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O que causou a grande depressão do século XIV

Quase todas as pessoas — e os historiadores não são exceção — são tentadas a crer que o progresso econômico e cultural é um fenômeno contínuo e ininterrupto.  A crença é a de que, a cada século, as pessoas estão em melhor situação do que estavam no século anterior.  Essa confortável presunção teve de ser abandonada bem precocemente quando, após o colapso do Império Romano, iniciou-se a Era das Trevas.

Sempre se afirmava que, após o "renascimento" do século XI, o progresso na Europa Ocidental havia sido bastante linear e contínuo desde aquele ponto até os dias atuais.  Entretanto, foram necessários os heróicos esforços — empreendidos ao longo de várias décadas — de historiadores econômicos como os professores Armando Sapori e Robert Sabatino Lopez para finalmente convencer os historiadores de que houve um grave declínio secular na maior parte da Europa Ocidental no período que vai desde aproximadamente 1300 até meados do século XV; um período que pode ser chamado de Baixa Idade Média ou a era inicial do Renascimento.

Esse declínio secular, incorretamente intitulado como uma mera "depressão", permeou quase toda a Europa Ocidental, com a exceção de algumas poucas cidades-estados italianas.

O declínio econômico foi marcado por uma severa queda na população.  Desde o século XI, o crescimento econômico e a prosperidade haviam impulsionado as cifras populacionais.  A população total da Europa Ocidental, estimada em 24 milhões no ano 1.000 d.C., havia saltado para 54 milhões já no ano 1340.  No entanto, em pouco mais de um século, de 1340 a 1450, a população europeia ocidental foi reduzida de 54 milhões para 37 milhões, uma queda de 31% em apenas um século.

A batalha para se estabelecer como verdadeira a ocorrência do grande declínio foi bem sucedida; no entanto, foi muito pouco efetiva para estabelecer a causa ou as causas desse desastre.  O enfoque dado à devastação causada pelos surtos da Peste Negra em meados do século XIV é parcialmente correto, porém superficial, pois esses surtos foram eles próprios causados por um colapso econômico e por uma consequente queda no padrão de vida que haviam começado ainda no início daquele século.

As causas da grande depressão da Europa Ocidental podem ser resumidas em uma rígida, simples e completa frase: a recém-imposta soberania do estado.  Durante a síntese medieval da Alta Idade Média (séculos XI, XII e XIII), havia um equilíbrio de poder entre Igreja e estado, com a Igreja sendo ligeiramente mais poderosa.  No século XIV, esse equilíbrio foi quebrado, e o conceito de estado-nação tornou-se predominante.  O poder da Igreja foi quebrado e os estados começaram a impor tributos e regulamentações, a controlar as pessoas e a provocar devastações por meio de uma guerra virtualmente contínua, que durou mais de um século (a Guerra dos Cem Anos, de 1337 a 1453).[1]

O primeiro e decisivamente mais importante passo rumo à ascensão do poder do estado em detrimento da economia, a qual foi sendo continuamente enfraquecida, foi a destruição das feiras de Champagne.  Durante a Alta Idade Média, as feiras de Champagne eram o principal centro do comércio internacional, além de ser o centro de distribuição de todo o comércio local e regional.  Essas feiras haviam sido cuidadosamente criadas, cultivadas e fomentadas para serem zonas livres, não tributadas e não reguladas por reis ou aristocratas franceses, ao mesmo tempo em que a justiça era rápida e eficientemente distribuída por tribunais privados ou tribunais mercantis, que operavam em regime de livre concorrência.  As feiras de Champagne atingiram seu apogeu durante o século XIII, e se tornaram o centro do comércio terrestre das mercadorias que eram transportadas ao longo dos Alpes no norte da Itália, vindas de lugares longínquos.

E então, no início do século XIV, Filipe IV, o Belo, rei da França (1285—1314), deu início ao processo de tributação, espoliação e, efetivamente, de destruição das vitalmente importantes feiras de Champagne.  Para financiar suas perpétuas guerras dinásticas, Filipe impôs às feiras de Champagne um rígido imposto sobre vendas.  Ele também destruiu o capital e as finanças domésticas ao impor repetidos tributos confiscatórios sobre grupos ou organizações que lidavam com dinheiro.  Em 1308, ele destruiu a rica Ordem dos Templários, confiscando seus fundos e desviando-os para o tesouro real. 

Em seguida, Filipe impôs em sequência uma série de tributos e confiscos severos e debilitantes sobre os judeus e os italianos do norte da Itália (da Lombardia), que eram os grupos mais importantes das feiras: em 1306, 1311, 1315, 1320 e 1321.  Ademais, em guerra com os flamengos (belgas da região de Flandres), Filipe aboliu o tradicional e antigo costume de todos os mercadores serem bem-vindos às feiras, decretando a exclusão dos flamengos.  O resultado dessas medidas foi um rápido e permanente declínio das feiras de Champagne e da tradicional rota do comércio ao longo dos Alpes.  Desesperadoramente, as cidades-estados da Itália começaram a reconstituir as rotas comerciais e a enviar embarcações para Bruges, passando pelo Estreito de Gibraltar.  Essa rota começou a prosperar mesmo com a região de Flandres em declínio.

Foi algo particularmente fatídico que Filipe, o Belo, tenha inaugurado o sistema de tributação regular na França.  Antes disso, não havia impostos regulares.  Na era medieval, embora o rei supostamente fosse o todo-poderoso dentro de sua esfera de domínio, essa esfera era restringida pela santidade da propriedade privada.  O rei supostamente deveria ser um braço armado da lei e um mantenedor da ordem, e suas receitas supostamente deveriam advir dos aluguéis cobrados sobre as terras reais, e das taxas e pedágios feudais.  Não havia nada que pudesse ser classificado de tributação regular.  Em uma emergência, tal como uma invasão ou o início de uma cruzada, o príncipe, além de invocar o dever feudal de seus vassalos de lutar em nome dele, poderia também pedir-lhes um subsídio.  Mas tal ajuda seria requisitada ao invés de ordenada, e teria sua duração limitada ao período da emergência.

As guerras perpétuas do século XIV e da primeira metade do século XV começaram na década de 1290, quando Filipe, o Belo, tirando proveito da guerra conduzida pelo rei Eduardo I de Inglaterra contra a Escócia e o País de Gales, apossou-se da província da Gasconha, tomando-a da Inglaterra.  Isso deu origem a um contínuo embate militar envolvendo, de um lado, Inglaterra e Flandres, e do outro, a França, fazendo com que tanto a coroa inglesa quanto a francesa ficassem desesperadas por novos fundos para financiar essa aventura militar.

Os mercadores e capitalistas das feiras de Champagne podiam ter dinheiro, mas o maior e mais tentador alvo para a espoliação real era a Igreja Católica.  Ambos os monarcas da Inglaterra e da França começaram a tributar a Igreja, o que os colocou em rota de colisão com o papa.  O papa Bonifácio VIII (1294—1303) resistiu de maneira resoluta a essa nova forma de pilhagem, e proibiu os monarcas de tributarem a Igreja.  O rei Eduardo reagiu a esta resistência papal negando à Igreja acesso à justiça dos tribunais reais, ao passo que Filipe foi mais combativo: proibiu a Igreja de transferir suas receitas da França para Roma.

Bonifácio foi forçado a recuar e a permitir a tributação, mas sua bula Unam Sanctam (1302) insistiu em afirmar que toda autoridade temporal deve ser subordinada à espiritual.  Isso enfureceu Filipe, que audaciosamente sequestrou o papa na Itália e fez todos os preparativos para julgá-lo por heresia, um julgamento que só não se consumou porque Bonifácio, já velho, morreu antes.  Após essa ocorrência, Filipe, o Belo, tomou para si próprio o papado, e mudou a sede da Igreja Católica Romana de Roma para Avignon, onde ele próprio passou a se designar papa.  Durante praticamente todo o século XIV, o papa, em seu "cativeiro babilônico", foi apenas um instrumento abjeto do rei francês; o papa iria retornar a Roma somente no início do século XV.

Desta forma, a até então poderosa Igreja Católica, poder dominante e autoridade espiritual durante toda a Alta Idade Média, havia sido apequenada, reduzida e transformada praticamente em uma vassala do saqueador real da França.

O declínio da autoridade da Igreja, portanto, deu-se paralela e simultaneamente à ascensão do poder do estado absoluto.  Não contente em confiscar, espoliar, tributar e destruir as feiras de Champagne, além de colocar a Igreja Católica sob seu tacão, Filipe, o Belo, também decidiu obter receitas adicionais para suas guerras eternas por meio da adulteração da cunhagem de moedas[2], o que gerou uma inflação secular.

As guerras do século XIV não geraram um grande volume de devastação direta: os exércitos eram pequenos e as hostilidades, intermitentes.  A principal devastação veio com os pesados impostos, com a inflação monetária e com o grande endividamento do estado para financiar as perpétuas aventuras reais.  O enorme aumento da tributação foi o aspecto mais debilitante das guerras.  As despesas da guerra: recrutamento de um exército de tamanho moderado, pagamento dos salários dos soldados, suprimentos e fortificações — tudo isso custou de duas a quatro vezes os gastos habituais da Coroa.  Acrescente a isso os altos custos da determinação, fiscalização e imposição/aplicação dos tributos, bem como os custos dos empréstimos tomados — e o fardo economicamente debilitante gerado pela tributação para financiar a guerra se torna demasiado claro.

Os novos impostos estavam por todos os lados.  Vimos os graves efeitos dos impostos sobre a Igreja; em uma grande fazenda monástica, os impostos frequentemente absorviam mais de 40% dos lucros líquidos dessa fazenda.  Um imposto per capita uniforme, de um xelim, criado pela Coroa Inglesa em 1380, infligiu grandes dificuldades e privações sobre camponeses e artesãos.  O tributo equivalia a um mês de salário dos trabalhadores agrícolas e a uma semana de salário dos trabalhadores urbanos.  Ademais, dado que muitos trabalhadores e camponeses pobres eram pagos em bens ao invés de em dinheiro, acumular e ajuntar o dinheiro necessário para pagar o tributo era particularmente difícil.

Foram criados outros novos tributos, como impostos ad valorem (de acordo com o valor) sobre todas as transações; impostos sobre a venda de bebidas no atacado e no varejo; e impostos sobre o sal e a lã.  Para combater a sonegação, os governos estabeleceram mercados monopolistas para a venda de sal na França e "pontos específicos" para o comércio de lã na Inglaterra.  Os impostos restringiram a oferta e elevaram os preços, paralisando o crucial comércio de lãs na Inglaterra.  A produção e o comércio foram adicionalmente afetados por volumosos confiscos para fins belicistas impetrados pelos reis, o que provocou uma drástica queda da renda e da riqueza, bem como inúmeras falências entre os produtores. 

Em suma, os consumidores sofriam com os preços artificialmente altos e os produtores sofriam com os retornos cada vez menores, sendo que esse diferencial era confiscado da economia pelo rei.  Os empréstimos contraídos pelos governos serviram para piorar ainda mais a situação, dado que os reis deram seguidos calotes nas dívidas, o que gerou grandes prejuízos e falências entre os banqueiros privados que foram tolos o bastante para emprestar para o governo.  O resultado foi uma grande depressão econômica.

Criados como uma resposta para a "emergência" gerada por épocas de guerra, os novos impostos acabaram se tornando permanentes: não somente porque as operações militares duraram mais de um século, mas porque o estado, sempre à procura de uma desculpa para aumentar suas receitas e seu poder, aproveitou a oportunidade de ouro para converter esses impostos criados especificamente para épocas de guerra em uma parte permanente da cultura nacional.

De meados do século XIV até o seu fim, a Europa foi assolada pela devastadora pandemia da Peste Negra — a peste bubônica —, a qual, no curto período de 1348—1350, dizimou completamente um terço da população.  A Peste Negra foi em grande medida uma consequência da redução do padrão de vida das pessoas, causada pela grande depressão e pela resultante perda de resistência física e imunológica à doença.  A praga continuou ocorrendo em surtos periódicos — embora não em forma tão virulenta quanto a primeira — durante todas as décadas do século.  

Tão grande é o poder recuperativo da raça humana, que essa enorme tragédia não gerou duradouros e catastróficos efeitos sociais ou psicológicos entre a população europeia.  De certo modo, o mais longevo efeito danoso gerado pela Peste Negra foi a reação da Coroa Inglesa, que impôs sobre a sociedade um permanente controle de salários e um racionamento compulsório da mão-de-obra.  O súbito declínio da população e a consequente duplicação do valor dos salários foram combatidos pelo governo por meio de uma severa imposição de um teto salarial determinado pelo Decreto de 1349 e pelo Estatuto dos Trabalhadores de 1351.  O teto salarial foi criado a pedido da classe patronal: grandes, médios e pequenos proprietários de terra, bem como artesãos mestres, os primeiros particularmente alarmados com o aumento dos salários agrícolas.

O decreto e o estatuto desafiaram as leis econômicas ao tentar fixar um teto salarial no mesmo nível dos salários vigentes antes da pandemia.  O inevitável resultado, entretanto, foi uma grave escassez de mão-de-obra, uma vez que, ao nível salarial determinado pelo estatuto, a demanda por mão-de-obra era amplamente maior do que a agora escassa oferta.

Toda intervenção governamental cria novos problemas enquanto tenta infrutiferamente resolver os antigos.  Consequentemente, o governo se vê confrontado por duas escolhas: criar novas intervenções para solucionar os novos e inexplicáveis problemas, ou revogar a intervenção original.  O instinto do governo, obviamente, é o de maximizar sua riqueza e poder criando novas intervenções.  E foi isso o que fez o Estatuto dos Trabalhadores inglês: impôs trabalho forçado, ao nível salarial vigente antes da Peste, a todos os homens da Inglaterra que tivessem menos de 60 anos de idade; restringiu a mobilidade da mão-de-obra, declarando que o senhor de um dado território tinha o direito prioritário sobre a força de trabalho de um homem; e tornou crime um empregador dar emprego para um trabalhador que havia deixado seu ex-patrão.  Desta maneira, o governo inglês impôs o racionamento da mão-de-obra para tentar manter os trabalhadores nas mesmas profissões que ocupavam antes da pandemia, e recebendo os mesmos salários daquela época.

Esse racionamento compulsório da mão-de-obra foi um ataque à inclinação natural do homem de procurar empregos que pagam salários mais altos.  Assim, o inevitável surgimento de um mercado negro para a mão-de-obra dificultou a aplicação e a imposição dos estatutos.  A desesperada Coroa Inglesa tentou mais uma vez, com o Estatuto de Cambridge de 1388, tornar o racionamento ainda mais rigoroso.  Todo e qualquer tipo de mobilidade da mão-de-obra foi proibida.  Trabalhadores só poderiam transitar de um emprego para outro com uma permissão escrita das autoridades judiciárias locais.  O trabalho infantil compulsório foi imposto na agricultura. 

Mas esse cartel compulsório dos compradores de mão-de-obra não se sustentava.  Havia evasões contínuas, principalmente dos grandes empregadores, os quais estavam particularmente ávidos por mão-de-obra de qualidade e podiam pagar salários maiores para elas.  A desajeitada e lerda máquina judiciária inglesa era totalmente ineficaz em impor e fazer cumprir a legislação, embora as guildas urbanas monopolísticas (monopólios protegidos e estimulados pelo governo) conseguissem manter parcialmente os controles salariais nas cidades.

 

Este artigo foi extraído do livro An Austrian Perspective on the History of Economic Thought, vol. 1, Economic Thought Before Adam Smith.



[1] O declínio populacional foi praticamente uniforme por toda a Europa Ocidental, com a população da Itália caindo de 10 para 7,5 milhões; a da França e dos Países Baixos, de 19 para 12 milhões; da Alemanha e Escandinávia, de 11,5 para 7,5 milhões; e da Espanha de 9 para 7 milhões.  A maior queda percentual ocorreu na Grã-Bretanha, onde o número de habitantes caiu de 5 para 3 milhões nesse período.

[2] Naquela época, os reis cortavam as bordas das moedas metálicas (medida essa chamada de "clipagem" da moeda) e utilizavam esses refugos para fundir novas moedas, provocando assim um aumento da oferta monetária. [N. do T.]

 


autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • mcmoraes  30/08/2011 07:49
    Esse artigo me fez lembrar do ótimo filme A Man for All Seasons.
  • Russo  30/08/2011 12:55
    Genial.

    Quem dera se ensinassem essa visão da peste negra nas escolas.
  • Beto  30/08/2011 16:55
    O pior erra, que por ser didático continua a ser cometido é o de falar nomes de países (na verdade, estados) na forma que conhecemos hj, espanha, frança etc. Na verdade a própria noção de identidade se confunde com o estado-nação, que é nada mais que o produto de conquistas de cortes déspotas, e daí a situação dos bascos e catalães na espanha, por exemplo, país que surgiu pela opressão da corte castelhana. Tb podemos falar dos povos celtas da Grã-Bretanha conquistados pela corte inglesa ou até da unificação (ou melhor conquista) da alemanha pela prússia. Mesmo na frança o que houve foi a conquista de territórios pela corte nascida em Ile-de-France. É engraçado como as pessoas pensam que o mundo sempre esteve dividido em estados como é hj. Ele estaria dividido de qualquer forma, claro, mas quando se confunde isso com unidade de um povo e se passa por cima de diferenças é que o povo começa a apoiar as loucuras bélicas de seu estado. Um desastre não só para a economia
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  30/08/2011 17:00
    Filipe, o Belo filho da p...olítica intervencionista tirânica e destruidora dos livres mercados! Sujeito cretino esse! Desculpem-me, mas sabendo o que esse cidadão fez não dá para se conter.
  • Carlos Jose  30/08/2011 18:58
    Boa Noite,

    Ainda estou começando a aprender sobre a escola Austríaca e gostaria de que me passassem um post(caso tenha) sobre qual é a real importância do estado sobre a sociedade. Por exemplo, pelo o que eu entendi até o momento, vocês não concordam sobre o pagamento de impostos. Então o que seria feito sobre o sistema penitenciário e para evitar o excesso de pedágios. Sobre o da saúde, que teve um posto recente, eu li e concordei em tudo.


    Obrigado
  • Filosofo  31/08/2011 00:49
    O Estado não é importante para a sociedade nem para o indivíduo. O Estado é uma máfia que possui o controle da violencia física sobre um território e te assalta assim que voce demonstra eficiência em prodizir e trocar riquezas. LEIA todos os posts da área Anarcoapitalismo.
  • Adriano  31/08/2011 01:00
    Caro Carlos,

    Não falo em nome do site, mas os autríacos se dividem basicamente em minarquistas (defensores de um estado muito pequeno) e anarco-capitalistas (o nome já diz tudo).
    A lógica econômica na qual a teoria se fundamenta conclui que as intervenções estatais na economia criam muito mais problemas do que soluções. Desta forma, estado bom é estado o menor possível.
    Recomendo que leia mais sobre a parte econômica (em especial a teoria austríaca dos ciclos econômicos e teoria monetária), uma vez que as opiniões sobre o estado derivam desta.
    Um resumo geral da teoria esta nesse link (caso não tenha lido):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=959
  • Rhyan  31/08/2011 03:17
    Carlo,

    Os presídios poderiam ser privatizados e os pedágios cobrarem por km rodado.
  • Yassu  31/08/2011 10:56
    Carlos Jose

    Recomendo a leitura desse e muitos outros artigos:

    A anatomia do estado
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1053


    A fraude chamada 'estado'
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=151


    Quanto ao sistema penitenciário ou excesso de pedágios:


    O fundamento lógico para a privatização total
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=973


    Desestatizando a polícia
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=767

    O problema com o sistema penitenciário
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=363

    O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=174





  • Arthur  31/12/2013 15:14
    Prezado, aprenda tudo o que puder sobre a parte prática da Escola Austríaca, mas ignore os que bradam pelo fim do Estado. Seu simples parágrafo questionador já demonstra que é impossível a existência de uma sociedade sem um Estado organizado.

    Se algum dia alguém quiser implantar este conceito de Estado Zero, terá que promover uma guerra e tomar o controle da sociedade, tornado-se ele mesmo o monstro que demoniza.

    Estado Zero é tão utópico quanto comunismo. Pra falar a verdade, mais utópico. O comunismo chegou a ser implantado.
  • Aprendiz de Brainiac  31/12/2013 22:05
    Prezado Artur, o comunismo profetizado por Marx que é uma utopia, e que aliás, NUNCA foi implantado, e nunca será. Pois o mesmo ignora e descarta totalmente a natureza humana que é o seu intrínseco egoismo ao tentar abolir totalmente a propriedade privada. O que aconteceu nos estados ditos Comunistas foram tentativas tirânicas de controlar todos os aspectos da vida humana (ato praticamente inevitável para se implantar o comunismo).

    E ao contrário do que o Sr. alega, o que pode-se chamar de Estado Zero, existiu sim por um breve momento da história da Islândia Medieval.

    www.daviddfriedman.com/Academic/Iceland/Iceland.html
  • Aprendiz de Brainiac  31/12/2013 22:27
    Bem vindo ao IMB José, além dos artigos da seção anarcocapitalismo. Recomendo a leitura do Manifesto Libertário - Murray N. Rothbard.

    Livro que explica de forma magistral de como substituir as funções que são monopolizadas pelo estado por organizações de livre mercado. E de como resolver conflitos de interesse como poluição sonora, dos rios, do ar. Liberdade de expressão, pornografia, lei de armas e etc. enfim, é um livro completo. Lendo-o, 98% de suas dúvidas serão sanadas.



    Boas festas de final de ano. Feliz 2014.
  • Getulio Malveira  30/08/2011 19:11
    Fantástico esse texto. Veio bem a propósito para seguir o texto de ontem. Sem dúvida suscita a curiosidade para ler a obra inteira. Mas há algo que me chamou bastante a atenção:

    "Essas feiras haviam sido cuidadosamente criadas, cultivadas e fomentadas para serem zonas livres, não tributadas e não reguladas por reis ou aristocratas franceses, ao mesmo tempo em que a justiça era rápida e eficientemente distribuída por tribunais privados ou tribunais mercantis, que operavam em regime de livre concorrência."

    Isso é importantíssimo! Normalmente os artigos que leio aqui sobre policia e justiça privada falam em termos de uma hipótese lógica e a conclusão é de que esses serviços poderiam ser ofertados pelo mercado. Mas o texto traz um elemento completamente novo: ele diz que nas feiras de champagne funcionava um verdadeiro livre-mercado com tribunais de justiça privados. Confirmando-se tal tese histórica, certamente a hipótese da justiça privada adquire mais do que uma possibilidade lógica: certamente não se trataria mais de nenhuma utopia.
  • Tiago RC  31/08/2011 05:04
    Getúlio, existem outros exemplos ainda de sociedades com justiça descentralizada. Islândia e Irlanda medievais, as leis comerciais da europa etc.
    Justiça voluntária já existiu sim.

    E você tem razão que é importantíssimo. Descobrir isso me ajudou a abraçar o libertarianismo de uma vez (eu já reconhecia a ética libertária, mas tinha dificuldades em imaginar uma sociedade sem governo)
  • Aulo  30/08/2011 21:04
    Simplesmente um dos melhores artigos que já li no Mises. Onde eu compro esse livro? Ele existe em portugês. Essa lição de história ai é um must read.
  • Fernando Chiocca  30/08/2011 21:46
    Não tem em português. O link para o inglês está no final do artigo.
  • Fernando Z  01/09/2011 21:28
    Simplesmente GENIAL!
  • anônimo  20/09/2013 05:49
    O tributo equivalia a um mês de salário dos trabalhadores agrícolas e a uma semana de salário dos trabalhadores urbanos

    Isso é anual? Só isso?
  • Shaolin  20/09/2013 10:30
    Este era o tributo adicional que foi criado. Além deste tributo adicional, havia todos os outros já estabelecidos. Criar um tributo adicional deste montante está longe de ser algo ínfimo.
  • anônimo  29/09/2013 18:17
    Vocês pretendem traduzir esse livro?
  • Patrick de L. Lopes  29/09/2013 21:21
    Receio já haver tradução disponível na biblioteca:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=76
  • Ismael Bezerra  31/12/2013 16:15
    É muito bom quando o site nos brinda com história econômica, pois o que eu aprendi na escola pública e em muitos filmes é que os capitalistas medievais eram os opressores do povo quando na verdade os socialistas tributaristas é que eram os verdadeiros opressores do povo.
  • Luís F  31/12/2013 16:44
    Boa tarde,

    Gostaria de entender como as consequências da tributação no período da baixa idade média diferem(aparentemente) das do império romano.

    Agradeço a atenção.
  • Emerson Luis, um Psicologo  01/01/2014 10:37

    Foi interessantíssimo conhecer o contexto socioeconômico da Peste Negra e perceber mais nitidamente que o intervencionismo sempre causou problemas.

    * * *
  • Felipe  18/11/2014 19:59
    Não existe nenhum projeto para traduzir esse livro?
  • Depressão  01/06/2016 01:58
    O intervencionismo sempre causou problemas e percebemos historicamente que o governo sempre opta por saídas nada favoráveis aos cidadãos como podemos ver com a solução trazida pelo Estatuto de Cambridge de 1388.


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