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Os capitalistas preguiçosos que temem o progresso

A tecnologia digital está reinventando o mundo, a serviço de você e de mim.  Trata-se de um livre mercado com esteróides.  Ela está driblando e contornando os guardiões do status quo e dando poderes a cada um de nós para inventarmos nossa própria civilização de acordo com nossas próprias especificações.

A promessa do futuro não é nada menos que espetacular — desde que aqueles que não possuem a imaginação para ver este potencial não consigam impor a todos nós o seu atraso.  Infelizmente, mas previsivelmente, algumas das maiores barreiras para este futuro brilhante e promissor são os próprios capitalistas que temem o futuro e que não querem ter o trabalho de se aprimorarem.

Um bom exemplo disso é a atual histeria a respeito da impressora que imprime em 3-D e, com isso, literalmente duplica objetos.  Trata-se de uma tecnologia que, com inacreditável rapidez, saiu do âmbito da ficção científica e veio para o mundo real, aparentemente em questão de meses.  Você pode hoje conseguir impressoras destas por míseros US$400.  Estas impressoras permitem que objetos sejam transportados digitalmente, e sejam literalmente impressos e criados em frente a seus olhos.

Veja o impressionante vídeo:

É como um milagre!  Isto pode mudar absolutamente tudo o que conhecemos hoje sobre o transporte de objetos físicos.  Em vez de enviar caixotes e navios ao redor do mundo, no futuro iremos apenas enviar dígitos, que serão convertidos em objetos.  O potencial que esta invenção apresenta para se combater e contornar monopólios e interesses estabelecidos é espetacular.

Mas veja o que relatou a revista Wired Magazine [revista sobre tecnologia] na semana passada:

Army.jpgNo início deste ano, Thomas Valenty comprou uma MakerBot — uma impressora 3-D barata que permite a você criar objetos de plástico.  Seu irmão possuía alguns Guardas Imperiais do jogo de tabuleiro Warhammer, de modo que Valenty teve a ideia de desenhar algumas miniaturas baseadas no mesmo estilo das miniaturas do jogo, como um guerreiro e um tanque.

Ele passou uma semana refinando os desenhos até finalmente ficar satisfeito.  "Tive muito trabalho", diz ele.  Após a criação, ele postou os arquivos para download gratuito no Thingiverse, um site que permite a você compartilhar instruções para a impressão de objetos em 3-D.  Pouco tempo depois, vários outros fãs começaram a fazer o mesmo.

Até que alguns advogados foram acionados.

A Games Workshop, a empresa do Reino Unido que produz o Warhammer, descobriu o trabalho de Valenty e enviou ao Thingiverse uma notificação de fechamento de site, citando o Digital Millennium Copyright Act.  O Thingiverse retirou os arquivos do site, e Valenty repentinamente se tornou um relutante combatente da próxima guerra digital: a batalha pela cópia de objetos físicos.

Então aí está.  A Câmara de Comércio dos EUA — a suposta defensora da livre iniciativa — está em estado de pânico completo, determinada a esmagar a impressão 3-D em seu berço, ou, no mínimo, a garantir que ela jamais cresça.

Na década de 1940, Joseph Schumpeter disse que os capitalistas iriam destruir o capitalismo caso insistissem em fazer com que seus vigentes modelos de lucratividade se perpetuassem para sempre, em total descompasso com todas as mudanças no mercado que surgem continuamente.  Ele disse que a classe capitalista iria, com o tempo, perder o gosto pela inovação e iria insistir para que o governo criasse leis que abolissem as inovações.  Tudo em nome da proteção das elites empresariais.

Um exemplo: quando músicas e livros começaram a ser digitalizados, houve muita gritaria.  Como iriam escritores e músicos sobreviver a este ataque?

A verdade é que não houve nenhum ataque.  Muito pelo contrário.  Aquilo que foi inicialmente pensado para dar mais comodidade aos consumidores se transformou na maior dádiva já concebida para a música e para a literatura.  Hoje podemos ver como tudo isso está funcionando.  E não apenas está funcionando, como há escritores e músicos ganhando mais dinheiro hoje do que jamais na história.

Os métodos utilizados atualmente jamais poderiam ter sido imaginados antecipadamente.  Alguns disponibilizam seus conteúdos e vendem suas apresentações ao vivo.  Outros inventaram novos e interessantes métodos de distribuir conteúdos, como estabelecendo um site acessível apenas para assinantes, e cobrando quantias módicas e convenientes.  Escritores estão começando a publicar sem recorrer a grandes editoras, utilizando para isso vários foros criados por usuários de internet.

Recentemente, visitando alguns museus, comecei a me dar conta de algo extremamente importante a respeito do nosso longo processo de aperfeiçoamento tecnológico.  Ao longo de toda a nossa história de luta por aprimoramentos e avanços, cada melhoria, cada mudança de paradigma, cada abandono do velho em prol do novo geraram pânicos.  O maior pânico, tipicamente, sempre advém dos próprios produtores, que se ressentem da maneira como o processo de mercado desestabiliza seus modelos empresariais.

Já foi dito que o rádio acabaria com as apresentações ao vivo.  Ninguém mais iria querer aprender música.  Todas as músicas, concertos e apresentações seriam executadas apenas uma vez, gravadas para a eternidade, e este seria o fim.  É claro que isso não foi o que aconteceu. 

Depois, quando inventaram o disco, novo pânico.  Dizia-se que esta invenção iria destruir o rádio.  Depois o mesmo processo se repetiu com a invenção das fitas K-7, com todo mundo prevendo o novo fim da indústria da música, já que as músicas podiam agora ser facilmente duplicadas ("A Gravação Doméstica Está Matando a Música").  E o mesmo apocalipse foi vaticinado com a invenção da música digital: agora sim veremos o fim de toda a música!

E pense no mercado de livros do século XIX.  Naquela época, grandes e poucas casas editoriais dominavam o mercado.  Muitos previram que isso iria acabar com o surgimento de novos escritores porque as pessoas iriam comprar apenas livros de velhos autores, que eram baratos e acessíveis.  Novos escritores iriam morrer de fome e, com isso, ninguém mais iria querer escrever.

Observe que há um padrão nisso tudo.  Cada nova tecnologia que é inventada e que se torna lucrativa faz com que as pessoas gritem e lamentem as dificuldades de seus atuais produtores.  Mas aí ocorre o imprevisto: com o tempo, este setor que todos imaginavam em apuros começa a prosperar como nunca antes, só que de maneiras que ninguém realmente esperava.

O grande segredo da economia de mercado é que ela agrega uma tendência de longo prazo: caso os métodos de produção e distribuição não sejam continuamente alterados, todos os lucros serão dissipados.  É assim que a concorrência funciona.  É assim que a concorrência não apenas inspira o aperfeiçoamento, como também faz com que ele seja inevitável.  E este é um dos motivos por que vários capitalistas odeiam o capitalismo.

O processo funciona assim: uma nova invenção surge no mercado e começa a auferir altos lucros.  Ato contínuo, os imitadores se dão conta desta nova invenção e começam a fazer o mesmo, só que de forma melhor e mais barata, acabando com o status monopolista do primeiro produtor.  Imitadores geram novos imitadores, dando continuidade ao processo.  No final, os lucros tendem a zero.  E aí algo ainda melhor tem de ser inventado para atrair novos empreendimentos e permitir novos lucros.  Isso, por sua vez, irá estimular novos imitadores, reiniciando todo o processo.

Nunca consegui entender por que esquerdistas reclamam de os lucros irem para os capitalistas.  Em uma economia de mercado vibrante, lucros são a exceção temporária à regra.  Eles são conseguidos somente pelas empresas mais inovadoras e eficientes, aquelas que servem com mais eficácia aos consumidores.  Os ganhos nunca são permanentes.  Tão logo a empresa perca sua vanguarda, os lucros empreendedoriais desaparecem.

Sob a concorrência gerada pelo livre mercado, escreveu Ludwig von Mises, a trajetória dos modelos de produção e distribuição vigentes sempre tende a reduzir os lucros a zero.  Para aqueles que querem se manter lucrativos, descanso e relaxamento são atitudes proibidas.  Manter-se original e aprimorado é uma exigência diária.  É necessário um incessante esforço para descobrir como servir aos consumidores de maneiras que são cada vez mais excelentes.

É por isso que as grandes empresas estão sempre correndo para o colo do governo, pedindo proteção.  Acabem com esta nova tecnologia!  Parem as importações!  Aumentem os custos para a concorrência!  Criem mais regulamentações!  Concedam-nos uma patente para que possamos derrotar os outros caras!  Imponham novas leis antitruste!  Protejam-me com direitos autorais!  Intensifiquem as regulamentações e aumente a burocracia até tirar os novos do mercado!  Socorram-nos com pacotes de estímulo!

Além de tudo isso, sempre há o temor público em relação ao novo.  Caso contrário, as pessoas de maneira alguma seriam persuadidas por todos estes protestos rotineiramente feitos por empresários já estabelecidos.  Afinal, eles protestam exclusivamente em causa própria.

E eis aí um fato notável sobre a mente humana: temos grandes dificuldades em imaginar soluções que ainda têm de ser apresentadas.  Não importa o quão recorrentemente o mercado se mostre capaz de solucionar problemas aparentemente incuráveis; ainda assim não conseguimos nos acostumar a esta realidade.  Nossa mente raciocina em termos das condições existentes, o que nos faz prever todos os tipos de catástrofes.  Com incrível frequência somos incapazes de consistentemente esperar pelo inesperável.

Isto gera um sério problema para a economia de mercado, que nada mais é do que a capacidade do sistema de inspirar a descoberta de novas ideias e novas soluções para os problemas vigentes.  Os problemas trazidos pela mudança são suficientemente óbvios; mas as soluções são de "conteúdo aberto" e surgem de lugares, pessoas e instituições que não podem ser vistas ou previstas com antecedência.

O capitalismo não é para os fracos e preguiçosos que não querem se aprimorar continuamente.  Se você quer um arranjo que privilegie o lucro de alguns poucos em detrimento da prosperidade e da abundância para todos, então o socialismo e o fascismo realmente são sistemas preferíveis.

As pressões para se interromper o progresso gerado pelo mercado não funcionarão no longo prazo, é claro.  A tecnologia, com o tempo, conseguirá derrubar as forças que se opõem ao progresso.  Os mercantilistas podem apenas postergar este processo, mas jamais conseguirão suprimir a incontrolável ânsia humana por uma vida melhor.

 


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Eliel  20/06/2012 07:11
    E quando inventarem e comercializarem uma máquina que sintetiza alimentos?
    Certamente ela será necessária para a Humanidade sair do berço Terra e conhecer novos domicílios de sua vizinhança.
    Os agricultores terão que se adaptar.

    O site inovação tecnológica possui alguns artigos interessantes sobre impressão 3D.

    www.inovacaotecnologica.com.br/pesquisar.php
  • Paulo Henrique  20/06/2012 07:58
    Eliel, essa questão dos recursos fora da Terra ja esta sendo tratada por uma empresa que como o texto diz, não ficou parada e estagnada, veio de onde ninguém esperava e propôs algo inovador o qual o resto terá que se adaptar. A Planetary Resources vai iniciar a mineração de asteróides que se encontram na proximidade da Terra, eles acreditam que em pouco tempo podem captar uma quantidade superior de platina a que já foi minerada em toda historia na Terra.

    Na questão alimentícia entra o principal recurso a ser explorado no espaço: Água, sem a necessidade de levar água do nosso planeta, que possui um custo elevado de transporte, será possível o sustento da vida fora do planeta.

    Quando eu falo sobre essa inovação muitos são relutantes e dizem que jamais tal coisa vai ocorrer, pois esperem preguiçosos pois hoje os computadores estão na palma da mão, outra coisa que era impossível.
  • Eu  20/06/2012 09:37
    Empresas minerando asteróides? Não me parece que veremos isso pelo menos pelos próximos 100 anos.

    Mas essa ideia nos leva à algumas hipóteses interessantes. Imagine que em 100 anos o mundo tenha abandonado o papel moeda sem lastro e retornado ao padrão ouro. Imagine então que esteja passando nas proximidades do nosso planeta um asteróide feito de ouro! Com 3 vezes mais ouro do que já foi minerado na história do nosso planeta.

    Quais seriam as implicações para o sistema financeiro global quando todo esse ouro for trazido à Terra por uma empresa como essa? É muita ficção, mas a pergunta é interessante.
  • Fernando  20/06/2012 11:14
    Vamos divagar...

    Agora imagina que com tanta mineração espacial a terra fosse genhando mais e mais massa, pois estaria "importanto" matéria para sua atmosfera, e então após 500 anos a terra tivesse uma massa consideravelmente maior alterando a duraçao dos anos, dias, e quem sabe até o centro do sistema solar? Quem sabe a terra não teria planetas orbitando em seu entorno?

    Nossa, e depois, imagina se...
  • Ronei  20/06/2012 12:59
    Depende da ação humana (isso eu tenho certeza).

    Daqui para frente já não tenho tanta certeza se o raciocínio está certo.

    Uma primeira hipótese seria a da inflação. Uma vez que o aumento das reservas de ouro ligada consequentemente a um aumento da oferta monetária, reduzindo o poder de compra da moeda.

    Uma segunda hipótese seria que ao invés da impressão de mais papel moeda, apenas ocorresse o aumento do lastro em ouro da unidade monetária provavelmente aconteceria o inverso. Uma vez que, a moeda teria o seu poder de compra aumentado.

    Terceira hipótese: Caso a moeda já tenha 100% de lastro e caso o "novo" ouro não seja desviado para uma nova utilização provavelmente ocorreria novamente uma inflação, uma vez que ocorreria o aumento da oferta do ouro.

    Caso minha memória não esteja me enganando os economistas de Salamanca, dentre os vários problemas econômicos discutidos e solucionados por eles, discutiram o pq os preços aumentavam quando novas quantidades de ouro eram trazidas das colônias. Situação análoga a essa colocada por você.

    Vale ressaltar que a escolha do ouro como moeda se deve dentre outras características devido a sua escassez e crescimento de oferta limitado. Então, um aumento dessa magnitude da quantidade de ouro e a possibilidade de extinção da sua escassez, poderia retirar do ouro o seu uso de moeda.

    Prezado Leandro e demais colegas. Caso o raciocínio não esteja de acordo com os preceitos austríacos, por favor corrigir
  • Andre Cavalcante  20/06/2012 13:43

    "Empresas minerando asteroides? Não me parece que veremos isso pelo menos pelos próximos 100 anos."

    Não é o que pensa a Planetary Resource. Conforme o seu modelo de tecnologia, nos próximos anos já serão lançados os primeiros satélites/telescópios, chamados de LEO (Low Earth Orbit) para o mapeamento dos asteroides. No seu modelo de negócio, primeiramente eles vão atrás de água. Depois atrás de outros minérios. A visão é negócio espacial. Eventualmente podem trazer alguma coisa pra Terra, mas isso se o preço for bom, claro.

    Detalhes: Planetary Resource
  • anônimo  21/06/2012 08:00
    Já é possivel, tecnicamente, replicar a construção de um processador, placa-mãe e memoria se voce tiver os equipamentos necessários. Engana-se que pensa que a Apple manda prototipos finais para as industrias fabricarem pecas de seus Macs e iPhones. Eles mandam nada mais que as instrucoes de fabricacao, a fabrica ja tem todo aparato pra comecar a fabricar 2h depois que chega o e-mail.

    Imagine, no futuro eu poderia ter o melhor computador fabricado dentro da minha casa! Smartphones! iPads!

  •   20/06/2012 07:14
    Muito bom.

    Há anos venho torcendo pela impressora 3D. Ela seria a solução para quase todos os problemas.
    Em um estágio bem avançado da tecnologia, bastaria ter os átomos no cartucho(carbono, hidrogênio e assim por diante) para que ela imprima o que quisermos. A escassez de recursos não seria zerada mas se restringiria apenas a matéria prima mais básica, todos poderiam imprimir em casa(ou a própria casa) tudo de que necessitam. Acabariam as grandes e ineficientes(olhando para esse futuro) fábricas. Nossos trabalhos se baseariam em prestação de serviços, pois os problemas de produção seriam baseados quase que unicamente na extração de matérias-primas.
  • Eu  20/06/2012 09:44
    A sua argumentação não me parece razoável. Impressão 3D é muito bom para fazer protótipos ou objetos particulares personalisados. A produção em larga escala, com as técnicas convencionais (forja, fundição, usinagem, modelagem por injeção) é muito mais eficiente.

    Me parece muito improvável que eventuais avanços na tecnologia de impressoras 3D consiga reverter este quadro. Desta forma, a economia deve continuar baseada em grandes fábricas e produção em larga escala.
  • Ze  20/06/2012 11:45
    Sim. Sem dúvidas.

    Por isso eu disse "Em um estágio bem avançado da tecnologia".
    Há alguns anos vi um documentário sobre isso, falando da possibilidade de se moldar peças átomo por átomo no futuro. Claro que, hoje, isso é um sonho apenas.
    A impressora 3D, moldando plástico é bem diferente disso. Mas pode-se dizer que é o começo dessa tecnologia. Quem sabe em algumas décadas.
  • Thyago  20/06/2012 07:40
    Mais um belo texto do Tucker, e mais um exemplo dessa praga que norteia o empresariado.

    Schumpeter teve as falhas dele, mas essa sacada foi boa!
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  20/06/2012 07:52
    Saudações, como sói acontecer, mais um texto revigorante, faz pensar até quem não respira mais. Há, ainda, capitalistas que pensam que lucro é o tempo todo; há socialistas esquecidos que o ser valora e valoriza, ser que estima e escolhe, mas todo existir escolhe, prefere e pretere. Onde há uma preferência, há uma hierarquia; onde há uma hierarquia,há valores. Todo existir é um evidenciar valores, graças a DEUS!
    Um eterno porvir, devir.
    Parabéns pela tradução psicológica, como sempre.
  • Tiago RC  20/06/2012 07:53
    Ótimo texto!
    O Tucker de fato sabe escrever de maneira inspiradora, e sempre com fortes argumentos.

    A maldita propriedade intelectual tem um custo de oportunidade imenso à sociedade. Já conheci empresas que torram muita grana apenas para registrar patentes, sem necessariamente ter nenhuma intenção de implementá-las. Isso sem falar nos "patent trolls", empresas cuja principal fonte de renda são indenizações ganhas em processos relacionados à propriedade intelectual.
  • PESCADOR  20/06/2012 07:59
    Essa tecnologia é intrigante! Li sobre ela na Superinteressante anos atrás e fiquei imaginando os benefícios que ela poderia trazer, com reduções de custos e melhorando a vida justamente dos mais pobres. Impressão 3D já não é mais ficção científica e isso é bom. Muitos empresários terão que se adaptar e muitos o farão, mas obviamente outros tantos irão pedir ajuda ao estado, que terá todo interesse em "ajudar". Mas a liberdade prevalecerá, a despeito de socialistas e estatistas em geral. Obrigado por publicarem mais um ótimo artigo do Tucker.

    PS: alguns cientistas dizem que essa tecnologia será mais revolucionária que a internet. Quero estar vivo para ver isso!
  • Gabriel Moraes  20/06/2012 09:57
    E se o principal uso da internet é pornografia imagina com essa impressora...
  • Henrique K  20/06/2012 08:25
    Todos os outros textos do site são maravilhosos: uns são mais acadêmicos e técnicos, outros mais panfletários etc.
    Mas se há textos que realmente tem aquela quintesssência retórica que é capacidade de fazer as pessoas toamrem uma atitude, esses textos são os do senhor Tucker!!! Eu sempre os compartilho no meu facebook, sou da área jurídica, e a maioria das resposta sempre são muito animadoras. O texto dele é didático, provocador e ao mesmo tempo otimista (essencial para a ação política conforme ensinou Rothbard!).

    O pessoal do PLIBER deveria perceber e usar mais esse potencial do Tucker... afinal um partido político não pdoe dialogar apenas com estudantes e interessados em Economia... é outro tipo de linguagem, a linguagem da política...

    Um abraço
  • Tiago RC  20/06/2012 09:03
    Outra coisa importante que ele fez nesse texto foi a clara distinção entre capitalistas e capitalismo. Dizer que muitos capitalistas odeiam o capitalismo foi perfeito. Muitas pessoas não entendem isso.
  • Helio  20/06/2012 09:55
    Cada vez mais brilhante o Sr. Tucker.
  • Francisco Alfaro  20/06/2012 10:16
    Quem viu as duas palestras dele em São Paulo, sabe do que o Tucker é capaz. Esse cara ganha qualquer debate!
  • Rodrigo  20/06/2012 10:57
    Texto muito lúcido.
    O termo "capitalistas preguiçosos" foi muito bem colocado.
  • Ronaldo Schirmer  20/06/2012 12:04

    "Aquilo que foi inicialmente pensado para dar mais comodidade aos consumidores se transformou na maior dádiva já concebida para a música e para a literatura. Hoje podemos ver como tudo isso está funcionando. E não apenas está funcionando, como há escritores e músicos ganhando mais dinheiro hoje do que jamais na história"

    Esta informação é presumida ou tem alguma fonte?

    Parabéns pelo texto, abraço.
  • Eduardo  22/06/2012 07:07
    Creio ser bem óbvia, apesar de não conhecer dados que comprovem.

    Veja que, sobre escritores, apenas a escritora de Harry Potter sozinha deve ter ganhado mais dinheiro do que todos os escritores juntos de anos anteriores à internet.
    Música... Mesmo essas porcarias da indústria musical mainstream, cantores da Disney e o que mais for, facilmente ganham muito mais dinheiro do que músicos pensariam em ganhar antes da internet!
  • anônimo  22/06/2012 17:51
    Todos os músicos mais ricos vieram antes da internet. Nesse sentido a internet não ajudou não, mais fácil dizer que fez uma "redistribuição", dando voz aos menores.
  • Andre Cavalcante  20/06/2012 13:35
    Adorei o texto.

    Agora: cadê os esquerdistas que vivem dizendo aqui no site que que a gente só é pessimista, um bando de capitalista egoísta e coisa e tal? Ah! devem já estar fazendo a próxima lei para beneficiar aquela empresa do seu amigo capitalista que vai a falência com essa impressora! hehehe :) ;)

  • Atylla  20/06/2012 14:34
    Uma patente não é uma propiedade privada intelectual? Um laboratorio investe 500 milhoes para desenvolver um remedio contra o cancer, cada caixa ficaria por R$ 60,00.
    já o concorrente copia a formula e vende uma caixa a R$ 15,00. Nesse caso copiar é roubar?
  • Luis Almeida  20/06/2012 14:49
    Prezado Atylla, uma patente é um monopólio concedido pelo estado. Uma patente não é o direito de produzir, mas o direito de IMPEDIR que terceiros usem sua propriedade como queiram.

    Uma vez entendido isso, a resposta à sua pergunta é óbvia: patente nada tem a ver com propriedade privada. Muito pelo contrário: uma patente proíbe as pessoas de utilizarem sua propriedade privada de modo pacífico e não agressivo.
  • Andre Cavalcante  20/06/2012 14:54
    Sobre propriedade intelectual, veja: Contra a propriedade intelectual

    Note que, para uma propriedade real qualquer, basta uma segurança privada para resolver a questão do roubo. Agora, cópia não é roubo! Eu não posso (ainda?) copiar o seu carro, mas posso roubá-lo, e você ficaria sem ele. Mas para o mundo das ideias, eu posso copiar uma ideia sua, mas você não fica sem ela, você não a perde, portanto, ideias não são mais propriedades suas a partir do momento que você as publica. Claro que você ainda deterá a primazia da originalidade.

    Para que uma PI possa ser "imposta" há a necessidade de um estado. Se um laboratório desenvolve um remédio e não quer a cópia fora de seu controle, que controle a produção total do medicamento por meio de contratos com quem compra/distribui. Contra a engenharia reversa, PI simplesmente não funciona (vide o caso da China) e, para todo o resto, exige a existência de um monopólio das leis em um determinado território que garante um monopólio a determinadas empresas sobre uma determinada tecnologia/ideia.
  • Henrique  20/06/2012 16:53
    O pior é que a maioria dos economistas ainda acreditam que PI e patentes são importantes para não acabarem os incentivos à se criar e inovar.
  • Eduardo  20/06/2012 16:10
    Tucker pra mim é um dos melhores. Escreve de maneira fácil e simples, e faz com que todos que leiam seus textos se inspirem.
    A facilidade com que ele consegue defender um tema que é um dos mais polêmicos que existem é fascinante.
  • Marivalton  20/06/2012 23:21
    Um bom marxista nao leu só Marx, mas tb os seus professores, pensadores como Ricardo e Smith. Smith, considerado pai do liberalismo, foi quem nos ensinou que somente a livre concorrencia poderia fzr evoluir a qualidade das mercadorias, dos meios de produçao, e assim diminuir o preço das mercadorias e finalmente o bem estar de todos. Geralmente os marxistas xiitas me acusam de "traidor" e "herege", pois eu, assim como Marx, concordamos com Smith. Óbvio que se eu montar uma padaria e somente eu produzir paes, irei cobrar o prelço que mandar meu coraçao e como o meu coraçao é egoista, o preço nao sera tao justo assim, mas se houver outros padeiros e outras padarias, terei que alem do preço, melhorar a qualidade de meus paes. Se o Estado me proibir de produzir paes e ele proprio prodzir, visto que o Estado nao tera concorrendcia, o pao nao devera ser tao bom e seu preço tao justo. A livre concorrencia nao é questao de simples fator ideologico, mas uma NECESSIDADE. Porem, em uma economai de estado minimo, que nao se intrometa no mercado, quem ira garantir e assegurar que eu nao venha a ser dono e controlar todas as padarias e assim impedir eu mesmo a livre-concorrencia? Meu coraçao egoista? Sou Marxista e estudioso de Smith e Ricardo e por isso defendo um Estado forte, que deva controlar a economia sim, pois do contrario quem podera nos ajudar? A Noruega é um pais que a mais de 20 anos é governada por socialistas, sua economia mescla economia de mercado com economia planificada (socialismo, seu Estado é forte e altamente controlador (regulador). A Noruega esta em 1° lugar do ranking do Pnud em IDH (qualidade de vida), mas a Noruega é rica por natureza, debaixo de suas terras tem de tudo, tem minerios, tem hidrocarbonetos, tem agua etc mas e os paises pobres como o Haiti que foi uma colonia por seculos e teve suas riquezas naturais exploradas e sugadas asssim como Cuba, o que fazer com o Haiti? Veja, Cuba é tao pobre quanto o Haiti e sofreu dos mesmos problemas, foi explorada igual, a unica diferença é que Cuba optou pelo socialismo, hj Cuba é a maior potencia olimpica (per capita), exibe um dos mais altos IDH do mundo, seu nivel de analfabetismo e mortalidade infantil é praticamente zero (esta a frente dos EUA inclusive), tem uma das maiores espectativas de vida (79,9 anos), mais da metade dos jovens possui ensino superior, muitos praticam esportes, dança, musica, etc. A taxa de desemprego de Cuba é de apenas 1,6% umas das menores do mundo, todo mundo tem moradia propria e acesso a saude publica e de qualidade (por isso a baixa mortalidade infantil e alta espectativa de vida), todos tem educaçao pblica de qualidade e segurança. Se o Estado minimo e o livre-mercado é tao eficaz como explicar o cso da NOruega e de Cuba?
  • Fernando Chiocca  21/06/2012 08:01
    Marivalton, você me convenceu quando disse que Cuba é uma potência Olímpica!

    Eu preciso viver no memso país que nasceu um cara que arremessa um martelo mais longe que os caras que fazem isso em outros países!

    O Brasil tem que ficar ainda mais socialista. Temos que copiar Cuba!

    Vamos começar a agredir capitalistas que se atrevem a empreender para satisfazer a demanda livre dos consumidores!

    O que são esses malditos investindo o próprio capital em bens que não existem em Cuba?
    Não precisamos disso! Precisamos é roubar o dinheiro deles e de todo pra treinar um atleta de corrida com ovo na colher e corrida de saco!

    Estou contigo camarada!

  • Juliano  27/06/2012 07:26
    Olimpíadas simplesmente não existiriam sem intervenção estatal (pelo menos nada parecido com a que a gente tem). Boa parte dos esportes olímpicos não tem nenhum apelo junto ao público. Mesmo nos casos dos esportes populares, como é o caso do futebol por aqui, o governo tem um papél fundamental (a maior parte dos estádios ou é público ou é subsidiado). \r
    \r
    Esportes sempre foram uma das maiores formas de propaganda estatal. Todas as ditaduras usam atletas para propagandear as qualidades na nação, Hitler hospedou uma Olimpíada só pra isso (e foi humilhado).\r
    \r
    Não dá nem pra saber como seriam os esportes sem governo. Por que arremesso de disco tem mais suporte que skate, por exemplo? Por que não corrida com ovo na colher? E dança das cadeiras?\r
    \r
    As pessoas são tão condicionadas pelo governo que esquecem que esportes são simplesmente brincadeiras organizadas. Colocam uma importância absurda, a ponto de justificarem ditaduras com números de sucesso na Olimpíada.
  • Luis Almeida  21/06/2012 08:21
    Esses cubistas conseguem a façanha de ficarem cada vez mais caricatos. O argumento deste coitado -- que certamente deve ser doutor universitário; basta checar a pobre escrita do elemento -- é que Cuba é bom porque ganha medalhas olímpicas!

    Quanto ao desemprego, ao que me consta, a Coréia do Norte também tem desemprego zero. Assim como tinha a URSS. De que adianta o sujeito trabalhar se ele não pode usufruir os frutos do seu trabalho? De que adianta trabalhar (naquilo que o governo quer) e não poder consumir absolutamente nada? Agora, se você gosta de ser escravo, por que ainda não foi pra lá?

    Quanto à maravilhosa saúde cubana, o engraçado é que todo mundo fala (porque ouviu de seu professor da oitava série), mas ninguém nunca comprova. Por outro lado, há vários vídeos filmados às escondidas em hospitais cubanos, mostrando a maravilha que é aquilo lá.

    www.youtube.com/watch?v=pKkk8rGFB8o
    www.youtube.com/watch?v=25_RgM1jHeo&eurl
    www.youtube.com/watch?v=N6Ve9wA1cpc&feature=related
    www.youtube.com/watch?v=MK3AnxSgdxA

    Sobre comparar Cuba com Noruega, de fato, as duas são idênticas. A Noruega possui propriedade privada, livre comércio e livre iniciativa, além de literalmente boiar sobre o petróleo, cujas receitas de exportação garantem ao governo um superávit orçamentário de incríveis 10%. Retire o petróleo da Noruega e coisa ficará bastante curiosa.

    Sobre "todo mundo ter moradia em Cuba", faltou dizer que as moradias são coletivas e você não tem liberdade nenhuma para sequer pintar a parede. Lembro-me de, no final da década de 1990, Fidel ter mandado prender um coitado que teve a ousadia de fazer uma reforma no banheiro de sua casa.

    Por último, sobre monopólios, é engraçado você dizer que, justamente quem o provoca, o governo, é quem pode evitá-lo. Como?

    Cite-me um só caso de monopólio ou oligopólio formado em um setor totalmente livre de intervenções governamentais, isto é, um setor que não seja regulado por agências reguladoras e que não haja barreiras burocráticas à entrada.
    Por outro lado, todo e qualquer monopólio e oligopólio que existe hoje, existe justamente em setores regulados pelo estado. E você vem me dizer que eu tenho de agradecer ao estado porque, não fosse ele, eu estaria vivendo sob monopólios?

    Recomendo estes artigos:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)


    De nada! E pode voltar sempre para continuar se educando. Ei, aqui é tudo de graça! Fidel aprovaria.
  • Augusto  21/06/2012 17:16
    "Retire o petróleo da Noruega e coisa ficará bastante curiosa."\r
    \r
    Retire o petroleo da Noruega e o resultado sera a Suecia, um lugar horrivel de se viver ;-)
  • Leandro  21/06/2012 17:38
    Baseado em que teoria você diz isso? Eu acho bastante duvidoso. A Noruega, com toda a sua exportação de petróleo, que permite um superávit orçamentário de 10%, pode se dar a vários luxos assistencialistas que a Suécia não pode. Exatamente por isso, a Suécia possui uma economia mais livre que a Noruega (menos regulamentações, mais livre comércio). Se não fosse, não teria como ela produzir a riqueza necessária para sustentar seu estado.

    Se a Noruega perdesse o petróleo, e mantivesse exatamente a mesma estrutura econômica de hoje, a teoria ensina que ela seria pior que a Suécia.
  • Augusto  22/06/2012 02:51
    OK, entendemos a mesma frase de forma diferente.\r
    \r
    Eu havia entendido "retire o petroleo da noruega" como "imagine que nao houvesse petroleo na noruega". E o meu raciocinio eh: antes da descoberta do petroleo na noruega, os paises eram muito similares - e em muitos aspectos, ainda o sao.\r
    \r
    Voce entendeu como "imagine se o petroleo da noruega acabasse". Realmente, se o petroleo acabasse de um dia para o outro, a situacao ficaria muito "curiosa", mas eu ja estive la e posso garantir que ainda tem muito petroleo para ser tirado ;-)\r
    \r
    Se nao tivesse descoberto petroleo, acredito que a noruega teria seguido o mesmo caminho da suecia: primeiro um inchaco estatal nas decadas de 70 e 80, crise no inicio dos anos 90 e "revelacao" de que gastar sem ter dinheiro nao da certo. Ai, a partir de meados dos anos 90, uma liberalizacao da economia.\r
    \r
    Uma coisa que eu acho que faz com que a suecia "de certo" apesar do seu modelo essencialmente estatista, eh que os servicos geralmente sao prestados no nivel do municipio. Eu lembro ate de pessoas que tinham dificuldade de passar de uma escola em um municipio para outro, porque os curriculos eram diferentes. Exatamente o mesmo que acontecia comigo aqui no Brasil, em escolas privadas (embora por serem privadas e quererem clientes, havia sempre solucao!).
  • Someone  22/06/2012 05:34
    Augusto, tenho um amigo sueco e ele comenta que a Noruega era um "lixão" quando comparada à suécia antes do petróleo. A "opinião geral" deles é que a Noruega é um bando de retardados que acharam petróleo. Afirmar que sem o petróleo eles seriam iguais é um salto de fé, dado que antes já não eram.
  • Augusto  22/06/2012 15:15
    os noruegueses dizem a mesma coisa dos suecos. eh a mesma coisa que pedir a um brasileiro que opine sobre a argentina, ou vice-versa. ;-)\r
    mas serio, nao quero me alongar nessa discussao, vamos em frente, porque isso eh completamente irrelevante para o tema principal...
  • Alguem que nao rouba o povo  22/06/2012 17:05
    Não meu caro, não é opinião. Tu nunca vê NENHUM norueguês questionando isso pois eles eram pobres perto da Suécia antes da descoberta do petróleo nos '60. Se tens dúvidas, google it! Antes do petróleo a Noruega estava atrás de todos os países relevantes da europa ocidental anglo-saxã, e inclusive atrás da Argentina em GDP per capita. Nos '50, por exemplo, o GDP per capita da Suécia era 40% - QUARENTA PORCENTO - maior que o da Noruega ($5k contra $7k). Era metade do indicador dos EUA, menor que da França DESTRUÍDA pela guerra e pouca coisa maior que o da Alemanha que teve TODA a sua indústria posta abaixo por carpet bombing. Se quiser pegue qualquer outro indicador de riqueza e o resultado será semelhante.
  • anônimo  01/04/2013 15:53
    Se é por causa do petróleo, então porque a maioria dos membros da OPEP são pobres? A OPEP é compostos por países ricos em petróleo.
  • Eliel  21/06/2012 06:09
    "O que produz objetos úteis não é o esforço físico em si, mas o esforço físico adequadamente dirigido pela mente humana para consecução de objetivos específicos.

    Quanto maior (com o avanço do bem-estar geral) for o papel dos bens de capital e quanto
    mais eficiente for sua utilização na cooperação dos fatores de produção, mais absurda se torna a glorificação romântica da simples realização de trabalhos manuais de rotina."


    Eis mais uma pérola do Sr.Mises que, penso eu, ecaixa-se aqui ao longo dos comentários.
    Encontra-se na pagina 418 em pdf do "Ação Humana".
  • anônimo  21/06/2012 08:08
    Caramba, dêem uma olhada no Thingiverse! aquilo vai simplesmente matar o artesanato e o mercado suvernir's. Já é possivel imprimir carrinhos de brinquedo!
  • Bernardo  21/06/2012 16:23
    Eu sinceramente não vejo nada de mais nessa impressora 3D, ela nada mais é do que uma maquina que modela objetos a partir de algoritimos computacionais, isso já é usado na industria a tempos, mas ok o fato dela ter se tornado pessoal, é algo realmente muito interessante. Mas imaginar que com ela é possivel produzir tudo o que queira, é um exagero, voce vai produzir um carro com ela? Voce ia precisar de inúmeros materiais diferentes, ela é boa pra criar modelos de plástico, objetos que usam materiais simples, mas ainda ta muito longe de produzir tudo o que precisamos.
    Com certeza é um avanço, e quem sabe daqui uns 100 anos, podemos ter impressoras que produzem tudo o que uma pessoa precisa pra viver.
  • Rene  21/06/2012 18:48
    Não é por nada, Bernardo, mas em 1980, quem imaginaria que os computadores seriam capazes de fazer tudo o que eles fazem hoje? E olha que os computadores já existiam naquela época, mas eram só monstrengos super limitados, que só grandes corporações eram capazes de usar.

    É difícil imaginar o quanto uma simples invenção pode revolucionar o mundo nas mãos de pessoas criativas. Quando foi criada a primeira filmadora, o criador do equipamento só pensou na utilidade de gravar vídeos de paisagens, lugares, pessoas, como se fosse uma fotografia animada. Até que uns loucos resolveram gravar uma história, inventando assim o cinema. O próprio computador motivou a geração de toda uma indústria, que seria impensável anos atrás, mas que hoje são essenciais. A evolução da tecnologia, motivada por empreendedores em busca de lucro, pode acontecer muito mais rápido do que pensamos. Ainda mais em nosso mundo onde existe tanto acesso à informação. E as consequências que esta nova tecnologia poderá trazer são igualmente imprevisíveis.
  • Matheus  24/06/2012 19:20
    Mais uma vez um otimo texto do senhor Tucker. Ele tem um poder de persuasao fora do comum... Mas uma coisa pode ser acrescentada, quando ele fala que os lucros de uma empresa sao "temporarios" por causa da inovacao. Isso acontece especialmente com empresas de tecnologia, que inventam coisas que podem ser facilmente substituidas por outras mais modernas. Agora com produtoras de bebidas, siderurgicas que produzem lingotes de aco, mineradoras, enfim, empresas que produzem algo mais "perene", isso se torna menos recorrente.

    Abracos
  • É vedado o anonimato  08/08/2012 04:19
    Já que o artigo é sobre impressoras 3D, vocês já viram isso?
    defensedistributed.com/

    E detalhe, eles aceitam doações em bitcoins!
    Até agora já receberam 20.96536 BTC (~R$428,41 na cotação de hoje)

    zipmeme.com/uploads/generated/g1344412063921302481.jpg
    :=D
  • Deilton  03/09/2012 06:57
    www.tecmundo.com.br/armas-de-fogo/27309-homem-fabrica-armas-de-verdade-com-impressora-3d.htm

    Quero ver como os governos vão controlar o porte de armas. No futuro poderemos fabricar nossas próprias armas em casa.


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