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É muita pretensão!

Em minhas andanças e ensinanças como professor de Economia, um dos fenômenos que mais tenho gostado de observar é a reação de meus alunos, logo nas primeiras aulas dos cursos que ministro, quando lhes afirmo peremptoriamente que os bancos centrais precisam acabar, assim como quaisquer resquícios de políticas monetárias, fiscais, cambiais, industriais, de rendas e de preços.

Da primeira até mais ou menos a quarta ou quinta aula, assim que recebem o "choque", por exemplo, de que bancos centrais não só são desnecessários como perniciosos para qualquer país, suas fisionomias denotam um misto de incredulidade e espanto. Claro, até chegarem às minhas turmas, só encontraram pela frente colegas (competentes, deixe-me frisar) da mainstream, ou seja, professores que lhes ensinam que os bancos centrais são importantes como executores da política monetária, seja ela definida como a fixação da taxa de juros básica, o estabelecimento de metas de inflação ou de agregados monetários. O mesmo, evidentemente, acontece em relação às demais políticas que listei no primeiro parágrafo.

O estudante de Economia, no fundo, é um infeliz e essa infelicidade vem acontecendo pelo menos há sessenta anos, quando o chamado modelo IS-LM, uma interpretação das idéias de Keynes formulada por Alvin Hansen e John Hicks nos anos 40, popularizou-se. De lá para cá, os professores enfiam nas cabeças dos futuros economistas esses modelos (conhecidos como "a síntese neoclássica") e, quando abrem a economia para o setor externo, penduram neles as curvas BP (de balanço de pagamentos) que Mundell e Fleming ajudaram a espalhar pelo mundo. O resultado é que os jovens saem das faculdades achando que os governos têm poderes e capacidades que, na verdade, não possuem, como, por exemplo, o de saber qual a exata quantidade de moeda que deve circular na economia a cada momento do tempo para que a inflação fique entre x% e y% em um certo período de tempo. E passam o resto da vida acreditando nesses contos da Carochinha. Pior, se seguirem a carreira acadêmica, passarão anos a fio a repassar esses erros para as gerações futuras...

É muita pretensão! Ninguém pode saber isso, a não ser o processo de mercado! O falecido empresário Donald Stewart Jr, fundador do Instituto Liberal, gostava de contar um fato que se verificou com ele: ao visitar a antiga União Soviética, entrou em um mercado e viu um par de sapatos que, de tão feios, despertaram a sua atenção. Resolveu comprá-los para exibi-los como "troféu" quando voltasse ao Brasil. Chamou então o vendedor e pediu o seu número. Para seu espanto, além do funcionário público dizer-lhe que não tinha o seu número, informou que levaria ainda de três a quatro meses para chegar uma nova leva de calçados, porque a produção de cada bem era rigorosamente calculada pela autoridade central, ou seja, por um bando de tecno-burocratas metidos a besta, com os peitos cheios do ar da pretensão do conhecimento.

Ora, pois, se os tecnocratas não são capazes nem de saber quantos calçados e de que tamanho devem ser produzidos, como é que a imensa maioria das pessoas acredita na fábula de que os iluminados dos bancos centrais podem saber que exata quantidade de moeda deve circular em um país durante certo período de tempo? E mais, como podem saber quais os efeitos que essa quantidade de moeda irá provocar na economia, vale dizer, nas taxas de juros, nas preferências temporais, na estrutura de capital, na produção, no consumo, nos preços relativos e na inflação (ou deflação)?

Quando digo isso aos meus alunos na primeira aula, é um choque semi-fatal; na segunda, um soco no queixo; na terceira, um empurrãozinho; daí em diante, a grande maioria começa a entender que a defesa de um monopólio sobre a moeda é tão equivocada quanto a de qualquer outro monopólio legal, seja privado ou público.

Por esse e outros motivos é que não concordo com a pretensa dicotomia entre Mises e Hayek, ou entre ação humana e conhecimento, que alguns austríacos defendem. No caso dos bancos centrais, ambos os conceitos, aliados ao de tempo dinâmico, são petardos indefensáveis contra o monopólio descomunal dos bancos centrais e sua capacidade de estabelecer quantidades e preços melhor do que o processo de mercado.

Não há qualquer razão que justifique a existência de bancos centrais. Por isso, deveriam ser ou sumariamente extintos ou sujeitos à competição, caso em que se permitiria que bancos privados emitissem cada um deles a sua moeda. O mercado faria o resto, bem melhor do que qualquer PhD ou tecnocrata pretensioso!


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autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • José Ricardo das Chagas Monteiro  17/02/2012 07:20
    Saudações, respeitável professor, penso que já fez hora de um curso regular de economia com basilares da escola austríaca de economia.
    Abraços.
  • Glelson Fontes  17/02/2012 07:43
    "...estudante de Economia, no fundo, é um infeliz e essa infelicidade vem acontecendo pelo menos há sessenta anos"\r
    se fosse só o estudante de economia... o odor e o mau cheiro sente de longe ao por os pés em um setor universitário. Ao chegar nas Ciências Humanas então, vira uma visão estilo Banheiro de Rodoviária, é bosta pra todo lado. \r
  • José Junio  18/02/2012 17:49
    "...se fosse só o estudante de economia... o odor e o mau cheiro sente de longe ao por os pés em um setor universitário. Ao chegar nas Ciências Humanas então, vira uma visão estilo Banheiro de Rodoviária, é bosta pra todo lado."

    Que é isso, Glelson?! Mais respeito ao falar dos banheiros de rodoviária! Nestes, bosta é bosta; nas universidades, principalmente federais, bosta - e outras porcarias - são consideradas expressões de cultura superior.
  • mauricio barbosa  17/02/2012 07:48
    Os professores de economia keynesianos são uns hipócritas,alienados e até mesmo uns vigaristas a serviço de partidos políticos agindo de má-fé,os livros-textos são enviesados e keynesianos também, o que me deixa entristecido.
    Sou formado em economia,mas me sinto ludibriado pela academia... estou-me sentindo, um principiante em economia tamanha é a simplicidade da didática austríaca, por isso parabenizo-os por divulgarem as verdades dos fatos com coragem e desprendimento.
  • Carlos  17/02/2012 08:07
    A economia da URSS prosperou muito, tanto é que a URSS chegou a ser a segunda maior potência econômica do planeta, ficando atrás apenas dos EUA. Não era um bloco de população miserável, nem de pessoas vivendo com luxos, mas sim de uma população que vivia bem, exceto no seu momento final quando havia muito desabastecimento e em alguns momentos da sua fase inicial, quando ainda não havia se desenvolvido.
  • Leandro  17/02/2012 09:19
    Exato, Carlos. Na URSS, todo mundo vivia muito bem, com abundância e sem escassez. Foi só no finalzinho que teve um pequeno probleminha, bem básico, mas que foi capaz de fazer com que todos aqueles ingratos prontamente se esquecessem de todas as outras maravilhas do regime e saíssem derrubando um muro com a mão, tão desesperados estavam. Gente mal esclarecida, incapaz de ver a maravilha em que viviam.

    Quanto à "potência" soviética, é nisso que dar ficar acreditando em PIBs divulgados por governos. Sendo tão ingênuo assim, a cada vez que o IBGE revisar algum PIB antigo para cima, você vai pensar: "Oba, sou mais rico do que imaginava! Hora de comprar um carro!"

    Ou, se a revisão for para baixo: "Puxa, estou mais pobre do pensava. Vou me jogar da janela".

    É isso o que acontece com quem acredita em propagandas de burocratas e de seus intelectuais. O sujeito fica um vegetal, alguém sem nenhuma capacidade de raciocínio crítico.

    Abraços!
  • Erick Skrabe  17/02/2012 09:31
    Leandro, adicionando um ponto: uma técnica é mudar a regra de cálculo para jogar para baixo o do governo anterior e para cima o do governo atual.

    Assim consegue-se:
    - falar mal do governo anterior (q nem era tao diferente)
    - falar bem do governo atual
    - aumentar a taxa oficial de crescimento do pais.

    Qqer semelhanca com as mudancas de cálculo do IBGE durante o governo Lula...
  • Carlos  17/02/2012 10:15
    Não é mentira de governo. Basta ver os relatos de brasileiros que viveram na URSS, pra saber que eles viviam relativamente bem. A URSS se vc não sabe foi a primeira a mandar um homem para o espaço, Yuri Gagarin, e a primeira a por um satélite em órbita, sputnik. Inclusive os soviéticos ficavam perplexos com os relatos de como o povo do Brasil vivia, ou seja, sem educação, saúde, vivendo na merda enquanto uma minoria vivia no luxo.

    Quanto à "potência" soviética, é nisso que dar ficar acreditando em PIBs divulgados por governos.

    Dados sobre o PIB, renda, pib per capita, inflação, etc, são fundamentais. Não se pode abrir mão deles. Mas na hora que interessa esses dados servem, né? Quando é pra falar da riqeuza dos EUA, Suiça, Singapura, Hong Kong, pra falar dos benefícios da liberdade econômica, sobre o Chile, etc.
  • Leandro  17/02/2012 10:16
    "Não é mentira de governo. Basta ver os relatos de brasileiros que viveram na URSS, pra saber que eles viviam relativamente bem. Inclusive os soviéticos ficavam perplexos com os relatos de como o povo do Brasil vivia, ou seja, sem educação, saúde, vivendo na merda enquanto uma minoria vivia no luxo."

    Ora, mas isso não é contradição nenhuma. O Brasil, especialmente na década de 1980, com 70% de sua economia estatizada, tinha, por definição, de estar tão ruim ou até mesmo pior que a URSS (a qual, segundo relato, tinha 40% da economia em mãos privadas, mais que no Brasil). A única diferença entre lá e aqui era que, aqui, o sujeito ao menos podia ser dono de algum armazém. Por outro lado, os soviéticos respeitavam mais a moeda deles do que o nosso governo a nossa. Foi a hiperinflação da década de 1980 que destruiu o padrão de vida brasileiro, como explicado neste artigo.

    "Dados sobre o PIB, renda, pib per capita, inflação, etc, são fundamentais. Não se pode abrir mão deles. Mas na hora que interessa esses dados servem, né?"

    Dados do PIB a nós nunca interessaram, pois sabemos ser falaciosos. Tanto é que temos artigos sobre isso.

    Por que o PIB é uma ficção

    As falácias sobre o PIB brasileiro

    Sobre o PIB brasileiro, o baixo desemprego e outras questões econômicas

    A falácia do PIB - um pequeno adendo

    Ou seja, você vai ter te tentar esse seu truque em outra vizinhança.

    Quanto ao homem ir ao espaço, isso depende de dois fatores: capacidade intelectual (que os cientistas soviéticas tinham, algo que jamais foi negado) e capital acumulado (o que eles sozinhos não tinham, mas podiam espoliar de todos os seus satélites do Leste Europeu). Tanto é que, já na década de 1980, com o capital exaurido, eles não apenas nem mais falavam em corrida armamentista, como chegavam ao ponto de fazer suas marchas militares com mísseis de papelão.

    Socialismo pode durar no curto prazo, mas é impossível durar no longo prazo. Mises já havia explicado isso em 1920. Aparentemente, tem gente que, em 2012, ainda não consegue entender algo que um homem descobriu sozinho há quase 100 anos.
  • anônimo  17/02/2012 10:24
    Leandro,

    e o que dizer do mercado negro que prosperava na URSS e de grana de ricaços americanos simpáticos ao modelo soviético(Rockefeller?) que financiavam aquele país?
  • Leandro  17/02/2012 10:56
    Exato. A economia socialista soviética sobreviveu artificialmente graças a quatro expedientes, em ordem:

    1) A abertura do mercado, feita por Lênin, que atraiu investimentos estrangeiros em quantidade;

    2) a Segunda Guerra;

    3) a ocupação e exploração dos países satélites do Leste Europeu;

    4) a exploração da imensa rede de milionários pró-comunistas que moravam no Ocidente, rede essa que vinha sendo formada por Stálin desde a década de 1930. Para se ter uma idéia de quanto isso representou em dinheiro, basta ver que na Guerra Civil Espanhola a URSS não teve de gastar um tostão: toda a pretensa ajuda soviética às forças republicanas espanholas veio de milionários de Nova York e de Hollywood.

    Mesmo com tudo isso, o cidadão soviético comum da década de 1980 consumia menos proteínas do que um súdito do Czar em 1913, e tinha um padrão de vida, sob muitos aspectos, inferior ao dos negros da África do Sul sob o apartheid.
  • anônimo  17/02/2012 11:36
    Leandro, suas explicações são muito esclarecedoras. Nunca imaginaria que a economia brasileira era 70% estatizada.

    Obrigado pelo trabalho que tem feito!
  • Carlos  17/02/2012 11:59
    O padrão de vida dos povos que viviam na URSS entrou em declínio no período final da URSS e caiu mais ainda quando já não eram mais soviéticos, indo ladeira abaixo, após a abertura para o capitalismo, com as radicais privatizações, desregulamentação, etc. ou seja, com a adoção das reformas neoliberais. Só nos anos 2000 que as ex repúblicas soviéticas começaram a se recuperar devido ao boom das commodities e forte entrada de divisas pela exportação de suas matéria-primas (processo semelhante ao que passou a ocorrer com Brasil, Argentina, Uruguai, Peru, etc.) ou, em alguns casos, pq foram aceitas na UE como a Estônia. Mas quem se deu bem pq entrou para a UE, hoje está quebrado.


  • Leandro  17/02/2012 12:57
    Correto, é por isso que hoje a população de Estônia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Hungria etc. está ansiosa para voltar ao comunismo e à época das prateleiras vazias nos supermercados.

    Só é meio estranho tentar entender por que, mesmo com toda essa saudade do comunismo que você jura que essas pessoas têm, elas votam seguidamente em partidos anticomunistas. Na Rep. Tcheca, o misesiano Václav Klaus é seguidamente reeleito para a presidência desde a queda do muro. Na Polônia, um partido de discurso amplamente liberal está no poder desde 2007 (Rep. Tcheca e Polônia foram os países que menos sentiram a crise europeia). Na Hungria, a aversão ao comunismo é tanta que, em 2010, a população concedeu uma vitória histórica ao direitista Viktor Orban, que mudou a constituição húngara para retirar dela todos os resquícios de comunismo. Quando os burocratas da União Europeia reclamaram contra este totalitarismo e ameaçaram sanções ao país, 100.000 húngaros (veja aqui e aqui) foram às ruas em apoio a Viktor.

    Já a Estônia é o país de economia mais liberal do leste europeu.

    E não nos esqueçamos do pessoal dos Bálcãs. Na Albânia, o trauma com o comunismo foi tanto, que os albaneses propiciaram esta insólita cena durante a visita de George W. Bush ao país em 2007. Os coitados realmente acham que foram os EUA que os salvaram do comunismo.

    Mas num ponto você quase tem razão: as críticas às "desregulamentações" e "privatizações" ocorridas no leste europeu após a queda do muro. É claro que elas foram erradas. E foram erradas simplesmente porque, no caso das privatizações, elas foram conduzidas exatamente pelos mesmos comunistas que, ao perceberem a encrenca, mudaram de barco, alteraram os nomes de seus partidos e se mantiveram no poder (foi exatamente isto que aconteceu na Humgria, por exemplo). Eles "venderam" ativos para eles próprios e para seus amigos.

    Todas as "desregulamentações", por sua vez, foram conduzidas por burocratas do FMI e do Banco Mundial. Desregulamentar, para esta gente, significa regulamentar ainda mais intensamente a iniciativa privada, aumentando a burocracia, a fiscalização, os impostos e agências reguladoras.

    Tão logo caiu o comunismo, o senhor Jeffrey Sachs (o mesmo Sachs de Goldman Sachs) foi chamado à Polônia para apresentar um plano de reestruturação. O que o gênio sugeriu? Controle de preços e salários e uma CVM para a bolsa de valores. Ah, sim, e algumas privatizações para beneficiar seus amigos, é claro. É de fato espantoso que a Polônia tenha sobrevivido a isso.

    Sempre que esta gente falar em "privatização", leia "venda de ativos estatais para os empresários favoritos do governo e com a imposição de controles de preços". E sempre que eles falarem em "desregulamentação", leia "mais burocratização e controle".

    Você, que frequenta nosso site há um bom tempo, deveria saber melhor, Carlos.

    Abraços!
  • Carlos  17/02/2012 13:26
    Esse anticomunismo é mais por causa da falta de autonomia política, já que Moscou era muito centralizadora. Embora vivessem em boas condições, careciam de soberania.
  • Cat  17/02/2012 16:02
    Pfff nem você acredita nisso.
  • Caio  17/02/2012 17:49
    Você realmente acredita que vivia-se em boas condições na URSS?

    Nem eu que tive aula de história e geografia com professores de esquerda, aprendi dessa maneira. rsrsrs
  • Catarinense  17/02/2012 18:05
    Ora Caio, sejamos realistas, viva-se muito bem na URSS, desde que você estivesse em Moscou e fosse membro do partido, não é? O chamado TOP 1% que tanto falam por aí, certo? ;)
  • mcmoraes  19/02/2012 07:25
    Esse comentário do Carlos me fez lembrar de um antigo ditado da Europa Central:

    "Introduce socialism in countries in the Sahara desert area, and in 3 years they will be shortages of sand."
  • Augusto  17/02/2012 14:54
    "tão logo caiu o comunismo, o senhor Jeffrey Sachs (o mesmo Sachs de Goldman Sachs)"\r
    \r
    Essa informacao eh correta? Ate onde sei, nao ha nenhuma relacao entre Jeffrey Sachs e a Goldman Sachs... Qual a fonte?
  • Leandro  17/02/2012 15:26
    É verdade, Augusto. Não tem não. Mas o currículo dele é ainda mais sinistro: já participou do Banco Mundial, da OCDE, da Organização Mundial de Saúde, do FMI e das Nações Unidas. Taí um sujeito que já teve passagem pelas principais organizações globalistas, intervencionistas e espoliadoras do mundo. Comparado a isso, ter participado do Goldman Sachs seria até meritório.

    Abraços e obrigado!
  • anônimo  17/02/2012 17:37
    Engraçado que seguidamente os povos dos paises do leste europeu votam em conhecidos membros da antiga burocracia "comunista". A própria Hungria citada pelo Leandro elegeu Péter Medgyessy, que foi Ministro das Finanças da Hungria nos anos 80; e Ferenc Gyurcsány, que foi vice-residente do comitê da Jovens Comunistas (KISZ) em Pécs, nos anos 80. Outros países também: o atual primeiro-ministro da Croácia, Ivo Josipovi?, ex-membro da Liga Comunista e com discurso assumidamente esquerdista.
  • Leandro  17/02/2012 18:16
    "A própria Hungria citada pelo Leandro elegeu Péter Medgyessy, que foi Ministro das Finanças da Hungria nos anos 80; e Ferenc Gyurcsány, que foi vice-residente do comitê da Jovens Comunistas (KISZ) em Pécs, nos anos 80."

    Exatamente, e o resultado foi tão desastroso (a Hungria foi um dos países que menos se abriu após a queda do muro, e é o país com a segunda maior dívida pública entre os emergentes, 80% do PIB, sendo que os gastos governamentais do governo socialista de Ferenc Gyurcsán chegaram a 50% do PIB) que a população deu dois terços dos votos (recorde histórico) para Orban em 2010, um direitista que mudou toda a constituição, arrancando dela tudo que havia sido escrito pelos comunistas, e ainda acrescentando nela uma lista de todos os crimes do comunismo, como mandar 600.000 húngaros para campos de concentração. E conta com o apoio de dois terços da população para isso.

    Sobre as trapalhadas do governo socialista que foi apeado do poder pela eleição de Orban, não precisa confiar em mim não. Leia você próprio a declaração do então primeiro-ministro Ferenc Gyurcsány, o "ex-comunista":

    ""We have screwed up. Not a little but a lot. No country in Europe has screwed up as much as we have. It can be explained. We have obviously lied throughout the past 18 to 24 months. It was perfectly clear that what we were saying was not true. ...we lied morning, noon and night.""

    Quanto à Croácia, ela não foi mencionada por mim. Pode ler de novo e constatar.
  • Johnson  20/02/2012 06:41
    "Na Rep. Tcheca, o misesiano Václav Klaus é seguidamente reeleito para a presidência desde a queda do muro"

    O presidente da República Tcheca é eleito pelo parlamento e tem poder apenas cerimonial.
  • Leandro  20/02/2012 06:49
    Errado, Johnson. O presidente da República Tcheca, embora esteja abaixo do primeiro-ministro, possui papel político considerável. Como bem explica a Wikipédia,

    Czech President has a considerable role in political affairs. Because many of his powers can only be exercised with the signatures of both himself and the Prime Minister of the Czech Republic, responsibility over some political issues is effectively shared between the two offices.

    The President of the Czech Republic has the authority to act independently in a number of substantive areas. One of his strongest powers is that of the veto, by which he can return a bill to parliament. The only kind of bills a president can neither veto nor approve are acts which would change the constitution.

    The president also has the leading role in the appointment of persons to key high offices. He alone may appoint judges to the Supreme and Constitutional Courts, and members of the Bank Board of the Czech National Bank.

    Quanto a eleições, ele foi primeiro-ministro de 1992 a 1997, depois deputado de 1998 a 2002, e presidente a partir de 2003.

    Abraços!
  • Carlos  20/02/2012 10:59
    É bom lembrar que a República Tcheca está falida.
  • Leandro  20/02/2012 11:47
    Só em seus sonhos. Ou em seus recônditos desejos. É fato que a política fiscal tem se deteriorado desde a crise financeira, porém um país cuja dívida está em 38% do PIB dificilmente pode ser considerado quebrado. Fosse assim, o Brasil e sua dívida bruta de 60% já estaria além da insolvência.

    Já implorei uma vez e volto a fazê-lo: por favor, não tentem sacar para cima de nós.

    Abraços.
  • Gustavo Sauer.  20/02/2012 18:19
    Nossa, o que tem de paciência o Leandro é incrível. Cada elemento que aparece aqui capaz de tirar a paciência de qualquer um.... No entanto, ele consegue responder de uma forma interessante e objetiva. É sempre um prazer vê-lo "colocando os pingos no is".
  • Leandro  21/02/2012 00:46
    Obrigado, Gustavo. É sempre bom ter esta virtude -- uma das mais trabalhosas e cansativas dentre todas -- reconhecida. Grande abraço!
  • Vinicius  28/02/2012 01:45
    nossa nao sabia q Václav Klaus eh seguidor de Mises.....demais!.... Esse cara eh um heroi na luta contra o comunismo
  • Max  25/02/2012 06:01
    Qualidade de vida na URSS era tão grande que até hoje a rússia tem expectativa de vida inferior ao Brasil.
  • anônimo  17/02/2012 09:00
    "O falecido empresário Donald Stewart Jr, fundador do Instituto Liberal, gostava de contar um fato que se verificou com ele: ao visitar a antiga União Soviética, entrou em um mercado e viu um par de sapatos que, de tão feios, despertaram a sua atenção. Resolveu comprá-los para exibi-los como "troféu" quando voltasse ao Brasil."
    - Hum...o tal do empresário foi na Rússia e a primeira que foi ver foram os sapatos? E tava querendo sapatinhos "bonitos"? hehehe Essa gente consegue ser pior que mulher. E ainda colocam na primeira página. Sapato não é objeto de adorno. Não tem que ser feio nem bonito. Só serve para calçar. Se o sapato não apresentar nenhum defeito, como estar furado ou fazendo barulho ou daqueles que rompe assim que você coloca os pés (como muitos sapatos "bonitinhos" que você compra aí no mercado), não interessa se ele é feio ou bonito. Se todos os sapatos na antiga URSS apresentavam defeitos, aí sim o problema é grave. Agora essa de "sapatinho bonito". Isso é como você ir a um hospital: não interessa se você é recebido de tapete vermelho, o que interessa é se você será bem atendido e terá o que precisa para ser diagnosticado.
  • Leandro  17/02/2012 09:35
    Concordo, anônimo. Com toda aquela abundância e variedade de opções de bens de consumo que existia na
    URSS, ele foi logo ver sapatos? Que bobo, não? Deveria ter ido a uma das várias concessionárias de potentes carros soviéticos ou a um dos variados restaurantes de comida farta e saborosa. Lá sim ele ia encontrar qualidade. Infelizmente ele não teve essa presença de espirito, e, em meio a tantas opções no livre mercado soviético, ele acabou entrando na primeira loja de sapatos que viu (ele certamente não notou a loja da Gucci logo ao lado) e já saiu tirando conclusões precipitadas e difamatórias contra o socialismo. Esses caipiras que não conhecem o mundo, viu...
  • anônimo  17/02/2012 15:30
    Que bobo, mesmo, Leandro! Se fosse eu, ia traçar aquelas russas gostosas e safadas...hehehe
  • anônimo  17/02/2012 10:43
    "- Hum...o tal do empresário foi na Rússia e a primeira que foi ver foram os sapatos? E tava querendo sapatinhos "bonitos"? hehehe Essa gente consegue ser pior que mulher."

    Pior? Ué, será que a máscara da esquerdalha caiu? E aquele papo de igualdade entre os sexos, opção sexual e o caralho a quatro?

    Além do mais, EU me importo com a aparência do calçado que uso e mais, eles são confortáveis, com solado resistente e pelo tempo que estou usando estão durando bastante. Tecnologia alemã (garanto que não é herança da Alemanha oriental). :)

    Abraços
    Adolf Dassler
  • Paulo Sergio  17/02/2012 11:26
    'Pior? Ué, será que a máscara da esquerdalha caiu? E aquele papo de igualdade entre os sexos, opção sexual e o caralho a quatro?'

    Nem as feminazi acreditam nisso, mas usam essa conversa mesmo assim.Aliais pra eles qualquer coisa que sirva pra formar homens enfraquecidos e afeminados é útil.
  • anônimo  17/02/2012 14:58
    Não caiu a máscara de ninguém. Você sabe muito bem que são as mulheres que apreciam muito sapatos. Não podem ver sapato numa vitrine e já vão observar o sapato, o preço... Pois o tal do empresário já viajou pensando em como são os sapatos russos. Mas não problema com isso, enquanto ele e outros pensam em sapatos bonitos, outros homens (como eu) estão pegando mulher bonitas...

    Você se importa com o aparência do produto? Pois EU me importo com o estado do produto. É por se preocupar só com a aparência que você pode comprar uma porcaria. É como você ir a uma hospital: se você se preocupar com a estética do edifício, se o hospital é bonito, se é recebido de tapete vermelho, você pode estar num hospital mal equipado, ou ser mal atendido....Tá entendendo o que eu quero dizer?
  • anônimo  17/02/2012 15:53
    Você que não entendeu o que o artigo quer dizer.
  • Hay  20/02/2012 07:10
    Não caiu a máscara de ninguém. Você sabe muito bem que são as mulheres que apreciam muito sapatos. Não podem ver sapato numa vitrine e já vão observar o sapato, o preço... Pois o tal do empresário já viajou pensando em como são os sapatos russos. Mas não problema com isso, enquanto ele e outros pensam em sapatos bonitos, outros homens (como eu) estão pegando mulher bonitas...

    Muitos homens se importam, sim, com seus sapatos. Se você tem problemas com isso e precisa passar tanto tempo dizendo para nós (e para si mesmo) que "pega mulheres bonitas", bem, além de ser um analfabeto funcional, você tem sérios problemas psicológicos.

    Analfabeto funcional? Isso mesmo. Falta a você a capacidade de interpretar um texto simples. Ninguém entrou em um mercado buscando sapatos. Uma pessoa entrou em um mercado e, por coincidência, olhou para sapatos que considerou particularmente feios. Se você gosta de se vestir com o sacas de café e calça garrafas PET, ok, o problema é todo seu.

    Você se importa com o aparência do produto? Pois EU me importo com o estado do produto. É por se preocupar só com a aparência que você pode comprar uma porcaria. É como você ir a uma hospital: se você se preocupar com a estética do edifício, se o hospital é bonito, se é recebido de tapete vermelho, você pode estar num hospital mal equipado, ou ser mal atendido....Tá entendendo o que eu quero dizer?

    Só mesmo outro analfabeto funcional não entenderia o que você quer dizer. O problema é que seu pensamento é patético. Você pode fazer pose de machão, mas PRATICAMENTE TODAS as pessoas se importam com a aparência. É por isso que um restaurante investe em uma fachada bonita, em um ambiente interno bonito. As pessoas querem se sentir bem em um ambiente. Isso vale também para um hospital. É claro que ninguém vai escolher um hospital somente pela beleza, mas, é importante que ele esteja bem cuidado, limpo, organizado, confortável.

    Por favor, diga-me onde você mora, pois não quero sequer chegar perto de sua casa. Afinal, se você não se importa com a beleza, provavelmente sua casa é um lixo, um pulgueiro mal-cuidado.
  • anônimo  17/02/2012 10:49
    Esse anônimo deve se vestir de toga. Afinal, a única finalidade das roupas é cobrir as partes íntimas e proteger o corpo do sol forte, ao menos no nosso país.

    Não é a toa que essa vermelhada se veste tão mal e é tão cafona.
  • JC  20/02/2012 12:20
    Até fui buscar mais sobre esta anedota e me disseram que na Polônia também era assim, você entrava em uma loja e ENCOMENDAVA um sapato que levava uns 4 meses para ficar pronto. Ou quebrava um galho por fora, com aquele seu amigo que sabe trabalhar com couro.

    Bom... é mais ou menos como funciona a saúde pública aqui no Brasil ou até mesmo em ricos países da Europa, não é mesmo?

    Abraços
  • Tiago RC  21/02/2012 05:34
    Eu já conheci um Polonês, que não é economista mas segue a EA também, e ele me disse isso mesmo. Que na época comunista, todo mundo tinha "dinheiro". Só que não havia praticamente nada disponível a venda.
  • Angelo Viacava  17/02/2012 09:02
    Irretocável texto, muito esclarecedor. Ao conversar com uma futura professora de Ed. Física, descobri que as larvas de moscas presentes nas fezes não são postas lá por suas moscas-mães; surgem espontaneamente do nada, das próprias fezes, num processo que não soube dar bem o nome correto. No entanto, nas fezes das pessoas que não comem carne estas larvas não se formavam, já que se alimentavam de "comida limpa", sendo a carne um alimento sujo, contaminado, do pecado.
    Indaguei sobre a procriação das moscas, tentando por um pouco de luz na cabeça da criatura, mas meu fracasso foi elefântico. Não teve jeito. Louis Pasteur revirou-se na catacumba mil vezes. As moscas evoluíram ao ponto de se gerarem da bosta e está resolvido. Nada a ver com economia, desculpem-me o desvio, porém vi nesta conversa um pequeno resumo do estudante universitário brasileiro, que chega à universidade com a mente vazia de conhecimento, mas cheia de bobagens que ouviu dizer. Perderam toda a capacidade de duvidar de qualquer coisa que lhes digam, nada é confrontado, tudo é possível, desde que se acredite. E isso começa lá aos seis anos de idade. São transformados nos contestadores que não contestam, os Revolucionários do Futuro. Menos mal que alguns encontram guarida intelectual que lhes ponha algo de fundamento dentro da cabeça.
  • anônimo  17/02/2012 09:25
    Pretensão! Essa é a palavra correta!

    Parece que com algum prazer muito do estranho, os estudantes de economia dos tempos atuais gostam da ideia de controlar o mundo.

    Isso é grave.
  • Rafael Moreira  17/02/2012 10:28
    Excelente artigo. Lembro-me de quando era estudante e me sentia engrandecido carregando o livro do Dornbusch&Fischer, tudo se resumia na mágica do IS LM. Que Juvenil!!!!
  • Christian  17/02/2012 11:02
    Prezado,

    Não seria Alvin Hansen?
  • Rafael Moreira  17/02/2012 11:37
    Dornbusch&Fischer são os autores do mais vendido manual de macroeconomia do mundo. O Alvin Hansen, como citado no texto, deve ter sido guru/professor desses dois. Se bem que todo de manual de macroeconomia é igual. É a mesma baboseira keynesiana.
  • Fellipe  17/02/2012 11:07
    Eu fico assustado quando algum iluminado aparece aqui e tenta defender a URSS e os socialistas. Em que mundo esses caras vivem?\r
    \r
    OBS: Vermelhinhos, o título do artigo é pra vocês!
  • Flavio  17/02/2012 14:54
    Leandro,
    Por q e como a segunda guerra ajudou a Rússia?

    À propósito, parabéns ao autor pelo texto e pela coragem de "chocar" os alunos com ideia diversas das de seus colegas.
  • Leandro  17/02/2012 15:27
    Flavio, a Segunda Guerra Mundial, além de ter destruído todas as potências da Europa Ocidental, deu à Rússia (com as bênçãos de Churchill e Roosevelt) o controle de todo o Leste Europeu, o que lhe permitiu espoliar todo o capital destes países, ajudando assim a manter o regime socialista.

    Não fossem estes satélites europeus servindo de vaca leiteira para o comunismo, fornecendo "gratuitamente" (sob a mira de uma arma) bens de capital e mão-de-obra capacitada para a Rússia, não teria como o socialismo russo durar tanto tempo (daí a desesperada invasão do Afeganistão na década de 1980: o capital do Leste Europeu estava exaurido, e a Rússia precisava de novos recursos).
  • Cat  17/02/2012 15:56
    "So much for imperialism, huh?" Ah a ironia...
  • anônimo  17/02/2012 15:17
    "feminazi"? E eu que sou preoconceituoso. Pense nas frutas gostosas que o feminismo está rendendo. Se não fosse a revolução sexual, você viveria sob uma sociedade "moralista", onde as mulheres andariam todas tapadas até o joelho e só conseguiria transar em puteiro ou só com a esposa. É isso que você queria? Agora, pense se a liberação sexual não foi boa, se não facilitou a nossa vida. Aquela cultura medieval era ruim até para nós homens.

    Homens afeminados? Cara, eu zombei do autor do artigo exatamente por ele ter um comportamento afeminado. Onde já se viu homem ir atrás de sapato? Só se ele estiver precisando. Mas vai, vai no shopping procurar sapatinhos, enquanto isso, outros (como eu) procuram mulheres.
  • Absolut  17/02/2012 19:44
    "'feminazi'? E eu que sou preoconceituoso."

    Onde está o preconceito em "feminazi"?

    Aquela cultura medieval era ruim até para nós homens.

    Ohhhhhhhhhhh, maldita Idade Média, "Idade das Trevas"!
    Hahaha :P
  • anônimo  17/02/2012 20:40
    Não meu caro, a liberação sexual somente trouxe os vícios humanos a tona, a desvalorização da figura feminina, a desvalorização da vida, da família, a desonra masculinha e tirou de foco a produtividade, o enriquecimento, a postura do pai presente, e a paixão de viver que uma família proporciona.....justamente o cerne da prosperidade das nações.
  • marcel  18/02/2012 00:43
    cara e daí que o senhor estava querendo comprar um sapato bonito? dane-se, problema é dele, a questão é: num livre-mercado existem sapatos confortáveis e feios, confortáveis e bonitos (para todas as concepções de beleza possíveis e imagináveis), desconfortáveis e feios e desconfortáveis e bonitos. na união soviética, mesmo que o sapato produzido fosse confortável, ele era feio, o que não agradava 100% dos consumidores (se agradasse não haveriam milhares, quiçá milhões, de variedades de sapatos quando num livre mercado).

    e dane-se se vc está indo atrás de mulheres, isso não acrescenta nada à discussão.
  • mcmoraes  18/02/2012 03:22
    Veja só que bomba de fumaça. O autor do artigo menciona o caso dos sapatos apenas para mostrar a pretensão dos caras dos BCs e o anônimo vem desvirtuar a conversa falando que a argumentação não é máscula o suficiente para ele. Anônimo, faça um favor a si mesmo e restrinja suas "leituras" apenas a sites de mulher pelada.
  • Paulo Sergio  18/02/2012 03:46
    Anônimo, as feminazi são as primeiras a criticar as mulheres fruta.As feminazi odeiam tudo que tem a ver com a verdadeira natureza feminina.Não foi por acaso que foram elas que fizeram aquela propaganda da Gisele Bunchen de calcinha ser proibida.

  • anônimo  18/02/2012 22:52
    Eu não disse que o governo de Ferenc Gyurcsán foi uma maravilha. O que eu lhe disse é que a própria Hungria já elegeu conhecidos burocratas do antigo regime, como Ferenc Gyurcsán e Péter Medgyessy. O trecho do audio traduzido pela BBC e citado por você, Gyurcsán diz quando prometeu "reformas sem austeridade" (www.economist.com/node/6855876) para vencer as eleições de abril de 2006, mas no governo tentou implementar as medidas de austeridade. Logo mais adiante, no próprio audio citado por você, ele diz:

    "The point is that there are no options in the short-term. [Finance Minister] Jani [Janos] Veres is right. We can dither a little longer but not much. The moment of truth has arrived quickly.

    Divine providence, the abundance of cash in the world economy, and hundreds of tricks, which you do not have to be aware of publicly, have helped us to survive this. This cannot go on. Cannot. And of course we can ponder for a long time, and a shitload of analyses can be carried out as to how each social group will be affected, this is what I can say to you.

    We cannot continue analysing for weeks, guys, we cannot. We must tell on the first day what needs to be done to ensure that an adjustment can be made this year and that certain tax regulations can be implemented on 1 September..."

    E foi isso que revoltou o povo húngaro contra o governo "socialista" de Gyurcsán.

    Eis o desastre do governo de Ferenc Gyurcsán.

    E o próprio Viktor Orbán criticava as medidas de austeridade (e que também hoje aplica).
  • Leandro  18/02/2012 23:12
    Pelo visto, você não entendeu o que foi dito em inglês, anônimo. Ou não entende de economia. Esse trecho que você transcreveu (principalmente o segundo e o terceiro parágrafo) mostra perfeitamente o que o governo fez: surfou na onda da alta liquidez mundial, fez expansões monetárias e se aproveitou todo esse arranjo artificial para se locupletar. Ou seja, durante esse tempo de farra, a burocracia aproveitou para enfiar a mão. E isso não é opinião minha; eles próprios admitem isso na gravação (tanto neste seu trecho quanto no outro trecho que eu colei).

    Depois, bem depois da farra, é que eles viram que a bonança artificial que eles criaram -- e da qual se aproveitaram -- tinha necessariamente de ser revertida, caso contrário a economia desmoronava. E note que tudo isso foi em 2006, dois anos antes da eclosão da crise financeira, o que significa que foi o governo húngaro sozinho o responsável pela lambança.

    Esses, portanto, foram os feitos do governo socialista de Ferenc Gyurcsán, que a população rejeitou: expansão econômica artificial, pilhagem, espoliação, locupletação da burocracia e subsequente recessão. Isso são fatos que os próprios responsáveis admitem nestes trechos que você mesmo colou. Não é problema meu se você não gostou disso. E não é culpa minha que, frente a tamanha confissão de roubo, os húngaros tenham majoritariamente optado por um conservador oposicionista aos socialistas. E Orban é conhecido por ser anticomunista desde a juventude, o que significa que a população não apenas sabia em quem votava, como também aprovava (aqui um vídeo no qual ele se manifesta durante um memorial ao movimento de 1956, exigindo que as tropas soviéticas se mandem e que o governo comunista faça eleições livres. E aqui ele sendo preso pelos comunistas.)


    Abraços!
  • anônimo  18/02/2012 23:44
    O que provocou a revolta dos húngaros contra o governo de Ferenc Gyurcsán foram os cortes nos benefícios sociais e o aumento de impostos, pois Gyurcsán prometeu reformas sem austeridade apenas para vencer as eleições. Basta ler as notícias da época.

    Não nego que Orbán seja um anticomunista conhecido. Mas Ferenc Gyurcsán e Péter Medgyessy eram ex-burocratas do antigo regime conhecidos, e foram eleitos pelo voto do povo húngaro. E eu me esqueci de explicar: eu citei a Croácia para mostrar que outros países também elegeram antigos burocratas. Isso é só para lhe mostrar que este países seguidamente elegem conhecidos ex-burocratas do antigo regime.
  • Leandro  19/02/2012 23:14
    Pelo que entendi, então, você encrespou foi com o fato de eu ter dito que o Leste Europeu vota em anticomunistas. Se você tiver a bondade de reler o que eu disse lá em cima, em momento algum eu afirmei que isso era uma prática antiga e longeva em absolutamente todos os países (embora o seja na Polônia). Mas é de fato uma prática que vem se intensificando desde o início da década de 2000.

    Quanto à revolta dos húngaros contra o governo de Ferenc Gyurcsány ter sido por causa de "cortes nos benefícios sociais", isso é chute seu. Pode até ser verdade, mas os fatos não corroboram isso. E tampouco faria sentido. 66% de uma população "que não quer corte de impostos" não votaria em um partido conservador, que, em teoria, tenderia a aprofundar estes cortes. Não, 66% votaram contra um partido explicitamente corrupto -- tanto é que o Fidesz, partido de Orban, também elegeu o presidente da Hungria e ganhou a maioria no parlamento. Será que isso é apenas porque os húngaros não queriam cortes no social?
  • vanderlei  19/02/2012 04:03
    Pior faz o Brasil, vá até a Teodoro Sampaio por exemplo, e tente comprar um par de sapatos, todas as Lojas daquela região compram do mesmo fornecedor, em todas as lojas os modelos são iguais, um cartel.

    A compra por encomenda voltará a ser usada no Brasil
  • Helio  19/02/2012 06:25
    Bravo, don Bira!
  • Ronaldo Quinto  19/02/2012 08:09
    Leandro,

    Além dos fatores que vc mencionou, podemos dizer que a abundância de recursos naturais e roubos (de ouro) como o ocorrido na guerra civil espanhola deram uma sobrevida ao regime comunista soviético?
  • Leandro  19/02/2012 23:16
    Prezado Ronaldo, boa lembrança. Isso, também, certamente foi algo que ajudou. Ter ouro sempre ajudou nas importações de um país. Para um regime comunista, então, isso era indispensável.

    Grande abraço!
  • Andre Poffo  21/02/2012 03:41
    Se fosse pra explicar uma vez até que é tranquilo, mas o povo sequer entende o artigo. Explicar várias vezes a mesma coisa para a mesma pessoa que complica..
  • mcmoraes  21/02/2012 06:54
    Essa me fez lembrar do profético Yuri Alexandrovitch Bezmenov:

    "...Graças à falta de padrões morais, a exposição à informação verdadeira não importa mais. uma pessoa que foi desmoralizada é incapaz de analisar informação verdadeira. Os fatos não lhe dizem nada. Mesmo que eu o bombardeie com o informações, com provas autênticas, com documentos, com fotos. Mesmo que eu o leve à força para a URSS e o mostre um campo de concentração, ele se recusará a acreditar até ele levar um chute em seu traseiro gordo. Quando uma bota militar arrebentar sua (censurado), aí ele entenderá, mas não antes. Isso é o trágico da situação de desmoralização..."
  • André Ramos  22/02/2012 11:53
    Segundo um amigo meu, essa história dos sapatos é fichinha perto das histórias narradas por Victor Sebestyen em seu livro "A revolução de 1989: a queda do Império Soviético".\r
    Mulheres ficaram sem prender os cabelos porque não foram produzidas presilhas. Outras lavavam os cabelos com clara de ovo, porque o número de xampus foi insuficiente pro ano todo.\r
    A fonte que Sebestyen menciona no livro são as obras "The socialist system" e "Economics of shortage", de János Kornai.
  • Daniel  27/03/2012 18:03
    Caro professor, belo texto!

    Gostaria de fazer uma pergunta. Eu, atualmente, sou funcionário público. Mas a cada dia que passa, que mais me adentro nos estudos da EA, me sinto cada vez pior com minha função e penso em largar tudo... me sinto um ladrão.

    Como o senhor consegue conciliar a filosofia da EA com o fato de ser funcionário público?

    Grato desde já, me ajudaria bastante.

    Att.

    Daniel
  • Daniel  11/04/2012 20:10
    Prezado professor, gostaria de reiterar meu questionamento acima!

    Sei que é uma pergunta complicada... mas me é bastante importante.

    Desde já, grato.

    Att.

    Daniel
  • Fernando Chiocca  11/04/2012 21:14
    Daniel, o professor Walter Block concilia assim:May a Libertarian Take Money From the Government?

    E o Rothbard assim:Os libertários e o estado

    Ambos são (no caso do Rothbard, "era") austríaco e anarcocapitalistas, o que não sei ao certo se é o caso do professor Iorio, que embora eu observe que se aproxima cada vez mais da ideia, ainda defende um estado mínimo.

    Eu sou contra a existencia do estado, e aprovo a atitude do Block, de tirar o máximo de dinheiro que puder dessa gangue de criminosos.
  • Pipe  12/04/2012 05:20
    Em alguns casos, é impossível ignorar o governo. Que o digam as pessoas que querem comprar um imóvel e não têm mais como desembolsar 200.000 reais por um imóvel pequeno em Curitiba. E estou falando sobre qualquer casa em boca de fumo. Agradeçam ao governo pela expansão ainda maior dos programas de crédito imobiliário, que nos últimos anos já multiplicaram o valor dos imóveis. Aí, para que não é rico, é impossível conseguir comprar uma casa sem financiamentos do SFH.
  • Daniel  12/04/2012 12:49
    Não me aliviou muito isso não... essa história do Block de que ladrão que rouba ladrão não é ladrão não é coerente. Além disso, mesmo que fosse, não é o exemplo correto.

    O exemplo que ele dá é de alguém que vê um roubo e vai lá e rouba do ladrão.

    Mas no estado não é isso o que o ocorre. Eu não estou roubando do estado, estou trabalhando para o estado... Ou seja, é como se eu fizesse parte da gangue, e não como se eu estivesse roubando da gangue!

    A resposta do Rothbard também foi muito fraca... foi uma divisão discricionária do que ele acha certo ou errado, tomando experiências pessoais dele como base (classificando o que ele fez como certo).

    Patética a divisão dele de que "empregos que seriam legítimos no mercado" são válidos e "os que não seriam legítimos" não são válidos... A ideia de coerção está presente em toda a parte estatal, não só nas áreas que ele arbitrariamente colocou "piores". Um professor que te obriga a pagar para assistir à sua aula é tão coercitivo quando um funcionário da receita que te obriga a pagar seu imposto.

    E ambos existiriam no mercado. Se imaginarmos o funcionário da receita como um "cobrador" de dívidas, essa função existiria. O que diferencia o caso no estado é que a dívida que ele cobra não é legítima! Mas, ora bola, um professor que cobra por suas aulas sem que os outros tenham pedido também é ilegítimo!

    A mesma coisa para um regulador de mercado... empresas poderiam voluntarimante querer criar autoregulação. E existiria um regulador legítimo. O que torna a regulação ilegítima não é a função em si, é a coerção. Assim o regulador e o médico estão no mesmo lugar, o que muda não é atividade, mas a coercitividade!

    Em resumo, esta divisão do Rothbard me pareceu fruto do que em psicologia chamamos de dissonância cognitiva... ele é um cara rigoroso para aplicar as consequencias lógicas do princípio de não coerção, mas quando chega para si mesmo, ele abre exceções e tenta justificá-las incoerentemente.

    Grande abraço...


    PS: me lasquei, agora eu tenho que largar o serviço público com certeza...

    Abs

  • Fernando Chiocca  12/04/2012 14:58
    Mas no estado não é isso o que o ocorre. Eu não estou roubando do estado, estou trabalhando para o estado... Ou seja, é como se eu fizesse parte da gangue, e não como se eu estivesse roubando da gangue!

    Errado, não é isso não.
    É como se você estivesse dando aula pro filho do ladrão, e não fazendo parte da gangue dele.

    A resposta do Rothbard também foi muito fraca... foi uma divisão discricionária do que ele acha certo ou errado, tomando experiências pessoais dele como base (classificando o que ele fez como certo)

    Errado de novo.
    Ele não toma como base a opinião pessoal subjetiva dele, ele toma como base a ética objetiva que diz o que é certo e o que é errado.
    A Ética da Liberdade

    Um professor que te obriga a pagar para assistir à sua aula é tão coercitivo quando um funcionário da receita que te obriga a pagar seu imposto.

    FAIL. De novo.
    Um professor não obriga ninguém a pagar pela aula dele. Ele apenas é contratado para dar aula, e o faz igaulemnte, seja para uma escola privada ou particular.
    Já o funcionário da recita ou o policial que lhe dá apoio obrigam a pessoa a pagar impostos.

    Em resumo, esta divisão do Rothbard me pareceu fruto do que em psicologia chamamos de dissonância cognitiva... ele é um cara rigoroso para aplicar as consequencias lógicas do princípio de não coerção, mas quando chega para si mesmo, ele abre exceções e tenta justificá-las incoerentemente.

    E a sua atitude aqui é o que chamamos de "pegar o ônibús andando e querer sentar na janelinha". Você não sabe porra nenhuma sobre a ética libertária e quer ser o juiz e o carrasco a utilizando como base?

    Menos...

    Vai se infformar, ou ao menos saber o básico antes...

    PS: me lasquei, agora eu tenho que largar o serviço público com certeza...

    Porque se lascou? Se você estiver largando o serviço publico pois o considera incompatível com seus princípios, então não está se lascando, está se dando bem, caso contrário, não largaria.
    Um ser humano só age voluntariamente se vê benefícios na ação, e não acho que ninguém esteja apontando uma arma pra sua cabeça pra largar seu emprego..

  • Daniel  12/04/2012 15:27
    "FAIL. De novo.
    Um professor não obriga ninguém a pagar pela aula dele. Ele apenas é contratado para dar aula, e o faz igaulemnte, seja para uma escola privada ou particular.
    Já o funcionário da recita ou o policial que lhe dá apoio obrigam a pessoa a pagar impostos."

    Como assim não obriga ninguém? Por acaso o povo brasileiro paga VOLUNTARIAMENTE os salários dos professores públicos?

    Essa desculpa de que o professor não foi na casa do sujeito pegar o dinheiro é esfarrapada.

    "E a sua atitude aqui é o que chamamos de "pegar o ônibús andando e querer sentar na janelinha". Você não sabe porra nenhuma sobre a ética libertária e quer ser o juiz e o carrasco a utilizando como base?

    Menos...

    Vai se infformar, ou ao menos saber o básico antes..."

    Ad hominem. Ao invés de argumentar tenta descreditar... é impressão minha ou você está defendendo funcionários públicos APENAS porque eles são libertários? Ou seja, funcionário público esquerdista é parasita... mas funcionário público libertário não...

    É mais ou menos ladrão bom é ladrão que joga no meu time, né?


    "Porque se lascou? Se você estiver largando o serviço publico pois o considera incompatível com seus princípios, então não está se lascando, está se dando bem, caso contrário, não largaria.
    Um ser humano só age voluntariamente se vê benefícios na ação, e não acho que ninguém esteja apontando uma arma pra sua cabeça pra largar seu emprego.."

    Me lasquei pois há um conflito ético entre o que acredito e minha saúde financeira. Para ser coerente com meus princípios vou ter que me sacrificar materialmente. E pode ser que eu me arrependa depois, não sei. O ser humano não é uma calculadora hedonista de prazer que sabe exatamente sempre que está fazendo o melhor para si. Essa sua visão é completamente reducionista e patética.
  • Fernando Chiocca  12/04/2012 16:07
    Como assim não obriga ninguém? Por acaso o povo brasileiro paga VOLUNTARIAMENTE os salários dos professores públicos?

    Sim, paga. A grande maioria. Praticamente todos.
    Os únicos que pagam impostos contra a vontade são os libertários, os anarquistas. O resto concorda com a existência do estado e dos impostos.
    Se eu concordo que um cara venha me assaltar todo o mês, não podemos chamar isto de assalto, pois assalto, por definição, não é voluntário.
    Então temos que imposto é roubo, mas apenas roubo dos libertários, dos que rejeitam o imposto.
    Até minarquistas que são contra todas as atividades estatais menos segurança e justiça, não tem muito o que dizer. Eles concordam e defendem a prática de se tomar violentamente o dinheiro das pessoas contra a vontade delas. Eles só estão querendo que esse dinheiro tomado com esta prática que eles concordam seja usado da maneira que eles querem.

    E no caso da educação, que mais de 99% do povo brasileiro concorde que seja fornecida pelo estado, através de impostos, aí sim que temos que esse povo paga VOLUNTARIAMENTE os salários dos professores públicos.
    Só nós liberatrios que não, só nos que somos roubados mesmo.

    Essa desculpa de que o professor não foi na casa do sujeito pegar o dinheiro é esfarrapada.

    Não é uma desculpa, é um fato.
    Dar aula não é uma atitude antiética. Professor é um profissão legítima, compatível com o livre mercado.
    Ameaçar alguém para tirar dinheiro dele não é ético, é um crime e é inconpatível com o livre-mercado.


    Ad hominem. Ao invés de argumentar tenta descreditar...


    Você é cego?
    Eu argumentei E também citei o fato de que você é ignorante em ética libertária, pois chamou a exposição objetiva feita pelo Rothbard de "opinião dele".
    Ou nem sabe o que significa ad hominem?
    Ad hominem é dizer X disse Y, X é burro, logo, Y está errado.
    Entendeu burro?

    é impressão minha ou você está defendendo funcionários públicos APENAS porque eles são libertários? Ou seja, funcionário público esquerdista é parasita... mas funcionário público libertário não...

    Todo funcionário público é um consumidor de impostos, não importa a ideologia que ele defenda.
    Todos eles estabelecem uma relação parasitária com os libertários, que são obrigados a sustentá-los. Mas vai saber, no bolo arrecadatório, qual está sendo pago com o ínfimo dinheiro que foi tirado dos libertários e qual está sendo pago com o dinheiro da população bovina que concorda com a existência de impostos...
    A diferença que você não conseguiu ou não quis ver foi a de funções desses funcionários públicos.
    Existe uma diferença entre o ladrão e o professor que dá aula pro filho do ladrão e é pago com o dinheiro que o ladrão assaltou.

    Me lasquei pois há um conflito ético entre o que acredito e minha saúde financeira. Para ser coerente com meus princípios vou ter que me sacrificar materialmente. E pode ser que eu me arrependa depois, não sei. O ser humano não é uma calculadora hedonista de prazer que sabe exatamente sempre que está fazendo o melhor para si. Essa sua visão é completamente reducionista e patética.

    Patética é a sua burrice.
    O "material" serve tão somente para satisfazer o "psíquico".
    Se o material não vai aumentar seu lucro psíquico, mas, ao contrário, vai te trazer um prejuízo psíquico, então você não está se lascando ao se "sacrificar materialmente".



  • Daniel  12/04/2012 16:36
    Fernando, se alguém deve muito dinheiro a outra pessoa, o credor não pode ir requerer sua dívida junto ao devedor? E tomar de volta o que é seu?

    Pronto, isto é um cobrador. É uma função legítima.

    É a mesma coisa que a receita faz, a diferença é que a "dívida" que a receita federal alega que temos com ela não é legítima.

    A sua diferença (isto é, a do Rothbard) entre um profissional da receita e um professor é arbitrária e subjetiva, não é objetiva. Um profissional da receita não "ameaça" alguém para tirar dinheiro. Reconhece-se uma dívida, em tese legal (mas ilegítima, com certeza, mas parece que você até relativizou isso) e depois procede-se à cobrança desta dívida. Qualquer empresa privada faria isso.

    Seu argumento foi ad hominem triplamente, pois sequer conseguiu responder ao argumento acima e ainda me acusa de burro novamente.

    "Se o material não vai aumentar seu lucro psíquico, mas, ao contrário, vai te trazer um prejuízo psíquico, então você não está se lascando ao se "sacrificar materialmente".

    Lucro psíquico? Cara, faça-me o favor... o homem é complexo, não é um robozinho utilitarista... e você se diz austríaco???????????

    Grande abraço e exerça humildade...


  • Fernando Chiocca  12/04/2012 16:53
    Hehehhe, boa Daniel, assinou seu atestado de imbecil. Deixa o Mises te ensinar o que é lucro pisíquico:

    Lucro, no sentido mais amplo, é o ganho decorrente da ação; o aumento de satisfação (redução de desconforto) obtido; é a diferença entre o maior valor atribuído ao resultado obtido e o menor valor atribuído aos sacrifícios feitos para obtê-lo; em outras palavras, é rendimento menos custo. Realizar um lucro é invariavelmente o objetivo de toda ação. Se uma ação não atinge aos objetivos visados, o rendimento ou não excede os custos, ou lhes é inferior. Neste último caso, o resultado é uma perda, uma diminuição de satisfação.

    Lucro e perda, neste sentido original, são fenômenos psíquicos e, como tal, não são suscetíveis de medição nem podem ser expressos de uma maneira tal que informe a outras pessoas quanto à sua intensidade. Uma pessoa pode dizer que a lhe convém mais do que b; mas não pode informar a outra pessoa, a não ser de maneira vaga e imprecisa, em que medida a satisfação obtida de a excede a obtida de b.

    Na economia de mercado, tudo aquilo que é comprado e vendido em termos de moeda tem seu preço estabelecido em dinheiro. No cálculo monetário, o lucro aparece como um excedente do montante recebido sobre o despendido, enquanto que a perda, como um excedente do montante despendido sobre o recebido. Lucro e perda podem ser expressos em quantidades definidas de moeda. É possível determinar, em termos de moeda, quanto um indivíduo ganhou ou perdeu. Entretanto, esta não é uma constatação relativa ao lucro ou à perda psíquica do indivíduo. É a constatação de um fenômeno social, da avaliação que os outros membros da sociedade fazem da contribuição de um indivíduo ao esforço comum. Não nos informa a respeito do aumento, ou diminuição de satisfação, ou felicidade do indivíduo.

    Reflete apenas a avaliação que seus concidadãos fazem da sua contribuição à cooperação social. Essa avaliação, em última análise, é determinada pelos esforços que cada membro da sociedade faz, a fim de obter o maior lucro psíquico possível. É o resultado do efeito composto de todos os julgamentos de valor, pessoais e subjetivos, manifestados pela conduta das pessoas no mercado. Mas essa avaliação não deve ser confundida com os julgamentos de valor em si.

    Não podemos sequer imaginar uma situação em que as pessoas ajam sem a intenção de obter um lucro psíquico e na qual suas ações não resultem nem em lucro psíquico nem em perda psíquica.[20] Na construção imaginária da economia uniformemente circula[21] não há nem lucros nem perdas em moeda. Mas todo indivíduo obtém um lucro psíquico de suas ações, sem o que ele não agiria de forma alguma. O fazendeiro alimenta e ordenha suas vacas e vende o leite porque atribui um valor maior às coisas que pode comprar com o dinheiro assim ganho do que aos custos incorridos. A ausência de lucros e perdas monetárias numa economia uniformemente circular se deve ao fato de que, não se considerando as diferenças provocadas pela maior valoração de bens presentes em relação a bens futuros, a soma dos preços de todos os fatores complementares necessários à produção é exatamente igual ao preço do produto.


    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=304

    A sua diferença (isto é, a do Rothbard) entre um profissional da receita e um professor é arbitrária e subjetiva, não é objetiva.

    A função exercida efetivamente na realidade de cada um é subjetiva?
    Humm, que interessante...

    Um profissional da receita não "ameaça" alguém para tirar dinheiro. Reconhece-se uma dívida, em tese legal (mas ilegítima, com certeza, mas parece que você até relativizou isso) e depois procede-se à cobrança desta dívida. Qualquer empresa privada faria isso.

    Depois dessa, pede pra cagar e sai...
    Eu não reconheço dívida nenhuma e são fiscais e burocratas da receita que agem para me extorquir dinheiro, coisa que nenhum professor fez enquanto estava numa sala de aula segunrando um giz..
    Uma dívida com uma empresa privada é uma divida que eu contrai voluntariamente, contratualmente, e não o que assaltantes fazem na rua.
    Chega vai, me poupe com seus FAILS...

  • Daniel  12/04/2012 17:40
    Atestado de imbecil é alguém tomar uma citação como esta e interpretá-la literalmente.

    Veja a pretensão que você tem ao afirmar que você sabe melhor do que eu o benefício do que vou fazer. Se eu falo que estou em um dilema que é difícil de julgar, que não sei se minha ação será melhor para mim ou não e que depois da ação posso me arrepender, é porque eu sei disso. Você não sabe. Obviamente que tentarei fazer o que for melhor para mim, mas não é algo que sou capaz de mensurar. Posso errar. É uma decisão muito difícil. Posso, inclusive, depois de tomá-la, sequer ser capaz de julgar se foi boa ou ruim.


    "Uma dívida com uma empresa privada é uma divida que eu contrai voluntariamente, contratualmente, e não o que assaltantes fazem na rua."

    Então, amigão, agora responde. Uma dívida que você contrai voluntariamente com uma empresa privada, contratualmente, é legítima. A empresa pode contratar alguém para aferir o valor da dívida e cobrá-la de você. É este o exercício que um auditor fiscal da receita federal faz - um serviço de aferição de dívida e cobrança - e isso existiria na iniciativa privada. Ele não é um assaltante aleatório na rua.

    A diferença, tanto na aula do professor, quanto no serviço de cobrança e contábil do auditor, é que o trabalho deles foi pago COERCITIVAMENTE. Somente isso. Qualquer coisa além disso não é julgamento objetivo, é subjetivo e ad hoc.

  • Fernando Chiocca  12/04/2012 19:36
    Affff

    Quer dizer que não tem nenhuma diferença entre o trabalho de um capanga da máfia que vai quebras as pernas de quem não pagar a "taxa de proteção" e o professor do filho do mafioso ou o cozinheiro dele, já que todos recebem dinheiro oriundo da taxa de proteção?

  • Daniel  12/04/2012 20:08
    Fernando, o seu exemplo é errado. Quebrar a perna de alguém sempre será moralmente errado (pelo menos para mim) a não ser em legítima defesa. O problema aqui não é a estrutura da relação, estatal ou privada.

    Note que o auditor da receita federal não vai quebrar a perna de ninguém. Nem o regulador. Então o seu exemplo traz uma violência física e compara com o serviço do professor e depois tenta transpor essa relação para algo em que não se aplica.

    Agora, já que eu respondi diretamente, gostaria que você respondesse diretamente também:

    É "imoral" o trabalho de um auditor privado que verifica quanto alguém deve à empresa?

    É "imoral" o trabalho de um segurança privado que cumpre a busca de um bem de alguém que deve e não paga?

    Estes trabalhos são imorais per se?



  • Fernando Chiocca  12/04/2012 20:26
    Não, meu exemplo não está errado não. Você que não conseguiu compreender.

    O capanga da máfia também não vai quebrar a perna de ninguém. Ele só coletar a taxa de proteção, sob a ameaça de quebrar a perna.

    O fiscal da receita faz a mesmíssima coisa. Ele vai coletar a taxa, sob a ameaça de prisão e em última instância (para os que ousarem resistir) de morte.

    O trabalho de quem trabalha na receita, em qualquer departamento, é o de viabilizar uma extorsão, totalmente diferente do professor, que só recebe o produto de um roubo, como o verdudereiro que vende verdura pra uma escola pública.



    E é sério que você quer que eu responda essa perguntas asininas que você fez? De novo?
    Imoral é extorquir e não cobrar uma dívida legítima, contraída voluntariamente através de contrato. Imoral seria o devedor se recusar a pagar e resistir a cobrança. Ele seria um ladrão praticando roubo implícito.
    Mais uma vez você demonstra não conhcer o elementar sobre ética.. e chegou aqui cheio de pompa querendo ensinar, julgar e condenar os outros....
  • Carlos Marcelo  26/03/2013 20:32
    O professor Ubiratan ou alguém que entenda bem do assunto, pode comentar esta matéria? rwer.wordpress.com/2013/03/20/is-lm-is-bad-economics-no-matter-what-krugman-says/


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