambientes de trabalho desses tipo até que eventualmente as pessoas atinjam melhor patamar de vida ("não se pode fazer um omelete sem quebrar alguns ovos"). Me parece necessária a regulamentação mínima.
  • Hay  30/11/2014 14:13
    Agora se pegarmos os setores onde já há abuso, mesmo que se extraiam as intervenções estatais, o que me parece é que ocorreriam muitos danos a esses trabalhadores até que houvesse uma possível estabilização (curto/médio prazo).

    Olha, eu sei que pode lhe parecer estranho, mas mesmo com tudo o que acontecia em fábricas, as pessoas trabalhavam menos do que antes da Revolução Industrial.

    É como imaginar a época do Marx em que crianças literalmente morriam em condições desumanas nas fábricas e dizer que realmente é preciso deixar isso ocorrer, já que é o inicio do "capitalismo"...

    Você continua não conseguindo compreender que, naquela época, ninguém podia se dar o luxo de não permitir o trabalho infantil. As crianças precisavam trabalhar com os pais desde muito cedo. Afinal, naquela época, quase não havia mecanização para tarefas elementares. Como você acha que as pessoas sobreviviam?

    Naquela época, se você começasse com um discurso inflamado contra o trabalho infantil, as pessoas olhariam para você como se você tivesse algum distúrbio mental severo. Certamente lhe perguntariam: "tá bom então, gênio, acorde-me quando nós vivermos nesse seu mundo idílico, porque aqui, no mundo atual, as coisas não são assim".

    Resumindo: seu erro é achar que, magicamente, as condições de vida melhoraram e salvaram os pobres da exploração pela malvada burguesia. Recomendo que você deixe de lado as baboseiras de professores militontos de história.
  • Thiago Valente  02/05/2015 02:17
    É como criticar os grupos de caçadores e coletores milhares de anos atrás por não construirem casas e cidades, ou por porem mulheres e crianças para caçar... simplesmente as pessoas não param para refletir sobre os artigos que lêem, só reagem no automático pelas máximas que estão acostumadas a ouvir, não pensam além, não são críticas de verdade (só são levadas a pensar que foram educadas por um sistema que lhes dá essa liberdade de crítica).
  • Fernando  01/05/2015 16:04
    Eu ainda não entendi essa inclusão social, que deixou 50 milhões de pessoas com o nome sujo no Serasa. Será que não seria melhor liberar a forma com que o salário dos trabalhadores é pago, para que eles decidam o que é melhor ?

    Além disso, que inclusão social é essa, que deixa políticos e funcionários públicos ganhando altos salários, sendo que o povo pobre sofre pagando imposto.

    os políticos não tem a menor noção de que, uma garrafa de café servida do congresso, significa uma pílula de antiinflamatório a menos nos hospitais. Ou seja, quanto maior os gastos desses políticos fanfarrões aloprados, menos remédios o povo terá. Um garrafão de água servido no congresso, poderia comprar seringas ou luvas para os hospitais.

    Além disso, nunca existirá concorrência em serviços públicos. isso gera acomodação e desperdício. é melhor deixar as pessoas escolherem o que é melhor. O povo não precisa de estado babá ! Cada um pode escolher o que é melhor para si mesmo, do que um governo que não sabe que nós existimos e também não dá o menor valor para as pessoas.
  • Adelson Paulo  02/05/2015 01:50
    Li recentemente A Ação Humana, que considero uma obra-prima de um gênio. Mas me pareceu que a parte dos sindicatos foi exatamente a mais fraca. Admitir que apenas a regulação do mercado vai solucionar todos os impasses do ambiente de trabalho é um pouco utópico. Creio que os sindicatos, assim como outras associações humanas, têm um importante papel na sociedade, inclusive como uma forma de exercitar a prática das negociações e decisões coletivas, um processo fundamental mesmo na visão libertária da sociedade.
    A atuação dos sindicatos está bastante deturpada pelo viés ideológico extremamente esquerdista predominante, e por muitos dirigentes que vêm na atuação sindical uma possibilidade de ascensão social. Mas isto não torna os sindicatos essencialmente prejudiciais ao desenvolvimento econômico. O embate e a luta política e econômica também fazem parte da evolução da sociedade.

  • Gustavo  02/05/2015 05:28
    "Admitir que apenas a regulação do mercado vai solucionar todos os impasses do ambiente de trabalho é um pouco utópico."

    Sua frase é nonsense. Impasse, por definição, não se resolve com "regulação de mercado". Impasse se resolve com negociação. E, em último caso, com o aparato judiciário (o qual, na teoria, existe justamente para isso)

    "Creio que os sindicatos, assim como outras associações humanas, têm um importante papel na sociedade, inclusive como uma forma de exercitar a prática das negociações e decisões coletivas, um processo fundamental mesmo na visão libertária da sociedade."

    Isso não está em contradição com nada do texto. O único probleminha é que sindicatos que se atenham exclusivamente a essas características não existem e nem nunca existiram no mundo.

    Isso sim é utopia.

    "Mas isto não torna os sindicatos essencialmente prejudiciais ao desenvolvimento econômico."

    De novo, isso não está em contradição com nadas do artigo.

    "O embate e a luta política e econômica também fazem parte da evolução da sociedade."

    Frase vaga e com uma dubiedade bastante perigosa. Além de passa a impressão de estar defendendo conflitos raivosos, vale ressaltar que, se a luta política viola a propriedade privada de terceiros -- como fazem os sindicatos ao conclamarem greves e proibirem os patrões de utilizarem seus meios de produção --, isso não tem nada de digno. Tampouco representa "evolução da sociedade",
  • Adelson Paulo  02/05/2015 21:26
    Os empresários de vários países do mundo também organizam suas entidades e sindicatos, para articularem um discurso mais coeso e buscarem uma intervenção mais efetiva nas decisões econômicas e políticas do país. É natural e saudável. O desenvolvimento econômico também depende da política.
  • Plinio  17/02/2016 03:10
    O único e real interesse dos sindicatos quando vão às portas das fábricas é de obter um maior valor do dissídio, mais não com a preocupação da manutenção dos salários dos trabalhadores. Estão lá porque quanto maior o valor do dissídio, maior o valor da contribuição sindical obrigatória, com desconto em folha de um dia de trabalho do funcionário. O resto é conversa mole.
  • atorres1985  02/05/2015 02:36
    Atualmente, nos países mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas às crianças fez com que a alternativa ao "trabalho infantil" passasse a ser a mendicância, a prostituição, o crime e a inanição. Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem políticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequências.

    Pra tu ver como a sabedoria popular já estava à frente dessas merdas todas! Tinha uma vovó que costumava dizer que o governo considera errado botar uma criança pra trabalhar, mas passa panos quentes quando a criança passa a roubar.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  02/05/2015 11:25
    O texto desfaz completamente o mito sindical, que nada mais é que parasitismo estatal.
  • Renato  02/05/2015 16:14
    OFF
    www.noticiasautomotivas.com.br/renovacao-de-cnh-vai-exigir-exame-toxicologico-obrigatorio-a-partir-de-junho/

    ( ) Os burocratas do Detran, altamente preocupados com o bem estar da população e motivados a salvar várias vidas, resolveram aplicar essa medida, visando desestimular o uso de substâncias que alteram a consciência dos motoristas, evitando assim vários acidentes com mortes.

    (x) Os laboratórios onde esses exames serão feitos molharam a mão dos burocratas do Detran, fazendo lobby para que essa medida fosse implementada.
  • Angelo Viacava  02/05/2015 23:12
  • Dam HerzoG  03/05/2015 03:36
    Os sindicatos são anticapitalistas pois interferem no mercado. Deveria a adesão ao sindicato se optativa e não obrigatória. Eles causam danos à economia.
  • Marcos Velten  03/05/2015 16:01
    estou estudando um pouco sobre o mercado livre e alguns "direitos" do trabalhador, estou um pouco confuso ainda, pois acredito no mercado liberal porém estou duvidoso em acreditar que ele sozinho mantenha os direitos básicos do trabalhador de forma a evitar uma "escravidão", pois pelo que estou raciocinando é que os altos cargos e salários realmente serão disputados pelo livre mercado e demandarão qualificação, porém os cargos mais baixos e simples não serão tão disputados assim pelo mercado, pois não demandam tanta qualificação e assim estarão nas mãos de terceiros sem garantias de pagamentos dignos.

    A maior parte dos empregos são de baixo escalão, nível baixo, que não dependem de tanta qualificação, normalmente se obtém da vida rotineira e da sua própria habilidade, exemplos são: faxineiras, cozinheiras, vendedores, motoristas, segurança, operadores diversos da indústria, etc.

    A simples concorrência também não mantém a coisa no rumo certo, pois ainda que existam empregadores com melhores salários sempre existirão outros com menores simplesmente por ter um capital menor.

    Assim estou concluindo com tudo que estou lendo que deve existir uma regulação dos direitos e alguns métodos para quantificar o salário de alguma forma, mesmo sabendo que isso para o mercado pode levar a uma interferência pesada do estado.

    Se puderem me ajudar a compreender melhor com algo que não tenha me atentado agradeço.
  • Guilherme  03/05/2015 16:24
    Prezado Marcos, sua opinião é flagrantemente contraditória.

    Primeiro você diz que "os cargos mais baixos e simples não serão tão disputados assim pelo mercado".  Mas aí, logo em seguida, você diz que "a maior parte dos empregos são de baixo escalão, nível baixo, que não dependem de tanta qualificação".

    Ora, decida-se: afinal, os cargos de mais baixo escalão são os menos ou os mais disputados? Se "a maior parte dos empregos são de baixo escalão", então, por definição, não pode ser verdade que eles "não serão tão disputados assim pelo mercado".

    Uma coisa exclui a outra. Se a maior parte dos empregos é de baixo escalão, então a demanda por mão-de-obra nesse setor é intensa. E se a demanda por mão-de-obra é intensa, então os trabalhadores dessas áreas serão muito disputados pelo mercado.

    Logo, por sua própria definição, sua preocupação não procede.
  • Marcos Velten  03/05/2015 16:50
    Vc que não entendeu o que disse.

    "os cargos mais baixos e simples não serão tão disputados assim pelo mercado" = disputados aqui não se refere a demanda por volume de trabalho mas por qualificação com salários adequados e dignos, com direitos como presume o artigo que serão disputados pelos que melhores condições darão ao trabalhador, indo direto a segunda parte que indica muito do por que não dependem de tanta qualificação: "a maior parte dos empregos são de baixo escalão, nível baixo, que não dependem de tanta qualificação"

    não vejo essa disputa por demanda de mão-de-obra sem qualificação, das que disse como exemplo de cargos simples e baixos serem bem remuneradas simplesmente pela alta demanda, muito pelo contrário, vejo muitas dessas vagas com baixíssima remuneração. E só comentei de pouquíssimas áreas, mas tenho muitas por exemplo a minha (TI) onde em SP é muito bem remunerado e no RJ (onde moro) ser muito exploratória, recentemente com esses estudos estou concluindo piamente que essa diferença se dá pela entidade sindical que existe em SP e não no RJ.
  • Luan Rezende  09/05/2015 07:46
    "os cargos mais baixos e simples não serão tão disputados assim pelo mercado, pois não demandam tanta qualificação e assim estarão nas mãos de terceiros sem garantias de pagamentos dignos."

    Marcos, em um mercado livre, salários de trabalhadores com pouca ou nenhuma qualificação vão ser determinados basicamente pela relação oferta-demanda. Não importa quão pouco qualificados sejam os trabalhadores, se a demanda é alta e a oferta é pequena, salários tenderão a subir até atingir um equilíbrio, desde que esse valor de equilíbrio seja financeiramente viável.

    Se o valor de equlíbrio estiver acima do valor em que ainda seria vantajoso para o empregador pagar, o empregador tem duas opções: contratar assim mesmo, ter prejuízo e falir; ou não contratar os trabalhadores de que precisa e também correr o risco de falir. Logo, essa empresa não conseguiria se manter, supondo que ela realmente precise desses trabalhadores.

    "A simples concorrência também não mantém a coisa no rumo certo, pois ainda que existam empregadores com melhores salários sempre existirão outros com menores simplesmente por ter um capital menor."

    Se uma empresa paga salários menores a um trabalhador que outras empresas, há dois cenários a se considerar:

    - Se a demanda de tal trabalhador é maior que a oferta, o trabalhador pode migrar para empresas que pagam melhor; a empresa que não conseguir pagar bons salários para atrair trabalhadores, supondo que realmente precise desses trabalhadores, irá fechar as portas. Neste cenário, o mais provável é que os salários sejam puxados para cima.

    - Se a oferta excede a demanda, paciência, o salário não será dos melhores. O trabalhador pode ficar ou sair, mas há muitos outros que podem ser contratados para o serviço (lembre-se, serviços de pouca qualificação podem ser exercidos por qualquer pessoa).

    "não vejo essa disputa por demanda de mão-de-obra sem qualificação, das que disse como exemplo de cargos simples e baixos serem bem remuneradas simplesmente pela alta demanda, muito pelo contrário, vejo muitas dessas vagas com baixíssima remuneração"

    Claro que você não vê, você não considerou a oferta, dê uma olhada nas taxas recordes de desemprego (não acredite na taxa divulgada pelo IBGE, já trabalhei lá e a metodologia é uma piada, o percentual de desempregados é muito maior). Ou seja, há milhões de pessoas desempregadas que estariam dispostas a receber o que o mercado paga, por que empregadores pagariam mais?

    Em um mercado livre sem intervenções governamentais, o desemprego sempre tenderia a ser baixo. Os salários, portanto, sempre tenderiam a ser mais altos do que em um mercado regulado. Em um mercado livre com uma moeda estável, só de estar trabalhando você continuamente estaria recebendo um salário cada vez maior sem receber qualquer reajuste: com a produtividade crescente e uma moeda sem inflação, seu poder de compra ia aumentar continuamente, ou seja, seu salário real ia aumentar, mesmo que seu salário nominal não aumentasse.
  • anônimo  05/05/2015 04:17
    Então por que ainda hoje, ainda existem trabalhadores trabalhando jornadas exaustivas, em condições de trabalho degradantes, ganhando salários irrisórios, como os cortadores de cana? A produtividade de cana não aumentou?
  • Antônimo  05/05/2015 10:55
    Prezado anônimo, muito adjetivos, nenhuma definição concreta.

    O que seriam "jornadas exaustivas"? Um neurocirurgião tem uma jornada exaustiva. Tripulações de vôos internacionais também. Políticos em campanha eleitoral, então, mais ainda. Você não derrama lágrimas por eles?

    O que seriam "condições de trabalho degradantes"? Comparado ao quê? Uma atriz pornô, em minha concepção, tem a condição de trabalho mais degradante do mundo. Mas, até onde se sabe, ela está ali voluntariamente; pode sair quando quiser. E o mesmo pode ser dito do cortador de cana.

    "Salários irrisórios"? De novo, comparado ao quê? Há cortadores de cana que ganham mais do que estagiários de grandes bancos. Cadê as lágrimas?

    Mas vou me limitar a apenas dois comentários:

    1) O cortador de cana é obrigado a trabalhar nesta profissão "degradante" ou ele tem liberdade para sair quando quiser? Isso faz toda a diferença.

    2) Na realidade, quem deve respostas são os estatistas. Afinal, vivemos em um ambiente em que há um estado que ama os pobres e que jurou que, sob sua tutela, não haveria injustiças laborais. Entretanto, segundo você próprio, mesmo com todos os seus poderes e sua vasta burocracia, o estado ainda permite que esse tipo de coisa (que você não definiu) ocorra. O estado existe há 1.516 anos no Brasil e ainda não fez nada quanto a isso. Você não acha que essa é uma prova suprema de fracasso estatal?
  • Régis  09/05/2015 20:05
    E sobre os chamados salários "por fora". Em teoria, isso beneficiaria a ambos, o trabalhador receberia um salário maior e o empregador paga menos impostos. Mas na pratica, eles não pagam o salário "por fora" nas férias e nos descansos, e cortam até em casos de acidente de trabalho...

    Alguns relatos:

    jus.com.br/forum/206245/salario-pago-por-fora-da-carteira

    br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20121028051930AAyvTbK

    Uma notícia que trata de um caso grave de acidente de trabalho:

    Salário "por fora" não pago gera indenização por dano moral

    (Qua, 12 Set 2012, 13:00)

    Um empregado da empresa paulista Comercial Cerávolo Ltda. vai receber indenização por danos morais, no valor de R$ 15 mil, em decorrência de a empresa ter retirado os salários que lhe pagava por "por fora", após ele sofrer grave acidente rodoviário que o deixou paraplégico e afastado pelo INSS. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho entendeu devida a indenização que havia sido indeferida pelo Tribunal Regional da 15ª Região (Campinas-SP).

    Na reclamação ajuizada pelo empregado em 2010, além das verbas trabalhistas pertinentes, o empregado requereu indenização pelos danos morais sofridos e teve o pedido acatado pelo juízo do primeiro grau.

    No entanto, a empresa interpôs recurso e o Tribunal Regional reformou a sentença, excluindo da condenação o pagamento da indenização por danos morais. No entendimento regional, o pagamento do salário "por fora", correspondia a "danos de ordem material, que serão ressarcidos, uma vez que incluídos na condenação". Inconformado, o empregado recorreu ao TST, sustentando que ilegalidade da redução salarial lhe garantiria a indenização pelos transtornos morais causados.


    Salários "por fora" é uma das maneiras dos patrões fraudar o pagamento de salário aos trabalhadores...
  • Adelson Paulo  21/06/2015 00:18
    Acabei de ler um texto mais equilibrado e abrangente sobre o papel dos sindicatos na economia de mercado: no livro "Economia Numa Única Lição", de Henry Hazlitt, disponível aqui no Mises, o capítulo "Os Sindicatos Elevam Realmente os Salários?"
  • Nathan  25/07/2015 17:07
    Essa dúvida já foi levantada nos comentários acima, mas como também não achei as respostas tão satisfatórias, reitero. É certo que desde a revolução industrial o volume de produção aumentou de forma extraordinária, que a produtividade marginal do trabalhador aumentou, que o poder de compra aumentou. Porém, como saber se esses fatores levariam por si só, sem nenhuma legislação trabalhista limitando horas trabalhadas, a um cenário em que as pessoas trabalhassem menos horas ? Ok, empregadores estariam aptos a oferecer maiores salários ou menores jornadas para trabalhadores qualificados. Mas e quanto aos trabalhadores pouco qualificados ? A maioria na verdade. As empresas estão em uma justa busca pelo lucro, por isso quanto maior a jornada do trabalhador, maior a produtividade dela. Não consigo entender porque as horas trabalhadas seriam reduzidas sem nenhum legislação trabalhista. O raciocínio que gera a dúvida é o seguinte: O fato de hoje ser necessário menos dinheiro para comprar mais bens, não parece significar que as empresas vão reduzir jornadas por livre e espontânea vontade. Pelo motivo de que o que importa pra elas não é se o trabalhador consegue mais bens com menos dinheiro e menos horas trabalhadas, mas sim se ele gera mais produtividade pra ela. Se alguém puder comentar sobre isso...
  • Luis  25/07/2015 19:40
    Não. Todas as principais conquistas trabalhistas foram alcançadas antes de sindicatos e leis trabalhistas. A própria redução da semana de trabalho foi alcançada naturalmente à medida que a sociedade foi enriquecendo (enriquecimento esse que não seria possível sem trabalho duro).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1433
  • Nathan  25/07/2015 21:42
    Bom Luis, dando uma olhada rápida na internet, peguei uma lista dos países onde em média as pessoas trabalham mais. Entre eles estão: México, EUA, Estônia, Canadá e Nova Zelândia. Todos estes países apresentam um grau elevado de liberdade econômica, com exceção do México, que ainda assim é razoavelmente livre. Ou seja, apesar de haver um mercado mais livre nesses países e uma grande produtividade marginal do trabalho, as horas trabalhadas são consideradas as maiores do mundo.

    Por outro lado, pegando a lista dos países onde se trabalha menos horas, observamos estes: Itália, Austrália, Suécia, Bélgica, Suíça, Noruega, Dinamarca e Holanda. Esses países também possuem elevado desenvolvimento de mercado e produtividade marginal elevada, porém, as horas trabalhadas são bem menores na média.

    Se pudesse discorrer sobre essas diferenças. Me parece de certa forma que o mercado por si próprio não determina essas diferenças.

    www.mdig.com.br/?itemid=18801
    www.mdig.com.br/index.php?itemid=31902
  • Malthus  25/07/2015 22:05
    Espera aí, você está me dizendo, espantado, que é justamente nos países mais ricos que os trabalhadores podem se dar ao luxo de trabalhar menos horas?! É isso?

    Ora, é óbvio que é justamente nos países ricos que as pessoas podem se dar ao luxo de trabalhar menos. Estranho seria se fosse ao contrário.

    Países ricos são ricos justamente porque já acumularam muito capital. E é esse capital acumulado o que lhes permite ser mais produtivos e trabalhar menos.

    Já países pobres ainda não acumularam capital suficiente e, consequentemente, são menos produtivos e mais pobres. Seus cidadãos têm de trabalhar.

    Isso é teoria econômica básica. Quanto mais capital acumulado, maior a produtividade, menor a quantidade necessária de horas trabalhadas para se manter rico.

    Já pensou se um alemão tivesse de trabalhar mais que um mexicano? Aí sim a teoria econômica estaria refutada.

    Artigo recomendado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457
  • Nathan  25/07/2015 22:39
    Malthus, eu entendo esse raciocínio. O que eu estou questionando é o seguinte: Nas duas listas, tanto a lista dos países onde mais se trabalha, quanto na que menos se trabalha, os países elencados são países desenvolvidos. Ou seja, o que quero dizer é que me parece que o desenvolvimento do mercado por si só não parece ter esse papel tão determinante assim. Por exemplo, por que canadenses, americanos e neozelandeses trabalham mais que dinamarqueses, noruegueses e australianos ? Se todos são países desenvolvidos e com muito capital acumulado? Qual o peso da legislação trabalhista nessa questão ? Será que só o mercado é capaz de levar à redução das jornadas ? Este é o meu questionamento.
  • Tannhauser  02/05/2016 16:09
    A resposta é que a Lista que você consultou é de países membros da OCDE. Segue a lista dos países membros:

    Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça, Turquia

    Note que a grande parte na lista são países desenvolvidos.

    ""www.sain.fazenda.gov.br/assuntos/politicas-institucionais-economico-financeiras-e-cooperacao-internacional/ocde

    ""oglobo.globo.com/economia/gregos-trabalham-671-horas-mais-por-ano-que-alemaes-segundo-ocde-16713500
  • Camila  30/09/2015 02:28
    oi fiquei com duvida todos os direito que nós temos foi o mercado que nos deu através do aumento contínuo da produtividade das empreses ou do sindicato?
    obrigada
  • Viking  02/05/2016 15:19
    Camila, os grandes responsáveis pela diminuição da jornada de trabalho foram os avanços tecnológicos e o acumulo de capital.
    sindicatos em geral só fazem atrapalhar
  • Fernando  01/05/2016 13:33
    Eu vou trabalhar um pouco hoje, só para infringir as regras dos sindicatos.

    Os sindicatos resulturam na proibição do trabalho e não criaram empregos. Pelo contrário, eles causaram milhares de demissões e crises econômicas.

    O melhor exemplo das leis trabalhistas é o exame médico. Isso retirou milhares de médicos do atendimento emergencial, para que eles fiquem recebendo gorjetas com exames médicos buracráticos de trabalhadores. Enfim, esse exame médico admissional e demissional causou milhares de mortes por falta de médicos no atendimento emergencial.
  • marcela  01/05/2016 17:13
    Eu já não tinha simpatia nenhuma pela CUT, e depois desse texto então estou certa de que os trabalhadores não precisam dessa gente xexelenta que só serve para estimular a rivalidade entre patrões e empregados.Ao ouvir esses imundos a impressão que a gente tem é que os empreendedores são exploradores inescrupulosos que querem tratar os trabalhadores a pão e água,mas o texto e a Dinamarca provam que não precisamos de décimo terceiro,férias remuneradas,multas trabalhistas etc,tudo isso serve apenas para amarrar a economia.Os trabalhadores dinamarqueses não tem "direitos trabalhistas"e vivem muito melhor que os filiados da CUT.Pena que o Temer não tem peito para enfrentar esses canalhas mentirosos.
  • Renato  01/05/2016 17:13
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Mises  01/05/2016 18:21
    O maior salário médio da área industrial é 3.450 no Rio de Janeiro.

    Ou seja, isso dá menos de 1.000 dólares. É um salário de lixeiro americano.

    Um salário de 4.000 reais é igual de um lixeiro americano.

    A moeda está bichada ! Não adianta inventar.


    www.infomoney.com.br/minhas-financas/impostos/noticia/4859544/paises-com-maior-imposto-renda-mundo
  • Anderson  01/05/2016 23:39
    A dura escolha das crianças de Bangladesh

    Em 1992 mais de 50 mil crianças estavam escolhendo trabalhar para a indústria têxtil de Bangladesh. ladesh. Foi então que uma lei nos Estados Unidos proibiu a importação de bens fabricados com o uso de trabalho infantil. Em termos práticos, a lei americana impediu as crianças de escolher trabalhar, reduzindo seu campo de escolhas. As consequências foram trágicas para as crianças. Elas não deixaram o trabalho para ingressar na escola, tampouco passaram a curtir as tardes brincando nos parques. A realidade mostrou-se menos idílica: muitas delas se tornaram prostitutas, titutas, trombadinhas ou foram trabalhar quebrando pedras na pedreira. Em suma, saíram da fábrica para se envolver em atividades ainda piores. Além disso, algumas mães tiveram de abandonar donar seus empregos para cuidar dos filhos, acentuando o problema de pobreza dessas famílias. Se os defensores da lei proibindo a importação de produtos que utilizam trabalho infantil tivessem considerado que a escolha das crianças e seus pais era fruto de um restrito conjunto de alternativas disponíveis, eles não teriam se surpreendido com o fiasco que se mostrou a lei. Afinal de contas, se mandar as crianças para as escolas e parques fosse uma opção factível para as famílias pobres de Bangladesh, elas o estariam fazendo antes da entrada em vigor da lei norte-americana. Não demorou para que as consequências negativas da lei fossem percebidas e, em 1995, após dois anos de penosa negociação, um novo e melhor acordo foi firmado entre a associação das indústrias têxteis de Bangladesh e a Unicef. Esse acordo tinha como ponto principal prover melhores alternativas às crianças. O documento explicitamente solicitava que, para o bem das próprias crianças, as fábricas não as demitissem até que estas tivessem disponível uma alternativa tiva melhor. Com o apoio financeiro internacional e o trabalho das organizações locais, alternativas vas começaram a ser desenvolvidas. A boa notícia é que já se detectam melhoras. O interessante desse exemplo é que, apesar de parecer que as pessoas "não têm opção", é fundamental considerar que elas estão escolhendo o que é melhor para elas -dentro de um campo de escolha extremamente restrito, claro.

    Bernardo Guimarães
    Carlos Eduardo Gonçalves
  • Típico Universitário  02/05/2016 02:41
    (Off)

    Dilma vai cair? Vai. Mas vai levar o Brasil com ela.

    Traidores não serão perdoados. Quem faz o certo não pode abaixar a cabeça para as forças reacionárias controlando o país e esta burguesia dos 92% de traidores. Eu repito o que disse,:

    O verdadeiro impeachment será o do "povo" brasileiro.

    Preparem as panelas.
  • Isis Monteiro  02/05/2016 14:46
    Sr. Típico Universitário, em relação ao seu comentário gostaria de destacar que a Dilma cairá pois ela cavou sua própria sepultura. Ela é incompetente e arrogante. Ela destrui o Brasil e está no meio do maior escândalo de corrupção do Planeta. Ela não conseguiria administrar um pequeno galinheiro. Se dermos para ela cuidar de um deserto, depois de um ano não haverá mais deserto.
  • Isis Monteiro  02/05/2016 15:04
    Os sindicatos deveriam ter uma postura mais responsável. Grande parte deles, apesar do momento econômico terrível que o Brasil passa, ainda estimula a guerra entre patrões e empregados, pedindo reajustes salariais incompátiveis com a realidade. Os sindicatos precisam ter em mente que não podem matar a galinha dos ovos de ouro. Quanto mais empresa fechando, maior o número de desempregados, consequentemente menor o números de trabalhadores sindicalizados.
  • Andre  03/05/2016 14:47
    O sindicato pouco se importa com a base sindical, se está desemprego, se as empresas da base estão falindo, ganham muito mais dinheiro com repasses generosos do governo federal do que com trabalhadores sindicalizados que pagam para participar do sindicato.
    Admire aqui a completa psicopatia do sindicato ignorando 11 milhões de desempregados no 1 de maio e a periclitante situação econômica:

    "A juventude não pode aceitar que o golpe
    seja dado. A economia tem que melhorar, as
    empresas têm que voltar a contratar e precisamos
    de muita luta dos trabalhadores", afirmou.
    "O que a gente lê na imprensa todo dia
    é que a CLT prejudica o empresariado, que
    a Constituição dá muito direito aos trabalhadores,
    às mulheres, aos jovens. Isso é um
    golpe de direitos", alertou Rafael.
    A pauta do empresariado prevê projetos
    de retirada de direitos trabalhistas com a
    terceirização total, precarização das relações
    de trabalho, instituição da idade mínima para
    aposentadoria, privatização das empresas
    públicas e entrega do Pré-Sal para as multinacionais.

    www.smabc.org.br/interag/tribuna_pdf/%7B51215C09-CF18-443A-A69C-DCD6EDCFF1F0%7D_TM_3883%20lores.pdf
  • Alexandra Moraes  02/05/2016 21:44
    A mentalidade dos sindicalistas brasileiros é de muito atraso. Apenas requerem mais benefícios e direitos para os seus sindicalizados, independente das condições economicas do setor que atuam. Faz-se necessário uma nova postura que mude este estado de coisas.
  • Andre  03/05/2016 14:50
    Está propondo que estes senhores sindicalistas melhores?
    È bem mais eficaz tirar esse maldito imposto sindical e liberar concorrência entre sindicatos e veremos esses sindicatos caça níqueis morrerem à mingua, e os que restarem disputarem empresa à empresa para representar os trabalhadores.
  • Isis Monteiro  02/05/2016 22:33
    No Brasil, por munícipio pode-se ter um sindicato por categoria. Ou seja, não há concorrência. Além disso, existe a taxa obrigatória que todos os trabalhadores tem que pagar para o sindicato. O pior, os sindicatos não prestam contas aos representados do que fazem com o dinheiro. É uma verdadeira farra.
  • Beth Prado  03/05/2016 12:55
    Realmente os sindicatos brasileiros tem um viés esquerdista que atrapalha muito o Brasil. Defendem medidas que no curto prazo podem atender seus sindicalizados mas que no longo prazo vão contra os trabalhadores. Muito interessante as comemorações do último 01/Maio/2016. Apesar do governo Dilma ter gerado mais de 11 milhões de desempregados e várias empresas estarem falindo, a totalidade dos principais sindicatos não emitiu qualquer crítica a este governo. Muito interessante.
  • Bartolo de Sassoferrato  03/05/2016 13:38
    E existe algum sindicato que não tenha "viés esquerdista"?


    "Apesar do governo Dilma ter gerado mais de 11 milhões de desempregados e várias empresas estarem falindo, a totalidade dos principais sindicatos não emitiu qualquer crítica a este governo"

    E sabe pq? Vc mesma deu a resposta: "Defendem medidas que no curto prazo podem atender seus sindicalizados mas que no longo prazo vão contra os trabalhadores"

    E só tiraria as expressões "curto prazo" e "longo prazo": sindicatos APENAS servem a atender sindicalizados (especialmente os líderes sindicais) e nunca beneficiam (seja no curto ou no longo prazo) os trabalhadores em geral, muito menos os desempregados. Sindicatos não estão nem aí para desempregados. Aliás, sindicatos causam desemprego.

    Tá explicado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1500

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1233
  • Isis Monteiro  03/05/2016 15:38
    Com certeza, os sindicalistas estão interessados em satisfazer suas próprias necessidades e desejos de curto prazo. Muitos sindicatos ainda recebem recursos do governo e o que é pior não prestam contas de como utilizaram este dinheiro. Infelizmente, se dependermos da cabeça de sindicalista voltaremos para a década de 50.
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 17:01
    Não conheço um sindicato que não seja da dita "esquerda". A grande maioria, neste momento de profunda crise, luta por medidas retrógradas que somente atrapalham a vida dos próprios trabalhadores. É interessante a falta de lucidez que ronda estes dirigentes. Vivem ainda como se o muro de Berlin não houvesse sido derrubado.
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 21:12
    A primeira regra que vigora no Brasil é que quem não produz nada controla o setor produtivo do país estabelecendo procedimentos, regras, normas, taxas, impostos, etc... É o caso dos sindicatos. Não produzem nada e são geridos, na maioria dos casos, por dirigentes com baixa escolaridade e que vê o sindicato como um meio de se ganhar a vida. São pouco afeitos aos seus sindicalizados e, portanto, estabelecem acordos que no longo prazo podem até prejudicar os seus filiados.
  • Taxidermista  03/05/2016 22:27
    "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada." (Ayn Rand)
  • Alexandra Moraes  03/05/2016 23:05
    Taxidermista, ótimo texto que você postou. Reflete com precisão nossa triste realidade. Infelizmente, nossa sociedade esta condenada.
  • Wally  04/05/2016 04:20
    Realmente concordo que não se deve aos sindicatos. Mas eu acredito que no ocidente tivemos uma influência grande do cristianismo e do judaísmo. Tomando por exemplo países onde se reconhece que havia grande liberdade de mercado, como Japão, as jornadas de trabalho chegavam a 16 horas e geralmente de segunda a segunda. Recentemente é que foram criadas leis reduzindo a jornada lá. Acho que não se deve inteiramente ao mercado, na verdade se deveu pouco ao mercado.
    É lógico que a produtividade também influencia nisso, mas a ela é influenciada por uma combinação de fatores como cultura, técnica etc.
  • Alexandra Moraes  04/05/2016 15:49
    Acredito que no passado, o papel da união de trabalhadores foi vital para que fosse melhorado o ambiente de trabalho, horas de trabalho fossem cortadas, etc.. Atualmente, vejo que os sindicalistas não avançaram. Muitos possuem a mentalidade do início do século passado. Não conseguem perceber que estamos em outra etapa e que se os sindicalistas brasileiros não forem sensíveis ao atual momento nacional, matarão a galinha dos ovos de ouro. O ambiente é de muitas empresas fechando.
  • Pilates-Perdizes  04/05/2016 17:59
    A evolução dos sindicatos nacionais acontecerá com o agravamento da crise brasileira. Quando se derem conta que poderão perder muito sindicalizados, se unirão aos empresários para juntos buscarem uma solução contra a crise.
  • anônimo  24/05/2016 00:05
    Ótimo artigo.
  • Vote no Partido Novo  25/05/2016 04:37
    Peço ajuda dos libertários para ensinar o povo nessa notícia abaixo da Globo, lembrando que a globo tem prazo para comentar!
    Ajudem a explicar a causa libertária!
    Abs!
    g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/05/estudantes-ocupam-mais-uma-escola-contra-projeto-de-ppp-na-educacao.html


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