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A economia das falácias

O governo brasileiro vem promovendo uma verdadeira marcha à ré em termos de intromissão nas liberdades individuais e econômica. A "coisa" chega a impressionar pela intensidade, pela atrocidade e — naturalmente — pela necedade (um eufemismo para burrice). Semanalmente, para não dizermos diariamente, somos surpreendidos por medidas governamentais que nos fazem pensar que voltamos à metade do século passado, àquele período em que ainda se acreditava que as teorias ditas "desenvolvimentistas" da Cepal poderiam produzir resultados bons. Haja paciência!

Neste artigo, vamos apenas mencionar algumas falácias que serviram de base para muitas dessas medidas, ressaltando a tristeza com que escrevemos isso, já que coisas assim deveriam fazer parte apenas de livros de história, para servirem como exemplo daquilo que não deve ser feito.

A primeira é a ideia de que A é pobre porque B é rico, A e B podendo ser pessoas, regiões, países, etnias, gêneros, etc. Tal bobagem, derivada da teoria da exploração de Marx, simplesmente desconhece (ou finge desconhecer) que a história é dinâmica. Conduz, por exemplo, à política externa do PT, que parece guiada por um pretenso teorema, segundo o qual o somatório das pobrezas seria igual à riqueza...

A segunda deriva da primeira. É a crença de que a tributação deve ser "progressiva", algo como um "corolário ou lema de Robin Hood"...  Ora, todo e qualquer tributo nada mais é do que uma extorsão praticada por um agressor, no caso, o estado, contra cidadãos e empresas. Se você é rico, a agressão deverá ser maior do que se você for pobre, segundo os gênios que defendem essa teoria (e não são poucos). Se assim é, para que trabalhar ou empreender para ser rico, então? Mas essa pergunta não passa pela cabeça dos que acreditam nesse conto da floresta de Sherwood...

Estas duas primeiras falácias ilustram perfeitamente como é grande a ignorância a respeito das causas da riqueza, que são as recíprocas das causas da pobreza, bem como a absoluta falta de compreensão de que a economia não é um jogo de soma zero.

Uma terceira falácia é a ideia de que a legislação trabalhista e seus penduricalhos, como o salário mínimo, os encargos e os sindicatos protegem os trabalhadores, o que, em um governo que tem nos sindicalistas uma de suas bases de apoio, tem sido levado às últimas consequências. Na verdade, como escreveram Mises, Rothbard, Hayek e praticamente todos os austríacos, essa legislação apenas prejudica os trabalhadores, além de provocar desemprego.

A quarta é que políticas industriais seriam boas para o crescimento da economia. Ora, essas políticas nada mais representam do que escolhas, por parte dos que detêm o poder, de quais setores serão beneficiados e, consequentemente, de quais serão prejudicados. Além disso, partem do pressuposto teórico de que os burocratas são mais bem informados do que o processo de mercado, para ditarem quais setores são merecedores da ajuda do governo e quais devem ser punidos. Claramente, é um convite a lobistas, um desvio da função empresarial e um convite à corrupção.

A quinta é que o protecionismo é bom para enfrentar a concorrência estrangeira. Sem dúvida, esta é uma proposição que mostra que o mercantilismo está mais vivo do que nunca. Querem que você, consumidor, compre, digamos, um carro ou um computador produzido no Brasil, de qualidade duvidosa e preço exorbitante, quando poderia comprar um modelo importado, melhor e mais barato. Ou que voe em duas empresas que oferecem serviços precários e cobram caro, quando poderia voar em outras empresas estrangeiras, com serviços melhores e mais baratos. Sua opção restringe-se a: aceita uma balinha ou uma barra de cereais, senhor?

A sexta é que exportar é "bom" e importar é "ruim", tolice que equivale a afirmar que "vender é melhor do que comprar". Haja paciência para suportar tanta ignorância. Em artigo recente, Leandro Roque mostrou a situação ridícula criada pela Receita Federal, que resolveu intensificar a fiscalização nos aeroportos internacionais brasileiros, para evitar que tragamos produtos de "alta periculosidade para a segurança nacional", como computadores, camisas, vinhos e outros produtos de qualidade superior e que podem ser comprados a preços baixos no exterior. A falácia de que comprar é ruim e vender é bom é, pura e simplesmente, mais um exemplo de mercantilismo regado a teorias "macroeconômicas" de sabor keynesiano. Ou seja, duas bobagens em uma! Mamma mia, será que esses caras não conseguem perceber que países não compram e nem vendem nada? Que quem faz isso são pessoas físicas e empresas? E que, em transações livres, quem compra sai satisfeito, assim como quem vende? Ah, o déficit externo, dirão alguns... Caramba, que se dane o déficit (ou o superávit) externo das "contas nacionais", até porque, se a taxa de câmbio for flutuante, a tendência é que eles sejam eliminados!

Uma sétima falácia vem sendo usada para sustentar diversos pacotes do governo desde o segundo mandato de Lula: a de que as políticas de estímulos ao consumo seriam ótimas para o crescimento da economia e, de tabela, para esconjurar a maldita "crise internacional". Ora, assim como Esaú, que trocou os privilégios de sua primogenitura por um mero prato de lentilhas, essas políticas conseguem no máximo proporcionar um boom artificial, logo seguido por recessão ou por uma mistura de recessão com inflação, conforme a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE) não se cansa de ensinar. 

Uma derivada dessa falácia é a crença de que o governo é que deve determinar qual deve ser a taxa de juros. E que, se a presidente do país obrigar os bancos oficiais a reduzirem os juros (leia-se, a trabalharem no vermelho), os bancos privados também reduzirão suas taxas de juros. Aquela senhora de Brasília parece desconhecer, primeiro, as verdadeiras causas das altas taxas de juros no Brasil (déficit público, inadimplência, elevada taxa de recolhimento compulsório e altos impostos); segundo, que as taxas reais de juros não obedecem a comandos ou ordens de alguma "sargentona", mas sim a forças de demanda e oferta de fundos; e terceiro, que se pode perfeitamente levar um cavalo até a beira de um rio, mas não se pode obrigá-lo a beber água... Por fim, mostra também absoluto desconhecimento da TACE — o que não é de se estranhar. Juros artificialmente baixos hoje significam necessariamente juros altos amanhã, cara senhora!

Finalmente, a falácia mãe, a de que o estado deve ser o "indutor" do crescimento. Com certeza, os mercados são "burros" e os burocratas iluminados, para quem acredita nisso! Além disso, o conhecimento dos burocratas das circunstâncias de tempo e lugar é infinitamente superior aos dos agentes individuais... Ah, quanta pretensão! Não precisamos mais do que um argumento para rebater prontamente essa falácia: quando alguém lhe disser isso, reaja perguntando a seu interlocutor se ele conhece algum exemplo de economia que conseguiu se desenvolver sob a tutela do estado. Fale da antiga URSS, de Cuba, do caos que está vivendo a Venezuela, da ilusão que foi a Suécia. Enfim, há dezenas de exemplos para refutar essa bobagem estatista.

Dói saber que a economia do Brasil vem progressivamente, sob a batuta do PT, submergindo nessas falácias e nas políticas que elas geram. Vamos precisar, depois, de décadas para consertar tantas asneiras...

Estamos em plena era da economia das falácias. Sinceramente, eu não aguento mais!


1 voto

autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • Diego  01/06/2012 07:14
    Adaptando uma citação do Chris Rock:
    "Não argumente! Nós nunca iremos convencer um estatista argumentando. Porque quando se trata de uma discussão nós, os liberais, precisamos fazer algum sentido."
  • Max  01/06/2012 07:23
    Faço desse desabafo o meu também, professor Iorio. É absurdo.

    Porém, que seja a voz dos verdadeiros economistas mais altas do que as dos keynesianos e marxistas, na hora de apontar as razões da conta que vem por aí. Espero sinceramente que o mercado não leve a culpa, como historicamente os políticos e estatistas tentam-lhe atribuir.
  • Eduardo  01/06/2012 08:00
    Tenho uma seria duvida a respeito de do porque estimular as industrias locais por meio de subsídios do governo não é bom.
    Mas o fato de nos não termos determinado industria aqui no nosso pais não nos faz meio que dependentes de outros países?Caso esse pais que exporte determinado produto para nos entre em crise e não consiga mais produzir esse produto, o que nos faríamos?seria uma oportunidade pra tentar desenvolver essa determinada industria?simplesmente importaríamos de outro pais que nos ofereça boas condições?

    Veja que essas duvidas são exatamente o que professores desenvolvimentistas sempre nos dizem na faculdade. Encontrei aqui no IMB muitas respostas para as falacias que são ditas por eles, mas sempre fica uma ou outra incógnita e seria importante para nos estudantes de economia que ficamos nas mãos de professores que tem essa visão deturpada das coisas.
  • Rene  01/06/2012 09:27
    Depende de que tipo de dependência que você esteja falando, e de quais produtos. Dificilmente teremos produtos que apenas um único país seja capaz de produzir. E mesmo que seja o caso de não existir nenhum produto equivalente, é possível que este produto sofra com a concorrência de bens substitutos, e sempre existirá a ameaça de novos concorrentes se a produção do mesmo for lucrativa. Considere também que, mesmo que o produto seja produzido no Brasil, é muito provável que seja necessário importar peças de outros países. \r
    \r
    A economia é algo absurdamente dinâmico, com incontáveis variáveis interdependentes. Se o país que fornece bens para o Brasil entrar em algum tipo de crise, seja uma guerra, desastre natural, ou qualquer coisa do gênero, e não puder mais fornecer o produto, o preço deste irá subir. O consumo do bem irá diminuir, mas como ocorreu uma escassez repentina, é até desejável que o consumo diminua até a situação se normalizar. Se a situação do país não se reverta, é bem possível que empresas de outros países menos eficientes, que antes não eram opções vantajosas, ocupem a fatia de mercado, e até mesmo é possível que outros empreendedores entrem no mercado, tendo em vista a perspectiva de lucro em um mercado com alta demanda e pouca oferta. No longo prazo, as coisas terão se ajeitado.\r
    \r
    Agora, quando se trata de subsídios, incentivos e protecionismo de produtos nacionais, nós saímos perdendo em qualquer situação. Em tempos de prosperidade, somos obrigados a pagar um preço mais alto por produtos de menor qualidade, que em um livre mercado, não teriam condições de concorrer com o produto extrangeiro. E na época de crise, é bem possível que o preço dos insumos do produto nacional também subam. Assim, o preço do produto nacional vai subir para nós também, isso se a escassez de algum componente não paralizar a produção. E enquanto o produtor nacional se sentir confortável de que os concorrentes extrangeiros mais eficientes não representam nenhum perigo, este não terá tantos incentivos para investir em tecnologia, processos, e baixar os preços. Adicione a isso a nossa carga tributária pornográfica, os péssimos e caros modais de transporte de mercadorias, e as regulamentações estúpidas que saem do governo como pãozinho do forno de padaria, e podemos ver porque a vida está cada vez mais cara.
  • Max  01/06/2012 10:13
    Daí você tem que se perguntar porque precisam ser estimuladas em relação as indústrias de outros países, não é?

    Tem noção de como é difícil produzir no Brasil, por questões tributárias e de regulação estatal? Se essas questões forem reduzidas sistematicamente, a necessidade de estímulo e proteção também diminui. Estimular um setor é solução do Estado para um problema que ele mesmo cria.

    No mais, se uma indústria - como a têxtil, de eletrônicos e outras - é mais produtiva em outro país, o que é melhor para o povo em geral? Gastar menos % da sua renda com esses bens e investir o que sobra em outros setores, gerando empregos em outras atividades, ou consumir tudo aqui a um preço mais alto? Diferença é que no primeiro caso o povo tem mais de um bem com aquela fração porcentual da renda, e no segundo só um. Aumentando assim o padrão de vida no primeiro caso.

    E mesmo que, com estímulos, as indústrias aqui vendam os bens no mesmo preço ou abaixo do que se compraria lá fora, isso não veio de graça, e esses impostos sobre essas indústrias - ou a de quaisquer outras em outros setores [lembra da história dos amigos do rei?] - é financiada por meio de impostos, logo tem um impacto reduzindo a renda e o poder de compra da população.
  • Atylla  01/06/2012 14:03
    Se todas as barreiras comerciais brasileiras fossem abolidas amanhã, os consumidores brasileiros não iriam ficar no paraíso comprando ipads, tennis e vinhos baratos. O dólar iria disparar já que a demanda dos importadores e consumidores brasileiros seria alta, só podemos importar se exportamos, assim como um trabalhador só pode comprar se trabalhar ou tiver uma poupança. Existe uma outra alternativa convencer as empresas internacionais a receber os seus pagamentos em Reais, assim comprariamos o mundo criando moeda como os EUA.
  • Tiago Moraes  04/06/2012 08:19
    Nada a ver, se o Brasil aumentasse fortemente as importações, a forte demanda por dólares faria com que a moeda americana se apreciasse, fazendo com que os custos com importações subisse e os preços com exportações caísse, tal fato no final das contas ajudaria o Brasil a exportar mais e a fechar a balança comercial com saldo positivo. O que os burocratas do governo não entendem é que é correto que a balança comercial ora seja superavitária e ora seja deficitária, mas essas políticas loucas de manter superavit's ad infinitum terminam por prejudicar a própria produção interna.
  • Atylla  10/06/2012 09:57
    Como nada a ver? vc apenas repetiu o que eu escrevi, claro que com a alta do dolar os produtos e serviços brasileiros ficariam mais barato em relação ao dolar o que aumentaria as exportações até que o mercado chegasse ao equilíbrio. Resumindo, não haveria desemprego em massa na nossa indústria.
  • Fernando Za  22/06/2013 21:50
    Retire boa parte dos impostos digo no Macro e veja se conseguimos ou não concorrer com as industrias estrangeiras, será que podemos, pense em energia, matéria prima e mão de obra, insumos etc... somos um forte concorrente para os produtores estrangeiros mas tendo o Govergo como sócio majoritário fica complicado mesmo!
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  01/06/2012 08:35
    Prezada equipe IMB

    O texto é muito bom por ser muito direto e didático sobre o tema.

    Aproveito a oportunidade para parabenizar o Instituto Ludwig Von Mises Brasil pelo conjunto da obra.

    Há algum tempo eu tenho o imenso prazer de ler os vários textos produzidos e traduzidos por vocês.

    Numa noite de meados de 2009 eu procurava um texto na internet sobre liberalismo clássico porque eu sentia falta de ler algum material sobre liberdade.

    Um dos primeiros textos que apareceram foi do site de vocês.

    Era um texto tão grande que eu não consegui ler pelo computador porque cansava a minha vista. Assim, eu imprimi o documento.

    Depois deste dia eu comecei a ler com certa regularidade o site e já imprimi vários textos de vocês.

    Eu tenho duas pastas grossas de plástico só com textos do site!

    Frise-se que em mais de 20 anos frequentando as melhores instituições educacionais da minha cidade eu nunca tinha ouvido falar do Ludwig Von Mises ou dos demais libertários. Isto é muito grave e trágico.

    Fiquei impressionado com a boa qualidade dos textos, mas principalmente com o fato que considerado mais importante do site: OS TEXTOS DO INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL SÃO COMPLETAMENTE DESPIDOS DE QUALQUER CONTÉUDO QUE LEMBRE VAGAMENTE UMA MILITÂNCIA PARTIDÁRIA.

    Eu gosto muito de ler textos de jornalistas e de buscar na internet sites para complementar minha educação, mas sempre me irritava uma militância partidária disfarçada na imprensa tradicional.

    O site de vocês é mais honesto e coerente que eu conheço porque faz a defesa do mercado de forma clara, aberta e direta.

    Vocês publicam e traduzem livros, organizam cursos e até fazem conferências com o comparecimento de personalidades consagradas internacionalmente do mundo libertário.

    É incrivel que vocês tenham montado uma entidade com estes valores e conceitos numa sociedade tão estatista como é a brasileira.

    Dou meus parabéns a toda a equipe do IMB pelo conjunto da obra e desejo muito sucesso a todos vocês.

    Nenhuma idéia é melhor do que ser livre.

    Abraços
  • Erick  01/06/2012 10:06
    Outra bola dentro do Professor Ubiratan;
  • Carlos Eduardo  01/06/2012 10:49
    Como estudante de História, sei o quanto é complicado retirar da cabeça do povo brasileiro uma mentalidade estatista que vem, basicamente, desde o período colonial e que permaneceu e se intensificou durante toda a trajetória política e econômica do país. Infelizmente, tenho que ser pessimista quanto a uma mudança nisso. Mas quem sabe, com a atuação do Instituto Mises e das várias pessoas que lêem os artigos no site, que com certeza não param de aumentar em número e em vontade de mudar a situação, que algo possa ser feito para enfim, mudar o status quo. Abraços.
  • Filipe Nava  01/06/2012 21:04
    Carlos, como estudante de história como você sei que num primeiro plano, a principal barreira ao liberalismo e o anarco-capitalismo se encontra nas universidades. O pensamento socialista/marxista predomina com palavras "de ferro" nos meios acadêmicos de cursos em ciências sociais. É das universidades que saem muitos profissionais e políticos que irão influenciar bastante na economia brasileira. Ainda que os interesses pessoais possuam força expressiva na formação política-ideológica dos futuros políticos, as teorias e as ideias ensinadas, discutidas e disseminadas dentro dos meios acadêmicos também são importantes para que mais mentes se conscientizem da realidade histórica econômica que atravessamos.

    Sei que não existem soluções grandiosas ou revolucionárias para uma gradativa mudança das noções de economia, política e sociedade que permeiam as mentes dos que tem poder para desenvolver o país (ilusão esta que está profundamente enraizada nos marxistas), mas todo primeiro passo rumo á objetivos pró-liberalismo devem começar na conscientização, primeiramente de si para depois enfrentar o pântano ideológico em que os intelectuais do social se encontram.
  • Roberto Maia  01/06/2012 10:54
    Querem ficar tristes? Leiam os comentários do vídeo abaixo:


    www.youtube.com/watch?v=26H5d_chEO4



  • Camarada Friedman  01/06/2012 16:44
    Sempre assisto os vídeos do Daniel Fraga. Tirando aquela baboseira neo-ateista que ele solta(tbm sou ateu) acho que esse cara faz um bom trabalho. E não duvido que ele acabe ajudando ah aumentar o numero de jovens interessados em economia.

    Eu ja cansei de "tretar" com esquerdistas nos vídeos dele. É engraçado como a maioria dos ateus militantes são esquerdistas... ele é uma figura unica na Internet.

    Você quer ficar triste Roberto ?
    Veja essa resposta que um rapaz deu pra ESSE vídeo dele:



    Achei esse vídeo em um blog esquerdista-cotista-gayzista-negrista-verdista chamado Bule Voador... hahah comparar aquilo la com o mises.org.br é de cagar :)
    Deem uma olhadinha, é interessante reparar na moral de "eu sou bonzinho" dessa gente.
  • Ronei  10/06/2012 18:15
    Tive que deixar uma resposta para o idiota.

    "kkk Foram aproximadamente 25 minutos de risadas sem parar. Obrigado mesmo animou meu domingo. Nunca leu Menger, von Mises ou Hayek. Não tem a menor ideia do que é a teoria do valor subjetivo, praxeologia, sobre o que é inflação, dispersão do conhecimento, da diferença entre um capitalismo de mercado e de estado(ou compadre). Além de falar das "pobres" crianças forçadas a trabalhar kkk. Mas ainda bem que existe um empresário ganancioso disposto a vender esse delicioso suco em caixa para você!!! "
  • Gustavo Sauer  01/06/2012 11:15
    O que mais me irrita nisso tudo é o papel totalmente cúmplice da mídia aberta na divulgação dessas medidas autoritárias e equivocadas do governo. Os jornais televisivos são de longe os piores. "Jornalistas" robôs repetem as medidas do dia adotadas pelo governo sem nenhum debate ou contestação. Em se tratando de economia, o status quo keynesiano está totalmente impregnado na mídia, infelizmente.
  • Julio dos Santos  01/06/2012 17:02
    Mas Gustavo, no atual sistema de concessão de canais, não existe probabilidade alguma de uma emissora televisiva criticar abertamente o governo federal. As faixas de frequência são de propriedades da união e não dos conglomerados de mídia. A maior margem de lucro destes conglomerados vem destas frequências, sendo assim o poder de barganha do estado é gigantesco. Além disso, a forma como estas concessões foram feitas foi bastante nebulosas, deixando esta relação sob eterna ameaça de que a "opinião pública" pode derrubar estes contratos a qualquer momento. Ta tudo errado, não existe esperança alguma em qualquer conglomerado de mídia tupiniquim...
  • Gustavo Sauer  01/06/2012 19:31
    Infelizmente a sua ponderação está correta também =´[
    Mas ainda bem que as mídias eletrônicas estão se popularizando. Se o governo não acabar com a liberdade na internet, há uma esperança de sites como o mises terem um impacto positivo e grande na opinião predominante.
  • Paulo Sergio  02/06/2012 04:24
    Jornalistas tb recebem doutrinação esquerdista nas faculdades.
    Tb por isso achei um milagre terem acabado com a exigência de diploma pra profissão de jornalista, as vezes coisas estranhas acontecem
  • Hay  02/06/2012 07:22
    Uma vez um sujeito formado em jornalismo me disse "mas se qualquer um puder praticar jornalismo sem ser graduado na área, meu diploma não serve para nada!".
    Eu respondi "se a única forma de você conseguir um emprego é tirar do mercado pessoas sem diploma, então seu diploma realmente é inútil"
  • Pedro Valadares  01/06/2012 11:44
    E para completar, o Governo ainda se acha no direito de ditar preceitos morais e hábitos saudáveis, censurando propagandas que ofendam determinado grupelho ou impedindo a venda de remédios em supermercados e até vetando a venda de determinados medicamentos.

    É como disse Mises, uma medida intervencionista causa outra e logo o país estará vivendo uma economia totalmente estatizada.
  • Sergio  01/06/2012 12:12
    Professor,

    Um artigo muito bem escrito e de uma clareza e objetividade impressionantes.
    Infelizmente, Guido Mantega, a Sargenta e os outros mandões não vão ler e se talvez lessem, não entenderiam. Estão cegos, são apóstatas, doutrinados por décadas de pensamento marxista e keynesiano.

    Considerando que a economia atua por leis naturais e universais, mais cedo ou mais tarde, independentemente da vontade dos "desenvolvimentistas", tudo isso irá ruir e o estrago será grande, especialmente nas classes mais baixas.

    Acredito na auto-determinação dos povos. Vejamos o exemplo grego. Se querem votar na Syriza e se espatifarem, azar o deles. No nosso caso, se foi o desejo das urnas esse modelo e se isso vai trazer atraso e pobreza, então sofrerão mais aqueles menos preparados para os solavancos.

    O que não podemos deixar de fazer é estudar e entender os processos civilizatórios (economia, direito, administração, ...). Pessoas como o senhor, professor Ubiratan, devem continuar semeando o conhecimento, fortalecendo a ciência e agregando mais pessoas (eruditos ou leigos, como eu) em torno de ideias e em defesa irrestrita da LIBERDADE INDIVIDUAL.
  • Felix  02/06/2012 13:16
    Gostei do seu comentário sobre autodeterminação dos povos
    mas acho que isso não significa necessariamente o sistema democrático que hoje conhecemos que está mais pra ditadura da maioria
  • Max   01/06/2012 15:17
    Excelente artigo do prof. Iorio. Realmente estamos perdendo tempo precioso com esse bando de toupeiras comandando o espetáculo.

    O que nosso país precisa é de menos estado (com e minusculo como faz o professor), menos impostos, menos burocratas e mais poupança com investimentos de longo-prazo.

    A cada dia que vejo o Sr. mantega na internet fazendo um discurso dá vontade de chorar...
  • Conservatore  01/06/2012 17:38
    Sou estudante de Ciências Sociais e, o que menos se aprende em meu curso é sobre economia em si. Já a marxista, é "pregada" o tempo todo.Vou ter de compensar, lendo outros autores. Questiono alguns professores, mas, sem sucesso, com exceção de dois, que, diga-se, são o motivo de eu não ter abandonado o curso.
    Num destes questionamentos, perguntei a uma professora: Em vez do governo ficar impondo barreiras a produtos importados, com a desculpa de proteger os nacionais(proteger de que, nós nem temos produtos para concorrer, em se tratanto da área de informática, que era o tema do assunto), por que, não investe na base, para dai competir em melhores condições com os importados. Não obtive resposta.
  • Andre Cavalcante  01/06/2012 19:00
    É que esse teu raciocínio seguiu uma lógica, o que os maxistas tem muita dificuldade de acompanhar... (hehehe :) )
  • Absolut  01/06/2012 20:27
    Por favor, continue no curso! Será um pioneiríssimo sociólogo libertário. Terá grande mérito!
  • Paulo Sergio  02/06/2012 04:27
    Governo não investe 'na base' de nada, onde ele estra só estraga.
  • Bernardo  01/06/2012 20:21
    Marxistas não pensam, eles leem Marx e ficam repetindo as mesmas merdas sem argumentar nada.
  • Prentice Franco  01/06/2012 21:28
    Em relação às falácias mencionada no artigo e enumeradas faço as seguintes ressalvas ;

    Na primeira ideia enumerada do artigo onde A é pobre Porque B é Rico não procede a principio, mas quando há indutores de recursos do erário público para B , um governo que transfere riqueza por meio de tráfico de influência, fraudes, isenções fiscais duvidosas, desvio de verba pública, sim, A fica pobre por causa de B que fica rico..

    Em relação a terceira, faço um complemento; o financiamento de sindicatos com verba pública, como compra de apoio por parte do governo para que o mesmo crie medidas populistas que criam entraves para o desenvolvimento do mercado, atrelamento do salário mínimo ao crescimento do PIB, o aumento dos benefícios trabalhistas que afetam diretamente os gastos do governo e das empresas que vem inviabilizar possíveis potenciais de crescimento em diversos setores.

    A quarta retoma a primeira, quando se trata do estado indutor de recursos, não pelas necessidades do mercado e no que ela advém, mas pelas práticas corruptivas que corrói os pilares de sustentação de uma economia solida e prospera.

    Quinta; A limitação das relações comerciais entre os países que não são muito amplas, pelo fato dos ter uma economia limitada a certos segmentos que não é desenvolvida em toda plenitude.

    A sexta ideia retoma a quinta, quando há limitação entre as relações comerciais existe poucas alternativas para a troca de mercadoria entre os países tais limitações se deve a diversos fatores que entre eles educação deficitária, falta de investimento em pesquisa, complacência de políticos com o descaso à essas limitações e outros.

    A sétima falácia eu discordo; Quem deveria ditar a taxa de juros, o spread bancário, o volume do compulsório, seria o mercado, nada é mais certo, mas quem regula o Risco? Será que é o mercado mesmo ou tem forças ocultas que distorce essa percepção??

    Dou como exemplo a crise do subprime que está ecoando até hoje, as agencias de classificação de risco não percebeu ou se omitiu, quem me diz que não esteja se omitindo o real risco brasileiro. Como é concebível o Brasil ter um grau de risco maior que certos países da Zona do euro em crise, as diretrizes sem nexo na classificação de risco do nosso país, tendenciosa a exploração monetária, neste caso quando apresenta distorções reais e claras, em práticas abusivas, monopólio e cartelização de preços o estado deve intervir como ajuste.

    Em relação a falácia mãe se resume em corrupção para se perpetuar um certo grupo no poder de modo que se aliena todos os potenciais produtivos em troca do financiamento politico, vaidade, poder. E bem evidente quando se olha os financiamentos do governo pelo BNDES, que beneficia ´só uma quantidade seleta da grande indústria: A JBS é a maior tomadora de recursos e emprega mais nos Estados Unidos que no Brasil, Eike Batista se tornou Bilionário da noite para o dia como? O governo que comete ingerências, praticas de inibidoras de investimento, cria situações que afastam o capital estrangeiro, exemplo e a BMF & Bovespa sendo um dos índices globais que mais se desvalorizaram entre os mercados emergentes, o baixo crescimento entre os emergentes e o reflexo de tudo de errado que esse governo vem fazendo que está por vir.



  • Johnny Jonathan  01/06/2012 23:38
    pt.wikipedia.org/wiki/Livre_mercado

    Essa ignorância aqui é absurda. Me sentir no dever de editar totalmente o artigo, se não fosse a minha falta de confiança. ds
  • Paulo Sergio  02/06/2012 11:21
    E 5 min depois ia voltar tudo
  • anônimo  02/06/2012 10:38
    Eu li um artigo do Emir Sader que dizia que uma sociedade onde todos são pobres e iguais é mais justa que uma sociedade onde há ricos e pobres.

    A ideologia dessa gente é basicamente a inveja.

  • Pedro M  02/06/2012 21:43
    Artigo excelente, um dos melhores que já li. O que o país precisa é de menos intervenção estatal na economia. Faço desse artigo meu desabafo também! Parabéns pelo artigo prof° Ubiratan.
  • Carlos Araújo  03/06/2012 15:55
    Pessoal, estava olhando no site do tesouro, e eles tem uma previsão de redução da dívida (%PIB).

    Essa previsão seria pelo fato de que eles prevem que o pib estará sempre em alta?(reduzindo a divida em %).

    O PIB leva gastos governamentais como algo positivo, como estes dois fatores se interagem?

    Como seria a ideia por trás do PIBXdivida em que um é integrante do outro.

    Obrigado e desculpa usar o site como curso :D
  • Leandro  05/06/2012 14:21
    Em dezembro de 2011, a dívida total do governo federal era de R$2,535 trilhões. O PIB de 2011 foi de R$4,143 trilhões, o que dá uma relação dívida bruta/PIB de 61%. É essa a relação que interessa; é essa a relação com que todos os países trabalham.

    Mas o governo brasileiro, que sabe que tem uma mídia subserviente, divulga a relação dívida líquida/PIB, cujo valor é menor (por volta de 35%) e facilmente manipulável.

    A dívida líquida apresenta tendência de queda porque o governo está recorrendo à engenhosa medida de expandir o gasto por meio dos bancos públicos, medida essa que neutraliza a dívida líquida ao mesmo tempo em que aumenta a dívida bruta. Ou seja, o PT descobriu como ludibriar alguns investidores mais desatentos: utilizando principalmente o BNDES para "investir" e distribuir dinheiro para os amigos.

    Funciona assim: o BNDES, numa política corporativista tipicamente mussoliniana, concede empréstimos subsidiados para grandes empresas com boas conexões políticas. Só que a maneira como o BNDES levanta os recursos que irá emprestar é bastante, digamos, heterodoxa. O exemplo simplificado a seguir vai ajudar a entender:

    O Tesouro vende títulos públicos para o sistema bancário e arrecada, digamos, R$ 100, com a promessa de pagar aos bancos R$ 8,50 daqui a um ano (juros de 8,5% ao ano, atual valor da SELIC). Ele transfere esses R$ 100 para o BNDES, que irá emprestá-los para suas empresas favoritas cobrando módicos 6% ao ano (valor da TJLP). No final do ano, o BNDES repassará uma parte ao Tesouro como dividendo (por exemplo, R$ 6).

    No final, esses R$ 6 entram no cômputo do governo como uma receita primária, ao mesmo tempo em que os R$ 8,50, por serem pagamento de juros, não entram na conta do superávit primário! Percebeu a safadeza? No cômputo final, houve uma piora fiscal de R$ 2,50, porém, no balanço divulgado pelo governo, houve uma melhora de R$ 6 no saldo primário!

    O senhor Mantega descobriu o moto-perpétuo: quanto mais ele se endivida, melhor fica a sua situação fiscal! É por isso que a dívida líquida aparece estável, mas a dívida bruta já está acima dos 60%, o que coloca o Brasil como o terceiro país com a maior dívida bruta entre os emergentes, atrás apenas da Índia e da Hungria.
  • Carlos Araujo  05/06/2012 18:18
    Obrigado Leandro, por esclarecer as safadezas do nosso governo.
    Deus dê saúde à você e aos integrantes do site, para que continuem o excelente trabalho.
  • Fred  03/06/2012 20:26
    Cansei!
  • Thyago  04/06/2012 09:31
    O predomínio da lambança não é exclusividade nossa...

    De fato, a Argentina está em um patamar mais bem avançado no retrocesso do que nós!

    Belo texto professor.
  • Hay  04/06/2012 12:53
    A Argentina já resolveu seus problemas: Proibiu a divulgação da inflação real no país. Além disso, mudou a forma de cálculo, fazendo com que o índice oficial não sirva para porcaria nenhuma. A inflação real já é galopante há muito tempo.

    Entenderam? Para conter a alta dos preços, os brilhantes economistas argentinos impõem pesadas multas a quem ousar divulgar informações realistas a respeito de como os preços estão subindo. A alta de preços até Abril desde ano ficou em 7,96%, ou seja, se não houver uma disparada da própria alta dos preços, o índice ficaria em mais de 35%! Para o brasileiro pode não parecer tanto, já que já chegamos a ter essa alta de preços em um mês. Mas é um valor absurdamente alto, que praticamente destroi as riquezas de quem já não tem muito.
  • Camarad Friedman  04/06/2012 13:20
    Mais uma ótima novidade pra galera do Mises, chegou o programa Brasil Carinhoso:

    A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, no programa de rádio "Café com a Presidenta", que a partir do dia 18 de junho começará a ser pago o benefício extra do Bolsa Família, relativo ao programa Brasil Carinhoso. A medida visa garantir uma renda mensal per capita de R$ 70 para famílias com pelo menos uma criança na faixa etária de até seis anos.

    "Fazendo isso, vamos beneficiar dois milhões de famílias, tirando-as da extrema pobreza. Uma família com um casal e três filhos que tenha uma criança com menos de seis anos de idade, ela recebia, até agora, R$ 166,00. A partir do dia 18 de junho, essa família pode receber até R$ 350,00", explicou Dilma.

    Fonte: economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/06/04/brasil-carinhoso-comeca-a-ser-pago-em-duas-semanas-diz-dilma.jhtm
  • Alexandre  04/06/2012 15:34
    E a coisa vai piorar cada vez mais... Vejam o link:
    associacaokeynesiana.wordpress.com/2011/08/01/no-brasil-keynes-se-sentiria-em-casa/

    Olhem só o primeiro parágrafo do artigo:

    "Se Deus não fosse brasileiro, John Maynard Keynes certamente deveria ter sido. Em nenhum outro país o economista inglês que publicou o cânone "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda", em 1936, tem tantos discípulos na academia. E ao longo da história foram muitos os governantes que aplicaram ao pé da letra seus preceitos e doutrina."

    Meu comentário: Por isso que vivemos nesta merda de país. (SEM EDUCAÇÃO, SEM SEGURANÇA, SEM SAÚDE, SEM ÉTICA, SEM ... VERGONHA)
  • Leandro  04/06/2012 15:53
    Esse link é absolutamente histórico! Um keynesiano, no auge da bolha do crescimento artificial da economia brasileira, não apenas confessa que estava tudo dominado por keynesianos, como também jura que a coisa só iria melhorar no governo Dilma por causa do inflexível keynesianismo de sua equipe. Ironicamente, desde a publicação deste texto exclamando as maravilhas que o keynesianismo estava fazendo com o Brasil, a economia estagnou, o endividamento disparou e a inadimplência vem a níveis recordes -- exatamente as consequências inevitáveis do keynesianismo.

    Resta ver qual será a reação desta turma daqui pra frente: vão admitir a insustentabilidade de suas políticas ou vão fazer uma pausa pro cafezinho e fingir que nunca estiveram no comando de nada? Afinal, elogiar modelos efêmeros enquanto a coisa está gostosa é fácil. Difícil é assumir também suas consequências indesejadas.
  • Gustavo Sauer  04/06/2012 17:07
    Ue, vão falar o que todo Keynesiano sempre fala: "faltou estímulo"
  • Carlos Araujo  05/06/2012 14:00
    Fui procurar por mises no site e:
    "Resultados da pesquisa

    Não encontrado

    Lamentamos, mas está à procura de qualquer coisa que não está aqui."

    UUHAUAH o site não tem menção ao maior economista do séc.XX Só menciona o Smith.
    Talvez porque este já esteja batido.

    Leandro, sem querer abusar, se você puder por favor responda à minha pergunta anterior referente à dívida do tesouro. Obrigado.
  • Camarada Friedman  05/06/2012 19:43
    Liberdade econômica é liberdade política?

    Boa parte das críticas dos liberais (no que tange à economia) com relação ao hipertrofiado Estado socialista/de esquerda é procedente. O problema é que o agudo senso crítico e ceticismo que têm para com aquele tipo de economia, esses mesmos liberais não adotam na hora de avaliar seu dogmático credo na super-liberdade econômica.

    Chega a me assustar essa crença irracional de que liberdade econômica equivale a (ou conduz à) liberdade política. Que um país mais livre economicamente também é uma nação mais livre em termos políticos, nas garantias dos direitos e liberdades individuais em esferas não econômicas. Isso é um raciocínio "non sequitur" da pior espécie. E isso o próprio "Índice de Liberdade Econômica", que adoram esfregar na cara de quem critica essa seita misesiana, serve para evidenciar.

    [..]

    Fonte: bulevoador.com.br/2012/06/35579/

    De onde esse cara tirou isso ? hahaha...
  • Leandro  05/06/2012 20:05
    Boa pergunta. De onde? Aliás, até onde sei, nenhum liberal minimamente esclarecido defende este idiotice de que "liberdade econômica equivale a (ou conduz à) liberdade política." Mesmo porque tal raciocínio seria completamente contraditório: mais liberdade econômica geraria mais liberdade política. Mais liberdade política significa, atualmente, democracia. E democracia significa economia socializada em nome da maioria votante mais influente. Logo, por esse raciocínio, mais liberdade econômica geraria menos liberdade econômica. Brilhante.
  • Miguel  05/06/2012 20:36
    Gente, nem percam o tempo no Bule Voador. O modus operandi deles é esse mesmo. Eles simplesmente assumem idéias para seus rivais e "teorizam" em cima delas. São os mais produtivos criadores de espantalho da esgotosfera.

    Abraços
  • anônimo  05/06/2012 22:49
    É Miguel, perdi 10 minutos lendo os comentários de um dos membros(acho que é o fundador, sei la). Tava até pensando em mandar uma msg pra ter um debate pessoal com a figura. Desisto... uma pequena busca no google revela que o ser é extremamente autoritario(censura comentários) e tem problemas com a comunidade ateísta que ele diz representar.

    O Mises Brasil tem uma biblioteca com o "básico" da escola austríaca, é só clicar, ler e aprender. É no mínimo ridiculo que alguém tenha a pretensão de articular sobre o que não sabe e chega ao ponto de chamar a Escola Austríaca de seita e ainda xinga todos os liberais:

    Por isso mesmo há tanto filha-da-puta egoísta que estufa o peito e anuncia com orgulho: "Eu sou liberal.

    Sou ateu, ja tinha visitado o blog mas não esperava ver esse tipo de gente por lá. Queria deixar claro para todos os libertários/liberais religiosos que essa gente não representa o ateísmo. Que vergonha!
    Por algum motivo a "seita" cutucou esse blog, que coisa estranha! Não vou mais lá.

    Você acertou em cheio Leandro. Pensei a mesma coisa quando li o post do Camarada(?) Friedman($)! [que nick ein, Friedman ? rs...)

    Mas pra falar a verdade, creio que o rapaz inventou tudo e nem sabe do que ta falando... rs
  • Conservatore  07/06/2012 05:21
    Caro Anônimo, de quem você está falando? Do autor do artigo? E o que isso têm a ver com o fato de você ser ateu? Acaso é um atestado de superioridade?
    Leia Eric Voegelin(provavelmente um ateu)que você vai entender que, um dos maiores problemas da Modernidade é justamente este materialismo militante,por parte de ateus militantes, sendo Marx, o militante mor. Veja que o marxismo é materialismo puro e essencialmente ateísta. Religião não é o ópio do povo, O MATERIALISMO É O ÓPIO. O SER HUMANO NÃO É SÓ SOMÁTICO E PISCOLÓGICO, É TAMBÉM NOÉTICO, ESTA SUA DIMENSÃO MAIS IMPORTANTE, POIS, REGE ÀQUELAS.
  • void  07/06/2012 08:18
    Conservatore, ele se refere ao Bule Voador.
  • anônimo  07/06/2012 09:13
    HAHAHAH... eu to acompanhando a conversa la, muito divertido, doi dois lados: só idiotas.

    Vejam só o que um dos idiotas inventou:

    "Liberalismo econômico implica liberdades civis e políticas?

    Pelo que vimos aqui e no outro post, de onde veio o comentário destacado como texto-alvo nesta página, ainda há muitos que defendem que sim.Como acabou de decretar o Maurício:

    Há relação entre liberdade política e liberdade econômica sim.

    Palavra de São Von Mises. Amém!"


    E tem esse Maurício que caiu no papo do cara que existe correlação entre liberdade economica e civil... como se existisse um austríaco que fala isso.
    Mas eu fico feliz, isso prova que o Mises Brasil ta deixando a esquerdalha puta da vida.
    Chegaram ao ponto de falar do que não sabem para atacar a Escola Austríaca, e ainda inventaram uma baita mentira e conseguiram uma platéia de 4 "liberais" idiotas pra debater.
    O crescimento da Escola Austríaca nesse maldito país é monstruoso. Eu mesmo era um marxista daqueles, li dezenas de obras marxistas, ajudava no marxists.org... nossa, me envenenei com Gramsci.
    Foi o Mises Brasil que mudou minha mente, li os artigos, baixei os livros e fui detonado por Eugen von Böhm-Bawerk e RothBard... o problema foi discutir isso com os amigos, eles eram das antigas. Não deu outra... agora todos são liberais.
    :)



    É interessante ver o background da maioria da galera que lê esse site. Das pessoas que eu conheço pessoalmente, todas eram esquerdistas que tinham conhecimento 0 em economia.
    Não sei se isso é padrão...

    Gostaria de saber, qual era a mentalidade de vcs antes de chegar aos Austríacos ? Tem muito ex-comunista aqui ? haha...
  • Leandro  07/06/2012 09:38
    Obrigado pelo depoimento, anônimo. Não esmoreça jamais na batalha. Grande abraço!
  • anônimo  07/06/2012 10:41
    Eu que agradeço. Bebi da fonte, posso dizer que desceu como veneno. Deixa eu te contar como foi.
    É incrível, eu nunca tinha ouvido falar da Escola Austríaca... quando encontrei o primeiro austríaco senti ódio, mas acho que o Mises Brasil nem existia ainda.

    O primeiro autor austríaco que eu conheci foi Eugen Böhm-Bawerk, e tu sabe onde eu fui achar o rapaizão ? Em um site marxista: (eu fazia traduções lá).

    www.marxists.org/subject/economy/authors/bohm/

    Eu li o livro no site, em html mesmo. Li de novo... e pqp. Fiquei enfurecido e tentei achar alguma refutação. Não consegui, quanto mais procurava mais puto eu ficava!
    Então comecei a ler outros autores austríacos e alguns keynesianos. De cara percebi que Keynes era um tipo de mercantilista moderno, até marxistas percebem isso.
    Enquanto eu não achava uma boa refutação, separei um tempo e comecei a traduzir uns "pedaços" do livro do Eugen com mais dois amigos. Meus dois amigos pararam a tradução por um motivo óbvio; o livro é perigoso.

    Como eu era funcionário público, eu tinha MUITO tempo pra ler.(Arrumar papelada por duas horas, sentar e tomar cafézinho na frente do meu PC vagabundo que ainda rodava windows 98).
    Dois mêses de leitura, esse foi o tempo suficiente pra perceber que fui doutrinado por 10 anos(universidade pública). Por isso te digo que desceu como veneno...

    E foi por isso que eu comentei sobre esse artigo do Bule Voador, eu era igual a esses caras. A diferença é que eu não era um social-democrata, eu era um marxista das antigas. Eu votava no Partidão de Luis Carlos Prestes.

    Eu não era uma figura grande no movimento estudantil e nem em outros movimentos de cunho marxista, mas sempre estive no meio. Posso dizer que aquele artigo de Hoppe sobre "intelectuais" esta 100% correto. É impossível converter figuras grandes da esquerda, não é qualquer um que tem coragem de admitir que estava errado, ainda mais quando se faz parte de uma organização onde o mesmo tem um papel importante... eu tentei, levei livros, mostrei artigos... consegui xingamentos e ameaças; me chamaram de neoliberal(hahahahah :P)

    Ver aquela mulecada mimada falando aquele monte de merda foi ótimo. Nem no meu passado vermelho eu falaria uma coisa daquelas. Nunca vi liberais como pessoas que acreditam em darwinismo social ou que odeiam pobres. Eu via liberais como pessoas que estavam profundamente enganadas sobre o que era melhor para o mundo... Existem marxistas e marxistas, os meus conhecidos não eram pessoas más, e nem pintavam o mundo de preto e branco, talvez pq sabiam do que estavam falando e tinham um pouquinho de humildade(marxistas de classe média/alta são os piores, o raça lazarenta...) e foram esses que se deram ao trabalho de ler e estudar os autores inimigos.

    Termino com um dizer de Eugen von Böhm-Bawerk, do livro A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo:

    "[...]Na minha opinião, o fato de que, apesar de sua fragilidade interna, a teoria da exploração encontre tantos seguidores, deve-se à concorrência de dois fatores.O primeiro deles reside no fato de a disputa se ter transplantado para um terreno onde fala não só a cabeça, mas também o coração. Acreditamos com muita facilidade naquilo em que desejamos acreditar. A situação das classes trabalhadoras é, em geral, de miséria: qualquer filantropo tem de desejar que ela melhore. Muitos ganhos de capital brotam de fontes escusas: qualquer filantropo tem de desejar que sequem. Uma teoria que pretende resultar em melhores condições de vida para os miseráveis, diminuindo os privilégios dos ricos, terá a defesa fervorosa das muitas pessoas com cujos ideais essa teoria coincide total ou parcialmente. E tal defesa será feita sem a lucidez crítica habitual nestas mesmas pessoas quando elas analisam uma teoria em suas bases científicas. É compreensível, pois, que tais doutrinas despertem a devoção das massas. As massas não buscam a reflexão crítica: simplesmente, seguem suas próprias emoções. Acreditam na teoria da exploração porque ela lhes agrada, não importando que seja falsa. Acreditariam nela mesmo que sua fundamentação fosse ainda pior do que é. "

    :)
  • Camarada Friedman  15/06/2012 00:34
    anonimo, Leandro, conservatore, miguel e void.

    Entrei no Bule Voador hoje pra ver como estava a discussão entre os "liberais" e os nazi-mauricinhos e... CENSURARAM o post e os comentários.

    Lembra da frase chamando a gente de filho da puta ?

    Saca só:
    Mudaram para: "Por isso mesmo, há até indivíduos o mais egoístas que estufam o peito e anunciam com orgulho: "Eu sou liberal"."

    Mas era: Por isso mesmo há tanto filha-da-puta egoísta que estufa o peito e anuncia com orgulho: "Eu sou liberal.

    Eu sei que nazistas se importam com pra caramba com a reputação, por isso apagaram e fecharam todos os comentários no post. Motivo óbvio, um dos comentaristas postou um video do Milton Friedman falando o inverso do que o autor do post tenta afirmar, coisa que o Leandro ja fez em um comentário anterior aqui no MisesBR.

    A parte mais vergonhosa eles não mudaram, logo no começo do post:

    Chega a me assustar essa crença irracional de que liberdade econômica equivale a (ou conduz à) liberdade política.

    vixe, vergonha total. Nunca vi um liberal afirmar uma coisa dessas. Mas ta ae, encerro meu caso.

  • Deilton  06/06/2012 08:01
    g1.globo.com/platb/thaisheredia/
    "A presidente Dilma Rousseff quer mais investimentos no Brasil. Preocupada com a lentidão da economia do país, a presidente convoca ministros para encontrarem formas de gastar mais e discursa defendendo o país como uma ilha de prosperidade e segurança."
    Fiquei mais tranquilo, com a presidente querendo a economia cresce. Só basta ela querer.
  • Patrick de Lima Lopes Rocha  07/06/2012 10:22
    Comentário do ano.
    O governo brasileiro acredita realmente fazer milagres.
  • Ze  09/03/2013 18:41
    o artigo cita "a ilusão que foi a Suécia". tem algum artigo aqui que mostre que ilusão é essa? vlw
  • Thames  09/03/2013 20:17
  • Fabio  19/01/2015 19:44
    Sou leigo em economia, aliás sou analista de sistemas por isso perdoem meu português, a muito não escrevo, mas gosto muito de ler e adoro assuntos relacionados ao mercado, por consequência acabei por me deparar com este ótimo site
    Fiquei com algumas dúvidas ao ler o artigo. A história provou que a teoria "marxista" já não têm lugar no mundo atual, afinal todos os países socialistas sucumbiram e aderiram a economia de mercado. Cuba, a muito adora os dólares que entram em seu território e os poucos que tem algum dinheiro escondido do governo se arriscam para ir a Miami em barcos agenciados por marginais" ... Entretanto, não compreendi a citação "fracasso da Suécia". Li em um livro, que com certeza vocês saberam logo quem era om autor, (eu não lembro pois li em uma tarde) que o capitalismo é cíclico, e que as crises são ajustes. Então será que foi um fracasso ou um ajuste? Outra pergunta, o Canadá provavelmente será a minha próxima morada no ano que vem, já tenho familiares por lá, e pelo que pesquisei com pessoas que vivem lá, estas das mais variadas profissões, dizem que é um lugar ótimo. O empresário não reclama se precisar demitir pois não existe algo como a CLT, e o empregado dificilmente fica desempregado por muito tempo, pois como é fácil demitir também é fácil contratar. Entretanto o Canadá tem saúde e ensino até o colegial de graça. Aliás, uma das melhores certificadoras do mundo em relação a acreditação hospitalar é a Accreditation Canada, padrão de saúde canadense para o mundo.
    Como eu disse no início eu sou curioso no assunto, mas em que teoria o Canadá se encaixa? Se por um lado tem saúde pública pelo outro tem leis trabalhistas mais flexíveis. Se por um lado tem escola pública de boa qualidade, pelo outro, mais liberdade ao mercado.
    Devemos abolir todo e qualquer controle ou regulação do Estado? E a grande depressão? E se um grupo de especuladores destruírem um determinado mercado por não haver qualquer regulação neste meio.
    Abraços a todos e desculpe minha falta de conhecimento neste assunto, mas estou aprendendo mais um pouco aqui.

  • Jr.  19/01/2015 20:53
    Se você vai para o Canadá, uma dica: jamais fique doente lá. Apenas cachorros usufruem hospitais privados.

    Report: Tens of thousands fled Canadian socialized medicine in 2013

    Veja uma compilação de notícias "muito humanas" sobre a medicina canadense aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349
  • Gabriel  19/01/2015 21:19
    ''Sou leigo em economia, aliás sou analista de sistemas por isso perdoem meu português''.

    Recomendo: Dez lições

    ''Entretanto, não compreendi a citação "fracasso da Suécia"''.

    Explicando o ''fracasso'' da Suécia.

    Saúde estatal? Aqui.

    Boa leitura.


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