clube   |   doar   |   idiomas
A origem da propriedade privada e da família

É razoável começar uma análise da história humana 5 milhões de anos atrás, quando a linhagem humana evolucionária se separou da linhagem de nosso parente não-humano mais próximo, o chimpanzé.  Também é razoável começar 2,5 milhões de anos atrás, com a primeira aparição do homo habilis; ou 200.000 anos atrás, quando surgiu o primeiro representante do "homem anatomicamente moderno"; ou 100.000 atrás, quando o homem anatomicamente moderno adquiriu a forma humana padrão.  Entretanto, quero começar apenas 50.000 anos atrás. 

Esta é uma data eminentemente razoável também.  Nessa época, os humanos já haviam desenvolvido uma linguagem completa, o que permitiu um radical aperfeiçoamento em sua capacidade de aprender e inovar, fazendo com que o "homem anatomicamente moderno" evoluísse e se transformasse no "homem de comportamento moderno".  Isto é, o homem havia adotado o estilo de vida do caçador-coletor, estilo esse que ainda existe até hoje em alguns pontos do mundo.

Há aproximadamente 50.000 anos, o número de "humanos modernos" provavelmente não era superior a 5.000, todos confinados ao nordeste da África.  Eles viviam em sociedades formadas por um pequeno número de pessoas (de 10 a 30), as quais ocasionalmente se encontravam e formavam um ajuntamento genético comum de aproximadamente 150 a 500 pessoas (tamanho esse que os geneticistas descobriram ser o necessário para se evitar efeitos disgênicos).  A divisão do trabalho era limitada, com a principal separação sendo aquela entre mulheres, que atuavam principalmente como coletoras, e homens, que atuavam principalmente como caçadores.  Apesar de tudo, a vida a princípio parecia ter sido boa para nossos ancestrais.  Apenas algumas horas de trabalho regular permitiam uma vida confortável, com boa nutrição (alta proteína) e tempo de lazer abundante.

Entretanto, a vida dos caçadores e coletores teve de enfrentar um desafio excepcional.  Sociedades baseadas na caça e na coleta viviam de maneira essencialmente parasítica.  Isto é, eles nada acrescentavam à oferta de bens fornecida pela natureza.  Eles apenas exauriam a oferta de bens.  Eles não produziam (exceto algumas poucas ferramentas); apenas consumiam.  Eles não cultivavam e nem criavam; simplesmente esperavam que a natureza regenerasse e repusesse o estoque de bens consumidos.  O que essa forma de parasitismo gerava, portanto, era o inescapável problema do crescimento populacional.  Para manter uma vida confortável, a densidade populacional tinha de permanecer extremamente baixa.  Estima-se que 2,6 quilômetros quadrados de território era o mínimo necessário para sustentar confortavelmente uma ou duas pessoas; e em regiões menos férteis, eram necessários territórios ainda maiores.

As pessoas podiam, é claro, tentar impedir que tal pressão populacional surgisse, e de fato as sociedades de caça e coleta fizeram o possível nesse sentido.  As pessoas praticavam abortos, recorriam a infanticídios — principalmente infanticídio feminino —, e reduziam o número de gravidezes ao incorrerem em longos períodos de amamentação (o que, em combinação com a baixa gordura corporal típica de mulheres que estavam sempre em contínuo movimento, reduz a fertilidade feminina).  Entretanto, embora isso aliviasse o problema, não o resolvia.  E a população continuou aumentando.

Dado que o tamanho da população não podia ser mantido em um nível estacionário, restavam apenas três alternativas para o crescente problema do "excesso" populacional.  Podia-se abrir mão da vida de caça e coleta e encontrar uma nova forma de organização social; podia-se entrar em conflito mortal para se apossar da oferta limitada de alimentos; ou podia-se migrar.  Embora a migração de modo algum fosse algo sem custos — afinal, tinha-se que trocar um território conhecido por territórios completamente desconhecidos —, ela se transformou na opção menos custosa.  E foi assim que, partindo da África Oriental, sua terra natal, todo o globo foi sendo sucessivamente conquistado por grupos de pessoas que se separaram de seus familiares e foram formar novas sociedades em áreas até então nunca ocupadas por humanos.

Essencialmente, esse processo era sempre o mesmo: um grupo invadia um território qualquer, a pressão populacional começava a incomodar, algumas pessoas permaneciam ali, e outras se mudavam para outros lugares — geração após geração.  Uma vez separadas, praticamente não mais havia contato entre as várias sociedades de caça e coleta.  Consequentemente, embora de início estivessem intimamente relacionadas umas às outras através de relações de parentesco direto, essas sociedades formaram concentrações genéticas separadas, e, ao longo de tempo, confrontadas com ambientes naturais diferentes e como resultado de mutações e derivações genéticas interagindo com a seleção natural, elas assumiram aparências claramente distintas.

Tudo indica que esse processo também começou há aproximadamente 50.000 anos, pouco tempo depois do surgimento do "homem de comportamento moderno" e sua aquisição da habilidade de construir barcos.  Dessa época até por volta de 12.000 a 11.000 anos atrás, as temperaturas globais caíram gradualmente (desde então estamos em um período de aquecimento interglacial) e os níveis dos oceanos também caíram correspondentemente.[*]

As pessoas cruzaram o Mar Vermelho no Portão das Lágrimas — que, na época, era apenas um curto espaço de água salpicada de ilhas —, e chegaram à ponta sul da península Arábica (que apresentava um período comparativamente úmido àquela época).  Dali em diante, preferindo se manter em climas tropicais, para os quais o organismo havia sido adaptado, a migração continuou voltada para o leste.  As viagens eram feitas na maioria das vezes em barcos, pois, até há aproximadamente 6.000 anos, quando o homem aprendeu a domar os cavalos, essa forma de transporte era muito mais rápida e mais conveniente do que viajar à pé.

Assim, primeiramente a migração ocorreu ao longo do litoral — e prosseguia dali até o interior por meio de vales fluviais — até a Índia.  Na Índia, aparentemente o movimento populacional se dividiu em duas direções.  De um lado, ele prosseguiu contornando a península índica até o sudeste asiático e a Indonésia (que, na época, era conectada ao continente asiático), finalmente chegando ao hoje "alagado" continente de Sahul (Austrália, Nova Guiné e Tasmânia, países esses que, até 8.000 anos atrás, eram interligados por terra).  Esse continente, na época, era separado do continente asiático apenas por um largo canal de água salpicado de ilhas que permitiam jornadas curtas entre si.  Outra parte desse mesmo movimento contornou a Índia e tomou o rumo norte até a costa da China e, finalmente, até o Japão.

O segundo movimento populacional, assim como o relatado acima, também se subdividiu.  Uma corrente saiu da Índia e tomou a direção noroeste, passando por Afeganistão, Irã e Turquia, até finalmente chegar à Europa.  A outra corrente seguiu a direção nordeste até o sul da Sibéria. 

Migrações posteriores, muito provavelmente ocorridas em três ondas, com a primeira ocorrendo entre 14.000 e 12.000 anos atrás, saíram da Sibéria, passaram pelo Estreito de Bering — na época (aproximadamente 11.000 anos atrás) uma ponte de terra — e chegaram ao continente americano.  Apenas 1.000 anos depois, aparentemente chegaram à Patagônia.  A última rota de migração partiu de Taiwan, que 5.000 anos atrás já estava ocupada, navegou pelo Pacífico e chegou às ilhas da Polinésia.  E, finalmente, apenas 800 anos atrás, chegaram à Nova Zelândia.

Independentemente de todos os detalhes complicados, o fato é que, a partir de um determinado momento, a massa de terra disponível para ajudar a satisfazer as necessidades humanas não mais podia ser aumentada.  Para utilizar um jargão econômico, a oferta do fator de produção "terra" se tornou fixa, o que significa que todo e qualquer aumento no tamanho da população humana tinha de ser sustentado pela mesma e imutável quantidade de terra.  Baseando-se na lei econômica dos retornos, sabemos que esta situação tem de resultar em um problema malthusiano.  A lei dos retornos declara que, para qualquer combinação dos fatores de produção — no caso específico: terra e trabalho —, existe uma combinação ótima.  Se esta combinação ótima não for seguida, isto é, se apenas um fator de produção for aumentado — no caso, o trabalho — enquanto o outro — a terra — for mantido constante, então a quantidade de bens físicos produzida não aumentará absolutamente nada ou, na melhor das hipóteses, aumentará em uma proporção muito menor do que o aumento do fator trabalho.

Ou seja, tudo o mais constante, um aumento no tamanho da população para além de um determinado ponto não é acompanhado de um aumento proporcional da riqueza.  Se esse ponto for ultrapassado, a quantidade per capita de bens físicos produzidos diminui.  E o padrão de vida, na média, irá cair.  Atinge-se um ponto de superpopulação absoluta.

O que fazer quando confrontado com esse desafio?  Das três opções previamente disponíveis como resposta a um aumento na pressão populacional — migrar, guerrear ou encontrar um novo modo de organização social —, somente as duas últimas continuavam disponíveis.  Aqui irei abordar a última resposta, que é a solução pacífica.

O desafio foi respondido com uma reação dupla: de um lado, por meio da economização da terra; de outro, por meio da "privatização" da produção de rebentos — em suma: por meio da instituição da família e da propriedade privada.

Para entender essas reações, é preciso antes olharmos o tratamento dado ao fator de produção "terra" pelas sociedades de caça e coleta.

Pode-se seguramente assumir que a propriedade privada existia dentro da estrutura de uma família tribal.  A propriedade privada existia para coisas como vestimentas pessoais, ferramentas, utensílios e ornamentos.  Quando tais itens eram produzidos por indivíduos específicos e identificáveis (durante seus momentos de lazer), ou eram adquiridos de seus fabricantes originais por meio de trocas ou mesmo como presentes, eles eram considerados propriedade individual. 

Por outro lado, quando os bens eram o resultado de algum esforço conjunto, eles eram considerados bens coletivos.  Isso se aplicava de maneira mais definitiva para os meios de subsistência: aos alimentos coletados e aos animais selvagens caçados em decorrência de alguma divisão intra-tribal do trabalho.  (Sem dúvida, a propriedade coletiva, desta forma, teve um papel muito proeminente nas sociedades de caça e coleta, e é por causa disso que o termo "comunismo primitivo" tem sido frequentemente empregado para descrever as economias tribais primitivas: cada indivíduo contribuía para a "renda" familiar de acordo com suas capacidades, e cada indivíduo recebia sua fatia de renda de acordo com suas necessidades.)

E o que dizer sobre a terra em que todas as atividades tribais ocorriam?  Pode-se seguramente descartar a hipótese de que a terra era considerada propriedade privada.  Porém, seria ela propriedade coletiva?  Tipicamente, isso tem sido assumido como verdade.  Entretanto, o fato é que a terra não era nem propriedade coletiva nem propriedade privada, mas sim apenas parte do ambiente — ou, mais especificamente, a terra possibilitava as condições gerais da ação humana.

O mundo externo em que as ações do homem ocorriam pode ser dividido em duas partes categoricamente distintas.  De um lado, havia aqueles elementos que eram considerados meios — ou bens econômicos; de outro lado, havia aqueles elementos que eram considerados o ambiente.  São três os requisitos para que um elemento do mundo externo seja classificado como um meio ou como um bem econômico.  Primeiro, para que um elemento se torne um bem econômico, deve haver uma necessidade humana.  Segundo, deve haver a percepção humana de que tal elemento é dotado de propriedades que satisfaçam essa necessidade.  Terceiro, e mais importante no presente contexto, um elemento do mundo externo assim percebido deve estar sob o controle humano, de modo que ele possa ser empregado para satisfazer essa necessidade. 

Ou seja, somente se um elemento apresentar uma conexão causal com uma necessidade humana, e esse elemento estiver sob o controle humano, pode-se então dizer que essa entidade foi apropriada — tornou-se um bem — e, assim, virou propriedade de alguém.  Por outro lado, se um elemento do mundo externo apresentar uma conexão causal com uma necessidade humana, porém ninguém o controla ou interfere nele, então tal elemento deve ser considerado parte de um ambiente não apropriado por ninguém — logo, não é propriedade de ninguém.

Com o auxílio dessas considerações, é possível agora responder à questão a respeito do status da terra em uma sociedade de caça e coleta. 

Certamente, os frutos colhidos em um arbusto são propriedade privada; porém, o que dizer do arbusto de onde os frutos foram colhidos?  Ele sem dúvida apresenta uma conexão causal com esses frutos.  Porém, o arbusto só deixará seu status original de possibilitador das condições gerais da ação humana, e de mero fator contribuinte para a satisfação das necessidades humanas, e ascenderá ao status de propriedade e de genuíno fator de produção quando ele tiver sido apropriado — isto é, quando o homem tiver propositadamente interferido no processo causal e natural que interliga o arbusto aos frutos por ele produzidos.  O homem pode fazer isso ao, por exemplo, regar o arbusto ou aparar seus galhos com o intuito de produzir um resultado específico: no caso, um aumento da colheita de frutos acima daquele nível que, em outros contextos, seria o obtido naturalmente.

Similarmente, não há dúvidas de que o animal caçado é propriedade privada; porém, o que dizer de toda a manada da qual esse animal fazia parte?  A manada deve ser considerada sem proprietário enquanto o homem ainda não tiver feito nada que possa ser interpretado (e isso está em sua própria mente) como sendo algo que crie uma conexão causal com a satisfação de uma dada necessidade.  A manada se torna propriedade somente quando o pré-requisito da interferência sobre a cadeia natural de eventos (com o intuito de produzir algum resultado desejado) tiver sido satisfeito.  Isso ocorreria, por exemplo, assim que o homem incorresse na prática de arrebanhar e pastorear os animais — isto é, tão logo ele efetivamente tentasse controlar os movimentos do rebanho.

E o que dizer, entretanto, da terra sobre a qual o movimento controlado do rebanho ocorre?  De acordo com nossas definições, esse pastor não pode ser considerado o proprietário dessa terra.  Condutores de rebanho meramente seguem os movimentos naturais da manada, e sua interferência sobre a natureza restringe-se a manter o rebanho unido de modo a ter um acesso fácil a qualquer um dos animais caso haja a necessidade de uma maior oferta de carne animal.  Condutores de rebanho não interferem na terra para controlar os movimentos da manada; eles interferem apenas nos movimentos dos membros da manada.  A terra só irá se tornar propriedade quando os condutores de rebanho deixarem de ser condutores e se dedicarem à pecuária — isto é, assim que eles começarem a tratar a terra como um meio (escasso) com o intuito de controlar o movimento dos animais.  Para isso, eles têm de controlar a terra.  Isso requer que a terra seja de certa forma delineada, seja por meio de cercas ou pela construção de alguns outros obstáculos que restrinjam o livre fluxo natural de animais.  Em vez de ser meramente um fator que contribui para a produção de rebanhos, a terra passa assim a ser um genuíno fator de produção.

Os que essas considerações demonstram é que se trata de um erro imaginar que a terra era propriedade coletiva nas sociedades de caça e coleta.  Caçadores não são condutores de rebanho e muito menos praticam a pecuária ou a criação de gado; e coletores não são jardineiros ou agricultores.  Eles não exercem controle sobre a fauna e flora naturalmente ofertadas pelo ambiente, pois eles não as cultivam nem administram.  Eles simplesmente se apossam das partes da natureza que estão facilmente disponíveis.  Para eles, a terra nada mais é do que uma condição para suas atividades; a terra não é sua propriedade.

Portanto, o que pode ser considerado o primeiro passo rumo a uma solução da armadilha malthusiana enfrentada pelo crescente número de sociedades baseadas na caça e na coleta foi precisamente o estabelecimento da propriedade sobre a terra.  Pressionados pela queda no padrão de vida — resultante da superpopulação absoluta —, membros das tribos (separadamente ou coletivamente) sucessivamente se apropriaram de um número cada vez maior de terras (natureza) até então desapropriadas.  Essa apropriação da terra teve um imediato efeito duplo.  Primeiro, mais bens foram produzidos e, correspondentemente, mais necessidades puderam ser satisfeitas.  De fato, esse efeito foi o exato motivo por trás da apropriação da terra: a constatação de que a terra possui uma conexão causal com a satisfação das necessidades humanas e que, mais ainda, ela pode ser controlada.

Foi ao controlar a terra que o homem de fato começou a produzir bens ao invés de meramente consumi-los.  (Importante observar que essa produção de bens também envolvia poupar e estocar bens para o consumo posterior).  Segundo, e como consequência do primeiro, a maior produtividade obtida por meio da economização (racionalidade no uso) da terra possibilitou que um maior número de pessoas pudesse sobreviver com uma mesma quantidade de terra.  Com efeito, foi estimado que a apropriação de terra e a correspondente mudança de uma existência baseada na caça e na coleta para uma existência baseada na agricultura e na criação de animais possibilitou que uma população de dez a cem vezes maior do que a população anterior pudesse ser sustentada com a mesma quantidade de terra.

Entretanto, a economização da terra era apenas parte da solução para o problema criado pela crescente pressão populacional.  Por meio da apropriação da terra, fez-se um uso mais eficaz da mesma, permitindo que uma população amplamente maior pudesse ser sustentada.  Porém, a instituição da propriedade da terra, por si só, não afetou o outro lado do problema: a contínua proliferação de novos rebentos.  Esse aspecto do problema também requeria uma solução.  Era necessária a criação de uma instituição social que deixasse essa proliferação sob controle.  E a instituição criada para consumar esse objetivo foi a instituição da família.  Como explicou Thomas Malthus, para solucionar o problema da superpopulação, junto com a instituição da propriedade, o "as relações sexuais entre os gêneros" também teve de passar por mudanças fundamentais.

Qual era a relação sexual entre os gêneros antes e qual foi a inovação institucional produzida nesse sentido pela família?  Em termos de teoria econômica, pode-se descrever que a mudança se deu de uma situação em que tanto os benefícios de se criar descendentes — a criação de mais um produtor em potencial — quanto especialmente os custos dessa criação — a criação de um consumidor (comedor) adicional — eram socializados, isto é, pagos por toda a sociedade e não apenas pelos "produtores" desses rebentos, para uma situação em que tanto os benefícios quanto os custos envolvidos na procriação passaram a ser internalizados pelos indivíduos diretamente responsáveis pela produção dos rebentos.

Quaisquer que tenham sido os detalhes mais exatos, tudo indica que a instituição de um relacionamento monógamo estável — bem como a de um relacionamento polígamo estável — entre homens e mulheres, o que atualmente é associada ao termo família, é algo relativamente recente na história da humanidade, e foi precedido por uma instituição que pode ser amplamente definida como sendo de relações sexuais "irrestritas" ou "não reguladas", ou mesmo de "matrimônio grupal" ou "poliamor" (algumas vezes também rotulado de "amor livre").  As relações sexuais entre os gêneros durante esse estágio da história humana não excluíam a existência de relacionamentos temporários a dois entre um homem e uma mulher.  Entretanto, em princípio, toda mulher era considerada uma potencial parceira sexual para todo homem, e vice versa.  Nas palavras de Friedrich Engels: "Os homens viviam em poligamia e suas mulheres simultaneamente em poliandria, e seus filhos eram considerados como sendo de todos eles. ... Cada mulher pertencia a todos os homens, e cada homem pertencia a todas as mulheres."

Porém, o que Engels e vários outros socialistas posteriores não perceberam em relação à glorificação do amor livre — tanto a que ocorrera no passado quanto a que supostamente viria no futuro — é o fato de que tal instituição possui um efeito direto na produção de rebentos.  Como Ludwig von Mises comentou: "O fato é que, mesmo que uma comunidade socialista possa implementar o 'amor livre', ela não pode de maneira alguma ficar livre de procriações".  O que Mises quis subentender com esse comentário é que o amor livre tem consequências: gravidezes e descendentes.  E uma prole gera benefícios e também custos.  Esse dilema não seria um problema enquanto os benefícios excedessem os custos, isto é, enquanto um membro adicional da sociedade agregasse mais a ela como produtor de bens do que subtraísse dela como consumidor — e isso pode perfeitamente vir a ser o caso por algum tempo.

No entanto, como ensina a lei dos retornos, essa situação não pode durar para sempre.  Inevitavelmente, chegará um ponto em que os custos de rebentos adicionais irão exceder os benefícios.  A partir daí, portanto, qualquer procriação adicional deve ser interrompida — contenções morais devem ser exercidas —, a menos que se queira vivenciar uma queda progressiva nos padrões de vida.  Contudo, se as crianças são consideradas como sendo de todo mundo e, ao mesmo tempo, de ninguém, pois todo mundo mantém relações sexuais com todo mundo, então os incentivos para conter a procriação desaparecem ou são significativamente diminuídos.  Instintivamente, em virtude da natureza biológica do ser humano, todo homem e toda mulher são impulsionados a difundir e espalhar seus genes para a próxima geração da espécie.  Quanto mais rebentos um indivíduo gerar, melhor, pois mais de seus genes sobreviverão.  É claro que esse instinto humano natural pode ser controlado por uma deliberação racional.  Porém, se pouco ou nenhum sacrifício econômico tivesse de ser feito em decorrência dos instintos animais de cada indivíduo — porque todas as crianças seriam sustentadas pela sociedade como um todo —, então pouco ou nenhum incentivo existiria para se empregar a razão em questões sexuais, isto é, para se exercer a contenção moral.

De um ponto de vista puramente econômico, portanto, a solução para o problema da superpopulação deveria ser imediatamente aparente.  A administração das crianças — ou, mais corretamente, a curadoria das crianças — tinha de ser privatizada.  Em vez de considerar as crianças como sendo propriedade coletiva da "sociedade", ou responsabilidade da "sociedade", ou mesmo ver o nascimento de crianças como um evento natural incontrolado e incontrolável — e, como consequência, encarar as crianças como propriedade de ninguém e não estando aos cuidados de ninguém —, as crianças tiveram de passar a ser consideradas entidades que foram produzidas privadamente e, por isso, confiadas aos cuidados privados de quem as produziu.

Além do mais e finalmente: com a formação de famílias monógamas ou polígamas surgiu outra decisiva inovação.  Antes, todos os membros de uma tribo formavam uma família única e uniforme, e a divisão do trabalho intra-tribal era essencialmente uma divisão do trabalho intra-familía.  Com o advento da formação de famílias veio a fragmentação de uma grande família uniforme em várias famílias independentes, e com isso veio também a formação de várias propriedades privadas sobre a terra. 

Ou seja, a apropriação de terras anteriormente descrita não foi simplesmente uma transição de uma situação em que uma terra que antes era sem dono passou a ser propriedade, mas sim, mais precisamente, uma transição de uma situação em que uma terra até então sem dono foi transformado em propriedade de famílias separadas (permitindo assim também o surgimento da divisão do trabalho inter-famílias).

Consequentemente, portanto, a maior renda social possibilitada pela propriedade da terra não mais era distribuída como era anteriormente: para cada membro da sociedade "de acordo com suas necessidades".  A fatia de cada família no total da renda passou a depender do produto que cada uma imputava à economia — isto é, passou a depender do seu trabalho e da sua propriedade investidos na produção.  Em outras palavras: o antes difuso "comunismo" pode até ter continuado existindo dentro de cada família, porém o comunismo desapareceu da relação entre os membros de famílias diferentes.  As rendas das diferentes famílias eram distintas, dependentes da quantidade e da qualidade do trabalho e da propriedade investidos, e ninguém tinha o direito de reivindicar a renda produzida pelos membros de outra família.  Com isso, a "carona" sobre os esforços alheios tornou-se amplamente — ou totalmente — impossível.  Aquele que não trabalhasse não mais poderia esperar comer gratuitamente.

Deste modo, em resposta à crescente pressão populacional, um novo modo de organização social passou a existir, substituindo aquele estilo de vida "caça e coleta" que havia caracterizado a maior parte da história.  Como resumiu Ludwig von Mises:

A propriedade privada dos meios de produção é o princípio regulador que, dentro de uma sociedade, equilibra os limitados meios de subsistência à disposição da sociedade com a bem menos limitada capacidade de aumento na quantidade de consumidores.  Ao fazer com que a fatia do produto social de cada membro da sociedade seja dependente do produto economicamente imputado a ele, isto é, dependente de seu trabalho e de sua propriedade, a matança de seres humanos em decorrência da luta pela sobrevivência, como ocorre nos reinos animal e vegetal, é substituída por uma redução na taxa de natalidade em decorrência das forças sociais.  A 'contenção moral' — as limitações sobre a produção de rebentos impostas pelas posições sociais — substitui a batalha pela existência.

___________________________________________

Nota

[*] Na realidade, o último grande período de aquecimento já havia terminado há aproximadamente 120.000 anos.  Durante este período — isto é, mais de 120.000 anos atrás — hipopótamos viviam nos rios Reno e Tâmisa, e a Europa tinha uma espécie de "aparência africana".  Dali em diante, quando as temperaturas começaram a cair, as geleiras se moveram continuamente na direção sul, e o nível do mar na Europa diminuiu em mais de 100 metros. Os rios Tâmisa e Elba se tornaram afluentes do Reno, antes de este passar a correr até o Mar do Norte e dali para o Atlântico.  Quando este período terminou, muito abruptamente, há aproximadamente 12.000 anos, as geleiras rapidamente retornaram e o nível do mar subiu, não apenas milímetros por ano, mas sim muito rapidamente, quase que como um dilúvio.  Em um curto espaço de tempo, a Inglaterra e a Irlanda, que até então eram ligadas ao continente europeu, se tornaram ilhas.  Foi assim que o Mar Báltico e grande parte do atual Mar do Norte surgiram.  Do mesmo modo, grande parte do que hoje é o Golfo Pérsico passou a existir apenas naquela época.


11 votos

autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Rhyan  07/07/2011 10:28
    Bom saber que o Hoppe é evolucionista, ao contrário do Ron Paul que é médico, isso é bizarro.
  • Robson Cota  15/01/2012 18:29
    O que é bizarro? Um médico não ser evolucionista?
  • Luiz Henrique  09/01/2016 20:16
    Se não me engano Gregor Mendel foi um dos pais da genética, ajudou muito a ciência, mas ele era criacionista. Com certeza, burro ele não era, devia ter seus motivos.
  • Winrar  18/01/2016 01:36
    E Gregor Mendel era contemporâneo de Darwin.
  • Celi  15/02/2016 12:12
    Só não entendi como o Ryan concluiu, a partir desse texto, que o Hoppe é evolucionista (pode até ser que ele seja, não sei se é ou não). O fato é que esse texto descreve apenas como se deu a evolução humana na sua forma de organização, mas não trata absolutamente nada a respeito da evolução humana a partir de outra espécie (isso sim seria evolucionismo x criacionismo) ...
  • Tiago RC  08/07/2011 10:31
    Muito interessante esse texto. Nunca havia visto uma explicação econômica para o nomadismo e o sedentarismo, menos ainda para o conceito de família.
  • Salomao Abrao  19/09/2017 13:55
    Seria interessante se realmente o homem tivesse vindo do chimpanzé, e os humanos que supostamente vieram da África fossem os únicos humanos habitantes do continente europeu. Este estudo está defazado. Segundo a própria teoria, com estudos mais recentes, o homem negro se encontrou com homens brancos já existentes no continente europeu, e com outros vindos da Ásia. O homem não veio do macaco, e o chimpanzé é um macaco, queira ou não queira a ciência. Mesmo que tenha vindo de um ancestral comum, este ancestral não poderia ser um jacaré ou um rinoceronte.
  • Raphael Moras de Vasconcellos  08/07/2011 15:37
    Fazia tempo eu buscava entender melhor a questão da formação da propriedade sobre a terra e a concepção de família. Venho discutindo com relativistas sobre propriedade privada, e geralmente dizem que o libertarianismo crê em "propriedade privada absoluta". Claro que é uma redundância chamar propriedade privada de absoluta, mas é importante conhecer não somente o caminho dedutivo sobre a origem da propriedade sobre a terra quanto dados antropológicos.

    Tinha começado a ler o artigo sem prestar atenção no autor. Já no meio dele, pensei que tinha cara de Hoppe, e corri para me certificar. Grata surpresa, ainda existem grandes pensadores racionais defensores da liberdade e da busca pela verdade.

    Na minha opinião, apesar de ser apenas um curto artigo, esse texto é o elo perdido da explicação do conceito de propriedade privada, divisão de trabalho e criação do conceito de família. E o melhor, no estilo certeiro, extremamente contemporâneo e sem firulas do Hoppe.
  • Filipe Celeti  08/07/2011 17:16
    Vocês fazem ideia do que realmente está escrito aqui? Este texto é muito bom!
  • Angelo Noel  08/07/2011 17:25
    hahaha! É realmente impressionante, né, cara?!
    Todo artigo do Hoppe é equivalente a uma aula de economia, ciência política e filosofia.
    Qd pinta o nome dele aqui no IMB, já é de se esperar esse alto nível de idéias.

    Um abraço.
  • Cristiano  22/07/2011 17:26
    Efe, só li agora o artigo, tô besta.
  • Russo  08/07/2011 17:58
    Artigo impressionante. Excelente.

    Compartilharei cópias deste artigo na escola na qual eu estudo se me permitirem.
  • mcmoraes  08/07/2011 20:27
    Dá uma olhada no link CC no final desta página.
  • void  08/07/2011 19:07
    Este artigo é parte de algum livro?
  • Leandro  08/07/2011 19:29
    Void, os rumores são de que esse artigo seria um sumário de um longo capítulo pertencente a um "ambicioso projeto de livro" no qual HHH estaria trabalhando.
  • void  08/07/2011 21:46
    Maravilha, espero que saia logo! Adorei este artigo e a AULA de história dada a muitos "doutores" da área. Mais uma amostra da brilhante "ferramenta" que é a praxeologia, tanto para economia quanto para todas as demais ciências sociais.
  • Marcelo  22/10/2011 02:55
    Pela texto do HHH se deduz que a propriedade privada não é absoluta, mas sim relativa à sua utilização no suprimento de alguma necessidade humana. Daí, dá-se, que, sob o mesmo princípio, a propriedade privada atende, primeiramente, a fins sociais; não é moral a sua posse, portanto - pegando um exemplo extremo -, em períodos de escassez tão acentuada que o resultado do seu mau aproveitamento leva alguns indivíduos à inanição.

    Os libertários podem concordar com isso?
  • Fernando Chiocca  22/10/2011 03:42
    Nem libertários e nem ninguém que saiba o que é uma dedução pode concordar com o que você disse que se deduz do texto, que não tem absolutamente nada a ver com as proposições apresentadas.

    E pegando-se exemplos extremos, fica ainda mais claro que é o contrário que leva alguns(milhões) indivíduos à inanição:

    A fome na Ucrânia - um dos maiores crimes do estado foi esquecido

    A China comunista e os seus campos de morte

    Daí, dá-se, que, sob o mesmo princípio, a propriedade privada atende, primeiramente, a fins sociais; não é moral a sua posse

    Se não é moral sua pose, então o recurso em questão deve permanecer sem dono, já que uma propriedade coletiva também se caracteriza pela posse de alguém.
    Toda propriedade é privada. O conceito de propriedade implica no conceito de privação. A questão é; quem vai ser o dono? O que se apropria originalmente? O segundo que chega? O líder do partido comunnista? Um representante eleito por uma maioria?
    Entendido isto, outro texto de Hoppe explica que não existe outra alternativa a não ser a da aproprieação original e das trocas voluntárias.
  • Leandro  22/10/2011 14:18
    Marcelo, além de sua dedução ser sofismática (pois a conclusão nada tem a ver com a premissa), falta também explicar como a propriedade comunal resolveria problemas de escassez.

    Afinal, propriedade comunal gera exatamente a escassez que você quer combater. Em uma economia baseada na propriedade comunal, não há incentivos e nem condições econômicas para se fazer a produção em massa necessária para resolver o problema da escassez. Na propriedade comunal, é impossível haver uma alocação racional de recursos, pois a propriedade comunal inevitavelmente abole a racionalidade do sistema de preços. É impossível fazer cálculo econômico. Logo, é impossível saber o que produzir, como produzir e a melhor maneira de produzir. A propriedade comunal desperdiça recursos. Consequentemente, a escassez seria aumentada sobremaneira. No extremo, levaria à extinção da população.

    Aliás, foi exatamente esta a conclusão obtida pelos nossos ancestrais, como narrou o texto. Logo, a sua conclusão foi exatamente oposta à do texto. Daí o seu raciocínio ser sofismático -- e economicamente falacioso.

    Grande abraço!
  • Magno  05/01/2016 16:41
    "Pela texto do HHH se deduz que a propriedade privada não é absoluta, mas sim relativa à sua utilização no suprimento de alguma necessidade humana."

    Não. O que é relativa a utilização é a "apropriação" e não a "propriedade privada". São duas coisas diferentes. Não confunda as duas ideias.
  • anônimo  06/01/2016 02:47
    Os Mosteiros Beneditinos e as Catedrais Europeias discordam da sua tese!
  • M E N A U  20/11/2011 10:19
    Esqueçamos por alguns momentos os tais ''há 50.000 anos...''.
    Tentemos apenas nos concentrar em quem são nossos contemporâneos e suas propriedades.
    Esqueçamos ainda, as riquezas advindas de PI, já que o libertarismo não as reconhece como legítima e defensável.
    Tentemos então manter o foco em quem são e como conseguiram acumular riqueza, os atuais detentores de imensas áreas de terra e outros tipos de riqueza material.
    Assim delimitada a abordagem, segue-se o questionamento, vislumbrando-se como meta a solução para questões reais, ultrapassando o campo do mundo fictício e utópico.
    De maneira concreta, como fazer coadunar ideais libertários e a não perpetuação de injustiças sócio-econômicas seculares, baseando-se somente nos acordos voluntários?
    Ou mais, pontualmente, como tratar e não apenas convenientemente ignorar, a propriedade conseguida na base da grilagem, ou nas indenizações milionárias fraudulentas?
    Enfim, como convencer mega latifundiários que, o ''conselho libertário'', por meio de acordos voluntários e e em nome da verdadeira economia de mercado, concluiu que tais propriedades não são legítimas, a despeito de gerações e gerações beneficiadas por processos sucessórios?
    Lembrar ainda da descaracterização da origem fraudulenta, afinal muitos podem nem ser mais latifundiários, mas donos de shoppings, redes hoteleiras, ou mesmo inseridos na atividade industrial, nas mais variadas formas de empreendedorismo.
    A questão é direta, pontual e concreta, dispensa portanto divagações e ataques gratuitos.
    Quero acreditar que ideais divergem de dogmas porque não devem obediência, senão à liberdade da razão, daí a não confusão com seitas religiosas e afins.
  • ANDRE LUIS  14/01/2012 13:28
    Olá MENAU

    Compartilho da sua dúvida. As teorias e princícios que fundamentam o libertarianismo são mesmo muito convincentes, e quando confrontadas com as idéias que circulam hoje em dia, que fazem parte da nossa vida e do nosso subconsciente, devidamente adestrado por séculos de doutrinação, são sem dúvidas superiores do ponto de vista moral.

    Ocorre que a sua aplicação numa concepção de Estado jamais foi experimentada numa sociedade complexa como a atual. Questões práticas surgiriam num volume que a teoria talvez não pudesse acompanhá-los, fato este que poderia sim causar o caos, ou facilitar as coisas para sua subjugação por outra nação militarizada. Temo que a superioridade moral da teoria não seja suficiente para evitar tais problemas, nem mesmo o apelo ao apriorismo teórico.

    Devo lembrar que estamos muito perto de um libertarian vir a ocupar o cargo de maior poder na terra. Não creio que Ron Paul venha a transformar os EUA numa nação libertária, mas a influência das suas idéias pode estar atiçando a sanha dos demais estados inimigos, vendo ai talvez um sinal de fraqueza militar.



  • Andre Cavalcante  14/01/2012 20:40
    "De maneira concreta, como fazer coadunar ideais libertários e a não perpetuação de injustiças sócio-econômicas seculares, baseando-se somente nos acordos voluntários?"

    Pelo que entendo de justiça, se há injustiça é porque não foi voluntário, certo? Houve coação, fraude ou roubo.

    "Ou mais, pontualmente, como tratar e não apenas convenientemente ignorar, a propriedade conseguida na base da grilagem, ou nas indenizações milionárias fraudulentas?"

    Novamente, pelo que entendo de justiça, são todas formas não válidas de propriedade, portanto, passíveis de serem questionadas.

    "Enfim, como convencer mega latifundiários que, o ''conselho libertário'', por meio de acordos voluntários e e em nome da verdadeira economia de mercado, concluiu que tais propriedades não são legítimas, a despeito de gerações e gerações beneficiadas por processos sucessórios?"

    Não entendi a questão. O que seria o "conselho libertário"?
    Por outro lado, quanto ao resto do questionamento, se alguém conclui que uma propriedade não é legítima, tem todo o direito de questionar, não acha? Isso vale hoje, deve valer sempre.

    "Lembrar ainda da descaracterização da origem fraudulenta, afinal muitos podem nem ser mais latifundiários, mas donos de shoppings, redes hoteleiras, ou mesmo inseridos na atividade industrial, nas mais variadas formas de empreendedorismo."

    Deixe-me ver se entendi. O cara adquiriu capital por meio fraudulento, e depois investiu corretamente em negócios legais. A questão seria se esse cidadão é passível de ser levado à justiça? Se for essa a questão, pelo que entendo de justiça, vejo que sim. Mas há algumas questões que devemos lembrar: o ônus da prova cabe a quem se sente ofendido; se o cara hoje não ofende a ninguém, e não há pessoa no passado que se sinta ofendida, muito provavelmente nunca vai ser importunado (aí só a justiça divina dá jeito).

    Abraços
  • Catarinense  14/01/2012 15:12
    Um bom começo poderia ser reduzindo drasticamente a taxação e a regulamentação sobre a sociedade. Isto estimularia a concorrência, e seria um bom ponto de partida para, se não desfazer algumas injustiças históricas, pelo menos colaboraria para a redução das mesmas. Diminua o tamanho do estado, e a sociedade só tem a se beneficiar. Qualquer tentativa de intervenção para supostamente corrigir injustiças do passado somente criaria novas injustiças.
  • Hm  09/10/2016 22:05
    Faz sentido.
  • Carlos  15/01/2012 02:13
    Agora podiam fazer um artigo sobre a origem do estado.
  • Marc...  15/01/2012 08:16
    Tem alguns próximos:

    Reflexões sobre a origem e a estabilidade do estado
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=402

    A anatomia do estado
    mises.org.br/Article.aspx?id=1053
  • Anarcho  15/01/2012 05:56
    Hum... interessante, nunca concordei com o amor livre justamente conseqüências econômicas, mas não reconheço a instituição da familia, nenhum tipo, de nenhuma cultura, o que existe é a responsabilidade de formar uma pessoa, seja ele gerada ou adotada, de responsabilidade privada ou coletiva, ambas são modos de regular o individuo numa de terminada sociedade. Logo, não há amor livre no coletivo de Engels, pois o amor vira meio social. Concluindo antes de se falar em familia, no aspecto social ou econômico, deve se falar de liberdade de amar, se associar com quem ou quantos forem ou ninguém, no entanto,a liberdade individual se associar dente a casais heterossexuais monogâmicos(homossexuais podem adotar, mas os só heterossexuais geram), isso mostra que não é preciso questões e econômicas ou sociais, ela é da natureza humana.
  • vanderlei  15/01/2012 11:23
    A origem da propriedade privada e da família

    É uma questão cultural que envolve o Tabu, o Mito, Religião, Agricultura, Universo demoníaco e a fidelidade dos integrantes do grupo.
  • Alexandre  05/02/2012 17:31
    "Embora a sociedade primitiva tenha sido virtualmente comunitária, o homem primitivo não aderiu às doutrinas atuais de comunismo. O comunismo desses tempos primitivos não era uma mera teoria social, nem uma doutrina social; era um ajuste automático simples e prático. Esse comunismo impediu a indigência e a miséria; a mendicância e a prostituição eram quase desconhecidas entre essas tribos antigas.

    O comunismo primitivo não nivelou o homem especialmente por baixo, nem exaltou a mediocridade, mas premiou a inatividade e a ociosidade, sufocou a indústria e destruiu a ambição. O comunismo foi um patamar indispensável ao crescimento da sociedade primitiva, no entanto cedeu lugar à evolução de uma ordem social mais elevada, porque foi contrário a quatro fortes tendências humanas:

    1. A família. O homem não apenas almeja acumular bens; ele deseja legar o seu capital e bens à sua progênie. Na sociedade comunitária primitiva, porém, o capital de um homem, ou era imediatamente consumido, ou distribuído ao grupo, quando da sua morte. Não havia herança de propriedade – o imposto sobre a herança era de cem por cento. Os costumes posteriores, que regeram a acumulação de capital e a herança de propriedades, foram avanços sociais distintos. E isso é verdade, não obstante os abusos grosseiros subseqüentes que acompanharam o mau emprego do capital.

    2. As tendências religiosas. O homem primitivo também queria constituir uma propriedade como um núcleo para começar a vida na próxima existência. Esse motivo explica porque prevaleceu, durante tanto tempo, o costume de enterrar-se os pertences pessoais de um homem com ele. Os antigos acreditavam que apenas os ricos sobreviviam à morte com alguma dignidade e prazer imediatos. Aqueles que ensinaram a religião revelada, mais especialmente os instrutores cristãos, foram os primeiros a proclamar que os pobres poderiam ter a salvação nos mesmos termos que os ricos.

    3. O desejo de liberdade e de lazer. Nos primeiros tempos da evolução social, a divisão dos ganhos individuais, com o grupo, era virtualmente uma forma de escravidão; o trabalhador tornava-se escravo do mais ocioso. Essa foi a fraqueza suicida do comunismo: os imprevidentes habitualmente vivendo dos que economizavam. Mesmo nos tempos modernos, os imprevidentes dependem do estado (os contribuintes que economizam) para cuidar deles. Aqueles que são desprovidos de capital ainda esperam que os que o têm os alimentem.

    4. A necessidade de segurança e de poder. O comunismo foi finalmente destruído pelas fraudes dos indivíduos progressistas e prósperos, que recorreram a subterfúgios diversos no esforço de escapar da escravidão aos preguiçosos incapazes das suas tribos. No princípio, porém, todo o amealhamento era secreto; a insegurança primitiva impedia a acumulação visível de capital. E, mesmo em uma época posterior, ainda era muito perigoso acumular muita riqueza: o rei certamente forjaria alguma acusação para confiscar a propriedade de um homem de fortuna e, quando um homem rico morria, os funerais eram retardados até que a família doasse uma grande soma a uma instituição pública ou para o rei, como um imposto sobre a herança.

    Nos primeiros tempos, as mulheres eram uma propriedade da comunidade, e a mãe dominava a família. Os chefes primitivos possuíam toda a terra e eram proprietários de todas as mulheres; o casamento não se realizava sem o consentimento do governante tribal. Com o desaparecimento do comunismo, as mulheres passaram a ser propriedades individuais, e o pai gradualmente assumiu o controle doméstico. Assim, o lar teve o seu início, e os costumes polígamos, que prevaleciam, foram gradualmente dando lugar à monogamia. (A poligamia é a sobrevivência do elemento de escravidão da mulher no casamento. A monogamia é o ideal, livre de escravidão, da associação incomparável entre um homem e uma mulher, no empreendimento admirável da edificação de um lar, da criação de uma progênie, do cultivo mútuo e do auto-aperfeiçoamento.)

    Inicialmente, toda a propriedade, inclusive as ferramentas e as armas, eram uma posse comum da tribo. A propriedade privada inicialmente consistia de todas as coisas que eram tocadas de um modo pessoal. Se um estranho bebia em uma xícara, essa xícara pertencia-lhe, a partir desse momento. Em seguida, qualquer lugar em que o sangue fosse derramado tornava-se propriedade da pessoa ou do grupo ferido.

    A propriedade privada era originalmente respeitada porque se supunha que estivesse carregada, assim, com alguma parte da personalidade do proprietário. A honestidade em relação à propriedade permanecia a salvo sob esse tipo de superstição; nenhuma polícia era necessária para guardar os pertences pessoais. Não havia furtos dentro do grupo, embora os homens não hesitassem em apropriar-se dos bens de outras tribos. As relações de propriedade não terminavam com a morte; inicialmente, os objetos pessoais eram queimados, depois, enterrados com os mortos e, posteriormente, herdados pela família sobrevivente, ou pela tribo.

    Os objetos pessoais do tipo ornamental tiveram a sua origem no uso de amuletos. A vaidade e, mais, o medo dos fantasmas, levaram o homem primitivo a resistir a todas as tentativas de despojá-lo dos seus amuletos favoritos, e tal propriedade era mais valorizada do que as necessidades reais.

    O espaço onde se dormia foi uma das primeiras propriedades do homem. Ulteriormente, os locais dos lares eram designados pelos chefes tribais, que detinham consigo a custódia de todos os bens imóveis em nome do grupo. Em breve, a colocação de uma lareira conferia a propriedade; e, mais tarde ainda, um poço constituía o título à terra adjacente a ele.

    As nascentes e os poços estavam entre as primeiras propriedades privadas. Toda a prática do fetiche era utilizada para guardar os olhos-d'água, os poços, as árvores, a colheita e o mel. Com a perda da fé nos fetiches, as leis foram desenvolvidas para proteger os pertences privados, mas as leis da caça e o direito a caçar, em muito, precederam às leis da terra. O homem vermelho americano nunca compreendeu a propriedade privada de terras; ele não podia compreender a visão do homem branco.

    A propriedade privada foi, muito cedo, marcada pelas insígnias da família, e essa é a origem longínqua da heráldica familiar. O bem imóvel podia também ser colocado sob a guarda dos espíritos. Os sacerdotes "consagrariam" um pedaço de terra, e este então ficaria sob a proteção dos tabus mágicos erigidos nele. Os proprietários dessas terras eram conhecidos como possuidores de uma "escritura sacerdotal de propriedade". Os hebreus tinham um grande respeito por esses marcos de família: "Maldito seja aquele que retirar o marco da terra do seu vizinho".

    Esses marcos de pedra tinham as iniciais do sacerdote. Mesmo as árvores, quando marcadas com as iniciais, tornavam-se propriedade privada.

    Primitivamente, apenas as colheitas eram propriedade particular; e as colheitas sucessivas conferiam títulos de propriedade; a agricultura assim foi a origem da propriedade privada de terras. Era dado, inicialmente, o direito de posse apenas vital aos indivíduos; com a morte, a propriedade da terra revertia para a tribo. Os primeiríssimos títulos de propriedade de terras concedidos pelas tribos a indivíduos foram os das sepulturas – a tumba familiar. Posteriormente, as terras pertenceram àqueles que as cercavam, mas as cidades sempre reservaram algumas terras para as pastagens públicas e para o uso em caso de sitiamento; essas "terras comuns" representam a sobrevivência da forma primitiva de propriedade coletiva.

    Finalmente, o estado destinava propriedades ao indivíduo, reservando-se o direito de taxação.

    Tendo assegurado os seus títulos, os donos de terras poderiam receber aluguéis, e a terra tornou-se uma fonte de renda – de capital. Finalmente, a terra tornou-se verdadeiramente negociável: permitindo vendas, transferências, hipotecas e execuções de hipotecas.

    A propriedade privada trouxe maior liberdade e mais estabilidade; contudo, somente depois que o controle e a direção da comunidade falharam, uma posse particular da terra passou a ter a sanção social: e isso foi imediatamente seguido por uma sucessão de escravos, de servos e classes de despossuídos de terra. Contudo a maquinaria aperfeiçoada gradualmente foi libertando o homem do trabalho escravo.

    O direito à propriedade não é absoluto; é puramente social. Mas do modo como são desfrutados pelos povos modernos, todo o governo, a lei, a ordem, os direitos civis, as liberdades sociais, as convenções, a paz e a felicidade têm crescido em torno da certidão de propriedade privada.

    A ordem social atual não é necessariamente certa – não sendo divina, nem sagrada –; todavia, a humanidade procederá bem, caso se mobilize lentamente para fazer modificações. Aquilo que vós tendes é muito melhor do que qualquer sistema conhecido pelos vossos ancestrais. Assegurai-vos, quando fordes fazer alterações na ordem social, de que elas sejam para melhor. Não vos deixeis persuadir a experimentar as fórmulas já descartadas pelos vossos antepassados. Ide, avançai, não retrocedais! Que a evolução prossiga! Que não seja dado um passo para trás."

    Fonte: O Livro de Urântia
  • Renato  31/08/2012 15:36
    O texto comete um grave erro. Em virtualmente todas as sociedades, ocorre às vezes que mulheres tem filhos sem assistencia do pai da criança. O que se nota, na imensa maioria das vezes, é que tais mães cuidam de seus filhos. Não sei de nenhuma sociedade primitiva em que as mães considerem que seus filhos são "da tribo". Se houver alguma exceção, certamente não pode contrapor a regra geral. Portanto, podem haver filhos sem pai, mas não filhos sem mãe. O que é regra também entre os animais superiores: há espécies em que o pai ajuda na criação dos filhotes, e outras espécies onde isso não acontece, mas a mãe esta sempre (ou quase sempre) presente. Eventuais exceções não invalidam essa regra. Não há nenhum motivo para imaginar que na sociedade humana isso já foi diferente.
  • Luis Almeida  31/08/2012 15:50
    Renato, quais são seus estudos para sustentar tais afirmações?

    Você há de convir que simplesmente sair dizendo que "não sei de nenhuma sociedade primitiva em que as mães considerem que seus filhos são "da tribo"" é algo um tantinho forçado, para não dizer arrogante, né?

    Você viveu naquela época? Como você, um simples mortal do século XXI, pode sair dizendo que tem certeza de que não havia determinados comportamentos familiares 50 mil anos atrás? Com que base?

    Ademais, em momento algum o texto, sequer remotamente, dá a entender que é possível "haver filhos sem pai, mas não filhos sem mãe". De modo algum tamanha afronta à biologia seria postada neste site. Isso é espantalho puro.

    Aliás, isso tem se tornado bastante comum aqui. O sujeito vem, fica desgostoso com o que lê, inventa um monte de coisa que não tem absolutamente nada a ver com o que foi dito no artigo, e vai embora, fazendo pose de convencido e achando que falou algo realmente válido. Aqui o nível intelectual é mais alto: quem inventa coisa é desafiado e quem faz acusações tem de provar.
  • Marcelo Esteves  05/03/2016 21:38
    Luís Almeida,
    é regra básica que quem afirma tem que provar. Daí fui procurar a fonte do HHH pra basear a afirmação de que nas sociedades primitivas a prole era propriedade do coletivo, e não encontrei também. Acho que basicamente o erro é o mesmo tanto do HHH quanto do Renato, apenas depende de com qual argumento a gente concorda pra não pedir que ele prove o que afirma.
  • legdf  07/01/2016 01:32
    Renato, acho que você fez uma certa confusão. O autor, pelo que eu entendi, se refere a família após o comunismo primitivo como uma instituição. No comunismo primitivo existia família mas esta não era institucionalizada. Uma família sendo uma instituição faz toda diferença, o trabalho feito em uma vida não se perde de uma geração para outra.
  • Bernardo Fachini  01/09/2012 18:43
    O que os adeptos do libertarianismo pensam a respeito do usucapião? Quando uma pessoa invade um terreno alheio e ocupa-o por um tempo razoável sem oposição manifesta do dono, isso não implica que o CONTROLE sobre o terreno (controle que é um dos elementos constitutivos da propriedade) se transfere do dono para o invasor?

    Um dado que acredito que confirma a relação entre amor livre, procriação de muitos (e custosos) rebentos e a necessidade de internalização de tais custos consiste em que os métodos anticoncepcionais contemporâneos, por cortarem o elo entre amor livre e procriação de muitos rebentos, acabaram redundando num afrouxamento da contenção moral de que falou von Mises.
  • Tiago RC  02/09/2012 03:16
    Usucapião ? homesteading, que é um princípio fundamental da ética.

    Um proprietário que não reclama da invasão por tempo considerável está simplesmente abandonando sua propriedade. Algo abandonado é algo sem dono, logo pode ser apropriado por alguém.
  • Neto  02/09/2012 06:05
    O que é um tempo considerável? Ou então...quem decide o que é um tempo considerável?
  • Tiago RC  02/09/2012 08:23
    Se ninguém reclamar, não há o que decidir. Se o ex-dono reclamar, será o árbitro/juiz chamado pra ouvir o caso que decidirá.
  • brendo  05/01/2016 13:59
    O tempo não importa o que é necessário para a propriedade torna sua é o seu trabalho ou investimento nela.
  • Xurupita  05/01/2016 16:31
    Do ponto de vista das regras jurídicas atualmente vigentes, o tempo importa sim.

    Do ponto de vista moral é outra coisa.
  • Gustavo  05/01/2016 16:57
    É um roubo.
  • anônimo  11/12/2012 21:41
    Entretanto, o que Engels e vários outros socialistas posteriores não perceberam em relação à glorificação do amor livre — tanto a que ocorrera no passado quanto a que supostamente viria no futuro — é o fato de que tal instituição possui um efeito direto na produção de rebentos. Como Ludwig von Mises comentou: "O fato é que, mesmo que uma comunidade socialista possa implementar o 'amor livre', ela não pode de maneira alguma ficar livre de procriações". O que Mises quis subentender com esse comentário é que o amor livre tem consequências: gravidezes e descendentes. E uma prole gera benefícios e também custos. Esse dilema não seria um problema enquanto os benefícios excedessem os custos, isto é, enquanto um membro adicional da sociedade agregasse mais a ela como produtor de bens do que subtraísse dela como consumidor — e isso pode perfeitamente vir a ser o caso por algum tempo.

    Isso explica porque antigamente era tão fácil e compensador ter mais de 10 filhos por família. Trabalhava-se muito e consumia-se pouco. Meu avô teve 11 filhos e isso era considerado riqueza. pois todos trabalhavam muito e consumiam pouco (chegavam à comer carne de gambá). Cheguei a ler em livros escolares da dos anos 60, os autores incentivando a procriação de filhos nas famílias brasileiras. Ao contrário do que ocorre hoje. Por isso o Pe. Paulo Ricardo diz que um dos motivos de se ter poucos filhos hj é o estilo de vida moderno. Ninguém quer abrir mão do consumismo. Hoje, para ter 1 filho, não basta prover casa, alimentos e roupas limpas. Tem que prover video-game, computador atualizado, internet, e mais entretenimentos como cinemas, passeios no shopping e coisas que nem mesmo o pai e a mãe (principalmente) querem abrir mão.
  • Manuela  26/11/2014 23:18
    engraçado, a civilização 'evoluiu' tanto e eu só vejo a taxa de natalidade aumentar e nunca diminuir.
  • Manoel  26/11/2014 23:55
    E pra você evolução é sinal de decréscimo populacional? Evolução é sinal de despopulação? Então você deve aprovar genocídios.

    O mundo está superpovoado? Não. E isso será ruim para o futuro
  • Julio Iglesias  27/11/2014 02:25
    E por que ter muitos filhos seria algo ruim? Posso estar enganado, mas creio que você comunga da religião do mal, o marxismo. Se não é praticante, ao menos aceita muitos de seus dogmas, ou seja, é uma socialista, social-democrata ou uma porcaria do gênero.

    Um conselho sincero: vença esse seu ódio contra a Humanidade e abnegue da religião mal. Abrace sua humanidade e veja o óbvio, veja que o ser humano não é uma praga maldita. O homem não é um vírus que ameaça destruir a Terra e, portanto, não deve ser eliminado nem mesmo controlado a 'níveis seguros'.

    Sobre a taxa de natalidade, ela está sim numa curva descendente. Se essa é sua noção de evolução, então estamos sim 'evoluindo'. Leia e comemore:

    Na média global, o número de crianças por mãe caiu pela metade desde 1970. Em termos estatísticos, há 40 anos cada mulher tinha 4,7 filhos, enquanto a média atual é de apenas 2,5 (www.dw.de/%C3%ADndice-de-natalidade-cai-mas-popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-continua-aumentando/a-17855332)

    Talvez você tenha confundido queda na taxa de natalidade com queda na população mundial. Esta, apesar dos melhores esforços dos socialistas de todo o mundo, continua aumentando. Mas isso, ao contrário do que você possa crer, não é algo mau. Se não estamos verificando um decréscimo populacional, é óbvio que isso indica evolução (sem aspas mesmo). A Humanidade, apesar dos pesares, está conseguindo entender melhor os problemas que enfrenta e também conseguindo implementar soluções mais eficazes para tornar sua vida menos sofrida. Por isso, cada vez mais nós, seres humanos, estamos marcando nossa presença.

    Busque entender que não há nada mais nobre e belo para um ser humano do que dar luz a novas vidas. Por isso, causa-me até certo espanto ver que uma mulher, justamente uma representante daquela parcela da Humanidade incumbida da sua missão mais nobre e bela, defender uma monstruosidade como a não-vida. Não precisamos defender a não-vida, a própria natureza das coisas se encarregará da nossa eliminação. Tudo no universo conspira para que nossa vida não passe de uma chama efêmera. Nascemos das estrelas e através delas morreremos. Se ficarmos aqui tempo o bastante, seremos consumidos pelo Sol quando este estiver em agonia. Não temos que lutar pela ausência de vida, temos sim é que lutar pela sua abundância.

    Saiba que a Terra está muito longe de estar superpovoada. Mas muito longe mesmo. E, mesmo que um dia venha a ficar superpovoada de fato, temos o infinito à nossa disposição. Há incontáveis mundos fora deste planeta. Se a casa ficar cheia, nossos filhos sairão e encontrarão um lugar próprio para viver. Por essa razão, não existe qualquer lógica para um ser humano comemorar a existência de menos seres humanos.

    Uma perversão tão insana quanto essa sua só é possível existir na cabeça de esquerdista mesmo. Portanto, repito meu conselho: livre-se dessa religião do mal o quanto antes.
  • anônimo  27/11/2014 09:39
    'E por que ter muitos filhos seria algo ruim? Posso estar enganado, mas creio que você comunga da religião do mal, o marxismo.'

    Nada a ver, é justamente o contrário.Quem é decente, honesto e tem vergonha na cara sabe que ter um filho é muito trabalho, muita despesa, da infância até a faculdade fora médicos, colégio, esportes, etc. Fora também o tempo que vc precisa passar com eles que tem o custo de oportunidade.
    Já quem é irresponsável, geralmente gente sem muita instrução, fazem seis sete filhos sem ter dinheiro pra criar nenhum, passam dificuldades, empurram os filhos sem educação nem família decente num ciclo vicioso de energia negativa que no fim das contas vão aumentar o número de eleitores pró welfare state.
    Claro que tem exceções e tem quem vence mesmo com todos esses obstáculos, mas isso não significa que sair de uma família desestruturada e não ter educação não seja algo que te bote pra baixo.
  • apócrifo  28/11/2014 03:37
    Minha resposta a seu argumento está na parte que você deixou de citar. Se você não citou, eu cito:

    Se não é praticante, ao menos aceita muitos de seus dogmas, ou seja, é uma socialista, social-democrata ou uma porcaria do gênero.

    Entendeu? Se não, permita-me esclarecer. Seu problema é que você está pensando a coisa como um socialista. Você, tal como um socialista*, está vendo o ser humano como uma fonte de aporrinhação. Sendo assim, nada mais lógico do que nos livrarmos dessa encrenca evitando o aparecimento de novos humanos ou mesmo provocando o desaparecimento dos existentes.

    Percebeu onde está esquerdando, meu caro? Você precisa pensar diferentemente de um socialista e precisa enxergar o ser humano como um valor, não como uma maldição, não como um fardo. Ter filhos é uma despesa e um trabalho do mesmo modo que abrir um estabelecimento comercial é uma despesa e um trabalho. Ambos, apesar de toda a trabalheira, valem muito a pena.

    Filhos são um investimento a longo prazo. Se filhos nos obrigam a mexer nossas bundas para sustentá-los, eles também são os que vão garantir um melhor futuro para nós. Os filhos são a maior fonte de riqueza que uma pessoa pode ter. Não somente serão as mãos que vão nos auxiliar na velhice, mas também serão os espíritos que levarão nossas vidas, valores e esperanças para frente. Os filhos são aqueles que nos impedem de morrermos em nós mesmos.

    Dito de uma forma mais cientificista, filhos são a manutenção de nosso material genético. E como uma pessoa pode acreditar que estará melhor diminuindo as chances de perpetuação de seus próprios genes?

    Dito de uma forma mais poética, filhos são ramos de nossa árvore e, quantos mais ramos, mais frondosa e bela é a árvore. Como uma árvore pode ser melhor sendo um tronco sem galhos?

    Além disso, filhos não nascem em ninhadas (a não ser em casos raros). Se tivermos filhos da maneira correta, quando o trabalho de cuidar da família estiver se tornando excessivo para o casal, este terá todas as condições de passar parte de suas atribuições aos filhos mais velhos, os quais já estarão suficientemente grandes para ajudar na criação dos irmãos mais novos. E isso nada tem de deplorável, muito pelo contrário, é um exercício salutar que ensinará aos garotos, além da responsabilidade para com seus semelhantes, o essencial para criarem suas próprias famílias quando for chegado o momento oportuno. É um ciclo indubitavelmente virtuoso, tão virtuoso que muitos atribuem à família um quê de divino. Mas, como todo ciclo, este também pode ser quebrado. E foi.


    *não estou o acusando de ser essa nojeira, só estou dizendo que você está com um tique típico de socialista. Considerando que fomos (sim, eu também fui) doutrinados nessa mentalidade imbecil, por mais que reconheçamos no socialismo um mal, sempre guardaremos um pouquinho dessa imundície se não nos limparmos direito.
  • anônimo  28/11/2014 10:01
    'Filhos são um investimento a longo prazo. Se filhos nos obrigam a mexer nossas bundas para sustentá-los, eles também são os que vão garantir um melhor futuro para nós. '

    Não meu chapa, filho não é investimento nem propriedade, eles não te obrigam a nada porque eles não pedem pra nascer, não tem obrigação nenhuma com um contrato que eles não assinaram.Se vc foi preguiçoso, não conseguiu nada da vida e na velhice quer que os teus filhos te sustentem, é vc que está sendo o parasita escroto e que merece ser jogado num asilo.
  • apócrifo  01/12/2014 23:54
    Mais uma vez, a minha resposta está na parte que você deixou de citar. Então, vamos de novo:

    Os filhos são a maior fonte de riqueza que uma pessoa pode ter. Não somente serão as mãos que vão nos auxiliar na velhice, mas também serão os espíritos que levarão nossas vidas, valores e esperanças para frente. Os filhos são aqueles que nos impedem de morrermos em nós mesmos.

    Você está pensando a questão de uma forma meramente monetária. Não é esse o meu foco. Você já viu uma pessoa idosa que não tem família? Mesmo que ela tenha dinheiro o suficiente para se sustentar, a vida é muito dura para quem é só, sobretudo quando se é mais velho. Precisamos de nossos filhos para nos auxiliar sim. Eles até podem nos ajudar com dinheiro. Mas não é essa mão que estava pensando. É bom que tenhamos filhos para nos ajudar com problemas que não estamos mais plenamente capacitados para resolver, infelizmente porque o passar dos anos traz para todos nós um rebaixamento físico e mental. E dinheiro por si só não resolve isso. Precisamos muito de pessoas que nos amem genuinamente para que busquem proteger nossos interesses na velhice da melhor maneira.

    Portanto, sim, filhos são investimento e são o melhor investimento que existe. Bons filhos nunca nos deixarão sós e sempre nos ajudarão na medida de suas possibilidades.

    Sobre a obrigação, é claro que filhos me obrigam a fazer alguma coisa. Se eu participei na criação de uma vida, imediatamente tenho obrigações sobre aquela vida. Não posso simplesmente fazer filhos e largá-los (nem matá-los). E, na medida que lhes sustento e educo, é claro que eles têm obrigações para comigo. Por fim, esse negócio de pedir para nascer é loucura sua. Qual o ser vivo existente (pode até enfiar os vírus aí) em toda a história do planeta que pediu para nascer?
  • anônimo  28/11/2014 10:06
    'quando o trabalho de cuidar da família estiver se tornando excessivo para o casal, este terá todas as condições de passar parte de suas atribuições aos filhos mais velhos, os quais já estarão suficientemente grandes para ajudar na criação dos irmãos mais novos. E isso nada tem de deplorável'

    Nadinha, vc ESCOLHE fazer filhos, é preguiçoso na hora de criar e empurra o trabalho pros outros.
    Cara, bote uma coisa na sua cabeça.As despesas que vc faz, quem tem que arcar É VC. E não seus filhos, os filhos tem a vida deles.
  • Mister M  02/12/2014 00:28
    Veja bem, não se trata simplesmente de empurrar trabalho pros outros. Seus bisavós provavelmente tiveram muitos filhos e, se foi o caso, pode estar bem certo de que os irmãos mais velhos tiveram que ajudar a cuidar dos mais novos. E digo mais. Pode apostar que seus bisavós não eram exatamente o que se pode chamar de preguiçosos. É quase certo que trabalharam muito mais do que você sequer ousa imaginar, mesmo nos seus piores pesadelos. E isso não é uma hipérbole. E digo mais ainda. Pode apostar que seus avós não consideram seus bisavós preguiçosos, não consideram que seus bisavós lhe empurraram um trabalho que era só deles e nem consideram que suas vidas foram injustamente roubadas por causa dessa nobre incumbência.

    Famílias grandes não são ruins, muito pelo contrário. Você está vendo a distorção do fenômeno em decorrência do estado de bem-estar social e julgando a distorção como o fenômeno em si. É essa praga de welfare state que tornou as grandes famílias inviáveis e fontes de grandes problemas. Mesmo que sem se dar conta, você está agindo como um socialista que condena o capitalismo de livre mercado porque existe a figura do capitalismo de compadrio, ou seja, aquela distorção do capitalismo causada pelo estado.
  • anônimo  03/12/2014 00:33
    'Veja bem, não se trata simplesmente de empurrar trabalho pros outros.'
    Ahan, vou esperar algum argumento que prove isso, vamos ver

    'Seus bisavós provavelmente tiveram muitos filhos e, se foi o caso, pode estar bem certo de que os irmãos mais velhos tiveram que ajudar a cuidar dos mais novos. '
    So fucking what? Desde quando isso justifica alguma coisa? Então se o povo do tempo dos meus bisavós tivessem um negrinho escravo pra açoitar isso justificaria a escravidão? O povo daquele tempo gostava de casamentos arranjados, isso significa que casamentos arranjados é uma coisa certa?Pfff

    ' Pode apostar que seus bisavós não eram exatamente o que se pode chamar de preguiçosos'
    E desde quando uma coisa exclui a outra? O cara pode ser um sujeito muito trabalhador, muito ocupado, E pode inventar um monte de besteira pra mandar a conta pros outros.

    Pode apostar que seus avós não consideram seus bisavós preguiçosos, não consideram que seus bisavós lhe empurraram um trabalho que era só deles e nem consideram que suas vidas foram injustamente roubadas por causa dessa nobre incumbência.

    Isso tudo é irrelevante.Aqui nesse site tem um monte de gente que não se considera espoliado e roubado pelo governo, mas eles são mesmo assim. Bote uma coisa na sua cabeça: liberdade tem a ver com CONTRATOS. Se o cara não assinou contrato nenhum pra realizar atividade X que ele é forçado a fazer, não importa o quão 'nobre' seja a tal atividade, ele está sim sendo empurrado um trabalho que é dos outros.

    Famílias grandes não são ruins, muito pelo contrário.
    Eu sei que vc acha isso, vc já disse, estou esperando a justificativa e até agora nada.

    'Você está vendo a distorção do fenômeno em decorrência do estado de bem-estar social e julgando a distorção como o fenômeno em si. '
    Não meu chapa, não tem nada a ver com welfare state nenhum.Como já disse antes, estava me referindo AO CUSTO de criar um filho com uma educação e formação decente. Tire o welfare state da jogada e esse custo continua o mesmo.Claro que teoricamente sobraria dinheiro, mas o custo fica o mesmo. A não ser que vc ache que escola, roupa, comida, remédio, faculdade, vai cair tudo do céu, ou que vc faça alguma mágica e ache que se tiver dois filhos NÃO vai ter que pagar por duas escolas, se tiver três NÃO vai ter que pagar por três, etc

    É essa praga de welfare state que tornou as grandes famílias inviáveis e fontes de grandes problemas.
    Não sei em que planeta vc vive, mas no que eu vivo é justamente o contrário, conheço famílias miseráveis que querem filhos justamente pra receber mais do bolsa família.

    Uma coisa é retribuir uma vida toda (melhor dizendo, duas) de amor e dedicação à minha pessoa
    Engraçado, vc disse que não tem nada a ver com previdência social usando EXATAMENTE o argumento pra justificar a previdência social.Se bem que isso é irrelevante mesmo. O importante é o seguinte, não importa a forma enfeitada com que vc descreve o negócio, o ÚNICO critério pra falar se o troço tem coerção ou não, é se existe um contrato onde as pessoas concordam em fazer aquilo voluntariamente.Se VC faz filhos e VC empurra a responsabilidade de criar pra cima de gente que não tem nada a ver com a história, vc sim não sabe o que é liberdade e está no mesmo nível moral de um esquerdista que quer fazer filhos e mandar a conta pros outros pagarem com impostos.

    E o fatos dos filhos não se incomodarem não significa nada, muitas pessoas precisam se convencer que tudo quanto é merda que os pais fizeram teve alguma importância na formação do 'caráter'. Bullshit. Isso se chama mecanismo de defesa, eles precisam acreditar nessas besteiras inventadas pra não sofrer no mundo real.
  • anônimo  28/11/2014 10:09
    Alias esse é o mesmo discurso dos velhos que passaram a vida 'contribuíndo' pro esquema ponzi previdência social, e acham que agora as novas gerações tem que se matar pra sustentar eles.
  • O Sombra  02/12/2014 00:37
    Mas uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra.

    Uma coisa é retribuir uma vida toda (melhor dizendo, duas) de amor e dedicação à minha pessoa, outra muito diferente é ser expropriado pelo estado para financiar um esquema fraudulento, o qual se sustenta apenas por causa de grande ignorância lógica e econômica do público em geral e por causa de um sentimento de culpa (indevido) inculcado pelo próprio estelionatário criador da fraude.

    Se você não consegue ver essa diferença evidente, você está mais esquerdista do que imaginava inicialmente.
  • anônimo  03/12/2014 00:58
    'Mas uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra.'
    Claro que tem.As duas não são baseadas em acordos voluntários. O que vc acha bonito é: o pai chega pro filho e diz 'vc vai ajudar a criar seus irmãos. Pq sim e ponto final' como era típico do povo antigo (que inclusive foram os idiotas que deixaram o estado chegar no ponto que chegou, eles fizeram a m e as novas gerações tem que consertar)

    E quanto ao estado, se existe uma relação é justamente o CONTRÁRIO dessa que vc falou.Nos países ricos e desenvolvidos são as famílias ricas que tem menos filhos, já nos países pobres com pais ignorantes as pessoas tem seis, sete.
    O brasil do passado que vc idolatra era um reflexo disso, as famílias tinham muitos filhos num brasil pobre, rural onde a maioria das pessoas trabalhava no campo e o pai achava bonito fazer filhos pra eles trabalharem na lavoura.Se o moleque tivesse ambição e quisesse ser qualquer outra coisa, tava lascado, ele tava condenado a ser um idiota como o pai.

    Enfim, estados unidos, europa, áfrica, qualquer lugar do mundo é assim: as famílias ricas tem poucos filhos e os miseráveis, vários.E os países pobres quando ficam ricos, em geral o número de filhos diminui. E não adianta virem falando besteira de eugenia que isso ocorre ESPONTANEAMENTE, essa é uma consequencia NATURAL de ter educação e responsabilidade.
  • Andre  05/01/2016 16:57
    "engraçado, a civilização 'evoluiu' tanto e eu só vejo a taxa de natalidade aumentar e nunca diminuir.".

    www.indexmundi.com/g/g.aspx?c=xx&v=25

    E evolução não tem relação com natalidade.
  • Kek  05/01/2016 17:06
    Manuela, não há mal nenhum a população aumentar e a taxa de natalidade ser alta. Muito pelo contrário.

    1- O mundo está muito longe de ser superpopuloso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060

    2- Os principais responsáveis para grande quantidade de riqueza que usufruímos hoje são os casais antigos que possuíam vários filhos e mantinham a taxa de natalidade alta.
    Ter filhos é um investimento que é mais do que provado ser extremamente viável a longo prazo. Não apenas para dar continuidade para a SUA riqueza acumulada, como para a criação de riquezas para "a sociedade" melhorar sua condição de vida.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861
  • Anonimo.  09/01/2016 01:47
    'Ter filhos é um investimento que é mais do que provado ser extremamente viável a longo prazo. Não apenas para dar continuidade para a SUA riqueza acumulada, como para a criação de riquezas para "a sociedade" melhorar sua condição de vida.'

    Favor explicar melhor essa sua lógica, já que o artigo que vc citou não fala nada sobre isso.
    Filho não é um investimento coisa nenhuma, nem tem que dar dinheiro nenhum pra vc.Um filho tem a vida dele, se ele quiser mandar pro inferno uma família interesseira que só quer sugar, ótimo.

    Também não é uma ferramenta pra sociedade melhorar nada, o que o artigo la´ fala num tom um tanto quanto irônico, é que o declínio da taxa de natalidade irá afetar a previdência social e só.E tem mais é que afetar mesmo, tem mais é que quebrar mesmo essa porcaria que é um esquema Ponzi imoral que nem devia existir.
  • Kek  09/01/2016 05:07
    "já que o artigo que vc citou não fala nada sobre isso."

    Favor ler o que eu disse dentro de seu contexto:

    1)Ter filhos é um investimento que é mais do que provado ser extremamente viável a longo prazo
    2)Para dar continuidade para a SUA riqueza acumulada
    3)Para a criação de riquezas para "a sociedade" melhorar sua condição de vida

    Investimento não é sempre sinônimo de ter retornos materiais.
    Em conversas com amigos e colegas é normal usar a expressão "investir em alguém" para ter retorno sexual, retorno amoroso ou outros retornos afetivos.

    Exemplos: https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20151223143149AAy30hA
    https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20150922060701AAwc9iF
    https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100616165402AAKp8Zl
    https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20130109150659AAEMlog

    Se você não investir tendo filhos, toda a riqueza que você acumulou durante sua vida cairá nas mãos do Estado OU nas mãos de pessoas que não terão nenhum "carinho" e consideração pelo esforço de continuar o legado de uma a vida toda. Ou não estarão aptas para conduzir o seu legado (geralmente não estão, pois não foi você, o criador da riqueza, que as ensinou e as instruiu em como gerir a riqueza que você próprio criou).
    Não são raros filhos que perderam tudo o que o pai conquistou, mas é ainda muito mais comum herdeiros que não são filhos ou são herdeiros aleatórios perderem tudo o que foi conquistado por uma pessoa que não possuíam laços afetivos e convivência.
    Ou seja, a probabilidade da sua riqueza ser dissipada é maior quando você não possui filhos ou não investe em seus filhos para serem responsáveis para dar continuidade ao seu legado.
    O investimento nos seus filhos é para que a riqueza que você acumulou durante a vida não seja simplesmente perdida com o consumismo de herdeiros que não estão preparados ou que caia nas mãos do Estado.

    Marx, Engels e Marcuse não queriam destruir a família (independente de ser patriarcal ou não) por puro acaso. Sabiam que ela é essencial para a continuidade e para o desenvolvimento do Mercado.

    Esse artigo fala mais detalhadamente sobre isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=557

    "Também não é uma ferramenta pra sociedade melhorar nada"

    Você leu o artigo às pressas e não leu atentamente.

    "É muito conveniente viver em um local repleto de pessoas simplesmente porque cada uma dessas pessoas tem o potencial de ofertar vários bens e serviços para você. Quanto mais pessoas à sua volta, maior a oferta de pessoas dispostas a fazer coisas como lavar e passar suas roupas, consertar seus sapatos, consertar seu carro, cozinhar suas refeições, oferecer variadas opções de entretenimento, curar uma eventual doença, e, talvez ainda mais importante, oferecer a você um emprego que remunera bem."

    "Tente viver isolado do mundo, no meio do mato, e você descobrirá quão "simples" é se alimentar, subsistir e sobreviver a problemas de saúde. A divisão do trabalho significa que, quanto mais pessoas houver por perto, mais fácil será satisfazermos nossos desejos e necessidades. Igualmente, maior será a nossa comodidade para resolvermos certos problemas. Daí as cidades superpovoadas."

    "A expectativa de que essa redução da natalidade irá gerar mais conforto e mais ar respirável para o resto do mundo ignora completamente os impactos econômicos decorrentes de um declínio populacional. Isso tem a ver com uma compreensão incompleta sobre a ação humana."

    "Aqueles que se preocupam com uma superpopulação tendem a ver os seres humanos como nada mais do que meros consumidores de recursos. A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos. Logo, menos seres humanos significa mais recursos disponíveis. Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão populacional."

    "Porém, embora as premissas desse silogismo sejam verdadeiras, elas são calamitosamente incompletas, fazendo com que a conclusão seja igualmente (e perigosamente) incorreta."

    "Em primeiro lugar, os seres humanos não são apenas consumidores. Cada consumidor é também um produtor. Por exemplo, eu só consigo almoçar (consumir) porque produzi (trabalhei) e alguém me remunerou por isso. E foi justamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual. Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana."

    "Logo, a conclusão óbvia é que, quando mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas. Uma simples reductio ad absudum revela a óbvia verdade de que a cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos."

    Ainda mais importante é o fato de que essas inovações resultam em uma multiplicação de recursos, de modo que o silogismo sofre uma importante alteração: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; os seres humanos produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

    Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos. À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no sofrimento humano foi impressionante.

    "Tudo isso resulta em menos crescimento econômico, menos criação de riqueza, e menos prosperidade para todos. Até mesmo os keynesianos, que são obcecados com a tal "demanda agregada", deveriam entender esse conceito. Menos pessoas significa menos atividade econômica."

    "Essa postura só é defensável se você for do tipo que anseia por um retorno à época da varíola, da inanição, da água contaminada, e do perigo iminente de ser devorado por predadores famintos. Se, por outro lado, você não vê essas coisas como parte de uma existência idílica e natural, você deveria parar de propagar alguns mitos e ter mais consideração pelos seres humanos."

    "A celebração de que a população está crescendo menos advém majoritariamente do movimento ambientalista, cujo sentimento anti-humano é frequentemente explícito. No entanto, até mesmo naqueles círculos menos cáusticos o preconceito contra a humanidade já se espalhou. Hoje, é algo generalizado e que praticamente já adentrou a consciência popular. Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins."
  • Anonimo.  09/01/2016 12:15
    1)Ter filhos é um investimento que é mais do que provado ser extremamente viável a longo prazo
    2)Para dar continuidade para a SUA riqueza acumulada
    3)Para a criação de riquezas para "a sociedade" melhorar sua condição de vida

    Investimento não é sempre sinônimo de ter retornos materiais. '


    Vero, só que todos os seus três items também tem relação com o retorno pra si mesmo.Vc cria riqueza pra sociedade pra ela te dar algo em troca.

    'Marx, Engels e Marcuse não queriam destruir a família (independente de ser patriarcal ou não) por puro acaso. Sabiam que ela é essencial para a continuidade e para o desenvolvimento do Mercado.'

    Não me diga!E além disso uma das formas pelas quais os putos gramscistas de hoje destroem a família é justamente incentivando gente irresponsável e inconsequente pra que façam mais e mais filhos, e que fiquem assim dependendo de bolsa família, esmolas estatais etc.
  • Double  08/01/2016 23:47
    Não? O decréscimo populacional já é realidade em diversos países europeus. No Brasil, a TFT (número de filhos por mulher) já é de 1,7 (fonte: IBGE E Datasus). A TFT do mundo já é 2,5 (menor que 2,1 leva a decrêscimo populacional a médio prazo). Mesmo no Brasil a chamada "inércia demográfica " acabará em torno de 2030-40 e o país tende a diminuir a população.
  • Tannhauser  05/01/2016 14:46
    O texto é muito interessante.

    Sugiro o livro "Sapiens - Uma Breve História da Humanidade" para mais informações.

    Sobre a privatização das crianças - ou curadoria -, acredito que nos tempos atuais isso não exista mais.

    Para a classe média, os custos de se criar um filho são privados e as receitas são socializadas, haja vista não haver praticamente nenhuma responsabilidade dos filhos com os pais. Esse é um dos motivos da queda na taxa de natalidade da população rica. As pessoas hoje têm filhos por uma questão puramente afetiva, não tem nada a ver com a própria sobrevivência no longo prazo. Isso gera, em média, uma redução da riqueza do núcleo familiar.

    Para a classe mais pobre, os custos são socializados e a receita é privada (Bolsa Família). Isso fomenta o aumento de indivíduos pobres, gerando um ciclo vicioso de pobreza, reduzindo a riqueza da Sociedade ao longo do tempo.

    Uma possível solução para o quadro atual seria a curadoria de crianças pobres pela classe média, possibilitando que parte do investimento alocado nestas crianças, através de educação e subsistência, retornasse ao curador. Seria um sistema semelhante ao que ocorre (ou ocorria) em clubes de futebol, que custeavam o desenvolvimento de crianças, profissionalizando-os como jogadores de futebol e, posteriormente, vendiam o "passe" dos profissionais, obtendo lucro que era usado para investir na preparação de mais crianças. Quantas pessoas puderam sair da pobreza através deste sistema?

    Não sei se alguém já pensou em algo nesse sentido. Não sei se é viável, do ponto de vista legal.
  • Max Rockatansky  05/01/2016 16:26
    Tannhauser, é interessante esse "Sapiens - Uma Breve História da Humanidade"?
  • Tannhauser  06/01/2016 09:08
    Sim.
  • Adelson Paulo  06/01/2016 19:20
    "Sapiens" é um livro fantástico, leitura praticamente obrigatória.
  • Marconi Soldate  05/01/2016 16:41
    Texto bacana, mas...

    Independentemente de todos os detalhes complicados, o fato é que, a partir de um determinado momento, a massa de terra disponível para ajudar a satisfazer as necessidades humanas não mais podia ser aumentada.

    O planeta tinha e tem terra disponível adoidado. Dizer que "faltou" terra pra continuar as mudanças sociais é muito forçado.

    Pode "faltar" terra se houver um poder (estado) protegendo a propriedade de terras improdutivas (com capacidade produtiva, claro).

    Mas o que não falta nesse mundo, especialmente aqui no Brasil, é terra.
  • Tenente  05/01/2016 18:42
    "O planeta tinha e tem terra disponível adoidado. Dizer que "faltou" terra pra continuar as mudanças sociais é muito forçado."

    Aí não, né? Esse seu raciocínio é válido quando se leva em conta todas as amenidades surgidas apenas nos séculos XX e XXI: as pessoas podem se locomover de carro, ônibus, trem, avião, navio etc; há aeroportos, ferrovias, estradas em praticamente todos os lugares do mundo.

    Agora, 50 mil atrás, qualquer locomoção era toda feita a pé, tendo de superar montanhas, animais agressores, canibais, áreas selvagens, rios e oceanos, e sem qualquer provisão alimentícia neste meio tempo. Era algo extremamente complicado e incerto. Não era algo do tipo "o sujeito acordou na Ásia e, no final da tarde, já estava na Oceania". Qualquer processo de mudança poderia durar uma geração, e o nômade poderia simplesmente morrer de fome neste ínterim, pois as áreas férteis e cultiváveis não davam alimentos de uma hora para a outra (a agricultura ainda não existia).

    Era muito mais prático, portanto, assentar-se em uma localidade e determinar que aquele espaço era só seu, e não deixá-lo ser invadido por terceiros.

    Raciocine mais.
  • Conservador  05/01/2016 16:53
    Ótimo texto.
  • Taxidermista  05/01/2016 17:40
    Esse texto tornou-se o primeiro capítulo do livro do HHH chamado "A Short History of Man: Progress and Decline":


    https://mises.org/library/short-history-man-progress-and-decline
  • Jonatas  05/01/2016 19:04
    Excelente texto do Hoppe. Belo arcabouço evolucionista.

    Propriedade privada e família são os alvos do socialismo (em suas diversas formas). Lutar contra estas questões básicas da vida humana (conquistada com muitos sacrifícios) é um absurdo.

    Alguém no fórum complementou com outras questões, entre elas a religiosa, e também achei bem coerente.

  • Emissário do Regime  05/01/2016 20:55
    O Brasil só irá para frente quando for extinta a propriedade privada de todos os meios de produção. Essa propriedade tem que ser colocada na mão do partido que atualmente governa o país.
  • Andre  05/01/2016 22:50
    Já deu a sua hoje?
  • Balduíno  06/01/2016 14:19
    É um texto antropológico riquíssimo, com muitos aspectos que podem ser ainda bastante desenvolvidos, por exemplo, uma das razões do comunismo ser origem de violência e morte, dado que sem o fator de repressão moral exercido pela família com efeito sobre o crescimento populacional, e a inviabilidade da solução de migração pelo esgotamento da terra, restaria "entrar em conflito mortal para se apossar da oferta limitada de alimentos" a fim de restaber do equilíbrio natural (ou, como diria Quincas Borba de Machado de Assis, ao vencedor as batatas).
  • Mauricio.  07/01/2016 02:12
    Leandro, mais um texto muito bem traduzido por ti e/ou pela equipe. Mas tem um ponto que está escrito "requerimentos" que eu acredito que ficaria melhor a palavra "requisitos". Favor verificar.
  • Luiz Silva  07/01/2016 11:20
    Se se assustaram com as bobagens de Engels, deviam ler Eros e Civilização, de Herbert Marcuse hehe
  • anônimo  09/01/2016 04:23
    Ter filhos só é caro atualmente pois vivemos em um gigantesco Corporativismo.

    Seria o mesmo que dizer que ter carro no Brasil não compensa porque é muito caro (em comparação com o exterior) e o transporte público te leva para qualquer lugar.
  • Anonimo.  09/01/2016 12:18
    Mas ter carro realmente não compensa.Se a vida já é ruim num mundo estatista, certas decisões podem tornar ele ainda pior pra vc.
  • Anonimo.  09/01/2016 12:22
    Num mundo 100% liberal ter muitos filhos, criar e educar não iria ser caro como é hoje, mas...nós não vivemos nesse mundo.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  16/01/2016 14:47
    Isso é tão claro que deveria dispensar comentários. A propriedade privada é o único modo de organização social que pode sobreviver e prosperar.
  • Emerson Luís  17/01/2016 11:59

    Aprecio os pensamentos de Hoppe, porém faço ressalvas ponderadas:

    (1) Não importa o quanto a pessoa tenha estudado a respeito da pré-história e o quão sofisticados e verossímeis sejam suas assertivas, ainda assim trata-se de mera especulação.

    A pré-história chama-se "pré-história" justamente porque não há registros históricos confiáveis a seu respeito. Por isso os livros de História Geral começam - ou começavam até o PT reescreve-la - com os egípcios, babilônios e outros da época, mas nunca antes.

    Quando não há registros confiáveis do que aconteceu (e às vezes mesmo quando há) o passado pode ser tão insondável e "imprevisível" quanto o futuro.

    O máximo que podemos fazer é estudar as tribos atuais mais isoladas e tecnologicamente primitivas e a partir daí fazer hipóteses de como teriam sido os povos de poucos milênios atrás - mas mesmo isso é especulação, ainda que científica e verossímil.

    Agora, discursar como teria sido o desenvolvimento sociocultural do ser humano no decorrer de dezenas, centenas e até milhares de milênios é ficção científica.

    (2) Em vez de fazer especulações de ficção científica, podemos partir daquilo que sabemos com certeza, seja por registros confiáveis, seja por axiomas - de fato, principalmente através destes.

    Sabemos que a constituição genética do homo sapiens é a mesma há milênios, desde antes do início do período histórico. Ou seja, o ser humano do mais remoto início da Antiguidade era constitucionalmente igual a nós, apenas não dispunha de nossa tecnologia - e nós, iguais a eles, apenas adoramos deuses diferentes (como Fidel Castro).

    O que podemos dizer com certeza do ser humano daquela época? O mesmo que sobre o de hoje: trata-se de um ser biológico, que processa informações e age para satisfazer suas necessidades e desejos, buscando meios mais eficazes (econômicos) para fazê-lo.

    (3) Hoppe parte do pressuposto de que o ser humano primitivo era naturalmente socialista e que o capitalismo é artificial, uma invenção sociocultural. Deixou-se levar pelas invenções de Rousseau, Marx e outros.

    As tribos primitivas supracitadas praticavam a divisão de trabalho, a vantagem comparativa e as trocas muito antes de conhecer, tanto em nível individual quanto em intertribal. Na Austrália, a tribo X, próxima do mar, especializou-se em produtos feitos de conchas e outros materiais marítimos, enquanto a tribo Z, próxima das montanhas, em machados feitos com as pedras locais e as tribos intermediárias entre X e Z produziam diversos artefatos e usavam conchas e machados de ambas como moedas.

    Mais informações, vejam o livro "As Origens da Virtude".

    Assim, a especialização, a poupança e a troca voluntária com benefício mútuo não foi uma invenção do ser humano histórico e sim um sistema que surge naturalmente quando as pessoas têm liberdade, propriedade privada e paz.

    * * *
  • anonimo  17/01/2016 20:21
    Hoppe parte do pressuposto de que o ser humano primitivo era naturalmente socialista'
    Pelo que eu lí é justamente o contrário, ele fala o tempo todo que a tal da propriedade coletiva era um mito
  • Gilberto  23/01/2016 02:49
    Muito interessante!

    Pergunta: para receber novos comentarios por email é necessario que eu poste um comentario?
  • Andre  23/01/2016 12:40
    É necessário sim.
  • Leonardo Otoni  07/03/2017 04:00
    Se alguém discorda que propriedade privada é a coisa mais bonita desse mundo depois desse texto eu desisto da humanidade.
  • Murilo  15/03/2017 19:34
    Alguém poderia me indicar dados que corroborem o argumento demográfico de HHP?
  • Luciano Andrade  29/08/2017 03:28
    O que tem de bonito na propriedade privada dos meios de produção sendo que no comunismo primitivo (que podemos ver até hoje nas tribos indígenas) não há fome, desemprego, inveja e angústia por viver em um mundo cão como é o ocidente capitalista?
  • Luciano Andrade  02/10/2017 19:34
    Nossos primos genéticos, os chimpanzés, fazem guerra para anexar territórios de outras "tribos", o que nos faz concluir que nós humanos também somos animais territoriais. E o que é um território senão a propriedade particular de um grande grupo? Assim, a propriedade coletiva de territórios, ao que tudo indica, existe!
  • Ricardo Athyla  03/11/2017 03:57
    No passar dos anos, com menos terra e mais população, as famílias, ao invés de "nomandear" e formar sua propriedade, decidiram que seria mais fácil invadir, saquear e matar outras famílias. Em determinado momento, um iluminado percebeu que era melhor deixá-los vivos e explora-los, incutindo a ideia que foi feito um magnânimo favor. Pronto, temos o estado!


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.