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O "sonho de Keynes" é o nosso pesadelo

Como se sabe, os principais bancos centrais do mundo, a saber, o Fed, o BCE e os da Inglaterra, Suíça, Japão e Canadá resolveram cingir suas cinturas com o manto de "salvadores das economias do planeta" e decidiram intensificar (ainda mais!) o provimento de liquidez e "amparo" ao sistema financeiro global.  Decretaram também a redução dos custos de carregamento das carteiras em dólares, para o que não titubearão em emitir papéis pintados com o retrato de George Washington e outros pais da pátria, "sempre que isto se tornar necessário" (eles têm a arrogância de julgarem que sabem quando "isto" se tornará ser "necessário")...

Além disso, como mencionou Jeffrey Tucker em seu excelente artigo A união dos bancos centrais mundiais e a transição para o sonho keynesiano, decretaram que os bancos deverão ter "acesso imediato ao dinheiro em qualquer moeda, de acordo com as condições de mercado" (eles também julgam que sabem o que realmente significa o processo de mercado)...

É um passo, sem dúvida, em direção à criação de um banco central mundial e, segundo alguns, ao estabelecimento de uma moeda global, pretensa solução advogada por Lord Keynes nos últimos anos de sua vida. Keynes chegou inclusive a dar um nome a essa excrescência: bancor.  Sua idéia era retirar o poder inflacionário de cada país e entregar esse poder, imensamente multiplicado, a um banco central mundial, o que, segundo pensava, livraria o mundo dos problemas de "ausência de coordenação" ("coordenação", para Keynes, significava manipulação de políticas de "sintonia fina").

Na época, como observa Tucker no mencionado artigo,"a ideia não vingou, mas as instituições que supostamente deveriam administrar tal sistema foram de fato criadas: o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial", que acabaram se transformando progressivamente em algo como que Ongs assistencialistas, assim como a ONU.  Todos esses organismos deveriam ser sumariamente extintos, porque se transformaram em redutos de política e, em alguns casos, até, de corrupção.

O "sonho keynesiano" é na realidade um pesadelo! Um banco central mundial é uma idéia que vai contra tudo o que os economistas austríacos sempre defenderam em suas teorias dos mercados, da moeda, do capital, dos juros e dos ciclos econômicos. Sob o manto do sonho de Keynes, as recentes decisões dos bancos centrais na verdade representam, claramente, um presente para os bancos do mundo inteiro, tal como as rodadas de Quantitative Easing.

Que o sistema bancário anda há anos beirando a bancarrota não é segredo nem para um mosquito que ronda uma vaca sonolenta em um pasto qualquer, conforme mostrou Fernando Ulrich em artigo muito esclarecedor, O dilema do sistema bancário e as regras da Basileia, em que expõe claramente a fragilidade do sistema de reservas fracionárias e o caráter de "clube de banqueiros" do comitê da Basileia.

Sugiro fortemente a leitura desses dois artigos.  Mas minha preocupação aqui é outra, certamente complementar às de Tucker e Ulrich: é mostrar que esses passos no sentido da criação de um banco central e de uma moeda mundial são um ataque, já não direi apenas aos ensinamentos austríacos, mas ao bom senso e, embora muitos não o percebam, às liberdades individuais.

Comecemos pelo bom senso — ou pela falta de bom senso.  Um banco central mundial, além de concentrar um grau de autoridade inadmissível, é uma afronta a um dos mais elementares princípios que regem a eficiência, seja ela política, econômica, administrativa e, mesmo, da vida de qualquer grupo: o princípio da subsidiariedade, que acaba de ser mandado às favas pelos banqueiros centrais dos países desenvolvidos. É uma ode ao planejamento central, agora globalizado, com todas as consequências nefandas que esse tipo de organização acarreta para as sociedades.

Quem comandará esse banco super-poderoso?  Economistas iluminados, com seus modelos de equilíbrio geral que tratam pessoas como aquelas esferas que deslizam em planos inclinados, que aprendemos nas primeiras aulas de Física?  Terão eles os conhecimentos suficientes para saberem que quantidades "corretas" de moeda e de crédito devem circular pela economia planetária ou estarão sujeitos às limitações e à dispersão do conhecimento, que Hayek tão bem apontou?  Saberão eles os bilhões de planos individuais de todos os agentes econômicos da terra, da Patagônia ao Alasca, das Ilhas Falkland ao leste da África, planos que acarretam ações, as quais por sua vez implicam cursos de mais e mais ações ao longo do tempo real, subjetivo e sob condições de incerteza? Para onde esses pretensiosos querem nos empurrar, Madonna mia?  Para um totalitarismo monetário mundial?  Tudo isso para salvar bancos insolventes, que acreditaram nos contos da Carochinha?  Como dizem os gaúchos, bah!

Com relação à EAE, é evidente que Bernanke e seus pares de outros países não sabem que os mercados são processos que tendem para o equilíbrio, mas que jamais alcançam esse equilíbrio, não conhecem a teoria da moeda de Mises, não desconfiam nem que existe uma teoria do capital de Böhm-Bawerk e nunca leram nada sobre a TACE (Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos)!  Só estudaram keynesianismo, monetarismo, expectativas racionais e econometria, enfim, só conhecem o paradigma falido da mainstream economics.  Se tivessem estudado os autores austríacos com a atenção que estes sempre mereceram, saberiam que a própria idéia de um banco central nacional é uma defesa descabida de um monopólio, que o valor da moeda sempre cai em relação aos dos demais bens e serviços quando as máquinas impressoras são colocadas para funcionar da maneira como está ocorrendo, que a moeda "nova" não cai de helicóptero nas mãos de todos, mas é despejada em um setor específico da estrutura de capital da economia e que expansões de crédito não lastreadas em poupança genuína — como as que vêm fazendo irresponsavelmente — acabam inexoravelmente levando à inflação e à sua consequência, o desemprego.

Por fim, no que diz respeito à violação das liberdades individuais, é evidente que a centralização da moeda e do crédito nas mãos de uma autoridade mundial vai se constituir em um monopólio muito mais forte do que os atuais monopólios nacionais. Meia dúzia de economistas supostamente sábios vão interferir na ação humana de mais de seis bilhões de indivíduos, vão dirigir, ou afetar indiretamente a função empresarial e vão desviar recursos que os mercados alocariam de maneira diferente.

Sempre sustentei que o Euro foi um erro, mesmo quando era moda afirmar o contrário. Com o seu advento, governos de países como Grécia, Portugal e Itália, entre outros, que nunca tiveram moedas fortes, passaram a acreditar que o passe de mágica do Euro os havia colocado em tal condição.  Voilà — pensavam os políticos desses países — agora temos uma moeda que, no fundo, é lastreada no antigo marco do Deutsche Bundesbank. Deram-nos a cornucópia inexaurível!  Preocupar-se com a dívida soberana?  Ora, isso seria coisa para as gerações futuras...

Do lado fiscal, a coisa não está menos desanimadora, haja vista a declaração da Sra. Angela Merkel de que, agora, a Europa caminha para uma "unidade fiscal"...  Como ela convencerá os taxpayers alemães a bancarem as orgias dos governos grego, português e italiano?

Parece que os governos estão se comportando como um grupo em um restaurante, em que todos já sabem que gastaram mais do que poderão pagar ao garçom, mas que continuam comendo e bebendo...

É evidente que essas medidas anunciadas não poderão dar bons resultados e nosso receio é que, com isso, venham a ser tomadas mais e mais medidas, até que o mundo inteiro seja envolvido pela nuvem negra da estagflação.

Talvez então alguns economistas não austríacos percebam que o "sonho" de um banco central mundial do senhor Keynes é um pesadelo. Como tudo o que ele escreveu, aliás. E que compreendam que Friedman, mesmo defendendo o livre mercado, no fundo, acreditava em sua própria frase: "we are all keynesians"...


1 voto

autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • Christiano  05/12/2011 06:35
    Antes de mais nada, Muito bom o artigo, alias todos os artigos postados são otimos.\r
    \r
    Primeiro muito bom salientar na ideia erronea que a maioria teve acerca do "EURO" eu mesmo tive essa ideia que o euro seria algo bom...porem estamos falando de economias diferentes, que usam de seus recursos e produzem com esses recursos de formas antagonicas, a um momento estarem compartilhando de uma mesma moeda, moeda que irá circular em pais que possuem economias diferentes porem o valor do dinheiro é igual.\r
    ´\r
    Um exemplo para a precariedade da ideia sobre um banco mundial é fazer uma comparaçao ao crescimento de um pais como a Argentina com a moeda fraca com um pais como o proprio EUA, como iriamos equalizar uma economia falida da Argentina com a força dessa nova moeda ? \r
    \r
    até mais !\r
    \r
    Boa Semana a Todos !
  • Leninmarquisson da Silva  05/12/2011 11:36
    Notícias como essa me deixam totalmente perdido.

    Por um lado quero acreditar no Gary North quando diz que esses planos da NOM estão insustentáveis, ou no Leandro quando me disse que a miséria resultante causaria descontentamento popular e eventualmente levaria à queda desse sistema.
    Mas por outro, penso no que diz Olavo de Carvalho quando fala sobre a hegemonia cultural da esquerda (além de que pobreza não gera revolução, consolida poder), ou mesmo na bíblia; tenho a impressão de que a profecia do governo mundial é cada vez mais concreta.

    Enfim, não é a primeira vez que discuto isso aqui, mas esses filhos da puta parecem Hydras; você corta uma maldita cabeça e nascem 2, mais fortes, no lugar.
    A criação dum banco mundial colocaria a Liberdade em xeque, para um governo mundial dar o xequemate logo em seguida.
  • Marcelo  06/12/2011 03:13
    Talvez a coisa funcione assim: o sistema atual entra em parafuso e, para solucionar, vão aumentar cada vez maisas autoridades centralizadas, até mesmo com um governo mundial.

    Como o projeto tende a fracassar, o sistema centralizado se desintegra depois de algumas décadas. Assim você sintetiza as duas teses.
  • Carlos  05/12/2011 11:56
    Se as políticas keynesianas não são as adequadas para lidar com a crise, pq a economia dos EUA começa a dar sinais de recuperação, por exemplo, o desemprego atingiu o menor nível desde março e 2009?
  • Leandro  05/12/2011 12:39
    É simples, Carlos. A taxa de desemprego é uma divisão. Trata-se da razão entre pessoas desempregadas e o total da força de trabalho. No numerador, temos o número de pessoas desempregadas. No denominador, temos o total da força de trabalho.

    Qual a consequência? Se o sujeito está desempregado e procurando emprego, ele é contabilizado no numerador. Se esse sujeito, no entanto, não consegue encontrar emprego, ele simplesmente desiste, pára de procurar emprego, "se retira" do mercado de trabalho e vai viver na dependência do seguro-desemprego. Consequentemente, o valor do numerador diminui e a taxa de desemprego magicamente cai. Observe que nenhum emprego foi criado; o que aconteceu foi simplesmente que um sujeito desistiu de procurar emprego.

    Funciona assim: Joe Smith é demitido. Ele está desempregado. Ele sai à procura de um novo emprego. Ele ainda faz parte da força de trabalho. Assim, a taxa de desemprego aumenta: a razão entre aqueles que estão sem emprego e toda a força de trabalho.

    Joe segue procurando um emprego. Seu seguro-desemprego expira. Ele desiste de procurar emprego. Ou ele passa a procurar emprego no mercado informal. Em ambos os casos, ele está fora da força de trabalho. Ele portanto foi retirado das estatísticas do desemprego.

    Quando estava desempregado, ele tinha um maior peso no numerador do que no denominador. Portanto, quando ele é retirado de ambos os termos da fração, a taxa de desemprego cai. Uma vitória para os pacotes de estímulo! O problema é que essa vitória é puramente estatística.

    Eis a regra:

    a) Pessoas com empregos estão empregadas.

    b) Pessoas sem empregos, à procura de empregos e disponíveis para o trabalho estão desempregadas. (Estas entram no numerador da divisão).

    c) As pessoas que não estão nem empregadas e nem desempregadas não estão na força de trabalho. (Essas não são contabilizadas na divisão).

    d) A soma dos empregados com os desempregados constitui a força de trabalho civil. (Ou seja, a soma de a + b forma o denominador da divisão).

    Portanto, taxa de desemprego = b/(a+b)

    Pode brincar com os números aí à vontade: mantenha a constante e reduza b. Você vera que a taxa de desemprego vai cair.

    Nos EUA, a taxa está caindo justamente porque b está diminuindo, isto é, as pessoas estão desencorajadas e saindo da força de trabalho (migrando de b para c).

    Duvida? Pode conferir as estatísticas do Bureau of Labor Statistics.

    Vá a esse link e assinale as seguintes variáveis:


    Not in labor force [(c); pessoas que desistiram de procurar emprego; o número vem aumentando desde julho].

    Civilian labor force [Força de trabalho (a+b); o número vem caindo desde julho, justamente em consequência da redução de b].

    Employed [pessoas empregadas (a)]: número praticamente constante desde julho.


    Logo, aí está a sua resposta: a se manteve praticamente constante e b caiu. Consequentemente, a taxa de desemprego caiu. "Os pacotes funcionaram!"

    Abraços!
  • Carlos Araujo  05/12/2011 16:59
    Perfeito Leandro!

    Sempre me deparei com este ponto levantado por certas pessoas, e nunca consegui entender o fato do desemprego realmente diminuir. Pensava que pudesse ser alguma manipulação dos dados.

    Na verdade, é quase isto. Não é uma manipulação clara, mas uma mutreta no cálculo para atingir o valor desejado.

    Eu observei que os número não sobem ou descem de maneira linear. É preciso "afastar" um pouco a análise temporal para poder enxergar a tendência.

    Isto pode estar relacionado à alguma teoria? É consequência real de alguma intervenção do governo, ou são variações naturais de mercado?

    Abraço!
  • Leandro  06/12/2011 00:58
    Prezado Carlos Araujo, em 2010 os números foram bons por causa das contratações do censo. Mais de 200 mil pessoas foram oficialmente integradas à força de trabalho (estatal) para fazer a contagem da população. Depois foram dispensadas e o desemprego voltou a subir.

    Da mesma forma, nos meses de novembro e dezembro costuma haver mais contratações temporárias por causa das festas de fim de ano. Mas os números sempre voltam a piorar em janeiro e fevereiro, pois estas pessoas são dispensadas.

    Até onde sei, são essas as maiores variações sazonais. Qualquer outra variação vai depender de fatores pontuais.

    Grande abraço!
  • Carlos Araujo  06/12/2011 06:50
    Obrigado Leandro. Imaginei mesmo que pudesse ser apenas variações sazonais.


    Abraço!
  • Rhyan  05/12/2011 16:04
    Friedman disse isso? Mas no fim da vida ele não defendeu o fim dos BCs?
  • Leandro  05/12/2011 16:19
    Friedman realmente disse isso , só que foi ainda na década de 1970, imediatamente após o fim total do padrão-ouro (o qual era mais desprezado por Friedman do que pelo próprio Keynes.)

    Logicamente, isso foi antes da estagflação americana (que começou em 1974 e foi até 1982) arrasar com a ortodoxia keynesiana -- a qual foi ressuscitada sob um novo formato, chamada de pós-keynesianismo.

    Creio que, já no final da década de 1970, ele genuinamente tenha se arrependido.
  • Maurício Andrade Weiss  10/10/2012 11:56
    É nítido como o autor do texto e os comentaristas aqui nunca leram ou entenderam Keynes. Uma pena.
  • mcmoraes  10/10/2012 12:10
    Não desista, meu xará. Tenho certeza de que você vai adorar a seção de artigos sobre o keynesianismo.
  • Fernando Chiocca  10/10/2012 12:19
    Que ótimo que você chegou aqui então!

    Estavamos esperando alguém para nos explicar o keynesianismo.

    Poderia começar explicando como criar mais dinheiro pode aumentar a riqueza geral na sociedade?

    Depois pode ser mais específico e apontar as falhas no texto, explicando o que é o certo.

    PS: Por que demorou tanto?
  • Gustavo BNG  10/10/2012 12:37
    É o mesmo papo usado pelos marxistas: "nunca leram ou entenderam Marx"...
  • Mauricio Andrade Weiss  10/10/2012 13:33
    Bem Fernando, desculpa a demora, só vim hoje porque um amigo mandou esse link.

    O banco mundial de Keynes não tem a nada a ver com a ideia passada no texto de perda de liberdade.

    Sua proposta é a criação de uma autoridade monetária internacional emissora de uma moeda de reserva internacional (bancor) não passível de entesouramento e especulação por parte dos agentes econômicos.

    O intuito era acabar com o problema das especulações entre as moedas que trazem impactos direto nas taxas de câmbio. Essa moeda não seria a única mundial, mas àquela utilizada para compensações. Deste modo, um país deficitário recorreria a este "banco mundial" para obter a moeda (bancor) necessária para honrar seus compromissos comerciais.

    Cada país continuaria com suas moedas e seus bancos centrais.

    Outro aspecto, política keynesiana não se resume a colocar mais dinheiro em circulação.

    Quanto a tua pergunta, precisa ler mais pra entender melhor. Mas resumidamente (e isso é um problema para leigos compreender adequadamente), não é simplesmente a criação de dinheiro, mas sim do crédito. Na ausência de funding suficiente para financiamentos, um banco comercial pode financiar o investimento, criando dinheiro sem haver a necessidade de depósitos prévios. Uma vez o investimento realizado haverá um aumento na renda nacional e parte dessa virará poupança e que poderá servir para novos investimentos, quitando o financiamento inicial.

    O problema é quando a poupança é destinada para ativos líquidos que não proporcionam aumento nos rendimentos futuros.

    Quanto a política praticada pelos bancos centrais na atual conjuntura, ela é problemática e não keynesiana, pois a simples criação de dinheiro não gera estimula a demanda pois estes recursos são entesourados. Apenas traz um leve alívio à demanda por liquidez.

    Bem respondido suas colocações.
    Quanto as minhas outras discordâncias do texto fica para uma próxima, mas aí tudo bem, faz parte das crenças de vocês.
    Temos em comum a discordância do proposto pelo mainstram.
  • Luis Almeida  10/10/2012 14:37
    "Na ausência de funding suficiente para financiamentos, um banco comercial pode financiar o investimento, criando dinheiro sem haver a necessidade de depósitos prévios. Uma vez o investimento realizado haverá um aumento na renda nacional e parte dessa virará poupança e que poderá servir para novos investimentos, quitando o financiamento inicial".

    Essa é a mais pura alquimia de que se tem notícia. Por isso mesmo, e muito compreensivelmente, keynesiano nenhum explica racionalmente como tal ficção seria possível.

    Como assim a criação de dinheiro do nada gera poupança e investimento? Para você investir, é necessário antes alguém ter poupado. Se eu quero produzir um carro, criar dinheiro ou crédito do nada não fará a mágica de "fazer surgir" também do nada o aço, o plástico e a borracha necessários à produção deste carro. Para que estes elementos existam, alguém tem de tê-los produzidos. E para que estes pudessem produzi-los, eles tiveram de utilizar bens de capital. E a produção destes bens de capital só foi necessária em decorrência de uma poupança anterior.

    A grande ignorância do keynesianismo é que eles desconhecem por completo o funcionamento da estrutura do capital. Eles genuinamente acham que é só criar crédito e só colocar o governo para gastar, que todos os bens surgem do nada. Basta "gerar funding" e todos os bens necessários à produção de qualquer coisa surgem. A economia cresceria continuamente, como que por encanto.

    As desgraças que este pensamento tosco já trouxeram ao mundo são incontáveis.
  • Fernando Chiocca  10/10/2012 15:18
    Muitíssimo bem respondido minhas colocações.

    Simplesmente genial. Governos criam crédito do nada para financiar investimentos, e isso aumenta a renda nacional.

    Riqueza foi criada com um simples truque contábil.

    Excelente.

    Agora por favor, vamos prosseguir, pois sua resposta incita novas dúvidas.

    Me explique agora como é que existe pobreza no mundo, mesmo com governos adotando essa fórmula keynesiana há tanto tempo.

  • Sherlock Holmes  10/10/2012 19:09
    A propósito, Maurício, a única obra de Keynes que consta da bibliografia da sua dissertação de mestrado é a Teoria Geral. Tem certeza de que você leu Keynes?
  • Maurício Andrade Weiss  10/10/2012 20:47
    Vamos lá Luis,

    Em nenhum momento disse que basta criar crédito.

    O financiamento deve ir para o investimento. Agora para investir não basta ter crédito, mas ele é fundamental quando não há o funding necessário. Poupança tem de monte, vocês não entendem diferenças de estoque e fluxo. Estoque de poupança foi acumulado ao longo dos anos do capitalismo, o problema é que ela não vai só para investimento. Esse é o problema do Brasil por exemplo, o estoque de riqueza permanece na forma líquida e não vai suficiente para o investimento, daí a importância da redução dos juros para estimular o investimento.

    Contudo mesmo não havendo poupança prévia, e assim que os países conseguiram se desenvolver, emite-se dinheiro para estimular o investimento, isso quando há vontade dos empresários em tomarem essa decisão. Caso não as tenham, fica mais difícil, nesse momento cabe ao governo estimular novos investimentos por meio de gastos ou ele próprio investindo.

    Uma coisa Luis, você não entende como o aumento do investimento por meio do multiplicador gera aumento da renda? Só me confirma isso, porque daí a discussão é mais no nível de 2º ano de graduação que acreditava ser dispensável nesse fórum. Outra pergunta, você sabe que os bancos trabalham alavancados? É bom pensar o sistema financeiro após o século XIX para entender isso. Não estamos mais na economia do trigo rsrs

    Agora, é óbvio que você tem que ter tecnologia e matéria-prima para a produção, isso qualquer criança sabe. Crédito sozinho não é suficiente para nada, é fundamental, mas insuficiente.

    Para sair do patamar de país subdesenvolvido, teoria keynesiana é importante mas insuficiente, precisamos nos apoiar nos autores desenvolvimentistas, como os da Cepal, Chang, Tavares, Hirshmann, Perroux etc. Essa parte da resposta vale para sua pergunta também Fernando. E uma coisa, não existem governos keynesianos, quem se aproximou foi a Suécia em largo período de sua história, a China exerce em parte também e a Dilma, o Lula não, está começando a fazer agora.

    Fernando, que bom que você nem quis mais discutir o mérito do texto estar completamente equivocado na visão do banco mundial, reconhecer os erros é o primeiro passo ao aprendizado.

  • Luis Almeida  10/10/2012 23:59
    Prezado Mauricio, você certamente chegou a este site agora. A prova máxima disso é quando você estufa peito para dizer "você sabe que os bancos trabalham alavancados? É bom pensar o sistema financeiro após o século XIX para entender isso." Não há um só artigo deste site sobre o sistema bancário que não verse sobre essa anomalia.

    E o fato de você haver chegado a este site só agora explica bem por que você ainda repete com segurança e desenvoltura todos estes chavões e lugares-comuns keynesianos. Você, pra começar, pensa em poupança como sendo meramente dinheiro guardado, tosqueira tipicamente keynesiana. Poupança é abstenção de consumo, e quanto maior a poupança, maior a quantidade de bens não utilizados disponíveis para serem investidos e transformados tanto em bens de capital (o que aumenta a capacidade produtiva) quanto em bens de consumo, o que aumenta o padrão de vida.

    Leia todos os artigos daqui sobre crescimento econômico, sobre Keynes, sobre ciclos econômicos, e então, só então, volte para responder novamente à seguinte mágica: como é que criar crédito do nada, simplesmente pela criação de entradas contábeis em balancetes de bancos, faz surgir bens de capital e bens de consumo? Que milagre é esse capaz de transformar as pedras em pães?

    Volte só quando tiver substância.

    P.S.: vocês keynesianos precisam entrar em acordo. Na época das vacas gordas da economia mundial, todos os acadêmicos brasileiros eram unânimes em dizer que todas as economias desenvolvidas eram keynesianas, principalmente a americana. Agora que o barco afundou, vocês foram os primeiros a entrar nos botes salva-vidas e deixar mulheres e crianças para trás. Que deselegante!

    P.S.2: seu comentário foi, na verdade, de enorme serventia. Havia vários leitores dizendo que este site exagerava em suas descrições sobre o pensamento keynesiano, dizendo não ser possível haver coisa tão rasa, vazia e simplista assim. Você, ao citar a superioridade inabalável do "multiplicador de renda", uma das nossas chacotas favoritas e um dos pilares keynesianos que até mesmo os leitores leigos diziam ser "tosco demais para ser verdade", apenas comprova que vocês realmente levam isso a sério. Não é invenção nossa.

    P.S.3: artigo pra lá de básico pra você começar seus estudos um pouco mais avançados:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1082
  • Catarinense  11/10/2012 05:55
    E esse Maurício tem mestrado em economia? Minha nossa...Ei, "mestre" Maurício, já resolveram o problema da vidraça quebrada? Ou podemos continuar construindo obras faraônicas que não servem pra nada além de destruir o poder de compra da poupança das pessoas comuns através da inflação e enriquecer os amigos do rei através da concessão de crédito a taxas irreais, que por sua vez também destrói o poder de compra do dinheiro duramente economizado da população através da inflação?

    Pois é, bem vindo ao mundo real. Aqui a criação de dinheiro do nada destrói o poder de compra da moeda, e penaliza aqueles que economizaram para ter um futuro melhor. E você vem falar em Cepal? O que você quer, um cargo no governo Dilma?
  • Fernando Chiocca  11/10/2012 09:05
    Maurício, muito obrigado por tentar me fazer entender o keynesianismo.

    Eu confesso mesmo que jamais entendi.

    Mas ainda não consegui entender.

    Não estou mesmo interessado em saber sobre a concepção dele sobre banco mundial ou o que seja.

    Quero apenas saber o que perguntei: como criar dinheiro do nada pode aumentar a riqueza geral na sociedade?


    Sua resposta foi totalmente confusa e circular:

    não é simplesmente a criação de dinheiro, mas sim do crédito. Na ausência de funding suficiente para financiamentos, um banco comercial pode financiar o investimento, criando dinheiro sem haver a necessidade de depósitos prévios. Uma vez o investimento realizado haverá um aumento na renda nacional e parte dessa virará poupança e que poderá servir para novos investimentos, quitando o financiamento inicial.

    Veja a sua circularidade:
    Você disse havendo um aumento na renda nacional, parte dessa virará poupança e que poderá servir para novos investimentos, quitando o financiamento inicial.
    Mas para que depender de poupança criada a partir de renda se o crédito pode ser criado do nada, sem necessidade de depósito prévio??

    E minha pergunta permanece. Como a criação de crédito do nada pode aumentar a renda nacional?
    Afinal, os bens materiais e os meios de produção permanecem com a quantidade inalterada.
    Se um banco comercial empresta dinheiro cirado do nada para determinados investidores, estes irão apenas desviar os recursos escassoz de outras áreas, e não criar novos recursos. Esses não são criados do nada.

    Realmente está difícil de entender as mais básicas questões.

  • Neto  11/10/2012 10:24
    'O problema é quando a poupança é destinada para ativos líquidos que não proporcionam aumento nos rendimentos futuros. '

    E como saber quem é quem? Alguém teria que ter uma bola de cristal pra essa geração de crédito funcionar então, né?
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 10:46
    Neto,

    E como saber quem é quem? Alguém teria que ter uma bola de cristal pra essa geração de crédito funcionar então, né?

    Quando alguém faz o financiamento está sabendo qual é o destino né. O que se faz com a poupança depois realmente é difícil, cabe ao governo regular a economia, reduzir os juros e em última instância aumentar os gastos governamentais para estimular o setor privado utilizar a poupança gerada em investimento. Mas isso não é algo tão simples, envolve sempre questões políticas e sociais.

    No comunismo isso não é problema, a poupança pode ser sempre destinado ao investimento. Porém aí existem uma série de outros problemas, como a ditadura e ineficiência microeconômica.
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 06:19
    Realmente não há como ter diálogos com pessoas que não querem entender.

    "Você, pra começar, pensa em poupança como sendo meramente dinheiro guardado, tosqueira tipicamente keynesiana. Poupança é abstenção de consumo, e quanto maior a poupança, maior a quantidade de bens não utilizados disponíveis para serem investidos e transformados tanto em bens de capital (o que aumenta a capacidade produtiva) quanto em bens de consumo, o que aumenta o padrão de vida".

    Essa vossa definição de poupança é completamente arcaica, vocês ficam presos nos mesmos cânones dos economistas clássicos. Não faz nenhum sentido, eu deixo de consumir automóvel, aí vai se utilizar menos da capacidade produtiva e por isso vai aumentar meu potencial de investimento. Se vocês parassem um pouco de ficar viajando e fossem analisar a economia real, observariam que reduções no consumo provocam retração nos investimentos e com isso na renda. Não é só o lado da oferta que faz com que a renda cresça, vocês parecem que acreditam na Lei de Say.

    Poupança é a parcela da renda não utilizada para consumo, que pode se manter na forma líquida ou ilíquida, como já falei duas vezes, mas em cabeça teimosa isso não tem como entrar.

    Quem disse que os EUA operam com políticas keynesianas são keynesianos de araque. Eles tem uma preocupação com a política monetária para estimular a renda e só, isso não é suficiente para ser considerada keynesiana. Embora seja importante em alguns momentos.

    Mas imagina, se vocês que se dizem letrado na conseguem entender a coisa mais básica da economia que é o multiplicador keynesiano, os outros que não vão entender mesmo, mas deles já é compreensível, de vocês é lamentável. Vou explicar (pena que não posso desenhar aqui).

    Começo: Entrou dinheiro na economia (crédito bancário ou endividamento público) para investir. Investiu-se, então tanto a empresa investidora com as vendedoras de bens de capital aumentam as contratações, a demanda da economia como um todo irá aumentar, há um aumento na produção da economia como um todo ocasionada pelo aumento da demanda. Aumento na produção proporciona aumenta na renda (fatores de produção: capital, empresário, trabalhador, renda da terra todo mundo ganhou), parcela dessa renda elevada não será consumida, o investidor inicial que pegou o dinheiro emprestado obteve lucro (como obteve lucro? marx explica melhor que ninguém, mas de modo chulo, o preço vendido é mais elevado que o custo unitário) e com o lucro ele paga o financiamento inicial. Esse dinheiro pode ser alocado para novos investimentos e assim vai.

    O problema é quando o dinheiro ao invés de ser colocado para investimento se mantém na forma líquida, aí a economia trava e não cresce. Por isso (não só por isso) que em momentos de crise financeira e bancária onde o crédito míngua não há crescimento econômico. Daí vem a necessidade dos bancos centrais do mundo todo criarem dinheiro. O problema da Europa e EUA que colocar dinheiro no mercado é insuficiente, pois esse dinheiro novo não está sendo destinado ao investimento e sim aplicado em mercado de commodities e em países emergentes como o Brasil, daí a preocupação da Dilma com a guerra cambial.

    Bem agora espero que tenha entrado mais nessa cabeça dura. Se não, tenho certeza que é má vontade.
  • Blah  11/10/2012 09:59
    Você vem aqui fazer pose de grande estudioso e sequer saber que os austríacos rejeitam a teoria de valor adotada por Marx (e Adam Smith, por sinal). Os "austríacos" e seguem as teorias de valor de economistas como Carl Menger - especialmente a teoria da utilidade marginal decrescente. Aproveite o tempo e ao menos leia sobre o problema do cálculo econômico e sobre a não-neutralidade da moeda. Até agora, só está fazendo um papelão, especialmente quando diz "Marx explicou isso como ninguém".

    Ah sim, e aproveite para explicar por que o tal multiplicador Keynesiano nunca fez com que os rios de dinheiro gerados do nada fossem pagos, pelo contrário, as dívidas só aumentaram. O que sempre ouvi de todos os economistas é que essa conta seria paga "um dia". Se alguém duvidasse disso era considerado um pobre leigo incapaz de entender economia. Pois é, agora a conta está chegando e esses mesmos economistas falam que o que fizeram não foi Keynesianismo. Isso me lembra mesmo os socialistas que se defendem de todas as refutações com "não foi socialismo de verdade".
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 10:41
    Caro Blah, não disse que os austríacos em momento algum aceitam a teoria do valor dos clássicos. Me referi a noção de poupança e que visão míope que basta criar oferta para elevar a renda. A teoria da utilidade marginal decrescente embora tenha seu valor, é muito limitada quando passa a necessitar da racionalidade ilimitada, mas não vem ao caso.

    Vocês tem que entender que são coisas distintas, uma coisa é o crédito criado para investimento. Outra coisa é o que ocorreu com a desregulação da economia que gerou crédito pra tudo que é lado, utilização de derivativos e produtos estruturados como se fossem ativos sem risco etc. Isso vai gerar crises sempre, por isso que já falei 3 ou 4 vezes aqui que não basta criar crédito, mas vocês não querem entender isso.

    Agora você não vai me dizer que os créditos nunca são pagos né. Basta ver a inadimplência bancária brasileira que sempre fica abaixo dos 10%.

    Leandro,

    "Veja a sua circularidade:
    Mas para que depender de poupança criada a partir de renda se o crédito pode ser criado do nada, sem necessidade de depósito prévio??"

    Não pode haver criação de crédito infinitamente, na ausência de poupança (funding melhor dizendo, poupança na forma líquida de nada adianta), cria-se crédito, acontece o mecanismo que expliquei acima, gera-se a poupança, volta pro banco, faz novos financiamentos ao investimento assim vai. O que não pode ocorrer é essa poupança não ir para investimento, se ficar indo pra formas líquidas e a todo momento depender de criação de dinheiro acarretará crises.

    "E minha pergunta permanece. Como a criação de crédito do nada pode aumentar a renda nacional?
    Afinal, os bens materiais e os meios de produção permanecem com a quantidade inalterada.
    Se um banco comercial empresta dinheiro cirado do nada para determinados investidores, estes irão apenas desviar os recursos escassoz de outras áreas, e não criar novos recursos. Esses não são criados do nada."

    Ahammm, aí que tá. Agora eu entendi porque não entra na cabeça de vocês, vocês estão pensando numa economia em pleno emprego, onde todos os recursos são escassos. Mas aí o crédito não terá muito efeito mesmo. O problema é que as economias não operam em pleno emprego. A preocupação de Keynes é para economia fora do pleno emprego, que é o que acontece 99% da história e vocês aí ficam se prendendo aos 1% (na verdade menos).

    A pergunta de vocês então deveria ser, como fazer com que um país acelere seu crescimento já estando no pleno emprego. Essa resposta Keynes não dá, nem a Cepal e os outros que eu citei, a preocupação deles é na ausência do pleno emprego, tipo, o mundo prático. Aqui podemos recorrer às questões da importância das inovações inspiradas no Schumpeter, evolucionários e neoschumpterianos. Existem autores Keynesianos que buscam responder isso também, como Harrod, Kaldor e Robinson.
    Existem também estudos que ligam a concentração ou distribuição de renda, esses nunca chegam ao consenso.
  • Fernando Chiocca  11/10/2012 11:22
    Meu nome é Fernando e não Leandro.

    Novamente, não saiu da circularidade.
    Se na ausência de poupança, cria-se crédito, gera-se a poupança, volta pro banco, pra que depender de ela voltar para o banco, se no início do precesso não foi preciso existir nada no banco?
    Como é que é essa teoria então? Só pode criar crédito uma vez? Se criar duas vezes gera crise? Dez vezes? Cinco vezes em 2 anos? Quanto de crédito pode criar para não gerar crise? E por que?

    Ahammm, aí que tá. Agora eu entendi porque não entra na cabeça de vocês, vocês estão pensando numa economia em pleno emprego, onde todos os recursos são escassos.

    Não estou pensando em nada de pleno emprego.
    E desculpe lhe informar, mas todos os recursos são escassos. Vivemos num mundo de escassez. O problema econômico (e, diga-se de passagem, também o problema ético) surge exatamente deste fato; o problema econômico é o problema da alocação de recursos escassos.

    Pois bem, esclarecido este ponto óbvio, minha pergunta permanece: Como a criação de crédito do nada pode aumentar a renda nacional?


    Por favor, tente se ater a pergunta, que é básica e elementar. Da resposta a essa pergunta depende o meu entendimento do keynesianismo, coisa que eu jamais entendi e agora estou diante de alguém que está disposto a explicar.
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 11:50
    Mil desculpas Fernando, as respostas estavam muito próximas.

    Primeira, você pode criar crédito sempre, mas não pode ficar criando sempre crédito para investimento sem que a poupança gerada seja alocada para novos investimentos, uma hora tem limite, correto? Então se o governo consegue estimular o setor privado a destinar sua poupança em ativos ilíquidos, o crescimento prossegue. Caso não consiga, ele mesmo deve tomar essa iniciativa para voltar a estimular o setor privado.

    Estoque de poupança existe de monte, não falta, o problema é ela ficar na forma líquida/especulativa. Essa era a preocupação do Keynes, fazer com que o fluxo de dinheiro retorne à esfera industrial, não permaneça apenas na esfera especulativa. Porque aí a economia trava e ficar só criando formas de dinheiro pode até fazer com que a economia cresça, como foi os EUA durante quase 30 anos, porém uma hora a bolha estoura e tem-se a crise. Estamos de acordo com isso?

    Segundo ponto, os recursos são escassos no sentido de não serem infinitos, ao contrário de nossos desejos, mas a oferta de recursos produtivos é quase sempre maior que a demanda. Isso só não ocorre quando a economia está operando em pleno emprego (de todos os fatores produtivos né, não só do trabalho). Se você quiser aumentar o investimento numa fábrica automobilística, têxtil, eletrônica, etc. qual o bem escasso aqui? Precisa-se apenas de tecnologia que já existe e dinheiro para adquirir os insumos e contratar mão-de-obra, não se investe mais devida a expectativa dos empresários de que a demanda não será suficiente.

    Nossa divergência maior no fundo é essa. O crédito inicial que proporcionou o investimento está sim aumentando a capacidade produtiva, não precisou retirar recurso de outro lugar.

    Realmente minha disposição é incomum e não é sempre que tenho essa paciência.
  • Renato  11/10/2012 13:59
    Ao aumentar a quantidade de dinheiro na economia, haverá mais dinheiro para a mesma quantidade de bens. Logo, o dinheiro valerá menos em relação aos bens. Isso é interpretado pela população como "aumento de preços", mas seria mais correto dizer "diminuição do preço do dinheiro". Isso retira riqueza de toda a população, mas acrescenta riqueza aos seguintes grupos (dependendo de como é feita a operação): governo, bancos, investidores do mercado financeiro, tomadores de empréstimos baratos. Em alguns casos, isso pode não ser acompanhado de um forte aumento generalizado de preços. Os preços de alguns bens em particular podem subir muito mais do que a média (imóveis ou ações de empresas de informática, por exemplo). Se os setores cujos preços aumentarem muito puderem absorver muito dinheiro, o seu forte aumento ajudará a manter menor o aumento geral de preços, disfarçando o problema. Da mesma forma, o aumento da produtividade de setores importantes (que normalmente se tornaria aumento da riqueza da população em geral, pela diminuição de preços) pode esconder essa transferência de renda. A população é menos beneficiada do que seria de outra maneira por esse aumento da produtividade.\r
    \r
    Então, crédito criado do nada não é inócuo, é transferência de riquezas. Não é verdade que não haveria aumento das riquezas sem isso, apenas as riquezas aumentariam de forma diferente. Antes que essa política de forte expansão monetária existisse nos EUA, o aumento geral de riqueza foi imenso. Os EUA começaram o século XIX muito mais pobres que o Brasil e terminaram muito mais ricos. A história econômica está cheia de exemplos de aumento geral da riqueza sem contar com a expansão monetária. Com a crescente industria da informática nas últimas décadas, os EUA tiveram um crescimento imenso, mas grande parte dessa riqueza gerada pela sociedade foi canalizada para o crescimento do governo e dos bancos. A história da expansão monetária é pavorosa. Inúmeros casos de hiperinflação que desorganiza a produção e gera grande sofrimento.
  • maurício barbosa  12/10/2012 09:42
    MAURICIO ANDRADE WEISS
    Quem provoca capacidade ociosa na economia é o estado com sua política econômica inócua e pífia ou seja ele provoca o desarranjo e depois vem bancar o salvador,o messias prometido que tira o pecado do mundo,portanto se você quer polemizar, seus argumentos estão errados hora onde já se viu um burocrata querer controlar as decisões de milhões de indivíduos racionais e experientes,o governo só sabe atrapalhar, entre erros e acertos a balança é negativa,se o governo se limitasse as funções básicas(saúde,educação,segurança e justiça)ainda assim seriam serviços de péssima qualidade e todos sabemos que em época de eleição todo mundo repete o mesmo dilema, votar em quem se os cachorros são os mesmos só muda as coleiras,é a estes que você confia suas economias então você gosta de sofrer ou então é mulher de malandro.
  • Blah  11/10/2012 12:24
    Me referi a noção de poupança e que visão míope que basta criar oferta para elevar a renda.

    Tá. Agora explique onde foi que eu disse algo parecido.

    Vocês tem que entender que são coisas distintas, uma coisa é o crédito criado para investimento. Outra coisa é o que ocorreu com a desregulação da economia que gerou crédito pra tudo que é lado, utilização de derivativos e produtos estruturados como se fossem ativos sem risco etc. Isso vai gerar crises sempre, por isso que já falei 3 ou 4 vezes aqui que não basta criar crédito, mas vocês não querem entender isso.

    Ok, e você consegue fazer essa distinção? Como você sabe que o dinheiro gerado do nada para investimentos deixou de ser "crédito para investimento" e passou a ser "crédito desregulado". Algum burocrata do governo vai dizer isso para você? Ah sim, e leia sobre a não-neutralidade da moeda.

    Agora você não vai me dizer que os créditos nunca são pagos né. Basta ver a inadimplência bancária brasileira que sempre fica abaixo dos 10%.

    É óbvio que a inadimplência bancária fica abaixo dos 10%. Ao contrário dos governos, os cidadãos não podem emprestar dinheiro e depois emitir títulos para rolar as dívidas, prometendo que um dia os empréstimos serão pagos, depois emitir novos títulos para rolar novamente a dívida, etc. Eu quero é que você me explique porque as dívidas públicas não são pagas, já que, segundo sua lógica, o dinheiro gerado do nada gera uma corrente de investimentos que se pagam.
  • Fernando Chiocca  11/10/2012 12:15
    Acho que não está dando certo, ao invés de finalmente entender o keynesianismo, eu estou entendendo cada vez menos.

    Primeiro, o governo tem que estimular o setor privado a fazer investimentos? Tem que estimular as pessoas a ganhar dinheiro? As pessoas precisam ser estimuladas para isso?


    Estoque de poupança existe de monte? Não falta?
    Cara, voltamos a estaca zero.
    Você tem um sério problema em entender o fato básico de que vivemos num mundo de escassez.
    Não, poupança não é infinita. Poupança é escassa.

    Segundo ponto, os recursos são escassos no sentido de não serem infinitos, ao contrário de nossos desejos, mas a oferta de recursos produtivos é quase sempre maior que a demanda.

    Peraí.
    Nossos desejos são infinitos (=demanda), mas a oferta de recursos produtivos, que não é infinita, é maior que nossa demanda?

    Se você quiser aumentar o investimento numa fábrica automobilística, têxtil, eletrônica, etc. qual o bem escasso aqui? Precisa-se apenas de tecnologia que já existe e dinheiro para adquirir os insumos e contratar mão-de-obra, não se investe mais devida a expectativa dos empresários de que a demanda não será suficiente.


    Ahhh tá. O aço, a borracha, motores, vidro, tinta.. nada disso é escasso, pois criando-se dinheiro do nada e dando esse dinheiro para o dono de uma fábrica, ele pode comprar tudo isso. É isso? Entendi?
    E por acaso esses recursos, assumindo-se que eles já existiam e faltava apenas o dinheiro para compra-los, não eram demandados por outras pessoas e industrias também, mas que não receberam o dinheiro criado do nada, então não mais poderão comprar? Será que o que houve não foi apenas um desvio na alocação de recursos?


    Nossa divergência maior no fundo é essa. O crédito inicial que proporcionou o investimento está sim aumentando a capacidade produtiva, não precisou retirar recurso de outro lugar.


    Será que você gostaria de rever essa sua afirmação?


    Realmente minha disposição é incomum e não é sempre que tenho essa paciência.


    Estou com sorte então hein.
  • Púpilo  11/10/2012 12:26
    "Você pode criar credito sempre, mas não pode sempre criar credito." BRILHANTE! HAHAHAHAHAHAHA
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 13:10
    Aiai, última tentativa de compreensão.

    O governo precisa incentivar a investir em ativos ilíquidos porque se possível irão preferir aplicar em ativos líquidos que não promovem o crescimento.

    Estoque de riqueza existe sim aos montes, mas não destinada ao setor produtivo. Se você realmente acha que não existe gente com dinheiro no mundo aplicado em diversos fundos de investimento e em outros ativos líquidos, paciência, aí ignorância tem limite.

    Claro que pode, ou você acha que a GM não pode aumentar o investimento numa fábrica se tiver dinheiro para tal?

    Não precisa assumir, as empresas não operam com 100% da capacidade de produção. Caso ele não o tenha pode.

    "E por acaso esses recursos, assumindo-se que eles já existiam e faltava apenas o dinheiro para compra-los, não eram demandados por outras pessoas e industrias também, mas que não receberam o dinheiro criado do nada, então não mais poderão comprar? Será que o que houve não foi apenas um desvio na alocação de recursos?"

    Óbvio que não, como disse, as empresas não operam no limite da capacidade produtiva, além do que elas tem flexibilidade para aumentar a capacidade produtiva.

    Tais com muita sorte mesmo viu Fernando.

    Agora Púpilo, aprenda ler uma frase até o final. Esse tipo de coisa que você fez é o que eu mais desprezo no mal cientista e na imprensa. Aprenda a fazer como faz o Fernando.
  • Fernando Chiocca  11/10/2012 14:33
    "O governo precisa incentivar a investir em ativos ilíquidos porque se possível irão preferir aplicar em ativos líquidos que não promovem o crescimento."

    ??????
    Não entendi nada

    Minha pergunta permanece: "Primeiro, o governo tem que estimular o setor privado a fazer investimentos? Tem que estimular as pessoas a ganhar dinheiro? As pessoas precisam ser estimuladas para isso?"



    Estoque de riqueza existe sim aos montes, mas não destinada ao setor produtivo. Se você realmente acha que não existe gente com dinheiro no mundo aplicado em diversos fundos de investimento e em outros ativos líquidos, paciência, aí ignorância tem limite.


    ???
    Vem cá, o que você acha que fundos de INVESTIMENTOS fazem com o dinheiro que aplicam nesses fundos?

    E vocÊ acha realmente que poupança não é escassa????


    Claro que pode, ou você acha que a GM não pode aumentar o investimento numa fábrica se tiver dinheiro para tal?

    Claro que pode o que?
    Você leu minha pergunta?
    Perguntei se esses recursos não seriam desviados de outros usos que eles teriam se não fosse a concessão de crédito a uma industria específica, já que a criação de crédito do nada não criou bens que não existiam.



    Óbvio que não, como disse, as empresas não operam no limite da capacidade produtiva, além do que elas tem flexibilidade para aumentar a capacidade produtiva.

    Como óbvio que não?
    Se um fabricante de aço está vendendo para a industria de computação, ai a industria automobilistica recebe um dinheiro criado do nada e oferece mais dinehiro pelo aço, o fabricante de aço, para atender a industria automobilistica vai ter que parar de vender para a industria de computadores, já que a simples criação de dinheiro não fez aparecer mais aço no mundo.
    Onde está a obviedade?
    Você acha que criar dinheiro faz aumentar a quantidade de aço no mundo?
    É isso?
  • TL  11/10/2012 15:18
    Maurício, fiquei com dúvida.

    "O governo precisa incentivar a investir em ativos ilíquidos porque se possível irão preferir aplicar em ativos líquidos que não promovem o crescimento"

    Não entendo sua preocupação com os ativos líquidos. Quando alguém investe em ativos líquidos, outra pessoa recebe esse capital. Esse arranjo pode se perpetuar, entretanto em algum momento alguém venderá um ativo líquido e fará um investimento em ativo ilíquido.

    Eu vejo o contrário, vejo os investimentos em ativos líquidos como benéficos. É uma forma espontânea de coordenação do mercado, onde os detentores do capital podem financiar outros agentes do mercado.
  • anônimo  11/10/2012 17:39
    "Estoque de riqueza existe sim aos montes, mas não destinada ao setor produtivo. Se você realmente acha que não existe gente com dinheiro no mundo aplicado em diversos fundos de investimento e em outros ativos líquidos, paciência, aí ignorância tem limite."

    Depois dessa só pode estar de sacanagem...
  • Neto  12/10/2012 03:47
    'Estoque de riqueza existe sim aos montes, mas não destinada ao setor produtivo. Se você realmente acha que não existe gente com dinheiro no mundo aplicado em diversos fundos de investimento e em outros ativos líquidos, paciência, aí ignorância tem limite.

    ???
    Vem cá, o que você acha que fundos de INVESTIMENTOS fazem com o dinheiro que aplicam nesses fundos?'

    Matou a pau
  • Mauricio Andrade Weiss  11/10/2012 16:08
    Fernando e TL,

    Não tem problema em alguém investir em ativos líquidos caso esses sejam repassados para investimento, o problema que isso não ocorre como deveria. Pra vocês terem a noção, segundo o BIS, em 2009 havia um estoque de derivativos de U$ 600 TRI, 10 vezes maior que o PIB mundial. Sem contar os outros ativos... Então não falta poupança não. Problema que os agentes ficam mantendo nessa forma líquida, em Bretton Woods quando o mercado era mais regulado e não haviam essas opções o dinheiro era mais destinado ao investimento, com a globalização financeira isso mudou.

    Fernando, as pessoas preferem manter a riqueza na forma líquida devido as incertezas que elas tem do futuro, por isso cabe ao governo diminuir essas incertezas e estimular o investimento.

    Então Fernando, o ponto é que a indústria de aço está operando em média com menos de 80% de sua capacidade produtiva, pegue os dados e observe. Então o aumento da demanda por aço na automobilística fará com que ela opere a 90% por exemplo, e isso fará com que ela invista para aumentar sua capacidade produtiva e voltar a operar nos 80%. Então ele não vai deixar de vender à de informática (acho que ela nem usa aço mas tudo bem hehe)

    A obviedade é que as empresas operam abaixo do limite da sua capacidade física, só não fabricam mais porque não tem demanda.

    Para fabricar aço precisa de bens de capitas (podem ser produzidos sem problemas, já existe capacidade), energia (já existe capacidade) e ferro (existe quantidade suficiente das reservas já exploradas por pelo menos mais 100 anos). Então, o que limita o crescimento no mundo não é a oferta e sim a demanda.

    Para um país sem indústria passar a ter já é mais complicado, existem políticas para isso, mas aí é outra discussão.

  • Ricardo  12/10/2012 12:23
    Esse Maurício Andrade, cotado. Quanto mais apertam e lhe pedem lógica, mais o sujeito escorrega e apela para o misticismo. Agora a culpa de tudo é da indústria do aço, que opera com mensuráveis 80% de capacidade (não seriam 81,2%). Mais ainda: a fabricação de aço já está para sempre garantida. Os bens de capital não apenas não precisam continuar sendo criados, como sequer precisam de manutenção. A ignorância keynesiana sobre a estrutura do capital não tem fim.
  • Catarinense  12/10/2012 15:46
    E o castelo de cartas keynesiano vai ao chão. Dá-lhe Fernando :)
  • Hay  13/10/2012 06:34
    Pra vocês terem a noção, segundo o BIS, em 2009 havia um estoque de derivativos de U$ 600 TRI, 10 vezes maior que o PIB mundial. Sem contar os outros ativos... Então não falta poupança não.

    Meu Deus... Você realmente acha que derivativos são poupança. Estou boquiaberto. Então seria só o governo dar um jeito de desviar os derivativos para "incentivar o investimento" e os EUA teriam voltado à prosperidade?

    Para fabricar aço precisa de bens de capitas (podem ser produzidos sem problemas, já existe capacidade), energia (já existe capacidade) e ferro (existe quantidade suficiente das reservas já exploradas por pelo menos mais 100 anos). Então, o que limita o crescimento no mundo não é a oferta e sim a demanda.

    Eu adoro ver como a produção é sempre algo muito fácil para certos economistas. É só "incentivar" o investimento. O mercado é uma gororoba, uma massa amorfa. Se você injetar mais dinheiro, ele se multiplicará. Tudo, claro, levando em conta um punhado de fórmulas. Se o preço do aço subir consideravelmente (como subiu no período da bolha), a culpa é dos empresários gananciosos e inescrupulosos. (O famoso "espírito animal")
  • TL  13/10/2012 12:11
    Prezado Mauricio Andrade Weiss, agredeço sua resposta!

    "Para fabricar aço precisa de bens de capitas (podem ser produzidos sem problemas, já existe capacidade), energia (já existe capacidade) e ferro (existe quantidade suficiente das reservas já exploradas por pelo menos mais 100 anos). Então, o que limita o crescimento no mundo não é a oferta e sim a demanda"

    Eu entendo, desse comentário, que vivemos então num mundo pós-escassez. Tudo que as pessoas desejam já existe, apenas falta a demanda (ou redistribuir a riqueza existente).

    Eu confesso que fiquei confuso. Não acredito que vivemos num mundo de abundância (igual ao ar na atmosfera), onde a oferta/produção de oxigênio é infinitamente maior que a demanda.

    Conforme dito pelo Fernando, anteriormente: "Nossos desejos são infinitos (=demanda), mas a oferta de recursos produtivos, que não é infinita".

    Em relação a sua afirmação de que a capacidade de produção de energia (me restrinjo a energia elétrica) é maior do que a demanda, somente posso afirmar o contrário, ao observar o setor de energia elétrica.

    Se a capacidade de oferta fosse tão superior a demanda, não haveria necessidade de investimentos em novas tecnologias para produção de energia, não haveriam aumentos do MW médio no mercado SPOT (mercado à vista), não haveria a discussão sobre a construção da usina de Belo Monte, nem mesmo existiriam programas federais para fomentar a economia de energia elétrica (selo procel).

    No setor elétrico, existe muita escassez, principalmente por fontes econômicas de produção de energia elétrica (a produção mais econômica é a hidráulica - hidroelétricas).

    Maurício, o excesso de produção que justificaria a expansão do crédito não é observado no mundo real. Somente observo o contrário, a escassez.
  • Neto  14/10/2012 05:26
    'Para fabricar aço precisa de bens de capitas (podem ser produzidos sem problemas, já existe capacidade), energia (já existe capacidade) e ferro (existe quantidade suficiente das reservas já exploradas por pelo menos mais 100 anos). Então, o que limita o crescimento no mundo não é a oferta e sim a demanda.'

    Pergunta de leigo: e mesmo que seja, qual o problema? Por que o mundo tem que crescer pra sempre? E se as pessoas não estão precisando desse ferro todo, não seria melhor o pessoal que trabalha com isso largar isso e ir resolver algum dos outros milhões de problemas do mundo?
  • Neto  15/10/2012 07:39
    'Fernando, as pessoas preferem manter a riqueza na forma líquida devido as incertezas que elas tem do futuro, por isso cabe ao governo diminuir essas incertezas e estimular o investimento.
    '

    E quem garante que o ramo que esse empresário atua tem que ser estimulado?
    Como é que um funça, ou um cara que nunca administrou nada na vida vai entender mais daquele mercado que o próprio empresário?
  • mauricio barbosa  12/10/2012 13:35
    MAURÍCIO ANDRADE WEISS

    Os recursos naturais são abundantes mas as mineradoras precisam de bens de capital e mão de obra para extrai-los.Devido a essa escassez de fatores de produção(MDO,EQUIPAMENTOS E MAQUINÁRIO,ETC)sem falar em financiamentos que em uma economia de livre-mercado seria suprida por poupança real ao contrário de hoje em que o BNDES financia nossas mineradoras com um misto de poupança real e fictícia a moda keynesiana,então repense seus conceitos de abundância.
  • Neto  14/10/2012 05:17
    'sem falar em financiamentos que em uma economia de livre-mercado seria suprida por poupança real ao contrário de hoje em que o BNDES financia nossas mineradoras com um misto de poupança real e fictícia'

    Ou seja, ferrar com a vida de quem economiza, tudo bem.O que importa é meia duzia de empresas puxa saco de políticos terem a parte dela
  • Fellipe  13/10/2012 16:55
    Acho que o que é realmente infinita é a arrogância keynesiana... Maurício, já que você precisou estudar para obter seu mestrado, tenha a bondade de estudar um pouco mais sobre os ensinamentos da EA antes de dizer bobagens.
  • Hugo  06/01/2014 19:43
    Ainda tem gente que acredita que o bancor não seria um atentado à liberdade...kkkkkkk

    Pois bem,aos defensores do keynesianismo: a finalidade do bancor com as contas externas dos países era de OBRIGAR os países superavitários a passar seu excedente para os deficitários em bancor,gerando assim um BP=0 para todos,e esse arranjo obviamente seria extremamente bur(r)ocrático,desestimulando o comércio mundial e fechando as economias.


    Notem que acima eu coloquei em caixa alta o "obrigar",que significa não deixar opção de livre escolha ao indivíduo.

  • Basco  19/07/2017 09:27
    Parece que 6 anos depois as coisas não mudaram nada...


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