78º Podcast Mises Brasil - Olavo de Carvalho




logo_baixa.jpgPODCAST 78 – OLAVO DE CARVALHO

Num passado recente, muitos liberais e libertários chegaram até as obras de Mises, especialmente ao livro Ação Humana, pelas referências elogiosas feitas em seus textos pelo filósofo Olavo de Carvalho. Em seu site, não é de hoje que Mises faz parte de uma selecionada galeria de homens de ideias identificados como seus gurus intelectuais (“Depois que você lê von Mises é que você percebe como os outros economistas são confusos”). Num texto publicado em 1998 na extinta revista República, Olavo afirmou que Mises talvez tenha sido o economista mais filosófico que já existiu. 

No Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana, o filósofo explica qual é a dimensão filosófica e qual a grande virtude da obra de Mises, expõe as bases de sua crítica ao intervencionismo, comenta o problema da estrutura expansionista do poder a partir da tese de Bertrand de Jouvenel e, ao analisar a amplitude do estado moderno, apresenta um quadro que pode ajudar a entender uma parte das manifestações que tomaram as ruas do Brasil nas últimas duas semanas, muito embora a entrevista tenha sido gravada antes dos protestos. “Hermann Rauschning, em seu livro Revolução do Niilismo, diz que o estado moderno se tornou uma máquina tão abrangente e complexa que não haverá mais revoluções populares, só haverá revoluções desde cima. Isso é batata. Nos Estados Unidos, o Obama está fazendo uma revolução desde cima e o PT no Brasil está fazendo uma revolução desde cima. Primeiro eles tomam o poder por via legal, controlam todo o estado, e depois incitam a massa militante contra poderes locais. E o poder estatal cresce às custas dos poderes independentes locais. É sempre assim: elimina-se os poderes intermediários e centraliza-se tudo”. 

Olavo também apresenta a sua concepção de liberdade e defende a importância de uma ordem social para garanti-la, e disseca a ideia central do socialismo/comunismo, além de apontar os perigos e riscos ainda existentes pelo trabalho eficiente de seus representantes. “A ideia socialista tem que ser varrida da face da terra, tem que ser eliminada, como tantas outras ideias e teorias malucas que foram eliminadas. Hoje em dia quem é que vai defender seriamente uma ideologia racista? Não dá. Se o cara começa a defender racismo, já se sabe que é maluco. O socialismo tem que virar uma ideia diante da qual as pessoas vão rir no futuro”.








127 comentários
127 comentários
mcmoraes 28/06/2013 16:05:25

Não escutei ainda, mas finalmente!

Responder
Pedro Ivo 04/07/2013 13:41:10

Tem a transcrição?

Responder
anônimo 05/07/2013 07:45:36

Também tenho interesse na transcrição.

Responder
anônimo 08/07/2013 01:54:47

Acho que não tem transcrição. Quem quiser vai ter que fazer.

Responder
Cahe Gundel Machado 28/06/2013 16:17:59

Excelente! Grande Olavão!

Responder
Sol Moras Segabinaze 28/06/2013 16:25:29

GRANDE Olavo.

Responder
Lucas Mendes 28/06/2013 16:36:20

Massa! Obrigado, Bruno!

Responder
Gustavo BNG 28/06/2013 17:20:02

"Depois que você lê von Mises é que você percebe como os outros economistas são confusos"

E, depois que você percebe como os outros economistas são confusos, é aí que você passa a gostar de Economia!

Responder
Lourival Filho 28/06/2013 17:39:44

Excelente entrevista!

Responder
Douglas Becker 28/06/2013 17:50:32

Bravo! Foi o Olavo quem me apresentou a Escola Austríaca. Muito bom ver essa entrevista.

Responder
Roberto de Camargo 28/06/2013 18:09:01

Instituto Mises Brasil e Olavo de Carvalho juntos. Quem diria? Espero que esse encontro se torne mais frequente. Os libertários podem aprender muito com o Olavo e este também pode aprender muito com os libertários.

A Equipe Mises Brasil está de parabéns. Mostrando porque é, de longe, o melhor instituto liberal do Basil.

Responder
Rodrigo Makarios 28/06/2013 18:12:03

Olavo rules!

Valeu, Bruno.

Responder
Santiago Staviski 28/06/2013 18:33:22

"As universidades são a peste do mundo moderno, porque a cada 100 pessoas que despejam no mercado você tem 90 inúteis, inúteis, incapazes, ineptos, incompetentes, diplomados e metidos, então está se criando uma praga, todos vão ser doutores sem saber coisíssima nenhuma." Olavão falando nada mais que a verdade.

Responder
Flex Wheeler 28/06/2013 18:35:21

Excelente.

Responder
Jeremias Ribeiro 28/06/2013 19:01:43

Parabéns ao instituto pela iniciativa! O brasileiro sensato agradece!

Responder
Nyappy! 28/06/2013 19:03:04

A liberdade não é a filha da ordem e sim a mãe dela.

A doutrina conservadora já começa com essa doutrina falsa.

Responder
anônimo 28/06/2013 19:24:59

Não é o que a história mostra ...

Responder
Eduardo Bellani 28/06/2013 19:33:37

Poderia provar essa sua afirmação?
Uma condição necessária (porém não única) para uma ordem civilizada é a liberdade.

Responder
Rhyan 28/06/2013 19:43:20

O termo "ordem-espontânea" responde alguma coisa?

Responder
Altamir Gomes Bispo Junior 28/06/2013 20:15:45

Muito, mas muito resumidamente mesmo, pode ser dito que a definição para liberdade é subjetiva e sempre está submetida a determinadas estruturas físicas e sociais. Portanto, a ordem é anterior à liberdade pois a primeira constrói a estrutura. Não há estrutura ou superestrutura desordenada. Obviamente, existe a ordem dos átomos, do fluxo e conservação de energia etc.

Quando se fala, por exemplo, em liberdade de movimentos na física mecânica ou graus de liberdade na robótica, estamos concomitantemente fazendo referência a esses princípios ordenadores. Não há como fazermos menção à liberdade sem, ao menos implicitamente, fazermos menção à ordem.

Considerando agora as estruturas sociais, todo o processo é parecido e se faz necessário primeiro compreendermos essas estruturas para então definirmos o que é liberdade e o que não é.

Responder
Nyappy! 28/06/2013 19:42:12

Não, a história mostra que quanto maior a liberdade, maior é a prosperidade, maior é o avanço civilizacional.

Da liberdade surgiu a ordem, não o contrário. É isso que a história mostra.

Responder
anônimo 29/06/2013 10:41:21

O que a história mostra é que:
1 Pequenas gangues/nações/tribos viviam se matando (na áfrica, na europa, no oriente, em todo canto) até chegar ao ponto em que uma delas tem muito mais poder sobre as outras
2 Nesse ponto SE os chefes das gangues vencedoras tiverem alguma coisa na cabeça, eles deixam a economia livre, agindo pra punir crimes, roubos etc, e garantindo a propriedade privada e a partir daí é que nasce a prosperidade.E o maior exemplo disso, como todo mundo sabe, foram os EUA dos founding fathers.
3 Se a gangue dominante não tiver nada na cabeça, ou for alguém que acredita no socialismo por motivos emocionais, tem-se venezuela, URSS, etc

Como o próprio Olavo disse nesse podcast, muitos liberais não estudaram o suficiente pra notar que o fator militar é sempre estatal.

Responder
Bruno D. 10/07/2013 13:01:12

Nesse ponto não posso concordar com o Olavo, e o caso Suiço?



Att

Responder
V. C. 28/06/2013 20:19:24

Ordem e liberdade por si só são dois conceitos vagos. Liberdade pode ser, p. ex., liberdade de ser ou de agir, ou as duas coisas. Uma pessoa pode ser livre para agir de uma forma X num determinado momento, por questões individuais e contingentes, mas nunca livre pra ser aquilo que quer, mesmo por questões individuais. É quando a pessoa assume certa liberdade sobre si para sair do estado de auto-opressão ou opressão, e então lutar para se ajustar, com a tolerância alheia como suporte. Ou, contrariando a necessidade de se ajustar, tratar liberdade como princípio, abrindo ainda mais o leque de suas possibilidades, e não como uma premissa não principal dentro de um esquema maior de pensamentos - lembra de Rothbard que, não ferindo o PNA, disse que uma mãe poderia vender (ou largar? Não lembro o termo) seu filho em algum lugar, de sua vontade, caso quisesse, e este era um direito seu? Segundo entendo, liberdade, de acordo com o libertarianismo, conforme tenho visto, é um problema. Maximiza demais as liberdades.

Responder
Rudy Souza 28/06/2013 20:21:36

Olá, Bruno, tudo bom? Não consigo baixar o mp3. Mesmo clicando no link abaixo do local onde se dá play. Há outro local de onde eu possa baixar o mp3? Obrigado. Avise-me disto no Facebook. Tu tens a mim no teu perfil.

Responder
Equipe IMB 28/06/2013 20:27:37

Estranho.

Clique com o botão direito do mouse em "clique aqui para fazer o download do .MP3" e selecione a opção "salvar link como...". Tem de funcionar.

Responder
Rudy Souza 01/07/2013 17:08:59

Mp3 salvo com sucesso. Obrigado pela solução.

Responder
Vitor Grando 01/07/2013 17:52:06

Grande Rudy! Hahaha

Responder
Tarcisio 29/06/2013 14:29:30

liberdade é um fim, não um meio

liberdade não é um conceito matematico que quanto mais você aplique, mais livre a sociedade será. Isso é uma confusão que vocês fazem.

Mises, em sua obra, nunca disse que o liberalismo economico era o modelo ideal baseado apenas num conceito moral abstrato. Pelo contrario, ele fez um estudo que indicava que no ambito economico o liberalismo era superior porque alem de proporcionar a liberdade(fim), gerava prosperidade. Se o liberalismo economico sempre levasse a exloração da sociedade e supressão da liberdade do povo por alguns poucos empresarios, logicamente isso não seria defensavel baseado num conceito abstrato.

como bem disse o olavo, só o fato da liberdade maximizada de um individuo levar consequentemente a supressão da livberdade de outros individuos, ja prova que a liberdade não pode ser tomada como uma base da sociedade mas sim como um fim.Transformar uma palavra em um conceito moral absoluto que pode ser aplicado indefinidamente não me parece muito correto.

É ingenuo querer resumir todas as relações sociais existentes e suas complexidades em apenas uma coisa, por mais tentador que isso possa ser.

Responder
Gustavo Sauer 15/07/2013 17:25:47

Se você não definir exatamente o que você quer dizer com liberdade, então não dá pra concordar que liberdade é um fim. Stefan Molyneux já falou sobre isso em um podcast. O fim é a moral. Levar uma vida de acordo com a moralidade. Liberdade como conceito amplo não tem nenhum impedimento moral.

Responder
Lucas Santos 28/06/2013 19:09:57

Grande Olavo!

Responder
Manoel Arruda 28/06/2013 19:22:39

Fiquei muito decepcionado com o podcast do Olavo. O instituto Mises presta um desserviço aos defensores da liberdade ao se associar a este senhor.

Responder
Leandro 28/06/2013 19:35:14

Prezado Manoel, com que parte do podcast você ficou decepcionado? Qual foi o "desserviço" trazido pelo podcast?

E, só pra esclarecer, não há nenhuma "associação a este senhor", assim como não temos nenhuma associação com o cantor Lobão. Foi apenas um bate-papo.

Responder
Nyappy! 28/06/2013 19:46:45

Calma Manoel, o podcast não vai influenciar as visões já consolidadas nesse instituto, foi só um podcast mesmo.

Eu não concordo em quase nada com esse senhor, mas eu vejo muita gente agora acessando o site por causa dele, não é algo ruim.

Responder
Rhyan 28/06/2013 19:49:37

Concordo com você, Manuel!

Como eu escrevi: Sinceramente nada a ver. Não entendi essa, por mais que o Olavo defenda uma certa liberdade econômica ele tem várias ideias neocons, militaristas e imperialistas. Também vive criticando a liberdade como fim e os liberais/libertários como marxistas culturais. E claramente desconhece o rothbardianismo.

Responder
Thames 28/06/2013 19:57:27

Criticar a pessoa em vez de se concentrar estritamente nas ideias do podcast é uma postura pra lá de tosca. É lamentável que alguns libertários -- justamente as pessoas mais sensatas do espectro político, que não ficam criticando seus oponentes chamando-os de "Mulla" e "petralha" -- estejam recorrendo a este ad hominem.

Responder
anônimo 29/06/2013 10:19:59

'E claramente desconhece o rothbardianismo.'

Alguém com o conhecimento e a cultura do Olavo não conhecer Rothbard é algo muito difícil de acreditar. E também é muita arrogância achar que todo mundo que conhece Rothbard, Hoppe, etc, vá necessariamente concordar com esse pessoal.

Responder
João Brito Rocha 29/06/2013 14:48:56

Rhyan;

Você está equivocado, meu querido. O Olavo não é neocon e nem tampouco defende imperialismo e militarismo algum. Você já leu O Jardim das Aflições? Se não leu, deveria. Se leu, deveria reler. Ninguém que tenha lido este livro tem a coragem de falar tamanha besteira e chamar o Olavo de neoconservative.

Quanto à Rothbard, o Olavo não só o conhece como já o citou em inúmeros artigos, o mais antigo que encontrei foi de 1992 e nele o Olavo elogia o trabalho de historiador do Rothbard.

Diante disso, por que adotar essa postura de que se alguém não concorda com o anarco-capitalismo é porque ele não o conhece? No mais, nunca vi o Olavo dizer que os libertários são marxistas culturais, tudo o que ele disse é que muitos liberais ignoram ou não se importam com isso, embora pessoas como o Ron Paul, o Tom Woods e outros já tenham dedicado artigos e documentários para combater esse mal.

Responder
Rhyan 29/06/2013 16:40:15

Eu disse algumas ideias. Ele não apoiou o investimento de Reagan contra a URSS? As Guerras recentes dos EUA? Os EUA como polícia do mundo? Apoiou Bush, apoiou Romney.

Ele criticou extensamente a política externa do Ron Paul, e ainda disse que RP é agente da KGB. Completamente louco.

Responder
anônimo 30/06/2013 14:37:11

'e ainda disse que RP é agente da KGB. Completamente louco.'

Não, ele não disse.Como já foi falando várias vezes aqui, o que ele disse foi: ou ele (RP) recebe dinheiro pra fazer isso(acabar com as bases americanas no resto do mundo), ou é completamente maluco.

E sinceramente, esse é um ponto em que ele está certo e os libertários errados.Claro que num mundo cheio de tensão e terrorismo e sendo ameaçados constantemente seria suicídio os EUA fazerem isso.

Vocês querem acreditar num mundo cor de rosa, em que o terrorismo é algum tipo de reação...aqui no mundo real não dá pra ser ingênuo assim.

Responder
Rhyan 29/06/2013 16:42:13

"O libertarianismo é a caricatura do liberalismo clássico, levando-o às suas últimas conseqüências, contra todo senso comum, até torná-lo ridículo ou mesmo odioso, além de suprimir dele todo o fundamento moral cristão. De passagem, apóia, sob alegações capitalistas deduzidas de uma noção hipertrófica de "propriedade", vários itens do programa cultural da esquerda, de modo que serve ao comunismo por três vias: tornando o capitalismo motivo de escândalo, desconsagrando a sociedade capitalista e por fim reforçando as propostas da esquerda com uma argumentação paradoxal. E agora vem esse tal de Chiocca exigir "respeito"? Se respeitasse uma merda dessas eu é que não mereceria respeito nenhum."

https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10151536571842192

Responder
Fernando Chiocca 29/06/2013 21:56:46

Rhyan, você só tá pegando as partes negativas do Olavo e não está considerando as positivas, que ele têm aos montes.

A maioria dos comentários aqui e a grande audiência desta entrevista mostram que muitos libertários admiram o Olavo, e o Olavo foi o responsável por muitos conhecerem Mises.
É um pensador de grande erudição e é provavelmente o maior inimigo do esquerdismo no Brasil, denunciando há anos essa tomada de poder e dominação da cultura que essa gente conseguiu por aqui, e esculacha como ninguém esses pseudointelectuais socialistas brasileiros.

Concordo com você que ele apoia e apoiou medidas antiliberdade e já fez algumas declarações absurdas, e que ele realmente não conhece o libertarianismo, cuja literatura é vasta é muito consistente. Pode conhecer Rothbard, mas pelo que citaram ai, ele conhece apenas o lado de historiador e de economista do mesmo.
Neste comentário que você postou que ele me xingou (o que nem acho ruim, pois esse é o jeito dele, que aliás, eu admiro e tenho um estilo parecido com o dele), ele mostrou que realmente desconhece o libertarianismo, fazendo uma crítica superficial contra um espantalho do mesmo. Não focou nos argumentos e não quis debater a filosofia libertária seriamente.

No podcast ele fez algumas observações que já estão bem batidas na literatura libertária, como esta de que uma sociedade livre não teria como se defender militarmente de um ataque de um estado socialista vizinho e precisa de um pouco de socialismo para não ser conquistada.
Não, isso não procede. Existe muita literatura libertária respondendo a este argumento, uma delas é esta obra: Myth of National Defense, The: Essays on the Theory and History of Security Production

A falha ideia de liberdade negativa de Berlin já foi também devidamente tratada pelos libertários, e é de fato muito melhor defender a teoria libertária do que esta alternativa.
A liberdade negativa de Isaiah Berlin

E não concordo com a crítica do kantianismo de Mises que Olavo fez. Mises usava a terminologia kantiana, mas não é certo dizer que ele era um kantiano. Gordon fala disso no ensaio The Philosophical Origins of Austrian Economics

Mas fora isso, nesta entrevista de quase 1 hora, ele falou praticamente apenas coisas positivas (algumas geniais), pro liberdade e pro ciência econômica (= austríaca). E na sua vida, essa proporção se repete. Ele pode ter dito besteiras, mas no geral, a liberdade tem muito a agradecer a ele. Enfim, o professor Olavo tem muitos méritos e merece toda a imensa admiração que possui, mas é claro que libertários como eu e você temos em pensadores como Mises, Rothbard, Rockwell, Block, Hoppe etc., os nossos mentores e heróis.

Foi uma honra para o Instituto Mises Brasil entrevistar O de C.

Responder
Rhyan 30/06/2013 00:30:40

Ok, concordo que há coisas úteis no Olavo, assim como dá pra achar coisas úteis em um "progressista" que defenda descriminalização das drogas, casamento gay etc..

Responder
anônimo 01/07/2013 18:59:43

Não seria interessante enviar estes artigos junto com suas discordâncias ao Olavo? Acredito que se você escrevesse um artigo comentando de forma educada e gentil a entrevista e apresentando estes e outros pontos de discordância ao Olavo, poderíamos ter uma troca de idéias muito enriquecedora. Acredito que o Olavo é um libertário em potencial, se ele fosse presenteado com alguns livros que apresentam e desmistificam a cosmovisão libertária, ele se aproximaria ainda mais do libertarianismo.

Se me recordo bem, vocês haviam combinado uma troca de e-mails ou um bate-papo sobre o assunto. Que tal colocar essa idéia em prática agora? O Olavo tem grande erudição, é um sujeito muito honesto, acredito que se exposto ao libertarianismo em sua versão mais rica e pujante, ele só não mudaria algumas posições se realmente tivesse bons motivos para isso.

Fica a sugestão. Escreva um artigo, envie para ele, espere a resposta e mantenham um diálogo que irá enriquecer a todos nós. Talvez vocês possam publicar os textos de ambos tanto aqui quanto no Mídia Sem Máscara.

Outra idéia interessante é promover um debate do Olavo com algum grande nome do libertarianismo, do ponto de vista mercadológico isso geraria um livro que teria tudo para se tornar um bestseller e ajudaria libertários e conservadores - sobretudo estes últimos - a crescerem.

Responder
anônimo 30/06/2013 14:43:38

E nisso ele também está certo. Muitos liberais apóiam sim a agenda cultural da esquerda, e acabam dando um tiro no pé.
Por exemplo, liberais apoiando o movimento GLS ou drogas, acabam fortalecendo grupos que tendo mais poder acabariam destruindo tudo que se opõe aos mesmos, passando por cima inclusive dos princípios libertários.Como o movimento gayzista querendo proibir a tal da 'cura gay' como eles chamam,que é algo 100% voluntário.

Responder
marcos 17/07/2013 14:55:31

Entao é melhor deixar de defender uma idéia liberal só porque um progressista é a favor?

Responder
anônimo 09/07/2013 14:03:34

Rhyan,

Escreva um texto transcrevendo ou reproduzindo as passagens de livros, textos, programas etc que afirme que o Olavo tenha ideias neocons, militaristas e imperialistas.

Responder
anônimo 21/08/2013 13:50:03

'Entao é melhor deixar de defender uma idéia liberal só porque um progressista é a favor?'

Não é só porque 'progressista é a favor' mas sim O MOTIVO pelo qual ele é a favor.Você vai estar ajudando uns vagabundos que vão te enfiar uma faca nas costas assim que tiverem chance.
Alguém já viu algum movimento feminista, gayzista, defendendo o direito dos outros DISCORDAREM deles? Acordem.

Responder
Diogo 28/06/2013 20:01:27

F A N T Á S T I C O ! ! !

Responder
Gabriel Miranda 28/06/2013 20:25:38

O Olavo deu a dica: o inimigo é o estatismo, vulgo comunismo. Sem a derrocada desta praga, não há liberdade de mercado plena!

Responder
Bruno 28/06/2013 20:49:30

Podcast histórico.

Acho que teria sido deveras produtivo para o debate incluir na pauta da entrevista o livro "Democracy: the god that failed" e questionar o Olavo acerca da ponte teórica que o Hans-Hermann Hoppe tentou construir ali entre o libertarianismo e o conservadorismo como duas faces complementares da mesma moeda.

Especialmente no trecho em que o O. de C. falou sobre as comunidades puritanas que fundaram os EUA (cujos membros teriam sido disciplinados e independentes a ponto de achar que não precisavam de governo) e de como o programa cultural de esquerda erode a ordem moral da sociedade e aumenta a demanda pela ordem política oferecida pelo Estado, foi impossível não lembrar da crítica de Hoppe aos "left-libertarians" e da tese dele de que uma sociedade libertária só pode ser estabelecida eficazmente em um ambiente de alta repressão moral, repleto de instituições intermediárias (moral, religião, família, etc.) para preencher o vácuo sociológico deixado pelos políticos e impedir que a anomia desintegre tudo:

"Moreover, true conservative libertarians – in contrast to left-libertarians – must not only recognize and emphasize the fact that there will be a sharp increase in discrimination (exclusion, expulsion) in a libertarian society wherein private property rights are fully restored to the owners of private households and estates; more importantly, they will have to recognize – and conservatives and conservative insights can be helpful in achieving this – that this ought to be so: that is, that there should be strict discrimination if one wants to reach the goal of a private property anarchy (or a pure private law society). Without continued and relentless discrimination, a libertarian society would quickly erode and degenerate into welfare state socialism. Every social order, including a libertarian or conservative one, requires a self-enforcement mechanism. More precisely, social orders (unlike mechanical or biological systems) are not maintained automatically; they require conscious effort and purposeful action on the part of the members of society to prevent them from disintegrating" (p. 213).

Responder
João 29/06/2013 14:52:32

Não conhecia esses argumentos do Hoppe. Onde posso ler mais a respeito? Um debate ou uma conversa entre o Hoppe e o Olavão seria algo deveras interessante e provavelmente geraria um excelente livro como gerou o debate com o Dugin. Fica a sugestão para o pessoal do IMB.

Responder
Bruno 29/06/2013 23:42:38

João,

O livro inteiro é cheio de ideias e teses nessa linha de querer aproximar e formar consensos gerais entre libertários e conservadores. A tese principal e mais politicamente incorreta ("monarquia versus democracia") é apenas uma parte dessa "guinada à direita" que ele deu nos últimos tempos.

Exemplos de argumentações hoppeanas:

- Os "direitos sociais" criados pelo Estado assistencialista diminuem o valor da solidariedade provida por instituições privadas como família, vizinhança, igreja, associação, guilda, etc., minando a autoridade delas sobre os indivíduos (terá sido coincidência que o primeiro sistema de previdência social tenha sido criado por Bismarck na Alemanha em plena Kulturkampf contra a Igreja?) e deslocando-a para o Estado;

- legislações progressistas criadas para proteger "minorias vulneráveis" (sempre em prejuízo da liberdade das maiorias que convivem com elas) são medidas intervencionistas que pressupõem uma transferência de autoridade da comunidade local para um governo centralizado (ou "tirânico", usando o termo do Olavo). No século XVIII, por exemplo, as guildas alemãs tinham por costume discriminar profissionalmente os filhos de mães solteiras, objetivando com isso privilegiar a instituição do casamento e desincentivar as "novas configurações familiares" de então. Tal costume (bastante espontâneo em uma sociedade em que o modelo tradicional de família – i.e., pai, mãe, muitos filhos, muitos parentes, o que facilita a distribuição dos riscos sociais – respondia por grande parte da coesão e solidariedade) só foi extinto depois que o Sacro Império quebrou a autonomia dessas instituições intermediárias e baixou uma norma geral proibindo a prática e mais uma vez "emancipando" (de uma maneira totalmente antilibertária) o indivíduo da disciplina imposta pela vida em comunidade.

Alguns artigos dele que exploram esses temas:
www.lewrockwell.com/hoppe/hoppe6.html
www.hanshoppe.com/wp-content/uploads/publications/hoppe_western-state-paradigm-1997.pdf (neste aqui ele critica até o Iluminismo e a Reforma por terem dissolvido a autoridade da Igreja e, em última análise, contribuído para o estatismo)

Responder
Adalberto 28/06/2013 20:54:55

O que mais dizer, fantástica a entrevista.

Responder
Manoel Arruda 28/06/2013 20:58:30

Oi Leandro, minha decepção fica por conta da diminuição da importância da liberdade e a oposição ao estado mínimo (não quero nem ouvir o que ele pensa sobre anarcocapitalismo), logo, defendendo o oposto. Espero que fique claro que não estou contra o IMB, justamente por querer que ele cresça não posso concordar com essa "estratégia".
Por fim, acredito que a associação não precisa ser um contrato formal, quando alguém é entrevistado no podcast, acreditamos que é alguém que concorda com as ideias liberais. Pois este é um ponto comum entre os convidados. Se isto não fosse verdade, teríamos entrevistas com o Plínio de Arruda, Sakamoto, Conceição Tavares e até o ex-liberal Constantino.

Responder
Uzbe 28/06/2013 22:49:54

O entrevistado diz que não se pode ter um território totalmente liberal (livre-mercado e sem estado), pois seria subjugado por forças estatistas vizinhas, militaristas, mais fortes e organizadas. Isto não seria um forte argumento fundamental, de onde se poderia concluir que a longa subsistência de territórios totalmente liberais é impossível? Para se ter um território com livre-mercado há que se ter uma proteção externa contra inimigos prováveis? (Por exemplo, um país onde o território de sua faixa de fronteira fosse fortemente militarizado e o centro um território totalmente liberal - seria um estado mínimo onde se separaria fisicamente o estado do mínimo)

Responder
Mauro 28/06/2013 23:02:46

Que um país necessite de uma milícia armada para protegê-lo contra inimigos externos é algo indiscutível. Desconheço anarcocapitalistas que sejam contra a existência desta milícia. O debate está em se ela tem necessariamente de ser estatal.

A própria Suíça, por exemplo, que nunca foi atacada, possui tem um exército que nada mais é do que uma milícia. O poderio do exército, em termos de armas de alto poder de destruição, era praticamente insignificante em relação ao dos alemães e italianos durante a Segunda Guerra Mundial. E, ainda assim, foi o único país da Europa a não ser invadido.

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

Responder
Renato Souza 29/06/2013 16:40:35

O exercito suíço é QUASE uma milícia, assim como o israelense, Mas, pela obrigatoriedade de prestar serviço militar, não são milícias.

O antigo exercito israelense, do tempo dos juízes, esse sim era uma milícia. O povo era convocado a se apresentar (homens maiores de 20 anos, até 40 anos, pelo que lembro) mas ninguém era obrigado a lutar. O sujeito poderia apresentar o motivo que quisesse, inclusive "estou com medo". Virava as costas e ia embora.

Responder
Gustavo BNG 28/06/2013 22:51:17

Olavo de Carvalho, em seus artigos, refere-se constantemente ao estrategista esquerdista Saul Alinsky (en.wikipedia.org/wiki/Saul_Alinsky).
Com base no livro Rules for Radicals, de Alinsky, o gaúcho Luciano Ayan compilou uma enorme série de mentiras usadas exaustivamente pelos esquerdistas: lucianoayan.com/rotinas-esquerdistas
Sugiro a todos os anticomunistas - libertários, liberais clássicos, conservadores - que leiam.

Responder
anônimo 29/06/2013 00:49:30

O blog dele é muito bom! Obrigado pelo link, vai ser minha leitura obrigatória agora

Responder
Renato Souza 29/06/2013 12:45:54

Luciano Ayan é o cara. É a única pessoa que eu saiba que estuda e divulga táticas e técnicas de debate contra as esquerdas.
Um agnóstico que está fazendo o trabalho que muitos cristãos deveriam estar fazendo.

Responder
Renato Souza 29/06/2013 12:57:29

No geral achei a entrevista informativa, mas achei que o Olavo não foi tão claro quanto deveria em alguns pontos. Os artigos dele geralmente mostram uma clareza maior na apresentação das ideias.

Quanto à descrição que ele fez da real economia "socialista", foi muito importante. É muito interessante e revelador.

Não sei se saíram artigos no Mises mostrando em detalhes o real funcionamento da economia soviética.

Responder
Sérgio 28/06/2013 23:03:41

Não imaginava uma dia ver o Olavo de Carvalho participar de um Podcast do Mises Brasil...

É hora de parar com essa briguinha imbecil e nos unirmos para combater o verdadeiro inimigo.

Responder
Uzbe 28/06/2013 23:09:37

Outra vantagem do socialismo frente ao liberalismo é que o socialismo praticamente proíbe a divulgação de ideias liberais, denominando-as de todos os nomes "feios :-(" possíveis e imagináveis (ideologia bastante odienta e rancorosa :-( essa hein.); Enquanto que o liberalismo tenta argumentar :-) (utilizando-se da razão, algo abominado pelo odientos) contra o socialismo, com ideias, cientificamente :-|. No embate da estratégia contra a razão, quem vence, quem convence mais gente?

Responder
Reinaldo Mendes 28/06/2013 23:18:23

Parabéns ao Mises Brasil.

Até que enfim.

Eu conhecí o Mises a partir da indicação do Olavo, e vejo que já passou da hora de liberais conservadores e libertários unirem forças contra a locomotiva bolivariana que assola a américa latina.


Responder
Rafael 29/06/2013 01:05:00

Irônico que, numa conversa com um instituto liberal por excelência, Olavo de Carvalho não tenha sido capaz de dar uma definição minimamente articulada de liberdade.

Num dado momento, ele ainda amalgama liberdade sexual e liberdade para abortar, produzindo uma falsa relação de causa e consequência entre uma e outra; sofisma comum entre estatistas, p.ex. quando tentam justificar a proibição de armas de fogo ou do consumo de drogas.

Responder
anônimo 29/06/2013 11:01:22

Num dado momento, ele ainda amalgama liberdade sexual e liberdade para abortar,'
Você não entendeu nada, ele está justamente criticando quem tem essa noção pessoal ilimitada de liberdade

Responder
Rafael 29/06/2013 21:01:09

@Anônimo

Transcrevo o sofisma de Olavo: "A sua liberdade de transar com quem vc quiser implica a supressão do direito de outro indivíduo, de nascer e viver". Não vejo como alguém poderia amalgamar liberdade sexual com aborto de maneira mais clara. Ou será que Olavo de Carvalho desconhece o preservativo e ignora certas práticas sexuais que não possibilitam a fecundação?

Responder
Caue 30/06/2013 18:56:27

Acho que é muito mais em relação a pedofilia meu caro...

Responder
Cauê 30/06/2013 19:09:35

Só pra citar um exemplo

Responder
anônimo 30/06/2013 20:30:36

Numa interpretação literal seria isso, mas colocando no contexto é claro que ele tá se referindo ao comportamento libertino e irresponsável que vai ter como consequência o desejo de ter o 'direito' de abortar, por parte da criatura lá.

Responder
João 01/07/2013 07:05:14

Ora, Rafael, mas o trecho citado por você deixa claro que ele estava justamente criticando quem defende o aborto como parte essencial da liberdade sexual das mulheres, argumento muito utilizado por feministas nos Estados Unidos e em todo o mundo. É claro que existem outros métodos preventivos, mas a questão da sexualidade não é central no que o Olavo está dizendo, visto que ele a utiliza apenas como um exemplo acessório que dá sustento à afirmação de que uma certa exacerbação da liberdade pode gerar contradições e paradoxos anti-liberais.

Responder
Marcelo L. 04/07/2013 18:53:11

Ele estava criticando esse raciocínio. Tu entendeu tudo errado.

Responder
Aline 29/06/2013 01:35:32

Brilhante! Olavo é o cara.


Obs: O mais engraçado são os xaropes tentando rechaçar utilizando conceito geral de liberdade. Que preguiça! Gente!, será que é tão difícil entender? Será que ele falou grego?

Responder
Nyappy! 29/06/2013 12:16:30

Não falou grego. É uma premissa falsa.

Responder
Aline 30/06/2013 01:43:08

Premissa falsa, repito, é entender liberdade como norma geral. Posso provar que essa tese é falsa com apenas uma frase de senso comum: "A liberdade de um termina onde começa a do outro."

A limitação da liberdade é um principio básico da própria estrutura da realidade; o conceito de liberdade tomado como regra geral, significa ter o poder total de fazer o que lhe aprouver, e isso é impossível. Não é uma questão histórica, é uma questão ontológica/metafísica. Nada no que tange a realidade tem a capacidade de potência para fazer qualquer coisa fora dessa mesma potência. Por tanto, o simples fato de se definir liberal – Lato sensu – é um Flatus Vocis: não significa nada.

Com tudo, para liquidar, definitivamente, com a premissa de liberdade como norma geral, concluímos que todo dito defensor da "liberdade", em realidade, é um defensor de qualquer outro princípio, e não da liberdade em si mesma. E tentar aplicar o principio de "liberdade" (um significante vazio) a qualquer sociedade é um erro intrínseco de raciocínio; pois toda sociedade é uma organização, e sendo ela uma organização, precisa limitar as liberdades, por uma questão prática da própria estrutura social - caso contrário, teríamos outros tipos de organização, escapando à definição de sociedade/estado.

O Olavo quis dizer que, dentro das democracias, devemos (impor) lutar por nossos princípios, para que tenham mais liberdade dentro da estrutura social que as limita; fato que acaba gerando conflitos, pois nem todos os princípios visam o bem da comunidade, dos grupos, da família ou do indivíduo. Significa que é sempre uma luta de princípios diversos, por tanto, relativos, antagônicos. E é este o ponto chave; quando devemos lutar por princípios elevados para que eles prevaleçam dentro da sociedade. Por exemplo: lutar pela defesa de certos princípios individuais em face do coletivismo.

Não é atoa que Aristóteles em seu livro "Política", define - na primeira frase - a cidade (estrutura social organizada) como: "A cidade é a forma mais elevada de comunidade e tem como objetivo o bem mais elevado". Por tanto, digo que, se não soubermos por quais princípios devemos lutar, jamais alcançaremos os tipos de liberdades que elevam o sentido dessa organização social a qual nos submetemos. E quando isso acontece, quando se perde as referências do que é certo e errado, do que é destrutivo e do que é construtivo, nos resta apenas a barbárie, destruição da ordem social propriamente dita - e com ela a perda das liberdades adquiridas.

Bjs.

Responder
Marcos 29/06/2013 02:20:24

Muita gente se esquece que o IMB tem o objetivo de divulgar e discutir as idéias da Escola Austríaca. Não o anarcocapitalismo, libertarianismo ou coisa assim. Sinceramente, não entendo as críticas quando um entrevistado não é anarcocapitalista ou não segue o que muita gente acha que é algum tipo de "consenso". O Olavo não é libertário, mas não apenas tem ligação com a EA como foi um grande divulgador dela aqui no Brasil.

Qualquer um com conhecimento e ligação com a EA vale a pena ser ouvido.É um tanto preocupante a tendência de se fechar em um mundinho ideológico, não dando espaço para diferentes autores e pensamentos. Quem costuma fazer isso é a esquerda.

Não é possível ficar restrito apenas a autores libertários ou da EA. Temos que buscar uma formação ampla, buscando conhecer inclusive os esquerdistas. Afinal, como vamos lutar contra um inmigo que não conhecemos?

Responder
Nyappy! 29/06/2013 12:19:04

O IMB tem sim como objetivo divulgar a filosofia libertária calcada nos preceitos de Murray Rothbard, assim como o MI americano.

Responder
anônimo 29/06/2013 14:36:57

Segundo o professor Iorio:

os objetivos do IMB:

I - promover os ensinamentos da escola econômica conhecida como Escola Austríaca;

II - restaurar o crucial papel da teoria, tanto nas ciências econômicas quanto nas ciências sociais, em contraposição ao empirismo;

III - defender a economia de mercado, a propriedade privada, e a paz nas relações interpessoais, e opor-se às intervenções estatais nos mercados e na sociedade.

Responder
Rodrigo 29/06/2013 15:34:29

Po, nao tinha uma musiquinha melhor para tocar nao? Um Mozart, um Beethoven, um Jazz... essa porcaria de Black Sabbath , com o Ozzy ainda... não da para engolir

Responder
Marco Aurélio 29/06/2013 19:13:46

Quem é 100% aceito? Mas garanto que uma conversa desta jamais iremos ver na mídia porque ela esta tomada pela mesma gente que vendeu a falsa prosperidade.

Criticar o Olavo me parece algo com a mídia brasileira ( aliás ela nem toca no nome dele para não ter que explicar que ele é.)

Responder
anônimo 29/06/2013 19:31:08


O Pedro Bial hein, surpreendente pros padrões brasileiros, sabe até quem foi Gramsci!

Responder
Miriam Martinho 29/06/2013 19:21:20

Olavo de Carvalho!!?? Ai, ai! Quer dizer que "As ideias socialistas ainda seduzem tanta gente porque "o comunismo é o único movimento político que existe nos últimos 200 anos."? Sério? Só existem oposições locais às ideias socialistas? Não existe internacional liberal (www.liberal-international.org/site/)? Resta saber então como ainda temos sociedades capitalistas (meia boca que sejam), de democracia liberal.

As ideias socialistas seduzem até hoje porque existem injustiças, discriminações, exclusões várias no mundo que vivemos. Os socialistas capitalizam a indignação proveniente desse quadro para seus propósitos, dando falsas soluções para os problemas sociais, já que só têm teoria de poder, não teoria de governo nem teoria econômica que funcionem. Mas os conservadores também não têm, já que tradição não move economia nem estrutura governos per se, por isso emprestam tudo do liberalismo, cortando-lhe as asas em troca. Conservadores apoiam Estado mínimo e outros princípios liberais muito mais porque veem o Estado como rival da família tradicional, centro do poder conservador, junto com a religião, do que pelos argumentos racionais que se costuma levantar contra os problemas derivados de um estado grande. E são tão liberticidas quanto os socialistas, basta ver nessa entrevista a historinha do seu olavo de que se você quiser liberdade sexual terá como contrapartida de aceitar um governo tirânico. O que alhos têm a ver com bugalhos, não é?

Mas, então, se os socialistas podem ser considerados alienados por não aceitar que sua ideologia não deu certo em lugar nenhum do mundo, em qualquer momento, como não considerar alienada também gente que não reconhece a realidade profundamente injusta do mundo em que vivemos como o real combustível da permanência das ideias socialistas na atualidade, indo procurar respostas como quem busca pelos em casca de ovo e chifres em cabeça de cavalo? Aliás, outra das razões para a prevalência das ideias socialistas deriva da incapacidade inclusive dos liberais de darem respostas aos anseios de justiça da maior parte da humanidade, negando sua validade, hostilizando os movimentos sociais, copiando o discurso neocon que reduz qualquer inconformismo com a sociedade em que vivemos a coisa de "preguiçoso, maconheiro, vagabundo, vândalo, niilista, psicopata, ateu..."? Enquanto a posição for essa, cega, surda mas não muda infelizmente, não terão condições de reverter a prevalência da visão socialista na sociedade. Não terão nem merecem ter.

Responder
Marcelo Torres 29/06/2013 19:32:47

Prezada Miriam, você se limitou a repetir palavras vápidas e a despejar chavões surrados ("existem injustiças, discriminações, exclusões várias no mundo que vivemos", "gente que não reconhece a realidade profundamente injusta do mundo em que vivemos", "incapacidade inclusive dos liberais de darem respostas aos anseios de justiça da maior parte da humanidade, negando sua validade, hostilizando os movimentos sociais, copiando o discurso neocon...").

Tente agora falar coisas mais conclusivas e mais originais. E, principalmente, seja mais explícitas em suas soluções.

Saudações.

Responder
anônimo 29/06/2013 20:15:48

Sério? Só existem oposições locais às ideias socialistas? Não existe internacional liberal

De resultados práticos insignificantes. Ron Paul sozinho fez muito mais pro mundo do que isso daí.

Conservadores apoiam Estado mínimo e outros princípios liberais muito mais porque veem o Estado como rival da família tradicional, centro do poder conservador, junto com a religião, do que pelos argumentos racionais que se costuma levantar contra os problemas derivados de um estado grande.

Família, religião... ei você esqueceu de culpar o homem branco!


As ideias socialistas seduzem até hoje porque existem injustiças, discriminações, exclusões várias no mundo que vivemos

Você pode dar nome aos bois? A melhor coisa do mundo é lutar contra injustiças, mas sem saber qual é fica difícil...

Responder
Tory 29/06/2013 20:19:21

Minha nem um pouco cara Miriam, não achamos que os "preguiçosos, maconheiros, vagabundos, vândalos, niilistas, psicopatas, ateus..." estão inconformados com a sociedade atual. Temos certeza que são seus artífices.

A visão socialista não prevalece na sociedade como um todo, mas apenas na nata (deveria dizer escumalha) formada por essas categorias elencadas por você mesma. O diabo é que são elas que ganham destaque na mídia, por acaso nenhum. Daí as pessoas normais as enxergam como seus representantes legítimos, quando são na verdade seus cruéis opressores, ou candidatos a sê-lo.

Enfim, a melhor forma do povo como um todo perceber todo o lodo que escorre dessas palavras vazias, como bem notou o Marcelo Torres, é estar submetido a elas. 11 anos de PT foi o bastante para muita gente se sentir lesada em pagar impostos para vê-los gastos em Rosemarys e mensalões. Como excelsamente analisou o Leandro Roque, ao encarar a falcatrua que é o discurso do PT, o povo foi às ruas para pedir errado, pedir mudanças com palavras de Miriam Martinho. Mais cedo ou mais tarde vão pedir o certo, que é menos governo e mais liberdade. Mais cedo se não derem espaço ao golpe planejado por aqueles que você presta serviço. Mais tarde se, como poloneses e romenos, só fizerem o certo depois que tudo tiver dado errado.

Responder
anônimo 29/06/2013 20:26:11

Conservadores apoiam Estado mínimo e outros princípios liberais muito mais porque veem o Estado como rival da família tradicional

Não há nenhuma prova disso, mas mesmo que seja verdade, qual o problema? Esse é um motivo perfeitamente legítimo para se opôr ao estado. Não tem nada que seja mais ligado à individualidade das pessoas do que os laços familiares, e ter o governo se metendo nisso é no mínimo repugnante.

Responder
Sérgio 29/06/2013 21:56:06

Muito bem, Miriam. Repetiu todos os chavoes politicamnete corretos. Só faltou defender cotas, a PL 122, o Passe Livre...

Responder
Renato Souza 30/06/2013 15:39:40

A mim parece claro que o poder de fogo das esquerdas é imensamente maior que o dos libertários e conservadores juntos. Eles tem uma amplidão muito maior de estratégias e meios, tem o aparato dos estados, tanto socialistas, quanto fascistas, quanto "liberais" a seu favor, dominam a mídia, a indústria de entretenimento e a academia, são donos da educação das crianças. A mim parece que a afirmação do Olavo sobre isso está correta, é um exercito lutando contra ninguém.

Responder
Marcus Benites 08/07/2013 09:43:55

Na verdade o discurso das esquerdas é superficial e fácil. Ele cativa pois se coloca, a priori, do lado da "justiça social", mesmo que, logicamente, os meios sugeridos não a alcancem... Como a maioria das pessoas não consegue pensar de fato, aceita os clichês da esquerda e sua condição de "defensora do povo". Na verdade a esquerda convence pois adota um discurso superficial e simplista, mas que é o único que as pessoas conseguem, de fato, absorver. Se você diz "saúde pública é bom", você não precisa se alongar pra defender isso, parece óbvio que você está com a razão. Já pra provar que "saúde pública não é bom", você precisa argumentar e levar sua audiência a acompanhar seu raciocínio lógico (e a maioria das pessoas não é capaz de seguir, entendendo, um raciocínio mais elaborado). As pessoas não conseguem pensar além de chavões. Obviamente os da esquerda são mais cativantes e, mesmo que falsos (o resultado será o oposto do que pregam), têm um poder de retórica que não conseguimos alcançar, justamente por buscarmos o caminho do pensamento e da inteligência, não acessível, infelizmente, à maioria das pessoas.

Responder
André Caniné 01/07/2013 20:37:52

Senssacional! Parabéns ao Bruno e ao professor Olavo!

Responder
Bernardo Emerick 01/07/2013 23:01:49

O problema do Olavo, como sempre, é criar uma caricatura ridícula dos libertários. Os seus alunos, que nunca devem ter lido um autor libertário sequer, escutam-no e acham que os libertários são todos umas grandes bestas. Como diz alguém acima, "a liberdade de um começa onde termina a do outro" já coloca o limite à liberdade. Portanto, a "ordem" precede a liberdade. Pois, ontologicamente, metafisicamente, a liberdade completa é uma impossibilidade.

Ora, está muito certo. Só que isso que o Olavo aponta como um problema insuperável, uma contradição insolúvel, a pá de cal do pensamento libertário, na verdade, não é problema algum. Pois os libertários não colocam a "liberdade" como princípio supremo. Os libertários (jusnaturalistas) colocam o PRINCÍPIO DE NÃO INICIAÇÃO DE AGRESSÃO como princípio supremo.

E agora, onde estão todos os paradoxos? Simplesmente desaparecem. Por exemplo, argumentaria hipoteticamente o Olavo, a liberdade total implica que um indivíduo poderia escravizar o outro. Logo, a liberdade de escravizar deve ser restringida. E, diz ele, a liberdade deve ser restrita. Ao que o libertário responde: sim, evidente. Pois o escravizador não tem o direito de INICIAR UMA AGRESSÃO a outrem.

A questão do aborto: um libertário pode simplesmente argumentar que o aborto é uma iniciação de agressão contra o feto. Pronto: está aí a solução do problema. Mas não há libertários que defendem o aborto? Sim, como Rothbard. E qual é o argumento: direito de exclusão da propriedade. Portanto, o problema pode ser resolvido sopesando essas duas questões. Ao meu ver, o aborto é ilegítimo, pois seria uma defesa desproporcional ao eventual agravo etc. (Não vou elaborar, pois não é este o tema.)

Este é o motivo por que tantos libertários ficam de saco cheio com o Olavo. Não é por ele criticar o libertarianismo. É por criticá-lo de maneira pueril, estúpida, patética.

Responder
anônimo 02/07/2013 10:16:29

Não é uma caricatura, ele não está fazendo uma descrição literal do que os libertários dizem, está falando suas próprias conclusões sobre aquilo que os libertários dizem.Como por ex, quando ele fala que o 'princípio' da não agressão não é princípio coisa nenhuma,e quem fala isso nem sabe o que é um princípio.

Responder
anônimo 02/07/2013 23:35:23

Ele NUNCA disse que o princípio de não agressão não é um princípio. Ele disse, isso sim, em vários artigos que a LIBERDADE e PROPRIEDADE não são princípios.

Aqui vão os artigos, para você ler por conta própria.

www.olavodecarvalho.org/semana/100215dc.html
www.olavodecarvalho.org/semana/100318dc.html

Aliás, este trecho aqui é maravilhoso: "Compare-se, por exemplo, a noção de liberdade com a de "direito à vida". Esta é um princípio universal que não admite exceções nem limitações de espécie alguma. Quando você mata em legítima defesa, ou para proteger uma vítima inerme, não está "limitando" a vigência do princípio, mas aplicando-o na sua mais plena extensão: a morte do agressor aparece aí como um acidente de facto, que em nada afeta o princípio, já que é imposto pelas circunstâncias em vista da defesa desse mesmo princípio. Nenhum raciocínio similar se pode fazer com relação à "liberdade". Quando você limita a liberdade de um para preservar a de outro, o que aí está sendo aplicado não é o princípio da "liberdade", mas o da "ordem" necessária à preservação de muitas liberdades relativas."

O princípio NÃO ADMITE EXCEÇÃO alguma, mas é legítimo matar no caso defesa à vida? É claro que se trata de EXCEÇÃO, é óbvio. Se algo é universalmente válido e sem exceções, não pode haver um ÚNICO caso em que a negação seja válida. E o que justifica a exceção é justamente o Princípio de Não Iniciação de Agressão: o direito de defesa pode ser entendido como uma consequência dele. O próprio Princípio de Proporcionalidade pode ser DEDUZIDO do PNIA, como o faz Rothbard.

O Princípio de Não Iniciação de Agressão é um princípio de "ordem". Nenhum libertário nega isso. Hoppe, que é talvez o pensador libertário mais importante dentro do jusnaturalismo hoje, diz explicitamente no The Economics and Ethics of Private Property que o problema da filosofia política só pode existir diante de escassez e da multiplicidade de indivíduos. Ou seja, todo o problema diz respeito a que tipo de ordem é legítima e o fundamento desta legitimidade.

Então o Olavo cria esse libertarianismo (que, repito, só existe na cabeça dele) e o refuta facilmente. Isto não é precisamente a definição de "boneco de palha"? Responda objetivamente.





Responder
anônimo 03/07/2013 05:05:48

'Ele NUNCA disse que o princípio de não agressão não é um princípio.'

Disse sim, no facebook, você que é desinformado

Responder
Caue 03/07/2013 05:47:14

Naquele caso específico, do direito a vida e liberdade.

O que ele está dizendo é que a vida é um conceito concreto e definido. Por isso poder gerar um princípio universal.
O que ele argumenta é que se está usando "espada contra espada".
Você está "sacrificando" uma vida para manter outra. Então o princípio continua válido (caso o inocente ou a terceira parte vença huahu) pois foi em defesa do direito à vida.

Agressão não pode ser definida, então não pode gerar um princípio.

Por exemplo, uma mentira pode ter conseqüências graves e ser considerada uma agressão. (Por exemplo, o INSS huaha, poderia ser uma questão qualquer de honra ou promessa de pagamento, etc,etc só citei o caso para ser mais ilustrativo)

Se eu entender que mentir não é uma agressão o principio falha, pois ele inevitavelmente vai lesar os aposentados no futuro.

Se eu entender que é um princípio, eu precisaria de uma ordem para manter esse comportamento (mentir) sem que cause severas conseqüências e "agrida" alguém.
E uma autoridade para exercer tal ordem. (Deus, religião, estado, etc...etc... Você pode argumentar que seria o ostracismo porém todo mundo mente ou já mentiu alguma vez e seria absolutamente utópico).

E cairíamos no conto do bom selvagem novamente.

Por exemplo, casamento gay, a questão ambiental, divórcio, aborto, etc, etc

Todos têm em comum levar em consideração os que não nasceram e os que se foram. É aqui que residem os verdadeiros valores conservadores.
E o que nos levou a maioria dos problemas atuais foi ignorar isso.

Tá tarde galera então deve estar meio confuso.

Responder
Diogo Casardes 02/07/2013 13:22:55

Ué, Bernardo! Da última vez que você esperneou e choramingou na página do Olavo, ele te fez perguntas que você não só não conseguiu responder como passou longe de entender do que ele estava falando.

Eu sei que você não é qualquer imbecil. Você conhece muito bem a obra do Olavo e do tratamento filosófico que ele dá às mais diversas questões em seu curso. Por que insistir, então, nessa idéia de que a critica do Olavo é pueril, estúpida e patética? Você não continua no COF? Por que não escreve para ele apresentando suas dúvidas e objeções? Peça para ele tratar sobre o PNA em uma das próximas aulas...

Responder
Bernardo Emerick 02/07/2013 22:41:27

Ô idiota, ele me bloqueou da página dele. Foi simplesmente por isso que ninguém respondeu.

Agora, responda ao que eu escrevi, ao invés de ficar falando que eu choraminguei etc. Vocês são patéticos. Eu mostrei claramente que o libertarianismo que o Olavo critica é uma coisa que só existe na imaginação dele e de seus aluninhos, que nunca leram uma página de autores libertários.

Responder
Bernardo Emerick 03/07/2013 01:49:42

Outra coisa: eu disse que ESTA crítica do Olavo é pueril, estúpida etc. Porque realmente é. A crítica é bem direcionada. Da mesma forma, eu digo que as análises do Olavo sobre a política americana são, geralmente, muito erradas. Por exemplo, o Olavo se diz um antiglobalista, mas apoiava entusiasticamente o Hermann Cain, que era gente do FED, que é quem financia o globalismo. Depois saiu apoiando a incrivelmente estúpida Michelle Bachmann. Depois apoiou o Rick Santorum e eu tive que expor, detalhe por detalhe, o quão corrupto, filho da puta etc. que o Santorum é no facebook dele. A dona Roxanne, vendo aquilo tudo, ainda saía defendendo o sujeito, alegando que nenhum político é perfeito...

Como devemos qualificar o delírio do Olavo de que o Ron Paul é um agente da KGB? Agora, não é engraçado que ele se sinta ofendido de ser chamado de agente da CIA, do Mossad, mas não veja problema nenhum em chamar um muito honesto do que ele próprio de agente do comunismo?

Responder
TC 02/07/2013 17:12:15

Mesmo os críticos do Olavo têm que admitir: de marxismo, movimento revolucionário, doutrinação, miltância, coletivismo e todas as merdas afins, ele entende pra caralho!!!

Responder
Gustavo BNG 02/07/2013 17:42:34

Acho que o maior mérito do Olavo é a divulgação, em língua portuguesa, de bibliografia relacionada a esses temas. Assim, não apenas brasileiros, como portugueses, angolanos, moçambicanos etc. recebem orientação para estudos.

Responder
Marconi 02/07/2013 23:03:42

O princípio da não-agressão é uma piada. E se for ofendido ? Aí precisa de justiça. Que justiça? Pronto, tá aí o estado. Há não.. tem a justiça privada.. kkkk

Olavo é o cara. Queria ver algum libertário interroga-lo sobre o princípio da não-agressão. Ele ia descascar em cima do infeliz.

Responder
Rafael 04/07/2013 09:49:34

Por que consentir com a "injúria"?

"Não confieis em príncipes." Salmo 146

A injúria não é uma agressão. Algumas pessoas podem se sentir prejudicadas pela injúria sofrida, mas isto não muda o fato de que a injúria, os insultos, a ofensa racial ou religiosa, a blasfêmia, não possam ser consideradas agressão. Existem inúmeras razões pelas quais uma pessoa pode se sentir prejudicada ou ofendida, mas isto não significa que estes atos sejam crimes. Um indivíduo pode se sentir ofendido se o seu vizinho pinta a casa dele de verde, um outro pode se ofender se o seu vizinho come carne, e outro ainda se o seu vizinho toma sol nu. Todos estes são comportamentos não agressivos e, logo, legítimos (a não ser que violem contratos como nos casos de algumas cidades privadas).


Estado? Não, Obrigado; Capítulo 9 - Liberdade de Expressão



O caluniador e o difamador

Naturalmente, os libertários civis negariam que sua objeção à calúnia e à difamação compromete-os com a visão aqui colocada. Eles reconheceriam que a reputação de uma pessoa nem sempre pode ser protegida, que às vezes ela tem de ser sacrificada. Mas isso, diriam eles, não isenta o difamador. Pois a reputação de uma pessoa não é algo com que se possa lidar de forma leviana, não pode ser prejudicada sem bons motivos.

Mas o que é a "reputação" de uma pessoa? Que coisa é essa que não pode ser "tratada com leviandade"? Sem dúvida, não é uma possessão que se possa dizer que pertence a ela da mesma forma como lhe pertencem suas roupas. Na verdade, a reputação de uma pessoa sequer "pertence" a ela. A reputação de uma pessoa é o que os outros pensam dela; consiste dos pensamentos "que outras pessoas têm a seu respeito".
Um homem não possui sua reputação, da mesma forma como não possui os pensamentos dos outros - porque isso é tudo do que consiste sua reputação. A reputação de um homem não lhe pode ser roubada, da mesma forma como não lhe podem ser roubados os pensamentos de outras pessoas. Se sua reputação "lhe foi tirada", de um modo ou de outro, pela verdade ou pela falsidade, antes de tudo, ele não a possuía e, portanto, não deveria poder recorrer à lei por danos.
O que, então, estamos fazendo, quando objetamos ou proibimos a difamação? Estamos proibindo alguém de afetar ou tentar afetar os pensamentos de outras pessoas. Mas o que significa o direito de livre expressão, senão que somos livres para tentar afetar os pensamentos dos que nos rodeiam? Então, temos de concluir que a difamação e a calúnia são consistentes com o direito de livre expressão.
Por fim, por mais paradoxal que possa ser, as reputações provavelmente ficariam mais seguras sem as leis que proíbem o discurso difamatório! Com as leis atuais proibindo a difamação, há uma tendência natural de se acreditar em qualquer mácula que seja lançada a público sobre o caráter de alguém. "Se não fosse verdade, não seria publicado", argumenta o público crédulo. No entanto, se a difamação e a calúnia fossem permitidas, o público não seria tão facilmente enganado. Choveriam tantos ataques, que teriam de ser substanciados, antes que pudessem ter algum impacto. Poderiam ser organizados órgãos como o Consumers Union ou o Better Business Bureau* para atender a demanda do público por informações precisas sobre as "indecências".

O público logo aprenderia a considerar e avaliar as afirmações dos difamadores e caluniadores - se a estes últimos fossem dadas rédeas soltas. Um difamador ou caluniador não mais teria o poder de arruinar a reputação de uma pessoa.


Defendendo o Indefensável; Capítulo III - LIVRE EXPRESSÃO- 2. O caluniador e o difamador

Responder
Marcelo L. 03/07/2013 23:00:39

Foi o Olavo que me apresentou a Escola Austríaca também, lá em 2008. Muito bom vê-lo por aqui.

Responder
Davi 04/07/2013 02:16:51

Bem legal o podscast. O velho manda muito bem.

Responder
anônimo 09/07/2013 13:52:47

A causa de eu ter conhecido o Mises!

Valeu Bruno!

Responder
Marco Giordano 09/07/2013 21:38:16

Gostaria que o Sr. Olavo se Carvalho desenvolvesse o conceito de liberdade apresentado por ele. Conheço o pluralismo de Isaiah Berlin e Oakeshott, mas tive a impressão de que há uma certa evolução desse conceito nas palavras do Olavo. Como faço para pedir a ele maiores esclarecimentos ou artigo sobre isso? Ele escreve para o site de vocês? Onde posso encontrar mais textos dele sobre o tema? Obrigado.

Responder
Bruno D 10/07/2013 12:47:07

E o caso da Suiça em que não havia exército estatal nenhum e enfrentou a Alemanha Nazista com um exército estatal altamente organizado?

Responder
Diego 15/07/2013 12:05:45

A Suíça não enfrentou a Alemanha nazista.

Responder
Marcelo Torres 15/07/2013 12:46:04

Há controvérsias:

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

Responder
Diego 15/07/2013 16:15:27

Há outras razões. www.dw.de/su%C3%AD%C3%A7a-ajudou-nazistas-com-dinheiro-e-armas/a-482482

Responder
anônimo 15/07/2013 18:24:12

"A política de nossas autoridades contribuíram para os nazistas alcançarem a sua meta terrível – o Holocausto"

Mas que surpresa, enquanto o povo suiço lutava para evitar ser assimilado, seu estado conspirava para manter seu domínio sobre seus súditos intocado.

Responder
Diego 15/07/2013 20:01:30

Mais mastigadinho aqui
history-switzerland.geschichte-schweiz.ch/switzerland-second-world-war-ii.html

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marcos 18/07/2013 14:50:49

Nao consigo entender porque o Olavo acaba brigando com varias pessoas que se aproximam dele. Mesmo com pessoas que concordam com a grande parte do que ele fala.

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anônimo 05/08/2013 10:09:21

É muito fácil entender.Ele dá muito valor ao seu trabalho intelectual e fica muito puto (justamente) quando alguém distorce o que ele diz.

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anônimo 05/08/2013 10:12:02

No face ele disse:
'Há um século a política econômica comunista, como aliás também a capitalista, é um vaivém entre estatização e privatizacão. Nunca vai sair disso, porque tomadas em sentido extremo as duas coisas são impossíveis. Quem acha que o oposto de comunismo é livre mercado não entende PORRA nenhuma do assunto. Comunismo NÃO é um sistema econômico, é um projeto de poder mundial e de destruição civilizacional que, a cada momento, usará as políticas econômicas mais oportunas, girando 180 graus, se preciso, com a maior cara-de-pau. Marx, por exemplo, era um grande apologista do livre comércio internacional'

Confere isso? Marx defendia o livre comércio? Achei muito estranho, não faz o menor sentido, mas considerando que raciocínio lógico não é o forte da companheirada, pode até ser...

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Marcelo Torres 05/08/2013 12:09:02

Sim, vide estes dois artigos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1608

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1170

Responder
anônimo 21/08/2013 13:45:06

O Olavo se gaba de acertar previsões estratégicas por vinte anos, e ele também aparentemente conhece a escola austríaca, então o que eu não consigo entender é o aparente otimismo dele quanto aos EUA, terra onde ele escolheu viver
Será que ele acha que ainda está na era Bush? Com a diferença apenas do Obama fazendo uma ou duas cagadas mas que são perfeitamente consertáveis? Será que ele não sabe do défcit americano? Ou de economistas austríacos prevendo o colapso dos EUA na próxima crise, muito pior que a de 2008?
Não entendo

Responder
Anônimo 21/08/2013 14:04:56

Recomendação: Não trate dos ditos deste filósofo com muita seriedade. Apesar do respeito grande até demais que uns de nós sentem por ele, Olavo realmente não é nenhum gênio ou criatura de poderes galácticos. Eu o considero muito bom, mas não suficiente para merecer tamanho alarde; tornando-o superestimado.

Mas veja bem, independendo do quão ruim os EUA estão, ainda estão melhor que o Brasil. Nisso eu não posso discordar do Olavo. Se tivesse que fazer a escolha que ele fez hoje, creio que não faria muito diferente.

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anônimo 21/08/2013 14:29:07

Você leu o último livro do Peter Schiff? A dívida dos EUA é maior que toda a riqueza da terra junta

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JBALL 05/11/2013 13:43:00

O Olavo afirma que o Mises é ótimo economicamente mas peca filosoficamente. Sabendo da formação kantiana de Mises, qual deveria ser o ideal filosófico de mises segundo Olavo?

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anônimo 20/04/2014 03:04:44

'Olavo kept covering these links, showing Obama's "Islamic" links as proof that he was sponsoring an Islamic policy, but omitting that the Islamic links were Saudi, the same Saudis suported by Bush and the neo-con Republicans (among others), or taking his links to Saul Alinsky as proof of him being communist, without going further on the trail. About facts like the link between Obama and Rahm Emmanuel, son of one of the founders of the Israeli secret services, nothing would be said, as nothing would also be said about Israeli attacks in Syria and its sponsoring of radical Islamists that now mass murder the same Christians he claims to defend. I decided to then ask him in private about these facts and others that point to the same direction.'

www.geopolitika.ru/en/article/exposing-brazilian-agent-provocateur#.U1M1OFVdVXv

Responder
anônimo 20/04/2014 12:18:24

www.libertoprometheo.blogspot.pt/2014/02/respondendo-em-definitivo-as-calunias.html
Quem acredita nas boas intenções do Olavo precisa muito ver isso, como o Olavo mentiu descaradamente, mentiu e foi desmascarada a mentira tentando desacreditar e falar que não conhecia o cara, que o cara nem era aluno dele quando ele era sim, tinha os comprovantes de pagamento do curso pelo paypal e os prints do Olavo respondendo as perguntas dele no facebook

E tem muito mais...vocês sabiam que o Olavo chamou o Alex Jones de agente russo também? É, não foi só o Ron Paul...
Começa a ficar explicado um monte de coisas sobre o católico astrólogo...

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anônimo 25/08/2014 17:59:27

"Ninguém nega que Olavo de Carvalho seja inteligente e erudito. Reconheço, ademais, que algumas de suas análises são procedentes. Daí a atribuir o valor salvacionista que você confere à obra dele vai uma grande distância. (...)Em filosofia, ele conduz seus alunos aos erros de gnósticos como Leibniz e Schelling. Como analista político, ele realmente acertou em muita coisa, mas era tudo óbvio: estava na cara que a esquerda era hegemônica cultural e politicamente. A perspicácia do Olavo só tem destaque pelo contraste, vez que somente havia esquerdistas e uns poucos liberais comentando política e cultura. (....) Sua liderança política conduz ao "conservadorismo" maçônico e revolucionário de Bush e seus neocons. Grande diferença para o esquerdismo dos democratas! Ambos são essencialmente progressistas e, por conseguinte, anticatólicos. Como "guru" religioso ele é ainda pior, eis que propõe a "unidade transcendente" de todas as religiões, o que é gnose pura. (...) Eu já vi até propaganda de uma loja maçônica no site dele.O Olavo sabe que Bush é maçom,que toda a elite americana é maçônica e mesmo assim está lá nos EUA militando na ala "neoconservadora" do Partido Republicano, que, além de maçônica, é instrumento do sionismo. Como se pode ser católico e transigir com a maçonaria?""

angueth.blogspot.com.br/2010/03/o-estado-servil.html

Responder
anonimo 10/01/2016 12:20:30

Queria saber de onde o Olavo de Carvalho tirou que o instituto Cato é a 'elite libertarian' americana.

'O Obama está por baixo, mas a parcela de americanos que acreditam nele ainda é maior que a de brasileiros que acreditam no PT. O povo brasileiro está dando aos americanos uma lição de lucidez política e ainda há uns molequinhos e uns burguesinhos pó-de-arroz que vão pedir conselhos ao Cato Institute.'

'Aconselhei: Sigam o povão. Seguiram a elite libertarian americana.'

Responder
anônimo 19/07/2016 09:10:12

Taí, vcs ajudam a divulgar esse cretino, é bem isso que vcs merecem.

'Uma idéia que nunca me ocorreu, mas que foi a primeira a brilhar nas cabecinhas dos novos teóricos do liberal-conservadorismo, foi a de me aproveitar de autores que divulguei pioneiramente no Brasil e sair cavando uma verbinha nas fundações com os nomes deles.'
OdC

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