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Um tributo ao comércio - e quem realmente foi atacado no dia 11 de setembro de 2001
Se os inimigos do comércio estiverem decididos a destruí-lo, há poucos meios para impedir isso

A imagem das torres gêmeas do World Trade Center desmoronando, resultado de um ato de agressão deliberada, pareceu simbolizar dois pontos que hoje parecem completamente esquecidos: a magnífica contribuição que o comércio trouxe para a civilização, e o quão vulnerável ele é perante seus inimigos. 

Se os inimigos do comércio capitalista estiverem firmemente decididos a destruir sua fonte de riqueza, há poucos meios disponíveis para impedir isso. 

As duas torres eram gloriosas, principalmente pelo fato de elas terem sido construídas não para ostentar a glória do estado — como tantas outras edificações —, mas sim para exibir o poder criativo da economia capitalista. Elevando-se sublimemente a 400 metros acima da cidade de Nova York, uma pessoa no 110º andar podia usufruir uma vista panorâmica que alcançava 90 quilômetros de distância: uma ampla visão da civilização humana. 

Muito mais importante para o desenvolvimento da civilização era tudo aquilo que ocorria dentro das torres: empreendedorismo, criatividade, trocas, comércio, serviços — tudo de maneira pacífica, tudo para o benefício da humanidade.

Qual tipo de serviço? No WTC havia corretores que investiam a poupança dos cidadãos comuns, fazendo o possível para canalizar recursos para os investimentos mais produtivos. Havia seguradoras, que ofertavam o valioso serviço de resguardar vidas e propriedades contra acidentes. Havia inúmeros varejistas, que arriscavam seu próprio sustento para fornecer aos cidadãos bens e serviços que eles, como consumidores, desejavam. Havia financiadores, advogados, representantes e arquitetos, pessoas cujas contribuições são absolutamente essenciais para o bem-estar das pessoas que vivem em uma economia de mercado.

Alguns de nós conhecíamos homens e mulheres que lá trabalhavam e que agora estão mortos. Porém, a maioria dos mortos continuará sendo anônima para todos. Se os conhecíamos ou não, o fato é que tais pessoas foram indiscutivelmente benfeitoras para todos nós, pois, na sociedade comercial, as ações de empreendedores beneficiam a todos, independentemente de onde estejam, e da maneira mais imperceptível que se possa imaginar. Todos eles contribuem para formar o estoque de capital sobre o qual toda a prosperidade se baseia. Eles trabalham diariamente para coordenar o uso e a alocação de recursos de maneira a eliminar desperdícios e ineficiências, sempre se esforçando para criar produtos e serviços que irão melhorar nossa vida e nosso cotidiano.

Pense especialmente nas extraordinárias pessoas daquele local, as quais trabalhavam para facilitar o comércio internacional. Elas diariamente realizavam aquilo que aparentemente é impossível. Lidando com um mundo de mais de 200 países e centenas de outras linguagens e dialetos, com várias moedas e regimes governamentais, milhares de diferenças culturais locais e bilhões de consumidores, elas sempre descobriam maneiras de possibilitar o comércio pacífico. Elas procuravam e agarravam cada oportunidade surgida que possibilitasse a cooperação humana.

Nenhum governo jamais conseguiu efetuar algo tão extraordinário quanto isso. Trata-se de um milagre tornado possível pelo comércio, e por todos aqueles que se submetem ao fardo de possibilitar que ele ocorra.

Frequentemente ouvimos trivialidades sobre a 'fraternidade' entre os homens. Mas você não vê isso ocorrendo nas Nações Unidas ou nas reuniões de cúpulas entre governos. Nessas ocasiões você vê apenas conflitos, os quais sempre são solucionados com a utilização de dinheiro confiscado de terceiros. Porém, no World Trade Center, a fraternidade entre os homens era uma preocupação diária.

Não importava se você era um pequeno vendedor de tapetes no Nepal, um pescador da costa chinesa, ou um fabricante de máquinas no meio-oeste americano — as pessoas que trabalhavam no WTC colocavam você em contato com outras que valorizavam o que você fazia e o que você podia fazer por outros. Consentimento e escolha, e não conflito e coerção, eram a tônica de tudo. A palavra de ordem era 'contrato', e não 'hegemonia'.

É claro que o objetivo de todos esses comerciantes e corretores era melhorar sua situação pessoal; porém, para conseguir isso, eles tinham de servir a todos. O efeito do trabalho deles era servir não apenas a si próprios, mas a todo o resto do mundo também. Uma vez que os efeitos benéficos do comércio não são apenas locais ou nacionais, mas sim internacionais, as pessoas que trabalhavam naquelas torres eram, de muitas maneiras, benfeitoras de todos nós pessoalmente. 

As bênçãos de seu trabalho eram explicitadas para nós todas as vezes que utilizávamos um cartão de crédito internacional, sacávamos dinheiro de caixas automáticos, comprávamos bens em um estabelecimento pertencente a uma cadeia de lojas, ou comprávamos algo pela internet.

Em suma, essas pessoas eram produtoras. 

Frédéric Bastiat certa vez as descreveu dizendo que elas são pessoas que "criam, do nada, as satisfações que sustentam e embelezam a vida, de modo que um indivíduo ou um povo torna-se capaz de multiplicar essas satisfações indefinidamente sem infligir privações de qualquer tipo sobre outros homens ou outros povos."

Sim, elas obtinham lucros. Porém, durante a maior parte do tempo, seu trabalho não era recompensado. Ele certamente era desconsiderado e não apreciado pela cultura em geral. Tais pessoas não eram chamadas de 'servidoras públicas'. Elas não eram louvadas por seus sacrifícios ao bem comum. A cultura popular tratava esses "centros financeiros" como fontes de ganância e corrupção. Sempre dizem que tais pessoas são a causa da destruição ambiental e da exploração da mão-de-obra dos pobres e oprimidos, e que os "globalistas" dentro do WTC estavam conspirando não para criar, mas para destruir. 

Mesmo após toda a destruição acarretada pelo socialismo, são os capitalistas que ainda têm de suportar e absorver silenciosamente o ódio dos invejosos.

O inimigo nunca dorme

A ânsia de odiar a classe empreendedorial sempre se manifesta em uma miríade de formas. Vemos isso quando lanchonetes do McDonald's são apedrejadas, como ocorre frequentemente ao redor do mundo. Vemos isso quando jovens desinformados e manipulados protestam contra a globalização e o livre comércio. Vemos isso quando governos proíbem usos comerciais de determinados pedaços de terra, ou quando inúmeras regulamentações são criadas na suposição de que a classe empreendedorial existe para nos espoliar, e não para nos servir — regulamentações essas criadas por pessoas, essas sim, que estão lá para nos espoliar e não para nos servir. 

Os jornais frequentemente pontificam sobre a vilania, e não sobre as benesses, da livre iniciativa. Em última instância, apenas dê uma olhada em um típico currículo universitário, no qual os estudantes ainda são obrigados a ler Marx e os marxistas, e nada se fala sobre Mises e os misesianos.

Todos os inimigos do capitalismo agem como se sua eliminação não fosse trazer absolutamente nenhuma consequência negativa para nossas vidas. Nas salas de aula, na televisão, no cinema, somos continuamente apresentados a uma visão idílica de como desfrutaríamos um mundo perfeito e bem-aventurado caso pudéssemos nos livrar daqueles que ganham a vida criando e acumulando riqueza.

De fato, por centenas de anos, as classes intelectuais exigiram a expropriação e até mesmo o extermínio dos capitalistas expropriadores. Desde a antiguidade, o comerciante e sua atividade têm sido considerados desprezíveis. E a verdade é que sua ausência nos reduziria à barbárie e à pobreza abjeta. Mesmo hoje, a destruição da propriedade e das pessoas que trabalhavam nas até então poderosas torres já nos empobreceu de várias maneiras, as quais jamais poderemos saber detalhadamente.

Nossa missão

Aqueles que entendem economia e que celebram o poder criativo do comércio entendem essa verdade eminente, e é por isso que defendemos a economia de mercado a cada oportunidade que temos. É por isso que buscamos eliminar as barreiras que governos e anticapitalistas erigem contra a liberdade dos empreendedores. Nós os vemos como defensores da civilização e por isso procuramos defender seus interesses de todas as maneiras possíveis. 

Estamos em luto pelas vidas daqueles que trabalhavam nas torres do World Trade Center, o qual não existe mais. Condoemo-nos pelas suas vocações perdidas. Temos para com eles uma dívida: apreciar sob uma nova luz a sua contribuição e a de toda a sua classe para a sociedade. Como disse Mises:

Nenhum indivíduo poderá estar seguro se a sociedade em que vive estiver se encaminhando para a destruição.  Portanto, cada indivíduo, para seu próprio bem, deve se lançar vigorosamente nesta batalha intelectual.  Ninguém pode se dar ao luxo de ficar indiferente e impávido; os interesses de todos dependem do resultado.  Queira ou não, cada homem fará parte dessa grande batalha histórica, essa batalha decisiva em que fomos jogados pelos atuais eventos.

________________________________________

Texto escrito originalmente no dia 12/09/2001



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Alex  10/09/2011 12:10
    Talvez o maior problema das pessoas contrárias ao mercado, além da ignorância, é desconhecer o precipício básico da economia sobre a escassez e como alocar de maneira eficiente os recursos.

    Sem mais..
  • Alex  10/09/2011 13:11
    Onde se ler precipício entenda-se princípio. O word aqui corrigiu por outra palavra (hehe!)
  • Fernando Z  10/09/2011 14:51
    Oi Alex e Todos os demais,

    Sempre leio essa frase de "alocar de maneira eficiente os recursos", mas não entendo por não ter uma formação econômica. Você ou os demais, poderiam me explicar o que significa isso na prática?

    Muito Obrigado!!!
  • Alex  10/09/2011 18:06
    Vou tentar ser o mais didático possível: Imagine o tempo de um dia, que é de 24 horas, durante esse período você tem que destinar um tempo para seu descanso, para seu trabalho produtivo, seu lazer, estudos etc. Deste modo você enfrenta constantemente um trade off diário, onde a destinação a mais do seu tempo para uma atividade significa necessariamente menos tempo para outra, sendo assim você tem que alocar eficientemente o tempo (que é escasso) do seu dia para que ele seja o mais produtivo possível. O mesmo vale para qualquer atividade produtiva do Homem. O grande lance do mercado é que com o advento da obtenção do lucro as pessoas produzem um determinado produto ou serviço de forma que ele raramente fica escasso, por isso não nos falta alimentos, vestuários e objetos em geral, porque sempre que houver a falta de um item no mercado ele se valorizará de tal forma que logo aparecerá alguém para produzi-lo. Só o mercado livre consegue essa eficiência. Já o Estado...

    Espero ter ajudado.
  • Alex  10/09/2011 20:10
    É forçoso responder o restante do raciocínio para diminuir as dúvidas. "...O Estado, por sua vês, cria as distorções no mercado através das regulamentações, impostos e modelos econômicos fajutos no intuito de regulá-lo, pós não acreditam em sua auto-regulamentação. Devido a essa falha no raciocino dos pró estado que existem as grandes desigualdades sociais causada pela má alocação dos recursos. Alguém poderia estar pensando - Ora em um sistema capitalista os objetos só não são escassos para quem pode pagar, pois para quem não tem dinheiro, alimentos, vestuários e outros serviços são escassos. - Errado, pois como os recursos são escassos o trabalho (mão-de-obra)também é escasso, por isso a necessidade de um sistema livre para que ele tenda ao pleno emprego. Desta forma não haveria desemprego e todos teriam acesso aos alimentos e serviços prestados pela sociedade. Claro que continuaria existindo uma desigualdade, não estaríamos em um sistema comunista, porém estaríamos longe de uma sociedade de miseráveis. Já percebeu que quanto mais livre é um Estado mais desenvolvido ele é?

    Desculpe a maneira sintetizada da explicação, Pois o raciocino ideológico é um pouco mais complexo não cabendo em tão poucas palavras.




  • Leigo  11/09/2019 18:50
    "Sempre leio essa frase de "alocar de maneira eficiente os recursos", mas não entendo por não ter uma formação econômica. Você ou os demais, poderiam me explicar o que significa isso na prática?"

    No livre mercado os empreendedores/pessoas que fazem trocas voluntárias irão alocar de maneira eficiente os recursos, o que isso quer dizer? O vendedor quer o maior lucro e o comprador a melhor promoção e qualidade, dessa maneira, para obter o maior lucro, o vendedor não poderá desperdiçar nada, terá de investir em tecnologia para produzir mais, em menor espaço, em menor tempo, tudo para beneficiar o comprador que quer preços baixos e produtos de qualidade.

    Resumidamente é isso.

    Pois bem, essa é a briga dos ancaps, libertários, liberais clássicos, liberais tradicionais com o Estado. Quanto mais "liberal", menos Estado. Mas por que menos Estado?

    Vamos lá.

    Vou dividir o Estado em níveis:

    No 1º o Estado deveria cuidar da segurança e justiça. Segurança equivale a proteger a propriedade privada e justiça é ter o monopólio da julgar as pessoas do Estado.

    No 2º o Estado deveria cuidar da educação e saúde.

    No 3º o Estado deveria cuidar da água, petróleo, telecomunicações e tudo que você já sabe.

    A resposta está ligada a sua pergunta, menos Estado, pois o Estado não consegue alocar de maneira eficiente os recursos.

    O Estado impõe imposto a sua população produtiva (são produtivos aqueles que oferecem bens ou serviços voluntariamente) para pagar servidores públicos que são ineficientes por natureza (eles podem até produzir, mas como não há uma demanda voluntária, não há alocação eficiente dos recursos, os funcionários públicos podem ser uma dispêndio de dinheiro), estes não estão sob as leis de mercado que obriga todos os indivíduos a serem eficientes. Não apenas para os funcionários, mas também para grandes obras, como obras megalômanas, pontes gigantescas. Pensei bem no gasto que é para ter uma ponte linda, grande e de cartão postal para os pagadores de impostos? É uma má alocação absurda de recursos.

    Mais um exemplo: poderia haver um documento oficial que valesse para todos, vamos nomeá-lo de ID Pessoal. O Estado impõe esse ID e você paga apenas ele e já tem identidade, CNH, título de eleitor, etc. Mas o Estado acaba impondo que você pague por todos separadamente, e ainda, pague servidores para emiti-los. Percebe-se a má alocação absurda do Estado? Isso é apenas um exemplo besta.

    Por essas e outras que economia é escola austríaca, não importa se a pessoa é ancap, se defende o Estado mínimo, se defende Estado cuidando de educação e saúde ou o Estado cuidando de tudo que cuida no Brasil, no fim, o Estado sempre alocará mal os recursos, pode até ser possível criar mecanismos para diminuir isto, mas na iniciativa privada eles serão alocados de maneira eficiente...
  • Leandro C  11/09/2019 20:14
    Basta pensar em termos de leis:

    De um lado temos a Lei de mercado, que é cada consumidor, definindo a cada momento como fazer a melhor alocação de seu próprio dinheiro; o empreendedor que observar esta lei certamente terá melhor condições de satisfazer o consumidor e então certamente prosperará; observar esta lei, portanto, é interessante às duas pontas, ao consumidor e ao empreendedor (ou, à pessoa que trabalhou para atender uma necessidade de outrem, caso prefira assim);

    De outro lado, temos as leis (inclua-se normas, portarias etc) criadas pela sociedade, estas as quais normalmente possuem alguma legitimidade em razão de supostamente beneficiar a sociedade inteira, contudo, percebe-se que, na prática, ou não beneficia ninguém ou então não beneficia as duas pontas já citadas, mas o novo elo obrigatório de ligação entre elas (o elo é o Estado, intermediador de todas as relação e monopolistas de todos os contatos e negociações e trocas, voluntárias ou não); mas, não bastasse essa regra impor um dispêndio desnecessário (que rouba a riqueza de ambas as pontas proporcionalmente ao tamanho do entrave criado), temos que tais regras devem guardar um mínimo de perenidade (de permanência no tempo) para surtirem efeito (leis não são feitas para serem seguidas uma única vez apenas por determinada pessoa em determinado dia e horário, ao contrário, servem para todos em todo o tempo e se consideram eternas, ao menos até que deixem de vigorar); tal perenidade bate de frente com a riqueza de mudanças do mundo real, tentando engessar o mundo real, portanto, criando distorções ainda piores que o simples roubar parte (quer dizer, a depender do tamanho da parte roubada) da riqueza das pontas; neste sentido, é só perceber que suas necessidades talvez não sejam mais as mesmas de dez anos atrás, certamente alguma lei de dez anos atrás ainda está a engessar algo de sua vida atualmente e, supostamente, sob o argumento de que ela iria te beneficiar de algum modo, mas que certamente o está prejudicando de diversos modos.

    Enfim, de certo modo, o próprio caráter estático do Estado (para soar redundante mesmo) é o que mais te prejudica enquanto administrado; a tentativa de engessar a vida é a face mais danosa do Estado; se é assim então porque não acabamos com o Estado? ora, porque todos temos nosso lado empreendedor, criativo, trabalhador, corajoso etc, mas todos também temos nosso lado preguiçoso, medroso, avesso à mudanças, conformista etc.. quando a cultura das pessoas está mais tendente a um lado certos resultados são esperados, quando estão mais tendente a outro lado, outros resultados são esperados.

    Há que se mudar a cultura de cada um para os valores mais positivos; se você melhorar a sua já estará fazendo um bem imenso à humanidade; nessa tentativa eu sempre retorno a este sítio.
  • Nina  10/09/2011 12:31
    O estado atual das coisas só irá melhorar se aqueles que conhecem alguma coisa e têm um pouco de luz não se colocarem debaixo da mesa. Luz embaixo de mesa não ilumina nada. É claro que tem a questão da autoridade da verdade, que não é a mesma autoridade que um rei, um estado ou que uma sociedade impõe.Tem um artigo nesse site aqui que explica bem:

    verdadesitiada.blogspot.com
  • Beto  11/09/2011 09:43
    Os que criticam o comércio internacional porque "ele só quer lucro" deveriam pensar: Que bom que ele só quer lucro! Afinal, para o capitalista, não há diferença entre os cidadãos de cada país, ele está disposto a fazer comércio lucrativo com qualquer nação e está cada vez mais auxiliado pela tecnologia, que permite transações bancárias, trocas de informação e tudo mais pela internet, que os governos não conseguiram controlar. A paz entre os diferentes países vem das trocas comerciais que "só querem lucro" e eu acrescentaria "lucro e paz", não dos estados que querem glorificar as "nações" que eles mesmos inventaram e gastam rios de dinheiro dos contribuintes para conduzir reuniões inúteis.
  • Zeh  11/09/2011 12:16
    Queremos lucro para nós mesmos e nossas famílias.
    Estado quer violência, guerra e controle sobre os outros.

    Difícil escolher qual lado é melhor?
  • Fernando Z  11/09/2011 17:05
    O lucro maior possível obviamente é bom para o produtor, mas nunca vi uma demonstração de que o lucro máximo possível é bom para o cliente.

    Alguém é capaz de provar isso?
  • Leandro  11/09/2011 17:29
    Tudo depende do contexto, Fernando Z.

    Por exemplo, em um cenário de monopólio garantido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada e, logo, livre concorrência, um aumento nos lucros de fato dificilmente será revertido em benefício para os consumidores.

    Já em um livre mercado, onda há liberdade de entrada e livre concorrência, altos lucros servem como chamariz para a concorrência. Sendo assim, os lucros de uma empresa têm necessariamente de ser reinvestidos com o intuito de aprimorar os serviços e a produção dessa empresa. Caso não façam isso, a concorrência pode entrar em cena e, com métodos de produção menos custosos, vender a preços mais baixos e tomar o mercado dessa empresa.

    Em um livre mercado, todos aqueles envolvidos na produção de bens e serviços tentam a todo o momento encontrar métodos de produção que sejam menos custosos. Isso lhes permite aumentar seus lucros. Com o tempo, esses lucros acabam atraindo novos concorrentes. E essa concorrência elimina os altos lucros e faz com que os baixos custos de produção tenham de ser repassados ao consumidor na forma de preços mais baixos. A contínua busca por lucros leva à descoberta e à implementação de novos métodos de produção ainda menos custosos, com o mesmo resultado acima. A consequência é uma queda progressiva nos preços reais (preços em relação à horas de trabalho) de todos os produtos. (Só não há queda nominal nos preços porque o Banco Central está continuamente expandindo a quantidade de dinheiro na economia.)

    Note que toda essa sequência só foi possível graças aos altos lucros.

    Para mais detalhes, recomendo este artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=757

    Grande abraço!
  • Fernando Z  11/09/2011 18:20
    Estou perguntando isso, porque vi em um livro de economia que a curva PXq é elástica até que a receita máxima ser atingida. E dá a entender que o empresário deve produzir até que a elasticidade seja 1(máxima receita).
    É impossível não ficar surpreso que um livro ensine a um empreendedor que ele deve produzir MENOS que sua capacidade máxima. Isso é um pouco revoltante porque tira a paixão do empreendedor e trata o negócio como uma simples "máquina de fazer dinheiro".

    Visto que esse artigo trata de justamente dar crédito a todos empreendedores, acho que é uma ótima questão a se tratar.

    Muito Obrigado!!!
  • Leandro C  11/09/2019 20:32
    Percebam que não é só o empreendedor quem quer lucro máximo; os consumidores também o querem, tanto que acabam transacionando também e ainda que normalmente chamem isto por outro nome.

    Em um monopólio (forçado pelo Estado), a vontade do lucro máximo não desaparece do consumidor como em um passe de mágica; ele apenas não tem opções disponíveis e então aceita o que existe, ainda que caro, para satisfazer sua necessidade.

    Em um livre mercado, a vontade do lucro máximo do consumidor pode ser direcionada para bens alternativos, talvez alguns queiram um produto um pouco inferior para ter uma qualidade um pouco inferior mas que, ainda assim, possa satisfazer suas necessidades; imagine que não existisse o mercado de bijuterias e você tivesse que dar um lindo conjunto de jóias de ouro e diamantes para o aniversário de um filhinha de um conhecido da faculdade, é melhor deixar presentes mais caros, ainda que melhores, apenas para os relacionamentos também mais valiosos; enfim, em um monopólio não há porque ter preocupação em perder mercado para bijuterias, o monopólio pressupõe não haver opções; o exemplo é tosco mas serve como uma segunda base de comparação, isto é, não apenas passa a haver mais concorrência entre os produtos similares entre si, mas também maior concorrência entre produtos também um pouco diferentes mas que suprem , de algum modo, as necessidades de cada um.

    Outro exemplo (ainda tosco, mas um pouco menos): eis que, em um monopólio, além de haver apenas uma marca de automóvel, a tendência a longo prazo é que haja também apenas um único modelo, não importa se você é solteiro, se é casado sem filhos ou se tem quatro filhos e ainda cachorro e costuma transportar os sobrinhos, há apenas um modelo de automóvel para atender a todos e a tendência é que ele não atenda a ninguém em termos de preço e qualidade.

    No livre mercado, percebendo uma certa tendência de mercado de hatches para os SUVs simplesmente todos percebem e querem também lucrar, o máximo possível, claro, e então todos passam a também fabricar SUVs e se vê uma profusão de modelos SUVs pelas ruas, de todas as marcas e tamanhos, até o Renault Kwid se diz o SUV dos compactos, abarcando carros que vão desde um Duster até um XC90, não apenas concorrência entre marcas, mas também modelos para diferentes necessidades, seja de preço, espaço, potência, consumo, conforto, status etc etc.

    Isto, de certa forma, beneficia a todos, pois traz a melhor alocação do que cada um deseja em um veículo; alguns apenas para transporte, outros para auto afirmação, outros como lazer etc etc. Beneficia também a cada empreendedor, pois cada qual terá sua recompensa recebida na medida em que o consumidor reconhece ter resolvido um problema seu.
  • anônimo  11/09/2019 23:41
    Prezado Fernando, em minha opinião e resumidamente, o Lucro Maximo de um produtor em um livre mercado, só poderá ocorrer se houver uma eficiência máxima possível no processo de produção, digo possível porque no meu entendimento as possibilidades de melhoria são infinitas. É uma meta elementar e isso é bom não somente para o produtor, mas para o empregado, para o meio ambiente, já que a utilização de matéria prima também vai ser eficiente, enfim, para toda a cadeia produtiva. Se levarmos em conta a escassez, que é a premissa básica e inevitável em uma produção é lógico pensar, que todos sairão ganhando quando se está alcançando o lucro máximo ou eficiência máxima e não o contrário.

    Vendo do ponto de vista do cliente, se alguém está obtendo o lucro máximo, consequentemente estará oferecendo o melhor item para troca, não só em termos de qualidade como também no valor, logo, não consigo imaginar o que há de errado nessa equação. Sendo assim, pra você obter o melhor lucro, você inevitavelmente necessita ser eficiente. Também cabe salientar (básico) que de nada adianta você tentar obter um lucro estratosférico em algum produto se o preço final não for competitivo, simplesmente ninguém vai trocar com você.

    Existem inúmeras falácias sobre essa questão, uma muito comum é que os empregados estarão sendo exauridos pelo processo produtivo em uma situação como essa. Isso é mentira, pois a despesa funcionário, que é um item de eficiência, vai ser altamente impactada, seja pelo pagamento de horas extras, como também por faltas freqüentes, devido ao estresse e incapacidades, dentre outros. Logo, a empresa não será mais eficiente e consequentemente está deixando de alcançar o lucro máximo e com isso, está dando oportunidades para um concorrente.

    Agora se botares a variável estado no negócio, o cálculo é outro, pois o que vai garantir a produção será o lobby e esse arranjo é inversamente proporcional a eficiência. A empresa a partir de agora, estará atuando em um cartel, onde o que menos importa é a satisfação do cliente, o lucro não é mais alcançado pela eficiência, mas sim pela manutenção do conluio. Todas as variáveis utilizadas para o cálculo de lucro e eficiência agora não fazem mais sentido. A partir desse momento, sim podemos exaurir o recurso funcionário, por exemplo, pois "Who cares" se essa despesa irá aumentar, lembrando, o lucro não mais advém da eficiência. Quanto aos clientes, agora sem opções de troca fora do cartel, resta apenas o acesso a produtos caros e de baixa qualidade.
  • Getulio Malveira  11/09/2011 12:56
    Belo texto! Uma bonita e justa homenagens às vítimas da barbárie.
  • mcmoraes  11/09/2011 13:27
    @LR: "...De fato, por centenas de anos, as classes intelectuais exigiram a expropriação e até mesmo o extermínio dos capitalistas expropriadores. Desde a antiguidade, o comerciante e sua atividade têm sido considerados desprezíveis. E a verdade é que sua ausência nos reduziria à barbárie e à pobreza abjeta..."

    Essa me fez lembrar de um trecho de Rand:

    "......Do mesmo modo que sustento minha vida não por meio do roubo nem de esmolas, e sim por meu próprio esforço, também não tento basear minha felicidade na desgraça dos outros nem nos favores que os outros me concedam, porém a ela faço jus por minhas realizações. Do mesmo modo que não considero o prazer dos outros o objetivo da minha vida, também não considero o meu prazer o objetivo da vida dos outros. Assim como não há contradições nos meus valores nem conflitos nos meus desejos, também não há vítimas nem conflitos de interesse entre homens racionais, que não desejam o imerecido nem se encaram uns aos outros com uma volúpia canibal, homens que nem fazem sacrifícios nem os aceitam.

    O símbolo de todos os relacionamentos entre tais homens, o símbolo moral do respeito pelos seres humanos, é o comerciante. Nós que vivemos dos valores e não do saque, somos comerciantes, tanto na matéria quanto no espírito. O comerciante é o homem que faz jus àquilo que recebe e não dá nem toma para si o que é imerecido. O comerciante não pede que lhe paguem por seus fracassos nem que o amem por seus defeitos. Ele não desperdiça seu corpo como sacrifício nem sua alma como esmola. Do mesmo modo que ele só dá seu trabalho em troca de valores materiais, ele também só da seu espírito - seu amor, sua amizade, sua estima - em pagamento e em troca de virtudes humanas, em pagamento de seu próprio prazer egoísta, que recebe de homens merecedores de respeito. Os parasitas místicos que, em todas as eras, insultaram o comerciante e o desprezaram, ao mesmo tempo em que honraram os mendigos e os saqueadores, sempre souberam o motivo secreto de sua zombaria: o comerciante é a entidade que eles temem - o homem justo..." (A Revolta de Atlas, p. 345)
  • Vanderlei  11/09/2011 15:04
    Li no Site do Pravda italia.pravda.ru/world/30-04-2007/5563-0/ que o Irã lidera um ataque à moeda Americana nas transações em Petróleo, talvez uma das causas da Crise Global.\r
    \r
    O dolar foi retirado das transações de Petróleo, Sadan Hussein pagou com a própria vida pela "Ousadia". O Próximo será o Irã.\r
    \r
    Paises como China, Rússia, Irã, Iraque e outros fizeram o mesmo com a moeda america.\r
    \r
    Isto é Correto?
  • Thyago  11/09/2011 18:02
    Isso deveria ser ensinado a todos...

    O Lew elucidou muito bem a problemática que vivenciamos.
  • duvida anonima  11/09/2011 19:38
    sera que foi agressao deliberada ou apenas confundiram o alvo para exercer um ato de legitima defesa?
  • anônimo  11/09/2011 20:08
    Bonito, artigo!\r
    Lembro, que diversos socialistas, incluindo, alguns do PT celebraram os atos terroristas de 11/09/01.
  • Henrique Zucatelli  11/09/2016 17:30
    Excelente artigo, exceto por um detalhe (e o diabo mora lá, felizmente):

    Os ataques de 11/09/2001 não foram contra pessoas, mas contra o ESTADO americano. WTC foi o bode expiatório. O estilo de vida capitalista nem seria considerado por Bin Laden se a guerra fria não tivesse existido.

    Na verdade, sem os EUA Bin Laden nem existiria. Não fosse o auxílio da CIA na década de 1980, ele e os Mujihadins teriam morrido nas mãos dos sovietes.

    Segundo adendo: Caso os EUA fossem o que era para ser - uma minarquia regida pelo Império das Leis, sua população e suas forças de defesa seriam muito mais efetivas, logo a possibilidade de um evento como esses seria próxima de zero.
  • Robarchev  12/09/2016 12:47
    Exato!
  • cmr  11/09/2019 17:13
    Terceiro adendo;

    Se os EUA fossem uma minarquia, não teríamos tidos as aventuras militares mundo à fora, os EUA não seriam um estado supranacional, logo não teriam inimigos.

    O mundo estaria muito melhor sem tanta intervenção em nome da "liberdade", seja lá o que isso signifique no dicionário da novilíngua deles.
  • anônimo  11/09/2016 17:49
    A qual a solução libertária para o 11 de setembro? Quem seria capaz de capturar/punir/executar os responsáveis pelo 11 de setembro senão o Estado? Como combater o crime e o terror sem o Estado? No libertarianismo quem combateria a Al-Qaeda e o ISIS?
  • Guilherme  11/09/2016 18:16
    Anônimo, pergunte ao Zucatelli logo acima, pois vocês estão com visões completamente opostas.

    Segundo ele, o ataque foi exatamente contra o estado (sendo os civis um efeito colateral), de modo que, se não fosse o estado americano, não teria havido esse ataque.

    Embora eu concorde com o Zucatelli de que se tratou de um ataque contra o governo americano -- o que põe em xeque toda a sua premissa, anônimo --, não creio que se deve ignorar o assassinato deliberado de milhares de civis empreendedores.
  • Radical moderado  11/09/2016 19:51
    Sem o estado quem criaria e financiaria grupos terroristas?
    [link]www.globalresearch.ca/america-created-al-qaeda-and-the-isis-terror-group/5402881[\link]

    Precisamos do estado para nos proteger de organizações terroristas financiadas pelo estado.
  • Pobre Paulista  11/09/2016 20:53
    "Se os inimigos do comércio estiverem decididos a destruí-lo, há poucos meios para impedir isso "

    A resposta está na primeira linha do artigo, o que evidencia que você sequer o leu.
  • anônimo  11/09/2016 21:51
    Foi descoberto agora recente que muita gente no 11/set tinha laços com a Arábia Saudita, e isso foi escondido do público pelo próprio governo americano pq...a Arábia Saudita é o capacho deles lá no oriente médio.
    E aí vc pergunta, 'sem o estado quem vai me proteger do 11/set?'...meu filho, é justamente o estado quem está protegendo os bad guys.
  • Leigo  12/09/2016 04:19
    Pessoal, alguem pode me explicar o significado de centro financeiro alem de offshore e emprestimos?
  • Allyo  12/09/2016 13:17
    amigos do Site IMB, olhem isso; isso é um absurdo!


    veja.abril.com.br/economia/miami-declara-guerra-ao-aluguel-temporario-inclusive-ao-airbnb/



    DIREITO DE PROPRIEDADE SENDO ANIQUILADO NOS EUA
  • Andre  12/09/2016 14:19
    E nem isso serve para acordar as pessoas de que o estado é o problema, não a solução.
  • Mr Citan  12/09/2016 15:03
    Traduzindo: Estas ações só vão acelerar o processo de estouro da nova bolha de imóveis americana.
    Afinal, quem vai querer investir em imóveis para lucrar com hospedagem, se o próprio governo te multa?
  • Luiz nassif  12/09/2016 17:57
    Vejam:

    thoth3126.com.br/atentado-as-torres-gemeas-em-n-york-15-anos-da-maior-farsa-do-seculo/
  • Luiz nassif  12/09/2016 18:37
    Vejam:

    thoth3126.com.br/atentado-as-torres-gemeas-em-n-york-15-anos-da-maior-farsa-do-seculo/
  • Gustavo A.  11/09/2019 20:14
    O link não abriu, mas nem precisa pra saber que é conspiração da turma do chapéu de alumínio
  • Giovana Depicoli  14/09/2016 04:12
    Me entristece demais ver a mentalidade anticapitalista das pessoas, e pior, ver dentro da minha universidade, dentro do meu curso de economia... É muito deprimente conviver com pessoas que deveriam ter sede de conhecimento mas que não conseguem ter um pensamento crítico mínimo o suficiente para um debate plausível...
  • Joaquim Saad  19/09/2016 16:32
    Pois eu, depois de morar no interior e no litoral, também virei anti-capitalista ! :D
  • anônimo  18/09/2016 20:30
    Boa tarde Leandro, e todo o pessoal do mises

    Acompanho o site ja Ha alguns Anos, e comecei a me jnteressar bastante sobre exonomia e as politicas que enflurnciam a vida dad pessoas. Uma coisa que parece ser certa para as pessoas aqui do site, é como um pais com fronteiras Mais abertas, com Mais disponobilidase de produtos e com Mais concorrentes, tende a oferecer produtos e servicos Mais baratos a seus Cidadoes. Achei a Teoria mto convincente, porem me mudei pra os EUA esse ano, me corrija de eu estiver errado, que é um pais muito Mais aberto do que o brasil. Porem percebi que meus gastos aumentaram em muito, sendo extremamente Mais caro viver aqui. E Olha que eu Morava no Rio de Janeiro, uma dad cidades Mais Caras do brasil, de nao a Mais cara.

    Porque isso acontece? O fato da moeda ser outra influencia em que?

    obrigado
  • Leandro  19/09/2016 01:34
    Todos os bens "tradables", isto é, que podem ser importados ou sofrem a concorrência de importados são extremamente baratos. Itens de casa e vestuário são uma piada, de tão baratos (tanto é que o passatempo favorito de brasileiro é ir pra Miami encher a mala de roupas (adulto, criança e bebê) e eletro-eletrônicos. Carros, então, se forem usados, são praticamente de graça.

    Agora, há coisas que são mais caras. Por exemplo, energia elétrica, principalmente se você mora num estado com inverno rigoroso (aposto que você mora em um).

    Serviços de empregada doméstica custam um rim.

    E, se você morar em uma cidade rica ou turística, alimentação fora de casa também pode ser cara, assim como estacionamento (em cidade grande).

    Ah, sim, frutas e legumes, se você morar em um estado frio, também serão proibitivos.

    Fora isso, sinceramente, desconheço o que seja mais caro que no Brasil. Já morei 9 meses nos EUA (Detroit) e, fora energia elétrica e frutas, tudo era uma piada, de tão barato. Passagem aérea para longas distâncias, por exemplo, era mais barata que o taxi para o aeroporto. O supermercado era uma pechincha.

    Tenho um parente que mora na costa oeste da Flórida e as impressões são as mesmas.

    P.S.: estou partindo do princípio de que você está devidamente empregado e recebendo salário em dólar. Se estiver vivendo em real, tendo de converter real pra dólar, bom, aí realmente você vai passar aperto.
  • anônimo  19/09/2016 04:48
    Leandro, estou aqui estudando, teoricamente nao posso trabalhar, logo estou vivendo dos reais que vem do brasil. Mas a ninha duvida é a seguinte, porque eu Teria uma vida Mais confortavel, como Vc msm disse que se eu ganhasse em reais eataria passando um aperto, comprando coisas com um preco inferior no brasil Doque aqui nos EUA?
    Nao Sei se ficou claro, mas por exemplo, se o dolar valesse 3.3 reais , e eu vivesse com 1000 dolares por mes, oq faz com que is precos aqui sejam Mais altos ao ponto que se tenho uma vida Mais confortavel com 3300 reais no brasil?

    E tambem, Pq uma Pessoa que ganha mil dolares é considerada de classe baixa, ao passo que alguem que ganhe 3,300 reais no brasil, é considerado clAsse media, e tem Mais acesso, se o valor dos salarios Seria o mesmo? considerando que o dolar valesse 3.3
  • Leandro  19/09/2016 12:07
    Ah, aí não, né? Você quer viver com reais nos EUA e manter o mesmo padrão de vida que tinha no Brasil? É claro que a conta não vai fechar.

    Na prática, você está querendo viver com uma moeda fraca em um país de moeda forte. É como se um venezuelano viesse morar no Brasil e fosse se sustentar à base de bolívares. Ele também passaria aperto.

    Os EUA, por serem uma das sociedades mais ricas do mundo, têm uma população com alto poder de compra. E usam moeda forte. Isso significa que você, com uma moeda fraca, terá de viver em um meio habitado por pessoas com alto poder de compra, e que utilizam moeda forte.

    Você está, portanto, 4 vezes em desvantagem: tem uma moeda fraca e uma renda de país subdesenvolvido, mas está querendo viver com uma renda de país desenvolvido e tendo de converter sua moeda fraca em moeda forte (o que acarreta grande perdas). Impossível manter o mesmo padrão de vida.
  • Renan Merlin  19/09/2016 13:24
    Leandro eu vi um documentario do History Channel que os EUA chegou a ter livre concorrência na emissão de dolares, cada banco privado ou estado imprimia seu proprio dolar com cedulas completamente diferentes uma da outra ate que o governo monopolizou toda emissão.
    Eu pesquisei e não encontrei, como era? Cada emissor atrelava a um metal ou peso diferente?
  • Leandro  19/09/2016 16:42
    Houve uma prática bancária que vigorou por um período nos EUA antes da Guerra Civil. Tornou-se conhecida como "wildcat banking". Obviamente, não deu certo, pois:

    a) Os governos estaduais não só permitiam como estimulavam que os bancos locais operassem -- criando dinheiro de papel, emprestando e cobrando juros -- sem jamais serem obrigados a restituir em espécie (ouro) quando fossem cobrados por isso. Ou seja, o governo garantia aos bancos o privilégio de operar sem ter de pagar suas obrigações. Eles podiam criar dinheiro e crédito à vontade, sem se preocuparem em restituir as cédulas em ouro quando fossem instados a isso. É claro que a coisa degringolou.

    b) Além desse protecionismo estatal, havia uma lei federal que proibia filiais bancárias interestaduais (essa lei durou até 1995). Isso, adicionado a um sistema de transporte ruim (estamos falando da primeira metade do século XIX), impedia que os bancos de um estado prontamente exigissem que outros bancos mais distantes restituíssem em ouro as cédulas que criaram e puseram para circular no mercado. Ou seja, o governo incentivava e protegia a fraude.
  • Joaquim Saad  19/09/2016 16:53
    Ainda bem que hoje o governo não mais estimula a fraude...

    Oh, wait ! :-)
  • Aluno Austríaco  19/09/2016 15:45
    Leandro, algumas coisas são mais baratas nos EUA, mas nem tudo sai mais barato.

    Por exemplo, com 1.000 dólares é possível pegar 364 ônibus + metrô em Nova York. Com 3.300 seria possí pegar 584 ônibus + metrô em São Paulo. Mas, a diferença não é tão grande, porque estamos comparando umas das melhores estruturas de transporte coletivo do mundo, com uma estrutura capenga e lenta de São Paulo.
  • Leandro  19/09/2016 15:54
    Aí você está comparando dois setores cujos preços são regulados pelos respectivos governos via agências reguladoras, e não pelo mercado.

    Não é uma comparação economicamente lógica.
  • Aluno Austríaco  19/09/2016 16:21
    Leandro, você tem razão.

    Nesses setores regulados pelo governo não tem como fazer comparação de preços. A prefeitura de São Paulo coloca 1 bilhão por ano nas empresas de ônibus. Provavelment, indiretamente o transporte coletivo é mais caro em SP do quem em NY. Isso sem colocamos a verba estadual do metrô.
  • anônimo  19/09/2016 17:36
    Mas Leandro, entao oque Vc ta dizendo é que as coisas nao Sao Mais baratas nos EUA, e sim que as pessoas aqui ganham Mais, é isso?

    Se for isso, a livre concorrencia de produtos nao baixa o preco deles na realidade. Certo?
  • Leandro  19/09/2016 18:24
    Estou dizendo que as coisas são mais baratas nos EUA e que os americanos ganham mais.

    Por isso, sim, a livre concorrência de produtos baixa, e muito, o preço deles. Eles são mais ricos que a gente e ainda pagam bem menos em quase tudo.

    De novo: todos os bens "tradables" são mais baratos do que são no Brasil. Falei isso de maneira bem explícita antes e não consigo ser ainda mais claro agora.

    As coisas são mais caras nos EUA em termos de energia elétrica (nos estados com inverno rigoroso), empregada doméstica e, talvez!, alimentação fora de casa (em restaurante, e não em McDonald's).

    Fora isso, tudo é mais barato nos EUA.

    Adicionalmente, a renda per capita americana é de 54,6 mil dólares, ao passo que a brasileira é de 16 mil dólares.

    Ou seja, um americano médio ganha 3,4 vezes mais que um brasileiro médio. Isso, e apenas isso, já deveria fazer com que os preços nos EUA fossem 3,4 vezes maiores que não Brasil. Mas não são. Em inúmeros casos, as coisas aí são bem mais baratas que aqui.

    De resto, se você é um brasileiro médio no Brasil (renda média de 16 mil dólares) e quer ter um padrão de vida de um americano médio nos EUA (renda média de 54,6 mil dólares) -- consumindo tudo que um típico americano médio consome --, então sua renda tem de aumentar 3,4 vezes. E em dólares!

    Ou seja, você terá de aumentar sua renda em 3,4 vezes ao mesmo tempo em que converte moeda fraca (reais) em moeda forte (dólar).

    Isso é matemática simples.

    Se sua renda não crescer, e você insistir em morar nos EUA vivendo em reais, ok, mas você não terá o mesmo padrão de vida de um americano médio. Sua vida estará no mesmo nível da de um americano da classe D ou mesmo da E.

    Não consigo ser mais claro do que isso.

    P.S.: esse não vai ser exatamente o seu caso porque, como você está aí como estudante, certamente há alguém lhe bancando, de modo que você não precisará vivenciar grandes quedas no seu padrão de vida. Mas se você estivesse aí se sustentando por conta própria, vivendo apenas dos reais que você acumulou no Brasil, aí o seu padrão de vida teria uma grande queda.
  • anônimo  19/09/2016 22:53
    E s bens que nao Sao tradebles? Seriam como Vc mencionou energia e Mais oq? Aluguel tbm? E a abertura Comercial de um pais nao influencia nos precos?
  • Leandro  20/09/2016 00:39
    1) Sim. Os não-tradables são todos os serviços — desde serviços médicos até serviços pessoais, como manicure, cabeleireiro e cursos, passando por coisas como estacionamento, lavagem de carro, serviços mecânicos, consertos e manutenção — e bens como produtos in natura, alimentação fora de casa, aluguel, despesas com habitação, recreação, cultura, livros, matrícula e mensalidade escolar.

    2) A abertura comercial influencia indiretamente nestes preços. Por exemplo, se os preços dos alimentos (tradables) e da gasolina (tradable) aumentam, então os encanadores, eletricistas, cabeleireiros e manicures podem querer aumentar os preços dos seus serviços para manter seu poder de compra. E se os preços dos tradables caem, tais pessoas seguram eventuais aumentos de preços.
  • anônimo  22/09/2016 02:20
    Blz Leandro, entendi

    Brigadao
  • Leandro C  11/09/2019 20:49
    "anônimo 19/09/2016 17:36
    Mas Leandro, entao oque Vc ta dizendo é que as coisas nao Sao Mais baratas nos EUA, e sim que as pessoas aqui ganham Mais, é isso?
    Se for isso, a livre concorrencia de produtos nao baixa o preco deles na realidade. Certo?"

    Intrometendo-me na conversa... mas peguei-me a pensar... se você continuamente pagasse menos para viver melhor, ao fazer uso da queda de preços ocasionada pelo livre mercado, após algum tempo você não estaria também mais rico? oras, se você gasta menos e, ainda assim, consome mais, posso pressupor que conseguirá acumular capital com o decorrer do tempo e então poderá reinvesti-lo para ganhar ainda mais e assim sucessivamente.

    Quero dizer que não existe a distinção entre "serem as coisas mais baratas" e "serem os americanos mais ricos", em tese, ambas são apenas uma só; em tese, se as coisas ficarem caras, eles empobrecem; aqui as coisas costumam ser mais caras, então não conseguimos enriquecer.

  • Aluno Austríaco  19/09/2016 14:48
    Leandro, acho que não podemos só levar em consideração a taxa de câmbio. Temos que levar em conta o capitalismo maior e inflação.

    Com 1.000 dólares você compra 2.5 IPads nos EUA. Com 3.300 reais você compra 1.3 IPads no Brasil.

    Com mil dólares você compra 250 Big Macs nos EUA. Com 3.300 reais você compra 195 Big Macs nos Brasil.

    O capitalismo americano e a inflação menor jogaram os preços para baixo. O poder de compra dos americanos é maior não apenas pelo valor da moeda. A liberdade maior derrubou os preços.
  • Leandro  19/09/2016 15:55
    Aí concordo plenamente.
  • Felipe Lange  12/09/2019 04:27
    Energia mais cara aqui nos EUA do que no Brasil, onde os caras roubam até em conta de energia? Sei não viu... talvez em preço nominal seja maior, mas o preço real é menor, já que a renda nominal e real dos americanos é maior do que a brasileira. Acho que em questão que dê para discutir quanto a custos é no ensino superior, que foi estragado pelo estado americano, embora dê por exemplo para estudar de graça em Harvard. O ensino superior é estatal, recebe subsídio extra e mesmo assim o custo é considerável. Há muito desperdício de recursos, diferindo por exemplo do ensino europeu. Realmente não sei o que é pior... O sistema embutido no Brasil (educação "gratuita"), ou o com anuidade nos EUA.

    Por que escolheu morar em Detroit, Leandro? É uma cidade perigosa, não é?
  • Lopes  22/09/2016 16:13
    E, Leandro, apenas para saber através de suas palavras, eu gostaria de perguntar o seguinte:
    Por qual motivo existem países extremamente ricos e produtivos que possuem preços nominais elevados para diversos serviços e produtos? Os salários reais são altíssimos, mas eu gostaria de entender especificamente o mecanismo de formação dos preços em si. Impostos altos não me parecem explicar o arranjo por completo. Claro que esses países só conseguem suportar cargas tributárias altas por conta de toda riqueza criada anteriormente. Enfim, obrigado.
  • Leandro  22/09/2016 17:08
    Confesso que não entendi o seu ponto.
  • anônimo  11/09/2019 19:08
    Também não sei se entendi corretamente a pergunta do Lopes, mas acho que ele quis perguntar algo como:

    Porque em um país economicamente livre e com baixa carga tributária, como é o caso da Suíça, as mercadorias são caras?

    Serviços serem caros eu entendo, já que, dentre outros fatores, é algo relacionado à mão-de-obra, mas e as mercadorias?

    Alguém já fez uma pergunta parecida aqui neste site, nos comentários de um outro artigo, e a resposta que deram é a moeda mais forte.

    Mas continuei com a dúvida: se o país é aberto a importações, o que impede alguém de comprar a mercadoria por um preço menor em um país vizinho e revendê-la na Suíça por um preço compatível com o do restante do mundo, independentemente do maior poder de compra da moeda local?
  • Carlos Alberto  11/09/2019 19:21
    Os preços parecem altos se você converter para a nossa moeda. Exemplo: se você estiver em Zurique, jantando em um restaurante chique, frequentado pela nata do país, quando a conta vier em francos suíços, se você converter para reais (multiplicando o valor por 4,10 para ter o valor em reais), certamente irá desmaiar.

    E aí, obviamente, vai parecer caro. Mas é porque não temos moeda.

    Por outro lado, se você estiver morando na Suíça, ganhando em francos suíços, e estiver morando em uma área que não é turística, então dificilmente você poderá dizer que ali é "caro".

    Aliás, nos EUA também é assim. Saia das costas leste e oeste, vá para o interiorzão (tipo Mississippi, Alabama ou mesmo Wyoming, Idaho, Utah e Novo México), e surpreenda-se com quão baratas são as coisas.

    Agora, se você quer usufruir serviços de alta qualidade em Nova York, Chicago ou Los Angeles, aí é claro que será mais caro do que em Teresina....
  • anônimo  11/09/2019 19:39
    O seu exemplo, restaurante, envolve também mão de obra local, já que a comida é em geral preparada no restaurante e servida por um garçom suíço. Daí, nada mais natural do que ser mais cara do que a de um país com mão-de-obra mais em conta.

    Minha dúvida é sobre mercadorias cuja comercialização praticamente não envolva mão-de-obra.

    Porque, por exemplo, um tênis na Suíça, quando convertido para dólares é bem mais caro do que um tênis nos EUA?

    Veja uma comparação aqui:
    pt.preciosmundi.com/estados-unidos/preco-roupa-calcado
    pt.preciosmundi.com/suica/preco-roupa-calcado

    Supondo que o tênis vendido nos EUA e Suiça sejam ambos fabricados na China e vendidos por U$10.

    Porque na Suíça esta mercadoria é vendida por, por exemplo, U$18 (em moeda local) e nos EUA por U$13, se a Suiça é um país tão aberto a importações como EUA e tem uma carga tributária igualmente baixa?
  • Viajante  12/09/2019 01:33
    A resposta está no canto direito da página. O salário médio mensal de um suíço é maior que o de um americano. Ao passo que o salário médio mensal de um americano é de 3.100 dólares, o de um suíço é de 5.334 dólares.

    Com renda maior, um suíço demanda mais. Demandando mais, o preço tem de ser maior. Economia pura.
  • anônimo  12/09/2019 11:52
    Sou leigo no assunto, por isso, fique totalmente a vontade para corrigir possíveis erros existentes no raciocínio que se segue:

    "Com renda maior, um suíço demanda mais. Demandando mais, o preço tem de ser maior. Economia pura."

    Sua afirmação estaria correta apenas se a economia Suíça fosse fechada ao comércio exterior.

    Por ser aberta, a demanda pela mercadoria que definirá os preços ao consumidor não é regionalizada e sim global (a demanda dos Suíços mais a do restante do mundo).

    O mesmo ocorre com a oferta (fabricam-se tênis em quantidade suficiente para atender a demanda dos Suíços e do restante do mundo).

    Se os Suíços demandam mais e a oferta mundial não acompanha essa maior demanda, a alta de preços ocorrerá para todo o mundo, não apenas na Suíça.

    Portanto, o maior consumo local em uma economia aberta ao comércio exterior não parece ser a explicação para preços diferentes do restante do globo.

    O que talvez seja uma explicação é valor maior de outros custos, estes sim locais, como os de distribuição, marketing, aluguel de loja, etc.
  • Viajante  12/09/2019 14:39
    "Sua afirmação estaria correta apenas se a economia Suíça fosse fechada ao comércio exterior. Por ser aberta, a demanda pela mercadoria que definirá os preços ao consumidor não é regionalizada e sim global (a demanda dos Suíços mais a do restante do mundo)."

    Nada muda, pois a mesma oferta que atende aos suíços atende também aos americanos.

    Ou seja, enquanto há um americano com renda de 3.100 dólares demandando um sapato, há também um suíço com renda de 5.334 dólares demandando o mesmo sapato. Leilão puro. Aquele com a maior renda faz o mais lance.

    "O mesmo ocorre com a oferta (fabricam-se tênis em quantidade suficiente para atender a demanda dos Suíços e do restante do mundo)."

    Idem. Fabrica-se comida em quantidade suficiente para atender a demanda de paulistanos do Itaim Bibi e de pobres da periferia de Teresina. A comida é a mesma. Onde é mais caro?

    "Se os Suíços demandam mais e a oferta mundial não acompanha essa maior demanda, a alta de preços ocorrerá para todo o mundo, não apenas na Suíça."

    Ocorrerá para todo o mundo, e ainda mais intensificado para a Suíça, pois é lá onde está a maior demanda. Economia básica.

    "Portanto, o maior consumo local em uma economia aberta ao comércio exterior não parece ser a explicação para preços diferentes do restante do globo."

    Com toda a explicação acima, espero que você já tenha mudado de idéia. Caso contrário, continuará acreditando que uma cerveja no Itaim Bibi tem o mesmo preço de uma cerveja na periferia de Teresina.

    "O que talvez seja uma explicação é valor maior de outros custos, estes sim locais, como os de distribuição, marketing, aluguel de loja, etc."

    Pode incluir também.
  • Assustado  11/09/2019 17:27
    Amigos, gostaria de pedir um conselho financeiro aos leitores/moderadores.
    Tenho uma pequena economia em reais e gostaria de ter minha poupança em dólares, mas não gostaria de ter dólares em espécie guardados em casa. Minha única intenção é proteger minha poupança caso o real se desvalorize ou o Brasil tenha uma crise da dívida pública, por exemplo.

    O único jeito então é ter dólares no exterior? O melhor seria título do Tesouro dos Estados Unidos? Se eu investir num fundo cambial aqui no Brasil eu seria dono dos dólares, ou são apenas investimentos atrelados ao dólar?

    muito obrigado
  • Pobre Paulista  11/09/2019 18:53
    No caso dos fundos cambiais, você não é detentor de nenhum dólar, e sim de cotas de fundo que investem em diversos ativos cujo comportamento é similar ao preço do dólar no longo prazo. E ainda paga uma taxa (geralmente salgada) de administração. É, sem dúvida, a solução mais "prática" se vc quer apenas "desindexar" sua poupança, mas é uma opção cara - e preguiçosa.

    O melhor mesmo é abrir conta lá fora, nem que seja pra deixar dinheiro parado - a partir de um certo valor vc consegue isenção de tarifa em muitos bancos. Não sei se pessoa física estrangeira pode investir diretamente em t-bonds, aí espero que outros leitores ajudem.

    Mas acredito que o ideal mesmo seria vc investir lá fora em ativos que geram renda em dólar, como os REITS ou em ações "Dividend Aristocrats". por exemplo. Caso você nem sequer cogite usar esses dólares no curto prazo, creio que seja a melhor opção para você.
  • Magno  11/09/2019 19:14
    O jeito mais prático, de fato, é fundo cambial, mas aí você não ganha a propriedade de dólar em espécie. O valor do seu patrimônio é que passaria a variar de acordo com a cotação do dólar. (Ainda assim, se sua preocupação é apenas dolarizar seu patrimônio, essa opção já basta).

    A alternativa seria você, mensalmente, comprar dólar em espécie em casas de câmbio, mas aí você pagaria a cotação do dólar turismo, que é sempre de 15 a 30 centavos mais caro que o dólar comercial. (Entretanto, como você disse que não quer ter dólares em casa, descartemos esta hipótese).

    Por fim, sempre é possível abrir conta no exterior. Mas aí você tem de conversar pessoalmente com seu gerente.

    O mais prático, realmente, é fundo cambial.
  • Assustado  11/09/2019 20:48
    Obrigado!
  • Matheus Santiago  12/09/2019 01:44
    Em minha opinião, se eu tivesse um capital mínimo necessário para realizar investimentos no exterior, eu abriria uma conta numa corretora brasileira que disponha de investimentos no exterior - principalmente nos EUA. Existem corretoras inclusive que não cobram as taxas administrativas para realizar essa transferência, o portfólio de algumas corretoras dá até margem para investimentos em ações nas bolsas americanas como Nasdaq e a NY Stock Exchange, o que garante uma boa rentabilidade e a dolarização completa e definitiva do seu patrimônio.

    Uma delas: economia.uol.com.br/financas-pessoais/noticias/redacao/2018/11/24/avenue-corretora-para-brasileiros-nos-estados-unidos.htm

    Quanto ao artigo, os locais do ataque demonstram o que os terroristas condenavam:

    WTC - Imperialismo econômico
    Pentágono - Imperialismo militar
    Capitólio ou com a Casa Branca - Imperialismo político e diplomático
  • Sérgio  11/09/2019 21:03
    Bastava não deixar entrar terrorista muçulmano no seu país, e este tipo de coisa não aconteceria. Mas quando a gente avisa, nós somos rotulados de "extremistas", "radicais", "preconceituosos".
  • Felipe Lange  12/09/2019 02:32
    O estado expandiu os seus poderes de fiscalização desde 2001. Um verdadeiro estado policial se formou. E os atentados terroristas cessaram? Não.
  • Estado o Defensor do Povo  12/09/2019 14:31
    Não é tão simples assim amigo, não vai tá escrito com caneta brilhante na cara do cidadão "Sou terrorista".
  • Anderson   11/09/2019 23:11
    É viavel um mundo sem estado, onde tudo é propriedade privada? Já li os artigos relacionados ao anarcocapitalismo do Instituto Misses mas ou o estado some, pois mesmo que ele continue mínimo basta qualquer problema para as pessoas chamarem por uma solução do estado e aí ele cresce denovo, ou então continuaremos sempre intercalando períodos de maior liberdade econômica e outros de maior intervenção e fechamento.
  • Thiago  12/09/2019 14:55
    Estranho, pois eu não vejo o Estado suíço aumentando de tamanho.

    Se for bem fragmentado e sem uma pessoa sequer com poder da caneta, essa hipótese fica muito restrita.


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