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sexta-feira, 27 mar 2015
162º Podcast Mises Brasil - Paulo Cruz

logo_baixa.jpgPODCAST 162 – PAULO CRUZ

 

Na semana passada, foi publicado um vídeo lamentável em que uma aula na Universidade de São Paulo (USP) é interrompida por integrantes do movimento negro que reagem agressivamente contra o que consideraram o maior dos absurdos, que foi o pedido de um aluno para continuar a ter aula e que aquela catilinária fosse realizada em outro local.

 

Destilando todos os chavões ideológicos de esquerda, os integrantes do tal movimento começaram a insultar todos os alunos da sala e uma senhorita de olhar raivoso disparou uma frase que é pura poesia pacifista: “quando o oprimido fala, o opressor cala a boca”.

 

Esse tipo de discurso e comportamento tem se tornado cada vez mais comum. A diferença hoje em dia é que há pessoas com coragem para reagir e contestar a ideologização da discussão sobre o racismo que inicia com a imposição agressiva de uma agenda política que, longe de debatê-lo, intensifica o problema ao dividir brancos e negros à maneira trotskista de “nossa moral e a deles”.

 

Um exemplo notável dentre os que se posicionam contrariamente a essa perspectiva e instrumentalização ideológica do racismo é o professor de filosofia da rede pública estadual de São Paulo e mestrando em Ciência da Religião, Paulo Cruz. Ele próprio negro e tantas vezes vítimas de racismo, autor de um texto demolidor sobre o Dia da Consciência Negra, Paulo analisou nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil as origens do problema maior que ajudam a explicar o comportamento e o discurso dos integrantes do movimento negro, e não apenas daqueles que aparecem no vídeo gravado na USP.

 

Com uma perspectiva crítica aos fundamentos (ou sua ausência) que norteiam os grupos que supostamente atuam em defesa dos negros, Paulo afirma que “o debate sobre o racismo passa, primeiro, pela identificação dos negros que querem discutir o problema sem ficar refém de uma ideologia”. Ele não tem dúvida de que é preciso escapar dessa carona ideológica. “A gente sentou no banco do passageiro do marxismo. Já está mais do que provado que o marxismo, e não só no Brasil, utiliza os negros como um discurso para fragmentar a sociedade seguindo o lema dividir para conquistar”.

 

Sobre a intervenção estatal com políticas públicas que atendem reivindicações daqueles movimentos, Paulo é enfático: “o estado não resolve o problema do negro. O estado não acaba com o racismo, por exemplo. Não é lei antiracismo que acaba com o racismo”.

 

A entrevista do professor Paulo Cruz para o Podcast do Instituto Mises Brasil vai lhe fazer olhar para o problema do racismo e de seu uso ideológico de uma maneira completamente diferente da que se vê nos debates públicos.

 

***

 

A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

 

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Todos os Podcasts podem ser baixados e ouvidos pelo site, pela iTunes Store e pelo YouTube.

 

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  • Cíntia  27/03/2015 19:35
    Um depoimento assim lava a alma do ser humano honesto. Os dois, Bruno e Paulo, estão de parabéns. E palmas também para o Fernando Holiday, que foi destemido e agora se vê em combate. Ajudemos!
  • Gustavo Ramos  27/03/2015 20:16
    Depois desse podcast, o resto é ruído sem nexo.
  • Juliana  27/03/2015 22:34
    Brilhante !!
  • Claiton Mejala  28/03/2015 18:01
    Realmente muito bom! Parabéns pelo programa.
  • Francisco Seixas  28/03/2015 18:42
    Bruno e Paulo, parabéns pelo excelente episódio!
    Os pés no lugar deles que é o chão e a cabeça no alto!

    abraço
  • ROSEMEIRE   29/03/2015 05:37
    Gente, olhem este exemplo.Graças a Deus existem muitos assim pelo Brasil afora.Não vamos deixar que uma minoria travestida de "movimentos sociais" contaminem a honestidade,o bom caratismo,a meritocracia e nossa boa convivência entre brasileiros!!!
  • Bruno Garschagen  30/03/2015 12:51
    Obrigado pelos comentários positivos para esta excelente entrevista concedida pelo Paulo Cruz e que, espero, inaugure uma nova forma de debater o problema do racismo no Brasil. Abraços!
  • Eraldo Filho  22/01/2016 17:03


    Bruno, parabéns pelo podcast com o Paulo Cruz. Sendo também negro, algumas pessoas acham diferente eu ler livros e não ser de esquerda. Portanto, é claro que é muito fácil entender e concordar com o que Paulo disse. Na verdade, nem é preciso ser negro para concordar com ele, é só ter o mínimo de honestidade.
    Agora, o posto de Thomas Sowell brasileiro já é meu, Paulo pode ficar com o posto de Walter Williams.rsrsrsrsrs. Saúde e paz pra você.
  • Rodrigo meira  30/03/2015 15:37
    Cântico negro de José Régio nunca fez tanto sentido.

    https://www.youtube.com/watch?v=EkLh1QOzVac
  • BrunoD  31/03/2015 15:32
    Só mesmo o Bruno para desenterrar esses tesouros que es´tão perdidos por aí,

    Muito obrigado pela entrevista!!
  • Paulo Cruz  31/03/2015 16:34
    Caros amigos,
    Muito obrigado pelos comentários e pelas palavras de encorajamento.
    E mais uma vez agradeço a meu amigo Bruno Gaschagen pelo convite.
    Saudações,
    Paulo Cruz.
  • Diego  02/04/2015 12:03
    Muito bom, Alexandre. Muito bom, Paulo. Obrigado pela boa conversa, pelos bons exemplos.


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