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A "guerra civil" americana - uma defesa do separatismo sulista

Empreendo a difícil e politicamente incorreta tarefa de tentar defender os direitos dos estados norte-americanos do sul durante o período que ficou conhecido como o da "guerra civil" americana (1861-1865). Difícil porque o assunto encontra-se impregnado de um senso-comum que costuma desqualificar e impedir a exposição de outra interpretação e de visões distintas acerca dos fatos históricos. Recorrentemente, os que ousam tentá-lo são tachados de racistas, de escravistas e de preconceituosos, sendo injustamente desmerecidos. Por este motivo, em respeito ao trabalho destes acadêmicos, propus-me a tentar prestar alguns esclarecimentos para o leitor, expondo-lhe uma concepção não usual sobre o assunto, a fim de que tenha acesso a outros lados da questão.

Começo, pois, por me referir a um grande erro, perpetrado pelo uso incorreto da terminologia "guerra civil". Nunca houve uma guerra civil nos Estados Unidos da América. O que ocorreu foi uma guerra de secessão. A diferença é grande. Numa guerra civil, dois ou mais grupos rivais disputam o controle de um país, como foi, verbi gratia, o notável episódio espanhol, em que republicanos comunistas e nacionalistas franquistas beligeraram durante três anos pelo controle do estado espanhol. No caso americano, os estados do sul não lutaram porque queriam o domínio do país; eles lutaram porque queriam se separar do país. Os sulistas não almejavam comandar a União em Washington; seu real desejo era se separar da União. O mesmo pode ser dito acerca da Revolução Farroupilha (1835-1845) no Rio Grande do Sul.

Elucidada essa questão de mera nomenclatura, podemos, destarte, nos aventurar pela problemática jurídica em torno da guerra de secessão americana. Ocorre que, ao contrário do que muitos pensam (ou são levados a pensar), os estados do sul tinham ao seu dispor teses jurídicas que salvaguardavam o seu direito de se separar da União federal. Não se olvide que a federação era uma criação relativamente recente na época, e que não havia nenhum "manual" universitário que a definisse e impedisse a criação de teses contrárias. Analisemos, então, a situação.

Segundo as aulas de Teoria do Estado ou de Direito Constitucional I, qual é a diferença entre a federação estadunidense e a brasileira (esta última sempre vista como sendo mais autoritária)? O Brasil era um estado centralizado que se "federalizou", ao passo que as treze colônias americanas, após uma guerra em conjunto pela sua independência, eram treze estados distintos, que, por tratados de direito internacional, aceitaram formar uma confederação e, ad posteriori, uma federação constitucional (a qual, é sabido, podemos meritar aos esforços argumentativos de Hamilton, Madison e Jay).

A consequência desse processo ímpar de formação é que os estados americanos gozam de uma autonomia incomparável com a dos entes federativos estaduais brasileiros. A organização política idealizada pelos founding fathers para os EUA rege-se pelo princípio de que tudo aquilo que não for competência expressa da União cabe aos Estados, o que pode ser inconfundivelmente atestado pela leitura da décima emenda.[1]

Esse princípio foi de vital importância para a argumentação dos estados do sul, pois, eis que, ao contrário da constituição brasileira (CF art. 1º, caput), a carta magna americana não prevê em nenhum de seus artigos que a União é indissolúvel. Uma vez que a constituição é silente em relação à possibilidade de secessão, e tudo aquilo que não estiver na mesma é de competência dos estados, deduziu-se que os estados teriam o direito de se separar da União, à qual eles aderiram por livre e espontânea vontade.

Além disso, os estados de Virginia, New York e Rhode Island, ao assinarem a constituição americana — aceitando, portanto, participar da federação —, incluíram uma cláusula em suas adesões que lhes permitiria se separar da União no caso de o novo governo tornar-se "opressor". Ora, outro princípio que rege a federação americana é o que diz que não há, nem pode haver, direitos diferentes entre os estados, os quais devem ser radicalmente iguais em dignidade e direitos. Deste modo, podemos concluir que absolutamente todos os estados teriam o direito, conferido aos três supracitados, de se apartar da União.

Hoje, a visão de que as federações são indissolúveis é incontestável e pacífica na doutrina;[2] mas nem sempre foi assim. Até aquela época, o conceito do que seria uma federação ainda estava sendo construído. A Guerra de Secessão americana foi responsável por sepultar e impedir o ressurgimento de qualquer tipo de interpretação que desse azo à liberdade dos estados integrantes da federação. Ela consolidou uma unificação nacional forçada e uma centralização de poderes na União até então nunca antes vista. A partir desse momento, os estados passariam a ser encarados como uma mera subdivisão política de uma única e indivisível nação. Isto é algo de surpreender, pois esta concepção nacionalista era praticamente inexistente na América do Norte daquela época. Prova disso é que a própria consciência da população americana, juntamente com o modo como se referiam ao seu país, mudou. Anteriormente falava-se em "THESE United States", passando-se a um "THE United States"[3]. Vale dizer, o sentimento nacionalista e a própria "nação americana" estavam sendo inventados naquele momento; mais ou menos na mesma época em que um processo semelhante estava ocorrendo no Brasil, com o movimento romântico do II Reinado (1840-1889) e o esforço destes autores em criar uma identidade nacional brasileira.[4]

Penso, pois, ter ficado claro a questão de que, nos seus aspectos jurídicos, os estados do sul tinham sim um embasamento para a sua decisão de se separar. Mas e quanto à questão da escravidão, que sempre penetra o debate acerca da secessão? Não há dúvidas de que a escravidão é um fenômeno hediondo e que atenta contra o direito natural.[5] Contudo, o que estava em debate não era se a escravidão era certa ou não, mas o direito constitucional de secessão. Aliás, a escravidão, igualmente, jamais fora o debate central naquela época. A guerra não foi travada para libertar os escravos e, talvez com a exceção do Haiti, os EUA foram o único país da América que "precisou" de uma guerra para libertar seus escravos... Todos os demais, Brasil incluso, o fizeram de maneira pacífica (o que não quer dizer, evidentemente, que não houve ao longo da História louváveis resistências negras).

O real motivo pelo qual a guerra foi travada foi a discordância entre os projetos políticos dos estados do norte e do sul americanos. O sul, agroexportador, pretendia o estabelecimento de uma nação pró-livre comércio, com baixas tarifas alfandegárias, ao passo que o norte, mais voltado para uma incipiente produção industrial, intentava proteger seus mercados internos. Uma vez que a União comanda a política externa do país, ambos os lados pelejavam no Congresso propugnando seus interesses. O norte, entretanto, levava vantagem, pois dominava ambas as casas do Congresso, devido a um fato curioso que merece ser referido.

O voto para a House of Representatives (Câmara dos Deputados) é proporcional, como todos os leitores hão de saber, mas, como os negros não eram considerados cidadãos, os estados do norte exigiam que eles não fossem contados como população, de modo que os estados do sul tivessem menos deputados. Um consenso foi encontrado quando os estados do norte concordaram em computar a população negra dos estados do sul como três quintos da branca, ou seja: 1 negro = 3/5 de um branco. Mesmo assim, os estados do sul continuaram em minoria no legislativo federal.[6]

A situação tornou-se incontornável quando da eleição do candidato republicano Abraham Lincoln em 1860. A vitória deste político racista[7] e abolicionista (por mais incoerente que possa parecer) fez com que a Carolina do Sul, seguida depois por Flórida, Texas, Alabama, Georgia, Mississipi e Louisiana, declarassem sua independência, formando os Estados Confederados da América. O resto é história.

Lincoln lutou incansavelmente para preservar a União (e não para libertar os escravos), deixando um saldo de mais de 600.000 mortos (baixas quatro vezes maiores que as da guerra do Vietnã e três vezes as da I Grande Guerra Mundial).[8] Ele saiu vitorioso, mas morreu sem sabê-lo: faleceu assassinado antes do fim da guerra, enquanto assistia à peça Our American Cousin no teatro Ford de Washington, aos 14 de abril de 1865.



[1]"X Amendment: The powers not delegated to the United States by the Constitution, nor prohibited by it to the States, are reserved to the States respectively, or to the people."

[2] Por todos, conferir: Dallari, Dalmo de Abreu. "Elementos de Teoria Geral do Estado". 28ª edição. Ed. Saraiva. 2009. Pág. 259. "Na federação não existe direito de secessão. Uma vez efetivada a adesão de um Estado este não pode mais se retirar por meios legais. Em algumas Constituições é expressa tal proibição, mas ainda que não o seja, ela é implícita." [Grifo no original].

[3] Katcher, Phillip. "The Civil War Day by Day". 2nd edition. Chartwell Books, Inc. 2010. Pág. 189.

[4] Cereja, William Roberto e Magalhães, Thereza Cochar. "Literatura Brasileira". 3ª edição. Editora Atual. 2005. Pág. 201 e 202.

[5] Para uma condenação da escravidão, conferir: carta-encíclica Catholicae Ecclesiae (1890), de Sua Santidade o Papa Leão XIII (1878-1903).

[6] Woods Jr., Thomas E. "The Politically Incorrect Guide to American History". 1st edition. Regnery Publishing, Inc. 2004. Pág. 18.

[7] Conferir, por todos, as teses de Lerone Bennett Jr.; "Forced into Glory: Abraham Lincoln's white dream" e Thomas J. DiLorenzo, The Real Lincoln: A New Look at Abraham Lincoln, His Agenda, and an Unnecessary War e Lincoln Unmasked: What You're Not Supposed to Know About Dishonest Abe

Em um discurso de 1848, Lincoln chegou a declarar:

"I will say then that I am not, nor ever have been in favor of bringing about in any way the social and political equality of the white and black races, that I am not nor ever have been in favor of making voters or jurors of negroes, nor of qualifying them to hold office, nor to intermarry with white people; and I will say in addition to this that there is a physical difference between the white and black races which I believe will forever forbid the two races living together on terms of social and political equality. And inasmuch as they cannot so live, while they do remain together there must be the position of superior and inferior, and I as much as any other man am in favor of having the superior position assigned to the white race."

"Digo, portanto, que não sou, nem jamais fui, a favor de criar, de qualquer maneira que seja, a igualdade social e política das raças branca e preta; que não sou, nem nunca fui, a favor de transformar negros em eleitores ou jurados, nem de habilitá-los a exercer cargos públicos, nem de permitir seu casamento com pessoas brancas; e direi, adicionalmente, que há uma diferença física entre as raças branca e preta que, creio eu, irá para sempre proibir as duas de viverem juntas em termos de igualdade social e política.  E, visto que elas não podem conviver desta forma, enquanto elas permanecerem em coexistência terá de haver a posição do superior e do inferior, e eu, assim como qualquer outro homem, sou a favor de que a posição superior seja atribuída à raça branca."

Abraham Lincoln, Debate with Stephen Douglas, Sept. 18, 1858, in Abraham Lincoln: Speeches and Writings, 1832-1858 (New York: Library of America, 1989), pp. 636-637.

Por que, então, ele era abolicionista? Acredita-se que ele desejava, destarte, reservar as novas terras do oeste para os brancos; o que ajudaria a explicar, outrossim, os seus programas de deportação de negros de volta para a África, em especial para a colônia americana da Libéria, sob o pretexto de permitir-lhes "a volta para casa".

[8]http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_military_casualties_of_war e http://www.civilwarhome.com/casualties.htm. Disponíveis em 26/02/2011.


7 votos

autor

Rafael Salomão Aguillar
é graduando de direito da PUC-Rio, está no 7º período e é fã do Tom Woods.


  • Frank  12/09/2012 03:17
    Seria bom a separação do sul dos EUA, porque ia diminuir o poder dos americanos. E nada melhor para o mundo que isso.
  • pensador barato  22/09/2012 20:19
    Frank deixe de preconceito bobo contra a América pois a mesma é uma grande nação pena que a politicagem esteja enfraquecendo-os,mas toda potência é mal vista ou seja se o Brasil se tornar uma nação poderosa será invejada pelo resto do mundo pois as grandes potências vivem de espoliar as nações inferiores assim como os governos fazem conosco dai sermos pró-livre mercado e anti-estado.
  • Poeta  20/08/2014 20:04
    Nao sei se é o caso... É verdade que após a guerra o norte nomeou negros para cargos no sul? Como isso foi possivel sendo O Lincoln racista? Essa estoria confere?
  • Z  01/12/2014 18:31
    Dissestes bem, do Sul, não do Norte! .
  • pedro  12/09/2012 04:17
    Na primeira guerra morreram bem mais que 600.000 soldados. So na batalha de verdun foram 600.000
  • Luis Almeida  12/09/2012 07:09
    Pedro, as cifras se referem ao número de americanos. Você tem de clicar nas fontes antes de emitir comentários afobados.
  • Rafael Franca  12/09/2012 04:45
    Rafael, ótimo artigo. A insistência na escravidão dos confederados pode ter sido o principal motivo de sua derrota, uma vez que somente perto do fim da guerra os negros pegaram em armas pelos confederados. Ótimo tema, ainda mais que o filme Abraham Lincoln caçador de vampiros está em cartaz.
  • Neto  23/09/2012 14:50
    Acho que esse artigo veio justamente por causa desse filme idiota.A única coisa que o gado humano sabe é que ele era o cara que libertou os negros (não os escravos, já teve branco escravo no passado e ninguém fica choramingando dívida histórica pra eles)

    Aliais Hollywood fede.Olha os filmes em cartaz: Bourne (um filme sobre um parasita público), Juiz Dreed (um filme sobre um parasita público) e James Bond (um filme sobre um parasita público)
  • Daniel J.  12/09/2012 05:35
    Será mesmo que isso seria bom?\r
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    Apesar de seu imenso poderio, eles já nos salvaram do nazismo na II GG, do comunismo durante a guerra fria, e agora tentam pôr um freio no crescente fanatismo muculmano e seus terroristas, tudo isso com boa parte deles mesmos sendo contra as acoes militares necessárias,e boa parte do mundo achando que eles são os sindicos do mundo.\r
    Se o são, dou gracas a Deus, pois poderia vc imaginar se os sindicos do mundo fossem asiaticos (com muito pouco tradição em liberdades civis), muculmanos religiosos fanaticos que até hoje não separaram religiao de estado, ou se, com a força da URSS sem contrapontos, o comunismo fosse mundial?\r
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    Sem um contraponto de peso como os EUA, os valores ocidentais de liberdades individuais, livre-mercado e separação politica e religiosa, dificilmente esses valores teriam vingado. E, sem esses, valores, a ciência jamais teria progredido aponto de termos os confortos e tecnologias de hoje que tanto facilitam nossas vidas, nos trazem saude, longevidade, diversão, conhecimento.\r
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    Isso sem contar as diversas intervencoes na américa-latina, a fim de impedir caudilhos comunistas de tomarem o poder, tranformando-nos num grande "Cubão".\r
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    Devemos agradecer-lhes, e muito....
  • Andre Cavalcante  12/09/2012 15:02
    "Apesar de seu imenso poderio, eles já nos salvaram do nazismo na II GG, do comunismo durante a guerra fria, e agora tentam pôr um freio no crescente fanatismo muculmano e seus terroristas, tudo isso com boa parte deles mesmos sendo contra as acoes militares necessárias,e boa parte do mundo achando que eles são os sindicos do mundo."

    Você tem certeza que está falando dos EUA? Eles não nos salvaram do nazismo. Eles foram empurrados para a guerra por causa da Inglaterra (Pearl Harbor foi só a justificativa). Só houve guerra fria porque os americanos resolveram "testar" a sua bomba A sobre o coitado do Japão que não tinha mais futuro (ou você acha a população japonesa teria como se alimentar em uma ilha menor que Pernambuco cheia de vulcões e com terremotos diários?) E os muçulmanos somente se arvoraram de uma cruzada contra o ocidente justamente porque o ocidente (leia-se EUA) se arvoraram, como mesmo observaste de síndicos do mundo. Não fosse esse comportamento eminentemente imperialista, a coisa estaria muito mais tranquila...


    "Se o são, dou gracas a Deus, pois poderia vc imaginar se os sindicos do mundo fossem asiaticos (com muito pouco tradição em liberdades civis), muculmanos religiosos fanaticos que até hoje não separaram religiao de estado, ou se, com a força da URSS sem contrapontos, o comunismo fosse mundial?"

    Não tenha medo disso, o comunismo não se sustenta, e muito menos em nível mundial. Por outro lado, desde quando religião está separada do estado nos EUA? Até o ensino da evolução das espécies já foi retirado de algumas escolas por pressão religiosa sobre políticos, por lá. O que dizer de fanáticos? Leia a história recente dos EUA e verá que talvez seja um dos países com mais fanáticos por metro quadrado (ao menos o que aparecem na imprensa).

  • Celi  25/09/2012 11:07
    "Não tenha medo disso, o comunismo não se sustenta, e muito menos em nível mundial." Ok, porém durou décadas na União Soviética e ainda "dura" em Cuba, na Coréia do Norte. E quantas vidas se perderam nesse período ou amargaram (e ainda amargam) na miséria? \r
    Apesar do comunismo não se sustentar, não devemos enxergá-lo como inofensivo, pois mesmo em um curto espaço de tempo (caso implantado em nível mundial) o estrago seria grande, traria muita pobreza e sofrimento.
  • Moon  29/09/2012 10:07
    Japão menor que Pernambuco??? Nossa, cê tá sabendo legal de Geografia, hein!
  • Neto  13/09/2012 03:11
    Acho que você tem uma imagem meio estereotipada do povo árabe.Se você for ler um pouco sobre o ponto de vista deles vai ver que eles tem vários motivos pra se revoltar com a dupla dinâmica EUA/Israel.
    Israel usa fósforo branco em populações civis, mulheres, crianças, cadê a polícia da terra nessa hora?
  • ????  13/09/2012 10:09
    Neto, e você já pisou naquelas terras? Pq só ler não adianta, tem que estar lá... Israel tem lutado para manter o que é de seu direito, sua terra! Eles não atacam se não forem atacados, quando os países árabes atacam Israel este é obrigado, obviamente a se defender. Israel é tido como o vilão da história, mas é preciso conhecê-la. Vide a guerra dos seis dias, em que vários países se aliaram contra Israel e este, mesmo tendo equipamentos militares inferiores, revidou a injusta agressão de tal forma que o Egito se viu obrigado a fazer acordo de paz. Seria bom tirar um pouco os olhos de letras secas e andar por lá durante alguns anos para não ser enredado nas mentiras da mídia brasileira e de outras manipuladas por muçulmanos (que muitas vezes se mascaram com aparência de dóceis e bonzinhos, ocultando seu verdadeiro intento). Somente quem esteve no meio disso tudo pode dar uma palavra sensata. O islamismo é muito ardiloso e perigoso. Sobre o islamismo indico: rafik-rafikresponde.blogspot.com.br/
  • Marcus Benites  13/09/2012 11:41
    Por que a terra é por direito de Israel? Não é uma pergunta provocativa, é por ignorância mesmo. Somos ensinados que os palestinos estavam lá antes da criação do estado pela ONU, de forma arbitrária. Se assim foi, a terra é dos palestinos. Mas sinceramente isso pode ser somente mais um engodo da doutrina esquerdista, por isso minha pergunta.
  • Catarinense  13/09/2012 14:05
    Bom, na chamada "First Aliyah", entre 1882 e 1903, quando o território da Palestina era controlada pelo Império Otomano, cerca de 35,000 pessoas se mudaram para lá. Até a quinta, que ocorreu entre 1929 e 1939, um total de cerca de 450,000 judeus já estavam morando por lá. Note que isto é antes do território conhecido hoje como Israel ter sido criado ( 1948 ). Na primeira guerra mundial o território foi ocupado por tropas britânicas, que derrotaram os otomanos. Na década de 30, um muçulmano chamado Izz ad-Din al-Qassam, sírio, começou a organizar guerrilhas para combater a presença britânica e judia na palestina. Ele morreu em 1936, o que gerou uma revolta nos países árabes, que instigaram ataques às propriedades israelitas. Em 1937 veio a primeira sugestão da partição em dois estados, um judeu e outro muçulmano, mas acabou rejeitado em votação. O governo britânico então implantou quotas de imigração para os judeus ( uma tentativa de equilibrar o número de judeus e árabes, para criar um governo misto ), na mesma época que a segunda guerra começava a estourar. Refugiados que procuravam lugares para emigrar, fugindo da Europa, tinham a entrada negada em ISrael, e eram enviados para campos de prisioneiros ou deportados. Talvez isto tenha sido uma das causas que levou os líderes dos movimentos zionistas a se revoltarem contra os britânicos, entre 1940 e 1944. Vários líderes britânicos foram assassinados na região, e a situação começou a se tornar desagradável ao governo inglês, que acabou desistindo do controle da região em 1948. \r
    \r
    De forma generalista, é isto aí, temos pessoas se movendo pacificamente para a região, convivendo em paz por certo tempo, até que líderes religiosos muçulmanos começaram a se incomodar com a situação e a atacar, de maneira aparentemente gratuita, uma população até então pacífica. Os árabes perderam os conflitos que iniciaram para conquistar territórios, e tiveram resultados opostos ao que esperavam. Excessos provavelmente ocorreram em ambos os lados, mas a re-colonização da palestina por Judeus se deu de maneira pacífica, pelo menos no princípio, até a criação do estado de Israel, e o estatismo e os governantes ( árabes e judeus ) começarem a estragar tudo.\r
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  • Carlos Alberto  14/09/2012 09:00
    Neto,
    é preciso separar a região geográfica denominada Palestina do "povo Palestino", uma vez que este ultimo foi um termo inventado. Na verdade os ditos "palestinos" são todos Árabes.
    No final de 1920, o "povo palestino" foi formado artificialmente entre a população árabe da "Grande Síria". A "Grande Síria" incluía a atual Síria, o Líbano, Israel, a Autoridade Palestina e a Jordânia. Isto é, o povo palestino foi inventado 92 anos atrás. Além disso, como observou Gingrich(Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara - EUA), o termo "povo palestino" somente se tornou amplamente aceito depois de 1977.
    Como registrou Daniel Pipes, em 1989, num artigo sobre o assunto no Middle East Quarterly (Periódico Trimestral do Oriente Médio), os árabes locais, no que se tornou Israel, optaram por uma identidade local nacionalista "palestina", em parte devido a seu sentimento de que seus irmãos na Síria não estavam suficientemente comprometidos com a erradicação do sionismo.
  • Neto  25/09/2012 11:46
    O que dá direito a eles de serem os donos daquelas terras? O livro sagrado deles? Eu não acredito em livros sagrados.O que é que dá a eles o direito de ocupar terras dos países vizinhos? O que é que dá a eles o direito de atacar populações civis com fósforo branco? Essa é uma arma química proibida na convenção de genebra.
    Lista de condenações da ONU (a DESPEITO, como diria o RC, de ser pau mandado dos states, pior ainda) contra Israel:
    en.wikipedia.org/wiki/List_of_United_Nations_resolutions_concerning_Israel

    E não vai ser só isso não, a palhaçada chamada ONU já está preparando o teatro pra guerra contra o Irã, que não fez absolutamente nada.
  • Neto  25/09/2012 14:28
    'Vinte anos atrás, em 1992,Netanyahu declarou que o Irã teria armas nucleares em 3-5 anos.Em 1995, oficiais israelenses avisaram que o Irã teria armas nucleares no ano 2000.Em 1998, o secretário de defesa Donald Rumsfeld avisou que o Irã teria misseis intercontinentais com ogivas nucleares em 2003, que poderiam atacar os EUA.Netanyahu insiste agora que o irã vai ter armas nucleares em um ano.A inteligência americana nega isso.Até os tendenciosos inspetores da ONU dizem que o Irã não tem armas nucleares.'

    lewrockwell.com/margolis/margolis308.html

  • Renato  27/09/2012 15:10
    E os governantes do Irã, mancomunados com o goveno israelense, contam a mesma mentira, dizendo que estão construindo armas nucleares e que tem foguetes capazes de lança-las, só como o maléfico intuito de serem atacados pelos maldosos sionistas.
  • Sérgio  27/09/2012 15:59
    O que dá direito a eles de serem os donos daquelas terras? - Vc nunca ouviu falar em MOISÉS???
  • Renato  27/09/2012 15:06
    O direito que eles tem à terra?\r
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    Em primeiro lugar eles estavam lá, sempre estiveram lá. Os críticos de Israel dizem que no século retrasado, "apenas" 10% da população da "palestina" era de judeus. Então vamos esclarecer os termos: o que veio a ser chamado "palestina" pelos britânicos (por imitação de um termo provocativo criado pelos romanos após as guerras judaicas) era, antes de se tornar mandato britânico, um conjunto de provincias otomanas, que anteriormente haviam sido provincias bizantinas. Esse conjunto de provincias, sob o mandato britânico, abrange (a grosso modo) o que é hoje Israel, Gaza, Margem ocidental (que era chamada de Judéia e Samaria) e JORDÂNIA, que é bem maior que todos os outros juntos. Bom, é evidente que se os judeus da "palestina" do século XIX viviam principalmente no que hoje é Israel, e muito menos na Jordânia e Gaza, então sua participação na população do que hoje é Israel era muito maior que 10%. A população judaica em Jerusalém, no século XIX era maior que a mulçumana e maior que a crstã. Filmes e fotos dessa época podem ser enganosos, porque judeus do império Otomano se vestiam como otomanos. Hebrom (que hoje faz parte do território da AP) era uma cidade basicamente judaica, assim como várias outras localidades.\r
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    Alguém dirá que houve uma maciça imigração de judeus para a Terra Santa, no final do século XIX e início do século XX. Isso é verdade, mas igualmente verdade é que esses imigrantes COMPRARAM legalmente as terras em que se alojaram de seus donos legais. As terras foram geralmente compradas muito acima do seu valor de mercado (sempre que o comprador era judeu, o preço subia). Por decisão dos compradores, foram adquiridas principalmente terra de pantanos ou terras deterioradas, pois os trabalhadores árabes que viviam nessas terras e as cultivavam para os seus donos, eram demitidos pelos seus donos e tinham de se mudar. Então, para evitar deslocamentos de muitas pessoas, os judeus compravam preferencialmente terras deterioradas, onda haviam poucos trabalhadores. Os proprietários geralmente eram ricos e viviam no Cairo ou em Damasco (detalhe que será importante para entender os acontecimentos subseqüentes). Ocorre que essas terras degradadas (grande parte das terras da Terra Santa eram degradadas, pode estudar sobre isso em inúmeras fontes) ao serem recuperadas, aumentaram muito o tamanho da economia da região, gerando uma imensa imigração árabe, da atual Jordânia, Síria e Egito para a região.\r
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    Antes de 1948, a maior parte da "Palestina" fora dada pelos britânicos a alguns de seus aliados, os quais instituiram o reino da Jordânia, tornando-se sua casa real. O restante continuou sob administração britânica. Em 1948, na pequena parte restante haviam regiões predominantemente habitadas por falantes árabes (que chamavam a si mesmos de sírios, e não de palestinos) e outras regiões predominantemente habitadas por judeus. Com a saída dos britânicos, que iam desmontando o seu império, a ONU resolveu partilhar esse território, que nunda tinha sido estado independente e uno por milhares de anos, em dois estados agora independentes. Note que Jerusalém permaneceria como cidade "internacional" não pertencente a nenhum estado, onde judeus e árabes viviam livremente. Os judeus aceitaram imediatamente. As nações árabes à volta atacaram imediatamente, com o propósito declarado de massacrar a população judaica (não acredite em mim, acredite nos jornais da época, inclusive os árabes). Assim, a chamada Guerra de Independência de Israel nada mais foi que uma guerra de autodefesa dos judeus sob ameaça de morte. Porque os árabes fizeram isso? Líderes religiosos, principalmente o nazista Mufti de Jerusálém, incitaram os governos e líderes árabes. Para os proprietários das terras vendidas aos judeus (que eram ricos e influentes no Cairo e em Damasco) era um negócio da China. Haviam vendido caro suas piores terras aos judeus, esses as recuperaram, e agora, depois que eles fossem mortos ou fugissem, tais terras voltariam aos antigos donos, recuperadas, e muito mais caras. Mas os árabes perderam, e a linha de parada das tropas tornou-se a nova fronteira.\r
    \r
    Cada uma das guerras subseqüentes nas quais algum territória foi ganho por Israel, foi uma guerra iniciada pelos árabes (lembrando que na lei internacional, bloqueio de canal é ato de guerra). Não houve uma só ocasião em que Israel não tentou evitar a guerra, não houve uma só situação em que não foi provocado com atos de guerra ou invadido.
  • Neto  27/09/2012 16:23
    Renato, quando foi que um governante do Irã disse que está construindo armas nucleares? Qual é a fonte disso?
  • Anônimo  27/09/2012 17:08
    Em primeiro lugar, vamos corrigir algumas mentiras. Os judeus eram minoria na palestina, e seus números permaneceram menores que os dos árabes até depois da criação de Israel. Também não houve nenhuma imigração expressiva de árabes para a Palestina neste período, mas mesmo que isso tivesse acontecido, usar isso em um argumento é meio desonesto, visto que você mesmo defende a imigração pacífica de judeus logo em seguida. Quanto a divisão proposta da Palestina, Israel ficaria com mais da metade dela tendo menos da metade da população. A parte de Israel, na verdade, teria número quase igual de árabes, enquanto a outra seria majoritariamente árabe. Os judeus simplesmente não tinham reivindicação alguma sobre aquelas terras, eles nem ao menos eram uma maioria expressiva no pedaço que eles receberiam. Em 1948, os judeus eram 32% da população, enquanto os árabes eram 68%. Desde então, existe uma política oficial do Estado de Israel de trazer imigrantes judeus e deslocar as populações árabes, o que levou ao quadro atual, com judeus sendo 77% e árabes 18,5% da população.

    Quanto ao último parágrafo vitimizando os judeus, parece até uma piada. O sionismo é uma ideologia beligerante desde seu princípio. Os judeus já praticavam terrorismo e tinha grupos terroristas na Palestina antes de árabes fazerem o mesmo. Israel não só é o país mais agressivo do Oriente Médio como, quase que por ironia, também já ameaçou o próprio ocidente com suas bombas nucleares caso Israel venha a sucumbir. Enquanto isso, as trombetas de guerra são soadas em Israel. Os "libertários" que apoiam Israel acima de tudo terão de fazer muita força para tentar explicar como declarar uma guerra "preventiva" com todas aquelas desculpas esfarrapadas é algo justo. E não, nunca houve nenhuma declaração oficial alguma do Irã de que eles estariam construindo armas nucleares.

    Eu sempre me impressiono até onde algumas pessoas vão para defender o Estado de Israel.
  • Patrick de Lima Lopes  27/09/2012 17:34
    Libertário defendendo o estado do Israel?
    Desculpem-me por assumir o debate agora, mas creio que nenhum libertário está apoiando mais uma guerra sem sentido no outro lado do mundo para defender um governo autoritário e belicoso.
    Se há algo o que defender em Israel é o seu povo civil, independente de seu credo ou ideologia política. Entretanto, tal defesa JAMAIS pode ocorrer com o sacrifício de indivíduos e com a tomada forçada dos frutos dos trabalhos de outros.
  • Catarinense  27/09/2012 18:16
    Anônimo, você faz confusão com os seus termos. População civil é uma coisa, estado é outra. Uma coisa é analisar as ações da população e dos indivíduos, e outra é analisar as ações do estado. Se a questão for qual o direito dos judeus de estarem naquela terra, a resposta é óbvia: aqueles indivíduos que adquiriram suas propriedades por meios lícitos tem todo o direito de ficar em suas propriedades. Se a pergunta for quanto a existência do estado de Israel, a resposta é óbvia também: um território que era um protetorado de outro país adquiriu sua independência. Não faça confusão: uma coisa é defender as ações de um estado, outra é defender a existência deste mesmo, e outra é defender o direito de um grupo de pessoas de estarem em determinado local.
  • Renato  28/09/2012 18:49
    Anônimo

    Vejamos os seus argumentos:

    "Em primeiro lugar, vamos corrigir algumas mentiras. Os judeus eram minoria na palestina, e seus números permaneceram menores que os dos árabes até depois da criação de Israel."

    O que você chama de região da Palestina é na verdade o que sobrou, depois da separação da Jordãnia, da "Palestina" criada pelos britânicos. Em nenhum momento defendi que os judeus fossem maioria lá. Justamente por não serem uma população importante, mas não maioria, é que a região foi dividida em dois estados pela ONU.

    "Também não houve nenhuma imigração expressiva de árabes para a Palestina neste período, mas mesmo que isso tivesse acontecido, usar isso em um argumento é meio desonesto, visto que você mesmo defende a imigração pacífica de judeus logo em seguida."

    Sobre a imigração palestina, há um debate sobre isso, e obviamente aqueles que são simpáticos a causa palestina dizem qualquer coisa que lhes comvém. Há estudiosos que dizem uma coisa e há aqueles que dizem outra. Você poderá dizer que o oposto também pode ser verdade, mas há uma forma clara de se analizar isso. Há um grande número de relatos do século XIX (inclusive da segunda metade do século XIX) que mostram quem a população da Terra Santa (que corresponde muito aproximadamente a Israel e atuais territórios palestinos) era bastante rarefeita. Não é um ponto a discutir que a densidade populacional era muito mais baixa que as regiões que hoje são Síria e Líbano. Então é um mistério descobrir como, sem imigração árabe, a densidade dessa população aumentou tão drasticamente. Outro ponto a considerar é que não havia nenhum controle e contagem efetivos de entrada e saída das populações árabes. Deve-se considerar também que, durante muito tampo Jordânia, que é muito maior, também foi parte da "Palestina" britânica, e migrações dentro da própria região nem seriam consideradas. Finalmente, deve-se considerar que a contagem de refugiados palestinos pela ONU segue critérios diferentes de qualquer outra população. No caso dos palestinos, numa exceção única, foram considerados refugiadas aqueles deslocados que vieram a morar ha região até dois anos antes de seu deslocamento (no caso de todas as outra populações, exige-se um tempo muito maior). Ora, se a imigração mais recente fosse irrelevante, o ONU não teria aberto essa exceção.

    Você me acusa de desonestidade por eu ter apontado a imigração de árabes. Não vejo desonestidade nenhuma da minha parte. Em nenhum momento eu disse que essa imigração era ilegítima. Apontei o fato apenas para mostrar a DESONESTIDADE daqueles que adimitem como legitima a imigração árabe mas consideram ilegítima a imigração judaica.

    "Quanto a divisão proposta da Palestina, Israel ficaria com mais da metade dela tendo menos da metade da população."

    Quem não conhece geografia pode deixar se sedizir por esse argumento. As áreas destinadas a Israel, na partilha da ONU, tinham uma proporção bem maior de deserto e áreas difíceis para a agricultura. Se você considerar as áreas agricultáveis, pode ver que a partilha era bem mais favorável ao estado árabe, o que era razoável, não estou negando isso, mas digo apenas para desmontar seu argumento.

    Isso vai longe, depois condinuo.
  • MARCO BERNARDO  27/12/2013 16:43
    Faço da suas as minhas palavras.
  • Fábio Mendes dos Santos  12/09/2012 05:53
    Rafael,
    muito legal seu artigo. Simples e direto. É um bom chamativo para aqueles que ainda acreditam na versão dominante (e incorreta, diga-se) desse episódio da História norte-americana.
    Parabéns. Abraço.
  • Breno  12/09/2012 05:55
    O próprio texto justifica as razões pelas quais a separação está fora de questão. Por outro lado, as divergências quanto a representatividade no Congresso sempre existirão e, ao que me parece, tem suas raízes das divergências presentes na própria discussão da Declaração da Independencia.
    Acho que Lincoln fez sua escolha como governante, preservar a geopolítica do continente, após mais de 60 anos era bem mais importante. A questão escravagista tem haver com os interesses economicos da época e processo de industrialização incrementado pela própria Guerra da Secessão, mostra isso bem. Acho que a discussão moral sobre a escravidão e bem mais antiga e desvinculada de raças.
    Pergunta: Por que a história dá passos para traz? Talvez hoje com ganhos de escala a competição social entre os diferentes tipos possam ser compensadas em bem e serviços públicos, num passado não muito distante isso não passaria de ficção científica.
    O Brasil também não é algo coeso como aparenta. Talvez, a nossa tradição portuguesa influencie bem nossa história e as tomadas de decisões. No entanto, as várias revoltas que se seguiram ao movimento de independencia demonstram que não só o sul tinha ideias e políticas próprias. Não foi a toa que D. Pedro II saiu de carruagem a rodar todo o seu império, não teria sido para ratificar a luta do pai, D. Pedro I. (ambos de origem austríaca).
  • Oziel Jose  12/09/2012 08:12
    Sinto-me obrigado a comentar...

    Espero que o IMB não entre nessa de reinterpretar a história com olhos de hoje, uma coisa é entender e analisar a economia outra bem diferente é avaliar o passado com os olhos de hoje, pois muito do que Lincoln disse ainda hoje seja verdade nos estados unidos como: O casamento entre raças distintas ainda é incomum, a população negra ainda possui um educação inferior a população branca e principalmente nos estados unidos, ao contrário do Brasil, os negros são bem diferentes dos brancos, fisicamente, negar isso é negar a história.

    A civilização européia dominou sim a população negra da áfrica, seja por qual motivo for, ainda sim isso é verdade, inclusive a escravidão ainda hoje existe por lá, da mesma forma que existia no tempo dos descobrimentos, facilitando ou permitindo o comércio negreiro, ainda assim tenho certeza que muitos negros prefeririam morar nos EUA da década de 60 do que na África.

    É uma verdadeira pena que a história seja dessa forma, assim como o holocausto, são períodos horríveis da nossa história, no entanto tentar resolver hoje problemas de ontem só vai gerar mais problemas e distorções.

    Por bem ou por mal a escravidão acabou e acredito piamente que caso o sul tivesse se separado, o mundo moderno seria bem diferente, dizer que os sulistas queriam livre-comércio parece ser uma forçação de barra, pois parecido com o Brasil, os estados do sul pareciam feudos com alguns donos, mas não como um povo
  • Luis Almeida  12/09/2012 11:32
    Que reinterpretação de história, prezado Oziel? O artigo não contém absolutamente nada de revisionismo histórico. O autor simplesmente se limita a citar fatos e a sustentá-los com fontes.

    É preciso parar com essa neurose de que qualquer coisa que seja politicamente incorreta é "revisionismo histórico". Daqui a pouco, falar mal de uma ideia tão "serena e humana" quanto o comunismo também será de tachada de "revisionismo histórico".

    Mas não aqui.
  • Fernando Chiocca  12/09/2012 11:55
    Hehhehe, esse Oziel vem aqui repetir o que a professora de história da escola falou pra ele... brincadeira..

    O que esse cara quer dizer com "não podemos avaliar o passado com os olhos de hoje"??? O que vale foi o que foi dito pra ele na quinta série... hoje não se pode dizer nada diferente? Afff


    Revisionismo histórico é uma das tarefas mais importantes dos libertários, já que a maior parte da história é uma grande farsa, parte da propaganda estatista.

    Revisionismo histórico libertário

    Lincoln foi um ditador autoritário que cometeu uma das maiores atrocidades da história da humanidade, e era um racista que queria mandar todos os negros de volta para África.

    The real Lincoln
  • Patrick de Lima Lopes  12/09/2012 15:51
    Seriedade de lado, ainda acho que Lincoln teria feito melhor se houvesse continuado em sua carreira como caçador de vampiros ao invés de tomar as riquezas do povo americano como burocrata.
  • Fernando  13/09/2012 10:15
    "Revisionismo histórico é uma das tarefas mais importantes dos libertários, já que a maior parte da história é uma grande farsa, parte da propaganda estatista."

    Concordo plenamente com você chará, é sim uma das tarefas mais importantes dos libertários, me pergunto se não estamos fazendo muito pouco desses "revisionismos".

  • Rafael Franca  13/09/2012 05:30
    P/ Oziel: Odeio não lembrar de cor as fontes, mas vamos a realidade: Negros escravizavam negros na África e os vendiam para homens brancos, que não se aventuravam pelo continente, mantendo somente postos comerciais. Antes vendias para os árabes, qnd os europeus apareceram para buscar o "produto", passaram a comercializar mais com europeus. Negros alforriados tinham escravos no brasil. Pare de querer inventar luta de classes do malvado branco contra o coitado negro, ninguém como etnia é inocente na história, apenas os indivíduos são culpados ou vítimas. Como disse o Fernando acima, esqueça o que sua "fessora" da 6a série disse e vá ler um pouco. Só um pouco.
  • eduardo  12/09/2012 09:43
    Quando penso nessa guerra, sempre lembro do Brasil e o quão estúpidos somos. Afinal, temos um protecionismo absurdo para beneficiar alguns estados mais industrializados, portanto mais ricos, às custas de todos os outros. E ninguém dos estados prejudicados fala nada. Aliás, acho que nem mesmo veem um conflito, afinal somos todos brasileiros...\r
    \r
    Um curto texto que li há pouco sobre isso:\r
    bdadolfo.blogspot.com.br/2007/11/transferncia-de-renda.html\r
    \r
  • Catarinense  12/09/2012 16:27
    Falar fala, mas qual jornal de grande circulação vai querer bater de frente com o governo e arriscar perder os gordos patrocínios?\r
    \r
    oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/46362/?n=proposta-de-separar-os-estados-do-sul-bate-de-frente-com-a-constituicao-brasileira\r
    \r
    e\r
    \r
    oestadodoparana.pron.com.br/politica/noticias/46360/?n=eles-nao-desistem-separatistas-atacam-de-novo-para-criar-a-republica-do-sul-do-brasil
  • Fellipe  12/09/2012 13:11
    Acho muito perigoso essa de "A verdadeira história". Ninguém de fato saberá tudo o que aconteceu, portanto, o mesmo acontecimento pode ter varias versões e muitas vezes as modificamos sem percebermos. Por isso que entendo a história como um todo, como uma teia de fatos e não um caso especifico e isolado cheio de detalhes. Os detalhes podem ser modificados, alterados e deturpados, mas as consequências são bem claras.
  • Luis Almeida  12/09/2012 13:19
    A que especificamente você está se referindo, Fellipe?
  • Sérgio  12/09/2012 14:10
    Libertarianismo em Honduras:


    Projeto de cidades privadas gera polêmica em Honduras
    Atualizado em 10 de setembro, 2012 - 06:36 (Brasília) 09:36 GMT

    As 'cidades modelo' serão construídas por investidores privados e geridas de forma autônoma

    Um polêmico projeto que prevê a construção de cidades privadas com leis, sistema fiscal, polícia e políticas de imigração próprios está causando polêmica em Honduras.

    Na última semana, o governo hondurenho deu sinal verde para a construção da primeira das "cidades-modelo", que ainda não têm locais definidos para serem construídas.

    As "cidades-modelo" serão construídas por investidores privados e geridas de forma autônoma.

    'Paródia de Estado'

    Para dar continuidade ao projeto, as futuras leis e estatutos das novas cidades precisam ser referendadas pelo governo. Em seguida, as administrações locais estariam aptas a governar, administrar, assinar tratados, estabelecer uma política monetária própria e criar órgãos de aplicação da lei, incluindo tribunais e delegacias.

    As cidades-modelo não terão de transferir recursos para a capital Tegucigalpa, a não ser que seja para financiar bolsas de estudo ou em caso de desastres nacionais.

    Para o ex-promotor Oscar Cruz, a verdadeira catástrofe está na aprovação de um modelo que é uma "paródia de Estado".

    Cruz entrou com um recurso contra as cidades-modelo, que agora está tramitando na Suprema Corte.

    www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120909_honduras_cidade_modelo_lgb.shtml
  • eduardo  13/09/2012 05:34
    Sérgio, muito legal, nao conhecia o projeto. A ver como será implementado. Mas realmente faz sentido a tese do professor, é mais fácil testar as idéias em áreas pequenas do que querer mudar um país inteiro.\r
    \r
    Procurei e aqui tem mais detalhes:\r
    www.economist.com/node/21541392
  • EUDES  12/09/2012 15:37

    Nenhuma guerra acontece só por um motivo e a "guerra civil" americana não é um caso à parte. Inegavelmente, a questão da escravidão influenciou, e muito, para que a tal guerra viesse a acontecer, apesar dos pesares acerca de Lincoln e apesar dos projetos políticos do Norte e os do Sul.

    Também acho muito ousado dizer que o Sul queria uma nação pró-livre comércio. É claro que os mandões sulistas queriam mais liberdade comercial, ao nível dos interesses deles; mas creio que não queriam o sistema laissez-faire.

  • Leandro  12/09/2012 15:54
    Eudes, ninguém disse que os sulistas eram a favor do laissez-faire -- ao menos, ninguém deste instituto.

    A questão é: caso o sul se separasse e mantivesse o sistema escravocrata, quanto tempo você acha que tal sistema duraria? E, se durasse (algo extremamente duvidoso), alguém faria comércio com aqueles estados?

    Ou seja: a guerra promovida pela União contra os estados do sul não apenas foi uma chacina totalmente desnecessária, como também serviu para consolidar -- com efeitos sobre o resto do mundo -- a noção de indivisibilidade de uma nação, bem como a ideia de que os estados devem sempre se submeter à capital federal. A noção de autonomia estadual foi sobejamente enfraquecida após a guerra de secessão americana.

    Mais ainda: tal guerra serviu para consolidar no imaginário popular a ideia de que qualquer pensamento separatista é inerentemente escravagista ou "neo-confederado". (Basta acompanhar o debate sobre isso nos EUA: qualquer governador que ouse criticar uma lei federal, e que ameace boicotá-la em seu estado, é imediatamente rotulado de "neo-confederado").
  • EUDES  12/09/2012 18:22
    "A questão é: caso o sul se separasse e mantivesse o sistema escravocrata, quanto tempo você acha que tal sistema duraria?" Creio que, se dependesse dos sulistas, o sistema escravocrata ainda iria durar por muitos anos; mas, também acredito que o Sul não tinha essa chance, pois o Norte não iria permitir uma coisa dessa, ou seja, a guerra era inevitável. Além disso, o fim da escravidão no restante do continente também seria postergado, e muito. Porém, o conflito está muito relacionado com o agigantamento do Estado norte-americano; nisso concordo.

  • Ricardo  12/09/2012 18:28
    Eudes, você disse que, se dependesse dos sulistas, o sistema escravocrata ainda iria durar por muitos anos. Mas depois afirma que o sul não teria essa chance, pois o norte não iria permitir uma coisa dessas. Afinal, o sul se manteria escravocrata por vários anos ou o norte faria pressão pelo fim da escravidão?

    E por que você acha que a escravidão ainda conseguiria perdurar por vários anos sob essas condições?
  • EUDES  12/09/2012 19:03
    A questão é: não seria possível ao Sul se separar e continuar escravocrata. O Norte iria intervir, quer para defender (impor) a união dos estados, quer para acabar com a escravidão. A polêmica sobre a existência dos escravos chegara ao limite possível; as opiniões eram extremamente radicais, absolutamente irreconciliáveis e totalmente intolerantes. Portanto, uma guerra era inevitável e o Sul não suportaria o poder e a fúria do Norte.
  • Renato  14/09/2012 16:39
    Eudes

    O artigo mostra justamente isso, que a questão da escravidão era uma entre várias que dividiam o país. E embora os governantes sulistas estivessem errados em manter a escravidão, não estavam errados na secessão em sí. E também não estavam errados em se opor a altas tarifas de importação.
  • Renato  12/09/2012 15:58
    O texto mostra pontos importantes que são menos conhecidos. Mas o autor mostra apenas um lado da questão. O fato é que a decisão da união de abolir a escravidão foi o que desencadeou a declaração de separção. Então, esse não é um fator que posso ser considerado sem importância. Ninguém que tenha estudado a questão ignora que a guerra da união contra os confederados foi uma guerra contra a secessão. Ninguém que eu conheça afirma que Lincoln declarou guerra para libertar os escravos. Mas a questão da escravidão não foi uma questão menor. A decisão de abolir a escravidão não estava diretamente ligada às outras questões entre estados do sul e do norte. Era simplesmente uma questão de incoerência intitucional. Haver escravidão em alguns estados e não em outros criava questões legais espinhosas, e muitos conflitos. A sucessão de acontecimentos não foi planejada ou prevista por ninguém. Como já havia uma relação conflituosa por outros motivos, a questão da escravidão acabou sendo a gota d'água para que o sul buscasse a separação.


    Colocado isso, noto que o texto mostra que Lincoln não cria na igualdade entre brancos e negros. E daí? Nunca lí em lugar nenhum que a união declarou guerra para impor o fim da escravidão.

    Mas quanto aos muitos esclarecimentos, o texto é bastente bom, e altamente elucidativo.
  • Leandro  12/09/2012 16:06
    Prezado Renato, tenha a bondade de ler minha resposta ao Eudes, que fala sobre isso.
  • bernardo  12/09/2012 22:37
    Tenho uma duvida... É sempre dito por aqui, que os EUA cresceram mto no século 19, e que durante esse periodo, os EUA se aproximaram consideravelmente do libertarianismo, sendo esse tempo, usado como um exemplo de país que aplicou o livre mercado. Mas ao mesmo tempo, que agora foi dito que o norte praticava protecionismo em sua indústria, afinal, era de fato uma sociedade de livre comércio, ou protecionista?
    Abraços.
  • Leandro  12/09/2012 23:23
    Prezado Bernardo, no século XIX, imediatamente antes da guerra de secessão, as tarifas sobre os produtos importados financiavam aproximadamente 90% dos gastos do governo federal americano, ou seja, praticamente sua totalidade. O governo federal americano se sustentava quase que exclusivamente com tarifas de importação. E os gastos do governo federal em relação ao PIB não ultrapassavam os 5%.

    Um país cujos gastos do governo não chegam a 5% do PIB é, por definição, uma sociedade livre. Se o governo gasta pouco, ele não regula muito. Contabilidade básica.

    Os estados do norte gostavam de protecionismo para dar conforto às suas indústrias. Já os estados do sul defendiam o livre comércio, pois queriam importações baratas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter.

    Consequentemente, os estados do sul se rebelaram e quiseram se separar da federação. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.

    Abraços!
  • bernardo  12/09/2012 23:21
    O texto é bom, mas não acho uma boa ideia um texto pouco falar da questão da escravidão, e só focar na questão legal da separação dos estados e da briga livre mercado/protecionismo.

    O sul tinha todo direito de se separar, fato, mas não tinha o direiro de ser um estado escravocrata, simplesmente porque nenhum estado tem esse direito.
    O suposto livre mercado sulista, me parece bem fajuto pra falar a verdade, era simplesmente latifundiários querendo exportar o máximo possivel, a custas dos escravos, isso não é livre mercado, eu prefiro infinitamente mais viver numa sociedade protecionista onde as pessoas são livres, do que viver num de "livre mercado" escravocrata, me parece muito difícil defender os confederados, mesmo tendo o motivo legal para a separação, sem a guerra, a escravidão não teria sido abolida.

    Se pormos em uma balança, qual é a melhor opção, um estado livre e industrializado, porém protecionista, ou um estado escravocrata rural sem barreiras protecionistas? Se por acaso, a escravidão não tivesse sido abolida, e não tivesse acontecido guerra alguma, como os EUA ficariam, seriam tão fortemente industrializados como foram? Ao meu ver, o sul se tornaria uma região de miséria, de atraso total e o norte não seria tão industrializado, não pela falta de protecionismo(até porque não acho que o norte precisava de protecionismo para desenvolver sua indústria, pra mim isso era uma ideia tola que os governantes tinham), mas porque a escravidão não combina com industrialização por motivos óbvios. De fato, a melhor situação, é se o sul tivesse aceitado a abolição, e o norte tivesse aceitado o livre mercado, teria evitado uma guerra que destruiu quantidades gigantes de riquezas.
  • Leandro  12/09/2012 23:34
    Essa questão da perpetuação indefinida da escravidão já foi discutida lá em cima com o Eudes, e eu não vou repeti-la. Dizer que a escravidão perduraria até hoje é de um achismo extremamente vulgar.

    De resto, você diz que o norte seria mais industrializado que o sul por ser "mais protecionista". Isso seria pura mágica. Dizer que algum local se industrializou por causa de tarifas de importação é um chute e tanto. Tarifa não industrializa país; poupança e acumulação de capital, sim. E tarifa não cria poupança e nem muito menos permite a acumulação de capital.

    A industrialização do norte ocorreu simplesmente porque lá havia mais capital acumulado. E para explicar por que lá havia mais capital acumulado seria necessário fazer uma longa pesquisa sobre as tradições da população local, sua ética de trabalho, seus hábitos de poupança etc. (e o fato de ter sido a primeira região colonizada pelos europeus ajudou bastante.)

    Para se analisar questões econômicas, é preciso deixar as emoções de lado e utilizar a lógica e a razão.
  • bernardo  13/09/2012 12:58
    Mas eu não disse que a escravidão se perpetuaria até hoje, isso é um total absurdo na verdade, nem que o norte se industrializaria mais por causa do protecionismo. A escravidão poderia ser abolida mais tarde no sul, e era o mais provável de se acontecer, mas isso não quer dizer que devemos simplesmente o assunto pra lá, imagina voce no seu bairro, voce descobre que seu vizinho tem escravos, vc não se sentiria estimulado a tentar libertar eles? Não acharia melhor, libertar agora, do que esperar eles se libertarem de alguma outra maneira? Mesmo que a ideia principal do norte fosse implantar o protecionismo, não se pode negar que a libertação dos escravos tambem era um objetivo também, não por pena, é claro, mas por questões economicas.

    A questão da industrialização, seria muito melhor, um ambiente onde as pessoas são livres, onde podem decidir onde e com o que trabalhar, onde elas tem renda para comprar os produtos produzidos, não só dos EUA, mas de outros países tambem(não defendo de maneira alguma o protecionismo), a minha defesa é que uma sociedade livre é muito melhor pro processo de industrialização, e que os escravos libertados do Sul agora poderiam fomentar essa industrialização em todo o país, tanto no Norte como no Sul. A insistencia de se manter um estado totalmente rural no sul não traria desenvolvimento.
  • Luis Almeida  13/09/2012 13:17
    "Não acharia melhor, libertar agora, do que esperar eles se libertarem de alguma outra maneira?"

    A custa de 600.000 vidas?
  • bernardo  13/09/2012 13:33
    Não tem como prever quem e quantos vão morrer, vc poderia pensar que existiria a possibilidade de morrer ao tentar salvar as pessoas do seu vizinho, mas ainda assim, voce deixaria de ir lá e tentar? Algumas pessoas deixariam, outras não.
  • Renato  15/09/2012 14:38
    Bom, essa questão está mal colocada. Nenhum livro de história decente diz que a união começou uma guerra contra os confederados para obriga-los a libertar os escravos. A guerra se iniciou porque a união decidiu impedir que os confederados se separassem. Esta separação ocorreu por diversos motivos (alguns dos mais importantes são citados no artigo). Mas, conforme é citado na história, a secessão ocorreu porque os estados do Sul não aceitaram a lei que abolia a escravidão (e somos informados no texto acima que essa foi apenas a gota d'água numa série de questões nas quais os estados do sul se sentiram prejudicados). Ninguém, nem Lincoln, declarou que a união iniciou uma guerra para libertar os escravos.
  • Aquiles  15/09/2012 18:15
    Renato, seu raciocínio é confuso. Primeiro você diz que a "guerra se iniciou porque a união decidiu impedir que os confederados se separassem". Depois você diz que "a secessão ocorreu porque os estados do Sul não aceitaram a lei que abolia a escravidão". E depois conclui que a questão da escravidão nada tinha a ver com nada. Qual o ponto, afinal?

    De resto, você diz que "Nenhum livro de história decente diz que a união começou uma guerra contra os confederados para obrigá-los a libertar os escravos". E nem o artigo diz isso. Aliás, se você reler o artigo verá que o artigo é claro em dizer que em momento algum a escravidão foi utilizada como desculpa para a guerra.

    Releia este trecho do artigo:

    "Contudo, o que estava em debate não era se a escravidão era certa ou não, mas o direito constitucional de secessão. Aliás, a escravidão, igualmente, jamais fora o debate central naquela época. A guerra não foi travada para libertar os escravos.."

    Ou seja, difícil entender o que você realmente quer dizer.
  • anônimo  23/02/2013 19:09
    Quem tá sendo politicamente correto, aqui? Você perguntou:

    "A custa de 600.000 vidas?"

    Eu não vou nem falar na questão da escravidão. Eu só vou perguntar: quem iniciou a agressão? Vejamos: quem atacou as tropas federais no Fort Sumter, em Charleston, na Carolina do Sul assim que Lincoln tomou a posse? Cadê o PNA, hein, bando hipocritas? Quer dizer que matam as tropas federais e o governo tem que deixar assim, não vai fazer? Alguém vem me bater e tenho apanhar quieto? Cadê o princípio da AUTO-DEFESA? Vocês não entendem nada da História da Guerra Civil Americana. Os únicos responsáveis pela perdas destas 600.000 vidas foram os sulistas, porque ELES que COMEÇARAM A GUERRA. Eles não só separaram como mataram as os soldados do governo.
  • Luis Almeida  23/02/2013 19:48
    Anônimo, favor checar minimamente os fatos antes de vir aqui defendendo genocídio.

    Lista de mortos no ataque ao Forte Sumter, na Carolina do Sul: 1 cavalo, nenhum humano.

    Lista de mortos à honorável resposta de Lincoln a este ataque: 750.000 humanos (inclusive 100.000 civis do sul): milhares de cavalos.

    Realmente, foi uma resposta moderada, prudente e ponderada, típica de um grande estadista....

    Outra coisa: o Forte Sumter foi atacado por uma milícia de cidadãos da Carolina do Sul, os quais consideravam, muito corretamente, o forte como sendo sua propriedade, pois foi pago com seus impostos e construídos para a proteção deles, cidadãos da Carolina do Sul. Um presidente responder a este ataque inócuo, que não gerou nenhuma morte, com uma invasão de escala maciça e, principalmente, de todos os estados do sul, matando 750 mil pessoas, realmente foi uma resposta ponderada, né?

    Quem é o hipócrita aqui?

    Se alguém invade o Congresso Nacional e dá um tiro em Renan Calheiros, o governo federal, segundo você, está mais do que justificado em sair mandando bomba em todos os estados da região de onde era este sujeito.

    Vá defender autoritarismo e genocídio em outro lugar. Crie um blog para isso. e, acima de tudo, coloque a arrogância de lada e vá estudar os livros recomendados. Este fato que você citou, por exemplo, é amplamente coberto no livro do Thomas DiLorenzo.
  • Augusto  13/09/2012 02:34
    Bernardo,\r
    \r
    Basta lembrar que *todos* os outros paises ocidentais, com excecao do Haiti e dos EUA, aboliram a escravidao sem guerra. Pensar que a escravidao continuaria por muito mais tempo nos EUA sem a guerra civil eh, como disse o Leandro, puro achismo. Possivel? Sim. Provavel? Nao.
  • Yochanan Ben Efraym  13/09/2012 08:05
    Excelente Artigo!!\r
    \r
    \r
    \r
    Eu tenho aprendido muito mais lendo os artigos deste espaço, do que os anos no que passei no ensino médio...kkkk
  • Aloísio  13/09/2012 08:40
    Seria o mesmo caso da Guerra dos Farrapos no Brasil?
  • Matteus  15/09/2012 03:41
    Essa guerra não seria também para consolidar o Banco Central Europeu na America?
    Digo, o norte estava comprado pelos banqueiros europeus, e o sul não queria um banco central estrangeiro.
  • Renato  16/09/2012 05:51
    Aquiles

    Não há incoerência da minha parte. Apenas citei fatos históricos. A escravidão não foi a única causa de tensão entre os estados do sul e os do norte, mas foi sim uma das causas. O abolicionista Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860, e quase imediatamente, em 1861, os estados do sul declararam a secessão. Então, embora a discussão sobre a abolição não tenha sido "a causa", foi uma das causas da secessão. Eu diria que foi a gota d'água.

    Mas note que dizer que a proposta de abolição da escravidão foi uma das causas da secessão em sí, não é o mesmo que dizer que foi uma das causas da guerra. Uma vez que foi declarada a secessão, a união poderia simplesmente declarar: "Vamos continuar com o nosso projeto de abolir a escravidão em todo o território dos EUA (de acordo com os princípios da constituição), mas quanto à declaração de secessão de alguns estados, eles estão no pleno direito deles, e se a maioria do povo lá deseja separar-se dos EUA, nada podemos fazer senão aceitar esse fato, uma vez que a constituição não o proíbe, e é direito natural dos estados de uma federação separar-se dessa federação". Se a união declarsse isso, estaria agindo de acordo com a constituição.

    Então a abolição da escravidão não resultava, por sí, em guerra, mas sim o entendimento (errado) da união de que nenhum estado podia declarar-se autônomo.
  • anônimo  20/09/2012 18:36
    Mas ainda no sul dos Estados Unidos encontramos o racismo, cidades de negros e cidades de brancos, são separadas, negros trabalhando por um prato de comida.

    Cidades de negros são visivelmente mais desorganizadas e pobres...
  • 4lex5andro  25/09/2018 23:04
    Desorganizado e pobre é o Brasil.

    Esse muro do Mexico tá vindo com atraso, os Estados Unidos tem que se valorizar enquanto país, e não permitir competição - ilegal a propósito - por baixos salários com egressos do sul do continente.

    Não é preconceito, mas uma apologia para que um país soberano exerça a devida proteção de seu território, tal como o Brasil já está precisando.
  • David  24/09/2012 05:14
    Cara, o artigo até está correto em parte das razões para a Secessão, mas não discute a fundo o principal motivo: a ocupação do Oeste. Isso era importante devido a razões políticas, essas sim explicadas pelo texto, no trecho em que fala sobre o peso dos negros no voto. Com a ocupação do Oeste, todo estado que fosse colonizado pelos sulistas iria liberar o uso e comércio de escravos em seu território, quando de sua incorporação, enquanto que os colonizados pelos nortistas não haveria escravidão. Isso determinaria o futuro político do país e daí a preocupação quanto à constituição dos novos estados. O sul, se não me falha a memória, queria a livre escolha dos estados, enquanto o Norte queria que se obedecesse uma regra de 1 pra 1, ou seja, um estado escravista e um nortista. O resto da análise, isso é, a parte econômica dela, está descrita no artigo.
    Vale ressaltar que por esses exatos motivos é uma guerra era inevitável, pois a medida que o Oeste fosse sendo ocupado, conflitos iriam nascer e invariavelmente haveria um confronto para decidir a força dominante no continente.
  • Filipi Junio  25/01/2013 02:53
    Que belo artigo! Sou dono de um site que foca na cultura sulista americana (www.southernrockbrasil.com.br/) e por várias vezes fui chamado de racista, mesmo sendo neto de um negro, algo que sempre abominei e faço questão de combater.

    Usarei esse seu artigo como referência quando me perguntarem sobre o assunto novamente.
  • anônimo  25/01/2013 11:58
    Mais cedo ou mais tarde o sul teria libertado os escravos, isso é óbvio.
    Escravidão foi só uma desculpa pra guerra.
  • Renato Souza  25/01/2013 13:54
    Eu diria que a escravidão foi uma desculpa posterior para explicar a guerra. O motivo declarado para a guerra, desde o início, foi impedir a secessão (que os melhores constitucionalistas consideram um direito líqüido e certo dos entes federados, de acordo com o próprio arcabouço constitucional americano). Os nortistas não chamavam os sulistas de escravocratas, os chamavam de rebeldes, palavra que trazia o sentido de que estariam exercendo um direito ilegítimo.

    Contar que a união entrou em guerra contra vários estado, causando 600.000 mortes e terrivel destruição, apenas para impedir um direito legítimo, não pega bem. Então carregam nas cores do abolicionismo.

    De qualqer forma, embora fosse obrigação da união respeitar o direito à secessão, os estados tinham o dever (não para com a união da qual se declararam separados, mas para com o povo) de abolir a escravidão, porque essa era inconstitucional também.

    Então Lincoln estava certíssimo ao abolir a escravidão, só estava errado em querer impedir à força a livre secessão.

    Um detalhe: a constituição americana reconhece o direito dos entes federados à secessção, não o direito ilimitado à secessão. Mas indiretamente esse direito poderia ser invocado. O arcabouço constitucional reconhece o direito de lutar contra a tirania, particularmente se esta vier revestida de força governametal. Os pais fundadores considerariam um direito legítimo se os cidadãos derrubassem um governo (ou escapassem de seu poder) que se tornasse tirânico, embora eleito regularmente. Ora, um condado poderia alegar corretamente que o estado a que pertence se tornou tirânico, e exigir separação dele. O que aconteceria depois é difícil prever. Esse condado poderia considerar talvez a si mesmo como um ente federado (embora não representado)? De qualquer forma, na maioria dos casos, haveria muito mais motivo para um condado querer separar-se da união do que para querer separar-se do estado a que pertence, porque a união tende, na prática, a ser muito mais tirânica que os estados. É possivel visualizar na prática situações em que aconteça a secessão de estados, mas a secessão a nivel mais básico parece bem mais difícil de imaginar. Nem parece haver tendência nenhuma a isso. Sempre se vê, ao longo da história, secessões e tentativas de secesões em relação a entes geograficamente grandes (relativamente a cada época). Secessões de municipios são comuns, mas tem uma outra finalidade. É sempre uma separação do municipio central, mas não em relação ao ente governamental maior.
  • anônimo  25/01/2013 16:11
    Breve num cinema perto de você, um monte de propaganda ideológica desmentindo tudo isso.
    Dirigindo por Steven Spilberg, o cara que disse que o momento mais emocionante da vida dele foi ter se encontrado com Fidel Castro
  • r. eudes  23/02/2013 17:50
    não foi só a questão da escravidão, bem como protecionista a causa da guerra. Isso ajuda a demonstrar bem como a maior nação do mundo nunca foi lá tão liberal, como vários artigos aqui sempre falaram.

  • Eleno  23/02/2013 18:50
    Eudes, qual artigo desse site fala que os EUA sempre foram "tão liberais"?

    O máximo que você encontrará é um artigo como esse abaixo, que diz que o período de 1870-1913 foi o de maior crescimento de riqueza da história daquele país. E justamente quando ele era mais liberal. N]ao confunda questões básicas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=721
  • Gil  25/02/2013 09:33
    Não sei se o mundo odeia os judeus, ou se odeia o ETERNO, o Deus dos judeus. É preocupante.
  • anônimo  25/02/2013 11:38
    O que é que tem a ver? Esclareça por favor, pros míseros mortais quem é o nazista agora...
  • Ventrax  05/06/2014 20:10
    Prezado Rafael Salomão Aguillar (ou a quem interessar possa)

    Muito interessante o seu artigo.

    Mas ainda me resta uma dúvida, agradeço se expressar a sua opinião.

    Está claro que o regime escravocrata foi a motivação utilizada para justificar a guerra de secessão Obviamente, os interesses por trás da declaração são aqueles que importam efetivamente.

    Para os sulistas, além do regime escravocrata representar o meio de produção vigente, também há de se considerar o desejo de cada estado ser autônomo, ou seja, de ser independente politicamente. É fundamental considerar isso inclusive na derrota na guerra de secessão. (Texas, por exemplo, não cedeu combatentes à confederação justificando que teria que defender seu território, tanto dos indígenas, quanto dos nortistas). Havia um medo latente do poder centralizado. Isso ajuda muito a explicar a vontade de se separar.


    Nesse sentido, qual era a vantagem, para os estados centro-nortistas, da permanência dos estados sulistas na união federativa?

    Mercado consumidor?

    Acho frágil apenas o mercado consumidor como justificativa porque a Inglaterra mesmo já desenvolvia uma "colonização" pelo capital e não pelo território, ou seja, não era necessário ter posse de uma colônia, bastaria tê-la como consumidora (de preferência monopolizada) e fornecedora de matéria prima.


    Então seria talvez um interesse de afastar a influência inglesa?

    O sul era fornecedor de algodão e possivelmente se aproximaria cada vez mais da antiga metrópole.


    Talvez o sul - latifundiário e agroexportador - financiasse o norte - indústria incipiente? Ou talvez eliminar um gérmen de instabilidade?



    Um abraço

  • Ricardo  05/06/2014 20:21
    A vantagem era para o governo central e suas receitas tributárias:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1532
  • Ventrax  08/06/2014 15:51
    Legal, então o sul financiava o norte!

    Nesse sentido foi muito similar ao processo de independência brasileiro e consequentes tentativas de secessão do nordeste brasileiro. No nosso caso, não resultou numa guerra civil generalizada, mas revoltas extirpadas localmente e vultuosos acordos políticos.


  • Nordestino Arretado  12/01/2018 15:44
    Acredito eu que se o Nordeste tivesse se separado do Brasil à época, hoje seria um país muito rico, e não a região repleta de localidades miseráveis de hoje em dia. Infelizmente a demagogia venceu para encher os bolsos das oligarquias que ainda imperam por aqui.
  • 4lex5andro  25/09/2018 23:06
    Com um pouco de experiência de morar 10 anos naquela região.

    Sem o sul/sudeste, o nordeste seria no máximo um México com deserto, mas sem petróleo.

    P.s. E o RS não seria muito melhor; como demonstra o Uruguai onde houve uma farroupilha que vingou.
  • Deus Carmo  17/08/2014 02:04

    Comentando em meu blogue:demaoemao.blogspot.com.br/ escrevi sobre uma possível independência do Texas, que mutatis mutandi, pode servir de argumento também para defender a possível independência dos Estados Americanos, lembrando que atualmente existem 11 Estado que assinaram petição pedindo a separação, embora só o Texas tenha no momento condições de se tornar independente por atingir em sua petição o número de 60.000 assinantes, quando a lei só exige 25.000, ainda não alcançados por qualquer outro Estado. Tenha-se em mente que os argumentos usados pelo Texas para se separar superam, talvez, os argumentos de outros Estados, por razões históricas. Para nós latinos a independência do Texas é de uma importância capital. O Texas pertenceu ao México, se tornou independente como Republica do Texas e somente 10 anos depois se união aos Estados Unidos. Apesar do movimento independentista ser de direita, é benéfico para os latinos por causa da história que o liga aos latinos, sem esquecer que a população latina no Texas é muito grande. A independência do Texas é o caminho natural desde que se observa a queda paulatina do império americano, e, evidente, sua separação será benéfica para se avançar no processo de derrubada do império ianque, e acabar de vez com sua hegemonia, porque não é bom para o mundo ter uma potência hegemônica, desequilibrando a convivência das nações.. Sem contar que devemos sempre apoiar qualquer povo que queira separar de uma nação para formar uma outra.
  • Znarf  29/11/2014 15:14
    Acontecimentos como o de Ferguson reforçam a idéia de separatismo baseado em injustiça racial, os panteras negras estavam certos, Malcolm X, deveria ter levado até o fim sua idéia de separatismo, se tivesse prosperado, hoje em dia os afro descendentes estariam com um padrão de vida muito melhor
  • Bruno R  09/06/2016 15:12
    Hahaha

    Malcon X queria um estado inchado. Não se esqueça que ele era muçulmano e comunista. Nunca foi um apóstolo da liberdade. Foi quase um Zumbi dos Palmares americano.

    Numa eventual separação os negros estariam tão fodidos quanto os Haitianos. A cultura africana, salvo o Egito, era uma cultura tribal, não civilizacional.
  • Rhyan  13/08/2015 03:44
  • Fabiano Santos  21/08/2015 01:11
    ''Ele saiu vitorioso, mas morreu sem sabê-lo: faleceu assassinado antes do fim da guerra, enquanto assistia à peça Our American Cousin no teatro Ford de Washington, aos 14 de abril de 1865.''Lincoln foi assassinado 5 dias após a rendição do Gen.Lee em Appomatox na presença do Gen.Grant(futuro presidente americano).Sobre a vitória Lincoln fez um discurso em Washington numa tarde do dia 11/04/1865.Portanto Lincoln morreu sabedor da vitória da união.

  • José Guimarães  24/08/2015 20:17
    Errado, Fabiano. A Guerra só foi acabar a 20 de agosto de 1866.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Conclusion_of_the_American_Civil_War
  • bruno GArcia  08/09/2017 19:37
    Em defesa do separatismo sulista? Interessante.

    Vamos olhar as propsotas sulistas? Vamos


    "Our new government is founded upon exactly [this] idea; its foundations are laid, its corner- stone rests upon the great truth, that the negro is not equal to the white man; that slavery -- subordination to the superior race -- is his natural and normal condition. This, our new government, is the first, in the history of the world, based upon this great physical, philosophical, and moral truth."


    Hmmm, bem liberais.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Cornerstone_Speech
  • Régis   09/09/2017 10:12
    Mises omite como sempre a parte verdadeira oculta pela história do por quê houve a Guerra da Secessão. Chega a ser cruel com Abraham Lincoln chamando o de racista um Presidente digno que queria que sua nação fosse livre de banqueiros inescrupulosos da Europa. E por certo momento conseguiu ao revogar a Carta que concedia à eles (banca) de emitir papel dólar sem lastro para emprestar ao próprio governo cobrando juros extorsivos e penalizando a população com impostos altos para pagar esses famigerados banqueiros. A família de banqueiros europeus não desistiu fácil e começou a estimular a revolta no Sul dos EUA para dividir a nação e dessa forma enfraquecer os dois lados e então eles entrariam em cena com seus empréstimos escorchantes e a restituição da Carta que concedia à eles o privilégio de emitir papel moeda sem lastro. Escravidao ou taxa alfandegária é so uma desculpa pra ocultar a verdadeira causa da Guerra Civil.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  03/05/2018 19:31
    Que família de banqueiros europeus insuflou o Sul ?

    É preciso cuidado no uso do recurso de recorta e cola...
  • João Girardi  16/08/2018 11:02
    "Presidente digno que queria que sua nação fosse livre de banqueiros inescrupulosos da Europa."

    *cof cof* Livrar sua nação (ou melhor, o Sul) dos banqueiros inescrupulosos da Europa apenas para sujeitá-la aos banqueiros inescrupulosos do Norte. *cof cof*
  • 4lex5andro  25/09/2018 23:00
    Pois é, o Lincoln poderia ser segregacionista, mas imputar-lhe a pecha de escravagista - ou defensor disso - e de "vilão" no conflito de secessão é um equívoco.

    Foi um grande estadista, que defendeu causas nobres, tais quais: seu país de uma agressão por parte dos secessionistas do sul, o direito ao trabalho livre, e portanto, á livre iniciativa e a soberania do seu país sobre a emissão de dólares.

    Parabéns Estados Unidos.
  • Julio Nogueira  16/01/2018 10:15
    Perfeito o artigo que esclarece tudo sobre a Secessão nos EUA. Muita gente desconhece a verdadeira história e o discurso do Lincoln. É bom lembrar, que aqui a Princesa Isabel só assinou a carta da Abolição, pois queria salvar o Império, se não fosse isto, porque não o fez antes? A escravidão iria acabar nos EUA, era uma questão de tempo.
  • Márcílio   27/02/2018 19:31
    Sendo um curioso no assunto e não um estudioso profundo do tema achei o artigo interessante pois proporciona uma outra visão apesar de ter a sensação do autor ter diminuído demasiadamente a importância da escravidão para o início da guerra, no entanto sugiro para quem gosta desse tema assistir ao filme "Um Estado de Liberdade", atualmente está em exibição na Netflix, trata-se de um belo filme baseado em fatos reais. O filme é recente, de 2016, e todo elenco e produção são de alto nível.
  • Julio Nogueira  01/03/2018 15:33
    Sugiro que veja o filme Deuses e Generais, que retrata um período da guerra.
  • Pérsio   13/11/2018 12:25
    Parabéns pelo artigo!

    A causa principal que levou à guerra foi a secessão dos Estados sulistas. A escravidão não foi o motivo principal ou mais importante. Diante da arbitrariedade do governo federal, da baixa representatividade do Sul no Congresso e às tarifas elevadas, a secessão era a alternativa lógica. O problema é que os "Estados Confederados da América" entraram em choque com os interesses do governo federal, de maioria nortista. Imagino o que aconteceria no Brasil se São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formassem os "Estados Confederados do Brasil".


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