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A escola austríaca como o novo paradigma

Os economistas e analistas de economia estão apresentando sintomas de que estão completamente perdidos.  Um economista famoso aqui no Brasil chegou a confessar, em entrevista na TV, que "não está entendendo o que está se passando", já que, segundo ele, os governos vêm agindo de maneira correta nos Estados Unidos e na Europa, injetando gastos, moeda e crédito nas suas economias, mas elas não dão sinais de que estão saindo da crise...

Não tenho a menor dúvida de que o paradigma que vem reinando na teoria econômica há muitos anos está sendo — para usar a linguagem de Karl Popper — falsificado pelos fatos.  Os governos vêm usando e abusando tanto do arsenal keynesiano quanto da armaria monetarista em tentativas desesperadas para vencer a crise, mas a frustração, no que se refere aos resultados dessas políticas sobre a recuperação das economias, é patente e evidente.  Os foguetes keynesianos e monetaristas vêm sendo disparados em larga escala: os governos têm aumentado gastos, na tradição keynesiana e os bancos centrais têm jogado liquidez nas economias, exatamente como Milton Friedman e os monetaristas sempre recomendaram, tudo isso regado a taxas de juros próximas de zero... Como deve ser do conhecimento do leitor, Keynes diagnosticou como causa da Grande Depressão uma "insuficiência de demanda agregada", o que o levou a recomendar que os governos aumentassem os seus gastos e Friedman a relacionou com uma pretensa timidez do Fed que, segundo ele, poderia ter evitado a Grande Depressão, caso aumentasse a oferta monetária e de crédito.

O paradigma keynesiano-monetarista vem sendo usado tresloucadamente.  Fala-se em ampliação do limite para a relação dívida interna/PIB nos Estados Unidos; estimulam-se rodadas sucessivas de QE (quantitative easing), ativa-se impostos sobre operações financeiras e o setor real da economia não reage conforme os economistas dos governos acham que devia reagir, ou seja, como aprenderam nos livros-texto e nos papers em que estudaram.

Os gráficos seguintes mostram o expansionismo fiscal e monetário nos Estados Unidos e na Europa. Vejam o crescimento da base monetária americana.

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Figura 1 - Base monetária ajustada

E, nos dois gráficos seguintes, o crescimento do M1 e do M2 nos Estados Unidos...

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Figura 2 - M1

 

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Figura 3 - M2

E vejam como tem crescido o déficit do governo americano e a relação dívida interna/PIB...

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Figura 4 - Déficit público

 

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Figura 5 - Dívida pública

 

Apesar dessas políticas expansionistas recomendadas pelos manuais de Macroeconomia, as taxas de desemprego vêm aumentando desde a explosão da bolha imobiliária em 2008...

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 Figura 6 - Taxa de desemprego

Na Zona do Euro, as coisas não têm sido diferentes, como mostram os gráficos seguintes, extraídos do site do ECB (banco central europeu). Vejam o aprofundamento do déficit público e da relação dívida interna/PIB...

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Figura 7 - Déficit público

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Figura 8 - Relação dívida interna/PIB

 

E também a frouxidão monetária que vem ocorrendo na Europa...

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Figura 9 - M3

Apesar disso, o desemprego continua resistindo ao velho paradigma...

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Figura 10 - Taxa de desemprego

O que está acontecendo? Por que os economistas parecem perdidos numa noite suja?  Como é possível que tudo o que aprenderam nos manuais macroeconômicos não esteja funcionando?  Para os economistas da tradição austríaca, a resposta é simples, direta e chocante para o establishment acadêmico e profissional: o paradigma keynesiano-monetarista não funciona, porque seus diagnósticos para os ciclos econômicos, simplesmente, estão errados.  E, quando o diagnóstico é falso, a terapia indicada não tem como funcionar.  Na verdade, estamos lidando com algo que transcende a economia: o que está acontecendo é a falência múltipla da social-democracia, prevista por Mises, Hayek e outros austríacos, quando mostraram que os sistemas mistos entre o capitalismo e o socialismo apresentam inconsistências internas fatais e que, portanto, são inviáveis no longo prazo. E o longo prazo chegou.

Como disse Helio Beltrão em palestra na FGV de São Paulo: Você não acha que há algo de errado:

  • na prescrição keynesiana de o governo mandar cavar buracos e em seguida tapá-los caso a economia entre em recessão?
  • que todos os governos do mundo façam questão de ter o monopólio da moeda, mas divirjam sobre outros monopólios (correios, estradas, siderurgia)?
  • que tenhamos bolhas , crises e depressões sem que haja uma explicação satisfatória sobre as causas?
  • que a queda de preços de produtos seja excelente para seu bolso, mas considerada inaceitável para os economistas mainstream?
  • que nos livros e na teoria os economistas defendam o livre comércio, mas na prática sempre defendem um amplo leque de "exceções" e "salvaguardas"?
  • que o aumento de salário mínimo seja defendido como benéfico para a "economia" ou para os assalariados de baixa renda?
  • que "monopólios" privados sejam considerados nefastos e inaceitáveis, mas que monopólios  governamentais sejam aceitos sem questionamento (da moeda, do tráfego aéreo, da justiça, do espectro eletromagnético, do subsolo, das jazidas minerais , dos rios, estradas e ruas, da segurança pública) ?
  • que seja um crime em quase todos os países alguém espalhar um rumor sobre um banco em dificuldades, mas não sobre empresas?
  • que o ouro seja considerado uma "relíquia bárbara", mas seja o ativo financeiro  preferido em momentos de crise?
  • que o valor do dólar em 1900 (pouco antes da criação do Fed) era o mesmo que em 1800, mas que o valor do dólar hoje é apenas 4% daquele de 1900?
  • que a roda tenha sido inventada mesmo sem a proteção da lei de patentes?
  • no comportamento dos economistas de plantão, que se portam como "arquitetos" do mundo ideal"?

A essas pertinentes indagações podemos acrescentar algumas outras: você também não acha que há algo de errado:

  • com a macroeconomia, que considera o estoque de capital como sendo uma "constante"?
  • consequentemente, que as análises sejam conduzidas sem uma teoria do capital que as sustente?
  • que o acúmulo de déficits por parte dos governos estimula o crescimento da relação dívida/PIB e que isso é  imoral, porque significa que gerações passam ônus para as gerações seguintes, sucessivamente?
  • que estimular gastos e acreditar que a formação de poupança gera "desemprego" é "bom" para a economia?
  • quando o governo da Alemanha, por exemplo, cria um imposto para ajudar o governo grego a pagar a farra orçamentária, punindo os pagadores de tributos alemães?
  • quando os bancos centrais salvam bancos para evitar que os investidores percam com as bolhas?

O erro fatal dos economistas da mainstream é que eles, sejam adeptos de Keynes ou de Friedman, tendem a acreditar demais no poder dos governos e na fraqueza dos mercados.

Não tenho a menor dúvida de que o novo paradigma é a Escola Austríaca de Economia. A ABCT (Austrian Business Cycles Theory), ou, em português, TACE (Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos), foi desenhada por Mises em seu tratado de 1912, posteriormente desenvolvida por Hayek nos anos 30 e depois aperfeiçoada por outros economistas da tradição de Menger, dos quais o mais criativo é o americano Roger Garrison.

Quando o governo injeta dinheiro na economia (via mesa de open market do BC), a taxa de juros cai artificialmente abaixo da taxa natural de juros. Os empreendedores entendem que há mais poupança do que realmente há e a demanda por investimentos de longo prazo será maior do que deveria ("boom").  Os investimentos em excesso, mais cedo ou mais tarde, fracassarão e a conseqüente recessão e "desalavancagem" "purificará" e "liquidará" tais excessos.

A TACE é, ao mesmo tempo, uma teoria da moeda, do capital e dos ciclos econômicos. Mostra como a emissão de moeda produz o efeito de diminuir a taxa de juros e, inicialmente, enganar os agentes — que, acreditando que existe maior poupança, embarcam em investimentos de maturação mais longa, alargando, assim, a estrutura de capital da economia. Posteriormente, quando esses agentes descobrem que na realidade não se tratava de poupança, mas de moeda "fantasiada" de poupança, a taxa de juros sobe e isso leva a um encolhimento da estrutura de produção, fenômeno que produz desemprego (e que ficou conhecido como efeito concertina ou efeito sanfona), que é maior nos setores mais afastados da produção de bens finais, que foram exatamente aqueles setores inicialmente beneficiados pela expansão monetária.

Quando os bancos centrais percebem a tendência de alta das taxas de juros e reagem fixando-as por decreto em níveis ainda mais artificialmente baixos, a crise parece amenizar, mas logo retorna, mais forte e mais rígida. Aumentar gastos públicos e emitir moeda para debelar uma crise como a atual tem o mesmo efeito que receitar doses de açúcar para um paciente diabético.

Assim, a inflação — ou seja, aquela quantidade adicional de moeda que entrou na economia sem lastro — acabará provocando o desemprego de fatores de produção.  Como disse Hayek, não há escolha entre comer demais (emitir moeda sem lastro real) e ter indigestão (recessão), porque ambas são inseparáveis, a primeira acarretando a segunda.  Essa conclusão — de que o desemprego é a consequência natural da inflação — mostra quão equivocadas são as análises keynesianas que ficaram conhecidas como a curva de Phillips, que postulavam a existência de um trade off ou dilema entre inflação e desemprego, de modo que, se algum governo desejasse combater a inflação, teria que aceitar uma taxa de desemprego de mão de obra maior ou, se quisesse reduzir o desemprego, seria forçado a aceitar uma taxa de inflação mais elevada.

E por que, até o momento, apesar do espantoso crescimento da oferta monetária sem lastro, a inflação não explodiu?  Uma boa parte da explicação é que as empresas chinesas têm tido uma espantosa produtividade nos últimos 15 anos, fazendo com que os preços de computadores, eletrônicos, e outros produtos de exportação tivessem contínua queda de preços.  Como observa Beltrão no trabalho acima citado, "esse efeito deflacionário da China mascarou a inflação de ativos criada pelo Fed".  Além desse efeito-produtividade, não podemos também deixar de considerar a forte deflação nos preços dos ativos financeiros, provocada pelas sucessivas "bolhas".

Para Keynes, a Grande Depressão foi provocada por poupança demais e investimento de menos; para nós, austríacos, é exatamente o oposto: poupança de menos e investimento demais, ou seja, não lastreado em poupança genuína, mas na emissão de papéis com o rosto de George Washington ou de qualquer outro herói nacional (no Brasil, de tanto o governo emitir e trocar de moeda, nossos heróis se extinguiram e hoje vemos onças, macacos e outros bichos).  Qualquer dia desses, nosso Bacen imprimirá cédulas com estampas de pulgas, baratas, mosquitos e aranhas...

Investimentos não lastreados em poupança não têm sustentação.  Imagine que Robinson Crusoé pesque três peixes diariamente, mergulhando e pegando-os com as mãos e que, no final da tarde, os asse e coma.  Imagine agora que, pensando em aumentar a sua produtividade, ele passe três dias seguidos comendo dois (ao invés de três) peixes.  Com isso, no quarto dia ele já acordará com três peixes e terá, portanto, o dia inteiro para construir uma rede de pesca, que lhe permitirá pegar muito mais peixes por dia, trabalhando menos tempo.  Em suma, ao renunciar a um peixe por dia, ele poupou, o que lhe permitiu investir e, assim, melhorar o seu padrão de vida.

Essa é a essência da poupança: para ter mais peixes no futuro, você necessariamente tem que renunciar a comer peixes no presente.  Aliás, essa é a essência da própria teoria do capital e do próprio crescimento econômico, que Keynes subverteu, com seu tão famoso quanto falacioso conceito de "paradoxo da poupança". Não existe paradoxo algum, o que há são governos que gastam demais e emitem moeda de maneira irresponsável.

A Escola Austríaca é a mais antiga na história do pensamento econômico, pois remonta a São Tomás de Aquino e aos escolásticos tardios; é a menor, porque o ambiente intervencionista sempre a tratou como se fosse apenas uma "coisa do passado", sem aplicação ao mundo real; mas é, seguramente, a que mais vem crescendo nesses tempos de crise mundial, porque é a única que conseguiu prever corretamente a crise (embora a fama tenha ficado para o economista Nouriel Roubini, que simplesmente, a advinhou e que atualmente está tão perdido quanto seus colegas de establishment), a única que afirmou que as medidas adotadas pelos governos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão a partir de setembro de 2008 apenas agravariam a crise e, por fim, a única que tem a solução para o problema: a economia de livre-mercado, baseada na propriedade privada e na liberdade individual e de trocas, a extinção dos bancos centrais e sua substituição por um sistema de moedas competitivas (free banking), com lastro em ouro.

No novo paradigma, expressões como "política fiscal", "política monetária", "política cambial", "política tributária", "políticas de rendas", "políticas de preços" e outras semelhantes desaparecerão completamente. Os indivíduos — e não os governos — é que comandarão suas próprias vidas.

A social-democracia está falida. E enquanto não entenderem isto e insistirem nelas, com pajelanças fiscais e monetárias, seu passivo só irá aumentar.

Nós, os austríacos, chegamos para ficar!


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autor

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

  • Felix  06/09/2011 08:29
    Admirável mundo novo,
    Só não creio que nossa geração verá tais maravilhas
    enquanto isso, vamos "Tocando em frente"...
  • mcmoraes  06/09/2011 08:42
    Esse é mais um artigo que poderia estar linkado na seção Sobre nós!

    O parágrafo:

    "...Investimentos não lastreados em poupança não têm sustentação. Imagine que Robinson Crusoé pesque três peixes diariamente, mergulhando e pegando-os com as mãos e que, no final da tarde, os asse e coma. Imagine agora que, pensando em aumentar a sua produtividade, ele passe três dias seguidos comendo dois (ao invés de três) peixes. Com isso, no quarto dia ele já acordará com três peixes e terá, portanto, o dia inteiro para construir uma rede de pesca, que lhe permitirá pegar muito mais peixes por dia, trabalhando menos tempo. Em suma, ao renunciar a um peixe por dia, ele poupou, o que lhe permitiu investir e, assim, melhorar o seu padrão de vida..."

    me fez lembrar de um vídeo tutorial muito bom que já mencionei em outra oportunidade aqui no IMB, mas que vale a pena repetir: How an Economy Grows and Why It Doesn't.
  • Filosofo  06/09/2011 09:14
    O exemplo do peixe vou guardar na memória.
  • Angelo Noel  06/09/2011 10:28
    No livro "Economia e Liberdade...", ele utiliza algumas vezes o Robinson Crusoe pra exemplificar. Fica mto fácil de captar e gravar a ideia. No "Ethics of Liberty" o Rothbard constroi uma boa parte dos sistemas logicos c/ o Robinho na ilha.
    Inclusive tenho até a curiosidade de saber quem começou a utilizar a personagem p/ essa finalidade...
  • José Ricardo das C. Monteiro  06/09/2011 09:18
    Saudações,Ubiratan, como sói acontecer, perfeito, contra fatos não há argumentos, tremendamente didático, exemplificou com tanta simplicidade e maestria que será tema de uma aula para leigos.
    O seminário já começou, o solo é fértil,trabalho longo, muitos patrulheiros ideológicos e aguerridos, ainda bem que a verdade inexorável.
    Grato.
  • Angelo Noel  06/09/2011 09:20
    LMFAO!: "Qualquer dia desses, nosso Bacen imprimirá cédulas com estampas de pulgas, baratas, mosquitos e aranhas..."

  • Daniel Marchi  06/09/2011 10:12
  • Pirro  06/09/2011 10:32
    A Escola austríaca previu a crise? É muita pretensão de conhecimento achar que previu uma crise rs... Quem diria. Se vc fica o dia todo prevendo que vai dar oito horas da noite, uma hora vai dar. Se vc está desde Tomás de Aquino dizendo que vai chegar a crise, a menos que aconteça antes o fim da história (rs...), uma hora vc vai acertar. Parabéns escola austríaca, vcs são demais.

    "Em relação ao mercado e a outras estruturas sociais similares, sabemos que existem muitos fatores que não podem ser mensurados e sobre os quais temos, na verdade, apenas algumas informações muito genéricas e imprecisas. E como os efeitos desses fatores não podem, em qualquer momento específico, ser confirmados por evidências quantitativas, eles são simplesmente descartados por aqueles que se comprometeram a aceitar apenas aquilo que julgam ser evidência científica. E assim eles seguem em frente, alegremente crendo na ilusão de que os fatores que eles podem mensurar são os únicos que têm relevância."

    E se os fatores que causaram todos estes fenômenos dos quais vc está acusando os governos forem fruto de fatores que não podemos ver? Será que da mesma forma que Hayek dizia que governos não deviam agir devido ao conhecimento que não poderiam operar não impede que possamos culpar o governo visto que não podemos ter todo conhecimento necessário para atrelá-los aos fatos?

    Faça oq eu digo... não oq eu faço.

    obs: é mais fácil uma guerra acontecer do que os austríacos ganharem popularidade, mas pode acontecer, pois eu, diferente de vcs, n tenho a pretensão de saber que fatores estão confabulando para os resultados que julgo poder prever.
  • Leandro  06/09/2011 10:51
    Você duvida, meu caro Pirro? Pois então reserve algum tempo e leia os artigos dessa coletânea. Observe que eles não prevêem crises genéricas, como você alude, mas sim uma crise específica gerada pelo estouro de uma bolha imobiliária que, na época dos artigos, ainda estava em formação.

    mises.org/daily/3128

    Caso queira algo mais sucinto, pode ficar com este vídeo, em que Peter Schiff, ainda em 2006 e 2007, explicita -- como se tivesse voltado do futuro -- como será a futura crise americana. A acurácia é tanta, que a coisa fica até assombrosa. Parece que ele realmente foi ao futuro, anotou o que estava acontecendo, voltou ao passado e narrou tudo. De brinde, ele ainda faz picadinho de keynesianos. Aproveite!

    www.youtube.com/watch?v=2I0QN-FYkpw
  • mcmoraes  06/09/2011 11:15
    Outra assombrosa foi a palestra que o PS deu aos mortgage banker em 2006: Peter Schiff Mortgage Bankers Speech Nov/13/06
  • Alexandre M. R. Filho  06/09/2011 12:10
    Pra quem é leigo em economia - como eu - deixa eu tentar descrever a fórumla da EA para prever crises:\r
    \r
    - analise a expansão monetária de qualquer país;\r
    - caso ela seja considerável, verifique as características do crédito concedido pelos bancos desse país;\r
    - aponte o setor da economia que mais está recebendo recursos nesse cenário;\r
    - observe se o preço dos produtos desse setor sofreram alguma significante alteração;\r
    \r
    Agora, poste no seu facebook que haverá uma crise nesse setor. Se ela for grande o suficiente a pronto de deixar o país - ou o mundo - em recessão, poste uma foto sua sorrindo!\r
    \r
    Pronto, vc é melhor economista que toda essa gente que aparece na TV e nos jornais.
  • Leandro Pereira  06/09/2011 12:50
    Mais um keynesianista apaixonado por fórmulas e agregados.
  • anônimo  06/09/2011 14:31
    Explico: só estou querendo mostrar que não é a coisa mais difícil do mundo encontrar sinais de que uma bolha vai estourar.\r
    \r
    Difícil - me parece - é essa turma que comanda a política econômica dos países aceitar que estão errados.
  • Domingos  07/09/2011 21:11
    Alexandre, tu provou que é leigo mesmo em economia com essas idiotices que vc escreveu.\r
    \r
    A contrução da teoria da E.A é apriorística. Portanto, ela não é estabelecida APÓS, análises, observações ou verificações de fatos históricos.\r
    \r
  • Evandro  06/09/2011 12:08
    Caiu de para-quedas no site... o problema não é não saber algo referente ao pensamento da escola, mas já vir com essa arrogância criticando algo que mal conhece.

    Arrogância não combina com ciência. Criticar é ótimo, pra reconhecer falhas e rever conceitos no conhecimento das partes em discussão. Não é preciso ser arrogante pra fazer uma crítica, na verdade, é preciso ser muito humilde pra assumir a possibilidade de estar errado.
  • mcmoraes  06/09/2011 13:20
    @Pirro:

    "A Escola austríaca previu a crise? É muita pretensão de conhecimento achar que previu uma crise rs... Quem diria. Se vc fica o dia todo prevendo que vai dar oito horas da noite, uma hora vai dar. Se vc está desde Tomás de Aquino dizendo que vai chegar a crise, a menos que aconteça antes o fim da história (rs...), uma hora vc vai acertar. Parabéns escola austríaca, vcs são demais..."

    A EA afirma explicitamente que a ação humana é complexa demais para que sejam feitos cálculos de tempo. Não é possível prever, como você disse, o que vai dar às 8h da noite. Informe-se melhor. O que a EA faz é seguir um raciocínio lógico-dedutivo simples, que qualquer um pode entender. Por exemplo, se alguém (pessoa ou país) gasta mais do que ganha e não mude seu comportamento antes que seja tarde demais, é inevitavel que algum dia essa pessoa ou país fique em apuros. A menos, claro, como você disse, aconteça antes o fim da história (i.e. a pessoa ou o país morra).

    "...Em relação ao mercado e a outras estruturas sociais similares, sabemos que existem muitos fatores que não podem ser mensurados e sobre os quais temos, na verdade, apenas algumas informações muito genéricas e imprecisas. E como os efeitos desses fatores não podem, em qualquer momento específico, ser confirmados por evidências quantitativas, eles são simplesmente descartados por aqueles que se comprometeram a aceitar apenas aquilo que julgam ser evidência científica. E assim eles seguem em frente, alegremente crendo na ilusão de que os fatores que eles podem mensurar são os únicos que têm relevância..."

    Esse parágrafo do Hayek é realmente sensacional. Obrigado por trazê-lo à discussão!

    "...E se os fatores que causaram todos estes fenômenos dos quais vc está acusando os governos forem fruto de fatores que não podemos ver? Será que da mesma forma que Hayek dizia que governos não deviam agir devido ao conhecimento que não poderiam operar não impede que possamos culpar o governo visto que não podemos ter todo conhecimento necessário para atrelá-los aos fatos? Faça oq eu digo... não oq eu faço...."

    Seu raciocínio não procede, pois você parte de premissas falsas. O Hayek se referiu ao mercado e a outras estruturas sociais similares. Ele disse apenas que não é possível mensurar as consequências da intervenção ao mercado e a outras estruturas sociais similares. Por definição, o estado é o oposto do mercado. Portanto o que o Hayek disse não se aplica da forma como você sugere.
  • Alan  06/09/2011 17:28
    Será que um médico, também, está sendo pretensioso demais ao afirmar que, se você ingerir algum medicamento, vai curar sua gripe?
  • mcmoraes  06/09/2011 17:36
    @Alan: "Será que um médico, também, está sendo pretensioso demais ao afirmar que, se você ingerir algum medicamento, vai curar sua gripe?"

    Não, se ele apenas comunicar.

    Sim, se ele obrigar pessoas pacíficas a ingerir o medicamento, contra a vontade delas.
  • Alan  06/09/2011 18:48
    Pode até ser, mas ele tem ou não embasamento científico para fazer o diagnóstico e, também, para prescrever a cura da doença?

    Se, nesse caso, o médico não é pretensioso, não entendo por que Mises e Hayek são.
  • mcmoraes  06/09/2011 23:00
    Alan, por favor, você poderia ser mais claro? Para quem você está fazendo essas perguntas? Se for para mim, você poderia reescrevê-las? Não consigo entendê-lo.
  • Absolut  06/09/2011 20:38
    Esse Pirro deve ser algum austríaco pagando uma de advogado do Diabo.
  • Alan  07/09/2011 11:37
    Estou-me referindo ao fato de ele afirmar que é muita pretensão dos economistas acharem que podem descobrir as causas e as soluções das crises econômicas, mas, cá entre nós, qual a probabilidade de ele dizer a mesma coisa de um médico que faz um diagnóstico e receita um remédio a, por exemplo, uma gripe que ele, porventura, venha a ter?

    Mas as situações são, essencialmente, as mesmas: o economista, assim como o médico, tem um embasamento teórico para fazer seus julgamentos e tirar suas conclusões.

    Foi uma maneira de tentar mostrar ao Pirro que o argumento dele, talvez, não tenha sido tão bom.
  • void  07/09/2011 14:04
    Concordo com o Pirro quando ele diz: "é mais fácil uma guerra acontecer do que os austríacos ganharem popularidade". Afinal, todos sabemos que ser idiota, como ele, é muito mais fácil.
  • Evandro  06/09/2011 13:14
    "[...]que o valor do dólar em 1900 (pouco antes da criação do Fed) era o mesmo que em 1800, mas que o valor do dólar hoje é apenas 4% daquele de 1900?"

    Qual a fonte disso? Argumento muito interessante...
  • Leandro  06/09/2011 13:57
    Evandro, há um artigo sobre isso, com link para um site que mostra os valores do dólar ao longo dos anos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=687

    Abraços!
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  06/09/2011 14:55
    "Essa conclusão - de que o desemprego é a causa natural da inflação" Penso que houve um equívoco aqui. Na verdade, o Prof. Iorio quis dizer que o desemprego é o EFEITO natural da inflação. Ou que a inflação é a causa natural do desemprego.
  • Leandro  06/09/2011 15:02
    Tem razão, Lívio. Muito boa observação. O certo é dizer que "o desemprego é a consequência natural da inflação".

    Já foi corrigido.

    Obrigado e abraços!
  • D.U.  06/09/2011 15:39
    Até quando teremos que sustentar indivíduos improfícuos, inaptos para produzirem, verdadeiros parasitas, mantidos vivos e com todas as benesses de um estado de 'bem estar' social? O que a Escola Austríaca diz a respeito desses sanguessugas? Por que temos que sustentar famílias se reproduzindo irresponsavelmente, fornecer drogas caríssimas para manter vivos os dependentes químicos e bancar todo e qualquer tratamento?\r
    \r
  • Guilherme  06/09/2011 15:42
    Leandro, boa tarde.

    Hoje, o jornal Valor publicou um artigo do economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, intitulado "Ecos da era Reagan no Brasil de Dilma", por meio do qual ele faz críticas ao livre mercado. Uma de suas assertivas: "Recomendações de economistas brasileiros lembram promessas da "economia da oferta" da era Reagan".

    Penso que seria bastante proveitoso para a maioria dos leitores do IMB e simpatizantes da EA se você pudesse escrever um artigo comentando os argumentos do referido economista. Fica a sugestão.

    Saudações,
    Guilherme

    Segue o link:

    www.valor.com.br/opiniao/999248/ecos-da-era-reagan-no-brasil-de-dilma

  • Leandro  06/09/2011 16:07
    De novo o Belluzzo... Se eu cobrasse por cada vez que alguém me pedisse para comentar Belluzzo, só nas últimas duas semanas eu já conseguiria um jantar no D.O.M. ou no Fasano.

    O lado positivo é que, como já respondi antes, posso apenas copiar e colar o que já escrevi, sem prejuízo de nada. Aí vai.

    Reagan serve como um bom espantalho para a esquerda por causa da sua retórica. Suas práticas, no entanto, foram bastante contrárias ao que ele dizia defender.

    Por exemplo, embora tenha reduzido a alíquota máxima do imposto de renda, Reagan aumentou sobremaneira alíquota da Previdência Social. No geral, Reagan aumentou os impostos em 65% e praticamente institucionalizou a gastança e os déficits orçamentários, tornando popular o dito "déficits não importam". O orçamento militar explodiu durante seus dois mandatos. Isso não é política liberal. Os déficits aumentaram simplesmente porque os gastos subiram muito mais do que as receitas, que subiram fortemente também.

    Durante seus 8 anos de presidência, o orçamento federal cresceu 69%, o que significa que Reagan aumentou o tamanho do governo a uma taxa de 6,9% ao ano. Compare essa média à do progressista Bill Clinton, que aumentou o governo "apenas" 3,6% ao ano.

    Ademais, todas as grandes desregulamentações ocorridas no governo Reagan na verdade haviam começado no governo Jimmy Carter -- desregulamentação da telefonia, do setor aéreo, dos correios, do transporte de carga e do setor energético.

    Sobre o "trickle down economics", é claro que, se você corta impostos mas aumenta o déficit, os ricos vão utilizar boa parte do seu dinheiro -- que antes ia para impostos mas que agora fica com eles -- para financiar esse déficit. Logo, o efeito para a economia é nulo -- aliás, é até pior, pois aumenta a dívida. Corte de impostos só funciona se ocorrer concomitantemente a um corte de gastos -- ou caso esse corte não aumente o déficit.

    Portanto, não. O governo Reagan não é nenhum exemplo de política fiscal. Muito pelo contrário, até. Clinton, por exemplo, foi muito melhor nesse aspecto (e Clinton cortou impostos sobre ganhos de capital). A única coisa realmente boa e original no governo Reagan não estava propriamente no seu governo, mas sim em um sujeito que havia sido apontado por seu antecessor, Jimmy Carter: Paul Volcker na presidência do Fed (1979-1987).

    Só.

    Grande abraço!
  • Ubiratan Iorio  06/09/2011 16:41
    Agradeço ao Lívio por ter avisado quanto ao equívoco. É claro que o desemprego não é causa, mas consequencia natural da inflação. Agradeço também a alguns dos que criticaram o artigo. E agradeço também ao Pirro, por ter nos mostrado que, assim como há "vitórias de Pirro", há também "críticas de Pirro"...
  • Getulio Malveira  06/09/2011 17:25
    Penso que as anomalias geradas pela engenharia econômica (não encontro melhor nome para o ofício do economistas do estado) favorecem a uma revolução de paradigma (no sentido de Kuhn) nas ciências sociais de modo geral e não somente na economia. Creio que isso depende em grande parte de que os economistas austríacos se apropriem do espaço acadêmico - é aí que a verdadeira batalha vai ser travada. Até lá, resta parabenizar aqueles que, como o prof. Iorio, estão desbravando essa via.
  • Pedro Ivo  06/09/2011 17:58
    Permitam-me tomar a contribuição do 'D.U.', e prosseguir a partir dela: "até quando teremos que sustentar indivíduos improfícuos, inaptos para produzirem, verdadeiros parasitas, mantidos vivos e com todas as benesses de um estado de 'bem estar' social? O que a Escola Austríaca diz a respeito desses sanguessugas? Por que temos que sustentar famílias se reproduzindo irresponsavelmente, fornecer drogas caríssimas para manter vivos os dependentes químicos e bancar todo e qualquer tratamento?"

    Na opinião de todos vocês, já que a social-democracia esta falida mesmo: quais as chances duma moratória geral (alguem toma coragem de ser o 1º a dizer que não paga, e em seguida há um efeito cascata de moratórias), e de em seguida os estados prosseguirem fazendo + do mesmo (ou seja, retomam o endividamento e a expansão monetária)?

    E uma pro Leandro Roque: qual seriam as conseqüências de um calote como forma de se reiniciar a politica socialista de sempre?
  • Leandro  06/09/2011 18:17
    Sua pergunta ficou um tanto ambígua, Pedro Ivo, mas creio que ela já foi respondida de maneira completa aqui:

    mises.org.br/Article.aspx?id=851

    Abraços!
  • Rhyan  06/09/2011 23:25
    A figura 5 não fala em porcentagem do PIB.
  • Leandro Pereira  07/09/2011 02:40
    Pedro Ivo,

    pode-se esperar mais do mesmo. Ao menos, até onde sei, Portugal está iniciando um processo de privatizações... já é uma gota no oceano!
  • Humberto  08/09/2011 18:57
    Portugal está a concluir um processo de privatizações.\r
    \r
    As privatizações em Portugal são um exemplo pela negativa. De facto foram privatizações de ganhos e socialização de prejuízos. Aliás, em Portugal, à exceção do comércio e dos serviços, todos os restantes sectores têm sido fortemente subsidados.\r
    \r
    Assim sendo, dizer que em Portugal existem empresas privadas é quase equivalente a afirmar que havia empressas privadas na Alemanha nazi ou na Itália fascista.
  • Armizimm  07/09/2011 13:52
    Olá pessoal, sou extremamente ignorante em econômia, minha área é informática a pouco tempo após sair do redemonhinho da falência, comecei a prestar mais atenção as minhas ações com relação ao meu capital. Só consegui isso atrávéz de um pacote de austeridade ferrencho e diciplinado, primeiro o corte maciço de gastos superforos e inclusive corte em investimentos e expansão, passei a recusar o crescimento desordenado o que poderia agravar ainda mais o buraco. rsrs\r
    O resultado foi atingido em uns 3 anos, hoje consigo pensar em expandir meu negócio mas com dinheiro próprio e sempre com o pé no chão. (Austeridades são boas também)\r
    \r
    Quanto ao mercado econômico mundial estou com várias dúvidas, perdoem minha ignorância no assunto, estou na fase de confusão e creio que o entendimento esteja próximo.\r
    Gostaria que se possível alguém pudesse responder essas minhas dúvidas, simples mas que vão me esclarecer alguns pontos.\r
    \r
    Porque o aumento de moeda (papel/Digitos) no mercado, faz o juro baixar e porque isso estimula o investimento a longo prazo?\r
    \r
    \r
    A escasses da moeda nas reservas (Poupança) faz com que os bancos aumentem os juros para estimular estes investimento?\r
    \r
    Naturalmente o custo do empréstimo locais também desistimularia investimentos em produção, gerando assim um efeito cascata certo?\r
    \r
    Os principais atingidos seriam estas pessoas que trabalham para as financeiras, com uma portinha de emprestimos (EX: aposentados/Pensionistas/Endividados.. etc) forçando-os a voltarem ao mercado produtivo, se houver vagas é claro.? rsrs\r
    \r
    Buscando uma taxa de juros menor as empresas acabam tomando emprestimos lá fora, é isso? Caso sim, o que isso poderia acarretar na econômia local?\r
    \r
    Posso usar como analogia, uma pessoa que tenha vários talões de cheque, e este com o intuito de custear seu esbanjador padrão de vida, emita inúmeras cartas pós-datadas sem considerar seu real saldo bancário? (Um Cheque em Branco faz um estrago)\r
  • Leandro  08/09/2011 05:18
    Prezado Armizimm, suas perguntas são muitas e com pouca relação umas com as outras. Para uma resposta completa para cada uma delas, vou remetê-lo a textos específicos -- caso contrário, minha resposta daria um texto.

    1) Sobre o aumento da quantidade de dinheiro no mercado interbancário diminuir os juros:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=961

    Sobre estimular investimentos de longo prazo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=937


    2) A escassez de moeda nas reservas bancárias faz com que os bancos aumentem os juros justamente por estar faltando dinheiro para os empréstimos interbancários. A leitura do artigo indicado no primeiro link logo acima esclarece esse ponto. Porém, caso você esteja se referindo à remuneração da caderneta de poupança, essa é fixada pelo governo -- embora varie ligeiramente de acordo com a SELIC, que por sua vez representa a taxa de juros dos empréstimos interbancários.

    3) Certo.

    4) Os principais atingidos pelo aumento dos juros são empreendedores que imobilizaram seu capital em investimentos de longo prazo, os quais agora ficaram mais caros.

    5) Não necessariamente, pois não é tão simples assim. Apenas empresas grandes, poderosas e bem administradas conseguem isso, pois, no geral, investidores estrangeiros preferem emprestar para o governo, pois consideram esse investimento mais seguro. Pequenas empresas dificilmente conseguem empréstimos no exterior.

    6) Para empresas extremamente alavancadas, acho que é sim uma analogia válida.


    Grande abraço!
  • Mohamed Attcka Todomundo  08/09/2011 10:32
    acho q entendi a pergunta do pedro ivo. ele quer saber se estados endividados, q ñ tem como pagar as dividas, podem dar um calote, e depois voltar a se endividar.

    ñ sei se faz sentido, mas foi oq entendi: esses estados ainda podem imprimir dinheiro e tributar. e ainda podem emitir titulos de dívida seguindo a taxa básica de juros de sua economia (e fazem assim justificando que a taxa de juros é para manter a inflação baixa). então o calote é só uma recusa das dívidas antigas, p/ voltar a se endividar, sustentando assistencialismos, burocracia e afins.

    e ai Leandro? ficou + claro? se ficou, tô interessado na pergunta do pedro ivo: "E qual seriam as conseqüências de um calote como forma de se reiniciar a politica socialista de sempre". Creio que "politica socialista de sempre" seja o codinome para "transferir renda, poupança e capital dos indivíduos para o estado imprimindo dinheiro".

    OBS! hoje Mohamed ñ Attcka Todomundo pq li uns artigos, fikei menos burro e tenho uma dúvida séria (Cresça! Evolua! Vire austríaco! kkkkkkk)
  • Leandro  08/09/2011 12:10
    Se o governo der o calote na dívida, isso irá permitir que ele se livre imediatamente do fardo do serviço da dívida, de amortizações e de rolamentos, permitindo um corte profundo no orçamento (no Brasil, algo em torno de 69% da receita total).

    Como o mercado internacional de capitais agora estará fechado para novas emissões da dívida pública, os governos federal e estaduais serão forçados a operar rigorosamente com um orçamento equilibrado, algo extremamente salutar para a economia. Logo, cortes de gastos terão de ser feitos.

    No entanto, esse fechamento do mercado de títulos isso irá temporariamente afugentar os necessários investimentos na dívida do setor privado do país, de forma que o país precisará implementar políticas que restaurem a poupança privada e o investimento. Logo, outra medida seria impedir que o setor público absorvesse qualquer quantidade de fundos do setor privado. Assim, cortes de impostos seriam necessários, além de novos cortes de gastos, sendo estes concentrados nas agências reguladoras e nos empregos públicos.

    Isso irá desobstruir o setor privado e abastecê-lo com a mão-de-obra e o capital urgentemente necessários; ao mesmo tempo, isso irá também reverter a expansão do setor público.

    Ou seja: se o governo der calote na dívida, a única maneira de ele se recuperar é permitindo um crescimento do setor privado.
  • Mohamed Attcka Todomundo  08/09/2011 12:51
    mas nestas cores q vc pinta o quadro Leandro, parece algo maravilhoso dar um calote!!!!!!! e olha q estou sóbrio hoje...

    tem certeza que é isto mesmo? parece bom d+ p/ ser verdade:

    calote = responsabilidade?
    calote = desestatização?
    calote = redução de gastos públicos?
    calote = capital e trabalho disponíveis p/ a iniciativa privada?

    se é assim, então pq ñ deram o calote ainda?
    e a argentina em 2001, e o brasil na decada de 1980? pq os calotes ñ funcionaram deste jeito profilático?
    e a Islândia? ela deu um calote recentemente, ou estou enganado? que aconteceu com ela?

    outra coisa que me deixa ainda + confuso: li uns artigos dizendo que o keynes prega, na esfera pública, gastar feito um marinheiro bebado, se endividar, e q isto criaria prosperidade. então apontam que isto na esfera privada leva a falencia. concordo (e acho que entendi). mas se na esfera privada eu dou calote, vou a falencia, perco minha casa, meu carro, e tlv fique tão mal no emprego q seja demitido (pois p/ a empresa, sou uma figura q pega-mal).

    não é contrassenso dar um calote publico, como é dar calote privado?!!!!!!!

    fiquei confuso mesmo nesta (já nem tenho + certeza se ñ bebi mesmo hoje)

  • Leandro  08/09/2011 14:09
    Você acha mesmo, Mohamed? Acha que essas medidas são ótimas para o estado e para o setor público? Acha que algum estado iria voluntariamente aplicar a si mesmo essas medidas? É sério que você estranha que nenhum estado queira se reduzir voluntariamente?

    Se acha que sim, então você está bastante descolado da realidade.

    Sobre o calote na esfera pública, vejo que você realmente não leu o artigo recomendado. Faço votos que, desta feita, leia-o:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=851

    E tente reduzir a ingestão de álcool antes de vir comentar aqui.

    Abraços!
  • Pedro Ivo  08/09/2011 14:51
    Prezado Mohamed:

    Grato por ter entendido e traduzido minha pergunta. Ela ficara mui ambígua. Era isto mesmo que eu desejava perguntar.

    Quanto ao calote, você interpretou pela ótica do cidadão: para nós seria ótimo o calote. Mas a lógica do estado é outra: a da pilhagem. Responsabilidade não é com eles. Portanto, você não bebeu. Você estava lúcido sim, mas pelo ponto de referência de quem produz, trabalha e financia este trem da alegria chamado estado.
  • Bruno  08/09/2011 18:27
    O estilo do texto é igual ao do Manifesto Comunista! Lamentável...
  • EUDES  15/09/2011 11:05
    Ainda temos dois grandes "heróis" que podem estar nas cédulas: Fernando Henrique Cardoso e Lula. Estes provavelmente serão lembrados como os presidentes mais irresponsáveis da história da República, pois aumentaram impostos e endividaram terrivelmente o país.\r
    \r
    No futuro, talvez em meio a uma hiperinflação, caso o Estado resolva o problema desta dívida insuportável com a impressão de dinheiro, ter os rostos destes políticos estampados nas cédulas será uma justa homenagem. \r
  • Thyago  21/09/2011 20:02
    Texto bom...

    Irei repassar aos colegas, sobretudo os de linha social-democrata hehe!


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