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Catolicismo, protestantismo e capitalismo

Em 8 de agosto de 1957, Murray N. Rothbard escreveu para Richard C. Cornuelle, do Volker Fund, recomendando incisivamente as pesquisas de Emil Kauder sobre as bases aristotélicas da utilidade marginal e da teoria econômica austríaca (Ensaios de Rothbard). Em um memorando de fevereiro de 1957, "Catolicismo, protestantismo e capitalismo", reproduzido abaixo, Rothbard apresenta algumas idéias sobre essas questões. O texto de Rothbard revela um precoce e aguçado interesse em relação à história do pensamento econômico. Os memorandos que ele escreveu para o Volker Fund, do início dos anos 1950 até 1962, presentes em uma grande variedade de livros e periódicos eruditos, mostram seu crescente conhecimento do assunto. Além disso, seu orientador de dissertação, o Professor Joseph Dorfman, era uma autoridade em história do pensamento econômico americano, e Rothbard estava muito interessado nas, dentre outras questões, contribuições americanas para os debates monetários no início do século XIX. Rothbard, que era tanto um historiador como um economista, estava bem posicionado, não só para avaliar livros para o Volker Fund, mas também para dominar e sintetizar as doutrinas econômicas de uma maneira lógica e com uma perspectiva histórica. Sua última grande obra publicada, History of Economic Thought (1995), em dois volumes, certamente serve como prova disso. ~ Joseph Stromberg

 

Nos últimos anos, um grupo de estudiosos (sendo que a maioria deles poderia ser chamada de "católicos de direita") decidiu revisar a interpretação padrão sobre a ascensão da economia e do capitalismo. Essa interpretação padrão diz que tanto o pensamento econômico como as políticas econômicas laissez-faire, que estimularam o capitalismo, desenvolveram-se como fruto de uma rejeição aos grilhões do catolicismo medieval. O espírito moderno das pesquisas científicas derrotou o dogmatismo escolástico e permitiu o surgimento de um espírito largamente individualista e racional; a rejeição à autoridade da Igreja levou a um individualismo generalizado em todos os campos; a ética e o espírito calvinista, que enfatizava o valor positivo do trabalho árduo, da parcimônia, e da ação de ganhar dinheiro, levou ao florescimento do capitalismo, ao passo que os católicos reprovavam solenemente esta ação de ganhar dinheiro. E, por fim, a interpretação padrão diz ainda que a economia laissez-faire cresceu apenas na atmosfera protestante da Grã-Bretanha (Adam Smith, etc.)

Entretanto, há um outro lado da moeda, e interpretações divergentes, particularmente nas áreas da filosofia política (o direito natural, por exemplo) e do pensamento econômico, têm surgido nos últimos anos. Para fins de leitura sobre essa Nova Escola, eu sugeriria: Joseph A. Schumpeter, History of Economic Analysis (Nova York, 1954), especialmente as páginas 73-142; Marjorie Grice-Hutchinson, The School of Salamanca (Oxford, 1952); Emil Kauder, "Genesis of the Marginal Utility Theory," Economic Journal (Setembro de 1953); Kauder, "Retarded Acceptance of the Marginal Utility Theory," Quarterly Journal of Economics (Novembro de 1953), e "Comment" (Agosto de 1955); e Raymond de Roover, "Scholastic Economics: Survival and Lasting Influence from the 16th Century to Adam Smith," Quarterly Journal of Economics (Maio de 1955).

Esses revisionistas pouco fizeram diretamente contra um dos alicerces da abordagem tradicional - A Ética Protestante, de Max Weber - mas fizeram muito por vias indiretas. Recomenda-se as críticas à Weber feitas por H. M. Robertson, Aspects of Economic Individualism (Londres, 1933). Robertson e outros mostraram, por exemplo, que o capitalismo realmente começou a prosperar, não na Grã-Bretanha, mas nas cidades italianas do século XIV, ou seja, em áreas decididamente católicas. De fato, o ponto principal da crítica revisionista, em todas as áreas, é a coesão das idéias - que o capitalismo, o liberalismo, o racionalismo, o pensamento econômico, etc. começaram bem antes de Smith et al., e sob auspícios católicos; e que os desenvolvimentos posteriores se baseavam em - e em alguns casos retrocediam de - posições católicas anteriores.

Emil Kauder, de fato, joga a tese de Weber[1] contra seus próprios seguidores ao atacar Smith e Ricardo, acusando-os de terem sido influenciados pelo protestantismo ao desenvolverem a "teoria do valor-trabalho". Schumpeter também se inclinava para essa direção. A força dessa nova e importante tese é a seguinte: ao invés de dizer que Hume e Smith desenvolveram a teoria econômica quase que partindo do zero, mostra-se que a ciência econômica começou a ser realmente desenvolvida, lenta porém seguramente, ao longo dos séculos, pelos escolásticos e por católicos italianos e franceses que foram influenciados pelos escolásticos; que a abordagem econômica feita por eles era, de maneira geral, metodologicamente individualista, e enfatizava a teoria da utilidade, a soberania do consumidor e as precificações via mercado, e que Smith acabou atrasando o pensamento econômico ao injetar a doutrina puramente britânica da teoria do valor-trabalho, jogando dessa forma a ciência econômica para fora dos trilhos por cem anos. Nesse ponto, posso acrescentar que a teoria do valor-trabalho gerou muitas conseqüências nefastas. Ela, é claro, pavimentou o caminho, de maneira lógica, para Marx. Além disso, sua ênfase na tese de que "custos determinam os preços" estimulou a idéia de que são os empresários ou os sindicatos que aumentam determinantemente os preços, e não a inflação da oferta monetária feita pelo governo. E, ademais, a ênfase em "valor objetivo e inerente" dos bens levou a tentativas "cientificistas" de se mensurar valores, estabilizá-los através de manipulações governamentais, etc.

A interessante tese de Kauder está dividida em duas partes: uma, que diz que o relato acima representa o curso histórico dos eventos no pensamento econômico; e a outra, que diz que a razão para o esquecimento da teoria da utilidade e sua conseqüente substituição por uma teoria de custo-trabalho foi influenciada pelo protestantismo, em oposição ao espírito católico.

Kauder afirma, primeiramente, que a teoria da utilidade foi desenvolvida em grande escala primeiro por Aristóteles, e depois pelos escolásticos, particularmente os negligenciados escolásticos espanhóis de fins do século XVI e começo do século XVII. A maioria dos historiadores tem ignorado esses escolásticos tardios e sua influência, ao menos até recentemente. A idéia dominante é a de que os escolásticos desapareceram junto com a Idade Média, e o intervalo de tempo entre esse período e o atual foi preenchido apenas pelos mercantilistas. Os mercantilistas, no entanto, eram estatistas panfletários sempre que julgavam conveniente, e contribuíram menos para a economia e para o liberalismo do que os escolásticos tardios. (Ver DeRoover)

A ênfase aos valores subjetivos dos indivíduos e da utilidade também foi continuada pelos grandes filósofos políticos protestantes (Hugo) Grócio e (Samuel) Pufendorf, que foram diretamente influenciados pelos escolásticos espanhóis (e também, como veremos abaixo, no campo do direito natural), e pelos economistas italianos de Volterra (meados do século XVI), Davanzatti (fins do século XVI), Montanari (Fins do século XVII), e principalmente Galiani (por volta de 1750). A teoria foi posteriormente desenvolvida por Turgot e Condillac, católicos franceses (meados do século XVIII). Na época destes três últimos, Kauder afirma que o "paradoxo do valor" (ouro vs. ferro) havia sido resolvido pela teoria da utilidade desenvolvida por eles. No entanto, a dupla Smith-Ricardo jogou fora a conclusão e restabeleceu o problema do paradoxo do valor. (Posso acrescentar que a resultante abordagem holística feita por Smith e Ricardo era sutilmente socialista, uma espécie de quarta via: ela estabeleceu o costume de se separar a Distribuição da Produção, e de se falar apenas em grupos de fatores, e não em fatores individuais - ou seja, trabalho ao invés de trabalhadores).

E Kauder vai em frente e mostra que os teóricos do valor e utilidade subjetivos eram católicos franco-italianos, enquanto que os teóricos do valor-trabalho - Petty, Locke e Smith - eram protestantes britânicos. Kauder atribui esse fato precisamente à ênfase calvinista na divindade do trabalho, em contraposição ao pensamento católico, que considerava o trabalho apenas como um meio de ganhar a vida. Os escolásticos, então, estavam livres para concluir que o "preço justo" era essencialmente o preço competitivo definido pelo mercado, ao passo que os britânicos, influenciados pelos protestantes, tinham a dizer apenas que o preço justo é o preço "natural" em que "a quantidade de trabalho trocada por cada bem é a mesma". Já De Roover mostra que ambos os escolásticos tardios espanhóis Domingo de Soto e Luis de Molina denunciaram como falaciosa a máxima do beato (John) Duns Scot, que dizia que o preço justo é igual ao custo de produção mais um lucro razoável. É fato que Smith e Locke foram influenciados tanto pela corrente escolástica, que eles adquiriram através de seus treinamentos filosóficos, como pela ênfase calvinista na divindade do trabalho. Também é verdade que Smith acreditava que a livre concorrência eventualmente levaria os preços de mercado para perto do "preço justo", mas é evidente que um perigo já havia sido introduzido - perigo esse que foi totalmente explorado por Marx (e que, de fato, ainda perdura nas teorias de concorrência imperfeita, que são similares à crença em algum mundo mais justo onde reinam os preços "naturais" e "ótimos"). Por outro lado, os discípulos de São Tomás de Aquino, os tomistas, sempre centraram seus estudos econômicos no consumidor, considerando-o a "causa final" aristotélica do sistema econômico, e que o objetivo final do consumidor é a "moderada busca pelo prazer". Já no século XIX, diz Kauder, as influências religiosas sobre o pensamento econômico não eram importante. No entanto, ele aponta a importância das estritas raízes evangélicas de Alfred Marshall. O pai de Marshall era um evangélico rigoroso, e os evangélicos eram severos calvinistas-revivalistas. Talvez seja por isso que Marshall resistiu à teoria da utilidade, e insistiu em reter ao máximo a teoria ricardiana do custo, a qual perdura até hoje como resultado.

Contudo, gostaria de adicionar alguns comentários. Os mais "dogmáticos" adeptos do laissez-faire no século XIX não foram os economistas britânicos, mas sim os economistas (católicos) franceses. Bastiat, Molinari, etc. foram muito mais rigorosos do que os sempre pragmáticos liberais ingleses. Ademais, a fina-flor da teoria laissez-faire foi desenvolvida pelos católicos fisiocratas, que foram influenciados diretamente pelo conceito das leis e dos direitos naturais.

E isso me leva à segunda grande influência dos católicos escolásticos - a teoria das leis e dos direitos naturais. Certamente o direito natural era um grande obstáculo ao absolutismo estatal, e começou com o pensamento católico. Schumpeter mostrou que o direito divino dos reis era uma teoria protestante. A teoria das leis e dos direitos naturais também fluiu dos escolásticos até os filósofos morais franceses e britânicos. A conexão foi obscurecida pelo fato de que muitos dos racionalistas do século XVIII, sendo amargamente anti-catolicismo, se recusaram a reconhecer seu débito intelectual para com os pensadores católicos. Schumpeter, de fato, afirma que o individualismo começou com o pensamento católico. Assim: "a sociedade foi tratada (por Santo Tomás de Aquino) como uma questão completamente humana, e mais ainda, como uma mera aglomeração de indivíduos que ocorre por causa de suas necessidades mundanas... o poder do monarca derivava-se do povo... por delegação. O povo é soberano e um monarca indigno poderia ser deposto. Duns Scot chegou ainda mais perto de adotar uma teoria do contrato social do estado. Este... argumento é notavelmente individualista, utilitarista e racionalista ..."[2] Schumpeter também enfatiza a defesa da propriedade privada feita por Tomás de Aquino e menciona em particular o espírito anti-estatizante do escolástico Juan de Mariana, 1599. Ainda sobre eles, Schumpeter também fala sobre a adoção do preço de mercado como sendo essencialmente o preço justo, a teoria da utilidade, o valor subjetivo, etc. Ele diz que, enquanto Aristóteles e Scot acreditavam que o preço normal de concorrência era o preço justo, os escolásticos tardios espanhóis identificavam os preços de mercado com qualquer preço concorrencial, como no caso de Luis de Molina. Eles também tinham uma teoria para o padrão-ouro, e se opunham ao enfraquecimento da moeda. Schumpeter ainda diz que de Lugo desenvolveu uma teoria sobre os riscos dos lucros empresariais, a qual, é claro, só foi completamente desenvolvida na virada do século XX e depois.[3]

Apesar de que a teoria dos direitos naturais, do século XVIII, era muito mais individualista e libertária do que a versão escolástica, há definitivamente uma continuidade. O mesmo vale para o Racionalismo, sendo a razão o principal artifício usado por Tomás de Aquino, e sendo essa mesma razão combatida pelos protestantes, que colocavam suas ideologias - e sua ética - em uma base mais emocional, encarando-a como sendo uma Revelação direta.

Podemos resumir o Argumento pelo Catolicismo da seguinte maneira: (1) o laissez-faire de Smith e as idéias do direito natural advêm dos escolásticos tardios e dos fisiocratas católicos; (2) os católicos desenvolveram a utilidade marginal, a economia do valor subjetivo e a idéia de que o preço justo era o preço de mercado, ao passo que os protestantes britânicos desenvolveram uma perigosa e altamente estatista teoria do valor-trabalho, influenciados pelo calvinismo; (3) alguns dos mais "dogmáticos" teóricos do laissez-faire foram católicos: desde os fisiocratas até Bastiat; (4) o capitalismo começou nas cidades italianas católicas do século XIV; (5) direitos naturais e outras visões racionalistas descenderam dos escolásticos.

Também recomendaria, como um exemplo um tanto assustador de como uma influência protestante-calvinista pode levar a uma filosofia de socialismo altruísta, a leitura do ensaio "T. H. Green and His Audience: Liberalism as a Surrogate Faith", Review of Politics (Outubro, 1956), de Melvin Richter.

Conquanto seja algo tangente a este memorando em particular, também recomendaria fortemente Erik von Kuehnelt-Leddihn, Liberty or Equality (Caldwell, Id., 1952), sendo que o ponto principal do livro é a tese de que o catolicismo promove um espírito libertário (ainda que "anti-democrático"), ao passo que o protestantismo promove o socialismo, o totalitarismo e o espírito coletivista. Um exemplo é a afirmação de Kuehnelt-Leddihn de que a crença católica na razão e na verdade tende ao "extremismo" e ao "radicalismo", enquanto a ênfase protestante na intuição leva a uma crença em concessões, em pesquisas de opinião, etc.

A opinião do Professor von Mises sobre a tese de Max Weber deve ser mencionada: Weber inverteu o verdadeiro padrão causal, isto é, que o capitalismo veio primeiro e que os calvinistas adaptaram seus ensinamentos à crescente influência da burguesia. Weber relatou que os fatos ocorreram em ordem contrária.

Não estou preparado para dizer que a causa protestante deve ser descartada completamente e que a visão católica deve ser adotada completamente. Mas parece evidente que a história é bem mais complexa do que a versão padrão nos faz crer. Certamente, os Revisionistas oferecem uma excelente corretiva[4]. Quanto às questões específicas sobre a teoria da utilidade e Adam Smith, posso fazer um endosso aos revisionistas. Por muito tempo tenho sentido que Adam Smith tem sido consideravelmente sobreestimado como sendo um inflexível adepto do laissez-faire.

__________________

Notas (todas fornecidas pelo editor)

[1].    Consulte Randall Collins, um sociólogo weberiano, que também inverteu a tese de Weber ao mesmo tempo em que usava os métodos de reconstrução histórica do prórpio Max Weber; ver Weberian Sociological Theory (Cambridge, UK: Cambridge University Press, 1986), onde Collins escreve: "A cristandade foi a principal revolução weberiana, que criou as formas institucionais pelas quais o capitalismo pôde surgir. A reforma Protestante representou apenas uma crise particular ao fim de um ciclo de longo prazo; ela deu início a um segundo movimento, que nós erroneamente vemos como sendo o primeiro." (pág. 76)

[2].    Joseph A. Schumpeter, History of Economic Analysis (Nova York: Oxford University Press, 1954) pp. 91-92.

[3].    Ver principalmente, Alejandro A. Chafuen, Faith and Liberty: The Economic Thought of the Late Scholastics (Lanham, MD: Lexington Books, 2003).

[4].    Rothbard mais tarde desenvolveu essa linha de ataque em grandes detalhes; ver Murray N. Rothbard, Economic Thought Before Adam Smith: An Austrian Perspective on the History of Economic Thought, I (Cheltenham, UK: Edward Elgar, 1995), p. 31-175.


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autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama   31/01/2010 05:03
    Artigo magnífico. Corrobora a constatação de que o ensino de História sofre manipulação protestante para esconder os prodígios da catolicidade. Idade Média, idade das trevas? Bem pelo contrário. Bom domingo a todos!
  • Natan Cerqueirq  02/02/2010 17:15
    Carissimo Gustavo,\n\nNenhum protestante serio e tradicional nega os feitos da Igreja Romana. Os que comecaram com isso foram justamente os humanistas do Renascimento (destaque para o catolico Erasmo de Roterda) e ganhou forca com o Iluminismo e posteriormente o Marxismo.\n\nGostaria que o nobre colega soubesse disso da boca desse protestante que, embora nutra discordancias teologicas com a Igreja de Roma, estuda economia com honestidade e, como todos os protestantes de confissoes historicas, respeitam o seu legado cultural.\n\nAbraco fraterno,
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  02/02/2010 18:24
    Meu amigo, estudo teologia por conta própria há quase 4 anos e, desde então, venho tendo debates com protestantes de várias das milhares de "estirpes" que a Reforma de Lutero originou. Apesar de os oriundos dos ramos tradicionais terem um nível intelectual incomparavelmente maior que os neopentecostais (sem dúvida!), ainda assim a ignorância sobre história (de história da Igreja a hagiografias), teologia, moral e dialética é gritante. O protestante tupiniquim típico mal conhece a própria Bíblia. (Repito, digo tudo isso como se houvesse apenas "um" e não milhares de doutrinas protestantes, cada uma mais "exótica" que a outra.) Ah, e também estudo economia com honestidade mas somente desde setembro de 2009, quando conheci este site magnífico e que recomendo a muitos dos meus amigos universitários. Cordialmente.
  • Gustavo Gott  10/12/2010 17:49
    Sou católico de família tradiocional e tenho um tio padre que diz que, tanto Aquino quanto Agostinho eram mais protestantes do que católicos e que isso explica porque eles os consideram 'pais da Reforma' e usam os seus textos até mesmo para defenderem sua fé!
  • Rafael  14/02/2011 22:45
    Gustavo,

    talvez teu tio seja mais protestante do que católico.


    Atenciosamente,
    Rafael.
  • anônimo  15/02/2011 00:57
    Aquino mais protestante que católico?!?!?!?!?!?!?!?
    Por favor, digam-me que não li isso...
  • Marcio Estanqueiro  08/05/2011 09:36
    Sou protestante de Igreja Tradicional, mas conheço o movimento Pentecostal. Também sou formado em Economia e ainda não tinha lido nada como li nesse seu texto. O que sempre tive em mente é que, os católicos da Idade Média pagavam seus dízimos e suas indulgencias para construção da catedral de São Pedro com a colaboração do Papa e o dinheiro era centralizado pelo Estado, ao que foi contrário a Martinho Lutero que implantou a salvação não pelo dinheiro e sim pela fé. Na Inglaterra o Puritanismo após o rompimento com a Igreja católica acabou sendo levado à America onde foram fundadas as trezes colonias. Segundo Viana Moog a avareza católica seria uma das causas dos católicos serem contra a participação dos protestantes na Reforma. Os católicos pela ética católica eram a favor da usura enquanto que os protestantes eram mais dado a participarem, o que levou os EUA a serem um país mais próspero pela liberalidade dos seus conquistadores. Enfim, se o capitalismo e o liberalismo ascendeu foi pelos protestantes e não pelos católicos.
  • anônimo  08/05/2011 11:14
    O que sempre tive em mente é que (...)

    Acho que a maioria dos que leram o artigo sempre teve em mente isso também, erroneamente mas sem culpa.
  • Emerson Silva  22/01/2013 16:18
    Aqui, senhores:

    www.youtube.com/watch?v=C14eoRy8h30

    Deleitem-se!
  • Renato  24/02/2012 14:46
    Eu sempre desconfiei dessas mstirosas histórias que os meus professores marxistas descaradamente me passavem.

    É imprecionante como os meus professores marxistas falavem a mesma coisa que muitos protestantes falam!

    "O Brasil é pobre por ser católico, se fossemos de maioria protestante seriamos muito mais ricos."

    Acreditem, muitos dos meus professores marxistam falavam isso.

    Aliás, os reformadores protestantes também não poderiam ser acusados de roubo?

    Seguidores de Lutero, Calvino, Henrique VIII,... não tomaram para si muitas instituições (escolas, universidades, orfanatos,...) que pertenciam a Igreja Católica?

    Qual é a diferença desse ato para o que faz os pervertidos do MST?
  • Douglas Eduardo  18/04/2013 21:14
    Leia esse artigo aqui amigão:

    fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/11/sonho-sangrento-de-um-brasil-protestante_16.html
  • anônimo  19/04/2013 16:22
    Olha, esse mesmo argumento que o autor do site que você indicou pode ser usado para os católicos espanhóis que colonizaram a américa espanhola...
  • Renato  27/02/2012 15:27
    Desculpem pelo erro de português. É que eu estava escrevendo quase no escuro.
  • Oziel JOse  01/08/2012 10:38
    É no mínimo uma falta de racionalidade comparar a influência católica com a influência protestante. Estamos falando de pelo menos 1000 anos a menos de filosofia e história católica e a liberdade religiosa e pessoa está muito atrelada ao protestantismo do que ao catolicismo, antigamente todos tinham que se definir como alguma religião, dessa forma todos os trabalhos europeus antes do século XV são considerados católicos? Um absurdo essa comparação, até em dia vemos claramente a distinção entre uma pessoa que se diz protestante, realmente segue a religião e um católico é meramente a cultura local, mas nunca pratica o que a igreja de roma diz, em termos gerais a maioria das ligações protestantes quando começou a ficar como a católica simplesmente desapareceu, como é o caso da europa hoje.
  • Leandro  01/08/2012 11:55
    Prezado Oziel, você está reagindo de maneira emotiva a fatos e argumentos. É claro que os protestantes surgiram depois, mas eles criaram uma teoria econômica própria, descartando o que os escolásticos haviam escrito. Esse é o ponto do texto. Não tem absolutamente nada a ver com esse negócio de católico ser maioria ou ter existido por mais tempo. Isso não altera nada do que foi dito.

    Recomendo o seguinte artigo sobre assunto, que é ainda mais completo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026

    Abraços!
  • Oziel Jose  01/08/2012 13:38
    Li todo o artigo citado e não mudei em nada o meu raciocínio, e explico porque:

    Mais uma vez se é necessário entender a história do cristianismo para fazer uma análise que em minha opinião foi muito simplória de termos muito complexos.

    O calvinismo assim como a reforma foi uma revolução de negação do catolicismo, muito do que era católico e originou-se em países católicos foi revisado e muitas coisas negadas, o artigo simplificou demais os seguintes temas, o trabalho era calvinista e o prazer moderado católico, só que a verdade é bem no meio, a negação direta do prazer, que na época e com o consentimento da própria igreja não eram nada moderados, pelo menos nas altas cortes, gerou um grande abismo sobre o que a bíblia dizia e o que a igreja católica pregava, essa permissividade foi completamente rejeitada e dada a força dessa rejeição nada mais natural que a rejeição fosse um pouco além da conta do que entendemos por prazer terreno, mas esse pensamento mudou e evoluiu para o que podemos dizer de meio termo, onde as duas coisas são ligadas que é o que na minha opinião se tornou o mais perto do capitalismo, onde se tem trabalho com esforço e moderado prazer nos resultados, compare isso com o prazer sempre eterno das cortes europeias e a grande influencia que esse modo de vida tinha nas pessoas, como exemplo até hoje nas igrejas protestantes não existem festas com parques em dias de eventos religiosos significativos, ou seja, ainda existe uma grande negação do prazer misturado com religião.

    Acredito que a igreja católica foi muito auxiliada pelo movimento protestante e é inegável a contribuição católica para a nossa cultura e região, mas acredito que os temas tratados no artigo foram por demais simplificados, principalmente em cima de figuras que iniciaram um movimento que amadureceu com o tempo, aí que está a diferença dos 1000 anos que eu mencionei antes.
  • Gustavo  01/08/2012 18:51
    Oziel, não confunda doutrina com fiel. O que uma pessoa autodenominada católica faz pode até ser o oposto diametral ao que ela deveria fazer de acordo com a Doutrina Católica. Basta ler/ver um guia para o "exame de consciência", que deve ser feito antes do sacramento da confissão (ex.: youtube.com/watch?v=hjPRM8t83JM), para saber quais são tais contradições.
  • Renato  06/11/2012 08:55
    Oziel Jose, eu acho difícil os revolucionários protestantes pregarem trabalho duro e honesto.

    Lutero e Calvino (e outros reformadores)só conseguiram fazer a suas revoluções com o auxílio de reis e rainhas pra lá de pervertidos.

    Lutero se aliou a reis que pregavam a poligamia.

    Falar que a revolução protestante foi "fiel a Deus", honesta... e só agora no Século XXI os protestantes viraram "católicos" (em sentido pejorativo) é de fazer rir.

    Você tem que analisar outros fatos da época. Por exemplo:

    No período medieval, os cristãos também tinham que lutar contra tribos barbaras, invasões muçulmanas, e as mais execráveis invasões inimigas contra Ocidente.

    A própria revolução protestante só foi possível graças a Igreja Católica que pacificou o Ocidente. Não é à toa que todos os revolucionários vieram de dentro da Igreja.

    Vamos também parar com essa ingenuidade de que os países protestantes pregavam a liberdade religiosa. Os países escandinavos (na sua grande maioria luterana) assim que muitos daqueles reis se converteram ao luteranismo, a primeira coisa que fizeram era proibir a religião católica (se eu não me engano, isso prevaleceu até o século XIX) e automaticamente perseguir os católicos naquela região e impor o Luteranismo como religião oficial; na Inglaterra a religião oficial do Estado era o anglicanismo (que perseguiu além do catolicismo, outras religiões protestantes. O que fez com que muitos protestantes fossem para a America do Norte.); na no norte da Suíça, Calvino pregava os seus pensamentos como acima de tudo: Aí daqueles que ficassem contra ele; e assim vai.


    O que os senhores Oziel Jose e Sérgio não perceberam é que o sistema de livre economia não nasceu da noite pro dia, teve um inicio; e esse inicio se deu no seu ponta pé inicial dentro da Igreja Católica.


    Por que até hoje não vi nenhum líder protestante pedir perdão pelos crimes de roubos feito pelos revolucionários protestantes para com instituições católica como escolas, Universidades, institutos,...que foram roubados no cinismo e cara-de-pau?

    Realmente Oziel Jose e Sergio, os revolucionários protestantes tiveram muito trabalho, mas não foram nenhum pouquinho honesto.







  • Sérgio  02/08/2012 04:15
    Leandro, não subestime a contribuição do calvinismo no desenvolvimento da ciência econômica. Sim, os escolásticos eram católicos. Como o Rothbard diz, o catolicismo enfatiza o consumo, enquanto o calvinismo enfatiza o trabalho duro e a poupança:

    "Por que será que, por exemplo, a tradição da utilidade subjetiva prosperou no Continente, especialmente na França e na Itália, sendo depois ressuscitada particularmente na Áustria, ao passo que as teorias de que o valor das coisas dependia do "trabalho contido nelas" ou do custo da produção surgiram especialmente na Grã-Bretanha? Kauder atribuiu essa diferença à profunda influência da religião: os escolásticos, a França, a Itália e a Áustria eram católicos, e o catolicismo enfatiza que o consumo é o objetivo da produção, e que a satisfação (utilidade) e o prazer do consumidor — pelo menos com moderação — são atividades e objetivos valorosos."

    "O sucesso deve ser batalhado e obtido não para provar que se é um membro dos eleitos destinado a ser salvo, mas sim porque — e assumindo que um indivíduo faz parte dos eleitos pela virtude de sua fé calvinista — o esforço para trabalhar e ser bem sucedido é algo a ser feito pela glória de Deus. A ênfase calvinista à postergação da satisfação terrena levou a uma ênfase particular ao ato de poupar e viver frugalmente. Trabalhar e poupar, pelo bem em si dessas atitudes, ou pelo bem de Deus, foram enfatizados pelo calvinismo de maneira muito mais intensa do que pelas outras correntes do cristianismo.

    Sendo assim, o enfoque tanto nos países católicos quanto no pensamento escolástico se tornou muito diferente do enfoque calvinista. O enfoque escolástico estava no consumo, o consumidor, como o objetivo final do trabalho e da produção. O trabalho não era um bem em si mesmo, mas apenas um meio de se possibilitar o consumo no mercado. O equilíbrio aristotélico, o meio-termo áureo, era considerado um requisito para uma boa vida, uma vida que levasse à felicidade em harmonia com a natureza do homem. E uma vida equilibrada deveria enfatizar os prazeres do consumo e do lazer, bem como a importância do esforço produtivo.

    Em contraste, uma ênfase um tanto severa e sombria no trabalho e na poupança começou a ser intensificada na cultura calvinista. Esta rejeição da importância do lazer, obviamente, caiu bem à iconoclastia que atingiu seu ápice no calvinismo — a condenação ao divertimento como sendo uma maneira de expressar devoção religiosa. Uma das expressões deste conflito veio com os feriados religiosos, que os países católicos desfrutavam em abundância. Para os puritanos, isso era idolatria; mesmo o Natal não deveria ser uma ocasião para um sensato divertimento."

    Assim, fica o questionamento: quem é mais libertário? Os católicos que enfatizavam o consumo e o juio de valor subjetivo, ou os calvinistas que enfatizavam o trabalho duro e a poupança?
  • anônimo  02/08/2012 07:36
    Não é questão de discutir quem é mais "libertário". Isso é de importância completamente secundária. O que está em discussão é o desenvolvimento de teorias. Dizer que o trabalho exaustivo deve ser o objetivo de vida foi uma crença que gerou a teoria do valor-trabalho, da qual Marx gostosamente se apropriou, criou sua teoria da mais-valia e, com ela, empilhou mais de 170 milhões de cadáveres mundo afora.

    Adicionalmente, trabalhar sem poder consumir -- ou seja, trabalhar sem poder usufruir os frutos do seu trabalho -- é quase uma escravidão. O objetivo do trabalho e da produção é justamente o de criar bens para serem consumidos. Trabalhar apenas por trabalhar não é um bem em si mesmo, e não vejo por que deveria ser algo a ser exaltado.
  • Sérgio  02/08/2012 12:45
    "Trabalhar apenas por trabalhar não é um bem em si mesmo, e não vejo por que deveria ser algo a ser exaltado."
    - Quem defendeu isso??? Pelo contrário, o calvinismo enfatiza o trabalho duro, a poupança e a acumulação de capital...
  • Rodrigo Mak  27/10/2012 19:25
    A poupança não é definida como adiamento do consumo, do presente para o futuro?
    A pessoa poupa hoje para poder consumir mais amanhã...
  • Luigi Bonvenuto  13/01/2019 16:25
    O calvinismo não sustentava a ideia de trabalhar para não poder consumir. Você pode e deve utilizar do seu lucro para consumir, porém ele não deve ser o objetivo principal de seu trabalho. Do ponto de vista espiritual, o trabalho é para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31) e também para cumprir sua ordem, que desde a criação Deus ordenou que o homem trabalhasse para colher seus frutos.

    A motivação calvinista não é o consumo e por isso os burgueses trabalham arduamente e prosperaram em locais como Franças (nas regiões calvinistas), Suíça, Inglaterra, etc. O próprio artigo estabelece uma diferença entre a motivação católica e a motivação calvinista para o trabalho.

    O consumo não é proibido porém você trabalhar apenas pensando em tal não é uma motivação correta, o que pode levar a uma diminuição da produtividade.

    Eu particularmente concordo essa ética de trabalho e vou pela lógica de "trabalhar e poupar"
  • Fernando  14/01/2019 10:57
    Então o calvinista trabalha para que haja o consumo dum indivíduo não eleito rsrsrss. Não sei qual o "pior" nessa história.
  • Oziel Jose  06/11/2012 09:32
    Apesar da discussão de idéias ser bastante interessante, o que os protestantes diziam e dizem é o foco na bíblia. Não se pode avaliar teorias protestantes sem avaliar o que a bíblia diz delas, se não está na bíblia é ideia de homens e passível de erro.

    Em relação ao comentário anterior das críticas a Lutero e Calvino, não posso comentar pois foi fruto de grande desconhecimento da própria história católica. Sim pode ter havido perseguições, mas na época a ideia de religião oficial era comum, basta então ver que religião quebrou mais rapidamente essas correntes de perseguição.
  • Renato  06/11/2012 11:07
    Oziel Jose, discordo de você em relação de que "os protestantes diziam e dizem é o foco na bíblia".

    O que os protestantes criaram foram interpretações da bíblia. Uma Torre de Babel teológica.

    "Não se pode avaliar teorias protestantes sem avaliar o que a bíblia diz delas, se não está na bíblia é ideia de homens e passível de erro."

    Não é à toa que muitos líderes protestantes dizem que a bíblia prega até mesmo o socialismo. Esse pensamento influenciou até mesmo os teólogos da libertação dentro da Igreja Católica. Sendo assim, o próprio protestantismo se encaixa "se não está na bíblia é ideia de homens e passível de erro".

    Oziel Jose, me desculpe. Pelos seus comentários você mesmo demonstra estar acreditar em uma espécie de romantismo protestante.

    O que eu quero dizer com isso?

    Quero dizer que você acredita mesmo que os revolucionários protestantes eram homens de Deus, fizeram toda a revolução se baseando pelo evangelho, eram homens horados, honestos, etc etc etc. Já que nos seus comentários mais acima você parece insinuar que os países protestantes guardaram uma moral e que começou a cair depois.

    Se estamos falando em moral cristã, os países protestantes foram os primeiros a implantarem a lei do aborto e união de pessoas do mesmo sexo.

    Existem países católicos que implantaram as mesmas coisas? Sim, mas isso foi muito, mas muitos tempo depois.

    Quando você diz que "basta então ver que religião quebrou mais rapidamente essas correntes de perseguição", você deve estar se referindo a liberdade religiosa.

    Outra vez discordo de você. Eu volto a pegar outra vez o exemplo da Escandinávia. Só no início do século XXI alguns países daquela região aboliram o luteranismo como religião oficial do Estado: Cito o exemplo da Suécia que parece ter revogado essa lei só em 2001, se eu não estou enganado.

    Se eu muito não me engano, o anglicanismo até hoje é a religião oficial da Inglaterra. Onde a Rainha Elizabeth II é a chefe da igreja.

    Oziel Jose, o que você e o Sergio não querem perceber é que a livre economia não nasceu da noite pro dia, teve um ponta pé inicial, e esse ponta pé inicial se deu dentro da Igreja Católica.

    Esqueça essa historinha de que os pensamentos de João Calvino, Max Weber e o seu malandro livro "A ética protestante e o Espírito do Capitalismo", criaram o sistema de livre mercado.

    Eles contribuíram para o sistema de livre mercado? É claro que contribuíram. Não sou hipócrita em omitir isso.






  • Leonardo Couto  19/04/2013 19:16

    A crítica generalizada ao protestantismo devido à atos de alguns protestantes não procede de maneira alguma. Isso porque há o fato de não haver autoridade central teológica dentre as correntes que discordaram da Igreja Católica e que passaram a se encaixar nessa definição de protestante.

    A decisão de entender a Deus através de Sua palavra, a bíblia, resulta em uma diversidade de teses teológicas, que são avaliadas pessoalmente por cada cristão, em vez de centralmente pelo alto conselho da teologia situado em Roma. É óbvio que surgirão divergências.

    O mais importante, porém, é perceber que a denominação protestante denota a rejeição à arbitrariedade teológica e poder central da Igreja Católica, e uma ênfase à ligação pessoal com Deus, e não intermediada por qualquer burocrata teológico.

    Portanto, teologia errática de alguns que se diziam protestantes não devem ser automaticamente atribuídos ao protestantismo em si, pois é possível discordar da teologia destas pessoas e ser, ainda, um protestante.

    Esta última atitude não pode ser feita dentro da crença católica, pois ser católico traz consigo a necessidade de obediência à instituição Igreja Romana e aceitação de sua teologia central, bem como reconhecimento da autoridade do Papa; qualquer objeção a isto só pode ser feita pelas pessoas que estão fora da comunhão. Segundo as palavras de um dos seus chefes supremos: "Fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se" Papa Pio IX.

    Enquanto que ser denominado protestante implica obediência à palavra; não há compulsoriedade de concórdia para com atos de pessoas que professam a mesma fé. Qualquer reprovabilidade teológica de um protestante A só pode ser compartilhada ao B se este concordar com os atos do primeiro. No catolicismo essa concórdia com a teologia da Igreja são obrigatórias se você realmente for um católico, na própria definição da Igreja Católica, ou seja, praticante.
  • Ubiratan Iorio  06/11/2012 09:46
    Brilhante artigo do Rothbard! Sintetiza muito bem uma luta que venho travando há muito tempo para mostrar que os valores básicos da Escola Austríaca e, em geral, da economia de mercado, da propriedade privada, etc., são heranças do pensamento católico.
  • Luis Almeida  06/11/2012 09:53
    Esse artigo é ainda mais completo, professor.

    O papel crucial da religião no desenvolvimento da ciência econômica
  • Marcio Estanqueiro  19/04/2013 16:16
    Prezado Professor Sr. Ubiratan Iorio.

    Desculpe-me acrescentar, os valores básicos da Escola Austríaca são heranças não só do Catolicismo mas em geral do Cristianismo, pois este também abrange o Protestantismo.

    abraço.
  • Filosofo Chato  18/05/2013 14:17
    "A opinião do Professor von Mises sobre a tese de Max Weber deve ser mencionada: Weber inverteu o verdadeiro padrão causal, isto é, que o capitalismo veio primeiro e que os calvinistas adaptaram seus ensinamentos à crescente influência da burguesia. Weber relatou que os fatos ocorreram em ordem contrária."
    Mas então Mises foi de acordo com Marx? Pois esta uma das bases do pensamento marxista que a economia e meios de produção como motores, e a cultura seria adaptativa.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  24/06/2013 01:54
    O trabalho do Instituto Mises é louvável.
  • Bezerra  03/09/2013 19:14
    Até concordo que para teoria econômica o catolicismo fez grandes contribuições. Porém para prática econômica os fatos mudam. Os grandes bastiões do capitalismo Inglaterra e EUA eram protestantes. Até hoje nos EUA os protestantes votam mais nos republicanos, enquantos os católicos votam mais nos democratas. Hoje nos EUA têm aumentado a popularidade de políticas sociais-democratas, ao mesmo tempo que aumenta a emigração de latino-americanos e diminui a população declarada de protestante tradicional. Coincidência?
  • Emerson Luis, um Psicologo  14/11/2013 19:01
    A História é mais complexa do que supomos e diferentes pensadores católicos e protestantes tiveram um papel decisivo tanto na formação do pensamento liberal quanto do socialista. Todos precisamos de humildade e sobriedade para compreender isso.

    Antes da Reforma, a grande maioria dos europeus era de católicos devotos. O clero defender os "direitos naturais" e a "soberania popular" era uma forma de fazer com que a lealdade dos povos priorizasse a hierarquia católica em detrimento dos reis.

    O lema "Creio porque é absurdo" (e não meramente "Creio apesar de ser absurdo") é um lema católico.

    Os pentecostais e semelhantes (como grupo) de fato tendem a basear suas convicções e ética mais nas emoções e intuições do que na razão. Mas esta atitude foi uma reação extrema à racionalidade do protestantismo tradicional. E a maioria dos cristãos não-católicos também são não-pentecostais (exceto na América Latina).

    Dentre os não-católicos, os pentecostais &CIA são os mais parecidos com o catolicismo: dizem que um pentecostal é um católico que trocou o papa global por um papa local, resgatando o misticismo da Idade Média.

    Os protestantes tradicionais buscaram se aproximar mais do que acreditavam ser o modelo bíblico de Igreja. E neste processo se assemelharam culturalmente (ou já eram e ficaram mais) aos judeus. Não é coincidência que os judeus estão entre os povos mais prósperos e instruídos, pois o desenvolvimento intelectual e profissional é prioridade para eles, diferente da visão mística antirracional de outros povos.

    De qualquer forma, o artigo é muito bom, o liberalismo teve a contribuição de diferentes tipos de pessoas e o mais importante é a propagação e implementação destes princípios e nossa vida pessoal e social.

    * * *
  • Tiago Felicio  27/12/2013 09:38
    Belo artigo!
  • José André Lourenço  30/07/2015 21:36
    Diletos amigos,
    Depois de ler o texto em tela e as discussões geradas pelo mesmo. Indico-lhes para estudo e reflexão as obras de autores como
    Gary North, Rousas J. Rushdoony. Outro autor interessante é Eric Voegelin, seus quatro volumes sobre a "História das Ideias Políticas" são memoráveis!

    Abraços!
  • RichardD  21/09/2015 20:27
    Mais uma prova que o que gente aprende é simplesmente inútil. Belo artigo
  • Fã do IMB  25/02/2016 21:09
    Rothbard foi um gênio.
  • Tulio Albert  28/08/2016 01:18
    Acho que o amiguinho não chegou a ler os arquivos da "santa igreja", catolicismo -> comunismo.
  • anônimo  28/08/2016 06:37
    Bom, parece que o xis da questão é a originalidade da ciência econômica. Seguindo essa "lógica", deveríamos exaltar a arquitetura egípcia, a arte grega (e outros) como superiores ao catolicismo romano e ao cristianismo.

    Ademais, é fruto de estupidez acachapante de quem se dedica a economia e a meia dúzia de tolices que Rothbard escreveu acreditar que o desenvolvimento do capitalismo é fruto do "catolicismo" tomado de forma genérica. Por várias razões.

    1. O catolicismo romano, a despeito do que a propaganda papista diz, não foi um bloco monolítico. Ainda que tenham existido os escolásticos tardios de que os católicos romanos conservadores e ignorantes tanto se orgulhem, o catolicismo romano também degenerou em formas pró-comunismo. O caso mais emblemático é o dos franciscanos radicais, que, segundo o "anti-protestante" Eric Voegelin inauguraram a discussão sobre comunismo na igreja primitiva. Nesse caso, o romanismo influenciou ambos. Contudo, os escolásticos tardios NÃO INFLUENCIARAM a cúria e a Doutrina Social do catolicismo romano é CONTRÁRIA ao livre mercado. Isso mostra que todos os católicos romanos citados como heróis e mesmo os que aqui deleitam-se em endossar mais essa fraude propagandística possivelmente não conhecem a própria DS ou fingem não conhecer. Andam, pois, contra o Magistério.

    2. É evidente para qualquer um que leve o termo 'ciência' a sério que a simples realidade dos países protestantes nesse quesito induz à conclusão de que algo nos países protestantes favoreceu esse desenvolvimento. Negar que a ética protestante influenciou e favoreceu o comércio é ridículo, ainda que tenha se adaptado a formas que surgiram espontaneamente. "divino trabalho" é um termo tão ridículo que só serve pra mostrar o amadorismo do autor quanto à teologia reformada. O contrário disso é vigarice apologética.

    3. A riqueza italiana dos dois séculos anteriores à Reforma NÃO SÃO INFLUÊNCIA pura e simples da teologia católica, mas também do Renascimento. Esses foram também os séculos mais decadentes do romanismo na Itália, diga-se de passagem. O engraçado é ver um monte de ignorantes tentando extrair ouro de retórica empolada.

    4. O protestantismo é muito mais próximo do libertarianismo do que o catolicismo romano, pois só com o Sola Scriptura é possível defender limites para o estado. Os EUA são fruto disso, chorem os haters ou não.

    5. A visão que libertários católicos e/ou conservadores têm da crítica contra a razão humana é simplesmente infantil. Não apenas em relação à ciência econômica, mas toda a ciência foi promovida pelo protestantismo. Calvino, inclusive, a tinha como benção de Deus seguindo o mandato de Deus à humanidade para 'domínio' do mundo. Isso inclui possivelmente a opinião de Erik von Kuehnelt-Leddihn, que em outro livro admite que o protestantismo foi o verdadeiro continuador de boa parte da tradição medieval e que o futuro será definido nos termos de Calvino ou de Rousseau. Ele, com desgosto, admite que ficará do lado de Calvino.

    6. Que o protestantismo é uma "segunda onda do cristianismo" e que veio num período de crise é tão óbvio que apelar pra uma autoridade intelectual sobre o assunto é sinal de desconhecimento completo de causa. Por isso o nome é "Reforma". Você só reforma algo que já existe.
  • Felipe  30/06/2017 00:10
    "1. O catolicismo romano, a despeito do que a propaganda papista diz, não foi um bloco monolítico. Ainda que tenham existido os escolásticos tardios de que os católicos romanos conservadores e ignorantes tanto se orgulhem, o catolicismo romano também degenerou em formas pró-comunismo. O caso mais emblemático é o dos franciscanos radicais, que, segundo o "anti-protestante" Eric Voegelin inauguraram a discussão sobre comunismo na igreja primitiva. Nesse caso, o romanismo influenciou ambos. Contudo, os escolásticos tardios NÃO INFLUENCIARAM a cúria e a Doutrina Social do catolicismo romano é CONTRÁRIA ao livre mercado. Isso mostra que todos os católicos romanos citados como heróis e mesmo os que aqui deleitam-se em endossar mais essa fraude propagandística possivelmente não conhecem a própria DS ou fingem não conhecer. Andam, pois, contra o Magistério."

    - De fato as opiniões católicas foram diversas no que tange aos pontos não essenciais da fé, entretanto não se pode negar a influencia da Igreja Católica no desenvolvimento do mundo moderno. O texto em si já fala muito sobre a contribuição dos católicos para a economia, porém devemos nos lembrar que muitas mentes pensantes como Erasmo de Roterdã não abraçaram a Reforma Protestante inda que discordando da Igreja Católica em alguns aspectos. Outro ponto importante a ser dito é que muito do espírito da Renascença se deu por conta do investimento da Igreja Católica em universidades e ensino de qualidade. As cidades italianas deste período foram as primeiras células do capitalismo no mundo. De resto, o texto publicado já explicita em muito tudo o que a história aponta. De resto, é tudo propaganda protestante.

    "2. É evidente para qualquer um que leve o termo 'ciência' a sério que a simples realidade dos países protestantes nesse quesito induz à conclusão de que algo nos países protestantes favoreceu esse desenvolvimento. Negar que a ética protestante influenciou e favoreceu o comércio é ridículo, ainda que tenha se adaptado a formas que surgiram espontaneamente. "divino trabalho" é um termo tão ridículo que só serve pra mostrar o amadorismo do autor quanto à teologia reformada. O contrário disso é vigarice apologética."

    - Esse papo de que somente países protestantes são prósperos é pura propaganda protestante. Se formos pegar a teoria de Weber, refutada neste texto, veremos que ele repousa a responsabilidade pelo desenvolvimento do capitalismo nos ombros dos calvinistas puritanos. Contudo, estes mesmos calvinistas puritanos, eram contrários ao uso do dinheiro para as coisas mundanas. Os calvinistas puritanos eram contrários às artes plásticas, à música e ao consumo em coisas vãs. O estilo de vida austero presente em seitas como Testemunhas de Jeová e igrejas pentecostais surge daí. Eles eram totalmente iconoclastas e contrários a qualquer estimulo que retirasse do homem o seu senso de razão pura. Pode-se dizer que atualmente o que mais se aproximaria dos antigos puritanos nesse sentido são os islâmicos mais rigorosos.

    O protestantismo anglicano do Reino Unido e o protestantismo luterano dos países nórdicos são, na verdade, muito mais próximos do Catolicismo do que do protestantismo norte-americano, que em suma é herdeiro do puritanismo. A Igreja Anglicana em si preserva muito da cosmovisão católica romana, tanto é que muitos anglicanos - ao saírem de sua igreja - preferem migrar para o Catolicismo do que para alguma seita protestante. O mesmo pode ser afirmado em relação aos protestantes escandinavos. Quando o Protestantismo nasceu nesses países a Igreja Católica já estava bem consolidada deixando para os protestantes todo um legado religioso e, também, político e econômico.

    Os Estados Unidos, por sua vez, deve muito ao seu crescimento aos protestantes sim, mas não apenas à estes. Os católicos também estavam presentes e influenciaram a constituição dos EUA. O que foi decisivo na carta magna norte-americana é que o sistema dos EUA é baseado não no calvinismo, mas no deísmo. A maior influência puritana-protestante na política norte-americana é o Destino Manifesto que só ajuda o país a entrar em guerra com os outros e a defender Israel com unhas e dentes de maneira dogmática, diga-se de passagem.

    "3. A riqueza italiana dos dois séculos anteriores à Reforma NÃO SÃO INFLUÊNCIA pura e simples da teologia católica, mas também do Renascimento. Esses foram também os séculos mais decadentes do romanismo na Itália, diga-se de passagem. O engraçado é ver um monte de ignorantes tentando extrair ouro de retórica empolada."

    - Como não? A Igreja praticamente era a detentora da produção filosófica e teológica na época. Se o Renascimento nasceu, deve-se também a Igreja Católica. E engana-se que esse período foi decadente para a Igreja Católica, embora pode-se dizer que existiram desafios incríveis, mas não que ela estivesse decadente no sentido macro da coisa. O Protestantismo só conseguiu obter êxito por causa da ajuda dada pelos islâmicos - que hoje os protestantes teimam em demonizar - do antigo Império Otomano que, por sua vez, disputava com o Sacro Império Romano Germânico. Financiar os protestantes foi uma forma de fazer implodir por dentro o poder da Casa dos Habsburgo, família real do Sacro Império Romano Germânico essencialmente católica. Os turco otomanos influenciaram sim os protestantes, inclusive teologicamente, inclusive no desejo de existir um país confessional e na iconoclastia radical.

    "4. O protestantismo é muito mais próximo do libertarianismo do que o catolicismo romano, pois só com o Sola Scriptura é possível defender limites para o estado. Os EUA são fruto disso, chorem os haters ou não."

    -Não, muito pelo contrário. O Sola Scriptura daria mais poderes ao Estado. Em um determinado momento da Reforma o próprio Martinho Lutero começou a temer pela diversidade de interpretações bíblicas existentes, portanto a própria natureza do protestantismo seria muito semelhante ao dos muçulmanos sunitas: são 8 ou 80. Deve-se lembrar também que a Teologia do Evangelho Social, nos EUA, e a Teologia da Libertação, aqui no Brasil, ambas de linha marxista, surgiram no coração do protestantismo. Aqui, o marxismo estadista conseguiu entrar através da doutrinação marxista no Seminário Teológico Presbiteriano de Campinas, na década de 70, com o pastor norte-americano Richard Shaull. Deve ser dito também que atualmente a Igreja Católica é que tem produzido o maior número de liberais enquanto que o Protestantismo histórico tem produzido grandes nomes da esquerda política e estadista. Basta fazer uma pesquisa séria.

    "5. A visão que libertários católicos e/ou conservadores têm da crítica contra a razão humana é simplesmente infantil. Não apenas em relação à ciência econômica, mas toda a ciência foi promovida pelo protestantismo. Calvino, inclusive, a tinha como benção de Deus seguindo o mandato de Deus à humanidade para 'domínio' do mundo. Isso inclui possivelmente a opinião de Erik von Kuehnelt-Leddihn, que em outro livro admite que o protestantismo foi o verdadeiro continuador de boa parte da tradição medieval e que o futuro será definido nos termos de Calvino ou de Rousseau. Ele, com desgosto, admite que ficará do lado de Calvino."

    - Com certeza esse anônimo é um calvinista. Os aspectos econômicos estão bem explicados no texto, porém devo dizer que João Calvino foi o primeiro ditador da história do mundo moderno. Quando ele governou Genebra, o mesmo instituiu a "polícia dos costumes". As leis de Calvino abrangiam, principalmente, o aspecto individual das pessoas. Ele proibiu cortes de cabelo, estilo de roupa e obrigava a todos irem a igreja, caso contrário as pessoas eram torturadas e mortas. Um bom exemplo é Jacques Gruet, que foi torturado durante um mês por Calvino pelo fato de Gruet ser, em primeiro lugar, contra as políticas calvinistas e, em segundo lugar, ateu. Quem conhece história de verdade, e não a produzida pelo movimento "Os Puritanos", "Editora Fiel" e "Igreja Presbiteriana do Brasil" sabe bem que Calvino foi um grande assassino, sanguinário e totalitário que de libertário não existe nada.

    "6. Que o protestantismo é uma "segunda onda do cristianismo" e que veio num período de crise é tão óbvio que apelar pra uma autoridade intelectual sobre o assunto é sinal de desconhecimento completo de causa. Por isso o nome é "Reforma". Você só reforma algo que já existe."

    - Exato, aí nisto eu concordo. O Protestantismo nada mais é do que o Catolicismo depenado. Atualmente o Protestantismo cresce entre os pobres sendo as áreas mais pobres as mais protestantes. As cidades mais católicas são mais prósperas como Niteroi (RJ) e Curitiba (PR). Pode-se dizer da Região Sul e Nordeste que crescem muito mais economicamente do que o resto do país, justamente as áreas mais católicas do país. O Acre, o estado mais protestante do Brasil, é inexpressivo economicamente. Podemos falar também dos estados norte-americanos mais ricos que, por sua vez, possuem influências católicas e judaicas. Vá para o Bible Belt pra você ver o quão avançados eles são: ainda vivem como a Família Buscapé.

    Protestante nada mais é que um cristão ocidental não-católico ou anti-católico. Apenas isso. O protestantismo elogiado por Max Weber já não existe mais e isso os próprios estudiosos como o protestante Eduardo Calviani sabem, pois falam disso em suas obras. O Protestantismo é uma religião crítica, basta conversar com um seguidor dessa religião. Coloque no Youtube: "Protestantismo em crise" e você verá, o problema é que sempre foi assim desde a sua gênese.

    O Protestantismo não ajuda no liberalismo, pois como "religião de transição" você tem três caminhos depois de passar por essa religião: (1) retornar ao Catolicismo Romano; (2) tornar-se irreligioso ou deixar de ser cristão; (3) continuar no Protestantismo e tornar-se fanático e fundamentalista.

    Texto mais que necessário, para fugir da doutrinação marxista-protestante!
  • Rodrigo  05/01/2018 13:39
    Você conseguiu escrever muito e muitas asneiras tentando refutar alguém, parabéns!

    Vários erros no seu texto, se é que lee é seu, que me fazem pensar que você provavelmente nunca leu Weber e que com certeza não sabe nada sobre protestantismo:

    1) "muito do espírito da Renascença se deu por conta do investimento da Igreja Católica em universidades e ensino de qualidade"
    PIADA, o ensino Católico em universidades se resumiam a gramática, Dialética e Retórica. Além disso as universidades católicas não eram abertas a qualquer um querendo aprender, eram destinadas aos filhos de nobres ou aos doutores da Igreja; Leonardo da Vinci


    2) Argumento Espantalho e falta de conhecimento de Weber e Puritanos:
    "Esse papo de que somente países protestantes são prósperos é pura propaganda protestante. Se formos pegar a teoria de Weber, refutada neste texto, veremos que ele repousa a responsabilidade pelo desenvolvimento do capitalismo nos ombros dos calvinistas puritanos. Contudo, estes mesmos calvinistas puritanos, eram contrários ao uso do dinheiro para as coisas mundanas"

    2.1) Ninguém diz que só países protestantes são prósperos, mas que a maioria dos prósperos são de origem e cultura protestante;

    2.2) Weber não diz em sua obra que o desenvolvimento do capitalismo é responsabilidade do Puritanismo, ele o atribui ao Calvinismo e Weber de forma detalhada explica claramente que o Puritanismo é apenas um dos nomes dado aos Calvinistas que foram para a Inglaterra, da mesma forma que na França os Calvinistas foram chamados de Huguenotes e assim por diante;

    2.3) Dizer que Puritano não usa o dinheiro para coisas mundanas demonstra que você não conhece o Puritanismo, e está confundindo Puritanos com Mórmons. Foram os Puritanos que fundaram a América, se eles não usassem o dinheiro para coisas mundanas os EUA seriam tão atrasados hoje quanto a Mongólia;

    2.4) Você fala do Anglicanismo e LUteranismo serem próximos a doutrinas CAtólicas, está certo, porém isso não muda o fato de serem Igrejas Protestantes pois se separaram da ICAR;

    2.5) Você mostra toda sua ignorância ao chamar vertentes protestantes de "seitas";

    2.6) Vc diz que o protestantismo nos países Escandinavos recebeu o legado politico e econômico católico, mas duvido vc ser capaz de provar q esses países eram prósperos quando eram católicos....

    2.7) Vc diz que a maior influência na Constituição americana foi o Deísmo, então me mostre qual dos fundadores da América eram deístas? pois Benjamin Franklin era puritano, John Adams era puritano filho de reverendo calvinista, Thomas Jefferson também era protestante e acreditava em Deus, assim como a todos os outros.

  • Ricardo  06/01/2018 18:18
    Me dê um exemplo de país católico que enriqueceu.
  • anonimo  13/07/2018 09:55
    Quanto disparate e revanchismo anticatólico desse tal de
    Rodrigo 05/01/2018 13:39o .

    Os Estados Unidos são fruto do iluminismo, em grande parte influenciado pelos escolásticos tardios católicos, mesmo os protestantes eruditos reconheciam esse fato, vide as próprias fontes como Grocius, Pufendorf ou Leibniz, protestantes que elogiavam o trabalho dos católicos no campo do jusnaturalismo.

    Se os EUA dependessem dos puritanos ainda seriam teocracias atrasadas e intolerantes que queimavam bruxas e perseguiam as minorias, vide os casos de Salém. Os Founding Fathers eram todos iluministas e nada fanáticos religiosos, a única coisa que os unia era a maçonaria, que apesar de anticatólica era claramente mais influenciada pelo material teórico católico do que protestante. Foram os iluministas que consolidaram a liberdade religiosa na América, não os puritanos e demais seitas.
  • 4lex5andro  22/02/2017 17:54
    Longe de menosprezar a contribuição da Igreja de Roma porém, é inegável que o protestantismo da Reforma avançou alguns países a outro patamar de desenvolvimento.
    Não por acaso os países mais economicamente desenvolvidos e liberais, com as exceções de Japão e Israel, são de tradição protestante.
  • Felipe  30/06/2017 22:02
    O único país protestante a, de fato, prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Todos os outros já eram ricos enquanto católicos. A prova disso é que em todos os países europeus de maioria protestante a igreja é associada ao Estado. Eles mantiveram o sistema antigo da Igreja Católica.

    O Protestantismo bebeu de todo aparato deixado pelo Catolicismo, isso é fato histórico. A tese de Weber tem se mostrado inverídica se formos olhar pelo aspecto prático. Podemos citar alguns exemplos de países católicos ricos: Áustria, Suíça, Itália, Irlanda, França, Canadá - em especial Québec, Bélgica, Austrália, Chile...só para citar alguns.

    Existe o outro lado, os países colonizados por protestantes, com maioria nessa religião, mas que no entanto são tão pobres quanto o Brasil, eis alguns deles: África do Sul, Nigéria, Botswana, Jamaica, Bahamas, Guiana e São Vicente e Granadinas, Papua Nova Guiné, só para citar alguns.

    No caso do Reino Unido e dos países escandinavos, pode-se dizer que são protestantes muito próximos ao Catolicismo seja liturgicamente quanto doutrinariamente. Papa Bento XVI chegou a presidir uma missa na Abadia de Westminster junto ao Arcebispo de Cantebury em 2012. Esse protestantismo europeu nada tem a ver com o puritanismo elogiado por Weber e que acabou prosperando nos Estados Unidos.

    Vamos nos lembrar também que algumas cidades mais pobres do Brasil possui uma presença expressiva de evangélicos. Podemos citar aqui a cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, conhecida por ser a cidade mais evangélica do estado do Rio e uma das maiores do Brasil. É uma cidade pobre e violenta. A vizinha Niterói tem a maior parte de sua população pertencentes a classe A, com níveis de escolaridade bem maior que São Gonçalo e níveis de violência abaixo da média, Niterói possui uma vasta maioria católica romana.

    O que aconteceu com o catolicismo latino-americano é que, por conta do padroado, acabou que Roma perdeu um pouco as rédeas e a igreja passou a ser comandada pelos monarcas. Isso atrasou em muito o conhecimento das doutrinas, das filosofias e modo de pensar elaborados pela Igreja durante muitos anos. Aqui no Brasil, a Igreja só se viu liberta desse grilhão quando a República foi proclamada.

    O Protestantismo contribuiu sim para muitas coisas, principalmente para o processo de secularização da sociedade, mas não podemos supervalorizar tanto o movimento não. Muito do que é falado em favor do movimento não corresponde a realidade.
  • Ex-microempresario  01/07/2017 17:21
    Felipe, não vou entrar em questões de doutrina religiosa porque não é minha praia. Mas quero destacar que seus exemplos me parecem bastante incoerentes.

    Existem países católicos ricos, como existem países protestantes ricos, a maioria na Europa e América do Norte. Existem países católicos pobres e países protestantes pobres, a maioria na América Latina e África.

    Não vejo grandes diferenças entre as colônias inglesas e holandesas (protestantes) das portuguesas e espanholas (católicas) na Africa. Acho que as palavras chave aí são colônia e África, e não católica ou protestante.

    Para pinçar alguns exemplos, vc cita o Chile como "país católico rico"; ora, a colonização espanhola do Chile foi a mesma que a do Perú, Equador, Bolívia, El Salvador, Nicarágua. Na verdade, após a independência da América espanhola no século 19, o Chile foi o país sul-americano que mais se aproximou da Inglaterra.

    As Bahamas tem um dos PIB per capita mais altos do continente americano, e sua economia é baseada em turismo e serviços financeiros. Pouco a ver com religião.

    A África do Sul é, ou pelo menos foi, um dos países mais ricos em ouro e diamantes, e era um país rico, embora ditatorial, sob a influência da Inglaterra. Hoje, está se destruíndo por conta de políticos corruptos e lutas étnicas pelo poder. Pouco a ver com religião.

    Por último, vc acerta ao dizer que as cidades mais pobres tem muitos evangélicos, mas confunde causa com efeito: a religião sempre prosperou entre os pobres e ignorantes, que são muito mais facilmente convencidos. Em contraste, veja como entre os países mais ricos, a religião tem influência cada vez menor. Se hoje os pobres no Brasil estão sendo arregimentados com muito mais eficiência pelos pentecostais do que pelos católicos, é uma questão de estratégia de ambos os lados na qual não vou palpitar.
  • João  01/07/2017 20:31
    Suíça é o melhor país do mundo e é de maioria católica. Estados Unidos foi por muito tempo o melhor país do mundo e é de maioria protestante.

    Não sei se possui alguma relação o tipo de Cristianismo que o país escolheu.
  • Ralf   06/08/2017 01:33
    A relação entre capitalismo e protestantismo é tão íntima e direta que a tentativa de desvinculá-las me parece exigir um esforço imenso de relativização e inversão de fatos, valores e correntes dominantes em ambas as religiões. A própria realidade ofusca todas estas tentativas de modo indefensável. A ligação de facções da igreja católica a movimentos socialistas em países da América latina, França e Itália e a oposição a estes movimentos por todas as correntes protestantes tradicionais, é apenas um exemplo do choque entre a realidade e as proposições do autor. A ligação firme dos governos ditatoriais dos movimentos socialistas nacionais na Alemanha, Itália e posteriormente na França à igreja católica, tanto pelos seus líderes como pelos seus seguidores, também demonstram a inclinação católica de roma a estes movimentos anti-liberais e centralizadores de contornos socialistas. A citação da Suíça como país majoritariamente católico como exemplo de associação entreo catolicismo e o capitalismo é tão absurda como artificial, dada a importantíssima transformação causada pela reforma protestante Suíça, bem como o fato de todos os grandes centros suíços, concentradores da riqueza do país, terem uma esmagadora maioria protestante. Mesmo levando em conta todo o país, a pequena diferença entre estes braços do cristianismo nao passa de 8%.
    A inegável influência protestante no iluminismo francês, bem como a crise econômica nos modos de produção, causados pela expulsão dos huguenotes por Luis XIV após a revogação do Édito de Nantes, são mostras da influência dos ideais protestantes na constituição da França moderna.
    Apesar de muito bem escrito, o texto apresenta bases teóricas insustentáveis sob uma análise baseada em fatos reais.
  • Pobre Paulista  10/10/2017 12:44
    Excelente comentário.

    Acrescento algo que que é conveniente omitido: A separação da Igreja do estado permitiu que se surgisse uma nova classe social, a burguesia, que foi quem catalisou a modernização do mundo, como já estamos carecas de saber. Claro que isso não foi planejado pelos protestantes, mas nós só estamos aqui discutindo isso sentados confortavelmente em nossas poltronas porque em algum momento da história houveram pessoas dispostas a peitar a hegemonia política da igreja.
  • Rodrigo  05/01/2018 13:46
    João, você só esqueceu que a Suíça durante séculos teve maioria Protestante, justamente nos anos em que se tornou um país próspero e o "melhor país do mundo" como você diz.

    Apenas ultimamente, da década de 70 pra cá é que o catolicismo virou maioria, isso tem alguns motivos: imigração em massa de pessoas de países como Espanha e Portugal para a Suíça em busca de qualidade de vida e uma queda na religiosidade dos Europeus que está acontecendo em todos os países.
  • Rodrigo  05/01/2018 14:00
    Esse Felipe é realmente um mentiroso descarado.
    Dizer que o "O único país protestante a, de fato, prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Todos os outros já eram ricos enquanto católicos."

    É de uma estupidez tamanha, a Holanda quando era dominada pela Católica Espanha não era absolutamente NADA. Depois que se separou da Espanha graças aos protestantes se tornou uma potência. Os países Escandinavos não eram absolutamente nada quando eram dominados pela Igreja Católica.

    E mais a Suíça só passou a ter maioria católica após a década de 70, quando já era muito rica e próspera

    Aliás, mesmo que só os EUA fosse o único país protestante a ter prosperado, imaginem o que seria do mundo se não fossem todas as contribuições os EUA ao mundo moderno kkkkkkkkkk

    Você é um comédia.
  • anônimo  13/07/2018 10:28
    A grande piada aqui é você, Rodrigo 05/01/2018 14:00

    A Bélgica católica durante o século XIX foi o país mais industrializado e rico do mundo junto com a Inglaterra e EUA, bem mais rica do que a Holanda, Alemanha ou Suíça. Aliás de novo, a Holanda só começou a se industrializar a partir das regiões sulistas do Brabante e Limburgo, ambos católicos e mais desenvolvidos que as províncias protestantes. Até hoje a renda dos belgas é maior do que a dos holandeses, que tem o PIB inflado pelas multinacionais.

    Ou seja, os católicos foram capazes de enriquecer e muito também. Sem falar ainda do rico e industrializado norte da Itália, da Áustria e os bastiões do catolicismo Tirol e Vorarlberg, ou o vale do Reno, o País Basco e etc. Nessas regiões a Igreja Católica continuou forte e dominante na educação durante o século XIX e a industrialização e prosperidade foi geral, sem dicotomia.

    Os países católicos que ficaram pobres foram exclusivamente os que foram dominados pela esquerda anticatólica e incivilizada legada pela desastrosa e anticatólica revolução francesa ou liberais de fachada e aí se incluem os monarcas de Portugal, Espanha, Brasil e sul da Itália.

    O fato é que a acusação de que os católicos são mais pobres do que os protestantes não se sustenta ao se atentar para a história.
  • Luigi Bonvenuto  13/01/2019 16:33
    Seu comentário está equivocado em alguns pontos.

    Comecemos pela afirmação de que o único a prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Isso é uma mentira total, já que a Suécia só emergiu como grande potência (potência média) entre os séculos XVII e XVIII quando protestante. O rei que oficializou a Reforma fez também reformas econômicas e auxiliou no desenvolvimento do país.
    Inglaterra emergiu como potência europeia e futuramente mundial quando protestante, iniciando com Elizabeth I (por sinal, rainha que transformou a Igreja Anglicana em protestante) e se consolidando com Cromwell, protestante calvinista que implantou o liberalismo econômico.
    Os Países Baixos se tornaram o país mais rico do mundo e uma potência naval e militar quando protestantes/[b], tendo o calvinismo oficial no país. Junto com a Inglaterra eles foram fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo moderno que foi aderido com gosto pelos EUA.

    Sobre ter a religião estatal, todos eram Estados confessionais no passado e muitos continuaram assim. De qualquer maneira é aceito pela maioria que os protestantes colaboraram para o desenvolvimento do estado laico junto com os ideais iluministas, já que mesmo com religiões do governo eles eram bem tolerantes em relação aos outros..

    Não sei se você já leu o livro de Weber, mas citar tais países não torna seus ideais inválidos. Não sei a história particular de cada um mas se levarmos em consideração a situação atual deles, [b]foi graças ao capitalismo e a revolução industrial, desenvolvido em grande parte pelos protestantes e sua ética de trabalho
    . Os principais exemplos que posso citar são Bélgica e Chile, sendo que a Bélgica foi uma das primeiras a aderir a Revolução Industrial junto com os protestantes Inglaterra, Países Baixos, Escócia e Suécia. Por sinal, a Bélgica se tornou independente dos Países Baixos e manteve uma certa influência da sua "mãe"
    Chile enriqueceu mais recentemente com políticas de liberalismo econômico, desenvolvidos também pelos protestantes.
    Um detalhe interessante é que Austrália está com maioria denominacional católica porém somando todas as igrejas protestantes os números são bem próximos (43% dos cristãos são católicos protestantes e 44%) porém a influência católica é bem recente no país. Suíça é a mesma coisa, só é maioria católica desde 1960-70 porém era maioria reformada. Canadá está na mesma, a influência majoritária é protestante mesmo que não seja mais maioria.

    Citar colônias é complicado pois em muitos casos eles não tem condições para enriquecer durante um bom tempo, pois estavam sob domínio de outros e a colonização e neo colonização exerce influências até depois da independência.
    Sem contar que os países da América tem condições bem melhores de enriquecer do que os africanos, lembrando de países como Chile, Argentina e o próprio Brasil que desde 1970 estão crescendo exponencialmente e se tornando economias emergentes.

    Sobre os países citados, África Do Sul está numa boa condição quando comparada a países no mesmo continente, Nigéria tem um enorme contingente islâmico (e para que a influência permaneça a religião não poderia ter um contrate tão grande assim, Bahamas é o terceiro país mais rico da América (em PIB per capita), Botswana saiu de um dos países mais pobres do mundo com 70 dólares per capita para um padrão de vida razoável e um dos crescimentos mais rápidos do mundo, tendo hoje 13,000 dólares per capita.

    Proximidade litúrgica não impede de serem protestantes e serem influenciados, já que as igrejas possuem ideais semelhantes e consciências parecidas. Sem contar que o principal impulsor do capitalismo foi o calvinismo que influenciou profundamente a Inglaterra e a própria Anglicana (que seria calvinista se não fosse elementos católicos mantidos pela Elizabeth I) e esteve presente nos escandinavos, sendo a ética de trabalho luterana essencial no processo de enriquecimento deles.

    O protestantismo brasileiro é bem distante do europeu e do norte americano nesse sentido de enriquecer. Os principais expoentes no país hoje são os pentecostais que não tem a mesma ética de trabalho, mesmo que alguns ainda tenham uma certa influência. Eles atendem muito as periferias e regiões pobres onde a religião não tem um impacto tão grande na questão econômica, por isso não se encaixam muito no assunto aqui debatido.

    De qualquer maneira, não sou desonesto e cego para os fatos. Ser católico não impede do país, estado ou cidade ser rico, porém eles utilizam muitos conceitos que os protestantes influenciaram.

    Gosto de citar Singapura, país que mal tem cristãos, quanto mais protestantes, e mesmo assim é rico graças ao capitalismo desenvolvido por eles.

    o comentário já está bem longo e por isso não vou tratar da relação entre protestantismo e secularismo, mas em relação econômica já expus os fatos e argumentos.
  • Luigi Bonvenuto  14/01/2019 13:27
    Seu comentário está equivocado em alguns pontos.

    Comecemos pela afirmação de que o único a prosperar enquanto protestante foi os Estados Unidos. Isso é uma mentira total, já que a Suécia só emergiu como grande potência (potência média) entre os séculos XVII e XVIII quando protestante. O rei que oficializou a Reforma fez também reformas econômicas e auxiliou no desenvolvimento do país.
    Inglaterra emergiu como potência europeia e futuramente mundial quando protestante, iniciando com Elizabeth I (por sinal, rainha que transformou a Igreja Anglicana em protestante) e se consolidando com Cromwell, protestante calvinista que implantou o liberalismo econômico.
    Os Países Baixos se tornaram o país mais rico do mundo e uma potência naval e militar quando protestantes/[b], tendo o calvinismo oficial no país. Junto com a Inglaterra eles foram fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo moderno que foi aderido com gosto pelos EUA.

    Sobre ter a religião estatal, todos eram Estados confessionais no passado e muitos continuaram assim. De qualquer maneira é aceito pela maioria que os protestantes colaboraram para o desenvolvimento do estado laico junto com os ideais iluministas, já que mesmo com religiões do governo eles eram bem tolerantes em relação aos outros..

    Não sei se você já leu o livro de Weber, mas citar tais países não torna seus ideais inválidos. Não sei a história particular de cada um mas se levarmos em consideração a situação atual deles, [b]foi graças ao capitalismo e a revolução industrial, desenvolvido em grande parte pelos protestantes e sua ética de trabalho
    . Os principais exemplos que posso citar são Bélgica e Chile, sendo que a Bélgica foi uma das primeiras a aderir a Revolução Industrial junto com os protestantes Inglaterra, Países Baixos, Escócia e Suécia. Por sinal, a Bélgica se tornou independente dos Países Baixos e manteve uma certa influência da sua "mãe"
    Chile enriqueceu mais recentemente com políticas de liberalismo econômico, desenvolvidos também pelos protestantes.
    Um detalhe interessante é que Austrália está com maioria denominacional católica porém somando todas as igrejas protestantes os números são bem próximos (43% dos cristãos são católicos protestantes e 44%) porém a influência católica é bem recente no país. Suíça é a mesma coisa, só é maioria católica desde 1960-70 porém era maioria reformada. Canadá está na mesma, a influência majoritária é protestante mesmo que não seja mais maioria.

    Citar colônias é complicado pois em muitos casos eles não tem condições para enriquecer durante um bom tempo, pois estavam sob domínio de outros e a colonização e neo colonização exerce influências até depois da independência.
    Sem contar que os países da América tem condições bem melhores de enriquecer do que os africanos, lembrando de países como Chile, Argentina e o próprio Brasil que desde 1970 estão crescendo exponencialmente e se tornando economias emergentes.

    Sobre os países citados, África Do Sul está numa boa condição quando comparada a países no mesmo continente, Nigéria tem um enorme contingente islâmico (e para que a influência permaneça a religião não poderia ter um contrate tão grande assim, Bahamas é o terceiro país mais rico da América (em PIB per capita), Botswana saiu de um dos países mais pobres do mundo com 70 dólares per capita para um padrão de vida razoável e um dos crescimentos mais rápidos do mundo, tendo hoje 13,000 dólares per capita.

    Proximidade litúrgica não impede de serem protestantes e serem influenciados, já que as igrejas possuem ideais semelhantes e consciências parecidas. Sem contar que o principal impulsor do capitalismo foi o calvinismo que influenciou profundamente a Inglaterra e a própria Anglicana (que seria calvinista se não fosse elementos católicos mantidos pela Elizabeth I) e esteve presente nos escandinavos, sendo a ética de trabalho luterana essencial no processo de enriquecimento deles.

    O protestantismo brasileiro é bem distante do europeu e do norte americano nesse sentido de enriquecer. Os principais expoentes no país hoje são os pentecostais que não tem a mesma ética de trabalho, mesmo que alguns ainda tenham uma certa influência. Eles atendem muito as periferias e regiões pobres onde a religião não tem um impacto tão grande na questão econômica, por isso não se encaixam muito no assunto aqui debatido.

    De qualquer maneira, não sou desonesto e cego para os fatos. Ser católico não impede do país, estado ou cidade ser rico, porém eles utilizam muitos conceitos que os protestantes influenciaram.

    Gosto de citar Singapura, país que mal tem cristãos, quanto mais protestantes, e mesmo assim é rico graças ao capitalismo desenvolvido por eles.

    o comentário já está bem longo e por isso não vou tratar da relação entre protestantismo e secularismo, mas em relação econômica já expus os fatos e argumentos.
  • OSMAR mOREAIS  10/10/2017 03:29
    Li o comentário que Calvino foi "um grande assassino, sanguinário e totalitário". Simplesmente, me parece, desconhecer as 'Institutas', a cidade 'Genebra' e a influencia calvinista no mundo. Ah! se tivéssemos, hoje, homens como aquele no Brasil! Talvez, seríamos parecidos com a Suíça. Peço a Deus.
    Osmar
  • Anonimo  27/07/2018 00:43
    Calvinista fazendo a defesa de Calvino. Mas desconhece que, em 1645, durante as invasões holandesas ao brasil, calvinistas e judeus aliados com índios potiguares assassinaram 150 católicos nos povoados de Cunhaú e Uruaçu, incluindo o padre que celebrava a missa com os fiéis, as crianças e um bebê de dois meses:

    www.bbc.com/portuguese/brasil-41568388

    brasil.estadao.com.br/noticias/geral,festa-dos-martires-lembra-massacre-de-catolicos-no-rn,70001892785

    A Reforma trouxe inúmeros males para o mundo. E, por favor, não mencione textos mentirosos sobre Inquisição e Cruzadas, pois já foram mais do que refutados por historiadores como Jacques Le Goff, Thomas Woods, Régine Pernoud, Henri Daniel-Rops, Christopher Dawson, Johan Huizinga, entre tantos outros.
  • Luigi Bonvenuto  14/01/2019 02:01
    Sobre o massacre de Cunhaú e Uruaç, recomendo ler este livro sobre a tolerância presente no protestantismo, que trata do acontecimento entre as páginas 591 e 596.

    drive.google.com/uc?export=download&id=1LBAcp1z6yZgmPLdGFzVMskw6ZTeyEnoM

    Basicamente os holandeses calvinistas não mataram os portugueses católicos, sendo que o pastor enviado por eles foi inclusive morto pelos que se tornaram vítimas no conto católico

    Recomendo não só esse trecho mas toda a obra, escrita pelo teólogo e historiado Lucas Banzoli com mais de 1500 citações, envolvendo muitos historiadores seculares e inclusive textos católicos que corroboram com seus argumentos.

  • anônimo  30/10/2017 00:27
    Bom artigo,
    mas, para além das polêmicas, peço, encarecidamente, a alguém do site que traduza este artigo recente do Mises.org:
    https://mises.org/wire/reformation-austrian-economics
    Duas visões sobre um mesmo assunto creio que seja bom para todos.
  • José Ricardo Baldez  06/01/2019 07:37
    Ótimo artigo. por séculos, os protestantes (também os iluministas) detinham uma poderosa arma: a propaganda enganosa.
  • Um Cristão qualquer  14/01/2019 01:30
    É triste ler os comentários desse artigo e constatar o tanto de ódio que algumas pessoas declaradas Cristãs tem no coração. Que espécie de Cristianismo é esse?

    Voltem-se para Cristo, irmãos. Fujam de doutrinas seculares e totalitaristas que tem objetivos apenas políticos, e atentem-se exclusivamente à palavra do Senhor, esta sim, A palavra que o Criador reservou para nós, suas criaturas.

    O único intermediário entre Deus e nós é Cristo, que nos comprou com seu sangue. Tudo que fugir disso vem do maligno.

    "Amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo". Mas não poderemos amar a Deus se não compreendermos sua palavra.


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