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sexta-feira, 1 mar 2013
61º Podcast Mises Brasil - Rafael Hotz
logo_baixa.jpgENTREVISTA 61 – RAFAEL HOTZ

Num comentário recente em seu perfil no Facebook, o economista e analista financeiro Rafael Hotz abordou o problema da alavancagem nos bancos federais. Segundo ele, "a alavancagem da Caixa Econômica atingiu a assustadora casa de 28x, contra 17,4x no Banco do Brasil e 12,5x no Bradesco" e que "se se somasse a dívida subordinada ao patrimônio as alavancagens cairiam para, respectivamente, 10,8x na Caixa Econômica, 9,4x no Banco do Brasil e 8,3x no Bradesco". Neste Podcast do Instituto Mises Brasil, Rafael explicou o conceito de alavancagem e fez uma análise Austríaca sobre as suas consequências de acordo com os números disponíveis.

"O governo está tendo que injetar cada vez mais recursos nos bancos públicos para conseguir manter o ritmo de concessão de crédito na volumosa taxa. A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 24% em 2012, a carteira da CEF 42,8% enquanto que a do Bradesco cresceu apenas 7,6%. Então, quanto mais alavancagem você tem necessariamente mais risco. E o governo, que usa os nossos recursos, está fazendo o pagador de impostos incorrer em cada vez mais riscos para distorcer as taxas de juros, os spreads bancários, para implementar a política econômica que o senhor Guido Mantega acha adequada", explicou Rafael, que foi um dos vencedores do VII Prêmio Donald Stewart Jr. (2010) e traduziu o livro Contra a Propriedade Intelectual, de Stephan  Kinsella, publicado em 2010 pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil.




  • Ulisses Alfredo Santos Lima  01/03/2013 14:49
    O sistema bancário brasileiro é o mais concentrado do mundo. estamos nas mãos de 5 bancos dos quais 2 são do Estado.

    Quero um sistema que tenha milhares de pequenos bancos disputando o mercado.

    abraço

    Ulisses
  • Cristiano  01/03/2013 15:05
    Excelente entrevista. Concordo com o Rafael no tocante a "japonização". Teremos década ou mais de economia zumbi.
  • eduardo  05/03/2013 12:51
    A expansão dos ativos da CEF e BB foi concentrada em empréstimos, e essas operações entram 100% como ativo de risco na conta do índice de basiléia. Então, como eles conseguiram se alavancar tanto, sem furar o basiléia? Eles estão com índices muito piores do que os dos bancos privados?
  • Gui  05/03/2013 20:42
    Existe alguma razão específica para não se ter incluído o Itaú nessa relação? É o maior banco privado, seria interessante incluí-lo no cotejo.
  • Rafael Hotz  07/03/2013 00:23
    Eduardo:

    Eles estão enquadrados porque o governo está recapitalizando via dívida subordinada e instrumentos híbridos de capital e dívida do lado do passivo, instrumentos que entram no PR de Basiléia.

    Eu particularmente nem olho Basiléia. O indicador é meramente de compliance legal. Prefiro remontar os itens do balanço conforme pertinente e analisar alavancagem.

    Gui: Devido a restrições de tempo preferi analisar apenas esses três balanços. Quanto a achar o melhor banco privado, vai de cada analista. Entre BB, Bradesco e Itaú eu fico com Bradesco.

    Algo que eu não mencionei na entrevista é que o EBT/Average Equity ajustado considerando dívida subordinada dos três é bem parecido. Ou seja, do ponto de vista do potencial acionista os bancos públicos tem mais risco para um retorno quase igual.


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