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Por que não é crime dirigir alcoolizado

N. do T.: com a entrada em vigor no Brasil do projeto de lei ("álcool zero") que proíbe a ingestão de qualquer quantidade de álcool por motoristas, o estado mostra mais uma vez que é incapaz de distinguir entre causa e efeito. Os americanos também enfrentam problemas semelhantes — apesar de que lá o teor permitido de álcool no sangue está em 0,08 — e Lew Rockwell explica a situação.

 

Em novembro de 2000, o ex-presidente Clinton ratificou um projeto de lei aprovado pelo Congresso que ordenava que os estados adotassem novos e mais onerosos padrões anti-embriaguez ao volante. Caso não fizessem isso, os estados iriam deixar de receber fundos federais para suas estradas. É isso mesmo: o antigo truque da chantagem rodoviária. Obviamente, os estados criaram novas e mais rigorosas leis contra a embriaguez ao volante, reagindo como esperado à chantagem federal.

Os federais declararam que um nível de álcool no sangue de 0,08 por cento ou maior é algo criminoso e deve ser severamente punido. A Associação Nacional dos Restaurantes está totalmente correta ao dizer que esse nível é absurdamente baixo. A esmagadora maioria dos acidentes relacionados à direção embriagada envolve réus contumazes com um nível de álcool no sangue duas vezes maior do que aquela. Se o padrão de 0,1 não os detém, um padrão mais baixo também não logrará êxito.

Mas há um ponto mais importante. O que exatamente está sendo criminalizado? Não é a falta de perícia ao volante. Não é a destruição da propriedade. Não é o extermínio de uma vida humana por causa de um comportamento imprudente. O que está sendo criminalizado é você ter a substância errada no seu sangue. No entanto, é de fato possível ter essa substância no seu sangue, mesmo ao dirigir, e não cometer nada que seja sequer semelhante ao que tradicionalmente se considera um crime.

Qual é a conseqüência de permitir que o governo criminalize o conteúdo do nosso sangue ao invés das ações em si? Demos ao governo o poder de tornar a aplicação das leis arbitrária, imprevisível e dependente do julgamento de policiais e técnicos. De fato, sem o "bafômetro" governamental, não há como saber ao certo se estamos infringindo a lei.

É claro, podemos fazer cálculos informais na nossa cabeça, baseando-se no nosso peso e na quantidade de álcool que ingerimos durante um certo período de tempo. Mas, na melhor das hipóteses, essas serão apenas estimativas. Temos de esperar que o governo nos ministre um teste que nos diga se somos criminosos ou não. Não é dessa maneira que a lei deve funcionar. Na realidade, isso é uma forma de tirania.

Por outro lado, a reação imediata é mais ou menos assim: dirigir alcoolizado tem de ser algo ilegal porque a probabilidade de causar um acidente aumenta dramaticamente quando você bebe. A resposta é bem simples: em uma sociedade livre, o governo não deve lidar com probabilidades. A lei deveria lidar com ações e com ações apenas, e somente na medida em que estas causarem danos a pessoas ou à propriedade. Probabilidades são para as seguradoras, que devem avaliá-las em um ambiente competitivo e voluntário.

É por isso que a campanha contra a perseguição racial é intuitivamente plausível para muitos: certamente uma pessoa não deveria ser perseguida somente porque alguns grupos demográficos apresentam uma taxa de criminalidade maior do que outros. O governo deveria estar impedindo e punindo crimes em si, não probabilidades e propensões. Da mesma forma, não deveria haver essa perseguição a motoristas, cuja idéia assumida é a de que só porque uma pessoa tomou alguns goles ela automaticamente passa a ser um perigo.

De fato, essa perseguição a motoristas é pior do que a perseguição racial, porque esta última apenas sugere que a polícia está mais vigilante, e não que ela esteja necessariamente criminalizando toda uma raça. Apesar da propaganda, o que está sendo criminalizado no caso da direção embriagada não é a probabilidade de a pessoa dirigindo se envolver em um acidente, mas, sim, a questão do teor de álcool no sangue. Um motorista que ingeriu álcool é humilhado e destruído mesmo que não tenha cometido dano algum.

Obviamente, a execução da lei é um problema sério. Um número considerável de pessoas saindo de um bar ou de um restaurante provavelmente seria classificado como motoristas embriagados. Mas não há como a polícia saber, a menos que eles desconfiem de um carro que esteja em zigue-zague ou flagrem manobras imprudentes. Mas aí a questão muda: por que não multar o motorista apenas pela manobra temerária e deixar o álcool de fora? Por que não?

Para ressaltar o fato de que o que está sendo criminalizado é a quantidade de bebida ingerida, o governo organiza essas ultrajantes barreiras policiais, que violam completamente as liberdades civis, apenas para parar as pessoas e checar seu sangue — mesmo quando elas não fizeram absolutamente nada. Esse é um ataque repulsivo à liberdade, um ataque que insinua que o governo tem e deve ter controle total sobre nós, controle esse que se estende até questões biológicas internas. Mas de algum modo aceitamos esse ultraje porque já admitimos a hipótese primeira de que o governo deve nos punir pelo conteúdo do nosso sangue, e não apenas por nossas ações.

Existem muitos fatores que fazem com que uma pessoa esteja dirigindo deficientemente. Ela pode estar com os músculos doloridos após uma sessão de levantamento de peso e apresentar reações mais lentas. Ela pode estar sonolenta. Ela pode estar de mau humor, ou irritada por ter brigado com o cônjuge. Será que o governo deveria ministrar testes de irritação, testes de cansaço, ou testes de dor muscular? Esse é o próximo passo, e não se surpreenda quando o Congresso começar a estudar essa questão.

Já está em movimento uma lei que vai proibir o uso de celulares quando se está dirigindo. Tal absurdidade vem da idéia de que o governo deve fazer julgamentos sobre o que nós supostamente estamos propensos a fazer.

E tem mais: algumas pessoas dirigem mais seguramente após alguns drinques, precisamente pelo fato de elas saberem que seu tempo de reação foi diminuído e que, por isso, elas devem prestar mais atenção na segurança. Todos nós conhecemos pessoas que têm uma incrível capacidade de dirigir perfeitamente bem mesmo após terem bebido. Elas deveriam ser liberadas das forças da lei, e só serem punidas caso de fato fizessem algo errado.

Devemos colocar um fim imediato a este modismo. Direção alcoolizada deveria ser legalizada. E, por favor, não me escreva dizendo: "Fiquei ofendido com sua insensibilidade porque minha mãe foi morta por um motorista bêbado". Qualquer pessoa responsável pela morte de uma outra deve responder por homicídio culposo ou assassinato, e deve ser punida de acordo. Mas é incorreto punir um assassino não por causa do seu crime mas por causa de alguma consideração biológica. É como dizer que o atropelador deve ser condenado pois tinha cabelo vermelho.

Assaltantes de banco costumam usar máscaras, mas o crime que eles cometeram nada tem a ver com a máscara. Da mesma maneira, motoristas ébrios provocam acidentes, mas motoristas sóbrios também; e muitos motoristas ébrios não causam acidente algum. A lei deveria se concentrar em violações contra a pessoa e contra a propriedade, não em excentricidades científicas como o conteúdo sangüíneo.

Há um último ponto contra o projeto de lei de Clinton. Trata-se de uma violação dos direitos dos estados. Não há uma autorização na Constituição que permita ao governo federal legislar o teor de álcool no sangue. Além disso, a décima emenda deveria ser suficiente para impedir que o governo o fizesse. A questão da embriaguez na direção deveria ser retornada aos estados, e então cada estado deveria libertar os motoristas desta tirania.

 

5 votos

autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • cedila  25/03/2010 23:55
    vc é no mínimo ridículo. Já viu as estatisticas? É fato, dirigir embriagado é perigoso! Acorda!
  • Edu  02/06/2015 14:46
    Ridículo é não ter senso crítico algum sobre o que se lê. Não sei como incutir perspicácia e desconfiança em pessoas ingênuas, mas você nunca parou para observar, entender e questionar estatísticas? Nunca pensou como funciona a cabeça e as intenções de quem está por traz da divulgação delas?
    A maioria das estatísticas com que me deparei envolvendo mortes no trânsito e ingestão de álcool eram falsas ou falaciosas.
    Quer fazer um teste, cite uma só e eu te provo que vc está sendo burra. Se eu não conseguir provar ou apontar fortes indícios, eu me comprometo a te apresentar no mínimo 3 estatísticas oficiais tendenciosas ou falsas.
  • yuriv  25/04/2016 06:02
    Vc recomenda algo além de ser mais tolerante no bafômetro amigo?
  • Márcio Azenha  21/12/2016 19:21
    EXCELENTE ARTIGO, eu já pensava de tal maneira bem antes de entrar em vigor tal legislação que em nada se preocupa com o ser humano que provavelmente -mas não certamente- irá causar algum acidente, causando danos materiais/vitais a terceiros: o ÚNICO motivo de tal cinismo é única e exclusivamente arrecadar cada vez mais dinheiro dos cidadãos que já são usurpados 24hs por esse Estado leviano, vagabundo e asqueroso!!!
  • daniel  09/07/2017 22:31
    qualquer pessoa q dirigi sabe q o alcool causa acidente , e de forma nenhuma e exagero a lei seca , na vdd acho branda , não existe logica em vc defender um condutor que bebeu ... e vamos lá vou te dar dados tecnicos , segundo algumas teorias de especialistas em perigulosidade e riscos , a cada acidente houve 30 incidentes e 300 situações de quase acidentes , e isso te afirmo que qualquer pessoa ligada a areaa de segurança de qualquer setor confirma essses numeros , entao logo se observa que se queremos menos acidentes devemos atuar na raiz do problema , e umas das causas de tantos acidentes vc pode ter certeza é o alcool , então não se deve ter tolerância com alcool no volante , da mesma forma é a ultilização de celulares quando dirigimos , é total absurdo esse artigo e completamente burro , proximo vez que escrever um artigo estuda primeiro o assunto , não faça isso apenas pra ganhar ibope criando polemica sem sentido amigão
  • Alexandre Dias  30/12/2017 12:00
    Saudações a todos!

    Sou leitor assíduo deste site. Os artigos publicados aqui são muito enriquecedores, tenho aprendido um bocado. Além disso tem os comentários, quase sempre muito interessante.

    Mas, a despeito disso e das ponderações que o artigo sobre a proibição de se dirigir alcoolizado, não consigo concordar com a tese de que é um erro criminalizar quem dirige automóveis sob efeito de bebidas alcoólicas.

    Penso que podemos até questionar o percentual de álcool no sangue do condutor que a Lei passa a criminalizar.

    O artigo dá a entender que a Lei erra por criminalizar a presença de determinada substância no sangue. Ela não faz isso. O que ela criminaliza é o fato de alguém ter tal substância em seu sangue e assumir a direção de um veículo.

    Diversos estudos, inclusive com experimentos práticos, demonstram que com a ingestão de álcool há perda de reflexos, diminuição da capacidade de reação, alterações de comportamento e mais uma série de consequências da ingestão de bebida alcoólica provocam em quem a consome. Elas tornam quem as ingere sem condições de dirigir com segurança, o que aumenta substancialmente os riscos tanto para o condutor sob efeito de álcool, quanto para todos os que estiverem próximos dele.

    Alegar que a legislação deveria punir apenas se ocorrer um acidente não me parece sensato dado tudo o que já se sabe quanto aos efeitos que a ingestão de bebida alcoólica provoca. Quem conduz um veículo automotor após consumir álcool assume o risco de lesionar ou até matar a si ou terceiros. Há fartas estatísticas e experiências comprovando isso.

    Concordo que o Estado não deveria ser tão invasivo no dia-a-dia do cidadão. Mas, acreditar que nesse caso ele deveria criminalizar um condutor alcoolizado apenas se ele provocar acidente é ignorar os riscos a que ele expõe pessoas. Elas passam a ser vítimas em potencial. Dirigir sob efeito de bebida alcoólica é no minimo uma grande imprudência. Tão grave quanto a de se atirar a esmo num local repleto de pessoas, ainda que não se faça pontaria em nenhuma delas. A possibilidade de alvejar alguém é enorme.



  • Amoncara  08/06/2015 18:02
    Cedila, gostaria de ver essas estatísticas. Até hoje não vi uma que provasse que a lei seca tivesse diminuido o número de acidentes nas vias deste país.
  • Rafael  11/07/2017 14:18
    Estar embriagado é uma coisa, ter álcool no sangue em nível mínimo é outra totalmente diferente. A primeira pode ter consequências desastrosas, enquanto a segunda simplesmente não gera efeitos relevantes.
  • Ze da Moita  12/07/2017 15:04
    a definição de estatística que ouvi de um professor de matemática: estatística é torturar os números para que eles falem o que você quer ouvir...
  • Helio  26/03/2010 01:40
    Cedila, outra dia vi uma estatística que mostrava que 80% dos crimes são cometidos por homens, de 16 a 25 anos de idade, negros. Devemos considerar que esse perfil é perigoso? Você defende que se prenda esses indivíduos antes de cometerem um crime?\r
    \r
    Pois essa é a questão - como pode alguém ser acusado de um crime antes de cometê-lo?\r
    \r
    E há provavelmente estatísticas que mostram que pessoas que estão nervosas são mais perigosas ao volante, e causam mais acidentes fatais. Você sugere que se proíba que pessoas nervosas dirijam?
  • Guilherme Santos  24/11/2011 14:04
    Helio, Luis Almeida, mcmorales,\r
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    Ser homem, ter entre 16 a 25 anos de idade e ser negro não é escolha de cada um. "Ser" é diferente de "fazer". Não escolhemos quem somos e não podemos mudar (exceto por ficar mais velho, o que também esta fora de nosso controle). Ninguém deve ser punido pelo que é, mas sim pelo que faz.\r
    \r
    Encher a cara a sair dirigindo, é um ato criminoso. É um ato que uma pessoa pode escolher não fazer. E é um ato irresponsável que põe em risco a vida de outros.\r
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    Se uma indústria deixa os funcionários trabalharem sem proteção alguma, mesmo que não morra ninguém, esta comentendo um crime. Ninguém tem que esperar que alguém morra para multar a empresa.\r
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    Todo este texto é um lixo. É lei em qualquer país: "Colocar a vida de outros em risco de maneira irresponsável é crime."\r
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    As pessoas devem ser responsáveis pelos seus atos, não porque o seu grupo ético-etário-social é considerado "de risco". A diferença é enorme!\r
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  • Fernando Chiocca  25/11/2011 18:06
    Não Guilherme Santos, não tem diferença nenhuma. Zero.

    Você está considerando que "encher a cara a sair dirigindo, é um ato criminoso" apenas baseado em estatísticas, e mais nada. Pois dirigir depois de beber não é um fator causal de acidentes. Se fosse, toda pessoa que bebesse iria causar um acidente, e toda que não bebesse, não iria.

    A lei da causalidade afirma que todo efeito tem uma causa.

    Ao usar o argumento do "risco" baseado apenas em estatíscas e probabilidades, para classificar um ato como criminoso, você pode fazer isso igualmente para beber e dirigir ou para ser negro e ter entre 16 e 24 anos. Sem, reafrimo, diferença nenhuma.

    Tenta outra. E que pelo menos seja melhor do que dizer "em outros países tb é assim"...
  • Eduardo lisboa  24/05/2015 22:58
    Meu caro, correlação de causalidade: O alimento do nível de álcool no sangue está associado de forma diretamente proporcional ao número de acidentes no transito... Ou seja, a causa é o número de pessoas com níveis altos de álcool no sangue e o efeito é o aumento no número de acidentes de transito. Por favor, não argumente através de conceitos distorcidos ou inventados
  • Vixe  25/05/2015 15:43
    O indivíduo alcoolizado tem os reflexos diminuídos.
    O tempo de reação é o suficiente para que ocorro um acidente.
    como sei disso?
    eu mesmo fui vítima da minha imprudência.
    Capotei um carro depois de ter bebido.
    Por sorte, não havia ninguém próximo para que a tragédia se completasse.
    Álcool e direção são misturas perigosas.
    Você daria uma arma carregada para um macaco?
  • Enoque Araújo de Medeiros  08/07/2017 15:20
    Vixe, eu gostaria que as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas (motoristas ou não), assim como as que fumam, assim como várias outras ficassem bem longe de mim, mas...

    E você? Com qual das alternativas abaixo você se identifica mais?

    a) Você SE considera criminoso (apesar de nunca ter feito uma vítima) só por já ter dirigido depois de ter ingerido bebida alcoólica e é assim que deve ser tratado quem beber e dirigir.

    b) Você NÃO se considera criminoso (apesar de já ter dirigido depois de beber), pois nunca provocou lesão ou tirou a vida de alguém e é assim que deve ser tratado quem nunca fez vítima.

    c) Você NÃO se considera criminoso (apesar de já ter dirigido depois de beber), mas considera criminoso quem beber e dirigir, independentemente de provocar danos ou tirar a vida de outra(s) pessoa(s).

    Eu acredito que você se identifica na letra b), assim como todas as pessoas que nunca causaram danos a outras.
  • Porto Antunes  07/12/2015 15:49
    Otima reflexao fernando,a falta de um pensamento metafisico leva as pessoas a se submeter a qualquer açao falaciosa do estado
  • Marcos  10/07/2017 12:36
    Mas então quer dizer que Roleta Russa é uma boa ideia, já que a chance de morrer é de somente 16%?
  • Cássio Bruno Castro Souza  30/09/2012 13:37
    O não conhecimento de EPI não é crime, meu caro.
  • Isac Neto  01/10/2012 07:40
    Apesar de concordar com pequenas coisas do texto...
    YOU MADE MY DAY, SIR!
  • Diogo  09/02/2013 15:45
    Parece que o autor e seus adeptos tem grande desprezo por dados científicos, que mostram que a destreza e capacidade de reação de qualquer motorista diminui significativamente quando alcoolizado (ou ao celular).

    Mas, vamos pensar o seguinte. Quando você tira a carteira de motorista, você faz uma série de testes de aptidão, correto? Você recebe aulas e é treinado para assumir uma responsabilidade grande de conduzir um veículo que tem lá seu potencial para causar danos. É por isso que existe uma idade mínima para isso.

    Vocês não acham que o ato de usar álcool para prejudicar as próprias faculdades mentais (aquelas que te habilitaram a receber a carteira) não invalida esse direito inicial de ter recebido a carteira? Você está habilitado desde que permaneça naquele patamar original, de destreza e capacidade mental, que lhe permitiu ter direito de receber a carteira para dirigir. Se violar isso, perde o direito. Sua carteira de motorista tem uma coisa chamada fé pública, ou seja, ela não é um atributo SEU, um direito individual independente de tudo, mas um direito alicerçado na coletividade. É um voto de confiança público na sua capacidade de dirigir sem causar danos ao patrimonio alheio e às pessoas. Para utilizar esse direito você deve dirigir apenas se estiver nas mesmas condições de aptidão de quando o adquiriu, ou seja, sóbrio, são e hábil. Por isso por sinal que tem categorias A, B, C, D, por que cada uma é um nível de habilidade diferente.

    Agora vamos colocar a variável intencionalidade. Se você conscientemente prejudica as suas faculdades mentais. Você está intencionalmente violando as condições que originaram o direito de ter carteira de motorista. Logo, dirigir e conscientemente estar com as aptidoes mentais intencionalmente prejudicadas configura sim um atentado à coletividade, porque viola a premissa inicial de que você está apto a dirigir. Você deve respeitar a fé pública de sua carteira de motorista e se abster de dirigir quando estiver abaixo das condições que justificaram a concessão desse direito.

    Aí cabe ao estado classificar esse atentado como contravenção, crime, crime hediondo, com fiança, sem fiança, sei lá.

    Para mim esse é o raciocínio. E vocês deveriam ler estudos científicos e não defender cegamente certas ideologias, fica pior até que as igrejas.

    PS: Já que o pessoal gosta de analogias indevidas, eu proponho uma: Como você se sentiria sendo operado na rede pública, fazendo um transplante de coração por exemplo, feito por um médico embriagado? Se ele conseguir ter sucesso na cirurgia, quer dizer que podemos liberar o consumo de álcool nas mesas de cirurgia? No ambiente de trabalho?
  • MIRIAM RAQUEL CASSILHA  01/03/2014 00:22
    inteligentísima a resposta do Diogo, concordo plenamente,quando alguém vai tirar sua habilitação, não vai fazer as aulas ou as provas alcolizados!
  • Olívia   25/05/2015 15:46
    Gostei muito da sua resposta até o ponto do Você não deveria defender isso. O direito dele de defender e divulgar a própria opinião é igual ao seu independente do que pensam ambos. Vacilo, cara.
  • Rafael Pinho Oliveira  28/08/2015 18:16
    O exemplo do cirurgião embriagado foi ilustrativo! Alguém se sujeitaria a esse risco, só porque cada organismo reage de uma forma diferente? Esse liberalismo radical daqui a pouco vai acusar as bulas de remédio de serem "tiranas", ao dizer que não se deve operar máquinas pesadas após ingerir uma medicação com potencial de alterar habilidades psicomotoras. Quando tudo se resumir a "livre-arbítrio com responsabilidade", o convívio social volta ao "estado de natureza". Se pudermos evitar situações potencialmente perigosas a terceiros, devemos evitá-las. Liberalismo não pode ser sinônimo de cada um viver segundo seus "caprichos", numa espécie de "dolo eventual" permanente.
  • Gustavo  23/12/2016 01:53
    Eu gostaria de ter sua clareza de pensamento para poder argumentar toda vez que esse assunto surgir. Sua resposta diz tudo o que eu gostaria de dizer e mais um pouco.
    Parabéns pelo raciocínio!
  • Paulo Cunha  10/07/2017 13:39
    Bravo!!!!
  • Marcello  10/07/2017 15:44
    É isso aí.
  • Carlos Santos  13/07/2017 13:17
    Perfeito.
    Já li praticamente todos os artigos do Mises, mas este é, de longe, o mais descabido deles.
    Infelizmente não podemos atribuir consciência limitadora a todos. SOu Policial e lido com motoristas embriagados a todo instante e garanto que o autor não teria coragem viajar em um avião com um dos pilotos tomando umas doses de whisky pra relaxar.
    Estatísticas mentem, não tenho dúvidas disso, mas prefiro mil vezes dezenas de blitz leis secas no meu caminho, do que a aventura de cruzar a 110km/h, com meus filhos no carro, com motorista inocente que bebeu até de manhã, mas que não tem a intenção e nunca cometeu qualquer crime, apenas dormiu no volante no momento em que cruzava com meu carro-Bravo: Sociedade libertária que preza pela individualidade "biológica".
    Só vi argumentos ideológicos, gostaria de ver a pele em jogo do autor. Reafirmo: Ele e toda a família em ônibus com o motorista tamando uma latinhas de Skol. Será que ele topa????
  • Flavio  28/02/2013 18:39
    "Você defende que se prenda esses indivíduos antes de cometerem um crime?\r"

    Então peraí. Se a polícia ver uma pessoa que vá cometer um asssassinato, a polícia vai ter que esperar a pessoa cometer o crime, para depois prendê-lo?
    Curioso!
  • Pedro  25/03/2013 16:02
    Meu amigo, existe um crime chamado tentativa de homicidio... só do sujeito tentar já eh crime. O crime de homicidio apenas eh estabelecido com a vitima MORTA.
  • Pedro  27/03/2013 03:45
    É exatamente isso que ocorre... Os atos preparatórios de um crime só são puníveis se constituírem um outro crime, como por exemplo o porte ilegal de armas ou ameaça.
    Entretanto, caso a polícia "veja" que alguém vai cometer um crime não pode fazer absolutamente nada a não ser que essa pessoa já iniciou a própria ação, o que no caso configuraria a tentativa e não o crime consumado.
  • Pedro  25/05/2015 00:00
    Meu amigo Pedro, sabes alguma coisa de direito? Se um policial ver alguem dizendo - vou matar alguem, eh obrigacão dele fazer algo, eh algo implícito ao cargo.
  • Marcell  08/06/2014 23:03
    A questão das estatística tu tem que saber interpreta-las tbm, não adianta ver um numero e não saber o que significa.

    80% dos assasinatos são realizados por joven de 16 a 26 anos, não que 80% dos jovens são assassinos.

    O transito é muito perigoso, e junto com a bebida, vem a falta de noção, eu respeito a liberdade das pessoas se drogarem, mas eu quero isso bem longe de mim, já conheço o álcool bem de perto.

    Essas medidas punitiva são feitas justamente para tentar tratar todo mundo igual, está longe de ser a ideal, mas por hora melhor do que nada.
  • Maranand Barbosa  25/05/2015 07:37
    Álcool e direção de veículos não é uma boa combinação. Vocês que acham que tudo é uma questão de se proibir o álcool, porque assim há mais probabilidades de acontecer acidentes e que eles podem também não acontecer.A alegação de que proibir e prender antes de acontecer o acidente, só porque o indivíduo está alcoolizado, não está certo, é uma piada.Todos têm o direito de beber, morrer de cirrose, mas não têm o direito de matar pessoas. Sorte têm aqueles que embriagados são parados pela polícia, muitos que não o são, ou se jogam em cima de um poste, colidem com outro carro ou atropelam pessoas, por conta de sua irresponsabilidade.Dizem erroneamente que arma mata, quem mata é o homem, da mesma forma que não é o carro que ceifa tantas vidas e quando quem o dirige está embriagado, não há desculpas, não há perdão não houve imperícia, não se podia evitar, o motorista é o único culpado e estava ciente de que poderia morrer, ou matar.
  • hsmhsm  26/05/2015 18:40
    Acredito que existe um meio termo, não podemos assumir que um motorista embriagado é um assassino em potencial, porem podemos assumir que sim ele oferece um risco pelo fato de estar embriagado, a forma como as autoridades punem é (cadeia ou CNH presa), imagine se ao passar em uma blitz você fosse parado e ter o carro guinchado até sua casa ou até mesmo escoltado e ser "cobrado" por este serviço (multa), com certeza os casos de acidente continuariam a ter uma queda e o motorista seria poupado de ser tratado como criminoso. Mas ai você pode falar mas isso é uma utopia, posso contar que já aconteceu com um amigo, que estava em um bar ao sair do bar tinha uma viatura em frente que percebeu seu estado completamente alterado o policial talvez até infringindo a lei ou suas normas se ofereceu para que outro policial dirigi-se seu veiculo e ele acompanharia com viatura. Ou seja o problema foi resolvido não houve acidente e o motorista não matou ninguém. E alem dessas ideias me desculpe antes de forçar alguém a não utilizar o carro ofereça transportes públicos descentes e com segurança durante a noite, pois eu prefiro correr o risco de pagar uma multa de 2.000,00 do que correr o risco de passar por um crime anoite.
  • Lucas  26/05/2015 23:07
    Amigo, sinto em te dizer mas o que escreveu não faz o menor sentido. As estatísticas existem para afastar um problema, senão assim também poderíamos permitir que qualquer pessoa andasse com uma metralhadora dentro do carro, pois as é apenas estatísticas que ela vá metralhar alguém. Se algo deve ser impedido para aumentar a segurança no trânsito, não é por causa de uns ou outros que não será impedido. Sinceramente você não entende nada de estatísticas ,muito menos pra o que elas servem. Se você quer dirigir bêbado, vá em frente, se acha que é super homem. E se tiver um tempinho, vá lá na política Federal e faça uma pesquisa você mesmo quantas pessoas matam no trânsito porque estão bêbadas. E nada a ver comparar punir uma pessoa apenas por uma característica com alguém que está com substâncias no sangue que aumentam significativamente o risco de um acidente, é como apontar uma arma pra cabeça de alguém, afinal ela disparar acidentalmente ou não é tbm uma estatística.
  • Willian  02/06/2016 17:40
    É interessante, quase um paradoxo. Até entendo a motivação da "causa da liberdade" de deixar um indivíduo alcoolizado dirigir. Porém, quem de nós aqui, sóbrio, entraria em um carro cujo motorista esteja completamente embriagado para uma viagem longa em uma rodovia movimentada e sinuosa? Eu não entraria. As estatísticas podem até não ser confiáveis, mas não há como negar que um motorista embriagado é sim perigoso e deve ser barrado, pelo bem da coletividade, pois pode matar outra pessoa que não tem nada a ver com a bebedeira dele. Claro que acidentes podem acontecer por outras causas, esta mesma pessoa inocente pode morrer em outro acidente não provocado por um motorista bêbado. A questão talvez seja o limite de álcool no sangue que pode ser considerado excessivamente baixo, aí sim eu até concordo. Mas negligenciarmos isso é colocar inocentes em risco desnecessário, na minha opinião.
  • Bruno BM  05/05/2017 04:56
    O texto e os comentários são extensos, então vamos por partes.
    - Dirigir embriagado é perigoso e não pode ser admitido. Ponto.
    - Ter álcool em seu sangue não é necessariamente estar embriagado. Por isso a tolerância zero é abusiva por parte do Estado.
    - Embriaguez ao volante deve ser definida como alteração psicomotora causada pelo álcool que prejudique as habilidades motoras, reflexos e de julgamento a ponto de tornar o ato de dirigir perigoso para o si mesmo e os demais, ao ponto de justificar intervenção.
    - O efeito do álcool é proporcional à concentração no sangue. O que deverá definir o valor a ser classificado como embriaguez deve ser estudos com grande número de participantes, no qual se escolherá um valor que, quando aplicado à uma grande população, possa ou detectar a maior parte dos casos de embriaguez ou detectar os casos de embriaguez quer tem maior possibilidade de evoluir para acidente se não for efetuada intervenção.
    - Variações individuais são comuns quando se trata de toxicologia. Há pessoas que não ficam embriagadas com concentrações maiores de álcool e pessoas que ficam com concentrações menores. Tais exceções não invalidam a regra, apenas mostram a importância de fazer avaliações mais individualizadas, principalmente nos casos limítrofes.
    - A avaliação não deve ficar restrita à testagem de álcool na expiração ou no sangue. Os policiais e agentes de trânsito devem ser capazes de, por meio de exame físico dos envolvidos, determinar a presença de embriaguez. E o paciente deve ter direito à segunda avaliação para se defender.

    Num ponto de vista liberal, quais seriam as condutas mais adequadas perante um motorista embriagado?
    - Multas pesadas NÃO são medidas adequadas, pois representam um abuso de poder do Estado e muitas vezes visam apenas arrecadação de recursos.
    - Reter o motorista até que cesse o estado de embriaguez é uma alternativa aceitável. Tal atitude é temporária (pois a própria embriaguez é temporária) e se justifica quando o indivíduo não está em plenas condições "fisicas" e "mentais" para tomar decisões por conta própria (liberdade exige autonomia, e uma pessoa embriagada não tem autonomia).
    - Registrar a ocorrência pode ser útil para verificar se o indivíduo reincide com frequência nesse delito, o que pode indicar necessidade de tratamento e, em casos extremos, justificar provisoriamente a suspensão do direito de dirigir.
    - Empresas estão agindo corretamente ao punir funcionários que dirijam embriagados durante o serviço. Nenhum liberal julgaria tal atitude da empresa abusiva. É um comportamento que deve ser coibido, inclusive por agentes de segurança pública.

    Quando a autoridade estabelecida intervém em uma conduta que coloca em risco o indivíduo e a coletividade, ela não está necessariamente punindo o indivíduo ou violando seus direitos. Deve-se sim punir quando a conduta provoca dano ou quando há intenção de provocar dano, mas quando o risco é potencial e não intencional as intervenções não podem ser punitivas.

    Quando eu prendo uma pessoa antes de ela sequestrar alguém, por exemplo, eu prendi ela antes dela cometer um crime. Mas esse caso é totalmente diferente do motorista embriagado. Pois o sequestrador tem a intenção de fazê-lo,
    e faz um mínimo planejamento antes de agir. Já o motorista embriagado não dirige com a intenção de bater o carro ou atropelar alguém, embora ele saiba que as chances aumentam quando está embriagado. Se eu descubro os planos de um sequestrador eu NÃO posso prendê-lo por sequestro, óbvio, mas posso prendê-lo antes de ele tentar o sequestro, por conspiração, por exemplo, ou formação de quadrilha se ele age em grupo. É até bom que eu o prenda, pois se tenho todos os indícios de que ele quer realizar um sequestro, não prendê-lo seria conivência. Mas prender um motorista embriagado pode ser considerado excessivo. Principalmente se o caso se resolver com umas horas de descanso e uma boa alimentação. Se ele planeja dirigir embriagado depois disso, não vai ser a prisão que resolverá o problema, e sim tratamento para abuso de álcool.

    Resumo, eu acho que um indivíduo bêbado não pode ser considerado livre nas suas tomadas de decisão (o paciente bêbado não possui autonomia para exercer a sua liberdade), então debater se tal intervenção fere sua liberdade não faz sentido para mim. Eu acho que tal atitude protege o próprio motorista e a coletividade. Eu acho que prisão e multa pesada não é adequado e isso sim fere liberdades. E que, considerando que há níveis de álcool que permitem uma direção segura, a tolerância zero é rígida e sem base científica ou pragmática que corrobore seu uso em larga escala.

    Matar alguém por dirigir embriagado é, no mínimo, homicídio culposo. Há casos em que o Judiciário brasileiro considera tal tipo de morte homicídio doloso. Eu acho isso complexo demais. Até que ponto fazer uma atitude sabidamente perigosa pode ser entendido como dolo ou intencionalidade de matar? Aí deixo em aberto essa pergunta.
  • Luis Almeida  26/03/2010 02:09
    Helio, se a Cedila for uma pessoa lógica, ela tem de defender que negros de 16 a 25 anos de idade sejam presos antecipadamente, só pra garantir. Assim como também ela tem de defender que o estado crie leis que proíbam as pessoas de sair de casa se estiverem nervosas.

    Aliás, fica a pergunta: eu posso fechar os olhos enquanto dirijo? Sem dúvida, é mais perigoso fazer isso do que dirigir após uma Skol. Logo, há que se criar uma lei que exija a presença de fiscais do estado dentro de absolutamente todos os automóveis, para impdedir que os motoristas pisquem os olhos mais demoradamente.
  • mcmoraes  29/05/2010 12:12
    cedila disse: "... dirigir embriagado é perigoso! Acorda!"

    Perseguir as pessoas antes que elas cometam crimes de verdade é perigoso! Acorda!
  • Ricardo Wanderley  07/08/2010 17:39
    Sem entrar no mérito de se é correto proibir ou não, acho um erro comparar da maneira como foi comparado o uso de estatísticas no caso da discriminação racial e no caso da direção embriagada, porque correlação não implica causalidade. É biologicamente comprovado que um maior teor de álcool no sangue afete a coordenação motora e os reflexos, enquanto a influência dos genes em certos comportamentos criminosos é uma área cinzenta e, em minha opinião, perigosa da ciência.
  • Roger  07/01/2011 17:39
    Ricardo, é fato comprovado mediante mera observação que o álcool afeta coordenação e reflexos. Mais difícil é demonstrar que um acidente provocado por alguém bêbado ao volante foi provocado por falhas de coordenação e reflexos. Pode-se no máximo inferir, nunca comprovar. Como demonstrar que tal acidente não poderia ter ocorrido mesmo o guiador não tendo bebido álcool? Quanto dos eventos mecânicos ou psíquicos que resultaram no acidente tiveram como causa a presença de álcool no sangue? É possível medir isso ou o bem comum permite que, na falta de uma informação objetiva, faça-se uma escolha arbitrária baseada em quantidades? Tal permissão não poderia engendrar outros raciocínios obtusos?
  • Francisco Seixas  07/12/2012 18:40
    Prezado Roger, você disse: "Mais difícil é demonstrar que um acidente provocado por alguém bêbado ao volante foi provocado por falhas de coordenação e reflexos."

    Você está totalmente equivocado e fazendo uma inversão de valores. Já assisti testes feitos para avaliar pessoas dirigindo antes e depois de beber e as diferenças nos reflexos são gritantes. Num acidente em que o motorista esteja alcoolizado, não há como desconsiderar esse pormenor. Mais difícil é demonstrar que não foi a bebedeira que provocou o acidente, e não o contrário como você sugere.

    Porém, com relação ao tema do debate, provocado pelo texto original, vejo duas coisas distintas que foram reduzidas a um denominador comum:

    Uma é o repúdio ao Estado Intervencionista, repúdio esse, com o qual compartilho em gênero número e grau;

    Outra é a questão do motorista alcoolizado ser ou não ser passível de punição, pelo risco que oferece a terceiros.

    Eu entendo que se esse comportamento temerário e perigoso não pode ser coibido, por razões meramente ideológico-libertárias, então, da mesma forma, não poderíamos recriminar alguém que decida praticar tiro ao alvo em praça pública. Pense bem, sob a ótica dos que defendem o direito de dirigir alcoolizado, que problema haveria nisso?

    Em ambos os casos, não vejo diferença no que tange ao grau de irresponsabilidade. Os dois representam séria ameaça à vida e não podem ser admitidos.

    Obrigado.
  • Marcus Benites  07/12/2012 23:28
    Por que a praça seria pública? Em minha praça, pode-se ou não praticar tiro ao alvo se eu quiser, e as pessoas que frequentam minha praça (desde que eu permita), o fazem sabendo disso e assumindo os riscos. Da mesma forma é com uma estrada privada. O dono pode permitir ou não a direção alcoolizada. Caso eu opte por usar essa estrada, assumo os riscos. Caso pense não valer a pena, utilizo outra estrada, mesmo que mais cara. Tudo são escolhas. Se ninguém está sendo enganado, não há "vítimas" por "sofrerem riscos". No entanto, pode haver vítimas reais: alguém envolvido em acidente de carro por culpa do motorista alcoolizado ou acertado pela seta do arqueiro. Em ambos os casos, houve dano físico à propriedade privada (o corpo), com o responsável devendo arcar com isso. Mas não porque o responsável "ofereceu risco", mas porque causou prejuízo à propriedade alheia.
  • Francisco Seixas  08/12/2012 13:41
    Prezado Marcus, boa tarde.

    Se a praça não for pública, assim como são públicas as vias por onde querem dirigir aqueles que clamam por esse estranho direito de dirigir alcoolizado, então não haveria motivo para todo esse debate. No âmbito privado as coisas tomam outra dimensão que não aquela que sustenta o assunto aqui em pauta. A praça do meu hipotético tiro ao alvo (e diga-se, hipótese bastante extremista, apenas para dar ênfase ao assunto) só poderia ser pública, para ficar em pé de igualdade coma as vias e ter algum valor comparativo.

    Gostaria de reforçar novamente a ideia de que eu não apoio nem aprovo a ridícula "lei seca". Quanto a isso faço coro com todos vocês, o problema para mim é de outra ordem, qual seja, como qualificar o cidadão que entende ter o direito de impor um risco a todos os demais, pela sua deliberada embriaguez ao volante. Eu não acho justo permitir que alguns poucos possam impor riscos inesperados aos outros.

    Vou traçar aqui um paralelo, um tanto esdrúxulo, talvez, mas acho que serve. Quando você especula na Bolsa de Valores, na chamada ponta comprada, não há nada que limite sua participação, a não ser o tamanho de seu capital. Portanto, quando atua na compra, você, somente você, assume todo o risco sem afetar ninguém mais, o que é bem justo, não é?

    Por outro lado, quando você pretende atuar na ponta vendida, precisa oferecer garantias de modo a que o risco continue ser sempre seu, nunca do sistema (leia-se: todos os demais). O mercado financeiro, em princípio, não aceita a transferência do risco do especulador para o sistema. Bastante justo também, não acha?

    Na vida em sociedade, a mesma prudência deveria ser observada e exigida de todos.

    Abraço e obrigado pelo comentário que é sempre construtivo.
  • David  23/01/2013 12:15
    Concordo praticamente 100% com o Francisco Seixas.

    Utilizando outro exemplo (com o mesmo pressuposto de que estamos falando em vias públicas): não haveria problema nenhum em se disputar "rachas". O fato de eu estar em velocidades altíssimas (mais de 120km/h) próximo a residências não significa que estarei matando pessoas.

    Ainda assim, tenho certeza de que, numa sociedade em que houvessem leis privadas, quase nenhum condomínio permitiria rachas em seu interior.

    Vale frisar que não acho que o Estado tenha a legitimidade de impor qualquer regra, embora a regra de não se beber antes de dirigir seja racional.

  • Fernando Chiocca  23/01/2013 16:50
    Parabéns Dabid, você não entendeu absolutamente NADA.

    Que proeza.

    Alguém disputando rachas em ruas movimentadas é uma ameaça clara, real e direta contra a vida e propriedade alheia, e pode ser combatido sim.

    Alguém dirigir um carro com determinada substância no sangue, não é ameaça a ninguém.. e ninguém nem saberia disso se não fossem feitos testes.

    E acho que você nunca dirigiu na vida, pois 120km/h é uma velocidade baixa..
  • anônimo  24/01/2013 08:58
    Quando o filho do Eike Batista matou aquele cara estava abaixo de 120km/h

    Fernando, parece que tu vive no mundo da lua, dependendo da quantidade a substância no sangue faz diferença sim, todo mundo sabe disso.
  • Fernando Chiocca  25/01/2013 15:26

    Viiixe.. esse anônimo é incapaz de entender os argumentos mais simples.

    Nâo disse que um carro a menos de 120Km/h não possa matar. Disse apenas que é uma velocidade completamente segura para se locomover em muitas condições. Logo, o limite nacional de 120km/h é uma piada ridícula.

    Mas alguém pode morrer até num acidente com um veículo à 15km/h.

    E é você anônimo, quem vive num mundo da lua, e o que é pior, mesmo vivendo completamente fora da realidade, quer apoiar a agressão de terceiros que nada fizeram para outras pessoas.
    Não, eu estar com algo na corrente sanguínea em nada faz diferença para ninguém mais.
    Está explicado porque posta anonimamente.. é um covanrde defendendo uma covardia.
  • David  29/01/2013 11:05
    Ok, Fernando, presumo que não fui muito claro. Você é contra culpar alguém pelo fato de ele pegar um carro com substâncias que estejam em seu sangue. Também sou contra isso, mas existe um limite a partir do qual há uma alteração REAL e OBJETIVA da coordenação motora do indivíduo. Em outras palavras, acredito que você também seja contra, por exemplo, que um embriagado entre num carro para dirigir. Eu, pelo menos, NUNCA vou entrar num carro cujo motorista esteja notoriamente embriagado.

    A questão toda é: qual seria esse limite? A partir de qual momento você dirá: ok, este está embriagado, este outro está apto a dirigir. Por isso que acho totalmente prudente que alguém não beba antes de se dirigir. Mas repito o que disse antes: sou contra a legitimidade do estado em fazer isso.

    O divertido é ver seus comentários. Sim, Fernando, eu dirijo. E acho, sim, que 120km/h é uma velocidade alta. Numa sociedade em que as estradas sejam privadas e muito bem conservadas, 120km/h pode até ser uma velocidade baixa. Mas nas estradas brasileiras... Se você acha 120km/h uma velocidade baixa, eu acho que é você quem nunca dirigiu na vida, ou então nunca dirigiu nas BRs.
  • Fernando Chiocca  29/01/2013 21:01
    Também sou contra isso, mas existe um limite a partir do qual há uma alteração REAL e OBJETIVA da coordenação motora do indivíduo.

    Não existe, pois indivíduos são diferentes.
    E qual o problema de alterar a coordenação motora? Dirigir é um ato banal que requer pouca coordenação. Não estamos falando de neurocirurgia aqui...

    Em outras palavras, acredito que você também seja contra, por exemplo, que um embriagado entre num carro para dirigir.

    Lógico que não sou contra. Se fosse contra não faria isso todos os finais de semana. Me embriaggo e depois entro no meu carro para dirigir. Qual o problema disso???

    Eu, pelo menos, NUNCA vou entrar num carro cujo motorista esteja notoriamente embriagado.

    Qual o problema?

    A questão toda é: qual seria esse limite? A partir de qual momento você dirá: ok, este está embriagado, este outro está apto a dirigir.

    Non sense total sua questão.
    Uma pessoa embriagada pode estar perfeitamente apta para dirigir.

    O divertido é ver seus comentários.


    Já eu estou achando deprimente seus comentários.

    Sim, Fernando, eu dirijo.

    Dirige?
    Deve ser uma dessas antas no volante que vemos pelo trânsito.
    Um sujeito que acha que alguém que bebe não é capaz de fazer uma coisa banal como dirigir, deve dirigir realmente muuuito mal.

    E acho, sim, que 120km/h é uma velocidade alta.

    Vixe.. Acertei.
    Você é um daqueles Clovers com capacidade de dirigir muito abaixo da média que irrita e atrapalha todos os outros motoristas ao fazer coisas como se manter a 120km/h na pista da esquerda, quando todos os outros são perfeitamente capazes de ir mais rápido e quererm te ultrapassar.

    Numa sociedade em que as estradas sejam privadas e muito bem conservadas, 120km/h pode até ser uma velocidade baixa. Mas nas estradas brasileiras... Se você acha 120km/h uma velocidade baixa, eu acho que é você quem nunca dirigiu na vida, ou então nunca dirigiu nas BRs.

    Confirmou que unca dirigiu mesmo. A maioria das estradas brasileiras, principalemnte em São PAulo, são ótimas, e 120km/h é velocidade de velhinha de 90 anos...
  • Angelo T.  30/01/2013 18:37
    Fernando, fazia tempo que não lia suas esculachadas nos comentários.
    Agora que até opinião de policial vale para incriminar o motorista, ainda tem alguma forma de escapar quando parado nas blitz?
    Antes era só se negar a fazer o bafômetro e/ou outros exames, agora parece que não dá.
    Nada de comer um bombom com rum e dirigir. hehe
  • Fernando Chiocca  31/01/2013 19:24
    Se eu for parado pelos bandidos de farda e coagido a assoprar um aparelho, vou dizer a mesma coisa: "Não vou assoprar nada".
    Se quiserem me algemar e me levar preso, ou me dar um tiro, que o façam.

  • Neto  01/02/2013 12:34
    Mas essa atitude não serve pra muita gente, incluindo libertários.
    Eu pessoalmente me incomodaria muito se alguém resolvesse me prender ou me dar um tiro.

    Qual a alternativa? Não sei, mas acho irracional ficar tipo um judeu num campo de concentração que se recusa 100% a qualquer tipo de colaboração com a gangue, se recusa até a beber água e a comer só porque a comida e a água vieram dos nazistas.
  • w matos  26/03/2013 04:06
    Em primeiro lugar queria dizer que concordo totalmente com o artigo. Depois, eu não entendi por que dirigir bêbado não é uma ameaça real contra terceiros e fazer um racha é...
  • Diogo Siqueira  07/08/2010 20:10
    Ricardo Wanderley,

    Dirigir com fome e sono pode causar acidentes... Falo por experiência própria...

    Assim, por que não criar um "esfomeômetro", um "estressômetro" e um "sonômetro"?

    Repito: se dirigir sob influência de álcool causa acidentes; dirigir com sono, fome ou estressado também! Especialmente antes do almoço, após uma cansativa jornada de trabalho.

    Por ora, aqueles que desejam controlar tudo e a todos terão que se dar por satisfeitos com a tecnologia atual: o bafômetro. No momento em que descobrirem uma forma de ler a mente humana - um chip implantado no cérebro do indivíduo, por exemplo - ai poderão acompanhar o que se passa na cabeça de cada um de nós: saberão de antemão se estamos com fome, sono ou nervosos (isto em uma perspectiva otimista). E o dia em que descobrirem tal tecnologia e impingirem-na sobre nós (por força de lei, visando o "bem comum"); neste dia, dificilmente você saberá a diferença entre ser livre e ser um escravo.

    Ao invés de dar azas à tirania, prefiro o convencimento, a educação e não o monitoramento e a repressão baseada em presunções destacadas de casos concretos. Não é para menos a primeira frase deste comentário. Que esta sirva de lição a todos.
  • giovanni  25/10/2010 16:30
    amigos,li o texto e fiquei simplesmente decepcionado com tamanha ignorancia

    desde quando devemos punir um crime apenas se este se consumar?? Isso é um absurdo,afirmar isso é comprovar sua própria ignorancia.

    Quer dizer então que se eu deixar meu filho dormindo ao lado de fios desencapados e nada ocorrer,não é crime?
    ahh pelo amor de deus


    Ao dirigir alcoolizado voce está colocando sua vida em risco e principalmente a vida dos outros em risco

    Afirmar que uma pessoa é apta a decidir se pode dirigir ou não?? Ridiculo! mesma coisa permitir que uma criança ande armada..Como isso poderia funcionar??


    aos economistas,na duvida sobre LEIS,perguntem alguem formado em direito..afinal : direito não é senso comum e nao é intuitivo..
  • mcmoraes  25/10/2010 17:55
    Giovani, qual a sua opinião sobre o seguinte livro? mises.org.br/Ebook.aspx?id=12.
  • anônimo  27/01/2013 19:28
    'Quer dizer então que se eu deixar meu filho dormindo ao lado de fios desencapados e nada ocorrer,não é crime?
    ahh pelo amor de deus'

    [2]

  • Fernando Chiocca  28/01/2013 18:01
    'Quer dizer então que se eu deixar meu filho dormindo ao seu lado depois que você bebeu e nada ocorrer,não é crime?
    ahh pelo amor de deus'



    É incrível como algumas pessoas tem a capacidade de associar a presença uma substância no sangue com um crime ou ameaça de crime real.


  • anônimo  28/01/2013 20:34
    Pelo amor de deus uma ova, são duas coisas totalmente diferentes.
    Aliais, não sei porque isso é muito comum por aqui. Quando alguém não tem argumentos pra justificar X, inventa uma falsa analogia com Y.
  • giovanni  26/10/2010 11:40
    mcmoraes,desculpe no momento estou sem tempo para ler a obra completa

    qual capitulo voce gostaria mais especificamente??







    novamente sobre o texto :

    "Mas há um ponto mais importante. O que exatamente está sendo criminalizado? Não é a falta de perícia ao volante. Não é a destruição da propriedade. Não é o extermínio de uma vida humana por causa de um comportamento imprudente. O que está sendo criminalizado é você ter a substância errada no seu sangue."


    Ora..a substância errada no seu sangue.


    Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado:
    Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.

    (vamos continuar no exemplo do sangue,que o autor coloca como se fosse algo banal)

    A transmissão de uma doença venerea nao ocorre em 100% dos casos ( assim como acidentes com motoristas alcoolizados não ocorrem 100% das vezes)

    ambos sao crimes de PERIGO,basta ter posto o sujeito passivo em risco (a coletividade ou uma pessoa determinada) para que seja CRIME.


    o que o autor propoe é insano,ele diz com todas as palavras : se voce souber que possui AIDS e possua um fetiche por praticar sexo desprotegido ( quem é o estado para me impedir ?? segundo o autor) com uma pessoa desinformada,não haverá crime,desde que ela nao contraia a doença.

    É evidente que a pessoa passou por um enorme risco,o fato de não ter sofrido dano concreto extirpa a possibilidade punir o agente ???

    transfiram o pensamento para a direção sob efeitos do alcool..respeitando a proporção,é a mesma coisa


    Outro ponto que gostaria de abordar novamente :

    lhes parece realmente razoavel atribuir ao motorista que ingeriu alguns drinks decidir se está apto a dirigir ou não???

    Acho que não muito o que discordar deste ponto..confiar na auto-censura e alcool nao me parece muito inteligente,ainda mais quando misturados.







  • mcmoraes  26/10/2010 14:09
    giovanni, eu sugiro ler a obra completa, mas caso não seja possível, comece do início e vá até onde conseguir.

    Quanto à minha opinião sobre o texto, eu concordo com o autor. Crimes só devem ser punidos após a sua ocorrência, caso contrário, a não haverá limite para a invasão da propriedade privada e o desrespeito a esta é terreno fértil para a tirania. Num caso extremo, alguém poderia dizer q deve ser crime a discussão sobre certos assuntos, pois esses podem levar à consequências indesejadas.

    Vc pode justificar suas palavras com o q está escrito nas leis atuais, mas o ponto principal deste espaço, creio eu, é a discussão de idéias, e estas, como vc deve saber, não se restringem ao q está nas leis. Acho q a melhor forma de criticar o conteúdo do texto é a exposição de argumentos racionais, não necessariamente em acordo com o q os nossos nobres congressistas e constituintes nos permitem fazer.

    Já q vc parece bastante preocupado com as leis, note q aqui não há desrespeito algum a qualquer lei. Aqui apenas são discutidas idéias. Que mal há nisso? Acredito q a própria constituição q vc preza tanto deve ter resultado de um debate de idéias, incluindo algumas q devem ter sido vistas com maus olhos pelo status quo dominante no momento. Mesmo q eu não concordasse com o autor do texto, eu acharia salutar a discussão. Idéias precisam ser debatidas.
  • Fernando Chiocca  26/10/2010 15:46
    giovanni, você é o exemplo de como atitudes nefastas podem ser defendidas baseadas em uma total incapacidade de concatenação de ideias.

    Esta resposta que você deu usando este Art. 130, para fazer algum sentido com o exposto, deveria fazer com que você defendesse a prisão de todas as pessoas com doeças venéreas. E eu estou partindo do princípio que não é isto que você está defendendo.

    transfiram o pensamento para a direção sob efeitos do alcool..respeitando a proporção,é a mesma coisa

    Transfira o "pensamento" para a direção sem efeitos do alcool..respeitando a proporção,é a mesma coisa
  • Ulisses Alfredo Santos Lima  26/10/2010 15:30
    Segundo o SUPER FREAKONOMICS é mais perigoso andar a pé bêbado do que dirigir mais isso pensando no manguaceiro.\r
    \r
    E para as pessoas que estão andando tranquilamente em uma calçada ou paradas em um ponto de ônibus?\r
    \r
    \r
    Tudo isso podemos considerar que o Estado sempre fala: que pela culpa de poucos a maioria paga o preço...\r
  • Mujo  17/12/2010 17:12
    a revista Veja fez uma reportagem a algum tempo atras passando dados para tentar justificar a nova lei.

    o problema é que eles sem querer, deram dados que dizem exatamente o contrário. dirigir com álcool no sangue causa MENOS acidentes! explico:

    a reportagem (veja.abril.com.br/090708/p_060.shtml) começa dizendo que 50% dos acidentes são causados por pessoas com álcool no sangue e que "Trata-se de uma porcentagem altíssima" e deve ser combatido. depois, a mesma reportagem apresenta o resultado de uma pesquisa feita em São Paulo, onde, em batidas policiais, fizeram 3 mil averiguações com o bafometro, pelo período de um ano antes da nova lei.

    o que eles constataram foi que 500 estavam acima do limite legal da lei antiga, 1250 estavam com álcool no sangue mas baixo do limite antigo, e os 1250 restantes estavam sóbrios.

    ora, eles acabam de dizer uma coisa, e logo após mostram informações que, combinadas com a anterior, nega toda a teoria!

    se 50% dos acidentes são causados por pessoas alcoolizadas, consequentemente 50% são causados por pessoas sóbrias.

    num universo, apresentado pela pesquisa, de 58% ((500+1250)/3000) de pessoas alcoolizadas dirigindo, e 42% de sóbrias, era de se esperar que, se o álcool não afetasse o índice de acidentes, que a proporção se repetisse.

    mas não é isso que vemos, se 42% de sóbrios causam 50% dos acidentes, seria mais sensato dizer que dirigir sóbrio é mais perigoso!

    e não para por ai, a reportagem tem um quadro (veja.abril.com.br/090708/imagens/brasil7.jpg) comparando a qtde de mortes por 100 mil em 3 países, com o limite imposto por lei, e o mais importante, a % de pessoas alcoolizadas que causaram acidentes. neste quadro, diz que a França tem o maior índice de acidentes causados por pessoas alcoolizadas (34%) ao mesmo tempo que tem o menor numero de mortes (7) por 100 mil. ou seja, outra evidencia contra a teoria.

    minha teoria sobre isso é que pessoas alcoolizadas tem mais medo de cometerem erros pois tem conhecimento de sua condição, e dirigem mais cautelosamente do que as sóbrias. enfim, estatística é isso. sem saber como interpretar, vc só vai ser enganado. e o que os legisladores mais gostam de fazer é te enganar pra implementar leis em que eles possam te roubar mais.

    []'s
  • anônimo  21/06/2016 23:52
    Nossa amigo..o que você fez com o Teorema de Bayes eu não faria nem com meu pior inimigo.
  • André Ichiro  17/12/2010 17:15
    "Por outro lado, a reação imediata é mais ou menos assim: dirigir alcoolizado tem de ser algo ilegal porque a probabilidade de causar um acidente aumenta dramaticamente quando você bebe. A resposta é bem simples: em uma sociedade livre, o governo não deve lidar com probabilidades. A lei deveria lidar com ações e com ações apenas, e somente na medida em que estas causarem danos a pessoas ou à propriedade. Probabilidades são para as seguradoras, que devem avaliá-las em um ambiente competitivo e voluntário."\r
    \r
    O Direito pode trabalhar com fatos? Probabilidades são para as seguradoras? Discordo totalmente. o Direito trabalha com evidências as quais tornam uma narrativa provável ou improvável, sendo absolutamente incoerente acreditar que tais "fatos" (discordo absolutamente da idéia "realista", e, portanto, a idéia de "fatos" por traz de "a lei deveria lidar com ações e com ações apenas" é, a meu ver, uma idéia romântica segundo a qual o Direito poderia perseguir o que de fato ocorreu, como se fosse um identificador da verdade) ocorreram com probabilidade 1. Necessariamente, então, trabalha-se com generalizações, sim (ou seja, probabilidades entre 0 e 1, sendo estranho incluí-los - o "0" e o "1" - sobretudo o "1"). A questão é outra, e bastante diferente. Critérios podem dizer quais probabilidades são razoáveis (excluindo, portanto, argumentações do tipo "80% dos crimes são cometidos por homens, de 16 a 25 anos de idade, negros"; critérios etnológicos, por exemplo, poderiam ser excluídos sem problemas. aliás, por uma questão de causalidade probabilística, não faz sentido sequer dizer que nascer negro e ter entre 16 a 25 anos provavelmente aumenta a quantidade de crimes; também não significa que o Direito deve trabalhar com essa mesma margem, ou seja, a de responsabilizar, juridicamente, 8 de 10 negros, já que se pode trabalhar com princípios do tipo "in dubio pro reo" e "além da dúvida razoável"). A questão é quem dita quais generalizações são "razoáveis" e quais não; é uma questão, portanto, de quem deve poder oferecer critérios e usá-los em cortes. Não é uma questão, a meu ver, de "o Direito deve trabalhar com fatos" e excluir probabilidades ou generalizações. Isto é impossível.
  • Erick Skrabe  07/10/2011 23:04
    Achei que todos eram inocentes até que se provasse o contrário.
  • Augusto  08/10/2011 09:40
    hein?\r
    \r
    basicamente, "o direito deve trabalhar com generalizacoes. mas nem toda generalizacao eh boa. entao, a gente so pega as generalizacoes boas e exclui as ruims. mas qual o criterio? o que a maioria achar que eh bom, eh bom. mas e se o que nos chamaos que eh a maioria constituir uma generalizacao ruim? bom, ai, para isso a gente distribui uns camisoloes pretos para uma meia duzia de caras, chama eles de membros do supremo tribunal e deixa eles decidirem."
  • mcmoraes  22/12/2010 12:50
    Esses slides têm tudo a ver com este artigo e seus comentários: mises.org.br/FileUp.aspx?id=79
  • Augusto  18/03/2011 12:45
    Outro dia eu tive uma discussão a respeito dessa lei. E eu disse, "não, eu não acho que a polícia deveria andar por aí fiscalizando quem bebeu e quem não bebeu."\r
    \r
    Ao que o interlocutor replicou, como faz a maioria das pessoas, "então você acha que não tem problema nenhum as pessoas saírem por aí dirigindo bêbadas e matando pessoas?"\r
    \r
    É o pensamento típico. Vamos imaginar como essa conversa poderia ter prosseguido:\r
    \r
    [n]- Peraí. Eu não disse que acho ok ninguém matar ninguém, esteja o assassino bêbado ou sóbrio.[/n]\r
    - Mas é isso que acontece, a pessoa bebe e mata no trânsito. Eu acho que tinha que ter mais fiscalização sim, e até prender quem se recusa a passar pelo teste do bafômetro!\r
    [n]- Vamos ver. Você concorda que nem todo mundo que bebe mata no trânsito não é? Em todo caso, as estatísticas mostram que apenas 25% das mortes no trânsito estão relacionadas à bebida.[/n]\r
    - Certo.\r
    [n]- Ok. Bom, então estamos de acordo. Beber e matar no trânsito é apenas uma probabilidade. Nem todo mundo que bebe, mata. E muitas pessoas que não bebem, matam. Correto até aí?[/n]\r
    - Ok...\r
    [n]- Você certamente também concorda que o orçamento do governo é limitado. Não dá para fazer tudo, não é? Mesmo que o governo aumentasse os impostos, a verba não é infinita. Então, governar é fazer escolhas, não é?[/n]\r
    - Tá... mas e daí?\r
    [n]- Tem milhares - talvez milhões - de pessoas nas filas dos hospitais, esperando por cirurgias. Elas vão morrer sem essas cirurgias, não é uma probabilidade, é uma certeza.[/u]\r
    - Era só ter mais dinheiro pra saúde...\r
    [n]- Então, faz o seguinte, você vai lá no hospital e explica pro paciente esperando a cirurgia que ele vai morrer, porque o dinheiro que poderia pagar pela cirurgia está sendo gasto para procurar pessoas que, talvez tenham bebido, e que talvez, quem sabe, um dia, possam vir a causar um acidente de trânsito. Explica para o paciente que ele vai certamente morrer porque é mais importante prevenir a possibilidade de uma outra morte.[/n]\r
    - É só ter mais dinheiro...\r
    [n]- Doa o teu salário todo pra prefeitura! Tchau![/n]
  • Augusto  18/03/2011 13:10
    ihhh saiu tudo sem o negrito...\r
    \r
    em todo caso, eu não quis, de forma alguma, sugerir que o Estado gastar com hospitais fosse correto, apenas mostrar para o interlocutor que o Estado fazia uma alocação de recursos absurda: prefere a certeza da morte no hospital, que o risco de morte nas ruas.
  • Dante Cardoso Pinto de Almeida  22/06/2011 23:23
    Este é o pior texto do Rockwell que eu já li.

    #1 Em uma estrada privada com policiamento privado, seria razoável multar quem utilize o serviço embriagado? Claro que sim! Assim como bancos restringem acesso de pessoas armadas, estabelecimentos comerciais impedem a entrada de gente sem camisa, restaurantes tem área rezervada para fumantes etc. É razoável restringir algumas liberdades de um cliente em prol do bem-estar de todos os clientes.

    #2 Dificilmente alguém é parado arbitrariamente por um policial rodoviário. No geral, já estava fazendo barbeiragem.
  • Fernando Chiocca  23/06/2011 14:14
    Este é um dos melhores artigos já escritos... e para você ter achado ruim, deve ter muita coisa errada na sua cabeça. Nos seus dois comentários, já deu pra comprovar que realmente há.

    #1 Se você usa um exemplo de uma estrada privada que não foi o que foi tratado no texto, devemos necessariamente entender pelos seus outros exemplos que você não teria nada contra uma lei federal que proibisse as armas, o fumo e pessoas sairem de casa sem camisa, já que é razoável que estabelecimentos comerciais impeçam tais práticas (SIC)

    #2 Que mundo você vive? Você sai de casa, acessa a internet ou mesmo lê jornais ou assiste tv? Blitz da lei seca, já ouviu falar?

    Nos EUA a mesma coisa.. é comumm policiais pararem arbitrariamente motoristas para ver se beberam.

    E a policia rodoviaria, principalmente, é famosa exatamente por parar arbitrariamente motoristas. Quem tem carro com documento atrasado ou qq outra "irregularidade"anda tranquilamente pelas cidades e só com muita retiscência, pegam estradas, pois o risco de ser parado é grande.


    No mais, nem tentou rebater um único argumento de texto. (Acho que é poruqe se tentasse, fracassaria, já que são argumentos irrefutáveis)
  • Renê  24/06/2011 00:22
    Concordo com o autor e vou além, tem que acabar a proibição de pilotar avião alcoolizado. Já ouvi também que alguns pilotos manobram muito melhor o avião depois de umas cachacinhas, ficam mais cuidadosos sabe?
    O próximo passo é discutir se o alcool não ajudaria também os cirurgiões a operarem melhor, quem sabe o Lew Rockwell não conhece algum médico que opera bem melhor depois de passar num boteco?
  • Fernando Chiocca  24/06/2011 02:52
    Hehehehhehehehehehehehehehe

    É muito engraçado isso.

    O coitado tenta ironizar.. como se fosse a coisa mais fácil do mundo refutar os argumentos.. e acaba apenas dando mais argumentos favoráveis a ideia (sempre bom frisar, irrefutável) exposta no artigo.

    Não existe, e jamais existiu nenhuma lei proibindo pilotos de avião de pilotarem embriagados ou cirurgiões de operarem bebados. E, para surpresa de alguns deficientes mentais, não vemos a todo instante cirurgiões operando bebados e pilotos pilotando boings alcoolizados.

    Será que o infeliz (coitado) do Renê quer que tenhamos blitz em Congonhas, com PMs parando aviões aleatoriamente na pista e fazendo teste de bafômetro? (como se já não houvessem atrasos suficientes nos aeroportos estatais) Afinal, pilotos bêbados podem matar centenas de pessoas!!

    Ou que cirurgiões sejam chacados pela polícia antes de operarem?

    Enfim... coitado.
  • Anonimo  05/08/2012 17:53
    hahahahahahaahahhahahaahahahahahhaah bem lembrado e para terminar de colocar a cereja no bolo.
    Os medicos,em sua grande maioria,não bebem em expediente,assim como o vendedor,professor,advogados e etc;mais tem muitos desses profissionais que sim,bebem em horario de expediente,e eu ja vi muitos vendedores,representantes me atenderem com bafo de cachaça,assim como com certeza tem muitos advogados,quanto ao cirurgião,eu não tenho como garantir que nenhum deles atenda pacientes com altas doses de alcool no sangue,principalmente aqueles medicos que atendem determinado paciente em dia de folga,ou o obstetra que atende em dia de folga pacientes prestes a ganhar filho,quem pode garnti que antes do obstetra ir ao hospital acompanhar e participar do parto não tomou umas 4 doses de wiski antes da ligação? Quem garante que o cirurgião não bebeu nada antes de chegar ao hospital para participar de uma cirurgia de emergencia?Quem garante que o piloto que esta pilotando o avião,a umas 2 horas antes não estava em casa ou no bar tomando uma cerveja e foi chamado as pressas? Esses dias eu estava conversando com um profissional socorrista,que tem a função de socorrer pessoas em eminente risco de vida e estabilizar o organismo da pessoa para chegar viva ao hospital e advinhem onde ele estava? Na zona comigo BEBENDO,O CARA TOMOU UMAS 3 CERVEJAS e ainda me falou,"Hoje estou de folga,mais se acontecer um acidente grave agora e faltar pessoal,o samu pode me ligar e me escalar para trabalhar AGORA,A QUALQUER MOMENTO e o samu vem me buscar para ajudar nos resgates.
    Se for levar a serio a lei seca,tinha que fiscalizar para ver se as pessoas estão trabalhando sobrias ou bebendo,o que é no minimo ridícula a ideia....
  • Leandro Rocha  08/12/2012 15:00
    Quanto aos pilotos não sei. Mas muitos médicos, professores e etc estão visivelmente drogados (rivotril talvez?) em seus expedientes. Aliás você realmente acha que um médico plantonista que está no hospital a mais de 15 horas operando e atendendo não usa de nenhum "estimulante"?

    De resto parabés pelo texto. nunca tinha pensado no assunto por este ângulo
  • Rhyan  24/06/2011 04:04
    Pilotos trabalham para empresas que servem seus clientes. Basta estar no contrato a proibição de que pilotos usem drogas que alteram a pessoa.

    O mesmo para médicos.

    Agora para motoristas, as ruas deveriam ser propriedas privadas para existerem esses contratos.

    "Aceito não usar drogas como álccol, xxx, yyy, quando dirigir em ruas da empresa tal.
    Multa pela infração zzz."

  • Lucas  07/07/2011 18:28
    Já existem leis para infrações no trânsito, como por exemplo furar sinal e dirigir na contra-mão. Coisas que podem ser feitas tanto por quem está embriagado quanto por quem está sóbrio. Se houvesse uma melhor fiscalização e punição, poderia diminuir os acidentes sem considerar o que está na corrente sanguinea da pessoa.
  • anônimo  07/10/2011 13:56
    "E, por favor, não me escreva dizendo: "Fiquei ofendido com sua insensibilidade porque minha mãe foi morta por um motorista bêbado". Qualquer pessoa responsável pela morte de uma outra deve responder por homicídio culposo ou assassinato, e deve ser punida de acordo."

    Prender o sujeito não vai ressuscitar ninguém mas essa lei seca impede que pessoas morram.


    Prefiro perder a liberdade de cometer um ato imprudente que é mero capricho do que colocar a vidas dos outros em perigo.
  • Fernando Chiocca  07/10/2011 14:40
    Prender o sujeito não vai ressuscitar ninguém

    E quem está falando em ressucitar alguém??
    Prender um assasino ou um estuprador não vai ressucitar o morto e nem desestuprar a vítima... Você está sugerindo que ninguém deve ser responsável por seus atos e punido pelo mal que fez a outra pessoa?

    mas essa lei seca impede que pessoas morram.

    Proibir 100% os veículos vai impedir que pessoas morram atropeladas ou em acidentes veiculares.
    Que lindo, que nobre.. e que inteligente!

    Prefiro perder a liberdade de cometer um ato imprudente

    Que ato imprudente?
    Te garanto que mesmo depois que eu ingiro álcool eu dirijo com mais prudência que a maioria dos motoristas sem ingerir nenhum álcool.

    que é mero capricho do que colocar a vidas dos outros em perigo.

    O que é mero capricho? Dirigir um carro em qualquer condições também pode ser um mero capricho... vá à pé.

    do que colocar a vidas dos outros em perigo.

    A vida de todo mundo já está em perigo pelo simples motivo de estarem perto ou dentro de toneladas de metal que se movem a mais de 40km/h...
  • Angelo Noel  07/10/2011 15:08
    A partir do momento q entrou em algum óvulo da sua mãe, vc já tava correndo perigo.
    Imagina depois q vc começou a andar sozinho...

    A cada dia a gente tá mais perto da morte pelos motivos mais randômicos e nonsense possíveis.

    As intervenções estapafúrdias de um burocrata não vão te salvar disso.

    Mto pelo contrário...
  • Neto  04/10/2012 04:01
    '-Prender o sujeito não vai ressuscitar ninguém

    -E quem está falando em ressucitar alguém??'


    Ninguém... a esquerda e o marxismo cultural usam esse argumento idiota quase sempre, como se quem discorda deles fosse algum maluco achando que isso ia ressucitar a vítima.
    É comum eles falarem contra a pena de morte:ah, mas isso não vai trazer quem morreu de volta...
    É um argumento que não tem nada a ver, não chega em canto nenhum e ainda mostra a arrogância desse povo
  • Alexandre M. R. Filho  07/10/2011 15:26
    Se eu fosse dono de uma rua, não deixaria ninguém dirigir alcoolizado nela.\r
    \r
    Além disso, se um dono de uma rua deixassen as pessoas dirigirem alcoolizadas nela, eu evitaria ir por essa rua.\r
    \r
    Como podemos ver, o problema não é a regra. Mas sim o fato da regra ser estatal.\r
    \r
    Se as ruas fossem todas privadas, esse problema estaria resolvido por completo e sem prejuízo para ninguém.\r
    \r
    O difícil para as pessoas que não tem contato com a filosofia libertária é conseguir entender que uma rua, uma praia, uma floresta, um rio, um lago etc. podem ser particulares.
  • Neto  23/10/2012 02:11
    'Como podemos ver, o problema não é a regra. Mas sim o fato da regra ser estatal. '

    Se a gente partir do princípio que governo não deveria nem existir, qualquer coisa que ele faça vai ser um problema.
  • Leninmarquisson da Silva  07/10/2011 17:00
    Esse artigo do Heitor de Paola tem um ótimo trecho sobre a Lei Seca:

    www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/10866-true-lies-iv-rumo-ao-governo-mundial.html

    Incrível como mesmo com todos esses argumentos irrefutáveis do Lew e do Heitor, ainda haja doentes defendendo essa lei tão ridícula quanto suas tentativas de justificação.
    Como se não bastasse nessa merda de país a tributação ser cobrada com base no que os burocratas "presumem" que você tenha, temos também o "crime presumível" agora.

    É praticamente igual naquele filme, Minority Report, com o Tom Cruizé. Daqui a pouco será só pensar em dar um peido que o governo presumirá que você dará "aquela cagada" e imediatamente aparecerá um oficial da justiça na sua porta lhe oferecendo um cargo público.

    Já que é assim, "presumo", com bases em estatísticas fornecidas pelo IBGE - Instituto Bolchevik Gramcista de Estatística - que todos os que a favor da Lei Seca queimam la rosquita...







  • Victor  24/11/2011 15:34
    Conhece a Somália, lá o anarquismo faz um sucesso que você nem imagina.
    Tem todo o direito a liberdade, quer uma passagem de ida?
  • Hay  25/11/2011 15:40
    Conhece a Somália, lá o anarquismo faz um sucesso que você nem imagina.

    Há um artigo a respeito da Somália neste site. É claro que a anarquia não vai transformar, em um passe de mágica, um país corroído por guerras, corrupção, ditaduras e governos populistas irresponsáveis em uma terra onde corre leite e mel. Um país destruído por guerras sem fim e sem capital dificilmente consegue se levantar assim, sem mais nem menos. Ainda mais quando se tenta desesperadamente impor um governo centralizado, o que acaba perpetuando guerras de facções rivais pelo controle do governo.
  • Antonio Galdiano  22/10/2012 09:22
    Victor disse:\r
    "Conhece a Somália, lá o anarquismo faz um sucesso que você nem imagina.\r
    Tem todo o direito a liberdade, quer uma passagem de ida?"\r
    \r
    Esse é o tipo de argumento que pega uma parte minúscula do todo e pretende descrever um raciocínio sobre a totalidade que evidentemente é muito mais complexa, envolve muitos outros elementos. Se fosse para dar um nome a esse tipo de falácia eu a chamaria de "falácia da redução".\r
    \r
    Então Victor, se o seu argumento é legítimo, eu retruco:\r
    Conhece Plutão? Lá não há pessoas e lá você poderá implementar o regime de governo que você quiser para você, sua família e seus amigos. Você tem todo o direito de impor coerção estatal a eles, quer uma passagem de ida pra turma toda?
  • Neto  22/10/2012 10:24
    Conhece o Quênia? Lá o estatismo faz tanto sucesso que você nem imagina
    Tem todo o direito de viver debaixo de um governo, quer uma passagem só de ida?
  • ANDRE LUIS  07/10/2011 20:27
    Algo me intriga profundamente nesta história de Lei Seca ao volante;

    As autoridades policiais se utilizam de um aparelho chamado etilômetro (o famoso bafômetro) para medir a quantidade de alcool ingerida pelo motorista. Ocorre que o tal aparelho mede somente a quantidade de ALCOOL ingerida, deixando de fora todos os tipos de drogas, das mais leves às mais pesadas: cocaina, ácido, haxixe, crack, oxi e etc.

    Analisem comigo: Um fulano que gosta de beber para curtir uma onda na balada do final de semana será fortemente tentado a mudar o seu hábito com a Lei Seca. Ele terá dois caminhos a seguir: Abrir mão do seu carro para ir de ônibus ou taxi, ou mudar a droga para se adequar a nova legislação. Caso opte pela segunda alternativa, sua rotina não mudaria substancialmente, pois poderia continuar contando com o conforto de utilizar seu carro sem problemas.

    Creio que o resultado da Lei Seca será um considerável aumento do consumo de drogas ilícitas através de uma mudança forçada de hábito, principalmente da população mais jovem. Afinal de contas, esta história de encher a cara de cerveja e uisque é um habito muito burguês, pois só enriquece as grandes cervejarias e o dono do buteco. O negócio é dar uma força pro pessoal das FARC, e ajudar a financiar a revolução socialista pô!
  • Augusto  07/10/2011 21:16
    Breve numa blitz perto de voce: o maconhometro e o cocainometro.\r
    \r
    A chamada "lei seca" eh apenas uma forma de dar destaque ao que ja existe. Dirigir sob o efeito de qualquer droga eh ilegal (pelo simples fato de ser ilegal consumir drogas). Se nao ha monitoramento especifico, eh porque o meio tecnico ainda nao esta disponivel.\r
    \r
    Assim que estiver, voce pode ter certeza que surgirao leis especificas para essas drogas tambem.
  • Fabricio  07/10/2011 20:39
    A lei seca (atual) e tão absurda quanto o volstead act.

    A presença do estado é malfazeja. Sempre.

    Eu me pergunto, todavia, se caberia um artigo com o título "pelo direito de fabricar bombas de hidrogênio no meu quintal".
  • Thales  10/10/2011 00:13
    www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=59619\r
    \r
    Estamos muito mais acelerados rumo ao facismo do que o mais pessimista aqui poderia crer!\r
    \r
    "Em sua justificação, o autor lembra a grande quantidade de acidentes de\r
    trânsito ocasionados pelos efeitos da ingestão de álcool e louva a tipificação do\r
    ato de dirigir sob sua influência. Ressalta, no entanto, que a medida não alcança\r
    motoristas que transportam bebidas na cabina e que, mesmo não tendo\r
    consumido no momento da fiscalização, podem faze-lo mais adiante
    , daí advindo\r
    os riscos hoje notórios."\r
    \r
    E agora, o pior:\r
    \r
    "Destaca que a liberdade individual resta preservada no\r
    projeto
    , tendo em vista que o transporte de bebidas pode continua ocorrendo\r
    regularmente no compartimento de bagagens dos veículos."
  • Cristina  26/10/2011 14:03
    Concordo com autor do artigo, porem acrescento que é interessante, não vedar os olhos para fatos reais, realmente quando bebemos muito, mal conseguimos andar, os reflexos são lentissimos, entre outras reações (eu bebo e sei como é), então eu acho que realmente tem que haver uma lei mais rigida para quem EXAGERA, porém tem que se separar quem NÃO EXAGERA. . Há uma grande diferença entre beber 1 TAÇA DE VINHO e beber uma garrafa de wisk, só que a lei seca coloca todo mundo num mesmo rolo e isso não pode, as vezes o cara tomou um taça de vinho, mas se nega ao bafômetro por medo, msm sabendo que não esta embriagado. Lei "QUASE" seca sim, tolerância 0 NÃO! TEM QUE AUMENTAR A TOLERÂNCIA.
    Colocar todos no msm rolo é por que msm que vc se recuse, vc paga a msma multa e punição administrativa de quem é pego apos consumir 1 garrafa de wisk, a grande diferença é que o cara do wisk vai responde criminalmente, mas o resto é igual, você tá ferrado por uma taça de vinho com ou sem bafômetro.
    Dizem que o teste é facultativo, porém se vc não fizer é punido com multa e administrativamente, ora bolas se é facultativo, não deveria existir punição por optar em não fazer, é injusto e imoral, e corretamente a justiça entende que não pode punir.
    Contudo, sabemos que para comprovar o "EXAGERO", que realmente é inegavel que acontece, eu sugeriria a necedade de 1 prova da embriaguez, e essa prova poderia ser testemunhal, não valendo a do agente que autuou e sim 2 motoristas aleatórios, solicitados pela blitz, q no próprio momento observasse a embriagues notória ou não. Não descartando a defesa do motorista, que ao ser taxado de embrigado pelas testemulhas, poderia no msm momento solicitar o bafômetro p provar INOCÊNCIA. Caso o motorista aceite as testemulhas,assumindo o erro responderia com todo rigor da lei.

    Lei quase seca, SIM!
  • Daniel Marchi  04/11/2011 12:03
    Agora é oficial. O pré-crime foi institucionalizado pelo STF. Precedente mais que perigoso.

    Notícia de 03/11/2011

    Para STF, dirigir embriagado é crime mesmo se não causar acidentes
    revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/para-stf-dirigir-embriagado-e-crime-mesmo-se-nao-causar-acidentes.html
  • Luis Almeida  04/11/2011 12:06
    Essa lei conta com o total apoio da população bovina, que acha o máximo ser controlada até mesmo no que tange às suas questões biológicas internas.

    Não há salvação; a escravidão ainda voltará.
  • Alexandre M. R. Filho  04/11/2011 14:17
    Pior é que essa discussão é muito antiga. Pra quem é do Direito, sabe que existe uma grande discussão acadêmica sobre os crimes de perigo abstrato.\r
    \r
    Uns defendem que crimes de perigos abstrato devem sim estar previstos na lei.\r
    \r
    Outros dizem que não.\r
    \r
    Assim, se vc der um tiro pro alto e não matar ninguém, pode ser preso para aqueles que defendem a existência de crimes de perigo abstrato.\r
    \r
    Os exemplos ficam ao gosto do cliente. Ter uma arma sem registro, dirigir alcoolizado, atirar pra cima, fabricar produtos de limpeza sem licença, guardar combustível em desacordo com a lei...\r
    \r
    Quer dizer, mesmo que vc não prejudique ninguém, vc não pode praticar essas ações.\r
    \r
    Infelizmente, estamos descambando pro lado contrário ao da liberdade.
  • Paulo Sergio  26/11/2011 13:14
    Os espíritos fracos e sensíveis sempre vão se sentir ameaçados por tudo.
  • André  26/11/2011 05:47
    Errou feio no artigo.
    Nosso direito à liberdade termina onde começa o direito dos outros.
    Se for pensar assim como diz o artigo eu posso sair atirando na rua, disputar rachas, implodir prédios sem afastar as pessoas, ou sair dirigindo pela calçada.
    Mesmo que ninguém se machuque, é óbvio ululante que estou invadindo o direito dos outros à segurança, portanto este tipo de atitude non-sense não deve ser permitida.
    Existem consequências para nossos atos, e sempre que estas consequências interferem no direito de outro, não somos livres para praticar estes atos. No caso de dirigir após consumir alcool (ou qualquer outra droga, ou dirigir com sono) estamos invadindo o direito dos outros à segurança. Da mesma forma que você não quer um funkeiro com som alto do seu lado invadindo seu direito ao sossego, não pode se sentir livre para invadir o direito dos outros à segurança.
    Qualquer zé mané sabe que um pouquinho de alcool no sangue já reduz seus reflexos.
    Eu posso dirigir meu carro a 200 km/h? Posso fazer isso mesmo sabendo que meus freios estão com problemas? e se meus pneus estiverem carecas? Não tem problema? Tem que esperar eu causar uma tragédia para dizer: "prendam este criminoso!"?
    E se um bandido é pego com armas, explosivos e um plano para invadir um banco? Deixamos ele livre, afinal "não cometeu nenhum crime"?
  • mcmoraes  26/11/2011 09:04
    André, você confunde ameça/agressão real com ameça/agressão imaginária. Vou te dar alguns exemplos para te ajudar a entender.

    Exemplos de ameça/agressão real:
    - apontar uma arma para alguém, ou atirar para cima no meio da rua;
    - dirigir o carro em zigue-zague ou na contra-mão; passar o limite de velocidade.

    Exemplos de ameça/agressão imaginária:
    - carregar uma arma no coldre ou no bolso do casaco;
    - dirigir o carro alcoolizado, porém, aos olhos de qualquer observador externo, comportando-se como como qualquer outro "bom" motorista;
  • Pedro Lima  30/08/2012 07:05
    Uma solução melhor que "punir" os alcoolizados é permitir a construção de ferrovias. Afinal, se potencialmente um alcoolizado pode matar alguém, um carro sendo guiado por um ser humano pode matar alguém. então todo motorista é um potencial criminoso. com ferrovias esse problema diminuiria exponencialmente. só quem não iria beber ia ser o motorista do metrô (não porque seja "crime", mas pra não ser demitido).
  • william  30/09/2012 14:35
    Este artigo está querendo cometer a mesma falácia de ciências sociais, como positivismo e marxismo, ou seja, estão usando argumentos das ciências sociais para questões que são de propriedade das ciências exatas, como o estudo dos efeitos do álcool no organismo humano e os riscos que alguém alcoolizado pode trazer em termos de agressão a vida dos outros no trânsito, ainda mais se for uma estrada privada, onde um acidente resultaria em prejuízos ao seu proprietário.
  • Fatima  30/09/2012 15:05
    Quatrocentas e vinte e nove pessoas curtiram esse texto; quatrocentas e vinte e nove pessoas que querem ignorar que para viver em sociedade (qualquer uma) , TODOS renunciamos a parte de nossas liberdades. Quatrocentas e vinte e nove pessoas que acham que beber ANTES de dirigir pode fazer com que o motorista dirija MELHOR. Quatrocentas e vinte e nove pessoas que em nome de liberdade absoluta legitimam conduta especialmente perigosa.
  • Felipe  30/09/2012 18:20
    Cara Fátima, eu acho que você possui uma personalidade muito agitadora e, como tal, baseado em sua própria afirmação de que todos temos que renunciar parte de nossa liberdade para viver em sociedade, proponho que passe a ser vigiada constantemente por agentes estatais; afinal, temos que coibir atitudes especialmente perigosas!

    Obviamente, também iremos vigiar todos os cidadãos que atravessam a rua fora da faixa e todos os motoristas de caminhões que dormem ao volante. Afinal, todas elas praticam alguma atividade que pode prejudicar terceiros.

    Agradeço seu apreço pela minha proposta!
  • Neto  01/10/2012 02:30
    Leia o blog dessa Fátima e você vai entender de onde ela tira essas certezas absolutas sem comprovação nenhuma: da velha estratégia gransciana de repetir uma mentira ao infinito até virar verdade.
  • Neto  01/10/2012 01:12
    'quatrocentas e vinte e nove pessoas que querem ignorar que para viver em sociedade (qualquer uma) , TODOS renunciamos a parte de nossas liberdades. '

    Essa aí deve ser uma espécie de gênio onisciente com poder de ver o futuro e ver TODAS as sociedades que já existiram e que vão existir um dia pra falar isso.
  • Neto  01/10/2012 03:12
    'Quatrocentas e vinte e nove pessoas que acham que beber ANTES de dirigir pode fazer com que o motorista dirija MELHOR. '

    Essa é uma conclusão mentirosa, forçada, absurda e que não tem NADA a ver com o ponto do artigo, que é a probabilidade.
    Fátima, por aqui você não vai enganar ninguém.Guarde suas mentiras e frases de efeito pr@s leitor@s do seu blog
  • Daniel  01/10/2012 06:56
    Fátima, uma dúvida.

    Quem vai determinar o quanto de liberdade devo abrir mão para viver em sociedade?

    Você?

    abç
  • anônimo  30/09/2012 17:19
    Aí o William escreve:

    "estão usando argumentos das ciências sociais para questões que são de propriedade das ciências exatas, como o estudo dos efeitos do álcool no organismo humano e os riscos que alguém alcoolizado pode trazer em termos de agressão a vida dos outros no trânsito"

    Aí, além de descobrir que "o estudo dos efeitos do álcool no organismo humano" é "de propriedade das ciências exatas", você vai ao artigo e vê que lá está escrito que:

    "em uma sociedade livre, o governo não deve lidar com probabilidades. A lei deveria lidar com ações e com ações apenas, e somente na medida em que estas causarem danos a pessoas ou à propriedade. Probabilidades são para as seguradoras, que devem avaliá-las em um ambiente competitivo e voluntário."

    E aí você conclui que o problema aparentemente incorrigível do brasileiro, dentre eles a Fátima acima, é o seu analfabetismo funcional e sua ânsia de querer interpretar apenas aquilo que lhe convém.
  • hypersagat  04/10/2012 07:09
    Não deve ser controlado, deixa beber.. porem, sou a favor de, quando alguém alcoolizado provocar a morte de terceiro, familiares do mesmo terem o direito de espanca-lo até cansarem e se tal espancamento levar a morte, estarem no seu direito, já que ao gozar da liberdade dele, tirou uma vida.

    Ai fião, ai concordo com tudo..

    Ok, não vamos prevenir, pois a prevenção lhe rouba a liberdade ou a pseudo-liberdade que acha que terás(pq existem assuntos relacionados ao tema muito mais importante sobre a privação da sua liberdade caro cidadão), vamos remediar, mas que a remediação sirva de exemplo para outros.... assim, com muita liberdade rumaremos a leis afegãs... "com ferro fere, com ferro será ferido."
  • Rafael  16/10/2012 12:38
    hypersagat, se um familiar meu morrer em decorrência de um acidente de trânsito causado por um motorista sóbrio, eu também terei o direito de espancá-lo até que eu canse? Se meu familiar morrer, que diferença fará pra mim o estado de sobriedade do causador da morte?
  • Bruno  17/10/2012 21:47
    É ridículo penalizar um indivíduo pelo simples fato dele estar com certa substância no organismo, ou portando. Mas admito que é uma questão delicada. Ao mesmo tempo que você fere a liberdade do indivíduo X, está potencialmente protegendo o indivíduo Y, afinal, essa é uma questão diferente do uso de drogas.
    Além de estar utilizando uma droga, esta pondo em risco a vida de outrem. No caso dessa lei seca, eu apoio. Pois a liberdade do indivíduo X não está sendo totalmente tolida, ele pode beber, só não pode por outras pessoas em risco. O alcool causa despersonalização, ação por impulso, e sensação de imortalidade, de insensibilidade. Isso é perigoso em circunstancias como a de conduzir um veículo.
    A probabilidade de matar alguem é muito maior.

  • Rafael  18/10/2012 07:37
    Bruno, se o consumo de álcool tem todas essas conseqüências (vou assumir que sim), então dificilmente alguém que bebe pode sair às ruas - mesmo a pé - sem causar riscos a outrem, certo? Imagino que não seja difícil comprovar estatisticamente que o consumo de álcool aumenta a probabilidade de brigas e agressões físicas em geral. Logo, para evitar riscos a terceiros, o melhor é proibir todo o consumo de álcool, não? Afinal, se a mera probabilidade de colocar terceiros em risco justifica a punição, não faz sentido permitir que bêbados caminhem livremente por aí. E é óbvio que quando eu digo "bêbado", quero dizer qualquer indivíduo que tenha consumido qualquer quantidade de álcool.
  • Bruno 2  18/10/2012 08:57
    Xará,

    o fato é que ninguém firma voluntariamente um contrato com o estado onde se diz que dirigir bêbado é proibido, certo? Portanto, o motivo de você estar sendo preso é por ter álcool no seu sangue, não por que você atropelou alguém, nem porque descumpriu um contrato. E você não tem outra alternativa, pois o estado também impõe seu monopólio em relação à construção das estradas.

    Se você escolhesse utilizar uma estrada privada onde fosse proibido dirigir alcoolizado, voluntariamente aceitando esta regra, seria justo sofrer uma punição ao infringi-la. Isso é totalmente diferente do que o estado pratica.
  • Bruno  18/10/2012 07:26
    Não vamos falar de estatísticas e falar de fatos, não é? De acidentes de pessoas que conheciam, se me disserem que nenhum dos envolvidos no acidente estava bêbado, é mentira! Pelo menos 1 acidente que vocês souberam de pessoas conhecidas, houve alguém bêbado.
    Caralho, vocês são psicóticos, cambadinha.
  • Vagner  18/10/2012 08:00
    Já vi um caso onde a pessoa dirigiu com sono e matou toda sua família. Pessoas sonolentas não devem dirigir carros. Já vi um outro caso onde uma pessoa dirigiu com muita raiva da mãe, atropelou uma pessoa e quebrou a perna dela. Dirigir brigado com a mãe deve ser proibido.
  • Rafael  21/10/2012 13:28
    pois é, revolucionários criados a leite com pêra, essa foi a liberdade mais idiota que vocês reinvidicaram até agora. e nem se dão conta que essa liberdade já existe.

    ninguém é proibido de nada, o estado tem que te pegar primeiro, não para proibir, mas só para punir. aliás, dependendo das suas influências, mesmo depois de pego, você ainda se safa, portanto, a anarquia já existe para alguns.

    então, do que vocês reclamando? das taxas em cima do preço do ovomaltine, ou porque não tem competência pra integrar o topo da cadeia corporativa?
    ainda mais vocês e a sua moral. se consideram fortes o suficiente para o livre mercado, mas não encaram algo mais difícil do que isso? então são fortes ou fracos?

    aliás, e o princípio da não agressão? dirigir embriagado é como andar na rua com uma arma apontando pra todos. não vou esperar o sujeito atirar para reagir, vou tentar tomar a arma dele antes.
  • Rafael  21/10/2012 17:01
    "Ninguém é proibido de nada"? Mas como, se a lei explicitamente proíbe?

    Vou ignorar o resto do comentário porque não consegui encontrar as palavras adequadas pra explicar quão longe de fazer algum sentido ele se encontra.
  • Fernando Chiocca  21/10/2012 17:36
    Putz.. pior que essa analogia que ele fez foi exatamente a mesma que eu usei pra atacar a absurdidade desta "lei", e que foi a mesma usada por aquele debiloide Lewandowski:Se beber, dirija

    Usa um argumento errado, já usado pra proibir o porte de arma, pra defender outra proibição absurda.. é muito patético.

    Mas o pior mesmo é ele vir aqui botando banca com expressões do Away de Petrópolis, quando na verdade tudo que fez foi defecar pela boca (ou pelos dedos no teclado)
  • Felipe  21/10/2012 17:37
    Caro Rafael, eu considero-o um sujeito perigoso, mesmo que nada tenha feito contra mim. Como tal, organizarei um grupo de camaradas para encarcera-lo pois creio que você possa ser um perigo para a sociedade. Claro que, como você mesmo disse, terei de pegá-lo primeiro, portanto, considero que o stress que você terá em fugir de mim e o grave atentado que isso implica à sua liberdade não são em nome do bem maior, que é coagir um sujeito com base no que ele pode vir a fazer.
  • Neto  22/10/2012 02:52
    '"Ninguém é proibido de nada"? Mas como, se a lei explicitamente proíbe?'

    haha esses imbecis se superam...

    E essa besteira de leite com pera é como os vagabundos inventaram de chamar quem não vive no mesmo esgoto que eles
    Aprendi isso nos blogs das feminazi, viram como é educativo
  • Neto  22/10/2012 03:34
    'então, do que vocês reclamando? das taxas em cima do preço do ovomaltine, ou porque não tem competência pra integrar o topo da cadeia corporativa?
    ainda mais vocês e a sua moral. se consideram fortes o suficiente para o livre mercado, mas não encaram algo mais difícil do que isso? então são fortes ou fracos?'

    inveja detect
    Condenar o roubo não tem nada a ver com ser forte ou fraco, ô imbecil.
    E quem falou em cadeia corporativa? No capitalismo de verdade vc se dá bem até montando uma barraquinha de vender pastel.
    Aliais, 'você' não, porque um cupim invejoso como tu só consegue alguma coisa na vida se vier de esmola, roubo ou politicagem.Que é roubo do mesmo jeito.
  • Iuri Franco  18/10/2012 08:59
    Como é ridículo impor seu direito de liberdade em favor da possível lesão à sociedade, o bom senso já diz que a mitigação da liberdade é necessária para o Bem Estar social, a perfeição nunca vai ser alcançada, mas ela fica longe com a ignorância.
  • Fellipe  18/10/2012 11:01
    Iuri, pelo jeito você não entendeu o básico: A liberdade é indivisível, não pode ser relativizada.

    Se você é a favor da relativização da liberdade, o que você acha de trabalhar 5 meses do ano pra mim, enviando 100% do que auferir diretamente para o meu bolso, topa? E por favor não venha me dizer que isso seria trabalho escravo, pois você já faz isso hoje.
  • Tiago Callou  22/10/2012 07:39
    Artigo ridículo e sem nenhum conhecimento jurídico!

    Existem crimes que para a sua consumação não exige nenhum resultado, apenas a conduta é o suficiente, são os chamados crimes mera conduta, e há ainda os crimes formais em que o resultado é dispensável para a tipificação. Deste modo, o argumento "como pode alguém ser acusado de um crime antes de cometê-lo?" cai, pois realmente ninguém será punido sem cometer crime, entretanto, ingerir álcool e dirigir já é o suficiente para tipificar o crime.

    A liberdade é sim um direito mitigado (relativizado), vez que você vive em uma comunidade e para manter o nível de convivência é necessário que a sua liberdade seja várias vezes limitada. Por isso que você não pode andar nu na cidade (ohhhh sua liberdade foi extirpada, vamos defender o direito de anda nu... ridículo).
  • Fernando Chiocca  22/10/2012 08:03
    não existe nada mais patético do que "adevogados" tentando falar de Justiça, assunto que não entendem absolutamente nada.

    Possuem um conhecimento sobre o tema menos profundo do que um pires.

    O máximo que chegam é "naquilo que está escrito em tal lei".

    Justiça para eles é aquilo que foi escrito por algum politico (!!) e ponto final.

    Ele foi incapaz de perceber que a ideia é exatamente contestar a lei atual que diz que algo é crime, e não contestar o que tal lei está dizendo ou deixando de dizer.(SIC)

    Tiago Callou, a próxima vez que for comentar um artigo deste tipo, tenha em mente que não é do interesse de ninguém o detalhamento desta ou daquela legislação.
    Se quiser desfilar seus brilhantes "conhecimentos jurídicos", pode ir em outro lugar. Que cara mais ridículo e sem noção. E pior que a maioria dos bacharéis de direito são isso daí...






  • Erick V.  22/10/2012 09:02
    Caro sr. Tiago Callou;

    Por favor, pare de envergonhar a nossa classe profissional. Já temos a Ó-Á-BÊ fazendo merda o suficiente por aí.

    Cordialmente,

    Um advogado que sabe que "Justiça" é exatamente o oposto da maioria das leis que se encontram por aí.
  • Neto  22/10/2012 10:15
    'vez que você vive em uma comunidade e para manter o nível de convivência é necessário que a sua liberdade seja várias vezes limitada.'

    Traduzindo, você não sabe o que é liberdade.
  • Neto  03/11/2012 12:20
    Esse artigo ta ficando famoso hein
    www.youtube.com/watch?v=DKcEy8frUsc
  • Edson  05/12/2012 05:16

    Tudo em excesso faz mal, embriagado pra mim é cambaleante....e acho que ninguém deve dirigir assim..agora tudo na vida tem limite...deveriam manter o que era antes..acho que era 0,6ml . Porque naquela época não tinha blitz com bafômetro ???? só depois que colocaram 0% que as blitz começaram....?????é para arrecadar.Vejam as estatísticas: 1º caminhoneiros batem record de acidentes e provocam muitas mortes, 2º pessoas que não beberam as pessoas com até 0,6 ml acidentam menos que as pessoas que não beberam.

    É, mas essa lei seca é um grande exagero....agora quem exagera tem que ser punido...

    Outra coisa se voce toma um copo de cerveja o bafômetro acusa você é taxado inclusive pela imprensa com embriagado.

    Concordo com o texto agora se o cara sabe que esta embriagado não deveria realmente dirigir .

    Além da inversão dos valores, soube de um caso no Rio onde estavam assaltando os carros que passavam, uma das vítimas encontrou uma blitz da seca perto do local, avisaram os policiais que preferiram continuar multando os motoristas. Conclusão teve a morte de uma pessoa neste assalto que poderia ter sido evitado mas para a polícia encontrar motorista que beberam era mais importante que cumprir a real função da polícias que é combater os criminosos.
  • alves lima  10/12/2012 14:16
    tá...entendi o que estão debatendo....beleza....então poderia ser feito como no sistema antigo...o condutor é pego embriagado libera-se o veículo para uma pessoa habilitada e lavra-se o auto de infração de trânsito....otimo até aí...mas corre-se o risco de mais a frente ele retornar a direção do volante e cometer um atropelamento....e aí???se disserem que uma pessoa embriagada não coloca em risco a vida de outros e a propria seria um contra senso...mas ha de se rever muitas coisas antes de se afirmar que A mais B é igual a C....um grande abraço a todos e que está discussão sobre este tema gere bons frutos...
  • Jackson  10/12/2012 19:40
    Acho uma vergonha um artigo desses em meio a tantos artigos libertários claros, lógicos e racionais.

    Usando esse "raciocínio", um bandido que entre armado num ônibus, faça um refém, mas no fim das negociações com a polícia solte a vítima, não deve ser preso nem punido. Afinal, ele não cometeu nenhuma injúria, ele apenas tinha altas chances de cometer um assassinato, mas não vamos punir probabilidades né? Apenas atos!

    Ao dirigir embriagado, o motorista aumenta significativamente o risco de se envolver em acidentes.

    Entretanto, os legisladores são tão sem noção quanto quem escreveu esse artigo... e determinam índices significativamente abaixo daqueles em que as probabilidades se tornam, de fato, mais próximas do ato.

    upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Relative_risk_of_an_accident_based_on_blood_alcohol_levels_.png

    Acho que deve haver sim, interferência do estado nessa questão, com punição "financeira" (multa) proporcional ao aumento do risco relativo. E punição com reclusão a partir de valores mais elevados, considerando outros critérios, mas de forma bastante objetiva, com valores estabelecidos.

    É preciso mais ciência nas leis...
  • anônimo  11/12/2012 08:16
    Jackson, você disse que um trabalhador que toma um chope e volta para casa dirigindo é o equivalente a um bandido assaltante de ônibus. Parabéns pela coragem.
  • Jackson  22/12/2012 05:48
    Refleti um pouco mais sobre o assunto.
    Bom, primeiro que eu não comparei alguem que toma um chope e volta pra casa com um bandido assaltando um ônibus, mas enfim.
    A principal mudança na minha opinião ocorreu por analisar que absolutamente todas as ações tem risco.
    Qualquer indivíduo nao alcoolizado tem risco de matar alguem. Nada impede que ele tenha um avc, uma distracao ou mesmo um descuido que leve a uma fatalidade. Por causa disso, retiro o que eu disse a respeito de reclusao. Eh realmente um ilogico prender um individuo por ele estar dirigindo alcoolizado.
    No entanto, ainda nao me convenci, e acho q nao vou me convencer de q aplicar pesadas multas e tomar a habilitacao de motoristas que forem pegos dirigindo bebado seja injusto. Eh de interesse de todos. Acho uma perfeita aplicacao do que o Milton Friedman fala em um video: " o estado deve intervir quando for inviavel para as partes envolvidas (no caso, todos que transitam ou andam pelas ruas) fazerem acordos individuais"
  • Neto  06/02/2013 12:13
    'Acho uma vergonha um artigo desses em meio a tantos artigos libertários claros, lógicos e racionais.'

    Também acho. Ser contra o governo e suas leis idiotas, ta certo. Mas afirmar que beber SEM LIMITE não tem nenhuma relação com diminuir os reflexos e causar acidentes no transito...

    Eu sou ancap, num mundo de leis privadas é claro que haveriam donos da rua proibindo bêbados de dirigir nela. Até porque eles seriam os maiores interessados em que não houvesse nenhum acidente nelas.
  • Leonardo  11/12/2012 09:47
    Questão conceitual.
    Se eu decidir comemorar um título de futebol dando tiros pelas ruas, devo ser impedido pela polícia imediatamente? Ou apenas quando - e se - acertar alguém?
  • Fernando Chiocca  14/12/2012 20:31
    Essa pergunta é muito simples e já foi respondida diversas vezes.

    Se você estiver dando tiros em um local onde haja outras pessoas, de forma ameaçadora a elas, obviamente deve ser impedido, como deve ocorrer com qualquer outro tipo de comportamente ameaçador, seja ele feito atras de um volante ou com um carro.

    A sua analogia seria mais útil se dissess: "Se eu decidir comemorar um título de futebol andando bebado pelas ruas com um revóver no bolso, devo ser impedido pela polícia imediatamente?" Ou apenas quando - e se - sair dando tiros pelas ruas - e se- acertar alguém?"

    É muito fácil perceber que não tem cabimento alguém ser agredido pela polícia apenas pela substância que carrega em seu sangue.




    Uma outra pessoa confusa sobre o assunto do artigo perguntou em outro local: "É claro que todo mundo é contra prender alguém que bebeu uma tulipa de chope. Mas qual o limite?"

    A confusão está em achar que exista um limite para um ato que em si não viola e nem ameaça violar a integridade da pessoa ou da propriedade alheia.
    Limite para beber? Nenhum, óbivio. Pode virar uma garrafa de 51 ou de Absolut. Se dirigir de forma que não seja uma ameaça a alguém, obviamente não pode ser punido. Punido por o que?
    E já foi amplamente citado casos de pessoas que depois que bebem dirigem muito mais devagar e prudentemente do que quando não bebem. Eu conheço pelo menos 2 pessoas assim.

    Dúvida primária esta.
  • Victor Hugo  20/12/2012 11:21
    Bom, existe uma coisa que se chama licença para dirigir.

    Dirigir não é um direito, você precisa ter uma habilitação, uma licença, tem que ter feito treinamento, curso de direção, tem que ter feito provas, tem que fazer exames médicos, exames de vista... Quem não passou nas provas de aptidão, não é habilitado, e não recebe a licença... Talvez a lei tenha sido mal feita. A licença de dirigir só deveria ser concedida a quem aceita as regras de trânsito, respeitar não apenas os limites de velocidade, segurança, mas principalmente, respeitar as leis da física. E se dirigir alcoolizado é um risco tão grande quanto excesso de velocidade, da mesma forma que quem dirige em excesso pode ser multado, ou proibido de dirigir, o mesmo vale para quem dirige alcoolizado...

    Uma outra coisa que existe, é a desobediência civil...
    Num país onde 30% dos motoristas nem sequer possuem habilitação... aiai...
  • Fernando Chiocca  21/12/2012 13:39
    Mania de achar que direitos são concedidos pelo estado....

    Direitos existem sem o estado, que é apenas um violador de direitos, nada mais. O fato dele deixar de violar um direito não quer dizer que este direito foi concedido ou mesmo criado por ele...


    E imagine o meu exemplo acima, o de que o estado determinasse para todo este território continental que ele tenta dominar que só é permitido dirigir usando smoking. Ou, pior e mais realisticamente falando, que dirigir sem smoking é um crime!

    E que para você receber a habilitação do estado, você teria que concordar com essa regra.

    Será que essa arbitrariedade faria você perceber a absurdidade que consiste seu argumento ou não; ou tudo bem, você ia usar smoking e reclamar de quem não usasse, e nem assim perceberia?
  • Ronaldo  21/12/2012 16:37
    Quanto lixo. O cara bebeu tanto na vida que destruiu os poucos neurônios com os quais ele nasceu.

    A ciência prova a relação causa-efeito do álcool no sangue, além da estatística. O que precisa mais?. Se tudo aquilo que você precisa pra dirigir é degenerado e diminuído com o consumo de álcool, seria de bom senso permitir que alguém assim dirija? Lembrem, usem o bom senso pra pensar.
    Por causa de um capricho de pessoas acéfalas devemos colocar em risco (mesmo SE fosse mínimo) a vida de outros? Se a pessoa nervosa/com fome/doente/estressada dirige mal e não é punida então quem comprovadamente não está em condições de dirigir também não deve ser punida? Que pensamento é esse?

    É no mínimo um egoísmo extremo, pensamento pequeno, falta de bom senso e desprezo pela vida.

    Espero que sejam multados, agora em quase dois mil reais e peguem a denteção máxima de 3 anos.

    Boa sorte.
  • Fernando Chiocca  21/12/2012 20:39
    "A ciência prova", hehehehe

    Todo comentário que começa assim é sempre genial.
    Podem ser observados empiricamente milhões de efeitos da ingestão de alcool pelo ser humano. Daí dizer que a ciência provou que beber e dirigir é uma ameaça a vida de outros, é mostrar não saber NADA sobre o método científico.


    Estatística? Segudo estatísticas a maioria dos crimes é cometidas por jovens negors da periferia de 18 a 24 anos. O que mais precisa para jogar todos na cadeia?


    Por causa de um capricho de pessoas acéfalas devemos colocar em risco (mesmo SE fosse mínimo) a vida de outros?


    Mínimo? Apenas colocar toneladas de metal (carro) em movimento perto de seres humano já é um risco.
    O genial Ronaldo deve obrigatoriamente ser a favor também da proibição do automóvel.

    Se a pessoa nervosa/com fome/doente/estressada dirige mal e não é punida então quem comprovadamente não está em condições de dirigir também não deve ser punida? Que pensamento é esse?

    Vixe Maria!
    Se dependesse desse daí, estariam fazendo blitz da fome, da maracugina, do check-up, para averiguar se um motorista dirigindo normalmente, sem ter feito nada, está nervoso/com fome/doente/estressado...



    O pior é um sujeitinho desses chamando OS OUTROS de acéfalos..
  • Rogério  28/12/2012 15:17
    Fernando Chiocca, já que você critica - e é um direito seu, o que vc acha que deveria ser feito para evitar os acidentes provocados por pessoas que bebem e dirigem em seguida? A questão que você reclama é o teor alcoólico estabelecido? Ou mesmo bêbada a pessoa só deveria ser "punida" se atropelasse e/ou matasse alguém? Lembre-se que esse alguém pode ser uma pessoa que você ama muito...!
  • Ronaldo  25/01/2013 18:25
    "Se a pessoa nervosa/com fome/doente/estressada dirige mal e não é punida então quem comprovadamente não está em condições de dirigir também não deve ser punida? Que pensamento é esse?"
    Quando falei isso, óbvio e claramente não defendi a detenção ou punição de pessoas que estejam nessas condições, mas me referi à esse argumento furado tão utilizado aqui.

    "Podem ser observados empiricamente milhões de efeitos da ingestão de alcool pelo ser humano. Daí dizer que a ciência provou que beber e dirigir é uma ameaça a vida de outros, é mostrar não saber NADA sobre o método científico."
    Então o método científico é errado na sua opinião? Um medicamento não tem o mesmo efeito em todos os pacientes, uns com efeitos melhores, outros piores, mas ainda assim são aceitos por uma comunidade científica extremamente rigorosa.
    Você tem estudos sérios sobre isso? Sobre a ausência de efeitos do álcool no ser humano?

    Se você dirige melhor sob efeito do álcool, da gasolina, da maconha, etc, muito bem, você é melhor que muita gente. Mas, felizmente, quando se trata da vida, uma irrisória proibição que não fará falta alguma na vida de ninguém, se faz necessária, ainda mais quando uma minoria é "prejudicada" (não ingerir álcool antes de dirigir não é prejuízo nenhum, na verdade).
    E quem disse que sob o efeito de álcool se dirige melhor? É muito fácil eu achar isso de mim mesmo, pois o corpo humano é falho e nem sempre se dá conta do que se passa em si mesmo.

    Colocar carros nas ruas já é um risco, sem dúvida nenhuma. Por isso as regras existem, se fazem necessárias, para diminuí-los. E aí entra também a lei seca.
    Se eu e meus amigos acharem que eu dirijo melhor acima de 100km/h, porque minha atenção a estrada melhora, é um argumento válido para que eu possa fazer isso? Empiricamente sempre deu certo comigo, nunca matei ninguem, nem bati...E as outras pessoas, são assim também? Eu não posso ter esse direito? Só devo ser punido quando um acidente acontecer?

    Não consigo compreender seus argumentos, porque desse mesmo jeito eu poderia justificar milhares de atitudes que coloquem em risco a integridade física ou o que quer que seja de outras pessoas, pelo simples fato de não ter MEU direito diminuído.
  • Vanessa  28/12/2012 10:28
    Será que eu entendi bem a sua ideia? Você acha que temos que esperar acontecer o acidente, alguém morrer, para só então punir o culpado, sendo que sabemos que a chance de acontecer esse acidente é infinitamente maior quando o motorista bebeu demais?? Sinto muito, mas não posso concordar com isso. Uma pessoa bêbada atrás de um volante quase certamente vai provocar um acidente. É quase 100% de certeza. Se beber só um pouco não podemos afirmar que vai provocar acidente, depende do organismo da pessoa, mas se bebeu muito, é uma certeza quase total. Prefiro que "violem direitos individuais" e que caia o número de acidentes fatais!
  • Solange  28/12/2012 10:53
    Se você beber deixe o carro em um estacionamento e volte prá casa correndo, assim vc não corre o risco de matar e ainda expele o álcool através do suor, simples assim! Cada um é reponsável pelos seus atos, e o governo não tem que fazer testes nenhum em um mentecapto, se precisa de um pai, entre na fila de adoções.
  • Junior Rodrigues   22/01/2013 23:05
    Pessoas inteligentes podem usar argumentos para justificar quaisquer posturas que bem satisfaçam seu próprio egoísmo. Não se ataca a lei seca em nome dos princípios da inevitabilidade do direito a liberdade, mas sim em nome de um extremamente pequeno numero de vezes em que um bêbado sai de carro e consegue não fazer merda! Em um lado se colocam aqueles que abdicam de uma pequena porção de liberdade INDIVIDUAL para com isto trazer beneficio COMUM, do outro aqueles que não abdicam sob nenhum pretexto de seu livre arbítrio mesmo que em prejuízo de todos os demais! Duas posturas tão absolutamente legitimas quanto é possível a cada um de seus portadores. Porém aquela é legitimada pelo prejuízo individual oque torna impossível seu engano de intenção. Ao passo que na outra o prejuízo é da legitimidade, pois seu portador se beneficia dela desta forma dando ensejo ao engano de intenção e oque era legitima defesa da pureza do principio da liberdade redunda em incompreensível defesa de bêbados, criminosos e espertos! Um cidadão bem controla seu governo vigiando, cobrando e dando publicidade a suas (não poucas) contradições. Nunca ninguém venceu a tirania sendo mais cínico que o tirano.
  • Fernando Chiocca  23/01/2013 17:02
    E pessoas que não são inteligentes podem usar "argumentos" como o que você acabou de utilizar.

    "um extremamente pequeno numero de vezes em que um bêbado sai de carro e consegue não fazer merda"

    Sem noção de nada esse Junior...
    A imensa maioria das vezes que motoristas dirigem após consumir alcool, nenhuma merda acontece. Eles simplesmente chegam em seu destino.

    E tiranos nefastos querem agredir pessoas que apenas estão dirigindo um carro indo para casa, seguindo seu rumo, sem fazer nada contra terceiros..
  • anônimo  01/02/2013 12:36
    'A imensa maioria das vezes que motoristas dirigem após consumir alcool, nenhuma merda acontece. '

    Foi o IBOPE que fez essa pesquisa?
  • Fernando Chiocca  01/02/2013 15:15
    Não.. quem fez essa pesquisa foi um cabaço que nunca saiu de casa e não sabe nada da vida (SIC)

    Milhões de pessoas em todo o mundo dirigem depois de beber todos os dias e a única coisa que acontece é elas chegarem em casa.
    Alguns acidentes obviamente ocorrem.. da mesma maneira que ocorrem com motoristas que não beberam nada, que sao os responsáveis pelo maior número de acidentes!
  • Kleber  01/02/2013 15:48
    O conceito de risco é definido como a probabilidade de perigo, geralmente com ameaça física para o homem e/ou meio ambiente.

    O conceito de ameaça é definido como fato, ação, gesto ou palavra que intimida ou atemoriza. Ou seja, ataque à integridade moral de alguém.

    O conceito de agressão é definido como ataque à integridade fisíca ou moral de alguém.

    Dirigir alcoolizado é um risco, esse risco é uma ameaça, uma agressão social, e é uma agressão difusa (não é dirigida apenas ao homem mas ao meio ambiente onde se incluí o próprio homem ou mesmo sua propriedade). Quem dirige alcoolizado fere o próprio princípio de não iniciar uma agressão.

    Isso não é liberdade, isso é libertinagem.

    Não preciso ser conservador para constatar isso, poderia constatá-lo como anarcocapitalista.
  • Fernando Chiocca  02/02/2013 13:14
    O conceito de risco é definido como a probabilidade de perigo, geralmente com ameaça física para o homem e/ou meio ambiente.

    O conceito de ameaça é definido como fato, ação, gesto ou palavra que intimida ou atemoriza. Ou seja, ataque à integridade moral de alguém.

    O conceito de agressão é definido como ataque à integridade fisíca ou moral de alguém.

    Dirigir é um risco, esse risco é uma ameaça, uma agressão social, e é uma agressão difusa (não é dirigida apenas ao homem mas ao meio ambiente onde se incluí o próprio homem ou mesmo sua propriedade). Quem dirige fere o próprio princípio de não iniciar uma agressão.

    Isso não é liberdade, isso é libertinagem.

    Não preciso ser conservador para constatar isso, poderia constatá-lo como anarcocapitalista.

    (se fôssemos seguir a "lógica" dos jumentos, os automóveis estariam proibidos)
  • Daniel Marchi  04/02/2013 18:39
    O cerco totalitário vai se fechando.

    Detran-DF testa bafômetro que dispensa sopro do motorista
    g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/02/detran-df-testa-bafometro-que-dispensa-sopro-do-motorista.html
  • anônimo  06/02/2013 12:17
  • anônimo  12/02/2013 21:16
    eu sou contra a lei seca como ela está agora,eu acho que o Estado,no lugar de fazer operações lei seca que paralisam o trânsito e estraga a vida de muitas pessoas,eles poderiam colocar transporte público de qualidade e 24 horas,pois a pessoa só sai de carro quando não tem uma opção melhor,Ônibus de noite não passa de noite,trêm e metrô não passa em todos os lugares
  • Matheus Lima  13/02/2013 18:02
    Isso seria mesma coisa que afirmar que apontar uma arma para alguém, atirar e errar o tiro não é crime. Quão ridículo isso soa? A pessoa só vai para a cadeia se acertar na cabeça, se for ruim de mira tá livre! Acho que 0% de tolerância é exagero também, mas se essa é uma medida que tem potencial, e se você checar as estatísticas, e está definitivamente salvando vidas, ela deve ser adotada, independentemente de quão anticonstitucional ela seja. É um egoísmo que beira as raias do absurdo ser contra a aplicação da lei para não ter a merda de direitos pessoais de cidadão violados.

    Fora que confiar depois ainda na justiça brasileira pra punir as pessoas em estado de embriagues que causam acidente é pior que confiar em bêbado dirigindo.
  • anônimo  20/02/2013 01:49
    exemplo ruim,uma pessoa que pega o carro e bebado não é a mesma coisa do que uma pessoa que pega o carro e vai matar uma pessoa atropelada,se fosse assim não haveria casos de pessoas que bebêm e não causam acidêntes

    noticias.terra.com.br/brasil/apos-3-anos-lei-seca-nao-reduz-o-n-de-mortes-no-transito,57d9eb5e3abda310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

    estatísticas como a de cima

    se está salvando vidas pode ser anticostituicional?

    é sério isso?

    se uma lei dizer para instalar uma câmera dentro da casa de cada pessoa para impedir a violência doméstica,você também concordaria?

    mesmo essa lei sendo contra o direito constituicional da privacidade,você também seria a favor?

    o direito de tomar alguns bebidas e sair dirigindo,essa lei viola

    se acontecer algum acidente a pessoa que causou terá que se responsabilizada,mas caso não cause,a pessoa não tem que ser presa por antecipação

    nem todas as pessoas em estado de embriagues causam acidentes
  • anônimo  20/02/2013 01:39
    o principal objetivo é salvar a vida das pessoas,ou pelo menos esse deveria ser o objetivo dela,mas a lei seca pune uma pessoa mesmo sem ela ter feito nada

    alguns comerciais que passam na tv dizem para pegar um ônibus ou táxi,mas eles não falam que os ônibus demoram muito para passar e não passam de madrugada,as pessoas que saiem para beber normalmente só voltar depois da meia noite e ai elas ficam sem o trasporte público para usar e o preço do táxi é bem caro comparado com o do ônibus,o que torna para muitos muito mais vantajoso ir de carro e ter a sorte de não ser parado pela lei seca

    noticias.terra.com.br/brasil/apos-3-anos-lei-seca-nao-reduz-o-n-de-mortes-no-transito,57d9eb5e3abda310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

    a reportagem acima mostra que depois de alguns anos de lei seca não diminui o número de morte no transito

    num primeiro momento a lei seca pode até ter dado uma abaixada no número de acidentes e morto mais depois como é visto na reportagem o número aumentou

    eu acho que o mesmo deve acontecer com a nova lei seca

    eu vou colocar mais um vídeo abaixo caso alguém se interesse pelo assunto

    www.youtube.com/watch?v=y5fBhSSwLUM
  • Daniel  25/02/2013 15:25
    Bom, nessa mesma linha de raciocínio, nem sei se já falaram, mas...

    Tenho amigos que dirigem sempre em altíssima velocidade dentro da cidade, 160, 180km/h... Nunca mataram ninguém e nem causaram acidentes. E fazem isso há muuuuuuito tempo, logo, acho que isso não deveria ser punido, pois deve ser seguro, certo?? Se somente algumas pessoas bêbadas e somente algumas pessoas em alta velocidade causam acidentes, então creio que sejam situações análogas. Não podemos tirar as pessoas que causaram acidentes em alta velocidade por TODAS as pessoas que dirigem em alta velocidade e nunca causaram acidente.

    Outra: Se alguém dispara uma arma de fogo no meio de uma cidade, para cima, há probabilidade de atingir alguém no retorno do projétil, mas também pode não atingir, ou seja, não deveria ser punido, porque se não atingir não fez mal a ninguém, correto? Afinal de contas "O governo deveria estar impedindo e punindo crimes em si, não probabilidades e propensões."

    Entendi corretamente os argumentos do texto??

  • Fernando Chiocca  25/02/2013 17:40
    Sim, já falaram isso, e não, você não entendue os argumentos do texto.

    Dirigir a 180km/h em ruas movimentadas, cheias de pedestres ou atirar uma arma onde existam pessoas pode perfeitamente ser entendido como ameaças claras e diretas, sem que isso tenha nenhuma relação com "probabilidades" (conceito que nem poderia ser aplicado corretamente aqui).

    Já dirigir um carro com ou sem uma substância no sangue não pode seuqer ser identificado sem testes, quanto mais ser considerado uma ameaça clara e direta.
    Uma pessoa está dirigindo um carro de certa maneira, e este ato em si não representa ameaça. Mas se for feito um teste e comprovar a presença de uma substância no sangue, o mesmo ato de diritigir um carro da mesma maneira não pode mudar de não ameaça para ameaça. O ato continua o mesmo.

    Enfim, não existe nada mais absurdo e criminoso do que estas Leis Secas.
  • anônimo  26/02/2013 20:27
    Fernando Chiocca

    eu concordo completamente com você

  • Diego  28/02/2013 19:15
    Lendo e relendo o tal texto. É possível chegar a apenas uma conclusão: NÃO É SÉRIO. Você realmente está lutando pelo direito de dirigir embriagado?

    Quer dizer que, um cidadão, após ingerir 8 doses de Tequila e ter apreciado 10 caixas de cerveja em um churrasco com os amigos, você quer dizer que ele tem todo o direito de dirigir? Você afirma que, toda esta quantidade alcool no sangue não afeta o modo de dirigibilidade?

    A sua "lógica" é absurda. Aos que por ventura cairem por aqui, leiam o texto na íntegra, mas cuidado para não vomitar.
  • Fernando Chiocca  02/03/2013 19:57
    Lendo e relendo seu comentário só se é possivel chegar a conclusão que sua capacidade cognitiva é absente.

    É incapaz de perceber a diferença emtre beber 1 garrafa de tequila e beber 3 doses...

    E dosagens a parte, sendo 1 dose ou uma garrafa, não importa, o que importa é a maneira que a pessoa está dirigindo.

    Não conheço o cidadão do seu exemplo, mas tem gente que com 1 cerveja já não consegue dirigir com segurança. Eu tenho um amigo que teve uma doença no fígado que ficava bebado com 1 bombom de licor. True history.

    O texto deixa tudo isso muito claro.. é impossível que um ser humano com capacidade racional não entenda o que está escrito e faça um comentário como o seu. Logo..
  • anônimo  04/03/2013 20:40
    a pessoa é que tem que determinar o limite de bebida alcoolica ela pode beber e dirigir com segurança,não o Estado,o Estado só deve agir se a pessoa cometer algum acidente de trânsito sobre influência de bebida alcoolica ou não
  • Manoel  02/03/2013 13:45
    As pessoas devem ter o direito de dirigir alcoolizadas, assim como as pessoas devem ter o direito de dar socos uma nas outras.

    Caso discordem disso, então necessariamente vocês teram que proibir as lutas de box, e esportes deste estilo.

    Uma pessoa tem o direito de fazer sexo. Mas provavelmente um restaurante a tiraria de lá caso ela fizesse sexo no meio do restaurante.

    Agora você vai dizer que a pessoa não tem o direito de fazer sexo?
  • anônimo  05/03/2013 15:08
    a pessoa que da um soco na outro representa um perigo real a outra,dar um soco é uma agresão,beber e dirigir não é agressão a ninguém

    que exemplos ruins você deu,você realmente leu o texto todo pelo menos,antes de escrever?

    podia ler alguns dos comentário também antes de escrever qualquer coisa aqui também
  • anônimo  04/03/2013 21:12
    www.youtube.com/watch?v=4gTmj3n1uLA

    esse vídeo,é um vídeo muito ruim que defende a lei seca,eu não vi tudo,na verdade eu não consegui,é muita besteira

    o cara faz algumas afirmações e não prova a veracidade dela

    tenta fazer as pessoas que bebem se sentirem culpadas pela morte de outras pessoas

    é um absurdo só esse vídeo,por isso eu não consegui ver ele todo

    eu só postei ele aqui caso alguém não tenha visto,veja ele e poste a sua crítica a ele aqui
  • Ronaldo  22/03/2013 04:11
    E aí, Fernando, o que me diz sobre o método científico?
    Seu corpo não estaria bioquimicamente alterado de forma a aumentar o risco de acidentes quando bebe? Ou vc acha que os estudos científicos realizados em qualquer lugar do mundo são tendenciosos? Ou falhos? Limitados?

    E se eu tomar remédios pra dormir antes de dirigir, em torno das 3h da manhã? Posso também né? É corretíssimo, porque eu posso não provocar acidente nenhum, né? Essas substâncias foram submetidas aos mesmos estudos, mesmo métodos, etc, que os que mostram os resultados do alcool no ser humano.
  • Fernando Chiocca  25/03/2013 18:04
    O que eu te digo sobre o método científico? Eu digo que você não sabe o que é isso.

    Podemos até dizer que beber "certa quantidade" de alcool pode alterar bioquimicamente o corpo, mas daí a dizer que isto aumenta o risco de acidentes é uma hipótese que dá um salto que não encontra comprovação no método científico. Eu diria para você primeiro ir aprender o que é risco e probabilidade e a quais casos esses conceitos podem e não podem ser aplicados: Por que a definição de probabilidade é importante
    Depois que já citei casos de pessoas que dirigem mais devagar e com mais atenção depois que bebem... encaixa isso no "método científico" campeão...

    Enfim.. acho que nem preciso dizer mais nada.

  • anônimo  24/06/2013 17:18
    'pessoas que dirigem mais devagar e com mais atenção depois que bebem..'

    O que é totalmente irrelevante se você considerar que o que está sendo prejudicado são os reflexos do dito cujo.
  • Fernando Chiocca  24/06/2013 17:57
    hehehe, como se dirigir fosse algo que exigisse reflexos de lince....

    Como já falei, dirigir é um ato banal e reflexos rápidos podem perfeitamente tornar as coisas piores e causar acidentes, como alguém que vê algo no meio da pista e desvia no reflexo e bate no carro ao lado ou sai da pista e bate ou capota...

    Como é que alguém engole essa de "reflexo"? Não dá pra entender...
  • Ex-microempresario  02/05/2017 22:39
    Se vc tomar remédios para dormir e for parado na blitz, não vai acontecer nada. Pode soprar o bafômetro à vontade.

    Conclui-se que para o papai estado, não há problema em tomar remédio para dormir antes de dirigir.
  • Ex-microempresario  02/05/2017 22:52
    Mesmo que ninguém se machuque, é óbvio ululante que estou invadindo o direito dos outros à segurança

    Se não aconteceu nada com ninguém, que direito foi invadido?


    Existem consequências para nossos atos

    Se eu dirigi meu carro de A até B sem perturbar ninguém, que consequências são essas?


    Da mesma forma que você não quer um funkeiro com som alto do seu lado invadindo seu direito ao sossego

    Pela sua lógica, seria proibido ter alto-falantes no carro, mesmo desligados, porque eu "poderia" invadir os direitos alheios.
    Ou quem sabe deveríamos proibir de dirigir quem gosta de funk.

    Eu posso dirigir meu carro a 200 km/h? Posso fazer isso mesmo sabendo que meus freios estão com problemas? e se meus pneus estiverem carecas? Não tem problema? Tem que esperar eu causar uma tragédia para dizer: "prendam este criminoso!"?

    Vc pode dirigir a 30 km/h, com freios e pneus em ordem, e assim mesmo causar uma tragédia. Aliás vc pode causar uma tragédia mesmo ser dirigir, o que obviamente não permite a ninguém acusá-lo de uma tragédia sem que esta aconteça.
    Então, sim, tem que esperar vc ser um criminoso para dizer "Prendam este criminoso!"
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  24/06/2013 16:15
    Dirijo alcoolizado diariamente e nunca me aconteceu nada. Possuo o total domínio da direção. Vou a festas e só saio delas bêbado e vou dirigir e nunca me acontece nada. Acredito firmemente que não posso ser punido por esse comportamento, a menos que provoque um acidente.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  04/09/2013 22:05
    Além disso: dirigir alcoolizado ou não é um problema EXCLUSIVAMENTE meu.
  • Minarquista  01/04/2017 18:26
    Não é não. A partir do momento que você dirige embriagado e põe a vida de outras pessoas em risco você já está quebrando o PNA.
  • Minarquista  01/04/2017 18:30
    Duvido que você tenha coragem de repetir isso que você acabou de digitar diante de alguém que já foi vítima de um motorista bêbado, ou parente de alguma vítima. DUVIDO. Problema "exclusivamente seu"... fala sério. O maior problema do Brasil é o brasileiro, isso sim.
  • Mário Paulo  05/07/2013 01:48
    A defesa da direção alcoolizada equivale a defesa do direito de um indivíduo armazenar toneladas de dinamite em sua residencia sem qualquer controle de segurança, e só ser passível de punição se por alguma infelicidade vier a destruir o bairro.

    Quem dirige alcoolizado assume um sério risco de causar danos a outros, inclusive assassinato. A sociedade tem o direito de não ficar exposta a este risco extremo.
  • Fernando Chiocca  05/07/2013 21:22
    A defesa da direção equivale a defesa do direito de um indivíduo armazenar toneladas de dinamite em sua residencia sem qualquer controle de segurança, e só ser passível de punição se por alguma infelicidade vier a destruir o bairro.

    Quem dirige assume um sério risco de causar danos a outros, inclusive assassinato. A sociedade tem o direito de não ficar exposta a este risco extremo.
  • Mario Paulo  14/07/2013 18:37
    Viver é correr risco, isso é fato. Mas o que você está defendendo é a ausência de regras, onde a liberdade implica na necessidade da tolerância extrema ao risco. Não acredito que evoluímos tanto e tenha que sair de casa com o mesmo temor de quem saía da caverna, rodeado de perigos. Criar um ambiente seguro é uma forma de promover liberdade.

    Não pense que não compreendo a diferença entre ter álcool no sangue e não ser capaz de dirigir. Mas ainda assim acredito que a aplicação do bafômetro seja um mal necessário.

    Enfim, no dia que o Detran incluir "Direção Alcoolizada" nos testes de habilidade, serei favorável a esta prática. Mas antes disso, faria mais sentido extinguir a necessidade de habilitação (não ficarei surpreso se apoiar a ideia...).
  • Fernando Chiocca  17/07/2013 20:28
    Compreende a diferença entre ter álcool no sangue e não ser capaz de dirigir, mas ainda assim acredita que a aplicação do bafômetro, instrumento que mede o álcool no sangue e não a capacidade de dirigir, seja um mal necessário?

    Meu amigo, então quem não compreende mais nada sou eu...




  • Mario Paulo  19/07/2013 18:35
    Explico: Ter álcool no sangue não implica necessariamente não estar em condições de dirigir, mas é sabido que quanto maior o percentual de álcool maior essa incapacidade, até o ponto em que o índice é tão elevado que ela se torna obvia. Logo, a aplicação do bafômetro vai bem além de uma simples avaliação do sangue. O "mal necessário" se refere aos "falsos positivos" em virtude da baixa tolerância da lei.

    Também sei a diferença entre ter deficiência visual e não ter capacidade de dirigir, mas da mesma forma defendo que seja arbitrado um limite e realizado exame de vista periódico, por mais habilidoso que o cego aparente ser.

    Enfim, acho que o que estamos discutindo aqui é o preço da liberdade, e essa é provavelmente a primeira vez que defendo que o custo é muito elevado.

    Quando outras intromissões do Estado estiverem em questão, tais quais controle do mercado, posse de armas, comércio de drogas e prostituição, provavelmente teremos opiniões mais próximas. Até mais!
  • Fernando Chiocca  22/07/2013 15:06
    Entendi: você está defendendo que se aponte armas para carros que não fizeram nada e os obriguem a parar, e exija que os motoristas façam um teste que sendo positivo ou negativo não irá evidenciar que eles tenham cometido qualquer agressão ou ameaça de agressão a terceiros, mas que esses motoristas devem ser punidos de qualquer maneira pela presença de uma substância no sangue deles, e que este mal causado a estes inocentes é necessário por alguma razão obscura associada ao uso indevido da probabilidade...

    Só não entendi como você linkou essa sua defesa de um crime contra inocentes com o termo "liberdade". Essa sem dúvida é uma proeza além de minha compreensão.
  • Roberto Jargemboski  16/07/2013 17:00
    Sobre esse tema altamente polêmico, vale a pena conferir alguns dados desse site
    www.getmadd.com/REALnumbers.htm

    Eu particularmente acho que a defesa tão ferrenha da lei seca, sem qualquer espaço para uma possível oposição intelectual é um caso evidente de engenharia social, tal como fizeram com a proibição do fumo em praticamente todos os lugares.
    O comportamento das pessoas é visivelmente moldado de acordo com as estatísticas mais arbitrárias, até o ponto em que o indivíduo não consegue imaginar como poderia viver sem ser expressamente proibido de fazer qualquer coisa que tenha possibilidade de representar um risco.
    O ápice disso não pode ser outro senão a destruição completa das responsabilidades individuais e da própria natureza humana, personificando o Estado com o único agente lúcido capaz de proteger o indivíduo, tal como brilhantemente profetizado nas distopias literárias como 1984 ou Admirável mundo novo.

  • Carlos Andrade  13/08/2013 13:31
    Um dos artigos mais ridículos lido nos últimos tempos.
    Este artigo é uma vergonha para este website e o que ele representa, deveria ser retirado imediatamente e uma retratação ser postada...
  • Fernando Chiocca  13/08/2013 21:21
    Certamente Carlos Andrade, já estou providenciando a retirada deste artigo do site e elaborando um pedido de retratação.

    Me ajude aqui na elaboração do texto de retratação; por que exatamente o artigo é um dos mais ridículos dos últimos tempos?

    Não pude deixar de notar que seu comentário não contém nem uma única justificativa ou argumento.
  • anônimo  13/09/2013 20:21
    olha só mais uma vez o governo,quer se intrometer na nossa vida querendo dizer aonde uma pessoa pode ou não consumir bebidas alcoólicas

    anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2013/09/camara-de-vereadores-de-joinville-aprova-lei-que-proibe-consumo-de-bebida-alcoolica-em-locais-publicos-4266911.html

    se não isso não fosse o suficiente,o governo agora quer fazer o que ele fez com o cigarro a uns anos atrás aumentar o imposto para ver se diminui o consumo,agora ele quer fazer alimentos que tem gordura saturada

    daqui a alguns ano vão fechar estabelecimentos de fast food e o cidadão vai ter que comer uma ração super saudável escolhida pelo governo para assim ser mais saudável e viver

    g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/09/pesquisa-da-usp-propoe-aumentar-impostos-de-alimentos-engordativos.html

  • Flavio Fernandes  05/10/2013 15:22
    Não obstante todas as opiniões expostas, o fato é que a chamada "Operação Lei Seca" com todo o seu marketing apoiado maciçamente pela mídia, nada mais é que mais uma forma do "Estado" exercer sua forma de controle social sobre sua vassalagem, pois a mesma, nos moldes em que é aplicada, viola de forma contundente o direito de ir e vir sem ser incomodado, já que passamos a pensar duas vezes antes de irmos a uma festa em local relativamente longe, pelo fato de eventualmente ter de passar por engarrafamentos monstruosos com a família no carro, nem sempre em locais agradáveis, para esperarmos a vez de sermos submetidos ao teste "obrigatório". Não basta mais estar em dia com os documentos do carro, pagar em dia os acachapantes impostos e taxas que nos são impingidos, sem ter nada em troca (vide as condições das vias que certamente são tão perigosas para os sóbrios e ébrios e que ceifam vidas diuturnamente sem a divulgação da imprensa), além da violência desenfreada que nos faz ter de arcar com seguros altíssimos para preservarmos o bem que adquirimos com tanto sacrifício. Enfim, há muitas vertentes nesta estória, mas, como sempre, servimos como massa de manipulação para os interesses escusos de quem nos governa e perdemos tempo com discussões que efetivamente não nos levam ao cerne da questão. A intromissão desenfreada do governo é cada vez mais evidente nas liberdades individuais, só não vê quem não quer, e, rumo ao despotismo total (desde que não argumentemos e tentemos mudar desde já).
  • anônimo  27/10/2013 22:41
    a lei seca foi o tema da proposta de redação do enem esse ano
  • anonimous  28/10/2013 17:33
    Muito mais pessoas perfeitamente sóbrias provocam acidentes fatais por falta de
    habilidade (e/ou habilitação) do que por estar embriagado.
    - Vamos acabar com os acidentes de carro proibindo o "PORTE de CARROS".
    Você só poderá tê-los dentro da garagem... ZERO acidentes!
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/11/2013 17:57

    O artigo não está incentivando a dirigir embriagado, o indivíduo deve conhecer os seus próprios limites. Nem está defendendo maus comportamentos no volante que alguns motoristas que beberam manifestam... e alguns motoristas que não beberam também.

    A reprovação é ao fato de alguém ser punido por uma questão de estatística. O que deve ser punido é o mau comportamento e não a probabilidade. Deveria-se investir em campanhas de conscientização e reforçar a punição dos maus comportamentos.

    Mas é claro que existe uma indústria de multas...

    É como prender alguém por estupro pelo mero fato de portar um pênis... se bem que algumas feministas radicais querem isso mesmo.

    * * *
  • Homem Verde  13/04/2014 18:31
    O fato é que a lei, de qualquer país do mundo, não pode antecipar acontecimentos(futuros), se não sabe se irão realmente acontecer. Exemplo: dirigir alcoolizado. Há uma chance de acontecer um acidente ou não. Da mesma forma, se dirigir não-alcoolizado. A lei deve punir acontecimentos que já ocorreram(passados).
  • Leonardo  02/05/2014 12:19
    Eu me sinto um asno perdendo tempo com isso.
    Mas é óbvio que como seres humanos e pensantes que somos temos a tendencia de buscar o que nos faz bem. Independente de isso fazer mal ou não aos outro. Então se beber faz essas pessoas felizes e elas preferem gastar seu dinheiro com mais bebida ao invés de táxi, elas vão fazer isso(beber e dirigir);E se eventualmente matarem um pai de família um deixarem um desgraçado alejado. Isso não é um problema para elas (desde que as pessoas próximas não fiquem sabendo, e continuem achando que são pessoas boas). Então as pessoas apanham tanto da vida que passam a entender as coisas desse modo. Bebo... se matar ou alejar alguém e poder me safar disso, me safo e vou dormir tranquilo com consciência de que qualquer um faria o mesmo comigo.
    Assim são as pessoas.
    Resumindo.
    Só depende de que lado você está, se um motorista bêbado matou seu filho ele merece trinta anos de cadeia; Porém se seu filho estava dirigindo bêbado e matou alguém ele merece pagar cinco cestas básicas , e você vai pagar quantos advogados forem necessários para conseguir isso.
    Estou errado? Claro que estou! Pois eu não pratico isso que falei acima e não tenho filhos. Mas não consigo acreditar que a maioria das pessoas seja diferente do que falei.
  • Ademir Silva  02/10/2014 10:54
    Lei Seca 'ZERO DE LIMITE" no trânsito é a questão. Da forma com que foi elaborada, isto é, com LIMITE ZERO, a lei deixa de ter finalidade educativa e passa a ter caráter lucrativo para os COFRES PÚBLICOS. Pelo teor da Lei, se você motorista comer 2 ou 3 bombons a base de licor, será multado e poderá até ser preso (pasmem!).
  • edson tadeu   24/05/2015 19:51
    Direito de dirigir embriagado? pelo amor de Deus tem gente quye nao tem a menor noçao do que diz ou faz. Ha estudos sim e que dizem que uma pessoa embriagada perde muito da sua capacidade de reflex e é so cada um ver numa festa nao vamos falar em direiçao vamos falar numa festa carnaval por exemplo o filho da mae enche tanto a cara que sai batendo em todo mundo matando atirando etc etc etc. isso é o resultado da embriagues Como voces podem querer que uma pessoa dirija embriagada quando nao é so a vida dele que estar em jogo é a vida de pessoas que nao tem nada a ver e que sao atingidas por um debil embriagado.Se voces pudessem perguntar as pessoas que estavam no ponto de onibus atropeladas por um fdp embriagado o que é que elas pensam dele tenho certeza que nao seria nada bom. Parem com isso o Brasil ja estar cheio de maniacos querendo mudar a constituiçao e la vem voces com esse papo. Quer beber beba mais nao dirija. Lembro-me que estava dando um plantao quando parou um carro na porta e o cara queria saber onde estava e para onde ia. a cara do infeliz era de quem bebeu todas/ eu sentir vontade de tirar a chave do carro e coloca-=lo para dormir pois tinha colchao sobrando. deixei ele seguir mais a frente ele bateu o carro pois eu ouvir a zuada. Este cidadao perdeu a vida pois era um lugar de pouco acesso e certamente nao teve quem o ajudasse. Ate ai menos mau porque foi apenas a vida dele. mais mesmo assim ele poderia ter evitado isso. Ninguem bebe para ficar com seus reflexo com 50% pelo contrario ozs reflexo cai muito e nao precisa fazer testes para saber disso.
  • kenny   24/05/2015 22:19
    "O motorista que bateu na traseira do outro veículo, identificado como José Lino, 48, foi preso em flagrante e havia ingerido bebida alcoólica"

    veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/05/23/acidente-de-carro-fere-kim-kataguiri-e-outra-manifestante-da-marcha-pela-liberdade-contra-dilma-rousseff/
  • jef  24/05/2015 23:29
    Esse assunto nao devia nem ser discutido. Tenho certeza que estao se fazendo de burros por algum outro motivo obscuro. Ninguem consegue ser tao alienado dessa forma. Quer que seja legal beber e dirigir? Pela liberdade propria? Legal, tambem quero liberdade propria. Mas esta esquecendo que essa Lei previne que mortes acontecam, pois torna ilegal o ato, portanto, algumas pessoas vao deixar de beber e dirigir, causando menos acidentes.
    Voce esta se queixando no lugar errado. Seria melhor tentar mudar as pessoas que bebem do que lutar contra a lei.
    Sera que entendeu agora?
  • Luiz  25/05/2015 11:45
    Um dos objetivos das Leis, entre outros, é induzir comportamentos que sejam considerados benéficos à sociedade. Nem todo fumante morre de câncer de pulmão, mas cada um deles assume este risco, nenhuma Lei proibe o tabagismo, mas existem leis que dificultam o consumo.Interessante como as pessoas recusam-se a evoluir.

  • xipi  28/05/2015 18:48
    existe um precedente juridico, infelizmente nao vou ter o numero do processo mas na epoca compartilhei o link com conhecidos, em que um cidadao que havia tido sua habilitacao apreendida, porque no teste do bafometro indicou indice alcoolico, foi absolvido e teve sua habilitacao de volta.
    na conclusao do processo o juiz especificava que simplismente por ter a presença do alcool no sangue nao era suficiente para condena-lo, pois ele nao conduzia de maneira perigosa ou outra tipificacao que gerasse uma punição.
    ou seja, dizer que tem alcool no sangue nao impoe que voce vai cometer um acidente, nao existe um estudo que diga, a cada 0,1g de sangue no alcool vc ira causar 1 atropelamento, e quanto a capacidade de dirigir, alguem dirigir com sono aumenta o fator de acidente tanto quanto o alcool, e quantas pessoas que comentaram por ai ja guiaram com sono, a legislacao diz que mesmo uma pessoa que esteja estressada, nervosa ou com raiva, deve evitar guiar pois tem sua cognição afetada. ou seja, qualquer um que nao esteja em plenas condicoes pela lei eh enquadrado, simplismente pq existem varias formas da condução ser prejudicada, mesmo que nao tenha consumido nada.
    o q acontece eh o seguinte, a união nao confia nos motoristas que ela mesmo forma, eh por isso que as ruas estao lotadas de radares e etc
    a alemanha, lar de grandes fabricantes de superesportivos, possui rodovias sem limite de velocidade, vide a autobahn, pq? pq la preparam o cidadao pra conduzir de maneira responsavel, prudente
    o proprio conceito de direçao prudente nao quer dizer que vc tenha que rodar a 20km/h, ou tenha que guiar careta, vc tem que ter consciencia que a qualquer hora precisa reagir a imprevisibilidades, desviar de algum pedestre ou animal, q em transito carregado vc tem que guiar tb pelos outros condutores e por ai vai...
    por fim, se nao quiser que a maioria das pessoas dirijam depois de sair de um bar por ex, garanta o direito de ir e vir, mas ai o cidadao tem que durante a madrugada ficar esperando numa rua deserta um onibus que nao vem? ou tem que pagar os olhos da cara numa bandera 2?
    em mtos estados dos EUA com a liberacao da maconha pra consumo recreativo, passou a se preocupar com tb com a galera guiando depois de fumar, mas novamente, cada pessoa eh afetada de maneira diferente, nao tem como dizer que soh pq o condutor fumou, q ele ir causar um acidente, isso tudo depende de bom-senso por parte do cidadao...
    agora no br, bom-senso e educação falta, mas achar que a culpa eh do consumo, eh tampar o sol com a peneira, tao focando no efeito mas ignoram as causas.
  • Danilo   06/11/2015 03:45
    Se existe uma associação entre embriaguez e acidente de trânsito.. a lei é aplicada por entender-se que esta associação é causal..

    Não seria o mesmo que criminalizar alguem de cabelo vermelho por dirigir, pois não existe esta associação (cabelo vermelho = mais acidentes)... e mesmo que houvesse... seria dificil encontrar uma explicação causal para isso....

    Quanto a ".Todos nós conhecemos pessoas que têm uma incrível capacidade de dirigir perfeitamente bem mesmo após estarem alcoolicamente irrigadas....". Como você avalia esta dita 'capacidade de dirigir perfeitamente bem'? Talvez um trajeto sem intercorrências em vias pouco movimentadas não traga problemas... mas quando você diz isso você está querendo dizer que a pessoa dirige 'perfeitamente bem' mesmo em situações inesperadas do trânsito? (que de fato não ocorrem com frequencia, mas que exigem um reflexo rápido quando ocorrem). Talvez tenhamos problemas nestes casos em que se exija um reflexo rápido...

    No fim das contas, entendo que podemos fazer uma analogia com piloto de aviões....acredito que ninguém defenderia que proibir um piloto a dirigir embriagado seria um 'ataque a sua liberdade, e portanto um absurdo, por se criminalizar antes do crime'...é apenas uma maneira de se tentar evitar mortes e acidentes... todos sabemos como podemos ser inconsequentes quando bebemos...

    Acredito que nossa sociedade não tem problemas em trocar esta pequena 'liberdade de se dirigir embriagado' por alguma diminuição nos acientes e mortes no trânsito.
  • Gentili  06/11/2015 14:49
    "Se existe uma associação entre embriaguez e acidente de trânsito.. a lei é aplicada por entender-se que esta associação é causal.."

    Há uma enorme correlação entre cor da pele e presidiários. Aliás, há uma grande correlação entre etnia e criminalidade.

    Nos EUA, a esmagadora maioria dos delitos é cometida por negros e por latinos.

    Logo, pela sua lógica, a associação causal entre cor da pele, etnia e criminalidade significa que negros e latinos devem, preventivamente, ser encarcerados.
  • Danilo  06/11/2015 15:19
    Então.., você disse que existe correlação entre cor de pele e presidiários (isso seria um fato, inquestionável caso verdadeira)... mas 'existir correlação' não é o suficiente para atribuir causalidade a esta correlação, como você parece sugerir no seu último parágrafo.

    Não quis usar a questão racial no meu argumento, mas esse ponto está implícito na parte em que me refiro ao cabelo vermelho ("...e mesmo que houvesse (correlação entre cabelo vermelho e acidentes de trânsito)... seria dificil encontrar uma explicação causal para isso....").. da mesma maneira que, já há muito tempo, a nossa sociedade não entende que a cor da pele, nem quaisquer outras características físicas, tenham alguma correlação causal com criminalidade


    Na verdade, pela minha lógica, devemos entender qual fator está por detrás do fato de negros/latinos serem população predominante em presídios. Alguns pontos que podem ser levantados de fato como fatores possivelmente causais para este cenário, ao meu ver, incluem principalmente a questão da marginalização e preconceito contra determinado grupo/minoria étnica, bem como uma prática policial baseada no dito Direito Penal do Inimigo, em que se cria um perfil estereotipado de criminoso (neste caso calcado na questão étnico-racial). Assim, pela minha lógica, a sociedade deveria se preocupar em resolver estas questões de base (políticas de inclusão social desta população marginalizada, com base em educação por exemplo, bem como o políticas para evitar a prática policial com base no combate a um inimigo do Estado estereotipadamente definido)... da mesma maneira em que a sociedade está se preocupando em criminalizar pessoas que dirigem embriagadas, por existir uma relação 'causal' entre embriaguez no volante, e acidentes no trânsito

    E você consegue até fazer comparações (ah, conheço pessoas que bebem e não sofrem acidentes... ah, conheço pessoas marginalizadas na sociedade mas que nem por isso são criminosos... ah, conheço pessoas que estão presas e que não fazem parte de população marginalizada... ah conheço pessoas que se acidentaram no trânsito mesmo não estando embriagadas), mas essas comparações tem caráter essencialmente retórico, já que não contribuem de fato para o entendimento da questão.

  • César  06/03/2016 15:14
    A lei seca se aplicada corretamente reduz os números de acidentes e mortes no trânsito. TODOS os estados americanos, depois que proibiram DWI (Driving While Intoxicated, dirigir embriagado) reduziram substancialmente o número de acidentes e mortes no transito.
  • anônimo  09/03/2016 22:42
    Vamos falar sobre os resultados... Na Califórnia, antes de estabelecer o limite de 0,08, ocorria em média 5.000 falidades no transito a.a. Depois que a Califórnia estabeleceu o limite de 0,08 em 1990, o número de fatalidades no trânsito caiu para 4.000 a.a. e hj é aproximadamente 3.100 a.a...

    Alguém conhece algum lugar (um país, uma região) onde não há lei proibindo alcool no volante, onde o número de acidentes e fatalidades no trânsito caiu?
  • Motorista  09/03/2016 22:53
    A questão não é e nem nunca foi a "existência de lei". Existir lei, por si só, não significa nada (no Brasil, por exemplo, é proibido matar e roubar). O que conta é se a lei é impingida.

    Por experiência própria, sei que nas estradas européias a polícia não impinge nada. Já dirigi por várias estradas de lá, já parei em vários bares em beira de estrada para tomar cerveja (muita cerveja), vários motoristas também tomavam cerveja, e saiam tranquilamente para dirigir. Nunca vi polícia nas estradas.

    Há lei contra dirigir embriagado na Europa? Há. Ela é impingida? Não. Como são os acidentes por embriaguez? Estatisticamente baixíssimos.
  • anônimo  11/03/2016 00:16
    E existe um estudo sobre isso, paises e lugares que tem não impingem a lei?

    Nos EUA depois que impingiram, o número de acidentes só diminuiu... Quais os estados americanos que não impingem a lei?
  • Sérgio  12/03/2016 15:45
    Já que os defensores da lei seca gostam de citar estatísticas, vejam que interessante estes números do estado americano de Texas:

    1990
    Número total de mortos: 3,243
    Número de pessoas mortas em Acidentes relacionados ao Alcool: 1,402

    2000
    Número total de mortos: 3,775
    Número de pessoas mortas em Acidentes relacionados ao Alcool: 1,047


    Fonte: www.txdps.state.tx.us/director_staff/public_information/2003/pr012403.htm


    Ou seja, entre 1990 e 2000, os mortos em acidentes relacionados ao alcool no Texas diminuiu 25,32%, mas o número total de mortos aumentou 16,4%....
  • Danilo  12/03/2016 16:26
    Mas aí vc tem que ver se não houve aumento da frota de automóveis... talvez fosse melhor avaliar o índice de acidentes/frota de automóveis... ficaria melhor de comparar períodos tão distantes.


    quenem quando avaliam homicídios/100.000 habitantes por exemplo
  • Sérgio  13/03/2016 16:21
    Pela lógica dos defensores da lei seca, o número total de acidentes deveria ter diminuido. O que estes números mostram é que acidentes também são provocados por gente que não consumiu uma gota de alcool (aliás, a estatísticas mostram que a maioria dos acidentes nos EUA não tem nada a ver com o alcool)....

    Vou citar outros números, dos EUA.

    Números total de fatalidades no trânsito nos EUA
    1995: 41,798
    1996: 41,907
    1997: 41,967
    1998: 41,471
    1999: 41,611
    2000: 41,821

    Fatalidades provocadas por motoristas que consumiram alcool
    1995: 17,274
    1996: 17,126
    1997: 16,189
    1998: 15,935
    1999: 15,786
    2000: 16,653

    Veja que entre 1995 e 1997, o número de fatalidades provocadas por motoristas que consumiram alcool diminuiu muito, mas o número total de fatalidades aumentou.

    Entre 1995 e 2000, o número de fatalidades provocadas por motoristas que consumiram alcool diminuiu, mas o número total de fatalidades aumentou.
  • Danilo  15/03/2016 02:03
    Uma política contra "alguma coisa" deve reduzir os índices de "alguma coisa", e não necessariamente de "outra coisa".

    Então não me parece lógico esperar que uma política contra o consumo de álcool no volante vá reduzir acidentes relacionados a outras causas. Aliás, olhando esta redução de acidentes associados ao álcool, me parece uma redução bastante modesta, não sei se consideraria uma política tão efetiva... talvez falte mais conscientização, ou vigilância.

    A coisa fica mais complicada quando se percebe que geralmente são vários os fatores que podem causar acidentes, e que podem estar presentes concomitantemente em uma dada situação (via mal sinalizada +- via mal conservada +- automóvel não seguro +- motorista embriagado +- etc.)

    Mas não tenho conhecimento de um pensamento unificado de um grupo de pessoas que defendem a lei seca no volante a respeito de a embriaguez no volante ser a única causa de acidentes... de onde tirou esta informação? Existe um grupo organizado em torno desta causa?
  • Marcos Torin  01/05/2017 23:53
    Vc desconsiderou 1 tonelada de variáveis - só citando algumas, número de vias que aumentou no contexto, número de automóveis, clima no momento do acidente, velocidade média e espécie de veículo envolvido no sinistro etc - pra poder fazer uma afirmação tosca dessas. Primeiro que vc já tem o resultado naturalístico pronto e opinião formada, feito isso vc foi atrás de um número pra tentar validá-lo, mas ficou ridículo. Vc não pode ter opinião quando se faz estatística, vc tem que pegar os dados e chegar a conclusão depois disso. Parece até piada, vc tem o que, 10 anos de idade?
  • SERGIO  08/03/2017 20:27
    Motorista em exCesso de velocidade
    Não consumiu alcool
    Atropela e mata 3 pessoas no ponto de onibus
    Tenta fugir o carro não pega
    Tenta ligar para o socorro(só o numero registrado no celular já o exime)
    Tenta fugir ,mas populares chegando o impedem
    Vai para DP-tem endereço fixo-pode ser que pague fiança infima.Dorme em casa.
    Motorista bebeu uma lata (ou até mais de uma)
    Esta na velocidade permita
    Não demonstra nenhuma alteração fisica ou psiquica
    Tem o veiculo e carteira apreendidos
    Paga uma multa extorsiva. Fora reboque e estadia(também extorsivos)
    Ficara preso e sem poder dirigir por um ano
    Respondera inquerito e com certeza sera condenado
    Tera a vida arruinada
    ENQUANTO O FDP QUE MATOU TRES ESTARA RINDO E CURTINDO A VIDA.
  • Fabrício José Barbosa  02/04/2017 13:28
    Relatório da Organização Mundial da Saúde com dados sobre acidentes devido à embriaguez ao volante, baseado em fatos técnicos científicos e não sobre uma opinião de um site. Confiram. "The Global status report on road safety 2015, reflecting information from 180 countries, indicates that worldwide the total number of road traffic deaths has plateaued at 1.25 million per year, with the highest road traffic fatality rates in low-income countries. In the last three years, 17 countries have aligned at least one of their laws with best practice on seat-belts, drink–driving, speed, motorcycle helmets or child restraints. While there has been progress towards improving road safety legislation and in making vehicles safer, the report shows that the pace of change is too slow. Urgent action is needed to achieve the ambitious target for road safety reflected in the newly adopted 2030 Agenda for Sustainable Development: halving the global number of deaths and injuries from road traffic crashes by 2020. Made possible through funding from Bloomberg Philanthropies, this report is the third in the series, and provides a snapshot of the road safety situation globally, highlighting the gaps and the measures needed to best drive progress." Acessem: apps.who.int/violence_injury_prevention/road_safety_status/2015/en/index.html
  • Dissidente Brasileiro  02/05/2017 03:39
    Ah, agora sim dou meu braço a torcer! Afinal de contas, quem seria louco em confrontar um relatório "baseado em fatos técnicos científicos" vindo diretamente da Organização Mundial da Saúde (sic) com financiamento da Bloomberg Pilantraopies?? Só pode ser mesmo um insano quem ousa confrontar qualquer coisa que venha dessas duas sacrossantas e insuspeitas entidades, não é mesmo?
  • Ex-microempresario  05/04/2017 00:24
    Sobre os vários comentários na linha "a vida em sociedade implica limites à liberdade" ou "é aceitável perder um pouco da liberdade em nome da segurança", quero citar:

    "Aqueles que abrem mão da liberdade em troca de segurança, não merecem nem uma coisa nem outra."

    Li esta citação como sendo de Churchill, mas não consegui confirmar.
  • 4lex5andro  02/05/2017 19:20
    Tem outro texto similar atribuído ao mesmo político: "... que abdicam de um pouco de liberdade em troca de segurança, terminarão por ficar sem os dois."

    E tem fundamento mesmo.
  • 4lex5andro  02/05/2017 21:19
    Tem outro texto similar atribuído ao mesmo político: "... que abdicam de um pouco de liberdade em troca de segurança, terminarão por ficar sem os dois."

    E tem fundamento mesmo.
  • LUIZ F MORAN  02/05/2017 14:15
    O bafômetro da polícia detecta quem fumou maconha e crack, ou cheirou cocaína ou injetou heroína na veia ?
  • Fernando  02/05/2017 22:25
    Fernando Chiocca (ou algum dos outros colegas),
    mas como poderíamos então explicitar o ato de uma pessoa como diretamente ameaçador e perigoso? Não discordo do conteúdo do texto, mas creio que o limiar entre ameaça factual e sua ausência pode de fato ser nebuloso em certas situações.
    Vou me apropriar de um exemplo que deram nos comentários: Uma pessoa brande uma arma e atira pro alto no meio de uma multidão. É evidente que essa ação causaria pavor a todos os transeuntes, pessoas iriam se pisotear para fugir e projeteis poderiam atingir edifícios, postes e até mesmo indivíduos. Mas é claro que isso poderia não acontecer também: Pode ser que o atirador realize os disparos em uma praça pública sem edifícios e sem pessoas. E minha questão é: Ainda seria considerada criminosa a sua ação? Se não, quantas pessoas ou construções haveriam de existir na praça para que fosse considerado crime este ato? E se por alguma razão ninguém estivesse com medo na ocasião?
    Meu ponto é que creio não ser sempre tão óbvio que tipo de ação pode ser considerada uma ameaça ou não. O que torna mais válida a afirmação de que um cidadão atirando é mais ameaçador que um bêbado dirigindo? Afinal de contas, ambos podem tanto causar acidentes quanto não. Como definir quando um deles está sendo ameaçador?
    A possível a existência de um franco-atirador capaz de atirar para o alto com garantia de que nenhuma bala acertasse alguém na multidão não faria dele uma ameaça menor, pelo menos não do poto de vista das pessoas apavoradas.
    Gostaria de saber sua opinião sobre o que configura uma ação ameaçadora, ainda tenho dúvidas em como definir isso claramente.
    Grato pela atenção e abraços!
  • anônimo  03/05/2017 03:52
    Finalmente um argumento descente!!!

    Diego: Mas, vamos pensar o seguinte. Quando você tira a carteira de motorista, você faz uma série de testes de aptidão, correto? Você recebe aulas e é treinado para assumir uma responsabilidade grande de conduzir um veículo que tem lá seu potencial para causar danos. É por isso que existe uma idade mínima para isso.

    Vocês não acham que o ato de usar álcool para prejudicar as próprias faculdades mentais (aquelas que te habilitaram a receber a carteira) não invalida esse direito inicial de ter recebido a carteira? Você está habilitado desde que permaneça naquele patamar original, de destreza e capacidade mental, que lhe permitiu ter direito de receber a carteira para dirigir. Se violar isso, perde o direito. Sua carteira de motorista tem uma coisa chamada fé pública, ou seja, ela não é um atributo SEU, um direito individual independente de tudo, mas um direito alicerçado na coletividade. É um voto de confiança público na sua capacidade de dirigir sem causar danos ao patrimonio alheio e às pessoas. Para utilizar esse direito você deve dirigir apenas se estiver nas mesmas condições de aptidão de quando o adquiriu, ou seja, sóbrio, são e hábil. Por isso por sinal que tem categorias A, B, C, D, por que cada uma é um nível de habilidade diferente.
  • Fernando  03/06/2017 13:53
    Então vamos imaginar a seguinte situação: Em uma rua privada o dono da rua (que pode ser uma empresa ou uma cooperativa de moradores) resolve proibir motoristas alcoolizados de dirigirem por lá, colocando a polícia privada pra fazer blitz e essa prática tem o apoio da maioria dos moradores daquela rua. Na sua opinião o dono da rua estava coagindo os motoristas alcoolizados ou ele estava apenas exercendo o direito de propriedade?
  • Yuri Leão  30/06/2017 01:27
    A poucos meses eu comecei a ler os artigos do Mises. Fiz um comentário que hoje classifico como sendo estatista. Bom… alguns meses e 178 artigos depois (pouquíssimos, eu sei) vou fazer o segundo comentário.


    Concordo com vocês amigos estatistas e que quem prevenir que coisas ruins aconteçam. Por isso irei fazer esse comentário baseado em nossa lógica de prevenção de crimes, de ceder um pouco de nossa liberdade para termos liberdade. Como mostram as estatísticas, várias pessoas beberam antes de cometerem terríveis acidentes de trânsito. Com efeito, devemos proibir as pessoas de beberem antes de dirigir. Eu gostaria de saber da estatística de quantas pessoas beberam e não se envolveram em acidentes. Não que isso importe, é apenas curiosidade.

    E, já que boa porcentagem dos acidentes de trânsito são causados acima de 30km/h, creio que esse deva ser o limite de velocidade. Se bem que alguns acontecem a menos que isso, talvez devêssemos baixar mais.

    Há vários estudos que mostram que o sono prejudica mais os reflexos e a coordenação motora que o álcool e por isso devemos, também, proibir as pessoas de dirigir com sono. Quanta irresponsabilidade dessa gente que não dorme direito!

    Pensando melhor, já que, provavelmente, em 100% dos acidentes de trânsito as pessoas estão de posse de um automóvel, sou a favor de que sejam proibidos os automóveis porque, assim, a taxa de acidentes no trânsito iria para zero (uma ótima estatística). Mas espera… Por quê parar aí? Uma boa porcentagem dos assassinatos, brigas, e outras formas de violência são cometidas por pessoas que beberam, devemos proibir também a bebida alcoólica para todo mundo. E já que em várias das brigas entre torcedores de futebol as pessoas torcem para algum time de futebol, devemos também abolir esse esporte. Assim, iríamos prevenir muitos crimes.

    Uma grande porcentagem de crimes e violência acontece durante discussões ou após. Por conseguinte, devemos apressadamente proibir discussões. Aliás, vamos regulamentar, porque nem todas elas são acaloradas. Proibiremos apenas as discussões acaloradas.

    Há também estudos que mostram que as chances (estatística) de sermos assassinados por alguém que conhecemos é muito maior que por um estranho. A única solução para prevenir essa fatalidade é, obviamente, proibirmos todos de se conhecerem. Famílias devem ser abolidas e os bebês serão gerados apenas de maneira artificial e serão criados por várias pessoas diferentes durante a vida. O que acham?

    Há, também, uma boa porcentagem de violência entre vizinhos. Então, iremos proibir essa coisa de ter vizinhos.

    Não obstante, o que mais aparece nas estatísticas de violência é a raiva, que já deveria ter sido proibida a muito tempo.

    Quer saber, aposto que se proibirmos as pessoas de ter mãos, iríamos diminuir muito a violência e os acidentes. Se bem que as pernas ainda poderiam ser usadas…

    Mas ainda assim poderia haver acidentes. Mas já que 100% dos acidentes e violência entre humanos são causados pela interação entre humanos... Não podemos correr esse risco. Uma boa maneira de prevenir isso é proibindo toda e qualquer interação entre humanos. Talvez, por garantia, devessemos proibir humanos (fim dos acidentes, fim da violência, tudo 0 nas estatísticas).
  • Sergio  10/07/2017 16:00
    Isso - junto com a realidade atual - me lembra aquele filme "O Demolidor", de 1994, onde as pessoas sequer tocam as outras - o contato é antiigiênico, ou algo assim.

    Sal, açúcar, café, carne vermelha... "fazem mal à saúde" (sic); e, se faz mal a saúde, é proibido por lei.
  • Yuri  12/07/2017 20:06
    Realmente, Sérgio! Aquele filme mostra bem como é uma sociedade estatizada e com pessoas de mentalidade bovina.
  • Lucas Monaco  08/07/2017 15:59
    Vocês são ridículos. Não se trata de um dado estatístico, mas um fato biológico. Ao ingerir bebidas alcoolicas temos nossos reflexos diminuídos, a velocidade de resposta de nossos músculos diminui, temos maior dificuldade de realizar atos precisos e de fato ficamos mais propensos a causar algum acidente. Desta forma, ao ingerir bebidas alcoolicas e dirigir assumimos que não estamos aptos a dirigir e que podemos causar algum acidente ou, pior, uma (ou mais) morte. Da mesma forma, recomenda-se que não dirija cansado, estressado ou extremamente nervoso. Entretanto, o único responsável pela sua sobriedade é você mesmo, coisa que não pode ser dita sobre estar nervoso, estressado ou cansado. É como se, propositalmente, tendo escolhas, você decida! dirigir de olhos vendados. Lógica imbecil, desonesta e perigosa.
  • Mario San Marino  18/07/2017 16:16
    "Da mesma forma, recomenda-se que não dirija cansado, estressado ou extremamente nervoso."

    Ué, como assim "recomenda-se"? Que incoerência é essa?

    Por que um sujeito deve ser mandado para a cadeia se dirigir após tomar uma latinha de Skol, mas um cidadão que é flagrado dirigindo sob intenso estado de stress emocional, de sonolência ou de fadiga muscular (os quais diminuem enormemente os reflexos, muito mais que uma latinha de Skol) ganha uma passe livre?

    Por que o primeiro representa uma ameaça? Por que o segundo tem um passa livre? Por que para o primeiro é cadeia e para o segundo fica apenas uma sugestão?

    Você é um baita de um incoerente.

    "Entretanto, o único responsável pela sua sobriedade é você mesmo, coisa que não pode ser dita sobre estar nervoso, estressado ou cansado."

    Opa, exatamente!

    Quem bebe uma latinha de Skol está plenamente apto a dirigir. Já quem está sonolento, quem está sob intenso stress emocional e quem está com fadiga muscular não tem nenhuma capacidade de dirigir. Tal pessoa, ao contrário do cara que bebeu uma latinha de Skol, não tem controle nenhum sobre seus movimentos, seus reflexos e sua atenção. Representa um risco máximo ao volante.

    De novo: por que você defende cadeia para o primeiro e apenas "sugere" ao segundo não fazer mais isso?

    Parodiando a você próprio, sua lógica é "imbecil, desonesta e perigosa". E você é um "ridículo".
  • Robson Radons Prestes  09/07/2017 23:14
    Olha vou dizer uma coisa, quando li artigo aqui sobre estado mínimo, desburocratização da economia, desestabilização, fim das intervenções do BC, currency bordo eu concordei com tudo e estava me tornando um fã. Agora quando li que o Estado deve deixar cada família custear a educação dos filhos sozinha e agora esse artigo dizendo que o governo deve deixar o cidadão encher a cara e sair dirigindo expondo a vida de outros além da sua empresa risco, bem, isso só tirando a credibilidade do instituto, fica difícil levar a sério vcs. Gostaria de saber o que vocês diriam se alguém dirigindo embriagado após o fim da lei seca atingisse um filho vosso ceifando lhe a vida, continuariam defendendo o" direito de encher a cara"?
  • Mauro  11/07/2017 04:00
    Por que não discutir a imposição do cinto de segurança, esse sim com zero causa de acidentes a terceiros? Simples: dirigir NÃO É DIREITO, e sim privilégio. Por esse motivo, ninguém pode engrar em um carro e sair dirigindo, sem antes passar por curso, teste, ser habilitado e estar sob constante gerenciamento de leis. The End.
  • Marlon  12/07/2017 12:06
    Ridiculo sim. Beber não é proibido, mas dirigir sob seus efeitos sim. Quando vc ingere altas quantidades de alcool suas capacidades de reação e reflexo são reduzidas sim e isso poe em risco a vida de terceiros que estão proximos, se somente o infeliz que bebe morresse estaria tudo ok, mas o problema e q terceiros estão vulneraveis a esse risco tbm, porra meu primo se acidentou ontem de moto pq estava bebado, por sorte nao havia ngm nas calçadas.
  • Daniel M.  12/07/2017 13:50
    Excelente argumentação. Parabéns.

    O título já diz tudo. Eu bebo e dirijo SIM! Não tenho vergonha nenhuma de dizer isso! Não sou idiota para tomar 2 litros de whisky e dirigir. Sou adulto, responsável, penso na minha vida e na vida dos outros. Sei dos meus limites. Sei muito bem os efeitos de qualquer bebida alcoólica. Mas não é por isso que vou deixar de... ser feliz, po##a !!!

    No fundo o problema é esse. O estado ODEIA pessoas livres, responsáveis, adultas. Quanto mais leis "bonitinhas", mais as pessoas são infantilizadas. Estão criando um exército de cagões. "Arma é perigosa! Bebida é crime! Cigarro é venenoso! A Cuca vai te pegar!!! blá blá blá..." Daqui a pouco vão querer regular quais facas eu posso ter na gaveta da cozinha.

    Toda a vez que me reúno com os amigos no bar é sempre o mesmo assunto. Será que tem blitz? Onde? Você já foi pego? Assoprou? Quer saber... isso enche o saco!
  • Tarantino  15/07/2017 15:56
    Parabéns pela honestidade e consciência. O problema é que nem todos pensam assim...
  • Humberto Ramos  13/07/2017 15:07
    O mais legal é que todos -- absolutamente todos! -- os argumentos contrários ao texto se resumem apenas a afetações de indignação e efusões de espanto e vitimismo.

    Com beicinho e mãozinha na cintura, o sujeito grita: "Ai, queria ver se isso acontecesse com alguém da sua família! Ui!" (algo que, aliás, foi explicitamente abordado no artigo, o qual, aparentemente, não foi lido por inteiro).

    Ninguém apresentou um mísero argumento sequer explicando por que burocratas estatais têm o direito de me obrigar a parar meu carro, enfiar um aparelho imundo em minha boca, verificar o que há dentro do meu organismo e então me mandar para a cadeia pelo fato de um ter ingerido um gole de Skol (sim, a lei é exatamente esta). Sério, como alguém pode ser tão putrefato ao ponto de defender um escárnio destes?!

    No mais, ao contrário do que dizem os caluniadores, em momento algum o artigo diz que um sujeito caindo de bêbado deve dirigir. Ele apenas diz que é de um intolerável totalitarismo o estado fazer tudo o que foi descrito no parágrafo acima.

    Fica o desafio para todos os lambedores de botas de políticos que estão comentando aqui: apresentem um mísero argumento em prol da prática descrita no terceiro parágrafo sem cair na defesa do totalitarismo.

    Caso não consigam, ao menos tenham a hombridade de falar abertamente que defendem sim um estado policial totalitário e invasivo (o qual entra até mesmo em seu organismo). Tal postura, embora asquerosa, é muito mais admirável do que meras afetações de indignação, típica dos indefesos.

    P.S.: também sem resposta ficou o desafio do autor: por que não mandar para a cadeia quem está dirigindo cansado ou mentalmente estressado? Isso é muito pior do que dirigir após um gole de Skol.
  • Tarantino  15/07/2017 16:20
    Certamente é um exagero prender um indivíduo por este apresentar uma quantidade mínima de álcool no sangue, pois conter álcool no sangue e estar embriagado são duas coisas distintas, embora a primeira possa eventualmente ser a causa da segunda.

    Vamos partir de alguns pressupostos:

    1- O ato de dirigir com segurança necessita de plena consciência e reflexos apurados por parte do condutor.
    2- Cada organismo reage de maneira diferente à presença de álcool ou outras substâncias no sangue.
    3- O álcool não é o único responsável pela debilitação dos requisitos necessário a uma condução segura.
    4- O álcool, assim como outras drogas, ou a sonolência, leva à degradação progressiva da capacidade de julgamento, coordenação motora e nível de consciência das pessoas.

    Levando-se em conta tais pressupostos, o que deve ser feito em caso de suspeita de alteração psíquica no estado de qualquer condutor (condução irregular, comportamentos fora do desejável para tal ou qual situação no trânsito, etc.) é a parada do veículo para averiguação e aplicação de alguns testes simples de coordenação motora e nível de consciência; caso os resultados destes confirmem as suspeitas, só assim o indivíduo deve ser apreendido para exames mais concludentes a respeito de seu estado. Em caso negativo, e se nenhum comportamento errôneo seja detectado, não há motivos para prender o sujeito. Mesmo em casos de alteração evidente, creio que o máximo que deveria ser feito seria a detenção do indivíduo (não necessariamente em uma cela, o mais adequado seria uma sala de descanso) até que os efeitos degradantes das substâncias ou a sonolência passassem. Uma privação temporária da liberdade individual que poderia evitar prováveis acidentes fatais com o mínimo ônus para o indivíduo.
  • sheik  14/07/2017 21:41
    O Libertarianismo defende o direito a propriedade somente aos indivíduos? Ou a liberdade total dos "direitos" de fazer oque quiser, quando quiser? não há parâmetros e regras que delimitam os direitos sociais e cívicos? e não é o estado que trata de aplicar as devidas leis e penalidades se algumas dessas leis forem descumpridas ? eu não consigo entender, as vezes esse libertarianismo que vocês pregam parece mais anarquismo.
  • Yuri  18/07/2017 20:48
    Leia mais os artigos do site. Há respostas para todas as perguntas que você fez e mais. Também acredito que o seu conceito de anarquismo é vulgar - leia mais a respeito.

    Saudações.
  • JARBASPROFETA  20/07/2017 22:54
    Gosto desse tipo de artigo pois é o que separa os homens das crianças. Os libertários de verdade dos que apenas não gostam de pagar impostos.

    Com um rápido exercício podemos ter um pequeno vislumbre e supor como este assunto seria tratado em uma sociedade plenamente livre.

    As empresas que administram determinada estrada apenas iriam determinar qualquer tipo de regra ou limite para substâncias no sangue se os custos com acidentes/indenizações comprovadamente causados por excesso de álcool no sangue(e já existe um problema aqui), etc.. superassem os custos de operações de fiscalização destas estradas. Vale ressaltar que a única forma eficiente de garantir uma estrada com álcool zero seria fiscalizar 100% dos pontos de acesso da estrada(ainda assim não é possível garantir 100%), já que além de ter de arcar com custos de possíveis acidentes com motoristas embriagados, também caracterizaria uma quebra de contrato com os motoristas que não consumiram nada.

    Logo, por notar que os custos de se manter uma estrada "alcohol free" seriam exorbitantes é muito mais provável que as administradoras de estradas apenas arcariam com seguros específicos e com fiscalizações generalizadas, no máximo incluir nos "termos de uso" responsabilizando o motorista embriagado caso cause algum acidente.

    No fim não importa se você é a favor ou contra dirigir alcoolizado, se é crime ou não. O que importa é que é impossível defender este tipo de moderação em uma sociedade livre. Porém não se desespere, será interesse das administradoras que suas estradas sejam das mais seguras possíveis, nenhuma vai querer ter a fama de "estrada da morte". É possível prever que a manutenção dessas estradas será muito melhor que as atuais estatais (à exemplo das concedidas) então aos que apenas observam estatísticas, é muito provável que acidentes de trânsito em geral sejam drasticamente reduzidos, então se defende a vida humana, não se sinta culpado em concordar.
  • Carabao  06/08/2017 21:07
    Então me digam: vcs são a favor de abolir a porta giratória dos bancos e o detector de metais, assim como o RX do aeroporto? Afinal, o cara tá portando uma arma, mas não está ameaçando ninguém. Não é justo reter sua arma. Vamos deixar então assaltantes entrarem livremente em bancos e terroristas em aviões. Pra mim, porta giratória e detector de metais é o mesmo que blitz de lei seca.
  • José Luiz  07/08/2017 00:59
    Otário, uma porta giratória, ao detectar um objeto de metal, não manda ninguém para a cadeia (em países civilizados). Apenas significa que, naquele estabelecimento, uma pessoa não pode entrar. Se a porta impediu você de entrar, você simplesmente dá meia volta e vai embora. Algo perfeitamente libertário.


    P.S.: eu nem sou favorável a alguém dirigir após ter bebido, mas esse seu "argumento" foi tão ignaro, que ele acabou por dar ainda mais razão ao autor do texto, pois mostrou que os favoráveis à lei seca têm péssimos argumentos.

  • Carabao  07/08/2017 15:04
    Então, que não multe o motorista nem o prenda. Apenas não o deixe dirigir. Aí ele pode virar as costas e ir embora (sem o carro)
  • Carabina  07/08/2017 15:53
    "Então, que não multe o motorista nem o prenda. Apenas não o deixe dirigir."

    Perfeito.

    "Aí ele pode virar as costas e ir embora (sem o carro)"

    Ué, como assim 'sem o carro'?!

    A porta giratória não confisca a arma do cara; apenas deixa claro que naquele estabelecimento ele não pode entrar. Por que então um bafômetro tem o poder de confiscar a propriedade alheia?! Isso é roubo puro e simples.

    Se você quiser ser minimamente coerente, diga que tal sujeito não pode voltar dirigindo o carro, de modo que ele tem de se virar para chamar alguém para ir buscá-lo e voltar dirigindo seu carro com ele dentro (seguradoras certamente forneceriam tal serviço).
  • Carabao  07/08/2017 16:27
    Seguindo a sua coerência, vc concorda com isso? Não deixa o cara dirigir e ele que se vire pra arrumar alguém pra dirigir. Então concordamos num ponto: a lei seca é justa, apenas deve mudar a punição. Logo, o argumento do autor do texto que pretende abolir a lei não serve. Certo?
  • Marcio  07/08/2017 17:44
    "Seguindo a sua coerência, vc concorda com isso? Não deixa o cara dirigir e ele que se vire pra arrumar alguém pra dirigir."

    Em estradas privadas, sim. Em estradas públicas tal exigência não faz o menor sentido, uma vez que a estrada, por ser pública, também é propriedade do cara barrado. Ele pagou impostos para construí-la e para fazer a manutenção dela.

    "Então concordamos num ponto: a lei seca é justa, apenas deve mudar a punição."

    Incoerência. Se você próprio diz que ela precisa mudar, então você não pode dizer que ela é justa.

    Com efeito, o cerne da Lei Seca é confiscar a propriedade de um inocente e mandá-lo para a cadeia. Se você acha que isso é "justo", então você, no mínimo, tem problemas cognitivos. Na prática, é um ser imoral.

    "Logo, o argumento do autor do texto que pretende abolir a lei não serve. Certo?"

    Você sabe ler? O autor passou o texto inteiro criticando as medidas práticas da Lei Seca: confisco do automóvel, encarceramento e multas pesadas. Por que tamanha barbaridade não deve ser abolida? Você ao menos sabe ler e interpretar?

    Impressionante...
  • Cristiane de Lira Silva  27/08/2017 23:07
    Ainda é crime atropelar alguém porque estava dirigindo alcoolizado não é? A "liberdade" já está valendo mais do que a vida?
  • jefferson  02/01/2018 14:00
    Como já foi mencionado em resposta acima, apenas gostaria de complementar: uma pessoa está habilitada a dirigir apenas se manter suas faculdades, as quais foram avaliadas para habilitação, nos mesmos patamares quando foi licenciada. Caso uma pessoa alcoolizada for posta a teste e conseguir realizar os testes de habilitação para dirigir, não deveria ser penalizada de nenhuma forma. Caso ela não consiga realizar os teste, deverá ser tratada no âmbito do Código de Trânsito Brasileiro e não do Código Penal, quando não houver crime. Embriaguez ao volante, por si só, não é crime, ou não deveria ser tradada como crime. O cidadão deveria ter a carteira suspensa, pagar multa, carro apreendido, etc. Essa é minha opinião.


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